Vasco

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

XERIFES DA COLINA - RODRIGO-31

Rodrigo chegou ao Vasco em 2014, já tendo vestido dez camisas, a partir de 1999, inclusive a do maior rival, o Flamengo, em 2008. Mas mas por apenas qutro jogos.
Herdeiro da melhor linhagm dos velhos “xerifes” vascaínos, ele lhavia sido eleito o melhor zagueiro do Brasileirão-2013, defendend o Goiás. Bom no jogo pelo alto, Rodrigo foi ainda um bom cobrador de faltas para os vascaínos, marcando gols com chutes fortíssimos. Por isso, tornou-se titular absoluto na Colina, sobretudo por ter marcado seis tentos durante a Série B do Brasileiro-2014, quando ajudou o time a voltar à elite do futebol nacional.
Esta foto de Rodrigo foi reproduzida de www.crvascodagama.com.br
Em 2015, Rodrigo foi uma das peças importantes da conquista do Estadual-RJ, respondendo assim que o chamava de “aposentado em atividade”. Assegurava continuar sendo  “um zagueiro que marcava em cima e forte”.
Tinha razão. Tanto que, em julho daquele 2015, o “Almirante” o manteve em sua esquadra, com um novo contrato (por duas temporadas).
Em 2016, como capitão do time vascaíno, Rodrigo foi bicampeão do Estadual, invicto, e considerado o melhor de sua posição, formando dupla de zaga com Luan –
 Na Série B do Brasileirão-2016, Rodrigo andou cometendo alguns erros e o Vasco acabou na terceira colocação. Subiu par a  Série A-2017, mas o seu moral ficou abalado por ele ser acusado de participar de complô, com um filho do presidente Eurico Miranda, para derrubar o técnico Jorginho Amorim e, também, por ter brigado com o também zagueiro Rafael Vaz.
Os dois saíram de São Januário e Rodrigo ficou. Após o término do Campeonato Carioca-2017, ele deixou a Colina, escrevendo em sua história colineira 19 gols e dois títulos regionais. Voltou para o seu primeiro clube, a Ponte Preta.

TRAGÉDIAS DA COLINA - TAÇA RJ-2013

O Vasco fazia uma péssima campanha Taça Rio-2013. Após quatro placares negativos, finalmente, o treinador Paulo Autuori conseguiu uma vitória para o clube: 2 x 1 Friburguense.
Era o sete de abril e a torcida não engolia as apresentações do time nos últimos compromissos – 0 x 1 Botafogo (final da Taça Guanabara); 0 x 1 Volta Redonda; 0 x 0 Olaria e 0 x 3 Botafogo. Por isso, só 546 torcedores compraram ingressos e entraram em São Januário. Muitos preferiram ficar do lado de fora, protestando contra o que considerava culpa da diretoria, pela queda de produção da rapaziada após a Taça GB, que valera um vice.
 Naquele dia, com a renda de R$ 10.300, 00, o Vasco pagou para jogar, pois o arrecadado não cobria as despesas da partida – Michel Alves; Nei, Luan, Renato Silva e Yotum (Elsinho); Sandro Silva, Fellipe Bastos (Dakson), Pedro Ken e Bernardo; Romário e Tenório (Thiaguinho) foi o time.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MAZAROPI

1 - De acordo com a IFFHS- Instituto de História e Estatísticas no Esporte, reconhecida pela Fifa, o goleiro Mazaropi ficou sem levar gols durante 1816 minutos, entre os dias 18 de maio de 1977 e 7 de setembro de  1978, obtendo, assim, a maior invencibilidade da história do futebol mundial.

Maza pega pênalti contra o Fla, em foto reproduzida do "Jornal dos Sports"
 
2 - Títulos de Bellini como vascaíno: Campeonato Carioca-1952/1956/1958; Torneio Rio - São Paulo-1958; Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro-1953; Torneio Octogonal do Chile- 1953; Torneio Rivadavia Corrêa Meyer-RJ-1953; Torneio de Santiago do Chile-1957; Torneio de Paris-1957; Troféu Theresa Herrera-1957. Pela Seleção Brasileira-Copa Roca- 1957/1960; Copa do Mundo: 1958/ 1962; Copa Oswaldo Cruz- 1958/1961/1962; Copa O'Higgins: 1959; Copa Atlântica: 1960.

3 - Um dois maiores exemplos de amor ao Vasco foi mostrado pelo médio Mola, isto é, Sebastião de Paiva Gomes, nascido carioca, em 18 de novembro de 1906. Chamado pela Confederação Brasileira de Desportos para disputar a Copa do Mundo-1934, na Itália, ele preferiu continuar defendendo o “Almirante” . Descoberto pelo diretor de futebol vascaíno Adriano Rodrigues, foi campeão carioca-1929 e formou um alinha média famosa, com Tinoco, Fausto e Mola. Ela grande marcador e grande ladrão de bolas, passando-as a Fausto, para este armar o ataque. Jogou até os inícios de 1937.

4 – São raros os jogos do Vasco da Gama nas segundas-feiras. Em 1937, pelo Campeonato Carioca-1937, rolou um deles, no campo da Rua Cândido Silva, com apito de José Pinto Lopes, o Badu. O uruguaio Carlos Scarone era o treinador e os gols dos 7 x 1 Olaria foram marcados por Lindo (2), Alfredo (2), Luna, Niginho, e Feitiço. Enfeitiçaram o adversário: Joel, Poroto e Italia; Oscarino, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo, Niginho (Raul), Feitiço e Luna. DETALHE: pesquisadores divergem sobre a escalação de Oscarino, ou de Rafa, na chamada linha média.

5 – O vascaíno Vilson Tadei, em 15 de novembro de 1983, inaugurou as redes do  Estádio Aderbal Ramos da Silva, mais conhecido por Ressacada, em Florianópolis, com cinco minutos do prélio em que o “Almirante” encaçapou 6 x 1 Avaí.  Celso Bozzano apitou a pugna e o treinador Oto Glória glorificou esta rapaziada: Roberto Costa; Edevaldo, Chagas, Nenê e Roberto Teixeira; Serginho, Oliveira (Geovani), Vílson Tadei e Ernâni (Dudu); Marcelo e Paulo Egídio (Júlio César).

 

CLUBE DOS ESQUECIDOS - SILVA

Dizem que um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar. Isso, no entanto, não serve para um antigo atacante vascaíno, Averaldo Dantas da Silva, o Silva, ponteiro-esquerdo bom batedor de pênaltis.
 Maior revelação do futebol alagoano-1965, defendendo o Clube de Regastas Brasil-CRB, ele chegou ao Vasco da Gama duas temporadas depois, quando fez boas partidas sob o comando do treinador (também nordestino) Gentil Cardoso.
Lembra o pesquisador vascaíno Jorge Costa, de www.almanaquedovasco.blogspot.com.br que, com a troca de Gentil, por Paulinho de Almeida (ex-lateral-direito cruzmaltino), Silva saiu do time, foi emprestado ao Olaria, agardou, mas não por muito tempo. Paulinho de Almeida reapareceu em sua vida e repetiu o que fizera com ele em São Januário.
Nascido, em Maceió, ema 9 de maio de 1948 na bela capital alagoana, Silva era habilidoso, marcava gols e bom batedor de pênaltis. Voltou ao Nordeste, para defender o Sport-PE e, a parir do início de 1971, para o mesmo CRB, pelolqual ganhou seis títulos estaduais, até 1979, quando encerrou a carreira.  Dele, só quem se lembra é www.almanaquedovasco.blogspot.com, de onde o “Kike” reproduziu a foto que voce vê. Agradecimento ao editor Jorge Costa.

 

XERIFES DA COLINA - RAFAEL VAZ-30

   Rafael Vaz dos Santos chegou à Colina para substituir o “idalaço” Dedé, negociado com o Cruzeiro. Saiu do Ceará Sporting, com a fama de zagueiro artilheiro  e raçudo, capaz de jogar até enfrentando grandes problemas físicos. 
Para tê-lo, o “Almirante” abriu o cofre, pagou multa rescisória e entregou-lhe a jaqueta 18. Chegou a São Januário pelos dias em que o Vasco havia levado 5 x 1 São Paulo, pelo Brasileiro, em momento delicado do time do alto da colina, com os seus torcedores começando a pegar no pé dos dirigentes, pois  já anteviam  o perigo de rebaixamento à Série B do Brasileiro.
Rafael Vaz em foto reproduzida de www.netvasco
  Rafael Vaz, nascido em  São Paulo, em 17 de setembro de 1988, marcou gol em sua primeira partida vascaína. Mas a sua vida cruzmaltina nem sempre foi flores. Sentou-se muito o banco dos reservas, desprestigiado pelo treinador Doriva, até Celso Roth resgatar a sua bola.
  Rafael Vaz viveu três grandes momentos como vascaíno: 1 – o gol de Vasco 1 x 0 Flamengo, em São Januário, em 14 de fevereiro de 2016, pelo Estadual: 2 - a cabeçada que deu o título da mesma temporada à “Turma da Colina”, nos 2 x 1 Botafogo”, em 8 de maio; 3 – o gol sobre o CRB-AL, aos 47 minutos do segundo empo, levando o seu time à terceira fase da Copa do Brasil, também, em 2016.  Naquela noite, o treinador Jorginho Amorim o tirou do banco e o mandou jogar como centroavante.
Após três anos vascaíno (2013 a 2016),  Rafael Vaz não acertou renovação de contrato e deixou São Januário, levando de recordação os títulos de campeão estadual-2015/2016 e da Taça Guanabara-2016, em 29 jogos, com quatro gols marcados.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - SANTOS

Se a data for 19 de novembro, nenhum santo faz milagre contra o “Almirante”. Vejamos:

1 - Vasco 2 x 0 Santo Antônio-ES, em uma terça-feira de 1974, foi daqueles “caça níqueis”, em que a moçada foi passar a sacolinha em campo só para carregar a grana que ajudaria a pagar a folha salarial, principalmente de Neném e de Bill; que bateram na rede. 2 - Em 1988, a rapaziada pegou o Santos e descascou 4 x 0, em São Januário, pelo segundo turno do Brasileirão. O mais guloso do dia foi o meia-atacante Bismarck, que beliscou três iscas no “Peixe”, deixando só uma para o lateral-direito Paulo Roberto "Gaúcho" provar. 3 – Em 2006, pelo mesmo Brasileiro, a   "Turma da Colina” foi até o  Estádio  Anacleto Campanella, no ABC Paulista, e rasgou a cartilha do São Caetano. O lateral-direito Claudemir não gostava de cidade cheia de letras.

2 - Em 19 de novembro de 1969, o árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima apitou pênalti contra o Vasco, no Maracanã, Pelé bateu e marcou o seu milésimo gol. Passados dez anos, mas no 18 de novembro, ele estava apitando Vasco 4 x 0 Botafogo da Paraíba, pelo mesmo Brasileirão, mas no Estádio Caio Martins, em Niteroi.  Katinha, aos dois minutos, foi  mais rápido do que ele no apito. Roberto Dinamite (em foto do arquivo do Jornal de Brasília) , Paulinho e Dudu completaram o quadrado no filó. Uma glória para o time de Oto Glória.



3 - O “Almirante” tem aproveitado a data  18 de novembro, por sinal nem só para derrubar a turma do Céu. Mas, também, para ficar em cima do muro. Qire as provas:  Vasco 2 x 2 Botafogo, em 1939; Vasco 1 x 1  São Paulo, em 1941; Vasco 2 X 2 Flamengo em 1945 (jogo suspenso); Vasco 0 x 0 Fluminense, em1956; Vasco 1 x 1 São Cristóvão, em 1962; Vasco 2 x 2 Santos, em 1990. 

4 - Exclusivamente, pelo Campeonato Brasileiro-1972, Vasco e Portuguesa de Desportos estavam com as suas estatísticas igualadas, em número de vitórias, escorregadas,  empates e até gols marcados e levados. Emo novembro,  8 x 8 virou Vasco 9 x 8, na Colina, graças, principalmente,  ao “Batuta” Silva (2), ao "Mineirinho de Ouro”, Eduardo Gonçalves de Andrade, que atendia pelo apelido de Tostão.   




HISTORI&LENDAS DA COLINA - FUTSAL

 
1 - Em setembro de 1983, o time de futebol de salão vascaíno foi à Vitória e voltou do Espírito Santo com a melhor campanha da fase classificatória, invicto, no Campeonato Brasileiro. Deixou para trás cinco campeões nacionais e que eram tidos como favoritos.
Semanas depois, a rapaziada foi para a disputa de uma nova etapa da competição, em quadras paulistanas. Pela frente, em uma dificílima fase final, o "Almirante" pegou pela frente quatro "grandes" do salonismo brasileiro. Jogou com personalidade e chegou ao título, deixando para trás times como o cearense Sumov, com cinco jogadores da Seleção Brasileira, e o Gercan, com mais quatro selecionados pelo escrete nacional e que  já havia sido campeão mundial.                                                                     Foram estes os campeões: Germano Francisco Monteiro (diretor da modalidade, em São Januário), Orlando Cunha (supervisor; Maurício Apelbaum (treinador); Augusto Pereira (massagista) e os atletas Almir, Manga, Lula (goleiros), Tachinha, Zé Marcos (beques parados), Silvinho, Marabu e  Ávila (alas direito), Babao, Jaiminho e Neisinho (alas esquerdos) e Vevé e André (pivôs). Este grupo fora, também, campeão estadual, em 1982.         
 
2 - Aconteceu há 74 temporadas.  Um rapaz que iniciava-se como fotógrafo, pedia entrada na sede do Club de Regatas Vasco da Gama, para tentar conseguir um emprego por lá. Por sorte dele, Ademir Menezes, já ídolo da torcida, vinha chegando e o cara pediu-lhe uma ajuda. Ademir não só o ajudou a entrar na cassa, como aproveitou para encomendar-lhe 100 postais dele, para distribuir aos seus admiradores.
O fotógrafo chamava-se Homero Ferreira, que foi ficando amigo dos jogadores, treinadores  e dirigentes, que sempre precisavam de um clique em aniversários, casamentos, formatura, bodas, batizados, essas coisas. Além disso, a clientela aumentou pelos constantes chamados de familiares e amigos da vascaínada.
 Em 1952, o então presidente vascaíno João Silva propôs ao Homero ser contratado como fotógrafo oficial do clube, no que ele topou.  A "Revista do Vasco", de setembro de 1983, da qual foi reproduzida esta foto em que Homero aparece entre o  apoiador Geovani e o massagista "Pai" Santana, conta que os treinadores Gentil Cardoso e Martim Francisco pediam-lhe para ouvir as suas preleções antes das partidas, pois, "de vez em sempre" o utilizavam para passar instruções aos jogadores durante as partidas, sem que os árbitros não desconfiassem. Parece lenda?

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

FERAS DA COLINA - GEOVANI

 Geovani Faria da Silva, que era chamado pela torcida cruzmaltina de "Pequeno Príncipe",  foi um dos maiores meio-campistas que pintaram pela Colina. 
O marcdor queria comer a bola, mas isso era com Geovani
Geovani foi cruzmaltino por 12 anos. Ajudou a carregar 10 canecos para a Rua General Almério de Moura.
 No caderninho, está anotado: 408 refregas e 49 bolas no barbante. O Vasco foi buscá-lo na capixaba Desportiva, de Vitória-ES,quando ele contava só 18 viradas de calendário.
De saída, em 1982, Geovani botou os rubro-negros pra chorarem. Aplicou até “chapéu” em Zico, o maior ídolo da torcida do Flamengo.
 Ficou campeão estadual-RJ e, em 1983, vestiu a camisa canarinha do selecionado júnior, para ser eleito o melhor do Mundial da categoria. Em 1987, voltou a colocar no peito a faixa de campeão do RJ, com grandes atuações que valeram-lhe, em 1988, nova chamada da Seleção Brasileira, para disputar as Olimpíadas da Coréia do Sul. Voltou com a medalha de prata.
 Em 1989, o camisa 8 trocou a Colina, pelo futebol italiano. Por pouco tempo. Em 1991, estava de volta, para fazer parte do grupo vitorioso nos Estaduais daquele ano e do seguinte. E só não foi tri porque pintou uma proposta irrecusável do México. “Re-voltou”, em 1995, despedindo-se da vida cruzmaltina.
Ao site oficial do Vasco, Geovani considerou o ”Clássico dos Milhões” especiais para ele. E lembrou: “Nós tínhamos um grande time. Enfrentamos o Flamengo na “Era Zico”, sempre, em partidas duríssimas, quando o campeonato (Estadual-RJ) era muito valorizada e o ganhador ficava em evidência. Particularmente, ganhei mais do que perdi”. No mais? “Não tenho muito do que falar do Vasco. Só agradecê-lo, por tudo que fez por mim. Sinto-me um privilegiado, por ter conseguido jogar durante tantos anos em um clube da sua grandeza”, finalizou. 
 Fotos reproduzidas do arquivo do jornal Correio do Brasil./Agradecimento

XERIFES DA COLINA - IVAN E MARCO-29

Antigamente, ele chegava junto e trocava empurrões com os atacantes que o encaravam nos gramados. Hoje, só quer paz nos corações das pessoas. O “xerife” da zaga da Colina virou o pastor evangélico Ivan César da Silva Machado, da Igreja do Nazareno, no bairro Jardim Atlântico, em Olinda-PB.
 Campeão estadual-RJ-1982, Ivan disputava posição com Nei, tendo jogado menos do que o colega (9 x 17), durante a campanha com 17 vitórias, quatro empates, quatro escorregadas, 42 gols pró e 22 contra.
 NO ENTANTO, é ele quem sai na foto do time do dia do título. Antes das finais, o treinador Antônio Lopes barrou cinco titulares – Mazaropi, Rosemiro, Nei, Geovani e Elói – e  passou as suas vagas para Acácio, Galvão, Ivan, Ernâni e Jérson.
 Susto aplicado na torcida, o time  que era Mazaropi; Rosemiro, Nei, Celso e  Pedrinho Vicençote; Serginho, Dudu ‘Coelhão’ e Ernâni; Pedrinho Gaúcho, Roberto Dinamite e Marquinho Rodrigues virou Acácio; Galvão, Celso Ivan e Pedrinho Vicençote; Serginho, Ernâni e Dudu ‘Coelhão’ (Marquinho Rodrigues); Pedrino Gaúcho (Rosemiro), Roberto Dinamite e Jérson, para a partida final, que terminou  – Vasco 1 x 0 Flamengo, no 5 de dezembro de 1982.
 O vascaíno Ivan foi, também, vice-campeão brasileiro-1979 e 1984. Em 1986, mudou-se para o Santa Cruz-PE, quando nem passava pela calçada de uma igreja. Um dia, ele conheceu Daysi Machado, casou-se com ela e passou a acompanhá-la aos cultos evangélicos. E o “xerifão” que espantava atacantes tornou-se- um dos líderes do grupo “Atletas de Cristo”.
TAMBÉM ESPIRITUAL é, atualmente, o trabalho de um outro antigo “xerife” da Colina, o discreto Marco Aurélio. Jogava sério e aparecia pouco na imprensa, não sendo ligado em declarações bombásticas, coisas que muitos adoram para se promoverem. Marco, muitos menos, era de abusar de lançar-se ao ataque, para tentar gols. Tanto que, em seus 55 jogos cruzmaltinos, só balançou a rede em uma oportunidade.
Marco Aurélio preferia ser um esteio na zaga formada pelo treinador Nelsinho Rosa, ao lado do equatoriano Quiñonez, ou do brasileiro Célio Silva, que brigavam por posição, durante a campanha pela conquista do título do Campeonato Brasileiro-1989 – Acácio; Luís Carlos Winck, Marco Aurélio, Quiñonez (Célio Silva) e Mazinho (Cássio); Zé do Carmo Marco Antônio ‘Boiadeiro’ (Andrade) e Willian (Tato); Bebeto (Vivinho), Sorato (Tita) e Bismarck foi a formação mais constante.   
Marco Aurélio, um campeão que virou boneco
CARIOCA, NASCIDO  EM 18 de fevereiro de 1967, Marco Aurélio Cunha dos Santos foi cria do rival América-RJ. Após dois Brasileirões pela “Turma da Colina” – foi vencedor, também, do Estadual-RJ-1988 –, ele passou o restante da carreira no futebol europeu, defendendo clubes portuguesas – União, da Ilha da Madeira, e Sporting, de Lisboa – e italianos – Vincenza, Palermo, Cosenza e Teramo. Em 2006, pendurou as chuteiras em 2006.
 Ultimamente, vem sendo é professor de Escola Bíblica na Igreja do Evangelho Quadrangular, na cidade de Lins-SP. Casado, com Sheila, tem três filhos: Paulo, Thais e Letícia.
 
 

domingo, 27 de agosto de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ELIANE THOMPSON, MISS BRASIL-1970

  O machismo brasileiro propagou que, ”mulher bonita, quanto mais burra, melhor.”  Que maldade! Ainda bem que não foi o caso de Eliane Fialho Thompson, no espaço de duas semanas, eleita Miss Guanabara e Miss Brasil.
Além de deslumbrante, bela, belíssima, ela trabalhava como professora, estudava Engenharia e comunicava-se em inglês, francês e espanhol. Medindo 1m71cm de altura e pesando 56 quilos, Eliana foi à passarela com 90cm de busto e também de quadris; 54cm de coxas e 22cm de tornozelos. 
Tudo em cima, na opinião dos 13 jurados que se reuniram durante a noite de 19 de junho,  no Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, entre eles uma Miss Universo, Martha Vasconcelos; o apresentador de programas da TV Tupi, Flávio Cavalcanti; a pentacampeã de concursos de fantasias do Teatro Municipal-RJ, Marlene Paiva; o cirurgião plástico Rogério Carrato, e a cantora lírica Diva Pieranti.
O Miss Brasil-1970 teve dois fatos inesperados: a representante do Acre só recebeu o seu vestido para  desfilar quando todas as colegas já estavam prontas para irem à passarela, enquanto a catarinense nem recebeu o dela. Teve de desfilar com o que usara durante o concurso estadual. De sua parte a Miss Maranhão viu a baínha do seu vestido soltar-se no instantes de mostrar-se ao público.
 Se a maioria das moças usaram trajes típicos regionais, em um dos quadros dos desfiles, as Miss Brasília (Maria Regina de Faria), São Paulo (Sônia Yara Guerera) e Rio Gande do Sul (Maria Bernadete Heeman) inovaram, usando modelo dos últimos lançamentos da moda europeia, mesmo caso das Miss Guanabara.
O Miss Brasil-1970 fi promovido pelos Diários e Emissoras Associados, com patrocínio de Helena Rubinstein e maiôs Catalina.   
Recebendo a coroa de Vera Fischer
                                     FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA "O CRUZEIRO"

    

  

 

XERIFES DA COLINA - CÉLIO SILVA - 28

  Além de “xerifão”, Célio Silva assombrava por mais um detalhe: tinha uma 'porradaça' no pé bom de cobranças de faltas. Enviava verdadeiros  “mísseis teleguiados” para os pobres dos goleiros se virarem. Mas quem se apavoravam mais eram os caras da barreira. Pediam, encarecidamente, aos colegas, para não fazerem falta pelas proximidades da área. Sentiam-se no pelotão de fuzilamento, diante do “Canhão do Brasil”, como os “speakers”  chamavam aquele becão, de 1m80cm de altura, explodindo vigor e saúde.
 Célio Silva – nascido, em Miracema-RJ, em 20.05.1968 – encantou aos vascaínos quando defendia o Americano, de Campos-RJ, em 1987. Durante aquela temporada, ele ajudou os alvinegros campistas na conquista de três títulos: dos Brasileiro da Série B e de Seleções Estaduais, pela do RJ, e ainda o de campeão do Interior.
Reproduzido do jornal
Correio do Brasil.
DESEMBARCADO EM São Januário, onde ficou até 1993, Célio Silva seguiu com fome de taças e faixas. Em 1988, mandou ver em 11 partidas do time campeão do Estadual-RJ, com 21 vitórias, em 27 jogos – além de três empates e três quedas.
 Por ser “chegante” na Colina, o impetuoso Célio teve de esperar um pouco para ser titular, pois os “xerifes de plantão” – Donato e Fernando Mattos – estavam em grande forma.
O TÍTULO MAIS importante, no entanto, viria na temporada-1980, o de campeão brasileiro, dividindo posição com o equatoriano Quiñonez, no time armado pelo treinador Nelsinho Rosa. Célio Silva foi campeão, ainda, como vascaínos, das Taças Rio-1988 e Guanabara-1990, ambas representando uma fase do Estadual, e bi do espanhol Torneio Ramon de Carranza-1988/89. De quebra, ajudou a rapaziada a levar os canecos de torneios rápidos (Brigadeiro Jerônimo Bastos-1988 e Adolpho Bloch-1990).
QUANTO a Quiñonez, o rival de Célio no “xerifado” da área cruzmaltina, este – nascido, em 13.10.1962, em San Carlos, e registrado por Holger Abraham Quiñónez Caicedo – chegou ao Vasco de maneira idêntica. Defendia um adversário (Barcelona, de Quyaquil), e entusiasmou aos vascaínos enfrentando-os. Mas ficou só de 1989 a 1990 no Vasco, a tempo de disputar 39 partidas, formando dupla de zaga campeã com Marco Aurélio.  
IGUALDADES entre Célio e Quiñonez: foram jogadores, também, de seleções nacionais. Pela canarinha, Vagno Célio do Nascimento Silva disputou nove jogos – quatro vitórias, três empates e duas escorregadas –, todos em 1997. Diferença entre os dois? O equatoriano era dois centímetros mais alto; o brasileiro mais rápido.   

sábado, 26 de agosto de 2017

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - TAÇA LIBERTADORES

HÁ 19 TEMPORADAS - Em Vasco da Gama 2 x 1 Barcelona, do Equador, na casa do adversário e na data de hoje, o "Almirante" cumpriu uma bela jornada, em noite de quarta-feira. Em Guyaquil, no Equador, conquistou o principal título de sua navegação,  contra toda a pressão da torcida local. Mas foi lá buscar o caneco, em jogo apitado pelo argentino Javier Castrilli, auxiliado pelos compatriotas Claudio Rossi e Jorge Rattalino, tendo, ainda, Claudio Martin por árbitro reserva, diante de estimados 85 mil torcedores – a renda não foi divulgada.
O Vasco construiu a vitória no primeiro tempo, com Luizão, aos 24, e Donizete "Pantera", aos 46 minutos – De Avila descontou, aos 34 da etapa final. Treinado por Antônio Lopes, o time campeão foi: Carlos Germano; Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luizinho (Vítor, aos 43min do 2º tempo), Nasa, Juninho e Pedrinho (Ramon, aos 29 do 2º tempo); Donizete e Luizão (Alex, aos 37 do 2º trempo). No banco dos reservas, ficaram o goleiro Márcio, com a camisa 12; o apoiador Nélson (17), o zagueiro Válber (18) e o atacante Mauricinho (21). O Barcelona alinhou: Cevallos; Gómez, Noriega (Aires 1' do 2º), Montanero, Quiñónez e George; Carabali, Morales e De Avila; Asencio e Delgado. Técnico: Ruben Insúa. 
O jogo, por ser uma final, não deixou de ter seus momentos de nervosismo. Tanto que  De Avila, Gómez, Montanero, Carabali, Quiñonez e Delgado (Barcelona); Odvan, Juninho, Carlos Germano, Ramon e Felipe (Vasco) receberam o cartão amarelo.
CAMPANHA: 04.03.1998 – Vasco 0 x 1 Grêmio-RS; 17.03.1998 – Vaco 0 x 1 Guadalajara-MEX; 20.03.1998 – Vasco 1 x 1 América-MEX; 26.03.1998 – Vasco 3 x 0 Grêmio-RS; 03.04.1998   – Vasco 2 x 0 Guadalajara-MEX; 09.04.1998 – Vasco 1 x 1 América-MEX; 15.04.1998 – Vasco 2 x 1 Cruzeiro-MG; 13.05.1998 – Vasco 1 x 1 Grêmio-RS; 27.05.1998 – Vasco 1 x 0 Grêmio-RS; 30.05.1998 – Vasco 0 x 0 Cruzeiro-MG; 16.07.1998 – Vasco 1 x 0 River Plate-ARG; 22.07.1998 – Vasco 1 x 1 River Plate-ARG; 12.08.1998 – Vasco 2 x 0 Barcelona-EQU; 26.08.1998 – Vasco 2 x 1 Barcelona-QUE. HÁ 19 TEMPORADAS.
                                         Foto reproduzida da Revista do Vasco.

VASCO DA GAMA 1 X 0 FLUMINENSE

O dia, hoje, foi de comemoração dupla. O “Almirante” celebrou 19 temporadas pela conquistas da Taça Libertadores e triunfo sobre um  do seus maiores rivais. Valeu pelo Cmpeonato Brasileiro e livrou a rapaziada da zona de rebaixamento, no que encaminhava o demitido treinador Milton Mendes, aquele cara que comparecias aos jogos usando ternos e gravatas, imitando os treinadores europeus, enquanto seu time não jogava nada.
Com esta vitória, o Vasco subiu aos 28 pontos e volta a sonhar com vaga na próxima Libertadores. O tento da partida saiu aos 31 minutos. “O Vasco deu uma aula de contra-ataque”, escreveu o redator do www.crvascodagama.com.br. Contando: “Tudo começou quando Mateus Vital roubou a bola no meio-campo, avançou pela esquerda e lançou Andrés Ríos. Sem pensar duas vezes, o argentino rolou-a, com categoria, para Ramon, na entrada da grande área, de onde soltou uma bomba para a gaveta”.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA – 26.08.2017 (sábado) Vasco 1 x 0  Fluminense. Campeonato Brasileiro - 22ª rodada. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Ricardo Marques Ribeiro-MG: Público pagante: 19.826. Renda: R$583.360,00.  Gol: Ramon, aos 31 min do 1º tempo. VASCO: Martín Silva; Gilberto (Madson), Breno, Anderson Martins e Ramon; Jean, Wellington, Wagner (Guilherme), Nenê (Paulinho) e Mateus Vital; Andrés Ríos. Treinador: Valdir Bigode (interino). FLUMINENSE: Júlio César, Lucas (Matheus Alessandro), Henrique, Renato Chaves e Léo Pelé; Orejuela, Marlon Freitas (Peu), Wendel (Romarinho) e Gustavo Scarpa; Wellington Silva e Henrique Dourado. Treinador: Abel Braga.

O VENENO DO ESCORPIÃO - O BARREIRENSE HILDON ROCHA

 Antigamente, havia um ditado na Bahia-Oeste, dizendo: “Quem tem de ser, já nasce”. Caso do intelectual Hildon Rocha. Aos 14 de idade, atento ao rádio, acompanhava discursos de Batista Luzardo, Otávio Mangabeira, João Neves da Fontoura, Maurício Lacerda e dos candidatos presidenciais José Américo de Almeida, Armando Sales de Oliveira e Plínio Salgado.  Andava ligadíssimo.
 Corria 1937 e o garoto Hildon, que já gostava de usar cabelos compridos, como os do “beatle” John Lenon   agradava-lhe ouví-lo dizer que sorria e representava, mas, por trás da máscara de um palhaço, havia um rosto sério – não perdia oportunidade solene para discursar, passar o que gostaria de que todos ouvissem.
Aos 16, Hildon era requisitado por jornais de Barreiras, Xique-Xique e de Juazeiro, e teve sonetos publicados pela revista carioca “Fon-Fon”. Aos 19, seu conterâneo barreirense Antônio Vieira de Melo levou-o para o Rio de Janeiro e, logo, ele estava escrevendo para para “Vamos Ler”. Tempo em que fez amizade com os intelectuais que ferviam nas panelinhas literárias da capital do país, entre eles Agripino Grieco, Guilherme Figueiredo, Marques Rebelo, Josué Montello, Araújo Jorge, Heráclio Sales, João Cabral de Melo Neto, Vinícius de Morais, Fernando Sabino, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e  Jorge Amado.
Hildon Rocha em foto do álbum de família de sua sobrinha Cléa Rocha 
 Encontrando-se, diariamente, com aquela rapaziada, Hildon Rocha não precisou de faculdade de Letras. Nos papos, nos cafés da moda – Amarelinho e Vermelhinho –, aprendeu tudo para escrever o seu currículo com, pelo menos, 10 livros consagrados, como Os Polêmicos, Entre Lógicas e Místicos e Antologia Poética de Castro Alves.
 Em 1946, Hildon tornou-se repórter político. Na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, aprendeu – também, sem precisar de faculdade –, o essencial do Direito Constitucional, convivendo com Afonso Arinos, Vieira de Melo, Plínio Barreto e Agamenon  Magalhães. Rápido, o seu talento valeu-lhe convites para ser redator de comissões e de gabinetes parlamentares.
Em 1951, Hildon passou a escrever a coluna “Homens e Obras”, no diário carioca “A Noite”, por quatro temporadas. Também, colaborou com os suplementos literários de Correio da Manhã. Diário de Notícias, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo.
 Ao barreirense  Hildon Rocha, o teatrólogo Nélson Rodrigues ficou devendo a liberação da peça “Perdoa-me por me traíres”. Foi dele a ideia de procurarem o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Hélder Câmara, religioso moderno, fazia um programa na Rádio Globo e, depois, ia ao botequim da equina beber um cafezinho e papear com os jornalista. Pois Don Hélder convenceu o arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara de que a peça nada atentava contra posturas da Igreja Católica. Ao contrário, condenava o aborto. No embalo, o governador Negrão de Lima, o “dono” do Teatro Municipal, também aceitou a ideia. De quebra, a casa ficou lotada, por 10 dias. Fez tanto sucesso que, depois daquilo,  passou mais dois meses em cartaz, no Teatro Carlos Gomes.
Quanto ao texto da peça, isso é assunto para uma futura crônica. O fato que o gerou foi presenciado pelo garoto Nélson Rodrigues, na rua em que ele morava, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

OS XERIFES DA COLINA - HAROLDO-28

Ele foi campeão carioca, em  1952, no último engate do “Expresso da Vitória” no Estadual, e dos torneios Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer e Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, ambos em  1953 e. Tinha nome pomposo: Haroldo Rodrigues Magalhães Castro. Era carioca e viveu entre 00 de dezembro de 1931 e 16 de julho de 2010.
 O Vasco foi buscar Haroldo no Botafogo, em 1952. Chegou e tomou conta da antiga posição de quarto-zagueiro, a parir da quarta rodada do Campeonato Carioca. Até então, um novato chamado Hideraldo Luís Bellini vinha sendo o titular. Então, Haroldo passou a formar o que a imprensa chamava de “trio final”, com o goleiro Moacir Barbosa e o lateral-direito Augusto da Costa. À sua frente, Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento formavam a “linha média” mais famosa do futebol carioca daquela época. Explica-se: Jorge fazia o que seria um lateral-esquerdo, Danilo comandava as ações preferenciais, no meio do campo, e o xerifão Ely o ajudava a espanar os perigos da área. 
Naquele 1952, Haroldo ajudou o Vasco a ser campeão carioca com uma rodada de antecedência, vencendo 17 em 20 jogos, que tiveram, ainda, um empate e uma pisada na bola. Em 1954, foi negociado com o Palmeiras. Mas em 1955 estava de volta. Por sinal, para ter duas grandes atuações diante do maior rival, o Flamengo, tri carioca naquele ano:  nos 3 x 0 de 2 de outubro daquele “cinco-cinco” e nos 2 x 1 de 17 de março de 1956,  ainda pela temporada anterior.
Haroldo era um zagueiro que não gostava de se livrara da bola. Preferia sair jogando, com a “maricota” dominada. Por isso, ganhou, de Zezé Moreira, uma convocação para defender a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-americano de 1953, tendo feito dois jogos: 8 x 1 Bolívia (01.03.1953), entrando em lugar de Djalma Santos e formando a zaga com  Pinheiro (Flu), e em 2 x 3 Paraguai (01.04.1953) , quando foi titular, ao lado do e Nilton Santos (Botafogo), depois substituído por Alfredo Ramos (São Paulo).  Mas quem primeiro viu as suas qualidades foi Neném Prancha, que o tirou de um time de futebol de praia chamado Ouro Preto e o levou para os juvenis botafoguenses.
Foto reproduzida de www.semprevasco.com.br. Agradecimento.
                             

HOSTORI&LENDAS DA COLINA

1 - A data 9 de novembro tem duas grandes partidas marcantes da "Turma da Colina".             
Vasco 6 X 0 Fluminense, pelo Campeonato Carioca-1930, foi o maior sacode do confronto. Aconteceu em um 9 de novembro, em São Januário, com castigos por  Sant'Anna (2), Mário Mattos(2), Russinho e Tinoco. Rapaziada da farra de gols: Jaguaré; Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahianinho, Carlos Paes, Russinho, Mário Mattos e Sant'Anna.
Vasco 2 x 0 Botafogo, em 1980, pelo segundo turno do Estadual-RJ, teve "matança a jato", diante de 29 056 almas. Aos dois minutos, Roberto Dinamite bateu pênalti e mandou lá dentro. Time do dia: Mazaropi: Brasinha, Orlando, Léo e Marco Antônio; Pintinho, Guina e  Marco Antônio Rodrigues (Serginho); Katinha, Roberto Dinamite e Wilsinho.
  
 3 - Valeu pela oitava rodada do segundo turno do Estadual-1992, na casa do adversário, o chamado "Alçapão" da Rua Bariri. O "Almirante" venceu o Olaria, por 1 x 0, e o gol foi de Jardem, o primeiro dele como cruzmaltino, aos 83 minutos. Joel Santana estava comandando este time vascaíno: Carlos Germano; Luis Carlos Winck, Jorge Luis, Alexandre Torres e Cássio; Luisinho, Leandro, Bismarck e William (Tinho); Valdir (Jardel) e Edmundo. 
...  Edmundo ultimou e...
4 - VASCO 1 X 0 SANTOS, em São Januário, marcou o último gol oficial de Edmundo com a camisa vascaína.. Aconteceu durante a noite de 8 de novembro de 2008, pela 34º rodada do Campeonato Brasileiro, diante de 21.310 pagantes. O tento do "Animal” saiu  aos 28 minutos do segundo tempo. Antes, ele sentava-se n banco dos reservas e foi a campo substituíndo o zagueiro Odvan.  O treinador era Renato "Gaúcho” Portalupi e o time teve: Rafael; Eduardo Luiz, Jorge Luiz, Odvan (Edmundo) e Wagner Diniz; Jonílson, Mateus (Leandro Bonfim), Madson e Rodirgo Antonio; Alex Teixeira e Leandro Amaral. 
... Romário trezentou

5  - Aconteceu, também, em um 8 de novembro. Mas de 2001: Romário disputou o seu "jogo-300" pelo Vasco. Valeu pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro e rolou em uma tarde de quinta-feira, em São Januário. Mas o 'Baixinho"não foi à rede, o que era esperado por 1.740 pagantes. No dia, o treinador Paulo César Gusmão escalou: Helton; Rafael Pereira, Geder, João Crlos e Gilberto: Jamir, Bóvio (Geovani), Fabiano Eller (Paulo César) e Léo Lima; Ely Thadeu (Léo Macaé) e Romário.

6- O Vasco já conquistou um troféu que homenageava o seu maior rival, o Flamengo. Aconteceu em 1943, amistosamente, mandando 6 x 1 Fluminense. Cordeiro, nada manso, fez dois; Petrônio outros dois. e Ademir Menezes e Isaías beliscaram um, cada. E carregaram a Taça Clube de Regatas do Flamengo. Esquisito? Mas foi.  O treinador uruguaio Ondino Vieira usou estas rapaziadas desmoraliuzante: Oncinha, Haroldo e Rafagnelli; Figliola, Nilton e Argemiro; Cordeiro, Isaías (Petrônio) Ademir Menezes e Djalma.

7  - Em 7 de novembro de 2009, o Vasco garantiu retorno à Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol,  rebaixado que fora à Série B, em 2008. Faltavam quatro rodadas para o término da competição, quando conquistou o título da Segundona, vencendo o gaúcho Juventude, de Caxias do Sul. Digamos que havíamos assistido aquele filme em 5 de novembro de 1922, quando os então chamados "Camisas Pretas" subiram à elite do futebol carioca, como campeões da Segunda Divisão-RJ. Vejamos mais:










                       

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

XERIFES DA COLINA - RICARDO ROCHA-27

Além de bom zagueiro e capitão, com boa altura (1,83cm), Ricardo Rocha levou muita alegria para São Januário. Sujeito conversador, cheio de histórias, jogava a rapaziada pra cima.

Reproduzido de www.netvasco
Pernambucano, nascido em Recife –11.09.1962 –, Ricardo Rocha esteve cruzmaltino por 94 compromissos, entre 1994 e 1995, tendo contribuído com três bolas nas redes. Na área, mostrava qualidade técnica e costumava ser, sempre, o ganhador das jogadas aéreo.
Durante a temporada-1994, ele ajudou o "Almirante" a ganhar o Estadual-RJ, formando neste time-base que o treinador Jair Pereira armou: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Tores e Cássio (Sidney);Luisinho Quintanilha, Leandro Ávila, França e Yan; Dener e Valdir 'Bigode'. Eles fizeram 18 jogos, vencendo 12 empatando cinco e escorregando só em um. Marcaram 19 e levaram nove gols.     
Com tanto veneno, por baixo e por cima, Ricardo foi parar na Seleção Brasileira, para disputar duas Copas do Mundo, a de 1990, na Itália, e a de 1994, nos Estados Unidos, quando voltou campeão e era chamado de "Xerife" pela turma do "tetra".
O início de Ricardo Rocha no futebol foi pelo time do Santo Amaro, de sua terra, onde era lateral-direito. Ao ser contratado pelo Santa Cruz, passou para o miolo da zaga, e assim  jogou por todos os demais times por onde passou – Guarani de Campinas-SP, São Paulo, Real Madrid-ESP, Santos, Vasco, Fluminense, Newell´s Old Boys-ARG e Flamengo. Pela Seleção Brasileira, disputou 42 jogos. 

FERAS DAS ESQUINAS DA COLINA

  Durante os tempos em que haviam ao autênticos ponteiros, que raramente deixavam os flancos do gasmado, o “Almirante” carregou dois passageiros abusados em suas esquadras:  Maurício Poggi Villela, o Mauricinho, e o paraguaio Sílvio Parodi Ramos.
Reprodução de "Placar". Agradecimento
O carinha da direita, o Mauricinho, um paulistas baixinho – 1m65 –, nascido em Ribeirão Preto –29.12.1964 – foi cria do Comercial da cidade e desatacou-se como campeão mundial Sub-20, em 1983, pela Seleção Brasileira. Cheio de ginga, pouco depois de chegar ao Vasco acrescentou mais dois títulos em seu currícul: dos Estaduais-RJ-1987/1988.
 mauricinho escreveu isso em seu currículo cruzmaltino, uma história que inclui saídas (para Portugal, Espanha,  Japão e São Paulo) e voltas à Colina. Ali, sim, era o seueu pedaço. Só por lá carregava canecos, como, também, os do Estadual-RJ e o do Brasileirão-1997. Em 1998, papou a Taça Libertadores e o Torneio Rio-São Paulo.
Ele escreveu isso em seu currículo vascaíno: 1984– 43 jogos e 6 gols; 1985 – 63 jogos, 9 gols; 1986 – 45 jogos, 12 gols; 1987 –49 jogos, 7 gols; 1988 – 10 jogos, 2 gols; 1991 – 14 jogos; 1991 - 14 jogos, sem gols; 1997 - 48 jogos, 6 gols; 1998- 27 jogos, sem marcar; 1999 - 6 jogos, sem gols. Total - 305 jogos e 42 gols.
O cara da esquerda, Parodi, também atuou pela direita, e esteve cruzmaltino em 1954 e 1955.
Nascido da paraguaia Luque – 06.11. 931–, foi por ali que ele começou a rolar a “Maricota”, pelo Sportivo Luqueño, pelo qual atuou em 1953 e 1954. Em seu primeiro ano vascaíno, Parodi entrava em uma escalação do treinador Flávio Costa, que usava, normalmente: Barbosa (Victor González), Paulinho e Bellini (Elias); Eli (Laerte), Mirim e Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) e Parodi.
Nesta reprodução de www,vascofotos  Parodi é o último agachado à esquerda.
Em 1955,  seguia titular, mas já tinha Djayr em seu encalço. Flávio Costa escalava: Hélio (Ernani), Paulinho e Bellini (Haroldo); Mirim (Laerte), Orlando e Beto (Dario); Sabará, Válter (Maneca), Vavá, Pinga e Parodi (Djayr).
Após duas temporadas colineiras, Parodi foi para a italiana Fiorentina e pór lá ficou  em 1956/1957. Experimentou, também, o futebol espanhol, defendendo o Racing Santander, de 1961 a 1962. Em 1963, tentou o futebol colombiano, pelo Américas, de Cali. Em 1964, estava no Millonarios.
Parodi foi, também, do selecionado paraguaio. E, em 1987, treinou o time guarani. Baixinho, medindo 1m64cm de altura, disputou 40 partidas internacionais e marcou 10 gols. Teve o apelido de Rayo e, no Vasco, atuou, também, pela ponta-direita

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

XERIFES COLINA - MINGOTE

Há 94 temporadas, em 12 de agosto de 1923, o Vasco da Gama conquistava o seu primeiro título de campeão do futebol carioca da Série A ˜ contra tudo e contra todos. Era uma resposta aos  preconceituosos dirigentes de América, Botafogo, Flamengo e Fluminense que que não aceitavam negros e brancos pobres nos gramados
O "Almirante" teve dois “xerifes” da primeira zaga campeã, mas, para o torcedor, o que marca mais é o time da foto de campeão, onde Mingote aparece, ao contrário do concorrente Cláudio Destri.
Foto reproduzida do álbum da filha Arli Passini 
Mingote  foi um italiano importante para a campanha de 11 vitórias, em 14 prélios (houve mais dois empates e s uma queda).  Vendia saúde, portando um temendo preparo físico que encaminhava a equipe para viradas do placar, na etapa final.
Chamava-se Domingos Passini, viveu por 73 temporadas (até 1975), chegou pequeno ao Brasil, foi um dos brancos pobres daquele Vasco campeão-1923, trabalhou como pintor de paredes e, na atividade, ganhava mais do que chutando bolas. ele participou de sete dos 14 jogos do título e tornou-se titular a partir do início do returno.
O time-base escalada pelo treinador uruguaio Ramón Platero para o último jogo do campeonato teve: Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Claudionor e Artur; Pascoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito.   
Antes de Mingote ganhar a vaga que era chamada de “zagueiro-médio”, a partir de 24 de junho, em Vasco 3 x 1 Andarasí, o “xerife” durante as sete partidas do primeiro turno do Estadual-1923 foi Cláudio Destri, que totalizou oito atuações – só uma no returno –, o que significa que teve mais presenças em campo do que Mingote (8 x 7).
Coincidentemente, foi também contra o mesmo Andaraí (1 x 1), em 14 de abril, que o Vasco iniciou a escalada pelo título, tendo Cláudio estado nesta formação: Nélson, Leitão e Cláudio; Nolasco, Claudionor e Artur; Russo, Pascoal, Torterolli, Cecy e Negrito.
FOTO REPRODUZIDA DE WWW.VASKIPEDIA.COM.BR AGRADECIMENTO.

KIKE PROCURA PRELIMINAR VASCO-17

Caso você tenha, ou saiba de algum amigo que deseja vender os Nºs 17 da revista “Preliminar Vasco”, por favor, informe ao Kike. Só falta esta para o blog completar a sua coleção. Trata-se de um programa de jogo que teve o Nº 1 distribuído aos torcedores que foram ar Vasco x Atlético-PR, na noite do sábado 19 de julho de 2010, em jogo do Brasileirão. 
 Os chamados “match programmes” chegaram ao futebol brasileiro em 2006. Na Europa, existiam desde o Século 19. Na revista cruzmaltina, rolou uma novidade: gols históricos em quadrinhos, de autoria de Brenno Dias, roteirista, de 22 anos, e Denis Melo, desenhista, de 21. Entre os tentos galáticos, eles desenharam um “monumental”, de Juninho Pernambucano, um “infernal” de Cocada e seis “desbundantes” de Edmundo, em um só jogo. 

Na época, Brenno disse à imprensa que o fato de o Vasco ter tanta história tornava-se difícil a escolha do tema. De sua parte, Denis contou que fazia o esboço e passava ao colega. Aprovado, trabalhava em um desenho de página inteira, usando pincel e bico de pena”.
O Vasco projetou 15 mil exemplares para os jogos em São Januário e 80 mil nos grandes clássicos no Maracanã. Na edição, a Nº 17, a capa foi Juninho Pernambucano, em sua segunda passagem pela Colina. O “Kike” conseguiu o link de 16 edições, que estão á sua disposição, procurando no arquivo do blog.
 

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - 'REI' PELÉ

1 -  O Vasco tentava devolver ao Santos os 1 x 5 do Torneio Rio-São Paulo-1961. Naquela década, era impossível, pois era o tempo do de um  camisa 10 chamado Pelé. 
 O tempo passou e chegou o sábado 17 de outubro de 1970. O time santista, campeão paulista-1969, era fortíssimo. Nos últimos 11 anos, havia ganho nove títulos, inclusive um tri estadual. Que viesse o Vasco!  
O pernambucano Sebastião Rufino, então, mandou rolar a bola, no Maracanã, e o destino, daquela vez, trocou o brilho da camisa fatal. O 10 cruzmaltino, Walter Machado Silva, compareceu às redes por duas vezes, enquanto o 10 santista ficou devendo naquele que fora o seu jogo nº 980, totalizando 1.053 gols.  
 Para derrubar o “Rei”, o “Almirante” foi malandro. Prometeu pagar o prêmio pelo título carioca-1970 e colocar os salários em dia. Com “doping financeiro” Luís Carlos Lemos abriu o placar, aos 6 minutos; Benetti aumentou, aos 20; Silva ampliou, aos 26, e fez 4 x 0, aos 34, tudo no primeiro tempo. No segundo, Douglas marcou par a “Turma do Rei”, aos 24 minutos. Aos 45, Gílson Nunes fechou a conta. Maior vitória do Vasco sobre Pelé. 
Foto do arquivo do jornal
 Correio do Brasil-DF
Treinado por Elba de Pádua Lima, o Tim, a rapaziada daquela noite foi: Élcio; Fidélis, Joel Santana, René e Eberval; Benetti e Ademir; Luís Carlos Lemos (Willy), Dé (Kosilek), Silva e Gílson Nunes.  O Santos teve: Cejas; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado (Marçal), Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo, Lima (Douglas) e Nenê; Davi, Pelé e Edu. 

 2 -  Na tarde do domingo 14 de outubro de 1973, em Vasco 1 x 1 Santos, o torcedor carioca veria o "Rei Pelé" pela última vez diante dos cruzmaltinos. Do lado da "Turma da Colina", o técnico Mário Travaglini vinha apostando em um garoto, de 19 anos, que ainda jogara algumas vezes na temporada pelos juvenis. Chamava-se Roberto e tinha o apelido de “Dinamite”, por ter marcado um gol sobre o Internacional, em novembro de 1971, com uma pancada que o goleiro Gainete nem viu por onde a bola passou.
  O Maracanã, que sempre aplaudira o “Camisa 10” e se tornara o palco predileto do time santista, onde sempre era aplaudido, iria assistir ao único jogo do “Garoto Dinamite” contra o “Atleta do Século”.
Quando rolou a bola, o Vasco destacou o volante Alcir Portella para ajudar ao zagueiro René a marcar Pelé. E só subia nos contra-ataques. Num deles, aos 34 minutos do primeiro tempo, o lateral-direito Paulo César venceu o lateral-esquerdo santista Zé Carlos e cruzou  a bola para a área do "Peixe". Roberto penetrou entre Carlos Alberto e Vicente, aplicou o chamado “sem pulo”, pegando a pelota no ar.
A gorduchinha passou pelo ângulo esquerdo das baliza defendida pelo argentino Cejas. Um golaço. Tanto que, depois de sair pro abraço de sua turma, Roberto recebeu os cumprimentos do “Rei Peé”, que declarou: “Foi o gol mais bonito que vi nesse Campeonato Brasileiro. Se este garoto for bem trabalhado será um craque” – acertou na mosca!
No segundo tempo, Eusébio empatou, aos 44 minutos, e o placar ficou no 1 x 1. O Vasco foi:  Andrada; Paulo César, Miguel, Renê e Pedrinho; Alcir, Zanata (Gaúcho) e Ademir (Dé); Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luiz Carlos Lemos. O Santos, treinado por José Macia, o seu ex-ponta-esquerda Pepe, teve: Cejas; Hermes, Carlos Alberto Torres, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Léo (Brecha); Mazinho, Eusébio, Pelé e Ferreira (Cláudio Adão). Técnico: José Macia, o Pepe. O juiz foi José Luiz Barreto (S) o público de 44.590 pagantes e renda de Cr$ 97.328 
 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

XERIFES DA COLINA MAURO GALVÃO -26

Dia 19 de dezembro de 1961. Nascia, em Porto Alegre, o futuro zagueirão Mauro Geraldo Galvão. A sua vida cruzmaltina começou em 1997, temporada em que conquistou o título do Campeonato Brasileiro. Para quem o considerava já velho, pois chegaras à Rua General Almério de Moura contando 35 viradas de calendário, aquela era a melhor resposta foi dada  em 1998, no centenário do “Almirante”: levantou, como capitão, a Taça Libertadores da América.
 Mostrando-se um “marujo” atrevido na zaga vascaína, Mauro Galvão ficou pela Colina, até 2000, a tempo de conquistar, também, o Torneio Rio-São Paulo-1999 e a Copa Mercosul e o Brasileirão-2000. Com o que aprendera em uma carreira que incluíra participação na Copa do Mundo-1990 e o título da Copa América-1989, em 26 jogos pela Seleção Brasileira, foi convidado, um ano depois da aposentadoria, para treinar a “Turma da Colina”. Como não tinha experiência no novo cargo, ficou por pouco tempo. Passou a assistente de treinador, até o início de 2004. Depois de tanto rodar, está de novo em São Januário, trabalhando na formação da garotada.
Reprodução de www.osgigantesdacolina
Quem quiser conhecer, em outros clubes, a carreira de Maro Galvão, o cara que levantou a taça do único tricampeonato estadual vascaíno, marcando o gol do título, deve procurar, nas livrarias de antiguidades, um lançamento, de 1998, intitulado “Mauro Capitão Galvão – Lições de Vida, Lições de Futebol”. Seus títulos vascaínos de 1997/2000 (Brasileiros); 1998 (Estadual-RJ e Libertadores); 1999 (Rio-São Paulo) e de 2000 (Copa Mercosul) estão ali contados, em detalhes. Confira, abaixo, três jogos inesquecíveis do antigo capitão vascaíno:

 14.05.1998 (quinta-feira) – Vasco 1 x 0 Bangu, em Moça Bonita, com público de 1.266 pagantes e renda desconhecida. Ubiraci Damásio de Oliveira (RJ) apitou e Mauro Galvão marcou o gol do tri, aos 47 minutos do segundo tempo. O time teve: Márcio; Vitor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Valber, Nasa Vagner (Juninho Pernambucano) e Pedrinho; Donizete (Mauricinho) e OLuizão (Luís Cláudio). Técnico Antônio Lopes.

26.08.1998 (quarta-feira) – Vasco 2 x 1 Barcelona-EQU, no estádio  Engenheiro Isidro Romero, diante de, aproximadamente, 80 mil almas, com apito de Javier Castrilli (ARG) e gols cruzmaltinos de  Luizão, aos 24, e de Donizete, aos 46  minutos do 1º tempo. A renda não foi informada e o Vasco jogou com: Carlos Germano; Vagner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha (Vítor), Nasa, Juninho Pernambucano e Pedrinho (Ramón Mineiro); Donizete e Luizão (Alex Pinho). Técnico Antônio Lopes.  

03.03.1999 (quarta-feira) – Vasco 2 x 1 Santos, no Morumbi, pela final do Torneio Rio-São Paulo, apitado por Claudio Vinicius Cerdeira, público de 32.495 pagantes e renda desconhecida. O Vasco era:  Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Paulo Miranda, Juninho Pernambucano (Henrique) e Ramon Mineiro; Donizete (Vagner) e Luizão (Zezinho). Técnico: Antônio Lopes.