Vasco

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

O VASCO NOSSO DE CADA DIA - 20.07


Nos 20 de julho, a "Turma da Colina" tem levado muito trabalho para o “garoto do placar”.   Começando por 1924, a rapaziada mandou colocar 2 x 1 nas tabuletas do estádio da Rua Barão de São Francisco, vencendo o Mackenzie, pelo Campeonato Carioca, com gols de Negrito e Bolão.


Passado umas eras, Real Madrid, Bangu, América e Flamengo foram outros times cariocas também traçados. Os banguenses caíram em 1958, em um domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, em um dia em que Pinga pingou duas vezes na rede. Sem perdão, o "Diabo" teve a sua exorcização em em 1975, no mesmo local, a cargo dos "satânicos" (na área) Dé e Jair Pereira. Já os rubro-negros não aguentaram o tranco, em 1996,  em um amistoso rolado no Estádio Vivaldo Lima, em Manaus, no Amazonas, onde Juninho, Válber e Vítor Pereira encarnaram o espírito da selva. E, por falar em terras amazonenses, em 1988, o Vasco mandou 3 x 2 no manauara Rio Negro, em uma quarta-feira, amistosamente, no Vivaldão – estragos feitos por Sorato (2) e Osvaldo.

Mineiros e paulistas e gaúchos também foram demolidos nos 20 de julho. Em 2004, o Vasco "descruzilhou" o  Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Do mesmo jeito, mandou uma mordida foi no Peixe, na lagoa dele. Já o “Tricolor dos Pampas” viram o bico de chuteira do ‘Pantera’ Donizete  assombrar nos Pampas, durante, pela 20ª rodada do primeiro turno do Brasileirão.  Confira abaixo as fichas vascaínas dessas vitórias. (foto de Dé reproduzida de álbumde figurinhas).

20.07.1975 – Vasco 2 x 1 América-RJ foi jogado no Maracanã. Daquela vez, a grana que pingou bateu nos Cr$ 435.637,50, levada por 31.065 pagantes. José Marçal Filho apitou e a vitória foi de virada. No primeiro minuto do segundo tempo, o ‘Aranha’ Dé igualou o placar, para Jair Pereira defini-lo, dois duas voltas do ponteiro do relógio depois. Mário Travaglini era o chefe desta patota: Andrada; Paulo César, Miguel, Renê e Alfinete (Moisés), Alcir; Zanata e Jair Pereira; Edu (Carlinhos), Roberto e Dé

20.07.2003 – Vasco 2 x 0 Grêmio-R foi em um domingão, ao pé da Colina, no início da noite, pela 20ª rodada do primeiro turno do Brasileirão. Não se soube de público e renda, mas do gols, sim: Donizete, aos 19 minutos do primeiro tempo e Rodrigo Souto, aos 27 do segundo. Cleber Wellington Abade (SP) apitou e Mauro Galvão, ex-zagueiro vascaíno, naquela jornada como técnico, escalou: Fábio; Wellington, Wellington Paulo, Wescley e Ozéia; Da Silva, Rodrigo Souto, Beto (Morais) e Marcelinho Carioca; Donizete,  (Danilo) e Souza.

 20.07.1958 – Vasco 3 x 1 Bangu foi uma das etapa para ao time do técnico Gradim chegar ao título carioca daquele ano. Em jogo assistido por 44.375 pagantes, com renda de Cr$ 1.393.820,00, no Maracanã, o juiz Amílcar Ferreira mandou colocar a bola na maca central do gramado após chutes fatais de Pinga (2) e de Vavá. A rapaziada endiabrada:  era: Barbosa, Dario, Bellini e Ortunho; Écio e Orlando; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.
 
20.07.1996 – Vasco 3 x 2 Flamengo foi um amistoso, em um sábado, em Manaus, no Estádio Vivaldo Lima. Naquele dia, a galera vascaína foi escalada assim pelo chefe Carlos Aberto Silva Carlos Germano; Vítor Pereira, Sandro, Alex Pinho e Cássio; Luisinho, Leandro Ávila e Juninho Pernambucano; Gian (Cristiano), Pedro Renato (Brener)(Alessandro) e Válber (Vítor). O “Clássico dos Milhões” manauara foi apitado por Eliel de Azevedo e assistido por 25 mil pagantes. as redes, compareceram Juninho Pernambucano, aos 15, e Válber, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Vítor Pereira, aos 35 da fase final.
20.07.2004 – Vasco 3 x 2 Cruzeiro rolou em uma terça-feira à noite, pelo 17º rodada do Campeonato Brasileiro, em São Januário. Foi apitado por Leonardo Gaciba (RS) e rendeu R$ 11.583,00, com gols cruzmaltinos de Petkovic, aos 28, e de Ânderson (com acento), aos 42 minutos da fase inicial. Na final, Róbosn Luís fez mais um, aos 10.  Com Geninho no comando, a sua rapaziada era: Tadic; Claudemir, Daniel, Gomes e Diego: Ygor, Rodrigo Souto (Júnior), Robson Luís (João Carlos) e Petkovic; Ânderson (Denílson) e Valdir ‘Bigode’.
 

20.07.2005 – Vasco 3 x 2 Santos. Esta foi de virada. A partir dos 9 minutos do segundo tempo, a rapaziada tirou dois gols de desvantagem. Começou com Ânderson. Oito voltas do ponteiro do religo depois, Fernandinho empatou, para Alex Dias virar, aos 36. Era uma quarta-feira e corria aa 13ª rodada do 1º turno do Campeonato Brasileiro, na lagoa do ‘Peixe’, a Vila Belmiro, onde o apito foi de Heber Roberto Lopes (PR). A virada foi conferida por 3.829 pagantes e a renda de R$ 43.230,00. O técnico Renato ‘Gaúcho” Portaluppi usou: Elinton; Wagner Diniz, Ciro, Gomes e Diego; Ygor, Ives (Fernandinho), Felipe Alves e Morais; Alex Dias e Ânderson (Dominguez).

VASCO 2 X 0 REAL MADRID - O time espanhol considerava-se o maior time do mundo. Pra “Turma da Colina”, não! Em 20 de julho de 1956,  uma sexta-feira, no venezuelano Estádio Universitário de Caracas,  Sabará e Artoff mataram o touro na arena cucaracha.
Sabará abriu os trabalhos
Aquele jogo foi uma vingança de uma grande sacanagem armada na quinta-feira 31 de maio de 1956, pelo Real Madri, na capital espanhola, onde formaram uma autêntica seleção nacional e mandaram 4 x 2 na rapaziada.
Sob apito de Benito Jackson e treinado pelo mineirinho Martim Francisco, o Vasco engoliu os "merengues" com os serviços de: Carlos Alberto, Dario e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Valter Marciano, Vavá, Pinga e Dejayr (Artoff). O Real Madrid era: Alonso, Atienza, Marquitos, Lesmes, Muñoz, Zárraga, Marsal, Di Stefano, Rial, Joselito e Gento.

VASCODATA: 20.07.1967 – Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro-RJ;  20.07.1988 – Vasco 3 x 2 Rio Negro-AM; 20.07.1997 – Vasco 3 x 3 Juventude-RS.

 O DIA EM QUE MANÉ GARRIONCHA FOI CRUZMALTINO
 

Era o dia 20, do mês 7, do 7º ano da década-60. O camisa 7, aos 20 minutos do segundo tempo, balançou a rede, em um jogo de 7 gols: Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro-RJ. Estava escrito que, algum dia, Mané Garrincha vestiria a jaqueta cruzmaltina.
GARRINCHA  (E) COM BIANCHINI (D)
Esta história começa em 1947, quando um tio do Mané – Manoel Francisco dos Santos – com quem ele se sentia mais a vontade do que seu alagoano pai, pediu ao amigo Francisco dos Santos Ferreira, o Gradim, treinador do Vasco da Gama, para experimentar o seu sobrinho, que andava perto de fazer 15 anos. Mas o garoto viu tantos outros com o seu mesmo sonho, esperando pela vez de rolar a bola, que terminou não tendo paciência para esperar. Desistiu e foi embora.
Quatro anos se passaram. Então, Manoel dos Santos, nascido em 18 de outubro de 1933, resolveu voltar a São Januário, para nova tentativa. Só que não levou assuas chuteiras. Como o clube não tinha pares sobrando e, muito menos, ninguém dos que estavam por ali, novamente, falhou a tentativa de ele entrar para a Turma da Colina.
Em Cordeiro-RJ, o 'Mané'
disputou o seu seu úinco jogo vascaino 
Veio, então, a temporada de 1967, e Garrincha não conseguira repetir, pelo Corinthians, o futebol que o fizera o maior ponta-direita da história do futebol: apenas dois gols em 13 jogos. Já era final de carreira, e o clube paulista o cedeu ao Vasco. Em São Januário, o Mané só treinava. Um dia, então, o zagueiro Brito, o capitão do time, liderou a rapaziada e pediu aos cartolas para definirem o futuro do “Demônio das Pernas Tortas”.
Valeu o pedido. Arrumaram a situação do craque e marcaram a estreia de Garrincha para o jogo contra o Bangu, pela Taça Guanabara-1967. Mas não rolou. Antes, haveria um amistoso, contra a seleção municipal de Cordeiro-RJ, e ele foi incluído no grupo da partida, mesmo tendo se machucado no treino da véspera. Jogando no sacrifício. Mane agravou a contusão e por ali terminou a sua aventura vascaína, que se reuniu ao 90 minutos e ao gol marcado, cobrando falta, diante do time de Cordeiro. Pelo menos, por um jogo, Garrincha vestiu a camisa do Vasco da Gama, como já haviam feito Domingos da Guia, Fausto dos Santos, Leônidas da Silva, Zizinho e Pelé. O jogo em que Garrincha foi cruzmaltino homenageou João Beliene, o então único sócio fundador do Vasco ainda vivo. Pela cota de NCr$ 600,00, o clube enviou a Cordeiro um time mesclando reservas, como goleiro Edson Borracha e o atacante Bianchni, que já haviam passado pela Seleção Brasileira, juvenis e jogadores que vinham sendo testados pelo técnico Gentil Cardoso. Confira a ficha técnica.
20.07.1967 - Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro-RJ. Local: Cordeiro (RJ). Juiz: Vander Carvalho. Renda: NCr$ 2. mil 727 novos cruzeiros e 25 centavos. Gols: Bianchini, aos 15, aos 18 e aos 35, e Zezinho, aos 21 min do 1º tempo; Milano (Cor), aos 10; Garrincha , aos 20, e Valfrido, aos 35 minutos do 2º tempo. Vasco: Édson Borracha (Celso); Djalma, Ivan (Joel), Álvaro e Almir; Paulo Dias e Ésio; Garrincha, Bianchini (Sílvio), Zezinho (Valfrido) e Okada (William). Técnico: Gentil Cardoso. (fotos enviadas pelo ex-goleiro vascaíno e atual bloqueiro Valdir Appel).

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