Tudo era festa, no dia 21 de abril de 1961, no primeiro aniversário de Brasília. Para o futebol, também, homenagear a nova capital, a Federação Desportiva de Brasília (FDB) convidou o Santos, o melhor do mundo, na época, para disputar um amistoso, e entregou o seu time ao ex-capitão do Vasco da Gama e da Seleção Brasileira de 1950, Augusto da Costa, que trabalhava na cidade, como policial.
Augusto relacionou 32 atletas e, como se
disputava o Torneio Paulo de Tarso, convocou só quem participava da competição
– Edson, Luís Silva, Conrado, Marianelli, Ubaldo, Íris, Pacuzinho, Valter
Morais (Clube de Regatas Guará); Gaguinho, Paulo, Leocárdio, Calado, Pedrão,
Dario, Campos, Nilo e Joãozinho (Rabelo); Raspinha, Jair, Edson Galba,
Loureiro, Enes e Gesil (Planalto); Reinaldo (Grêmio Esportivo Brasiliense) e
Hiroto (Sobradinho).
A rapaziada treinou no Estádio Ciro
Machado, do Defelê, na Vila Planalto, mas a torcida brasiliense decepcionou-se
com a promoção, pois o Pelé, apenas, desceu de um helicóptero que cobriu o estádio
de poeira, só para assistir à partida. Estava contundido.
Os candangos entraram em campo carregando a
bandeira do Santos, mas este não retribuiu a gentileza, no placar. Mandaram 4 x
0 na equipe que o jornal DC-Brasília, em sua página 8, da edição sobre
a partida, chamou por ‘combinado’.
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