Vasco

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

HISTORI&LENDA - ALMIRANTE VISITA GENERAL NO PALÁCIO DO PLANALTO

 Em 1979, aproveitando visita a Brasília, para disputar amistoso com o Taguatinga Esporte Clube, a delegação do Vasco da Gama foi agradecer ao general-presidente Ernesto Geisel, pela cessão de um terreno da União, no município do Rio de Janeiro, onde o clujbe pretendia construir um novo estádio.
 O chefe do governo era aquele “alemão” sisudo que pouquíssimos espaços abria em sua agenda para desportos e desportistas. Dizendo-se botafoguense, ele até esnobou conhecimento de causa, dizendo ao goleiro  Leão que a regulamentação da profissão de atleta de futebol seria “fundamental para a segurança na carreira”. E observou-lhe que “o jogador brasileiro se forma por si mesmo, sem nenhuma assistência técnica inicial”. Também, considerou que “os clubes deveriam ser mananciais de atletas”.
  Naquele dia, o “Almirante” ofereceu ao general um título de sócio honorário, uma bandeja de prata, uma medalha e um livro contado a sua história. Após as homenagens, o anfitrião disse ao presidente vascaíno, Agatyrno Silva Gomes, que seguiria fiel ao seu Botafogo, mas, a partir de então, teria o Vasco por seu segundo time.
Além do goleiro Leão, o general conversou com o zagueiro Abel Braga. No papo com o primeiro, uma bola furada. Ao ouvir o choro do camisa 1, por ter disputado duas Copas do Mundo e só vencida uma (como reserva, sem jogar, em 1970), Geisel argumentou que, por aquele tempo, os outros países se iniciavam no futebol e se preparavam, com afinco, tornando a disputa  mais difícil. Evidentemente, que a maioria das nações já praticavam o balípodo há um bom tempo.
Ao receber os presentes vascaínos, o general-presidente disse que o Brasil ainda estava muito atrasado na sua preocupação com os desportos e o preparo físico, e admitiu ser insatisfatório o papel do seu governo em torno da questão. Depois, destacou a atuação social vascaína na história desportiva brasileira. Nesse ponto, Agatyrno lembrou da colaboração do clube às forças armadas, comprando dois aviões para os pracinhas brasileiros combaterem durante a Segunda Guerra Mundial, e proporcionando meios para a instrução militar no estádio de São Januário.

BOLA ROLOU -  No gramado, na noite da quinta-feira daquele 1º de fevereiro de 1979, o Vasco treinou. Mandou 5 x 1 no Taguatinga, sob chuva fina, no Estádio Serejão, com o time da casa se segurando até os 13 minutos. Por ali, Paulo Roberto lançou e Guina abriu a porteira. Como  gramado escorregadio, o treinador Carlos Froner mandou a sua rapaziada se segurar. Mas ela só se segurou até  38 minutos, quando Paulinho fez 2 x 0. Na fase  final, Guina ampliou: 3 x 0, aos 20 minutos. Aos 26, Lindário diminuiu, para o “Taguá”. Mas, logo em seguida, Paulinho escreveu 4 x 1 no placar, que foi fechado por Guina (FOTO), pouco depois: 5 x 1.
 
Como Vasco da Gama, o português nascido em Sines,  fora um sujeito cruel, bombardeador e sanguinário, logo, homenagear um general ditador estava tudo em casa. Os rapazes que não tivera nada a ver com crueldades pelo caminho marítimo para as Índias e nem com os mimos no Palácio do Planalto foram: Leão; Gilson Paulino, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Helinho (Zé Mário), Guina e Paulo Roberto; Wilsinho, Paulinho e Ramon (Nenê). O Taguatinga era: Carlos José (Wilmar Gato); Aldair (Vaner), Dão, Santana e Lúcio; Warlan (Araújo), Marquinhos Lelé (Kim) e Lindário; Roldão, Paulo Hermes (Wilton) e Zé Vieira. Edson Rezende apitou, auxiliado por Antônio Barbosa e José Vida. A renda foi de Cr$ 200 mil cruzeiros e o público não divulgado – Geisel não foi ao jogo.
 O Vasco encarou o Taguatinga em quatro oportunidades: 21.07.1976, quando venceu, por 3 x 0, levou o meia-atacante Banana, emprestado, e promoveu um jogo de estreia do contratado, então maior jogador do futebol brasilense, atuando um tempo por cada time, em São Januário; 01.02.1979, o jogo citado no texto acima; 10.06.1982, quando mandou 1 x 0 e Roberto Dinamite recebeu a notícia da convocação para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo da Espanha (na vaga do contundido Careca), e, finalmente, em 06.06.1984, quando repetiu 1 x 0.


PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS BRASILEIRAS - CORRIDA POR ANÚNCIOS


Esperando a Copa-66
Antes da Copa
 do Mundo-1950
 Ao longo da história gráfica brasileira dezenas de revistas esportivas chegaram ao mercado de quase todas as partes do país. Mas poucas demoraram muito tempo nas bancas. Sem estrutura, planejamento e pesquisa de mercado (isso é coisa mais recente), a sobrevivência fica difícil. O que deduz-se por um estudo dessas revistas é que, quase sempre, um aventureiro lançava-se à empreitada só com a cara e a coragem. É de se crer, também, que os contatos publicitários não tivessem nível cultural suficiente para convencer um cliente. O que se dizer de uma revista com Pelé na capa vendendo poucos anúncios? Certamente, não se explorou o detalhe, pela falta de dados sobre o “Rei do Futebol”, por parte do contato, ou de não haver concatenação entre o departamento publicitário e a redação.
Um ano depois
da Copa-1966 
Interior gaúcho-1953
 Não há como negar: a capa vende. No mínimo, faz o leitor examiná-la e pensar se leva a revista. Quem não pararia para examinar a do Nº 46, da Hig Sport, de 1969? Confira o desenho artístico. Um outro bom vendedor é a mulher sexy. As primeiras revistas esportivas brasileiras eram muito conservadoras, por conta do moralismo da época, e pouco divulgaram as atletas em capas, assim mesmo, bem circunspectas – saíram mais em contracapas e no miolo. A Manchete Esportiva, na década-1950, trouxe-as mais despidas, mas não explorou isso publicitariamente, como o fez Placar já perto do final do século 20. Enfim, com ou sem estes detalhes, não há como negar: falta de anúncios é causa dos três itens citados nos primeiros parágrafos, a julgar pelo que se vê nas grandes revistas antigas, como O Cruzeiro e Manchete, principalmente.
Belo Horizonte-1964
Pelé na Foto Esporte
CONFORME JÁ LEMOS, a Revista do Esporte vendia poucos anúncios, porque tinha a irmã Revista do Rádio – segunda vendedora avulsa nacional, durante três décadas – segurando-a. O mesmo ocorria com O Globo Sportivo e a Manchete Esportiva. Seus proprietários, respectivamente, Roberto Marinho e  Adolpho Bloch, tinham grandes suportes para elas em sujas empresas. Já a paulistana A Gazeta Esportiva corri atrás, com vontade. Um outro  bom exemplo de corrida acirrada atrás do anunciante foi a mineira Foto Esporte.  Em tamanho desconfortável para o leitor – 32,50 x 23 cm –, toda em preto e branco e com fotografias de qualidade aquém do desejável, vendeu 14 anúncios para o seu primeiro número, de julho de 1964, quando ainda não havia ainda e euforia pela nova era surgida no futebol das alterosas com a inauguração do Mineirão – Agência Silvauto (automóveis); Andorauto (assistência técnica para Simca); Orion (massas alimentícias); Propac (revendedor do Vulcapiso); Mesbla (grande loja já extinta e que atuava em vários setores, divulgando a sua auto oficina mecânica); Banco Moreira Salles; Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais; Bemoreira (loja de varejo em três Estados); Eletro Carimbos; Divinal (maçanetas par levantar vidros); Café Palhares, que batizou-se, simpaticamente, por “Quartel General dos Esportes”; São Bernardo (lançamentos e incorporações); Sabel (vendas de Simca) e H.Coscarelli (venda de óculos).

ALÉM DESSES, ainda houve anúncios do  Jornal do Automóvel (suplemento do jornal Diário de Minas) e de O Debate (jornal esportivo mineiro), o que pode ter sido permuta, e um outro de Eraldo (desenhos comerciais e publicitários), que pode ter sido cortesia da casa, de vez que o dono do nome era, também, chargista da revista, produzindo “Eraldo nos esportes”. Portanto, 17 recados, o que significa ter tirado a bunda da cadeira e corrido atrás.
Foto Esporte
 Se mineiro trabalha em silêncio,  “Foto Esporte” tentou comprovar. Quinze números depois, mantendo o mesmo padrão, voltou às bancas com os 17 anúncios, em sua segunda temporada. Daquela vez, mais focada na Copla do Mundo-1966, na Inglaterra –Banco Mineiro do Oeste; Astrobel (colchões de mola); Monark (bicicleta, com Pelé garoto-propaganda); Novatração de Minas Gerais (reparos e reformas de pneus de máquinas e tratores); Distribuidora Hudson (lubrificantes, graxas, fluidos par freios, detergentes, estopas para carros);  ADEMG (agência estatal administradora do estádio Mineirão); Recapagem Minas gerais (pneus e câmaras); Brama Extra (bebida); Academia de Danças Rodolfo Levi; O Debate; Irmãos Machado (investimentos, exportação, importação e títulos); Itambé (divulgando doce de leite); Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (desejando sucesso ao mineiro  Tostão e ao escrete brasileiro na Copa do Mundo-1966); Loteria de Minas Gerais; Atuo Mecânica Lambertucci; Prefeitura de Belo Horizonte e Sprotball (bola de futebol) prestigiaram a edição. Se comparado com a quantidade de espaços vendidos na mesma época pelas cariocas Revistas do Esporte e Futebol e Outros Esportes, estes levaram um “vareio de bola”. Isto é, de anúncios.
 
NADA DE NOVO. Entre março e abril de 1950, vésperas da primeira  Copa do Mundo no Brasil, a carioca  revista “Goal!!!”,  com o numero sete totalmente sobre o evento, só vendeu quatro recados em 32 páginas –  Cafiaspirina; A Equitativa (seguros de vida);) Madalena (comércio de papel) e Eno (sal de frutas), este aparecendo duas vezes. Na segunda, podendo ter sido o chamado “calhau”, na linguagem de redação o anúncio que cobre o espaço para onde não se tem texto.
Com os contatos publicitários cariocas devagar, mergulhemos no mapa e no tempo. Adiantemos três temporadas.  Em setembro de 1953, quando a gaúcha Revista dos Esportes, da cidade de Pelotas, chegava ao número 55, em um mercado infinitamente menor do que o do Rio de Janeiro, a publicação circulava com 37 anúncios –  Bolinder´s (trastr); Cimer (importadora agrícola); Oficina Técnica Fonseca (maquinaria agrícola); Mesbla (loja de produtos variados); Casa Krentfh e Casa Americana (artigos esportivos); Pelotense (reformadora de pneus Tyresoles); Peitoral de Angico Pelotense  e Faycal (remédios contra tosse); Drogaria Unicum; Bazar Edison; Casa Champion( baterias Heliar); Garage do Centro (estadias, oficinas, equipamentos);  (VARIG (viação aérea); Rubens Cosa Vitório (oferecimento de consertos de relógios, calculadoras, máquinas de escrever, etc e reformas); CH Nogueira (vendas de terrenos); Tipografia Arauto;  Círculo Operário Pelotense; Cerâmica São Jeronimo; Cerâmica Pelotense; Cine Pelotas (empresa com três salas projetoras na cidade); João F. Pires de Lima (representante de firma Barcelos & Frank,  arquiteto, construção em geral); Cooperativa de Laticínios Pelotense; Tabacaria (divulgando os cigarros Douradinho Extra, Misturas Fina, Columbia, Piccadilly, Cairo, Luiz XV, Albaniz, Finesse, Lincoln e Beverly); Audácia (cigarro do fumo Virginia); Café Lamego; Alfaiataria Vargas;  Jardim (pinturas em prédios, caiações, letreiros, desenhos); Banco Industiral e Comercial do Sul; Agência Jacaré (Bicicletas); Casa Sedutora (calçados); Sayão & Gomes (representante de Bom Bril); Agripino L. Alencastro (leiloeiro oficial); Jockey Club de Pelotas; Joaquim Oliveira (fabricante de adubos) e Ferragem Carvalhal (divulgando os Encerados Locomotiva).
Para uma revista interiorana, dedicada ao esporte da terra e com pouquíssimas visitas ao futebol nacional, com fotografia de qualidade fraca e a capa em sécia, era uma demonstração de que os buscadores de anúncios se viravam.
De um extremo ao outro, em Manaus-1967, após o insucesso do Brasil na Copa do Mundo-1966, época em que o Amazonas ainda ficava “longe do mundo”, a “Esporte em Revista” vendia mais anúncios do que as cariocas citadas acima. Embora fosse de impressão nada boa e sem padrão editorial, misturando todo o tipo de informação – o material dos principais centros do futebol brasileiro era fornecido pela agência noticiosa Sport Press – seu sétimo número, por exemplo, circulou com nove visitas  – Bazar Esporte e Bazar Costantinópolis (lojas esportivas); Drogaria Haddad; Lojas Boliche (elegância masculina); Antarctica; Selvatur (aluguel de apartamentos para turistas no Rio de Janeiro); Loja Cearense (tecidos e produtos das Zona franca de Manaus, como rádios, eletrolas gravadores, etc) e Depro e Avianca (elegendo a Garota Turismo-1967).
 Há ainda um anuncio da PRH-4, Rádio Cultura, que pode ter sido permuta.  Portanto, ou corre atrás, ou fica parado. Com revista esportiva sempre foi e será assim.              

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - EVA


A edição Nº 129, de 10 de maio de 1958, da semanal revista carioca "Manchete Esportiva", do grupo Adolpho Bloch, abriu a página 2 contando que "Também houve dinamite em Poços (de Caldas) e Araxá", as duas cidades mineiras em que a Seleção Brasileira iniciara os treinamentos visando a conquista da Copa do Mundo daquela temporada, em gramados da Suécia, o que viria a acontecer. E será que o canarinho voou?
A matéria, assinada por Arnaldo Niskier era uma "fofoquinha" que, por sinal, fora contada, também, por Ruy Castro, em seu livro sobre Garrincha. Mas Niskier não comprometia nenhum dos atletas. Só citava que uma morena e uma loira foram às duas cidades muito a fim de exercerem as suas aptidões para pecadoras.
Dificilmente, a "Manchete Esportiva" abria espaço para as mulheres em suas capas, ou contracapas. Naquela semana, no entanto, além do click, de Jader Neves, que você acima, fechou o tempo (e a edição) com a foto abaixo, dando o serviço: "Eva põe fogo no escrete".
Antes desta contracapa que você vê aqui embaixo, a semanária dos Bloch só havia brindado o sexo feminino neste espaço por ocasião de grande competição de basquetebol. Poucas vezes e sem nenhuma intenção sexy. Até que o seu leitor pode morder esta maçã. O "Kike" já publicou uma outra "Bela (em PB) da Manchete Esportiva" na data 23 de abril deste 2014. Confira!

domingo, 31 de janeiro de 2016

VASCO 4 X 1 MADUREIRA - ESTADUAL-RJ

Nenê, um gol e grande atuação
O Vasco começou avisando que iria usar torcida e campo favoráveis para ir logo ao ataque. E não demorou a bater na rede. Nenê, primeiro vascaíno a tocar na bola, a um minuto, fez um perfeito cruzamento, aos 8 minutos, da esquerda para a área, encontrando a cabeça do equatoriano Riascos que matou: 1 x 0.
A alegria da torcida cruzmaltina, porém, durou pouco. Aos 15 minutos, falta cobrada, da esquerda da defesa anfitriã foi finalizada por cabeçada do zagueiro Daniel, igualando o placar: 1 x 1, placar do primeiro tempo.
Na etapa final, o time do técnico Jorginho Amorim começou com a mesma disposição do início da fase anterior. E desempatou aos 5 minutos. O zagueiro Luan subiu ao ataque e fez um cruzamento para a área do Tricolor Suburbano. A zaga cochilou e Andrezinho apareceu livre para cabecear e mandar a bola na rede: 2 x 1.


Éder Luís fez o passe na medida e ganhou o direito
 de brincar da cavalinho com Riascos
O Almirante aumentou a conta, aos 36 minutos, com Nenê cobrando pênalti sofrido pelo lateral-direito Madson, que invadiu a área e foi derrubado.  Na batida, o meia cobrador vascaíno fez a paradinha, o goleiro jogou-se para o seu lado esquerdo e ele mandou a bola à sua direita: 3 x 1.Mas ainda teria mais: aos 47 minutos, Nenê lançou Éder Luís, pela esquerda, este foi até a entrada da área e serviu Riascos, que contabilizou: 4 x 1
O jogo teve: 8.892 presentes e 7905 pagantes, renda de R$ 246.375,00 e arbitragem de Grazianni Maciel Rocha. O Vasco foi: Martin Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César (Bruno Gallo);  Julio dos Santos, Mateus Vital (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Éder Luis) e Riascos. Técnico: Jorginho Amorim. Madureira: Rafael; Formiga, Daniel, Jorge Fellipe e Ernani; Ryan (Carlos Júnior), Everton e L. Chaves; Arthur, João Carlos (Gerley) e Maranhão. Técnco: Alredo Sampaio. (Fotos de Paulo Fernandes - www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

O VENENO DO ESCORPIÃO - DONAS DO PODER APRONTARAM DE (QUASE) TUDO

  Quem diria! Até mesmo a gloriosa Catarina de Aragão não escapa de escalação em uma patota “compliquê”. Primeira rainha consorte do Rei Henrique VIII da Inglaterra, a princesa - filha dos reis Fernando II de Aragão e de Isabel de Castela -, ficou noiva, aos três de idade, de Arthur, o Príncipe de Gales, herdeiro da coroa inglesa, casaram-se e, cinco meses depois, o carinha virou simples pálida lembranças no quadro da parede do palácio. A rápida princesa, "rápida no gatilho," não ficou chorando pelos cantos palacianos. Tempinho depois, colocou argola num dedo do irmão mais novo do falecido, o Rei Henrique VIII. Pena (para ela) que o rolo não rolou muito, pois o mau caráter do "Henricão" pediu anulação do casamento, alegando que a insuspeita Catalina de Aragón havia rolado na horizontal com o seu irmão mais velho. Queria o quê? Então, a expulsou da corte e casou-se com Ana Bolena, a quem acusou, também, de ter-se deitado com outros. E arrancou-lhe, literalmente, a cabeça.

No entanto, rolos dentro da realeza europeia nunca faltavam. Por exemplo, nas horas vagas, as esposa do Imperador francês Napoleão Bonaparte tinham por esporte predileto deitarem-se em outras camas que não seriam do dito cujo, inclusive a Maria Luísa de Áustria, insuspeita irmã da Princesa Leopoldina, imperatriz do Brasil. Mas deixemos de lado o lado sacanial do outro lado do mundo, e partamos para um lado um pouquinho mais próximo. Antes, uma sugestão: quem precisar de figurinhas complicadas não pinte por estas bandas tropicais. Elas não servem: são muito mais complicadas. Quem quiser tirar as provas é só dar uma sapeada nos fuxicos abaixo. Vamos lá?

Pois bem!  Por aqui, por estas bandas-Brasil, a carola das carolas, a princesa Isabel de Orleans e Bragança, aproveitou uma viagem do pai – Pedro II - ao Velho Mundo para libertar os escravos, em 1888. Ao gabar-se disso para o Barão de Cotegipe - 30º chefe de gabinete imperial-1885/1888 - segundo o qual ela abalaria a economia pela questões mão de obra e de indenizações, ouviu dele: ´´É, princesa! Libertaste os escravos, mas perdeste o Império”. Não deu outra: em 1889, a República estavaali na equina estipulando 24 horas de prazo para a familia imperial escafeder-se do solo pátrio, para o qual o "Pedrão" só voltou em forma de esqueleto - para a Cripta Imperial do Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

 Saiamos daqui e vamos para o Haiti, que parece ser aqui. Por lá, o ditador Jean Claude “Baby Doc” Duvalier, de repente, treslocou-se pela mestiça Michele Benett. Chutou a sua mulher negra e desarvorou o coração dos sacerdotes vudu. Michelle, embora vivesse em país com filamentos de mercúrio dos termômetros pra lá da estratosfera, adorava vestir casacos de vison comprados nas mais sofisticadas lojas de Paris. Motivo para o marido instalar moderníssimo sistema de refrigeração no palácio presidencial e ela desfilar os seus modelitos da hora - e os empregados viverem gripados. Um dia, porém, a onda passou. Em 1986, o “Baby Doc” sacou que era fim de farra, "pegou emprestado" (nunca devolveu) 120 milhões de dólares dos cofres haitianos e fugiu para a França. Por lá, a bela Michele gastava milhares de dólares nas joalherias e lojas da moda, pois o “Baby Doc” a deixava controlar a sua grana. Um dia, sacando que o maridão já andava com os bolsos furados, ela  pediu o divórcio, e  ele voltou para “bater a botas”,  no Haiti, pobretão, pobretão, em 2014.

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Golpe por golpe no marido, quem, também, aplicou um - sem dó e nem piedadinha do dito cujo - foi a boliviana Juana Sanchez. O barato começa quando o general Manuel Melgarejo (foto acima) tornou-se dono do poder na Bolívia, evidentemente, derrubando o antecessor. Sem demora no cargo, ele sentiu vertigens vendo a beleza de uma garota, de 18 de idade, e tornou-a primeira-dama. Enquanto comandou o seu país, de 1864 a 1871, Melgarejo aprontou todas, e até declarou guerra à Inglaterra. Pelos finalmente de suas estrepolias, seus generais já estavam cansados de aturá-lo, e resolveram fazer um servicinho com ele. Melgarejo, rapidão, fugiu no rumo do Peru, sabedor de que Juana havia se mandado para lá, levando todo o dinheiro que pudera limpar dos cofres públicos. E foi no rastro dela. Só que “na casa da mãe” Juana Sanchez ele não pisou as botas. Ela não quis papo com ele e, de quebra, o general foi sumido à bala.

 Um pouco depois  da Bolivia, no Equador, tivemos um inusitado rolo político. Complicadíssimo! Era 1996, e o Congresso Nacional do país decidiu achou que o presidente Abadala Bucaram não andava batendo bem os escanteios mentais. Cartão vermelho pra ele e jogo recomeçado com a vice-presidente Rosalia Arteaga (foto abaixo) escalando-se na vaga aberta pelo Bucaram. Bola fora! O Congresso preferiu o presidente do poder legislativo, o deputado Fabian Alarcon. Que rolo! Bucaram, Rosalia e Alarcon se diziam donos da bola e não queriam tirar seus times de campo. No meio do rolo, Alarcon renunciou e o Congresso nomeou Rosalia presidente interina. Então, Rosalia renunciou e chamou Alarcon para a sua vaga. E Alarcon chamou Rosália para ser a sua vice-presidente, no que ela topou – coisas da América do Sol? 

Rosalia reproduzida de Wikipedia 

    

TRAZIDO PARA ESTA PÁGINA APÓS PUBLICADA NO Jornal de Brasília de 02 de junho de 2024