Vasco

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terça-feira, 5 de junho de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - TIME DA ZONA


Bicampeão estadual-1949/50, o Vasco de 1951 era uma esculhambação, segundo o treinador Oto Glória. Ele não perdoava os cartolas e contava uma passagem tétrica acontecida antes do jogo de 7 de agosto, no 1 x 1 Bangu, pelo Campeanto Carioca. Seguinte: a equipe fora concentrada em um hotal da Lapa, muito frequentado por prostitutas. Em razão disso, ele tivera que passar a noite de plantão no corredor onde a sua rapaziada estava alojada, a fim de evitar que as meninas adentrassem aos quartos. Além do mais, o hotel ficava em frente as oficinas de um jornal, com um tremendo barulho por toda a noite, o que só permitiu à turma dormir lá pelas cinco da manhã do dia da partida – pelo returno, em 9 de dezembro, Vasco 0 x 1 Bangu.
 Naquela temporada, o Vasco terminou em quinto lugar, com nove pontos a menos do que o primeiro colocado, o Fluminense, e atrás, ainda, de Bangu, Botafogo e Flamengo. O treinador Oto Glória revelou, ainda, ter usdo a sua amizada com o cantor Carlos Galhardo, para conseguir o empréstimo de uma casa que o cara tinha em Jacarepaguá, pois tudo indicava que a sua turma continuaria se concentrando no que era, simplesmente, uma “hotel-zona”.       

segunda-feira, 4 de junho de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - HORORSHOW

Em 1995, o Vasco vivia a fase que é para nunca, nem de longe, ser lembrada. O torcedor  não teve a resposta que esperava. A rapaziada entrava na entressafra do tri carioca (1992/93/94) e ficou devendo. No Estadual-RJ, disputado com uma fase classificatória, em dois grupos, e um octogonal decisivo, os vascaínos até foram bem na etapa inicial, vencendo nove dos 14 jogos disputados. Ainda empataram três e caíram só em um. Ficaram em segundo lugar, no Grupo A, juntamente com Botafogo, América, Barreira, Entrerriense, Itaperuna, Olaria e São Cristóvão, pelo sistemas todos contra todos, em turno e returno. Nesta fase, a rapaziada marcou 37 e sofreu oito tentos. 
Quando rolou o octogonal, o Vasco não teve bom rendimento. Em mais 14 compromissos, só ganhou cinco. Igualou-se em seis e caiu em três, terminando em quarto lugar – marcou 21 e sofreu 12 tentos, totalizando 52 pontos no campeonato, contra 61 do vencedor.
 Na Copa do Brasil, eliminou Flamengo-PI, Nacional-AM e Atlético-MG, mas não passou pelo Corinthians. No Campeonato Brasileiro, entre 24 participantes, fez a sua segunda pior campanha, terminando em 20º lugar, somando 24 pontos, em 23 jogos. Foram sete vitórias, três empates e 13 tropeços, com 32 gols pró e 39 contra. Ficou devendo nesta divisão de tempo, já que em 1997 a casa seria colocada em ordem, novamente, com a conquista de mais um título do Brasileirão.

domingo, 3 de junho de 2018

123 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ELIZABETH, A 'REINA' QUE VIROU AVENIDA

            IMAGEM REPRODUZIDA DE WWW.PT.WIKIPEDIA.COM
Quem estiver pelo Rio de Janeiro e passar por uma placa anunciando Avenida Rainha Elizabeth, por certo, pensará se tratar de uma homenagem à Elizabeth II, da Inglaterra. Claro! Afinal, ela é a Elizabeth mais famosa do planeta.
 Mas a homenageada é uma xará, uma antiga rainha da Bélgica, que tem o seu nome distinguido por um terreno que começa quase ao final da Avenida Atlântica, pela altura do Posto 6, e termina na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. Basicamente, é uma rua residencial, com poucos pontos comerciais.
A linda e gloriosa "Bethbelgic"
 O desbravador do local foi o Barão de Ipanema, José Antônio Moreira, assim tornado por Dom Pedro II, em 24 de março de 1847,  e o primeiro nome do pedaço chamou-se Rua Doutor Pires de Almeida, trocado, mais tarde, para Rua Valadares, em homenagem ao prefeito Henrique Valadares, que administrou a cidade entre 1893 a 1895.
 De sua parte, a Rainha Elizabeth tornou-se nome da rua a partir de 1920, quando o local tinha só 16 casas, das quais 11 de dois andares e um com três.
  A homenagem surgiu por ocasião da visita dela ao Brasil, acompanhando o marido, o rei Alberto I, em setembro de 1920. Em 7 de outubro de 1922, por decreto, o prefeito Carlos Sampaio passou a rua a avenida e esta, então, ganhou o nome da soberana belga. 
Elizabeth foi filha do Duque Carlos-Teodoro, da Baviera, e casou-se como então príncipe Alberto, em 2 de outubro de 1900 – tornou-se rei em dezembro de 1909. Durante a I Guerra Mundial, em 14, ela criou hospitais e atuou como enfermeira, auxiliando cirurgias. Ficou viúva, em 1934, quando o marido - era considerado um herói, por ter chefiado as tropas de seu país e impedido o progresso dos alemães – despencou de uma montanha que escalava, esportivamente.
 Após a tragédia com seu rei, a rainha Elizabeth dedicou-se, integralmente, às artes. Em 1937, lançou um concurso musical que ainda hoje é realizado. Viveu até 23 de novembro de 1965, quando tinha 89 de idade. O prefeito César Maia tentou tirar-lhe a homenagem, mas não conseguiu. E os transeuntes continuam passando pela Avenida Rainha Elizabeth (da Bélgica).



sábado, 2 de junho de 2018

76-O VENENO DO ESCORPIÃO-SALAZAR, O PICARETA DOS PICARETAS PORTUGUESES

                    NEM O CÉU ESCAPAVA DE SUAS PICARETAGENS
 Em Brasília não há “índios”, só “caciques”. Mas, se a levarmos para uma viagem pelo túnel do tempo, ela não será diferente da maioria das paradas onde a história da elite rolou pelo mesmo raio-luz. Picaretas não faltam, principalmente  nesses tempos recentes, ou pós-modernos.
 Nenhum dos “artistas” que passaram por Brasília, Roma, Grécia, Egito, "Oropa" ou Bahia foi tão cara-de-pau quanto o português Antônio de Oliveira Salazar. Se bem que a culpa nem foi tanto dele, mas dos militares que o tiraram do seu sossegado emprego, de professor de Finanças Públicas, da Universidade de Coimbra, e levaram-no ao poder.     
 Salazar, sujeito que não tinha namorada, noiva e nem mulher – ôpa, não era, não! -, arrumou as burras pátrias e não perdeu a chance que os burros militares lhe deram de tornar-se ditador. Foram quatro décadas de sacanagens contra o povo, a começar pelo presidente da república portuguesa, que ele o engoliu, ao tornar-se presidente do conselho de ministros.
Reprodução de capa de livro
 O máximo do máximo da “cara-de-pausismo” salazarista foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando ele tentava enrolar aliados e alemães, dizendo-se neutro e jogando com os dois lados. Também, plantou junto ao povo que Portugal nada sofria com a guerra devido a sua sábia condução de política externa, o que valeu-lhe muitas missas de ação de graça.
 Nesse ponto de mexer com a fé do povo, uma das crianças para as quais Nossa Senhora (Maria, para os católicos) havia aparecido, a futura freira Lúcia pecou. Disse ao cardeal Cerejeira, colega de universidade do ditador e avalista católico da ditadura junto ao Papa Pio 12, que a Virgem Santa Mãe de Jesus lhe insinuara, durante uma de suas orações, que Salazar havia sido escolhido por Deus para conduzir Portugal à paz e à prosperidade.
Enquanto Lúcia delirava, ou o Estado Novo delirava em seu nome, Salazar temia que o ditador espanhol Francisco Franco, simpatizante do nazismo, se juntasse à patota de Adolfo Hitler, levasse Portugal para a guerra e, de quebra, o tomasse para a sua glória. Mesmo asssim, ele não saía de cima do muro. Jurava lealdade aos aliados e vendia volfrâmio aos alemães, matéria essencial à fabricação de metade dos armamentos que Hitler mandava para a guerra.
 Durante o período guerreiro, Portugal e colônias dependiam e recebiam, sem interrupções, dos Estados Unidos, trigo, carvão e petróleo. Um bom motivo para aquele país e a Inglaterra pressionarem-no a entregar-lhe uma base área nos Açores, a fim de atacarem submarinos alemães no Atlântico Norte., E, também,e cessar a entraga do volfrâmio a Hitler.
 Salazar enrolava e foi preciso ser avisado de que sofreria  embargo de fornecimento das compras nos Estados Unidos e que os liados iriam ocupar, à força, a base militar pretendida. Enfim, ele cedeu e deixou os alemães sem volfrâmio. Em 5 de junho de 1944. Um grande golpe de sorte, que fez o povo português, com cabeça feita pelo Estado Novo, considera-lo mais e mais ainda um gênio do estadismo. Salazar poderia mudar de nome e passar a chamar-se “Salasorte”. No dia seguinte, os aliados desembarcaram na Normandia e encaminharam, a partir daquele “Dia D”, a vitória sobre o nazismo.    
Em 13 de maio de 1982, a Irmã Lúcia esteve com o Papa João Paulo II, como mostra
 esta foto reproduzida de  www.pt.aleteia.org - Agradecimento
Se Getúlio Vargas saiu deste mundo em um agosto, este foi o mesmo mês em que o líder Salazar começou a sair. Levou uma queda de uma cadeira, deixando os médicos divergindo se sofrera um  hematoma intracraniano, ou trombose cerebral.
 Em setembro do mesmo 1968 foi afastado do governo, substituído por Marcello Caetano. Até seu fim de linha, em 1970, de tão picareta que tornara-se, recebia visitas fazendo de conta que ainda era o que já não era – que picaretagem!    
   


    

      
 


sexta-feira, 1 de junho de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - JOEL

1 – Esta é mais uma daquelas tais histórias. O garoto sonhador chegou ao estádio do grande clube, pronto para, dentro de alguns anos, ser o dono da camisa 3 da Seleção Brasileira. Mas o porteiro não o deixou entrar. De tão inflexível que era o sujeito, o rapaz já estava decidido a ir embora, quando, de repente, o cara mudou de ideia. E deixou o carinha entrar para pedir uma chance ao técnico do time juvenil. Ganhou a oportunidade de mostrar o que sabia e, depois do treino, ouviu a proposta de voltar no dia seguinte. E foi voltando, voltando, voltando, até ser inscrito como atleta do Vasco da Gama. Por ali começou a história de Joel Natalino Santana que, aos 20 anos de idade, em 1969, já era visto como bom zagueiro e candidato a sucessor de Brito. Joel foi campeão brasileiro-1974 e, mais tarde, tornou-se um dos grandes treinadores brasileiros, tendo, por várias vezes, dirigido a “Turma da Colina”.  

2 – O Vasco ajudou alguém muito identificado com o seu maior rival, o Flamengo, a ser o atleta campeão brasileiro com maior número de títulos: 5. O cara foi o apoiador Andrade, que colocou a última faixa no peito usando a camisa cruzmaltina, em 1989.

3 – O centroavante vascaíno César foi o autor do  primeiro gol da edição em que o  Campeonato Brasileiro chegava a 10 temporadas. Aconteceu em Vasco 3 x 1 Vila Nova-GO, no dia 17 de janeiro de 1981. DETALHE: em 2016, um filho dele, o lateral-esquerdo Julio César, também defendeu a "Turma da Colina".