Vasco

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE – VÁLBER

Cruzmaltino por duas temporadas, Válber Roel de Oliveira teve em 1998,  pelo centenário do Club de Regatas Vasco da Gama, aquele chamado “ano que não deveria terminar.” Foi campeão continental e estadual-RJ, levando junto as Taças Guanabara e Rio, válidas por duas etapas do campeonato. Mas ele já tinha intimidade com os carregadores de canecos da “Turma da Colina”. Fora campeão brasileiro, em 1997, quando desembarcou em São Januário.
Nascido no Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1967, Válber era um atleta que sabia o que fazer com a bola. Tanto que chegou à Seleção Brasileira e esteve canarinho por 13 partidas, entre elas as da Copa América de 1993. Estreou no selecionado em 1º de agosto de 1992, com goelada, por 5 x 0, sobre o México, e fez o seu último jogo em 17 de novembro de 1993, perdendo, por 2 x 1, da Alemanha. Poderia ter ido mais longe, mas costumava desaparecer, sem dar satisfações a ninguém, além de levar uma vida muito atribulada fora de campo. Foi por causa disso que o Vasco o dispensou.
Em 1997, o time vascaíno em que Válber jogava tinha Antônio Lopes por treinador e esta formação-base: Carlos Germano (Márcio), Válber (Maricá/Filipe Alvim), Odvan (Alex), Mauro Galvão e Felipe (César Prates); Luisinho, Nasa (Fabrício), Juninho (Pedrinho/Mauricinho) e Ramón; Evair (Sorato/Luís Cláudio) e Edmundo (Brener). Com esta rapaziada, O Vasco venceu 21 jogos, empatou sete e caiu só em cinco. Marcou 69 gols e sofreu 37. Em 1998, ainda comandado por Antônio Lopes, a base era: Carlos Germano; Vagner (Vítor), Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Luisinho (Guilherme), Nasa, Juninho, Ramón (Válber), Donizete e Luizão. (foto de álbum de figurinhas)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

TREINADORES MAIS ANTIGOS DO VASCO

Harry Welfare
“Quais foram os treinadores mais antigos do Vasco?” José Alves, de Formosa do Rio Preto, na Bahia  
Zezão! Aqui vai uma lista fornecida pelo maior pesquisador da história do clube da Colina, o nosso amigão Mauro Prais, que enviou uma relação correndo o período que vai de 1937 a 1942. Confira abaixo:
30.05.1937 Vasco 1 x 0 Carioca - último jogo de Harry Welfare; 03.06.1937 –despedida de Welfare, em São Januário; 13.06.1937-  Vasco 1 x 0 Bangu - estreia de Floriano Peixoto; 16.02.1938 - Vasco 1x3 Libertad-PAR - último jogo de Floriano Peixoto; 10.04.1938  - Torneio Inicio - primeiro jogo do ex-atacante Russinho (então diretor de futebol) como técnico interino.

Nesse ponto, José Alves, o nosso consultor Mauro Prais faz uma explicação: “Russinho e Carlos Paes eram os diretores de futebol durante a era Floriano Peixoto. Isso mesmo, dois diretores de futebol. Quando Floriano caiu, Carlos Paes saiu e Russinho continuou. Três meses após deixar o cargo, Floriano Peixoto não estava mais vivo”.
Ramon Platero
Carlos Scarone
Pois é, Zé Alves! O Mauro pesquisou em jornais como “A Noite “ e “Jornal do Sports” e  encontrou a informação de que Floriano Peixoto havia deixado São Januário para casar-se com uma francesa rica e residir na Argélia. No entanto, constatou que as notícias traziam uma inequívoca constatação de que o treinador passara por um  processo de desgaste.
 Prosseguindo, Alves, em 21.04.1938, em Vasco 6 x 2 Bonsucesso, rolou o último jogo de Russinho no comando da rapaziada. Em 27.04.1938  - Vasco 6 x 1 América - ocorre estreia do uruguaio e Carlos Scarone. Em 13.05.1939 –Vasco 1 x 1 Madureira – cai o uruguaio. Mauro encontro em suas pesquisas que o Departamento de Futebol vascaíno renuncia, em massa, isto é, os vice-presidentes Cyro Aranha e Teixeira de Lemos, e o diretor de futebol Russinho.  Assume, como novo diretor, Adriano Rodrigues dos Santos, auxiliado
pelo Bolao. Ramon Platero assina contrato.
Conta mais Mauro Prais: “Scarone" sofreu um longo processo de fritura antes de ser demitido. “A Noite” debochava dele, chamando-o de "o enigmático técnico", entendido de corrida de cavalos, e outras coisas mais. O jronal dizia, ainda que os vascaínos o chamavam de "tecnico mala suerte", pois essa era sempre a desculpa dele para as derrotas. Além disso, ele tinha
arrumado umas confusões, quando foi a Montevidéu aliciar o Villadoniga,  o que deixou o Peñarol irritado. E repetiu a dose no inicio de 1939, indo a Buenos Aires aliciar  Gandula, Emeal, Agnelli e Dacunto, todos do Ferro Carril Oeste, o que chegou a causar uma crise entre a Associação de Futbol Argentina (AFA) o Vasco. Vários dirigentes do Vasco não gostaram disso”.

 Vamos pra frente, Zezão! Em 28.05.1939 -  Vasco 1 x 0 Botafogo -, estreia outro uruguaio no comando técnico da equipe, Ramon Platero. Em 11.01.1940, renuncia Adriano Rodrigues do Santos; 14.01.1940 - Torneio Relâmpago Luiz Aranha, Vasco campeão e última vez que Ramon Platero dirigiu o time; 02.04.1940 - Ramon Platero é afastado do time profissional e passa a ser o responsável pelas divisões de base; 07.04.1940 - Vasco 3 x 2 Corinthians -, estreia de Gentil Cardoso; 15.09.1940 - Vasco 0 x 3 Flamengo, último jogo de Gentil Cardoso; 19.09.1940 – assume Harry Welfare. “O Jornal dos Sports” publicou, em  1974, que  Welfare quis sair, em 1937, porque já estava cansado (daquela labuta). Como ele era funcionário do Vasco, lhe arrumaram uma vaga na tesouraria”, conta o nosso consultor.
Tem mais, Zézão Alves! Em 29.09. 1940 -  Vasco 3 x 1 Bonsucesso -, Harry Welfare estreia; 28.12.1941 - Vasco 4 x 2 Bonsucesso - último jogo de Welfare;  03.01.1942 - Vasco 4 x 5 Sport Recife - estreia de Telêmaco Frazão de Lima.
Portanto, José Alves, está aí uma aula de história do Vasco da Gama, nos brindada pelo Mauro. Aliás, antes de escrever ao “Kike”, você pode tirar suas dúvidas pelo site dele, que é mais completo. Valeu? (FOTOS REPRODUZIDAS DE WWW.SUPERVASCO.COM.BR) Agradecimentos.

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

VASCO DAS PÁGINAS - DIABO NO CAMINHO

  Está na folha 7 do Nº 5 da “Manchete Esportiva”: em  17 de dezembro de 1955, o Vasco empatou, por 1 x 1, com o América, pela sexta rodada do returno do Campeonato Carioca. Daquele “Clássico da Paz”, a revista considerou que, por estar “com várias peças no ‘estaleiro’, o Vasco da Gama a ainda desta feita não chegou a apresentar uma exibição convincente no prélio sustentado sábado último, no Maracanã, frente ao América”.
Conta o texto que o Vasco sofreu o primeiro tento, aos 35 minutos,  e empatou, aos 10 do segundo tempo, “com um rápido lance, de Pinga e Ademir, e deste para a rede, com muito senso de oportunismo”. A semanário ainda apontou o goleiro Hélio, o lateral Paulinho de Almeida, o zagueiro Mirim e o atacante Ademir Menezes como os melhores vascaínos da partida. Dos três, só o primeiro entrou em sua seleção da rodada.  
Vasco 1 x 1 América foi apitado por Eunápio de Queirós e rendeu Cr$ 314 mil, 299 cruzeiros, a moeda da época. A ”Turma da Colina” do dia foi: Hélio, Paulinho e Dario; Mirim, Orlando e Beto; Wilson, Vavá, Ademir Menezes, Pinga e Parodi. Técnico: Flávio Costa.
Após aquele pega, o Vasco saiu do "Maraca" liderando a temporada estadual, igualado ao seu maior rival, o Flamengo, com quatro pontos à frente do segundo colocado, o Botafogo. Os cruzmaltinos lideravam, também, o campeonato de juvenis, igualados ao Fluminense, e estavam, em terceiro, entre os aspirantes.
No mais, de "bola fora pra fora" no empate, com o  "Diabo Rubro", só mesmo o click do fotógrafo da revista do Adolph Bloch, que quase corta a cabeça do jogador vascaíno. Mas, convenhamos, os dois times não tiveram cabeça para vencer. Tem sentido!  

terça-feira, 28 de maio de 2013

TEVIN - FERINHA DO JORNAL

Uma dia, cliquei o meu filho,  de  três anos de idade, e achei a foto tão engraçada, que pedi ao chargista do jornal Última Hora de Brasília, o Élcio Danilo Russo Amorim, amigo do Ziraldo, para criar um personagem que sairia em tirinhas bem esportivas. O artista (assina como Edra, as iniciais dos seu nome), bolou um Tevin cruzmaltino, mas nas tirinhas não chegou a usar a jaqueta da 'Turma da Colina'. A estreia foi em 17 de setembro de 1987, tendo entrado em  22 lances, pelo traço do criador, e mandado a campo, por mais uns 40, pelo André Cerino.
Tevin fez tanto sucesso nas tirinhas do "UHBr" que terminou virando livro, com programação gráfica do Edra e  tiragem de mil exemplares. Não chegou pra quem quis. Depois, ganhou um CD, com músicas em cima de suas aventuras. Uma delas tem o locutor Waldir Amaral, um dos mais importantes da história do rádio esportivo brasileiro, narrando um gol. Galvão Bueno gravou o Tevin chegando em primeiro lugar na Fórmula-1, mas esta não chegou a ser editada. Pois é! O tempo passou e o Tevin dos seus 3 anos está fazendo 30, hoje.  Parabéns para ele que, agora, é o “Doutor Trevor”,  advogado tributarista.
   

segunda-feira, 27 de maio de 2013

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

Em 1954, o Vasco tinha um atleta da chamada linha média, por nome Adésio. Em algumas escalações, ele formava o setor com Mirim e Beto. Pois aquele ‘centromédio’, que era pernambucano, bem como Ademir Menezes, Almir, Vavá e Juninho, os melhores jogadores que os vascaínos garimparam pelo Nordeste, foi titular da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 1952, em, Helsinque, na Finlândia, primeira disputa canarinha pela medalha de ouro que nunca veio. Quem se lembra dele?
Cabra arretado! Viu muitas filandesas loiras lindas. Pena que não pudesse traçar nenhuma loira gelada.

O Vasco tem a maior público do Torneio Rio-São Paulo: 120.165 pagantes, em 29 de março de 1958, do 1 x 1, com o Flamengo. Embora fosse um clássico entre as duas maiores torcidas cariocas, a cruzmaltina era superior, pois o time fazia melhor campanha e foi o campeão da disputa, com estas vitórias: 3 x 1 Corinthians; 3 x 2 São Paulo; 6 x 1 Fluminense; 1 x 0 América-RJ; 1 x 0 Santos e 4 x 2 Botafogo. O Vasco tem, também, o quarto e o quinto público da disputa, entre os cinco principais. Respectivamente, 81.421, de 28.02.1999, em 3 x 1 Santos (total de 94.500, com os caronas), e 77.881, de 31.05.1953, em 1 x 0 Corinthians, todos no Maracanã.
Constatação: reunidas, são quase 280 mil almas. Naquele Rio-São Paulo, todas se salvaram.

Romário, de 1m68cm, chegou à Seleção Brasileira, em 1987. Em 88, bicampeão carioca, foi para o holandês PSV Eindhoven. Tetracampeão mundial, em 1994, e melhor jogador da Copa do Mundo daquele ano, nos Estados Unidos, 12 temporadas depois da ida estava de volta a São Januário, no finalzinho de 1999. Reestreou, oficialmente, em 6 janeiro de 2000, em Vasco 2 x 0 South Melbourne, pelo Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, do qual marcou três gols em quatro jogos, sendo um dos dois có-artilheiros da disputa.
Também, có-bagunçou o ambiente na Colina, ajudado pelo desafeto Edmundo.

Temporada de 2001 - Edmundo havia conseguido o passe livre juto à Justiça e ido para o Cruzeiro. Tempos depois, foi mandado embora de Minas, devido uma declaração, antes de um jogo contra o Vasco, que vencera, por 3 x 0.: "Tomara que eu não faça gol. Se acontecer, vai ser por puro profissionalismo. Mas não haverá comemoração, porque não posso comemorar derrotas minhas, como torcedor vascaíno". Na partida, perdeu um pênalti e foi dispensado, pelos mineiros, ao final dela.
A Raposa não brinca em serviço. Limpa o galinheiro, não deixa um ‘Animal’.

O  Vasco encarou o Canto do Rio em sete oportunidades pelo Torneio Municipal. 02.05.1943 – Vasco 1 x 2; 09.04.1944 – Vasco 2 x 1; 27.05.1945 – Vasco 2 x 1; 05.05.1946 – Vasco 6 x 0; 17.05.1947 – Vasco 5 x 0; 16.05.1948 – Vasco 4 x 2; 13.05.1951 – Vasco 3 x 0.      

domingo, 26 de maio de 2013

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

Em 1948, o Vasco venceu o Southampton, da segunda divisão inglesa, por 2 x 1, em São Januário. Em 1949, no mesmo local, o vencido foi o Arsenal, um dos times mais fortes do mundo e o primeiro da primeira divisão inglesa a visitar o Brasil. A "Turma da Colina" armou um sambinha pra cima dos visitantes, e o venceu, por 1 x 0, em 25 de maio. Depois daquilo, Vasco e Arsenal voltaram a se encontrar por mais duas vezes: em 1951, goleada vascaína, por 4 x 0, no Maracanã, com gols de Tesourinha, Ademir Menezes, Friaça e Djayr, e, em 1980, só 2 x 1, com Paulo César “Caju”e Roberto Dinamite explodindo as redes, em Belgrado, na antiga Iugoslávia, hoje Sérvia.
No boteco de São Januário, há um caderninho para anotar a conta da freguesia inglesa.

 O atacante Célio Taveira Filho, que trocou o Vasco,a pelo Nacional, de Montevidéu, em 1967, tornou-se um dos maiores ídolos do futebol uruguaio, pelos cinco anos que passou por lá. Saiu de São Januário campeão do Torneio Pentagonal do México-1963, da Taça Guanabara-1965 e do Torneio Rio São-Paulo-1966. Em 2000, no seu centenário, o clube azul, vermelho e branco uruguaio o localizou na Paraíba e exigiu a sua presença nas comemorações. Célio foi, por lá, tema de tango.
Seguramente, o grande goleador Célio foi um atacante que não deu samba.

28 de janeiro de 1951 – O Vasco venceu o América, por 2 x 1, no Maracanã, e tornou-se o primeiro campeão carioca dentro daquele estádio, com dois gols de Ademir. O jogo foi apitado por Carlos de Oliveira Monteiro rendeu Cr$ 1.577.014,00 e a Turma da Colina jogou com: Barbosa, Augusto e Laerte; Eli. Danilo e Jorge; Alfredo, Ipojucan. Ademir. Maneca e Djair.
O título valia, ainda, pelo Campeonato Carioca de 1950, que começou atrasadinho.

Ano 2000 - , Romário tornou-se campeão da Taça Guanabara, marcando três gols nos 5 x 1 da final , contra o Flamengo. Também na decisão da Copa Mercosul, no campo do Palmeiras, marcou mais três na virada vascaína, de 3 x 0, para 4 x 3. Na finalíssima do Campeonato Brasileiro, voltou a marcar (um gol), contra o São Caetano. Grande ano 2000 de Romário. Foi artilheiro do Mundial de Clubes, do Torneio Rio-São Paulo, do Estadual-RJ , pela sétima vez, recorde na competição, e da Mercosul. Ainda bateu o recorde de Roberto Dinamite, de 61 gols, em 1981, de maior artilheiro vascaíno em uma só temporada, com 67 tentos. Em 2001 , Romário marcou mais três em outro 5 x 1 sobre o Flamengo, como já ocorrera em 2000.
Chamavam o cara de Baixinho, mas ele jogava um futebol daquele tamanho!

Temporada 2003 - Com três meses defendendo o japonês Urawa, Edmundo rescindiu o seu contrato, alegando saudades da família. E voltou ao Vasco. Criticou a qualidade do grupo e, ao final do ano, foi embora, reclamando de atrasos salariais. Em 2004, já estava no Fluminense, com o aval de Romário, com quem brigara, na década de 1990, e se acertara, em 2003.
Já não se fazem mais desafetos como antigamente!

sábado, 25 de maio de 2013

VASCO 1 X 0 PORTUGUESA DE DESPORTOS

Um gol marcado por Tenório, aos dois minutos do segundo tempo, fez o Vasco abrir o Brasileirão-2013, mandando 1 x 0 pra cima da Portuguesa de Desportos. O time cruzmaltino teve mais domínio de jogo e desperdiçou boas chances para aumentar o placar.
 No lance da bola na rede, o equatoriano Tenório (foto comemorando) contou com um erro grotesco da zaga da Lusa, em um lance pelo alto. O "Demolidor" pegou a bola de virada, por cima, e bateu sem chances de defesa para o goleiro Gledson. Também na etapa final, o atgcante Digo, da Lusa, foi expulso de campo, aos 32 minutos, por excessode faltas graves.
                                 
                                               CONFIRA A FICHA TÉCNICA
25.05.2013 (sábado) - Vasco 1 X 0 Portuguesa-SP. Estádio: São Januário, no RJ. Juiz: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Público: 11.099 presentes e 8.229 pagantes. Renda: R$ 209.405,00. Gols: Tenório, aos  2min do 2º tempo. VASCO: Michel Alves; Elsinho, Luan, Renato Silva e Yotún; Sandro Silva, Fellipe Bastos (Abuda), Dakson (Edmilson) e Alisson (Wendel); Eder Luis e Tenório. Técnico: Paulo Autuori. PORTUGUESA: Gledson; Luis Ricardo, Lima, Valdomiro, Rogério; Ferdinando, Correa (Moisés), Souza (Arraya) e Matheus; Diogo e Romão. Técnico: Edson Pimenta.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE – PASCHOAL

Ele já estava no Vasco antes mesmo de o clube subir à elite do futebol carioca. O ajudou a pegar o elevador, como campeão da Segunda Divisão de 1922. Pra aumentar a glória, foi bi na série principal, em 1923/1924. Seu nome?: Paschoal Silva Cinelli, ponteiro-direto muito veloz, por isso mesmo apelidado “Trem de Luxo”.
Em 1923, na temporada do primeiro titulo no futebol carioca, Paschoal participou dos 14 jogos e marcou com só um gol, no segundo tempo do segundo jogo, Vasco 3 x 1 Botafogo, em 22 de abril, no campo do adversário, à Rua General Severiano. A turma dos chamados "Camisasa Pretas" teve: Nélson, Leitão e Cláudio; Adão,  Claudionor e Arthur; Mingote, Paschoal, Torterolli, Cecy e Negrito. Em 1924, Paschoal já balançou mais as redes: sete vezes. Voltou a estar presentes em todas as partidas, com o time-base sendo: Nélson, Leitão e Espanhol; Brilhante, Claudionor e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Cecy e Negrito. Nos dois títulos, ao treinador era Ramon Platero.    

Em 1924, quando conquistou o titulo de bicampeão do futebol da elite carioca o Vasco era chamado de "Camisas Pretas"
Nascido no Rio de Janeiro, em 24 de maio de 1900, Paschoal viveu por 87 anos, até 23 de dezembro de 1987. Jogou durante dez temporadas com a jaqueta cruzmaltina, e já marcando gol na estreia vitoriosa, 1 x 0, sobre uma seleção da marinha. Devido aos dez anos como titular da equipe, era natural que fosse convocado para os selecionados carioca e brasileiro. Por este, fez dez partidas, sendo quatro oficiais – Brasil 0 x 1 Paraguai (11.11.1923); 1 x 2 Argentina (18.11.1923); 2 x 0 Paraguai (22.11.1923); 1 x 2 Uruguai (25.11.1923)  e seis amistosas – 9 x 0 Combinado de Durazno-URU (28.11.1923); 2 x 0 Argentina (02.12.1923); 0 x 2 Argentina (09.12.1923); 5 x 0 Motherwell-ESC (24.06.1928); 5 x 3 Barracas-ARG; (06.01.1929) 4 x 2 Rampla Juniors-ARG (24.02.1929).
Do jogos citados acima, Paschoal marcou um gol sobre o Barracas, enquanto os 2 x 0 sobre os argentinos valeram a Taça Brasil-Argentina-1923, com a seleção sendo: Nélson (Vasco) Pennaforte e  Alemão; Mica, Nesi e Dino; Paschoal (Vasco), Nilo Murtinho, Coelho e Amaro. O técnico era Chico Neto, isto é, Francisco Bueno Neto.
  Jogador  símbolo da primeira fase do futebol vascaíno, Paschoal parou com a bola, em 1933, devido uma lesão de difícil cura. Mesmo assim, não deixava de frequentar o clube. (fotos reproduzidas da revista "Grandes Clubes" e doa site oficial do Clube de Regatas Vasco das Gama). Agradecimento.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

IMAGEM VASCAÍNA DO DIA - REMADORES

O Club de Regatas Vasco da Gama, como seu nome diz, surgiu – em 21 de agosto de 1898 – para sair ano braço, remar. Aderiu ao futebol, em 1915, e passou a praticá-lo em 1916. Campeões  em muitas oportunidades, seus remadores foram escolhidos pela revista carioca "Manchete Esportiva", da Editora Bloch, para colorirem uma reportagem sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas, na Cidade Maravilhosa. A edição de Nº 5, que circulou a partir de 24 de dezembro de 1955, mostrou em o barco da categoria "quatro com patrão".   
Campeão carioca, em 1905/1906, a bela história cruzmaltina nas águas, que começo com um bi, foi seqauenciada pelo tri de 1912/13/14. Depois, vieram os títulos de 1919/21/24 e os pentas de 1927 a 1932 e de 1934 a 1939.  Quando a foto que você vê foi batida, o Vasco  atingiu um domínio de 14 anos consecutivos de conquistas inquestionáveis no remo carioca – depois, voltou a ser campeão estadual em 196/70/82/98/99/2000/2001/2002/2005/2008.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE – ITÁLIA

Luiz Gervazoni, o Itália, faz parte da galeria dos zagueiraços vascaínos, tédio marcado época,  ao lado de Espanhol e de Brilhante. Nascido em 22 de maio de 1907, no Rio de Janeiro, viveu até 1963 e foi vascaíno entre 1926 e 1937. Seguramente, iniciou o ciclo dos "Xerifões da Colina”, que inclui Bellini, Orlando Peçanha, Brito, Fontana e Dedé, entre outros.
Luís Gervazoni, o Itália

Itália foi um dos esteios da defesa cruzmaltina, na conquista do Campeonato Carioca de 1929, quando a “Turma da Colina” montou uma equipe poderosa que fez o aviso durante os  amistosos preparativos para a temporada oficial, chegando a golear o Flamengo, por 4 x 1. Também, ganhou o Tornei Inicio, disputado em 31 de março, em São Januário, batendo o América, na final, por 1 x 0 – naquele tempo, se o jogo terminasse no 0 x 0, o vencedor era quem cedesse menos escanteios. Por tal critério, rolou Vasco 1 x 0 Bonsucesso. Nos demais jogos, com gol no tempo normal, antes da final, houve Vasco 1 x 0 Botafogo e Vasco 1 x 0 Bangu. O time do último jogo foi: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Espanhol, Russinho, Mário Matos e Santana.
Quanto ao primeiro título carioca de Itália, o Vasco arrancou para ele em 7 de abril , mandando 9 x 1 pra cima do Bangu. No meio do percurso, bateu nas duas vezes em que encarou o seu maior rival, o Flamengo,  por 3 x 2 e 1 x 0.  No final da temporada, estava igual ao América, sendo preciso uma decisão por “melhor de três jogos”, que teve os dois primeiros duelos terminados em   0 a 0 e 1 x 1. No terceiro, o Vasco goleou, por, 5 x 0, no Estádio das Laranjeiras, em 24 de novembro daquele 1929, jogando com: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Matos e Santana.
Em 1934, o zagueiro Itália voltava a ser campeão carioca, com o Vasco vencendo oito (66,67%), empatando dois e caindo só em dois dos 12 jogos, nos quais marcou 28 tentos, ou 2,33 de média por partida. O time-base foi: Rei (Marques), Domingos da Guia e Itália; Gringo (Tinoco/Calocero), Fausto (Jucá) e Mola; Orlando (Baianinho, Novamuel), Almir (Leônidas da Silva/Lamana), Gradim, Nena (Russinho) e D'Alessandro.  
Nestas formação de 1934, o zagueiro Itália é o quarto, depois do goleiro Rei, atrás de Fausto dos Santos
Em 1936, Itália conquistou seu último título pelo Vasco, já na era do profissionalismo, o futebol estadual estava dividido e o clube na  Federação Metropolitana de Desportos, entidade que acabou por abrigar vascaínos, botafoguenses e pequenos clubes. O time de Itália era tão forte quanto o de 1934,ateando como um dos destaques o artilheiro paulista Feitiço. aA base era: Rei, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Calocero (Marcelino Perez); Orlando, Luiz Carvalho (Gama), Feitiço, Kuko (Nena) e Luna.
SELEÇÃO BRASILEIRA - Titular da equipe que foi  primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, ao lado de mais três cruzmaltinos, Brilhante, Fausto dos Santos e Russinho, o zagueirão Itália disputou nove partidas com a camisa do escrete nacional. Venceu oito e escorregou em só uma. Desses compromissos, cinco foram oficiais e quatro diante de times uruguaios e argentino.
 A estreia de Itália foi na primeira rodada do Mundial-1930, em 14 de julho, nos 1 x 2 ante a antiga Iugoslávia, quando a rapaziada do treinador Píndaro de Carvalho Rodrigues foi vista por cinco cinco mil presentes, no estádio do Parque Central de Montevidéu, formando com: Joel; Brilhante e Itália; Hermógenes, Fausto e Fernando Giudicelli; Poly, Nilo, Araken, Preguinho, o autor do nosso gol,  e Teófilo.   
No jogo seguinte, oito dias depois, no Estádio Centenário, diante de 3.200 pagantes, Itália já não formou zaga com Brilhante. Mas ganhou a companhia de um outro cruzmaltino, o atacante Russinho, tendo a equipe sido: Velloso; Zé Luís e Itália; Hermógenes, Fausto e Giucicelli; Benedito, Russinho, Carvalho Leite, Preguinho e Moderato.             
Menos de um mês depois de ter sido eliminado da primeira Copa do Mundo, no saldo de gols, pelos iugoslavos, o zagueiro Itália se vingava deles, goleando-os, por 4 x 0, em um amistoso da Seleção Brasileira, no estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Naquele duelo, ele teve uma nova companhia vascaína, a do autor do primeiro gol olímpico que se teve notícia no futebol brasileiro, o ponta-esquerda Sant´Anna (tinha seu nome escrito também como Santana). Estiveram, ainda, na formação, Fausto e  Russinho que, por sinal, marcou o primeiro gol de um vascaíno com a camisa do selecionado. A turma foi: Joel, Zé Luís e Itália; Fausto (Benevenuto), Hermógenes e Giudicelli; Benedito, Nilo, Carvalho Leite, Russinho e Teófilo (Sant´Anna).
A quarta partida de Itália pela Seleção Brasileira foi a primeira em que, depois do Mundial de 1930, a equipe jogava com um só vascaíno. Em 17 de agosto, venceu os Estados Unidos, em novo amistoso nas Laranjeiras, por 4 x 3, ante 16.500 pagantes.
Depois daquilo, Itália só voltou a ser chamado para o jogo de 28 de novembro de 1932, na goleada sobre o time do Andarahy-RJ, por 7 x 2, em amistoso preparativo para a Copa Rio Branco-1932, da qual ao Brasil foi o campeão, em gramados uruguaios .
Naquela disputa, Itália esteve nos 2 x 1 da final, em 4 de dezembro, no Estádio Centenário, ante 50 mil almas. Naquele dia, reeditou uma zaga vascaína. Se, na Copa-1930, atuou ao lado de Brilhante, daquela vez, quem estava do seu lado era Domingos da Guia. O time: Victor; Domingos da Guia e Itália; Agrícola (Canalli), Martim Silveira e Ivan Mariz; Walter, Paulinho, Gradim, Leônidas da Silva (Benedicto) e Jarbas. Ainda em 1932, Itália disputou os seus últimos jogos pela Seleção brasileira, todos amistosos: 1 x 1 Peñarol-URu (08.12); 2 X 1 Nacional-URU (12.1212) e 2x1 River Plate-ARG (24.12)     
Luis Gervazoni, o Itália, foi primeiro atleta profissional a se aposentar no Brasil. (fotos reproduzidas de www.netvasco.com.br). Agradecimento.

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

THIS IS KIKE BALL AND VASCO DA GAMA

This is a blog dedicated to the research of the history of Club de Regatas Vasco da Gama , founded in Rio de Janeiro , Brazil , on August 21, 1898 , four young practicing rowing - Henrique Ferreira Monteiro , Luís Antônio Rodrigues , José Alexandre D' Avelar Rodrigues and Manuel Teixeira de Sousa Júnior - in honor of the portuguese explorer discoverer of the sea route to India .Until 1915, Vasco da Gama only competed in rowing. From the following year when he joined the football, it became one of the most admired clubs in the country, for its stance against social injustice. Currently has one of the largest Brazilian twisted .
Nacional champion on four occasions, the Vasco team also has conqusitou continentel the title on two other occasions , and various international. The Vasco team also has conqusitou continentel the title on two other occasions , and various international tournaments .The Vasco da Gama uses stark white shirt, or black with a diagonal band (black or white).
It is the caravel of portuguese maritime chievements, bringing the Cross of the Order of Christ in red.
The shorts and socks are also the shirt , white or black .Vasco da Gama has a stadium, located in General Almério de Moura , opened in 1927 , and was once the largest in Brazil . Kike Ball search to cruzmatina history since december 15, 20010 , having been visited by 120 000 "vaconautas" .The shield you see has been reproduced from the official website do clube - www.crvascodagama.comcombr - to which we appreciate . And you are welcome to Kike Ball. (fotos reproduzidas do site oficial do clube - www.crvasdogama.com.br). Agradecimento
 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

VASCAÍNO MILONGUEIRO E CANARINHO

"É verdade que um treinador do Vasco, que era argentino, já comandou a Seleção Brasileira?" Eunice da Costa, de Rio Verde, em Goiás.
Verdade, goianinha! Um treinador argentino já dirigiu a Seleção Brasileira, sim. E o Vasco, também.  Neste segundo caso, nada de extraordinário, pois a “Turma da Colina” já teve comandantes uruguaios (Ramón Platero, Carlos Scarone e Ondino Vieira)  e inglês (Harry Welfare).
No primeiro caso, lá em cima, o “hermano” passou, primeiro, pela Colina. Foi um cara baixinho, de 1m60, chamado por Nelson Filpo Nuñes, nascido em Buenos Aires (19.08.1917), mas diplomado treinador pela Associação Chilena de Futebol. Antes de ser um cruzmaltino, passara pelo Independiente, de Mendoza, em seu país, e equipes do Uruguai, Chile, Equador, Venezuela, Peru, Colômbia, Portugal e Bolívia.  Com tanta rodagem, antes de ser umcruzmaltino, no Brasil, já tinha passado por Cruzeiro-MG; Comercial-SP, Atlético-PR; Guarani de Campinas-SP; América de São José do Rio Preto-SP;  Portuguesas Santista-SP; Jabaquara-SP e Santos. Dirigiu a Seleção Brasileira em uma situação incomum: treinava o time do Palmeiras, que representou o Brasil em uma partida contra o Uruguai, no Mineirão, em Belo Horizonte.
Fã do bife bem passado, com salada mista e batata, Filpo era casado com a brasileira Marlene Rodriguez, que lhe enchia a boca de água, com os seus doces, nas sobremesas.  De tão abrasileirado que ficou, tornou-se devoto de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Portanto, dá pra perdoá-lo. Era um argentino meio-brasileiro.

 

domingo, 19 de maio de 2013

"NIVER" DE PC GUSMÃO E PRETINHA

No registro civil, ele é Paulo César Lopes de Gusmão. No mundo do futebol, simplesmente, o PC Gusmão. Carioca, nascido em 19 de maio de 1962, este cara só não é um vascaíno total porque a vida nos gramados é muito dinâmica – vestiu a camisa 1 de mais cinco times.
Como atleta, a carreira do PC foi modesta, como goleiro reserva do Vasco, na década-1980. Por aquela época, não dava para barrar Mazaropi, que chegou a bater ao recorde mundial de invencibilidade, com 1.816 minutos sem buscar a bola no fundo da rede. Pra piorar, quando Geraldo Pereira de Matos Filho, o “Maza”, perdeu a vaga, quem chegou para barrá-lo foi um dos mais famosos arqueiros do país, Emerson Leão. Mas este demorou-se pouco pela Colina, permitindo a Mazaropi retomar o seu “cargo”. Até 1982, quando o treinador Antônio Lopes escolheu Acácio, que foi o “golkeeper” da rapaziada, pelos próximos dez anos. Quando nada, PC Gusmão fez parte do grupo bicampeão estadual, em 1977/1978, sob o comando do “titio” Orlando Fantoni.
Sem sorte no jogo, PC Gusmão iniciou, uma nova etapa na carreira futebolística, a de preparador dos goleiros vascaínos. Em 2001, teve uma chance como treinador interino. Mas não emplacou. Estava convidado a viver a tradicional vida de “técnico cigano”, na qual passou por 13 times, até voltar a São Januário, em 2010. Ficou até o início de fevereiro de 2011.
 Se não fez sucesso dirigindo o time cruzmaltino, PC Gusmão se deu bem, exatamente, em cima do Vasco: foi campeão mundial interclubes, em 2000, como auxiliar técnico de Oswaldo de Oliveira, no Corinthians, que venceu a “Turma da Colina”, na decisão por pênaltis. Em 2004 e em 2006, sagrou-se campeão mineiro, pelo Cruzeiro; em 2008 e em 2011, esteve campeão goiano, respectivamente, por Itumbiara e Atlético-GO. E em 2012, conquistou o Estadual cearense, pelo Ceará Sporting.

                                                                 PRETINHA

Durante nove temporadas, Delma Gonçalves sacudiu a torcida cruzmaltina. Quem? Pretinha! Ah! Bola, bola! A menina foi a primeira atleta do futebol feminino canarinho a marcar gols em três Copas do Mundo: em 1995 (sobre as japonesas (1)); em, 1999 (contra as mexicanas (3) e, em 2007 (diante das dinamarquesas), quando já tinha 32 anos de idade e já era considerada veteraníssima na disputa.
A vascaína Pretinha só não disputou cinco Mundiais por causa de uma cirurgia, de joelho, em 2003. Totalizou 13 jogos, vivendo o crescimento brasileiro da modalidade no cenário internacional. E só não teve mais sucesso devido a falta de apoio que as mulheres sempre enfrentara no futebol do país. Os quarto lugares lugar nas Olimpíadas de Atlanta-1986 e de Sidney-2000 foram até muito, levando-se em conta a desorganização canarinha no setor. Tanto que, após os Jogos da Austrália, as principais jogadores vascaínas que defendiam o escrete nacional, como Pretinha, Sissi, maior destaque nacional de então, Roseli e Andreia se bandearam para a Liga Norte-Americana, a fiam de ganharem U$ 10 mil dólares mensais.
Na Terra do Tio Sam,, Pretinha jogou por três temporadas, pelos times do Washington Freedom e do San Jose Cyberrays, da Califórnia. De lá, seguiu para o japonês Inac.
(Foto reproduzida do saite a www.globoesporte.com). AGRADECIMENTO.


 

sábado, 18 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE – HÉLTON

O Vasco deve a um pé de jamelão não ter perdido, para o seu maior rival, o Flamengo, uma de suas grandes revelações como goleiro, Hélton. Como? Uma queda de cima da árvore o deixou longe da bola, por um ano, tratando de um coágulo na cabeça.
Nascido em São Gonçalo-RJ, em 18 de maio de 1978, Hélton da
Silva Arruda estava pronto para iniciar a sua carreira pelo time rubro-negro, quando rolou o rolo. Depois de sair daquela, tentou a sorte no São Cristóvão. Era juvenil e agradou muito aos vascaínos, durante uma parida contra o “Santo”, quando fez milagres debaixo das traves. Ao final da pugna, recebeu o convite para mudar-se para a Rua General Almério de Moura. E foi nessa!
Um novo imprevisto fez a carreira de Hélton decolar. Como, no início de 2000, o goleiro titular Carlos Germano e o Vasco não chegavam a um acordo pela renovação de contrato, ele foi promovido ao grupo principal. E já entrou no fogo. Pegou a camisa 1 para disputar do I Campeonato Mundial Interclubes da FIFA. Mostrou veneno e até defendeu pênalti na decisão, por tal critério, contra o Corinthians, após 0 x 0 no tempo normal.
Com boas atuações naquele primeiro ano como profissional, Hélton foi convocado pela Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas-2000. Antes, em 1997,  havia jogado uma partida pela equipe sub-20. Totaliza dez "camarinhadas", com a última convocação em 2007.
Em 2002, também, por problemas financeiros na renovação do contato, Hélton, saiu da Colina, deixando em sua história cruzmatina 52 jogos como profissional, entre 2000/2002, quando foi para o português União de Leiria. Após 67 partidas por aquele clube (2002/2005), despertou a cobiça do Futebol Clube do Porto, onde está até hoje. (FOTO REPRODUZIDA DE WWW.SUPERVASCO.COM). AGRADECIMENTO.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TABU ALVINEGRO DE OITO TEMPORADAS

No clássico em que o Vasco venceu o Botafogo, por 3 x 2, em 28 de setembro de 1958, no Maracanã, a “Turma da Colina” manteve a escrita, de oito anos,  sem cair diante dos alvinegros. Era um domingo e estava valendo pelo primeiro turno do Campeonato Carioca.
Registra a revista “Manchete Esportiva” – Nº 150, de 4 de outubro – , que “o Vasco foi “sempre senhor do jogo” e o zagueiro Orlando o melhor da partida, deixando Didi “como uma lâmpada que se apaga sem azeite”. Para segurar Garrincha, o lateral-esquerdo Coronel dava ao primeiro combate, ajudado por Orlando e, as vezes, pelo companheiro de zaga Bellini, ou o volante Écio. Nos ataques, os deslocamentos de Laerte e Sabará, pela direita, minaram o policiamento de Nílton Santos e de Servílio. Além de ver o Vasco sempre melhor, taticamente, a revista ainda achou o placar muito complacente para o Botafogo.
Os vascaínos abriram o placar, aos seis minutos. Sabará chutou, Servílio desviou, o goleiro Ernani saiu mal e Pinga marcou: 1 x 0. Aos 38, Sabará faz bonita jogada e gol: 2 x 0, placar do  primeiro tempo. No segundo, aos oito minutos, Bellini cometeu pênalti, sobre Garrincha. Didi o converteu: 2 x1. Aos 13, Domício fez o mesmo, em cima de Delém, e Rubens escreveU: 3 x 1. Aos 39, Bellini atrasou bola para o goleiro Barbosa, que bobeou. Garrincha agradeceu: 3 x 2.  
Com aquela vitória, o Vasco colocou três pontos à frente do segundo colocado, o Flamengo (3 x 6 pontos perdidos, o critério da época) Orlando ganhou nota 10 da “Manchete Esportiva”.  Delém, Pinga e Sabará tiraram 9; Coronel, Écio e Rubens levaram 8; Barbosa, Paulinho de Almeida e Laerte 7. Pelas duas trapalhadas, Bellini ficou com 6, a nota mais baixa do time no clássico que rendeu Cr$ 2 milhões, 459 mil e 600 cruzeiros (moeda vigente).
No vestiário, Laerte, que jogara adiantado, dizia aos repórteres: “A cosia mais fácil do mundo é jogar bem no Vasco. O time estás armado, entrosado, o trabalho é bem distribuído. Ninguém sai de campo com a língua de fora”. Paulinho esnobava: “Esperava mais resistência do Botafogo, fazer mais força e um jogo sofrido”. De sua parte, o capitão Bellini pedia calma a quem já falava em título. “Temos que fazer força para mantermos o  ritmo”,  propunha.      

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ZAGALLO CAMPEÃO PELO VASCO

O LOBO DA COLINA MAORDEU - O técnico Mário Jorge Lobo Zagallo – bicampeão mundial (1958/1962), como atleta; tri (1970), como treinador, e tetra (1994), sendo coordenador técnico da Seleção Brasileira, foi campeão, também, dirigindo o time do Vasco da Gama. Aconteceu em 1980, quando a rapaziada carregou a  Taça Gustavo de Carvalho, a chamada Taça Rio, equivalente ao segundo turno do Campeonato estadual doa Rio de Janeiro. Confira as mordidas do Lobo: 

29.10.1980 - Vasco 3 X 0 Serrano. Local: São Januário. Juiz: Arnaldo César Coelho; Renda: Cr$ 247 350.00. Públi­co: 1 915. Gols: Silvinho, aos 38 do 1º e aos 2 min do 2º tempo, e Roberto 42 do 2º tempo. VASCO: Mazaropi. Paulinho Pereira, Or­lando, Léoo e João Luís (Juan); Pintinho. Guina e Marco António II; Catinha, Ro­berto e Silvinho

02.11.1980 – Vasco 2 x 1 Bangu. Local: Moça Bonita. Juiz: José Roberto Wright. Renda: Cr$ 121 750.00. Públi­co: 10 145. Gols: Roberto Dinamite (pen), aos 3 e aos  10 min do 2º tempo. VASCO: Mazaropi; Paulinho Pereira, Or­lando. Leo e Marco Antônio; Pintinho, Guina (Dudu). Marco (Dudu). Marco António II; Kati­nha. Roberto e Silvinho.

05.11.1980 – Vasco 1 x 0 Campo Grande. Estádio: São Januário. Juiz: Aluísio Felisberto da Silva. Renda: Cr$ 563 210,00. Público: 4 350. Gol: Silvinho, aos 11 min do 1.°a tempo. VASCO: Mazaropi; Brasinha, Orlando, Leo e Marco Antônio; Pintinho, Guina (Dudu) e Marco Antônio Rodrigues; Catinha, Roberto e Silvinho (Wilsinho).

09.11.1980 – Vasco 2 x 0a Botafogo. Estádio: Maracanã. Juiz: Valquir Pimentel. Renda: Cr$ 3 926 950,00. Público: 29 056. Gols: Roberto, aos 2 e aos 29 (pen) min do 1° tempo. VASCO: Mazaropi, Brasinha, Orlando, Leo e Marco Antônio; Pintinho, Guina e Marco Antônio Rodrigues (Serginho); Catinha, Roberto e Wilsinho.

12.11.1980 – Vasco 3 x 1 Volta Redonda. Local: Volta Redonda. Juiz: Wilson Carlos dos Santos. Renda: Cr$ 1 130280,00. Público: 8 769. Gols: Marco Antônio, aos 14 e Marco Antônio Rodrigues, aos 28 min do 1° tempo; Catinha, aos 2 min do 2º tempo. VASCO: Mazaropi; Brasinha, Orlando, Leo e Marco Antônio; Pintinho, Marco Antônio Rodrigues e Guina; Catinha, Roberto e Wilsinho.

16.11.1980 – Vasco 0 x 2 Flamengo. Estádio: Maracanã. Juiz: Jose Roberto Wright. Renda: Cr$ 11 763 800,00. Público: 75 281. VASCO: Mazaropi; Paulinho Pereira, Orlando, Ivã e Marco Antônio (João Luís); Pintinho, Marco Antônio Rodrigues e Guina; Catinha, Roberto e Wilsinho (Ivã).

19.11.1980 – Vasco 3 x 1 América. Estádio: Maracanã. Juiz: Wilson Carlos dos Santos. Renda: Cr$ 461 600,00. Público: 3 255. Gols: Roberto, aos 21 e aos 41 min do 1º tempo, e Marco Antônio Rodrigues, aos 34 min  do 2º tempo. VASCO: Mazaropi, Paulinho Pereira, Juan, Ivã e Marco Antônio; Pintinho, Guina e Marco Antônio Rodrigues; Catinha, Roberto e Wilsinho.

23.11.1980 – Vasco 3 x 3 Fluminense. Estádio: Maracanã. Juiz: Arnaldo Cesar Coelho. Renda; Cr$ 4 481 650,00. Público; 31 646. Gols: Paulinho, aos 15, e Marco Antônio Rodrigues, aos 35 min do 1° tempo; Wilsinho, aos 11 min do 2º tempo. VASCO: Mazaropi; Paulinho, Orlando, Ivã e Marco Antônio; Pintinho, Marco Antônio Rodrigues e Guina (Dudu); Catinha, Roberto e Wilsinho.

26.11.1980 – Vasco 2 x 1 Americano. Estádio: São Januário. Juiz: José Aldo Pereira; Renda: Cr$ 3 039 600,00. Público: 19 369. Gols: Roberto, aos 15 min do 1º tempo, e Guina, aos 45 min do 2º tempo. VASCO: Mazaropi, Paulinho Pereira, Orlando, Ivã e Marco Antônio; Dudu, Guina e Marco Antônio Rodrigues; Catinha, Roberto e Wilsinho.

OBS:  1 - O Vasco de Zagallo sagrou-se campeão somando 9 pontos, em 15 jogos, com  7 vitórias um empate e uma derrota. Marcou 19 e sofreu 9 gols, o que lhe deu o saldo de 10. 2 - Mais tarde, o ponta-direita
Catinha passou a ter o seu nome escrito, pelos jornais cariocas, com K: Katinha. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

PRIMEIRO DINAMITE CANARINHO

Quem era o técnico e os jogadores da primeira Seleção Brasileira de Roberto Dinamite?”. Arthur Ferreira, de Lavras-MG.Anotei aí, Arthur.
Roberto teve por treinador o gaúcho Oswaldo Bandão, que trabalhava no futebol paulista, e estes atletas: goleiros: Valdir Peres (São Paulo) e Jairo (Coritiba); laterais-direitos: Getúlio (Atlético-MG) e Toninho (Flamengo); zagueiros: Miguel (Fluminense), Amaral (Guarani de Campinas) e Beto Fuscão (Grêmio); lateral-esquerdo: Marco Antônio (Vasco); volantes: Falcão (Internacional),  Chicão (SP) e Givanildo (Santa Cruz-PE); meias-armadores: Rivellino (Flu) e Geraldo (Fla); ponta-direita: Flecha (Guarani) e Gil (Flu); pontas-de-lança: Zico (Fla), (Roberto Dinamite (Vasco) e Enéas (Portuguesa de Desportos); ponta-esquerda: Lula (Internacional). O Dinamite foi chamado para disputar o torneio comemorativo do bicentenário da independência do Estados Unidos, em 1976.

terça-feira, 14 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE - ELY DO AMPARO

 Um dos principais “xerifões” da história universal da zaga vascaína. Sim! Em qualquer parte do planeta em que  jogou, ele mandou no seu pedaço. É o mínimo que se pode falar de Ely do Amparo, em sua época, um médio-direito, cruzmaltino entre 1943 e 1954.
Revelado pelo Canto do Rio, Ely não só foi “xerife”, como, também, jogador disciplinado, um modelo para os colegas. Por isso, tornou-se líder no Vasco e na Seleção Brasileira. Inclusive, muitos achavam que, se ele tivesse enfrentado o Uruguai, na final da Copa do Mundo-1950, o Brasil não teria perdido a taça. Mas deixaram para ele mostrar melhor a sua liderança durante a conquista do Pan-Americano-1952 – disputou, também, o Sul-Americano de 1949 (campeão) e o Mundial-1954
Nascido em  Paracambi-RJ, em 14de maio de 1921, Ely viveu até 9 de março de 1991. Fez 19 jogos pelo escrete nacional e, além do Vasco e do Canto do Rio, defendeu, ainda, a Portuguesa e o Sport Recife. Com a jaqueta cruzmaltina, foi campeão carioca em 1945/47/49/50/52 e, também, do Sul-Americano de Clubes Campeões, em 1948, no Chile e primeiro título de um clube brasileiro no exterior.
Após encerrar a carreira, em 1955, em Pernambuco, Ely voltou ao Vasco para ser auxiliar-técnico, preparador de goleiros e treinador. Nestas novas tarefas, foi campeão do I Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro e da Taça Guanabara, ambos em 1965,  e do Torneio Rio-São Paulo-1966, embora este último título tenha sido dividido com Santos, Botafogo e Corinthians, devido a desorganização do futebol brasileiro.
COSME E DAMIÃO - Quando Duque saiu do comando técnico vascaíno, por não conseguir acertar com Zezé Moreira, o Vasco promoveu o auxiliar-técnico e seu antigo “xerifão” Ely do Amparo a treinador. Este, então, convidou o lateral-direito Paulinho de Almeida, emfinal de carreira, para ser o seu auxiliar e cuidar dos aspirantes, categoria já inexistente e imediatamente abaixo do time A.
Naquele trabalho, Ely e Paulinho trocavam idéias e até juntavam as gratificações das vitórias dos seus times, para dividi-las, igualmente. Era a primeira vez, em São Januário, que o técnico do time principal fazia aquilo. Como ainda tinha contrato como atleta, Paulinho ganhava mais (Cr$ 220 mil ccruzeiros mensais). Então, o clube deu o mesmo salário a Ely, que dizia ter aprendido muito com os mestres Gentil Cardoso, Flávio Costa e Zezé Moreira.
Enquanto Paulinho cuidava do preparo físico e dos defensores, Ely ficava com os atacantes e os goleiros.  Para serem teinadores, eles tiveram uma larga experiência como atleta. Ely, que iniciou a carreira, em 1939, como juvenil do América, passou por Vasco, Sport-PE, Bonsucesso e Canto do Rio, pelo qual parou, em 1958. De sua parte, Paulinho começouno Internacional-RS, tendo formado uma famoso trio de zagueiros, com Salvador e Odorico. Foi buscado pelo Vasco em 1954.      







 
 
 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ANIVERSARIANTE – ORLANDO FANTONI

O “titio ”Orlando Fantoni viveu por 85 temporadas, das quais separou algum as para ser treinador  da “Turma da Colina”.  Nasceu em 13 de maio de 1917, em Belo Horizonte, e viveu até dia 5 de junho de 2002, quando estava em Salvador.
Filho de uma família cruzeirense, o centroavante  Orlando foi o irmão mais novo de  Niginho e de Ninão, e primo de  Nininho, o que lhe valeu ser chamado de Fantoni IV, quando tornou-se um dos primeiros  brasileiros a jogar no futebol italiano, e com muito sucesso.
Orlando Fantoni começou a rolar a bola quando o Cruzeiro ainda era Palestra Itália-MG. Antes de ir para a italiana Lázio, de Roma, passou pelo América-MG. Quando voltou, vestiu a jaqueta cruzmaltina, pelas temporadas de 1948 a 1950. Depois, encerrou a carreira em casa, defendendo o Cruzeiro.
A vida de treinador começou em 1957, pelo time da Universidad Central, da Venezuela. Naquele país, treinou, ainda o Deportivo Português e o Deportivo Itália, ficando por lá até 1967, quando voltou a ser cruzeirense, para treinar a geração de Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão, e faturar um tri mineiro. Treinou, também, clubes como Caldense e América-MG; Náutico-PE, Bahia, Corinthians e Botafogo.
Tempos do Palestras mineiro
Fantoni esteve duas vezes como treinador vascaíno. A primeira, em 1977/78, quando foi campeão estadual-RJ, com a turma de Roberto Dinamite no auge da carreira, e em 1980. Totalizou 80 jogos dirigindo a equipe, com 44 vitórias (55%), 26 empates (32,50%) e 10 quedas. Sua primeira partida como treinador do clube pelo qual jogou foi 16 de outubro de 1977, empatando, por 1 x 1, com o Americano, de Campos, no Estádio Godofredo Cruz. A primeira vitória saiu uma semana depois, em São Januário, mandando 3 x 0 no Brasília Esporte Clube, com os dois jogos valendo pelo Campeonato Brasileiro. Coincidentemente, seu último compromisso do primeiro trabalho como treinador vascaíno terminou com o mesmo placar, no estádio Augusto Bauer, diante do catarinense Carlos Renaux, em 23 de março de 1978. 
 Fantoni voltou à Colina e reestreou em 23 de fevereiro de 1980,  vencendo o América-RJ, no Maracanã, por 1 x 0, pelo Brasileiro. A nova despedida foi em 30  de abril do mesmo 1980, batendo o venezuelano Deportivo Táchira, por 1 x 0, pela Tala Libertadores.  (foto reproduzida da revista "Mineirão").

 

domingo, 12 de maio de 2013

VASCO TIRA O CHAPEU PARA AS MÃES

Esta é a mensagem postada, hoje, pelo site oficial do Club de Regatas Vasco da Gama (www.crvascodagama.com.br), em homenagem a todas as mães. Como diria aquele candidato a vereador pernambucano, muito criativo: nada melhor que uma mulher para ser mão" Confere? Parece que ele só trocou as palavras fêmea e mulher.

sábado, 11 de maio de 2013

VASCO NO TÚNEL DO TEMPO DE 1984

1 – Em 3 de setembro de 1982, a máfia italiana matava ao general Dalla Chiesa, que atuava na luta contra o terrorismo.
Em 1982, o Vasco encerrava a série de quatro vices estaduais, vencendo o Flamengo, por 1 x 0, com um gol olímpico de Pedrinho Gaúcho, aos três minutos do segundo tempo do jogo apitado paor José Roberto Wright, em cinco de dezembro, no Maracanã. Dirigido por Antônio Lopes, o time campeão foi: Acácio, Galvão, Ivan, Celso, Pedrinho; Serginho, Dudu (Marquinho, no intervalo) e Ernâni; Pedrinho Gaúcho (Rosemiro), Roberto Dinamite e Jérson. A partida foi assistida por 113.271 pagantes.
2 -  Em 3 de junho de 1984, desembarcava, no  Rio de Janeiro, a replica da Taça Jules Rimet, que a empresa alemã do ramo de fotografias Kodac ofereceu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para substituir a original, roubado das prateleiras da entidade, em 1983.
Garantia o especialista em troféus preciosos, Reinhanrd Geist, encarregado de refazer a “Vitória Alada”, que a nova taça era 99% semelhante à erguida pelo zagueiro vascaíno Hideraldo Luís Bellini, ao final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia – o Brasil ficou de posse definitiva da estatueta, por ter repetido o feito, em 1962, no Chile, e em 1970, no México.
Ao custo de Cr$ 60 milhões de cruzeiros, a moeda brasileira da época, a “menina” pesava os mesmos 1.8 quilos dourados e media os idênticos 55 centímetros de altura da anterior, filha do artesão francês Abel Lefleur. Ela ganhou seguro Bradesco e foi protegida, no desembarque, por seguranças da Brik´s. Voltou ao seu antigo lugar em 10 de junho.
Naquele 1984, o Vasco, que ajudou o escrete nacional a trazer a Jules Rimet-58, com os serviços dos zagueiros Bellini e Orlando, e do atacante Vavá, aplicou as suas duas maiores goleadas em casa e fora:   9 x 0 Tuna Luso-PA, em São Januário, e 5 x 0 Vitória, em Salvador.

 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

OS CARDEAIS DA ESQUINA DA COLINA

O Vasco tem uma instituição, não oficial, que vale mais do que qualquer outra: o “cardinalato”.  Fazer parte dele é ter grande prestígio. Não basta ser sócio benemérito, ou presidente, como Arthur Pires, o comandante da campanha do título de campeão carioca de 1956. Se bem que este último é um caminho indispensável. Ser “cardeal” na Rua General Almério de Moura é ter sagração popular, o reconhecimento, dos associados, dos seus grandes serviços prestados à causa cruzmaltina. Independentemente, da vontade política da direção.
 Um dos prestigiosos vascaínos que não chegou à  mesa do “Concílio da Colina” foi Manoel Felício, na década-1950. Ex-remador do clube e comerciante, era admirado pelos “cardeais”, mas não passou de “bispo”. Da mesma forma, Gaspar Nunes era respeitado como um “bom pastor de almas”. Insuficiente para tirá-lo da condição de “abade”.  Álvaro Ferreira Ramos foi ooutro que viu o quant era difícil subir aos céus de SãoJanuário. Candidato a benemérito, seu pecado era a falta de condecorações. Por isso,  era um “noviço”. Mesmo caso do “coroinha” João Silva, que chegou a presidente. De sua parte, rthur Pires, enquanto comemorava sua faixa de campeão, rezava pelas bênçãos dos cardeais, para se unir a eles.
 
Durante a segunda melhor fase do futebol vascaíno – a primeira foi de 1945 a 1950, quando o “Expresso da Vitória” viveu o seu auge –, os “cardeais” eram: Raul Campos,  o ”pai” do estádio de São Januário, inauguado em 1927; Cyro Aranha, detentor de popularidade pouco conseguida na Rua General Almério de Moura; Artur Fonseca Soares, que só não brigava com o sol, para não deixar o Vasco às escuras; José Ribeiro de Paiva, um oráculo dos pares; Rafael Verri, o “Lobo das Ondas”, ganhador de todos os títulos no mar; Alberto Baltazar Portela, que fazia de sua casa a continuação do clube; Achiles Astuto,  uma espécie de Madre  Tereza de Calcutá de calças, pelo seu gande coração; Pschoal Fontes, ficava na dele, defendendo a tradição cruzmaltina; João Ferreira Braga, vascaíno da Velha Guarda; Manoel Ferreira, um ”cidadão vascaíno”, de grandes serviços prestados ao clube, desde a década de 1920, e Vitorino Carneiro, desportista de terra e mar, um dos primeiros “cardeais” do clube.  Nas duas fotos, reproduzidas do boletim vascaíno da década-1950, o então presidente Cyro Aranha cumprimenta autoridades portuguesas queu visitaram São Januário.