Vasco

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terça-feira, 15 de maio de 2018

VASCO DAS CAPAS E DAS CONTRACAPAS

Acima, o glorioso capitão Hideraldo Luís Bellini, das décadas de 1950 e 1960. Ganhou muitos títulos com a "Turma da Colina" e era um líder positivo indiscutível. Por isso, frequentava, constantemente, as capas das revistas, como esta de "Esporte Ilustrado".
Também, era considerado um dos homens mais bonitos do seu tempo, tendo, inclusive, sido convidado a participar de um filme.
 Abaixo, uma formação cruzmaltina de 1968, com Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Buglê, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir e Acelino. Saiu na contracapa de uma edição da "Revista do Esporte".  

Above, the glorious captain Hideraldo Luís Bellini, from the 1950s and 1960s. He won many titles with the "Turma da Colina" and was an undisputed positive leader. For this reason, he constantly visited magazine covers, like this one of "Illustrated Sport". Also, he was considered one of the most beautiful men of his time, having even been invited to participate in a film. Here below, a crossmalina formation of 1968, with Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Bugle, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir and Acelino. It was on the back cover of an issue of "Sports Magazines".

domingo, 13 de maio de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - NINFAS ESVOAÇANTES FAZEM FÍSICA

Antigamente, homens e mulheres brasileiros aprendiam os mesmos exercícos físicos. Um dia, a Escola Nacional de Educação Física, no Rio de Janeiro, lançou a ginástica feminina moderna.
A graça e a beleza da mulher brasileira...
  O novo momento, par a mulher, associava expressão rítmica  de movimentos a uma preocupação estática e plástica, abolindo a ginástica masculina enrijecedora de músculos. A mulher passava a fazer o que se fazia na Europa, exercícios adaptados à sua condição e característica morfológicas e fisiológicas.   
O primeiro passo para a mulher brasileira sair da ginástica geral para dois sexos foi a vinda da professora Margarete Frohlich a São Paulo, a fim de ministrar cursos de ginástica moderna feminina. 
Ela mostrou que se deveria atribuir grande importância à alma dos exercícios, sua forma, ritmo e expressão estática, com base em exercícios naturais e dinâmicos. 
... em movimentos mais leves e femininos.
Era a hora de dizer não a movimentos estilizados, estereotipados, trocando-os pelos naturais,  como expressão de vida psíquica e estática, por apresentar, segundo ela, uma sensível predileção pela “linha curva, variada e rica de fantasias”
No Rio de Janeiro, a revista “O Cruzeiro" reuniu alunas da Escola Nacional de Educação Física e fez um ensaio com elas, cujas fotos você vê aí.
De acordo com a semanária, as professoras Maria Jaci Nogueira Vaz e Érica Saur foram as principais imprimidoras  dos novos rumos à ginástica feminina            “brasuca”, após a primeira assistir o que faziam os professores europeus Hilma Jalkanen e Ernest Idla, sobretudo, libertando a ginástica feminina da rigidez dos exercícios geométricos.
 O Brasil adotava os métodos da ginástica francesa de Joinville le Pont, introduzida por aqui, em 1929, por uma missão militar, sem levar em conta as condições da mulher brasileira. Foi assim que, por mais de duas décadas, rapazes e moças faziam os mesmos exercícios rígidos, estáticos e anatômicos para desenvolvimento muscular.
Veja as fotos de um ensaio com as alunas da Escola Nacional de Educação Física, “ninfas esvoaçantes”, chamadas assim por “O Cruzeiro” de 1 de agosto de 1953,  clicadas por João Martins, tendo por cenário colunas dóricas e um lago da Ilha dos Amores, da carioca Quinta da Boa Vista.      

In the past, Brazilian men and women learned the same physical exercises. One day, the National School of Physical Education, in Rio de Janeiro, launched the modern feminine gymnastics.
Érica Sur, professora e praticante
  The new moment, associated with the woman, associated rhythmic expression of movements with a static and plastic preoccupation, abolishing the muscular gymnastic male gymnastics. The woman began to do what was done in Europe, exercises adapted to their condition and morphological and physiological characteristics.
The first step for the Brazilian woman to leave the general gymnasium for both sexes was the arrival of the teacher Margarete Frohlich to São Paulo, in order to teach women modern gymnastics.
 She showed that great importance should be attached to the soul of exercises, its form, rhythm and static expression, combining in natural and dynamic exercises. It was time to say no to stylized, stereotyped movements, exchanging them for the natural ones, as an expression of psychic and static life, for presenting, according to her, a sensitive predilection for the "curved, varied and rich line of fantasies"
In Rio de Janeiro, the magazine "O Cruzeiroe" gathered students from the National Physical Education and did an essay with them, whose photos you see there.
According to the weekly, the teachers Maria Jaci Nogueira Vaz and Érica Saur were the main imprint of the new directions to the "brasuca" feminine gymnastics, after the first watch what the European teachers did Hilma Jalkanen and Ernest Idla, above all, releasing gymnastics the rigidity of geometric exercises.
Cenário da Quinta da Boa Vista 
 Brazil adopted the methods of French gymnastics of Joinville le Pont, introduced here, since 1929, by a military mission, without taking into account the conditions of the Brazilian woman. Thus, for more than two decades, boys and girls did the same rigid, static and anatomical exercises for muscular development.
See the photos of an essay with the students of the National School of Physical Education, "nymphs fluttering", named after "O Cruzeiro" of August 1, 1953, clicked by João Martins, with Doric columns and a lake of the Island dos Amores, from Rio de Janeiro. 

sábado, 12 de maio de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - MALVADEZAS E TERNURAS DE TONINHO "REI DA BAHIA"

1 – Entre 10 de fevereiro de 1967 a 6 de abril de 1970, Antônio Carlos Magalhães foi prefeito de Salvador. Durante o seu mandato, o consumidor da capital baiana esteve proibido, no Mercado Modelo, por três sabados, de curtir uma saborosa batida de limão com lambreta. Êpa! Nada de colisão entre uma fruta cítrica e um veiculo móvel de duas rodas. Lambreta, na Bahia, é o apelido de um pequeno molusco parecido com ostra e que a rapaziada convoca para tira-gosto com algo que molhe o pescoço por dentro. De repente, a combinação tornou-se uma das principais atrações do mercadão, tendo feito a cabeça de gente “vip” como os escritores franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e o ator norte-americano  David Niven. Sem falar do baiano Jorge Amado, para quem a batida era “divina”.
Jorge Amado reproduzido de www.jorgeamado.org.br

2 – Um administrador do Mercado Modelo, o tal de José de Souza Brito, decidiu proibir na casa o consumo da batida de limão com lambreta, dizendo que a moçada ingeria uma “dupla fatal”. Via exageros nos apetites alcoólicos dos sábados, havendo até, segundo ele, o risco de as meninas fazerem “strip-tease”. Para ele, isso não seria só um atentado ao pudor, como um desrespeito à rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que visitara o local, em novembro de 1968.

3 - A atitude dotal Souza Brito levou edis baianos a fazerem vários discursos contra a medida, recebendo aplausos de todo o plenário da Câmara de Vereadores soteropolitana. Ao tomar conhecimento do caso, o prefeito Antônio Carlos Magalhães não perdeu tempo. Mandou uma canetada e proibiu a proibição.  Taí uma das razões porque o Toninho Malvadeza não perdia eleição na Bahia, onde sempre havia mais bêbados (aos sábados,fora do expediente) do que abstêmios         

4 – Toninho Malvadeza era prefeito de Salvador (1967 a 1970) e, bebendo uns pileques caseiros, com amigos, em um final de semana, após muitas brincadeiras, disse-lhes: “Vou construir uma estrada pra botar muito filho da puta pra fora da Bahia”. Abriu concorrência pública, mandou ver 32 quilômetros de asfalto ligando Salvador do Aeroporto Dois de Julho e liberou para o turismo a litorânea Avenida Otávio Mangabeira. A Bahia aplaudiu, ele ganhou muitos votos futuros por aquilo e, aos mesmos amigos, disse: “Depois, eu é que sou filho da puta!”  
Reprodução de capa da revista com título acima
  
5 - Em  1994, como governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães marcou a sua desincompatibilização do cargo para 2 de abril, avisando que seria candidato ao Senado. Mas deixando explícito que, se passasse pela sua frente um cavalo presidencial encilhado, ele montaria – não passou.

5 – Tempinho depois, Antônio Carlos chegou a ao Aeroporto Dois de Julho, em  Salvador, após viagem a Brasília, onde arrancara uma graninha “duzome”. Na volta, foi recebido por grande quantidade de políticos puxa-sacos, evidentemente, e eleitores a fim de também morderem alguma coisas. No meio da galera, havia um curioso bom número de rapazes com quase a mesma altura e todos com os cabelos cortados curtinhos. Eram guardas civis, à paisana, convocados para a segurança do governador. Ao saber do que se tratava, Toninho Malvadeza mandou dispensar aquela segurança, garantindo que, na Bahia, ele estava mais seguro do que a própria segurança.   
6 – Antônio Carlos Magalhães levou Cleriston Andrada à convenção do PDS baiano, com quase unanimidade para sucedê-lo no governo baiano. Dissidente só o ex-governador e então senador Lomanto Júnior. Mas este desistiu de candidatar-se. Só não desistiu de não comparecer à convenção. Ao saber disso, Antônio Carlos disse: “Estou tão preocupado com uma desistência, que nem tenho tempo para me preocupar com desistência de desistente”.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

TRAGÉDIAS DAS COLINA – MÉXICO


No dia 11 de maio de 1958, a “Turma da Colina” adentrou a gramado mexicano para encarar o Toluca. Lamentável! O pau quebrou, com os 22 atuantes e mais os reservas das duas equipes saindo na porrada. O  Vasco, aliás, bateu, também, no placar, por 4 x 3, com Livinho (3) e Rubens balançando a rede.
Mesmo com aquela porradeira toda, no dia 25 do mesmo maio, os dois times voltaram a se encontrar, daquela vez, na mais santa paz d todos os deuses, com o Toluca devolvendo a derrota e mandando 5 x 3 -  Sabará, Wilson Moreira e Almir Albuquerque marcaram os tentos vascaínos.
A visita ao México constou de cinco amistosos, tendo o primeiro, no dia 4 de maio, sido 1 x 1,  com a seleção mexicana que participaria do Mundial da Suécia - Artof, marcou o gol da moçada, empatando a peleja, no segundo tempo, igualando a conta.
Os outros jogos foram Vasco 3 x 4 América da Cidade do México – Sabará, Wilson Moreira e Pinga na rede – e Vasco 4 x 2 Atlante – Livinho (2), Piga e Rubens bateram no filó 0, com o time-base do giro sendo: Barbosa (Hélio), Dario e Viana; Écio, Laerte (Ademar) e Coronel (Ortunho); Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Rubens e Pinga, treinador por Gradim, isto é, Francisco de Souza Ferreira. 


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