Vasco

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sábado, 4 de junho de 2022

ÁLBUM DA COLINA - O VASCAÍNO PIZINDIM

 

 Torcedores vascaínos fanaticaços, entre eles alguns jornalistas, já insinuaram que o compositor Noel Rosa fosse um admirador da Turma da Colina. Papo de de boteco! Pesquisadores mais cuidadosos, no entanto, dizem que o carinha, embora tivesse aludido a jogadores cruzmaltinos em suas letras, não deveria nem saber que a Dona Bola tivesse circunferência esférica, gorduchinha e traçoeira. Sem erro mesmo é que o maior de todos da primeira fase (até a explosão de Tom Jobim, na década-1960 ) da música popular brasileira, Alfredo da Rocha Vianna, o Pixinguinha, era vascainíssimo. Quem não deixa mentir, também, é esta foto que o colecionador e pesquisador Mauro Prais reproduziu para o Kike, focalizanado o músico no gramado de São Januário. Pixinguinha, que teve por primeiro apelido Pizindim, não compôs o hino do Vasco da Gama, mas fez o Hino Nacional da Música Popular Brasileira: Carinhoso - se bem que o Almirante jamais foi carinhoso com os seus adversários. De 14 pra baixo, já mandou tudo quanto foi peixe na rede: 12 x 0; 11 x 0; 9 x 0, etc, etc, etc.        

 No calor do território africano e no calor da vitória, o Vasco rubranilou, desfogou e "campuscou" adversários nos 4 de junho. De quebra, tirou veneno de cobra. Esquisito? Veja o que aconteceu: 


VASCO 1 X 0 BONSUCESSO foi jogo do Campeonato Carioca-1939, em São Januário, com o tento cruzmaltino marcado pelo uruguaio Villadoniga. Os rubro-anis são fregueses de caderneta. 

VASCO 4 X 1 AL-MOURADA-SUD -  Em 1963, a "Turma da Colina" excursionava pelo continente africano. Fazia grande campanha, vencendo todos os adversários, com 19 gols, em sete jogos. Foi quando pegou pela frente o time do Sudão, em Klarium, em uma terça-feira, 4 de junho. Mais uma vez, não teve perdão. Mandou 4 x 1. Antes, havia vencido estes adversários: 05.05 - 3 x  0 Stade Abidjan, da Costa do Marfim; 09.05.1963 - 3 x  0 Kotoco, de Gana, em Kumasi; 25.05.1963 -  6 x  0 Seleção da Nigéria, em Lagos; 26.05 -  3 x  1 Seleção África Ocidental, em Ibadan, na Nigéria; 29.05 - 2 x  1 Seleção da Nigéria, em Lagos. No meio disso tudo, houve, ainda, um empate, por 0 x 0, com o  Real Republicans, de Gana, em Accra.

VASCO 2 X 0 BOTAFOGO valeu pelo Campeonato Carioca-1969, em uma quarta-feira, no Maracanã. Acelino, aos 38, e Nei Oliveira, aos 73 minutos, mexeram-no placar. Amílcar Ferreira apitou o clássico, que levou um bom público ao estádio,  82.468 pagantes. A rapaziada era treinada por Evaristo de Macedo e Vasco às custas de: Andrada, Fidélis, Moacir, Orlando e Lourival; Buglê, Benetti e Alcir; Nei, Bianchini (Valfrido) e Acelino. 
 
VASCO 2 X 0 CAMPO GRANDE-RJ - Pelo mesmo placar acima, o batido foi o "Campusca", no Estadual-1975, também, em uma quarta-feira, mas em São Januário. Roberto Dinamite e  Paulo César construíram o placar do jogo presenciado por 1.979 almas e apitado por José Marçal Filho. Mário Travaglini era o comandante da rapaziada, que foi: Andrada: Paulo César, Miguel, Renê e Celso Alonso; Alcir e Zanata; Carlinhos (Edu Coimbra), Roberto Dinamite, Dé (Jair Pereira) e Luiz Carlos Lemos.

VASCO 2 X 1 SANTA CRUZ-PE, em um domingo, em São Januário, foi vitória  importante porquê? Porque o “Almirante” afundou um tabu, de quatro jogos, sem vitórias contra a “Cobra Coral” pelo Brasileirão unificado. Aconteceu, em 2006, por um campeonato de fase única, com gols marcados por Abedi, aos 7, e por Ramon, aos 69 minutos. Renato “Gaúcho” Portaluppi era o teinador e o time reuniu:Cássio; Wagner Diniz, Fábio Brz, Jorge Luis e Diego Corrêa; Andrade, Morais, Abedi (Eder) e Ramon (Alberoni);  Valdiram (Ernani) e Faioli.                                                                 
                                                                EXCESSÃO-2

 VASCO 0 X 0 SELEÇÃO OLÍMPICA  é mais uma exceção aberta por aqui, onde são registradas só vitórias. Motivo?  Em 4 de junho de 1972, a "Turma da Colina" inaugurou o Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o "Machadão", em Natal-RN. Luís Meirelles apitou, 37.246 presenciaram e o time vascaíno foi armado, pelo treinador Mário Travaglini, com: Andrada; Haroldo, Miguel, Moisés e Eberval; Édson, Suíngue e Marco Antônio; Jorginho Carvoeiro, Silva e Gílson Nunes. Técnico: Mário Travaglini.  A garotada olímpica  era: Nielsen; Aloísio (Terezo), Abel, Wagner e Celso; Fred, Dirceu e Zé Carlos; Pedrinho, Tuca e Manoel. Técnico: Antoninho.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

REDE PREGUIÇOSA DA IZKINA DA KOLINA

A rapaziada foi à rede. Mas muito mais à rede, rede - à rede, tradicionalmente, usada pela galera que gosta de tirar uma sonequinha, despretenciosamente, preguiçozinha, depois do rango, por exemplo  Com tanta economia vascainêra, pode-se intuir que a moçada  preferia, muito maismente,  ficar deitado na rede, ao som do mar azul e à luz do céu profundo. Confiramos:   

8 de maio de 1957 – Vasco da Gama 1 x 0 Flamengo -  no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo, com gol marcado por  Pinga. O chefe da rapaziada era Martim Francisco, que teve: Hélio, Dario (Cléber) e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Valter e Pinga (Artoff).

1º de maio de 1981 - Vasco da Gama  1 x 0 Atlético-PR -  Torneio do Trabalhador, em uma sexta-feira curitibana do Estádio Couto Pereira. Adriano foi o único filomeno da pugna, assistidas por 13.933 pagantes. O treinador Mário Jorge Lobo Zagallo escalou estes trabalhadores: Mazzaropi; Rosemiro, Orlando Lelé, Léo e Brasinha: Dudu Coelhão, Guina e Marquinho; Wilsinho, César e Adriano.

8 de maio de 1988 – Vasco da Gama 1 X 0 Flamengo - Estadual, valendo a Taça Rio, o segundo turno da temporada. Jogado no Maracanã, teve Henrique, aos 34 minutos, tirando a virgindade da rede. De negativo, só a galera tirando pouco o escorpião do bolso naquela tarde de domingo: Cr$ 47 mil, 476 cruzeiros. Sebastião Lazaroni treinava esta patota: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Donato, Fernando e Lira; Zé do Carmo, Geovani e Henrique; Vivinho, Roberto Dinamite e Romário. 

 

   Um time de gols: 11. Foi o que a rapaziada mandou pra cima de três rivais cariocas, na data 3 de junho.  Data em que nasceu a mística do "Time da Virada". Vamos ver?                           



VASCO 3 X 2 BANGU - Aquele domingo de 1923 prometia muitas discussões, caso o Vasco saísse vitorioso do estádio das Laranjeiras, em sua primeira partida contra um novo adversário – até então, só enfrentara times das terceira e segunda divisões. Era grande a bronca dos rivais, por não aceitarem os cruzmaltinos atuando com negros e mulatos suburbanos, diferentes das equipes de elite, formadas por rapazes de fino trato.
Rolou a bola e, no primeiro tempo, não houvera motivos para mais discussões. Melhor ainda no segundo, quando os alvirrubros abriram dois gols de frente, para satisfação dos vencidos Botafogo (3 x 1), Flamengo (3 x 1), América (1x 0) e Fluminense (1 x 0). Mas a comemoração dos rivais durou pouco. Com dois gols, Arlindo igualou o placar, para Negrito desempatar e fazer nascer, “O Time da Virada”.
Depois daquilo, ficou faltando só o duelo, uma semana depois, contra o São Cristóvão, que era forte por aquele tempo, para a turma do treinador uruguaio Ramón Platero fechar o primeiro turno invito – o empate (1 x 1), como Andarahy, na estreia, em 15 de abril, fora o único tropeço da  rapaziada que treinava no pequeno e arrendado campo da Rua Moraes Rego, na Quinta da Boa Vista.
Com apitos de Paulo Buarque de Macedo, o Vasco venceu os alvirrubros, anotando o seu quinto triunfo seguido sobre times da elite, formando com:  Nélson, Leitão e Cláudio;  Nicolino, Claudionor e Arthur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito. 

VASCO 3 X 0 FLAMENGO - O "Almirante" já havia enfrentado o Flamengo, em nove oportunidades, clube que fora um dos seus maiores perseguidores sociais, quando da sua estreia na elite do Campeonato Carioca, em 1923, escalando negros e mulatos suburbanos sem empregos bacanas. Vencera o primeiro duelo e chegara para o nono encontro, em 3 de junho de 1928, pronto para igualar o confronto que marcava duas vitórias de sua rapaziada e uma a mais do rival. A chance era boa, pois o jogo seria em um domingão, em sua casa da Rua General Almério de Moura, que dava fundos com a São Januário.
 Contando com dois treinadores – Joaquim Guimarães e Juan Carlos Bertoni –, os rubro-negros viram logo que a barra seria pesada. Aos 12 minutos, Roseira marcara um gol contra. Cinco minuto depois, Américo fez mais um. E o juiz Oswaldo Travassos Braga apitou o final da primeira etapa com os anfitriões administrando bem a vantagem de dois tentos.
Veio o segundo tempo e o Vasco queria devolver o placar sofrido um na antes. O rival sentia que não daria para segurar sua vantagem nos duelos. E não deu mesmo. Aos 73 minuto, saiu o gol que quem estava faltando comparecer à rede, o “matador” Russinho, isto é, Moacyr Siqueira de Queiroz – primeiro artilheiro cruzmaltino no Estadual, com 23 gols, em 1929, e com 17, em 1931. Depois dele, só em 1945 o Vasco voltou a ter um comandante do “pelotão de fuzilamento”, Lelé, com 19 tentos.   
Treinado pelo inglês Harry Wefare, o Vasco mandou 3 x 0 no Flamengo, formando com Jaguaré, Hespanhol e Itália; Raínha, Nesi e Mola; Paschoal,  Paschoal, Thales, Russinho, Américo e Patrício.

VASCO 5 X 1 PORTUGUESA -  Corria o Estadual-1987. o time cruzmatino fez a "Lusa da Ilha do Governador" dançar em uma noitada de quarta-feira, ao som de Tita, aos 7 e aos 32; de Vivinho, aos 11,  e de Luís Carlos Martins, aos 43 minutos, todos do segundo tempo. Pedro Carlos Bregalda mediou o rolo, diante de 7.274 ouvintes do seu apito. Joel Santana escalou e estes tocadores de goleada: Acácio; Milton Mendes, Donato, Moroni (Fernando) e Pedrinho; Henrique, Geovani e Tita; mauricinho, Roberto Dinamite e Vivinho.  



quinta-feira, 2 de junho de 2022

LUSONISISMOS NA ESQUINA DA COLINA

  Lusitanismo em conta? Uma pinóia! O Almirante sempre encarou a Lusa do Canindé com as armas de seus varões assinaladas no barbante. E ais, ô pá! Confereindo:

6 de abril de 1958 – Vasco da Gama 5 x 1 Portuguesa de Desportos-SP –  em um domingo, no paulistano Estádio Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Pacaembu, pelo Torneio Rio-São Paulo. Malvadezas na conta dos pernambucanos  Vavá (5 e 47 min) e Almir Pernambuquinho (7, 29 e 86), que não levaram em conta ser o goleiro anfitrião  um ex-colega vascaíno, Carlos Alberto Cavalheiro.  Treinada por Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, seu ex-meia da década-1930, a Turma da Colina teve esta moçada goleadeira: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel;  Sabará, Almir , Vavá, Rubens e Pinga. De bola fora só o pequeno público de 15 mil pagantes.   Ver dia a semana

3 de abril de 1960 – Vasco da Gama 5 x 0 Portuguesa de Desportos - novo pancadaço pelo Torneio Rio-São Paul, no Pacaembu e, novamente, com o goleiro da Lusa do Canindé (apelido do adversário) sendo o ex-vascaíno Carlos Alberto Cavalheiro. Pinga, aos 44 minutos do primeiro tempo, começou a mandá-lo buscar bolas no filó. Delém, aos 51; Roberto Pinto, aos 54; Roberto Peniche, aos 72, e Delém, aos 90 finalíssimos, completaram a baderna nas redes do goleiro campeão carioca-1956. Rapaziada impiedosa: Miguel (Ita); Paulinho, Bellini e Dario (Coronel); Écio e Russo; Sabará, Pinga, Delém Roberto Pinto (Valdemar) e Roberto Peniche.