Vasco

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A GRAÇA DA COLINA - GOZAÇÃO DE RIVAIS


Cruzmaltino está, sempre, de bem com a vida. Veja este exemplo. Torcedores do maior rival, que lançaram um pente em sua homenagem, usaram a estilização de um português, com a jaqueta da "Turma da Colina", para promoverem a sua marca. Mas a rapaziada nem ligou. Levou numa boa. Nada de ir à Justiça, reclamar danos morais. Futebol brasileiro sema gozações, de todos os lados, não tem graça. Tá valendo, galera!
Cruzmaltino is always, well with life. See this example. Supporters of the greatest rival, who released a comb in his honor, used the styling of a Portuguese, the jacket of "Class of the Hill", to promote their brand. But the guys did not care. It took a good. Nothing to go to court, claiming damages. Brazilian soccer sema mockery, from all sides, not funny. 're Worth, guys!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CAPITÃO NO BICO DA PENA


Augusto da Costa foi lateral-direito e capitão dos grandes times cruzmaltinos da época do "Expresso da Vitória", entre 1944 a 1952, quando a rapaziada não tinha adversários, saía atropelando quem pintasse pelos trilhos. Augusto gostava de liderar, razão pela qual a técnico Flávio Costa lhe entregou o posto de chefe da rapaziada em campo. (reproduzido da revista  Globo Sportivo). Agradecimento.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

VASCO DA GAMA 4 X 0 AUDAX

Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br. Agradecimento do Kike
O Vasco conseguiu, hoje à noite, a sua segunda vitória consecutiva no Estadual-RJ-2014, ao mandar 4 x 0 sobre o Audax, fora de casa. Com isso, subiu para oito pontos e colocou-se como vice-lider da disputa, a dois pontos da ponta. N domingo, enfrentará o Botafogo.
O primeiro tento saiu aos 27 minutos. O lateral-esquredo Marlon cruzou a bola para a área do Audax e o zagueiro Leandro Camilo, na afobação, cabeceou para dentro do seu próprio gol: 1 x 0. Dois minutos depois, o lateal-esquerdo Marlon  subiu jno atgaque e lançou a bola no chamado ponto futuro, para Edmílson chegar na frente de dois zagueiros e aumentar: 2 x 0. Aos 45, Bernardo, que havia entrado em lugar de Montoya, que sentiu uma contusão, fez mais um. No lance, William Bárbio lutou muito pela bola, pela esquerda, lançou para a frente da área. Edmílson fez o lançamento, pelo alto, e Bernardo entrou cabeceando para marcar: 3 x 0.

O último gol saiu em mais uma jogada iniciada pro William Brbio. Desta vez, pela direita. Ele lançou Felippe Bastos, que viu Bernardo livre na frente da área, e fez o passe. O recebedor soltou uma bomba e fechou a conta: 4 x 0. 



CONFIRA A FICHA TÉCNICA
29.01.2014 (quarta-feira) - Vasco 4 x 0 Audax. Campeonato Estadual-RJ. Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ. Juiz:: Leonardo Garcia Cavaleiro- RJ. Público: 3.424 pagantes. Renda: R$ 45.450,00.  Gols: Leandro Camilo (contra), aos 26; Edmílson, aos 30, e Bernardo, aos 45 min do 1º tempo; Bernardo, aos 29 min do 2º tempo. VASCO: Martin Silva; André Rocha, Luan (Rafael Vaz), Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Aranda (Pedro Ken) e Fellipe Bastos; Montoya (Bernardo), William Barbio e Edmilson. Técnico: Adilson Batista. AUDAX: Yamada; Adriano (David), Leandro Camilo, Aderaldo e Jorginho Paulista; Arthur Soares, Wellington Monteiro (Lucas Casotti), Lucas Carioca, Wellington e Willian; Washington. Técnico: Válber.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CORREIO DA COLINA - HERMANOS&MALTINOS

Garrincha. Ademir da Guia, Flávio, Pelé e Rinaldo
“Só estive uma vez no Rio de Janeiro, em 1966, mais ou menos. Eu tinha 17 anos e fui, com os meus pais. Estivemos no Maracanã, um sonho realizado. Eu torcia, de longe, para o Vasco, ouvindo seus jogos pela Rádio Nacional. Assisti Brasil x Argentina, que terminou 0 x 0. Só me lembro disso, e de Pelé e Garrincha jogando. Aquela seleção tinha algum jogador do Vasco? Teodoro Gomes de Souza Filho, de Guanambi-Bahia.
Prezado conterrâneo! Não conheço Guanambi, mas deve ser uma cidade de gente muito trabalhadora, com você, que informa ser carpinteiro.
Seguinte, Teodoro! O “Kike” consultou o livro de Roberto Assaf/Antônio Carlos Napoleão, que tem todos os jogos da Seleção Brasileira, entre 1914 e 2004, e não encontrou nenhum Brasil 0 x 0 Argentina, em 1966. Há uma partida, com tal placar, em 9 de junho de 1965, no Maracanã. Deve ter sido esta a que você assistiu.
Pois bem, Teodoro! Você e seus pais estiveram entre os 130.910 pagantes daquele dia, que gastaram Cr$ 214 milhões, 250 mil e 600 cruzeiros para escutar o apito do peruano Arturo Yamasaki, já que não ouviram o grito do gol. A “Revista do Esporte” conta que aquele foi o terceiro amistoso do time canarinho, encerrando os preparativos para uma excursão à África e Europa, após golear a Bélgica, por 5 x 0, e mandar 2 x 0 na então Alemanha Ocidental, partidas, também, no “Maracanã”.
Ademir da Guia abre o compasso e parte para o ataque
As escalações do time brasileiro divulgadas por Assaf/Napoleão e pela “RE” conferem. Assim, o único vascaíno na partida foi o atacante Célio, que substituiu o corintiano Flávio, no segundo tempo, para reviver dupla atacante com Pelé, o que haviam feito na época do serviço militar, em Santos. Você viu em ação, ainda, uma antiga dupla de zaga vascaína, formada por Bellini, que já era do São Paulo, e Orlando, que defendia o Santos. Os dois foram os “xerifões”da defensiva brasileira durante a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.
Anote como jogou o time: Manga (Bota); Djalma Santos (Palm), Bellini, Orlando e Rildo (Bota); Dudu e Ademir da Guia (Palm); Jarizinho (Bota), Flávio (Célio) Pelé e Rinaldo (Palm). Valeu?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1934

 


Esta foi uma das boas formações cruzmaltinas de 1934, com Domingos da Guia (quarto em pé, da esquerda para a direita) e Gradim (quarto agachado, na mesma ordem), que foi o treinador do time campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo-1958. Dele, também, fez parte, o lateral-esquerdo Roque Calocero, o segundo piloto do “Expresso da Vitória”, em 1946, quando o montador uruguaio Ondino Vieira pegou o boné e se mandou. Depois, Calocero passou o volante para Flávio Costa. Em 1957, quando Martim Francisco treinava a rapaziada, o convidou a cuidar dos times de baixo. Por aquele tempo, ele já era empregado do clube em outro setor, administrando o estádio de São Januário, desde 1946.
Roque Calocero, filho de Carlos e de Inês Maria, nasceu no bairro de Caballitos, em Buenos Aires (14.09.1908), tendo iniciado a carreira pelo Ferro Carril Oeste. Em seguida, foi para um time de segunda divisão, onde o Vasco foi buscá-lo. Campeão carioca, em 1934, parou, em 1940, para dirigir juvenis e aspirantes, entre 1941 e 1946. Uma de suas maiores satisfações era contar que levara o Vasco ao seu primeiro título na categoria juvenil. Nesta foto reproduzida da Revista do Essporte, Calocero segura a bola, em pé.

domingo, 26 de janeiro de 2014

VASCO DA GAMA 6 X 0 FRIBURGUENSE

Já era hora de o time voltar a comemorar gols jogando como a galera gosta 
Finalmente, o Vasco voltou a jogar bem. Por isso, goleoj o Friburguense, hoje, em São Januário, por 6 x 0, pulando, de 13º, para 3º colocado no Campeonato Estadual-RJ. Detalhe: nesta sua boa apresentação, apó dois mpates – 1 x 1 Boavista e 1 x 1 Macaé –, com um futebolhrororoso, o time cruzmaltino jogou, hoje, com uma autêntica "seleção cucaracha": um uruguaio, o goleiro Martin Silva; um paraguaio, o apoiador Aranda: um argentino o volante Guiñazu, e um colombiano, o armador Montoya.
A goleada começou quando Montoya invadiu a área e foi derrubado. Pênalti qaue Edmilson cobrou, o goleiro defendeu, mas Montoya, pela esquerda, quase sem ângulo, pegou o rebote e mandou a bola pra rede: 1 x 0, aos 25 minutos. Mas Edmílson recuperou-se, aos 43, cabeceando e marcando u segundo gol, no complemento de um cruzmanto do lateral-direito André Rocha: 2 x 0, placar do primeiro tempo.
Na etapa final, aoS 3 minutos Edmílson voltou a balançar o filó. Em lance de bola levantada na área, o goleiro Afonso trombou com um mpanheiro e a bola sobrou para Edmílson marcar, desta vez usando um pé: 3 x 0. E não demorou para surgir mais um. Aos 9 minutos, o zagueiro Bruno deixou William Barbio tirar-lhe a boal, na frente da área desprogegida. Ficou fácil para o Vasco fazer 4 x 0.
Aos 17 minuto, com o Friburguense entregue, Montoya fez uma grande jogada, driblando três diante da adversária. Chutou forte, a bola na trave e o lateral-esquerdo Marlon estava no lugar certo para fazer 5 x 0, o seu primeiro gol vascaíno.
Por fim, aos 30 minutos, surgiu o gol mais bonito da terceira rodada do Estadual-RJ. Durante a movimentação de um escanteio, o zagueiro Rafael Vaz aplicou um voleio, fechando a conta nos 6 x 0. Confira a FICHA TÉCNICA:
26.01.2014 - (domingo) - Vasco 6 x 0 Friburguense. Campeanto Estadual-RJ. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Pathrice Wallace Correa. Renda: R$ 83.910,00. Público: 3.759 pagante e 4.654 presentes. Gols: Montoya, aos 24, e Edmílson, 43 min do 1º tempo; Edmílson, aos 3; William Barbio, aos 8; Marlon, aos 17, e Rafael Vaz, aos 30 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; André Rocha (Abuda), Luan, Rodrigo (Rafael Vaz) e Marlon; Aranda (Bernardo), Guiñazu, Fellipe Bastos e Montoya; Edmilson, William Barbio. Técnico: Adílson Batista.  FRIBURGUENSE: Afonso; Sérgio Gomes, Cadão, Bruno e Flavinho; Lucas, Zé Vitor (Abedi), Jorge Luiz e Marcelo; Ziquinha(Damião) e Rômulo (Lohan). Técnico - Gerson Andreotti.


DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MARTA GARCIA, PRIMEIRA MISS BRASÍLIA

A homenageada de hoje é a primeira Miss Brasília, Marta Garcia, uma carioca residente no bairro do Flamengo. Como todo brasileiro da época, ela lia nas revistas e nos jornais, e ouvia, pelo rádio, as notícias sobre a inauguração da nova capital do país, marcada para 21 de abril de 1960. Ficava curiosa. Gostaria de conhecer a grande novidade urbanística e arquitetônica bolada pelos mestres Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Um dia, Marta decidiu ver de perto o grande projeto do presidente Juscelino Kubitscheck. Embarcou para o Planalto Central e foi checar tudo o que a imprensa mostrava, principalmente, pelas páginas das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Ficou encantada com a arquitetura do Congresso Nacional, do Itamaraty e as superquadras residenciais.
O encanto foi recíproco. Quem a via passeando pela futura capital, rápido, encantava-se, também, com a sua beleza morena carioquíssima, o seu charme e a sua simpatia. Sem fazer parte dos seus planos, Marta foi convidada a participar do primeiro concurso Miss Brasília. De tanto os amigos insistirem, terminou admitindo analisar a proposta. E disse sim.
No dia da eleição, Marta Garcia se destacava, inquestionavelmente. Não tinha pra ninguém. Só deu ela na passarela. Primeira rainha oficial da beleza candanga. As fotos que você vê foram feitas pela revista Manchete, para uma edição que dispensou grande espaço à inauguração da cidade.

sábado, 25 de janeiro de 2014

VASCO POSTAL - TAÇA LIBERTADORES-1998

Normalmente, quando um time é campeão, faz a foto oficial do grupo, incluindo-se diretores e comissão técnica. Elas são publicadas em revistas e emolduradas em lugar de destaque em paredes da sede, ou no museu do clube. Atualmente, vão, também, para sites, blogs e arquivos digitais. Em 1998, ao conquistar a Taça Libertadores da América, o Vasco foi brindado com este cartão postal patrocinado por uma marca de saponáceo. Já é uma raridade, disputada por colecionadores, até em leilões virtuais. Este, por exemplo, o “Kike” comprou de uma loja virtual carioca. 
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Usually when a team is champion, makes the official photo of the group, including directors and coaching staff. They are published in magazines and framed in a prominent position on the seat walls, or in the club museum. Currently, we also go to websites, blogs, and digital files. In 1998, by winning the Libertadores Cup of America, Vasco was toasted with this postcard sponsored by a brand of soap suds. It is a rarity, disputed by collectors, even in virtual auctions. This, for example, "Kike" carioca bought a shop.

 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FERAS DAS COLINA - TESOURINHA

Osmar Fortes Barcleos, o Tesourinha conta que, ao chegar ao Internacional-RS, em 1938, fora dispensado, por ser muito magro. Voltou, no ano seguinte, mais desenvolvido. Certa vez, um ponta-esquerda do time A desapareceu, no dia de um amistoso, em 1940. Chamado às pressas para completar o equipe, o guri, com 17 anos, deu conta do recado, agradando ao técnico Lorenzi.
 O próximo lance parece landa.  Tesosuinha assistia ao treino da Seleção Gaúcha, no campo do Inter, quando lhe pediram para “tapar buraco” na equipe reserva. Treinou tão bem que foi parar no time A colorado. E firmou-se, tornando-se uma ameaça ao grande ídolo Carlitos. Para não barrá-lo, foi deslocado para a ponta-direita, tornando-se titular absoluto e campeão estadual em 1940/45/47/48.
 Convocado para as seleçãos gaáucha e brasileira, Tesourinha venceu dois amistosos, contra o Uruguai, por 6 x 1 e 4 x 1, formando no o ataque ao lado de feras como Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Ademir Menezes.

Tesourinha já mereceu um livro
Em 1949,  foi campeão sul-americano. Por ali, o Vasco da Gama encerrou o seu ciclo de 10 anos colorados. Na temporada seguinte, como passageiro do“Exapresso da Vitória”, ajudou a “máquina” a carregar o caneco carioca para a Colina, atacando juntamente com Ademir, Maneca, Ipojucan e seu conterrâneo Chico. De quebra, foi campeão brasileiro de seleções, defendendo o estado do Rio de Janeiro.
Tesourinha seria o titualr da ponta-direita do escrete nacional da Copa do Mundo-1950-,mas uma fratura o barrou. Ele ficou de 1949 a 1952 no Vasco, e voltou para o Rio Grande do Sul. O Grêmio abriu uma exceassão no seu racista futebol e o contratou, como o primeiro escurinho a vestir a sua camisa.
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

CORREIO - PIRANHA NA COLINA

  O gaúcho Paulo Almeida Ribeiro, nascido em 15 de abril de 1932, em Porto Alegre, já é uma pessoa espiritual, desde 11 de junho de 2007. Dizem que ele poderia ter sido o titular de sua posição na Copa do Mundo-1958, se não fosse a perna quebrada, pouco antes, em jogo contra o Flamengo, pelo Torneio Rio-São Paulo, do qual, por sinal, o Vasco foi o campeão.
Pois é, amigo vascaíno! Para uma época em que havia muitos ponteiros-esquerdos autênticos e perigosos, Paulinho era um lateral baixo para contê-los. Mas jogava duro e era um bom marcadora, como você testemunhava. Media 1m68cm e jogava com o peso ideal de 76,5 quilos, tendo 70cm de cintura. As medidas poderiam ser pequenas, mas não era fácil lhe entortarem. A prova? Tornou-se um dos grandes nomes do time campeão carioca de 1956, treinado por Martim Francisco e que tinha por base: Carlos Alberto Cavalheiro: Paulinho de Almeida, Bellini e Orlando Peçanha e Coronel; Laerte e Valter Marciano; Sabará (Lierte), Livinho, Vavá (Artoff) e Pinga.
Filho de Domingos Ribeiro e de Maria Almeida Ribeiro, o lateral cruzmaltino teve olhos e cabelos castanhos, calçavas chuteiras de número 41, praticava o catolicismo, sendo devoto de Nossa Senhora da Conceição, e, diferente da maioria dos gaúchos, que adoram um churrasaco, o seu prato predileto era um strogonof, preparado pela sua mulher.
Paulinho representou uma das transações mais caras do futebol brasileiro, em 1954, quando o Vasco o tirou do Internacional, por Cr$ 800 mil cruzeiros. Ganhou o apelido, de "Piranha", por causa da formatura dos seus dentes. A liderança demonstrada nas canchas gaúchas foi a mesma nas cariocas. Tanto que valeu-lhe nove jogos (oito contra seleções nacionais) pelo escrete brasileiro, com seis vitórias, dois empates e só uma escorregada. Desses compromisso, só três são considerados oficiais, pela FIFA. Paulinho de Almeida, como canarinho, conquistou as Taças Bernardo O´Higgin e Oswaldo Cruz, em 1955, e a Copa Roca, em 1957 – pelo Vasco teve três títulos, também: campeão carioca-1956/1958 e do Torneio Rio-São Paulo-1958.

As partidas de Paulinho pela Seleção Brasileira foram: 18.09.1955 - 1 x 1 Chile; 13.11.1955 - 3 x 0 Paraguai; 01.04.1956 - 2 x 0 Seleção Pernambucana; 11.06.1957 - 2 x 1 Portugal; 16.;06.1957 - 3 x 0 Portugal; 07.07.1957 - 1 x 2 Argentina; 10.03.1959 - 2 x 2 Peru; 15.03.1959 - 3 x 0 Chile; 21.03.1959 - 4 x 2 Bolívia.
Ao encerar a carreira, em 1964, tornou-se treinador, dois anos depois. Inclusive, dirigiu o time vascaíno, em 1968. Totalizou 26 comandos técnicos e, em 1975, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

VASCO EMPATA COM MACAÉ: 1 X 1

Pedero Ken foi expulso e será desfalque no domingo
Foi tudo como no jogo de sábado passado, quando o Vasco estreou no Estadual-RJ-214, ficando no 1 x 1, com o Boavista, em São Januário. Hoje à noite, só mudou o estádio. O time cruzmaltino continuou jogando um futebol enrolado, sem criatividade, nenhum encanto. Teve lateral cruzando bola nas costas do adversário, tentando passar por dentro do marcador e homens de frente errando passes na frente da área. Não dava mesmo para ganhar
O Macaé sai na frente. Aos 18 minutos, Marquinho fez boa jogada pela direita, passou pelo meio do campo e avançou até a grande área vascaína, onde encontrou João Paulo. O atacante adversário bateu por baixo de Diogo Silva, para fazer 1x 0. Aos 39, Reginaldo cruzou a bola, da esquerda, e a zaga do Macaé falhou. Na sequência, Edmilson deixou tudo igual: 1 x 1. No domingo, a partir das 19h30, em São Januário, o Vasco receberá a visita do Friburguense, sem Pedro Ken, que foi expulso de campo, ontem, por cometer duas faltas duras. Confira a ficha técnica:
Macaé 1 X 1 Vasco - Estádio: Claudio Moacyr, o Moacyrzão, em Macaé-RJ. Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães. Público: 2.721 pagantes Renda: R$ 53.420,00. Gols: João Carlos, aos 18, e Edmilson, aos 39 min do 1º tempo. Vasco: Diogo Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazú, Pedro Ken e Fellipe Bastos (Bernardo); William Barbio (Abuda), Edmilson e Reginaldo (Montoya) Técnico: Adilson Batista. Macaé: Felipe Sanchez; Daniel, Cleber Carioca, Filipe Machado e Marco Goiano; Gedeil, Marquinhos, Digão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

MONTAGEM DO DIA - SELEVASCO-1950


Como o Vasco era a base da Seleção Brasileira vice-campeã da Copa do Mundo -1950, o “Kike” preparou esta montagem da “SeleVasco”. Pena que o time tivesse os flamenguistas Juvenal e Bigode, que “entregaram a rapadura que azedou” o sonho de título mundial. A foto tem: Barbosa, Augusto, Danilo, Juvenal, Bauer e Bigode (em pé), Maneca, Zizinho, Ademir Menezes, Jair Rosa Pinto e Chico (agachados), além dos massagistas Johnson (E) e Mário Américo (D). Além dos “entregadores”, só não eram cruzmaltinos o zagueiro Bauer e os meias Zizinho e Jair. Mesmo assim, o “Mestre Ziza” fez duas partidas com a jaqueta da “Turma da Colina”, em 1955, e Jair passara por São Januário, entre 1943/46, além de ter disputado, em 1957, alguns jogos pelo combinado Vasco-Santos
!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A GRAÇA DA COLINA - ADEMIR

A revista carioca ”Esporte Ilustrado”, publicada pela Companhia Editora Americana S.A,
prestigiava bem os seus chargistas. Caso de Michel-43, que comparecia na edição Nº 286, de 30 de setembro de 1943, prestigiando o atacante Ademir Marques de Menezes.
Até aquela data, o atleta que estreara em 3 de maio de 1942, nos 4 x 1 sobre o Bonsucesso, deixando o dele nas redes dos suburbanos rubro-anis, já contabilizava 61 tentos, em 21 partidas, o que lhe dava a boa média de 2,9 gols por compromisso. O jogador que caminhava para se tornar o maior ídolo da torcida vascaína, aparecia na série “Eles”, o que corresponderia a “O Cara” dos dias atuais. A legenda da ilustração, assinada por OK. dizia: “Do Vasco, grande figura no presente e no porvir! “Queixada” era em Pernambuco, mas entre nós...é “seu” Ademir”. Primeiro dos grandes atacantes buscados perlo vascaínos em gramados pernambucanos, Ademir totalizou 301 para "Turma da Colina". Até o surgimento de Roberto Dinamite, atualmente presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, o "Queixada Ademir Menezes foi o maior ídolo da torcida do clube.


 

domingo, 19 de janeiro de 2014

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MARIA TEREZA

A homenageada de hoje é gaúcha Maria Teresa Goulart. Nestas fotos, clicadas por Gil Pinheiro e Alberto Ferreira, para a revista "Fatos & Fotos", que circulou com data de 7 de setembro de 1963, a esposa do então presidente (da república) João Goulart, o Jango,  exibia o charme e o glamur dos seus 27 anos de idade, quando era considerada a mais linda primeira-dama do mundo. Para estas fotos, Maria Teresa usou um modelo preparado por Dener, o mais badalado costureiro nacional daquele momento. A beleza de Maria Teresa, seguramente, provocou o surgimento de muitas xarás pelo país a fora.

sábado, 18 de janeiro de 2014

VASCO INICIA 'CARIOCÃO' TROPEÇANDO

O Vasco estreou, hoje, no Campeonato Estadual -RJ-2014, empatando, em São Januário, por 1 x 1, com o Boavista. O time do técnico Adílson Batista mostrou-se muito enrolado e sem nenhum lampejo de boa técnica. Mesmo decepcionando ao seu torcedor, o Vasco abriu o placar, aos 10 minutos, por intermédio de um dos seus piores jogadores, Reginaldo, que só fez isso durante toda a partid. Na etapa final, aos 62 minutos, Cascata empatou, com um chute de fora da área, livre de marcaçao e contando com a falha do goleiro Diog Silva.
Marcelo de Lima Henreique apitou, o público foi de 6.985 presentes e 5,763 pagantes, para a renda de  R$ 160.265,00. O Vasco foi: Diogo Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Abuda e Fellipe Bastos; William Barbio (Montoya), Reginaldo e Edmilson (Thalles). Técnico: Adilson Batista. O Boavista teve: Getúlio Vargas; Paulo Barrack, Gustavo, Bruno Costa e Romarinho; Douglas Pedroso (Weverton), Rômulo, Thiago Silva (Cascata) e Jéferson (Diogo); André Luis e Gilcimar. Técnico: Américo Faria.
Este foi o nono jogo entre os dois times, com sete vitórias cruzmaltinas, uma queda e um empate.
Neste Estadual-RJ, serão 15 jogos de cada time. Classificam-se quatro às semifinais, para sobrarem dois que disputarão o título  O árbitro é Marcelo de Lima Henrique, doquadro da FIFA.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VASCO DAS CAPAS - DJAYR

Uma das grandes revelações do Campeonato Carioca de profissionais”, o garoto Dejayr “foi escolhido pelo“Esporte Ilustrado”, revista carioca, “para ilustrar a primeira de uma série de reportagens (intituladas) Revelações 1950”.O craque da capa do Nº 660, de 30 de novembro de 1950, desfilava pelas páginas 4 e 5, onde “os leitores encontrarão a descrição do jovem e mignon ponta canhoto do Vasco”, avisava a chamada, ao lado do editorial do Redator-Chefe, Levy Kleiman.
Por enfatizar a classificação de“mignon” para o atacante, a publicação o mostrava, em uma das cinco fotos (de José Santos) que ilustravam o texto (de Charles Gumarães), o baixinho atacante sendo carregado, nos braços, pelo grandalhão Ipojucan. Evidentemente, era uma brincadeira montada pelo fotógrafo.
Contava a matéria, intitulada “Santo”de casa não faz milagre”(grafia e acentuação da época), que “O 2º Artilheiro do Vasco (substituto) não teve vez no “lanterna” (do Campeonato Carioca de 1950), que vinha sendo o São Cristóvão. “A história do ponteiro Dejayr com “Y”,carreira curiosa, emoções e decepções, a sua primitiva posição e o lucro com o futebol” eram os temas anunciados para a abertura da série. Dejayr justificava sua escolha, por ter marcado, até ali, 11 gols – 5 contra o Madureira, em 15 de outubro; 2 diante do Canto do Rio, uma semana depois; 3 sobre o São Cristóvão, em 29 do mesmo mês, e mais um, pra cima do Madureira, em 5 de novembro.
CEERTIDÃO - Nascido em 10 de abril de 1933, Dejayr estava com 17 anos, enquanto Vasco dividia, com o Bangu, a vice-liderança do campeonato, com seis pontos perdidos (sistemática vigente), três a menos do que o líder América. Em 14 jogos, a Turma da Colina havia vencido 11 e perdido três, marcando 53 e sofrendo 15 gols, o maior saldo positivo da disputa, 38 tentos, dos quais Dejayr era o quarto colocado, empatado com Silas, do Fluminense. O líder do “pelotão de artilharia” era Ademir Menezes, outro vascaíno, com 18 bolas no barbante, cinco além do mais próximo perseguidor, o americano Dimas.
O que levara a “Esporte Ilustrado” a escolher Dejayr para abrir a série “Revelações 1950”fora a sua boa atuação durante a goleada, por 4 x 1, sobre o Flamengo, dias antes – 25 de novembro, no Maracanã, quando o time vascaíno foi: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo, Ipojucan, Ademir Menezes, Caneca e Dejayr – Ipojucan (3) e Alfredo marcaram os gols. Por sinal, como era proposta editorial, a edição trazia a página central com seis fotos

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ROL DOS ESQUECIDOS - JAVAN

Javan trocou a Colina pelo Méwxico
Ele não é mais lembrado pela torcida vascaína. Para o então já veterano ídolo e goleador Pinga (José Lázaro Robles), que o viu galgando categorias em São Januário – passou pelos juvenis e os aspirantes, até chegar ao time principal –, Javan tinha um dos mais promissores futuros entre os novatos da equipe.
 Nos inícios da década de 1960, quando o Vasco vivia a sua entressafra de títulos – depois de 1958, levou sete temporadas para carregar um caneco, a Taça Guanabara-1965 –, Javan brigava, pela camisa 9. Em 1963, o futebol mexicano gostou do seu veneno e o levou.
Em 1961, os treinadores que comandaram os vascaínos – Martim Francisco, Ely do Amparo (interino) e Paulo Amaral – usaram estas formações básicas: Miguel, Paulinho/Bellini/Brito, Barbosinha e Cornonel (Dario); Écio (Nivaldo/Laerte) e Roberto Pinto (Lorico/Valdemar); Sabará (Joãozinho), Saulzinho (Wilson Moreira/Javan), Viladôniga (Delém/Humberto/Pacoti) e Pinga (Da Silva).
Em 1962, com Paulo Amaral e Jorge Vieira, as formações foram: Humberto Torgado (Ita), Joel (Paulinho/Brito), Barbosinha (Russo) e Dario (Coronel); Maranhão (Nivaldo/Laerte) e Lorico.; Sabaráo (Joãozinho), Saulzinho (Javan), Viladônega (Vevé/ Fagundes) e Da Silva (Tiriça).
A foto de Javan que você vê, de Eufrosino Mello, ou de Jurandir Costa, pois não tem crédito, foi publicada pela “Revista do Esporte” Nº132, de 16 de setembro de 1961, integrando a seção “Flagrantes”.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ADEMIR MENEZES E O 'REI DO TROVÃO'


Ademir Menezes, o terceiro agachado, atuou um tempo por cada equipe
Ouço dizer que Roberto Dinamite, Romário e Edmundo foram os maiores ídolos cruzmaltinos, nos últimos tempos, e que os três já nos enfrentaram. Meu pai é fã de Ademir (Menezes), Vavá, Pinga, Sabará, Bellini e Orlando. Fala sempre deles, principalmente do Ademir, motivo pelo qual colocou este nome em um dos meus irmãos. Sendo assim, acho que o ídolo do meu pai não jogou contra o Vasco. Certo”? Almiro Mello, de Jaboatão dos Guararapes-PE.Pois jogou, Melão! Também, está no time dos "Traidores da Colina". Seguinte: em 1946, Ademir Menezes fez um “passeiozinho” pelas Laranjeiras. Bem antes, rubro-negrava, com o Sport Recife, de onde o Vasco o tirou. Com ambas as camisas, encarou os vascaínos. Mas teve “traição” pior, como descobriu o pesquisador Lucídio José de Oliveira. Conta ele que, em 1954 (faltando dois anos para o final da carreira), Ademir disputou um amistoso, atuando meio-tempo pelo Vasco e a outra metade pelo Tupã Futebol Clube, de uma cidade aniversariante, a 530 km da capital paulista. Mas tinha motivos para “trair”. A plaga fora fundada, em 1929, por um conterrâneo dele, o pernambucano Luiz de Souza Leão.
CONFIRA A SÚMULA: 30.06.1954. Local: Tupã-SP. Juiz: Querubim da Silva Torres. VASCO: Barbosa, Bellini e Elias; Mirim (Amaury), Adésio (Laerte) e Beto; Friaça (Vadinho), Ademir (Iêdo), Vavá, Alvinho e Hélio. TUPÃ: Barros, Vicente, Costa, Marinho, Sorocaba e Benites. Ellison, Mendonça, Ademir, Beto, Ceci e Damas.


EXPLICATIVOS - O jornalista Lucídio José de Oliveira comparece com estes escrevinhados: "Sou agradecido a Gustavo Mariani pela divulgação de minha história sobre o grande Ademir. O meu texto foi escrito com base nas informações me passadas pelo amigo Valdir Appel (ex-gleiro vascaíno) Mauro Prais (maior pesquisador cruzmaltino), complementadas com dados que colhi de parentes, irmão e sobrinho, residentes na cidade do interior paulista".
(foto reproduzida de http://www.papodebola.com.br/pernambucoaqui/20081001.htm). Agradecimento.







terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O DIA DO TREINADOR DE FUTEBOL

O “professor” também tem o seu dia. As vezes, até dá pra comemorar. Se bem que lhe falta tempo, pois ele trabalha quase todos os dias. Quando está empregado. E o pior é que ele é, sempre, o culpado. Se ganhar por 10 x 0 e perder, amanhã, por 1 x 0, começa a cair. Mas, já que hoje é o seu dia (14 de janeiro) enntão, parabéns!
Em São Januário, são muitas as “histórias lendárias” sobre tais figuras. Na década de 1920, por exemplo, teve o uruguaio Ramón Platero (foto acima), que matava a rapaziada nos exercícios físicos. No jogo, porém, o Vasco mudava qualquer placar, no segundo, quando o adversário colocava a língua pra fora. Por isso, surgiu o "Time da Virada”, campeão carioca em 1923/1924.
Uruguaio que também fez história na Colina foi Ondino Vieira, na década de 1940. Colocou nos trilhos o “Expresso da Vitória”, uma máquina poderosíssima, das melhores do planeta, quase imbatível. Depois de ser campeão carioca, em 1945, ele achou ter cumpriddo o seu papel de maquinista e abriu vaga par Flávio Costa, que tirou o que podia da caldeira, inclusive o primeiro título de um time brasileiro no exterior, o Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, no Chile, além dos cariocas de 1947/1949/1950.
Flávio Costa, por sinal, foi o criador do centroavante no futebol brasileiro. Não aceitava Ademir Menezes jogando recuado. Tornou-o um “ponta-de-lança” e mandou a escanteio os rígidos princípios táticos ingleses que rolavam pelos nossos gramados. Ademir, com as suas terríveis arrancadas, no rumo da área, foi um dos maiores goleadores desse país. Por sua causa, os treinadores criaram o quarto-zagueiro, recuando um homem da antiga linha média, o hoje o meio-de-campo.
Na mesma década de 1950, o Vasco teve um treinador folclórico: Gentil Cardoso. Conta-se que lhe fuxicaram que a sua moçada fugia da concentração, em um hotel, perto de um cinema, e não perdia um filme, nas vésperas de jogo. Sargentão, Gentil foi à caça dos fujões. Chegando à bilheteria, quem viu? O maior astro do futebol brasileiro, Ademir Menezes. Malandro, Seu Gentil sacou: "Só vim assistir este filme, tão comentado, porque lhe vi saindo e sabia que você pagaria o meu ingresso". Como o “Queixada” "esquecera" a carteira no hotel, os dois voltaram juntos.
VENCEU E CAIU - Gentil Cardoso foi protagonista, também, de duas outras histórias raras. Em 1952, ao ser campeão carioca e carregado pela galera, declarou que estava com as massas e não haveria cartola capaz de derrubá-lo. No dia seguinte, foi demitido. Mas, em 1964, ele deu o troco. Treinava a Portuguesa-RJ, que encararia os vascaínos, no domingo. “Vai dar zebra!”, avisou, escalando um bicho que não tem no “Jogo do Bicho”. E foi o que deu. Mandou 2 x 1.
Os cruzmaltinos já tiveram treinador demitido por ser muito chato: o do argentino Abel Picabéa, na décadas de 1960. Também, mandado embora por falar demais. Depois dele, muitos passaram pela Colina, falando (e vencendo) de menos. Só teve um assim (falava inglês) que se deu bem: Harry Welfare, que dirigiu o time na primeira conquista de um torneio internacional em gramados brasileiros, em 1940. Antes, fora campeão carioca em 1929/1934/1936.
De tudo o Vasco já viveu com os seus treinadores. Houve até fujões. Martim Francisco (foto), campeão carioca, em 1956 (em 1957 colocou na roda o melhor time do mundo, o Real Madrid, e ganhou o Torneio de Paris, espécie de Mundial da época). Sem mais nem menos, trocou São Januário, pelo Corinthians, em 1957. O mesmo fez Celso Roth, em 2010, se bandeando para o Internacional, mas sem título na sacola.
BANCÁRIOS - Vários ex-atletas vascaínos já se sentaram no banco dos reservas e comandaram o time: Ademir Menezes, Abel Braga, Alcir Portella, Carlos Alberto Zanata, Edu Coimbra, Ely do Amparo, Gradim (Francisco de Sousa Ferreira), Gílson Nunes, Yustrich (Dorival Knipell) Jair Pereira, Joel Santana, Mauro Galvão, Orlando ‘Lelé’, Orlando Fantoni, Paulinho de Almeida, Pinga (José Lázaro Robles), Tita (Milton Queiroz da Paixão) e até Roberto Dinamite e Romário.
Dos citados ascima, levaram taças para a Colina: Gradim (Campeonato Carioca e Torneio Rio-São Paulo-1958); Orlando Fantoni. (Carioca-1977/1978 e Taça Guanabara-1978); Edu Coimbra (Taça Rio-1984); Carlos Alberto Zanata (Tornei Ramón de Carranza-1988/1989); Alcir Portella (Taça Guanabara-1990); Joel Santana (Carioca-1992/1993; Taça Guanabara-1992; Taça e Rio-1993/2001 e Copa Mercosul-2000; Jair Pereira (Carioca-1994 e Taça Guanabara-1994) e Abel Braga (Taça Guanabara-2000).


 
   

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ROL DOS ESQUECIDOS - DJAYR E DIMAS

Dois goleadores cruzmaltinos do passado são os homenageados de hoje. Já fazem parte da turma abandonada pela galera. Nem mesmo a imprensa fala mais deles. Mas já  balançaram muito a roseira para o “Almirante”. São Djayr e Dimas.
 O primeiro fez cinco e o segundo quatro tentos em uma só partida. Revelação do Campeonato Carioca-1950, o então garoto Djayr, “baixiinhíssimo”, deixou as cinco pipocas na chapa, em 15 de outubro, há 63 temporadas, durante Vasco 9 x 1 Madureira – Maneca (2), Ademir e Álvaro completaram o furdunço. O treinador Flávio Costa armou o time com: Ernâni, Augusto, Álvaro ‘Xará’ e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Tesourinha, Maneca, Ademir Menezes e Djayr. Então, o pontinha Djayr está igualado a Roberto Dinamite, que fez cinco diante do Corinthians, em 4 de maio de 1980, no Maracanã, pelo Brasileirão. Nascido em 10 de abril de 1933, Djayr não teve vez no São Cristóvão. Estava com 17 anos, em 1950. 
De sua parte, Dimas, marcou os seus quatro gols, em 10 de outubro de 1948, em Vasco 6 x 1 Bangu, num domingaço, em Moça Bonita, o reduto do adversário. Por sinal, contando com o grande Domingos da Guia na zaga. Ademir Menezes e Djalma completaram o placar. Apitado por Arthur Ford, aquele jogo rendeu Cr$ 201.308,00 cruzeiros e teve este Vasco: Barbosa, Laerte e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Djalma, Ademir Menezes, Dimas, Ismael e Chico.cravo e canela o mostrou ao escolher o seu time. 

 

sábado, 11 de janeiro de 2014

ENTREVISTA COM GAINETE-1

O Rio de Janeiro estava “quatrocentão”. A temproada de 1965 começara bem para os vascaínos. Com menos de uma semana de trabalho em São Januário, o técnico Zezé Moreira levara o time, com grande ímpeto ofensivo, ao título do Torneio Internacional do IV Centenário: 3 x 2 sobre a seleção da então Alemanha Oriental, na tarde de 17 de janeiro, e uma goleada noturna, sobre o Flamengo, quatro dias depois: 4 x 1 – o time do título foi: Ita; Joel, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lírico; Mário Tilico, Saulzinho, Célio e Zezinho .
Por aquele tempo, o goleiro titular do Vasco era Ita (José Augusto da Silva) e o restante do time formava com Joel, Brito Fontana e Barbosinha: Maranhão e Lorico; Mário Tilico, Saulzinho, Célio e Zezinho. Pouco depois do título, o centroavante Saulzinho recomendou a contratação do seu concunhado Carlos Gainete, que jogava pelo Internacional e estava sem contrato. Como o futebol gaúcho ainda não era tão respeitado, Gainete aceitou fazer testes. Defendeu três pênaltis, em três amistosos, foi contratado e barrou Ita. De quebra, conquistou a I Taça Guanabara.
Kike - Quem cobrou os pênaltis que você defendeu quando fazia testes no Vasco?
R - Gerson (Nunes de Oliveira), pelo Botafogo, o Tostão, do Cruzeiro, e um jogador do Clube do Remo-PA, cujo nome não me lembro. Aquele jogo estava no final e, após defender o penal, dei um chutão para a frente, resultando no nosso segundo gol. Saí de campo contratado.

Qual foi o seu grande momento no Vasco?
A conquista da I Taça Guanabara, em 1965, vencendo o Botafogo, de Garrincha, na final.

Porque você menos de um ano em São Januário?
O Paulinho de Almeida, que era auxiliar-técnico do Zezé Moreira, recebeu um convite para treinar o Inter, me convidou e fui junto, pois eu o Vasco não havíamos chegado a um acordo para renovação de contrato. Saí, em janeiro de 1966, porque, voltando ao Sul, eu poderia reabrir a matrícula na faculdade de Economia, além de estar com casamento marcado.

Concluiu o curso universitário?
Sim, em 1967, e ainda fiz mais outro. Em 1972, graduei-me em Educação Física.

O que levou o Vasco a ser o primeiro campeão da Taça Guanabara?
A boa equipe que tinha, a vontade, o empenho dos jogadores. Era um time forte, coeso, que venceu, na decisão, o grande Botafogo, de Manga, Rildo, Gerson, Garrincha, Jairzinho...

Não deu pra você chegar à seleção brasileira?
Eu procurava ter uma grande regularidade, o que era fundamental para qualquer goleiro, mas estava me iniciando em um grande clube. Não dava para concorrer com o Gilmar (dos Santos Neves, do Santos) e o Manga (Aílton Correia de Arruda, do Botafogo), grandes nomes, na época.

Qual foi o goleiro que você mais admirou e que lhe fez seguí-lo?
O Barbosa, do Vasco. Como guri, eu vibrava com ele nos filmes que assistia.

Os goleiros atuais são melhores do que os do passado?
O futebol era bem diferente. Eu por exemplo, com a minha estatura (1m76), dificilmente, teria chance agora em uma grande equipe.

Os treinamentos dos goleiros, hoje, são mais duros, pesados, evoluídos?
Tranqüilamente. Antes, só se treinava defender chutes a gol e cruzamentos. Hoje há treinos específicos. No Vasco, um dos auxiliares de Seu Zezé Moreira (treinador), o Eli do Amparo (ex-zagueiro), por ter uma batida forte, chutava para a gente defender. Mais nada além disso.

O que mais mudou no futebol?
A preparação física, que no meu tempo era ministrada pelo próprio treinador. Hoje, todas as equipes desenvolvem um trabalho baseado em normas modernas de fisiologia, que tornam a parte física preponderante em uma partida.

Quais eram os atacantes que mais lhe preocupavam mais?
No meu tempo de Vasco, jogava-se contra uma linha santista que tinha Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, e só dava goeladas, e um ataque botafoguense que tinha, só para citar dois, Garrincha e Jairzinho. Pra piorar a minha vida, o Flamengo tinha o Silva (Walter Machado) e o Almir (Albuquerque); o Fluminense assombrava com o Amoroso. Havia grandes atacantes que criavam situações de embaraço.

Como era a noite de um goleiro, na véspera de encarar um Santos de Pelé e um Botafogo de Garrincha?
Eu tinha currículo de futebol gaúcho, disputado Gre-Nais duríssimos. Mesmo iniciando a vida em um grande clube, como o Vasco, confesso que não me apavorava. Eu intuía que a grande responsabilidade no jogo seria das estrelas. Isso me tranqüilizava.

Quais foram as grandes partidas de sua carreira?
Pelo Vasco, a final da Taça Guanabara de 1965. Antes, duas partidas pela seleção catarinense, contra o Paraná e o Rio Grande do Sul, em 1959 e 60, respectivamente, quando havia o Brasileiro de Seleções.

Sofreu algum“frango” que lhe deixou envergonhado?
Pelo Vasco, não. Mas, em um Gre-Nal, levei um, com a bola passando pelo meio das minhas pernas. Num Atle-Tiba, defendendo o Atlético-PR, ao repor a bola, terminei lançando o Aladim, o ponta-esquerda do Coritiba. Ele chutou para o gol e eu sai correndo com a bola entrando pelas minhas costas. Foi terrível!

Teve alguma partida que lhe deixou de cabeça inchada?
Um jogo que não poderíamos ter perdido, para o Flamengo, no Campeonato Carioca de 1965. Falhei no gol do Silva.  (CONTINUA NO "POST" ABAIXO).

ENTREVISTA COM GAINETE-2

CONTINUAÇÃO DA ENTREVISTA COM GAINETE
Como treinador, você já rodou o Brasil quase todo...
Só me falta trabalhar no futebol carioca e no brasiliense. Já estive também na Colômbia e nas Arábias. Fui campeão pelo Goiás e o Vitória-BA, neste duas vezes.

 Quais foram os grandes treinadores que você admirou?
Zezé Moreira (no RJ); Saul de Oliveira e Hélio Rosa (em SC); Ênio Andrade e Dalto Menezes (no Inter) e  Ivo Andrade (no interior gaúcho).

Pelo que aprendeu com os mestres, você foi também líder em seus times?
No Vasco, não. Quando por lá cheguei, o Brito e o Fontana, os xerifões da zaga, já exerciam este papel. Mas, no Internacional, depois da minha experiência carioca, exerci uma grande ascendência sobre a maioria dos jogadores.

  Você parou com que idade?
Aos 33 anos, no Atlético de Carazinho-RS.

Qual é o goleiro atual que você admira?
O Rogério Ceni (do São Paulo). Além de evitar gols, ele os marca (cobrando faltas e pênaltis). Isso não acontecia no meu tempo. Tendo personalidade e treinamento, aceito isso, e permitiria que um goleiro do meu time também o fizesse.

Porque no seu tempo os goleiros não cobravam falta e nem pênaltis?
Porque a nossa função era só defender. A própria maneira de se jogar não nos dava esta chance. Não vejo conservadorismo nisso, pois havia muitos treinadores com a cabeça avançada para aquele tempo.

Além de Rogério Ceni, quais outros atuais goleiros brasileiros você destaca?
 O Dida (do Milan), mesmo com altos e baixos, e o Júlio César (da Internazionale), que vem mantendo uma boa regularidade.

Você gostou da experiência com Dunga na Seleção Brasileira?
Todos merecem uma chance O Dunga pela sua experiência como atleta, por ter jogado em grandes equipes brasileiras e do exterior, tinha tudo para ser treinador. Vem dando conta do recado, mostrando personalidade, o que já tinha como atleta.

O Brasileirão por pontos corridos lhe agrada?
Os números mostram que não, pois o São Paulo foi campeão, neste ano, com cinco rodadas de antecedência. Sobrou o interesse pela briga por vaga na Taça Libertadores e a luta contra o rebaixamento. Mas ainda prefiro o sistema do mata-mata.   

      

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

VASQUETEBOL CAMPEÃO

No ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, em 1965, o Club de Regatas Vasco da Gama realizou uma grande temporada. De três competições disputadas, venceu duas – Tornei Internacional de Verão e a I Taça Guanabara – e foi vice-campeão da Taça Brasil, a primeira disputa nacional a classificar um time à Taça Libertadores da América, e do Torneio Rio São –Paulo, um dos embriões do atual Campeonato Brasileiro – empatado com Botafogo, Flamengo e Portuguesa de Desportos. Nos esportes amadores, venceu a principal disputa estadual, o Campeonato Carioca Adulto Masculino de Basquetebol e, ainda, a Taça Gerdal Boscoli.             
    A data 11 de julho de 1965 é gloriosíssima para o calendário do basquetebol da Colina. O Vasco conquistou o título da temporada do IV Centenário do Rio de Janeiro, na categoria masculino adulto, a principal, vencendo o Botafogo, por 85 x 71.
Placar indiscutível! De acordo com a crônica da Revista do Esporte Nº 335, de 7 de agosto, os alvinegros foram grandes adversários durante o primeiro tempo, quando o placar virou em Vasco 35 x 34. Na etapa final, os cruzmaltinos os dominaram, amplamente,  contando com: Oto (25 pontos), Douglas (20), Paulista (15 pontos), Barone (15), Leonardo (8) e Carneirinho.
 A final,  apitada por João Nogueira Macedo e Célio Pádua Guedes, elogiadíssimos, não chegou pra todos os que queriam assisti-la. Muitos torcedores ficaram dolado de fora do ginásio do  Clube Municipal, o que fez a imprensa carioca calcular que, se tivesse sido no Maracanãzinho, a arrecadação, de Cr$ 2 milhões, 352 mil cruzeiros teria sido dobrada.
Após a partida, a torcida vascaína improvisou um verdadeiro carnaval, carregando, nos ombros, os
atletas e o treinador José Pereira. Muito justo! Afinal aquele era, ainda, o terceiro título cruzmaltino na bola ao cesto e, no ano anterior, a taça fora tirada pelo maior rival, o Flamengo, por apenas um ponto de frente, o que impedira um tricampeonato.
A geração campeã do IV Centenário começou a ser formada em julho de 1963, três meses antes do inicio do campeonato estadual.  O  planejamento era de longa prazo, para disputar o título a partir de 1964, quando se tentaria quebrou um jejum, de 17 anos. Sim! O Vasco só havia carregado o caneco em 1946. Para a empreitada, um grupo, com média de idade girando pelos 22/23 anos, foi entregue ao treinador Zé Carlos, que precisou de apenas um turno classificatório, disputando pela Zona Suburbana, para sentir que já poderia ser campeão naquele 1963. Fora surpreendente ver a sua rapaziada vencer a sua série e chegar à final, para encarar o Flamengo.
Do grupo de 1963, o Vasco mantinha Carneirinho, Douglas, Barone, Paulista e Leonardo, que estiveram na final de 1965, contra os botafoguenses – Cianela, Válter, Chico, Zezé, Aílton, Lulu e Jorge eram os outros embriões que ajudaram a levar a taça colocada em jogo em uma melhor de três, no Maracanãzinho, duas temporadas antes.
Naquele início de projeto que foi dar no título de 1965, o Vasco venceu o estadual de basquete adulto
masculino-1963 somando 39 pontos e tendo o cestinha do certame, Paulista, com 412 pontos. Carneirinho foi eleito a “revelação, Douglas o melhor ”pivô móvel” e Paulista o melhor “infiltrador”.
Além disso, Leonardo, Barone e  Cianela receberam “menção honrosa” pelas atuações na melhor-de-três. Na seleção do campeonato, entraram os  atletas Douglas e Carneirinho e o treinador Zé Carlos. Mais? A torcida vascaína foi a mais presente aos  ginásios, ajudando a proporcionar o maior público – 9 mil presentes – em jogos regionais nacional e o recorde de renda – Cr$ 2 milhões, 212 mil cruzeiros (o total beirou Cr$ 5 milhões e 500 mil)  – na última rodada, antes da melhor-de-três, contra o Flamengo.  Em 1964, o presidente Manuel Joaquim Lopes Queria marcar a sua administração por grandes conquistas. E mandou avisar ao técnico Zé Carlos que facilitaria o seu trabalho.  Por exemplo, seguiria a política do Flamengo, levando para São Januário os melhores
atletas,  sem medir sacrifícios. E um deles foi tirado exatamente do maior rival, Oto, o cestinha de 1963, com 546 pontos, em 20 jogos, à média de 27,3 por partida. Em 1965, ele foi um dos
campeões vascaíno.

HERÓIS DA COLINA –
Confira a campanha da rapaziada na temporada do IV Centenário-1965: turno – 88 x 43 Vila Isabel; 96 x 46 América; 98 x 38 Florença; 69 x 61 Fluminense; 83 x 67 Botafogo; 77 x 33 São Cristóvão; 90 x 38 Municipal; 80 x 45 Grajau; 74 x 48 Mackenzie; 71 x 51 Tijuca; 92 x 75 Flamengo. returno – 99 x 41 Municipal; 116 x 62 Florença; 104 x 49 Vila Isabel; 104 x 42 América; 95 x 38 Grajaú; 91 x 51 Mackenzie; 87 x 52 São Cristóvão; 69 x 51 Flamengo; 82 x 52 Tijuca; 65 x 58 Fluminense; 85 x 71 Botafogo.
OBS: foram estes os placares da temporada-1963: Zona Suburbana – 59 x 50 e 71 x 39 Sampaio;  69 x 33 e 57 x 34 São Cristóvão; 96 x 50 e 56 x 54 Riachuelo; 94 x 80 e 60 x 51 Mackenzie; 132 x 20 e 120 x 36 Valim. Turnos finais – 65 x 58 e 65 x 46 Fluminense; 76 x 60 e 69 x 57 Botafogo; 51 x 37 e 87x 63 Mackenzie;  62 x 60 e 83 x 61 AABB; 86 x 67 e 68 x 44 Florença; 80 x 43 e 74 x 27 América; 90 x 52 e 74 x 33 Bangu; 62 x 55 e 67 x 44 Tijuca; 68 x 66 e 62 x 78 Flamengo. Melhor-de-três – 79 x 70 e 73 x 60 Flamengo.                        


O paulista  Célio Taveira Filho, nascido em  Santos, e o gaúcho Saul Santos Silva, o Saulzinho, de Bagé, formaram a maior dupla ofensiva cruzmaltina da década-1960. Juntos. Andaram perto dos 200 gols, num tempo em que se jogava menos do que hoje. O primeiro, em 192 jogos, marcou 103 gol; o seguindo, 87, em 172.
Foi no Torneio Pentagonal do México, em 1963, que a dupla começou a ser formada o time-base do Vasco, treinado por Jorge Vieira, era: Ita; Joel, Brito, Dario e Barbosinha; Maranhão (Écio), Lorico e Viladônega (Célio); Sabará, Saulzinho e Ronaldo (Fagundes).
Os dois goleadores tiveram histórias marcadas por três “atos brasilienses”.  Em 1962, na despedida dos gramados (como atleta), de Zizinho, a Federação Desportiva de Brasília convidou o Vasco para a festa, em um sábado, perante quase 15 mil candangos, com entrada franca, no Estádio Vasco Viana de Andrade, na Metropolitana. O ‘Mestre Ziza’, maior craque brasileiro antes de Pelé, defendeu os locais, no empate, por 1 x 1, com o gol cruzmaltino marcado por Saulzinho, aos 43 minutos do primeiro tempo, cabeceando, sem pular, um lance iniciado por cobrança de falta. O Vasco do dia foi : Ita; Paulinho, Brito Barbosinha e Coronel (Russo); Écio (Laerte) e Lorico; Sabará (Joãozinho), Javan, Saulzinho (Roberto Pinto) e Da Silva. Amílcar Ferreira (RJ) apitou, auxiliado por Moacir Siqueira e Jorge Cardoso.
QUATRO ANOS DEPOIS - Durante a inauguração dos refletores do então Estádio Nacional de Brasília – Pelezão, a partir da década-70 –, Célio foi o nome do jogo, marcando os dois gols da vitória vascaína – aos 35 do 1º tempo, e aos 9 da etapa final –, sobre o Flamengo, por 2 x 1, em 31 de março de 1966 . O amistoso foi apitado por Idélcio Gomes de Almeida e o Vasco, treinado por Zezé Moreira, alinhou: Amauri, Joel (Gama), Brito (Caxias), Ananias e Hipólito; Maranhão e Danilo Menezes; William, Célio, Picolé (Zezinho) e Tião (Ronildo).
 O terceiro lance da história dos dois goleadores em Brasília ocorreu em 15 de dezembro do mesmo 1966. Naquele dia, o Vasco venceu o Rabelo, amistosamente, por 2 x 0, na última vez em que Célio vestiu a camisa cruzmaltina. O time-base de sua despedida, quando ele não balançou as redes, era treinado por Ely do Amparo e formou assim: Édson Borracha (Valdir Appel); Ari, Hélio, Fontana e Silas; Salomão (Maranhão) e Danilo Menezes; Nado, Paulo Mata, Célio e Zezinho.

FORA DACOLINA  - Célio saiu com mais de 100 gols na contas. Um pesquisador anotou 25 gols, em 1963; 29, em 1964; 32, em 1965, e 14, em 1966. Saiu campeão do Torneio Internacional de Verão e da Taça Guanabara, ambos de 1965, e do Torneio Rio-São Paulo de 1966, empatado com Santos, Corinthians e Botafogo – não decidido por falta de datas. De sua parte Saulzinho tem registrados 87 gols vascaínos, dos quais 18, em 1962, quando foi o artilheiro do Campeonato Carioca.
A partir de 1967, Célio começaria a tornar-se ídolo da torcida uruguaia do Nacional, de Montevidéu. Até hoje, é o quarto brasileiro que mais gols marcou em Taças Libertadores. Antes disso, Saulzinho voltou para o Guarani, de Bagé, pelo qual já tinha somado uns 90 gols, pelos seus cálculos, antes de ir para a Colina, em 1961. De volta aos torneios de sua terra, Saul seguiu artilheiro. Em 18 e 25 de junho de 1967,  nos dois clássicos pelo torneio citadino, ele fez o gol de Guarany 1x 0 Bagé. No segundo, o Bagé abriu 2x0, mas o Guarany empatou e Saul virou o placar: 3 x 2. Em 1970, durante o inédito hexa do Guarany, ele ainda estava no mundo da bola. Por aquele começo de década, Célio já havia voltado ao Brasil. E final de carreira, ainda defendeu o Corinthians e o Operário, de Campo Grande-MS.

(Foto reproduzida de uma capa da Revista do Esporte).