Vasco

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sábado, 23 de julho de 2016

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - VERA

                        
Vera Maria Fontenelle, brotinho fotografado por Jankiel,  foi o que se podia chamar, sem susto, de uma supercampeã. Aos 22 anos, medindo 1m70cm de altura, já tinha arrastado 70 medalhas, dentro de uma incrível lista: esgrima, ciclismo, hipismo, natação (nados crow e costas)a, saltos ornamentais, vôlei e basquete. E, além de fazer o atletismo, também, beliscou vices em  vela, tênis e arco e flecha. Uma fera, feríssima, confere?
Vera, de início, foi nadadora botafoguense, em 1948, aos 16 anos. As vitórias só levaram um ano para chegar. Mas, então, desafiando os desafios, ela viu o balé aquático, encantou-se com a  sua graça, e mudou de modalidade, passado a ser uma “tricolora”.
Eleita a universitária mais eficiente, em 1955, Vera não poupava loucuras para ser a “mais, mais”. Estudou no Colégio Andrews e, à época do ensaio para a  “Manchete Esportiva  Nº 9, de janeiro de 1956, estava na reta final do curso de Educação Física.
Naquela ocasião, o seu barato já eram os saltos ornamentais, pois se amarrara na vertigem que lhe passava. Deles, colecionava uma medalha de bronze do Campeonato Brasileiro, mas a sua meta era ser a melhor de todas no novo setor, como fora nos demais por onde passara.
Como mulher, Vera achava que todas elas deveriam se esforçar para serem simpáticas e alegres. Para isso, recomendavas a prática e roupas bem esportivas. Se possível, usarem o perfume “Femme”, que considerava passador de glamour. “E quem não precisa disso”, indagava a garotinha, que preferia a cor azul, por ser a do céu, em dias bons para se praticar esportes.  

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