Se havia
um cara que tinha tudo para dar errado, este era Acácio Cordeiro Barreto.
Quando garoto, vivia travadão. Não tinha jeito nem pra namorar. Aos 14 anos,
precisou trabalhar, pra ajudar nas despesas da casa. Arrumou um emprego
esquisito: carregar trouxas de roupas para a lavadeira do seu bairro, em
Campos-RJ – nasceu lá, 20 de janeiro de 1959. Nas peladas, Acácio execrava ser
goleiro. Queria faze gols. Mas tinhas pernas grandes demais e se enrolava
com a bola.
Como cresceu muito e atingiu 1m89 de altura, a rapaziada
convenceu Acácio a evitar gols, em vez de tentar marcá-los. Aos 17 anos, fez um teste
e foi aprovado no Rio Branco, o time de sua terra que revelou Valdir Pereira da
Silva, o meia bicampeão mundial Didi. Quando o Rio
Branco o emprestou, ao Comercial, de Campo Grande, após voltar do futebol de
Mato Grosso do Sul, Acácio não viu muito futuro rolando, não. Então, decidiu
parar com bola e foi aprovado em um vestibular para
Direito.
Quem não gostou nada daquilo foi o seu amigo Ronaldo Bastos, para quem
ele era o melhor goleiro do planeta. E encheu-lhe tanto o saco, até levá-lo
para seu time, o Serrano, de Petrópolis. Acácio só topou porque era um sonho do
seu pai vê-lo com a camisa do Vasco. Era o seu destino. O “Almirante” correu atrás
dele, após fechar o gol durante uma grandiosa vitória do Serrano sobre o
favoritíssimo Flamengo.
A
história, pra valer, de Acácio, no Vasco, começa quando o técnico Antônio Lopes
barrou cinco titulares, para a final do Estadual de 1982. Entrou na vaga de
Mazzaropi e fez o nome, pegando um chute, de Zico, à queima roupa. Segurou o
caneco. Depois, voltou a carregar a taça dos Estaduais de 1987/1988. Em
1989, conquistou o Brasileirão. De quebra, tem o tri
do Troféu Ramon de
Carranza-1977/78/79.
Tranquilão debaixo das traves, ágil e muito seguro, Acácio era grande pegador
de pênaltis. Só ia na bola depois do cara bater. Chegou a passar 879 minutos
invicto, em 1988. Natural que chegasse à Seleção Brasileira, pela qual
fez sete jogos. Era o goleiro predileto do treinador Sebastião Lazaroni, para a
Copa do Mundo de 1990.
Na Itália, Acácio só perdeu a vaga, para Taffarel, porque, em um amistoso, o Brasil perdeu, da Dinamarca, por 4 x 0, em 19 de junho de 1989, pelo Torneio do Centenário da Federação Dinamarquesa de Futebol. Aí, Lazaroni não segurou as pressões para tocar o camisa 1.
Em 1990, como o time canarinho foi eliminado da Copa do Mundo, ainda na primeira fase, o que não ocorria desde 1966, Acácio perdeu prestígio, por tabela. Em 1991, o Vasco o negociou, com o português Tirsense, encerrando-lhe uma história cruzmaltina, de nove temporadas Na volta ao a Brasil, encerrou a carreira defendendo o Madureira, em 1995. Atualmente, está na comissão técnica do Americano, de Campos. Já esteve na do Vasco, entre 2010 e 2011.
Na Itália, Acácio só perdeu a vaga, para Taffarel, porque, em um amistoso, o Brasil perdeu, da Dinamarca, por 4 x 0, em 19 de junho de 1989, pelo Torneio do Centenário da Federação Dinamarquesa de Futebol. Aí, Lazaroni não segurou as pressões para tocar o camisa 1.
Em 1990, como o time canarinho foi eliminado da Copa do Mundo, ainda na primeira fase, o que não ocorria desde 1966, Acácio perdeu prestígio, por tabela. Em 1991, o Vasco o negociou, com o português Tirsense, encerrando-lhe uma história cruzmaltina, de nove temporadas Na volta ao a Brasil, encerrou a carreira defendendo o Madureira, em 1995. Atualmente, está na comissão técnica do Americano, de Campos. Já esteve na do Vasco, entre 2010 e 2011.
Foram estes os
jogo de Acácio pela Seleção Brasileira: 15.03.1989 - 1 x 0 Equador; 29.03.1989
- 3 x 1 Al Ahli; 12.04.1989 - 2 x 0 Paraguai; 10.05.1989 - 4 x 1 Peru;
08.06.1989 - 4 x 0 Portugal; 16.06.1989 - 1 x 2 Suécia; 19.06.1989 0 x 4
Dinamarca.
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