Vasco

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

HISTORI & LENDAS DA COLINA - REAL

Estatísticas dos jogos entre o Vasco da Gama e o espanhol Real Madrid. Vale ressaltar que a revista "Manchete Esportiva" Nº 135, datada de 21 de junho de 1958, faz referência a SELEÇÃO DE MADRID 4 X 2 VASCO, em 1956. A matéria está nas páginas 25, 26 e 27, assinada por Horácio Henrique de Figueiredo, e lista todos os jogos internacionais vascaínos, entre 1931 e 1958, sob o título, '"VASCO, UMA POTÊNCIA NO EXTERIOR".  Confira tudo:

01.07.1956 - Vasco 2 x 5 Real Madrid. Estádio: Olímpico, em Caracas (VEN). Juiz: Lirés López. Gols: Laerte, aos 13, e Vavá, aos 40 min do 1º tempo; Joseito, aos 15; Marsal, 33; Rial, aos 37, e Di Steafano, aos 50 e aos 57 min do 2º tempo. VASCO: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Bellini; Laerte, Haroldo (Orlando Peçanha)  e Coronel; Sabará, Válter Marciano, Livinho (Pinga) Vavá e Djayr. Técnico: Martim Francisco. REAL MADRID: Alonso, Atienza, Marquitos (Oliva), Lesmes, Muñoz, Zárraga, Joselito (Casado), Marsal, Di Stefano, Reial e Gento.

17.07.1956 – Vasco 2 x 2 Real Madrid. Estádio: Olímpico, em Caracas. Juiz: Benito Jackson (VEN). Gols: Sabará, aos 56; Rial, aos 61, Astolfo, aos 71, e Joselito, aos 76. VASCO: Carlos Alberto; Dario, Bellini, Coronel; Laerte, Orlando; Sabara, Livinho (Pinga), Vavá, Walter, Djair (Artoffi). REAL MADRID: Alonso; Atienza, Marquitos, Lesmes; Muñoz, Zárraga; Joseito, Marsal, Di Stéfano, Rial, Gento.

14/06/1957 - Vasco 4 X 3 Real Madrid. Torneio de Paris (FRA). Estádio: Parc de Princes. Gols: Di Stefano, aos 4 ; Valter Marciano, aos 20, e Vavá, aos 32min do 1º tempo; Mateos, 08; Livinho, aos 21; Valter, aos 39, e Kopa, aos 44 min do 2º tempo. VASCO: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Valter; Sabara, Livinho, Vavá e Pinga. REAL MADRID: Alonso; Torres, Marquitos(Santamaria), Lesmes e Munoz; Ruiz e Mateos; Kopa, Di Stefano, Rial (Marshal) e Gento.
08.02.1961 – Vasco 2 x 2 Real Madrid. Estádio: Maracanã: Juiz: Juan Brozzi (ARG). Público: 122.038 mil pagantes (cerca de 140 mil presentes). Renda: Cr$ 21.395.2560,00 (recorde na América do Sul). Gols: Del Sol, aos 14: Canário, aos 15; Casado (contra) aos 52, e Pinga, aos 62 min. VASCO: Humberto Torgado (Miguel); Paulinho de Almeida, Belini e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Delém, Wilson Moreira, Lorico (Valdemar) e Pinga (Da Silva). RERAL MADRID: Dominguez; Marquitos (Michel), Santamaria (Zagarra) e Casado; Vidal e Pachin; Canáriol, Del Sol, Di Stefano (Pepillo), Puskas e Gento.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A GRAÇA DO LEITOR DA COLINA

A revista do empresário Adolpho Bloch abria espaço aos seus leitores, por uma página dupla chamada "Você em Manchete Esportiva". Respondia cartas, divulgava palpites e comentários da galera, que mandava desenhos, também. Pela edição Nº 126, de 19 de abril de 1958, o "artista" estampado identificou-se, apenas, por Mendes. Ele caprichou na charge do time cruzmaltino, campeão do Torneio Rio-São Paulo daquela temporada. De acordo?

The entrepreneur magazine Adolpho Bloch opened space to your readers, by a double page called "You in Headline Sports". He answered letters, disclosed hunches and comments from the crowd, who sent drawings, too. The edition No. 126 of April 19, 1958, the "artist" stamped identified himself only by Mendes. He caprichou in charge of cruzmaltino team, champion of the Rio-São Paulo Tournament that season. According?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

HISTORI & LENDAS DA COLINA - LOPES

Antônio Lopes chegou ao Vasco por inteiro acaso. O preparador Hélio Vigio havia ido à delegacia policial da Praça Tiradentes, ver a situação do carro do goleiro Andrada, que fora apreendido. Lopes o atendeu, cobrou a multa prevista em lei e o caso foi resolvido. No papo, informou ao visitante que era diplomado em Educação Física, além de Direito. Então, Vigio o informou que havia uma vaga, em São Januário, para preparador físico, podendo o ocupante trabalhar como auxiliar do técnico Mário Travaglini.
NO ATO, ANTÔNIO LOPES trocou a "delega" pelo gramado.

Segundo a "rádio fofoca" de São Januário, AntônIo Lopes teria sido demitido porque era muito amigo de Arthur Sendas, opositor do presidente Agathyrno Gomes, que aproveitara o rolo para se livrar de amigos dos inimigos políticos. SOBROU PRA QUEM TINHA amigos inimigos do patrão.
Antônio Lopes voltou a são Januário, em junho de 1981, já como treinador, após ter passado Olaria e América. O presidente era Alberto Pires Ribeiro, mas quem mandava no futebol era Antônio Calçada. Ao receber um telefonema deste, Lopes achou que fosse trote. Não era. Em junho de 1981, ele estreava como técnico do Vasco, vencendo o Fluminense (3 x 0) e o Bangu (3 x 1). Em seguida, excursionou, por 15 dias, pela Europa, e ganhou o Torneio Splitz. Na volta, conquistou o segundo turno do Estadual-RJ, tendo por time-base: Mazaropi; Rosemiro, Nei, Ivan e João Luís; Serginho, Dudu e Amauri; Wilsinho, Roberto Dinamite e Silvinho.
ACHOU QUE ERA TROTE, deu uma banana para o troteiro e saboreou o Torneio Splitz..

Em 1983, Antônio Lopes trocou o Vasco, pela Seleção do Kuwait, indicado por Carlos Alberto Parreira, que conhecera na escola de Educação Física. Quem lhe contratou foi o sheik Farred, fanático por futebol, ao ponto de invadir o campo, durante a Copa do Mundo de 1982, para anular um gol da França contra a sua equipe. Em 1985, Lopes estava de volta à Colina. Em 1986, colocou a faixa de campeão da Taça Guanabara. FARRED FEZ A FARRA na Copa e Lopes na Taça. (foto acima reproduzida do site de globoesporte.globo.com). Agradecimento. 

domingo, 1 de janeiro de 2017

KIKE EDITORIAL - ANO NOVO


                        KIKE EDITORIAL- ANO NOVO
 O primeiro de janeiro, tradicionalmente, é o Dia da Confraternização Universal. Será mesmo? Pelo menos, esta prática não passa muito, coronariamente, pelos “shake hands” de árabes e judeus; russos e norte-americanos; vascaínos e flamenguistas, bem como de Justiça e políticos brasileiros. Confere?
 O Ano Novo começou a ser comemorado na Babilônia, há dois mil anos antes de Cristo-AC. De lá para cá,  a celebração mudou data e ritos no lado ocidental do planeta. Os babilônios, por exemplo, o começavam em março, quando a primavera chegava e eles iniciavam as novas plantações. Era farra de 11 dias. Que beleza!  E o nosso Carnaval é só de três!
 Pois bem! O tempo rolou e quando já era o ano 600 AC, os gregos comemoravam o início de sua primavera botando o bloco na rua e desfilavam exibindo um bebê simbolizando a nova estação do ano. Isso tudo em honra a Dionísio, o deus deles do vinho e da fertilidade. Claro! Não iriam perder a oportunidade para uma comemoração literal à base de muitas carraspanas e pegas amistosos na horizontal. O tempo recomendava.
 Chegado a 153 AC, começou a sacanagem dos políticos. Os senadores da Roma antiga levaram os festejos do Ano Novo para  o primeiro dia do janeiro, que era o início e o final dos seus mandatos. Decreto carimbado, rotulado. Quem não gostasse que fosse se queixar ao Papa. Mas, como ainda não havia Papa, o jeito era deixar rolar. Para felicidade geral dos puxa-sacos legislativos.
 E, já que o Senado da antiga Roma achava-se no direito de mudar as regras dos forrobodós, a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, também, resolveu mexer no regulamento, servindo de exemplo para os futuros constituintes brasileiros, a começar pelo chefe Don Pedro I, que convocou e dissolveu a primeira Assembleia. Mas, como vínhamos papeando, o Papa Sérgio IV (1.109-1.112)  mudou o início do Ano Novo medieval, a partir de 1.100 depois de Cristo-DC, para o 25 de dezembro, coincidindo com o Natal, isto é, o aniversário de Jesus Cristo – para a Igreja Católica, é claro, pois a ciência calcula ter o Homem Lá de Cima nascido em maio. 
 Passados 482 anos, o lance do Serejão saiu pela linha de fundo. Lá na esquina lhe esperava o calendário gregoriano, para avisar que toda a galera católica europeia achava que os romanos faziam a coisa certa. E o primeiro de janeiro voltou a emplacar “o Happy New Year e o Feliz Año Nuevo”. Ordem de Gregório XIII.      
   Como vimos, já são três viradas de mesa para se definir quando o ano começaria: a dos políticos romanos, em 153 AC; a da Igreja Católica, em 1.100 DC, e a do  Gregorão, em 1.582. E pareceu que a rapaziada gostou mais do primeiro de janeiro. Tanto que, em 1.752, já com os tempos modernos ameaçando chegar para mudar muitas maracutaias dos donos do poder, os Estados Unidos e até os países que privilegiavam a religião protestante entraram no furdunço.
Nesses tempos pós-modernos, o primeiro do ano chega sempre de uma forma comum à terminologia arquitetônica, isto é, pré-moldado. Explode-se o Céu (com fogos de artifício, é claro!); molha-se o pescoço por dentro (com quentes e frios); agasalha-se o estômago (com secos e molhados) e sacaneia-se aves e suínos, mandando-os para o mundo dos ex-vivos. Evidentemente, fazendo escalas pela língua de muito sujeito linguarudo que passou o ano todo falando mal do Governo, do chefe no trabalho e da patroa, com quem brigou pelos 365 dias anteriores.
 O Kike só acha uma coisa: que a véspera do Ano Novo deveria ser na antevéspera do Carnaval, em uma quarta-feira. Oficialmente, seriam sete dias de celebrações. E ainda ficaríamos no prejuízo, tendo em vista que, na Babilônia, era um time de 24 horas: 11 dias. Portanto, procuremos  um deputado para apresentar o projeto. Não já teve um que apresentou proposta proibindo a convocação de Pelé para a Seleção Brasileira? E um outro que queria o lance lateral cobrado com os pés?           

     

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - vago