Vasco

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domingo, 31 de maio de 2020

A GRAÇA DA COLINA - BIGODE SEXY


Só pode ser! Pra ganhar tremenda gata, o carinha deve ter devorado uma andorinha, e a pobrezinha ficado com as asas de fora. A não ser que o travesso vascaíno esteja munido de tremendíssimo poder de sedução. Nada de extraordinário, principalmente quanto o Kike reproduz um desenho da antiga e já inexistente revistas carioca Sport Ilustrado, pra alegrar a sua galera em um domingão friorento em sua sede, no Planalto Central deste país brazuca. Valeu, bom domingo!

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - JOANA D´ÁRC,QUEIMADA VIVA AOS 19

Imagem/divulgação da peça brasileira sobre Joana D´Arc, em Santo André-SP.
 Há 599 viradas do calendário, na francesa Ruão, tremenda barbaridade era cometida pela Igreja Católica, sob pressão da Inglaterra: queimaram Joana D´Arc, viva, em uma fogueira, acusada por heresias.
 Mantida presa, em cela escura, vigiada por cinco homens, ela teve processo iniciado no 9 de janeiro de 1431, comandado pelo bispo Pierre Cauchon, de Beauvais.
Foram dez sessões sem a presença dela. Joana foi ouvida, pela primeira vez, em 21 de fevereiro do mesmo 1431, tendo, em 27/28 de março, sido lidos 70 artigos de acusações contra ela.
Em 5 de abril, Joana começou a definhar, devido alimentos venenosos. Seus algozes arrumaram um médico para mantê-l viva e, depois, executa-la. 
O tal médico, Jean d’Estivet, a acusou de ter ingerido os alimentos envenenados, conscientemente, para matar-se. Como ela poderia envenenar-se, se estava presa e, fortemente, vigiada? Passando bastante mal, em 18 de abril,  por ser muito religiosa, ela pediu um confessor. Os ingleses impacientavam-se pela demora na conclusão do processo, que a condenou à fogueira, em 29 de maio.
Joana  dizia ouvir a voz de Santa Catarina de Alexandria.
Joana D´Arc nasceu na região da francesa Lorena, em em Domrémy, futura Domrémy-la-Pucelle, em sua homenagem. Não se sabe ao certo a data do seu nascimento, pois, na época, não se ligava para idade exata. 
Todavia, historiadores, calculam ter sido em 1412, tendo em vista que  durante a sua inquisição de  24 de fevereiro, ela tria dito "tenho 19 anos, mais ou menos".
Filha de Jacques d'Arc com Isabelle Romée - mais nova da família de agricultores e artesãos, Joana teve três irmãos e uma irmã,  e falou, também, aos inquisidores que, desde os 13 de idade, ouvia vozes divinas. Da primeira vez, saindo da igreja e vendo, no mesmo instante, uma claridade. 
Como contou, ela não a decodificava bem as tais vezes, mas entendeu bem a que lhe mandava lutar contra o domínio inglês da cidade de Orléans. Posteriormente, disse tê-las identificado como sendo do arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria  e de Santa Margarida de Antióquia.
Três séculos antes de Joana D´Arc entrar nessa história, os ingleses passaram a dominar extensas parte do território francês. Quando o Rei Carlos VII decidiu recuperar o que fora tomado de sua gente, iniciou-se o mais longo conflitos desse planta, a Gurra dos 100 Anos, que durou 116, a partir de 1337. Com nove dias de luta, Joana ajudou a libertar Orleans e virou heroína do seu povo. 
Vitórias guerreiras levaram o contestado (pela Inglaterra) Carlos VII a ser coroado rei na Catedral de Reims (onde eram coroados os reis franceses) e a mudar a sorte para o seu lado no conflito.
Joana assiste, com um estandarte, coroação de Carlos VII
No entanto, em 23 de maio do 1430, Joana foi capturada, em Compiègne, por franceses traidores que apoiavam os ingleses e lhes entregaram a moça. 
Em 1456, a mesma Igreja Católica que  a enviara para a fogueira, por meio de tribunal inquisitorial, autorizada elo Papa Calisto III, reviu o processo e a reabilitou. 
Veio 1803, Joana tornou-se símbolo nacional da França, por decisão do imperador Napoleão Bonaparte; em 1920, estava canonizada pela Igreja Católica.
 Ela é uma das nove padroeiras da França e vem sendo retratada, por todo o planeta, em literatura, pinturas, esculturas e peças teatrais. 
No Brasil, Joana foi homenageada, recentemente, pela Escola Nacional de Teatro, com trabalho dirigido por Vinicius Ribeiro e Renato Jacob, em parceria de Viviane Ribeiro dos Santos, e tendo Amereleinn Cordeiro por assistente de produção e a preparação vocal por Natália Quadros. 
Artistas da peça: Ariane Buenos, Bruna Gabrille, Cristian Rodriguez, Danila Araújo, Kleber Gonçalves, Manuella Guizé, Marina Alves, Nádia Rodrigues e Rodrigo Silva. A peça foi apresentada em e de abril, no Teatro Zé Carlos Machado, na paulista Santo André. 

- A imagem de Santa Catarina de Alexandria foi reproduzida da tela pintada pelo italiano Michalangelo Merisi de Carvaggio, entre 1598/1599 e que se encontra no espanhol Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri.  

2 - O Kike não conseguiu identificar o autor da tela abaixo sobre a coroação do Rei Carlos VII. Quem souber, por favor, informe, para o devido crédito por este blog não comercial, só de divulgação esportiva e cultural.  

sábado, 30 de maio de 2020

O VENENO DO ESCORPIÃO - aguardar


AGUARDAR PESQUISA

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 2011

O atacante Alecsandro andou comemorando muitos gols fazendo caretas, para homenagear o seu pai, Lela, que foi, também, um homem de frente.
Era assim que o coroa interagia com a torcida, após balançar a rede. Alecsandro marcou o gol que valeu a conquista da Copa do Brasil-2011, diante do Coritiba.

The striker Alecsandro walked around celebrating many goals making grimaces to honor his father, Lela, who was also a front man, and this was how he interacted with the fans after shaking the net. Alecsandro scored the goal that won the Copa do Brasil-2011, against Coritiba.
                         Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2020

APITO FINAL! TIME DO CÉU, PRECISANDO DE GOLEADOR, LEVA O VASCAÍNO CÉLIO.


 Célio Taveira Filha, neto do remador Antônio Taveira, integrante do primeiro grupo campeão de remo pelo Vasco da Gama, em 1906, foi levado pela Covid-19, durante a madrugada de hoje. Desde o dia 23 ele esteve internado no Hospital Samaritano, da paraibana João Pessoa.
Reprodução da
 Revista do Esporte
 Sujeito espiritualista, que dizia não existir a morte, fazia conferências espíritas e orações em casas de quem o pedia. Também, gostava de enviar e-mail aos chegados, contendo mensagens religiosas. Partiu deixando quatro filhos (dois homens e duas mulheres, oito netos e dois bisnetos)
 Maior goleador vascaíno da década-1960, Célio foi campeão de torneios amistosos no México e no Chile; do I Toro Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, da I Taça Guanabara-1965, e da principal disputa brasileira daquela  época, o Torneio Rio-São Paulo-1966. Jogou, também, pela Seleção Brasileira - chegou  formar dupla fatal com Pelé - e pelo Corinthians, mas a sua fase mais produtiva aconteceu defendendo o uruguaio Nacional, de Montevidéu, pelo qual tornou-se o segundo maior goleador do clube em Taças Libertadores - e terceiro entre os brasileiros. Era um grande ídolo da torcida tricolor. Tanto que o clube o convidava para todas as suas grandes comemorações.
A Rádio Globo-RJ foi a Uruguai,
 transmitir estreia de Célio, no Nacional 
Foto: álbum do repórter Deni Menezes
Célio era uma espécie de “Rei da Cidade”, na capital uruguaia. Ao ponto de uma emissora de rádio, para ganhar pontos na audiência, evidentemente, ofereceu-lhe a presentação de um programa. Num deles, Célio arrombou o horário, entrevistando Roberto Carlos, que estava no auge, em 1967, e com discos vendendo muito por Uruguai, Argentina, Chile e no Paraguai, gravados em espanhol. Ele foi ao hotel onde o Roberto se hospedava e o deixou muito alegre pela visita, pois o “Brasa” era torcedor vascaíno. E contou-lhe uma história interessante:  durante noite em que ele e Erasmo compunham, o “Tremendão” deixara um rádio ligado, baixinho, para acompanhar a estreia de Garrincha no Corinthians, contra o Vasco. Quando Célio marcou o seu segundo gol na partida, Erasmo quase o esmaga, com um abraço, gritando:
 “Celhaço" na rede, bicho!”
 Este jogo lembrado por Roberto Carlos foi durante a noite de 2 de março de 1966, no paulistano estádio do Pacaembu, diante de mais de 40 torcedores, e está anotado no caderninho do então repórter Deni Menezes, da Rádio Globo-RJ. A atuação de Célio foi tão boa, contava o locutor Orlando Baptista, da Rádio Mauá-RJ, que o presidente do uruguaio Nacional, presente ao prélio, não sossegou enquanto não o contratou. Para ele, Célio seria o substituto de Atílio Garcia, o até então insubstituível artilheiro que o seu clube procurava há mais de uma década.
Célio estreou quebrando tabu, de várias temporadas, sem vitórias do Nacional sobre o rival Peñarol. Dali por diante ninguém mais o segurou. Só o goleiro Manga, ex-Botafogo.
Célio (C), entre Luizinho Goiano, Mário Tilico, Lorico e Zezinho foi campeão
o principal goleador da I Taça Guanabara - foto reproduzida da revista
carioca Manchete
Contava Célio que o proprietário de um posto de gasolina, perto de onde treinava o Nacional, por ser torcedor do clube, ofereceu desconto aos atletas e cartolas que abastecessem o carro em seu estabelecimento. Um dia, quando ele aproveitava a promoção, o frentista cobrou-lhe uma conta deixada pelo Manga (Aílton Correa de Arruda). Pagou, mas foi em cima do Manguinha, querendo saber que história era aquela, e ouviu:
- Célio, você é o rei de Montevidéu. Como ninguém lhe cobra nada e eu estava duro, de um migué no cara.
Célio deu um esporro no Manga, que fez que não ouviu e, dias depois, repetiu o golpe. Saiu com outra:
- Célio! Segura mais esta. Se tiver pênalti contra a gente, no domingo pego, pra você. E se vire lá na frente.
 Quis o destino que, aos 40 do segundo tempo, houve uma penalidade máxima contra o Nacional. E não rolou de Manguinha ir lá catar a bola!
Aos 45, com juiz já levando o apito a boca, pra encerrar a contenda, Célio marcou o gol da vitória, por 1 x 0. Quando os jogadores chegaram ao vestiário, após a peleja, o glorioso Manga chegou pra Célio, dizendo:
- Esta vale mais um tanque de gasolina, né?