Vasco

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domingo, 31 de julho de 2011

HISTORI&LENDAS DA COLINA - JUVENAÇOS

1 – Em 1954, o Vasco da Gama foi campeão carioca juvenil, de ponta a ponta. Entre os destaques estavam os defensores Coronel, Orlando Peçanha e Viana, e o atacante Roberto Pinto, sobrinho de um antigo craque vascaíno, Jair Rosa Pinto.

2 – Coronel e Orlando subiram mais rápido ao time A. Roberto Pinto, meia-direita dono de chute forte e bom driblador, estava no time aspirante, sem que o treinador Martim Francisco conseguisse promove-lo. Um dia, o centroavante Livinho solicitou licença, por inadiáveis motivos particulares, e ele ganhou a chance de ir ao estádio Caio Martins, em Niterói, encarar o Canto do Rio. Jogou muito bem, balançou a rede e empolgou a torcida vascaína.

3 – Dias depois, era domingo e Martim Francisco manteve Roberto Pinto titular para enfrentar o Fluminense, valendo a liderança do Estadual. O garoto foi um dos melhores em campo, parecendo um veterano em clássicos. Em determinado momento, envolveu a defesa tricolor e sofreu um pênalti, cometido por Clóvis. Mas o juiz Alberto da Gama Malcher fez que não viu.       

4 – Em 17 de janeiro de 1959, valendo pelo Campeonato Carioca-1958, Roberto Pinto marcava o gol vascaíno do 1 x 1 Flamengo, que valeu o título de “SuperSuperCampeão Carioca”.  Nascido, em Mendes-RJ, em 24 de setembro de 1937, Roberto Pinto foi vascaíno até 1963. Viveu até 1994, quando um atropelamento automobilístico o tirou de cena.

Reprodução do Centro de Memória do Vasco da Gama, aparecendo Miguel, Paulinho de Almeida, Bellini, Écio, Orlando e Coronel, em pé, da esquerda para a direita; Sabará Almir, Roberto Pinto, Valdemar e Pinga, agachados, na mesma ordem. 


sábado, 30 de julho de 2011

TRAGÉDIAS DA COLINA - PIMENTEIRA

  1 - Em 1993, o Vasco fez uma fraquíssima participação no Torneio Rio-São Paulo, sendo o último colocado do Grupo A, com uma vitória – 2 x 1 Botafogo – dois empates – 2 x 2 Portuguesa de Desportos e 1 x 1 Botafogo – e três pisadas na bola – 0 x 2 Portuguesa e duas derrotas pelo mesmo placar de 3 x 4 ante o Corinthians. Além disso, teve um saldo negativo de três gols e, como já estava com a lanterna de sua chave garantida, aceitou fazer o jogo de volta, contra os corintianos, na casa destes, em troca de uma graninha na renda. Pizadaça!

2 - O único vascaíno que se deu bem naquela disputa foi o lateral-direito Pimentel, que marcou quatro tentos e foi o principal matador da Colina, deixando pra trás o cara encarregado de matar, que era Valdir Bigode, que só matou uma vez. Quando nada, o meia Carlos Alberto Dias deixou dois no filó, França Sidnei e Gílson um, cada.
3 – Em 1952, o Vasco da Gama gastou Cr$ 8 milhões, 365 mil, 794 cruzeiros e 50 centavos, com o seu departamento de futebol profissional. Pela mesma época, o clube inglês Wolverhampton gastou o equivalente a Cr$ 1 milhão, 788 mil, 137 cruzeiros. Como se vê, de há muito, os vascaínos sempre foram grandes gastadores.     

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1970

Com esta rapaziada, o Vasco quebrou o tabu, de 12 anos, sem títulos no Campeonato Carioca. Treinado por Elba de Pádua Lima, o Tim (último à direita, em pé), o time carregou a taça com uma rodada de antecipação. Na foto, da esquerda para a direita, acima, estão os atletas: Andrada, Alcir, Renê, Moacir, Eberval e Fidélis; agachados: Santana (massagista), Luís Carlos Lemos, Ferreira, Bougleux, Silva, Valfrido e Gílson Nunes. (foto reproduzida da revista Supervasco). Agradecimento.

With this jig, Vasco broke the taboo of 12 years with no titles in the Carioca Championship. Trained by Elba de Padua Lima, Tim (far right, standing), the team carried the cup with a match to spare. Pictured, from left to right, are the athletes: Andrada, Alcir, Rene, Moacir, Eberval and Fidelis; crouching: Santana (masseur), Luís Carlos Lemos Ferreira, Bugleux, Silva, Valfrido and Gilson Nunes. (Photo reproduced from Supervasco magazine). Thanks.

 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DINAMITE DEIXA DE EXPLODIR

 Em 24 de março de 1993, Roberto Dinamite encerrava uma carreira de 22 temporadas, como profissional do futebol, das quais 21 passadas dentro de São Januário. Nesse tempo, disputou 1.022 partidas – 768 oficiais e 254 amistosos –, tendo marcado 754 gols, sendo 708 para a Turma da Colina.
Por Campeonatos Brasileiros, Roberto balançou as redes em 190 oportunidades, marca difícil de ser ultrapassada, hoje. Pela Seleção Brasileira, esteve em duas Copas do Mundo, fez 48 jogos e deixou 26 tentos. 
 Nascido em Duque de Caxias, Roberto chegou ao Vasco, aos 14 anos de idade, para a escolinha de Seu Rubens. Mas logo subiu ao time juvenil. Foi o treinador Admildo Chirol quem deu-lhe as primeira chance no time principal, em 1971. Em novembro daquele ano, começou a sua "história dinamite", propulsionada por uma manchete do Jornal dos Sports.
Em 1974, Robertos sagrou-se campeão brasileiro. Em 1979, trocou o Vasco pelo espanhol Barcelona. Mas voltou no primeiro semestre de 1980, para reencontrar a galera cruzmaltina, no Maracanã, marcando os cinco gols dos 5 x 2 sobre o Corinthians.   

O tento que Roberto considera o seu mais bonito foi marcado contra o Botafogo, em 1976, no mesmo Maracanã, aplicando um chapéu sobre o zagueiro Osmar Guarnelli, em uma vitória de virada, por 2 x 1, pelo Campeonato. Carioca. (fotos reproduzidas de www.crvascodagama.com.br). Agradecimentos


                                                     

quarta-feira, 27 de julho de 2011

EX-COLEGAS RIVALIZANTES

Foto reproduzida da Revista do Esporte
Os goleiros Mauro, à esquerda, e Miguel começaram como concorrentes no time juvenil do Vasco da Gama. O destino, porém, mandou o primeiro para o maior rival dos cruzmaltinos, tornando-o rubro-negro. De sua parte, o outro, cidadão paraense,  ficou em São Januário e sagrou-se “SuperSuperCampeão carioca”, em 1958.
No dia 10 de janeiro de 1960, eles se reencontraram, no Maracanã, usando as camisas 1 dos seus respectivos times, evidentemente. Aquele “Clássico dos Milhões” valeu pelo Torneio Rio-São Paulo e quem saiu-se melhor foi o carinha da Gávea. Mauro, o ex-vascaíno, e mais 10  mandaram 1 x 0 na turma de Miguel, que era ele e Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel, na defesa; Écio e Russo, na cabeça de área; Sabará, Pinga (Teotônio), Delém, Roberto Pinto (Waldemar) e Roberto Peniche atacando, a mando do treinador “hermano” Filpo Nuñez.
 Este blog vascaíno só divulga o nome de quem fez o gol porque o autor foi um cracaço, um dos maiores já surgidos na história do futebol, e merece a nossa admiração: Gérson de Oliveiras Nunes, aos 13 minutos. E o Vasco dançou durante o reencontro de velhos companheiros. Afinal, Bolero jogava no rival. (Veja a súmula completa da partida em Almanaque Vasco-1958).
 

 

terça-feira, 26 de julho de 2011

A BELA DO DIA GEÓRGIA

A belíssima e inteligente moreníssima Geórgia Quental, nascida no Rio Grande do Sul, foi uma das modelos mais famosas, competentes e requisitadas da década-1960 – na época, falava-se MANEQUIM.
De tão atraente que Geórgia era, o povo de um outro Rio Grande, o do Norte, a inscreveu como a sua representante no concurso Miss Brasil de 1962, algo que só perdia em importância para a Copa do Mundo.
Por sinal, a noite do concurso era véspera da final do Mundial do Chile, quando a Seleção Brasileira conquistaria o bicampeonato mundial, vencendo a então Tchecoslováquia, por 3 x 1, de virada.
Eram 23 candidatas concorrendo ao título de mais bela brasileira do no, não ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Para as adversárias de Geórgia, não seria justo uma profissional das passarelas concorrer com amadoras.
Sem preconceitos, os organizadores do Mis BR-62 consultaram todos os regulamentos de concursos anteriores e não encontraram nada que impedisse uma modelo fotográfico de também participar.
Entrevistada pela revista “Manchete”, da qual foi reproduzida esta foto, Geórgia Quental assim se manifestou: “Se outros países apresentam modelos (em concursos de miss), porque não podemos fazer o mesmo?”
Durante os desfiles, Geórgia foi uma das mais aplaudidas pelos mais de 30 mil presentes. Mas não ficou entre as três primeiras, para decepção de todos.
Depois de tentar ser a mais bela brasileira do ano, além de brilhar nas passarelas, Geórgia recebeu convites de produtores cinematográficos e participou de vários filmes, entre eles um ”cult” dos anos-1960, “Boca de Ouro”, de Nélson Pereira dos Santos, baseado em um livro de Nelson Rodrigues. (Foto sem crédito reproduzida da revista Manchete).
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CAPITA

1 - Augusto da Costa foi lateral-direito vascaíno e capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950. Jogador da "Turma da Colina", entre 1945 e 1954, era um carioca, nascido em 22 de outubro de 1922. Em 20 jogos pelo time da então Confederação Brasileira de Desportos, obteve 14 vitórias, três empates e três derrotas. Campeão da Copa Rio Branco-1947 e do Campeonato Sul-Americano-1949, marcou um gol nessa sua "história selecional".
XERIFE NA DEFESA vascaína e policial na vida privada, mandava no seu time e no adversário. Mas não prendia a bola.

2 - Alfredo Eduardo Ribeiro Mena Barreto de Freitas Noronha: nascido em Porto Alegre-RS, em 25 de setembro de 1918. Vascaíno em 1942, trocou o Vasco, pelo São Paulo, e por aquele clube disputou a Copa do Mundo de 1950. Além dos 2 x 2 com a Iugoslávia, naquele Mundial, fez mais 15 outros jogos pela Seleção Brasileira, com 12 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Campeão das Copas Rio Branco-1947 e 1950, e do Campeonato Sul-Americano-1949.
NOME POMPOSO no tempo em que atleta de futebol era cidadão de segunda classe

3 - Em 31 de março de 1928, o Vasco enfrentou o uruguaio Montevidéu Wanderers, para inaugurar as arquibancadas atrás de uma das balizas e os refletores do seu estádio. Venceu, por 1 x 0, com um gol olímpico de Sant'Anna, no segundo tempo. Torcedores fanáticos dizem que foi o primeiro do mundo, naquela situação. Lenda! Pode ter sido o primeiro do Brasil, pois em 2 de outubro de 1924, em Argentina 2 x 1 Uruguai, o "hermano" Onzari já havia marcado o gol batizado por“ olímpico” – um sarro nos uruguaios que, em junho, haviam voltado da França com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos.

4 - Os vascaínos fanáticos dizem, também, que Vasco 1 x 0 Wanderers foi o primeiro jogo sob luz artificial no país. Outra lenda. A primazia é do Villa Izabel, que, em 1914, disputado dois jogos à noite, iluminados por faróis de bondes estacionados ao lado do muro de seu campo, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Mais: os gaúchos das cidade de Pelotas, em 25 de dezembro de 1915, promoveram um amistoso noturno, entre União x Brasil.

domingo, 24 de julho de 2011

VASCO DE MAIS E DE MENOS

                                                       BALAIADAS E PIXOTADAS
A temporada carioca-1946 foi tremenda para os atacantes vascaínos. E, as vezes, horripilante para os zagueiros. Vejamos!
 No primeiro trimestre, mais precisamente em 27 de março, a rapaziada mandou 8 x 4 Botafogo, na penúltima rodada do Torneio Relâmpago que, por sinal, teve título parando nas prateleiras da Colina -  7 pontos em 5 jogos, com 3 vitórias, um empate e uma escorregada.
  Maior placar de um clássico entre os dois times – Djalma (2), Friaça (2), Elgen, Dino, João Pinto e Santo Cristo marcaram para a rapaziada -, a defensiva não conseguiu segurar o atacante alvinegro Octávio, que deixou quatro pipocas pulando na chapa cruzmaltina.    
 Veio o Campeonato Carioca, em julho, e a moçada lá de trás voltou a de São Januário escorregar no tomate, levando 6 x 2 Bangu, no dia 13. Quem pagou o pato? O América, que levou 5 x 1, no 10 de agosto, e o Madureira, com um sapeca 4 x 0, no 28 do mesmo mês.
Pra variar o festival de gols marcados e levados, no 9 de novembro,Vasco 4 x 3 Flamengo.  
 Além do Torneio Relâmpago, a “Turma da Colina” calibrou o pé bom de pancada, também, para o Torneio Municipal, mandando 6 x 0 Canto do Rio – 05.05. 1946; 4 x 0 Madureira – 11.05; 4 x 1 América – 25.05; 5 x 1 São Cristóvão – 16.06 e o sensacional 9 x 1 Bonsucesso, no 02.06.
 Estas, que foi a maior goleada vascaína na temporada-1946, rolou no estádio do Madureira, à Rua Conselheiro Galvão, apitado por Azilar Costa e assistido por mil pagantes. Na rede, pintaram Lelé (3), Elgen (3), Santo Cristo (2) e Isaías. O uruguaio Ondino Viera treinava esta rapaziada do dia: Barbosa, Rubem e Sampaio; Nilton, Ely e Jorge; Santo Cristo, Lelé, Isaías, Elgen e Chico.
Além de machucar o “Bonsuça”, o Vasco ainda viu o rubro-anil Rubinho perder dois pênaltis. Com tanta sorte e pancadaria batendo nas redes adversárias, é claro que o ”Almirante” carregou o caneco da festa citadina, somando 15 pontos, em nove jogos, com seis vitórias e três empates,marcando 32 e levando só cinco pitecos no placar, o que lhe deu o belo saldo de 27 tentos.A temporada carioca-1946 foi tremenda para os atacantes vascaínos. E, as vezes, horripilante para os zagueiros. Vejamos! No primeiro trimestre, mais precisamente em 27 de março, a rapaziada mandou 8 x 4 Botafogo, na penúltima rodada do Torneio Relâmpago que, por sinal, teve título parando nas prateleiras da Colina -  7 pontos em 5 jogos, com 3 vitórias, um empate e uma escorregada.
  Maior placar de um clássico entre os dois times – Djalma (2), Friaça (2), Elgen, Dino, João Pinto e Santo Cristo marcaram para a rapaziada -, a defensiva não conseguiu segurar o atacante alvinegro Octávio, que deixou quatro pipocas pulando na chapa cruzmaltina.    
 Veio o Campeonato Carioca, em julho, e a moçada lá de trás voltou a de São Januário escorregar no tomate, levando 6 x 2 Bangu, no dia 13. Quem pagou o pato? O América, que levou 5 x 1, no 10 de agosto, e o Madureira, com um sapecador 4 x 0, no 28 do mesmo mês.
Pra variar o festival de gols marcados e levados, no 9 de novembro,Vasco 4 x 3 Flamengo.  
 Além do Torneio Relâmpago, a “Turma da Colina” calibrou o pé bom de pancada, também, para o Torneio Municipal, mandando 6 x 0 Canto do Rio – 05.05. 1946; 4 x 0 Madureira – 11.05; 4 x 1 América – 25.05; 5 x 1 São Cristóvão – 16.06 e o sensacional 9 x 1 Bonsucesso, no 02.06.
 Estas, que foi a maior goleada vascaína na temporada-1946, rolou no estádio do Madureira, à Rua Conselheiro Galvão, apitado por Azilar Costa e assistido por mil pagantes. Na rede, pintaram Lelé (3), Elgen (3), Santo Cristo (2) e Isaías. O uruguaio Ondino Viera treinava esta rapaziada do dia: Barbosa, Rubem e Sampaio; Nilton, Ely e Jorge; Santo Cristo, Lelé, Isaias, Elgen e Chico.
Jair Rosa Pinto
Além de machucar o “Bonsuça”, o Vasco ainda viu o rubro-anil Rubinho perder dois pênaltis. Com tanta sorte e pancadaria batendo nas redes adversárias, é claro que o ”Almirante” carregou o caneco da festa citadina, somando 15 pontos, em nove jogos, com seis vitórias e três empates,marcando 32 e levando só cinco pitecos no placar, o que lhe deu o belo saldo de 27 tentos.
 Nem tudo, porém, foram glórias para os vascaínos. A sua defesa andou se aperreando diante do Fluminense naquele 1946. 
No 19 de junho, por exemplo, levou 4 x 1 dos tricolores, com o “eterno vascaíno” Ademir Menezes do outro lado do balcão. Naquele dia, em prélio no estádio das Laranjeiras, a casa do rival, o Vasco teve Rubens, Jair Rosa Pinto, Ely e Santo Cristo “convidados as se retirarem do gramado” além de Isaías deixando a partidas por contusão. Logo, meio-Vasco fora de combate.
FOTO ACIMA REPRODUZIDA DE WWW.VASCO.COM.BR E ABAIXO DE WWWNETVASCO.COM.BR. Agradecimentos.

sábado, 23 de julho de 2011

VASCO DAS CAPAS DE REVISTAS - "TIZEFRI"


Mário "Tilico" e Zezinho foram dois participantes do time campeão da I Taça Guanabara, criada em 1965, para apontar o representante do Estado na Taça Brasil, a disputa que mandava dois representantes brasileiros à Taça Libertadores da América. 
O primeiro atou tanto na ponta-direita, como pelo comando do ataque, enquanto o outro era ponteiro-esquerdo, que podia atuar, também, pelo outro lado do campo. Na reportagem do Nº 530 da semanal Revista do Esporte, eles apontaram os seus melhores marcadores. 
Na Esporte Ilustrado, revista, também, carioca, mas que circulou até quase três décadas antes da citadas acima, quem ganhou a capa  do Nº 713, de 6 de dezembro de 1951, foi o atacante Friaça, aquele que marcou o único gol brasileiro na decisão do Copa do Mndo-1950. Ele foi fotografado antes de um durante um jogo contra o argentino Boca Juniors.          Mário "Tilico" and Zezinho were two participants in the 1965 Guanabara Cup I champion team to appoint the State representative in the Brazil Cup, the dispute that sent two Brazilian representatives to the Copa Libertadores de América. The first one tied both on the right-hand side and the attack command, while the other was a left-hander who could also act on the other side of the field. In the report of No. 530 of the weekly Sports Magazine, they pointed out their best scorers.
In the Illustrated Sport, also a Rio magazine, which circulated until nearly two decades before the above mentioned, who won the cover of No. 713, dated December 6, 1951, was the striker Friaça, the one who scored the only Brazilian goal in the Decision of the Mndo-1950 Cup. He was photographed before one during a match against Argentinean Boca Juniors.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VASCO DAS CAPAS - OS BEIJOQUEIROS


Prêmio de campeões: Vavá e Bellini beijam
a Rainha da Primavera
Em sua coluna do Nº 59, à página 9 da edição de "Manchete Esportiva" que circulou a partir de 5 de janeiro de 1957, o cronista Nélson Rodrigues usou o espaço intitulado "O Javali do Vasco", para considerar o meia Válter Marciano o maior nome da conquista do título carioca de 1956. “É um jogador extraordinário, que faz um futebol rápido, penetrante, objetivo”, definiu, acrescentando que o treinador Martim Francisco colocou em cima do seu atleta a sorte de muitas batalhas. 
Embora Válter tenha sido tão elogiado, Nélson Rodrigues imputava ao zagueiro Bellini a pecha denome mais representativo do time campeão. Admitia que o primeiro tinha mais recursos técnicos, mas lembrava: “Em futebol, nem tudo é técnica, nem tudo é tática.... O símbolo humano mais perfeito... na jornada que passou é Bellini. Ele exprime todo o élan, gana e a garra do seu time... em todos os jogos do Vasco, o notável zagueiro foi sempre o mesmo. É o homem que vive os 90 minutos de cada peleja, segundo a segundo. Para ele, não existe a pelada... ele não vê o adversário, vê sempre o Vasco. Não se pode imaginar um jogador que se dedique mais, que se entregue mais, que lute e que se mate tanto... Eu creio que um Vasco sem Bellini já seria menos Vasco... seria um Vasco descaracterizado, um Vasco mutilado na sua flama e no seu tremendo apetite de vitória”.
O Javali do Vasco”, para considerar o  meia Válter Marciano o maior nome da conquista do título carioca de 1956. “É um jogador extraordinário, que faz um futebol rápido, penetrante, objetivo”, definiu, acrescentando que o treinador Martim Francisco colocou em cima do seu atleta a sorte de muitas batalhas.    

quinta-feira, 21 de julho de 2011

HISTORI&LENDAS DAS COLINA - COINCIDENTES

1 - Jogos cruzmaltinos em que a numeração do dia coincidiu com a do mês: 01.01.1954 - Vasco 1 x 1 América; 02.02.2003 - Vasco 2 x 2 Fluminense; 03.03.1999 - Vasco 2 x 1 Santos. 04.04.1957 - Vasco 3 x 0 Renner-RS; 04.04.1965 – Vasco 3 x 0 Santos; 04.04.1979 – Vasco 3 x 2 Internacional-RS; 04.04.2004 - Vasco 2 x 1 Fluminense; 04.04.2004 - Vasco 2 x 1 Fluminense; 05.05.1985- Vasco 5 x 1 Atlético Cajazeiras-PB; 05.05.1963 - Vasco 3 x 0 Stade Abidjan-Costa do Marfim; 05.05.1946 – Vasco 6 x 2 Bahia; 06.06.1934 –Vasco 4 x 3 Bonsucesso; 06.06.1949 - Vasco 5 x 0 Rapid Wien-AUS; 06.06.1961 –Vasco 2 x 0 Combinado de Skeid-NOR; 06.06.1979 – Vasco 3 x 1 Bonsucesso; 06.06.1982– Vasco 5 x 2 Sampaio Corrêa-MA; 06.06.1998 - Vasco 1 x 0 Grêmio-RS; 06.06.1993– Vasco 1 x 0 Fluminense; 06.06.1999 - Vasco 2 x 0; 07.07.1946 -Vasco 3 x 0 Botafogo; 07.07.1985 – Vasco 1 x 1 Internacional; 08.08.1971 - Ceará 0 X 0 Vasco; 10.10.1937 - Vasco 3 x 3 Flamengo;  11.11.1967 - Vasco 4 x 0 Flamengo; 12.12.1948 - Vasco 1 x 3 Botafogo; 12.12.1979 – Vasco 1 x 1 Coritiba

2 - Em 16 de setembro de 1986, o Vasco goleou o Combinado de Caxambu-MG, por 5 x 0, na casa do adversário. Com cinco minutos, já estava 2 x 0, por obra e graça de  Zé Sérgio, aos 2 e de Claudinho, aos 5. Com estava muito fácil, aos 17, o mesmo Claudinho fez mais um. Por ali, a rapaziada deu uma segurada. No segundo tempo, Santos, aos 10,  e Vivinho acabaram de engrossar o caldo.

3 - O primeiro jogo do Vasco contra o Fast Club, do Amazonas, foi em 8 de agosto de 1955, amistosamente, em Manaus. Salum Osmar apitou e a renda foi de Cr$ 25 mil 417 cruzeiros e quatro centavos, a moeda da época. O pernambucano Ademir Menezes e o paraguaio Sílvio Parodi temperaram o caldo cruzmaltino, enquanto Paulo Onely descontou para os anfitriões. O Vasco faoi Hélio, Paulinho de Almeida e Haroldo;  Orlando, Beto (Dário) Válter; Sabará (Yedo), Maneca, Vavá (Ademir Menezes), Pinga (Alvinho) e Parodi. O Fast alinhou: Jairo, Morcego, Mário, Perota, Almério, Nego, Marcelo, Paulo Onety, Ariosto, Orleans, Paulo Lira.

TRAGÉDIAS DA COLINA - DOUTOURADA

03.06.1984 - Foi diante do Vasco, amistosamente, em Juazeiro do Norte-CE, que o maior ídolo corintiano da década-1980, o meia-atacante Sócrates despediu-se do “Timão”. Naquele dia, os vascaínos caíram, por 0 x 3, no Estádio Mauro Sampaio, com Biro-Biro, aos 67; Galo, aos 70, e Dicão, aos 73, marcando os gols. O time vascaíno, que estava comandado por Valinhos, foi: Acácio; Edevaldo, Daniel Gonzalez, Ivã e Airton; Oliveira, Mario e Claudio José; Jussiê, Geovani e Vilson Tadei. O Corinthians era: Carlos (Solito); Ronaldo, Paulo, Juninho e Ailton; Biro-Biro, Sócrates (Careca) e Luiz Fernando; Ataliba (Galo), Casagrande e Dicão. Técnico: Helio Maffia.
O “PADIM PADE CIÇO” NÃO QUIS FAZER MILAGRE PARA OS VASCAÍNOS. PREFERIU A CIÊNCIA DO DOUTOR SÓCRATES

08.02.1969 - Tendo o ex-atacante Pinga (José Lázaro Robles (vedsiu a camisa vascaína por: 466 vezes),  por treinador e Carlos Alberto Parreira preparador físico, o Vasco foi à venezuelana Copa Carnaval, em Caracas. Diante  do Dínamo Moscou, que mandou-lhe 2 x 0,  a grande atração era o goleiro, Lev Yachin, o “Aranha Negra”. Para homenageá-lo, o camisa 1 cruzmaltino, Valdir Apple, trocou a sua costumeira camisa cinza,  por uma preta, com a cruz de malta bordada no peito esquerdo – durante a excursão, a rapaziada usava calça cinza clara, paletó azul marinho, camisa branca e gravata de seda listrada de vermelho e pretas. Feitas as apresentações dos atletas à torcida, Valdir levou a Yachin uma flâmula do Vasco e disse-lhe, em inglês: “Hi! It is a great honor to know you. I would like to want you a good game”. Surpreendentemente, o Aranha teria respondido, em português: “O prazer é todo meu. Gosto muito do futebol brasileiro. Boa sorte!”. LENDAÇA!


quarta-feira, 20 de julho de 2011

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FIGURAÇAS

  1  - Danilo Alvim foi um dos maiores craques brasileiros do seu tempo. Nascido em 03.12.1920, no Rio de Janeiro, aos 19 anos de idade, sofreu 39 fraturas, em uma das pernas, ao ser atropelado por um automóvel. Dois anos depois, estava jogando tanto que o Vasco da Gama o tirou do América.
 Praticante de futebol clássico, Danilo ganhou o apelido de “Príncipe” e sagrou-se campeão carioca em 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952, e do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, no Chile. Esteve titular da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo-1950, qual saiu vice-campeão. Três anos depois, enceraria a sua vida vascaína, indo para o Botafogo. E encerrou a carreira vestindo a camisa do mineiro Uberaba-MG.
 Como treinador, em 1963, comandou a seleção boliviana na conquista do Sul-Americano. Quando pendurou as chuteiras, Danilo não tinha mais nada, a não ser uma casa em seu nome, no Rio de Janeiro. Em 16 de maio de 1996, saiu desta vida, como morador de um asilo para velhinhos pobres e esquecidos.

2 - O atacante Kosilek fez parte do grupo dos campeões carioca, em 1970. Em sua rápida passagem por São Januário, disputou apenas 14 jogos. Confira: 22.02.1970 – Vasco  0 x 2  Flamengo (Torn Inter de Verão); 24.03.1970 a- Vasco  1 x 0  Rio Branco-ES (amistoso); 05.04.1970 – Vasco   0 x 2  Bangu (Taça Guanabara); 26.04.1970 - Vasco   1 x 0  América-RJ. (Taça GB); 01.05.1970 - Vasco  0 x 0  Flamengo (Taça GB); 03.05.1970 0 Vasco  2 x 0  Desportiva-ES (amistoso); 10.05.1970 - Vasco  0 x 2  Flamengo. (Taça GB); 01.08.1970 - Vasco  1 x 0  Olaria (Campeonato Carioca); 09.08.1970 - Vasco  1 x 0  Flamengo. (Camp Car); 15.08.1970 - Vasco  2 x 0  Portuguesa-RJ (Camp Car); 13.09.1970 - Vasco  3 x 2  América-RJ (Camp Car); 20.09.1970 – Vasco  0 x 2  Fluminense (Camp Car); 17.10.1970  - Vasco 5 x 1  Santos (Taça de Prata);a 04.11.1970 – Vasco 4 x 0 CSA-AL (amistoso).

terça-feira, 19 de julho de 2011

VASCAÍNAMENTE NA BOCA DO COFRE

Muitos atletas vascaínos, na história da publicidade brasileira, tornaram-se grandes vendedores, caso, principalmente, do primeiro grande ídolo da torcida cruzmaltina, Ademir Menezes, que vendia até pó para chulé. De sua parte, Edmundo já vendeu, inusitadamente, calcinhas para uma marca que se servia às mulheres mais gostosas do país.  Enfim, a rapaziada já vendeu sapatos, botijão de gás e muito mais. Nesta foto, o vendedor é o maior goleador da história do "Almirante", o glorioso Roberto Dinamite, recebendo a "Bola de Ouro" – promoção de JJ Promoções Esportiva – ao lado dos radialistas Deni Menezes e José Carlos Araújo.  



segunda-feira, 18 de julho de 2011

HISTORI&LENDAS DA COLINA - HERMANITOS


Maradona foi lançado por um vascaíno
1 - Vasco e Independiente, de Buenos Aires, já se encontraram durante três torneios e um amistoso. Confira a conta: 27.12.1955 – Vasco 1 x 4 (Torneio Atlântico); 14.02.1970 – Vasco 1 x 1  (Torneio Internacional de Verão-RJ); 18.03.1975 – Vasco 2 x 1; 27.08.1981 – Vasco 1 x 2  (Troféu Villa de Madrid).
“INDEPENDIENTEMENTE” de qualquer motivo, o "Almirante" sofre neste cruzeiro à costa argentina.

2 - O vascaíno Delém, goleador que foi negociado, com o River Plate, no início da década de 1960, quando já estava no ofício de integrante de comissão técnica, foi um dos responsáveis pelo lançamento de Diego Armando Maradona no time do Argentino Juniors. Não era homenagem ao ex-cruzmaltino, mas quando estreou, Dieguito usou a jaqueta do Argentino Juniors, com uma faixa igual à da Turma da Colina. Em tempo: Vasco e Argentino Juniors só e pegaram por três vezes: 27.01.1973 – Vasco 1 x 0Argentinos Juniors (Torneio Internacional de Verão do RJ); 02.08.1985 – Vasco 1 x 2 Argentinos Juniors (Taça Libertadores); 09.08.1985 – Vasco 2 x 2 Argentinos Juniors (Taça Libertadores). (Foto reproduzida de O Globo). Agradecimento.
UMA VITÓRIA, UM EMPATE E UMA QUEDA. Talvez, o Vasco tenha deixado para levar mais a sério quando Argentino Juniors ficar adulto.

3 - Ouve-se e lê-se muito que foi o treinador uruguaio Ondino Vieira o mentor da faixa em diagonal no uniforme vascaíno. Teria sugerido à diretoria do clube, para a camisa ficar parecida com a do argentino River Plate. Mas os remadores vascaínos já usavam aquele modelo, desde o primeiro lustro do século 20. Além do mais, o time envergou a jaqueta, com o detalhe, em 1932, enquanto Ondino só aportou por São Januário em 1942.
 É ONDA. ONDINO FEZ uma tremenda marola na imaginação da galera.

domingo, 17 de julho de 2011

A GRAÇA DA COLINA NO LANCE


Pela revista Lance, de 6 de março de 1999, o chargista Mário Alberto via o time do Vasco, treinado pelo técnico Antônio Lopes, tão bem afinado, que o comparava a uma carro de Fórmula-1.
By the Lance magazine, dated March 6, 1999, the charaterist Mario Alberto saw the Vasco team, trained by coach Antonio Lopes, so well tuned that compared to a Formula 1 car.

sábado, 16 de julho de 2011

BELAS MUSAS GÊMEAS DO DIA DA COLINA

Bia e Branca (quem é quem?) do nado sincronizado. Elas encantam até debaixo d´água, principalmente por conta da beleza vascaína. Meninas danadas, colecionadoras de medalhas!  






sexta-feira, 15 de julho de 2011

ALMIRANTE APAGADOR DE FOGO

Reprodução da revista carioca "Esporte Ilustrado"
O Vasco é costumaz apagador de alvinegros.  Em 239 encontros, venceu 139, empatou 99 e caiu em 90, o que lhe dá 42,38 % de aproveitamento, contra 27,44% dos rivais.
Um dos jogos mais emocionantes desse duelo rolou em 31 de outubro de 1955, em uma tarde de domingo, no Maracanã, com 3 x 2 para a "Turma da Colina".
 O apito foi de Eunápio de Queirós e a renda de Cr$ 615 mil, 872 cruzeiros e 20 centavos, a  moeda daquela "década dourada", com ficaram sendo conhecidos os anos-1950.
Vavé vê a bola sacudir o barbante alvinegro 
Sabará, o paraguaio Sílvio Parodi e Pinga marcaram os tentos cruzmaltinos, que eram treinador por Flávio Costa. A formação do dia alinhou: Hélio; Paulinho de Almeida e Haroldo; Laerte, Orlando e Beto; Sabará Valter Marciano, Vavá, Pinga e Parodi.  Os botafoguenses, que tinham por treinador Zezé Moreira, foram: Lugano, Tomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Pampolini e Juvenal; Garrincha, Paulinho Valentim, Baiaco, João Carlos e Neivaldo.
Por aquela época, a melhor revista esportiva do país era a carioca "Esporte Ilustrado", que publicava um grande número de fotografias das partidas. Era moda da casa o "cineminha", com lances de gols. A página central recebia, sempre, os lances mais emocionantes dos clássicos.
O goleiro alvinegro não teve sossego
diante do ataque vascaíno

Vasco, traditionally, wins the Botafogo. Proof of this is that in 239 duels, the cruzmaltinos won 139, tied 99 and fell in 90, which gives them 42.38% of advantage, against 27.44% of alvinegros.
One of the most exciting games of these pegas rolled on october 31, 1955, on a sunday afternoon in Maracanã, with 3 x 2 for "Turma da Colina". The whistle was from Eunapio de Queirós, the income of Cr $ 615,000, 872 cruzeiros and 20 cents, the currency of that "golden decade," with the 1950s being known.Sabará, the paraguayan Sílvio Parodi and Pinga scored the goals crossed, who were coach by Flávio Costa.
The formation of the day lined up: Hélio; Paulinho de Almeida and Haroldo; Laerte, Orlando, and Beto; Saber Valter Marciano, Vavá, Pinga and Parodi. The Botafoguenses, that had by trainer Zezé Moreira, were: Lugano, Tomé and Nilton Santos; Orlando Maia, Pampolini and Juvenal; Garrincha, Paulinho Valentim, Baiaco, João Carlos and Neivaldo.
By that time, the great sport magazine of the country was the Rio "Esporte Ilustrado", that published a great number of photographs of the games. It was house fashion the "cineminha", with the goals. The central page always received the most exciting bids of the classics.
CERTINHAS 


Uma das colunas mais lidas na revistas "O Cruzeiro" era a de Stanislwu Ponte Preta, pseudônimo do cronistas Sérgio Porto. Naquela página, ele enlouquecia os leitores com "As certinhas do Lalau", um desfile das mais lindas mulheres do meio artístico da época. A atriz Iris Bruzzi foi uma das deusas daquele desfile. Afinal, para os reprimidos leitores da década-1960, nada melhor do que abrir uma página de revista e passa um colírio nas vistas. Esta foto da  Iris é mais recente, reproduzida do Jornal de Brasília". Ela aparece em umas cena do filme "Os Alegras Vigaristas".

                                                         MUSA DA COPA DO MUNDO

Durante o tempo em que circulou forte – entre as décadas 1950 e 1990 –, a revista "Manchete", do grupa do empresário Adolph Bloch, que teve, também a "Fatos&Fotos", "Pais&Filhos", Ele&Ela" e a "TV Manchete", era uma tradição brindar os leitores com fotos de lindíssimas modelos, em épocas de Seleção Brasileira nos gamados. Para uma das Copas do Mundo dos anos 1980, a revista elegeu Luiza Brunet como a musa do time canarinho. Hoje, o escrete nacional estreia na Copa das Confederações, enfrentando o Japão, a partir das 16h, no Estádio Mané Garrincha, aqui em Brasília. Pena que não tenhamos mais a "Manchete" para animar a festa com a sua "bels fera da beleza canarinha". Os jornais, revistas, rádios, TVs. sites e blogs esqueceram. Que saudades das patotas do "titio" Bloch"!

   
                               MODISMOS


Modismos são muito comuns, por todas as partes. Alguns, mesmo prevendo-se que não pegar, os lançadores vão nessas, assim mesmo. E a imprensa, que não perde de divulgasr oque é novo, também embarca. Veja esta. O fotógrafo Ben Hopper clica mulhres com pelos nas asxilas desde 2007. Criou o projeto "Natural Beuauty", isto é, "Beleza Natural". De acordo com o site www.ig.com.br, dos qual o "Kike" reproduziu esta matéria e foto, o resultado só foi divulgado recentemente, e tem como meta questionar os padrões impostos pela indústria da beleza. O www.ig cita que "os dados são do jornal Huffington Post".
Diz o texto que, em fevereiro último, a foto da atriz sueca Emilie Bostdt foi a primeira a despertar a curiosidade do público, mas outras atrizes, modelos, atrizes, designers e amigas do fotógrago também posaram em tais circunstâncias.
Pesquisa mostra que 16% das brasileiras depilam a axila todos os dias no verão Foto: Getty Images“Conforme amadureci como pessoa e artista, percebi que gostava de pelos nas axilas. Acho que pode ser uma bela aparência”, disse o fotógrafo, acrescentando: “Não quero dizer que quero que as mulheres comecem a deixar os pelos das axilas crescerem. Só acho que é uma possibilidade e que as pessoas não deveriam rejeitá-la. Gostaria que as pessoas questionassem os padrões de beleza".
Os cuidados com a beleza são prioridade para as brasileiras. A maioria (54%) sente mais necessidade em se depilar no verão, pirorizando as axilas. O elevadonúlmero de 9% das mulheres confesssam que se depilam em até sete dias, enquanto 16% fazem diariamente.
Além disso 60% depilam as pernas e 58% as virilhas no mesmo período. O hábito também acaba refletindo no comportamento das mulheres: 27% delas acreditam que o ato de se depilar as deixa mais felizes. .
Além disso 60% depilam as pernas e 58% as virilhas no mesmo período. O hábito também acaba refletindo no comportamento das mulheres: 27% delas acreditam que o ato de se depilar as deixa mais felizes. A lâmina foi apontada como o método mais utilizado por 62% das entrevistadas, que elencaram a praticidade, a agilidade e o fato de ser indolor como principais motivos para esta preferência. (Foto abaixo reproduzida de Getty Images). Agradecimento.
                                                VEDETES DO TIO SAM

 
O alinhamento político-ideológico do Brasil com os Estasdos Unidos, na década-1950, chegava com força à mprensa. Quando aqrtistas norte-americanas vinham ao Rio, ainda que fossem de brilho menor, era uma festa para a imprensas. tornava-se sagrado a entrevista coletiva, comparecer a uma buate, acompanhada por um milionário, e mostrar biquínis estonteantes (para a época) à beira da piscina do Hotel Copacabana Palace, o que era exposição garantida nas páginas de jornais e revistsas casriocas. Caso de Sary Climas, que pinta por aqui ao lado de uma coleguinha. (foto reproduzida da revista carioca Manchete).

                                    DRAMA HUMANO - SENSACIONALISMO
Há temas que as chefias de reportagens dos jornais, rádios e TVs não deixam passar, por nada. Pincipalmente, escândalo ou drama humano. Um exemplo está nesta matéria  reproduzida de www.ig.com.br. Diz o título: "Capa de (revista) Playboy de 1980 e ex-namorada de Pelé perde tudo e mora em carro".
Se Pelé fosse responsabilizar-se por todas as pessoas que passaram pela sua vida, não teria tempo para cuidar da sua. Mas, por tratar-se do maior astro da história do futebol, ligou-se o seu nome a um fato para o qual ele nada tinha a ver. É o que as redações chama-se de "gancho" para puxar uma grande manchete. Leia o texto abaixo:   
"Citada por revista masculina como "a morena que endoidou Pelé", Oneida vive há oito meses dentro de Polo preto em SP. Um automóvel de cor preta está estacionado em uma tranquila rua de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele não chama a atenção dos pedestres, mas moradores e funcionários do bairro sabem que o carro virou a casa da ex-modelo Oneida Teixeira, que ganhou o título de “morena que endoidou Pelé”, frase estampada na capa da revista "Playboy" de junho de 1980. Em outras publicações do mesmo ano, ela foi citada ainda como "o caso secreto" do craque.



Reprodução
Oneida foi capa da revista Playboy de junho de 1980
“Eu considero (que tivemos) um namoro, mas ele deve ver só como uma ficada”, disse ela ao iG, ressaltando que não pretende usar o caso com o jogador para sair das ruas. Segundo ela, o drama começou há oito meses, após perder tudo o que tinha para a irmã em longas batalhas judiciais. Oneida foi então despejada do mesmo endereço onde ainda estaciona o seu único bem, um Polo preto. “Tudo o que eu tenho coloquei aqui. Meu carro é minha cozinha, farmácia e sala”, explicou.
Falando sobre a melhor fase de sua vida, “quando tinha três empregadas”, a ex-modelo relembrou viagens internacionais em primeira classe e visitas a Cuba. Hoje, aos 55 anos, ela mantém no console do veículo restos de alimentos, copos sujos, remédios e adereços para prender os longos cabelos. O forte cheiro incomoda, mas perde espaço para a dura realidade de Oneida, que chorou quando narrava a recente história.
“Nasci com uma casa, nunca me vi nessa situação. Percebi que meus amigos milionários se foram. Não sobrou nenhum. Só recebo ajuda de pessoas humildes, como porteiros e faxineiras”, contou com a voz embargada. “Ajuda quem menos tem para compartilhar.” E essa ajuda vem em forma de pratos de comida, idas ao banheiro e até convite para a ceia de Natal. “Pensei que iria passar sozinha neste ano. Pedi ao Espírito Santo que não deixasse isso acontecer.” Com as dificuldades, o apego pela religião ganhou força e Oneida não abandona um terço de madeira, colocado no retrovisor.
O porteiro do prédio em frente defende Oneida como a vítima de uma “família mau caráter”. “Tiraram tudo dela. Ajudo como posso porque é muito triste ver a rasteira que sofreu.” Já um segundo funcionário é mais cético, mas sempre consegue copos com água para ela. “É uma história de louco. Às vezes me pergunto se ela não tem problema mental. Passa dia e passa noite ela está ali dentro do carro. Cadê os filhos dessa mulher?”, questiona. Ela diz ter dois, que estão bem resolvidos, porém distantes.
A filha Vivien, garantiu Oneida, é modelo e mora em Londres. O outro filho Marco Antônio trabalha como gerente de uma loja. No meio da entrevista, ela recebeu uma ligação de Vivien a convidando para morar no exterior por um tempo e "tentar sair do carro". Ao falar brevemente com a reportagem, a filha se defendeu: "Há sempre dois lados em uma história. Tentamos ajuda-la. Mandamos dinheiro. Mas às vezes parece que ela não quer. Só quero que minha tia sofra as consequências do que fez com a minha mãe".
Os detalhes e os motivos da briga familiar que levaram Oneida a viver em seu carro ainda não estão claros. Em um segundo encontro com o iG, a ex-modelo mostrou momentos de confusão ao mencionar a irmã. No primeiro momento, Oneida disse que foi recentemente ao psiquiatra a pedido da família. Minutos depois, recuou e esclareceu que não tinha contato com a irmã "há muitos anos". "Acho que essa situação me abalou muito porque já esqueci muita coisa. Não sou louca, mas posso ficar daqui uns dias vivendo desse jeito."
O sono dentro do carro nunca foi tranquilo, seja pelas preocupações financeiras ou pelo medo de ser atacada à noite. Na semana passada, sofreu uma de suas piores madrugadas. Foi quando um homem desconhecido bateu no vidro do carro e perguntou: “Quer fazer um pouco de sexo?”. Assustada, Oneida reagiu: “Ah, vá para p... que p...”. “Ele foi embora, mas morri de medo de sofrer alguma violência. Preciso sair dessa vida, não dá mais.”
Para não passar o dia inteiro dentro do Polo, Oneida caminha pelas ruas de Pinheiros para “esticar as pernas” e entregar currículos. No entanto, a ausência de um endereço virou um empecilho para encontrar um trabalho. “Acabo mentindo, coloco meu enderenço antigo, aí descobrem que é uma empresa de engenharia e perco a oportunidade. Sou bacharel em direito, falo espanhol, mas a idade não ajuda”, explica ressaltando ainda que sentia dores no corpo após uma longa jornada passando roupas para uma amiga. "Ela pagou para me ajudar."
O iG procurou a irmã de Oneida para esclarecer os detalhes da briga familiar e os motivos do despejo. No primeiro contato - pedindo para não ser identificada - , ela confirmou um grave desentendimento entre as duas, mas disse que não daria esclarecimentos sobre a briga porque já não se falam há muito tempo.
 Ex-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoEx-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoEx-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoOneida é vista caminhando em rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloCarro modelo Polo estacionado em rua de Pinheiros, zona oeste da capital; Oneida conta com a ajuda de moradores da região. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloRestos de alimentos, copos sujos e remédios são colocados no console do veículo. 'O carro é minha casa, farmácia e sala'. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloOneida perdeu tudo para a família e hoje vive dentro do seu carro Polo. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloApós ser despejada, Oneida conta que colocou no carro os últimos pertences; cheiro é forte no local. Foto: Carolina Garcia/iG São Paulo
Ex-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: Reprodução
Ex-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoEx-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoEx-modelo Oneida foi capa da Playboy de junho de 1980; na publicação foi tratada como o caso amoroso do Pelé. Foto: ReproduçãoOneida é vista caminhando em rua do bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloCarro modelo Polo estacionado em rua de Pinheiros, zona oeste da capital; Oneida conta com a ajuda de moradores da região. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloRestos de alimentos, copos sujos e remédios são colocados no console do veículo. 'O carro é minha casa, farmácia e sala'. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloOneida perdeu tudo para a família e hoje vive dentro do seu carro Polo. Foto: Carolina Garcia/iG São PauloApós ser despejada, Oneida conta que colocou no carro os últimos pertences; cheiro é forte no local. Foto: Carolina Garcia/iG São Paulo



                                        EXERCÍCIO DE BOA REDAÇÃO

O "Kike" disse, ontem, que ser um bom redator requer muita criatividade. E sugeriu um exemplo. Vamos fazer mais um exercício. Vemos as miss Japão, Argentina e Minas Gerais posando para um anúncio da coleção 1970/1971 do maiô Beira-Mar Spumex, do selo Rodianyl. Diz a chamada acima da foto: "A natureza fêz (acentuado, ainda) a mulher e Beira-Mar o Maiô (maiô com letra maiúscula). Isso você não vê porque o escaner do "Kike" não alcançou.
Naquele tempo de roupas de banho bem comportadas, o texto estava mais bem comportado ainda. Hoje, no mínimo, seria coisa para: "Se um é pouco e dois são bons, imagine três maiôs Beira-Mar, com três lindas mulheres dentro!". Então, fica mais atual? E só apensar dentro do tempo. A criação voa por várias vertentes. Mais? "Maiôs Beira-Mar? De desmaiar!"
Garotão, garotona que deseja ser jornalista, o campo criativo é imenso – aula 1 em 03.07.13.

1 - Aí, garotão, garotona que deseja ser jornalista. Uma dica: para tornar-se um bom redator, tem que ser criativo. Vamos brincar disso? Veja, por exemplo, abaixo, o anúncio de uísque, publicado pela Manchete Nº 1.029, de 8 de janeiro de 1972, no ano 20 da revista carioca.. O que você vê? Uma linda e sexi garçonete servindo a bebida um possível executivo. Confere?
2 - Rente à cabeça da loiraça, entende-se que ela explica-SE, em inglês: "Mas você disse que queria beber o seu Passport".
Muito bem! Em 1972, quando poucos brasileiros falavam tal idioma, era chique, bacana, impressionante, colocá-lo em anúncios publicitários. Na verdade, a nossa admiração pela língua inglesa, revelava pobreza cultural, tirada de chapéu para o chamado "primeiro mundo".
                                                              REDATORAÇO
3 - Atualmente, não faria sentido anunciar produto tentando impressionar em inglês, pois grande números de brasileiros já o falam e não se impressionaria com isso. Além do mais, a frase lá de cima seria fraca de imaginação.
4 - Abaixo, rente às pernas da "gataça", o texto diz que o produto exibido é um blend dos melhores maltes produzidos na Escócia e que não é de se estranhar que ele seja conhecido em todo o mundo. O redator que escrevesse isso, hoje, deveria ser demitido, por justa causa. O brasileiro já tem um bom nível de informação, principalmente porque a TV difunde produtos de todo o mundo.
5 - Diante desta foto, o "Kike" criaria: "Uau! Pintou na minha, de bandeja! Vou devorar".
Porquê? A cena aí em cima sugere sexualidade. E se tem algo que a turma daqui dos trópicos gosta (não, necessariamente, nesta ordem) é futebol, carnaval, mulher e sacanagem). Texto publicitário sem "aviões" e uma pitada de sacanagem, seguramente, não pára ninguém pra ler. Em 1972, ano entanto, o anúncio estava política e absolutamente correto – não chegue atrasado para a próxima aula, combinado?
                                                                 GAROTA DO POSTAL
A publicidade em cartões postais é algo recente no comércio de Brasília. Pegou e vem agradando muito, já havendo até colecionadores, que promovem exposições, frequentemente. Este postal foi distribuído pela Arezzo, por ocasião do lançamento da "Cruise Collection - Previw Verão 2012". Quem posou, com muito charme e graça, para a campanha foi a modelo Sabrina Sato, uma das mais requisitadas do momento. Clicando em www.arezzo.com.br você pode obter mais dados sobre o que rola por lá, em termos de moda.

                                                  LINDA & LOIRA & SEXY & CAPA DE REVISTA

 Foi assim quem a revista “Fatos&Fotos”, do grupo do empresário Adolph Bloch, considerou a atriz Luísa Franco, a bela fera da capa do seu numero 505. Figura que embelezava a telinha da TV brasileira, na gloriosas décadas de 1970, ela fez comerciais e foi eleita a “Garota Chrysler”, tornando-se a estela do Salão do Automóvel de 1968, uma dita temporada em que o mundo ficou de caeça para baixo, com uma brusca mudança de costumes. 
Depois do sucesso publicitário, a ex-modelo Luisa Franco participou da novela “Era Preciso Voltar”. Também, experimentou o teatro, pelas mãos do diretor Flávio Rangel, participando da peça “Tudo no Jardim”. Na telona, isto é, no cinema, esteve no filme “Agnaldo, Perigo à Vista”, estrelado por um dos maiores cantores brasileiros da época, Agnaldo Rayol. Foi por ali que o diretor Fernando Barros a descobriu e a levou para “A Trilogia do Amor Grotesco”, baseado em um texto do jornalista Silveira Sampaio.  Neste trabalho com Fernando Barros, a atriz paulistana (do Jardim América), Luisa Franco atuou ao lado de um um dos maiores atores brasileiros, Raul Cortez. E fez muito bem o seu papel, tendo sido elogiada por todos das produção. Além de bela, inteligente. Como toda gata cruzmaltina.O chamativo titulado por “Mais fascínio para você” estaria, total e gramaticalmente, correto, se o redator não escorregasse no repeteco da palavra “busto”. Em textos curtos, é regra consagrada no jornalismo, não duplicar palavras.                                                                                                                                                                                                            ESCORREGADEIRA
Do outro lado, abaixo de “Torne-se mais esbelta”, há três pontinhos separando palavras em duas frases. Da primeira vez, ainda há exclamação. Isso não deveria existir na redação publicitária, porque não se emprega assim na língua portuguesa. A pausa exclamativa é finalizadora do pensamento.
A segunda escorregada do redator é identificar o objeto chamativo ao consumo com “por exemplo”. É desvalorizante. Deve ser apresentado como o máximo do máximo do seu setor. Passar a ideia de que ele sobra naquele segmento.
Por fim, a agência criadora produziu dois textos, quando poderia ter feito um só, com letras maiores. Se, dificilmente, o leitor já crava as vistas em frases come sugestões consumíveis, imagine em duas! – aqui cabe a exclamação. Mas o analisado é um recado de 1965, quando isso ainda eram bem comportadinho.
O recado sob o título “Mais fascínio para você” estaria, total e gramaticalmente, correto, se o redator não escorregasse no repeteco da palavra “busto”. Em textos curtos, é regra consagrada no jornalismo, não se repetem palavras.
Do outro lado, abaixo de “Torne-se mais esbelta”, há três pontinhos separando palavras em duas frases. Da primeira vez, ainda há exclamação.a Isso não deveria existir na redação publicitária, porque não se emprega assim na língua portuguesa. A pausa exclamativa é finalizadora do pensamento.
A segunda escorregada do redator é identificar o objeto chamativo ao consumo com “por exemplo”. É desvalorizante. Deve ser apresentado como o máximo do máximo do seu setor. Passar a ideia de que ele sobra naquele setor.
Por fim, a agência criadora do anúncio produziu dois textos, quando poderia ter feito um só, com letras maiores. Se, dificilmente, o leitor já crava as vistas em uma sugestão de consumo, imagine em duas! – aqui cabe a exclamação. Mas o analisado é de 1965, quando isso ainda era bem comportadinho. Se o “Kike” fosse redigí-lo, o texto de hoje, para este anúncio – publicado pela revista Manchete Nº 715, de 1º de janeiro de 1966 – deveria ser modernizado, simplesmente, em um só, abaixo das fotos das duas gatas, assim: “Seja, sempre, uma mulher de atitude. Mostre que você tem peito para encarar os desafios das vida moderna. De preferência, usando o "soutian" (pode-se aportuguesara, escrever sutian) Alloete/Alegretto De Millus, que realça as suas lindas e atraentes caurvas".
O recado tem que ser direto, objetivo e econômico nas palavras. Se quiser ser lido – as outras aulas estão nas datas 3 e 4 deste julho deste 2013). Até a aproxima.

                                             PROPAGANDA, A ALMA DO NEGÓCIO


Anselmo Domingos (usando camisa preta) era muito bom de marketing pessoal
Diz o ditado antigo que a propaganda é a alma do negócio. E, se tem que ser assim, o sucesso da revista, do jornal, da TV, ou de qualquer outro meio de comunicação passa pela simpatia do setor com o qual se interage. As vezes, o veículo comunicador tem de ser patrocinador, ou parceiro. Quando observou isso, o empresários correu para apoiar. Em alguns momentos, nem precisou demandar capital. Fez uma “tabelinha” com algum parceiro, divulgando marca, em troca de bebidas, salgadinhos, hospedagens, passagens, medalhas, troféus, coisas assim.
É comum um veículo colocar anúncios em suas páginas, ou locutores chamando o evento pelo rádio e a TV. Um dos apoios mais fortes que se vê é o da Rede Globo, em “Criança Esperança”, com toda a arrecadação distribuída a um órgão insuspeito (UNICEF) de auxílio à garotada carente. 
No setor esportivo, quando o futebol tornou-se profissional no Brasil, na década-1930, a primeira a entrar no lance foi a revista “O Cruzeiro”, a de maior circulação continental. Apoiou, pioneiramente, a disputa entre Vasco da Gama e América pelo “Troféu da Paz”, que encerrou uma cisão entre os clubes cariocas.

Comemoração que pode rolar parceria nos comes e bebes 
Na década-1950, a “Manchete Esportiva”, do grupo Adolph Bloch, e o “Jornal dos Sports”, do jornalista Mário Filho, irmão do teatrólogo Nélson Rodrigues, não perderam tempo. A primeira apoiou provas fortes de natação, como travessias marítimas, e automobilismo, enquanto o diário criou os Jogos Infantis e da Primavera do Rio de Janeiro, sendo as duas últimas grandes promoções para jovens colegiais. Na década-1960, a “Revista do Esporte”, do grupo da “Revista do Rádio”, do empresário Anselmo Domingos, foi a que não deixou o embalo parar.
Os patrocínios/parcerias eram muito usados, antigamente, pelos editores, para também promover o patrão. A TV Globo fez muito isso com o seu proprietário, o jornalista Roberto Marinho, nas décadas-1080/1990. Anselmo Domingos estava em todas. Um exemplo? A sua “RE”incentivou a criação do “Dia do Pugilista” e apoiou a “Semana do Pugilismo”,comemorada, pela Federação Carioca de Pugilismo, de 13 a 19 de setembro. Durante uma das celebrações, o colunista do setor, Henrique Batista, o badalou por três das quatro fotos publicadas pela revista, em uma página e meia. Enfim, faz parte. A badalação promocional vai continuar dentro desse jogo.
                                                     PROGRAMA DE JOGOS

As revistas institucionais já rodam há um bom tempo na imprensa brasileira, bem como programas sobre competições esportivas. Quem duvidar é só consultar o site www.mercadolivre.com.br, que há oferecimentos de muitos deles. Com a chegada da publicidade forte e em massa dos grandes eventos, eles ganharam força. Atualmente, toda competição importante tem o seu canal de comunicação com o público, via revista. Sempre, os grandes nomes encapeiam as edições, em uma evidente exploração de imagem, como ocorreu com a campeoníssima Larissa, fera do vôlei de areia neste número de publicação da Federação Internacional de Voleibol.
                                                                 SUPLEMENTOS

Muitas revistas e jornais costumam arrumar patrocinadores para projetos sobre suplementos encartados em suas edições. Isso ocorre em várias vertentes, como nas de imóveis, automóveis, esportes, economia e saúde, só par citar poucas. No caso desta última, como este é um blog cruzmaltino, se tem algo que todo vascaíno gosta de admirara, seguramente, é uma bela saúde. A revista carioca "Manchete", do grupo empresarial de Adolpho Bloch, chegou a fazer bons suplementos sobre o tema. Procure conhecer os suplementos jornalísticos velhos e novos. Atualmente, graças à computação gráficas, eles ficaram muito mais ricos e explicativos. Antigamente, era tudo na base da letra e dos chamados "olhos", isto é, aquelas notas entre aspas, reproduzindo uma informação contida no interior do texto. Um dos melhores suplementos já feitos pela imprensa brasileira circulou entre o final de 1969 e os inícios de 1970, da revista paulista "Realidade", mostrando, para os amantes do futebol, quem integraria uma "Seleção Brasileira de Todos os Tempos". 

BOLETIM CINEMATOGRAFICO
A partir da década-1990, vários cinemas passaram a distribuir boletins mais sofisticados para as suas plateias. Por eles, faziam um resumo do filme e exibiam fotos de cenas das películas, como esta do filme "Cisne Negro". Era mais um mercado que surgia para os jornalistas. Quem o abocanhou foram as pequenas agências, as empresinhas criadas por profissionais desempregados pela chamada "grande imprensa".   
                                                          CELEBRIDADES   
                                                                 
Publicar posters de pessoas famosos, como cantores, artistas de cinema e jogadores de futebol, é uma estratégia de revistas e jornais para aumentar as suas vendas. Também, abordar casamentos e nascimentos de filhos destes. Uma das celebridades preferidas durante muito tempo pelos meios de comunicação foi Wanderléa, uma das mais simpáticas, carismática e importantes cantoras das música popular brasileira. Consagrada pela Jovem Guarda, ao lado de roberto e Erasmo Carlos, depois que a onda passou ela visitou outros gêneros musicais, mostrando talento em todos eles. Mulher à frente do seu tempo, a "Wandeca" foi a primeira a posar grávida parta uma capa de revista, como você vê aí em uma antiga edição da "Status".

FOFOCAS CÉLEBRES
 Solteiro, Kaká engata romance com beldade do Instagram
    Este é o jornalismo de fofocas. As pessoas adoram de saber do que fazem as celebridades. Kaká, como jogador famoso, foi alvo destas divulgação reproduzida de www.ig.com.br, pelo texto abaixo:
"Conforme informações do site Glamourama, Kaká e Vanessa Siqueira Ribeiro começaram a trocar figurinhas no Instagram e já se encontraram em Orlando onde o craque mora desde que assinou com o Orlando City.  Vanessa trabalha no marketing da grife Tigrese da estilista Renata Figueiredo. Foto: Reprodução/Instagram". 
Todos os jornais e revistas abrem sessões para a manifestação dos seus leitores. Por elas vê-se muitas expectativas do público comprador, que sugere, critica ou concorda com o que recebeu. Há leitores que ficam famosos por serem tão constantes nestas sessões.
Na revista brasileira que mais vendeu entre 1928 e a década-1960, a semanário "O Cruzeiro", tirando de 500 a 600 mil exemplares semanais, havia "O leitor escreve", com logotipo. Todas as que vieram depois não dispensaram a fórmula. As modernas "Veja", "Época" "Isto é" trazem bastante consumidores como discussões politizadas, ricamente argumentadas.
Assim como há leitores bem informados, capazes de discutir com argumentos plausíveis, as cartas deles (também e-mail) trazem, também, uns chatos que ficam o tempo todo perturbando os redatores. Reclamam de tudo. Principalmente, em revistas para o público masculino mais jovem. Caso encarado pela mensal paulista VIP, da Editora Abril.
 Pela sessão intitulada por "Caixa de Entrada", um carioca reclamou da falta de gatinhas desportistas nos ensaios sexy, em favor as BBBs, as mulheres que faziam sucesso no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo de TV. Em sua defesa, a revista constestou, mostrando aspectos de ensaios com a então boleira Milene Domingues, capa do número 202, e a "bodiboarder" Daniela Freitas, do 244 (foto ao lado). E citou outras.
Nos inícios da revista "Placar", em 1970, a seção carta dos leitores chamava-se "Camisa 12", Interessantíssima.Teremos, mais tarde, um comentário exclusivo sobre isso. As cartas apareciam serem selecionadas pelo grau de humorismo, acirrando a "guerra entre torcedores". Juntamente com o "Tabelão", que trazia todos os resultados do planeta, era uma das mais lidas.


                                 PAUTA MUITO CRIATIVIDADE, FUGINDO DA ROTINA

A criatividade é algo marcante no jornalismo. O que é diferente, não mostrado antes, vai chamar a atenção, ficar na lembrança do leitor, com certeza, por um bom tempo.
Vejamos esta pauta da revista carioca "Manchete", que não circula mais. Na década de 1970, o repórter Alexandrino Rocha e o fotógrafo Nelson Santos encontraram-se, pelo sertão pernambucano, com a Miss Pará-1963, Nilde Medeiros, que era uma praticante da hata-ioga. Imediatamente, elas tiveram a ideia de produzir um ensaio, no meio da caatinga, com a moça mostrando os exercícios físicos que mantinham as suas belas formas anatômicas, relaxavam os seus nevos e mantinham a sua mente longe de energias negativas. Pois bem! A iniciativa valeu duas páginas da semanário de publicação nacional, com cinco fotos, sendo uma delas, a última destas aqui, em página inteira.
Não chama a atenção ver uma linda mulher, em uma situação extraquotidiana, debaixo de um sol esturricante, entre pedras, galhos de árvores secas, cactos e xique-xiques? Claro! Mas havia, ainda, um outro componente na pauta. A "Manchete", do grupo empresarial de Adolph Bloch, bem como já o fizera a sua concorrente "O Cruzeiro", que não circula mais, igualmente, não perdia a chance de estampar bela mulheres em trajes sumários. Era uma forma de mexer com o libido masculino, presente na maioria dos seus leitores, sem partir para o chocante, pois as décadas-1950 a 1970 eram bem comportada, em termos de sexualidade por revistas.
Então, as fotos não são bastante sexy? E o tema não é diferente? Ioga, pelo que se sabia, nunca havia sido levada antes para um terreno tão diferente do seu usual. Este é um bom exemplo jornalístico de criatividade driblando os preconceitos de uma época.
Confira os outros "post" sobre o "Cursinho Kike de Jornalismo" nos dias 3, 4 e 15 deste julho de 2013. Até a próxima.

AS REGRAS DO JOGO

Ficar atento às regras gramaticais é um dever do redator. O que produziu este anúncio esqueceu-se de que todo adjunto adverbial de tempo, hora, lugar, bem como todo aposto, é parente do "Capitão Virgulino". Pintou uma situação dessa, virgula nela.
Há jornalistas que acham feio o texto virar um terreiro de "virgulices". Pode até ser, e, às vezes, seguramente, até é, mesmo! Caso de Guarani, de Campinas. Se falarmos sem pausa, convenhamos, fica muito melhor e mais simpático. Mas o problema não é do redator, é da gramática. Tem-se, depois do sujeito, um adjunto adverbial de lugar. Então, convide o "Mister Vírgula" para o rebu. O "pato" normatizou assim.
Pato! mas qual pato? Bem! Segundo o glorioso Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, o "pato é um animal aquático e gramático", por se dar bem em rios, lagos e tanques, e, igualmente, em áreas gramadas. Assim, levantando-se a bandeira da bandeirinha Ana Paula Gonçalves, que posou para o anúncio acima, é de se convir que, levando-se ao pé da letra (letra tem pé? Calça sapatos com qual número?) a propriedade transitiva da matemática e o silogismo dos antigos grego, o gramático um pato. Team razão, o sujeito Vicente Matheus.
Então, quando você for refazer este anúncio, ele deve ficar assim: "Com BRUT, o lance é, sempre, legal". A frase lá de cima seria: "Com BRUT, você fica bem posicionado". As duas estão bem colocadas, por observarem vertentes do futebol. Só a palavra "posicionado" merece discussão, pois ela foi criada, por publicitários, para aludir a produtos colocados no mercado. Mas, tudo bem, já que terminou incorporada ao linguajar popular. Defendia o grande acadêmico Antônio Cândido, que fazia o que queria com as palavras: "A língua deve ser como o povo fala". Razões para isso ele desfilava em seu fantástico livro "O Coronel e o Lobisomem". Luzardo, um dos maiores chargistas da história desse segmento na imprensa brasileira. Ele mandou ver pela "Revista do Esporte", que parou de circular no ano seguinte, após rolar pelas bancas desde 1959. Grande lance!

                                                                 GÊMEAS ESPORTIVAS
 Pelo final do século 19, a mulher comparecia aos eventos esportivos, meramente, como torcedora de seus irmãos, namorados, noivos ou maridos. Aos poucos, passou para o lado de dentro, e até disputou provas de turfe e de remo.  Depois, visitou as páginas de dentro das revistas esportivas e, mais tarde, as contracapas. Hoje, ajuda ao atleta olímpico a ganhar espaço crescente na publicidade, disputando centimetragem com os ídolos do futebol.   Estudo de empresas do ramo e de agências marqueteiras mostrou campeões da natação e do vôlei em mais de 30 campanhas, entre comerciais, licenciamentos e editoriais de moda. Evidentemente, que a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ajuda algumas confederações a conseguirem patrocínios acima de R$ 25 milhões, para determinadas modalidades. Aumento, de 2012 para 2013, superior a 50%. Sem falar que a sexualidade das meninas tem rendido vários ensaios em revistas e jornais.
Contratos de curto prazo com medalhista olímpicos sai, em média, por R$ 100 mil, fora despesas com equipamentos esportivos e passagens aéreas, entre outros itens. Empresas estatais (Banco do Brasil, Correios e Caixa Econômica), por exemplo, investem forte em natação, vôlei e ginástica. A Eletrobrás escolheu, entre as gatinhas, as ginastas Daniele Hypólito e Jade Barbosa.
Por ora, os homens ainda faturam mais. As gêmeas vascaínas do nado sincronizado (acima), Bia e Bianca Feres, vendem saúde muito bem, do que não reclamaram multinacionais patrocinadoras, como a Pepsi. São campeãs brasileiras-2011, e bronze no US Open. Mas, o mais importantes, é que são “Gatas da Colina”


MULHER PROPAGANDA
Se você pensa que no tempo do seu avô não tinha disso, não, tá enganado. Esta propaganda, quando ainda não se falava em publicidade e, muito menos, em marketing, é da década-1950. O anunciante a veiculava pela revista de maior circulação na América Latina, a carioca "O Cruzeiro".
Anúncios explorando a sexualidade acompanham a publicidade brasileira desde muito cedo. Tanto que o nosso primeiro garoto-propaganda foram o índio e a índia, quase pelados. Na década de 1969, um simples anúncio de suco de tomate ganhava apelo erótico. Os criadores de agências publicitárias chegavam a excitar a imaginação do público por meio de propagandas de máquinas de lavar, de cigarros, enfim, de tudo. Por exemplo, um dos anúncios da década-1960, que circulou como "A primeira noite de uma mulher", dizia em seu texto: "Quem dormiu com X nunca mais vai gostar de dormir com outro.... Não é apenas na cama que X deixa as pessoas satisfeitas". Pois bem! Se você pensou naquilo, errou". Era a "sexyexcitante" propaganda de uma nova marca de lençóis que chegava ao mercado.
Nesse anúcio da Phillilpes, que você vêr abaixo, qual é o recado? Vá na onda desse mulherão. Você ouve, pensa e imagina o que gostaria de ver. Não é assim? Aqui, o anunciante lhe faz quase ver.

EXIBICIONISMO  
Este é um dos itens preferidíssimos pelos jornais sensacionalistas. Um fato desses, por exemplo, ganha manchete, pois a curiosidade humana não tem limites, principalmente quando se diz que alguém ficou nu no meio da rua.   
  Uma mulher ficou revoltada e se despiu após ser barrada repetidamente em agência bancária de Mato Grosso do Sul, e contou à polícia que solicitou a um funcionário que fizesse uma vistoria para comprovar que ela não portava nada que fosse de acesso proibido ao local, mas mesmo após isso foi impedida de entrar. Ela já tinha esvaziado a bolsa e acabou exaltada, tirando a roupa. A empresária relatou descaso dos funcionários. "Jamais fui tão ignorada e tratada como lixo", garantiu.
Ela afirmou que acabou se arrependendo do ato, mas disse que ficou indignada com a situação. “Eu me arrependi depois, mostrei meu corpo, mas naquela hora foi uma revolta muito grande, uma má vontade de atender a gente”, afirmou. Segundo a polícia, a empresária iria responder por ato obsceno e não foi presa pois o ato é um crime de menor potencial. O caso foi encaminhado para o juizado especial criminal da comarca de Aquidauana.                                      
                                                                          MULHER ESPORTIVA
 
Quando determinado assunto toma conta da curiosidade pública, jornais, revistas, rádios e TVs correm em busca da opinião das ruas. É um meio de se aproximar com o leitor/audiência, pelas chamadas enquetes populares.
Durante o período conhecido na história política brasileira por Estado Novo, que vai de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945, sob o comando do presidente Getúlio Vargas, a mulher enfrentava limitações à prática desportiva no país. O decreto-lei nº3.199, de 14 de abril de 1941, pelo artigo 54, informava-lhes que elas não poderiam praticar “esportes incompatíveis com as condições de sua natureza”. Na década de 1960, quando ainda se discutia o tema, a “Revista do Esporte”, do mesmo grupo que editava a “Revista do Rádio”, não deixava de abordar o tema quando entrevistava uma atleta. Por exemplo, a Jaci Boemer Guedes de Azevedo, da Seleção Paulista, indagou: “Basquetebol (como se falava na época) é prejudicial a mulher”. Resposta: “De maneira alguma, pois só ajuda, social e fisicamente. Acho que não sou tão ruim assim de corpo, não é?”, indagava, exibindo uma bela plástica, pela foto que você confere – 63cm de cintura; 92 de busto; 64 no diâmetro das coxas; 99 de quadris, além de 1m72cm de altura e peso de 64 quilos.
Um dos esportes no Brasil que mais discussões geraram sobre a validade de sua pratica pelas mulheres foi o futebol. A sua proibição só foi revogada em 1979, uma das razões de ele viver com tantas dificuldades por aqui, ora com, ora sem apoio. É claro que deixou abertas pautas para muitas enquetes.



                                                         FOFOQUEIROS DE PLANTÃO
A fofoca é um gênero indispensável ao jornalismo, quando se trata de abordagem do mundo artístico que fascina milhões de pessoas. Há revistas especializadas nisso e até colunista rotulado e ganhando relevância como "o maior fofoqueiro do Brasil". Por sinal, costuma-se dizer que artista quando está fora da mídia arruma logo um grande "barraco" pra voltar, rápido, à evidência.
Um bom exemplo de exploração da fofoca jornalística foi dado pelo Nº 1.771 da revista carioca "Manchete", que circulou com data de 29 de março de 1986, em seu ano 34. O editor aproveitou os dias de agito do Grande Prêmio Brasil de Fórmula-1, quando estariam na pista os azes brasileiros Nélson Piquet e Ayrton Senna, e produziu uma criativa e sexyssima capa com aa belíssima modelo Monique Evans, exibindo todo o seu corpo escultural.

À página 11, Monique era declarada "Musa dos Pilotos", pela reportagem de Joaquim Maria, com fotos de Indalécio Wanderley. Como aquele era um ano também de Copa do Mundo, a semanário do grupo Adolpho Bloch aproveitou para fazer um fofocaço entre sua garota da capa e a badaladíssima Luiz Brunet, principal modelo do país e aparecendo na imprensa como "madrinha da Seleção" que iria disputar o Mundial no México. Apontada como a sucessora da mais famosa do seu tempo, Monique, fez a "Manchete" avisar, de cara, pelo texto de sua matéria: "A pantera põe as garras de fora". Muito bom começo, para prender o leitor adorador de um fuxico. E fofocou à vontade,
Inteligentemente, o repórter levou Monique a chamar a concorrente de "pé frio", afirmando que a Brunet já havia "secado" o selecionado canarinho da Copa da Espanha, quando o maravilhoso time montado pelo treinador Telê Santana terminou eliminado pela Itália. Mais? E, ainda, a acusou "secar", também, o time do Bangu. 
Portanto, dentro desse gênero, vulgar para os intelectuais, mas ótimo para os empresários do setor gráfico, uma boa pauta, daquelas de render mais fofocas em programas de TV e colunas de jornais e revistas. Tanto que a "Manchete" fez uma capa com Luiza Brunet vestida com a camisa da Seleção Brasileira. Explorou os dois lados da rivalidade e vendeu legal.


                           CAPAS MUITO SEDUTORAS

É elementar no jornalismo: uma boa capa seduz o leitor. Além de vender bem, joga pra cima a consideração de quem a sugeriu. Junto com a foto, ou desenho (gravura, antes, infografia, hoje) é essencial não cobrir o logotipo da revista, ou do jornal, porque isso é a identidade visual da publicação. E nem o leitor não gosta, como avisa, quando se comenta sobre o tema pelas mesas dos bares das vida – jornalista que não frequenta boteco seria melhor ser físico nuclear.
Não há fórmulas milagrosas para a produção da capa nota 10. Depende muito do momento. Se a conversa da hora é a Seleção Brasileira campeã da Copa, taça nela (na capa, evidentemente); se Miss Brasil ganhou o Miss Universo, coroa na jovem; o cara foi eleito presidente da nação, faixa nele. É por aí, sem nunca esquecer que a originalidade do tema e o ataque de cores é, também, um grande aliado da capa.
Nas primeiras revistas brasileiras, os editores das capas não levavam nada em consideração. Era capa para um lado e reportagens para o outro. Procure ver, por exemplo, a revista "Fon-Fon". A partir da década-1940 isso mudou. Pintou a chamada de capa ganhando muita força. Apareceu como candidato a principal fisgador do carinha que parava nas bancas para "curiar". Quem sacou isso legal foi a turma de "O Cruzeiro", que começou capeando "melindrosas" e pincéis, entre os quais o de Di Cavalcanti.
A fórmula dos rostos bonitinhos de "O Cruzeiro", mais adiante, evoluiu para corpos esfuziantes, em "Manchete", a partir da década-1960. Aquela revista carioca usou, ao máximo, as modelos, misses e artistas das hora. Se havia um tema sexy, ou sexual rolando, seus editores não perdiam o lance. Caso desta capa que você vê, abordando novas tenências da juventude em relação ao tema. E, se tem algo que faz brasileiro parar pelas bancas de revistas, é foto de jogador de futebol e de mulher pelada. Confere?
                                                 
                                                               RECADO ESPORTIVO

O esporte é um dos maiores vendedores de publicidade. Porque é associado ao sucesso, à juventude e a muita ação, o que todos gostam. A propaganda neste sentido, se priorizar um rosto de pessoa, ela deve aparecer, sempre, sorridente. Vitórias e sorrisos são grandes parceiros. Veja o caso do creme dental norte-americano (já fora do mercado) que dominou, por muito tempo, as vendas no Brasil. Acentuava em sua mensagem publicada, principalmente, pela revista " O Cruzeiro": "Gente de espírito moço que precisa causar boa impressão prefere Kolynos..." É por aí.

                                                     RUY TINHA RAZÃO

O erotismo é muito explorado nas capas das revistas náuticas



Desde 1882 que o jurista Ruy Barbosas defendia a ginástica para as mulheres nas escolas primárias. No entanto, só na década-1930 elas passaram a ter tal direito, seguindo um método francês que garantia não ultrapassar a sua capacidade biológica. A postura do Estado brasileiro já permitia às meninas praticar salto na corda; lançamento do disco, do dardo e de pesos; a marcha; transporte de pesos leves equilibrados sobre a cabeça; exercícios rítmicos e de suspensão, de curta duração com tempos de impulsão; jogo da pela (raquetadas), tênis e esgrima, esportes considerados de esforço moderado.
Enfim, o tempo passou, a lei do desporto mudou e, hoje, as mulheres encaram todas modalidades. Por isso, é uma grande garota-propaganda no setor. De atletismo à modalidade com a última letra do alfabeto português, passando por montanhismo, esportes náuticos (foto), etc, lá está ela. Por sinal, muito bem vinda, principalmente, porque exala saúde.
                                                         
                                                                 AS GAROTAS DA CAPA

As capas das revistas esportivas brasileiras não perdem tempo. Sempre estampam mulheres lindas, energéticas,  autênticos colírios para os seus leitores. No passado, até a década de 1970, os marmanjos que dirigiam as redações, dificilmente, as prestigiavam na primeira páginas de publicações do gênero.
 Para se ter uma ideia, a "Revista do Esporte" e a "Gazeta Esportiva", as principais de circulação nacional na década-1960, e a "Placar", nos anos 70 e 80, jogaram inteiramente retrancados no "Clube do Bolinha". Até mesmo as publicações de clubes pouco lembravam delas. Ainda bem que isso mudou. Depois de 1990, quando surgiram revistas para várias modalidades, a mulher passou a ganhar o espaço que sempre mereceu. Caso da "Saque", que acompanhava o crescimento do voleibol das meninas e teve Isabel como primeira musa. Além das praticantes dos mais variados esportes, os tempos modernos trouxeram, também, para as capas das revistas, namoradas, noivas e esposas de atletas. Isso sem falar que mais e mais mulheres deslumbrantes foram sendo convidadas a mostrar as suas curvas nos magazines sexy, casos de Hortência (basquete, a primeirona); Suely dos Santos (atletismo); Vanessa Menga (tênis); Ida (vôlei); Bel (futebol); Dora Bria (windsurf); Cléo Brandão (jornalista) e a torcedora Rosinery Mello, a que explodiu um sinalizador na Maracanã e ganhou fama e capa na Playboy. Neste jogo as mulheres estão virando o placar.


                                              PLAYBOY VIU BOLA E BELEZA NA PARAÍBA  










Titular durante a partida contra os Estados Unidos, pelos Jogos Pan-Americanos- 201?, Mari Paraíba, de 28 anos, foi elogiadíssima pelo treinador José Roberto Guimarães. O Brasil tentava uma vaga na final e ele a viu menos musa e mais atleta. Mariana Andrade Costa é o nome da fera, que deslumbra pela sua beleza por onde passa. "Todos os homens olham quando ela aparece", contou a colega Jaqueline, parceira de seleção brasileira, à revista Playboy.


 Mari Paraíba, apelido que explodiu após ser capa da edição de julho de 2012, virou celebridade, conquistou fama e sucesso, também, como modelo. Mas trocou tudo isso pela obstinação de mostrar o seu valor nas quadras, com a camisa canarinha do Brasil durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá.
"A Mari me chama a atenção pela personalidade", afirmou José Roberto Guimarães à Playboy. Por causa daquilo, ele apostou na sua ponteira como titular nos 3 x 2 EUA, levando a moçada às semifinais do Pan.
Mari Paraíba: pausa no vôlei, vida de modelo, artes cênicas até voltar às quadrasMary substituiu Jaqueline naquela partida, pois a titular fora poupada devido dores lombares. Foi a primeira vez que iniciou uma partida defendendo a seleção brasileira. "Nunca vivi algo tão emocionante assim. Muito emocionante", disse ela, de 1m80cm de altura, nascida em Campina Grande.
Embora seja uma ponteira, Mari Paraíba não cravou muitos pontos no Pan - nove em três jogos, cinco deles no duelo contra as americanas. Mas ela demonstrou ser uma opção de ataque diferenciada, com bolas menos potentes, em ângulos pouco comuns do pedaço adversário.
 O passe é seu outro ponto forte. A sua eficiência, usando a camisa 23, no fundamento diante dos Estados Unidos foi de 72,7%, abaixo apenas da líbero Camila Brait, cuja função é exclusivamente defender. Um reflexo da passagem rápida pelo vôlei nas areias, segundo Zé Roberto Guimarães, acrescentando: "Ela equilibrou o time no passe e fez as outras jogarem. Entendeu o espírito da coisa, a necessidade dela nesta função e a cumpriu muito bem. A manualidade dela é diferenciada, consegue colocar bolas em ângulos que não é qualquer um que faz".
Fotos Playboy/Divulgação.Mari curte jogaço emocionante contra os Estados Unidos pelo Oan  William Lucas/inovafoto - Mari curte jogaço emocionante contra os Estados Unidos.
Mari Paraíba, do vôlei, capa da Playboy em julho de 2012. Foto: ReproduçãoMari Paraíba reforça que pausar a carreira de jogadora foi necessária para quebrar a rotina que carregava desde os 14 anos.  "Para ser uma jogadora de seleção você precisa estar 100% e disposta a compensar num aspecto quando outro não funciona direito. Sei do meu potencial e não vou me intimidar. Em quadra e nos treinos, farei de tudo para ganhar mais chances", ressalta a ponteira.
Depois do ensaio nu, ela estudou Artes Cênicas, participou de eventos e programas de TV, se arriscou no vôlei de praia, voltou às quadras, pelo final de 2013 e, após duas temporadas defendendo o time do Minas, ganhou a recompensa de estar na seleção brasileira, primeiro no Grand Prix, depois no Pan de Toronto.
 Os elogios das companheiras e do técnico,  a motivaram ainda mais a deixar o rótulo de "sex symbol" para trás."A verdade é que eu nunca quis ser musa. Foi importante viver essa experiência, mas já passou e é pelo vôlei que quero ser conhecida. Eu olhei a revista (em que saiu nua) só uma vez, e nunca mais cheguei perto. Primeiro a atleta, depois a musa", afirmou à Playboy..
Mesmo com os elogios, voltrou ao banco das reservas para a semifinal do Pan entre Brasil e Porto Rico. Jaqueline, a dona da posição, havia sido poupada nas partidas anteriores, para não correr riscos de ficar fora de uma possível decisão. Mas Mari Paraíba não se importa, entendeu que deveria contribuir o quanto pudesse para o sucesso da equipe. Principalmente, quando pudesse posar para fotos com uma medalha nas mãos.

                                                                       TESOURA PRESS
 Antigamente, quem quisesse sacanear os produtores de programas televisivos, dizia que, “em TV, tudo se copia, nada se cria”. Tudo bem que o ideal é a originalidade, a novidade. Há situações, porém, em que a imitação é inevitável. No jornalismo impresso, por exemplo, ocorre muito isso.
Vamos para 1956. Por aquela época, só havia uma grande revista esportiva de circulação nacional, a “Manchete Esportiva”, do empresário Adolph Bloch. Era o que de mais moderno se poderia imaginar no setor, com bastante fotos de lances de jogos, o que atrai bastante o torcedor, principalmente o do time vencedor. Para quebrar um pouco da rotina bola/jogador, os editores criaram uma sessão coloridíssima, dos famosíssimos ektachromes, focalizando uma atleta com uma ou várias fotos sexy. No texto, falava-se de suas glórias e preferências musicais, cinematográficas, culinárias, de modas e perfumes, etc. Matava-se a curiosidade do leitor/torcedor.
A “Manchete Esportiva” durou apenas 184 edições. Em 1959, para aproveitar o impacto provocado junto ao torcedor brasileiro, pela conquista da Copa do Mundo-1958, na Suécia, o empresário Anselmo Domingos, que editava a “Revista do Rádio”, partiu para empreendimento similar nos desportos, lançando a "Revista do Esporte”. Sem saída, quando promovia alguma atleta, a semanário seguia o esquema da antecessora. Por exemplo, na década-1960, ao enfocar a “Rainha do Golfinho”, a nadadora Ceci Gonçalves, do clube carioca Guanabara, a “RE” deixou lá: idade, 23 anos; perfume, Cabrochard; cor preferida, vermelho; moda, traje esporte; passatempos prediletos, praia e cinema; atores/atrizes que admira, Alain Delon, Steve McQueen e Natalie Wood; cardápio, o brasileiríssimo feijão com arroz e um bife, principalmente; sobremesa, goiabada com queijo; flor, rosa banca; ritmo para dançar, o iê-iê-iê; fã de: Roberto Carlos, Wanderléa, The Beatles, Elis Regina, Wilson Simonal, Nara Leão e Edu Lobo; um outro esporte, esqui na neve.
Como as entrevistadas contavam à repórter Meg, que fazia as matérias nessa linha na ”ME”, a “RE” não teve como fugir de revelar que, solteira, a nadadora campeã não reclamaria se aparecesse um pretendente rico, inteligente, culto, alto, forte e amarrado nela, que avisava ser romântica e muito sensível. Complementava detestar falsidades e considerar o homem a “ coisa mais bem feita concebida apor Deus, porque a mulher depende dele”.
Realmente, não há como fazer diferente nesse gênero. Tem-se, obrigatoriamente, que revelar a mulher, por dentro e por fora. Anterior à “ME”, a também semanário “Esporte Ilustrado”, que circulou entre as décadas-1930/1950, não chegou à fórmula, que não interessou muito a “Placar”, da Editora Abril e sucessora da “RE”, a partir do primeiro semestre de 1970. Quando individualizaram atletas, os "placarianos" concederam às preferências apenas os chamados registros “en passent”.
 
                
           UM PASSO À FRENTE

Em 1956, as revistas esportivas brasileiras ainda não faziam ensaios fotográficos sexy com a participação de atletas.
No entanto, em outubro daquele ano, a carioca “Manchete Esportiva” fez um. Mas, muito provavelmente, sem a intenção. A ideia, por sinal, muito criativa, seria abordar a “polivalência” na vida do atacante Leônidas, do América.Pois, bem! O carinha em questão, nascido Manoel Pereira, até rolar a bola, vagara por diversas vertentes econômicas, para não ser um vagabundo. Fora vendedor de amendoim torrado, engraxate, carroceiro e sapateiro, entre outros. Como não via futuro por tais setores, embrenhou-se pelas floretas, e virou lenhador. Quando cansou-se de botar árvores abaixo, decidiu sair em busca do mar. E jogou a rede, para ser, também, fotografado por Ângelo Gomes, em pauta que o jornalista Paulo Rodrigues, irmão de Nélson, deve ter bolado. Pelo menos, a escreveu.
Em quatro fotografias coloridas, na página central da "Manchete Esportiva" de Nº 10, o terrível Leônidas – ganhou o apelido de "Leônidas da Selva", devido a semelhança física com o grande goleador Leônidas da Silva – apareceu jogando a rede, tirando peixes do cesto e pescando uma bela “sereia”, conferida, detalhadamente, como você vê (cima e abaixo), pelo seu olhar maroto. Pena que a “peixona” não tivesse o seu nome divulgado. Afinal, nunca se sabe quando é preciso invocar a ajuda das donas do mar. Perdoemos a então, a produção do ensaio, pois eles não sabiam o que estavam fazendo. Era coisas para alguns anos depois.     

                                                                  DIREÇÃO PERIGOSA

Isso é o que se pode chamar de criatividade de um bom redator. Para pregar as vistas do seu leitor na seção "Sexy em Público", a revista "Maxim" bolou um inteligente ensaio em cima de um tema muito em discussão e alvo de campanhas na TV: a "Direção Perigosa".
O nome da modelo que participa dele não foi citado, mas ela, com certeza, deve ter adorado ser italianizada com a exclamação "Che Macchina!!!" No entanto, a criatividade rola no lance simulado pela gata, de mostrar como rolam as direções perigosas. Evidentemente, o recado é: quem passar e ver o que você está vendo nesta foto tem que se segurar. Uma desviadinha de olhar pode ser fatal no trânsito. Então, não se assanhe, rapaziada, quando o perigo estiver no olhar.

GATA VERÃO



Um show de fotos de lindas morenas brasileiras, exibindo a escultura que a natureza lhes deu, era um dos diferenciais da revista "Manchete", do grupo empresarial Adolpho Bloch. Na matéria "E Deus criou o Verão", escrita por Albani Mota, com fotos de Indalécio Wandereley e de Oskar Sjöestedt, uma das moreníssimas clicadas foi esta jovem, não identificada no texto. De acordo com a legenda, a menina usava "um biquini que desafia as leis das física e seria capaz de embaralhar as teorias de (Isac) Newton". Realmente! Tá na cara! Esta foto saiu na edição Nº 1.185, de 31 de janeiro de 1987, quando a semanário estava comemorando 35 temporadas nas bancas. Além da gatinha que você vê, trazia uma belíssimo ensaio com a "sereia" Liiza Brunet, beijada por ondas das praias carioca, em um verão com o filamento de mercúrio dos termômetros ultrapassando os 40 graus. Razão mais do que suficiente para os turistas estrangeiros deixarem o frio em suas casas e virem à Cidade Maravilhosa verem maravilhas que só o Brasil tinha. E continua a ter. De montão!

                                                    AS GATAÇAS DOS CALENDÁRIO XEXY

 



Além de bom de bola, o Barcelona é campeão, também, no lançamento de calendário

Atletas de todo o planeta descobriram uma maneira espetacular de enfrentar as dificuldades de patrocínios para suas participações em eventos que exigem grandes gastos: posar para calendários sexi, como este de um time estrangeiro de rugbi.
Da década-1990 para cá, produzir calendário sexy tornou-se moda. No embalo, muitas outros grupos de pessoas foram nessa. Até donas de casa. Um dos projetos mais charmosos foi estrelado por atletas do time de futebol do Santos Futebol Clube. 
Dani Pato
Lançado em 13 de abril de 2011, quando o "Peixe" apagava 99 velinhas, o projeto foi fotografado pelo craque das lentes Paulo Shibukawa, que contou: “Fiquei com receio, porque elas não são modelos profissionais. Mas levaram a sério o trabalho e surpreenderam”. O então diretor do desativado (por falta de patrocínios) futebol feminino santistas, Murilo Barletta, acrescentou, pelo site www.uol.com.br, que as meninas posaram por vontade própria e “ficaram extremamente satisfeitas com o resultado”.




















Só três do grupo de 29 “Sereias da Vila” não toparam figurar no calendário. De sua parte, a volante Dani Pato, que já tinha experiência na área, passou as dicas para as colegas posarem no estúdio montado na Vila Belmiro. “Queríamos explorar o lado sensual delas, o que não se vê dentro de campo”, explicou Luciana Xavier, do departamento de marketing alvinegro praiano.

Além das Meninas do Calendário”, temos lá em baixo a Myriã Pedron, que prometeu e cumpriu fazer fotos sexy, caso o "Peixe" engolisse o paraguaio Cerro Porteño durante a semifinais da Taça Libertadores-2011. Usando "lingerie" e uma camisa do Santos, Myriã, de 22 anos, posou no banco de reservas, no gramado e nas arquibancadas do Estádio Urbano Caldeira. Ela ficou frente às lentes de Daia Oliver, do site www.r7.com (Agradecimento a ela e ao Ivan Storti, das outras fotos da divulgação do calendário).

                                                                    CICCIOLINA


Esta é a gloriosa Cicciolina, a atriz pornô que elegeu-se deputada, na Itália, onde a Seleção Brasileira passou pelo maior vexame, sendo eliminada, na primeira fase, da Copa do Mundo-1990. Fã da energia "brasuca", ela contou a um jornalistas que gostaria, muitíssimo, de ser a madrinha do nosso selecionado durante aquele Mundial. E, para comprovar as suas inteções, vestiu a calcinha mais sexy daquela época em que os modelos de roupas íntimas já enloqueciam a galera, e posou para uma foto que foi capa da revista paulista "Show do Esporte", que acompanhava um programa de TV homônimo. Não precisa dizer que arrasou. Este era um lance pra nenhuma revista esportiva deixar passar em branco. A paulistana, não perdoou. Botou na rede. E na capa.Afinal, Cicciolina era uma figura em muita evidência, na época.

                                                                   LIBIDO DO LEITOR


Beth Modesto, que foi campeã carioca, brasileira e sul-americana de "windsurfe", na modalidade "slalon" (velocidade). A sua beleza morena foi mostrada aos leitores da revista carioca "Manchete", que circulou com a data de 18 de maio de 1996.
Como já foi escrito, a semanária do grupo Adolpho Bloch usava muito as fotos sexy de mulheres, para mexer com a libido de seus compradores masculinos. Independentemente disso, esta aqui seve para ao comentário de hoje. Vamos lá, abaixo.
Esporte é vida, ação, emoção. Esporte não tem contraindicação. Veja que bate com esta campeã. Observe a sua saúde, o vigor de sua pele e o seu sorriso, pela alegria de estar vivendo um grande momento. No entanto, mesmo com tudo o que de positivo emana do esporte, é comum os jornalistas esportivos encherem as suas matérias de termos negativos. Por exemplo: "Nadou, nadou e afaogou na praia". Pior! Tem editor que faz manchete assim: "Apesar da vitória, treinador não gosta da atuação do time". Como APESAR da vitória? Não gostou de ter vencido? APESAR só se usa em situações negativas, e vitória é positivo. Ocorre aí falta de vocabulário. Além disso, a maioria dos jornalistas esportivos são de classe média baixa, e, por não travarem contato com pessoas de nível cultural elevado, de lerem bons livro e não estudarem gramática, tendem a buscar só o pior, com "apesar da juventude, o garoto teve uma grande atuação". Desde quando a juventude e negativo?
No jornalismo esportivo, deve-se jogar para cima, pois o torcedor não gosta de negativismos quando seu time vence. Há muitas maneiras para escrever as deficiências dos vencedores. Basta ter vocabulário. Lembre-se que o esporte pede torcida gritando, charanga tocando e gente pulando. Vida, ação, emoção. Nada de decepcionar o torcedor, com falta de vocabulário, pois, aos poucos, ele irá deixando de comprar o seu jornal, mudando de canal na sua TV, para não escutar aquele comentarista que enche o seu discurso de negativismos.
                                                           BELA DO CHUVEIRO
 

Esta, seguramente, nenhuma revista perdia. Foto de modelo famosa no chuveiro, só um editor muito incompetente não teria a sensibilidade de publicá-la. Nos bons temos da semanal "Manchete", do grupo Bloch, não escaparia. E os leitores agradeciam.

                                                      RECADOS DOS SABONETES


O sabonete Eucalol foi um dos maiores anunciantes da publicidade brasileira, entre 1930 e 1970. Era produto de uma empresa, do mesmo nome, criada, no Rio de Janeiro, pelos irmãos alemães Paulo e Ricardo Stern.
Produzido à base de eucalipto, tinha a cor verde  e, de início, espantou o consumidor, que não estava acostumado a tal coloração em produtos de higiene pessoal.
 O sabonete Eucalol foi o responsável pelo surgimento de estampas para os compradores colecionar, o que tornou-se um grande sucesso. Elas eram tipo cartão, medindo 6 x 9 cm, trazendo a frente com desenhos de temas variados. No verso, uma explicação para as figurinhas instrutivas, que cobriram 54 temas, entre eles animais pré-históricos, peixes oceânicos, índios e fatos da história do Brasil.

https://youtu.be/aI0cjWH9Oz8


Quando DEUS criou a mulher bonita, com certeza, estava atendendo a algum diretor de criação de uma agência de publicidade. Imagine uma propaganda de lançamento de um sabonete sem uma linda mulher anunciando! Você iria nessa? Com certeza, se imaginaria, logo, ensaboado pela fera, né malandrinho! Acha que me engana? Então, entenda-se com o "Homem Lá de Cima", que  deu-lhe asas para alimentar a publicidade. Tá falado: Uma boa noite!

                                          FOTO PARA PREMIAÇÃO



Esta é a mais bela foto publicadas pelo Jornal de Brasília em suas caspas. O clic foi de Renato Araújo, mas a moça não teve identificação, por tratar-se  de captação de imagens de um dia de sol forte em locais públicos da capital brasileira. Esta é a chamada "Foto Prêmio Esso", referência à antiga maior distinção do jornalismo brasileiro.

This is the most beautiful photo published by the Jornal de Brasília in its covers. The click was by Renato Araújo, but the girl had no identification, as it was the capture of images of a strong sunny day in public places of the Brazilian capital. This is the so-called "Esso Prize Photo", a reference to the oldest distinction of Brazilian journalism.