Vasco

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

VASGÁVEA E FLACOLNA-19

FOTO DO TIME VASCAÍNO REPRODUZIDA DE                               WWW.BOTECODOPORTUGA.BLOGSPOT.COM.BR                              
 A história da rivalidade Vasco-Flamengo inclui jogadores que começaram em um dos clubes e se consagraram no outro. Dois deles, coincidentemente, foram goleiros, Humberto e Mauro.

HUMBERTO Torgado de Oliveira, descendente de espanhóis e carioca nascido em 16 de abril de 1935, iniciou a carreira pelo time juvenil flamenguista, em 1952.
Após passagens por Bonsucesso e Palmeiras – este em 1958, com três jogos, duas vitórias, uma queda e cinco gols levados – chegou a São Januário, para ficar entre 1959 a 1965.
Segundo ele, ir para o Vasco da Gama foi a maior alegria de sua vida.  Fora dos gramados, trabalhou como supervisor técnico do “Almirante”,  participando da conquista do título carioca de 1970. Alega ter sido o lançador de Joel Santana, como treinador.
  Por ser servidor público,  Humbeerto não assinou contrato como atleta profissional dos três clubes já citados e mais o Fluminense (pelo qual ganhou o Prêmio Belfort Duarte-1966), e o São Cristóvão-RJ. Para os colegas, era um sujeito detalhista, por anotar tudo o que vivia no futebol.
Humberto era um atleta muito diferente da sua turma. Preocupava-se com os direitos dos companheiros, defendia a criação de um tribunal para julgar os erros dos árbitros e a criação de uma lei de acesso, por achar que tornaria o futebol mais justos e  abriria chances de crescimento para clubes pequenos e intermediários. Graduou-se em Educação Física, com especialização em Nutrição Desportiva, e em Administração de Empresas.

MAURO MATTA SOARES fez o caminho inverso. Começou vascaíno e fez o nome sendo flamenguista, entre 1959 e 1963 – esteve pelo Corinthians, também, e 1964, onde demorou só por 10 jogos, com quatro vitórias, dois empates, quatro derrotas e 14 gols sofridos.
Nascido em 5 de setembro de 1937, em Bom Jesus de Itabapoana-RJ, ele foi campeão carioca juvenil vascaíno-1954, tendo por companheiro um dos mais consagrados atletas da Colina, o lateral-esquerdo Coronel (Antônio Evanil da Silva).
Aquele título do Mauro cruzmaltino foi conquistado contra 11 rivais  América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Madureira, Olaria, Portuguesa e São Cristóvão – e ele sendo um dos quatro goleiros do time, tendo sofrido três gols e disputado vaga com Vagner (9 gols), Almeida (também, 3) e Castilho (1)] Atuou, ainda, como aspirante, e teve uma segunda passagem por São Januário, após defender o América-RJ.
Pelo escudo flamenguista, foram 117 jogos, com 70 vitórias, 16 empates, e 31 escorregadas. Considerado um jogador muito bonito, tipo galã de cinema, ele tornou-se, em 1967, pai de uma das mais belas atrizes brasileiras, Paula Burlamaqui.

O primeiro jogo do Mauro  nas 120 vezes em que foi titular flamenguistas e rolou no 22 de março de 1959, em 0 x 2 Bahia, em Salvador, atuando ao lado de: Joubert, Milton Copolilo, Jadir, Dequinha, Jordan, Luís Carlos, Moacir (Adalberto), Geraldino, Roberto (Othon) e Babá. O último em 1º de setembro de 1963, em 1 x 2 Bangu, no Maracanã, por esta formação: Mauro (Marcial), Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.


 



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