Vasco

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

MUSA VASCAÍNA DO DIA - CAROL CANOA

Esta é mais uma deusa encontrada pelo Kike em www.paixaonet.com.br, como se vê, uma página eletrônica de muito bom gosto. Muito mais! Como se comprova nesta moldura não existe torcedoras mais bonitas do que as cruzmaltinas. Se um marciano viesse à Terra e as visse, seguramente, não quereria voltar para o seu planeta. Ficaria por aqui só deslumbrando com a beleza dessas meninas. Confere?
Esta é mais uma deusa encontrada pelo Kike em www.paixaonet.com.br, como se vê, uma página eletrônica de muito bom gosto. Muito mais! Como se comprova nesta moldura não existe torcedoras mais bonitas do que as cruzmaltinas. Se um marciano viesse à Terra e as visse, seguramente, não quereria voltar para o seu planeta. Ficaria por aqui só deslumbrando com a beleza dessas meninas. Confere? 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

HISTORI & LENDAS DAS COLINA - CAPIXABAS

  Até 2.000,  Vasco havia encarado "um time" de times capixabas: 11. Confira abaixo os duelos: 24.04.1948 – Vasco 2 x 1 Santo Antônio; 25.04.1948 – 3 x 1 Rio Branco; 27.11.1949 – 4 x 2 Vitória;29.05.1950 – 2 x 0 Cachoeiro; 28.06.1950 – 6 x 1 Estrela do Norte; 01.07.1950 –9 x 1 Estrela do Norte; 02.07.1950 – 2 x 1 Cachoeiro; 10.05.1954 – 10 X 0 Colatinense; 11.05.1954 – 1 x 0 Santo Antônio; 06.10.1954 – 2 x 1 Vitória; 15.11.1955 – 2 x 0 Santo Antônio; 27.04.1958 – 2 x 1 Rio Branco; 21.06.1964 – 2 x 0 Rio Branco
21.06.1965 – Vasco 1 x 1 Rio Branco; 06.02.1968 – Vasco 1 x 0 Rio Branco; 27.06.1982 – 3 x 0 Estrela do Norte; 03.05.1970 – 2 x 0 Desportiva Ferroviária; 24.03.1970 1 x 0 Rio Branco; 18.06.1972 – 3 x 1 Desportiva Ferroviária; 05.09.1973 – 2 x 0 Desportiva Ferroviária; 13.03.1974 – 0 x 0 Desportiva Ferroviária; 19.11.1974 - 2 x 0 Santo Antônio; 01.05.1975 – 2 x 1 Santo Antônio; 30.11.1975 – Vasco 0 x 0 Rio Banco; 29.01.1976 – Vasco 0 x 0 Rio Branco; 01.02.1976 – 1 x 1 Desportiva Ferroviária; 24.03.1976 – 1 x 0 Desportiva Ferroviária; 04.12.1976 – Vasco 0 x 0 Rio Branco
14.10.1978 – Vasco 0 x 0 Vitória; 28.01.1979 – 2 x 0 Desportiva Ferroviária; 04.02.1981 – 4 x 1 Colatina; 07.05.1981 – 2 x 0 Rio Branco; 25.04.1981 - 8 x 4 Vitória; 10.05.1981– 2 x 0 Colatina; 07.10.1981 – 2 x 0 Rio Branco; 06.07.1983 – 1 x 1 Desportiva Ferroviária; 18.08.1985 – 6 x 0 Nova Venécia; 28.08.1985 – 2 x 1 Santos de Barra do São Francisco; 06.12.1985 – 5 x 1 Nova Venécia; 08.12.1985 – 7 x 0 São Mateus; 01.05.1986 - 8 x 2 Rio Branco; 21.09.1976 – 0 x 1 Rio Branco; 29.10.1986 – 1 x 2 Rio Branco; 26.11.1986 – Vasco 1 x 1 Rio Branco; 19.04.1992– 2 x 0 Desportiva Ferroviária; 30.06.2000 – 2 x 0 Rio Branco. 

 
 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MENINAS BAIANAS NO CARANAVAL

O glorioso blogdepapoproar.com.br mostra Ivetona
mandando ver no Farol da Barra. Agradecimento.
Quando o Rei de Portugal chamou o navegador Pedro Alvares Cabral, no canto, para um proseio, disse-lhe:
-Pôijz, pôijz, oh minino, veja se erre o restante dos mares nunca d´antes navegados e descubra o Brasil, pela Bahia! Tá lá?
Sem entender o que o seu Rei pretendia, Cabral retrucou:
- Majestade, se me permite a curiosidade, porque o Brasil tem que começar pela Bahia?
- Pôijz, pôijz, oh Cabral! Vou mandar nascer por ali as meninas mais bonitas da "parochia", com assentamento nos "archivos parochiais". Não se esqueça de cobrar isso do Caminha.
- Certamente, Majestade. Me lembrarei disso pelo caminho.
- Não é para se lembrar pelo caminho, oh gajo,  é parra lembrar ao Caminha, o Pero Vaz, o escrivão que enviarei contigo para contar as nossas glórias nessa empreitada.
- Certamente, majestade!
- Nas não se assanhes,  com as meninas baianas, oh Cabral. Elas vão ter muita pimenta no rebolado.
- Certamente, Majestade!
E Cabral fez o que o venturoso rei português ordenou-lhe. E, quando o Carnaval chegou, a graça e a beleza das meninas baianas estrearam  e assombraram a Terra de Santa Cruz. Dali por diante, foi sempre assim, como demonstrou Caminha por estas fotos enviadas às Cortes de Lisboa. Confira se o Rei não tinha razão.      
 



When the King of Portugal called the navigator Pedro Alvares Cabral in the corner, he said to him: see if you miss the rest of the seas never sailed and discover Brazil for Bahia, oh pussy !.Without understanding anything, Cabral replied:"Majesty, if I may be curious, why does Brazil have to start in Bahia?"- Pôijz, pocijz, oh Cabral! I'm going to have the most beautiful girls from the "parochia" set up in the parochial archives. "Do not forget to collect this from Caminha."Certainly, Your Majesty. I'll remember that on the way."It is not to be remembered on the way, it is worth remembering to Caminha, Pero Vaz de Caminho, the clerk I will send with you to tell the glories of this endeavor."Certainly, Your Majesty!""Not to be taken with the Bahian girls, oh Cabral. They're going to have a lot of pepper in the bowl."Certainly, Majesty!"And Cabral did what the fortunate Portuguese king ordered. And when Carnival arrived, the grace and beauty of the Bahian girls premiered haunted the Land of Santa Cruz. From then on, it was always like this, as Caminha showed by these photos sent to the Lisbon Court. Check to see if El Rei was not right.
 
 
 
 
 
 


sábado, 25 de fevereiro de 2017

ÁLBUM DA COLINA - MARCELINHO-RJ

Publicado na chamada "terceira capa", isto é, o verso da contracapa, da revista carioca Lance A+ Nº 153, de 3 a 9 de agosto de 2003, o ano em que a "Turma da Colina" carregou o caneco da temporada oficial do futebol do Rio de Janeiro. Na ficha, acima da bola, entre outros dados, está escrito que o Marcelinho Carioca é Marcelo Pereira Sursin (nome); 31.12.1972 (data de nascimento, no Rio de Janeiro); 1m669cm (altura); 66 quilos (peso) e clubes defendidos antes do Vasco (Flamengo, Corinthians, Valência-ESP, Santos e Gamboa Osaka-JAP.  

Published in the "third layer", that is, the back cover, the carioca magazine Lance A + Nº 153, from 3 to 9 August 2003, the year in which the "Group of the Hill" carried the cup of the official season football Rio de Janeiro. The plug above the ball, among other data, it is written: Marcelo Pereira Sursin (name); 31.12.1972 (date of birth, in Rio de Janeiro); 1m669cm (height); 66 kilos (weight) and clubs defended before Vasco (Flamengo, Corinthians, Valencia-ESP, Santos and Gamboa Osaka-JAP.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - GASOLINA

1 - Em 1961, o sambista Gasolina fazia temporada em Buenos Aires. Um dia, decidiu ir a La Bombonera, visitar os amigos vascaínos Aires, Almir e Orlando, que se juntavam a Dino Sani, Edson e ao treinador Vicente Feola na formação da legião brasileiras no Boca Juniors. Boleiro que fora em seus tempos de peladas, Gasolina recebeu uma jaqueta de número 5 para bater bola com a rapaziada. Como ninguém o conhecia, depois de fazer bárias embaixadinhas, jogadores como Rattin, Lopes e Roma imaginaram que seria mais um “brasileño” levado por Feola. Quando os fotógrafos terminaram de cliclá-lo, Gasolina abriu o jogo. “Solamente, soy um cantante de samba, que sabe jugar la pelota”.   

2 - Nascido no Rio de Janeiro, em 9 de agosto de1939, Brito defendeu o Vasco, inicialmente, entre 1955/1959. Como Bellini era o titular absoluto da zaga central, foi emprestado, em 1960, ao Internacional, de Porto Alegre. Depois, ao Inter de Santa Maria-RS. Voltou à Colina e ficou até 1969. Antes,  disputou a Copa do Mundo-1966, na Inglaterra. Seu pré-nome de Hércules deveu-se ao fato de ter nascido pesando espantosos cinco quilos, o que fez  o carpinteiro Leonídio Ruas, seu pai, dar-lhe o nome do lendário e fortíssimo herói. Torcedor vascaíno, na infância, Brito alegrava as concentrações, contando piadas. Adorava a boemia e o carnaval das escolas de samba. Na Copa-70, foi eleito, pela Organização Mundial de Saúde, o atleta de melhor preparado físico, pesando 79 kg e com batimento cardíaco fenomenal: 44 pulsações por minuto.

3 - Vasco e Fluminense se enfrentaram 12 vezes, na década de 1980, pelo Brasileirão. Confira: 11.05.1980 Vasco 1 x 1; 09.04.1981 – Vasco 2 x 0; 12.04.1981 – Vasco 2 x 3; 24.05.1984 – Vasco 0 x 1; 27.04.1884 – Vasco 0 x 0; 16.02.1985 – Vasco 5 x 3; 17.03.1985 – Vasco 2 x 1; 25.10.1987 – Vasco 0 x 2; 23.10.1988 – Vasco 0 x 0; 29.01.1989 – Vasco 0 x 1; 01.02.1989 – Vasco 2 x 3 e 01.10.1989 – Vasco 0 x 0.

4 -  VASCO 2 X 2 FLUMINENSE  foi um pega entre os dois pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa-1967, o Robertão, um dos embriões do atual Campeonato Brasileiro. Rolou no Maracanã, assistido por 33.455 almas, que deixaram no cofrinho da casa NCr$ 57 mil.290 novos cruzeiros e 80 centavos, a inflacionada moeda da época. Apitado por José Aldo Pereira e teve gols de Oldair Barchi, aos 4; Moraes, aos 27; Cláudio, aos 40, e Gilson Nunes, de pênalti, aos 51 minutos. O Vasco, treinado por Zizinho, jogou com: Franz; Jorge Luis, Brito (Sérgio), Fontana e Oldair; Zezinho, Salomão (Maranhão) e Danilo; Adilson, Bianchini (Paulo Mata) e Morais. DETALHE: Oldair havia sido jogador do Fluminense. No Vasco, foi campeão da Taça Guanabara-1966. Gilson Nunes, na época tricolor, tornou-se cruzmaltino para ser campeão carioca-1970.

5 - Cláudio Adalberto Adão, nascido em Volta Redonda-RM, em 2 de julho de 1955. Esteve vascaíno em duas oportunidades: entre 1981 e 192. Voltou em 1985.

6 - Na data 11 de setembro, Bin Laden explodiu prédios gigantes, nos Estados Unidos, as chamadas “torres gêmeas” de Nova York. Na mesmas data, mas em 2013, em São Paulo, no clássico “luso”, a Portuguesa de Desportos explodiu o Vasco da Gama. Mandou 2 x 0, em uma quarta-freira, no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, o "Canindé", perante 4.207 pagantes. Time implodido: Diogo Silva; Nei, Cris, Jomar e Yotún; Abuda, Fillipe Soutto (Edmilson), Wendel (Juninho Pernambucano) e Marlone; Willie (Tenório) e André. Técnico: Dorival Júnior.

 7 - Primeiro destaque brasiliense levado pelo Vasco. Às 06h do dia 14 de julho de 1976, o voo 033, da VARIG, leva o meia-atacante Ernani Banana, o maior ídolo da época da bola candanga. Ele trocava o Taguatinga Esporte Clube, por São Januário, por empréstimo, até o último dia daquele ano, com passe fixado em Cr$ 200 mil cruzeiros. Se quisesse ficar com o atleta, em definitivo, o Vasco deveria pagar mais Cr$ 450 mil cruzeiros, além de ceder dois juvenis ao“Águia”. Banana fazia a torcida ir ao estádio Pelezão levando folhas de bananeiras, agitadas a cada seu lance emocionante. Por capricho do destino, seu último treino no Taguatinga, na tarde de 13 de julho, na campo do Itamaraty, foi dirigido pelo treinador Dida, o maior ídolo flamenguista, até o surgimento de Zico. Na época, Raimundinho, ex-atleta de Defelê, Rabello e Cruzeiro, e, então, supervisor do “Taguá”, declarou ao “Jornal de Brasília”: Ele começou, garoto, comigo, na escolinha de futebol do SESI/Taguatinga. Quando treinei o Ceub, só faltei pedir, de joelhos, a sua contratação, mas o supervisor Carlos Romeiro, dizia que aquilo não era nome de jogador, e que o assunto estava encerrado”. Ao final do empréstimo, o Vasco não quis pagar o que o Taguá pedia, e Banana rodou por Brasília Esporte Clube, Guarani de Campinas, Portuguesa de Desportos, Ferroviária de Araraquara e Paysandu-PA.

8 - Um outro grande nome do futebol candango levado pelo Vasco, foi o atacante Santos, em junho de 1985. Campeão e artilheiro do Candangão-1985, ele custou Cr$ 200 milhões e cruzeiros, parcelados em Cr$ 25 milhões, após 30 dias da assinatura do contrato, e Cr$ 50 milhões, ao final de agosto. Além disso, o Vasco teria que pagar Cr$ 30 milhões ao atleta, como parte dos seus direitos pelo 15% do valor da transação. Santos jogou ao lado de Roberto Dinamite. Depois, esteve na Portuguesa de Desportos e no futebol português. Vando, Jussiê, Souza e Lira foram outros candangos que o Vasco levou.

9 -   José Lázaro Robles, o Pinga foi um atacante paulistano que viveu entre 11 de fevereiro de1924 e 8 de maio de 1996. Esteve vascaíno de 1953 a 1962, como atleta de Seleção Brasileira, pela qual fez 19 jogos, vencendo 13, empatando três e perdendo outros três. Marcou  10 gols, dois deles na Copa do Mundo-1954, na Suiça, quando jogou duas vezes, vencendo e empatando.

10 - Como vascaíno, Pinga ajudou o time canarinho a conquistar a Taça Oswaldo Cruz, em  1955 – foi, também, do time campeão de 1950, mas ainda era da Portuguesa de Desportos, que o mandou para a Colina na então  maior transação do futebol brasileiro, Cr$ 2 milhões de cruzeiros. Mas compensou. Pinga marcou os dois gols da final do Torneio Torneio Octogonal Rivadavia Correia Meyer, no sábado 4 de julho de 1953, no Maracanã, nos 2 x 1 sobre o São Paulo, pela formação treinada pelo técnico Flávio Costa e que era: Ernani (Osvaldo Baliza), Mirim e Bellini: Ely, Danilo e Jorge; Maneca, Ipojucan, Ademir Menezes (Alfredo II), Pinga e Dejayr.

11 - Em 1956, aos 32 anos, Pinga deixou a meia e foi transformado em ponta-esquerda, pelo técnico Martim Francisco. Na nova função, sagrou-se campeão carioca da temporada e, um ano depois, buscou, na Europa a espanhola Taça Tereza Herrera e a do francês Torneio de Paris. Em 1958,  foi campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo. Em seu currículo cruzmaltino constam 232 gols, em 466 jogos, o que o torna o quarto maior artilheiro da história do clube, atrás de Roberto Dinamite, de Romário e de Ademir Menezes.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1998

 As últimas temporadas da década-1980 foram sensacionais para a rapaziada da Colina. Foram sete títulos na caçapa, conquistados dentro e fora do país. Pelo Nº 1019, que circulou com data de 22 de dezembro de 1989, a revista paulistana "Placar", da Editora Abril, escancarou um dos grandes feitos do período, a carregada da taça do Campeonato Brasileiro para as prateleiras de São Januário. Veja a moçada comemorando, na capa.
Era a época da "taça das bolinhas", que a Caixa Econômica Federal ofereceu à então Confederação Brasileira de Desportos-CBD, atual CBF, para ficar, definitivamente, com o ganhador de cinco disputas. E que título mais sensacional, ainda, a então semanário criou: "O Brasil Vascou". Merecidamente, pois ninguém era melhor do que a "Turma da Colina", por aquela época. Aliás, o Vasco deveria ter sido bicampeão, pois perdera o título do ano anterior devido ao regulamento, pois fizera um ponto a mais do que o campeão Esporte Clube Bahia.
A edição trouxe oito páginas sobre a campanha vascaína durante o Brasileirão-1989, além de um pôster. Mais? Entrevista  "pergunta-reposta", com o meia Bismarck, em duas páginas, e mais uma outra, em quatro, com Bebeto. Além de um "Onde anda?", com o campeão brasileiro- 1974, o lateral-esquerdo Alfinete. O campeão merecia!   
 
The latest seasons of the decade-1980s were sensational for the boys of the Hill. Seven titles in the pocket, conquered within and outside the country. By No. 1019, which circulated dated December 22, 1989, the São Paulo magazine "Score", Editora Abril, threw open one of the great achievements of the period, charged the cup of the Championship to the shelves of San Gennaro.
See the guys celebrating, on the cover. It was the time of "cup of balls", the Federal Savings Bank offered the then Brazilian Confederation of Sports-CBD, current CBF, to stay, definitely, with the winner five disputas.E more sensational title, also, the then weekly came up with: "Brazil Vascou". Deservedly, for no one was better than the "Group of the Hill," by that time. Moreover, Vasco should have been champion since lost the title last year due to the regulation, made a point more than the Esporte Clube Bahia Champion.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

KIKE EDITORIAL-12 - FELIPE II & JK

   
   Não tinha jeito, eles tinham de ser. Como aquele menino baiano que os pais levaram a batizar por São  José e a Virgem Maria, para não escapar do Céu. Nos casos do Rei Felipe II, da Espanha, e do Presidente da República do Brasil, Juscelino Kubitscheck, também foi assim.
 Felipe II – 1527 a 1598 – era filho de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, e da Imperatriz D. Isabel, filha do Rei D. Manuel, de Portugal. Como foi neto, genro, tio e sobrinho dos quatro últimos reis de Portugal, só não seria, também, rei dos portugueses se fosse um monarca muito borocoxô. E correu atrás.  
 O caminho para Felipe II dominar os lusitano abriu-se quando Don João III bateu as botas. Sucedido por Don Sebastião, este esticou as caçuletas durante a batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. O novo titular do reino, o Cardeal Don Henrique, foi mais um a passar desta para outras quebradas, sem demora. Na falta de herdeiros direto dos três ex-vivos, Don Antônio reivindicou a coroa, alegando ser filho de Don Luís, um outro rebento de Don Manuel, o Venturoso, aquele que mandou Cabral descobrir o Brasil, que já havia sido descoberto pelo espanhol Vicente Yañez Pizon, que não aguentou o arroxo dos índios nordestinos e deu no pé, ó pá!   
 Por ter se casado, em primeiras núpcias,  com a sua prima Dona Maria, filha do Rei Don João III, o esperto espanholito Felipe II sacou:
- Porra ! Se sou filho de Isabel, sou neto de Dom Manuel. Se casei-me com a filha de Don João, sou genro dele. É por aqui! – e mandou a sua rapaziada botar Don Antônio pra correr.
 Depois do casório com Dona Maria, de Portugal – que viveu pouco –, Felipe II casou-se com Maria Stuart, Rainha da Inglaterra e que, também, partiu cedo. Ficou genro de Henrique VIII e cunhado de Elizabeth I. Com duas ex-vivas no currículo, o Felipão casou-se com Isabel de Valois, filha de Catarina de Médicis, irmã do Rei Henrique III, da França. Cunhadão do cara! No quarto (casamento, é claro),  papou a sua sobrinha Ana de Habsburgo, a tal de Ana Áustria. Quer dizer: além dos rolos familiares com os portugueses, ainda esteve enrolado com sangue azul inglês, francês e austríaco.  Do carvalho, este cara! De quebra, ele uniu as coroas espanhola e portuguesa, sob a União Ibérica, que manteve a “portugada” na coleira por 60 temporadas.  Alias, esta união só serviu para fazer uma grande sacanagem contra o Brasil: Espanha e Portugal, juntos, expulsaram os holandeses daqui. Seguramente, se os “brasucas” tivessem jogado pelo mesmo time da camisa laranja, não teríamos por aqui escroques “representantes do povo”. Ou alguém ouve e lê sobre isso, ou falar de "Lava Jato" na Holanda?  
 Em um mês, Johan Van Dorth deu um jeito na esculhambação que era Bahia e nos baianos moradores da então capital brasileira, que contava 70 mil almas, em 1624.           

SACANAGEM À BRASILEIRA  -   Eleito presidente do Brasil, em outubro de 1955 – pela coligação Partido Social Democrático-PSD/Partido Trabalhista Brasileiro-PTB –, Juscelino Kubitscheck obteve 3.07 milhões de votos (36,5%), contra 2,6 milhões (30,2%) dados a Juarez Távora, da União Democrática Nacional-UDN; 2,2 milhões de Adhemar de Barros, do Partido Social Progressista-PSP e 714 para o integralista Plínio Salgado, do Partido da Representação Popular.
Para a Constituição brasileira, tudo certo, tudo legal. Menos para a UDN. Esta inventou uma tal de “maioria absoluta” não conquistada pelo JK e tudo fez para impedir a posse do cara, tendo por “espalha brasa” dessa tese o deputado federal Carlos Lacerda, de pensamento igual ao do presidente Café Filho que, alegando problema de saúde, passou o cargo ao presidente da Câmara dos Deputados Carlos Luz, que foi obrigado, pouco depois, a repassar o cargo ao presidente do senado, Nereu Ramos. Exceto este último, havia uma patotinha de mesma ideologia golpista, que incluía o ministro da Aeronáutica, o brigadeiro Eduardo Gomes, o candidato da derrotada  UDN, Juarez Távora, e outros membros do setor militar simpatizantes do partido que tocavam fogo no circo.    
Os golpistas, no entanto, esbarraram na figura legalista do Ministro da Guerra e general Henrique Dutra Teixeira Lott, que  reuniu, no Rio de Janeiro, os seus tanques e cercou o Palácio do Catete e os quarteis suspeitos de lealdade aos “ilegalistas”. E Nereu Ramos empossou o JK.
 Estava escrito: assim como há então 425 anos que  Felilpe II havia unido duas nações ibéricas, sob a sua mesmas coroa, o JK, chegaria ao comando de um país onde se plantando tudo dá. Principalmente, filhos daquela moça de menos responsabilidade e que não assinou nenhum contrato na jurisdição voluntária do Estado. Confere?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1941



Vasco-1941, em foto reproduzida da revista Esporte Ilustrado


Durante a temporada-1941, a rapaziada de São Januário foi treinada por Frazão de Lima. O time-base tinha tantos “cobras” que, se precisasse trocar uma escalação, a diferença não era tanta. Estavam lá na Colina: Chiquinho, Jahu (Osvaldo Saldanha) e Florindo; Figliola, Z|arzur (Paulista) e Dacunto (Argemiro); Armandinho (Manuel Rocha), Alfredo I (Alfredo II), Villadoniga (Carlos Leite), González (Nino) e Orlando.
O “Almirante”, no entanto, não foi bem no Campeonato Carioca, disputado por 10 clubes, com os seis primeiros classificando-se para os dois turnos finais, pelo sistema todos contra todos. Terminou em quarto lugar, à frente de Madureira e Bangu, que não tinham fortes, como Fluminense, Flamengo e Botafogo, os melhores do ano. Os vascaínos distribuíram quatro goleadas sobre “pequenos”  –  6 x 0 Bangu; 5 x 0 Canto do Rio; 5 x 2 São Cristóvão e 4 x 0 Bangu – e mandaram 5 x 3 Botafogo. Mas não conseguiram vencer Fluminense, de quem chegou a levar 2 x 6, Flamengo e América.
Sobre este último, vale ressaltar que a moçada, nas duas vezes em que o enfrentou, ficou nos 2 x 2, jogando em casa, com Villadoniga e González batendo na rede, e no 1 x 1, com Armandinho no filó , no campo do adversário, à Rua Campos Sales. Mas, amistosamente, (21.12), mandou 3 x 2, no dentro do reduto do “Diabo”.  
O América é, também, um adversário contra o qual o Vasco obteve um dos seus mais largos empates com rivais cariocas: 4 x 4,  em 2 de junho de 1951, um sábado, no  estádio  botafoguense da Rua General Severiano, valendo pelo Torneio Municipal. O treinador era Oto Glória e os gols foram marcados por  Vasconcelos (2), Lola e Jair.
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

COMANDANTES DE ESQUADRAS - GRADIM

O treinador campeão carioca-1958, Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, ganhou tal apelido por causa de um grande atacante negro da seleção uruguaia, assim chamado. Conta-se que, ao ser batido pela Celeste, durante o Campeonato Sul-Americano de 1914, o Chile pedira a anulação da partida, porque o adversário tivera escalado dois jogadores africanos. Na época, o racismo atacava forte no futebol.
O Gradim brasileiro esteva no comando de rapaziadas desde os seus 19 anos de idade. A vida “na boca do túnel”, com falava-se, antigamente, invadira a sua carreira de atleta, em 1927, quando Manoel Caballero (futuro patrono do Bonsucesso) convidou-o a dirigir o terceiro time dos rubro-anis, em uma decisão de título, contra o Flamengo – ficou vice.

Reprodução de Manchete Esportiva
Pra valer mesmo, a careira de treinador de Gradim começou em 1942, quando “pendurou as chuteiras”. Vale ressaltar, no entanto, que, em 1936, após uma saída do Bonsucesso, ele encarou uma segunda invasão de sua vida atlética, dirigindo o time juvenil, paralelamente às suas atuações como jogador do time A. Serviu para ele levar a garotada do “Bonsuça”, em 1939, ao único título rubro-anil na Série A do futebol carioca.     

 Com treinador, pra valer, de saída, Gradim comandou as três equipes mantidas pelo Bonsucesso. Ficou, por oito anos, no clube da Rua Teixeira de Castro, e, em 1951, passou a trabalhar pelo Fluminense, para o qual, de cara, carregou a taça de campeão carioca juvenil da temporada. Um bom recado de chegada para, em 1852, ser promovido a assistente do lendário treinador Zezé Moreira, o qual substituiu, em 1954, quando o chefe dirigia a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Aliado a isso, engordou o currículo ajudando os tricolores a ganharem o tetra (1951 a 1954) carioca dos aspirantes, categoria extinta na década-1960.

 Com Zezé a serviço da Confederação Brasileira de Desportos, o emergente Gradim pode ter a sua primeira experiência internacional. Disputou, com os tricolores, a Copa Montevidéu, ficando em terceiro lugar, atrás dos uruguaios Peñarol e Nacional, e à frente do peruano Alianza Lima; do austríaco Rapid Viena; do América-RJ; do Norrköping, da Suécia, e do Sportivo Luqueño, do Paraguai.
Pelo final da competição, Gradim viveu um fato inusitado: comandou o time do América, em seu último compromisso, tendo em vista que Oto Glória, o treinador do “Diabo Vermelho, precisou voltar ao Rio de Janeiro, urgentemente, devido assuntos familiares. Ainda naquele 1954, ficou vice do Torneio Rio-São Paulo. Em 1955, além, de voltar a ser campeão carioca juvenil, comandou times tricolores em jogos de aspirantes e de profissionais.

A temporada-1957 marcou o reencontro de Gradim com o Vasco da Gama. Contratado para assistente de Martim Francisco, no entanto, dedicava a maior parte do seu tempo aos juvenis. Com a saída do “chefe”, assumiu a chefia, para navegar com o “Almirante” rumo aos canecos de campeão dos Torneio Inicio e Rio-São Paulo, e do SuperSuperCampeanto Carioca.
 O primeiro encontro de Gradim com o Vasco fora em 1934, como atleta. Sagrou-se campeão da Liga Carioca de Futebol, numa época em que havia duas entidades dirigentes -  a outra era a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos.  Diz a lenda que teria marcado 27 gols, dos quais 21 de cabeça. No entanto, o registro oficial da Liga é de que fez só oito,  em 12 jogos do seu campeonato.     

domingo, 19 de fevereiro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - NÉLA PAULA USOU 1º BIKINI EM COPA


No cartório de registros civis de Niterói-RJ, ela foi inscrita como a vivente Nélia Faria. Mas tornou-se Nélia Paula, para ser atriz, vedete e humorista. E, ficar na história de praia de Copacabana como a primeira “sereia”, de bikini,  a molhar as suas linhas anatômicas nas águas da "Princesinha do Mar".
Reproduzido de
 www.radiomonguaba.com.br
Menina, Nélia já planejava ser triz e bailarina. Em 1947, aprovada em um teste para bailarina da turma da vedete chilena Eva Stachino, ela fugiu para São Paulo e iniciou a vida artística, na Boate Cairo. Para isso, alterou a data de nascimento (26.10.1930), pois só tinha 16 aninhos, o que faria dela um “gato”, no futebol. Sem dar bolas para a bola fora, Nélia era uma “gata”. Indiscutível!
 Sorte na malandragem, nem tanto no amor. Uma grande paixão de Nélia foi pro o espaço e ela, tristinha,  tornou-se aeromoça  da ponte aérea Rio-São Paulo. Em 1949,  conheceu a atriz Wahita Brasill e foi desfilar modelos e em chás-dançantes da boate carioca Night and Day. Depois,  cantou na Boate Casablanca, onde Renata Fronzi e César Ladeira viram o seu veneno e o levaram para matar em “Café Concerto Nº 1", quando virou Nelly Faria.
Reproduzido de www.baudomaga.com.br

Próximo passo? Teatro de revista, já como Nélia Paula,  em "Zum, Zum!", com Dercy Gonçalves mandando ver. Mas logo ganhou espação em "Ó de Penacho" e convite para a turma do comediante Colé , que estava em cartaz com "Boca de Siri". Encontro que rendeu um caso sério, com o cara casado com a vedete Celeste Aída. Sendo a “outra”, Nélia faturou papéis de destaque em "Um Milhão de Mulçheres" e em "Tô aí Nessa Caixinha".
 Em 1951, com Virginia Lane rainha, Nélia Paula foi eleita "Princesa das Vedetes" do “Baile das Atrizes". Em 1952, já era a estrela de "Há Sinceridade Nisso?", aparecendo em cena de biquíni recoberto por brilhantes. E, como o casamento de Colé ruindo, ela torna-se a principal vedete da companhia dele, em vários sucessos, como "Follies"; "Glória"; "Cararossel de 53"; "Brotos em 3D"; "Mulheres Cheguei" e "Mamãe Vote em Mim". De quebra, casou-se com Colé, ficando nessa até 1955.
 
Com Colé, de quem foi amante e espossa
Na década-1950 a inícios da 1960, além de Cole, Nélia trabalhou, também, para Walter Pinto, tendo feito  as peças "Eu quero é me Badalar". "Eva no Brasil" (filme); "Botando Pra Jambrar"; "É de Xurupito!"; "Daquilo que Você Gosta"; "Eu Quero é Fofocar" e "É Xique, Xique no Pixoxó". Em 1962, deixou o teatro de revista e desembarcou na TV, pelos programas "Noites Cariocas" e  "Praça 11", grandes lances do momento.
 Em 1966, Nélia estava de volta ao teatro, substituindo Bibi Ferreira, em "Hello, Dolly!". Na década-1970,  fez as peças "Longe Daqui, Aqui Mesmo", e "A Gaiola das Loucas". Em 1985, Aguinaldo Silva escreveu um papel, exclusivamente para ela, na novela televisiva global “Roque Santeiro”. Antes, em 1983, havia participado de “Guerra dos Sexos”. Por último, trabalhou, com Chico Anísio, na “Escolinha do Professor Raimundo”, no início dos anos 90. Em 1994, devido a problemas financeiros, foi morar no carioca Retiro dos Artistas, onde viveu até no dia 8 de setembro de 2002.


 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO-11 - O GATO ANGORÁ

  O Piauí é um dos Estados mais pobres (economicamente) e  inexpressivos (politicamente) do país. Mas revelou famosos ao longo dos últimos 96 anos. Além de Francelino Pereira dos Santos, que governou Minas Gerais –  de 1979/1983, presente dos generais-presidentes que mandaram no Brasil, entre 1964 a 1985 –, a brava gente piauiense teve mais uma celebridade política: o atual Ministro-Chefe da Secretaria  Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco.
Assim como o outro, Wellington, também, governou um Estado longe de casa, o Rio de Janeiro – 1987 a 1991 –, carreira politica inclui três deputanças federais – 1975/1977; 1995/1999; 2003/2007 – e a Prefeitura de Niterói-RJ – 1977/1982.
Com quatro vitórias na boca da sacola, o cara não deveria ser bobo. Tanto que casou-se com Celina Vargas do Amaral Peixoto, filha do poderoso Amaral Peixoto, com Alzira Vargas, filha de Getúlio Varagas, ex-ditador e ex-presidente da República. Apelido por  "Genro do Genro”, em 1979, Wellington seguiu o ex-quase tudo Amaral Peixoto – engenheiro; militar; tetra interventor federal no RJ, entre 1937 a 1955; ex-ministro de Estado; ex-embaixador do Brasil na Europa e ex-senador– rumo ao Partido Democrático Social-PSDB, da Ditadura pós-1964, e à Aliança Renovadora Nacional-ARENA, que o sucedeu. Próximo passo? Pular para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro-PBDB, quando o ciclo dos militares foi pra “pata que partiu”. Por ali deram-lhe uma nova onomatópose: “Gato Angorá”. Motivo: a cabeleira branca e a característica do felino, de pular de colo em colo.

ADESISMO - Wellington Moreira Franco, depois de servir à "Ditadura", serviu à oposição dos tempos dos militares mandando e, "mais depois",  ao Partido Social Democrata-PSDB, que ficou no poder de 1995 a 2003. Estava, sempre, na pequena área, perto da marca do pênalti, pronto para conferir o lance. Parece?
Ao presidente “tucano” (ave símbolo do PSDB) Fernando Henrique Cardoso, o piauiense serviu com assessor especial, durante o segundo mandato do sociólogo, que planejava reduzir a dívida pública nacional, de R$ 328 bilhões – a externa atingia 30% do Produto Interno Bruto-PIB, o valor da moeda, equiparou-se ao dólar, dificultando as exportações e o grande vilão da vez chamou-se “privatização de estatais”.
O governo FHC (apelido dado pelo jornal Folha de São Paulo) perdia popularidade devido ao baixo crescimento econômico do país, as altas taxas de desemprego e muita corrupção, tornando o Brasil um dos campeões mundiais de desvios de dinheiro público, motivo de o Governo  não cumprir promessas de investimentos em saúde e educação, principalmente, e de muitas outras áreas. Tempos em que as desigualdades sociais eram alarmantes, deixando a "terra brasilis" em  69º lugar do ‘ranking’ da Organização das Nações Unidas, entre 162 filiados. Logo, o assessor especial não contribuir para nada de especial de uma administração que  encaminhou a pátria para os braços do Partido dos Trabalhadores-PT, de Luís Inácio Lula da Silva.
Ruim para o PSDB, bom par Moreira Franco. Polivalente, na "Era PT", ele foi nomeado, pela presidente Dilma Rousseff, titular da extinta Secretara de Assuntos Estratégicos e, depois, Ministro da Aviação Civil.  Não chegou, porém, ao segundo mandato da mulher. Mas, com esta tornando-se carta fora do baralho políticos,  a subida de Michel Temer ao poder fez Wellington recuperar a sua polivalência, tornando-se o responsável pelos leilões de aeroportos para consórcios privados,
Wellington Moreira Franco é investigado na "Operação Lava Jato", delatado, por Cláudio Melo Filho, entre outros motivos, por mensagens trocadas com o então presidente da construtora Andrade Gutierrez, à época das privatizações. Até tornar-se, finalmente, dono da sua atual cadeira, ele teve nomeação suspensa, por três vezes, por liminares do juiz Eduardo Rocha Penteado, da juíza Regina Coeli Formisano e pela Justiça Federal do Amapá. Nesse caso, o especialista, em Direito Constitucional, Michel Temer, repetiu Dilma Roussef, quando esta tentou fazer de Lula ministro com foro privilegiado, o que Moreira Franco, também, não conseguiu.

“CA PRA NÓIZ-1”: como diria o mineirinho “come quieto”: este povão linguarudo, que vive falando mal de todo mundo, está de sacanagem com as boas intenções do presidente Temer. Embora o homem, durante toda a sua vida pública, jamais tenha apresentado qualquer projeto importante para o desenvolvimento do país – só fez política partidária –, dizem que ele está preocupado, sim, com o bem estar do povão. Principalmente, de sua língua.

 “CÁ PRA NÓIZ-2”: Temer só trocou Moreira Franco de cargo porque era muito difícil pronunciar o nome do antigo emprego do cara: Secretário Especial do Programa de Parceria de Parcerias de Investimentos da Presidência da República –  assim, não tem língua que aguente, sô! Confere?     

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - APITAÇO

O Vasco havia vencido o Flamengo, por 2 x 0, em 20 de dezembro de 1958, com gols marcados por Pinga e Almir. Interrompido para as comemorações de fim de ano, o Campeonato Carioca recomeçou em 3 de janeiro de 1959, com a “Turma da Colina” podendo liquidar a fatura, se vencesse o Botafogo. Rolou a  "maricota" e os botafoguenses fizeram 1 x 0. O  Vasco empatou, mas o árbitro Gualter Gama de Castro, que se dizia torcedor cuzmaltino, para comprovar total imparcialidade, anulou o tento surgido de uma cabeçada de Pinga (foto), alegando falta, que teria sido cometida, por Roberto Pinto, na jogada anterior. Os repórteres que cobriram o clássico não viram irregularidade no lance. Com aquilo, Gualter levou o Vasco para um “SuperSuper”, atrasando a festa, que só foi encerrada 14 dias depois, após Vasco 2 x 1 Botafogo  e Vasco 1 x 1 Flamengo.  Por coisas como aquelas, o Vasco não gostava de jogar com apito de juiz vascaíno.   

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - EMPATAÇO

 Vaco 4 x 4 América é o empate cruzmaltino, com times cariocas, pelo maior número de gols. Aconteceu em, em 2 de junho de 1951, quando se disputava o Torneio Municipal, patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e, também, chamado de Campeonato Metropolitano, por reunir só times da capital carioca.

Aquele prélio, como os locutores esportivos costumavam falar, foi apitado por Lourival de Castro Gomes, disputado no estádio do Botafogo, à Rua General Severiano, hoje, perto do shopping Rio-Sul, um dos pontos mais movimentados do comércio da Cidade Maravilhosa. Foi uma partida bem divertida para o torcedor.
 Os americanos chegaram a abrir grande vantagem no primeiro tempo, com gols marcados por Nivaldino, Válber e Hugo. Na etapa final, Válter marcou mais um. Aí começou a reação cruzmaltina, com Vasconcelos marcando dois – mais tarde, ele foi negociado com o Santos e era o titular antes de Pelé chegar à Vila Belmiro –, para Lolô e Jair igualarem a conta.
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A MUSA CRUZMALATINA DO DIA - ELA

O passeio matinal do "Kike" parou, hoje, no www.bing.com.br e ficou deslumbrado com esta bela cruzmaltina. Quando quer botar a sua paixão vascaína pra fluir, ELA abre as suas asas e embandeira um voo rasante com todas as estrelas que tem direito.

The morning ride "Kike" stopped today in www.bing.com.br and was blown away by these beautiful cruzmaltinaWhen you want to put your passion to Vasco flowing, it opens its wings and swooped flags flying with all the stars are entitled to.

Esta linda, deslumbrante gata cruzmaltina foi vista pelo "Kike" no site em que só desfilam torcedoras vascaínas. Pena que o redator da página tenha esquecido de citar o nome da BELA e do fotógrafo. Por favor, quem souber, avise, para colocarmos os devidos créditos!
 
This beautiful,, stunning gata cruzmaltina was looking for "Kike" in the site wich you only see torcedoras vascaínas. Pen to the editor of the page has forgotten to mention her name and the fotógrafo too. Who know, please tell us, to give due credit.. Thanks, folks!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

PAIXÃO CRUZMALTINA EM DOSE DUPLA

Belíssima musa cruzmaltina, mandando dizer que este coração é do "Almirante". A bela e inteligente torcedora foi fotografada pelo principal site que divulga a rapaziada, o www.netvasco.com.br. O Kike não sabe do nome dela e pede para quem souber informar, pois mulher bonita tem todos os direitos, principalmente, sendo admiradora da "Turma da Colina". Qual e a graça da gata?  
Beauty, in double dose, saying that this heart belongs to the "Admiral." The bullet was photographed by www.netvasco.com.br. Kike does not know her name and asks anyone who knows how to inform, because beautiful woman has all the rights, especially, being an admirer of the "Turma da Colina". What is the grace of the cat?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - COPA RIO

1 - O “Expresso das Vitória” era tão atraente que, durante a I Copa Rio, lançadora do Mundial Interclubes da FIFA, em 1951, chegou a levar 273 mil, 684 pessoas aos seus jogos, no Maracanã, pela competição internacional. Confira: Vasco 5 x 1 Sporting-POR, 91.438 (79.712 pagantes), com renda de Cr$ 2 milhões 574 mil 850,00 cruzeiros; Vasco 2 x 1 Nacional-URU, 61.766 (49.230 pagantes ) e arrecadação de Cr$ 1.532.120,00; Vasco 1 x 2 Palmeiras, 42.992 (30.265 pagantes) e Cr$ 901.520,00 nas bilheterias; Vasco 0 x 0 Palmeiras, 77.488 (63.668 pagantes) e grana de Cr$ 1.914.325,00.
OS VASCAÍNOS quando pegavam os trilhos, pelo “Expresso”, procuravam saber, antes, onde ficava a boca do cofre.
 2 - O Vasco, que estreara no Campeonato Carioca da Segunda  Divisão, em 3 de maio de 1916, conquistou a sua primeira vitória, em. 29 de outubro de 1916: 2 x 1, sobre o River, um clube do bairro da Piedade, fundado em 1914. O jogo foi na Rua Figueira de Melo, com arbitragem de Horácio Salema Ribeiro, e gols vascaínos marcados de Alberto, aos 10, e Cândido, aos 34 minutos. O time foi: Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antônio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida.
DA PRMEIRA VITÓRA ninguém nunca esquece. Dizia o poete. Só ele!
3 - O inglês Arsenal, campeão do seu país, era considerado um dos melhores times do mundo – talvez, melhor –, em 1949, e estava invicto. Foi quando veio ao Brasil e passou por São Januário. Ali, o Vasco o venceu, por 1 x 0, jogando com Barbosa, Augusto e Sampaio. Ely, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan (Heleno de Freitas) e Tuta (Mário). O gol saiu aos 33 minutos, após um centro de Mário, da esquerda. A bola cruzou toda área inglesa, sem que o goleiro conseguiu interceptá-la. Pegando a sobra, Nestor bateu, de primeira, sem chances de defesa. Estava quebrada a invencibilidade dos ingleses, que haviam jogado, ainda com Fluminense, Corinthians e Palmeiras. O Arsenal era: Swindin, Barnes e Smith. Macanly. Daniels e Forbes. Mac Pherson. Logie. Rockie. Hshman e Wallance. O juiz foi o inglês Mr. Barrick, auxiliado pelos brasileiros Mário Viana e Alberto da Gama Malcher.
UMA VITÓRIA PRA INGLÊS. O Vasco era o único time brasileiro capaz de vencer o Arsenal. E cumpriu com a sua obrigação.
4 - Time-base vascaíno em 1919: Nélson (Barroso), Palamone (Lamego) e Cruz; Godoy (Adão), Palhares e Quintanilha; Leão, Pederneiras, Dutra (Julinho), Esquerdinha (Guerrero) e Antonico.
 5 - Dois de dezembro de 1923 - Os vascaínos ainda eram amadores, da segunda divisão carioca, quando disputaram sua primeira partida internacional. Empataram, no Estádio Álvaro Chaves, no Rio de Janeiro, por 1 x 1, com o time B do uruguaio Universal Laranjeiras, no Rio de Janeiro, na preliminar de encontro entre o time A dos visitantes contra o Flamengo. Apitado por Braz de Oliveira, o jogo teve o primeiro gol internacional cruzmaltino marcado de Bruno. O time foi: Amaral, Mingote e Hespanhol; Arthur, Floriano e Miranda; Adão, Russo, Pires, Badú e Godoy – Russo fez o dos uruguaios, que precisaram pegar, emprestados, quatro jogadores do Bonsucesso: Mathias, Eurico, Affonso Lúcio, para escalar esta formação: Vidal, Miñol e Caldas; Mathias, Eurico e Galbo; Affonso, Bruno, Scarone, Maldonado e Lúcio. O amistoso marcou, também, a despedida de Adão Antônio Brandão, autor do primeiro gol da história vascaína, nos 10 x 1 contra o Paladino, primeiro jogo do Vasco.
ADÃO DEIXOU MUITAS EVAS CHORANDO. Sim! Ele tinha muitas fãs, pois amava fazer goleiros lhe odiar.
6 - Wálter Machado da Silva, o atacante Silva, foi vascaíno entre 1970/1971, e em 1972/1973. Nascido em 02.01.1940, em Ribeirão Preto-SP, antes de chegar à Colina, passou por São Paulo-SP (1957); Batatais-SP(1958/1959); Botafogo-RP/SP (1959/1962); Corinthians (1962/1965); Flamengo (1965/1966 e 1968); Barcelona-ESP (1966/1967); Santos (1967) e Racing-ARG (1969). Em 1971, esteve, também, no Botafogo. Depois de São Januário, ainda jogou pelo Rio Negro-AM, em 1973. Chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado um jogo pela Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra (1 x 3 Portugal). Totalizou oito jogos, com cinco gols canarinhos, em cinco vitórias, dois empates e a queda que eliminou o Brasil do Mundial-66. Contra seleções nacionais foram seis partidas, três vencidas, duas empatadas, uma perdida e duas bolas nas redes. Diante de clubes/combinados teve dois confrontos, vencendo ambos e marcando três tentos.
O APELIDO DO SILVA era "Batuta", o que ele foi, durante a campanha do título carioca de 1970.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - ADALGISA, PRIMEIRA 'MISS LABORATÓRIO'


Reprodução de www.uol.com.br

Uma tremenda vaia rolou sobre a Miss Botafogo, Adalgisa Colombo, quando foi anunciado a vencedora do Miss Distrito Federal, que ainda era o Rio de Janeiro, em 1958. De quebra, o público começou a atirar-lhe azeitonas, empadas e croquete de camarão, comprados pela organização na finíssima Confeitaria Colombo. Acertaram a coroa, o cetro e mancharam de gordura o douradíssimo maiô Catalina.

 Se tivesse rolado só aquele barraco, menos mal. No entanto, a desarvorada mãe de Ivone Richter, a favorita Miss Riachuelo, aprontou mais. Subiu ao palco e pegou Adalgisa na porrada. Já uma irmã da Miss Vasco da Gama fez picadinho do vestido de tule da “Gisa”, que era modelo profissional e desfilava modas para a Casa Canadá, a última palavra em elegância para  os granfinos do Rio de Janeiro dos anos dourados. Foi preciso a “puliça” entrar em cena.
Adalgisa, aos 18 anos, com 1m65cm de altura e pesando 56 quilos, media 89cm de busto, 61 de cintura, 21 de tornozelos e 80 de quadris. Estudava no Liceu Francês, no bairro das Laranjeiras, não tinha olhos azuis e nem verdes, mas já era malandrinha. Antecipando-se, em décadas, às “Miss Bisturi”, ela sacou que só poderia vencer as favorita se aprontasse alguma armação que surpreendesse os jurados. Nada de citar o  “Pequeno Príncipe” (livro do francês Antoine de Saint-Exupéry), como faziam as debutantes e demais belezocas da época. Como já desfilava, desde os 15 anos de idade, tinha um arsenal de manhas à sua disposição.
Reprodução da revista  "O Cruzeiro"
 Pra começar, Adalgisa deixou os maquiadores do concurso lhe aplicarem “pancake” nas pernas, como faziam em todas as concorrentes. Depois, escondidamente, perto do instante de entrar no palco, fugiu para o banheiro, livrou-se daquilo e o usou óleo Johnson, para as pernas exibirem brilho sensual e ficarem mais atraentes. Para parecerem mais compridas e aumentar a sensualidade, fez uma cavadinha no saiote do maiô, que não era peça única. Já que todas as moças usavam o cabelões, ela desfilou como pescoço e  ombros nus. Mais? Locutora, desde 1957, da Rádio Globo,  no quesito entrevista, explorou  bem a entonação da voz, falando como não falavam as concorrentes. Covardia!   
Pra matar: Adalgisa não tomou conhecimento dos treinamentos da professora de desfile do Miss Distrito Federal, por achar tudo muito cafona. Quase matou a mulher do coração. Enquanto a tal lhe fazia gestos, para seguir as suas normas, ela desfilava como se estivesse na Casa Canadá. Os jurados adoraram.  
Concursos de beleza existiam, de há muito, no país,  mas era a primeira vez que uma modelo profissional o disputava. Eleita, Adalgisa foi chamada, pelas concorrentes, de Miss Antipatia. Nem ligou! O que importava era que disputaria o Miss Brasil. E, uma semana depois, lá estava ela diante de um público sem a menor dúvida de que  a Miss Pernambuco venceria.  Pena que a moça tivesse um interessante sotaque arretado, mas não conhecesse as manhas das modelos da Casa Canadá.  E, burocraticamente, fez aquele desfile manjadão.
 Sorte de Adalgisa, para quem um assistente do desfile atirou uma flor, quando ela passava diante dele. Contrariando as normas do concurso, ela abaixou-se, pegou a flor, tascou-lhe um beijo, sorrindo, e arremessou-a para o público – aplausos ensurdecedores. Por ali, Adalgisa começou a ganhar  os votos dos jurados Alfredo Ceschiatti (escultor), Harry Stone (representante de Hollywood no Brasil) e do costureiro da moda,  Nazaré, que indagou-lhe sobre o que ela faria se o zíper do seu vestido abrisse no meio do desfile.  O Maracanãzinho ficou em total silêncio, ante a ousada da pergunta, principalmente as candidatas. Adalgisa, malandrinha,  respondeu: “O deixaria aberto. Ficaria bem melhor”. Pronto!  O ginásio quase foi abaixo e os aplausos foram maiores. As concorrentes sacaram logo que não haveria pra ninguém. Adalgisa era a Miss Brasil dos jurados e do público.
Coroada, Adalgisa armou, com a revista “O Cruzeiro, que vendia 500 mil exemplares semanais, para ser fotografada beijando o capitão da Seleção Brasileira campeã do mundo na Suécia, o zagueiro vascaíno Hideraldo Luís Bellini, o homem mais desejado pelas mulheres da hora. Até o presidente JK o achou bonitão e chamou-o de “Apolo”. Por sinal, ante tanta simpatia da moça que representaria o Brasil no Miss Universo, em Long Beach, nos Estados Unidos, JK fez questão de conhecê-la e posar para fotos do seu lado.      
Capa, também, da revista 'Mundo Ilustrado'
Nos "Iztêites",Adalgisa voltou a conquistar simpatias. Ofereceu um chapéu do cangaceiro Lampião ao prefeito da cidade onde concorreria, dizendo-lhe que pertencera ao mais terrível bandoleiro do Brasil. Mas que ele não tivesse medo de usá-lo, pois as balas da polícia não acertaram-lhe a cabeça, só  o corpo, que ficara como uma peneira.
Por ser tão autêntica, Adalgisa perdeu a coroa de Miss Universo durante visita das candidatas a Hollywood. O ator Hug O`Brien,  o mais popular do momento, pelo personagem “Wyat Earp”, de uma série de "farwest" televisa, desagradou-se por ela não pedir-lhe um autógrafo. Como o homem mostrava-se muito convencido, dizendo que o mundo todo o conhecia, ela sugeriu-lhe "incluí-la fora" dessa estatística, o que desagradou, também, um dos jurados, um desenhista de “pin-up’ (mulheraças)  da revista “Playboy”, cujo voto foi suficiente para eleger a Miss Colômbia. O cara a acusou de ter desfilado como se fosse uma modelo internacional. Para o público, a Gisa, sim, era a Miss Universo. Mas, como Martha Rocha, em 1954, voltou com o segundo lugar. Era a primeira (e única) vez em que ficava vice.       

 

 


 


 
 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

KIKE EDITORIAL- 9 - A RAINHA PIRATA

  A rainha Elizabeth II, que atingiu 65 anos de reinado, recentemente, vai bem, obrigado. E segue muito querida pelos britânicos. Já a sua antecessora, Elizabeth I (1533 a 1603), “sai da frente!”
Para espanhóis e portugueses, a danada era uma grande “filha daquelas mulheres de menos responsabilidade”, como as classifica o intrépido presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na verdade, eles até tinham razão, pois o pai dela, o Rei Henrique  VIII, mandou cortar a cabeça de sua  mãe (dela), Ana Bolena, e anulou o seu casamento (dele), o que a tornou-a filha ilegítima. Logo, ela virou isso mesmo que você pensou.
Mas, porque tanto ódio por uma chinoca, tchê? Seguinte: os soberanos da Espanha e de Portugal, quando estes eram a maiores potências marítimas do planeta,  desconsideravam a existência do restante do mundo. Fizeram tabelinha com o espanhol Papa Alexandre VI e este abençoou a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 1594, conferindo-lhes o direito de dividirem o que achassem pela frente durante as suas navegações. Elizabeth I se arretou. Mandou Alexandre e a sua Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana à PQP e enfiar a sua benção ao tratado no seu santíssimo “curriculum”. E, achando pouco, convocou a sua patota e entregou-lhes cartas de corso, autorizando o confisco das a riquezas que os navios de “portugas” e espanhóis desfilassem diante de suas barbas.
- Que pílantra! – bradou Felipe II, Rei da Espanha e casado, por procuração, com Catarina de Aragão, a primeira ex-mulher do Henricão cortador de cabeças.
 Movido a um efervecente sangue ibérico, o Felipão resolveu sair  na pancada com Elizabeth I. E se deu mal. Quando pretendia conquistar a Inglaterra, em 1558, levou porrada da moça.
 Serviço feito, a festa da pirataria rolou pelas águas do mundo, patrocinada, ou com despesas divididas, com investidores, pela “Betona” que, além de tornar-se “filha da pata”, aos três anos de idade, ainda “tirou férias”, aos 21 anos de idade, atrás de grades da Torre de Londres, acusada de conspirar contra a sua meia-irmã e Rainha Maria I. Mas estava escrito que nada a barraria. Em 1558, ela chegou ao trono inglês,  como um uma fera, e, anos mais tarde, mandou este recado ao desafeto rei espanhol:  
- Você, Felipe II, ladra, mas não morde.
 Com tanta adrenalina acumulada, a gloriosa “Betona” não iria envergonhar o seu pai Henrique VIII, e nem a sua irmã “Bloddy Mary”, isto e, Maria Tudor, que diziam beber sangue de protestantes.  Tanto que, em 1587, ela mandou cortar a cabeça de sua prima e rival Maria Stuart, déspota na Escócia. Danadinha, hem?
Por jamais ter colocado argola no anular da mão esquerda e nem parir nenhum “filho da pátria”, a “Tia Beth” ganhou a alcunha de “Rainha Virgem”. Nem tanto! Às escondidas, o Conde de Leicester, Robert Dudley, mandava-lhe umas beliscadinhas, o que fazia muito bem a uma “perseguida” que passara muito tempo “zerinho quilômetro” e, também,  fora excomungada pelo Papa, quando ela contava 28 temporadas no pedaço.
Nem só contra europeus, Elizabeth I mexeu. Já que os ingleses ficaram sabendo das riquezas do Brasil, desde 1579, pela turma de Francis Drake, ela não perdeu tempo. Mandou a moçada dar um chego por aqui e bater uma bolinha com os “brasucas”. Primeiramente, Thomas Cavendish que, pouco depois de pedir-lhe uma carta de corsário, pilhou dos espanhóis o maior butim da época, no mesmo 1588 em que a Inglaterra botou pra correr a esquadra de Felipe II. Entusiasmado, o carinha veio para o Sul Maravilha, dominou as indefesas  Santos e São Vicente (atual “Sampa”), em 1591, e tocou o terror.
Mas o piratão inglês que se deu melhor por aqui foi James Lancaster.  Em 1595, ele atacou, espetacularmente, Pernambuco, que os ingleses chamavam de “Fernambuck”, e roubou o equivalente a dois milhões de libras esterlinas, um assombro e maior soma já pirateada no Mundo Novo. Para se ter uma ideia melhor, quando o corsário francês René Duguay-Troin atacou e dominou o Rio de Janeiro, em 1711,  o governador Castro Morais negociou o resgaste da terra por 615 mil cruzados, em três parcelas, 200 caixas de açúcar e 200 bois. Uma ninharia em relação ao valor do pau brasil, do algodão e do açúcar pernambucano, além de pedras preciosas e mais 12 outros  produtos de grande valor comercial na Europa.
 Elizabeth I só não disparava tiros de canhão e passava a navalha na jugular da moçada pilhada. Era o de menos. No fundo, no fundo, jogava no mesmo time dos flibusteiros e bucaneiros que assombraram os mares do Caribe e das Antilhas. Era uma pirataça!      

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

HISTORI&LENEDAS DA COLINA - "SELÉ"

1 - Criado no tempo do amadorismo, em 1922, o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais – oficialmente, Campeonato Brasileiro de Futebol –  era o máximo da bola nacional. E continuou sendo, por grande parte da era do profissionalismo, a partir de 1933. O time carioca era representado pela equipe do Distrito Federal – passou a ser Brasília, em 1960 –, enquanto o Estado do Rio de Janeiro tinha uma outra seleção.
Quase sempre, cariocas e paulistas eram os papões  – só a Bahia, em 1928, e Minas Gerais, em 1962, mudaram esta história. Veio a disputa de 1950, e o que fez a Federação Metropolitana de Futebol? Já que o Vasco da Gama tinha o time mais forte do país, campeão distrital, em 1945/1947/1949 – seria bi, em 1950 –, entregou-lhe, praticamente, a responsabilidade de reapresentá-la. E acertou. Com sete titulares – Barbosa, Alfredo, Ely do Amparo, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan e Chico Aramburo – não teve pra ninguém. A rapaziada levou o tetra (1943/1944/1946/1950) para a Cidade Maravilhosa. Tetra? Sim, pois a disputa não houve em 1945/47/48/49.
 Como os cariocas entravam nas derradeiras fases, pegaram os mineiros, de saída, e aceitaram 2 x 4, em BH, em 8 de março. O troco foi dado em São Januário: 3 x 0, quatro dias depois. Na decisão, o velho rival São Paulo estava na esquina, esperando quebrar a hegemonia do então tri DF. Mas, no primeiro duelo, em 15 de março, na casa do Vasco (São Januário), com dois gols (terceiro e quarto) do cruzmaltino Ipojucan, os cariocas não perdoaram: 4 x 0– Zizinho marcara os dois primeiros.    
 O segundo pega rolou no 19 de março, no paulistano Pacaembu, e o empate, por 2 x 2, com mais um gol vascaíno, de Chico (o quarto e o do título) - Zizinho fez o outro – foi suficiente para a rapaziada carregar o caneco. A pugna rendeu  Cr$ 677 mil, 180 cruzeiros (moeda da época) e foi apitada por um inglês que a turma chamava de Mister Rowler. A “SeleVasco” era: Barbosa, Nílton Santos (Bota) e Juvenal (Fla); Alfredo, Ely e Bigode (Fla); Maneca, Zizinho (Fla), Ademir, Ipojucan Chico.

2 -  Atleta vascaíno que que fez girar mais grana: Romário. Custou seis milhões de dólares, em 1988, ao holandês PSV Eindhoven.  O “Baixinho”, mais tarde, rumou para o espanhol Barcelona, em 1993, por cinco milhões de dólares, girando 11 “milhas” em cinco temporadas. Depois, entrou em negócios que envolveram os “inimigos” Flamengo e Fluminense, bem como o espanhol Valência, o árabe Al-Saad, o australiano Adelaide United e o norte-americano Miami.
Na ida para o Flamengo, um grupo de empresários investiu 4,5 milhões de dólares no empréstimo gratuito do jogador ao ”Urubu”, por um ano. Então, já temos 15,5 “milhas” nas paradas, confere?. Daí por diante os valores ficam nebulosos, porque os dígitos divulgados nunca são iguais. Então, calculemos que o “Peixe” tenha girado mais de 20 milhões de dólares com a sua bola.
Por um bom preço o Vasco negociou, também, o baiano Bebeto, com o espanhol La Coruña. É outra transação de valor não precisado, pois o clube informou que havia gasto quatro milhões de dólares por Bebeto e Mauro Silva. Como o vascaíno era mais importante, imaginemos que tenha mandado, no mínimo, dois milhões de dólares para São Januário.