Vasco

Vasco

sábado, 22 de setembro de 2018

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

MARTIM "ASIÁTICO" FRANCISCO

Martim Francisco reproduzido
 de "Manchete Esportiva"
Em fevereiro de 1957, surgiu um vírus na China. Em abril, este chegou a Hong Kong e a Singapura. Só em maio a Organização Mundial de Saúde ficou sabendo dele, que já estava a caminho da Índia e da Austrália. Em junho, cobria todo o Oriente. Entre julho e agosto, o continente africano. Pelos meses seguintes, Europa e Estados Unidos.
Em menos de 10 meses, o ataque viral atingia não menos de 20% das pessoas dos locais citados acima, sendo que, em alguns países, até 80%. Durante a farra viral, dois milhões de vidas deixaram este planeta. Foi o reinado do terror da gripe asiática.
 Enquanto a “gripagem” assolava Portugal, fortemente, em setembro, a tabela do primeiro turno do Campeonato Carioca-1957 marcava para o dia 22 daquele mês o “clássico” Vasco da Gama x Botafogo.  O Rio de Janeiro, também, já sofria com o problema. Chegou-se até a pensar em suspensão da disputa.
 Entre Vasco da Gama e Botafogo, o vírus preferira visitar São Januário e, entre os atacados, deixara o treinador Martim Francisco. Também, o goleiro Carlos Alberto Cavalheiro, o defensor Laerte e o atacante Vavá. Grande picada, do ponto de vista alvinegro.
 Rola o vírus, e temendo, principalmente, não terem o treinador Martim Francisco comandando a moçada durante o clássico, os dirigentes vascaínos tentaram não jogar naquele 22 de setembro. No entanto, o Botafogo, inteiro e líder da competição e tendo a chance de encarar um adversário “descangalhado”, não topou adiar a partida, para a qual o árbitro escalado, Antônio Viug, também, fora tirado de cena pela “asiática”.
 Mas o departamento médico de São Januário foi competente e deixou Martim Francisco, pelo menos, em condições de ir para o jogo.  Ir, ele foi, mas passou maus momentos durante o primeiro tempo. Além da carcaça não estar em seus melhores dias, o “garoto do placar” ajudou a piorar a sua situação. Naquela etapa, Garrincha abriu a conta e a defensiva cruzmaltina cometeu um pênalti, que Didi, com classe, aproveitou bem: 2 x 0.
Sem o seu goleiro titular e o seu goleador, Vavá, substituídos, respectivamente, por Hélio e Livinho, o “asiaticado” Martim Francisco foi para o vestiário sem sem ver boas perspectivas para a sua rapaziada, durante a etapa seguinte. E, já que só via “nuvens carregadas” sobre a sua cabeça, adotou posição perigosíssima, surpreendendo torcedores e imprensa: mandou a sai turma atacar.
Pinga marcou o gol "asiático" que deu o empate ao Vasco
Ao ver a ousadia do combalido adversário, o treinador botafoguense, Zezé Moreira, que adotava a marcação por zona, gostou. Achou que seria a chance de disparar uma goleada. Só que a moçada de Martim Francisco foi mais competente. Livinho diminuiu a conta e Pinga, em grande jogada individual, deixou tudo certo no caderninho: 2 x 2, uma autêntica vitória para o  mutilado “Almirante”.
 Wilson Lopes de Souza, que foi chamado por “ladrão” pelos dois times, dirigiu o pega que rendeu a sensacional soma de Cr$ 1 milhão, 453.mil, 403, cruzeiros e teve os dois times formando assim: VASCO DA GAMA: Hélio, Paulinho e Bellini; Cléver, Laerte e Orlando Peçanha; Sabará, Livinho, Almir, Valdemar e Pinga. BOTAFOGO: Amauri, Thomé e Nilton Santos; Servílio, Beto e Pampolini; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édson e Quarentinha.
Pelo jeito, a gripe asiática foi um “reforço de última hora”, com o qual não contava o Vasco de Martim Francisco.











OS MAIS + MAIS DA COLINA

ATLETAS QUE MAIS VESTIRAM A CAMISA CRUZMALTINA - Roberto Dinamite, 1.108 vezes; 2 – Carlos Germano, 632; 3 – Sabará, 576; 4 - Alcir Portela, 511; 5 – Barbosa, 485; 6 –Mazaropi, 477; 7 – Pinga, 466; 8 – Coronel, 449; 9 – Paulinho de Almeida, 436, e 10 – Bellini, 430 jogos.

VASCAÍNOS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO CARIOCA - 1929 – Russinho, 23 gols (empatado com Telê, do América); 1931 - Russinho, 17; 1937 - Niginho, 25; 1945 - Lelé, 13; 1947 - Dimas, 18; 1949 - Ademir Menezes, 31; 1950 - Ademir, 25; 1962 - Saulzinho, 19; 1978 - Roberto Dinamite, 19; 1981 - Roberto Dinamite, 31; 1985 - Roberto Dinamite, 12; 1986 – 1987, Romário, 16; 1993 -Valdir‘Bigode’, 19; 2000 - Romário, 19, e 2004 – Valdir ‘Bigode”, 14; 2011 - Alecsandro, 12 (empatado com Somála, do Boavists).
MAIOR ARTILHEIRO DOS CAMPEONATOS CARIOCAS - Roberto Dinamite, com 279 gols, entre 1972 a 1992, à média de 13,29 gols por disputa.

MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO CARIOCA - Vasco 14 x 1 Canto do Rio, em São Januário, em 6 de setembro de 1947, pela sexta rodada do primeiro turno.

MAIOR GOLEADA EM CLÁSSICOS NA 'ERA MARACANÃ' - Vasco 7 x 0 Botafogo, em 29 de abril de 2001, pelo segundo turno do Campeonato Estadual.
CLUBE COM MAIS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO BRASILEIRO - Vasco. Em 1974, Roberto Dinamite, com 16 gols; 1978, Paulinho, 19; 1984 - Roberto Dinamite, 16; 1992, Bebeto, 18; 1997, Edmundo, 29; 2000, Romário, 20; 2001, Romário 21; 2005, Romário, 25. Obs: em 1984, o Vasco tornou-se o único disputante a ter o principal artilheiro e o vice, respectivamente, Roberto Dinamite, com 16 gols, e Arturzinho, com 14.

RECORDE DE GOLS EM UMA PARTIDA DO BRASILEIRO - Edmundo, com seis, em Vasco 6 x 0 União São João-SP, em São Januário, em 11 de setembro, perlo Campeonato Brasileiro de 1997.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

CORREIO DA COLINA - RICARDO ROCHA

Por onde anda o zagueiraço pernambucano Ricardo Rocha, meu conterrâneo?" Manoel Alves Ferreira, de Serra Talhada.
Grande Manel! Sendo de Serras Talhada, você tem chandes chances de ser parente de Lampião, não é mesmo? Pelo menos, o Ferreira já encaminha a possibilidade. Mas vamos lá: 
Reprodução de álbum de figurinha
da coleção do "Kike"
Ricardo Rocha encontra-se trabalhando em um projeto do São Paulo Futebol Clube, liderado pelo seu ex-colega de time Raí, estando como coordenador de futebol. Entre os vascaíno, fica a lembrança de uma passagem marcante, entre 1994/1995, quando “xerifou” a zaga da rapaziada que levou para São Januário o título do Estadual-RJ, em e sua primeira temporada na Colina.
 Dirigido por Jair Pereira, que fora meia cruzmaltino-década-1970,  Ricardo Rocha participou de 14 dos 18 jogos – 12 vitórias, cinco empates e uma escorregada – que  valeram o caneco, tendo entrado neste time-base: Carlos Germano, Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Cássio (Sidney); Luisinho Quintaninha, Leandro, França e Yan; Dener e Valdir “Bigode
Ricardo Roberto Barreto da Rocha nasceu, em 11 de setembro de 1962, em Recife. Chegou à Seleção Brasileira principal e fez 43 jogos, vencendo 29, empatando pagando sete e caíndo em outros sete. Colecionou os títulos canarinhos de campeão da Copa Stanley Rous e do Pan-Americano, ambos de 1987, e da Copa do Mundo-1994, atuando em Brasil 2 x 0 Rússia – Taffarel; Jorginho Amorim, Ricardo Rocha (Aldair), Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga (Mazinho), Raí e Zinho; Bebeto e Romário, dirigidos por Carlos Alberto Parreira, em 29 de junho de 1994, no Satanford Estadium, em San Francisco, diante de 81.061 almas. Saiu de campo contundido e não atuou mais durante a disputa.
Participou, também,  de dois jogos das Copa do Mundo-1990, como lateral-direito, em Brasil 1x 0 Escócia (19.06) no estádio Delle Alpi, da italiana Turim, assistido por 62.502 pagantes, e de Brasil 0 x 1 Argentina, pela equipe do treinador Sebastião Lazaroni, no 24 de junho de 1990, diante de 61.381 espectadores.
Antes jogar por 94 vezes e marcar três tentos vascaínos, Ricardo Rocha vestira as camisas de Santo Amaro-PE, Santa Cruz-PE, Guarani de Campinas-SP, Sporting-POR, São Paulo FC, Real Madrid-ESP e Santos-SP. Após deixar São Januário, ainda defendeu Fluminense, o argentino Newell´s Old Boys e penduro as chuteiras, em 1998, como flamenguista.     
Também, experimentou ser treinador em dois clubes nordestinos, o SantaCruz, em 2001 e em 2008, e o alagoano CRB, em 2007.