Vasco

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

VASMENGO & FLAVAS - CLÁUDIO-10

O treinador Cláudio Garcia chegou a São Januário, em 1986, para comandar o time que vinha, desde 1985, sob o comando de Antônio Lopes. Mas não demorou muito. Na mesma temporada saiu, passando o cargo a Joel Santana.
Reprodução de matéria da revisa "Placar". Agradecimento
Ex-atleta da Prudentina-SP, que o revelou e negociou o seu passe, com o Fluminense, Cláudio só vestiu mais uma camisa, a do Ceub Esporte Clube, de Brasília, onde iniciou a carreira de treinador.
 No futebol carioca, o Fluminense teve o primeiro time dirigido por Cláudio Garcia, que fora campeão carioca, como atleta, em 1969, e do último Torneio Roberto Gomes Pedrosa, antes do Brasileirão, em 1970.  Na direção da equipe tricolor, ganhou  a  Taça Guanabara-1983 e foi tirado das Laranjeiras, pelo Flamengo, que gostara do seu currículo no rival – 41 jogos, 25 vitórias, 10 empates e 6 derrotas, ou 69,11% de aproveitamento,. Saiu para ganhar a Taça Rio de Janeiro, mas, ao final da temporada, perdeu o titulo carioca para o seu ex-time.
Cláudio Garcia ficou pelo Flamengo até 1984.  Como treinador do time rubro-negro, conseguiu, em 46 partidas, 28 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, ou 67,39% de aproveitamento.
 
 
 
 
 
Atacante revelado pela Prudenteina-SP, Cláudio é o  terceiro agachado ao centro do ataque. Reproduzido de www..esqudroesdofutebol
VASCAINAMENTE - Cláudio Garcia foi contratado, pelo Vasco, porque Antônio Lopes perdera a decisão do título estadual-1986, para o Flamengo, em 10 de agosto, do qual distanciara-se cinco pontos da contagem geral do campeonato, juntando as três partidas decisivas. Estreou no domingo 24 de agosto, em 0 x 1 Criciúma-SC, amistosamente, no Estádio Heriberto Hulse, na cidade do mesmo. Na quarta-feira 27, em novo amistoso ficou no 1 x 1 Uberlândia-MG, no Parque Sabiá, na terra do visitado.  
  Cláudio foi o único trinador que não conseguiu vencer como vascaíno. Caiu após a 7º rodada do Campeonato Brasileiro, no domingo 21 de setembro, por ter perdido, do inexpressivo capixaba Rio Branco, por 0 x 1. Já era uma queda esperada, pois o seu time passara toda aquela parte da disputa “inimigo da vitória”, desde 31 de agosto – 0 x 1 Náutico-PE; 0 x 1 Bahia; 0 x 1 Guarani de Campinas-SP; 0 x 0 Santos e 0 x 0 Cruzeiro.   
  Durante o seu tempo pela Colina, Cláudio Garcia barrou o apoiador Gersinho, que já havia dispensado, em 1979, do Guarani de Campinas, alegando driblar muito e prender, exageradamente, a bola. Bastou ele sair para o jogador ser aclamado, pela torcida vascaína, na volta ao time titular, além de marcar três gols em quatro jogos decisivos pela vaga à segunda fase daquela Copa Brasil (não confundir como Copa do Brasil), como fora chamado o Campeonato Brasileiro da época.   

TRAGÉDIAS DA COLINA - PORRADA-1986

Era 8 de maio de 1986 e o Vasco perdia do Americano, de Campos-RJ, por 2 x 3, em São Januário, pelo Estadual-RJ. Aos 33 minutos da etapa final, quando rolava um tumulto, a torcida cruzmaltina invadiu o gamado para pegar, na porrada, os jogadores visitantes.
Para salvar a pele, os alvinegros campistas fugiram para o vestiário e se recusaram a sair de lá, alegando falta de segurança. Então, o juiz Carlos Elias Pimentel garantiu-lhe que nada lhes aconteceria, se eles voltassem para o jogo. Mesmo assim, a proposta não foi aceita. Esgotado o tempo regulamentar, o jogo foi dado por encerrado.  
O prélio teve 4.140 presentes e renda de Cz$ 126 mil, 535 cruzados, a moeda da época, tendo o time vascaíno, treinado pelo “Delegado” Antônio Lopes, sido formado por: Paulo Sérgio, Paulo Roberto “Gaúcho”, Donato, Fernando e Lira; Vitor, Josenilton (Henrique) e Geovani (Claudinho); Santos, Roberto “Gaúcho” e Romário.

A GLÓRIA DO VASCO, POR TIM LOPES

 Um dos maiores repórteres investigativos das últimas décadas na imprensa carioca, Tim Lopes foi assassinado, barbaramente, em 2 de junho de 2002, pelo traficante Elias 'Maluco", que o golpeou com uma espada, quando investigava o tema para uma reportagem da TV Globo, da qual era produtor, desde 1996. Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, o seu nome verdadeiro, nascera gaúcho, em 18 de novembro de 1950 e, quando o Vasco conquistou a Taça Guanabara-1986, ele escreveu este artigo para um jornal do grupo:  
Reprodução de www.jornalismojunior. Agradecimento
Por Tim Lopes
"Foi uma festa vascaína. Às 19h45, quando o Maracanã apagava seus refletores, o herói e artilheiro da Taça Guanabara descia as escadas para o vestiário suado e cansado, mas feliz. Ele sabia que estava começando ali uma nova era para a equipe de São Januário, a sua era, a era Romário.
Depois de habitar por mais de 17 anos os apaixonados corações dos torcedores vascaínos, o veterano ídolo Roberto Dinamite começa a dividir as luzes da ribalta com seu pequeno sucessor. Romário, 20 anos, mereceu os dois gols que marcou contra o Flamengo, aos 5 e aos 45 minutos do segundo tempo, que deram o título da Taça Guanabara ao Vasco e o colocaram na frente do eterno Roberto na artilharia do campeonato. Agora, Romário tem 12 gols e Roberto 11, o que deixa o Vasco com os dois primeiros goleadores e o ataque mais positivo: 29 gols.
 
O GRITO SELVAGEM da galera contagiava os jogadores. Afinal, o Maracanã teve público e renda recordes da temporada: 3 377 325 cruzados e 121 093 pagantes. Para ajudar o Vasco, a Mancha Verde, torcida do Palmeiras, também compareceu, o que aumentou a ira rubro-negra. Eram cânticos de guerra, batalha de bandeiras e muito carnaval, tudo misturado. Na arquibancada, parte da bateria da Escola de Samba Império Serrano empurrava o Vasco em campo. O tradicional "Casaca, casaca, zaca, zaca, zaca.../A turma é boa, é mesmo da fuzarca..." se misturava com o refrão do samba-enredo mais popular do carnaval: "Me dá, me dá, me dá o que é meu / Foram oito anos (tempo em que o Vasco ficou sem o título da Taça Guanabara) que alguém comeu..."
 
O jovem Romário,
reproduzido da revistas Ela&Ela
"Nunca perdi uma decisão para o Flamengo", dizia Romário confiante, ao acordar, domingo, na concentração do clube. Em sua curta carreira, iniciada num time de bairro, o Estrelinha, Romário de Souza Faria sempre foi artilheiro e nunca tremeu diante do Flamengo. Foi campeão juvenil, de juniores e, agora, no profissional, sempre sobre o Flamengo. "Voltei a provar que não faço gol só em time pequeno. Meti logo dois no Flamengo que é para calar a boca de muita gente", desabafava.

 O TÃO SONHADO título vascaíno continuou a ser comemorado, pela quente noite carioca, por dirigentes e jogadores. Boa parte do grupo foi para uma churrascaria em Copacabana, mas o artilheiro Romário preferiu refugiar-se na casa dos pais, no modesto bairro de Vila da Penha. Lá, ele esqueceu a injustiça do corte da seleção de juniores que foi a Moscou e conquistou o bicampeonato mundial. E sonhou em ser, para o Vasco, o que Roberto, o velho Bob Dinamite, representa hoje. Um ídolo e craque inesquecível".

FICHA TÉCNICA -  20.04.1986 – VASCO 2 x 0 FLAMENGO. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Luís Carlos Félix. Renda: Cr$ 3 milhões, 377 mil, 325  cruzeiros. Público: 121 093. Gols: Romário, aos 5 e aos 45 min do 2º tempo. VASACO: Paulo Sérgio; Paulo Roberto “Gaúcho”, Donato, Fernando e Lira; Mazinho, Gersinho (Geovani) e Josenílton; Mauricinho, Roberto e Romário. Técnico: Antônio Lopes.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A TURMA DO SÃO JANUGÁVEA-9

Atleta vascaíno, entre 1971 e 1975, com uma passagem pelo Olaria, em 1973, Joel Santana foi um zagueiro sem muito sucesso, mas que destacou-se como treinador. Jogando, foi campeão só duas vezes enquanto esteve na Colina, faturando o Estadual-1970 e o Brasileiro-1974. 
  O primeiro título de Joel Santana, como treinador, foi pelo Vasco, a Taça Guanabara de 1987. Mas não foi suficiente para ele ficar o final do Campeonato Estadual. Trocado por  Sebastião Lazaroni, voltou, em 1992, para ser campeão-RJ, invicto. Após a última vitória (sobre o Bangu), foi carregado, nos ombros, pelos torcedores. Em 1993, foi bi, vencendo o Fluminense, na partida final.
  Mesmo enfaixado campeão, surgiu um impasse financeiro entre ele e o Vasco, resultando em sua saída de São Januário. Mas voltou, para o último jogo vascaíno, em 2000, substituindo Oswaldo de Oliveira, na partida que decidia a Copa Mercosul, contra o Palmeiras, na casa do adversário. Após perder o primeiro tempo, por 0 x 3, o time virou, para 4 x 3, e foi o campeão.
  Em janeiro, de 2001, Joel Santana levou o Vasco a um outro título, o da Copa João Havelange, que foi o Brasileirão-2000, decidido com atraso, em janeiro de 2001. Mandou 3 x 1 pra cima do São Caetano-SP, no Maracanã. Em  2005, caiu, por ter sido eliminado da Copa do Brasil, dentro da Colina, pelo desconhecido (pela torcida carioca), Baraúnas-RN, que lhe mandou 3 x 0 – o ex-goleiro Humberto Torgado (década-1960) reivindica para si o lançamento de Joel Santana como treinador.
Reproduzido de www.paixaovascao. Agradeciomento

ATLETA - O iniciante nas pesquisas sobre a história do Vasco da Gama deve ficar atento para não marcar o início da carreira de atleta de Joel Santana pelo clube a partir dos primeiros anos da década-1960. Aquele Joel que aparece nas escalações é o Joel Felício. O Joel Santana vai aparecer nas escalações a partir de 1973, disputando vaga com Miguel ou Moisés, quando o time-base era: Andrada; Paulo César (Fidélis), Miguel (Joel), Moisés, (Renê) e Alfinete; Alcir, Zanata e Gaúcho (Ademir); Luís Fumanchu (Jorginho Carvoeiro), Roberto Dinamite (Dé) e Luiz Carlos Lemos.
Em 1974 e em 1975, a corrida pela vaga continuou, com os mesmos dois concorrentes, Miguel e Moisés  Em seu último Vasco, o de1976, a disputa pela posição foi com Abel Braga, quando a base era:  Mazzaropi, Toninho (Gaúcho), Abel (Joel), Renê e Marco Antônio (Luís Augusto); Zé Mário (Helinho), Zanata (Pastoril) e Luiz Carlos (Jair Pereira); Fumanchu (Galdino), Dé e Roberto.
FLAMENGUISTA - Carioca, nascido em 25 de dezembro de 1948, Joel Natalino Santana totalizou sete comandos do time vascaíno (1986/87; 1992/93/ 2000/2001; 2004/2004; 2014). Pelo Flamengo, foram cinco passagens (1996/1998/2005/2007/2008/2012).
Joel já tinha dois títulos estaduais no currículo (um pelo Fluminense), quando o Flamengo o convidou para   comandar a sua rapaziada, em 1996. Foi e venceu, invictamente. Fez o "quatro aí". Em 1998, estava na Gávea, novamente, mas só por seis meses e sem canecos e faixas. Voltou, em 2004, quando o Flamengo estava caindo pelas tabelas no Campeonato Brasileiro. Joel evitou o rebaixamento, com nove jogos a disputas, obtendo seis vitórias e três empates.
A próxima passagem pelo clube foi em 2007, com a mesma missão de recuperar o time, que ia mal no Brasileirão. Como teve mais jogos para armar o time, após 26 compromissos, tirou a rapaziada da zona de rebaixamento e a levou à Taça Libertadores-2008. Neste ano, saiu campeão estadual do Flamengo, para dirigir a seleção da África do Sul. 
Reproduzido de www.maiortorcida
Por fim, o ciclo de Joel Santana na Gávea terminou em 2012, quando voltou sem conseguir dar regularidade ao time.
Joel dirigiu o time vascaíno por 123 jogos, obtendo 71 vitórias, 32 empates e sofrendo 20 derrotas, o que lhe deram 54,5% de aproveitamento. No Flamengo, foram 200 partidas, vencendo 114, empatando 45 e perdendo 40, que deixaram o salto de 65% de sucesso.

FERAS DA COLINA - PALHINHA

Maior revelação do Cruzeiro, após a geração de Tostão e Dirceu Lopes e campeão da Taça Libertadores-1976, pelo Cruzeiro, sendo o principal artilheiro da disputa, com 13 gols, ele vestiu pouco a camisa cruzmaltina, apenas nove vezes, marcando um só gol, em novo jogos – em Vasco 5 x 2 Americano-RJ, em... de...1982.
Reproduzido de www.gazetapress
Agradecimento
Palhinha estreou vascaíno com 1 x 0 Madureira, em .... 1982. Pouco, mas o suficiente para ajudar a “Turma da Colina” a conquistar o Estadual-RJ da temporada, levando no currículo, além dos jogos cruzeirenses, passagens pelo Corinthians (campeão paulista no time que quebrou jejum de 21 anos sem o título do Paulistão), Atlético-MG, Santos e Seleção Brasileira. Por sinal, quando o Cruzeiro negociou o seu passe com o “Timão”, foi a maior transação financeira no futebol brasileiro, Cr$ 7 milhões de cruzeiros, um assombro.  
Vanderlei Eustáquio de Oliveira, nascido em Belo Horizonte, em 11 de junho de 1950, compensava a baixa estatura, de 1m68cm, com muita raça e qualidade técnica. Desde os tempos de garoto da equipe de futebol de salão do Colégio Liceu Salesiano, em BH. Mas o treinador Antoninho o dispensou da seleção brasileira olímpica, em 1967, alegando baixa centimetragem para um atacante.
Para fazer sucesso nos gramados, partiu do time do bairro do Barreiro, onde o olheiro cruzeirense Lincoln Alves o descobriu e o levou para o salonismo da “Raposa”. Ainda Vanderlei, topou o convite e foi escondido do pai, com medo de apanhar. Foi e ficou. Depois do Vasco, encerrou a carreira defendendo o América-MG.  

A MUSA VASCAÍNA DO DIA - BIANKA

A lida, belíssima, deslumbrante modelo Bianka Cabral é quem comparece, hoje, à galeria das "Deusas da Colina. Assim como Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, ela descobriu o Vasco da Gama como a sua grande paixão.  O Kike a viu em www.vasconoticias, onde exibe o seu charme para a galera. Bianka está vibrando com as últimas vitórias vascaínas, que colocam o time bem pertinho da zona de classificação à Taça Libertadores da América-2018, e bota fé que a rapaziada vai pingar por lá. Evidentemente, contanto com a sua força e energia na torcida.

The beautiful, beautiful, stunning model Bianka Cabral is the one who attends today the gallery of the Goddesses of the Hill. As Pedro Álvares Cabral discovered Brazil, she discovered the Vasco da Gama as her great passion. Bianka is buzzing with the latest Basque victories, which put his team very close to the Copa Libertadores Cup of 2018, and put the faith that the boys will dribble over there. Of course, with its strength and energy in the crowd.
Isso é o que é amor ao "Almirante": mostrado na perna, na coxa e no coração. Sozinha na arquibancada.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VASCAMENGUISTAS-8 - CA DIAS

Reproduzido de álbum de figurinhas
 Carlos Alberto Dias foi um desses jogadores chamados de “ciganos”. Passou por 13 clubes. Em São Januário, esteve entre 1992 e1993, quando disputou 50 partidas e marcou 14 tentos – seis na primeira temporada e oito na segunda. Fez parte do time bicampeão estadual que tinha as estrelas Edmundo, Roberto Dinamite e Bismarck.
A estreia do habilidoso meia ofensivo ocorreu em 31 de outubro de 1992, no 0 x 0 Madureira, pelo Campeonato Estadual, em jogo de pequeno público – 1.453 pagantes – , no estádio suburbano do adversário, à Rua Conselheiro Galvão. O primeiro gol cruzmaltino dele, também, foi pouco visto: por 11.722 pagantes, em 1 x 1 Flamengo, em São Januário, em 4 de outubro do mesmo 1992, também valendo pelo Estadual.
Em sua temporada de chegada ao Vasco, Dias participou de 15 dos  24 jogos do título estadual, marcando seis gols. Na segunda, entrou em 14 dos 24 compromissos, deixando apenas uma bola na rede.
 Em 1992, o time-base tinha: Carlos Germano; Winck, Jorge Luís, Tinho e Cássio; Luisinho, Dias, Bismarck e Roberto Dinamite;  Edmundo e Valdir “Bigode”.  Em 1993, na defesa, entraram Pimentel, no lugar de Winck, e Torres no de Tinho. No meio-de-campo, Dias era constante, juntamente com Luisinho, Leandro e Geovani, enquanto Bismarck e Valdir eram a base atacante.    
Reproduzido de
www.butecodoflamengo
Devido às suas boas atuações naquela temporada, foi convocado, pelo treinador Carlos Alberto Parreira, para a Seleção Brasileira. Mas fez só uma partida canarinha, em 15 de abril de 1992, vencendo a Finlândia, por 3 x 1, no estádio José Fragelli, em Cuiabá-MT, entrando no segundo tempo. O time teve: Sérgio; Luis Carlos Winck (Charles Guerreiro), Marcelo Djian,  Márcio Santos e Lira (Roberto Carlos);  Mauro Silva, Leovegildo Júnior, Luiz Henrique (Dias) e Paulo Sérgio; Bebeto e Valdeir (Renato Gaúcho).
Por sinal, naquele dia, havia mais dois vascaínos na partida,  Bebeto  – autor de dois tentos –  e Winck,  além de um ex-cruzmaltino, Lira, e um futuro colineiro, Charles Guerreiro.    
Bicampeão estadual vascíno-1992/1993, Carlos Alberto Dias não conseguiu ganhar nenhum título quando defendeu o Flamengo, que foi o seu sétimo clube – o Vasco foi o quinto –, em 1994. Ficou só por 18 jogos e cinco gols com a camisas rubro-negra.  
 

 

 

MUSA CRUZMALTINA DO DIA - PATRICIA

 
Esta é a bela modelo  Patrícia, em foto reproduzida de www.globoesporte.com, com os nossos agradecimentos, pela divulgação das musas do Brasileirão. O "Kike" agradece também, a Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre D' Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Sousa Júnior, que fundaram  o Club de Regatas Vasco da Gama, para ter uma torcedora tão linda inteligente e trabalhadora.

This is the beautiful model Patricia in photo reproduced in www.globoesporte.com, with our thanks for the disclosure of the Brasileirão muses. The "Kike" thanks also to Henrique Ferreira Monteiro, Luis Antonio Rodrigues, José Alexandre D 'Avelar Rodrigues and Manuel Teixeira de Sousa Junior, who founded the Club de Regatas Vasco da Gama, to have a cheerleader so beautiful smart and hardworking.
 
 
 
 

VASCO DAS CAPAS - FRENTISTAS


O pernambucano Vevé e o gaucho´Saulzinho passaram por São Januário pela primeira metade da decada-1960. Na época, a "Turma da Colina" passava por uma entressafra e não vinha beliscando taças e nem faixas. Com isso, o primeiro terminou emprestado ao Esporte Clube Bahia. De sua pare, o segundo teve mais sorte e foi o principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, com 18 tentos, deixando para trás os grandes "matadores" da época – Dida, Henrique Frade, Amarildo, Quarentinha, etc –. Poderia ter ido mais longe, mas uma contusão o tirou de cena quando vivia boa fase, barrando-lhe, inclusive, a chance de disputar uma vaga na Seleção Brasileira que foi à Copa do Mundo do Chile. 

The pernambucano Vevé and the gaúcho Saulzinho passed through São Januário for the first half of the 1960s. At the time, the "Turma da Colina" was going through an offseason and was not pinching bowls or banners. With this, the first loaned to Esporte Clube Bahia. From his stop, the second had more luck and was the leading scorer of the 1962 Carioca Championship, with 18 goals, leaving behind the great "killers" of the season - Dida, Henrique Frade, Amarildo, Quarentinha, etc -. He could have gone further, but a bruise took him out of the scene when he was in good shape, barring him, even, the chance to play in the Brazilian national team that went to the World Cup in Chile.     

domingo, 25 de junho de 2017

FLAMANTES E VASCAINANTES-7 - LUIZÃO

Em foto de www.netvasco, Luizão fez 71 jogos e 38 gols
 com a camisa cruzmaltina, em 1998. Agradecimento.
 
Luiz Carlos Bombonato Goulart, o centroavante Luizão, ajudou o Vasco a conquistar a Taça Libertadores-1998. Paulista, de Rubinéia, nascido em 14 de novembro de 1975, este escorpiano pentacampeão mundial, em 2002, pela Seleção Brasileira, disputou 71 jogos vascaínos – 54, em 1998 e 17, em 1999 – deixando em sua história na Colina 38 bolas nas redes.
  A estreia cruzmaltina de Luizão foi vencendo o Bangu, em 18 de janeiro de 1998, pelo Estadual-RJ, em São Januário. Mas, naquele dia, quem matou foi o “Pantera” Donizete, seu parceiro de ataque, com 1 minuto de bola rolando. Jorge dos Santos Travassos apitou aquela pugna, assistida por apenas 3.307 pagantes. O treinador Antônio Lopes escalou assim o primeiro Vasco de Luizão: Carlos Germano (Márcio); Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha (Fabrício Eduardo), Nélson e Pedrinho; Mauricinho, Donziete e Luizão (Sorato).    
  Luizão marcou o seu primeiro gol vascaíno em 1º de fevereiro de 1998, em São Januário, na goleada  por 5 x 0 Americano, pelo Estadual-RJ. Saiu aos 28 minutos do segundo tempo. Marcio; Vítor, Odvan, mauro Galvão e Felipe (Maricá); Nasa, Luisinho (Fabrício Eduardo) , Ramon Menezes e Pedrinho; Luizão e Brener fôramos escalados pelo treinador Antônio Lopes.
Reprodução de www.flamengoeternamente. Agradecimento.

Luizão passou, apenas, uma temporada em São Januário, tendo ficado na história do clube como um dos campeões da Taça Libertadores-1989, marcando um gol em cada um dos dois jogos contra o equatoriano Barcelona. “A conquista da Taça Libertadores pelo Vasco foi muito importante para mim, porque representou o meu primeiro título sul-americano. Além do mais, eu havia chegado ao Vasco com a responsabilidade, muito grande, de substituir o Edmundo, que era o maior ídolo da torcida vascaína”, disse aos repórteres na volta do Equador.
Pelas finais da Copa do Brasil-2006, ele já estava do lado rubro-negro, marcou gol diante dos vascaínos e saiu batendo no peito. Segundo ele, era flamenguista desde criança. “Ser campeão pelo meu time de infância foi uma alegria muito grande. Sempre sonhei em ser campeão com a camisa do Flamengo”, declarou após a final – o Fla venceu os dois jogos da decisão, por 2 x 0 e 1 x 0 e Luizão fez o segundo gol do primeiro jogo.

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - LOU, "LA GIOCONDA" DE COPACABANA

Estava lá – na Avenida Sernambetiba – um corpo estendido no chão – com a cabeça em cima de uma poça d´água. Por volta das nove da noite do 3 de dezembro de 1974, entre o final da iluminação e a Avenida Alvorada, Almir da Silva Rodrigues foi encontrado agonizando, alvejado por cinco balas. Em sua mão direita havia fios de cabelos pretos, femininos, ensopados por laquê, cosmético então na moda.
 
Almir passou nove dias no Hospital Miguel Couto, tentanto sobreviver, após três cirurgias para extração das balas que o atingiram suas costas, virilha e o pescoço. Mas o que conseguiu foi só deixar incriminada a ex-namorada Maria de Lourdes Leite de Oliveira, a Lou, imputando-lhe a autoria do primeiro tiro –  pelos outros quatro, acusou “um homem” que ele não conhecia. “Foi a Lourdes, foi ela, Lourdes”, balbuciou, semiinconsciente, quando levado por um carro da PM, durante a noite daquela terça-feira trágica.

DUAS SEMANAS antes, na mesma Barra da Tijuca, Wantuil de Mattos Lima, técnico em consertos de TV, passara pelo mesmo tipo de execução. Sua mulher suspeitava de que ele tivesse um caso com a Lou e chegou a telefona-la, exigindo explicações.
Esquisito! Uma estudante universitária, moradora da chic Zona Sul carioca, aos 24 anos de idade, figurando no noticiário policial dos jornais, rádios e TV, citada por envolvimento sentimental com dois pobretões suburbanos e de participação em dois crimes. Afinal, quem era esta Lou?

Para os familiares, uma moça meiga, dengosa, exigente com alimentação, roupas, calçados, tudo o que se ligasse à moda. Os jornalistas que a entrevistaram disseram ser “uma garota meio engimática”, enquanto o advogado Mário de Figueiredo, com 34 anos de praça, afirmava ser uma “menina vítima de uma cretinice bárbara”. De sua parte, Lou definia-se “alguém que gosta de viver bem, como toda moça de minha idade”, conforme declarou à revista “O Cruzeiro”, de 05.03.1975, da qual foi capa.      
 Lou tivera vários namorados, antes de ficar famosa, mas sem perder a cabeça por nenhum deles. À época dos dois crimes, ela residia no 10º andar do prédio de nº 36, da Rua Lauro Müller, em Botafogo. Já havia morado no Edifício Visconde de Caeté, nº 246, da Rua Carlos Sampaio, na Cruz Vermelha, sem fazer amigos, a não ser a cortureira Janoca Lemos Albernaz, que seguia atendendo-lhe.   

DOIS AMORES – Almir e o engenheiro Wanderley Gonçalves Quintão disputavam os amores de Lou. Trabalhador de uma oficina mecânica da Rua Pereira da Siqueira, na Tijuca, o primeiro se virava, desde os 14 anos de idade, inicialmente, como “office-boy” de lojas e, depois, aprendiz de mecânica e motorista de taxi, como o pai. Para a mãe, Lídia, ele era “um menino puro”.
 Os irmãos Aprígio e Sérgio sabiam do seu caso com a morena fatal, tendo Aprígio declarado à 16º Delegacia de Policia,  na Barra da Tijuca, que Almir “tinha uma transa com a filha de um homem de prestígio (Coronel Lúcio Oliveira), uma dona, em Copacabana, de nome Lourdes, que parava muito na dele”.

PELA VERSÃO de Lou, ela haviar rompido com Almir, “por pressões familiares”, mas não deixava de contata-lo, de vê-lo. O encontro resultante no crime fora marcado, na véspera, para as 19h30 do dia seguinte, próximo a um posto de gasolina da Rua Mem de Sá. Às 14h30, Vanderlei surgiu à porta do seu apartamento. Saíram juntos e foram à Barara da Tijuca, onde o rapaz consumiu, nos bares Corcovado e Rancha Alegre, respectivamente, batidas com água de coco (tira gosto de siri) e um “traçado”, também bebida alcóolica, enquanto ela, garantia, só bebera Coca-Cola.
 
O tempo rolou e Lou, ainda pela sua versão, pedira a Vanderlei que a levasse à Rua Mem de Sá, dizendo-lhe precisar encontrar-se com a sua mãe, para irem à costureira. Ao encontrar-se com Almir, foram até um local do Recreio dos Bandeirantes sem nenhuma luz. Por ali, o cara disse-lhe que um pneu do seu carro havia furado. Pararam no acostamento, ficarem conversando dentro do automóvel e, de repente, faróis aproximando-se evidenciavam que Vanderlei os havia seguido. Avisado de que o iluminador era o seu namorado Vanderlei, o companheiro de escapada saiu do carro para falar com o rival.
O caso virou, também, livro de
escritor famoso

NESSE PONTO, a versão de Lou lembra os livros de ficção policial: “Saí do carro, ouvi uns tiros, me escondi. Só ouvia o barulho do mar. Vi o Almir caído. Vanderlei abaixou-se, fez mais dois disparos e dirigiu-se a mim,  chamando-me de infiel, vagabunda e outras palavras impublicáveis. Em seguida, ordenou-me entrar em seu carro e manter bico calado, se não quisesse ter o mesmo destino. Disse ter usado dois revólveres para a polícia achar que fora um assalto”.
 
Serviço feito, Lou viu-se, finalizando a sua versão,  levada para o Rancho Alegre, com Vanderlei a abraçando e falando frases de amor. Ao entraram, o namorado pediu carne de veado, bebeu um “traçado” e  exibiu-se, em uma barra de ferro, fazendo malabarismos. Às 10h15 da noite deixou-a em casa, passando, a seguir, a buscar um álibi para ele e, “ todo custo”, tentar incriminá-la.

 QUANDO OUVIDO na 16º DP, Vanderlei negou já ter possuído armas e garantido nem saber atirar, ainda  mais com as duas mãos, “como mocinho de banque-bangue”.  Acusou o advogado  Mário de Figueiredo de subornar pessoas, para montar um álibi, enquanto o seu advogado, Laércio Pelegrino acusou Lou de inventar uma “história sem sentido”.
Lou e Van foram a julgamento em 1979.  Durante as investigações, ela entregou à polícia um revólver do seu pai, dizendo tê-lo emprestado a Vanderlei. No exame de balística, feito pelo Instituto de Investigações Científicas e Criminais, ficoua comprovado ter a arma sido usada  pelo seu namorado, por conta de um pacto para eliminar todos os amantes dela.

O julgamento levou  quatro dias, tendo  a Lou sido condenada a 20 e o Van a 18 anos de prisão. Em, 1982, ele conseguiram liberdade condicional. Lou formu-se em Drieito, mas jamais arrumou emprego. Um dos repórters que a ouviu, Wanderley Lopes, de “O Cruzeiro”, equanto Irineu Barreto Filhoa fotrogravava, anotou: “...estão dizendo coias absurdas, que eu matei um rapaz... eu nunca matei ninguém...Tenho um bom coração” – imagine se não tivesse!                         

VASCO DA GAMA 1 X 0 ATLÉTICO-GO

Foi a quarta vitória cruzmaltina neste Brasileirão – 2 x 1 Bahia; 3 x 2 Fluminense; 2 x 1 Sport-PE; 1 x 0 Avaí-SC e 1 x 0 Atlético-GO, o que fez o "Almirante" ganhar sete degraus no momento do apito final, o que significou almoçar em quarto lugar. Mas esta colocação mudará ao longo da rodada, já que os vascainos bobearam muito .em rodadas anteriores, caindo – 0 x 4 Palmeiras; 2 x  5 Corinthians; 2 x 0 Grêmio; 1 x 2 Chapecoense e 1 x 3 Botafogo – cinco oportunidades. 
O gol da vitória vascaína foi marcado por Nenê, cobrando falta, da entrada da área, aos ... minutos. Ele bateu, de pé esquerdo, para o canto esquerdo defendido pelo goleiro do Dragão. O próximo compromisso será contra o Coritiba, fora de casa.
Vasco e Atlético-GO chegaram, hoje, ao 17º confronto, 13 vitórias da rapaziadas, quatro empates e quatro escorregadas, em jogos que valeram pelo Brasileirão da Série A (8); da "Segundona" (4); amistosos (7) e por dois torneios em Goiás. Nesses encontros, os vascaínos marcaram 35 e levaram 13 tentos.

SACA DO KIKE:  1 X 0 foi uma verdadeira goleada para o "futebol bunda" que o treinador Mílton Mendes saber "desensinar". Seu time só venceu, neste Brasileirão,  por um gol de diferença, dentro de São Januário, com a torcida empurrando a moçada.
No gol de hoje, a defesa adversária tinha a bola dominada, a entregou a e, depois, cometeu falta na entrada da área. Logo, o tento foi muito mais por demérito do visitante do que por mérito do visitado. Quanto ao treinador, ante um sol de rachar, ele foi para o jogo usando paletó e gravata. Depois, com o calor batendo forte, entre as 11 e 13h, tirou o elegante casaco, manteve a gravata e arregaçou, um pouco, as mangas da camisa. Não deixa de querer imitar, em climas tropical, os treinadores europeus, viventes em clima quase sempre frio. Coisa de bobão!

FICHA TÉCNICA –  25.06.2017 (domingo) VASCO 1X0 ATLÉTICO-GO. 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Estádio: São Januário-RJ.Juiz: Dyorgines Jose Padovani de Andrade-ES. Público presente: 20.658. Pagante: 19.308. Renda: R$ 646.845,00. Gol: Nenê, aos 26 min do 1º tempo. VASCO: Martín Silva; Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Douglas, Yago Pikachu (Wagner), Mateus Vital e Nenê (Escudero); Luis Fabiano (Thalles). Técnico: Milton Mendes. ATLÉTICO-GO: Felipe Garcia; André Castro (Eduardo), Eduardo Gabriel, Roger Carvalho e Breno Lopes; Marcão Silva, Silva (Walterson), Andrigo (Diego Rosa) e Jorginho; Luiz Fernando e Everaldo. Técnico: Doriva.
 

sábado, 24 de junho de 2017

FLAMENGANÇAS E VASCAINANÇAS-6

Reprodução de www.netvascco
Alecsandro! Grande “matador”da temporada oficial da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro-2012. Mas, empatado com Somália, do Boavista, ambos com 12 maldades com os goleiros. Quem se deu bem com este lance foi o auxiliar de serviços gerais do Vasco, o chapinha Sávio, muito querido pelos atletas. História interessante.
Estava a rapaziada em pré-temporada, no início do ano, em Atibaia-SP, com salários atrasados, o que deixava a vida do Sávio complicada. Um dia, quando ele chorava no cangote de Alecsandro, este jurou-lhe: “Pra você parar de reclamar, a cada rede que eu balançar, lhe rolo uma grana na mão. Combinado? Então, torça por mim”.
 
Quando Alecsandro já contava nove bolas no filó, Sávio fazia a contas do quanto iria receber, depois que o “Almirante” abrisse o cofre. Torcia mais do que o estádio inteiro. E sofria quando o atacante perdia um gol. Principalmente, porque o acordo previa “colaboração dobrada”, por tentos nos clássicos
Ficou assim o "curículo golar" do artilheirão-2012: Vasco 2 x 0 Americano (1); Vasco 1 x 3 Duque de Caxias (1); Vasco 3 x 1 Bangu (1); Vasco 2 x 1 Fluminense (2); Vasco 3 x 0 Volta Redonda (2); Vasco 2 x 1 Flamengo (1); Vasco 2 x 2 Bonsucesso (1); Vasco 1 x 1 Resende (1); Vasco 3 x 1 Nova Iguaçu (2).
NO TAPETÃO - No meio desse rolo todo, Alecsandro deixou um na caçapa do uruguaio Nacional (Vasco 1 x 2 Nacional), um outro contra o paraguaio Libertad (Vasco 2 x 0), ambos pela Taça Libertadores, e mais um no amistoso da despedida de Edmundo (Vasco 9 x 1), diante do equatoriano Barcelona, de Guayaquil. Sávio queria incluí-los no pacote, mas o “regulamento” era omisso quanto a tais balançadas de redes, ficando “sub judice”, para ser decidido no “tapetão”.
 
Com o “Alecgol” pintando no filó, o Vasco quebrou um tabu de oito temporadas sem ter o principal artilheiro do Estadual. Veja quem foram os “matadores” cruzmaltinos dos Cariocas: 1929 – Russinho, 29 gols, empatado com Telê, do América; 1931 – Russinho, 17; 1937 – Niginho, 25; 1945 – Lelé, 13; 1947 – Dimas, 18; 1949 – Ademir Menezes – 31; 1950 – Ademir Menezes, 25; 1962 – Saulzinho, 18; 1978 – Roberto Dinamite, 19, empatado com os flamenguistas Zico e Cláudio Adão; 1981 – Roberto Dinamite, 31; 1985 - Roberto Dinamite, 12; 1986 – Romário, 20; 1987 – Romário, 16; 1994 – Valdir ‘Bigode” 19; 2000 – Romário, 19; 2004 – Valdir ‘Bigode”, 14; 2012 – Alecsandro, 12, empatado com Somália, do Boavista.

Caretas criadas pelo pai Lela, em reprodução
 de www.noticias.bol.uol
FLAMENGANÇAS - Filho do atacante Lela (Reinaldo Felisbino, o "Mentira", apelido puxado pelas suas pernas curtas), Alecsandro não pegou um voo direto de São Januário para a Gávea. Antes, fez escala no Atlético-MG. 
Ele chegou ao Fla pelos inícios de 2014, para disputar 73 pelejas e marcar 32 gols. Foi campeão carioca naquela temporada, quando o juiz da partida final, contra o Vasco, "roubou" escandalosamente, o "Time da Colina", validando um gol flamenguista, em completo impedimento, aos 48 minutos do segundo tempo. Na temporada, Alecsandro saiu vice-artilheiro do Estadual-RJ.
Jogador "cigano", Alecsandro teve no Vasco o seu oitavo clube. O Flamengo foi o 10º. Antes, havia passado por Vitória-BA, Sport-PE, Ponte Preta-SP, Cruzeiro-MG, Sporting-POR, Al-Wahda (EAU) e Internacional-RS. Atualmente, veste a sua 12ª camisa, a do Corirtiba, após passagem pelo Palmeiras – ciganérrimo!   

A MUSA (ANÔNIMA) DA COLINA

 

O Kike viu esta foto na "The Net", publicada por  www.extra.globo.com.br. Mas sem o nome da gatérrima. Seu redator, pelo amor da galera, cite o nome da belíssima, lindíssima cruzmaltina, bem como o crédito do fotografo. Isso é coisa que se faça? Se você a conhece, por favor, nos informe da sua graça, para ficar tudo, plenamente muito tudo,  bem legalzão, confere?                                                               
Kike saw this photo in "The Net", published by www.extra.globo.com.br. But without the name of the bitch. Your editor, for the love of the crew, cites the name of the beautiful, beautiful cruzmaltina, as well as the credit of the photographer! Is that something you do? If you, dear vasconauta know her, please inform us of your grace, to be all legal. Does it?

KIKE VENENO-30 - ENGRAÇADINHAS, MAS (NEM TANTO) MUITO ORDINÁRIAS

1 -  Jânio Quadros aguardava pela chegada do seu sucessor ao governo paulista, Carvalho Pinto, que já havia deixado a Assembleia Legislativa, onde assinara o termo de posse. Com fora impossível controlar os curiosos nas dependências do Palácio dos Campos Elísios, o povão assustou o cachorrinho de Tutu Quadros, sua filha. Sumido o totó, acionada a  Polícia Militar, ele foi encontrado, assustado, escondendo-se na cozinha palaciana.

 2 -  Chegado o cortejo que acompanhava Carvalho Pinto,  Jânio e o sucessor foram para o Salão Vermelho, fazer a transmissão de cargo. Com capacidade para 30 almas, o local recebia mais de 150. Encerrada a solenidade, avisaram ao “ex” que grande número de populares queria carrega-lo nas costas à saída do palácio. Jânio retrucou: “Espero que seja gente com os ombros bem macios”.

3 – “O biografo pesquisa uma história feita pelo biografado. Não cria, narra a história que não é dele, mas do biografado. Mas, a partir de quando escreve, passa a ser dono daquela história. Isso não é certo”.  Opinião do cantor/compositor Roberto Carlos, durante entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, em 2013, querendo que a legislação sobre biografias não-autorizadas tivessem “um ajuste”. 
A mais bela "Primeira Dama" brasileira  

4 – Pelos inícios das década-1990, o comunistas brasileiros estudavam banir a foice e o martelo do símbolo do partido. Indagado se a atitude poderia tirar a identidade do “PC brasuca”, o então deputado federal Roberto Freire respondeu:  “Não me preocupo com ferramentas. Não vamos criar uma nova religião” – indaga-se: desde quando martelo, foice, alicate, picareta, etc têm a ver com religião? Talvez, picareta tenha.
5 – Pouco antes da queda do presidente João Goulart, em 1964, a "Primeira Dama" Maria Teresa foi presenteada, pelo embaixador de Israel, Arieh Eshel, e seu primeiro-secretário, Aharon Ofri, com uma muda de árvore de natal trazida das colinas da de Jerusalém. A presenteada prometeu planta-la na Granja do Torto, uma das residências do presidente – a Terra Santa mandou frutos para o Cerrado.
 
6 – Ao assumir a presidência do Banco Central, em 1991, Francisco Gros disse esperar não seguir  o exemplo do antecessor, Ibrahim Eris, que havia perdido mais de 10 quilos durante o exercício do cargo. “Temo não tê-los em números suficientes para ofercê-los à nação”, justificou – sem levar em conta o salário, que poderia quebrar a balança.


Edith Cresson, a vovó cozinheira
7 -  Indicada, pelo presidente François Miterrand, em 15 de maio de 1991, Edith Cresson assumiu o cargo de primeiro-ministro. A França, porém,  que esperasse, que não fazia nada antes de preparar o café da manhã para o maridão Jacques. Pelo Natal, dava folga à empregada e fazia questão de preparar a ceia familiar, que reunia mais duas filhas e dois genros. Chegada a Páscoa,  dispensava, novamente, a assessora no fogão e ia preparar um bolo russo, à base de queijo branco e frutas cristalizadas. Em 2 de abril de 1992,  ela saiu do poder e entrou, definitivamente, para a cozinha. Em seu livro  autobiográfico (Avec le Soleil),  explicou  ser de esquerda “por aversão à direita” –  convenhamos que seria difícil um francês de direita servir à esquerda. Seguramente, em explicações político-partidárias, Edith Cresson era ótima cozinheira. Isso, quando não estava pentelhando os netos. Até pelo telefone!

8 – Na Suécia, pela tradição, a coroa – feita em 1751, de prata e ornamentada com diamantes – só pode ser  usada  se a realeza for uma mulher. A rainha Sílvia casou-se, com o Rei Carlos Gustavo, usando um diadema – Sílvia, que vivera grande parte de sua solteirice no Brasil, quando ia a Diadema, via muito coroa – alguns barrigudos e outros esqueléticos. Também, em Santo André e São Bernardo.
                      
                                           DA COR DE CARREIRA DE JEGUE

Extraterrestres-1 - A astronauta Shannon Matilda Wells Lucid foi a primeira mulher norte-americana a habitar a estação orbital russa Mir. Aconteceu em 1985. Desde 1978, servindo à NASA, ela bateu o recorde mundial de permanência feminina de um patrício lá por cima, por causa de um foguete atrasadinho. Este, encarregado de levar comida à moçada, deixou a turma sem a merenda. Que horror!  Quando nada, serviu para dar a Shannon Lucid  o recorde, de 115 dias de jejum espacial, só quebrado 12 anos depois (por Sunita Williams). Se fosse para a CLT brasileria aprecisar o caso, o marido dela teria sido demitido do emprego. Por justa causa. Passou quase quatro meses “sem comparecer ao departamento.


Helen Sharman, vestida, em "foto
divulgação"
Extraterrestres-2 – Em 18 de maio de 1991, a química inglesa Helen Sharman, de 27 anos, após vencer 13 mil concorrentes, tornou-se a terceira mulher em um voo espacial da então União Soviética – 12ª a viajar ao espaço. A missão chamou-se Juno, foi a primeira entre soviéticos e ingleses, e ela pesquisou para biotecnologia, biologia e medicina. Beleza! De errado (para os astronautas russos Sergei Krikalev, Anatoly Artesebarski, Viktor Afanasyev e Musa Maranova) só Helen trocar de roupa sem se importar com os seus olhos. O treinamento mental deles não previra  “strep-tease” espacial a bordo da Soyuz TM-12. Por falta de espaço privativo, segundo a moça. Na volta dos três, Moscou agraciou Helen, com a Ordem da Amizade Entre os Povos – ela compareceu vestida, para recebê-la.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FLAMALTINOS E VASBRO-NEGROS-5

Zanatta é o quinto, da esquerda para a direita, em pé, no Vasco-1977, em
foto reproduzida de www.paixãovasco
ZANATTA - Campeão Brasileiro-1974 e carioca-1977, Carlos Alberto Zanatta Amato foi uma das principais peças do time vascaíno daquela fase.
Paulista, nascido em 6 de setembro de 1950, em São José do Rio Pardo, Zanatta era meio-campistas e esteve por São Januário entre 1973 e 1978. Depois, treinou a rapaziada, em 1983, e entre 1988 e 1989.
Apelidado, pelos locutores esportivos, por “Paletó Velho, Zanatta foi tirado do maior rival vascaíno, o Flamengo, que o levara  como infanto-juvenil, em 1966. Em 1969, aos 19 anos de idade, ele subiu ao time A, para ser campeão carioca-1972. Pela ordem natural da bola, ele
Foto reproduzida de www.futebolsaudade
deveria ser rejeitado pela torcida vascaína, pois era muito identificado com a rubro-negra. Mas quando ganhou a admiração da galera jogando com raça e fazendo cruzamentos perfeitos, como o de 9 de maio de 1976, quando lançou, da direita, para Roberto Dinamite matar a bola no peito, aplicar um chapéu sobre o botafoguense Osmar Guarnelli e marcar o gol mais bonito de sua carreira – e já vistos no Maracanã. 
Ficar fora do time cruzmaltaino era algo raro para Zanatta. Durante a campanha do título de campeão nacional-1974, de 28 jogos (e dois gols), só não participou de duas partidas.  A melhor formação em que ele entrou foi o de 1977 – Mazaropi; Orlando “Lelé”, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio “Tri”; Zé Mário, Zanata e Dirceu Guimarães; Wilsinho, Roberto Dinamite e Ramon Pernambucano, treinado por Orlando Fantoni. Ganhou os dois turnos do Estadual, fazendo o ataque mais positivo (....)  e tendo a defesa menos vazada, com apenas cinco gols, em 29 partidas.
Em 1978, o Vasco vendeu o seu passe, ao mexicano Monterrey, do qual voltou, três temporadas depois, para defender o Coritiba.


Ananias é o quarto, em pé, da esquerda para a direita, nesta foto
reproduzida de www.flamengoeternamente
ANANIAS - Ananias Cruz foi um nome descomplicado que Seu Carlos Cruz e Dona Geralda Ferreira Cruz escolheram para o garoto que viria a ser zagueiro do Vasco da Gama, pelo qual formou parcerias com Brito e Caxias, na década-1960.
Carioca, nascido em 13 de setembro de 1938, Ananias começou a rola a bola pelo time infanto-juvenil do Bangu, em 1950. Ants de chegar a São Januário, foi campeão carioca-1963, pelo Flamengo. Católico, devoto de São Roque, quando entrava  em campo, sempre pedia a Deus uma ajudinha na partida. Para os zagueiros brasileiros de suas época, ele tinha boa estatura: 1m72cm. Jogava pesando, normalmente, 67 quilos, e calçava chuteira de número 41.
Ananias era um zagueiro que não levava desaforos para casa. Ficou famosa uma briga dele, com Pelé, na decisão de uma Taça Brasil, a primeira disputa que classificava um time brasileiro à Taça Libertadores, desde 1959. Como se sabe, o "Rei do Futebol" não era fácil. O que tinha de técnica, lhe sobrava em sacanagens.
O dia, aliás a noite, daquela bagunça foi o 8 de dezembro de 1965, no Maracanã, sob as vistas de 38.788 almas. O jogo estava nervoso, no segundo tempo, já com duas expulsões de campo. Em mais um desentendimento, sobraram tapas e pontapés, entre Pelé e Ananias, que foram para o chuveiro mais cedo, como parte de sete exclusões de brigões – o Vasco da briga de Ananias com o ”Rei” vez teve: Gainete; Joel Felício, Caxias e Oldair Barchi; Maranhão, Nivaldo (Luisinho Goiano) e Danilo Menezes; Mário 'Tilico", Célio Taveira e Zezinho.
 
 

CORREIO DA COLINA - CARECAS

                           
Vílson Tadei, o "sem telhado"
“Reúno histórias esquisitas do Vasco, do tipo que não interessam a ninguém. Gostaria de saber qual foi o primeiro fotografo oficial e quais foram os primeiros jogadores carecas do clube. Aureliano Gonçalves Filho, de Madureira-RJ.
Graude Au! O seu álbum de curiosidades vascaínas é mesmo “duca”. Esta dos carecas, por exemplo, acho que nenhum ser vivo do “Planeta Vasco” já pensou nisso. Não me lembro se foi no site do Mauro Prais que vi, mas li em uma página vascaína da Internet uma série de notinhas sobre temas assim. Dê uma procurada. Mas, vamos lá!
 1 – O Kike pesquisou pelas revistas antigas do Vaco e só há menção ao fotógrafo Homero Ferreira, que desde 1943 trabalhava para o “Almirante”. Então, o mais provável é que ele tenha sido o primeirão.
 
Edevaldo, o "Cavalo",
 2 – Olhando as muitas fotos de times vascaínos, pelas mesmas revistas e nas atuais, só há dois jogadores carecas: o ex-lateral-direito Augusto das Costa, da fase do “Expresso da Vitória”, entre metade da década-1940 e até 1952, e o meia-atacante Vílson Tadei, do time de 1983.   Mas vale ressaltar que a pesquisa do Kike sobre “os sem telhado” levou em conta só motivos capilarescos, pois há muitos jogadores carecas, ultimamente, por conta de moda. O vascaíno mais marcante dessa turma da onda foi Donizete “Pantera” que, pelo final da década-1990, “descapilava” a cuca à máquina zero. Valeu?
 
  “Estou reunindo apelidos engraçados de jogadores, treinadores e quem mais vestiu a camisa do Vasco.  Um  jardim zoológico e um botânico já pintaram em São Januário. Só para citar poucos, temos: peixe (Romário); boi (Bellini); cavalo (Edevaldo); perdigão (Perdigão); garrincha (Mané Garrincha); galinho (Zico); parreira (Carlos Alberto), banana (Ernâni Banana) e manga (Manga Escobar)”. Ernesto Alvarenga, de Ceilândia-DF.
 Só um detalhe, vascaíno: colocar Garrincha e Zico nestes times é forçação de barra, pois o primeiro só jogou uma vez com a camisas vascaína e outro, apenas, 45 minutos. Mas vestiram a jaqueta, não é mesmo? O que importa é o  que vai para o caderninho. Se possível, mande a sua lista completa dos dois jardins para o Kike mostrar aos demais vasconautas. Fechado?          
 
FOTOS REPRODUZIDAS DE REVISTA OFICIAL DO VASCO DA GAMA DE 1983        


HISTÓRIA DA HISTÓRIA - BARCELONA-1957

Não foi a maior goleada vascaína na Europa, pois a rapaziada já havia mandado 11 x 0, respectivamente, contra Osrtesund, da Suécia (22.05.1959) e Trondheim, da Noruega (01.06.1961). Mas o sapeca, por 7 x 2 Barcelona, na Espanha, foi o que mais repercutiu. Aconteceu em 23 de junho de 1957, há seis décadas, portanto.
 Enquanto, no Rio de Janeiro, o “Jornal dos Sports” dizia que o Vasco havia sido um “furacão e varrido o futebol mundial”, na Espanha, uma revista dava a entender que a “Turma da Colina” era formada por professores, ensinando burros a jogar bola.
O massacre foi amistoso, no estádio Les Corts, quando o “Barça” ainda não tinha o Camp Nou, e o nome do dia foi o então médio gaúcho Laerte, com três tentos – Vavá (2), Válter Marciano e Wilson Moreira completaram o pancadão.

Defesa vascaína segura por baixo e por cima
Não fora uma goleada sobre um time franco, pois o Barcelona-1957 havia sido campeão da Copa do Rei e, no ano seguinte, campeão espanhol e da Taça das Feiras, que deu origem à Copa da UEFA (União Européia de Futebol), atual Liga Europa. Quem jogava em seu time era o atacante Evaristo de Macedo (passou pela Seleção Brasileira) que, futuramente, seria seu treinador.
O elevado placar poderia se surpresa para quem não tivesse conhecimento do que seria o Vasco do técnico Martim Franciso. A moçada, porém, batia, arrebentava, como fizera dias antes, quando traçara o também espanhol Real Madrid, então melhor time do planeta, por 4 x 3, na final do Torneio de Paris, na França, e sapecara 4 x 2 Athletic Bilbao, trazendo o Troféu Teresa Herrera, buscado na cassa do adversário.

Professores vascaínos ensinam
burrões espanhóis jogar futebol


 
Vasco 7 x 2 Barcelona, apitado pelo espanhol Gómez Contreras, rolou em um domingo à noite, com esta formação cruzmaltina:  Carlos Alberto Cavalheiro; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Válter Marciano; Sabará, Livinho, Vavá e Pinga. O “Barça”, treinado por Doménec Balamanyá, tinha: Ramallets, Olivella, Brugué (Rodrí), Segarra, Flotats, Vergés (Gracía), Basora (Tejada), Villaverde, Martínez, Evaristo e González.
Na marcha do placar, Laerte abriu a conta, aos três minutos. Mais três, depois, Vavá foi lá, para o mesmo Laerte voltar ao filó, aos 11, deixando o primeiro tempo nos 3 x 0. 
Na etapa complementar, Vavá, aos 6, "removimentou" o placar, que anotou o primeiro tento espanhol, aos 10, por Villaverde. Válter fez o dele, aos 35. No minuto seguinte, o anfitrião reduziu o vexame, por Martínez, mas Wilson Moreira ainda fez mais um para os vascaínos. Grande noite! 
IMAGENS REPRODUZIDAS DO CENTRO DE MEMÓRIA DO VASCO DA GAMA. AGRADECIMENTO