Vasco

Vasco

quarta-feira, 26 de junho de 2019

terça-feira, 25 de junho de 2019

7 - MEXERICOS DA KIKINHA - MAKUMBOLA

1 – Vocês sabiam que Lorico, além de meia, foi olheiro do Vasco? Olhava para o além. Fiquei sabendo de que o danado indicou ao “Almirante” o macumbeiro Paulista, por sinal, dispensado após a saía do treinador Zezé Moreira |(1966). Pelo me segredado, o pai-de-santo custou cerca de Cr$ 5 milhões de cruzeiros aos cofres da Colina. Mas, como a rapaziada ganhou duas taças importantes graças aos seus contatos imediatos com outras plagas, convenhamos que a indicação do  glorioso Lorico não bateu na trave.  

2 – Quando Seu Zezé Moreira deixou a Colina, a cornetagem vascaína trabalhava duro para o cargo ser preenchido por um velho amigo do "Almirante”, o intrépido Oto Glória. O presidente João Silva estava decidido a manter o ex-zagueiro xerifão Ely do Amparo apenas como tapa-buraco.  

3 – Entrei no túnel do tempo e estive no meio do público recorde que assistiu, no ginásio do Tijuca, a vitória vascaína, por 72 x 60, sobre o Botafogo, valendo o terceiro título consecutivo da Taça Gerdal Boscoli (1966), no basquete adulto masculino. O time jogou com muita raça, disposição e organização. Podes crer e tirem o chapéu para a rapaziada - Paulista, Sérgio, Leonardo, Douglas e Carneirinho.  

4 - Se houvesse eleição para dorminhoco, em São Januário, um candidato ganharia fácil: o centroavante Valfrido Espanador da Lua, um dos campeões cariocas-1970, quando a galera quebrou jejum de 12 temporadas estaduais sem canecos. Se bobeassem, o carinha emendava o dia com a noite. Desconfio de que ele tenha sido vigia noturno de uma fábrica de colchões.

Didi reproduzido de Manchete Esportiva
5 - Se fosse o responsável pela confecção das tabelas das disputas cariocas, o zagueirão Orlando Peçanha de Carvalho só colocaria os jogos do Vasco da Gama aos sábados e os do Botafogo no domingo. Motivo:  para aplaudir a classe do meia botafoguense Didi (Valdir Pereira). Para Orlando, não poderia haver neste planeta alguém capaz de jogar tão bonito e inteligentemente quanto o seu  companheiro de Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Suécia (1958). 

6 - O lateral-direita Massinha, que envergou a jaquete vascaína pela década-1960, certa vez, foi indagado por um dirigente do Cruzeiro sobre o que achava de o clube convidar a escola de samba Mangueira para fazer um forrobodó em Belo Horizonte, durante as comemorações de um aniversário da Raposa.  Resposta do Massa: chamem a Portela, que azul e branco, da cor da gente. 
K pra nóiz: já vi gente branca preta, sarará, parda, ruiva, loira, etc. Mas gente azul e branco juro que só se for em gibi de histórias interplanetárias. E, que eu saiba, raposa é cinzenta.      
  

CORREIO DA COLINA - DUAS NOTAS

 1 - APOSTA - "Apostei com um amigo, valendo uma rodada de cerveja, que o pior adversário do Vasco nos últimos tempos foi o Atlético-PR, que nos mandou 7 x 2, 5 x 1 e 4 x 1, o penúltimo pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão-2015 e o último deste Brasileirão-2019. Ele sustenta que  Internacional 6 x 0 Vasco foi pior". Quem tem razão? - Edinaldo Bispo da Silva.
RESPOSTA - Aqueles 7 x 2 mandados pelo "Furacão" foram em uma tarde em que, segundo o treinador Renato "Gaúcho" Portaluppi, "até mulher grávida faria gol no Vasco". Nada dava certo. Do pontos vista numérico, foram cinco gols de diferença, enquanto o Inter castigou com seis de frente. E sete batem mais forte do que seis, não? De outra parte, os 5 x 1 de 2015 foram muito piores, porque, como você lembrou, mandou a rapaziada para uma nova visita à Segundona. O "Kike" fica com este, porque o jogo ainda teve uma pancadaria terrível entre torcedores, numa das grandes baixarias do Campeonato Brasileiro. Dividam a despesa da cervejinha, que fica mais democrático. Se sobrar uma, mande pra gente.   

2 - MEXERICOS - "Conheço a Solange Aparecida, autora da tela da Kikinha. Já comprei quadro dela, na feira da Torre de TV (de Brasília) e, também, uma aquarela pintada por uma filha dela (Hosana). Conheço, também, o filho dela (Sadrack) que é um bom pintor e, igualmente, vende os seus bonitos quadros no mesmo local". Mariângela Morais, da SQN 308. 
RESPOSTA- As suas informações conferem. A Hosana e o Sadrack saíram do buxo da Solange. Ela tem uma outra filha, do qual o Kike não se lemba agora do nome, que serve muito de modelo para ela. 

3 - MOLDURAÇA - "Ôi, Baiano! Você ficou me devendo um foto daquele quadro do time do Vasco campeão carioca de 1952, pintado pela Solange Aparecida. Esqueceu? Veja se se lembra de não  se esquecer das promessas feitas aos amigos". Dalton Paranaguá - SQS 111.
RESPOSTA - O quadro foi pintado por uma foto que saiu, em página dupla, da revista O Cruzeiro, de 8 de fevereiro de 1953. Mede 66cm x 20cm e, pela ordem,estão: Barbosa, um careca, Haroldo, um escurinho, Ely e Danilo (em pé, da esquerda para a direita), Mário Américo (massagista), Sabará, Alfredo, Ademir, Ipojucan e Chico (agachados na mesma ordem).
RESPOSTA: Grande vascaíno! Telefone, marque um domingão e venha à minha casa, com a gloriosa repórter e sua có-piloto Vaninha, e a sua filha vascaína Ana Letícia. Traga uma boa pinga e tire uma foto do quadro. Da minha biblioteca, este quadro só sai por ordem daquele juiz que tornou a TARTARUGA JUSTIÇA FEDERAL mais rápida do que um míssil Exocet. Mora!  

segunda-feira, 24 de junho de 2019

A BELA MUSA (E BLUSA) DO DIA

Veja só que blusa bonita. De arromba! É por causa de torcedoras lindas, elegantes e inteligentes assim que o Vasco da Gama enche-se de energia e vai conquistando, cada vez mais, admiradores de sua história.
Esta moça de beleza deslumbrante, na típica morenice brasileira, foi vista pelo "Kike" no site www.uol.com.br, sem ter o nome dela citado. Então, ela pinga um colírio nas vistas da rapaziada (colírio pinga-se em algum outra parte do corpo?) como sendo Miss Uol.
O "Kike" agradece àquela página eletrônica pela reprodução da bela do dia, esperando que a página eletrônica visitada tenha muitas outras deusas para alegrar o dia do torcedor do "Almirante".Valeu!    
Look at that pretty blouse. Break it down! It is because of beautiful and intelligent supporters as Vasco da Gama fills with energy and is conquering, more and more, admirers of its history.
This girl of gorgeous beauty, in the typical Brazilian morenice, was seen by "Kike" in the site www.uol.com.br, without having her name mentioned. So does she dribble an eye drop in the eyes of the boy (dripping drops on some other part of the body?) As Miss Uol.
 The "Kike" thanks to that electronic page for the reproduction of the beautiful of the day, hoping that the electronic page visited has many other goddesses to brighten the day of the "Admiral" supporter.

TRAGÉDIAS DA COLINA - THALLES

Thalles reproduzido de www.crvascodagama.com.br

Lembra-se de Thalles, atacante vascaíno que prometeu muito, mas não segurava a gordura? Não está mais conosco. Tornou-se, hoje, uma pessoa espiritual, devido acidente automobilístico, acontecido na Avenida Almirante Pena Boto, no bairro Monjolos, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.      
 Thalles Lima de Conceição Penha estava com  24 de idade e o acidente no qual esteve envolvido teve a participação de duas motos, segundo o Corpo de Bombeiros-RJ. Revelado pelo Vasco da Gama, o centroavante, depois de cicnco temporadas, com convocações para seleções brasileiras de novos, foi emprestado, em 2018, para o Albirex Niigata, do Japão. Voltou a ão Januário pelo início desta temporada, mas logo saiu para um novo empréstimo, para a paulista Ponte Preta, de Campinas. 

domingo, 23 de junho de 2019

6 - MEXERICOS DA KIKINHA - DESALADO

1 – Sugestão do antigo ministro da Educação, coronel Jarbas Passarinho, ao Conselho Nacional de Desportos: “Quem não estudou, pelo menos, até o terceiro ano primário, ou estiver matriculado nele, não poderá jogar futebol”. Ao saber da “sugesta”, determinado homem da defesa de São Januário, indagou: “E quando este Passarinho voa?”

2 – Ao trocar o Bangu pelo Vasco da Gama – em 1970 – o atacante Dé, que era mestre em malandragens, ouviu esta pergunta de um repórter: 
- Você vem trazendo alguma bossa nova para São Januário?
 - Pra fazer a rede balançar, vou tentar deixar o goleiro nu, pra ele sair correndo, envergonhado, e deixar o arco à minha disposição” – teria respondido o atacante, que é custara Cr$ 600 mil cruzeiros e mais passes do goleiro Pedro Paulo e de Léo e Fernando.  

3 – Quando o Vasco recebeu a taça e as faixas de campeão carioca-1970, quem se deu melhor foi o capitão Buglê. Uma entregante (de caneco, é claro) tascou-lhe um beijão. E, aí, Buglê! Não arrumou confusão em casa, não? Que eu saiba, a moça não era a “digníssima”, não é mesmo?          

4 – Esta quem me contou foi o glorioso repórter Deni Menezes, da Rádio Globo-RJ. Seguinte: um determinado cartola vascaíno telefonou a um amigo e famoso locutor famoso - que não negava ser torcedor cruzmaltino - por volta das sete da matina de um domingão, pedindo-lhe para fazer a apresentação de uma festividade para os dentes de leite da Colina – garotos de até nove de idade. Meio-dormindo, meio-acordando, o cara respondeu: “Você só deve estar me gozando”.  Ao que o cartola contra-atacou: “Se eu fosse você viria correndo, pois a madrinha da festa, que fará a animação junto contigo, será a Neide Aparecida – então, atriz mais bonita da TV brasileiro.  O carinha deligou o telefone, pulou da cama e, rapidão, rapidão,  pintou em São Januário – K pra noiz: mulher bonita acorda dorminhoco, na hora!     
Foto roubada (mas já devolvida) do
álbum de família do Luisinho
 

5 – Indagado, pelo narrador Zé Cunha, da TV Record, porque não conseguia entrevistar o atacante Careca, após o Guarani de Campinas eliminar o glorioso Vasco da Gama das finais do Campeonato Brasileiro-1978,o repórter Luís Augusto Guimarães Mendonça,  respondeu:
- Meu caro Zé! O meu fio (do microfone) está mais curto do que rabo de porco.
K pra nóiz: o Luisinho foi padrinho de casamento do chefe aqui do Kike e mandou-lhe tremendo esporro, por ter chegado à igreja depois da noiva. Motivo do atraso? Não posso contar, para não perder o emprego.

6 - O meu amigo fotógrafo Gervásio Batista contou-me que, em um domingo que ele estava de folga na revista Manchete - e o Vasco havia jogado no sábado -, convidou o seu amicíssimo Sabará para irem à praia juntos, com as suas respectivas famílias. E ouvira esta resposta:
- Não posso. Não sou sócio, lá!
Contou-me, também, o amigo (Sabará precisava de inimigo pra quê?) que, antes daquilo, havia ido a um aniversário, junto com o mesmo Sabara e, sem conseguirem carona para a volta pra casa - na Ilha do Governador -, o sugerira  tomarem um táxi, no que o atacante teria sapecado: 
- Chega de bebida alcoólica por hoje”.
 Pode!

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - WANDA, A SENHORA DONA DA PISTA

Wanda (C) venceu  20 estaduais e interclubes
 e juntou cinco quilos de medalhas e troféus
Nada caiu tão bem sobre Wanda dos Santos do que o apelido de “La Hermosa Gazela Brasileña”, lhe conferido pelos chilenos. Vencer tanto quando o Brasil não dispensava a menor atenção ao então esporte então amadorístico, realmente, não era brincadeira. 
Fera no atletismo, Wanda passou, também, pelo basquetebol, mas foi na primeira dessas duas modalidades que ela fez a festa, tornando-se quase imbatível nos 80 metros com barreiras.
 Nascida paulistana, no primeiro dia de junho de 1932, aos 12 de idade, ela já disputava provas colegiais e pelo Clube Atlético Ipiranga-SP. Depois, passou por Palmeiras, São Paulo e o Flamengo, entre outros. Isso tudo trabalhando duro durante o horário comercial, só podendo treinar pelos finais de tardes. Mas valeu a pena tanto sacrifício, pois, na década-1960, ele era considerada a maior barreirista das três Américas, somando sete títulos sul-americanos. 
  Só o que não valeu foi o preconceito enfrentado por ela, por ser uma afrodescendente, durante as finlandesas Olimpíadas de Helsinque-1952, quando as adversárias se recusavam ficar próximas ou tocar nela. Seu treinador, no São Paulo FC, no entanto, era o alemão Dietrich Gerner, o mesmo de Adhemar Ferreira da Silva. Um outro amigo, Genzo Hara, fabricou os sapatos com pregos  para ela competir. Bateu o recorde sul-americano e, por um milésimo não foi à final dos 800 metros com barreiras, terminando em segundo lugar na sexta série eliminatória, com a marca de 11seg.03dec10mil.
Beijo olímpico em Adhemar
Em Jogo Pan-Americanos, nos 80 metros com barreiras, Wanda conquistou uma medalha de prata - Chicago/EUA-1959, com 11.05s; duas de bronze – México-1955, em 11.8s, e São Paulo-1963, com 11.5seg. E mais o bronze dos Pan da Argentina-1951, fazendo 5.18 metros no salto em distância. Mais: Wanda cravou o  recorde mundial dos  300 metros com barreira, com 55s04 – a prova foi abandonada nas disputas do atletismo. 
 Wanda dos Santos venceu, ainda, 26 disputas do Troféu Brasil de Atletismo, outras nove do Campeonato Brasileiro, duas do Mundial e mais duas dos Jogos Ibero-Americanos. 
Professora de Educação Física para crianças do Ensino Fundamental, ela varou os 80 de idade ainda competindo, defendendo o São Paulo FC, promovendo eventos sociais e esportivos para a terceira idade e lecionando no ensino fundamental para crianças do Colégio Santa Helena, na Vila Gumercindo, em Sã Paulo - uma super-mulher e uma vida dedicada ao atletismo.
 No currículo de Wanda dos Santos, só faltou um a medalha de ouro nos 80 metros com barreira dos Jogos Pan-Americanos, o que os seus antigos treinadores - Paulo Rezende e Antônio Joaquim Roque -, não  conseguiam entender. Afinal, ela vencera  20 estaduais e interclubes, que lhe rederam cinco quilos de medalhas e troféus, um deles sendo o recorde nacional de salto em distância, com 5m61cm.
FOTOS REPRODUZIDAS DO SÃO PAULO FC - AGRADECIMENTO 

sábado, 22 de junho de 2019

LENDAS DA COLINA - RAMALHO

FOTO REPRODUZIDA DE MANCHETE ESPORTIVA
Ramalho clarinando no meio da galera, junto a Dulce Rosalina
O primeiro grande jornalista esportivo brasileiro, Mário Filho, dizia ter o Maracanã sumido com com a figura do torcedor. Fora trocado pela "multidão compacta".
Mário sentia saudade do tempo em que os torcedores eram conhecidos nos pequenos estádios, tinham a sua voz ouvida. No Maracanã, só um era ouvido: Domingos do Espírito Santo Ramalho.
Quando o Vasco da Gama jogava, Ramalho ia ao Jardim Gramacho, em Caxias, e cortava talos de mamão, para transformá-los em clarins. Levava, sempre, dois, para não passar por apertos, caso um dos seus "instrumentos" falhasse.
As clarinadas do Ramalho eram sagradas. Até o dia em que o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama expediu-lhe uma carta, comunicando-lhe de que ele estava banido do seu quadro associativo, po falta de pagamento.
Ele só não passara por tal vergonha, antes, porque o diretor de futebol cruzmaltino, Antônio Calçada, pagara um ano inteiro de suas mensalidades.
 Vencida a benesse, Ramalho não tinha como honrar o compromisso, pois a sua renda – era estivador no cais do porto do Rio de Janeiro –, malmente, dava para alimentar a família, de cinco filhos. 
Devido ao inesperado sucedido, o desolado Ramalho foi ao Calçada e mostrou-lhe o 'memorandum' do clube. Que horror! Logo com ele? Tudo o que sempre mais quisera daquela sua vidinha de trabalhador e torcedor era dizer: "Sou sócio do Vasco!" E exibir a sua carteirinha.
Por aqueles dias em estivera banido do Vasco que tanto amava, o abatido Ramalho não compareceu ao Maracanã, para expandir as suas clarinadas durante os jogos contra o América (1 x 1, em 02.10.1954) o Flamengo (1 x 2, em 17.10.1954), pelo Campeonato Carioca. Pior para a "Turma da Colina". A rapaziada perdeu altura no voo do "Urubu" e enganchou nos chifres "Diabo".
 Para os craques vascaínos, o motivo daqueles dois insucessos não seria outro. Seguramente, a falta que haviam sentido do som do Ramalho. E foram se queixar ao Calçada.
Motivo mais do que definido para os dois tropeços cruzmaltinos, o Calçada pressentiu que era preciso encontrar o Ramalho, rápido. Se possível, pra ontem! Caso contrário, os jogadores iriam ficar esperando pela suas clarinadas, que não ouviam mais, e poderiam complicar a vida do time no campeonato.
Imediatamente, Calçada chamou o presidente Artur Pires e o diretor José Rodrigues, e se mandaram, em busca do Ramalho. O Pires, por sinal, fizera questão, absoluta, de integrar a comitiva. Eles  vasculharam as fichas dos sócios e localizaram a casa do Ramallho, em Barreira do Vasco, pertinho de São Januário. Mas o carinha não morava mais por lá. Mudara-se, para Bonsucesso. Foiram-se, então, os três para a Zona Norte carioca. Pergunta daqui, dali, dacolá, de repente, ficaram sabendo do que queriam e até que o procurado havia passado por uma cirurgia.
Enfim, o trio de cartolas encontrou a casa do Ramalho. Quando o Cadillac do presidente Arthur Pires parou diante de uma humilde casinha, Calçada bateu à porta, foi atendido por um garoto, mas quem apresentou-se foi Artur Pires. No ato, um garoto gritou: "Mãe! É o presidente do Vasco!"
O "músico mamoneiro" Ramalho não estava. Naquele instante, trabalhava no cais do porto. Mas não estava operado? Calçada esperava encontrá-lo acamado.
A mulher do Ramalho, no entanto, deu-lhes uma boa nova: o seu marido vinha tendo uma bela recuperação – da cirurgia em um calo na boca, provocado pelas suas clarinadas. "Graças a Deus, está melhor", disse ela.
Diante da boa notícia, Calçada e Pires enfiaram as suas mãos nos bolsos das suas respectivas calças e avisaram que o Vasco pagaria todas as despesas da operação que tirara o Ramalho de combate. Se este achava que as suas clarinadas davam sorte ao time, eles também. E Calçada fez mais: pagou toda a dívida do sócio banido, por mais um ano. Deixou o Ramalho recuperado, associativamente, pronto para voltar a exibir a sua carteirinha. O Vasco precisaria das suas clarinadas, no domingo. Que estivesse, sempre, com a saúde em dia.

O VENENO DO ESCORPIÃO - CENTENIAL NÉLSON, LEMBRADO, MAS ESQUECIDO

Na sexta-feira, 21 de junho de ontem, o Brasil celebrou dois fatos: os 49  tri da Seleção Brasileira e o centenário de nascimento do cantor Nélson Gonçalves. Dois algos que não se encontram mais  pelos nossos rincões: a categoria de cobras como Pelé, Gérson, Rivellino, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, entre outros, e cantantes com o vozeirão do gaúcho que foi coroado “Rei do Rádio”.
É sobre o cidadão nascido – 21.06.1919 -, em Santana do Livramento, por ter sido  um dos maiores nomes da música brasileira, que o “Veneno” vai rolar, hoje.
A voz de trovão desse gaúcho ditou padrões e só pegou turbulências em sua carreira quando o baiano João Gilberto apareceu cantando baixinho o que ficou conhecido por Bossa Nova, em 1958.
 Até então, Nélson era o maior vendedor discos brasucas, encarnando o chamado arquétipo de macho alfa, isto é,  mulherengo, valentão, beberrão, vendedor de grande autoconfiança e de grandes bravatas, como ter sido lutador invencível de boxe, cafetão, malandro do boêmio bairro carioca da Lapa, elogiado por Frank Sinatra e amante que fazia as amadas até atearem fogo ao próprio corpo
“A volta do boêmio”; “Meu vício é você”; “Fica comigo esta noite” e “Negue”, compostas por Adelino Moreira, foram os maiores sucessos de Nélson Gonçalves, que teve dias, também, difíceis, após ter sido preso, em 1966, em São Paulo, acusado por tráfico de cocaína, da qual era um viciado. Não foi fácil voltar à carreira, ao sair das cadeia. Para sobreviver, teve de cantar em circos, por cachês mixurucas, e era escorraçado pela TV. Só as gravadoras de disco o apoiavam.
Em 1997, ele lançou o seu último disco, “Ainda é cedo”, mas longe do estilo que o consagrara, cantando sucessos roqueiros  - “Meu erro”, dos Paralamas; “Como uma onda”, de Lulu Santos, e "Nada por mim", do Kid Abelha, entre outros Vendeu mais de 100 mil cópias e valeu o tradicional disco de ouro.
Em 2002, Nélson Gonçalves, que gravou músicas entre 1941 e 1977, foi homenageado por uma biografia titulada por “A revolta do boêmio”, assinada por Marco Aurélio Barroso. Para setembro, está prometido, o lançamento, pelo jornalista o Cristiano Bastos, de “Metralha”, uma nova biografia na qual o autor diz estar trabalhando há 13 temporadas.
Do governo brasileiro, Nélson foi  homenageado - pelos Correios -, por um selo, lançado em cidades que tiveram muito algo a ver com a sua vida, no caso Santana do Livramento, torrão natal; São Paulo, para onde foi, ainda criança, e o Rio de Janeiro, onde  consolidou a carreira. A estampa tem a  sua imagem, mas em preto e branco, com um microfone dourado e o nome Nelson Gonçalves, explicando a homenagem pelo "Centenário" de "A Maior Voz do Brasil". 
Uma outra homenagem partiu da Sony Music, liberando  por plataformas de streaming dos 35 álbuns de Nélson, vivo até 1998. A gravadora promete, ainda, restaurar tapes analógicos e projetos gráficos originais desses 35 discos.
 Lembrado em seu centenário, na verdade, Nélson Gonçalves está esquecido. O seu público, também, já se foi e não deixou herdeiros da simpatia pela voz que estrondava pelos rádios brasileiros. 

sexta-feira, 21 de junho de 2019

TRAGÉDIAS DA COLINA - GAMOU ERRADO

Antes do começo do Brasileirão-2002, o treinador Antônio Lopes disse à rapaziada que classificação à segunda fase seria mais fácil vencendo todos os jogos  em casa. Só esqueceu de combinar com o Gama. Durante a noite da quinta-feira 22 de agosto,  a torcida vascaína ficou  uma fera com o “Almirante”, que não quis nada com a circunavegação da pelota e caiu ante o time candango, por 0 x 1.
 Só não perdeu por mais porque os gamenses ficaram satisfeitos com um só gol marcado e recolheram o trem de pouso na rede vascaína. O gol levado, aos 40 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta, irritou ainda mais as galera. 
Com a queda, o Vasco foi jogado para a 21ª colocação, com três pontos em quatro jogos. Ainda bem que pouca gente assistiu ao vexame  (3.299 pagantes) de: Helton; Wellington, Géder, Emerson e Jorginho (Wenderson); Haroldo, Bruno Lazaroni, Rodrigo Souto e Andrezinho; Léo Guerra (Ely Thadeu) e Souza (Washington). 

MUSA DO ANTIGO ALMANAQUE DA COLINA

Belíssima imagem que o "Kike" viu e reproduz,  de www.almanaquedovasco.com.br, para a sua galera curtir um grande trabalho criativo do artista do site. Vascaíno é assim: amante do belo, como a história do Club de Regatas Vasco da Gama, que ensinou a este país que todos são iguais como peças de uma sociedade. Nada de cor da pele ou de conta bancária prevalecendo. Foi assim que o "Almirante" recusou a banir pretos e brancos pobres de sua equipe, inaugurando a democracia no então preconceituoso futebol brasileiro. O "Kike" gostaria de informar o nome do artistas que bolou  este trabalho, mas os amigos do site esqueceram de citar o seu nome. Se alguém souber, por favor, informe, para o devido crédito.   

Beautiful, wonderfull image that "Kike" saw and reproduces, from www.almanaquedovasco.com.br, for your galera to enjoy a great creative work of the artist of the site. Vascaíno is like this: lover of the beautiful, like the history of the Vasco da Gama Regattas Club, who taught this country that all are equal parts of a society. No skin color or prevailing bank account. That is why - alright - the "Admiral" refused to ban poor blacks and whites from his team, inaugurating democracy in the then-prejudiced Brazilian football. The "Kike" would like to inform the name of the artists who created this work, but the friends of the site forgot to mention his name. If anyone knows, please inform, for the due credit.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

5 - MEXERICOS DA KIKINHA - GARRANCHO

   Pois é, rapaziada! Na terra do meu Tio Guga, cidadezinha  pequena, porém decente,  havia  um jogador apelidado por Garrancho. Ciscava tanto que galinha era páreo fraco pra ele. 
Numa dessas épocas de Copa do Mundo, a turma de lá formou times para disputar um torneio em que cada equipe representava uma das seleções disputantes do Mundial, e o Garrancho foi sorteado para defender o  time do Brasil.
Na véspera do segundo jogo, o sábio do  técnico do seu time o chamou-lhe no canto e disse-lhe:
Garrancho, a nossa partida de amanhã é cronta a Graterra.
 Antes de o homem complementar o que pretendia falar, Garrancho atravessou-lhe o papo, para mostrar-se bem informado:
Tô sabeno, chefe! É aquele time da camisa da cor de cal.
- De cal, de sal, de açúcar, de algodão e até de melão por dentro, pra nóiz num interessa. Do pano que for, só quero que cê faiz um sirvicim pra mim.
- Que qui é, chefe!
- Seguinte: quem vai lhe marcar é  um cara chamado – tirou um papel do bolso direito de sua calça e fez um tremendo esforço para ler: Flowers.
- Quem, chefe? – Garrancho não havia escutado bem.
- Flowers – repetiu o trenêro, fazendo mais um esforço sobre-humano pra informar. Não era fácil falar Flowers.
Fralda? – indagou Garrancho, prometendo: vô fazê dele neném
Apôiz anote aí: quando ele vié pela dereita, você driba pra esquerda. Quando vié pela esquerda, driba pra dereita. Se incará de frente, chapêlêia ele. Mais se ele  vié no vem vino, vem vino, vem vino, você vai no fui, fui, fui, pra acabá fondo. Combinado?
Cumigo, tá, chefe. Mais o sinhô já combinou cum ele? – quis saber Garrancho.
O Tio Guga jura, por esta luz que nos alumia, ter escuitado (como falava o Garrancho)  este papo que, só agora, com a sobrinha estagiária de jornalismo, ele resolveu divulga-lo. Da minha parte, acredito - piamente, torneiramente, aguamente, chuveiramente, sabonetemente, toalhamente! 

VASCO DAS PÁGINAS - BRITO & FONTANA

O técnico Zezé Moreira, em 1966, pedia e eles jogavam duro. Brito e Fontana formavam a dupla mais temida do futebol carioca, na década de 1960. De acordo com a Revista do Esporte, o rigor de suas atuações tinha só uma explicação: ... “venceram pela perseverança. Tiveram que lutar bastante e enfrentar muitos obstáculos, para serem titulares no Vasco".
No caso de Hércules Brito Ruas, a revista lembra que, depois de se destacar no time amador do Flexeiras, da Ilha do Governador, passou pelos times de juvenis, mas não conseguiu subir para os aspirantes vascaínos, porque havia Viana barrando-lhe a vaga de zagueiro central. O jeito foi ser emprestado do Internacional, de Porto Alegre, onde Sílvio Pirillo, o primeiro a convocar Pelé para a Seleção Brasileira, era o treinador. Brito esteve emprestado, também, a um outro Inter gaúcho, o de Santa Maria, e só mostrou veneno na Colina depois da saída de Bellini, em 1961.
Antes da chegada de Zezé Moreira a São Januário, Brito brincava muito na área. Depois disso, o homem mudou completamente a sua forma de atuar. 
Nascido na ilha onde rolava a bola, em 9 de agosto de 1939, Brito deixou de enfeitar jogadas, passando a ser o que a imprensa chamava de “zagueiro enxuto”.
Fontana trilhou rota quase igual a do colega. Tinha dois fortes concorrentes pela frente, Russo, nos aspirantes, e Barbosinha, no time A. Arrependia-se de não ter aceito convites do Fluminense e do São Cristóvão, pelo qual chegara a preencher ficha de inscrição como amador.
José de Anchieta Fontana, capixaba de Santa Tereza, nascido em 31 de dezembro de 1940, quando subiu, pegou uma noite brava pela frente.
 O Vasco vencia o Santos, por 2 x 0, e ele sacaneava Pelé. A dois minutos do final, o “Rei do Futebol” empatou a partida, o que poderia ter liquidado a sua carreira. Mas recuperou-se, para falar muito durante as partidas, xerifar, transtornado. 
Fontana reclamava dos colegas, pela mínima pixotada, e era mestre em irritar o adversário. Fora de campo, assegura o ex-capitão vascaíno Bugleux,“era um santo”, como o xará José de Anchieta, o jesuíta.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

MUSA VASCAÍNA DO DIA - BELA MORENA

Tem coisa mais linda do que acordar e ver um sorriso desses? Principalmente, aberto por uma linda, linda, linda torcedora cruzmaltina. O "Kike" a viu no www.multiplix, onde a turma de bom gosto e grande senso estático pingou esse colírio para a rapaziada comemorar as graças da vida. E o nome da deusa? Gente, pelo amor de Good, Zeus, Buda, Alá, etc, não coloquem foto na The Net sem a graça da menina. Vamos dizer ao planeta quem nasceu com tanta beleza. E a sabedoria de ser uma vascaína. Combinado?   

Is there anything more beautiful than waking up and seeing such a smile? Mainly, open by a beautiful, beautiful, beautiful crossmaltina fan. The "Kike" saw it on www.multiplix, where the group of good taste and aesthetic sense dripped this eye drop for the boys to celebrate the graces of life. And the name of the goddess? People, for the love of Good, Zeus, Buddha, Allah, etc., do not put a picture in "The Net" without the grace of the cat, okay? Let's tell the planet who was born with such beauty. And the wisdom of being a Basque. Combined? 

BIANCHINI & CÉLIO - QUASE DUPLA VSC

Na temporada em que a Seleção Brasileira começou a treinar para trazer o tri da Coa do Mundo da Inglaterra, dois goleadores faziam parte de suas listas de convocações, Bianchini e Célio. O primeiro teve o seu passe comprado pelo Vasco da Gama, que já tinha o segundo como um temível inimigo dos goleiros. No entanto, uma boa proposta financeira, do uruguaio Nacional, de Montevidéu, levou o cara da direita de sua tela para o futebol do país vizinho, não deixando a torcida cruzmaltina ver em ação uma dupla de grandes goleadores do futebol carioca. Nesta foto reproduzida da Revista do Esporte, eles batem bola antes de um treino do escrete nacional, no Maracanã.
                    

terça-feira, 18 de junho de 2019

MATADORES DA COLINA - CÉLIO TAVEIRA

FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA DO ESPORTE
 Célio Taveira Filho foi goleador vascaíno, entre 1963 e 1966, e um dos convocados para os treinos da Seleção Brasileira que foi à  Copa do Mundo-1966. Mas não chegou até Liverpool, onde o escrete jogou e foi eliminado na primeira fase do Mundial.
 Nesta foto, ele é o terceiro agachado, da esquerda para a direita, depois do massagista Santana e de Jairzinho. Do outro lado, estão Tostão, Lima e Ivair. 
É a foto do time que venceu o País de Gales, na noite de 18 de maio, no Mineirão, amistosamente, quando os  canarinhos foram: Fábio; Murilo, Djalma Dias, Leônidas e Edson; Dudu (Roberto Dias) e Lima; Jairzinho (Paulo Borges ), Célio, Tostão e Ivair.    
A então Confederação Brasileira de Desportos-CBD convocou só cinco que haviam participado da campanha o bi (Djalma Santos, Bellini, Orlando, Altair, Garrincha e Pelé) e 23 caras novos. Célio, que formou dupla de ataque com Pelé, diante dos alemães e dos argentinos, entrando no segundo tempo, aparece na foto abaixo, diante dos primeiros, no Maracanã.                                    
 ÍDOLO NO URUGUAI - Desde 1948, o  Nacional, de Montevidéu, procurava um substituto para o seu grande ídolo argentino Atílio Garcia, que o defendera  entre 1939/1947. Só o encontrou, em 1967, com a chegada de Célio, que custara 80 mil dólares.
 Célio faturou 70 mil dólares, entre luvas e os 15% que os atletas recebiam, antigamente, pela venda do passe.
 A estreia foi em 11 de fevereiro de 1967, diante de 60 mil espectadores, marcando o gol da vitória (1 x 0), sobre o grande rival Peñarol, batendo falta, aos 15 minutos do jogo válido pela Taça Libertadores. Mandou por terra um tabu de vários anos. 
"Eu mal havia chegado e já tinha aquele clássico pela frente. No vestiário, vi o time muito preocupado com o tabu. Então, resolvi sacudir a rapaziada, com um discurso vencedor. Pra completar a falta que resultou no gol, acredite, nem seria eu quem deveria cobrar. Mas fui lá e bateu na rede", contou Célio, ao "Kike da Bola". 
 Antes de Célio, o Nacional tentou quatro substitutos para seu grande artilheiro e ídolo Atílio Garcia, todos estrangeiros (quatro brasileiros): Rodrigo: 13 gols/1960 e 24/1961; José Gambiasse (1 gol/1962); Henrique Frade (21 gols/1963) e Jaburu (24 gols/1964). Só Célio emplacou. E ganhou um tango de presente.
 Ele já contava 15 tentos, rapidamente, deixando na torcida a grande expectativa de bater o recorde, de 27 gols, da temporada-1962, do também estrangeiro JJRodriguez. O tango “Célio”, que fez sucesso nas rádios de Montevidéu, teve letra de Guzman Ghione e música de Julian Cardoz

CORREIO DA COLINA - KIKINHA EMPLACA

1 - "Muito interessante as molecadas da personagem Kikinha. A modelo da foto é real, ou só mesmo criação da pintora Solange Aparecida?" - Noeli Franco (Taguatinga-DF).

2 - "Conheço a Solange Aparecida. A minha mulher já comprou uma tela de cigana pintada por ela. Naquela oportunidade, ela exibia suas pintura na Torre de TV (de Brasília). Gostei da coluna". Januário Valverde (Asa Norte-Brasília).

3 - "Estou gostando da Kikinha. Seria bom se fossem citados os nomes dos jogadores e personagens algumas histórias. Assim a gente ficaria sabendo quem são os manés. Dario Valverde (Guará 1-DF).

4 - A Kikinha me lembra uma antiga fuxiqueira da Revista do Esporte, a Candinha. Eu gostava muito daquelas páginas. Os fuxicos são bem parecidas. Mas, enquanto uma usava a antigona máquina de datilografia, a outra já é computadorizada. Tá bom" - Manoel Esperidião Sales (Sobradinho-DF).

5 - "Muito boa a ideia da Kikinha. Eu tinha gostado muito das sacanagens do Profexô, mas acabaram, de repente. A Kikinha está suprindo legal a falta do engraçado personagem. Só precisa sair mais vezes". Manoel Cajueiro (Núcleo Bandeirante-DF).  

6 - "Oi! Legal a Kikinha. Muito engraçado. Me lembra dos Mexericos da Candinha, da Revista do Rádio. A minha mãe tem coleção que guarda até hoje". Chiquinha Maranhão (Asa Norte-Basília).

KIKE NO LANCE - 1 - A Kikinha é prima, em terceiro grau, da antiga Candinha que aprontou muitas fofocas nas Revista do Esporte e do Rádio.

2 - A pintora Solange Aparecida usava muito os rostos de suas filhas nos personagens que criava em sus belas telas. Mas o rosto da Kikinha não coincide com os das duas. Vamos perguntar pra ela quem posou para a Kikinha. Aguardem!    
   

segunda-feira, 17 de junho de 2019

4 - MEXERICOS DA KIKINHA - RENEZADA

Tela da pintora Solange Aparecida
1 – O zagueiro Renê - das décadas-1960/1970 -  lançou moda em São Januário: apareceu para alguns treinos usando uma camisa vascaína com a faixa verde. Cobrado pelos colegas que queriam saber de onde ele tirara aquila ideia, ponderou:
- O Vasco não diz que a faixa em sua camisa representa a rota dos navegadores portugueses rumo ao Brasil?  Na minha camisa, eles vieram por verdes mares.

2 – Me contaram que um meio-campista vascaíno que enrolava no violão e era metido a compositor, teria pedido ao Roberto Dinamite, amigo do Wanderley Cardoso, para ser apresentado ao “Bom Rapaz” - apelido do cantor, após o grandioso sucesso com música de título homônimo, na década-1960. Segundo fuxico que rolou por aí, ao ouvir a verve musical do companheiro, o Dinamite teria dito: 
- Se eu fizer isso, o Wandeco vai achar que eu sou um mau rapaz” – cruzes!
3 – Anote esta: era sonho do massagista vascaíno “Pai Santana” era ser incluído na lista dos “Dez mais elegantes” do colunista social Ibrahim Sued.  As camisa que ele comprava eram mais do que elegantes. Não tinha quem não olhe mais de uma vez para ele, quando estava passeando pelas ruas do Rio de Janeiro. era uma autêntica vitrine ambulante.

4 – O antigo artilheiro vascaíno Vavá – Evaldo Izidio Neto –, foi muito gozado pelos amigos, após deixar o cargo de treinador do São Cristóvão, para ser revendedor da Loteria Esportiva. Justificou que dava menos trabalho. Um contemporâneo dos seus velhos tempos vascaínos – década 1950 -, o sacaneou, dizendo-lhe:
- Não sabia que você fosse baiano. Achava que era pernambucano” – que maldade com a gente boa da Boa Terra!

5 – Um certo atacante da “Turma da Colina” só come carne vermelha se estiver sangrando. Quando alguém quer saber do motivo de tal preferência culinária, sacanicamente, ele manda na caçapa: 
“Fiz faculdade de vampiro”.
OBS: esta imagem de vampiro que acompanha a nota foi reproduzida de www.galeria.colorir.com Agradecimento.

ANGELITA - A BELA DO LANCE


A edição Nº 1 da revista “Lance A Mais” brindou os leitores com um belíssimo ensaio da modelo Angelita Feijó, clicada pelo fotógrafo Bob Wolfenson. Foram seis páginas e 10 superfotos da fera,  que era musa do programa televisivo “Bola na Rede”.
Dizia o  texto sobre ela,  sem assinatura: “É impossível deixar de notar quando Angelita Feijó entra em qualquer ambiente. E nem poderia ser de outra forma. Os longos cabelos negros que são sua marca registrada formam apenas a moldura para um corpo perfeito, trabalhado em sessões de ginástica numa academia de São Paulo. Mas Angelita tem consciência de seus atributos e não gosta de vê-los exibidos para qualquer um”.  
Adiante, a “LanceA+” informava que, “Na Semana BrraShopping de Estilo (em julho de 2000), no Rio de Janeiro, um dos seios da garota havia se libertado do decote e deixado extasiado o público – masculino e feminino – que a assistia desfilar. “Angelita fez biquinho. Um recato que dá mais charme ao seu estilo de mulherão”, considerava a revista semanal.
 E escreveu mais a publicação da Areté Editorial, presidida por Walter de Mattos Júnior, com seu editor sendo o jornalista Marcelo Barreto: “Ela (Angelita) se cuida. Alcançou a fama não com a sonhada carreira de atriz, mas como apresentadora do programa “Bola na Rede”, ao lado de Juca Kfouri. Musa num meio essencialmente masculino, ela sabe se livrar com graça dos galanteios que lhe dirigem os mais engraçadinhos, ao vivo, para todo o Brasil. Um toque de classe no mundo da bola”.


Gaúcha, a musa Angelita Feijó mede 1m78cm e, nas fotos que você vê, pesava 59 quilos. Mantinha a forma correndo pelo paulistano Parque Ibirapuera. Com o primeiro marido, o fotógrafo Antônio Guerreiro, teve a filha Maria Antonieta. 

 Lançada na semana de 2 a 8 de setembro de 2000, a “LanceA+” trouxe Pelé na capa, e concedendo um grande depoimento ao seu amigo Juca Kfouri, entre as páginas 22 a 33. A revista circulava semanalmente e não era vendidas separadamente do jornal do mesmo nome, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e em Curitiba e em Juiz de Fora-MG. Moderninha e muito agradável de ler.  

domingo, 16 de junho de 2019

VASCO DAS SEGUNDAS-FEIRAS

O Kike só havia encontrado três partidas em que o "Almirante" preliou em um dia incomum no futebol brasileiro. Encontrou mais uma: Vasco da Gama 7 X 0 Seleção da Argélia
Rolou na noite do 3 de janeiro de 2000. Naquela oportunidade, o clube abriu os portões de São Januário e convidou a galera a entrar. Além de não pagar nada, a rapaziada lucrou mais, com tantos balanços da rede. Foi o que se poderia chamar de uma autêntica “Noite do Pantera”. Donizete marcou dois gols – aos 32 e aos 44 minuto do segundo tempo – e infernizou a vida dos africanos – Juninho Pernambucano, aos 45 da etapa inicial; Romário, aos 7; Felipe, aos 14; Dedé, aos 43, e Viola, aos 47 da fase final, completaram a festa, para 10 mil presentes.
Carlos Jorge Lopes Fernandes Moreira (RJ) apitou e o técnico Antônio Lopes escalou estes feras: Helton; Jorginho (Paulo Miranda), Júnior Baiano (Odvan), Mauro Galvão (Valkmar) e Gilberto (Possato); Amaral (Nasa), Juninho Pernambucano, (Alex Oliveira), Felipe (Helder) e Ramon; DonIzete (Viola), Romário e Dedé.
Os últimos jogos vascaínos nas segundas-feiras publicados pelo Kike haviam sido 0 x 1 Atlético-PR e 1 x 1 Sport-PE, pelo Brasileirão-2017, lembra-se?

VASCO DAS PÁGINAS - ZÉ DÁ NO PÉ

 Era uma manhã de março de 1964 e este é o momento em que a foto da Revista do Esporte flagrou o ex-presidente vascaíno José da Silva Rocha, o Rochinha, pegando o boné e indo embora, após se despedir dos jogadores, no gamado de São Januário. Mas ele continuaria participando da vida do Club de Regatas Vasco das Gama, como um dos seu homens mais importantes daquela década-1960, pois erra um dos historiadores. 
Naquele momento, ele havia passado à presidência a Manuel Joaquim Lopes, que aparece atrás dele, seguido pelo treinador Duque. José da Silva Rocha recebera a presidência, de - Allah  Baptista, em 1963, e ficara um ano no cargo. Quanto a Duque, cujo nome verdadeiro era David Ferreira, só ficou pela Colina no primeiro ano de mandato de Manuel Joaquim Lopes. Mas nem completou uma temporada inteira, tendo sido substituído pelo ex-zagueiro Ely do Amparo, pois a nova diretoria cruzmaltina não o perdoou pela falta de títulos.
COMENTÁRIO DO "KIKE"-  O Vasco trocou de presidente, mas não trocou seu futebol. No Campeonato Carioca de 1963, com o Rochinha, terminou em sexto lugar, dez pontos atrás do primeiro colocado. Seu único destaque foi o atacante Célio Taveira Filho, o terceiro colocado na lista dos artilheiros, com 15 gols, três a menos do que o ponteiro. 
Em 1964, com Manuel Joaquim Lopes, repetiu a colocação, com seis pontos a menos do que o vencedor da temporada. Da mesma forma, Célio repetiu o terceiro posto na corrida do artilheiros, com  quatro tentos distante da ponta. O Vasco 1963/1964 escorregou no tomate. Como o novo presidente fora vendedor de pimentões, estava esperando chover em sua horta.

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - LUCY IN THE SKAY PILOTANDO AVIÃO

Só mesmo sendo pinel pra insistir tanto. Pois ela era: Lucy Lúpia Pinel Balthazar Alves de Pinho, viveu assim, de 7 de setembro de 1932 a 24 de maio de 2012.
Há quatro décadas, o mercado aéreo brasileiro era super-machista. Impensável mulher entrar nele. Um exemplo: Lucy Lúpia Balthazar, primeira mulher brasuca a fazer curso de comando de aeronaves, foi amplamente sacaneada pelos seus instrutores.
 Mesmo graduada piloto comercial de linhas aéreas e instrutora de aeroclubes, Lucy teve instrutores que nem a colocaram no simulador de voos. Deixaram claro não estarem dispostos a encorajarem uma mulher a ser comandante de avião.
 Quando Lucy pensava em passar para o lado esquerdo da cabine de comando da aeronave, a do piloto, foi-lhe ordenado ocupar a cadeira do co-piloto. Ela recusou e considerou a discriminação à mulher insuportável. Principalmente no ar. Aconteceu em 1978.
Carioca,  trineta de Philippe Pinel, o médico francês pioneiro no tratamento de problemas mentais, começou a gostar da aviação em 1967, quando já tinha 36 de idade. 
No aeroporto de Nova Iguaçu-RJ, ela e mais duas mulheres faziam o curso de pilotagem, mas só ela o concluiu. 
Contratada, pela primeira vez, em 1973, Lucy atuou em pequenas empresas, sendo co-piloto em voos não visuais e noturnos, e fez curso da Embraer para habilitação ao avião Bandeirante, de fabricação nacional. Também, foi  avaliada e voou como comandante e acompanhada por co-piloto. lho. 
Em 1979, Lucy lançou o livro Eu Quero Voar -  lançou três, no total - pelo qual aborda o preconceito contra a mulher aviadora. 
Por ali, ela revela que lhe diziam ser caro contratá-la, porque teriam de pagar por um outro quarto em hotéis, porque ela não os dividiria com os comandantes. Pior: que ela provocaria ciúmes nas esposas dos comandantes e levaria medo a passageiros que soubessem que o avião seria comandado por mulher. 

Lucy teve muitas dificuldades até obter a licença para pilotar linhas aéreas. Completou as horas exigidas pela lei e fez prova teórica. Aprovada, recebeu cartão provisório válido por duas temporadas. Então, o Ministério da Aeronáutica mudou a lei e ela recebeu uma licença de piloto comercial sênior, o que a impedia de pilotar aviões grandes.
Lucy, evidentemente, recorreu contra a medida, mas os seus vários requerimentos ao Departamento de Aviação Civil foram indeferidos. Finalmente, em 2000 – 24 temporadas depois -, ela recebeu, pelos Correios, o documento que tentava, retroativa a 1976. 

 Lucy foi primeira mulher piloto da aviação comercial brasileira e, também, da  América Latina, o que, inclusive, está registrado elo livro Conquistadors of the Sky, escrito por  Dan Hagedorn e publicado em 1999.

sábado, 15 de junho de 2019

VASCODATA


                     

O VENENO DO ESCORPIÃO - SESSÃO MADRUGADA DE ROCK NA CADEIA

Erasmo, primeiro à esquerda, teve...
Roberto Carlos cantava o rock´n´roll e participava do programa de TV Clube do Rock, comandado por seu conterrâneo capixaba Carlos Imperial, que o queria como o Elvis Presley brasileiro.
 De repente, Roberto não tinha a letra de Hound Rock, sucesso de Elvis, mas um colega de curso de datilografia - Arlênio Lívio - sabia quem poderia arrumar-lhe. E o levou à Tijuca, onde residia Erasmo. 
Do encontro rolou grande amizade – também, com Tim Maia e Jorge Ben (hoje, Benjor) e toda a turma da Rua do Matoso. De quebra, surgiu o conjunto The Sputiniks - Roberto, Tim, Jorge, Arlênio e Welligton -, que não subiu muito por conta de briga entre Roberto e Tim.
Sputinicks fora do espaço, Roberto formou Os Terríveis – com Carlos Imperial (acordeon e piano), Paulo Silvino (voz e futuro humorista), Vítor Sérgio e Edson Morais (guitarras), Amílcar (guitarra havaiana) e João Maria (bateria). 
De outra parte, Arlênio chamou Erasmo para montarem The Snakes, com Edson Trindade e Zé Roberto “Chininha”. E passaram a fazer vocais para Roberto e Tim , no programa de TV Clube do Rock, comandado por Imperial.
...fama de mau em seus primeiros
sucessos no dico. 
 Por aqueles finais de década-1950, inícios da 60, a turma só namorava em grupo, para aguentar a barra nas brigas com os caras dos bairros onde arrumavam meninas. Lá pelas tantas, a turma de Roberto e Erasmo conseguiu convites para uma festa na casa de uma garota da Ilha do Governador, num sábado. Sem rivais, ficou à vontade e dançou, comeu e bebeu – cerveja e cuba libre – à vontade. 
Na volta pra casa, pelas madrugadas, a rapaziada, muito animada pela bebida, aprontou a maior bagunça dentro do ônibus, cantando alto, batucando e tocando violão. Espantou o motorista, que a levou para um posto da Aeronáutica, perto do aeroporto do Galeão (atual Tom Jobim).
'Irmãos-camaradas' na década-1970, em foto
reproduzida do site oficial de Roberto Carlos
Imediatamente, soldados cercaram o coletivo, que só levava o grupo, e o “convidou” a adentrar ao recinto.  Acusados de perturbar a ordem pública e de desobedecer a lei do silêncio, todos foram se explicar ao oficial do dia, que mandou-os para uma cela, sem perceber que haviam levado junto o violão. Já que estavam presos, seguiram tocando e cantando. Chamaram a atenção dos milicos do plantão, que gostavam do rock´n´roll.  De repente, a turma já estava de papo com o oficial do dia, que convocou um sargento que tocava piston. E rolou a maior sessão madrugada de rock na cadeia.
 Quando o domingão amanhecia, o oficial do dia liberou a rapaziada, pedindo desculpas pela noite de cana e explicando que, zelar pela ordem pública, era a sua obrigação. Desculpas aceitas, a moçada pediu carona no primeiro carro aeronáutico que seguisse para perto da Tijuca. Como não o havia, o oficial do dia fez uma vaquinha, com quem estava de plantão e juntou o que dava para pegarem um ônibus e se mandarem. 
Roberto, Erasmo e agradecera e ficaram de voltar no dia seguinte, para pagarem o empréstimo – nunca mais voltaram.