Vasco

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - CAMPEÕES

O Vasco era o campeão carioca-1952 e o Corinthians o seu equivalente paulista da mesma temporada. Por isso, “uma das maiores caravanas desportivas da história do futebol”, segundo  a revista Esporte Ilustrado – Nº 791, de 4 de junho de 1953 – deixou São Paulo rumo ao Maracanã, para assistir ao encontro dos dois, pelo Torneio Rio-São Paulo-1953.
Rolou na tarde do domingo 31 de maio, quando “centenas de automóveis com placas do vizinho Estado” desfilaram pelas ruas do Rio, conforme a mesma revista, acrescentando que “aviões e ônibus fizeram as suas viagens de sábado e domingo (entre as duas capitais) inteiramente lotados.
O repórter escalado pela semanária para cobrir o jogo, Luís Mendes, ao escrever que o Vasco contava com numerosa torcida, ressaltou ter visto o “contendor” contar, também, com um público tão grande quanto o vascaíno. Criticou o árbitro paulista João Etzel,  afirmando que ele fizera de tudo para prejudicar o clube carioca.
No entanto, o Vasco venceu, por 1 x 0, com seu gol marcado por Chico, quando faltavam dois minutos para o final da peleja, o que fez o “Almirante” manter a invencibilidade do momento no Maracanã.
Como o critério da época para a classificação era o dos pontos perdidos, os vascaínos saíram do gamado liderando, com cinco, em oito jogos – quatro vitórias, três empates e uma escorregada – , enquanto os corintianos ficaram em segundo lugar, com nove jogos e seis ponto perdidos – cinco vitórias, dois empates e duas derrotas.
Na foto, o time vascaíno do jogo, posado por: Osvaldo, Bellini, Mirim, Augusto, Jorge e Ely, em pé, da esquerda para a direita. Agachados, na mesma ordem, Sabará, Maneca, Vavá, Alvinho, Chico e o massagista Mário Américo.
“Esporte Ilustrado’, que tinha por projeto gráfico sempre publicar a foto dos times preliantes, mostrava, ainda, gráficos desenhados por William Guimarães, com o principal da refrega: bola na rede.     



 

 


 


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - BANGULEADA

“... a segurança de suas linhas e a decisão para a luta de seus ‘players’... leva a crer que o quadro orientado por Flávio Costa entrou no páreo com o firme propósito de colher mais essa glória,...”
Gráfico por William Guimarães 
A glória seria o título do Torneio Rio-São Paulo-1953 – iniciado em 1933, interrompido em 1934, retomado , em 1940, mas só houve um turno, até ser disputado pra valer a partir de 1950 –  que ainda não havia sido conquistado pelos cariocas – e  continuou não sendo, até 1957.
 A empolgação da semanária carioca “Esporte Ilustrado – Nº 788, de 14.05.19553 – devia-se à goleada que o Vasco mandara – 5 x 0 Bangu – cinco dias antes. O placar deixava o “Almirante” líder, com três vitórias e dois empates, somando oito pontos – um a mais do que São Paulo e Corinthians –, marcando nove e sofrendo dois gols – Flamengo, Fluminense, Bangu, Botafogo, Portuguesa de Desportos, Palmeiras  e Santos o seguiam, na tabela classificatória.
 O estrago  fora feito por Genuíno (2), Chico, Sabará e Maneca, cobrando pênalti, assistido por 20.598 pagantes – total de 25.173 almas presentes ao Maracanã – que pagaram Cr$ 300 mil , 420 cruzeiros e ouviram o apito de Mário Vianna.
O Vasco goleou com: Barbosa, Augusto e Haroldo (Bellini); Mirim (Alfredo), Danilo (Adésio) e Jorge; Sabará, Maneca, Genuíno, Ipojucan e Chico.
Lance de um dos gols marcados pelo centroavante Genuíno, em foto reproduzida da revista carioca Esporte Ilustrado

terça-feira, 3 de outubro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - HÉLIO LOBO

 Não tem como o jovem torcedor vascaíno saber quem foi Hélio Lobo. Só pesquisando em revistas com mais de seis décadas que foram publicadas. Ele foi pioneiro da natação cruazmaltina, nos “Anos Dourados”, a partir de 1953 ,- fase em que o “Almirante” conquistou quatro títulos no futebol carioca e mais um Torneio Rio- Sãio Paulo. Dentro daquele clima vencedor, Hélio formou os primeiros “peixinhos” da Colina.
 Fez muito barulho, também a saída de Hélio Lobo de São Januário. Falou-se ter sido por aborrecimento com diretores, mas ele garantiu não ter sido isso a razão, mas problemas de saúde. Só que coincidiu com o afastamento de vários dirigentes a ele ligados.
  Formado pela Escola Nacional de Educação Física do Rio de Janeiro, foi a partir de 1938 que Hélio Lobo tornou-se um grande ganhador das provas da natação carioca. O Vasco da Gama o tirou do Fluminense, clube pelo qual formou muitos campeões e conquistou todos os títulos possíveis na modalidade, durante 14 temporadas, em disputas regionais e nacionais. “Realmente, deixei o Vasco porque a saúde tirou-me aquele ardor de trabalhar, após 20 temporadas  de vitórdas (entre os dois clubes)” disse ele à Revistas do Esporte Nº 43, de 2 de janeir de 1960.
Hélio serviu ao Vasco por seis temporadas e teve em Lizete Alves, vencedora em piscinas e em mar aberto, a sua grande revelação. Também, os seus filhos Antônio Carlos e José Albereto foram formados nadadores vascaínos. 
Para fazer campeões, Hélio Lobo foi, primeiramente, nadador. “Quando comecei (a nadar como atleta), com o velho Irineu, ainda não  havia nem piscinas (no Brasil). O meu primeiro clube foi o Guanabara, mas nunca fui bom  (nadador). Era medíocre. Dei mais certo como técnico”, fez autocrítica para a mesma revista citada acima.
Antes de formar “peixinhos e peixinhas” na Colina, o grande momento de Hélio Lobo foi levar o nissei Okamoto à medalha de bronze dos 1.500 metros livres das Olimpíadas de Helsinque-1952, a primeira conquista internacional de um nadador brasileiro.   
Leia mais sobre Hélio Lobo em “Vascaíno até debaixo d´água”, publicado na data 14 de junho de 2015. Fotos reproduzidas das Revista do Esporte.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - HAROLDO

Ele tinha nome pomposo: Haroldo Rodrigues Magalhães Castro. Era carioca e viveu entre 00 de dezembro de 1931 e 16 de julho de 2010.  O Vasco foi busca-lo no Botafogo, em 1952. Chegou e tomou conta da antiga posição de quarto-zagueiro, a partir da quarta rodada do Campeonato Carioca.
 Até então, um novato chamado Hideraldo Luís Bellini vinha sendo o titular de sua posição. Haroldo, então,  passou a formar o que a imprensa chamava de “trio final”, com a inclusão do goleiro Moacir Barbosa e do lateral-direito Augusto da Costa. À sua frente, Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento, a “linha média” mais famosa do futebol carioca da época. Explica-se: Jorge fazia o que seria um lateral-esquerdo, Danilo comandava as ações preferenciais, no meio do campo, e o xerifão Ely o ajudava a espanar os perigos da área. 
Naquele 1952, Haroldo ajudou o Vasco a ser campeão carioca com uma rodada de antecedência, vencendo 17 em 20 jogos, que tiveram, ainda, um empate e uma pisada na bola. Em 1954, foi negociado com o Palmeiras. Mas em 1955 estava de volta. Por sinal, para ter duas grandes atuações diante do maior rival, o Flamengo, tri carioca naquele ano:  nos 3 x 0, de 2 de outubro, e nos 2 x 1 de 17 de março de 1956,  ainda pela temporada anterior
Haroldo não gostava de se livrar da bola. Preferia sair jogando, com ela dominada. Por isso, ganhou, de Zezé Moreira, uma convocação para a Seleção Brasileira do Campeonato Sul-Americano-1953, pelo qual disputou dois jogos: 8 x 1 Bolívia (01.03.1953), entrando em lugar de Djalma Santos e formando a zaga com  Pinheiro (Flu), e em 2 x 3 Paraguai (01.04.1953) , sendo titular, ao lado do e Nilton Santos (Botafogo), depois substituído por Alfredo Ramos (São Paulo). 
Quem primeiro viu as suas qualidades de Haroldo foi Neném Prancha, que o tirou de um time de futebol de praia chamado Ouro Preto e o levou para os juvenis botafoguenses. 
                     FOTO REPRODUZIDA DE WWW.CRSUPERVASCO.CLOM.BR
 
 





               









 






 














 

domingo, 1 de outubro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PRESIDENTES MAL AMADAS PELO PODER

A dançarina Isabelita dançou feio.
Foto de divulgação oficial
  O tenente-general Juan Domingos Perón passou 10 temporadas no poder argentino, sem resolver os grandes problemas do país. Mesmo assim, tornou-se um mito, entre 1946 e 1955, quando um golpe miliar o derrubou. Voltou, em 1973, e ganhou mais um mandato presidencial.
Perón tinha estilo Getúlio Vargas, de beneficiar os trabalhadores. Após a queda, exilou-se por Panamá, Venezuela, República Dominicana e Espanha, virando o calendário por 18 vezes, sem jamais deixar de sonhar com volta ao poder, o que tornou-se viável durante o governo do presidente Alexandre Lanusse.
Mesmo com um oceano entre Perón e a Argentina, o peronismo seguiu vivo no país e  ajudou seu líder a negociar a sua volta.  Voltou e impôs a sua mulher, Maria Estela Martinez de Perón, a Isabelita, como companheira da chapa vitoriosa. Mas só viveu mais oito meses de poder. Aos 78 de idade,  “El Hombre” saiu desta vida para viver na história que os livros contam.
E, por aqui, Perón sai deste texto e uma nova história começa: a das mulheres latino-americanas pouco amadas pelo poder.
PRIMEIRONA - Isabelita, nascida em (04.02.1931) em La Rioja, foi a primeira “cucaracha” presidente. Era dançarina e casou-se, em 1960, com Perón. Governou a Argentina – 01.07 de 1974 a 24.03.1976, promovendo reformas econômicas e arrumando a cassa, que ficou com economia estável e produção industrial crescendo 8,3%. O segundo ao de mandato teve produto interno bruto crescendo 4,9%, exportações 12,7%, balança comercial superavitária, em US$ 2,5 bilhões, desemprego caindo a 3,2% e inflação a 0,17%.
Problemas de saúde obrigaram Isabelita a licenciar-se do cargo, entre 13 de setembro a 16 de outubro de 1975. Em fevereiro de 1976, ela  lançou um pacote de leis sociais, ao estilo de “El Hombre”. Em março, o general Jorge Rafael Videla, comandante do Exército, exigiu a sua demissão. Ela prometeu antecipar eleições, para o final de 1976, mas não adiantou. Foi para prisão domiciliar, em Neuquén, e depois em uma chácara, em San Vicente, perto de Buenos Aires.
 Condenada, por corrupção, em 1981, em julho do mesmo período, foi libertada e mudou-se para Madrid, levando na bagagem a proibição de exercer  atividades políticas em sua terra. Indultada, em 1983, jamais voltou à vida política.
AS OUTRAS - Das mulheres latino-americanas que presidiram seu povo, a nicaraguense Violeta Chamorro foi primeira eleita por ele. Venceu Daniel Ortega, presidente desde 1984 e tentando reelerger-se, invocando ter sido um dos líderes da revolução sandinista que derrubara o ditador Anastácio Somoza.
A bela Laura Chinchilla, mais linda presidente, reproduzida do seu blog 
Janet Jagan, na Guiana, bem como Isabelita, também herdou o prestígio político do marido, Cheddi Jagan, presidente, de 1992 e 1997, quando saiu desta vida. Elegeu-se, pouco depois sua substituta, mas o poder não a amou. O renunciou, em 1999, por motivos de saúde.
De sua parte, a panamenha Mireya Moscozo ficou sem o amor do poder e de dois maridos. Um partiu desta vida e o outro divorciou-se dela.
Quanto ao cargo, a primeira mulher a governar o Panamá – 01.09.1999 a 01.09.2004 – foi acusada por nepotismo e de comandar governo “abundantemente corrupto, incompetente, fraco e ineficaz.".  Terminou impedida, constitucionalmente, de concorrer a um segundo mandato consecutivo.
Menina pobre, nascida, em Pedasi (01.07.1946), casou-se, aos 23 de idade, com o recordista em derrubadas por golpe militares (três), Arnulfo Arias, golpeado, pela última vez, com apenas nove dias de poder, em 1968.
Na Costa Rica, a linda Laura Chinchilla tinha estampa de modelo fotográfico, o que não impediu o marido Mário Alberto Madrigal Díaz de chuta-la, passados menos de 1.100 dias dividindo a mesma cama. Em 1996, ela foi engravidada pelo advogado espanhol José Maria Rico Cueto, que só decidiu-se  a casar-se com ela quatro temporadas depois.
Culturalmente, a linda Laura era forte. Cientista política especializada em sistema judicial e segurança pública, trabalhou par ONGS latino-americanas e africanas, e, antes de presidir o seu país – 08.05.2010 a 08.05.2014 – ocupou cargos políticos ministeriais, em dois governos.
Lídia, uma linda mulher, menos para um primo,
em reprodução de foto oficial  de divulgação.
Nascida no distrito Carmem, em San José (28.03.1959), Laura Chichilla Miranda teve experiência, ainda, como deputada à Assembleia Nacional da Costa Rica. Parcialmente infeliz no amor, foi das poucas “cucas” se darem bem com o poder. 
INTERINAMENTE - Única mulher a governar a Bolívia, a também linda (quando jovem), Lidia Gueiler tinha a beleza por dom familiar, como ainda comprova a sua parente e triz Rachel Welch, isto é, Jo Raquel Tejada.   
Antes de ser presidente constitucional interina, Lidia fora importante dirigente da revolução socialista boliviana de 1952. Mas levou 17 temporadas para chegar à presidência da república, após a tentativa do fracassado golpe militar de Alberto Natusch Busch, em 1979.
Nascida em Cochabamba (28.08.1921), Lidia Gueiler Tejada governou, entre 16 de novembro de 1979 a 17 de julho de 1980, quando foi derrubada por golpe militar liderado pelo primo e general de divisão Luís Garcia Meza Tejada, que impediu a posse de Hernán Siles Zuazo, eleito 18 dias antes.  
Além dela, o continente americano teve mais duas presidentes interinas, Ertha Pascal-Trouillot, no Haiti,  entre 1990 a 1991, e Rosalia Arteada, no Equador, em 1997. Esta era vice do presidente eleito, Abadala Bucaram, e o substituiu por deposição do mesmo, pelo Congresso Nacional que, dois dias depois, elegeu um novo interino, Fabián Alacrón Rivera – Rosalia voltou a uma insignificante ser vice.
A belíssima atriz Rachel Welch, isto é, Jo Raquel Tejada, prima da presidente Lídia. Em matéria de beleza, a família só deu de feio o "narcopresidente" e general Garcia Meza  
      O PRÓXIMO DOMINGO TERÁ CRISTINA, MICHELLE E DILMA