Vasco

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domingo, 28 de maio de 2017

VASCO DAS CAPAS DE REVISTAS

 Ultimamente, sempre que um time é campeão, as editoras lançam "revista-pôster" sobre a campanha. Em tamanho grande, para o torcedor pendurar na parede, trazendo todos os números – datas, placares, gols marcados, sofridos, artilheiros e quantas bolas mandou à rede – e uma boa quantidade de fotos. Uma dessas foi esta aí, acima e à direita, em que Mauro Galvão beija a taça do maior título da história vascaína, o da Taça Libertadores 1998, conquistada durante a temporada em que o "Almirante" celebrava 100 anos de navegação pela história dos desportos. O colecionador que não comprou esta, há 19 anos, pode tentar em sites de raridades.     
Pelos mesmos sites, pode-se tentar encontrar esta revista "Manchete Esportiva" que traz um dos mais perigosos ataques armados pelos vascaínos. Em pé, da esquerda para a direita, Vavá e Valter Marciano. Agachados, na mesma ordem, Sabará , Livinho e o glorioso Pinga. Esta rapaziada excursionou à Europa, em 1957, sob o comando do treinador Martim Francisco, e conquistou o mais importante torneio promovido pelos franceses, vendendo ao espanhol Real Madri, na decisão, quando o time "merengue" era considerados o melhor do mundo. Mas não deu pra ele, naquele dia, em que o Vasco o colocou na roda, sem do e nem piedade. Em "O Globo Sportivo", quem ganhou capa foi o atacante Jansen, que ficou na história da Colina como o primeiro atleta da casa a marcar um gol em Jogos Olímpicos - em 1955.
 
                                                                                          

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - SABRINA, A ATRIZ QUE VIVEU UM DRAMA

   Maria Lúcia Marquesine do Amaral, atriz e modelo fotográfico que usava o “nome artístico” Sabrina, conheceu e não resistiu aos encantos de um sujeito que sempre tivera fascínio misterioso sobre as mulheres. Adorou os cuidados lhe dispensados. Uma dia, porém, o sujeito mudou de modos. Durante uma discussão, agrediu-lhe, com palavrões, agarrou-lhe, pelos ombros, sacudiu-lhe, violentamente, jogou-lhe sobre uma poltrona e ameaçou quebrar-lhe todos os ossos. Ela conseguiu escapar de sua fúria e foi a uma delegacia de polícia registrar queixa.
Sabrina era atriz e modelo fotográfico
 Para o delegado de plantão, tratava-se de mais uma  briga de namorados que, depois, iam lhe encher o saco. Ainda mais porque o denunciado, Rodolfo Burgos, não tinha nenhuma passagem policial. Só que Rodolfo Burgos não era o próprio, mas Ronaldo Guilherme de Souza Castro, aquele mesmo – em liberdade condicional –, condenado pela participação na tentativa de estupro que fizera Aída Curi atirar-se do 13º andar do Edifício Rio Nobre, na carioca Avenida Atlântica, em Copacabana, no 14 de julho de 1958.
 Sabrina namorava “Rodolfo” há poucos meses. Não se lembrava, mas ele dizia tê-la conhecido, onze anos antes, quando ela era secretária de um dos seus advogados. Não dava pra reconhecer Ronaldo, pois o “Rodolfo” este era mais gordo, barrigudinho, tinha penteado diferente e não usava os óculos escuros “de playboy” que ficaram famosos na época do crime – as novas lentes, contra miopia, eram mais claras e tinham graus aumentados.
 Devido à tranquilidade que seu namorado aparentava, Sabrina não ligou muito para o fato de ele ter uma arma. Ao indagar-lhe do motivo, ele contou-lhe ter dissuadido um amigo (general), de matar um rival (major), por causa de uma mulher. A recebera, de  presente, pela sua atitude. Como o major terminou assassinado, por um tiro no peito, Sabrina ficou apavorada, intuiu que o seu amor inventara aquela história, mas ficou na dela, quietinha.

MEMÓRIA -  Condenado a 37 anos de prisão, Ronaldo apelou para novo julgamento e, em março de 1959, o advogado Romeiro Neto conseguiu inocentá-lo do crime de homicídio, ficando condenado só por atentado violento ao puder e tentativa de estupro.
 Após cinco temporadas de bom comportamento no xadrez, o juiz João Claudino, da 20ª  Vara de Execuções Criminais  do Estado da Guanabara, concedeu-lhe liberdade condicional. Mas deveria arrumar emprego – passou um tempo comprando e vendendo automóveis importados – e comprová-lo à Justiça, a cada 60 dias, bem como comunicar eventuais mudanças de endereço residencial, não frequentar locais atentatórios à moral, aos bons costumes e a ordem pública, e não usar armas de fogo. No entanto, só cumpriu o combinado por pouco tempo – voltou às manchetes, visitando à cidade, a capixaba Vitória, sem avisar às autoridades cariocas.  
  Tempos depois, houve ainda um terceiro julgamento, por homicídio simples e tentativa de estupro, e condenação a seis anos de reclusão. O promotor Pedro Henrique Miranda recorreu e aumentou a pena, para oito anos e nove meses. Ronaldo cumpriu seu “mandato de cadeia” e voltou à liberdade.
O falso "Rodolfo" era o real Ronaldo
  Filho de família tradicional do Espírto Santo, ao sair da prisão, Ronaldo passou a viver em casa de tios, no Rio de Janeiro, sem gastar nada. A mesada – NCr$ 650 novos cruzeiros – lhe enviada pelo pai, era gasta em roupas, bebidas alcoólicas e jogos de cartas.            
Quando Sabrina registrou queixa e “Rodolfo” foi preso, em agosto de 1969, a polícia entrou em sua valise uma pistola e documentos falsos. A nova prisão, além de anotar porte ilegal de armas, incluiu ligação com grupos terroristas, chamados, então, por subversivos. Engrossava um currículo que, a partir dos seus 19 anos de idade, quando chegou ao Rio de Janeiro, listava, entre outros itens, ser devasso, integrante da juventude transviada de Copacabana, expulsão de colégio, prisão durante o serviço militar e acusação por roubos – Ronaldo voltava a atacar.
  A última notícia sobre ele dizia ter-se tornado empresário, em sua terra, casado-se e ser pai de uma menina.
FOTOS REPRODUZIDAS DA ANTIGA REVISTA 'FATOS & FOTOS'

       

 

sábado, 27 de maio de 2017

VASCO DA GAMA 3 X 2 FLUMINENSE

O "Almirante" viveu um sábado emocionante. Abriu o placar, levou virada dos tricolores, mas depois virou pra cima deles, como é a sua tradição de eterno "Tima da Virada". Foi a sua segunda vitória neste Brasileirão – a primeira, no domingo passado, teve  2 x 1 Bahia.
O terceiro gol de Luís Fabiano pelo Vasco foi o 401 de
sua carreira. Foto de www.crvascodagama.com.br
 
Luís Fabiano abriu o placar, aos 25 minutos da etapa inicial. A virada tricolor saiu em dois pênaltis, em um espaço de seis minutos do segundo tempo. Mas Manga, em grande lance, livrando-se de vários marcadores, empatou, coincidentemente, aos 25, para Nenê cravar a vitória, aos 48 minutos da etapa final.

FICHA TÉCNICA – 27.05.20177 (sábado) VASCO 3 X 2 FLUMINENSE : 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. Juiz: Raphael Claus-SP. Público presente: 20.442. Pagantes: 19.082. Renda: R$700.560,00. Gols: Luís Fabiano, aos 25 min do  1º tempo;  Henrique Dourado, aos 13  e aos 19; Manga, aos 25, e Nenê, aos 48 min do 2º  tempo. VASCO: Martín Silva; Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Douglas, Yago Pikachu (Nenê), Mateus Vital e Kelvin (Manga); Luis Fabiano. Técnico: Milton Mendes. FFLUMINENSE: Diego Cavalieri; Lucas (Marcos), Nogueira, Henrique e Léo; Orejuela, Douglas (Marcos Junior), Wendel e Gustavo Scarpa (Marquinho); Richarlison e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga. 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CAPITÃO

1 - Augusto da Costa foi lateral-direito vascaíno e capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950. Jogador da "Turma da Colina", entre 1945 e 1954, era um carioca, nascido em 22 de outubro de 1922. Em 20 jogos pelo time da então Confederação Brasileira de Desportos, obteve 14 vitórias, três empates e três derrotas. Campeão da Copa Rio Branco-1947 e do Campeonato Sul-Americano-1949, marcou um gol nessa sua "história selecional".
XERIFE NA DEFESA vascaína e policial na vida privada, mandava no seu time e no adversário. Mas não prendia a bola.

2 - Alfredo Eduardo Ribeiro Mena Barreto de Freitas Noronha: nascido em Porto Alegre-RS, em 25 de setembro de 1918. Vascaíno em 1942, trocou o Vasco, pelo São Paulo, e por aquele clube disputou a Copa do Mundo de 1950. Além dos 2 x 2 com a Iugoslávia, naquele Mundial, fez mais 15 outros jogos pela Seleção Brasileira, com 12 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Campeão das Copas Rio Branco-1947 e 1950, e do Campeonato Sul-Americano-1949.
NOME POMPOSO no tempo em que atleta de futebol era cidadão de segunda classe

3 - Em 31 de março de 1928, o Vasco enfrentou o uruguaio Montevidéu Wanderers, para inaugurar as arquibancadas atrás de uma das balizas e os refletores do seu estádio. Venceu, por 1 x 0, com um gol olímpico de Sant'Anna, no segundo tempo. Torcedores fanáticos dizem que foi o primeiro do mundo, naquela situação. Lenda! Pode ter sido o primeiro do Brasil, pois em 2 de outubro de 1924, em Argentina 2 x 1 Uruguai, o "hermano" Onzari já havia marcado o gol batizado por“ olímpico” – um sarro nos uruguaios que, em junho, haviam voltado da França com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos.

4 - Os vascaínos fanáticos dizem, também, que Vasco 1 x 0 Wanderers foi o primeiro jogo sob luz artificial no país. Outra lenda. A primazia é do Villa Izabel, que, em 1914, disputado dois jogos à noite, iluminados por faróis de bondes estacionados ao lado do muro de seu campo, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Mais: os gaúchos das cidade de Pelotas, em 25 de dezembro de 1915, promoveram um amistoso noturno, entre União x Brasil.

5 - Roberto Dinamite venceu Amadeu Pinto da Rocha, candidato de Eurico Miranda, em 2008, e tornou-se presidente do Vasco, encerrando fase de mais de 20 anos de domínio euriquistas. Foram 140 votos, contra 103 de Amadeu. Primeiro ex-atleta presidente do clube, Roberto assumiu o cargo em 1º de julho. “Joguei 20 anos no Vasco..... tem que ser uma equipe campeã, mas não só em campo. Também fora... Era a vontade dos torcedores de todo o Brasil... A vitória não é só minha. É conquista da nossa chapa, que representa de 10 a 20 milhões de torcedores”, discursou Roberto, após a vitória já clara antes de 1h da manhã, quando vencera a eleição para o Conselho Deliberativo, por 146 x 113.
DINAMITU O CORONEL e abriu uma nova era na Colina, valendo reeleição, em 2011
6 - O Vasco rasgava o caminho para o seu primeiro título de campeão carioca da Série A. Era o ano da sua estreia na elite. Em 8 de julho de 1923, cerca de 35 mil torcedores, pelos cálculos do jornal ”O Imparcial”, lotavam até a pista de atletismo do estádio das Laranjeiras, do Fluminense, para ver o primeiro “Jogo do Século”. O Flamengo abriu 2 x 0, no primeiro tempo. Ceci empatou, no início do segundo. Junqueira fez 3 x 1, e Arlindo o segundo da rapaziada. Depois, o Vasco igualou o placar. Mas o juiz Carlito Rocha, do Botafogo (na época, os árbitros eram pessoas dos cubes) anulou o gol, para o time líder não ser campeão invicto. Então, Flamengo 3 x 1, no apito. Valeu uma grande comemoração dos torcedores rivais, que fizeram uma tremenda passeata festiva, das Laranjeiras até a Lapa. Roubazaço!
7 - Os confrontos Vasco x Botafogo marcam três empates na data 22 de setembro: 2 x 2, em 1947; 1 x 1, em 1979, e 2 x 2, em 2010. Contra a Portuguesa-RJ, interessantemente, em 21 de março de 1973, uma quarta-feira, em São Januário, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca (Taça Guanabara), os vascaínos mandaram 3 x 1. Em 21 de março de 1976, um domingo, no estádio Luso-Brasileiro, pela mesma disputa, o placar foi repetido. A “ZEBRA” É IGUAL a mulher de malandro. Gostou de apanhar na mesma data.
8 - Gols do juvenil Roberto Dinamite: 10 em 1970; 16 em 1971; 10 em 1972 e 10 em 1973. Ainda juvenil, marcou 3 em 1972, jogando pelo time profissional. Em 1973, ano em que assinou o primeiro contrato (maio), foram 23 tentos, 10 pelo Campeonato Carioca, 12 do Brasileiro e 4 de amistosos.
OS GOLEIROS JÁDESCONFIAVAM do que viria pela frente. (Roberto é o penúltimo agachado à direita. Foto reproduzida da Revista do Vasco).
9 - Em 1974, como Vasco campeão brasileiro, pela primeira vez, Roberto Dinamite totalizou 39 gols na temporada, sendo 20 no Brasileiro, 18 pelo Carioca e um amistosamente. Em 1975, subiu a sua marca para 49: Brasileiro 14; Carioca14; Taça Guanabara (era uma disputa à parte) 12; Taça Libertadores 3 e mais 6 em amistosos. Em 1976, 40 bolas no barbante, sendo 14 do Brasileiro; 5 do Carioca; 10 da Taça Guanabara e 11 em amistoso. Em 1977, 44 choros de goleiros, sendo 7 do Brasileirão; 9 do Carioca; 16 da Taça GB e 12 de 12 amistosos. Em 1978, mais 44: 14 no Nacional; 19no Carioca e 11 em amistosos. 1979, aumento, para 54: 10 do Brasileiro; 13 do Carioca; 15 da Taça Guanabara; 5 no Carioca Especial e 11 em amistosos.
ONDE HOUVESSE REDE, o Dinamite as explodia.

10 - Gols de Roberto Dinamite nos Campeonatos Brasileiros da década de 1980: 1980 (8); 1981 (14); 1982 (12); 1983 (9); 1984 (16); 1985 (16); 1986 (5);1987 (6); 1988 (3); 1989 (9). Gols de Roberto Dinamite pelo Vasco: Total: 708, pela, pela temporada principal do Rio de Janeiro em 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992; Taça Guanabara de 1976, 1977, 1986, 1987, 1990 e 1992; Taça Rio de 1975, 1977, 1980, 1981, 1984 e 1988; Copa Rio de 1984, 1988, 1992. Artilharias de Roberto Dinamite – Estadual-RJ de 1978 (19 gols); 1981 (31) e 1985 (12). E o maior goleador dos regionais do RJ, com 279 gols. Também, o principal da história de São Januário com 184 balanços de redes. Seu último gol vascaíno foi em Vasco 1 a 0 Goytacaz, pelo Estadual, em 26 de outubro de 1992, São Januário. Pela Seleção Brasileira, Roberto Dinamite fez 26 gols. Além disso, marcou para o Barcelona-ESP ( 3); Portuguesa de Desportos (11); Rio Negro-AM (2; Seleção Brasileira de Masters (2), pela Copa Pelé; Despedida do Júnior (2), em um amistoso na Itália. Total:754.
NO MÊS 10, o camisa 10 cruzmaltino parou de cruzmaltinar as redes.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

KIKE EDITORIAL, OU O VENENO DO ESCORPIÃO - BARREIRAS, 115 ANOS

Em 1825, quando a primeira barca – “Babau” – parou pela Bahia Oeste, encontrou um porto deserto, no Rio Grande – afluente da margem esquerda do Rio São Francisco. Passados 22 anos, chegou por lá  o vapor “Amaro Cavalcante”. Três anos depois, já havia o casebre do pescador Plácido Barbosa. Mais 30? Anotava-se 20 moradias. E rolado mais 11? Quem apareceu no 20 de fevereiro daquele 1891 participou das comemorações pela elevação do pedaço a Distrito de Paz do atual município de Angical. Dois meses mais tarde, mais festas. Em 6 de abril, o ato estadual nº 237, de 6 de abril do mesmo 1891, promoveu a localidade a vila independente.
Reprodução de www.editoracerrado.com.br Agradecimento
 Barreiras tornou-se sede de comarca, pela lei  estadual nº 280, com o nome Ribeira e tendo por marco de instalação 1º de novembro de 1889. Rompendo mais três temporadas políticas, em 26 de maio de 1902, atingiu a categoria de cidade, pela lei estadual nº 449. Mas o festão de investidura  ao novo status só se deu varando seis meses, em 15 de novembro, quando a Filarmônica União e Jacaré tocou, fortíssimo, no sentimento de sua gente.

 DURANTE MUITO TEMPO, Barreiras apagou velinhas na data errada. Confundiram a sua independência polítca com  mudança de categoria. Sem problemas! O progresso, paulatinamente, foi chegando. Em 1916, surgiu “Rio Grande”, o primeiro jornal; em 1918, luz elétrica, serviço postal e o segundo jornal, “A Cidade”; em 1920, era o cinema que chegava, pela tela do Cine Ideal; 1821 marcou a criação do Ipiranga, o primeiroa clube de futebol, seguido por São João, Vitória, Bonsucesso, Barreiras, Comercial e etc; 1925, trouxe uma escola agrícola e a igreja matriz, dedicada a São João; em 1927, o primeir grupo escolar, homenageando o Juiz de Direito da Comarca, o doutor Costa Borges. E, em 1949, um dos mais famosos educandários do oeste baiano, o Ginásio Padre Vieira. E mais e mais foi acontecendo.
Lana Turner, em foto do álbum
de José Nunes da Mata

NO PERÍODO EM QUE o mundo viveu o seu maior conflito inerncional, entre 1939 e 1945, Barreiras teve um aeroporto operado por militares dos Estados Unidos e que tornou-se um importante ponto de ligação do Brasil-Norte-Sul.
 Em tempos da “Aliança para o Progresso”, era comum descer dos antigos aviões Douglas que pousavam na cidade, com destino ao Rio de Janeiro, gente como o ator Cesar Romero e a 'deusa' (a foto não deixa mentir) Lana Turner.
 Dizem que foi em Barreiras que surgiu o termo “forró”. Os militares do “Tio Sam”, quando liberados a programarem eventos, convidavam o povo da cidade e diziam que seria um encontro “for all” – para todos. E rolava a festa. E muitos namoros. Por sinal, muitas moças barreirenses acharam que a Segunda Guerra Mundial acabou na hora errada. Logo quando elas estavam perto de serem pedidas em casamento.      
É assim que rola a história de uma das mais progressistas cidades do interior brasileiro. Barreiras já é o 12º produtor nacional de soja, atividade que turbinou a sua economia, deixando-lhe com mais 160 mil almas vivendo em seu perímetro urbano. Por lá, já se entra lojas, supermercados e hotéis que nada ficam a dever casas do ramo instaladas por Brasília, Goiânia, ou qualquer outra cidade do Centro-Oeste.
 
Antônio Balbino, em foto
do álbum de
José Nunes da Mata
  BARREIRAS JÁ OFERECEU um governador à Bahia, Antônio na Câmara, o deputado federal Tarcilo Vieira de Melo, em 1955, durante o mandato do presidente Juscelino Kubitscheck. Também, um dos maiores líderes empresariais da primeria metade do século passado, Geraldo Rocha, criador de jornais e revistas no Rio de Janeiro – A Noite e Noite Ilustrada, por exemplo – e da Rádio Nacional, que lhe foi confiscada pelo presidente Getúlio Vargas que, por sinal, tempos depois, visitou os barreirenses, como também o fez o seu sucessor Eurico Gaspar Dutra.
  Barreiras tem, também, o sorriso de suas morenas – donas de sotaque vagaroso –, dentro de biquines moderninhos, exalando alegria pelas águas do Rio de Ondas. De quebra, pra esquentar a alma, uma pinguinha 100sacional! Confira!