Vasco

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

1 - Em 17 deste setembro de 2011, o Vasco atingiu a ponta do Campeonato Brasileiro, goleando o Grêmio-RS, por 4 x 0. Coincidentemente, da última vez que o time da Colina tornou-se líder da disputa – 6 de junho de 2007 –, foi contra o mesmo adversário, pelo mesmo placar, até durante o primeiro tempo (2 x 0), e nos mesmos dia (sábado), horário (após as 18h) e estádio (São Januário). Celso Roth, que era o técnico vascaíno da época, desta vez, era gremista.

 2 - Torcedores da década-1960 costumavam contar que Mário Vianna levara o volante Maranhão, para o Flamengo, e o Vasco o “roubara” da Gávea. Não foi bem assim. Ao ver o baixinho  atuando pela seleção maranhense, o ex-árbitro o indicou aos rubro-negros. Então, um amigo da família do atleta, Joaquim Pereira, arrumou uma passagem, com a Força Aérea Brasileira, mandou buscá-lo e o levou para São Januário, o entregando a Hílton Santos. Isso pelo final de 1958. Maranhão era tão miúdo que o cara achou que ele fosse infanto-juvenil. Mas, logo, subiu ao time juvenil.  Em 1961, já profissional, tornou-se titular a partir do returno do Campeonato Carioca-1962. Foi bicampeão de aspirantes e da Taça Guanabara de 1965.
CHEGOU AO VASCO, achando que estivesse no Flamengo. Errou o clube e acertou no destino.

3 - O atacante Valdemar, supercampeão carioca-1958, quando estava no Olaria, não se conformava em ter sido colocado à margem, em São Januário, com a chegada de Lorico, uma revelação do amador Esporte Clube Senador Feijó, de Santos-SP, que o Vasco buscara na Portuguesa Santista, que o profissionalizara, em 1949, abrindo-lhe as portas da Seleção Paulista de Novos. Lorico estreou contra o Real Madrid, o então melhor time do mundo. Além de Valdemar, dois outros campeões que saíram da Colina aborrecidos com os cartolas, Sabará e Bellini. 
O FUTEBOL TEM DISSO.  Nem os ídolos escapam das armações dos cartolas semcoração.     
       
 4 - Niginho (foto) era um dos quatro Fantoni revelados pelo futebol mineiro – os irmãos Ninão e Orlando, também centroavantes, e o primo-irmão Nininho, lateral-esquerdo, eram os outros. Os quatro começaram no Palestra (atual Cruzeiro) e passaram uma fase na Itália, onde foram chamados de Fantoni I (Nininho), Fantoni II (Ninão), Fantoni III (Niginho) e Fantoni IV (Orlando). Fizeram sucesso nas décadas de 1920/1930, pelo Lázio. Orlando, também, teve passagens pelo Vasco, como jogador e treinador. Niginho foi expulso da Itália, por se recusar a participar da guerra contra a Abissínia, em 1936. Voltou ao Brasil, foi contratado pelo Vasco e artilheiro do campeonato carioca-1937. Na reserva de Leônidas da Silva, foi para a Copa do Mundo de 1938, na França. Para a semifinal, contra a Itália, Leônidas não podia jogar . A Itália, de Benito Mussolini, vetou a escalação de Niginho. A FIFA acatou a ordem do “Duce” e tirou do vascaíno a chance de participar do Mundial.

domingo, 29 de novembro de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ESMERALDA, A PRIMEIRA JÓQUEI

Na década-1960, o máximo para a mulher brasileira era ser Miss Brasil. Já havia as modelos fotográficas, profissão que cresceu, estratosfericamente, pelas década seguintes. No entanto, uma garota daquele embaladíssimo período, Esmeralda Fernandes, paranaense, de 20 anos de idade, não estava interessada em passarelas. Preferia ser jóquei.
 Não foi fácil para Esmeralda montar no cavalo e disputar uma prova. Pedia uma chance, implorava, mas só ouvia que       “turfe é coisa de homem”. Mas ela não desistiu. Ganhou uma oportunidade, na cidade paulista de São Vicente, levou uma banda do cavalo, caiu e fez muitos machista rirem. Aconteceu na reta final do seu páreo, quando ele “rodou” com mais um outro jóquei. Teve de ser socorrida pela ambulância do hipódromo.
 Esmeralda não se apavorou. Passadas duas semanas do acidente, já estava se apresentando para voltar a correr. Depois, tentou obter licença para correr no hipódromo de Tarumã, no Paraná. Foi barrada. Insistente, tentou correr no Jóquei Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, mas só lhe permitiram disputar páreos amadores. Mesmo ela tendo a carteirinha de profissional do hipódromo de São Vicente. Era muito machismo.         

In the late-1960s, the maximum for the Brazilian woman was being Miss Brazil. Had photographic models, profession grew, stratospherically for the following decade. However, a girl that embaladíssimo period, Esmeralda Fernandes, Parana, 20 years old, was not interested in walkways. Rather I am jockey.
 
It was not easy to Emerald ride on the horse and compete in a race. Asked a chance, pleading, but only heard that "turf is a man's thing." But I did not give up. He won an opportunity, in the state São Vicente, took a horse band, fell and made many macho laugh. It happened in the final stretch of his match when he "ran" with another jockey. It had to be bailed out by the ambulance of the hippodrome.
 
Emerald not panicked. After two weeks of the accident, he was already having to re-run. Then he tried to obtain a license to run the Racecourse Tarumã, Parana. It was barred. Insistent, he tried to run in Brazilian Jockey Club in Rio de Janeiro, but only allowed him to compete in amateur races. Even though she professional card-carrying of the Saint Vincent hippodrome. It was very machismo.




sábado, 28 de novembro de 2015

MENINAS DA COLINA SÃO PENTA-SUB-17


 Justa vibração para a saga iniciada há cinco anos, a partir de quando as vitórias são constantes

As gatinhas do futebol cruzmaltino sub-17 conquistaram, hoje, o quinto campeonato estadual consecutivo, vencendo ao Barcelona-RJ, na rodada final, por 2 x 1. O jogo disputado no estádio da Rua Bariri e os gols marcados pela atacante Laís Veloso e a zagueira Kelly, as heroínas da sequência que passa por 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014. As “Meninas da Colina” jogaram assim escaladas pelo treinador Anthony Menezes: Jully, Andressa Cunha, Juliana, Kelly e Cindy Valim; Thayla Sousa, Angelina Alonso e Letícia Botelho; Ronaldinha, Rayane e Lais Veloso.
 




 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CORREIO DA COLINA - PAULO CHOCO

 “Sou de Anápolis, em Goiás. O meu pai era amigo de um senhor que torcia pelo nosso Vasco, mas foi jogador do Flamengo. Me lembro que a gente chamava-o pore Seu Paulo. Não me lembro do sobrenome. Quando jogava pelos times da cidade, era bom de bola. Nunca mais o vi”.  Walter S. Lima.
Prezado Walter! O Kike imagine que possa ser o Paulo Alves, que tinha o apelido de Paulo Choco e saiu do futebol de sua terra para o Flamengo. Se foi ele, conquistou dois títulos cariocas, em 1963/1965. Era um centroavante magrinho, que jogou, depois, pela Portuguesa, da Ilha do Governador. A última notícia dele foi que havia voltado para Anápolis e entrado para o serviço público, além de ser comerciante.     



2 -
VASCO 3 X 2 FLAMENGO -  Este "Clássico dos Milhões" foi no capixaba Estádio Engenheiro Araripe. Diante de 15.902 pagantes,  foi em uma sexta-feira, pelo Torneio Quadrangular de Vitória-1976, no Espírito Santo.
VASCO 4 X 1 FLAMENGO - Noite animal! No mínimo, é como se pode classificar a da quarta-feira 3 de dezembro de 1997, .
VASCO 3 X 1 PARANÁ -  Este jogo foi pelas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro-2000,

VASCO 1 X 0 CORINTHIANS -  Segunda fase do Brasileirão-1989
Acrescentar à VASCODATA 3 de dezembro: Vasco 0 x 0 Combinado Rio Norte, em 1928; Vasco 2 x 2 Santos, em 1933; Vasco 0 x 0 Corinthians, em 1988; Vasco 0 x 0 Figueirense, em 2006; Vasco 1 x 1 Flamengo, em 2011

 Desenho reproduzido de http://www.oleole.com.br Agradecimento.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CENTENÁRIO DO FUTEBOL VASCAÍNO

O Club de Regatas Vasco da Gama celebra, hoje,  o centenário da criação do seu departamento de futebol. Surgido, em 21 de agosto de 1898, a agremiação se dedicou, inicialmente, só ao remo, tendo como primeiros barcos as canoas Vaidosa, Volúvel, Vítria e Loca.
 Da primeira vez em que colocou “bola no pé”, o “Almirante” levou 10 x 1, do Paladino, em 3 de maio de 1916, pelo Campeonato Carioca da Terceira Divisão, promovido pela Liga Metropolitana de Sports Athléticos.  A partida foi no campo do Botafogo, na Rua General Severiano,  e a primeira bola cruzmaltina na rede foi mandada por Adão Antônio Brandão.  A  primeira vitória só rolou em 29 de outubro do mesmo ano, 2 x 1, pela mesma disputa, sobre o River, que atuou com nove jogadores, no campo do São Cristóvão, à Rua Figueira de Mello.

Em seu primeiro campeonato, o Vasco fez nove jogos, perdendo oito. Marcou 10 e sofreu 37 tentos. Além de ter vencido o River, ganhou, por W x O, do SC Brasil, na última rodada, em jogo que deveria ser em General Severiano. Anote os primeiros placares vascaínos: 13.05.1916 – 1 x 10 Paladino; 13.05 – 1 x 5 Brasil; 28.05 – 0 x 4 Icarahy;  14.07 – 2 x 4 Parc Royal; 16.07 – 3 x 4 River; 03.09 – 0 x 2 Paladino; 07.09 – 0 x 3 Parc Royal; 22.10 – 1 x 4 Icarahy; 29.10 – 2 x 1 River;  05.11 – W x 0 Brasil.  
 
SURGIU! – Após várias reuniões, em uma salinha do sobrado Nº 80 da Rua Teófilo Ottoni, 63 desportistas se reuniram, em 21 de agosto de 1898, no Clube Dramático Filhos de Talma, à Rua da Saúde Nº 293 (atual Sacadura Cabral) e fundaram Um clube náutico, elegendo presidente Francisco Gonçalves Couto Júnior. Em 29 do mesmo mês, a primeira diretoria foi empossada, na sede da Estudântica Arcas, no Largo do Crismpim, desaparecido para o surgimento da Avenida Presidente Vargas.
Oito dias depois da posse, já havia uma sede provisória, no Largo da Imperatriz, demolido para a construção do cais do porto do Rio de Janeiro. Passado um mês, a turma estava com uma garagem de barcos na Ilha das Moças, na praia Formosa, também desaparecido com o aterro do cais do porto.
 Um ano depois da fundação, rolava a primeira crise política cruzmaltina. Cinco figuras fortes da fundação – Francisco, Antônio, Adolfo, José, o Juca, e Alfredo, todos da família Couto –  desentenderam-se com os colegas e abandonaram o Vasco, para formar o Clube de Regatas Guanabara. Foram embora, levando junto todos  os barcos do clube, que lhes pertenciam
Os Couto deixaram o Vasco, porque a sua proposta, de mudança de endereço, para Botafogo, fora derrotada, em assembleia. Mesmo assim, quando uma grande maré derrubou a ponta, de 20 metros, que ligava a Ilha das Moças ao continente, eles demonstraram amor ao Vasco, mandando reconstruir uma ponte maior, com 80 metros, em três dias, tudo por sua conta. O restante da história você tem companhado aqui, pelo “Kike”.  
 

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A SEMPRE LEMBRADA NOITE DINAMITE

A manchete do Jornal dos Sports lançou o apelido que marcou Roberto
 O 25 de novembro, em 1971, ficou na história do Vasco da Gama como uma de suas principais datas. Nela começou a surgir o atleta que tornou-se o maior ídolo de sus torcida, Roberto Dinamite.  
Aconteceu em Vasco 2 x 0 Internacional-RS. Antes disso, o jornalista Aparício Pires procurava uma manchete para a capa do “Jornal dos Sports” daquele dia. O jogo seria no Maracanã e valeria pelo Campeonato Brasileiro de Futebol. O setorista, em São Januário, Eliomário Valente, informou ao Aparício que um atacante novato tinha "dinamite nos pés". Não deu outra: “Vasco escala o Garoto- dinamite” virou manchete.
E o garoto fez por merecer a promoção. Mandou uma pancada para o goleiro Gainete e saiu no jornal. “Garoto-Dinamite explodiu!”, foi a nova manchete.

 Nascia por ali o Roberto Dinamite, que viria a ser o maior ídolo e maior artilheiro da história do Club de Regatas Vasco das Gama – e do Campeonato Brasileiro, com 190 gols.  INVENTOR - Aparício Pires, o autor da manchete que valeu a Roberto antigo atleta incorporar o apelido ao seu nome, foi um carioca que viveu por 82 anos, entre 1925 a 5 de abril de 2008. Teve ótimos texto e criatividade. Cria da “Revista do Rádio”, em 1950, passou por Pasquim, Última Hora, Jornal do Brasil e O Globo, onde aposentou-se, em 1989. Deixou seis filhos, uma das quais jornalista, e seis netos.
 Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o então deputado Roberto Dinamite declarou: “Ele foi uma pessoa de suma importância no início da minha carreira, porque, quando eu comecei a jogar futebol, era conhecido como Zé Roberto (criado pelo treinador Célio de Souza) e outros jogadores já tinham esse nome”.
Roberto, que presidiu o Vasco da Gama, entre 2008 a 2014, naquele dia, fez um histórico dos seus inícios, do primeiro gol e lembrou do apelido. “Já incorporei isso ao meu nome oficial” o que ajudou-lhe na carreira política. "Hoje, o torcedor não consegue ver o Roberto sozinho, sem o Roberto Dinamite... O Aparício foi esse grande mentor que me batizou com essa marca”, agradeceu o atleta que vestiu a jaqueta cruzmaltina por 1.022 partidas, sendo 768 oficiais e 254 amistosos, tendo com ela marcado 754 gols.
GLÓRIA - Para a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, Roberto Dinamite é o quarto goleador de competições oficiais do planeta, atrás só de Pelé, Josef Bican, da antiga Tchecoeslováquia, e do húngaro Puskas, que fez grande parte de sua carreira na Espana.
 Assim, seguramente, o 25 de novembro de 1971 será, sempre, é uma das mais importantes do calendário cruzmaltino, porque naquela noite de uma  quinta-feira, 10.449 pagantes viram nascer uma lenda. Carlos Roberto de Oliveira tornava-se “Roberto Dinamite”, ao marcar o seu primeiro gol com como atleta profissional.
 Esta história, no entanto, começa  em 1970, quando o olheiro Fernando Ramos, o "Gradim" (mesmo apelido de Francisco Ferreira de Sousa, ex-atacante e ex-treinador vascaíno) levou o garoto, de 16 anos, para treinar em São Januário. Aprovado, terminou o Campeonato Carioca Juvenil, com 10 gols, sendo o principal “matador” do time. Em 1971, ainda juvenil, aumentou a cota, para 13, tornando-se o goleador máximo do Estadual e, ainda. campeão.
Recado dado, Roberto foi colocado no banco dos reservas do time A, em 14 de novembro, pelo treinador Admildo Chirol, em Vasco 0 x 1 Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Lançado em campo, no começo do segundo tempo, substituindo Pastoril, melhorou o rendimento da equipe, mas não mudou o placar, aberto na etapa inicial. Quando nada, ganhou a vaga de titular em Vasco 1 x 2 Atlético-MG, uma semana depois, no Mineirão, tendo sido substituído, pro Ferreti, no segundo tempo.
Veio, então, a noite do jogo contra o Inter. Chirol deixou o Roberto no banco, durante a etapa inicial. Aos 5 minutos do segundo tempo, o meia Bougleux abriu a porteira gaúcha: Vasco 1 x 0.  E os colorados ferveram em cima. Parecia que o empate seria questão de tempo. Enquanto pressionavam, Chirol pensou em substituir o ponta-esquerda Gílson Nunes e mandou aquecer o garoto que já tivera duas chances de jogar pelo time principal, mas ainda não encontrara o caminho das redes.
Eram jogados 27 minutos (52) quando Roberto, na primeira bola que recebeu, partiu quase da intermediária, passando pelos quatro que encontrou pela frente. Na velocidade em que ia, soltou uma pancada impressionante, de fora da área, com o pé direito. O goleiro Carlos Gainete (campeão como Vasco na I Taça Guanabara-1965) não teve como deter aquele chute tão intenso que fez muito sucesso nos cinemas, quando o Canal 100 exibia o ‘jornal da tela’.
Depois do jogo, o repórter Eliomário Valente telefonou para a redação e contou a Aparício sobre a intensidade do chute que valeu a manchete famosa, já citada acima.   
Naquele jogo, que rendeu Cr$ 49.675,00, o apito foi de Maurílio José Santiago-MG. O Vasco foi: Andrada; Haroldo, Miguel, René e Alfinete; Alcir e Bougleux; Luís Carlos, Beneti (Jaílson), Ferreti e Gílson Nunes (Roberto Dinamite). O Inter teve: Gainete; Bira, Pontes, Flávio e Édson Madureira; Carbone e Paulo César Carpegiani; Valdomiro, Sérgio Galocha, Claudiomiro (Bráulio) e Dorinho (Arlem). (Fotos reproduzidas de www.netvasco.com.br) Agradecimentos).
 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CORREIO DA COLINA - POVÃO

"Os jogos do Vasco estão entre os de maiores rendas no Maracanã?" Antônio Francisco dos Santos Filho de Sousa-PB.
Como o  Estádio Mário Filho teve capacidade reduzida, para 60 mil pessoas, e  2014, tem-se que o seu  maior público  foi durante o derradeiro jogo da Copa do Mundo-1950, quando mais de 200 mil espectadores teriam entrado na casa, pra chorar Brasil 1 x 2 Uruguai. Conta-se que, em determinado momento, as catracas pararam de registrar entradas. Logo, nunca se terá certeza do número exato de presentes. Certo mesmo é que, em jogos entre selecionados, o maior público ficou com Brasil 1 x 0 Paraguai, pelas Eliminatórias do Mundial-1970, em 31 de agosto de 1969: comprovadamente, 183.341 mil pessoas passaram pelas roletas.
Entre clubes, o maior número de almas" foi em 15 de dezembro de 1963, quando Flamengo e Fluminense disputaram a final do Campeonato Carioca e empataram, por 0 x 0, ante  177.020 pagantes. O Vasco já levou grandes públicos ao Maracanã, mas não ganha estas. Pra consolo de torcedor apaixonado, em 1950, o escrete canarinho tinha o treinador Flávio Costa e oito jogadores vascaínos – Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Alfredo, Maneca, Ademir e Chico. Pena que o flamenguistas Bigode e Juvenal tenham entregado o jogo, um deixando Gigghia vencê-lo no lance, e o outro não fazendo a cobertura., Sobrou para Barbosa, que foi certo no lance que era a repetição do primeiro gol uruguaio.     

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

HISTORI&LENDAS D COLINA -1930S

1 -  A década-1930 foi para nenhum torcedor do glorioso Club de Regatas Vasco da Gama reclamar. Vejamos: em 26 de abril de 1931, a rapaziada mandou a maior goleada no maior rival, o Flamengo: 7 x 0. Quando o placar estava 4 x 0, o adversário arrumou uma briga, no que ser apegou a “imprensa rubro-negra” para noticiar o clássico. Menos o “Jornal do Brasil”, informando que os vascaínos comandaram a partida do início ao fim.  
2 – No mesmo 1931, o Vasco tornou-se o primeiro clube carioca a excursionar à Europa. Antes dele, e, 1925, viajara o Paulistano, que parou pouco depois, por não aceitar o profissionalismo no futebol. Dos 11 jogos disputados no “Velho Mundo”, o time vascaíno venceu oito e empatou um.   

3 – Começava, na década-1930, oficialmente, a era do futebol profissional no Brasil. Todos os  clubes seguiram o Vasco e passaram a ter negros e brancos pobres, o que só a “Turma da Colina” tivera a coragem de fazê-lo, em 1923, quando inaugurou a democracia racial e, de quebra, foi o campeão carioca.

4 – O Vasco repatriou Fausto dos Santos, contratou o zagueiro Domingos da Guia e os atacantes Gradim e Leônidas da Silva. Com os quatro negros, o time ficou fortíssimo e conquistou o seu quarto título de campeão carioca.

5 -  Rolava um racha no futebol carioca. Assim, foram disputados dois campeonatos, em 1936. Devido brigas com o Flamengo, no remo, o Vasco saiu da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos e foi para uma nova entidade, a Federação Metropolitana de Desportos. Com Feitiço no ataque, levou o título de sua liga.

– Vasco e América lideraram a pacificação do futebol carioca. Possibilitaram a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro e o surgimento do “Clássico da Paz”, para marcar o surgimento de um novo tempo. Em 31 de julho de 1937, os cruzmaltinos venceram o primeiro daqueles duelos, por 3 x 2.

7 - Em 1938, o Flamengo convidou o Vasco para inaugurar o seu estádio, na Gávea. Há 10 anos, o clube rubro-negro vivia como cigano, até ganhar um terreno da Prefeitura do Rio de Janeiro. Então, a rapaziada foi lá e mandou 2 x 0. De lá para cá, o Fla virou freguês do Vasco, em seu próprio campo. Perdeu seis e ganhou cinco.

8 - Surgiu no futebol brasileiro, por causa de um jogador vascaíno, o termo “gandula”, para o apanhador de bolas. Tudo porque o atacante argentino Bernardo Gandulla tinha o hábito, quando estava no banco dos reservas, ir buscar todas as bolas chutadas para fora.  

domingo, 22 de novembro de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - CINDY VALIM, GOLEADORA CRUZMALTINA

A gatinha que você vê nesta foto de Carlos Gregório Junior (www.crvascodagama.com.br) é Cindy Valim, que jogou, ontem, pelo time vascaíno, durante a goleadas, por 8 x 0, sobre o Karanba, pelo Campeonato Estadual-RJ. Ela marcou dois gols –  Lais Veloso (2), Ronaldinha (2), Thayane e Andressa fizeram os outros.

Cindy e a sua turma estão invictas no torneio, com cinco vitórias em seis jogos, e voltam a preliar no próximo dia 28, diante do Barcelona, decidindo o campeonato Estadual, em local e o horário ainda a serem definidos pela pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.  As "Meninas da Colina" que jogaram ontem foram: Jeniffer, Andressa (Carol Lage), Juliana (Cristiellen), Kelly e Cindy (Laryssa); Thayla, Angelina, Lais Veloso, Carolzinha (Thayane), Rayane (Laina) e Ronaldinha. Treinador: Antony Menezes. 

 

sábado, 21 de novembro de 2015

TRAGÉDIAS DA DA COLINA - BARCO

O Vasco protagonizou, em 1990, a mais inusitada história do folclore do futebol carioca. O então vice-presidente de futebol vascaíno, Eurico Mirada, mandou a rapaziada fazer a volta olímpica, pelo velho Maracanã, carregando uma caravela que algum torcedor levou para a antiga geral. Os atletas obedeceram, mas fizeram só uma meia-volta olímpica, inédita na história do futebol mundial. De sua parte, o adversário, com uma taça que não era a oficial, fez o mesmo. Vejamos como este rolo todo começou?    
Bismarck e Tita muito sem jeito de campeões
  O regulamento fora aprovado com dois parágrafos conflitantes no artigo quinto: 1 - os campeões de turnos se enfrentariam, e o vencedor disputaria o título contra o time de melhor campanha geral; 2 – quem tivesse mais pontos na fase final carregaria a taça.
Como o Botafogo tinha a melhor campanha (34 pontos, contra 33 do Vasco, que anda teve um jogo a mais), entendia que o jogo entre Vasco x Fluminense (os outros finalistas), não contava pontos, só servindo para definir o seu adversário, do que discordaram os dois rivais.
Em junho, seis meses após o Conselho Arbitral apresentar o regulamento,  por 11 x 1, os clubes decidiram que Vasco x Flu valeria ponto e daria a vantagem do empate a quem fosse para a final contra o Botafogo.
 Cinco dias depois, os alvinegros recorreram da decisão junto à Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro, alegando falta de unanimidade na votação. Mas a Federação ignorou a sua queixa, motivando-o a recorrer à Confederação Brasileira de futebol, que se disse incompetente para julgar o recurso. Então, foi ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, querendo saber que órgão seria cometente para tratar da questão. Mas o STJD  nada respondeu. 
Sem resposta, o Botafogo entrou com mandado de garantia junto ao STJD, impedindo a FERJ de entregar o troféu de campeão, no domingo, qualquer que fosse o vencedor. 
No gramado, os alvinegros venceram, por 1 x 0, com gol marcado por Carlos Alberto Dias, aos 34 minutos do segundo tempo. E comemora. Enquanto isso, o Vasco e o juiz Cláudio Garcia  foram para o meio do gramado à espera dos alvinegros, para o início da prorrogação. O capitão botafoguense, Wilson Gottardo, ouviu a convocação do árbitro,  deu-lhe as cotas e foi embora. Garcia, então, encerrou a partida. Quem seria o campeão? O STJD da CBF marcou para o dia 9 de agosto decidir qual órgão tinha competência para dirigir a questão.
Tudo bem que futebol precisa dessas coisas, o que, antigamente, chamavam de catimba. Afinal, o folclore faz a história movimentada da modalidade. Mas o Botafogo era ao legítimo campeão. Ganhou, depois, na justiça, e no campo, somando mais pontos. Não se muda regulamento sem unanimidade. Toda criancinha aprende isso quando começa a disputar torneios da escolinha.     

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

DEZ TRAGÉDIAS DA COLINA

1 - Irmão de Valdo, o maior artilheiro da história do Fluminense, o também atacante Vanderlei começou com um bom futuro em São Januário. Em 1960, ele foi convocado para a seleção canarinha que disputaria os Jogos Olímpicos de Roma, na Itália, quando todos os atletas tinham a idade de juvenis. Ao deixar aquele time,  ele passou a segundo reserva do ponta-direita Sabará e chegou a disputar algumas partidas cruzmaltinas. Ganhou prestígio, afinal jogar na vaga do titular não era fácil. Sabará era o único ponteiro respeitado por Nílton Santos, considerado o melhor lateral-esquerdo da história do futebol brasileiro. Vanderlei, no entanto, não explodiu. O Vasco o  mandou para a Portuguesa Santista, em 1961. Ao encerrar o seu contrato, ele disse não ter se adaptado ao novo clube e voltou para o Rio de Janeiro, pensando em encerrar a carreira. Por sorte, o irmão Valdo tinha muito prestígio no futebol espanhol e conseguiu encaminhá-lo ao Elche.  
 
2 -  Na manhã de 23 de agosto de 1966, o time vascaíno treinava na praia do Leblon. Após os trabalhos, os jogadores foram para o banho de mar. Alcir, Jorge Andrade e Sérgio quase foram tragados pelas ondas. Foram salvos pelo goleiro Amauri, bom nadador, e pelos salva-vidas Ranílson e Elmir. O apoiador Alcir contou ter sentido câimbras e, por estar longe da praia, sentiu-se sem condições de voltar à praia. Começou a pedir socorro, pois a correnteza estava forte, e carregava, também os outros dois companheiros, que estavam por perto. Ao chegar até Alcir, o goleiro Amauri o segurou por baixo e levantou a sua cabeça, para impedi-lo de beber água. Enquanto isso, os salva-vidas recuperavam Jorge e Sérgio. Na praia, Alcir recebeu aplicação de respiração artificial, para expelir a água que tivesse ingerido. Foi um tremendo susto para a turma do treinador Zezé Moreira..
 
3 - Se a temperatura de um time fosse medido por insucessos diante de grande rivais do estado rival, o Vasco estaria perfeitamente encaixado no termômetro daquela ‘fritura”. Durante o Torneio Rio-São Paulo-1965, pisou na bola, seguida e horrosamente, diante dos paulistanos Corinthians e Palmeiras. Para o primeiro, caiu, por 1 x 3, em 14 de fevereiro, no Pacaembu. Além de jogar pouco, mostrou ao ‘Verdão’ que bastaria forçar a barra,  que o venceria fácil. E foi o que rolou, no dia 7 de março, dentro do Maracanã. Além de ser goleado, por 1 x 4, o Vasco ainda sofreu o gol – marcado pelo ponta-direita pernambucano Gildo – então mais rápido do futebol, aos 7 segundos.
O time vascaíno daquele tempo era comandado pelo treinador Zezé Moreira e teve, nos dois compromissos, esta rapaziada: Levis; Joel (Ari), Brito, Fontana e Barbosinha (Oldair); Maranhão e Lorico; Luisinho Goiano, Célio, Saulzinho (Mário ‘Tilico’) e Zezinho.

4 -  Em 16 de novembro de 1930, o Vasco recebia, em São Januário,  a visitas do seu então maior rival, o América. E perdia, por 0 x 1, nos minutos derradeiros da partida. De repente, a torcida invadiu o gramado, e o jogo teve de ser suspenso.  Os dois minutos e 30 segundos que ficaram faltando, foram disputados cinco dias depois. Mas a catimba vascaína não funcionou. A sua rapaziada não conseguiu "meter o pé na rede" e o placar ficou naquilo. Então, o Vasco ficou vice e o América terceiro colocado. A taça foi parar nas mãos dos botafoguenses.


5 - Em 1968, dos quatro jogos disputados contra o Botafogo, o Vasco perdeu , exatamente, o que não podia: 0 x 4, na decisão do Campeonato Carioca. Aconteceu em 9 de junho, no Maracanã, pela última rodada da disputa – no clássico do primeiro turno, a rapaziada havia mandado 2 x 0, em 28 de abril, no mesmo estádio. Depois do Campeonato Carioca, o Vasco enfrentou o Botafogo mais duas oportunidades. Empatou, por 1 x 1, pela Taça Guanabara, em 28 de julho, e o venceu, por 2 x 1, em 5 de outubro, pela Taça de Prata, um dos embriões do Brasileirão.  
 
6 -  A temporada carioca-1962 seria de era caça ao Botafogo. E foi o que o Vasco e os demais rivais a fizeram. Campeão estadual-1961, do Torneio Rio-São Paulo-1962, e contando com Nílton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo, todos bicampeões mundiais na Copa do Mundo do Chile, os alvinegros eram “os caras”. Mesmo assim, o Vasco prometia encará-los. O venceu, por 1 x 0, no primeiro turno, e empatou, por 1 x 1, não returno. Os vascaínos  tiveram chances de quebrar o jejum de títulos, de quatro temporadas. O problema foi tropeços impensáveis. Como o de 18 de novembro: 1 x 1 São Cristóvão, dentro de São Januário. A rapaziada estava invicta, há quatro jogos, e o adversário era candidato à terceira goleada cruzmaltina seguida, após 5 x 1 Madureira e 5 x 0 Canto do Rio. Rolou a bola e Saulzinho abriu o placar, aos 25 minutos. Seria o começo da balaiada. Só que o adversário empatou, aos 38, e o Vasco não conseguiu dobrar o “Santo”, que deu uma ajudinha ao Botafogo.

8 - O Vasco havia sido bicampeão estadual-RJ, em 1987/1988. E tinha tudo para ser o campeão brasileiro na última destas duas temporadas,  quando o Campeonato Brasileiro teve o nome de Copa União.  Foi o melhor time das duas etapas classificatórias, mas não chegou às fases decisivas. No primeiro turno,  fez 27 pontos, em 12 compromissos, com 7 vitórias, 3 empates, 2 derrotas e saldo de 8 gols, sendo o primeiro do Grupo B. No returno, a campanha foi ainda melhor, sem derrotas. Repetiu os 27 pontos da fase anterior (23 de 6 vitórias e 5 empates, além de 4 pontos extras), em 11 jogos sem derrotas. Teve um saldo de 12 gols.
 
9 - Para chegar à segunda fase do Brasileirão-1988, o Vasco teria que eliminar o Fluminense, em um “mata-mata” de dois jogos.  Um adversário que fora o pior do Grupo A do segundo turno, com apenas duas vitórias (5 derrotas e 4 empates). Juntando-se os dois turnos classificatórios, o Vasco colocou 16 pontos de vantagem sobre os tricolores.  E veio a definição da vaga às quartas-de-final, após uma paralização das disputas, na virada do ano. No primeiro duelo, o Vasco caiu, por 0 x 1. Recuperou-se no segundo, mandando 2 x 1. Como era necessário uma prorrogação, perdeu, por 0 x 2. E de nada adiantou a sua melhor campanha geral em dois turnos, somando 54 pontos, oito a mais do que o segundo colocado no geral, o Internacional-RS (46) e 10 à frente do terceiro, o Bahia (44).  

 10 - Pelas rodadas seguintes,  os baianos eliminaram Sport Recife e Fluminense, enquanto os gaúchos tiraram Cruzeiro e Grêmio. E foram para as finais, com título indo para a Bahia. Detalhe, o Bahia foi campeão com 56 pontos, um menos do que a fatura total do Vasco (57).  O regulamento deixou o time do treinador Carlos Alberto Zanata, ex-meio-campista vascaíno, em quinto lugar, atrás, ainda, de Internacional (55),  Fluminense (42) e Grêmio-RS (41). Coisas de cartola brasileiro.   

terça-feira, 17 de novembro de 2015

TRAGÉDIAS DA COLINA - PISADA

 Em 1957, o Campeonato de Futebol do RJ seria de festejos. Comemoraria bodas de prata, 50 anos de bola rolando, juntando fase amadora e profissional. Campeão da temporada anterior, o Vasco fora escalado para abrir o certame prateado, enfrentando o Fluminense, em 21 de julho. No que deu? Um dia para a torcida cruzmaltina esquecer. O time esteve irreconhecível e foi goleado, por 5 x 2, pelo velho freguês Fluminense.
O clássico rolou no Maracanã, com apito de Alberto da Gama Malcher, público de 51.820- pagantes e renda de Cr$ 1 milhão, 411 mil, 361 cruzeiros, a moeda da época. Telê Santana abriu o placar, com dois minutos. Pinga empatou, aos 27. Nove minutos depois, os tricolores voltaram a passar à frente, com um chute de Escurinho, fechando a etapa inicial nos 2 x 1. No segundo tempo, aos 53, Léo aumentou: 3 x 1. Laerte diminuiu, para 2 x 3, aos 61, mas acabou-se, por ali, o estoque de gols vascaínos. Valdo, as 77, e Léo, aos 82, completaram a bagaceira.
Valdo cabeceia para marcar mais um gol tricolor em dia de vexame total da "Turma da Colina"
Com Martin Francisco comandando a rapaziada, o Vasco teve: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter Marciano e Pinga. O Fluminense, treinado por Silvio Pirilo, foi: Castilho, Cacá e Pinheiro; Ivan, Clóvis e Paulo; Telê, Valdo, Léo, Róbson e Escurinho. (foto reproduzida de Manchete Esportiva Nº 158, de 29.11.1958). Na época,as fotos não eram assinadas. No entanto, o expediente da revista apontava estes fotógrafos: Nicolau Drei (chefe de departamento), Felisberto Rogério, Jader Neves, Gervásio Batista, Janikel Gonczarowska, Ângelo Gomes, Juvenil de Souza,  Orlando Alli, José Avelino, Cartlos Kerr, Dílson Martins, Gil Pinheiro, Ivo Barretti, Vítor Gomes, Adão Nascimento, Tolentino Gomes e Romualdo Cézar Albengo.    

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

VASCO VISITA O MARANHÃO


Campeão carioca-1956, o Vasco de Martim Francico (de branco),
empatou no Maranhão. _
 O Vasco havia sido o campeão carioca de 1956 e estava em campanha pelo bi. Vencera dois dos três jogos disputados e aproveitara a folga na tabela, para fazer um amistoso em São Luis do Maranhão.
 Em 15 de agosto, o técnico Martim Francisco fez desfilar pelo gramado do Estádio Nhozinho Santos uma verdadeira constelação de astros: Hélio, Paulinho de Almeida, Bellini, Orlando, Coronel (Ortunho), Clever (Viana), Lierte (Iedo), Guimarães, Válter Marciano, Livinho (Waldemar) e Pinga.
 O torcedor da terra ficou com a respiração presa, vendo atletas que lhe encantavam pelo que contavam os narradores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a mais potente da América do Sul.
E rolou a bola naquela quinta-feira de tanta expectativa na “Ilha do Amor”,como os habitantes da capital maranhense chamam a sua cidade. Válter e Livinho cumpriram com as suas obrigações, mandando bola no filó. Mas, para surpresa geral, o desafiante Sampaio Corrêa conseguiu arrancar um empate, por 2 x 2, no primeiro jogo entre os dois clubes.
Passados quase 17 anos, em 19 de maio de 1974, o Sampaio pregou uma nova peça aos favoritos vascaínos. Valendo pelo Campeonato Brasileiro, no mesmo local, diante de 17.300 pagantes, que gastaram Cr$ 122.097 cruzeiros para tirarem ao chapéu à “Turma da Colina”, o time que temo apelido de “Bolivianos” venceu, em um domingo, por 2 x 0. Fora a primeira tropeçada brava da rapaziada na campanha do seu primeiro título do Brasileirão daquela temporada. Quem foram os caras? Andrada; Paulo César, Joel Santana, Fidélis e Alfinete; Gaúcho e Peres; Luíz Carlos Lemos, Fred, Roberto Dinamite e Galdino (Bill), comandados por Mario Travaglini. Uma tragedinha.

domingo, 15 de novembro de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ANITA, A PRIMEIRÍSSIMA MISS BRASÍLIA

Anita de Souza Lopes Tissiani, goiana, de  Formosa, foi a primeira garota do Planalto Central a colocar no peito a faixa de Miss Brasília. Ela disputou, com Terezinha Pires, que representava a Novacap, um concurso de beleza projetado a fim de arrecadar  dinheiro para a construção da capela de Dom Bosco, na então Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. Obteve 54.340 votos, contra 23.430 da adversária.
Conta o pesquisador Gustavo Chauvet, em seu livro "Brasília e Formosa, 4.500 anos de história", que Anita foi uma das tantas candangas que pegaram o caminhão em sua terra e morou em barraco de lona na construínte nova capital do país. Seu pai, então, montou um açougue vizinho ao único consultório dentário, perto do Cine Bandeirante, onde um irmão dela arrumou emprego projetando os filmes. Quanto à festa em que ela brilhou, revela Chauvet que  foi no Clube Social Recreativo Bandeirante  e que Anita dançou a primeira valsa com o presidente da Companhia Construtora da Nova Capital, Ernesto Silva. "No dia seguinte, posou para fotos, com o vestido de organza fabricado, especialmente, em Formosa, para a ocasião". Chauvet pesquisou, também, os jornais da época e encontrou esta manchete do Jornal do Planalto: "Formosa brilhou em Brasília".
     
Anita de Souza Lopes Tissiani, Goias, from Formosa, was the first Central Plateau girl to put on chest the range of Miss Brasilia. She played with Terezinha Pires, who represented the Novacap, a beauty contest designed to raise money to build the Don Bosco Chapel, then the Free City today Casco. She received 54,340 votes, against 23,430 the oponente.Says the researcher Gustavo Chauvet, in his book "Brasilia and Formosa, 4500 years of history," Anita was one of the many candangas that pick up truck on his land and lived in shack canvas in construínte new capital of the country. His father then rode a neighbor to butcher one dental office near the Bandeirante Cine, where a her brother got a job designing the movies. As for the party she shone, Chauvet reveals that it was the Social Club Recreativo Bandeirante and Anita danced the first waltz with the president of the New Capital Construction Company, Ernesto Silva. "The next day, posed for pictures with the organza dress made especially in Taiwan, for the occasion." Chauvet researched also the newspapers and found this Plateau Journal headline: "Formosa shone in Brasilia".




     

sábado, 14 de novembro de 2015

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - JOGO DO ANO-1952

                                   Fotos reproduzidas da revista O Cruzeiro
    
VASCO 1 X 0 FLAMENGO - O “Clássico dos Milhões” de 14 de dezembro de 1952 era promovido pela imprensa carioca como “A Batalha do Ano”. 
Criou-se um clima de expectativa igual aos emocionantes dias que antecederam à final da Copa do Mundo-1950. Tanto que,  desde cedo, uma imensa torcida correu para o Maracanã, proporcionando o recorde de renda em jogos entre clubes brasileiros: Cr$ 2 milhões, 068 mil, 438 cruzeiros e 10 centavos. 
Vasco e Flamengo disputariam o “match do ano”, certamente, o maior de 1952.  Os cruzmaltinos lideravam o Campeonato Carioca, com três pontos perdidos e os rubro-negros estavam em terceiro, com seis. Entre eles, o Fluminense, em segundo lugar. Logo, ninguém poderia perder.
Esta foi a cobertura fotográfica da revista "O Cruzeiro", com fotos de João Martins e Luiz Carlos, na edição de 27 de dezembro de 1952


Contando om a experiência dos seus amadurecidos jogadores, a Turma da Colina atuou cadenciadamente, com o técnico Gentil Cardoso lançando Alfredo II, jogador defensivo, como meia-esquerda, na vaga que seria de Maneca. Com isso, dispôs de dois médios-volantes e  recuou Ipojucan, para jogar pela esquerda, lançando Ademir Menezes. Atrás, quatro zagueiros: Augusto, marcando Esquerdinha; Ely do Amparo descendo a pancada no paraguaio Benitez; Haroldo vigiando Índio e Jorge fazendo o mesmo com Joel Martins. Assim aos 14 minutos do segundo tempo, o ‘Queixada’ Ademir executou o "Urubu", com o gol do jogo.      

O Vasco já havia vencido o Flamengo, por 3 x 2, em 28 de setembro, pelo primeiro turno. Se perdera um jogo naquela etapa, quando Ademir desperdiçou um pênalti, no 0 x 1 ante o Fluminense. O "Almirante"  chegou invicto para o “Clássico dos Milhões” do returno, tendo passado, sem problemas, por São Cristóvão (3 x 1) e Madureira (3 x 0), e, com dificuldades, por Canto do Rio e Botafogo, ambos por 1 x 0.

Tudor Thomas foi o juiz, com a rapaziada de São Januário alinhando: Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Ademir, Ipojucan, Alfredo e Chico.
O Vasco, por aquela época, já queimava as últimas lenhas do Expresso da Vitória. Era visto como um time em decadência, principalmente por ter perdido a final do Torneio Início (0 x 1), para o Flamengo. Se bem que a sua equipe fora bem naquele festival de futebol que prenunciava o início da temporada oficial carioca, na tarde de 10 de agosto de 1952. Até ser parado pelo Fla, vencera América (1 x 0);  Fluminense (2 x 0) e Bangu (2 x 0), escalando um time misto, com a maioria sendo reservas – Barbosa, Amauri e Conceição; Aldemar, Bira e Alfredo; Camelinho, Vasconcelos, Nélson, Jansen e Djayr.     

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ESTATÍSTICAS DA ESQUINA DA COLINA

 01.01.1954- Vasco 1 x 1 América; 02.02.1955 - Vasco 1 x 1 Botafogo; 03.03.1999 - Vasco 2 x 1 Santos. Campeão do Torneio Rio-São Paulo; 04.04.1957 - Vasco 3 x 0 Renner-RS; 04.04.1965 – Vasco 3 x 0 Santos; 04.04.1979 – Vasco 3 x 2 Internacional-RS; 04.04.2004 - Vasco 2 x 1 Fluminense; 04.04.2004- Vasco 2 x 1 Fluminense; 05.05.1985 - Vasco 5 x 1 Atlético Cajazeiras-PB; 05.05.1963- Vasco 3 x 0 Stade Abidjan-Costa do Marfim; 05.05.1946 – Vasco 6 x 2 Bahia; 06.06.1934– Vasco 4 x 3 Bonsucesso; 06.06.1949 - Vasco 5 x 0 Rapid Wien-AUS; 06.06.1961 –Vasco 2 x 0 Combinado de Skeid-NOR; 06.06.1979 – Vasco 3 x 1 Bonsucesso; 06.06.1982– Vasco 5 x 2 Sampaio Corrêa-MA; 06.06.1998 - Vasco 1 x 0 Grêmio-RS; 06.06.1993– Vasco 1 x 0 Fluminense; 06.06.1999 - Vasco 2 x 0; 07.07.1946 -Vasco 3 x 0 Botafogo; 07.07.1985 – Vasco 1 x 1 Internacional08.08.1971 - Ceará 0 X 0 Vasco; 12.12.1948 - Vasco 1 x 3 Botafogo; 12.12.1979 – Vasco 1 x 1 Coritiba.

11.07.1926 – (domingo) - Vasco 3 x 3 Flamengo. Amistoso. Estádio: da Rua Professor Serezedello Correia (RJ). Juiz: Juiz: José Ramos de Freitas. Gols: Aché, aos 10; Russinho, aos 14; Fragoso, aos 24 e aos 54; Doninho, aos 66, e Tatu, aos 74 minutos. VASCO: Nélson, Hespanhol (Sá Pinto), Mingote, Itália; Nesi, Claudionor ‘Bolão’, Arthur; Paschoal, Torterolli (Badu), Russinho e Milton. Técnico: Harry Welfare; 11.07.1926 -Vasco 3 x 3 Flamengo; 26.06.1927- Vasco 3 x 3 Botafogo; 12.06.1932 -Vasco 3 x 3 Olaria; 13.05.1933- Vasco 3 x 3 Madureira; 27.01.1935 -Vasco 3 x 3 Boca Juniors-ARG; 10.10.1937- Vasco 3 x 3 Flamengo; 03.07.1938 - Vasco 3 X 3 Bangu; 04.06.1940 - Vasco 3 x 3 São Paulo; 07.06.1942- Vasco 3 X 3 Botafogo; 21.03.1943 -Vasco 4 x 4 Fluminense; 13.05.1943 - Vasco 3 x 3 Madureira; 01.05.1944 -Vasco 3 x 3 São Paulo; 01.07.1944 -Vasco 3 x 3 Fluminense; 27.06.1945 - Vasco 3 x 3 Palmeiras; 20.06.1948- Vasco 3 x 3 São Cristóvão; 30.04.1950 -Vasco 4 x 4 Rio Grande-RS; 02/06/1951 - Vasco 4 x 4 América; 06.02.1952– Vasco 3 x 3 Bangu; 25.01.1953 -Vasco 4 x 4 Boca Juniors-ARG; 20.09.1953- Vasco 3 x 3 Flamengo; 07.06.1953 -Vasco 3 x 3 Hibernian-ESC; 25.10.1953- Vasco 3 x 3 Flamengo; 23.08.1953- Vasco 3 x 3 Bonsucesso; 17.04.1955 -Vasco 5 x 5 Corinthians; 17.02.1959 -Vasco 3 x 3 Sport Recife; 15.04.1959 -Vasco 3 X 3 Ferroviária de Araraquara-SP; 09.05.1964 - Vasco 3 x 3 Portuguesa de Desportos; 23.11.1980- Vasco 3 x 3 Fluminense; 31.05.1981 –Vasco 3 x 3 Volta Redonda-RJ; 23.07.1985 -Vasco 3 x 3 Fluminense; 1993 - Vasco 3 X 3 Americano-RJ; 22.05.1999 -Vasco 3 x 3 Olaria; 20.07.1997– Vasco 3 x 3 Juventude-RS; 06.08.2000 - Vasco 3 x 3 Cruzeiro-MG; 15.04.2001 - Vasco 3 x 3 Fluminense; 17.02.2007 -Vasco 4 x 4 Fluminense; 11.04.2007 - Vasco 4 x 4 Botafogo; 23.07.2008 - Vasco 3 x 3 Fluminense.

3 - Ídolos das torcida vascaína que mais balançaram as redes em uma só partida: 6 gols - Edmundo, em Vasco 6 x 0 União São João –11.09.1997; 5 gols – Ismael, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio - 06.09.1947; Dejayr, em Vasco 9 x 1 Madureira – 15.10.1950; Roberto Dinamite, em Vasco 5 x 2 Corinthians - 4 de maio de 1980; 4 gols – Maneca, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio- 06.09.1947; Dimas, em Vasco 6 x 1 Bangu - 10 de outubro de 1948; Romário, em Vasco 7 x 1 Guarani de Campinas -05.08.2001. Também marcaram quatro: Lelé, Saulzinho; Roberto Pinto, Alcir Portella e Vadinho.

4 - O Vasco foi o sétimo clube a atingir mil jogos nas temporadas cariocas. Foi em 2 de abril de 1972, no Maracanã, pela sétima rodada da Taça Guanabara, no “Clássico da Paz”, contra o América, que terminou 0 x 0. O jogo rendeu Cr$ 128.233,00 e o público foi de 20.235 pagantes.
FICOU NO ZERO, mas valeu mil.

5 - No ano (terceiro colocado) em que chegou aos mil jogos, o Vasco estava atrás, por ordem, de Fluminense, Botafogo, América, Flamengo, São Cristóvão e Bangu, que era mais antigos nas disputas cariocas, iniciadas em 1906. O futebol cruzmaltino só surgiu em 1913 – depois dele, Bonsucesso, Olaria e Madureira também entraram para o “Clube dos Mil”.
CHEGOU COM SETE ANOS de atraso, mas na frente de três.              

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CONFUSÃOZAÇA NA ESQUINA DA COLINA

                                        
VASCO 3 X 1 AMÉRICA é uma história maluquete. Há pesquisadores que lançam a data 12 de novembro de 1933, por duas vezes, em seus mapas, para registrar a vitória vascaína. Já houve dois jogos da Turma da Colina em um mesmo dia, mas com duas formações diferentes.  Não foi o caso, do 12 do 11 aqui tratado. O barato era que, nos primeiros Torneios Rio-São Paulo da década de 1930, as partidas valiam, também, pelos campeonatos estaduais dos dois estados. O triunfo cruzmaltino sobre o  Diabo Rubro, com mão-dupla, aconteceu eu em um domingo, na casa do adversário, na carioquíssima Rua Campos Salles, com os três gols marcados por  Russinho, sendo dois no primeiro tempo. O time infernal teve: Rey, Lino e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Bahianinho, Almir, Russinho, Carnieri e Carreiro. Mas esta rapaziada não foi bem naquele RJ-SP-1933,  terminando em quinto lugar, com 24 pontos, tirados de 10 vitórias e quatro empates, em 22 jogos, marcando 44 e sofrendo 31 gols. Ficou à frente de Corinthians (22),  Fluminense (20), América-RJ (18), Santos (17), Bonsucesso (16), AA.São Bento (13) e Ypiranga-SP (5 pontos). 

Coincvidentemente, um outro VASCO 3 x 1 AMÉRICA-RJ valeu pelo segundo turno do Estadual-1978, em um domingo, no Maracanã. Por aquele tempo, era pequeno o público de 27.255  pagantes. Ramon, aos 36 minutos do primeiro tempo abriu a festa. Roberto Dinamite (foto), aos 25, e Paulo Roberto, aos 42 da última parte, fecharam o espetáculo. Orlando Fantoni era o treinador cruzmaltino e o time dele tocou o rebu por conta de: Leão; Orlando ‘Lelé’ (Fernando)  Abel Braga, Gaúcho e Paulo César; Helinho, Guina e Washington Oliveira (Paulo Roberto); Ramon Pernambucano, Carlos Alberto Garcia, Roberto Dinamite.