Vasco

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-21

Aqui está uma peça rara na publicidade que se divulga pelo esporte. Dificilmente, se encontram anúncios, "folderes", painéis, "out doors" com desportista vendendo jóias. Até relógios entram nessa. 
No caso das duas imagens aqui publicadas, o anunciante de pulseiras - "premiadas com a medalha de ouro da Academia de Modas, pelo seu estilo e beleza" - escolheu um dos esportes sendo de elite, a esgrima, para mandar o seu recado ao seleto público com melhor conta bancária.

Here is a rare piece in the publicity that is spread by the sport. Hardly, there are ads, "folders", panels, "out doors" with sportsman selling jewelry. Even watches come in.

In the case of the two images published here, the advertiser of bracelets - "awarded the gold medal of the Academy of Fashions, for its style and beauty" - chose one of the sports being elite, the fencing, to send your message to the select with a better bank account

HISTORI&LENDAS DA COLINA - ESPANHOLADA

 1 -  A Espanha é um velho terreiro de estragos cuzmaltinos. Por lá, o Vasco já goleou o Celta, de Vigo, por 7 x 1, em 7 de janeiro de 1931; o Barcelona, por 7 x 2, em 23 de junho de 1957, e o Valência, por 4 x 1, em 19 de junho de 1947. Também, de lá, já carregou as taças Tereza Herrera e Ramon de Carranza, as mais importantes do torneios internacionais promovidos pelo futebol espanhol. Sem falar que foi colocando na roda a então considerada melhor equipe do mundo, o Real Madrid, em 1957, com 4 x 3. que a rapaziada conquistou aquele que foi uma espécie de primeiro campeonato mundial de futebol interclubes, o Tornei de Paris.

3 - O Vasco já disputou  74 partidas contra equipes espanholas. Venceu 33 (44,59%) e empatou 18 (24,32). Os adversários foram: Athlétic Bilbao, Atlético Madrid, Barcelona, Bétis, Cádiz, Celta, Elche, Espanyol, Huelva, La Coruña, lãs Palmas, Logroñes, Málaga, Mallorca, Múrcia, Rayo Vallecano, Real Madrid, Sevilla e Zaragoza.        
3 -  Um ano e três meses depois do primeiro Brasil x Espanha, um combinado espanhol formado por Atlético de Madrid e Espanyol, pintou por São Januário, para um amistoso. Era 18 de agosto de 1935. Melhor para a  “Fúria” se não tivesse adentrado ao tapete verde da Colina. Os vascaínos sapecaram 4 x 0. Quatro dias depois, houve uma revanche, no mesmo local, com placar de 1 x 1. Treinado pelo inglês Harry Welfare, a "Turma da Colina" de 1935 era: Rei, Domingos da Guia (Osvaldo) e Itália;  Oscarino, Zarzur e e Calocero (Gringo); Orlando Rosa Pinto, Gradim, Luiz Carvalho, Nena e Luna.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT - 20

HISTORI & LENDAS DA COLINA - COPAÇA

1 - O Vasco  foi o primeiro não-europeu a vencer um campeão da antiga Copa dos Campeões da União Europeia de Futebol-UEFA, disputada entre 1953 a 1960. Em 1957, mandou 4 x 3 no então melhor time do mundo, o espanhol Real Madrid, na final do Torneio de Paris, que seria o Mundial de Clubes da época. Deixou os franceses encantados.  Nove anos antes, o Vasco havia se tornado o primeiro brasileiro a ganhar uma disputa no exterior, o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, disputado no Chile. Com isso, soma duas conquistas continentais, com a Taça Libertadores de 1998, no ano do centenário.
2 - O Vasco tem quatro títulos brasileiros –  1984/89/97/2000 – e 23 taças de campeão estadual. No Brasileirão, são do Vasco os três primeiros artilheiros: Roberto Dinamite, com 190 gols, Romário, com 154, e Edmundo, com 153.

3 - Pelo lado social, o Vasco enfrentou (e venceu) a discriminação racial e teve o primeiro presidente sem a pele branca do futebol brasileiro, o mulato Cândido José de Araújo. Por toda a sua grandeza, é dono da quarta maior torcida do país, com a sua marca valendo R$ 323,2 milhões (oitava de maior valor no futebol abrasileiro), mereceu, do governador Sérgio Cabral Filho, a criação do “Dia do Vasco da Gama”, que se comemora em 2 de julho, pela lei Nº 5.052.

domingo, 20 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-19

 Se é em épocas de Copa do Mundo que o mercado de televisores cresce, ora bolas, então, é a horinha certas de bater na rede, sacudir o filó e contabilizar no caixa. Não importa o tempo, é Copa, é pra sair pro abraço.
 Mas como tem anunciante apressadinho, hem! Verdade. Na década-1960, quando a galera esperava, ansiosamente, pelo tri, eis que uma marcas multinacional de combustível se adiantou e posou como dona do caneco. Que pena! Propaganda pé frio. Mas valeu pela força à rapaziada de Seu Vicente Feola, que convocou quatro times e não conseguiu armar nenhum.
 Antes daquela bola fora, teve marca de biscoito que alimentou legal a expectativa da galera, na décadas-1950. E se deu bem. Depois de tanto tentar, a moçada trouxe taça e faixa. De quebra, rolou um carnavalzinho. Tinha de rolar, convenhamos, ou não seria canarinho quem não caísse na folia bissexta.
Já década-1980, teve marca de TV que apostou em um lance camisa 10. Tudo ia bem, a danada da taça parecia que viria para mais um Carnaval trilegal. Houve até empresa aéreas que reservou poltrona na primeira classe ara sua majestade, a "gorduchinha". Valeu, também. Só esqueceram de combinar com um italiano, um tal de Paolo Rossi, que acabou com a festa "brasuca". Sem problema: a rapaziada saiu pra outras e, em 2022, para gáudio dos anunciantes, fez as pazes dom a "Miss Copa".
    

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MAYA GABEIRA NA CRISTA DAS ONDAS

Uma carioca que sobe na prancha e deixa as ondas lhe carregar... 
VALEU, MENINA!
 Uma carioca é a recordista mundial no surf de ondas longas. Dominou a maior delas, ilimitada para mulheres, em 18 de janeiro de 2018, e entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes.
 Primeira surfista a ganhar menção no mais sensacional registro dos feitos das “feras”, Maya domou onda de  68,72 pés (24,3 metros), do vale até a crista, na Praia do Norte, na portuguesa Nazaré.
 Até então, o recorde pertencia ao norte- americano Garrett McNamara, com   23.8 metros, no mesmo mar, em 2011. 
 Nã foi fácil par Maya chegar onde chegou. Em 2013, ela passou por um tremendo acidente (ler abaixo), tendo sido salva por técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.
... para viver grandes emoções nas ondas mais altas...
Morando em Nazaré desde o segundo semestre de 2017, Maya vinha passando cinco meses na costa portuguesa. Ela ficou cerca de quatro horas na água, para conseguir o feito. E dividiu os méritos da marca com o companheiro Eric Ribiere.
- Eu estava super ansiosa, porque havia esperado pela onda gigante por toda a semana. Como eu não surfava desde o acidente, fiquei bem tensa. O dia estava super frio, foi uma luta e uma perseverança mais do Eric – disse Maya.
 Fila do jornalistas e ex-deputado federal Fernando Gabeira e da estilista Yamê Reis,  Maya nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de abril de 1987, e começou a surfar, em 2003, aos 14 de idade, ensinada por uma escolinha da praia do Arpoador. Aos 15,  começou a competir e, aos 17, passou a morar no Havaí e aderiu ao surf nas ondas grandes.
Vencedora do Billabong XXL Global Big Wave Awards,  de 2007 a 2010, na categoria Melhor Performance Feminina, em 2008, ela tornou-se a primeira mulher a surfar no mar do Alasca, nos Estados Unidos. Em 2012, levou o seu quinto prêmio Billabong XXL Global Big Wave Awards.
...que os mares do planeta podem provocar.
Foi pelo final de outubro de 2013 que Maya se deu mal e foi resgatada inconsciente,  em Nazaré, por Carlos Burle que, montado em um ‘jet wsky’, a puxou até a praia. 
Levada para um hospital, em Leiria, com o tornozelo direito fraturado, devido aos solavancos provocados pela ondulação da água, Maya caiu após o terceiro choque violento das ondas contra o seu corpo. 
Ela tentou agarrar, por duas vezes, uma pranchinha presa ao ‘jet sky’ de Burle, que a colocara na onda, após ficar pouco mais de 10 segundos sobre a prancha, quando perdeu o equilíbrio e caiu no mar.
Foto acima reproduzida de www.powerlight; à direita de ww.noticiaaominuto; à esquerda de www.igesporte; abaixo de wwwrecord e video by Nuno Dias/Record/Holder compartilhado de Youtube. Agradecimento do "Kike", que não e comercial, mas, totalmente, dedicado à história do esporte.  

sábado, 19 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT -18


 Campeão mundial-1958 – foi bi, em 1962 -, o goleiro e bonitão Gilmar não poderia deixar de ser procurado pelos anunciantes. 
Pouco depois do Mundial da Suécia, uma empresa fabricante de camisa o chamou para dar-lhe uma ajudinha no vestir bonito da rapaziada.
 Por aquele tempo, os criadores das agências publicitárias já usavam palavras em inglês, como “Sportliner”, para impressionar os consumidores, o "camisa 1" do Corinthians e dos selecionados paulista e brasileiro, garantia de que o tecido por ele promovido não desbotava e assentava no corpo, como uma luva.
 Dava pra colar? Claro! Quem não queria imitar um campeão do mundo?   
Gylmar dos Santos Neves tinha um “y” em sua grafia, mas a imprensa o trocou pelo “i”, com o qual ele foi escrito nos 104 jogos que disputou pelo escrete canarinho, entre os 8 x 1 Bolívia, de 3 de março de 1953, e os 2 x 1 Inglaterra, no 12 de junho de 1969, com 73 vitórias, 15 empates e 16 escorregadas (104 gols levados).
 Gilmar, quando bicampeão mundial, ajudou a vender, também, produto que deixava o consumidor mais elegante e com os olhos mais protegidos, conforme garantia a peça publicitária sobre “óculos de luxo, com lentes especiais de cristal, importadas da Tchecoeslováquia”. País, por sinal, que ele ajudou a vencer (3 x 1), durante a final da Copa do Mundo-1962, no Chile.    
 Neste anúncio, Gilmar pegou o embalo do sucesso de quem, igual a ele, desfrutava da idolatria nacional,  a cantora Celly Campello, eleita a primeira rainha da música jovem “brasuca”.
 Logo, com óculos tão bem recomendados, a galera poderia esperar esperar que um “Estúpido Cupido” pintaria pela frente, com certeza, quando estivesse pegando um “Banho de Lua” com a gata da hora. Confere?  







O VENENO DO ESCORPIÃO - PRESIDENTES (E DITADORES) QUE TINHAM MUITO GÁS

 VIZINHOS CUCARACHAS MUI AMIGOS
 Documentos tornados públicos pelo governo norte-americano revelam que o presidente e general boliviano Hugo Banzer chegou ao poder, em 1971, não só apoiado, politicamente, mas, também, financiado pelo pelo governo do presidente Richard Nixon.
 O informe conta que, no 8 de junho de 1971, assessores de Nixon discutiram a proposta,  da CIA-Agência Central de Inteligência (na tradução), de liberar US$ 140 mil dólares, para militares e políticos oposicionistas bolivianos derrubarem o presidente José Torres.
O golpe matou, pelos cálculos da imprensa internacional que cobriu o fato, pelo menos, uma centena pessoas. E instaurou na Bolívia um governos mais repressivos de sua história. Mais de 14 mil adversários foram presos, sem ordem judicial; mais de oito mil torturados e centenas assassinados, ou “desaparecidos”. 
O derrubado José Torres andou exilado por Peru, Chile e Argentina, e terminou sequestrado e assassinado em Buenos Aires, em 2 de junho de 1976, por agentes do "Plano Condor" - aliança político-militar entre - Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, com a CIA, pelas décadas-1970/1980. Criada para reprimir opositores das respectivas ditaduras nos países citados acima.
 Foi com o general Hugo Banzer que o Brasil fechou um dos seus principais contratos comerciais da época da ditadura dos seus generais-presidentes: a compra do gás natural da Bolívia, assinado pelo também general-ditador Ernesto Geisel, que esteve no Palácio do Planalto entre 1974 a 1979.
Geisel, na verdade, já negociava desde quando presidia a Petrobras e o Conselho Nacional do Petróleo, em 1972. Mas o que se negociou, até 1977, não se concretizou, de todo. Contribuiu, no entanto, para negociações entabuladas pela década-1980 e que provocaram, na década seguinte, o surgimento do gasoduto Bolívia-Brasil, o “Gasbol”.
  Foi na boliviana Cochabamba que Geisel assinou o Acordo de Cooperação e Complementação Industrial, prevendo a compra brasileira de quase 7 milhões de metros cúbicos diários de gás boliviano, por duas décadas, além do estabelecimento de um polo industrial na Bolívia. O acordo, no entanto, não saiu do papel. Voltou à mesa de negociações, em 1978, com o Brasil aumentando as sus compras diárias em mais 4 milhões de metros cúbicos, o que só veio a se concretizar pela década de 1980, com ele já fora do poder.
Na atual agenda Brasil-Bolívia o temas hidrocarbonetos é iten importante, não só por tratar-se de mero tema de abastecimento, mas por ser ponto de disputa por poder na região, com a vizinha Argentina.
Brasil e Bolívia se relacionam desde a formação dos dois Estados pós-independentes, levados, sobretudo, pelas suas grandes fronteiras territoriais. Desde muito cedo debatem a delimitação.
 Historicamente, os bolivianos tiveram sua história marcada por constantes influências brasileiras e argentinas, em vários temas, incluindo petróleo e gás. Marcou pontos para o Brasil o apoio aos bolivianos, ao final Guerra do Chaco (contra o Paraguai-1932/1935), posicionando-se contra a perda de território pelo vizinho andino. Mas não ficou de graça. Por ali, o Brasil manifestou o desejo de explorar o petróleo boliviano.
 Vem de 1938 os negócios Brasil-Bolívia sobre hidrocarbonetos. Época em que seus presidentes - Getúlio Vargas e Germán Bush - assinaram tratados sobre vinculação ferroviária entre Corumbá, em Mato Groso,  e Santa Cruz de La Sierra e o sobre saída e aproveitamento do petróleo boliviano.
 O primeiro deles visava concretizar rota Atlântico-Pacífico, conectando o território boliviano ao porto de Santos e ao Rio Paraguai, com facilidades para a circulação de mercadorias.
 Inaugurada a ferrovia, com tecnologia e investimentos brasileiros, em 1955, os presidentes do Brasil, Café Filho, e da Bolívia, Víctor Paz Estenssoro, decidiram-se por revisão do tratado, em 1958 e no que ficou chamado por Acordos de Roboré, que dispensaram o projeto de desenvolvimento integrado entre Bolívia e Brasil, presente nos tratados de 20 temporadas passadas – com o Brasil de olho no petróleo do vizinho, evidentemente, embora sem ditadores na jogada.
 Atualmente, o que mais provocam machetes de jornal sobre as relações Brasil-Bolívia não são temas importantes da economia, mas baixarias tipo roubo de automóveis, narcotráfico e contrabando de mercadorias.  


VASCO DA GAMA 1 x 0 MADUREIRA

O Vasco estreou, hoje, na temporada 2019, vencendo o Madureira, por 1 x 0, valendo pela primeira rodada do Campeonato Estadual. O gol foi marcado pelo meia Thiago Galhardo e a partida rolou na casa do adversário, no estádio da Rua Conselheiro Galvão. 
O treinador Alberto Valentim mostrou-se muito satisfeito com o desempenho do time e elogiou a postura da equipe escalada para começar o jogo, lembrando que os atletas buscaram fazer o que vem sendo treinado.

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Valentim orienta o time durante estreia em Madureira (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br)

- Gostei. Acho que apresentamos muita coisa que a gente tem procurado implementar nos treinamentos. Gostei muito do time fisicamente. Vocês sabem, eu até falei, dentro do planejamento tivemos que poupar alguns jogadores. Tivemos uma perda de última hora do Caio Monteiro, porque o Thiago Galhardo ainda não estava em condições de jogar os 90 minutos, mas se colocou à disposição dos companheiros. Fez um gol. Gostei muito da organização do time - comentou.
Valentim explicou que alguns jogadores ainda ficarão em um processo de recondicionamento físico visando uma longevidade durante toda a temporada, mas que já para a partida desta quarta-feira (23/1), diante do Volta Redonda, em São Januário, ele ganhará algumas opções para escalar o time. 
- Ninguém está inventando nada. As pessoas tem que lembrar que o maior interessado é o treinador. Queria que todos estivessem à disposição. Estamos pensando na temporada toda. Esses jogadores que não atuaram, vão ganhar mais cinco sessões de treinos só por não atuarem nesta primeira partida. 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 19.01.2019 (SÁBADO) VASCO 1 x 0 MADUREIRA. 1 rodada do Estadual-RJ. Estádio: da Rua Conselheiro Galvão-RJ. Juiz: Marcelo Henrique de Lima. Renda: R$ 54.630,00. Público: 1.850 pagantes. Gol: Thiago Galhardo, aos 22 min do 2 tempo. VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres (Claudio Winck), Werley, Leandro Castán e Danilo Barcelos; Raul, Lucas Mineiro, Yan Sasse (Dudu)(Thiago Galhardo) e Marrony; Ribamar. Técnico: Alberto Valentim. MADUREIRA: Jonathan; Valdir, Ivan Cañete, Marcelo Alves e Felipe Saturnino; Levi, Everton e Rodrigo Dantas (Maikon Aquino); Luciano Naninho (Rezende), Welber (Júnior Lopes) e Claudio Mara. Técnico: Antônio Carlos Roy.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-17

 Vestir a camisa de uma seleção brasileira e conquistar canecos e medalhas é, em muitos casos, proximidade de assinar contrato para fazer anúncios publicitários. 
Caso do fundista Joaquim Cruz. Ao cravar 1min43s, nos 800m rasos das Olimpíadas da norte-americana Los Angeles-1984, além da glória de subir ao topo do pódio, ainda cedeu a sua imagem para recado de um velho patrocinador.
  Claro que o parceiro não deixou, também, de morder a sua sardinha. Lembrando que, antes de vestir a camisa da equipe “brasuca” de atletismo, o candango Joaquim já havia envergado a dele, vangloriou-se, ainda, de vir apostando, de  há muito, no atletismo da brasileirada.
Joaquim Cruz deixou a 5m64cm atrás o inglês Sebastian Coe e, ainda, outros favoritos, como o também inglês Steve Ovett, campeão na Olimpíadas anterior, e os norte-americanos Earl Jones e Johnny Gray.   
 Nas quadras, quem andou faturando uma graninha legal foi o careca Nalbert, na época, campeão da Copa do Mundo de Voleibol-2003 e tri da Liga Mundial-2001/03/07.
 Da mesma forma, seu colega Serginho, bi da mesma Copa-2003/07 e da Liga-2001/03.
Os dois deram o recado para título de capitalização bancário estatal, por meio de um "folder" que dizia ser o programa “Bompratodos” - pelo menos, para os dois campeões foi.   
OBS: Serginho, depois das conquistas lembradas acima pelo redator desta peça publicitária, foi campeão, também, da Copa do Mundo-2004/05/06/07/09.








1-ACONTECEU HÁ 60 TEMPORADAS-SS-58

O capitão Bellini lidera a volta olímpica, após o jogo em que o Vasco sagrou-se supercampeão carioca de 1958. Seguido por Valdemar, Almir, Coronel e Pinga, o zagueirão e a sua patota fez a capa do Nº 166 de “Manchete Esportiva”, de 24 de janeiro de 1959.
Na página 5, o “diretor-responsável”, Augusto Falcão Rodrigues”, começa o seu editorial, escrevendo: “Agora que o campeão está coroado – e o fato de haver sido necessário um ‘hiperampeoanto’ só valoriza o seu feito.....” Explica-se: a Turma da Colina terminou a disputa empatado com Flamengo e Botafogo, o que provocou a decisão chamada de “supercampeonato”, mas que a semanária  “Manchete Esportiva” preferiu cunhar de “hipercampeonato”.
A publicação adotava uma sistema editorial pelo qual o fato não tinha cobertura em páginas sequenciais. 
Assim foi que o jogo final, Vasco 1 x 1 Flamengo, começa pelas páginas 16/17 (“Vasco, campeão do “Ano de Ouro”), ilustrada por uma foto grande, cobrindo uma folha e meia, com Bellini recebendo a faixa de campeão, de um engravato não identificado. 
Abaixo temos a fotografia do gol do título, marcado por Roberto Pinto. 
O texto é de Ney Bianch, embaixo de um subtítulo (1 x 1 na decisão do ‘hipercampeonato’), chamando para a manchete, em corpo maior. Dali, a cobertura pula para as páginas 24/25 contando sobre “Os 22 lances (principais) que resultaram no Vasco campeão!” São descritos os primeiro e segundo tempos, e o movimento técnico dos dois times, isto é, faltas, “hands”(toques com as mãos), impedimentos, córners (escanteios), gols, laterais e defesas dos goleiros. No mesmo sistema das páginas anteriors, mas com disposições diferentes.
Nas páginas centrais, 32/33, está o pôster do time campeão – Miguel, Paulinho, Bellini, Écio, Orlando e Coronel (em pé, da esquerda para a direita), Sabará, Almir, Roberto Pinto, Valdemar, Pinga e o massagista – e um texto sobre a sua campanha. 
Por fim, nas folhas 56/57, encerra-se a cobertura, com um texto de Paulo Rodrigues, e um subtítulo (Gradim o campeão do “Ano de Ouro”, chamando para o título abaixo (A torcida pulou por mim, gritou por mim”. O treinador destacado na matéria aparece em uma foto no alto da página, comemorando, juntamente com Paulinho de Almeida e Coronel. Abaixo, Roberto Pinto recebe os cumprimentos, no vestiário, do tio Jair Rosas Pinto, um ex-vascaíno.
 Na mesma linha, na outra página, Bellini, com a faixa, é assediado por uma tiete que a legenda chama de “loiríssima. Acima, num erro editorial, a foto do rubro-negro Pavão chorando a derrota – seria a foto do campeão Bellini que deveria merecer o destaque dado a um perdedor.

BELA DO DIA. O QUE É QUE SÓ O BAHIA TEM?

O Carnaval está chegando, meu rei! A rapaziada já está se aprontando para voltar a cair na folia. Na Bahia, já foi dada a largada. Começa a pegar fogo.
Enquanto isso, a sereia  Fernanda Costa, musa do Bahia, promete ficar nas praias de Salvador, encantando, como sempre, a torcida do glorioso 'Tricolor de Aço", que faz parte da elite do futebol canarinho.
Entre espumas do mar, areias da paria e coqueiros da Bahia, a baianinha arrasa durante qualquer tempo de festas na primeira capital do Brasil.
  

Carnival is coming, my king! The boys are already getting ready to fall back on the party
. In Bahia, the start has already been given. It starts to catch fire.
 Meanwhile, the mermaid Fernanda Costa, muse of Bahia, promises to stay on the beaches of Salvador, enchanting, as always, the cheerleader of the glorious 'Tricolor de Aço', which is part of the Canarian football elite. paria and coconut trees of Bahia, the baianinha rocks during any time of parties in the first capital of Brazil

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DAS PUBLICI & SPORT -16

   Entre as várias permutas publicitárias da década-1960, uma “tripleta” que andou tabelando foi a  revista Manchete Esportiva com as TVs Tupi e  Rio
Em 1956, a turma de Bloch Editores obteve espaço na primeira e, por uma temporada e meia, manteve, pelas tardes de sábado, o programa Manchete em Marcha,  apresentado por Rui Viotti e produzido por Guilherme Figueiredo, um dos escritores festejados da época (irmão do futuro presidente da república, João Figueiredo)
Arnaldo Niskier, então repórter da semanária (futuro membro da Academia Brasileira de Letras) era um outro participante da produção.
 Tempinho depois, o editor de Manchete Esportiva, Augusto Rodrigues (irmão do teatrólogo Nélson Rodrigues, que escrevia na revista),  negociou, com a TV Rio, a apresentação de programa, em noite da segunda-feira, o qual foi titulado por “Manchete no 13”, número correspondente ao do canal da emissora carioca. 
Transmitido, entre 19h30 e 20h, o horário tinha apresentação da dupla Ronaldo Bôscoli/Arnaldo Niskier, com participação do locutor Luiz Mendes - pintou também, em uma emissora de rádio, como mostra o anúncio abaixo. 
Rolou, também,  pelas ondas do rádio
A tabelinha com a TV Rio durou só uma temporada. Por ser permuta, os homens da telinha, de repente,  passaram a preferir vender espaços publicitários. Enquanto rolou, agradou muito, principalmente, devido entrevistas com atletas, dirigentes e treinadores.
 Num dos programas, o vice-presidente do Flamengo, Fadel Fadel, contou uma história interessante: perdera 20 gravatas, numa aposta, por garantir que o atacante Evaristo de Macedo não trocaria o clube rubro-negro pelo futebol espanhol – trocou e defendeu Barcelona e Real Madrid. 
Evaristo segue sendo o maior goleador  da Seleção Brasileira em um só jogo, cinco: em Brasil 9 x 0 Colômbia, pelo Campeonato Sul-Americano, na peruana Lima, em 23 de março de 1957.   
Atualmente, os painéis de fundo dos programas esportivos de TV costumam usar marcas de patrocinadores. Em “Manchete Esportiva no 13”, o cenário atrás dos apresentadores e dos convidados eram as fotos do jogo de domingo, no Maracanã, clicadas por Jáder Neves, para a Manchete Esportiva, apregadas, por tachinhas, em um painel – velhos tempos. Hoje, usa-se imagens computadorizadas.       













2-ACONTECEU HÁ 60 TEMPORADAS-SS-58

 Durante a noite do 17 de janeiro de 1959, o Vasco da Gama saía do Maracanã SuperSuperCampeãoCarioca, ao empatar, por 1 x 1, com o Flamengo, dentro de dois torneios extras com a participação, também, do Botafogo. 
O jogo valia, ainda, pela temporada anterior e os  três times encerraram o Estadual empatados, sendo necessário um turno adicional para se chegar ao campeão. Como este voltou a terminar com os três times igualados, foram para mais uma rodada, quando a "Turma da Colina" carregou o caneco.
Foi uma noitada repleta de campeões mundiais - a Seleção Brasileira ganhara a Copa do Mundo-1958, na Suécia, em junho -, tendo os vascaínos levado ao gramado a dupla de zaga Bellini e Orlando, enquanto os rubro-negros tiveram em ação os atacantes Joel, Moacir (que foi reserva durante o Mundia) e Dida.
 Nestas foto, reproduzida de www.netvasco.com.br,o time campeão carioca é representado por Miguel, Paulinho, Bellini, Écio, Orlando, Coronel (em pé, da esquerda para a direita), Sabará, Almir, Valdemar, Roberto Pinto e Pinga. Abaixo, o capitão Hideraldo Luís Bellini comanda a volta olímpica
Super-supercampeão. Belini comanda a volta olímpica do time vascaíno no Maracanã lotado

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT - 15

Em épocas de Copa do Mundo, o mercado publicitário sai catando campeões mundiais, artilheiros e treinadores para irem à luta pelas melhor vendagem dos seus produtos. As vezes, o atleta nem precisa ter sido um campeão mundial. Basta ter a fama de Neymar, que ia para a sua segunda busca do caneco, em Rússia -2018, quando foi convocado por uma marca de café para uma promoção, tendo por motivo os números das camisas por ele usadas e que fazem lembrar da Seleção Brasileira.
Neymar não disputou a sua primeira Copa completa, em 2014, no Brasil, pois uma contusão o tirou da fase mais importante. No entanto, é considerado a maior revelação "brasuca" pós-Pelé e tem no currículo os títulos de campeão da Taça Libertadores da América, pelo Santos; espanhol, pelo Barcelona, e francês, pelo Paris Saint Germain. Isso sem falar que é o atleta mais caro do planeta e que mais fatura com publicidade.
Embora não tenha tanta fama, Cafu, o lateral-direito e capitão do escrete canarinho do título da Copa-2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, tem sido muito lembrado pelo mercado, seja par anúncios em TV ou para 'mídias' impressas. Uma empresa de produtos automotivos viu nele, por causa da sua raça e velocidade, um bom indicador do seu recado. Rolou antes do Mundial-2014.       



MUSA DO DIA DA COLINA - BELA JAMILA

A modelo e lutadora Jamila Sandoro é a campeã de pingadas de colírio nas vistas da galera vascaína, aqui no "Kick". O seu "facebook" é repleto de belas fotos dos seus ensaios, nos quais ele aparece vestindo camisas vascaínas de vários modelos e cores. A desta foto acima é um desenho alternativo. Vendeu bem e, além dela, muitas outras torcedoras da "Turma da Colina" foram aos estádios dar uma força à rapaziada, usando-a. Jamila, no entanto, fica "trilegal", como dizem os gaúchos, com qualquer jaqueta cruzmaltina, pois a sua estampa foi produzida pelo "Homem Lá de Cima" para emoldurar bem qualquer tela, como a que você vê abaixo.  

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT - 14

 As emissoras de rádio usavam muito a imagem de seus locutores esportivos em seus recados comerciais.
Na Rádio Globo do Rio de Janeiro, por exemplo, o narrador Waldir Amaral foi muito requisitado.
 Criador de vários bordões que viviam sendo imitados pelos torcedores, como "Tem peixe na rede do ...(após um gol) e "O relógio marca...."(para o tempo jogado da partida), ele entrou na campanha da emissora para conseguir mis anunciantes, tendo por motivo a inflação que assustava os brasileiros durante a década de 1980.
 Nesta peça publicitária, ele cita  as vantagens que o rádio tem sobre outros meios de comunicação e convidava os anunciantes a procura-lo, para um atendimento que poderia ser pessoal. Também, lembrava que o rádio estava ao lado do indivíduo, de quando este acorda até dormir.    
 Waldir Amaral, que  foi chefe do Departamento de Esportes da Rádio Globo, graduou-se em Direito e tinha bom conhecimento de mercado comercial. Tanto que dirigiu o setor para o Sistema Globo de Rádio.

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1947

Este time excursionou a Portugal, numa época em que o “Almirante” colocou o “Expresso da Vitória” nos trilhos. No dia em que a rapaziada posou para esta foto, 24 de junho de 1947, rolou 2 x 0 no placar, na cidade do Porto, sobre o time do nome da terra, amistosamente, com gols marcados por Maneca e Chico. Confira os autores da façanha, da esquerda para a direita, em pé: Ely do Amparo, Augusto da Costa, Rafagnelli, Danilo Alvim, Barbosa e Jorge Sacramento. Agachados, na mesma ordem: Mário Américo (massagista), Orlandinho (mascote), Nestor, Maneca, Friaça, Lelé e Chico Aramburo.

This team toured Portugal, at a time when the "Admiral" put the "Express of Victory" on track. On the day the boys posed for this picture, 24 June 1947, rolled 2 x 0 on the scoreboard in the city of Porto, on the team's name from the earth, amiably, with goals scored by Maneca and Chico. Check out the authors of the deed, the left to right, standing: Ely do Amparo, Augusto da Costa, Rafagnelli, Danilo Alvim Barbosa and Jorge Sacramento. Crouched in the same order: Mario Americo (masseur), Orlandinho (mascot), Nestor, Maneca, Friaça, Lele and Chico Aramburo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI& SPORT- 13

1 - Em 1952, quando o Vasco da Gama conquistou o último título da “Era Expresso da Vitória”, o seu médico era Amílcar Giffone. O cartaz da esquadra do “Almirante” era tão grande que até ele chegou a fazer comercial, o que não era comum para profissionais da medicina esportiva.
Amilcar Giffone promoveu o fortificante suíço Ovomaltine, que teria sido “recebido com entusiasmo pelos mais famosos médicos brasileiros”, segundo a publicidade que o fabricante anunciava como  “o alimento oficial dos atletas em todas as Olimpíadas”.
O médico vascaíno o recomendou, pela revista “O Cruzeiro”: “A dietética dos atletas é fundamental par aumentar a sua  resistência física. E, sem dúvida, Ovomaltine restaura as forças dos atletas após as mais duras provas”.      
           
2 - O meia-armador vascaíno Juninho Pernambucano, também, foi convocado para o time dos garotos-propaganda.
Fez campanha para uma empresa que atua no setor do benefício-refeição, divulgando o "Ticket Restaurante".
O recado saiu em várias revistas. Bem antes dele, nas décadas 1940/50, os goleadores Lelé e Ademir Menezes também fizeram comerciais, como veremos abaixo, onde estará um outro atleta vascaíno, Edmundo.

3 - A edição Ano V,  Nº 19, de setembro/outubro de 1987, da Revista do 
Vasco, em sua terceira página traz um anúncio publicitário estrelado por uma atleta – vascaína, evidentemente –  vendendo a imagem da empresa Minasgás. 
Enquanto  anúncios produzidos pelas mais conceituadas agências publicitárias nunca citam o nome do atleta vendedor, sob o argumento de que ele é muito conhecido, o editor das revista vascaína balançou a rede. 
Este colocou o nome da bela morena Márcia Regina Cunha, vascaína campeã mundial-1987. Passadas 30 temporadas, sem o nome dela destacado no anuncio, ninguém que o visse saberia quem é. Confere? 
                                       
Ademir (D|) colocou o terno e foi á casa do patrocinador
4 - Pela década-1950, o comércio já abria as suas portas para o futebol.
Ainda não havia a palavra marketing e a revista Esporte Ilustrado”, de 12 de fevereiro de 1953,  apresentou 28 páginas dedicadas ao campeão estadual da temporada anterior, o Vasco da Gama. 
A loja J. Isnard&Cia.Ltda. patrocinou duas página, no reverso do "pôster", com quatro fotos.
Na concentração, Ely era chegado ao sonzinho de radioeletrola
Dizia o texto original: “...enquanto descansavam, os craques esqueciam as preocupações sobre as difíceis pelejas do campeonato, escutando os seus discos preferidos e as suas emissoras favoritas na radioeletrola e no possante rádio, instalados pela firma J.Isnard&Cic.Ltda, que gozou da preferência da diretoria do Vasco da Gama na vontade de cercar todo o conforto moderno os seus defensores.
 Outro detalhe importante na questão do repouso espiritual dos craques é a certeza de que os objetos que adquirem para o conforto dos seus lares em J.Isnard&Cia.Ltda......não lhe dão aborrecimento. 
Assim os campeões puderam ficar tranquilos na concentração e disputaram o campeonato despreocupados com os artigos adquiridos em J. Isnard, como por exemplo, Ely, com os discos de sua grande discoteca, Ademir com sua radiovitrola, Chico como seu liquidificador e Jorge com o seu rádio. J.Isnard, a casa  dos discos portugueses preferidos dos campeões cariocas de 1952, goza da simpatia de craques de todos os clubes da cidade e dos radialistas mais famosos, e além de ter proporcionado alegria e satisfação aos jogadores vascaínos também encheu de contentamento os associados da prestigiosa agremiação da Cruz de Malta, pois forneceu os excelentes prêmios aos felizardos ganhadores dos “Bingos” promovidos pelo Vasco”.
COMENTÁRIO DO ‘KIKE” – Para a época, o patrocinador mandou bem o seu discurso, rebuscado de brasa para a sua sardinha. Hoje, ainda há patrocinadores que adotam o texto longo, com recado que não fica muito longe do citado, só que em linguagem mais informativa, pois a concorrência é em maior.     


5 - Veja a ilustração colorida à esquerda de sua tela. Lembra quem? Ademir Menezes, não é mesmo? Olhe par a foto à direita. Confere?
 Maior ídolo da torcida vascaína, até o surgimento de Roberto Dinamite, na década-1970,  Ademir é o terceiro artilheiro da história cruzmaltina, com 301 gols, em 429 jogos – Roberto Dinamite lidera, com 698, em 1.110 partidas, e Romário tem 315, em 410. 
Ademir chegou a São Januário, em 1942, fez um passeiozinho por fora, em 1946, mas voltou logo, para continuar escrevendo sua história na Colina, até 1955. 
Ele seria o artilheiro exato na marca do pênalti  para executar a propaganda do “Polvilho Antisséptico Granado”, que garantia estar  “proporcionando uma sensação de conforto e leveza nos pés desde 1903”.
 Na década de 1950, as empresas já recorriam muito aos craques para anunciar os seus produtos. Uma delas era a sueca Gillette, que escalava uma seleção de craques lhe promovendo pela revista “O Cruzeiro”. 
 No caso deste “clone” do Ademir, observe que ele usa o “fardamento” da Seleção Brasileira,  também defendidas pelo atacante do “Gigante da Colina”.

6 - Neste desenho em preto-e-branco à direita, a incrível semelhança é com o atacante Lelé, o artilheiro do Campeonato Carioca de 1945, com 13 tentos, na temporada em que o time vascaíno foi campeão invicto.
 Lelé, isto é, Manuel Pessanha, esteve vascaíno entre 1943 e 1948, período em que mandou 147 bolas no barbante, tornando-se o nono maior goleador da rapaziada. Ao lado de Edmundo “Animal”, ele é o atacante que mais gols marcou pelo clube em um só jogo, nos 9 x 2 sobre o Sport Recife, em 8 de maio de 1946, amistosamente – Edmundo fez a sua graça em 11 de setembro de 1997, nos 6 x 0 sobre o União São João, de Araras-SP, pelo Campeonato Brasileiro.
Lelé chegou até a merecer uma marchinha de carnaval, cantada por Linda Batista. Chamada de “No boteco do José”, era assim: “Vamos lá!/Que hoje é de graça/No boteco do José/Entra homem, entra menino/Entra velho, entra mulher/ É só dizer que é vascaíno/E amigo do Lelé”.
Quanto ao “reclame” do “clone” do Lelé, este era muito divulgado pela revista “Esporte Ilustrado”, promovendo as “Pelotas Superbal”, da fábrica carioca “Santos  &Moreira Leite”.  (foto PB de Ademir reproduzida de NetVasco). Agradecimento.
     
 7- A história do futebol cruzmaltino registra jogadores que estiveram, sempre, por cima. Mas foram anunciantes por baixo. Isto é, fizeram propaganda de cuecas. Casos do goleiro Emerson Leão e do atacante Edmundo.
 Após a Copa do Mundo-1974, na então Alemanha Ocidental, o arqueiro tornou-se o primeiro atleta brasileiro a posar para as chamadas roupas de baixo. Se bem que, na época, ainda não havia vestido a camisa vascaína. Mas, depois, vestiu camisa, calão e cueca como membro da "Turma da Colina".   
Edmundo foi quase cria da casa. Passou por outras casas antes de chegar à Colina, mas foi lá que se consagrou como craque, o mais amado pela torcida colineira, depois de Roberto Dinamite.
O  "Animal" marcou o seu primeiro gol  oficial em 23 de fevereiro de 1992, aliás, dois, em Vasco 4 x 0  Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Chegou ao 10º no empate, por 3 x 3, com o alagoano CSA, em 12 de setembro, seis meses depois, pela Copa do Brasil. 
Foi o caminho do sucesso, que incluiu cinco passagens por São Januário e o jogo de despedida. Edmundo (acima) fez publicidade para a Valisère, enquanto Emerson Leão para a Dog. 




A BELA MUSA VASCAÍNA DO DIA

A lindíssima e charmosa  morena 'brasileiraza' e carioquíssisima que abre a temporada da beleza vascaína-2019, pelo "Kike", autêntica gotinha de colírio,  foi vista no site www.netvasco.com.br, o maior do ramo esportivo brasileiro e, também, considerado um dos mais completos do planeta.                       
 O nome da gatinha não consta na foto, mas perdoa-se o fotógrafo e o redator da página eletrônica vascaína, pois a "girl" foi captada por lentes distantes, no meio da torcida, não dava para perguntar-lhe pela sua graça. Se alguém souber, nos avise, para o devido crédito. No mais, curta a deslumbrante musa empurrando a rapaziada para o ataque. Pelo seu gesto,  grita: "Chaaaarrrgggeee!"

The muse that opens the season of beauty vascaína-2018, by "Kike", was seen on the website www.netvasco.com.br, the largest in the Brazilian sports sector and also considered one of the most complete on the planet.
The name of the kitten is not included in the photo, but the photographer and the editor of the vascaíno website are forgiven because the girl was captured by distant lenses in the middle of the crowd and could not be seen by her name. If anyone know, let us know, for credit. In addition, short she pushing the boys to the attack. By his gesture, he shouts: "Chaaaarrrgggeee!"
                        OBS: carioquississíma é uma brincadeira do "Kike" com o idioma português, um neologismo, ou um neovascainismo, que convive com 33 regras de acentuações para a brasileirada. Já 'brasileiraza' é uma paródia com o uruguaio 'Maracanazo'. Afinal, ela está (na foto) no Maracanã. Valeu?    

domingo, 13 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-12


O desejo de todo patrocinador é ver a sua marca estampada na camisa de campeões. E, nesse ponto, que se deu muito bem foi uma empresa do ramo da distribuição de gás, patrocinando Juliana e Larissa, que  formaram a dupla feminina de vôlei de praia com maior número de títulos do Circuito Mundial – iniciado em 1982.
Elas chegaram ao hepta- 2005/2006/2007/2009/2010/2011/2012 e foram, ainda, a primeira dupla brasileira bicampeã nos Jogos Pan-Americanos, vencendo as disputas do Rio de Janeiro-2007 e da mexicana Guadalajara-2011. Nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, conquistaram a medalha de bronze.
Juliana Felisberta da Silva nasceu em Santos-SP, em 22 de julho de 1983, e Larissa França, em Cachoeiro de Itapemirim-ES, no 14 de abril de 1982. Formada em 2004, a dupla foi considerada, por várias vezes, a melhor do mundo, pela Federação Internacional da modalidade. As duas separaram-se, em 2012, quando Larissa decidiu cuidar só da vida pessoal.

                                             

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - O DOCE BALANÇO DA GAROTA DE IPANEMA

 Realmente, Heloísa Eneida Meneses Pais Pinto, a Helô, para as amigas, era a coisa mais linda, mais cheia de graça, quando passava diante do Bar Veloso, a caminho do mar.
 Não foi a toa que Tom Jobim e Vinicius de Morais constaram o seu “doce balanço”, que tornava o ar mais volátil  pelo cruzamento das ruas  Montenegro com  Prudente de Morais.  
Foto divulgação de capa de livro
 E lá se ia aquela garota se dourar na praia de Ipanema e ser beijada por ventos que fluíam e refluíam, constantemente.  Filha de um general aposentado, era tudo o que um poeta não gostaria de cantar. 
Perdoava, no entanto, o destino, por vê-la mostrando em sua caminhada geometria espacial em seu balanceio, quase um samba. Coisa de fórmula escapada do conhecimento egípcio e até do pai da “Teoria da Relatividade”, o físico alemão Albert Einstein, que não a conhecera quando visitara o Rio de Janeiro.
 Tom e Vinícius nem só escreveram e cantaram. Ficaram na certeza de que a beleza da garota que lhes encantava não era privilégio só de seus olhos. Sabiam que aquela mocidade passaria, mas deixaria, sempre, neles a sensação de culto a um misto de flor e sereia, cheia de luz.
A garota e a praia de Ipanema...

 Quando a música “Garota de Ipanema” – também – conquistou o carioca, a curiosidade sobre quem seria a musa musicada, evidentemente, foi enorme. Vinicius bateu o martelo: “Não vou dizer quem é. A moça é noiva e pode se aborrecer”.
 Em 1962, quando Helô cruzou com Vinícius pelos calçadões de Ipanema, o “Poetinha” disse-lhe, nem brincando e nem paquerando; “Eu e o Tom Jobim fizemos uma música pra você. Chama-se ‘Garota de Ipanema’. Claro! Ela corou. Mas gostou. Quem não gostaria?
 Três temporadas se passaram e o Rio de Janeiro ficou quatrocentão, em 1965. Como tudo era festa na “Cidade Maravilhosa”, a revista semanal “Manchete”, do empresário Adolpho Bolch, negociou um encontro da musa com o poeta, escalou o fotógrafo Sérgio Alberto Cunha.
... e num papo com  Vinicius, clicados pela revista 'Manchete"
De saída, Helô não queria ser fotografada. Mas terminou rolando as fotos que você vê e foram publicadas pela edição de 13 de setembro de 1965 – N 700 e ano 13 da semanária. No embalo, musa e poeta  decidiram revelar ao mundo a maior curiosidade do mundo. Na época, o presidente italiano, Giuseppe Saragat visitava o Brasil e São Paulo promovia a sua oitava bienal de artes plásticas internacional – notícias que tornaram-se secundárias.    
Dali por diante, a garota cresceu, casou-se, foi mãe, descasou-se, esteve capa de revista sexy – sozinha e com uma filha- , tornou-se empresária, gente de TV, escreveu um livro e viveu muitas aventuras, que se fossem todas contadas aqui não caberia em um só computador.    
Reprodução de o site "Biografia - Helô Pinheiro"

MÚSICA - “Garota de Ipanema” foi gravada, primeiramente, por Peri Ribeiro, filho de  Dalva de Oliveira. 
Composta, em 1962, já teve mais de 600 versões em vários outros idiomas e, entre outros, foi cantada, por Frank Sinatra. Teve, ainda, versão instrumental para a trilha do filme homônimo da canção, de 1967.  
Foto divulgação de grife de Helô
Na TV,  Helô apresentou o programa feminino “Ela”, na Bandeirantes década-1980; “Show da Tarde”, no SBT;  “Helô Pinheiro na Rede Mulher”; “Rio Mulher”,  na CNT-RJ e “The girl from Ipanema”,  no canal 42 Miami- Rio.

    GAROTA DA TELA
 Apresentou, também, o programa “Código de Honra”, da TV Justiça/Faculdade FMU/Iasp, discutindo o Direito, curso no qual graduou-se; “Programa De Cara Com a Maturidade”, outro da Bandeirante, e atuou nas novelas “Cara a Cara”, da Bandeirante; “ Água Viva”; “Coração Alado e “Aquele Beijo”, da Globo, e ”, da Globo, “Meus Filhos Minha”, do SBT.  
Ao lado da filha Ticiane, apresentou o programa “Ser Mulher”, da Fox Life - grande garota!