Vasco

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sábado, 16 de junho de 2018

NO MUNDO DA COPA-3 - EMBARQUE-1966

Fidélis, reproduzido da revista
O Cruzeiro. 
      GALERA TINHA O TRI NA CONTA
Ña data de amanhã, em 17 de junho de 1966, a Seleção Brasileira embarcava, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para buscar o "tri". Grande número de torcedores foi despedir-se dos atletas, mas a rapaziada levava na bagagem uma tremenda bola murcha. Culpa da Confederação Brasileira de Desportos-CBD, que  convocou 47 jogadores para os treinos, a fim de atender os cartolas.
O primeiro a chegar ao aeroporto foi o lateral-direito Fidélis, do Bangu, clube do supervisor Carlos Nascimento, que provocou a dispensa do melhor jogador da posição, Carlos Alberto Torres. Saudado, festivamente, pelos presentes, o banguense aproveitou para ir à praia, ao lado, jogar um flor na água e ter sorte.

No festejado “embarque para o tri” estiveram presentes diversos cartolas, entre eles os presidentes Luís Murgel, do Fluminense, Nei Cidade Palmeiro, do Botafogo, Veiga Brito, do Flamengo e outros nomes de peso em seus clubes, como o vascaíno Antônio Calçada, o alvinegro Otávio Pinto Guimarães, o tricolor Dílson Guedes, o treinador botafoguense Admildo Chirol, junto com os jogadores Dimas e Mura, só para citar poucos. A balbúrdia no aeroporto era tanta, que os jogadores paulistas, chegados ao Rio em um voo especial, tiveram de ficar na sala destinada aos passageiros em trânsito. Até o comandante Bungner, o piloto que transportara as seleções de 58 e 62, virou estrela, muito filmado e solicitado para fotos.

Gerson e Jairzinho reproduzidos de capa
da Revista do Esporte
Entre os jogadores, Paulo Henrique, lateral do Flamengo, precisou de cordão de isolamento para entrar no Galeão. O meia botafoguense Gérson levava vários livros de contos policiais para ler durante a viagem. O seu colega e goleiro Manga recebera autorização para embarcar na escala em Recife. 
O zagueiro vascaíno Fontana revelava a promessa de doar Cr$ 1 milhão de cruzeiros a uma instituição de caridade, caso voltasse tri. Já o tricolor Altair jurava não ter feito promessas. Preferia colar na esposa. Ao contrário dele, o volante tricolor Denílson, entre um autógrafo e outro, não escondia ter aceso velas, diariamente, para Nossa Senhor do Rosário ajudá-lo.

Durante confusão durante o embarque, Amarildo perdeu uma maleta de mão. Uma faixa, com letras berrantes, escrito “Avante Brasil. Vai dar Zebra em Londres”, deu zebra foi para o atacante. Mais sorte tivera Tosão, que conseguira fazer uma ligação telefônica, se recusando a dizer para quem. Enquanto isso, Alcindo sofria com os caçadores de suvenir, que queriam a sua gravata. Evidentemente, que Pelé foi o mais saudado. Mas ninguém conseguiu chegar perto dele. 
Malandro, o “xerifão” cruzmaltino Brito aproveitou o clima de euforia, para discutir renovação de contrato com os cartolas de São Januário. Enquanto isso, Helena, a mulher do lateral Rildo, contava que era a primeira vez que ela comparecia a um embarque do marido.

De acordo com empregados da Varig, a delegação levava 825 quilos em bagagem. Só o roupeiro Aristides juntara 1.200 travas de chuteiras, altas e médias. O Boeing 707, para o voo 834, da Varig, levando 27 jogadores, quando só poderia inscrever 22 no Mundial, deveria partir às 22h30. Teve saída antecipada, para as 22h, mas só decolou às 22h35. O primeiro a chegar ao aeroporto foi Carlos Nascimento, e João Havelange, o presidente da CBD, o último a embarcar. De carona, viajou, também, o árbitro Armando Marques, muito saudado pelos torcedores.

Garrincha e Pelé reproduzidos da
revista Manchete 
Na Europa, a seleção fez este diário: 18.06 - pousou na Espanha e hospedou-se no hotel Wellington; 21.06 - amistoso com o Atlético de Madrid, no Estádio Chamartin; 22.06 – viagem para a inglesa Londres e a escocesa Glasgow, hospedando-se no Marina Hotel, em Troon; 23.06 - treino no Estádi Kilmarnock, perto de Troon; 24.06 coletivo no Hampden Park; 25.06 – amistoso, contra a Escócia; 26.06 - viajou para Londres e a sueca Estocolmo, onde almoçou, no aeroporto, com jornalistas, seguindo-se viagem, de ônibus, para Atvidaberg e hospedagem no Hotel Stllet; 27 e 28.06 – treinos; 29.06 - viajou para Gotemburgo e hospedou-se no Hotel Park Avenue; 30.06 – amistoso, com a seleção sueca; 1º.07 – volta para Atividaberg e dois dias de treinos; 04.07 – volta a Estocolmo, homenagens na embaixada brasileira e amistoso com o AIK; 05.07 - nova visita à embaixada e viagem para Malmoe. 06.07 – amistoso com o Malmoe; 07.07 - viagem para a inglesa Mancheter, com escala na dinamarquesa Copenhague; 08/9/10/11.07 - treinos em Bolton.

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