Vasco

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - LOLA E NOCA


O centro-médio capixaba Lola
  Nesses tempos modernos,  de grande e rápida evolução da tecnologia da informação, o jovem torcedor só recorre ao noticiário veiculado pela Internet. Pior para os atletas do passado. A galera de agora não é de pesquisar em revistas antigas, onde  eles apareceram. Simplesmente,  não existem. Assim, só grandes pesquisadores, como Mauro Prais e  Gustavo Cortez, são capazes de destrinchar todos aqueles que deram sangue e suor com a jaqueta cruzmaltina. Em tempos muitos antigos.
Na época do “Expresso da Vitória”, entre 1945 e 1952, quando o Vasco era um dos mais fortes do planeta, seus treinadores podiam contar com três times de bons atletas, pois o sonho de todos era ir para São Januário. No entanto, como as equipes ganhavam  formação-básica constante, muitos jogadores tinham poucas chances de atuar. São os mais do que esquecidos de hoje. Caso, por exemplo, de Lola, Sarará, Cabano e de Noca, só para citar quatro, inicialmente. A sorte deles é que havia a categoria de aspirantes, para não ficarem parados.

O ponta-direita Noca
Em 1951, quando Oto Glória comandava o time vascaíno, o então médio (atual volante) Danilo Alvim  recebeu três jogos de suspensão. Apelar para improvisações de Jorge e Alfredo não deu certo. Então, Lola teve mais sorte do que Sarará e a sua chance. O que não sorriu para Aldemar, que foi se consagrar no Palmeiras, como um dos melhores marcadores de Pelé.
 Com Ademir Menezes também desfalcando a equipe, mas por contusão,  a vez foi de Edmur, buscado no Canto do Rio. Como seria titular por tempo marcado, o jeito foi ir para Portugal.  Quanto a Cabano, que não conseguia vaga na ponta-direita do timer principal, a disputava entre os aspirantes, com Célio e Jansen.
                             PRÓXIMA PARADA
 TEMPOS  EM QUE O TIME DO VASCO  TIRAVA "SS"
  Encerada a viagem do “Expresso da Vitória”, o Vasco voltou a ser carregador de taça em 1956. Duas temporadas depois, tornou-se “SS”, isto é, “SuperSuper” campeão carioca,  com uma nova geração. Quem são os “supersuperesquecidos” daquela rapaziada? Já ouviu falar de Ramos?  De quem? De Frederico Ramos. Um capixaba, de Vitória, nascido em 1931, dono de um emprego público e que custara Cr$ 200 mil cruzeiros ao Vasco. Jogou uma partida da campanha de 1958, substituindo Sabará.  Mesmo caso de Roberto Peixoto Peniche, mineirinho, de Palmas. Ainda era juvenil, quando o treinador Gradim, surpreendentemente, o fez substituir Pinga, que foi substituído, também, por um outro mineiro, o Dominguinho, isto é, Domingos Abdala, juvenil da Colina, desde 1956.
História idêntica à dos dois substitutos de Pinga viveu o baiano Teotônio. Os vascaínos o viram em um treino e pagaram Cr$ 1 milhão para tê-lo, com 23 anos de idade.  Só fez um jogo do “SuperSuper”, pois a camisa 9  tivera, entre outros “vestintes”, o campeão mundial Vavá – da Copa  da Suécia. Também, Wilson Moreira, por sete jogos.  Campeão, também, no Torneio Rio-São Paulo, aos 23 anos, seguiu o destino de Vavá e foi para o futebol espanhol.  
Os gaúchos Cabano e Sarará
Como se observa, Pinga tem sido muito citado. Foi um dos maiores ídolos da torcida vascaína da década-1950, autor de  250 gols vascaínos. Mesmo assim, o José Lázaro Robles já está no time dos poucos lembrados. E olhe que foi capa de revistas em várias ocasiões. Bem como Paulinho de Almeida, Laerte, Dario, Válter Marciano e até mesmo Orlando Peçanha de Carvalho e Hideraldo LuísBellini, outros campeões mundiais em 1958.
QUEM DIRIA!
                ATÉ ELES?
Se campeões do mundo são esquecidos, o que não dizer de Ortunho e de Viana? Integraram o grupo campeão carioca em 1956/1958; dos Torneio Início-RJ-1958;  Rio-São Paulo-1958; Paris-1957 e Tereza Herrera-1957. O primeiro, era um gauchão muito forte, um “armário”. Substituiu o lateral-esquerdo Coronel em três pugnas do “SS”, pois mandava ver em qualquer setor defensivo.  De sua parte, Viana,  com três substituições, também,  era reserva do capitão Bellini. Aos 22 anos, vangloriava-se de ter marcado e vencido o então maior atacante do mundo, Di Stefano, do Real Madrid, na final do torneio parisiense. A galeria dos esquecidos é grande. Confira em "post" vindouros. (fotos reproduzidas do Nº 662 da revista "O Globo Sportivo", lançada em 20 de outubro de 1951, em sua 13º temporada de circulação.) Agradecimento. 

HISTORI&LENDAS DAS COLINA - PICOLÉ

1 - O “Ybis”, um barco iole-2, lançado às águas em julho de 1912, foi um dos grandes vencedores vascaínos, remados por Carneiro Dias e Claudionor Provenaço.  De fabricação italiana, com ele, o Vasco foi tri, valendo à embarcação ser carregada nos ombros dos remadores, durante as comemorações que rolavam pela Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Afinal, 19 vitórias consecutivas mereciam a honraria. O “Ybis” só foi vencido em 1917, segundo os historiadores vascaínos, muito mais por “uma pixotada dos seus remadores, do que por méritos do adversário”.
UMA “DERRAPADA ÁQUÁTICA”, digamos, com licença da metonímia.

Picolé
2 - O treinador Antônio Lopes não foi o único delegado de polícia a prestar serviços em São Januário. Houve, também, um centroavante, na década de 1960, apelidado por Picolé. Registrado como José Geraldo de Camargo, antes de chegar à Colina, ele passara pelos paulistas São José de Cerquilho, Comercial de Tietê, São Bento de Sorocaba, XV de Piracicaba e Palmeiras. Viveu até 19 de fevereiro de 2007. Depois do futebol, formado em Direito, foi delegado classe especial da Polícia Civil de São Paulo.
ESFRIOU VÁRIAS TORCIDAS e congelou, de vergonha, vários goleiros. (foto reproduzida de sovasco.blogspot.com)

3 - Classificações vascaínas em Brasileiros - 1993 - 20º lugar, em 14 jogos, com 5 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 19 gols pró e 20 contra; 1994 - 13º lugar, em 25 partidas, com 8 triunfos, 8 quedas, 9 empates, 23 gols a favor e 25 sofridos;
1995 - 20º lugar, em 23 confrontos, vencendo 7, empatando 3, perdendo 13, marcando 32 e levando 39 tentos; 1996 – 18º colocação, em 23 disputas, alcançando 8 vitórias, 3 igualdades, 12 reveses, 37 bolas nas redes e 43 contra.

1997 - 1º lugar (campeão), em 33 jogos, com 21 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 69 gols marcados e 37 sofridos; 1998 - 10º lugar, em 23 jogos, vencendo 9, empatando 7, perdendo, com 34 gols pró e 24 contra; 1999 - 6º lugar, em 24 prélios, com 10 vencidos, 8 empatados, 40 gols marcados e 31 sofridos; 2000- 1º (campeão) após 26 jogos, com 12 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 42 marcados e 42 sofridos.
OBS: de 1971 a 2000 são 688 jogos, com 292 vitórias, 221 empates, 175 derrotas, 1000 gols marcados, 689 sofridos e saldo de 311. CAMPEÃO-1997/2000. Até 2000, em termos de gols, fez mil.

4 - Em 21 de março de 1956, o Vasco foi convidado para se apresentar na cidade paranaense de Rolândia, amistosamente. Venceu o Nacional local, por 2 x 1, com dois gols de Astoff. O técnico daquela época era Martim Francisco e o time formou com: Wagner, Dario e Haroldo; Laerte, Orlando e Coronel; Antônio Luís, Ademir Menezes, Vavá (Astoff), Pinga (Livinho) e Parodi (Dejayr).
O JUIZ MANUEL MACHADO não derrubou o Vasco, ao rolar por Rolândia.

5 - Treinadores cruzmaltinos na década de 1970 – Elba de Pádua Lima, o Tim (1970, campeão carioca); Paulo Amaral e Admildo Chirol (1971); Zizinho e Célio de Souza (1972); Mário Travaglini (1872/1974 – campeão brasileiro); Paulo Emílio (1976 – campeão da Taça Guanabara); Orlando Fantoni (1977/1978 – campeão carioca e da Taça Guanabara); Carlos Froner e Otto Glória (1979).
OTTO não teve a glória de fazer chover taça em temporada de seca de faixas.

VASCO X SPORT- HOJE - 20h

A preparação cruzmaltina para a partida contra o Sport Recife, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi encerrada na manhã de ontem, no Complexo Esportivo de São Januário. O treinador Zé Ricardo comandou uma série de atividades físicas, técnicas e táticas no gramado principal, com ênfase nas bolas paradas ofensivas e defensivas. O treinamento durou aproximadamente uma hora e meia.
O Gigante encara o Leão, na Ilha do Retiro. Para o duelo com os pernambucanos, o Vasco não poderá contar com Wagner. Titular nos últimos cinco jogos do Almirante, o meia permanecerá no Rio de Janeiro realizando tratamento no CAPRRES. Escudero, Evander, Guilherme Costa e Yago Pikachu, que já atuaram como armadores na temporada, são opções para o setor.
A equipe de São Januário viaja para Pernambuco ainda neste domingo (24) com 23 jogadores em sua delegação. Além do volante Wellington, que retorna à equipe depois de cumprir suspensão automática diante do Corinthians, a lista de relacionados apresenta outra novidade. Trata-se do atacante Caio Monteiro, que não atua desde o dia 21 de junho, quando marcou o gol vascaíno no clássico contra o Botafogo.
Ao longo da história, Vasco e Sport Recife se enfrentaram 39 vezes. O retrospecto é favorável ao Gigante da Colina, que venceu 15 partidas, conquistou 13 empates e sofreu 11 derrotas. O último confronto aconteceu no primeiro turno do Campeonato Brasileiro e o Cruzmaltino levou a melhor, derrotando o Leão da Ilha por 2 a 1. Os gols foram marcados por Luis Fabiano e Douglas Luiz.
TEXTO REPRODUZIDO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR. AGRADECIMENTO

domingo, 24 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - VALDIR APPEL

Chances, ele tinha – várias. Mas as desperdiçava. Brigava com a sorte. As vezes, levava gols que, facilmente, poderiam ser evitados. E tome-lhe banco de resrva. No entanto, Valdir Appel não desistia. Trabalhava duro durante os treinamentos para voltar a merecer a confiança do treinador. Até que se superou e tornou-se titular da camisa 1 do Vasco da Gama.
“Foram muitos treinos e bastante paciência, uma luta tremenda. Muitas vezes, chguei a chorar. Pensei até em arrumar as malas e voltar para Brusque (a sua terra, em Santa Catarina). Mas o amor pelo futebol foi mais forte”, contou Valdir à “Revista do Esporte”, após um ano lutando para ser o dono de sua posição.
 Valdir definia-se como um goleiro bem controlado, que não se deixava levar pela emoção. “Nã sou totalmente frio, mas não me desespero sem mais nem menos”, afirmou à mesma semanária, pela qual criticou os goleiros que fugiam dos treinamentos: “...estão cometendo um crime contra a sua profissão, assinando a sua sentença de fracasso”.
Valdir, nascido em 1º de maio de 1946, jogava com uma boa altura para os goleiros de sua éoca – 1m86cm. Vigiava legal o seu peso de 81 quilos, para não engordar. Seu começo de carreira foi pelo Paisssandu, de Brusque, pelo qual profissionalizou-se, em 1963, e de onde saiu, em 1965, para tentar agarrar bolas para o América-RJ. Com não rolou acordo financeiro com o “Diabo”, foi para a Colina, já que o “Almirante” gostou do seu veneno debaixo das traves e o contratou, em 1966. F campeão carioca nos aspirantes-1966/677.
Mesmo esquecido pela torcida vascaína, porque saiu da Colina há quase meio-século, Valdir está presente, diariamente, na “vida eletrônica” dos amigos, com um belíssimo site em que registra muitas histórias do futebol e de sua carreira -  http://valdirappel.blogspot.com.br. Também, já lançou livros que representam um bom meio de pesquisas para os jovens jornalistas que não conheceram os craques do passado – “Boca do Gol-2006”; “O Goleiro Acorrentado-2010 e “Onde ele pisa nascem histórias-2014”. E o mais importante: é um sujeito boa praça, sempre aberto a um bom papo. 
O “Kike da Bola” mantém boas relações com o glorioso Valdir Appel e, inclusive, já publicou boas histórias contadas por ele que, também, já forneceu várias fotos do seu arquivos, enrtre elas as dos tempos em que conviveu com Mané Garrincha em São Januário.  Grande Valdir!
                FOTO REPRODUZIDA DE WWW.NETVASCO.COM BR

VASCO DAS CAPAS - NADO E SALOMÃO

  Nado e Salomão, fotografados por Jorge Renato, são dois pernambucanos que figuram na capa da "Revista do Esporte", Ano VIII,  Nº 408, de 1º de dezembro de 1966. Na última página da publicação, sob o título "CAPA", escreveu o redator do semanário dirigido por Anselmo Domingos: "Nado e Salomão foram dois reforços que o
O ponta-direita veio do Náutico e o armador do Santos. Embora jogadores de excelentes qualidades, Nado e Salomão não conseguiram ajudar o Vasco a fazer boa figura no ano que está findando". Salomão, depois que encerrou a carreira, formou-se em Medicina e voltou para Recife, onde desenvolveu uma nova profissão. Nada, também, voltou para a sua terra. Mas, antes, ainda defendeu um time nordestino, o Ceará Sporting, quando já estava perto de pendurar as chuteiras.