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| Edmar com o treinador Carlos Alberto Silva, em foto do álbum do atleta. |
Aconteceu na tarde 30 de outubro de 1978, no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina-DF, em Brasília 6 x 1 Sobradinho, pelo returno do Campeonato Brasiliense de Futebol Profissional.
No lance,
Wilmar cobrou escanteio, cedido por Marcos, à esquerda da área fatal
sobradinhense. A defesa do Alvinegro
Serrano (um dos apelidos do Sobradinho) ficou “imexível” e Edmar testou para marcar o seu primeiro gol como
profissional, e único do primeiro tempo.
Naquele
dia, o Brasília, que era bicampeão candango, teve os seus outros tentos
assinados por Péricles (2), Ney, Edmar, novamente, e Ernane Banana – Zé Afonso marcou
o chamado “gol de honra” do Leão da
Serra (apelido oficial do Sobrá), quando
a peleja ficou Brasília 3 x 1.
O jogo foi apitado por... rendeu Cr$ 18 mil,
850 cruzeiros (moeda da época) e não teve o público divulgado. O Brasília alinhou:
Jonas; Ferreti (Mário?), Emerson, Jonas Foca
e Luisinho; Paulinho, Péricles
(Albeneir) e Ernane Banana; Wilmar, Edmar e Ney, treinados por Cláudio Garcia.
O Sobradinho foi: ...son; Aderbal, Remo, Mauro e Marcos; Peba, Badu e Gaúcho; Quinca, Zé Afonso (Marco Antônio) e
Maurício (Tote).
MAIOR DE TODOS - Edmar Bernardes dos Santos segue
sendo a maior revelação do futebol candango. Nascido mineiro, de Araxá (20.01.1960),
seus pais aproveitaram a inauguração de Brasília (21.04.1960) e vieram tentar
melhorar de vida, em Taguatinga, maior cidade-satélite da nova capital brasileira.
Por ali, como todo garoto brasileiro, ele rolou a bola no meio da rua e, quando
estava com 16 de idade, já era destaque no time juvenil do Brasília, tricampeão
candango da categoria.
Treinado
por Ayrton Nogueira e abusando de fazer gols, Edmar começou a ser lançado no time
A com 17. E iniciou a sua carreira de “matador” que chegou à Seleção Brasileira
(seis jogos e três gols) e passou por vários grandes clubes brasileiros (Cruzeiro,
Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Grêmio-RS, Atlético-MG e Santos. No exterior,
defendeu o italiano Pescara e o japonês Velgata Sendal. Mas foi pelo pequeno Taubaté-SP (voltando a ser
comandado por Cláudio Garacia), e Guarani de Campinas-SP (da primeira prateleira da bola brazuca da época) que ele se consagrou inesquecível para as duas respectivas torcidas.
Pelo primeiro, foi o artilheiro do Campeonato Paulista-1980, com 17 gols, e, pelo
segundo, o maioral do Brasileirão-1985,
com 20 tentos.
Ser artilheiro era a sina de Edmar. Antes do
citado acima, ele já havia sido o principal goleador dos Campeonatos Brasiliense-1978,
com nove tentos, e vice do Mineiro-1981, com 15, só um amenos do que Wagner Oliveira,
do América-MG. Depois, repetiu a dose de principal “matadorzão”,
no Paulistão-1987, com 19 bolas na rede, pelo Corinthians.
CANARINHO
– convocado pelo treinador Carlos Alberto Silva, o goleador Edmar vestiu a
camisa da Seleção Brasileira principal por seis vezes e marcou três tentos,
nestes jogos: 10.07.1988 - Brasil 0 x 0
Argentina; 13.07.1988 - Brasil 4 x 1 Arábia Saudita (primeiro gol); 17.07.1988
- Brasil 2 x 0 Austrália; 28.07.1988 - Brasil 1 x 1 Noruega (segundo gol);
31.07.1977 - Brasil 1 x 1 Suécia; 04.08.1988 - Brasil 2 x 0 Áustria (terceiro
tento).
Pela seleção olímpica disputou os Jogos de Seul e
voltou coma medalha de prata, trazida em oito jogos e dois gols, em seis
vitórias, um empate e uma escorregada na final, contra os então soviéticos. Eis
os jogos: 24.08.1988 - 6 x 1 Seleção Alagoana; 30.08.1988 - 1 x 1 Argentina;
03.09.1988 - 3 x 0 América -MEX; 06.09.1988 - 3 x 2 América-MEX (1 gol);
09.09.1988 - 2 x 0 Guadalajara-MEX (1); 20.09.1988 - 3 x 0 Austrália;
22.09.1988 - 2 x Iugoslávia; Brasil 3 x 1 Arábia Saudita; 1 x 0 Alemanha Ocidental; 2 x 0 Marrocos; 1 x
1 Canadá (com 4 x 2 nos pênaltis);l: Brasil 2 x 1 Itália e 01.10.1988 (?) 0 x União
Soviética, ficando com a medalha olímpica de prata. Disputou, ainda, e foi
campeão do Torneio Bicentenário da
Austrália-1988, pelo time canarinho principal.

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