Vasco

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domingo, 7 de agosto de 2016

A TURMA VASCAÍNA DAS GRANDES VIRADAS

O vice-presidente cruzmaltino, Antônio Calçada, caminhava pela Avenida Rio Branco, no inicio de uma noite do final de 1955, quando deparou-se com o repórter Aparício Pires, de “Manchete Esportiva”. E o indagou: “O que você acha do Martim Francisco?”. Nem precisava de resposta, pois o trabalho do treinador do América respondia por ele. Mesmo assim, ouviu: “Um grande técnico”.
 Evidentemente, o cartolão Calçada já planejava roubar o comandante da equipe americana, aproveitando-se de que ele andava brigando com o “Diabo”. E não deu outra. Em 17 de março de 1956, Martim tornava-se campeão do terceiro turno carioca, aos 28 anos de idade. No dia seguinte, visitava o vestiário do Vasco. Passadas mais 48 horas, mandava o “Diabo” para o inferno e desembarcava na Colina, para recolocar nos trilhos uma máquina enferrujada desde 1952, quando o “Expresso da Vitória” fizera sua última viagem.

ROTA - A primeira escala de Martim seria a Europa, a partir de 28 daquele março. Da rapaziada que levara, só conhecia o ponta-direita Sabará, que fora seu jogador em uma Seleção Carioca – depois, recebeu o lateral-direito Paulinho de Almeida e o meia Válter Marciano, que estavam servindo à Seleção Brasileira, e realizou um giro de estudos.
De volta do Velho Mundo, o Vasco fez uma nova excursão – à Venezuela. Martim Francisco já tinha uma ideia do que disporia para o Campeonato Carioca e o seu plano tático. O passo seguinte era ter um grupo muito unido. Principalmente a ele. Isso passava por reuniões na casa dos atletas, nas antevésperas dos jogos, pois considerava o clima familiar indispensável.

Martim era um paizão. O zagueiro Bellini testemunhava: “Na semana de um clássico com o Flamengo, o Vavá pegou uma gripe violenta. Se deitasse sem o cobertor cobrindo um dos pés, ele ia lá e o cobria”.
Martim Francisco tinha amor quase filial de seus jogadores. Tornou-se um líder indiscutível. Assim, o Vasco venceu vários jogos à base da sua estratégia, seguida rigorosamente. Caso do clássico de 26 de agosto, contra o Fluminense. No primeiro tempo, Vasco perdendo, por 2 x 0. Durante o intervalo, Martim chamou a turma e entregou um plano de jogo. Pinga recuava, levando Cacá para o meio do campo. Com isso, o centroavante Vavá ocupava o espaço deixado pelo ponta-esquerda, obrigando o zagueiro central tricolor Pinheiro a ir para a lateral. Do outro lado, Livinho arrastava o quarto-zagueiro Clóvis para o outro flanco. Além disso, o ponta-direita Sabará prendia Paulinho na lateral, para Válter e Laerte pegarem um corredor. E o Vasco virou o placar para 3 x 2.

PONTINHA DO CORAÇÃO - A tática de Martim Francisco (foto) anulou Telê Santana, o coração tricolor e autor do primeiro gol, aos 19 minutos – Valdo fez o segundo, aos 21. Com sete minutos de segundo tempo, Pinga iniciou a reação. Aos 14, Válter pegou um rebote da defesa tricolor, matou a bola no peito, driblou um adversário e deixou tudo igual. Aos 35, Sabará cruzou e Livinho meteu cuca legal na “maricota” e virour a fatura: Martim 3 x 2 Flu, em jogo que fazia parte das comemorações do cinquentenário vascaíno.
Na etapa final, o Vasco fez 26 ataques, contra 14 do rival. Não cedeu escanteios, enquanto o Flu ofereceu 10. Cometeu quatro faltas a menos e ficou uma vez a mais em impedimento. Evidentemente que, no vestiário, Martim Francisco foi o ”cara”. Toda a cartolagem apareceu para comemorar a virada e tietá-lo. O presidente Artur Pires, disse: Foi o melhor presente de aniversário que o Vasco poderia almejar”. O diretor de futebol, Antônio Calçada elogiou: "Foi uma grande reação” De sua parte, Martim modesto, dizia: “A vitória não me pertence. Os rapazes é que estão de parabéns”.
Gama Malcher apitou, auxiliado por Lino Teixeira e Sebastião Alcântara, e o Maracanã arrecadou Cr$ 1 milhão, 174 mil, 758 cruzeiros e 20 centavos. O Vasco vira-vira: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga. O Flu: Castilho, Cacá e Pinheiro; Santana, Clóvis e Altair; Telê, Léo Valdo, Jair Francisco e Escurinho.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




 

 
 








Evidentemente, o catolão Calçada já planejava roubar o comandante da equipe americana, aproveitando-se de que ele andava brigando com o “Diabo”. E não deu outra. Em 17 de março de 1956, Martim tornava-se campeão do terceiro turno carioca, aos 28 anos de idade. No dia seguinte, visitava o vestiário do Vasco. Passadas mais 48 horas, mandava o “Diabo” para o inferno e desembarcava na Colina, para recolocar nos trilhos uma máquina enferrujada desde 1952, quando o “Expresso da Vitória” fizera sua última viagem.
ROTA - A primeira escala de Martim seria a Europa, a partir de 28 daquele março. Da rapaziada que levara, só conhecia o ponta-direita Sabará, que fora seu jogador em uma Seleção Carioca – depois, recebeu o lateral-direito Paulinho de Almeida e o meia Válter Marciano, que estavam servindo à Seleção Brasileira, e realizou um giro de estudos.

De volta do Velho Mundo, o Vasco fez uma nova excursão – à Venezuela. Martim Francisco já tinha uma ideia do que disporia para o Campeonato Carioca e o seu plano tático. O passo seguinte era ter um grupo muito unido. Principalmente a ele. Isso passava por reuniões na casa dos atletas, nas antevésperas dos jogos, pois considerava o clima familiar indispensável.
Martim era um paizão. O zagueiro Bellini testemunhava: “Na semana de um clássico com o Flamengo, o Vavá pegou uma gripe violenta. Se deitasse sem o cobertor cobrindo um dos pés, ele ia lá e o cobria”.
Martim Francisco tinha amor quase filial de seus jogadores. Tornou-se um líder indiscutível. Assim, o Vasco venceu vários jogos à base da sua estratégia, seguida rigorosamente. Caso do clássico de 26 de agosto, contra o Fluminense. No primeiro tempo, Vasco perdendo, por 2 x 0. Durante o intervalo, Martim chamou a turma e entregou um plano de jogo. Pinga recuava, levando Cacá para o meio do campo. Com isso, o centroavante Vavá ocupava o espaço deixado pelo ponta-esquerda, obrigando o zagueiro central tricolor Pinheiro a ir para a lateral. Do outro lado, Livinho arrastava o quarto-zagueiro Clóvis para o outro flanco. Além disso, o ponta-direita Sabará prendia Paulinho na lateral, para Válter e Laerte pegarem um corredor. E o Vasco virou o placar para 3 x 2.

PONTINHA DO CORAÇÃO - A tática de Martim Francisco anulou Telê Santana, o coração tricolor e autor do primeiro gol, aos 19 minutos – Valdo fez o segundo, aos 21. Com sete minutos de segundo tempo, Pinga iniciou a reação. Aos 14, Válter pegou um rebote da defesa tricolor, matou a bola no peito, driblou um adversário e deixou tudo igual. Aos 35, Sabará cruzou e Livinho meteu cuca legal na “maricota” e virour a fatura: Martim 3 x 2 Flu, em jogo que fazia parte das comemorações do cinquentenário vascaíno.
Na etapa final, o Vasco fez 26 ataques, contra 14 do rival. Não cedeu escanteios, enquanto o Flu ofereceu 10. Cometeu quatro faltas a menos e ficou uma vez a mais em impedimento. Evidentemente que, no vestiário, Martim Francisco foi o ”cara”. Toda a cartolagem apareceu para comemorar a virada e tietá-lo. O presidente Artur Pires, disse: Foi o melhor presente de aniversário que o Vasco poderia almejar”. O diretor de futebol, Antônio Calçada elogiou: "Foi uma grande reação” De sua parte, Martim modesto, dizia: “A vitória não me pertence. Os rapazes é que estão de parabéns”.
Gama Malcher apitou, auxiliado por Lino Teixeira e Sebastião Alcântara, e o Maracanã arrecadou Cr$ 1 milhão, 174 mil, 758 cruzeiros e 20 centavos. O Vasco vira-vira: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga. O Flu: Castilho, Cacá e Pinheiro; Santana, Clóvis e Altair; Telê, Léo Valdo, Jair Francisco e Escurinho.
Vavá deixa Castilho beijando a garma e sai para comemorar uma das maiores viradas de placar d a "Turma da Colina"
  
  


 

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