Vasco

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sábado, 21 de julho de 2018

FUXICOS DA COLINA - ÉCIO & JORGE

  Écio Capovilla era considerado um dos melhores meio-campistas recuados (médio, antigamente) do futebol carioca. Inclusive, convocado por Vicente Feola, disputara dois jogos pela Seleção Brasileira  - 29.06.1960 - 4 x 0 Chile e 03.07.1960  -  2 x 1 Paraguai -, ajudando-a a conquistar a Taça do Atlântico. Mesmo assim, em 1961, quando Paulo Amaral tornou-se o treinador da "Turma da Colina" e tirou-lhe do time.
Barrado, Écio ficou na dele. E não deixou a imprensa carioca fazer muita onda, pois até achava não viver uma boa fase. E viu Paulo Amaral cair, em 1962, quando foi substituído por Jorge Vieira, que devolveu-lhe a vaga de titular, por oito amistosos pelo país a fora.
Reprodução de www.crvscodagama.com.br
de 14.08.2014
 Vaga recuperada, Écio entrou numa, depois dos amistosos, de responder ao chefe de maneira não muito amistosa. Perdeu a vaga, para Nivaldo e, depois, para Maranhão. Mais uma boa pauta para os fofoqueiros da imprensa. 
Contra aquilo, no entanto, ele armou uma retranca. Dizia ser amigo e admirador do seu treinador, "homem de espírito altamente evoluído", como pronunciou-se pela "Revista do Esporte" - N 211, de 23.03.1963.
  Pelo meio do desagrado, Écio e Jorge voltaram a se entender, com o atleta garantindo que a amizade bilateral não fora arranhada e tudo ficado no rol dos " chutes pra fora". Como prova, citava ter o Vasco da Gama renovado o seu contrato, pelo início de novembro, dois meses após o término, a pedido de Jorge Vieira, por vê-lo sofrer um pequeno acidente durante um treino recreativo. "Fiquei mais amigo dele, por seu procedimento humano e altamente correto", disse à mesma publicação.
Nascido, em Valinhos-SP (14.08.1940), Écio surgiu no time infantil do Rigesa. Depois, passou pelo Guarani, de Campinas, e o Fluminense, até o Vasco leva-lo, em 1956. Tempinho depois, ele estava no time "SuperSuperCampeãoCarioca-1958", disputando as 26 partidas do título que consagrou esta rapaziada do último pega: Miguel, Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Écio e Orlando Peçanha; Sabará, Rubens, Almir Pernambuquinho Roberto Pinto e Pinga.
Écio ficou pela Colina até 1964, quando rumou para o peruano Sporting Cristal, de Lima, onde aposentou-se da bola. 


   




O VENENO DO ESCORPIÃO - SHAKSPEARE EXECRADO PELO GRANDIOSO DITADOR

Não há notícias sobre a execração, nesses tempos mais modernos, partindo-se da metade do século 20, da peça “Hamlet”, do inglês William Shakespeare. Inclusive, a maioria dos críticos teatrais e literários a consideram a mais + mais da literatura dramática.
 Trata-se de uma história escrita entre 1.599 e 1.601, pela qual desfilam a opressão, o ódio, a corrupção, o incesto, a traição, a vingança e o moral. Isso tudo a bordo da projeção de um príncipe dinamarquês para matar o assassino do seu pai, um tio que, além de subir ao trono, ainda casa-se com a sua mãe.
Shakespeare emplacou sucesso por todo o planeta, inclusive na antiga União Soviética, terra de grandes escritores e onde, dizem, Karl Max e Vladimir Ilyich Ulyanov, o Lenin, gurus anteriores do bolchevismo, alistavam-se entre os seus admiradores. Mas é, exatamente, por lá que registra-se o única terráqueo do qual se tem noticias de desprezar Hamlet: o ditador Josef Stalin.
  Para aquele homem, Hamlet era um texto que não merecia ser encenado. O via passando mensagens altamente negativas, embora jamais tivesse estabelecido censura aos escritos de William. Mesmo assim, bastou o secretário-geral do Partido Comunista expressar a sua opinião em público para uma companhia não conseguir levar a peça ao palco de nenhum teatro de Moscou. Stalin preferia textos sobre heroísmos.
 Devido a esta sua  preferência por bravuras, Stalin, que considerava-se um “clone” espiritual do Ivan IV, encomendou a um cineasta patrício um filme sobre o seu ídolo. Era 1944 e o cara escreveu e dirigiu a primeira parte da história. Quando apresentou-lhe a segunda, o chefão bolchevique ficou indignado. Viu na tela um Ivan nada terrível, mas um camarada fraco e claudicante, E proibiu a exibição da película, pois jamais aceitaria que o seu ídolo, tivesse ficado, por alguns instantes, em cima do muro. Para Josef, um ditador nunca poderia ter dúvidas.
 Talvez, os generais ditadores brasileiros estabelecidos no Palácio do Planalto, por 21 temporadas, a partir de 1964, tivessem se inspirado em Stalin quando tomarem certas atitudes culturais, como a proibição de vários filmes. E – pasmem! - um disco gravado por Roberto Carlos, em espanhol, porque aquela era a língua do comunista Fidel Castro.
Só um detalhe: Stalin ia ao teatro e, além de peças, assistia, também, espetáculos de balé. De sua parte, os generais ditadores “brasucas” iam a corridas de cavalo e ao futebol. Só foram ao teatro para prender o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que construíra a casa de onde eles ditavam o Brasil que o povo não queria.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A BELA DO DIA - CLÁUDIA SENDER

 Graduada em Engenharia, ela tornou-se a primeira mulher as controlar uma empresa aérea no Brasil, a Latam. Chama-se Cláudia Sender e, em entrevista à revistas "Cláudia", de março deste 2018 e da qual a sua foto foi reproduzida (agradecimentos), ela declarou acreditar que "as habilidades exclusivamente femininas são os maiores trunfos parta a mulher se destacar e encarar desafios". Ela disse ainda considerar um "grande erro" mimetizar o comportamento do homem para a mulher se adequar no trabalho.     

Graduated in Engineering, she became the first woman to control an airline in Brazil, Latam. Her name is Cláudia Sender and, in an interview with "Cláudia" magazines, in March 2018, she stated that she believes that "all-female abilities are the greatest assets for a woman to stand out and face challenges." She said it still considered a "big mistake" to mimic the man's behavior for the woman to fit into the job.

PINGA, O MTADOR DE ALVINEGROS

Durante a década-1960, o Vasco da Gama teve um atacante que dava uma tremenda sorte diante do Botafogo: Pinga. Poderia passar várias partidas sem balançar a rede, mas  era só encarar os alvinegros e acertar a pontaria. “Até mesmo as jogadas mais complicadas e os tiros  menos precisos resultam em gols”, contou ele à Revista do Esporte – 79, de 10.09.1960.
Reprodução da
Revista do Esporte
 A festa de Pinga contra os botafoguenses começou pelo goleiro Osvaldo Baliza, que não defendeu três dos seus chutes, durante uma partida, em São Januário, pelo Torneio Rio-São Paulo. As próximas vitimas foram Ernâni, Adalberto, Amauri e Manga. “Nesses, já marquei mais de um gol por jogo”, afirmou à mesma publicação.
José Lázaro Robles, o Pinga, foi paulistano (11.02.1924 a 11.05.1996), tendo sido  tirado,  pelo Vasco, da Portuguesa de Desportos, em 1952. Ficou por São Januário até 1961, por 466 jogos e 256 gols. Encerrou a carreira, entre 1962 a 1964, no Juventus-SP, onde começara e estivera entre 1943/44.
 Pinga chegou às seleções paulista e brasileira, tendo por esta disputado 19 partidas e marcado 10 gols. Entre outros títulos vascaínos, tem os Estaduais-1956 e 1958; o Torneio Rio-São Paulo-1958, e o Torneio Internacional de Paris-1957.
Quarto maior goleador vascaíno – atrás de Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes -, foi considerado o melhor jogador do Vasco da Gama das temporadas-1954/55/56/59/1960.  

quinta-feira, 19 de julho de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 1 FLUMINENSE

  A rapaziada estava motivada pela vitória, na segunda-feira, sobre o Bahia, pela Copa do Brasil. Mas não traduziu isso em um novo sucesso, durante a noite de hoje. Mesmo voltando a jogar em casa, deixou o adversário igualar o placar, pelo final da contenda.
Valeu pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro e a "Turma da Colina" saiu de campo avisada de que o próximo compromisso, no domingo, a partir das 16h, no mesmo local, deverá ser tão ou mais duro do que o de hoje, diante do gaúcho Grêmio, que vive grande momento.
Andrés Rios fotografado por Rafael Ribeiro,
de www.crvascodagama.com.br
O gol vascaíno foi marcado pelo argentino  Andrés Rios, aos 15 minutos do segundo tempo. O lance começou com o lateral Henrique avançando, pela esquerda, e cruzando a bola para o arco. O goleiro tricolor Júlio César rebateu a pelota que caiu exatamente diante de Rios, que balançou a rede. 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 19.07.2018 (quinta-feira) VASCO 1 X 1 FLUMINENSE. 13ª rodada do Brasileiro. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Marcelo Aparecido de Souza - SP. Público: 11.381 pagantes. Renda. R$ 242.405,00. Gols: Andrés Rios, aos 15, e Pedro, aos 43 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Luiz Gustavo, Breno, Ricardo e Henrique;  Desábato, Andrey, Yago Pikachu, Giovanni Augusto (Kelvin) e Wagner (Evander);  Andrés Rios (Bruno Silva). Técnico: Jorginho Amorim. FLUMINENSE: Júlio César;  Léo, Gum, Digão e Ayrton Lucas; Dodi (Matheus Alessandro), Richard, Jadson e Sornoza (Pablo Dyego); Marcos Júnior e Pedro.Técnico: Marcelo Oliveira.