Vasco

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

FERAS DA COLINA - FIGLIOLA E ISAÍAS

 1 -  Ele rolou pelas temporadas que foram de 1939 a 1943, quando o Vasco da Gama teve um chamado  “trio médio” multicontinental, que deu o que falar. Ele era uruguaio, chamava-se Figiola e formou o setor com o brasileiro Zarzur e o argentino Dacunto.
 Os três jogadores eram considerados bons demais e agradavam inteiramente à torcida cruzmaltina. No entanto, foram apelidados de ”Os Três Mosqueteiros”, porque a imprensa passou a vê-los jogando muito mais em função deles do que do coletivo. Muito tempo depois, pela revista carioca “Manchete Esportiva Nº 113, datada de 18 de janeiro de 1958, Figliola negou o que se falara deles. “Jogávamos o máximo que nos era possível. O quatro (time) era muito modificado, não tinha fisionomia definitiva, rendia pouco. Prendíamos a bola porque sabíamos que, em nosso poder, estava mais segura”, explicou.
Realmente, o Vasco de 1939 não tinha uma formação constante. A chamada “linha média”, por exemplo, fez o primeiro e o segundo jogo do Campeonato Carioca, com Aziz, Zarur e Argermiro. No terceiro, mudou para Aziz, Dacunto e Argemiro; no quarto, Oscarino, Dacunto e Argemiro; no seguinte, Oscarino,  Zarzur e Argemiro, o mais constante até o final do primeiro turno.
Figliola entrou na linha média vascaína em 24 de setembro, pelo returno, em um empate, como São Cristóvão. Formou o setor com Zarzur e Argemiro. Mais para o final da etapa, Dacunto entrou e Figliola saiu. “Os Três Mosqueteiros” só foram se juntar  a partir de 21 de abril, quando foi jogadas a primeira rodada do Campeonato Carioca da temporada e o Vasco goleou o  São Cristóvão, por 4 x 0 –  Nascimento, Jaú e Florindo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Lindo, Alfredo I, Durval, Villadoniga e Orlando ficou sendo o time-base.       
Em 1941, o trio teve Argemiro em várias partidas (o Campeonato Carioca foi em quatro turnos), e Paulista, em apenas uma.  Em 1942, já apareceu Noronha, Alfredo II e Nilton para jogarem, também, pelo setor, além de Argemiro. Em 1943, Figliola ainda segurava vaga na linha média, ao lado de Tiã e Argemiro. Dacunto e Zarzur já eram passado.
Além de ficar por tanto tempo freqüentando a “linha média” vascaína, Figliola foi ficando pelo Brasil. Casou-se com uma brasileira e teve filhos brasileiros. Em 1930na sua primeira temporada cruzmaltina, o treinador era Gentil Cardoso e o time-base alinhava: Nascimento, Jahu (Agnelli) e Florindo; Oscarino (Figliola), Zarzur e Argemiro (Dacunto); Orlando, Villadoniga (Alfredo I), Fantoni (Niginho), Gandula e Emeal (Luna). No seu último Vasco, com ose conterrâneo Ondino Viera comandando o time, a rapaziada já era: Oncinha (Roberto), Rubens (Sampaio) e Rafanelli (Osvaldo Carvalho); Figliola (Alfredo II), Nílton e Argemiro; Djalma, Lelé, Isaías, Ademir (Jair) e Chico.   (Fotos reproduzidas de Manchete Esportiva Nº 113, de 18 de janeiro de 1958).


2 -  Em 1941, Isaías formava, com Lelé e Jair Rosa Pinto, um terrível trio atacante do Madureira. O “Almirante” colocou-os, logo, no foco de sua luneta. No dia 24 de agosto de 1941,e m São Januário, a “Turma da Colina” mandou 6 x 0 pra cima do “Madura”, muito mais porque o goleiro do “Tricolor Suburbano, o Aflredo contundiu-se, aos 20 minutos de bola rolando. Então, o “matador” Isaías foi para o seu lugar, reduzindo, em muitíssimo, o poder de fogo do ataque visitante
Como o Madureira devagarinho, quase parando, o Vasco deitou e rolou. Carlos Leite mamou nas tetas das redes e marcou quatro gols. O argentino Dacunto e Manuel Rocha completaram a balaiada, mandada pelo time que teve: Chiquinho, Florindo e Osvaldo; Figliola, Zarzur e Dacunto; Manuel Rocha, Alfredo I, Carlos Leite, Gonzalez e Orlando.
Mas Isaías prometeu vingança. Ante se completar um ano daquela pancada, em 12 de abril de 1942, o Madureira sapecou 5 x 1 no Vasco, pelo mesmo Campeonato Carioca da partida citada acima. Isaías lavou a alma, marcando quatro gols no time que foi: Valter, Florindo e Oswaldo; Figliola, Noronha e Argemiro; Alfredo, Ademir Menezes, Villadoniga, Ruy e Noronha.
Com aquilo, o “Almirante” enloqueceu. Prometeu falar até com o presidente da república para ajudá-lo a levar o danado do Isaías para São Januário.  E terminou levando, juntamente com Lelé e Jair. Sujeito justiceiro, já que tinha  enfiado quatro na sacola do Vasco, Isaías decidiu pagar o prejuízo, durante o Campeonato Carioca de 1943 E, no dia 10 de julho, marcou três em cima do Bangu, nos 7 x 2 vascaínos, em São Januário. A sua nova galera era: Roberto, Sampaio, Figliola, Rubens, Argemiro, Djalma, Ademir, Tião, Lelé, Chico, Isaias, liderada pelo treinador Ondino Viera.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O VENENO DO ESCORPIÃO - MEIO-HOMEM

  O 24 de agosto de 1704 marcou uma das maiores batalhas já assistidas pelo Mar Mediterrâneo, mais precisamente a costa sul da Andaluzia, perto de Gibraltar. Na boca do canhão, se bateram ingleses e holandeses, contra franceses e espanhóis, todos com quase o mesmo poder de guerra: 60 navios, várias fragatas, 3.600 canhões e quase 23 mil combatentes, dos quais um deles sairia dali como metade de um homem.

O sujeito tinha só 15 de idade e estreava como guerreiro. De cara, um  chumbo levou-lhe metade da perna esquerda que foi amputada enquanto todo o seu sangue queria ir embora. O médico enfiou-lhe goela adentro um boa porção de aguardente e colocou-lhe uma faixa de couro por entre os dentes pra ver se ele aguentava uma serra separar-lhe tíbia e a fíbula – aguentou e depois, foi submergido em breu fervente pra cortar a hemorragia. Tudo isso em menos de um minuto.

O garoto chamava-se Blas de Lezo, foi condecorado pelos reis Felipe V (espanhol) e  (Luis XIV, o francês Rei Sol, e passou a se locomover com uma perna-de-pau. Mesmo assim, não desistiu de combater. Em agosto de 1705, ajudou o seu rei a defender a cidade de Barcelona, novamente lutando contra os ingleses, comandando uma pequena embarcação. Cercado por vários barcos inimigos, ele usou bolas de chumbo aquecidas no forno do seu navio para incendiar um navio inglês e escapou do cerco no meio de muita fumaça.

Danado, não? Aos 18 de idade, ele foi feito tenente de navio e, pra não perder o costume, mais uma vez, combateu ingleses, na francesa Toulon, onde perdeu o olho esquerdo. Passadas nove temporadas, lá estava ele comandando um navio de 70 canhões durante a guerra civil espanhola, perdendo ossos e tendões que lhe tiraram os movimentos do antebraço direito. Com mais aquilo, era visto como sendo um “meio-homem”. Mas não perdia o sangue de guerreiro.

Reprodução de capa de livro

Tempinho depois, em 1737, Blas Lezo zarpou, com dois navios, mar a fora, como capitão, para defender Cartagena, ponto-chave da colonização espanhola na América e que os ingleses queriam capturar. Tomava providências, quando a cidade recebeu o vice-rei de Nova Granada, Don Sebastián de Eslava y Lasaga. Imediatamente, informou ao homem sobre as defesas de Cartagena,  transmitiu-lhe as últimas notícias sobre o avanço inglês e pediu reforços, pois contava com apenas seis navios de guerra e 460 peças de artilharia.

Era 13 de março de 1741, quando 180 navios ingleses abriram fogo contra os espanhóis. Blas de Lezo estava em uma fortalez, defendendo uma entrada da baía, e requisitou ajuda a Eslava, que mandou-lhe apenas 150 homens. Mesmo com os ingleses contando com cerca de mil jamaicanos, foram repelidos pela patota do Blas, que saiu de mais uma com uma das mãos e uma coxa gravemente atingidas por estilhaços de balas.

Os ingleses já cantavam vitória. Só faltava tomar uma fortalezas. Colocaram escadas nas posições mais estratégicas, mas as tais não tinham altura suficiente para o assalto, pois Blas de Lezo havia mandado cavar um fosso em torno da muralha e, de cima, mandou fogo nos inimigos. Os ingleses fugiram,  desapareceram no horizonte.

O heroísmo  de Blas de Lezo era indiscutível. No entanto, o bispo de Cartagena, Dom Gregorio de Molleda, para bajular o Vice-Rei Sebastián de Eslava, informou ao seu rei que, “mesmo diante das escandalosas revoltas de um certo Blas de Lezo, o enviado da coroa espanhola obtivera brilhante sucesso”. Do que se aproveitou o bajulado para dar ao Blas  cores de criminoso: “Que seja castigado por seu comportamento”, escreveu ao rei.

Enquanto um vendaval de acusações chegava até a Espanha e a maior parte da opinião pública aplaudia Don Sebastián de Eslava, elevando-o em gloriosos elogios e honrarias, o verdadeiro glorioso Blas de Lezo y Olavarrieta sofria os efeitos das guerras,  após quarenta anos de serviços prestados ao seu rei. Em 7 de setembro de 1741, saiu desta vida, esquecido e abandonado. 

Publicado poelo Jornal de Brasília de 04.05.2025 (domiungo) e trazido pra cá pelo Túnel do Tempo.  Ver link:

https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/o-heroi-meio-homem/

VASCO DA GAMA 2 x 0 LUVERDENSE

Na "quinrestreia" do treinador Joel Santana, que iniciou, hoje, o seu quinto período de direção do time cruzmaltino, a rapaziada devolveu a derrota do primeiro turno aos centro-oestinos, com 2 x 0, em São januário. Com isso, a "Turma da Colina" subiu para 38 pontos, mas os resultados da rodada o mantiveram em quarto lugar, pelo critério técnico de números de vitórias. Mas ficou só a um ponto do ponteiro.
O "Gladiador"  Kleber não marcou, mas lutou muito
No sábado, quando enfrentará o Atllético-GO, o Vasco poderá assumir, finalmetne a liderança, caso vença e conte com tropeços dos três que estão à sua frente.
 No jogo de hoje, a equipe vascaína chegou à sexta vitória caseira, em 11 jogos. O que significa que o time pisa muito na bola quando atua em seu reduto – o "Kike" está fazendo uma pesquisa sobre os desperdícios de pontos dentro da Colina, principalmente, diante de times considerados "pequenos". 
                                             CONFIRA A FICHA TECNICA
09.09.2014 (terça-feira) - Vasco 2 x 0 Luverdense. Campeonato Brasilerio Série B. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Marcos André Gomes da Penha-ES. Renda: R$ 144.620,00. Público:7.438 pagantes (8.582 no total). Gols: Rodrigo, aos 18 min do 1º tempo, e Maxi Rodriguez, aos 15 do 2º tempo.  VASCO: Jordi; Diego Renan, Rodrigo, Douglas Silva e Lorran; Guiñazu, Fabrício, Jhon Cley, Douglas e Maxi Rodriguez (Edmilson); Kleber (Thalles). Técnico: Joel Santana. LUVERDENSE: Gabriel Leite; Michel Bertasso (Clécio)(Léo), Montoya, Braga e Paulinho; Carlão, Jean Patrick, Gilson, Samuel e Washington (Rubinho); Lê. Técnico: Júnior Rocha.

O CARA - O primeiro título de Joel Santana, como treinador, foi pelo Vasco, a Taça Guanabara de 1987. Não suficiente para ele ficar o final do Campeonato Estadual. Trocado por  Sebastião Lazaroni, voltou, em 1992, para ser campeão-RJ, invicto. Após a última vitória, a torcida ocarregou, nos ombros. Em 1993, foi bi. Mas um impasse financeiro ofez sair. Retornou, para o último jogo vascaíno, em 2000, substituindo Oswaldo de Oliveira, na partida que decidia a Copa Mercosul, contra o Palmeiras, na casa do adversário. Após perder o primeiro tempo, por 0 x 3, o time virou, para 4 x 3, e foi o campeão.
Em janeiro, de 2001, Joel Santana levava o Vasco a um outro título, o da Copa João Havelange, que foi o Brasileirão de 2000, decidido com atraso, devido acidentes, em São Januário, em dezembro. Mandou 3 x 1 pra cima do São Caetano-SP, no Maracanã.
 Em  2005, Joel daiu caiu, por ter sido eliminado da Copa do Brasil, dentro da Colina, pelo desconhecido (pela torcida carioca), Baraúnas-RN, que lhe mandou 3 x 0 – o ex-goleiro Humberto Torgado (década-1960) reivindica para si o lançamento de Joel Santana como treinador.

ATLETA - O iniciante nas pesquisas sobre a história do Vasco da Gama deve ficar atento para não marcar o início da carreira de atleta de Joel Santana, pelo clube, a partir dos primeiros anos da década-1960. Aquele Joel que aparece nas escalações é o Joel Felício. O Joel Santana vai aparecer nas escalações a partir de 1973, disputando vaga com Miguel ou Moisés, quando o time-base era: Andrada; Paulo César (Fidélis), Miguel (Joel), Moisés, (Renê) e Alfinete; Alcir, Zanata e Gaúcho (Ademir); Luís Fumanchu (Jorginho Carvoeiro), Roberto Dinamite (Dé) e Luiz Carlos Lemos.
Em 1974 e em 1975, a disputa continuou, com os mesmos concorrentes. Em seu último Vasco, em 1976, a corrida pela vaga já era com Abel Braga, quando a base era:  Mazzaropi, Toninho (Gaúcho), Abel (Joel), Renê e Marco Antônio (Luís Augusto); Zé Mário (Helinho), Zanata (Pastoril) e Luiz Carlos (Jair Pereira); Fumanchu (Galdino), Dé e Roberto. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br) . Agradecimento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 3

O ex-almirante Vasco Vasconcelos, torcedor emérito do “Almirante” Vasco da Gama, assim que conseguiu asilo político no Brasil – era almirante de esquadras em um país que nem tinha mar, e o deixou por divergências políticas com a rapaziada de lá – foi convidado, por um dos amigos de primeira hora, a ir a São Januário. Ele anotou o dia: 10 de outubro de 1937. E o placar da pugna que assistira: Vasco 3 x 3 Flamengo.
Dois dias depois, voltou a aceitar um convite do mesmo amigo. E foi à Rua Ferrer, assistir Vasco 3 x 3 Bangu. Depois do jogo, o amigo disse-lhe: “Não sei mais o que faço para este Basco ganhar”. Prontamente, o Vasco respondeu: “Deixe comigo. Vou providenciar um feitiço”. E providenciou. No dia 23 de outubro, o Vasco mandou 5 x 0 no Bonsucesso, com três gols de Feitiço.
E já que o seu feitiço havia enfeitiçado legal, o amigo pediu-lhe: “Preciso que faças um novo feitiço. Um feitiço de vingança. O Vasco vai pegar o Madureira, que nos sapecou  4 x 2 no dia 17 de outubro. “Deixa comigo”, respondeu o ex-almirante, acenando com bons ventos para o “Almirante”. E, com o seu novo feitiço, o Vasco sapecou 4 x 1 no ”Madura”, com três gols de Feitiço. Em 9 de janeiro de 1938.

 

domingo, 7 de setembro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO-1

1 - Vasco Vasconcelos era ex-almirante. Que já tivesse sido jornalista, escritor, isso nunca se soube. Mesmo assim, um dia, o dono do jornalzinho do seu bairro pediu-lhe para escrever um artigo sobre o seu xará. Por e-mail, ele mandou esta autêntica elucubração sobre a história do glorioso "Almriante". Confira! 

A- Dizem que o 7 é "conta de mentiroso". Se é, então, não acredite. Mas posso jurar que, durante o primeiro turno do Campeonato Carioca de 1937, o Vasco pintou o sete. Em 15 de novembro, mandou 7 x 1 pra cima do Olaria. Foi, ou teria sido (para os "duvidantes"), no campo da Rua Candido Silva. Aliás, quem duvida, pode tentar confirmar o rebu comparecendo-se ao terreiro mais próximo e invocando o testemunho do árbitro da pugna, José Pinto Lopes, o Badu. Vale ressaltar que a veracidade do fato não pode ser atestada pelos "partners" do fato – Joel, Poroto e Italia; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo, Niginho, Feitiço e Luna –, pois todos já passaram desta para uma melhor, como dizem os caras ligados nestes lances do além.
Menos de sete dias depois (se não acharem que foi mentira da história), o Vasco voltou "setear": 7 x 2 nos costados do Andarahy, pela mesma competição. Aconteceu em São Januário, com gols de Luna (2), Bianco, Niginho (3), Alfredo, Feitiço, Nico. Responsáveis pelo furdunço: Joel, Poroto e Zé Luis; Calocero (Marcelino), Zarzur e Rafa; Lindo, Alfredo, Niginho, Feitiço e Luna.

B - O Vasco é tão impiedoso que bate até em mulher. E sem dó! Em 24 de abril de 1929, desceu o pé na probrezinha da Esporte Clube Elvira, da cidade paulista de Jacareí: 4 x 0

C – O Vasco é tão namorador de rede balançando, que chega a levar gol de Paquera. Aconteceu em 12 de outubro de1937, nos 3 x 3 com o Bangu, pelo Cariocão. A coisa estava ficando feia, quando Lindo empatou o jogo.

D – O Vasco era tão desligado, as vezes, que chegava a ir ao gamado para o seu jogo ser apitado por um cara das areias. Em  5 de janeiro de 1938, mandou 6 x 0 no Bangu, debaixo do trilo do apito de Juca da Praia, isto é, José Ferreira Lemos.

E – O Vasco já foi tão inocente, que deixava até time de Niterói lhe chegar no canto. Canto do Rio 3 x 1, em 5 de dezembro de 1937. Ficou russo, com Coronel e Russo na defesa. O time parecia que bebia. Pinga foi o ponta-esquerda.

F – Perder de time pequeno, como o Canto do Rio, era melhor entrar em quarentena. Quarentinha foi à rede e o Vasco perdeu do Botafogo, por 0 x 1, em 9 de agosto de 1937. Cair diante do freguês Botafogo, era o mesmo que levar um tiro no escuro. Com um tiro de Escurinho, o Vasco perdeu do Fluminense, por 2 x 0, no Campeonato Carioca de 1937.

Depois desta crônica sakaninha, passeando sobre a história cruzmaltina, o ex-almirante Vasco Vasconcelos foi expulso, também, das páginas do hebdomadário. Mas teve leitor que gostou e recorreu ao "tapetão", para ele voltar  ao pedaço.     

2- O ex-almirante Vasco Vasconcelos, o vascaíno, está fazendo uma revisão da história do Vasco e do Brasil. Com absoluta exclusividade, o "Kike" consegiu com ele, para mostrar aos amigos vasconautas, um dos seus estudos, o qual transcrevemos abaixo. Confira!
"A história do Brasil nos conta que tivemos dois Dom Pedro. O primeiro, aquele cara que  fugiu de Portugal e veio bater na Bahia, quando Napoleão (bom na parte de invasãoes) baixou em Lisboa, em 1807. Aí, o camarada que era  Pedro IV dos “portugas” veio ser o Pedro I dos brasileiros. 
  Aliás, por gostar tanto dos trópicos, Dom Pedro I só voltou a Portugal quando quiseram retirar a autonomia política do Brasil. E baixou a porrada em quem desejafa fazer mais uma sacanagem contra a colônia. De de quebra, proclamou a independência brasileira, em 7 de setembro de 1822, montado em um jegue e usando uma camiseta de pobre. Sem falar que estava com dor de barriga.  
Em abril de 1831, Pedro I mandou o Brasil à PQP e passou a bola ao seu filho, o insaciavel, sexualmente, Pedro II, que vivia com braços e pernas quebradas, de tanto pular janelas e muros, fugindo de maridos traídos. 
Muito bem! Para vingar os cornos desse país, o Vasco desfiou Dom Pedro a um duelo fatal. Ficou marcado para o dia 9 de maio de 1959. Então, convocou Eunápio de Queiroz para mediar a pugna e, evidentemente, cobrou uns “minrreiszinhos” da rapaziada que queria presenciar o acerto de contas com o desafeto. Arrecadou Cr$ 109 mil, 560 cruzeiros. Tava bom!
 E rolou a refrega. Com 19 minutos de degladiação, Rubens enfiou a primeira “espadadada” no Pedrão comedor. Aos 33, repetiu a dose. Aos 51, foi a vez de Delém; aos 85, Roberto Pinto virou galo. Aos 90, Dom Pedro teve uma recaída, deu uma de macho e descontou: Vasco 4 x 1. Uma surra, pra ele perar de perseguir as ‘perseguidas’ das brasileiras. Se bem que esta sempre gostaram de uma boa sacanagem, com os ‘portugas’, e de mostrar a “zona do agrião”, como fuxicou a "El Rei" o linguarudo do repórter Pero vaz de Caminha. 
  O dia em que o Vasco surrou Dom Pedro  valeu pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu, e a galera do vingador “Almriante”  teve: Barbosa, Paulinho de Almeida, Viana e Dário; Laerte e Russo; Sabará, Roberto Pinto, Delém (Zé Henrique), Rubens e Pinga (Roberto Peniche).
Técnico: Gradim. A patota de Dom Pedro chamava-se Portuguesa de Desportos e era: Carlos Alberto Cavalheiro, ex-goleiro do Vasco,  Mário Ferreira, Hermínio e Valter; Dom Pedro e Odorico (Vilela); Ocimar (Raul Klein), Didi (Ocimar), Alfeu, Zé Carlos e Melão. Técnico: Oto Vieira.
E assim se conta como o glorioso Vasco da Gama vingou os cornos do Brasil, sapecando uns cucurutos no intrépido Dom Pedro".