Vasco

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sexta-feira, 31 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FINAISFLA

1 -  A primeira decisão entre Vasco e Flamengo, sem incluir jogos do Tornei Inicio, foi o Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, em 3 de fevereiro de 1953, com participações, também, dos argentinos Racing e Boca Juniors. O Vasco mandou 5 x 2, de virada, com o adversário jogando pelo empate. O "Urubu" abriu o placar, aos seis minutos; Chico empatou, aos 21, mas o rival voltou a passar à frente,  aos 23. No entanto, dali por diante, só deu os cruzmaltinos: Ademir Menezes, aos 28 e aos 49, e Sabará, aos 32 e aos 75 minutos acabaram com aquela onda?. Quem esteve em campo? Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely (Mirim), Danilo e Valter; Sabará, Ademir, Ipojucan, Alvinho (Vavá) e Chico. 

2 - Em 3 de fevereiro de 1980,  Vasco 1 x 0 Flamengo, pelo Torneio José Fernandes, em Manaus, marcou a primeira decisão entre ambos, fora do Rio de Janeiro. Aconteceu no já demolido Estádio Vivaldo Lima, apitado por Odílio Mendonça da Silva-AM.  Zandonaide, aos 40 minutos, marcou o gol que valeu o caneco par este time: Leão; Orlando (Paulinho Pereira), Ivan, Léo, Marco Antônio; Zé Mário, Guina e Paulo Roberto; Wilsinho, Paulinho e Zandonaide.

 3 - Todas as decisões em que  os vascaínos levaram a melhor sobre os rubro-negros: 1926 – Vasco 1 x 0 – Torneio Início; 1944 – Vasco 3 x 1 – Torneio Início; 1953 – Vasco 5 x 2  – Quadrangular Internacional do RJ; 1958 – Vasco 1 x 1 Flamengo – Campeonato Carioca; 1965 – Vasco 4 x 1 – Torneio Internacional IV Centenário do RJ; 1975 – Vasco 1 x 0  – Terceiro Turno do Campeonato Carioca; 1976 – Vasco (5) 1 x 1 (4) Flamengo – Taça Guanabara; 1977 – Vasco (5) 0 x 0 (4) Flamengo – Segundo Turno do Estadual; 1980 – Vasco 1 x 0  – Torneio José Fernandes, em Manaus-AM; 1981 – Vasco 1 x 0  – Torneio João Havelange, em Governador Valadares-MG; 1982 – Vasco 1 x 0 – Campeonato Estadual; 1986 – Vasco 2 x 0 – Taça Guanabara; 1987 – Vasco 1 x 0 – Estadual; 1988 – Vasco 3 x 1 – Terceiro Turno do Estadual; 1988 – Vasco 1 x 0  – Estadual; 1993 – Vasco 1 x 0 – Copa Rio; 1998 – Vasco 0 x 0 Flamengo – Taça Guanabara; 1999 – Vasco 2 x 0 – Taça Rio. 

4 - Em 1932, rolava o Torneio Preparatório, e o Vasco tinha grandes possibilidades de conquistá-los. Em quatro jogos – havia mandado 3 x 1 no Botafogo (27.03), no estádio do rival, à Rua General Severiano e 4 x 2 sobre o Carioca (03.04), no campo da Estrada Dona Castorina. Caíra só diante do São Cristóvão, na Rua Figueira de Mello, por 4 x 5 (10.04), estando a um ponto de América, Bangu, Bonsucesso e Fluminense. Poderia, perfeitamente, ultrapassá-los. No entanto, o Conselho de Fundadores da Associação Metropolitana de Esportes, de repente, suspendeu o andamento das disputas que deveriam rolar em 14 de abril, e marcou o Torneio Início, para três dias depois. Comprovando que poderia ser o campeão, na nova competição, disputada em São Januário, o Vasco foi demolindo adversários, até carregar o caneco: 1 x 0 São Cristóvão; 2 x 0 Flamengo e 1 x 0 Botafogo. Confira as ficha dos três jogos:

5 - Vasco 1 x 0 São Cristóvão – 17.04.1932 – Juiz: Manoel Dias André. Gol: Paschoal. VASCO: Marques, Domingos e Itália; Gringo, Mamão e Lino; Paschoal, Paes, Orlando, Bahia e Odir. Vasco 2 x 0 Flamengo –  17.04.1932 – Juiz: Leandro Carnaval. Gols: Paschoal e Paes. VASCO: Marques, Domingos e Itália; Gringo, Mamão e Lino; Paschoal, Paes, Orlando, Bahia e Odir.  Vasco 1 x 0 Botafogo – 17.04.1932 – Juiz: Luiz Neves. Gol: Paes. VASCO: Marques, Domingos e Itália; Gringo, Mamão e Lino; Paschoal, Almeida, Paes, Bahia e Odir.

6 - A Federação Paulista de Futebol programou, para 3 de abril de 1955,  a festa comemorativa da conquistas, pela sua equipe, do Campeonato Brasileiro de Seleções, que era a grande competição da época. Esperava uma tarde confirmativa. Esperava! A “Turma da Colina” foi ao Pacaembu e estragou o programa do anfitrião, mandando 3 x 1, com gols de Pinga (2) e Parodi. Antônio Musitano apitou e o “Almirante” estraga-prazer chamava-se: Vitor Gonzalez, Paulinho de Almeida e Bellini; Ely, Laerte e Dario (Riberto); Sabará, Ademir (Wilson), Vavá (Alvinho), Pinga e Parodi.

7 -   Na data 22 de maio, o Vasco coleciona dois empates por 3 x 3. Em 1956, com o espanhol  Valência, amistosamente, durante excursão à Europa, e, em 999, com o Olaria. Este valeu pelo segundo turno do Estadual-RJ, jogado em São Januário, sob apitagem de Jorge Rabello. O resultado deixou a rapaziada com uma série de 42 partidas invictas diante do adversário por estaduais

quinta-feira, 30 de março de 2017

VASCO DAGAMA 1 X 0 BOAVISTA

Fotografado por Paulo Fernandes, www.crvascodgama.com.br,
Douglas comemora o tento da vitória 
O jogo valeu pela quinta rodada da Taça Rio, na noite de hoje, em São Januário, que estava com o gamado bastante encharcado, devido chuva. As vezes, a bola parava em poças de água. O tento da vitória vascaína foi marcado por Douglas, em chute forte e para o alto, pegando rebote do goleiro.
A "Turma da Colina" atingiu nove pontos e subiu para a segunda posição do Grupo C, a terceira no geral, totalizando 18, contra 25 do Flu e 26 do Fla. Na próxima rodada, os vascaínos enfrentarão o Nova Iguaçu, no domingo, a partir das 16 horas, em Moça Bonita.
CONFIRA A  FICHA TÉCNICA – 30.03.2017 (quinta-feira) - VASCO 1X0 BOAVISTA - 5ª Rodada da Taça Rio.  Estádio: Estádio São Januário-RJ. Juiz: Leonardo Garcia Cavaleiro Público presente: 2.088. Pagante: 1.852. Renda: R$ 52.175,00. Gol: Douglas, aos 18 min do 1º tempo. VASCO: Martin Silva; Gilberto, Julio dos Santos, Rafael Marques e Henrique; Douglas, Yago Pikachu, Escudero (Bruno Gallo), Nenê (Wagner) e Andrezinho; Thalles (Muriqui). Técnico: Milton Mendes. BOAVISTAS: Rafael, Lucas Rocha, Gustavo Geladeira, Anderson Luiz e Christiano; Júlio César, Thiaguinho e Fellype Gabriel (Erick Flores); Maicon (Tiago Amaral), Mosquito e Marcelo Nicácio (Pedro Botelho). Técnico: Joel Santana.

quarta-feira, 29 de março de 2017

ÁLBUM DA COLINA - TRIPÁGINA

  Fazia 15 temporadas, quando o www.crvascodgama.com.br publicou estas comemorações. Edmundo foi um "Animal" indomável, o craque do Campeonato Brasileiro-1997, batendo o recorde de gols: 29. Abaixo, Evair comemoram mais um gol durante a campanha. O Kike revive as velhas emoções. 
Had been 15 seasons, when www.crvascodgama.com.br published these vibrations by the success in the national season. Edmundo was an indomitable "Animal", the player of the Brazilian Championship-1997, breaking the record of goals: 29. Below, Evair celebrates another goal during the campaign. Kike relives the old emotions    
   


terça-feira, 28 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - REBULIÇO

O Vasco da Gama foi ao Uruguai, em 11 de janeiro de 1958, vencer o Nacional, por 2 x 1, em Montevidéu. A partida rolou no Estádio Centenário e teve os gols cruzmaltinos marcados por Rubens, cobrando falta cometida por Di Fabio, sobre Vavá. Aos 4 minutos já tinha bola voando sobre a barreira e se aninhando no filó. Os anfitriões empataram, em lance de intepretação duvidosa os.  Mas Vavá voltou a colocar a rapaziada na frente do placar, aos 15 minutos. Aos 38, quando o juiz anulou um gol legitimo, de Almir, rolou o maior rebu no gramado. Chegou a paralisar a partida, por cinco minutos. Na foto, reproduzida do Nº 113 da "Manchete Esportiva" de 18 de janeiro, vemos o "'Pernambuquinho" Almir  dizendo ao adversário que não aceitava "patriotadas".
 
Almir lutava muito para vencer, não admitia ser garfado no apito
The Vasco da Gama went to Uruguay, in january 11, 1958, winning the National, for 2 x 1 in Montevideo. The match rolled on the centennial state and had the vascaínos goals scored by Rubens, charging foul by Di Fabio, on Vava. 4 minutes had the ball flying over the barrier and aninhand in tulle. The hosts equalized in the interpretation of doubtful bid. But Vava again put the guys in front of the scoreboard in the 15th minute. At 38, when the judge overturned a legitimate goal, by Almir, the largest rebu rolled on the lawn. It paralyzed the game by five minutes. In the photo, reproduced from No. 113 to the "Headline Sports" of January 18, we see "'Pernambuquinho" Almir saying it did not accept "patriotadas".

 

segunda-feira, 27 de março de 2017

VASCO DA REVISTA DAS GLÓRIAS

  A edição de junho de 2000 – Ano I , Nº 6 – da “Revista do Vasco” trouxe “As Glórias do Vasco nos 50 anos do Maracanã”, como tema anunciado na primeira página.
A “Revista Oficial do Club de Regatas Vasco da Gama” esteve bem movimentada naquele mês, abordando diversas modalidades e trazendo entrevistas com o supercampeão olímpico Robert Scheidt, iatista,  e o vigoroso apoiador Amaral, do time de futebol. Piadas, notícias curtas e um "pôster" do meia Pedrinho, também, estão na jogada.
Em seu editorial, na página 5, ao lado do expediente, o presidente Antônio Calçada aborda a relação Vasco-Maracanã, estádio que fazia bodas de prata. Lembrava que a “Turma da Colina” já havia conquistado 27 títulos naquela gramado de 110 metros de comprimento, por 75 de largura, onde “uma autêntica legião de heróis cruzmaltinos deixou sua marca”...como Barbosa (goleiro), Orlando Lelé (lateral-direito), Dirceu (ponta-esquerda) ... Mauro Galvão, Juninho (Pernambucano) e Romário, o maior goleador do ano em todo o mundo, até maio”.
No texto em que esqueceu-se de citar dois dos maiores ídolos da Colina, os goleadores Ademir Menezes e Roberto Dinamite, o presidente Calçada ainda escreveu: “Desde que vencemos o América e nos sagramos campeões, em 1950, e até a vitória na Taça Guanabara-2000, construímos uma história feita de muita respiração e inspiração, ingredientes imprescindíveis par alcançar o sucesso...”     

domingo, 26 de março de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - STEFANA MACEDO, A 1ª FOLCLORISTA

No tempo em que só os homens faziam pesquisas sobre o folclore nacional, uma mulher intrometeu-se entre eles:  Stefana Macedo. Além de pioneira na pesquisa e divulgação, ela ousou tornar-se uma exímia violonista, instrumento mal visto pela sociedade conservadora de sua época. Mas ela nem ligou e até passou adiante os segredos do pinho.
Um dos trabalhos mais conhecidos de Stefana é a canção popular História triste de uma praieira, invocando uma jovem residente em uma vila de pescadores. Foi composto em parceria com o poeta  Adelmar Tavares, tendo ela feito o arranjo e cantado durante a gravação, acompanhada por violões. Lançado pela gravadora Columbia, em outubro de 1929, com muita sorte,  pode-se garimpar o disco pela Internet, ou em sebos.

Stefana de Moura Macedo nasceu em  29.01.1903, em Recife- PE, mudou-se, cm a família, para o Rio de Janeiro, quando tinha nove anos de idade. Teve aulas de violão com Patrício Teixeira e Rogério Guimarães e viveu até 01.09.1975, totalizando 43 músicas regionais, em 22 discos gravados, reunindo cocos, toadas pernambucanas, cateretês, maracatus, corta-jacas, baiões, canções amazonenses de domínio público e com adaptações suas.
Reproduzido do blog creditado na foto. Agradecimento.

Entre os principais fatos da carreira de Stefana, destacam-se: 1926 - apresentou-se, ao violão, no Cassino do Copacabana Palace-RJ, quando instrumento ainda era visto como algo típico da malandragem; 1927 - tocou o Teatro Municipal, de São Paulo;  1928 - estreou no disco, pela gravadora Odeon, com "Tenho uma raiva de vancê" e "Sussuarana", ambas de Luiz Peixoto/Hekel Tavres; 1929 - nova apresentação no Teatro Municipal de São Paulo e gravação, pela Columbia, de um disco reunindo samba-choro, corta-jaca, cateretê, toada, batuque.
O trabalho incluiu "Dança do Quilombo dos Palmares", talvez, a música brasileira mais antiga conhecida, com a primeira gravação de um batuque com batida na caixa do violão, executada por ela. Em 1931 cantou no filme Coisas nossas, de Alberto Byington.
  Em 1935, Stefana fez dois recitais no Teatro Colón, de Buenos Aires, Argentina. O primeiro, com a presença do mundo oficial da Argentina e do Brasil. Executou, durante a primeira parte, canções ao violão. Na segunda, com Heitor Villa-Lobos ao piano, músicas do compositor.
 A partir dos anos 1950 só se apresentava em raros recitais, consolidando, contudo, uma aura de elegância e sofisticação, sempre saudada por intelectuais, críticos e até músicos eruditos. Passou seus últimos anos de vida na cidade de Volta Redonda-RJ.

sábado, 25 de março de 2017

KIKE EDITORIAL-16, OU O VENENO DO ESCORPIÃO - COLANTE ESCANDALOSO

Pelo virada do século 19, quando as cariocas iam à praia, vestiam roupas de banho largas, não deixando nenhum vestígio de como seria o seu corpo. Só quando entravam na água colocavam um cinto no roupão e a sua cintura dava o recado.  Quando iam sair do mar, é claro, logo tiravam o dito cujo “entregador”. Mas nem todas se misturavam aos rapazes no mesmo horário de ir às praias da moda – Flamengo, Russel, Glória e Boqueirão do Passeio. Só as mais ousadas. Isso, no entanto, não valia par a atriz teatral Hermínia Adelaide. 
Em daqueles domingos em que um dos programas tradicionais da rapaziada era “grelar” a saída das moças da  missa das 10 da manhã,  Hermínia Adelaide aparece na praia do Flamengo, usando roupa  de banho coladinha ao corpo, desenhando as suas formas e avisando que tinha seios redondinhos. Parou a praia. Um escândalo! Mães viravam os olhos e pais faziam que faziam o mesmo, tentando, é claro, disfarçar uma  espiadinha pelo rabo dos olhos. Súbita aparição que levou muitos rapazes ao teatro, na noite de domingo, no Recreio, onde ela se apresentava. E foi por ali que as revistas “O Malho” e “Fon Fon” começaram a estampar fotos femininas em roupas de banho, para deleite dos paqueras.   
Corria 1898 e o Brasil vivia o governo do presidente  Manuel Ferraz de Campos Sales, que substituiu Prudente de Morais e ficou no cargo, até 1902, consolidando os interesses das oligarquias rurais, sobretudo dos cafeicultores paulistas.
Na vida cultural da capital do país, o Rio de Janeiro, em 19 de junho daquele 1898, Afonso Segreto chegava da Europa e filmava a Baía de Guanabara, o que é considerado o primeiro filme feito no país. Antes disso, em fevereiro, Hermínia Adelaide estreava a peça “O Jagunço”, de Arthur Azevedo, contracenando com  Blanche Grau e Arthur Louro, entre outros.
Hermínia Adelaide estava nos palcos desde 1885, quando participou da peça “Cocota”. Em 1896, estreou um texto de da parceria Arthur Azevedo/Moreira Sampaio, “O Bilontra”, tendo Blanche Grau e Arthur Louro, novamente, do seu lado no Teatro do Recreio, além de gente de nome, como Elisa de Castro, Rose Villiet e Angelo Agostinelli. Em 1889, ela estava fazendo “Bendengó”; em 1899,  “O Buraco”, um outro texto de Moreira Sampaio, em nova parceria com Elisa  de Castro, e, em 1919, “Babaquara”.
O Rio de Janeiro de Hermínia Adelaide tinha um clima propício para atividades ao ar livre. Quando ela ia ao mar, para deleito dos rapazes que fundavam o Grupo de Regatas do Flamengo, a praia era um espaço muito democrático e a classe burguesa se formava no país. Surgiam as primeiras cobranças de uma não constante imprensa feminina, defendendo para elas o direito ao voto, à educação profissional e a liberdade de decidir sobre o seu corpo. Entre 1860 a 1880, moças que se prezavam só deveriam usar o mar antes do sol chegar, sem rapazes por perto. 
No início de 1913, o Jornal do Brasil publicou matéria projetando como seriam as cariocas naquela temporada, e sugeria-lhes praticar alguma modalidade esportiva capaz de aperfeiçoar-lhe as belezas físicas e apurar-lhes as “linhas esbeltas e vigorosas” – o que Hermínia Adelaide já exibia, desde 1895, sexyzada por roupa colante em um corpo que estava 20 anos à frente.

 

sexta-feira, 24 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - RELÂMPAGOS

1 - Nem só os antigos Torneios Inícios dos Campeonatos Cariocas já levaram o time vascaíno para disputas relâmpagos. Em 1997, a rapaziada disputou o Torneio Bertolotti, na cidade italiana de Bergamo, e carregou o caneco.

2 - A bola rolou no dia 9 de agosto, no Estádio Comunale, com cada partida rolando por apenas 45 minutos. No primeiro jogo, o Vasco ficou no 0 x 0, com o Pádova, formando, escalado pelo treinador Antônio Lopes, com: Caetano; César Prates, Mauro Galvão, Moisés e Felipe; Nasa, Válber, Ramón Mineiro e Pedrinho; Edmundo e Evair. No jogo seguinte, apitado por Livio Silvestrini, a “Turma da Colina” mandou 2 x 1 no Atalanta, com os dois tentos marcados por Evair, aos 9 e aos 29 minutos, ambos do primeiro tempo, em novo jogo de 45 minutos – Orlando, na etapa inicial, marcou para o Atalanta. Daquela vez, o homem do apito foi Antônio Pascarine e o time cruzmaltino, de Antônio Lopes este: Caetano; Maricá, Moisés, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Válber (Mauricinho), Pedrinho (Fabrício Eduardo) e Ramón (Odvan); Edmundo e Evair.:

 3 – O ala-direito Leonardo Moura, que acaba de deixar o Flamengo, como um dos últimos ídolos, após 10 anos na casa, foi vascaíno bem antes de chegar à Gávea. Viveu a sua aventura na Colina durante 30 partidas, tendo mandado seis bolas nas redes. A estreia foi em 20 de janeiro de 2002, nos 3 x 3 com a Ponte Preta, pelo Torneio Rio-São Paulo, em pega apitado por Alicio Pena Júnior-MG, em São Januário. No dia, o zagueiro Géder, aos 9; Ely Thadeu, aos 46, e Romário, aos 58 minutos, marcaram para o Vasco, que teve: Hélton; Leonardo Moura (André Ladaga), Géder, João Carlos e Edinho “Maradona”; Jamir, Donizete Oliveira, Léo Lima e Felipe; Ely Thadeu e Romário. O treinador era Evaristo de Macedo.

4 - Não é de tempos recentes que a Ponte Preta costuma aprontar contra o Vasco, em São Januário.  Uma escorregada, altamente decepcionante, para a galera cruzmaltina aconteceu em 27 de abril de 1954, quando a “Turma da Colina” era a favoritíssima do amistoso. Vavá e Djayr marcaram os tentos da rapaziada, que era: Ernâni, Alfredo II e Fernando Fantoni;  Amaury, Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Vavá (Friaça) e Djayr.

5 - O goleiro Mazaropi segurou a marca – entre 18 de maio de 1977 e 7 de setembro de 1978 – de 20 jogos, ou  1.816 minutos sem buscar a bola no filó. O feito está inscrito nos caderninhos da FIFA  e da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. Batizado por Geraldo Pereira de Matos Filho, ele abriu a invencibilidade em Vasco 2 x 1 Bonsucesso, na Colina, em uma quarta-feira,  diante de 10.858 pagantes. Enquanto segurava tudo lá atrás, Roberto Dinamite explodia o time rubro-anil, com dois gols para a rapaziada do “titio” Orlando Fantoni, que escalou: Mazaropi; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata e Dirceu Guimarães. Luis Fumanchu (Wilsinho), Roberto Dinamite e Ramon.
 
6 - Mazaropai ganhou o apelido do zagueiro Brito, quando desembarcou em São Januária, usando roupas de caipira mineiro. Não deu outra. O Britão lembrou, logo, do comediante Amâncio Mazaropi, que emprestou seu nome para o goleiro, pelos 15 anos de sua passagem pela Colina, dos quais cinco foram nas categorias de base.  Um dos seus grandes momentos rolou na final da Taça Guanabara de 1975, quando, na decisão por pênaltis, defendeu os chutes de Geraldo “Assobiador” e de Zico, para o Vasco ser campeão.  Nascido em Além Paraíba-MG, em 27 de janeiro de 1953, Mazaropi media 1m80 debaixo das traves do Vasco. Esteve cruzmaltino entre 1970 e 1979, quando foi emprestado ao Coritiba. Voltou, em 1980 e ficou até 1982. Em 1983, mudou-se para o Grêmio-RS. Retornou à Rua General Almério de Moura, em 1984, quando da sua última passagem por lá

quinta-feira, 23 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MANÉ&PELÉ

1 - O Vasco ganhou mais do que perdeu, quando enfrentou o endiabrado Mané Garrincha, que, um dia, vestiu, também, a sua camisa, e até marcou um gol com ela. Mas, quando o tinha pela frente, era  um terror, para os seus defensores.
 O “Torto” aprontava todos, fazia o show da galera.
Diante de Mané Garrincha, os treinadores vascaínos armavam um esquema em que ele tivesse, pelo menos, três marcadores, quando se aproximasse da área.
Nesta foto, vemos Dario fazendo o primeiro combate.
Logo atrás, atento, esperando pelo desenrolar do pega, estão Écio e o capitão Hideraldo Luís Bellini, que foi companheiro da “Alegria do Povo” durante a conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. 
 A foto é da revista “O Cruzeiro” e o clássico é do começo da década de 1960. Segundo Coronel, o lateral-esquerdo vascaíno que mais
Concluiu que a melhor saídas era chegar primeiro na bola. Fora isso, o mais seriam tragédias.     

2 - Esta rapaziada mandou 3 x 0 pra cima do Santos, com Mário "Tilico" (2) e Luizinho Goiano pinando na rede.
No ataque santista, estava "um tal de Pelé", já ouviu falar? Aconteceu no 4  do 4 de 1965, no Maracanã, em uma tarde de domingo, com apito de Aírton Vieira de Morais, o "Sansão" e público de 42.250 pagantes 
Da esquerda para a direita, em pé, estão: Gainete, Joel Felício, Brito, Maranhão, Fontana e Barbosinha. Agachados, na mesma ordem, Luizinho Goiano, Célio Taveira, Saulzinho, Lorico e Zezinho. No decorrer da pugna, "Tilico" substituiu Saulzinho e Oldair Barchai entrou na vaga de Lorico. A foto foi publicada pela  "Revista do Esporte".
 
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

VASCO DA GAMA 1 X 0 MADUREIRA

Foi a primeira vitória vascaína na Taça Rio e a estreia do treinador Milton Mendes, ex-atleta do clube e que compareceu ao gramado usando paletó e gravata, como se ali fosse o local adequado para isso, imitando os treinadores europeus.

O lateral Henrique puxa contra-ataque, fotografado por Paulo Fernandes,
de www.crvascodagama.com.br
Como sempre ocorre em São Januário, o time jogou mal e o gol, marcado por Pikachu, foi muito mais por demérito da defesa do adversário, que deu uma pixotada em lance aéreo.
Com dois empates - 2x 2 Macaé e 0 x 0 Botafogo - e este triunfo, o Vasco soma cinco pontos, líder do Grupo C, e soma 14 no geral, sete a menos do que o Flamengo e a quatro do Fluminense. No domingo, encara o "Urubu", no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 22.03.2017 (quarta-feira) - Vasco 1 x 0 Madureira - 3ª rodada da Taça Rio. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Bruno Arleu de Arauiz. Público total: 3.218. Pagantes: 2.797. Renda: R$ 66.190,00. Gol: Yago Pikachu, aos 17 min do 1º tempo. VASCO: Jordi; Gilberto, Jomar, Rafael Marques e Henrique; Jean (Julio dos Santos), Douglas, Andrezinho (Escudero), Yago Pikachu e Nenê; Luis Fabiano (Thalles). Técnico: Milton Mendes. MADUREIRA: Rafael Santos; Rodrigo Raggio (Ruan), Diego Guerra e Jorge Fellipe; Leandro Carvalho, William (Pirão), Rezende, Luciano Naninho e Douglas Lima; Julio Cesar (Geovane Maranhão) e Souza. Técnico: PC Gusmão
 

terça-feira, 21 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CEARÁ

1 -  De acordo como “Almanaque do Ferrão” que Evandro Ferreira Gomes pesquisou, reunindo todos os jogos do tricolor cearense Ferroviário, para comemorar os 80 anos do  “Ferrim”, o Vasco visitou Fortaleza, e empatou, poR 1 x 1,  em 26 de março de 1955, no Estádio Presidente Vargas, com o seu gol marcado por Yedo – Macaco pulou na rede vascaína. No dia, quem estava como técnico vascaíno era o ex-lateral-direito Augusto da Costa, aquele mesmo carequinha que fora capitão do time e da Seleção Brasileira de 1950. A patente do "Almirante" foi apresentada aos cearenses por: Barbosa, Ismael (Tomaz) e Fantoni; Amaury, Adésio e Coronel; Pedro Bala, Vadinho, Maneca (Belo) e Djayr (Wilson). O Ferroviário era: Jairo, Basileu e Antônio Limoeiro: Lolô, Macaúba e Célio (Vicente Trajano); Geraldinho, Aldo (Gel), Biril, (Mourãozinho)a, Macaco (Índio) e Fernando. No dia seguinte, um domingo, a rapaziada fez um outro amistoso na cidade, mandando 3 x 1 Ceará Sporting. O treinador  era Flávio Costa e um dos gols foi marcado por Wilson Ramos.

2 - O Vasco jogou contra Pelé, pela primeira vez, em 7 de abril  de 1957. Para comemorar o seu 45º aniversário, o Santos, bicampeão paulista (1955/56) convidou o "Almirante, o campeão carioca-1956, e o Corinthians, para participar da “Semana Alvinegra”. Na época, o "Rei do Futebol" ainda nem era titular e nem usava a camisa 10 santista e, fez a sua 15º partida pela equipe treinada pelo técnico Luís Alonso, o Lula.

3 - Aquele Vasco x Santos rolou na Vila Belmiro, teve renda de Cr$ 370.510,00 e vitória do "Peixe", por 4 x 2, com gols de Pagão (2), Afonsinho e Dorval –  Laerte e Vavá descontaram para os vascaínos, treinados por Martim Francisco e que foram: Wagner, Ortunho e Laerte; Orlando (Joaquim Henriques), Clever e Viana; Sabará, Livinho (Wilson Moreira), Válter, Vavá (Vandinho) e Pinga. jogou com: Manga (Barbosinha); Hélvio (Wilson/Cássio) e Ivan; Ramiro, Brauner e Urubatão; Dorval (Alfredinho), Álvaro (Pelé), Pagão, Afonsinho e Tite.


4 - O Vasco deu o troco, em 1º de junho, do mesmo abril, no mesmo gramado: 3 x 2,  em um sábado,  pelo Torneio Rio-São Paulo. Daquela vez, Pelé fez um gol, o seu 15º, em 28 jogos. Mas, 18 dias depois, estaria vestindo a camisa cruzmaltina, para disputar o Torneio Morumbi, pelo Combinado Vasco-Santos, o qual defendeu em quatro ocasiões – 19.06 – 6 x 1 Belenenses-POR; 22.06 – 1 x 1 Dínamo-IUG; 26.06 – 1 x 1 Flamengo; 29.06 – 1 x 1 São Paulo –, marcando seis gols. 

5 - Graças as suas atuações naquela programação, o garoto Pelé, que a imprensa carioca nem sabia  pronuunciar o seu nome, ganhou a sua primeira convocação para a Seleção Brasileira, chamado pelo técnico Sílvio Pirilo. Por sinal, em seu livro "Pelé: Autobiografia", da Editora Sextante, ele conta que foi por ali que tornou-se torcedor vascaíno e conquistou o seu primeiro título. (foto acima reproduzida da revista "Santista" e abaixo de "Grandes Clubes").  Agradecimentos.    

segunda-feira, 20 de março de 2017

FOTO DO DIA - CABRA DA PESTE VASCAÍNO

Não é preciso dizer que os fotógrafos do Club de Regatas Vasco da Gama – www.crvascodagama.com.br – são supercompetentes. Confira, por exemplo, nesta foto de Marcelo Sadio. O carinha teve a sensibilidade de captar o instante em que um torcedor chegava ao treino vascaíno, em São Luís do Maranhão, para expressar o seu apoio ao time que fora enfrentar o Sampaio Corrêa, pelo Campeonato Brasileiro da Série B-2014.
    O Vasco é muito querido nas regiões mais distantes do Rio de Janeiro porque, nas décadas 1940/1950, teve os times mais fortes do Brasil, chamados de "Expresso da Vitória". Coincidiu com o período governado pelo presidente (da república) Getúlio Vargas, que deu à Rádio Nacional-RJ os transmissores mais potentes do continente sul-americano. Assim, todo o país ouvia o Vasco da Gama bater, sem pena, em quem aparecesse para desafiá-lo. Os parabéns do "Kike" ao Marcelo Sadio pelos golaços de clicks. Valeu, garoto!
   
Needless to say that the official photographer of Club de Regatas Vasco da Gama - www.crvascodagama.com.br - the glorious Marcelo Sadio is supercompetente. Just check the photos you daily, it shows in your telinha.Uma this one is there. Sadio had the sensitivity to capture the moment when the fans came to training the boys in São Luís do Maranhão, to express their support for the "Admiral".
Vasco is well liked in the most distant regions of Rio de Janeiro because 1940/1950 decades, had the strongest teams in Brazil, called "Expresso da Vitória". Coincided with the period ruled by the President (Republic) Getúlio Vargas, who gave Radio Nacional-RJ the most powerful transmitters of the South American continent. Thus, the whole country could hear the beating Vasco da Gama, without penalty, in whom appeared to challenge him. Congratulate the "Kike" by Marcelo Sadio, great goals of clicks. Thanks, kid!

domingo, 19 de março de 2017

O DOMIGO É DIA DE MULHER BONITA - "BLOODY MARY", A RAINHA SANGUINÁRIA

Reprodução de wpedia.goo.ne.jp
Quando o cortador de cabeças Henrique VIII, rei da Inglaterra, traçou a rainha Catarina de Aragão, a primeira das suas seis esposas, eles jamais imaginariam apresentar aos súditos  uma menininha que, futuramente, seria rainha e aterrorizaria as calçadas das igrejas, fazendo do sangue humano um do seus cardápios prediletos. Chamou-se Maria Tudor, sucedeu ao irmão Eduardo VI, viveu entre 1516/1558 e ganhou o apelido de “Bloody Mary”.
 Rainha, a partir de 1553, a terrível Mary começou a perseguir os protestantes, fanatizada pelo restabelecimento do catolicismo entre os ingleses. Além de sanguinária, ela era, também, bonita e gostosa, despertando o apetite e olhares gulosos de quem a via. Tinha um par de peitos alucinantes, segundos taradinhos do reino, embora eles estivesse sempre cobertos pelos vestidões daquele tempo.
Pelas alcovas, as encarregadas de vestir Mary Tudor fuxicavam que ela já raspava as axilas e as perfumava com sumo de pétalas de rosa. Esticava-se, nuazinha na cama, com os braços estendidos para trás, a fim de o parceiro cheirar as suas "axes", triplicar a potência sexual e dar-lhe orgasmos múltiplos, a cada "umazinha", durante várias sessões de uma mesma orgia. Falavam também que, para manter a sua tremenda beleza,  Mary banhava-se com o sangue de meninas jovens e virgens.
Um dia, porém, Maria Tudor teve, também, o seu sangue derramado. Pelo filho de Carlos V, o conquistador Felipe II, futuro rei da Espanha e de Portugal. O carinha arrombou-lhe a "perseguida", em 1554, matando os súditos dela de ciúme. União  muito pior para os ingleses como nação, pois eles, quando foram à guerra, contra a França, perderam a cidade de Calais, em 1558.     
Cena do filme "Elizabeth" - Divulgação

Em torno de “Bloody Mary” há várias lendas. Uma delas livra a cara de Maria Tudor e transfere a conta para uma mulher acusada de ser bruxa e que teria sido queimada viva na fogueira acesa pela Inquisição. Enquanto esquentava a pele, ela teria amaldiçoado todos os que repetissem o se nome, que seria Mary, evidentemente.
Uma outra versão entrega o caso a Elizabeth Bathory, uma Drácula de saias. Há uma, também, contando que uma outra Mary teria sido uma linda mulher que ficara com o rosto desfigurado por um acidente. Em razão disso, sobraram-lhe cicatrizes que levavam as pessoas zombarem dela. Indignada, ela teria feito um pacto com o demônio para vingar-se de quem a tripudiasse.
 
Cartaz do filme Elizabeth -Divulgação
NO CINEMA – Em 1998, os norte-americanos levaram Maria Tudor para as telas, em uma produção de 124 minutos, com direção do indiano Schekhar Kapur e com Cate Blahchett no papel principal. Recebeu o título de "Elizabeth", pois deu mais destaque para a irmã que a sucedeu, dentro de um drama em meio a desavenças religiosas.
Em 1999, o filme concorreu ao “Oscar” – principal premiação do cinema nos EUA e mundial – , tendo sido premiado no critério “Melhor Maquiagem”. No mesmo ano, uma outra importante  premiação, a “Globo de Ouro”, valeu a Cate Blanchett o título de       Malhor Atriz”, mesma honradez do BAFTA-1999, que premiou a película, ainda, como melhores filme britânico, trilha sonora, fotografia, maquiagem e a ator coadjuvante, Geoffrey Rush – Maria Tudor foi uma figura curiosa. 
Nos bares brasileiros, Bloody Mary segue viva. Basta pedir um coquetel à base de vodka, molho de tabasco, suco de tomate, suco de limão, pimenta e molho Worcestershire. De sua parte, o Kike produz uma versão que chama de “Sangue de Vampiro”, misturando aguardente com Campari. Fica vermelhinho – de vergonha, da parte de quem não molhar o pescoço por dentro.







sábado, 18 de março de 2017

KIKE EDITORIAL-15, OU O VENENO DO ESCORPÍÃO - O GRANDE MENTECAPTO

 No dia 15 deste março, o líder do Governo n Senado, Romero Jucá, envergonhando o povo de Roraima, que o elegeu, mostrou ao país até onde pode ir a falta de uso de “óleo de peroba” entre os políticos destas plagas. Teve a coragem de apresentar Proposta de Emenda Constitucional-PEC, deixando os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tupremo Tribunaol Federal fora de investigações por atos passados ao exercício de suas funções, durante o mandato.
Está na caderneta que a proposta acima só vale para o “cara”, o  presidente da República. Ignorando-a, o líder governista jogou o vidro de óleo no lixo e disse, em plenário: “Se os senhores (senadores) tiverem a coragem de restabelecer a seriedade, o compromisso e a responsabilidade da instituição, votarão comigo!” – discurso de um grande mentecapto, maior do que o personagem do livro de Fernando Sabino.
De acordo com o sociólogo Vamiré  Chacon, da Univerdade de Brasília, um povo gasta três séculos para mudar a sua mentaliudade. Logo, até chegarmos aos nossos “hexanetos” – já somos penta! – as futuras gerações de brasileirinhos ainda terão muito que conviver com cabeças que deveriam ter vivido à época da Revolução Francesa (1789/1799), quando, seguramente, seguiriam a de Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.
O líder governista é alvo de oito inquéritos criminais no Supremo Tribunal federal e contou com o apoio assinado de 28 senadores de nove partidos das base governista, entre eles Renan Calheiros, aquele  que pagava as despesas de uma capa de Playboy com grana entregue por um lobista; Aécio Neves, o inventor do 13º salário para deputados federais, e Edison Lobão, ex-jornalista e amigão do ex-presidente-ditador Ernesto Geisel. Quem não se lembra destes “grandes brasileiros, em abril de 2016? Votaram – Jucá e Lobão, inclusive, foram ministros do governo do PT – pelo “impeachment” da então presidente da República, Dilma Roussef, alegando ser necessário a volta da ética e da moral que, segundo eles, a mulher teria mandado para Plutão.
A meta da PEC “jucariana”, retirada de circulação, pouco depois de apresentada, seria, evidentemente, atrapalhar a investigação contra corruptos na chamada Operação Lava Jato. O dito cujo, por sinal, antes já havia comparecido ao recinto senatorial, levando aos seus pares proposta de incluir parentes de políticos dentro do projeto que propunha regime diferenciado para regularizar contas bancárias no exterior sem o conhecimento da Receita Federal, a chamada por Lei de Repatriações de Recursos.
Se emplacasse a sua vergonhosa blindagem, o líder governista impediria, por exemplo, investigações contra o deputado carioca Rodrigo Maia e o senador cearense Eunício de Oliveira, respectivamente, presidentes da Câmara e do Senado, citados, como a imprensa já divulgou, por várias vezes, amaciados para não serem tão fanáticos durante depoimentos contra investigados pela Lava Jato.
Pernambucano, nascido em 1954, o líder governistas graduou-se em Economia e cumpre o seu terceiro mandato no Senado. Antes do atual cargo, foi ministro do Planejamento do presidente Michel Temer, tendo saído após a divulgação de conversa publicada pela imprensa na qual ele sugeria “um pacto para barrar a Lava Jato”. Ele foi para Roraima, em 1988, como último governador do então território e, pouco depois, primeiro do recém-criado Estado. Seu primeiro grande voo político em Brasília foi ser ministro da Previdência Social do governo do presidente Lula. É proprietário da principal cadeia de comunicação de Roraima – duas TVs, um jornal diário e duas emissoras de rádio, em Boa Vista – depois da proposta de blindagem aos políticos investigados pro currupção,  é um ótimo candaidato a judas, neste sábado de aleluia que vem por aí. Confere?

sexta-feira, 17 de março de 2017

VASCO DAS CAPAS - FERAS NO ATAQUE

Tesurinha, Ipojucan, Edmur, Maneca e Friaça, pela ordem na foto, fizeram a capa do Nº 703 de “Esporte Ilustrado”, de 27 de setembro de 1951. A fotografia, sem identificação do autor, foi da goleada, 5 x 2, sobre o Madureira, placar abordado por Levy Kleiman, em seu editorial, à página 3, sob o título “Não há mais invictos”.
Aquela era a 7ª rodada do Campeonato Carioca e o Time da Colina, com cinco vitórias e uma queda, marcando 16 e sofrendo 9 gols, era um dos ponteiros, ao lado de Bangu e Fluminense. Escreveu Kleiman: “O Vasco, por sua vez, desforrou-se do seu último revés (frente ao Flamengo), goleando seu velho freguês, o Madureira. Edmur firma-se na ofensiva como verdadeiro ‘artilheiro’, tendo marcado nada menos que três tentos” – era o terceiro colocado na corrida pela artilharia, com cinco bolas nas redes.
Ao lado do editorial, Benjamin Wright analisava – “Vitória tranquila do Vasco” – a goleada, contando que o anfitrião não tiveram dificuldades para construir um placar cômodo, na primeira etapa, e que segurara a onda, na etapa final, vendo que era “perfeitamente dispensável um esforço maior”. Benjamin destacou as atuações de Clarel e Jorge, na defesa, e de Edmur e Maneca, no ataque. Na página 2 estavam os gráficos dos gols vascaínos, desenhados por William Guimarães, ajudado pelo "observador" Armando Nobre.
Embora tivesse “capeado” o Vasco, o restante da publicação não trazia a cobertura da goleada, com o seu costumeiro show de fotos. Apenas, registrava a ficha técnica, na antepenúltima folha.
Vasco 5 x 2 Madureira foi em 23 de setembro dee 1951, um domingo, em São Januário, com renda de Cr$ 34 mil, 854 cruzeiros. A edição refere-se ao árbitro, apenas, como Molina, e informa que o time cruzmaltino formou com: Barbosa, Augusto e Clarel; Alfredo Ely e Jorge; Tesourinha, Ipojucan, Edmur, Maneca e Friaça.

quinta-feira, 16 de março de 2017

HISTORI&LENDAS VASCAÍNAS - VIKING


O goleador Célio Taveira Filho, neto de remador campeão vascaíno, exibe o Troféu Viking, uma conquista indiscutível.

1 - Em 21 de janeiro de 1965, o Vasco conquistou o título do Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro, goleando o Flamengo, por 4 x 1, no Maracanã.  Célio (2) e Saulzinho (2) marcaram os gols cruzmaltinos, sob as vistas de 59.814 pagantes. Armando Marques apitou e o Vasco jogou com: Ita; Joel (Massinha), Brito, Fontana (Pereira) e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário Tilico, Célio, Saulzinho e Zezinho, tendo por treinador Zezé Moreira. A competição contou, ainda, com a Seleção da Alemanha Oriental, batida pela “Turma da Colina”, por 3 x 2, na primeira rodada, e o Atlético de Madrid. Na foto, Célio recebe o Troféu Vicking.
 
2 - Em 1970, quando o Vasco conquistou a temporada carioca, antecipadamente, o Fluminense mandou-lhe 2 x 0, na rodada final, jogando água no chope da rapaziada. Velho freguês de boteco, o Flu levou o primeiro beliscão do Vasco em 11 de março de1923: 3 x 2, no estádio da Rua Figueira de Melo.

O Baixinho marco 12 gols em 12 jogos
3 - Além de ser freguês no Estadual, os tricolores foram, também, no antigo Torneio Início. Confira os placares: 28.03.1926- Vasco 1 x 0; 29.03.1931 - 1 x 0; 14.04. 1940 – 0 x 0; 28.03.1943 – 0 x 1; 29.07.1951 – 0 x 0; 10.08.1952 - 2 x 0; 05.07.1953 - 1 x 1; 15.08.1954 – 0 x 0; 14.07.1957 - 1 x 0; 16.07.1961 - 1 x 0; 23.06.1963 – 0 x 1; 09.07.1967 - 0 x 0; 13.03.1977 - 0 x 0.

4 - As maiores goleadas vascaínas sobre o rival foram 6 x 0 (09.11.1930); 6 x 1 (06.11.1943) e 6 x 1 (13.04.1958). Já o placar mais registrado nesse clássico foi 0 x 0: 33 vezes. E a maior sequência de vitórias vascaína está em 10 jogos, entre 1º de dezembro de 1991 a 10 de junho de 1993. Outro detalhe: nas partidas a partir de 2000, Romário marcou 12 gols em 12 jogos contra o Flu.

5 -  Atualmente, janeiro é um mês em que os clubes fazem a pré-temporada, ou disputam as primeiras rodadas dos campeonatos regionais. Mesmo assim, o Vasco coleciona grandes vitórias no período. A rapaziada já pintou os canecos. Maior placar: 9 x 2 pra cima do Bangu. Pela mesma diferença de oito gols, há 8 x 1 sobre o Jabaquara, da cidade paulista de Santos e 7 x 0 diante da seleção da Argélia. Com menos intensidade, mas ainda com impiedade, a rapaziada já mandou  6 x  0 diante de um grande rival, o Botafogo, e 6 x 1 na caçapa do mexicano Guadalajara.  Na "escala cinco", anote: Vasco 5 x 0 Oro, do México, e 5 x 1 Olaria. Além disso, "deixo de quatro" estes aí: 4 x 0 Fluminense;  4 x 1 Madureira; 4 x 1 Bonsucesso;   4 x 0 Ceará; 4 x 0 Internacional-RS; 4 x 1 Atlético-MG; 4 x 1 Corinthians e 4 x 1 Flamengo. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

ÁLBUM DA COLLINA - TAÇA GB-1965


  Ataque campeão da I Taça Guanabara-1965, formado por Luizinho Goiano, Mário 'Tilico', Célio Taveira, Lorico e Zezinho.  A rapaziada fez esta campanha: 14.07.1965 -  5 x 0 Fluminense (gols de Célio (2),  Mário (2) e Luisinho; 22.07.1965 - 1x1 Flamengo (Luisinho); 28.07.1965 - 1x 0 América (Célio); 07.08.1965 – 3 x 1 Bangu (Mário (2) e Oldair);  11.08.1965 – 0 x 3 Botafogo; 21.08.1965  2 x 0 Fluminense (Célio (2); 25.08.1965  1 x 0 e 05.09.1965 - 2 x 0 Botafogo. (Foto reproduzida da revista Manchete).

Attack champion of the I Guanabara Cup-1965, formed by Luizinho Goiano, Mário "Tilico", Célio Taveira, Lorico and Zezinho. The boys made this campaign: 14.07.1965 - 5 x 0 Fluminense (goals of Célio (2), Mário (2) and Luisinho, 22.07.1965 - 1x1 Flamengo (Luisinho), 28.07.1965 - 1x 0 América (Célio); 07.08.1965 - 3 x 1 Bangu (Mario (2) and Oldair); 11.08.1965 - 0 x 3 Botafogo; 21.08.1965 2 x Fluminense (Célio (2); 25.08.1965 1 x 0 and 05.09.1965 - 2 x 0 Botafogo (Photo reproduced from Manchete magazine).

Naquela tarde – 5 de setembro de 1965, o capitão da equipe e zagueiro Hércules Brito Ruas ergueu o  caneco da disputa organizada pela Federação Carioca de Futebol, para indicar o seu representante  na Taça Brasil, que levava o vencedor para a Taça Libertadores da América. O jogo final, apitado por Frederico Lopes, no  "Maraca", rendeu Cr$ 72.927.380,00 (cruzeiros) e o Vasco alinhou: Gainete; Joel Felício, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e  Lrico; Luisinho Goiano, Mário 'Tilico', Célio Taveira e Zezinho.   
                                         Fotos reproduzidas da revista Manchete.


 



terça-feira, 14 de março de 2017

HISTORI&LENDAS VASCAÍNAS - DECÁLOGO

1- Aconteceu em 12 de dezembro de 1948. Na final do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, que não era campeão há 13 anos, o time vascaíno encontrou o vestiário do estádio alvinegro, na Rua General Severiano, recém pintado, com cal virgem e sem água. A rapaziada ficou com os olhos ardendo. Pra piorar, a torcida, de 15 mil desalmados, atirou pó-de-mico sobre os jogadores cruzmaltinos, que terminaram caindo, por 3 x 1.

2- Em 14 de janeiro de 1951, valendo pelo campeonato da temporada anterior, o Vasco foi à forra conta os botafoguenses. Mandou 2 x 0, com dois gols de Ademir Menezes, na final, no Maracanã, sagrando-se bi. Em 1959 (também pelo campeonato do ano anterior) , o Vasco cobrou mais: 2 x 1. E, na rodada seguinte, ficou supercampeão (no 1 x 1, com o Flamengo). Em 29 de abril de 2001, o Vasco humilhou os alvinegros: 7 x 0, pelo Estadual, com três gols de Juninho Paulista, dois de Romário, um de Pedrinho e um de Euler.


3 - Em 8 de outubro de 2000, quatro jogadores vascaínos – Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Romário e Euller – estavam na Seleção Brasileira que goleou a Venezuela, por 6 x 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2002, no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, com todos os gols da “Turma da Colina”:  Romário (4), Juninho Paulista e Euller.
Ubaldo Aquino apitou e Candinho foi o técnico destes canarinhos: Rogério Ceni (SP); Cafu (Roma), Antônio Carlos (Roma), Cléber (Cruz) e Sylvinho (Arsenal-ING); Donizete Oliveira (Cruz), Vampeta (Inter-ITA), Juninho Pernambucano (Vasco), Zé Roberto (BayLever-ALE) e Juninho Paulista (Vasco)(Ricardinho I-Cruz); Euller (Vasco) (Marques-Atl-MG) e Romário (Vasco).

4 - O Vasco estava invicto diante do "Tricolor dos Pampas", desde o 1 x 1 de 21 de julho de 2007, pelo Brasileirão,  Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 9 de outubro de 2010, rolou um extraordinário 3 x 3, em São Januário. Naquela mesma temporada, houve novo empate, mas POR 1 x 1, em 19 de junho, na casa gremista, e uma goleada cruzmaltina, em 17 de setembro, por 4 x 0, na Colina. Este é o maior placar desse confronto de escores sempre apertados, desde o primeiro pela disputa nacional, em 10 de outubro de 1971.

5 - O Vasco tem várias ligações históricas com a Portuguesa da Ilha do Governador. Foi enfrentando-a que surgiu o termo "vai dar zebra", isto é, com a vitória dela, que não era a favorita, em um pega contra o "Almirante". Clube amigo do Vasco, A Lusa da Ilha convidou a rapaziada para inaugurar o Estádio do Morro dos Ventos Uivantes, como a turma apelidou a casa do clube, isto é, Estádio Luso-Brasileiro. Foi em 02.10.1965, em Vasco 2 x 0 Portuguesa, apitado por Frederico Lopes, com renda de Cr$ 10.406.500 e gols de Zezinho e Luisão (contra). Seu Zezé Moreira mandou o Vasco inaugurador de estádios rolar a bola com: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Silas; Maranhão e Oldair; Mário, Célio, Saulzinho e Zezinho. A sua vizinha era: Wagner; Bruno e Luisão; Zózimo e Tião; Jedir e Mário Breves; Inaldo, Tito, Mauro e Zé Carlos. O técnico chamava-se Antonio Moraes.
 
6 - Temporadas de 1933 a 1940 – Alguns jogos do Vasco valeram pelo Campeonato Carioca e pelo Torneio Rio-São Paulo. Em 1990, as partidas vascaínas contra o Grêmio-RS valeram pela primeira fase da Taça Libertadores e pela Supercopa do Brasil.
 
7 - Temporada de 1997 - O Vasco negociou Edmundo, com a italiana Fiorentina, por US$ 9 milhões. O “Animal” ajudou o time a terminar em terceiro lugar na Serie A da temporada 1998/99, mas brigou com a torcida da “Viola”, por desfalcar a equipe para passar o Carnaval-1999 no Rio de Janeiro. Então, voltou para o Vasco, por US$ 15 milhões, e ficou de 1999 a 2003. Maior compra de um clube brasileiro, até então. Edmundo veio para o segundo turno do Estadual-RJ de 1999, que ajuda o Vasco a vencer, também.
 
8 - 14 de outubro de 1973 – O Santos foi ao Maracanã encarar o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. Era a primeira vez em que Pelé enfrentaria Roberto Dinamite, um garoto, de 19 anos, do qual se esperava tremer diante do “Rei do Futebol”. No entanto, aos 34 minutos do primeiro tempo, o lateral-direito Paulo César lançou, na medida, para o Dinamite ganhar na corrida do defensor santista Carlos Alberto Torres, e emendar, de sem-pulo, para a rede. Golaço! Pelé foi cumprimentá-lo e disse, após o jogo: “Foi o gol mais bonito que eu vi neste campeonato. Se o garoto for bem trabalhado, será um craque”.
Palavra de rei: nem o destino muda a história do futuro.

9  - Romário de Souza Faria, nascido em 29 de janeiro de 1966, no Rio de Janeiro, foi vascaíno de 1985 a 1988; de 2000 a 2002; de 2005 a 2006, e em 2007. Cria da casa, tornou-se artilheiro dos campeonatos de todas as categorias e campeão de quase todas. Na primeira passagem pela Colina, até 1988, marcou 50 gols, em 105 jogos pelas categorias de base, e 116, em 196 partidas pelo time A. Na segunda, do finalzinho de 1999 até meados de 2002, mandou 136 bolas nas redes. Na terceira, em 2005/2006, chegou aos 300 gols, como profissional vascaíno. Na última, em 2007, faltando 13 tentos para o milésimo, voltou ao Vasco. O ‘gol mil’ teve o número 313 coma camisa cruzmaltina.
 
10 - O Vasco disputou dois Torneios Extras da bola carioca: em 1934 e em 1952. Neste, chamado de Torneio Extra Carlos Martins da Rocha, entre times mistos, a denominação seria Torneio Extra de Suplentes, mas foi desprezada, por temer-se desmotivação dos torcedores. A Turma da Colina ficou em quinto lugar, no Grupo A, sem classificar-se ao quadrangular final, após 5 jogos, com uma vitória, um empate e 3 derrotas, fazendo 11 e sofrendo 11 tentos. Na primeira disputa, ao final do ano, após o campeonato da Liga Carioca de Futebol, entre os mesmos times e em três turnos, a rapaziada ficou em terceiro, com 6 vitórias, 4 empates e uma derrota, marcando 23 e sofrendo 16 gols. O Vasco abandonou a disputa, antes da última rodada do segundo turno, por estar rompido com o adversário, o Flamengo
Extra! Extra! O Almirante pulou fora do barco!
 

 

segunda-feira, 13 de março de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - GALENSES

1 - Os primeiros amistosos entre Vasco e Atlético-MG foram uma prova da superioridade incontestável dos cruzmaltinos sobre os mineiros. Confira os oito pegas iniciais desse duelo: 20.11.1932 – Vasco 0 x 0 Atlético-MG; 26.09.1937 – Vasco 2 x 1; 17.04.1938 – Vasco 3 x 5; 09.04.1939 – Vasco 1 x 0; 04.03.1945 – Vasco 5 x 2; 07.03.1945 – Vasco 3 x 1; 21.01.1948 – Vasco 1 x 2; 30.05.1948 – Vasco 2 x 0; 08.08.1948 – Vasco 3 x 2.   O primeiro jogo oficial de vascaínos e atleticanos só foi acontecer em 7 de maio de 1967, três décadas e meia depois, quando o Torneio Rio-São Paulo foi acrescido com clubes mineiros e gaúchos. 

2 -  No Estádio dos Aflitos, em Recife, o Vasco esteve desde 1951, na época do “Expresso da Vitória”. A casa chama-se Eládio de Barros Carvalho, em homenagem a um dirigente que comandou o Náutico Capiberibe por 15 temporadas.  Eis as partidas: 20 de junho de 1951- (quarta-feira) - amistoso - Vasco 2 x 1 Náutico (gols: Tesourinha e Ipojucan) ; 10 de fevereiro de 1965 - Torneio Quadrangular Cinquentenário da Federação Pernambucana de Futebol -  Vasco 1 x 1 Náutico (Célio); 17 de maio de 1967 – Torneio Quadrangular -  Vasco 0 x 0 Náutico; 5 de maio de 1991 – Campeonato Brasileiro Série A – Vasco 0 x 0 Náutico; 25 de maio de 1992 –  Brasileiro Série A – Vasco 1 x 1 Náutico (Bismarck). 20 de maio de 2007 –  Brasileiro Série A – Vasco 2 x 2 Náutico (Morais (2); 13 de abril de 2011 – Copa do Brasil – Vasco 3 x 0 Náutico (Dedé, Alecsandro e Bernardo); 5 de setembro de 2012 –  Brasileiro Série A - Vasco 1 x 1 Náutico; 4 de setembro de 2013 – Brasileiro Série A – Vasco 3 x 0 Náutico (Marlone (2) e Wllie).       

3 – O Vasco já se pegou com o rival Fluminense, em duas oportunidades, na data 5 de março: em 1944 e em 2006. E em ambas empatou, pelo mesmo placar de 2 x 2. Da primeira vez, valeu pelo Torneio Relâmpago, em um domingo, em General Severiano, o estadinho do Botafogo. Cordeiro e Jair marcaram os tentos da rapaziada que, por sinal, naquele dia, esteve disputando uma taça, levada para São Januário. Época em que o “Expresso da Vitória” estava  chegando aos trilhos. Em 2006, o empate foi pela quarta rodada da Taça Rio, com gols cruzmaltinos marcados por Ygor, aos 33 minutos do primeiro tempo, e Claudemir aos 3 do segundo.   

4 - Em 8 de outubro de 2000, quatro jogadores vascaínos – Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Romário e Euller – estavam na Seleção Brasileira que goleou a Venezuela, por 6 x 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2002, no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, com todos os gols da “Turma da Colina”:  Romário (4), Juninho Paulista e Euller.
Ubaldo Aquino apitou e Candinho foi o técnico destes canarinhos: Rogério Ceni (SP); Cafu (Roma), Antônio Carlos (Roma), Cléber (Cruz) e Sylvinho (Arsenal-ING); Donizete Oliveira (Cruz), Vampeta (Inter-ITA), Juninho Pernambucano (Vasco), Zé Roberto (BayLever-ALE) e Juninho Paulista (Vasco)(Ricardinho I-Cruz); Euller (Vasco) (Marques-Atl-MG) e Romário (Vasco).

5 - O Vasco estava invicto diante do "Tricolor dos Pampas", desde o 1 x 1 de 21 de julho de 2007, pelo Brasileirão,  Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 9 de outubro de 2010, rolou um extraordinário 3 x 3, em São Januário. Naquela mesma temporada, houve novo empate, mas POR 1 x 1, em 19 de junho, na casa gremista, e uma goleada cruzmaltina, em 17 de setembro, por 4 x 0, na Colina. Este é o maior placar desse confronto de escores sempre apertados, desde o primeiro pela disputa nacional, em 10 de outubro de 1971.

domingo, 12 de março de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PIRATAS QUE ASSOMBRARAM OS MARES

 Nem só de homens com lenços cobrindo a cabeça, brincos enormes brilhando nas orelhas e papagaio pulando em seus  ombros viveu a história da pirataria pelos mares do planeta. As mulheres também fizeram parte desse mundo, embora pouco lembradas pelos machistas historiadores.
Uma das piratas mais famosa foi a irlandesa Grace O’Malley, tida como a principal das que assombraram os mares ocidentais. Filha de uma rica família de pescadores, foi a mais temida das águas que banhavam a Inglaterra. Inclusiva, conta-se que dera a luz ao seu primeiro filho – Theobaldo – quando o seu navio estava sendo atacado e que, logo após o parto, subiu ao convés para encorajar os seus marujos à luta. Exagero, lenda? Você decide.
 Grace O´Malley não envolveu-se só com a pirataria. Achou de se meter na briga de ingleses e irlandeses, pela Ilha Esmeralda, e terminou caçada pelo governador inglês da Irlanda, Sir Richard Binghan, que matou um dos seus filhos e convenceu um outro a mudar de lado. Sem problemas! Grace o encarou, não importando se o havia parido.
 A intrépida Mary O´Malley viveu por 70 anos, até 1603. Conta-se, também, que ela conseguiu  chegar até a Rainha Elizabeth I, em 1593, e  obtido permissão para reconstituir a sua patota, que teria passado para o comando de Theobaldo.  
Mary Read, Anne Bonny e Jack Rackman, em moldura
 pinadas por Chris Collingwood, em 1720
Já a inglesa Mary Read  preferiu operar pelos mares do  Caribe.  Criada como menino, vestia-se como homem e serviu ao exército, antes de cair na pirataria. Disfarçada de homem, a sua especialidade, embarcou na tripulação do pirata Calico John Rackmam, que leva Anne Bonny, que descobriu o seu disfarce, e formou com os dois um trio infernal.
Nesse caso aí, o ciúme de mulher não vingou entre as duas. Ficaram amigas e transavam com Rackman quando estavam a perigo, parceria que rendeu vários assaltos, tornando-os os mais temidos dos mares caribenhos e valendo-lhes caçada pela marinha inglesa.
De sua parte a irlandesa Anny  Bonny era filha de um advogado com uma criada, pela qual o pai deixou a esposa e foi viver com a moça nos Estados Unidos. Anne era  adolescente quando encantou-se por um pirata e fugiu com ele para a Ilha Providence, grande point da piratagem. Quando foi capturada, juntamente com Mary, ambas lutaram, bravamente.  Em novembro de 1820, foram julgadas, separadamente, e condenadas à forca. Após o veredicto, elas anunciaram que estavam grávidas de Rackman, que foi enforcado, e a execução foi suspensa. Mary Read contraiu uma febre e não sobreviveu, enquanto Anne Bonny teve seu bebê, escapou da forca e desapareceu da vida de muitas emoções.

sábado, 11 de março de 2017

KIKE EDITORIAL-14, OU O VENENO DO ESPORPIÃO - CIÚME À BRASILIENSE

Brasília é a capital do mimetismo social. Por mínima importância que tenham, os seus habitantes que circulam pelas artérias que levam ao seu coração se alçam a prestígios estratosféricos e insinuam tremenda intimidade com o poder. 
Quem mais sofre com eventuais desprestígio  do Palácio do Planalto  é o Ministério das Relações Exteriores, o chamado Itamaraty. Faz beicinhos, calundus e não disfarça o ciúme. Um dos casos mais marrentos rolou, em 1963, quando o presidente João Goulart tratou, diretamente, com o embaixador Lincoln Gordon e trouxe ao Brasil o Secretária de Justiça dos Estados Unidos, Robert Kennedy, irmão do presidente John Kennedy. Ignorou, completamente,  a diplomataiada. Se bem que não era a primeira vez em que a Casa do Barão de Rio Branco ia a escanteio.


 Por aquela época, passada a crise envolvendo Washington e Moscou, devido a decisão soviética de instalar mísseis nas barbas do Tio Sam, em Cuba, o Kremlin já reconhecia o pedaço cucaracha como área de influência do seu rival na guerra fria e desistira de ver, por aqui, países neutralistas e não alinhados. De sua parte, os “Iztêitiz” queriam um papinho com Brasília. Se ela fazia parte do seu quintal, porque então o seu governo encampara empresas norte-americanas? Porque negociara, com a Polônia, a compra de 100 helicópteros e a montagem de uma usina termoelétrica, em São Jerônimo-RS?

NINGUÉM MELHOR DO QUE o Itamaraty para correr atrás desse papo, certo? Claro que não, do ponto de vista do Jango.
 Arestas a aparar, João Belchior Marques Goulart precisava que o Tio Sam dinamizasse, urgentemente, a cota brasuca no programa Aliança para o Progresso e a continuidade da sua ajuda militar às nossas forças armadas. Para ele, assuntos muito importantes para deixar por conta de diplomatas. Deveria ser papo de pé do cangote entre ele e o bico da “Águia”,  num momento em quereatava-se relações diplomáticas e comerciais com a patota liderada pelo Primeiro Secretário do Partido Comunista soviético, Nikita Serguêievitch Khrushchovv.             
 Com o Itamaraty no banco dos reservas, sem nenhuma chance de entrar em campo, o ciumento “premier” e chanceler interino Hermes  Lima não compareceu ao desembarque de Robert Kennedy, no aeroporto de Brasília, durante uma madrugada. Pediu ao Ministro da Guerra, o general Amaury Kruel, para representa-lo. De quebra, quando chegou ao Palácio da Alvorada, para participar de uma conferência, Jango já estava trancado na biblioteca com Bob Kennedy, que  passou 18 horas na cidade, cinco das quais do seu lado, sendo três de parrapapás e duas num  regabofe.
 
 O BRASIL VISITADO POR Bob Kennedy vivia um incômodo processo inflacionário, com Jango precisando reconquistar, por plebiscito, autoridade e poder diluídos pelo parlamentarismo e, sobretudo, empossar um ministério estável. Por isso, ele adotou uma diplomacia pessoal e agressiva. Pela lógica e o bom senso, deveria fazê-lo com a participação de outros membros do seu Governo – menos do ciumento Itamaraty, que não tinha força nem para convencer Moscou a não substituir o seu embaixador no Brasil por diplomata de nenhum prestígio.