Vasco

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA- 30 SETEMBRO

Há vascaíno que considera o “Clássico dos Milhões” um campeonato à parte. Se é,  a rapaziada mandou bem, de virada, em 1928. No entanto, para outros torcedores, vale mais o que fica de muito no caderninho. Por exemplo, uma goelada pra cima do Bangu, em  1945. Sendo assim...
 
VASCO 2 x 1 FLAMENGO foi dominical, no campo da Rua Paysandu, pelo Campeonato Carioca. Para o adversário, parecia muito complicado enfrentar os vascaínos, tanto que tinha dois treinadores, Joaquim Guimarães e Juan Carlos Bertoni. Mas, nem assim, eles conseguiram segurar a rapaziada.  Do lado da Colina, o inglês Harry Welfare era o treinador.  Os “matadores” foram Américo e Paschoal  e o “Time da Virada” teve: Jaguaré, Hespanhol e Itália; Brilhante, Nesi e Mola; Paschoal, Russinho, Américo, Pepico e Santana. Aquele era o 10º encontro com os "urubunaceos", com quatro vitórias cruzmaltinas – 3 x 2, em 29.04.1923; 2 x 1, em 12.09.1926; 3 x 0, em 03.06.1928, e 2 x 1 em 30.09.1928 – e dois empates – 1 x 1, em 15.11.1925 e 2 x 2 em 16.06.1926.  

VASCO 6 x 2 BANGU, pelo Campeonato Carioca-1945 rolou em um domingo, em São Januário, apitado por Alderico Solon Ribeiro, com renda de Cr$ 17.619,90. Lelé, de  pênalti, aos 6; Isaías, aos 9; Chico, aos 15; Berascochea, aos 26 e Lelé, novamente, aos 34 minutos do primeiro tempo horrorizaram. Na etapa final, o xerifão Berascochea saiu lá de trás e voltou ao terreno banguense, aos 81 minutos, para acabar de acertar as contas. Os vascaínos eram viajantes do atropelador “Expresso da Vitória”, pilotado pelo maquinista uruguaio Ondino Vieira. Traçou aquela por conta de: Barbosa, Augusto e Sampaio; Ely, Berascochea e Argemiro; Djalma, Lelé, Isaías, Ademir Menezes e Chico. Antes o "Almirante" havia feito 50 jogos contra o Bangu, confronto iniciado em 3 de junho de 1923, com vitória por 3 x 2. Até ali, haviam sido 39 triunfos e seis empates. Diferençaça!

VASCO 1 X 0 AMÉRICA integrou rodada do Campeonato Carioca-1961. Jogado no Maracanã, teve por árbitro Waldemar Meireles. Renda e renda: Cr$ 796.617,00. Saulzinho, aos 53 minutos, marcou o tento da vitória do time do treinador Paulo Amaral, que mandou a campo: Ita; Joel Felício, Bellini e Dario; Écio e Barbosinha; Sabará, Lorico, Saulzinho Pinga e Ronaldo. Técnico: Paulo Amaral. 

VASCO 1 X 0 BONSUCESSO abriu, para os cruzmaltinos, o returno do Campeonato Carioca-1962 . Também preliado no Maracanã, mas com  arbitragem de Cláudio Magalhães e gol marcado por Saulzinho. O treinador era Jorge Vieira e o time alinhou: Humberto Torgado, Paulinho, Brito, Barbosinha, Coronel, Maranhão, Lorico, Sabará, Vevé, Saulzinho e Da Silva. 
 
 VASCO 1 X 0 BANGU é do terceiro turno do Estadual-1979. Jogado em um domingo, o gol marcado por Guina, aos 4 minutos do primeiro tempo, estabeleceu 16 confrontos de invencibilidade cruzmaltina sobre os alvirrubros, pelas disputas oficiais regional. Até então, em 120 pegas, o "Almirante" havia faturado 78 e igualado 21. Às redes, comparecera em 309 oportunidades. Em rodada-dupla, na preliminar para Botafogo x Americano, o jogo foi apitado por Mario Rui de Sousa, com a equipe da Colina sendo: Leão, Orlando (Paulinho II), Gaúcho, Ivã e Marco Antônio; Zé Mario, Dudu e Afrânio (Katinha); Guina, Paulinho e Zandonaide.

VASCO 2 X 0 CAMPO GRANDE abriu o returno do Estadual-1984, por sinal, vencido pelos vascaínos, que levaram pra casa a Taça Rio. O jogo rolou na casas do adversário, o Estádio Ítalo Del Cima, no carioca bairro de Campo Grande, apitado por
José Roberto Wright, com renda de Cr$ 26 850 000 e o diminuto público de 5 370 pagantes. Marquinho foi o "cara" do jogo, balançando a rede, aos 18 e aos 30 minutos do primeiro tempo. Edu  Coimbra era o treinador e a sua patota tinha: Roberto Costa; Donato, Ivã, Nenê e Aírton; China, Geovani e Marquinho (Oliveira); Mau­ricinho, Roberto Dinamite e Rômulo. 

 A "Vascodata" 30 de setembro inclui  Vasco 0 x 0  Rio Negro-AM, em um domingo no demolido Estádio Vivaldo Lima, em Manaus. Valeu pela primeira fase do Campeonato Brasileiro-1973 e vale menção por ter sido o primeiro encontro entre os dois times por Brasileiros. O técnico vascaíno era Mário Travaglini, que escalou: Andrade: Paulo César, Renê, Moisés e Alfinete: Alcir. Zanatata e Ademir (Nenê); Jorginho Carvoeira, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos.

HISTORI&LENDAS CRUZMALTNAS - CÉLIO

1 - O maior artilheiro cruzmaltino na década-1960, Célio Taveira Filho, era, também, um jogador disciplinado. Só foi expulso de campo em duas oportunidades:  emm 6 de março de 1963, pelo Torneio Rio-São Paulo, em Vasco 0 x 0 Olaria, no Maracanã, e em 9 de maio de 1963, durante Vasco 3 x 3 Portuguesa de Desportos, no Pacaembu, em São Paulo. Em ambas as vezes, por trocas “gentilezas”, respectivamente. Primeiramente, com o ponta-esquerda bariri Roberto Peniche, um ex-vascaíno. Depois, e com o lateral-direito Aberlado, da Lusa.
 
2 - Já aconteceu de um mesmo jogador marcar gol sobre o Vasco usando mais de uma camisa. Em 9 de maio de 1963, pelo Tornei Rio-São Paulo, o atacante Henrique Frade marcou dois gols (um de pênalti), em Vasco 3 x 3 Portuguesa de Desportos, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Torneio Rio-São Paulo. Antes, ele havia marcado jogando pelo Flamengo. Em 25 de julho de 1973, o atacante Dionísio “Bote Atômico” marcou, para o Fluminense,  durante uma prorrogação que tirou dos vascaínos o título  do segundo do Estadual. Antes, ele havia marcado, contra o Vasco, pelo Flamengo.   

3 -19 de julho de 1937 - Os presidentes do Vasco, Pedro Pereira Novaes, e do América, Pedro Magalhães Correia, reuniram-se, secretamente, na Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, e elaboraram uma estratégia pacificadora que resultou na fusão da Liga Carioca de Futebol com a Federação Metropolitana de Desportos, fazendo surgir a Liga de Futebol do Rio de Janeiro, aceita imediatamente pelos outros dez clubes que integravam as duas antigas entidades. Em 31 de julho, promoveu-se o amistoso Vasco x América, em São Januário, valendo a Taça Pinto Bastos e o Bronze da Vitória, este oferecido pela revista “O Cruzeiro”. O Vasco mandou 3 x 2 e carregou os dois. Criou-se, também, o Troféu da Paz, que os dois disputaram, em 1938 e em 1938, assunto para uma outra história.
Resultado da trama: nasceu o “Clássico da Paz”, entre Vasco e América.
 

Sabará era amigo de Garrincha
5 -Década-50 - Vasco e Botafogo duelavam, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca., e o ponta-direita Sabará dava um trabalho danado ao lateral-esquerdo Nílton Santos, o maior da história do futebol brasileiro. Cansado de tantos desrespeitos, o “Enciclopédia” aproveitou uma bola que espirrada entre os dois, para acertar-lhe um chute fortíssimo e tirá-lo de campo. Sabará, porém, matou a bola no peito e mandou-a para o fundo da rede.

6 - Onofre Anacleto de Souza, o Sabará, nascido em 18.06.1931, em Atibaia-SP, e tendo vivido até 08.10.1997, disputou 576 jogos, durante os 12 anos (1952 a 1964) que passou em São Januário. Ele é o terceiro maior vestidor de camisas cruzmaltinas, só perdendo para Roberto Dinamite e Carlos Germano. Foi campeão carioca em 1952/56/58, e dos Torneios Rio-São Paulo-1958; Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer-1953; de Paris-1957 e Tereza Herrera-1957. O seguinte é o seguinte: Nilton Santo confirma que Sabará lhe dava muito trabalho, mas não se lembrava desse lance que teria resultado em um dos três gols reais marcados pelo ponta-direita vascaíno, sobre o Botafogo, por Campeonatos Cariocas: 22.12.1954 – Vasco 4 x 2 Botafogo; 28.09.1958 – Vasco 3 x 2 Botafogo e 15.11.1959 – Vasco 4 x 2 Botafogo.

7 - Temporada-2009 - Deveria ser só uma provocação à torcida do Vitória, eliminado da Copa do Brasil, dentro do Barradão, pelo Vasco. Mas terminou custando o cargo ao comandante da 17ª Companhia Independente, no Bairro do Uruguai, em Salvador, o major Francisco César Cunha Bonfim. Ele foi responsabilizado pelo “amanhecimeto” de uma bandeira vascaína tremulando no mastro em frente à sede do batalhão, onde, costumeiramte, são hasteadas as do Brasil, da Bahia e da PM baiana.
Autoria do crime: muito provavelmente, algum torcedor do Bahia, infringindo ao inciso II do artigo 41 do Estatuto dos Policiais Militares, sobre o respeito aos símbolos. Deu a maior bandeira!

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 28 SETEMBRO

O torcedor vascaíno fanático diz que vencer o Flamengo é "um campeonato à parte". É a guerra conta o maior rival. Sendo assim, na data 28 de setembro aa rapaziada bisou uma conquista. 

VASCO 3 X 2 FLAMENGO, da campanha do último título do "Expresso da Vitória", foi uma das duas vitórias no Campeonato Crioca-1952 sobre o maior rival.  Confira as fotos reproduzidas de “Esporte Ilustrado”, com  gols do “Queixadas”. Nos 3 x 2, a rapaziada andou fazendo umas pizadinhas na bola. Após Edmur abrir a conta, o xerifão Ely do Amparo  "atentou contra o patrimônio", marcando um gol contra. Mas tinha créditos. O  “Time da Virada” entrou em em ação, no segundo tempo, e o cabra-da-peste pernambucano Ademir Marques de Menezes foi lá no barbante em duas chances. Ao final, rolou o placar lá de cima. Comemoraram: Barbosa, Augusto e Haroldo;  Ely, Danilo e Jorge; Edmur, Ademir, Maneca, Ipojucan e Chico – a outra vitória pelo mesmo torneio foi em 14 de dezembro, por 1 x 0,  com Ademir voltando a fazer o goleiro rubro-negro chorar. O time foi quase o mesmo, sem Edmur e Maneca, substituídos, respectivamente, por Sabará e Alfredo, que era chamado, também, por Alfredinho.
O que o goleiro rubro-negro deve ter pensado ao ver as duas fotos do Ademir lhe executando? Com certeza, deve ter-se indagado: "Que planeta é este?" Planeta bola no fundo da rede. (Fotos sem créditos, reproduzidas da edição de 12.02.1953 da "Esporte Ilustrado).    

VASCO 0 (5) X FLAMENGO (4) - Em 28 de setembro de 1977, uma quarta-feira, o Vasco conquistou o seu 14º título de campeão do futebol carioca, ao empatar, por 0 x 0, com o Flamengo, e depois vencê-lo, por 5 x 4, nas cobranças de pênalti de um jogo extra. No dia, o Maracanã recebeu 152.059 pagantes e escutou o apito de Giese do Couto. Valeu a Tala Vargas Neto, em homenagem a um antigo presidente da Federação Carioca de Futeobol e sobrinho do ex-presidente Getúlio Vargas. O treinador era Orlando Fantoni mandou aogramado: Mazaropi; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata (Helinho) e Dirceu;  Wilsinho (Zandonaide), Roberto Dinamite e Paulinho. Para chegar àquela conquista, os vascaínos disputaram 25 jogos, vencendo 26, empatando três e perdendo somente um. Marcaram 60 gols, dos quais 25 foram de Roberto Dinamite. Ganharam os dois turnos, eliminando a necessidade de uma decisão. Confira data, placar e goleadores, abaixo:

CAMPANHA: Taça Guanabara (1º turno) -  27.03.1977 – Vasco 2 x 1 Goytcaz (gols de Roberto Dinamite (2); 03.04.1977 – Vasco 6 x 0 Bangu (Ramon (2), Orlando ‘Lelé” (2), Roberto Dinamite e Luís Fumanchu; 06.04.1977 – Vasco 4 x 0 Campo Grande (Roberto Dinamite, Ramon, Luís Fumanchu e Orlando “Lelé”); 10.04.1977 – Vasco 0 x 1 América; 13.04.1977 – Vasco 3 x 0 Olaria (Roberto Dinamite, Dirceu Guimarães e Luís Fumanchu); 17.04.1977 – Vasco 7 x1 Madureira (Roberto Dinamite (2), Ramon (2), Carlos Alberto Zanata (2)  e Luís Fumanchu; 24.0.1977 – Vasco 3 x 0 Flamengo (Roberto Dinamite (2) e Zanata); 27.04.1977 – Vasco 3 x 0 São Cristóvão (Roberto Dinamite, Ramon e Marco Antônio); 01.05.1977 -  Vasco 1 x 0 Volta Redonda (Zanata); 08.05.1977 – Vasco 1 x 0 Fluminense (Ramon); 15.05.1977 – Vasco 3 x 1 Portuguesa (Roberto Dinamite, Luís 'Fumanchu' e Dirceu);  18.05.1977 -  Vasco 2 x 1 Bonsucesso (Roberto Dinamite (2); 25.05.1977 - Vasco 3 x 0 Americano (Ramon (2) e Roberto Dinamite); 29.05.1977 – Vasco 2 x 0 Botafogo (Roberto Dinamite (2). Segundo turno – 17.07.1977  – Vasco 2 x 0 Campo Grande (Abel e Orlando ‘Lelé’); 24.07 – Vasco 3 x 0 Portuguesa (Roberto Dinamite (2) e Ramon; 27.07 – Vasco 3 x 0 Bonsucesso (Roberto Dinamite, Paulo Roberto e Paulinho); 31.07 – Vasco 2 x 0 Americano (Ramon e Marco Antônio); 07.08 – Vasco 0 x 0 Flamengo; 17.08 – Vasco 5 x 0 Goytacaz (Roberto Dinamite (2),  Paulinho, Dirceu e Zandonaide); 21.08 – Vasco 2 x 0 Botafogo (Roberto Dinamite e Dirceu); 04.09 – Vasco 2 x 0 América (Roberto Dinamite e Helinho); 07.09 – Vasco 1 x 0 São Cristóvão (Helinho); 10.09 – Vasco2 x 0 Madureira ( Helinho e Jorginho contra); 13.09 – Vasco 3 x 0 Olaria (Ramon (2) e Paulinho); 18.09 – Vasco 0 x 0 Volta Redonda; 21.09 -  Vasco 2 x 0 Bangu (Roberto Dinamite (2); 25.09 – Vasco 2 x 0 Fluminense (Paulinho e Edinho contra); 28.09 – Vasco 0 (5)x (4) 0 Flamengo.  

GALERIA DE TÍTULOS DO REGIONAL CARIOCA: 1923, 1924, 1926, 1929, 1930, 1931, 1934, 1936, 1944, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988,  1992.1993,1994, 1998 e 2003, 2015. 

VASCO 3 X 2 FLAMENGO faz parta da campanha do título de campeão carioca-1952. Jogado no Maracanã, sob o apito de Sidney Jones, teve gols marcados por Edmur e Ademir e time jogando com: Barbosa, Augusto e Haroldo: Ely, Danilo e Jorge; Edmur, Maneca, Ademir, Ipo9jucan e Chico. 
Para ser campeão, o time disputou 17 paridas, tendo vencido 17 , empatado duas e perdido só uma. Marcou 48 e sofreu 18 gol, ficando com o impressionante saldo de 31 tentos.  
 

FOTO DO DIA - CARLOS ALBERTO "100ÃO"

Em 6 de outubro de 2012, o meia Carlos Alberto atingiu 100 atuações pelo time cruzmaltino. No dia,  a “Turma da Colina” venceu o Atlético Goianiense, por 1 x 0, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, com o gol da vitóriai marcado aos 41 minutos do segundo tempo. Felipe trabalhou a jogada, pela esquerda da área do “Dragão”, e lançou Juninho Pernambucano, que não perdoou. 
 
Vasco 1 x 0 Atlético-GO  foi apitado por Raphael Claus-SP, tendo o treinador Marcelo Oliveira escalado: Fernando Prass; Jonas (Fellipe Bastos), Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri (Felipe); Nilton, Wendel, Juninho Pernambucano e Carlos Alberto (Marlone); Éder Luís e Alecsandro. O rubro-negro goiano, que teve Gustavo e Ricardoi Bueno expulsos de campo,  foi: Márcio; Adriano, Gustavo, Reniê e Eron (Ernandes); Pituca, Dodó, Marino e Alexandre Oliveira (Diego GiarettaT); Ricardo Bueno e Felipe (Danilinho). Técnico: Artur Neto. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br).Agradecimento

 

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domingo, 27 de setembro de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - M. ANTONIETA PONS, O CICLONE DO CARIBE

Ela se dizia torcedora do Vasco
Uma das mulheres mais belas das décadas-1940/1950 foi a dançarina/atriz cubana Maria Antonieta Pons.
 Descoberta, em Havana, pelo cineasta espanhol Juan Orol, o seu primeiro marido – os outros foram o diretor cubano Ramón Parede, pai de sua filha Maria Guadalupe, e Benjamin Alvarez –, ela emigrou para o México e viveu a melhor fase do cinema daquele país, levando para as telas uma dança sensual que a fez de “Raínha da Rumba”.
 Chamada, pela imprensa latino-americana, por “Ciclone do Caribe”, a belíssima Maria Antonieta participou de muitas produções cinematográficas que lotavam cinemas, como  as inesquecíveis “Soboney”, “La Mulher del Puerto”, “Noches de Ronda” e “La Reina del Mambo”, citando poucas.
Em 1954, quando o Vasco da Gama era o clube brasileiro mais famoso nas Américas e excursionava pelas canchas “cucarachas”,  Maria Antonieta convidou a delegação cruzmaltina para uma feijoada em sua casa, no México. Os jogadores compareceram todos elegantemente vestidos, usando termos e gravatas, e receberam, de brinde, boinas usadas por ela durante as suas apresentações artísticas. De sua, parte, os vascaínos retribuíram com grande apresentações contra os times mexicanos, marcando 27 gols em nove jogos, dos quais venceram seis, empataram um e caíram só em um. 
(A foto em PB foi reproduzida de www.asfasltoemato.blog.spotcom e a colorida de cartaz de filme das atriz). Agradecimentos do Kike.  

   

         

VASCO DA GAMA 2 X 1 x FLAMENGO

REPRODUÇÃO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR 

AGRADECIMENTO

Vasco vence de virada e mantém hegemonia no Clássico dos Milhões

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Julio dos Santos disputa bola no alto com adversários rubro-negros - Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Campeonato Carioca, Copa do Brasil ou Campeonato Brasileiro. No Clássico dos Milhões, não importa a competição, o vencedor é sempre o mesmo. Na tarde deste domingo (27/09), no Estádio Maracanã, o Vasco da Gama justificou sua hegemonia diante do Flamengo e voltou a vencer o rival em 2015. A quarta vitória contra o rubro-negro foi conquistada pelo placar de 2 a 1, de virada, da maneira que todo o vascaíno gosta.

No "Maior do Mundo", o clube da Gávea saiu na frente com um gol de Emerson Sheik, marcado ainda no início do primeiro tempo. No segundo tempo, porém, a equipe de São Januário sobrou em campo e chegou à virada com o zgueiro Rodrigo e o meia-atacante Nenê. Com o triunfo, o Gigante da Colina chegou aos 26 pontos e diminuiu para cinco pontos a diferença para o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

O JOGO

Com objetivos distintos no Brasileirão, Vasco e Flamengo fizeram um clássico bastante movimentado no Maracanã. Logo no primeiro minuto, o rubro-negro levou perigo em chute da intermediária de Canteros. O Gigante da Colina respondeu aos cinco, com Julio dos Santos. Após cobrança de lateral de Madson, Paulo Victor se antecipou ao meio-campista e afastou o perigo. Na sequência, o clube da Gávea puxou contra-ataque e só não inaugurou o marcador devido ao erro de finalização de Paulinho.

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Nenê em ação contra o Flamengo no Maracanã

Infeliz neste lance, o Flamengo conseguiu ser eficiente pouco tempo depois. Aos 12 minutos, Jorge fez grande jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Paolo Guerrero. O peruano ajeitou e viu Emerson Sheik empurrar a bola para o fundo das redes: Flamengo 1 x 0. A equipe de São Januário não se abalou com o gol do rival, e só não empatou na sequência devido a um erro de arbitragem. Após forte chute de Luan, que estava na grande área, Canteros utilizou a mão para fazer um corte providencial e evitar que o clube de São Januário empatasse o jogo.

O duelo seguiu agitado, mas poucas foram as chances criadas pelas duas equipes no decorrer do primeiro tempo. Pelo lado do Flamengo, Alan Patrick foi o mais perigoso. O camisa 19 assustou em duas cobranças de falta. Já no Vasco, a principal investida ocorreu aos 49 minutos, quando Andrezinho lançou, Leandrão ajeitou e Nenê saiu cara a cara com Paulo Vitor. O arqueiro rubro-negro, porém, saiu nos pés do meio-campista para impedir a festa da torcida cruzmaltina no Maracanã.

Assim como na etapa inicial, o segundo tempo do "Clássico dos Milhões" foi marcado por muita correria. Em vantagem, o Flamengo começou atacando e só não marcou o segundo devido a falta de capricho de seus homens de frente. Paulinho, Emerson Sheik e Guerrero foram os jogadores que desperdiçaram as chances criadas pelo rubro-negro. Necessitando da vitória, o Vasco também resolveu atacar. Aos sete minutos, Jorge Henrique tabelou com Andrezinho e cruzou na medida para Leandrão, que não conseguiu marcar.

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Andrezinho foi um dos destaques do Vasco da Gama- Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Maduro, o gol de empate saiu quatro minutos depois, após falta sofrida na intermediária por Andrezinho. Com a perna direita, o zagueiro Rodrigo soltou um foguete e aproveitou a bola parada para vencer Paulo Victor: VASCO 1 x 1. Empolgado, o Gigante da Colina aproveitou o período de instabilidade do rival e passou à frente do marcador aos 16 minutos. Na oportunidade, o árbitro viu toque de mão de um defensor do clube da Gávea e marcou pênalti. Na cobrança, Nenê deslocou o camisa 1 adversário e saiu para o abraço: VASCO 2 x 1.No decorrer da etapa final, o Flamengo pressionou em busca do gol de empate, mas não conseguiu levar perigo para a meta defendida por Martín Silva. As investidas do rubro-negro pararam no sistema defensivo vascaíno, constituído não só pelos zagueiros Luan e Rodrigo, mas por todo o restante da equipe.

FICHA TÉCNICA
VASCO DA GAMA 2 x 1 FLAMENGO
Campeonato Brasileiro- 28ª rodada
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: José Javel Silveira (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)
Público presente: 44.361 torcedores Público pagante: 40.240 torcedores Renda: 1.986.400,00 reais
Gols: Emerson Sheik (12' do 1º tempo); Rodrigo (12' do 2º tempo); Nenê (16' do 2º tempo)
Cartões amarelos: Paulo Victor, Guerrero, Emerson Sheik e Márcio Araújo (Flamengo); Julio César, Madson, Lucas, Nenê, Luan e Julio dos Santos (Vasco)

VASCO: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio César; Bruno Gallo, Julio dos Santos (Guiñazu), Andrezinho e Nenê (Lucas); Jorge Henrique (Rafael Vaz) e Leandrão. Treinador: Jorginho.

FLAMENGO: Paulo Victor, Pará (Ayrton), Cesar Martins, Samir e Jorge; Márcio Araújo, Canteros (Marcelo Cirino), Alan Patrick e Paulinho (Ederson); Emerson Sheik e Guerrero. Treinador: Oswaldo de Oliveira.
Texto: Carlos Gregório Júnior

CALENDÁRIO DA COLINA - 27 DE SETEMBRO

Goleada sobre o São Cristóvão e uma vitória e um empate com dois dos maiores rivais, Fluminense e Botafogo. É o Vasco dos 27 de setembro, data em que registra, também, vitórias sobre o Canto do Rio e o América. Logo, “passou as tropas em revista” no futebol carioca.
VASCO 5 x 1 SÃO CRISTÓVÃO rolou em uma quinta-feira, em São Januário, pelo Campeonato Carioca de 1956, temporada em que o título foi parar na Colina. Os gols foram de Sabará (2), Vavá, Válter Marciano e Laerte, em jogo apitado por Alberto da Gama Malcher. O treinador era Martim Franciasco e o time foi: Carlos Alberto, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Válter, Vavá, Livinho e Pinga (foto reproduzido da revista Manchete Esportiva). 

VASCO 2 X 0 AMÉRICA-RJ, no Maracanã, fez parte do Campeonato Carioca-1964. Apitado por Frederico Lopes, teve gols marcados por  Célio, aos 39, batendo pênalti, e aos 86 minutos. Naquele dia, o ex-xerifão Ely do Amparo estava comandando a rapaziada, que era: Ita; Joel Felício, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário 'Tilico', Célio, Saulzinho e Da Silva. Aquela não foi uma temporada estadual boa para os vascaínos. O time terminou na sexta colocação, 11 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, só à frente dos "pequenos", o que deixou-o a quatro pontos do campeão.

VASCO 1 X 0 REMO-PA, pelo Campeonato Brasileiro-1973, foi vitória fora de casa, em Belém do Pará, com gol marcado por Roberto Dinamite.
 
VASCO 3 x 2  FLUMINENSE, em um domingo de Maracanã com 31.415 pagantes, valeu pelo Carioca de 1981. Foi uma tarde de glória para Roberto Dinamite, que marcou os três gols cruzmaltinos, aos 15 e aos 42 minutos do primeiro tempo, e aos 9 do segundo. Valquir Pimentel apitou e o time, treinado por Antônio Lopes, formou com: Mazaropi; Rosemiro (Gilberto), Ivan, Nei e João Luiz; Dudu, Serginho e Amauri; Wilsinho, Roberto Dinamite e Silvinho (Renato Sá).

VASCO 2 x 0 BOTAFOGO foi do Brasileirão de 1998, em um domingo, no Maracanã. O jogo teve apito de Edílson Pereira de Carvalho (SP), público de 8.213 pagantes e renda de Cr$ 2.610.  O “Delegado” Antônio Lopes estava comandando a rapaziada, que foi: Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Válber, Juninho (Nélson) e Ramon; Dedé (Flavinho), Luizão (Alex).     

VASCO 2 x 1 CANTO DO RIO teve gols de Rubens e Waldemar, no domingo 27 de setembro de 1958, no estádio Caio Martins, em Niterói, e Vaco 2 x 0 América, em 1964, contou com Célio Taveira Filho indo às redes em duas oportunidades. O ex-xerifão da linha média vascaína da década-1950, Ely do Amparo, era o treinador. O o jogo foi na Colina, em um domingo, pelo Cariocão, e o time da época tinha Vasco: Ita; Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário, Célio, Saulzinho e Da Silva.
 
A "Vascodata" 27 de setembro tem mais: 27.09.1931 – Vasco 1 x 1 Botafogo; 27.09.1992 – Vasco 1 x 1 Fluminense.

sábado, 26 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 26 DE SETEMRO

Na data 26 de setembro, o "Almirante"' venceu na bola e chegou, depois, na grama, por causa de sua grana. História complicada que vamos ver abaixo, além das limpezas aqui por cima. 

VASCO 2 X 1 ATLÉTICO-MG teve marca amistosa, no  26 de setembro de 1937, em jogo dominical.  Raul ciscou a rede do "Galo", marcando os dois gols do time treinado por mais um uruguaio, Carlos Scarone.

VASCO  3 X 1 BOTAFOGO, esta ousadia cruzmaltina, aconteceu na casa do adversário,  no estádio da Rua General Severiano, domingo, pelo Campeonato Carioca-1943. vascaínos nas redes: Isaías (2) e Lelé. O uruguaio Ondino Vieira era o treinador e o time teve: Oncinha, Nilton, Rafagnelli, Flgliola, Argemiro, Alfredo II, Djalma, Rubens, Lelé e Isaías e Ademir Menezes. Os alvinegros começaram a "freguesia" em 22 de abril de 1923, quando os dois times se pegaram, pela primeira, pelo Estadual, quando Mingote, Paschoal e Cecy marcaram os gols.

VASCO 5 X 2 PORTOGUESA-RJ foi do Campeonato Carioca-1954. Ademir Menezes (2), o paraguaio Parodi (2) e Pinga pingaram nas redes de São Januário, em um domingo que o técnico Flávio Costa contou com Barbosa, Paulinho de Almeida, Bellini, Ely, Mirim, Beto, Sabará, Ademir Menezes, Pinga e Parodi.

26.09.1971 – Vasco 1 x 0 Sport Recife, fora de casa, foi uma grande vitória, pois bater o Leão da Ilha em seu reduto nunca foi fácil. O "Aranha" Dé foi ao fundo do filó, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, ante 7.032 pagantes. DETALHE: na rodada de 7 de setembro, o Vasco foi acusado de comprar 115.193 ingressos, quando não entraram mais do que 30 mil torcedores no Maracanã, ou um terço da lotação do estádio. O regulamento da primeira fase previa jogos entre os clubes do mesmo grupo e classificação por pontos e por rendas. Como o “Almirante” havia metido a mão no cofre, a Confederação Brasileira de Desportos-CBD “virou a mesa” e marcou confrontos entre os clubes dos grupos A x B, acabando com a “classificação na grana”.
  
26.09.1982 – Vasco 1 x 0 Madureira teve placar pequeno, mas foi jogo importante porque a rapaziada aumentou, para 40, a sequência de jogos sem tropeços diante do "Tricolor Suburbano", pelo Campeonato Estadual. Aconteceu em um domingo, em São Januário, pelo segundo turno da temporada-1982, com gol marcado por Geovani, aos 2 minutos do segundo tempo. Apitada por Pedro Carlos Bregalda, a contenda teve 3.783 pagantes. O treinador Antônio Lopes convocou a luta:  Mazaropi, Rosemiro, Nei, Celso e Pedrinho; Oliveira, Dudu e Giovani (Ernâni); Pedrinho Gaúcho. Palhinha e Zé Luís (Marquinho). Téc­nico: Antônio Lopes.
 
A "Vascodata" 26 de setembro inclui: 26.09.1934 - Vasco 2 x 2 América-RJ (1934) e Vasco 1 x 1 Criciúma-SC (1979).

VASCO DAS CAPAS - BOB E O GALO


Editada pelo jornalista A. Vivaldo de Azevedo, a revista "FUTEBOL 2000" (abaixo) surgiu em 1977 – custava Cr$ 20 cruzeiros – , com a proposta de expor seus temas, "com caráter didático", aprofundando estatísticas e visitando a memória da maioria dos acontecimentos do futebol brasileiro e mundial.
Publicada pela TRI Editora e Publicidade Ltda, tinha por endereço a Rua 1º de Março Nº 7, sala 208, no Rio de Janeiro. Roberto Dinamite, o maior ídolo da história vascaína, figurou na capa da edição de estreia, ao lado do seu grande amigo rubro-negro Zico. Nas páginas 4, 5 6, sob o título “Zico & Roberto, a dupla de ouro do futebol”, os dois eram ditos “os melhores jogadores de ataque do futebol carioca e brasileiro. Representam ...a garantia de arrecadações...”.
Além da ficha, que marcava 18.05.1973 como a data do primeiro contrato assinado pelo goleador, com o Vasco, a revista apresentou os 26 jogos disputados pelo Dinamite,, pela Seleção Brasileira, entre 30.09.1975 e 14.07.1977, bem como a estatística dos seus gols, até julho daquele ano, quando já totalizava 345 partidas e 220 bolas nas redes.
Depois daquilo, Roberto e Zico voltaram a figurar juntos em uma mesma capa de revista, na "Manchete Esportiva" Nº 69, de 6 de fevereiro de 1979. Os dois eram tão amigos que, na despedida do Dinamite dos gramados, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, fez questão de participar, e, como maior ídolo da história flamenguista, vestiu a camisa cruzmaltina, para jogar ao lado do "parceiro", em um amistoso contra o espanhol La Coruña, em 24 de março de 1993, no Maracanã. Mas aquilo ocorrera, também, com um outro rubro-negro (antes de ser banguense), Zizinho, que foi vascaíno, em 1956, para ter o prazer de voltar a correr em campo do lado e com a mesma camisa do 'Queixada' Ademir Menezes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 25 DE SETEMBRO

25 de setembro é repleto de vitórias importantes, viradas e muitos gols, Até em empates. Digamos que está no caderninho como uma data emocionante, ou, como diria o torcedor vascaíno Roberto Carlos: "Um dia de muitas emoções! É só conrferir:
 
VASCO 4 X 1 SÃO CRISTÓVÃO foi uma castigadas de rival dentro da casa dele,  à Rua Figueira de Mello. Não dava mesmo para nenhum santo fazer milagre naquele 25 de setembro de 1949,  pois, naquela temporada,  o "Almirante" ficou esperando os adversários aparecerem. Como não apareceram, ficou campeão carioca, o seu terceiro título invicto, com sete pontos de frente sobre o segundo colocado, vencendo 18 e empatando dois jogos em 20 disputados. O apito da pugna com o "time alvo" ficou por conta de McPerson Dundas e os gols cruzmaltinos foram marcados por Nestor (2), Heleno de Freitas e Maneca. O técnico Flávio Costa usou: Barbosa, Laerte e Wilson; Alfredo II, Danilo e Ipojucan; Nestor, Maneca, Ademir Menezes,  Heleno de Freitas e Mário.

VASCO 2 X 1 MADUREIRA, pelo Campeonato Carioca-1963, foi uma glória de Oto Glória, que venceu dentro da casa do adversário, no estádio da Rua Conselheiro Galvão. Apitado por José Monteiro, o pega teve placar virado por Lorico, aos 11 minutos, e Maurinho, após o time ver a sua rede balançar, aos 9 minutos. Time virador: Ita, Joel Felício, Brito, Barbozinha e Dario; Écio e Lorico; Sabará, Milton, Altamiro e Maurinho.  Aquela, no entanto, não foi uma boa temporada estadual  cruzmaltina. O time terminou em sexto lugar, cinco pontos atrás do campeão.

 VASCO 3 X 1 PORTUGUESA está no caderninho como mais uma vitórias vascaína de virada. O juiz Eunápio de Queiroz ficou na dúvidas se foi o zagueiro Brito que marcou gol contra, ou se o responsável seria Marques, da "Lusa da Ilha do Governador", aos 30 minutos. O certo foi o "Almirante" lançou a "Zebra", aos 35, por intermédio de Célio, para Maranhão, aos 64, e Nado, aos 66, completarem o serviço. Zezé Moreira era o treinador que mandou a campo: Édson Borracha; Ari, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Alcir; Nado, Célio, Madureira e Danilo Menezes.

VASCO  2 x 0 FLUMINENSE foi o último jogo doa segundo Campeonato Estadual de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, em 1977. Disputado por 15 times, em turno e returno, pelo sistemas todos conta todos, não precisou de decisão entre vencedores de etapas, pois o Vasco papou as duas, em temporadas estadual com 25 vitórias, quatro empates e apenas uma escorregada. Os três pontinhos foram testemunhados, no Maracanã,  por 89.368 pagantes, que anotaram gols de Paulinho e de Edinho (contra). Orlando Fantoni era o treínador e dessa rapaziada: Mazaropi; Orlando ‘Lelé’, Abel, Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário e Zanata (Helinho); Wilsinho, Roberto Dinamite, Paulinho (Zandonaide) e Dirceu.

VASCO 3 X 2 PALMEIRAS 1988  foi jogo de placar apertado, mas vitória de grande importância, por ter sido com mando do adversário, no Morumbi, em São Paulo, e encerrando uma série de nove jogos sem vencer o adversário, pelo Brasileirão unificado.  Roberto Dinamite, aos 35; Vivinho, aos 60, e Ernâni, aos 74 minutos, resolveram a parada valendo pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro-1988. A esquadra do "Almirante" do tia transportou: Acácio: Paulo Roberto 'Gaúcho', Célio Silva, Marco Aurélio e Lira; França, Paulo Roberto, Bismarck e Ernâni; Vivinho e Roberto Dinamite (Sorato).
 
VASCO 2 X 1 CORITIBA, em noite de uma quinta-feira, em São Januário, valeu pela fase única do Campeonato Brasileiro-2003, com o "Animal" Edmundo e Danil Sacramento mexendo no placar cruzmaltino, aos 44 e aos 88 minutos, respectivamente. A rapaziada daquele embalo noturno foi: Fabio, Alex Silva, Wescley, Henrique, Edinho, Ygor, Rubens (Fabiano), Da Silva, Morais (Coutinho), Régis Pitbull , Danilo Sacramento e Edmundo.


VASCO 3 X 0 CRUZEIRO foi a marca da categoria do meia Diego Souza, na tarde de um domingo, pela 26º rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro-2011, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG. Com aquele placar, o "Almirante" manteve a ponta do Brasileirão, com 49 pontos, dois acima do segundo colocado. Diego Souza iniciou o seu show, aos 40 minutos. Recebeu passe de Marcio Careca e bateu cruzado para fazer: Vasco 1 x 0, o resultada da etapa inicial. O segundo gol saiu aos 12 minutos do segundo tempo. Fagner tabelou com Juninho Pernambucano,  e cruzou para Diego Souza só ter o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes: Vasco 2 x 0. Aos 35 minutos, Juninho lançou Diego Souza, que aplicar um "lençol" e fechou a conta: Vasco 3 x 0. O técnico Cristóvão Borges armou este time do dia: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Renato Silva e Marcio Careca; Romulo, Eduardo Costa, Fellipe Bastos, Juninho Pernambucano (Diego Rosa); Diego Souza (Leandro) e Elton. 
 
Também fazem parte da "Vascodata" 25 de setembro: 1932 – Vasco 3 x 3 Carioca-RJ; 1938 – Vasco 3 x 3 São Cristóvão; 1955 – Vasco 1 x 1 Fluminense; 1983 – Vasco 2 x 2 Bangu; 1994 – Vasco 4 x 4 Seleção da Coreia do Sul;  2001 – Vasco 2 x 2 Boca Juniors-ARG.

O MASCOTE VASCAÍNO ORLANDINHO

A revista "Esporte Ilustrado" Nº 620, de 23 de fevereiro de 1950, traz na sua penúltima página o garoto Orlandinho, de 8 anos de idade, que estava deixando de ser mascote do time cruzmaltino, porque seus pais queriam que ele se dedicasse mais aos estudos. Fã do goleador Ademir Menezes, o guri pretendia entrar para um time da base vascaína, a partir dos 13, para  ser, também, um ídolo da galera.
Os mascotes foram adotados pelos times brasileiros desde os inícios de suas trajetórias. Para os torcedores, eram um talismã, dotados de uma força estranha, podendo transformar  resultados. Com o passar do tempo, os mascotes foram substituídos por animais exóticos no futebol carioca. O Botafogo, por exemplo, teve o mais famoso deles, o cachorro vira-latas Biriba. O Flamengo arranjou uma dupla de cães; o São Cristóvão entrava em campo com um carneiro à frente e o Bangu com um lagarto. O Vasco, no entanto,  jamais deixou de prestigiar as crianças.
 Orlandinho começou a entrar em campo com a "Turma da Colina" aos cinco anos, em 1947, quando o time cruzmaltino foi campeão carioca invicto, com sete pontos à frente do segundo colocado. Naquele ano, a rapaziada aplicou a maior goleada da história dos estaduais-RJ, os 14 x 0 sobre o Canto do Rio, em 6 de setembro, e passou pelos maiores rivais, com 2 x 1 e 5 x 2  sobre os rubro-negros, e 5 x  3 e 2 x 0, respectivamente, sobre tricolores e alvinegros. Assim, Orlandinho foi ganhando a fama de pé quente.  Na foto abaixo, ele aparece agachado, entre o massagista Mário Américo e o atacantes Nestor. Naquele dia, 24 de junho de 1947, esta turma venceu o português Porto, amistosamente, por 2 x 0, com gols de Maneca e de Chico. O treinador era Flávio Costa e a turma que está em pé, da esquerda para a direita, é: Ely do Amparo, Augusto, Rafagnelli, Danilo Alvim, Barbosa e Jorge Sacramento. Agachados, na mesma ordem, também estão: Maneca, Friaça, Lelé e Chico.Além da penúltima página, Orlandinho ganhou um ensaio, com mais oito fotos, nas folhas 13 a 15.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CORREIO DA COLINA - VASCO-1958

“Eu nunca fui ao Rio de Janeiro, mas sempre acompanhei o meu time, pela Rádio Nacional. Quando vou a Campina Grande, sempre compro a (revista) “Placar”. Não sou tão desinformado, como diz o meu primo Vicente, que já trabalhou no Sul. Ele tira a maior onda, é metido a ser o dono da vida do Botafogo. Ele  jura que se time carimbou a faixa do Vasco, na decisão do Campeonato Carioca de 1958, o ano em que 'sentou praça' na polícia carioca. Apostamos que, no último jogo do SuperSuper, nós mandamos 2 x 1 neles. Ganhei?” Quem indaga é José Inácio,  de Sousa, na Paraíba.
Zé Inácio!
O zagueirão Bellini comemora com Gradim
Coronel tietado no vestiário do Maracanã
Se vocês apostaram uma cervejinha geladíssima, prepare o pescoço por dentro. Se o seu amigo tivesse consultado o site do Mauro Prais, o maior conhecedor da história do Vasco da Gama, não lhe desafiaria. O “Time do Conde”, com dose dupla de Pinga, mandou, realmente, 2 x 1 pra cima dos alvinegros, em 10 de janeiro de 1958, com o Estadual invadindo uma outra temporada. Gradim era o chefe e a rapaziada alinhava: Hélio, Paulinho de Almeida e Bellini; Écio, Orlando Peçanha e Coronel; Sabará, Waldemar, Almir, Roberto Pinga e Pinto. Bom paladar, mas beba com moderação, diz a propaganda do etilicamente correto.(fotos não creditadas e reproduzidas da página 25, do Nº 165, de 17 de janeiro de 1959, de "Manchete Esportiva").
 

CALENDÁRIOO DA COLINA - 24 DE SETEMBRO

Peixe afogado, maior rival levando virada, paraenses amigos de fé desconsiderados e "manezinhos" da ilha de Florianópolis dando trabalho. Histórias dos 24 de setembro.  

VASCO 6 X 3 SANTOS - A "Turma da Colina" disputava amistosos com o "Peixe" desde 1927. Já havia vencido três e empatado dois, em sete jogos, quando foram para mais um, no 24 de setembro de 1953, na Rua Teixeira de Castro, no Rio de Janeiro, em uma quarta-feira. E jogou a iscas na goela do bicho, isso é,  Pinga (2), Dejayr (2), Alvinho e Ademir Menezes. Aquela foi a vitória sobre os santistas com o maior número de gols. Antes, rolara 4 x 0, em 1933; 4 x 0 em 1988 e 4 x 0 em 2007, com as três refregas em São Januário, fora da “Era Pelé”. Com o “10” no “relvado”,  há 5 x 1, em 1970, e 3 x 0, em 04.04.1965, ambas no Maracanã. Na Vila Belmiro, já pintou 5 x 3, em 26 de agosto de 1995.  Totalizando: 18 amistosos, com 10 vitórias e quatro empates.
   
VASCO 2 X 1 FLAMENGO -  Em 1950, com o “Expresso da Vitória” nos trilhos, o maior rival foi o atropelado do 24 de setembro. De virada, em uma tarde de domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca em que o título foi parar na Colina. Ademir Menezes e Alfredo II  marcaram os tentos do jogo apitado por George Dickens e ouvido por   43.976 pagantes. Flávio Costa era o chefe da turma formada por: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Alredo II, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan e Dejayr.

VASCO 3 X 0 TUNA LUSO - O “apanhão” da vez tinha ligações lusitanas. Mas os “lusos cariocas” não queriam nem saber. Mandaram ver pra cima dos paraenses, pelo Campeonato Brasileiro-1986, no Estádio Governador Alacid Nunes, em Belém, em uma quarta-feira, diante 5.242 pagantes, que deixaram na casa a graninha de Cz$ 87 mil, 370 cruzados, moeda que “mandou dizer” que não era coisa do português colonizador. José de Assist Aragão-SP apitou a pugna, que teve “golos” de Gersinho, aos 31 minutos do “primairo” tempo; Mazinho, aos 7, e Geovani, aos 32 da etapa final. O técnico vascaíno era Joel Santana e seus “gajos” assinavam: Acácio; Chiquinho, Fernando, Juninho e Pedrinho; Josenlton, Mazinho, Geovani e Gersinho (Santos); Romário e Zé Sérgio.

VASCO 1 X O FIGUEIRENSE - Teve gol marcado pelomeia Ademir, aos 35 minutos do primeiro tempo,  valendo pelo Campeonato Brasileiro-1975, na casa do adversário, o catarinense Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A "Turma da Colina" do dia era: Mazaropi, Toninho, Miguel, Renê, Deodoro, Alcir, Zanata, Ademir, Freitas (Carlinhos), Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos, treinados por Mario Travaglini.

 VASCO 2 x 0 NITEROI - Jogo do primeiro turno do Estadual-1980, no Estádio Casio Martins, em Niterói, apitado por Luís Carlos Dias Braga, conferido por 10 283 almas. Paulo César "Caju", aos 37 minutos do primeiro tempo, e Marquinho Carioca, também chamado de  Marco Antônio II´,  aos 23 da etapa final, visitaram as redes, erpresentando este time: Mazaropi; Orlando, Ivã, Leo e Marco Antônio; Pintinho, Paulo Cesar e Marco Antônio II; Wilsinho; . Roberto e João Luis (Guina). O treinador era Mário Jorge Lobo Zagallo.
 A "Vascodata" 24 de setembro inclui: 24.09.1939 – Vasco 1 x 1 São Cristóvão;  24.09.1989 – Vasco 2 x 2 Bahia; 24.09.2006 – Vasco 0 x 0 Botafogo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 23 DE SETEMBRO

Goleadas pra cima do Bonsucesso e do  Madureiram, nos 23 de setembro. É o "Almirante"  navegando pelas primaveras dos velhos tempos. Tempinho depois, foi mais brando,  com  Campo Grande.
  
VASCO 6 x 1 BONSUCESSO, em um sabadão, foi dia de festança do Lelé fez a festa. Sapecou três bolas nos barbantes da Colina. Ademir Menezes, Isaías e Djalma, também, botaram o “Bonsuça” pra dançar naquele Campeonato Carioca-1944. "Tadinho" dos rubro-anis! Nos três jogos anteriores, sem perdão, eles haviam sido castigados, por 8 x 1 (23.07.1944), 5 x 0 (28.08.1943) e 5 x 1 (30.06.1943). E tinha maldades bem piores, antes: 8 x 0 (22.12.1940) e  5 x 0  (23.10.1937).

VASCO 5 X 2 MADUREIRA foi goleada dominical, também em São Januário, pela temporadas oficial carioca-1951. O “cara” daquela tarde foi Edmur, com três tentos – Friaça e Maneca completaram a pancada. Otto Glória era o treinador desta rapaziada maneira: Barbosa, Augusto e Clarel; Ely, Alfredo II e Jorge; Tesourinha, Ipojucan, Maneca, Friaça e Edmur.  Vascaínos e tricolores suburbanos se enfrentavam, pelo Estadual, desde 12 de maio de 1935, quando a “Turma da Colina”mandou 5 x 1. Depois, outras grandes sacanagens cruzmaltinas foram os 6 x 0 (24.08.1941), os 6 x 1 (05.09.1948) e os 9 x 1 (15.10.1950).

VASCO 2 X 0 CAMPO GRANDE-RJ  remonta às jornadas vitoriosas do glorioso treinador Joel Santana, que foi zagueiro da "Turma da Colina" . O pega rolou em São Januário, pelo Estadual-1992, apitado por Paulino Rodrigues e com o menor público das história da cassa, em jogos cruzmaltinos: 394 testemunhas. Bismarck, aos 24, e Roberto Dinamite, aos 90 minutos, compensaram a decepção nas catracas. Quem compareceu ao gramado: Carlos Germano, Cássio, Alê, Alex e Eduardo; Sídney (Luciano), Leandro, Bismarck e William; Roberto Dinamite (Hernande) e Valdir. Técnico : Joel Santana

(Na foto reproduzida de gloriasdopassadoblogspot.com Edmur é o primeiro agachado à direita, ao lado de Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Chico, em uma formação vascaína de 1952).

SANGUE ESPANHOL NOS PEDAIS

O Vasco da Gama tem sangue lusitano. Mas guardou uma gotinha, também, para as veias da vizinha Espanha. Explica-se: em 1954, o "Gigante da Colina" venceu o Torneio Início, promovido pela Federação Metropolitana de Ciclismo-FMC, tendo em seus pedais Luís Garcia Velles. Simplesmente, o campeão espanhol de 1951, que viera para a Cidade Maravilhosa.
  Aquela vitória lembra um fato muito conhecido: a pacificação do futebol carioca, na década de 1930, quando os presidentes do Vasco e do América se reuniram para arrumar a casa.
Daquele vez, o Código Esportivo, vigorando desde 1928, atrasava o desenvolvimento da modalidade. Depois de uma crise que durou três meses, a FMC atualizou os seus estatutos e reabriu as disputas com a "Volta do Maracanã", vencida pelo Vasco, como você nas fotos de Jorge Audi, divulgadas pela revistas "O Cruzeiro", nas páginas 74 /75, de 19.06.1954.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A FOTO DO DIA - DJALMA


   Originalmente, a revista carioca "O Cruzeiro" pulicou esta foto, pela seção "Ídolos do Futebol Brasileiro", mostrando o atacante com a camisa do Bangu, clube que defendeu depois do Vasco da Gama. No entanto, o "Kike da Bola" encomendou ao designer Simperson uma versão vascaína.  

CALENDÁRIO DA COLINA - 22 DE SETEMBRO

Dois cariocas e um mineiro entram nos exemplos de que não se deve mexer com o "Almirante" quando ele sai a navegar. Na data 22 de setembro aconteceu isso:
  
VASCO 2 X 1 FLUMINESE - A casa era a do Fluminense. O dia, um domingo. Sem reverência, a rapaziada foi às Laranjeiras e bateu no anfitrião, com dois gols de Paschoal, em 22 de setembro de 1929, pelo Campeonato Carioca. O time, treinado pelo inglês Harry Welfare, era um timaço: Jaguaré, Brilhante e Italia; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Russinho, Carlos Paes, Mário Mattos e Sant´Ana. Até aquela vitória vascaína, os dois times já haviam se encarado por 11 vezes, pelo Campeonato Carioca, com cinco vitórias da "Turma da Colina", quatro dos tricolores e dois empates. O duelo começara, amistosamente, em 11 de março de 1923, com Vasco 3 x 2, em um domingo, em Figueira de Mello. Pela temporada oficial estadual, os dois se pegam desde 20 de maio de 1923, com Vasco 1 x 0 e gol de Arlindo. O local serviu de sede, ainda, para a segunda e terceira partidas oficiais deles, pelo regional, vencidas pelos cruzmaltinos, pelos mesmos 2 x 1, em 29 de julho de 1923, e em 17 de maio de 1925.
 

VASCO 3 x 0 OLARIA,  pelo Carioca-1966, teve gols de Nado, Alcir e Célio, em uma quinta-feira, no Maracanã. Zezé Moreira era o treinador deste time: Edson Borracha; Ari, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Alcir;  Nado, Célio (foto), Madureira e Danilo Menezes. Aquela temporada estadual foi um terror para os cruzmaltinos. Ficaram em sexto lugar no primeiro turno do Campeonato Carioca, com cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas, marcando 16 e sofrendo 12 gols, enquanto no returno terminaram em quinto, com três vitórias, um empate e três reveses. Marcaram 7 e sofreram 11 tentos.    
 
VASCO 2 x 0 ATLÉTICO-MG foi jogado em domingo, no Maracanã, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa-1968. O ex-lateral-direito vascaíno Paulinho de Almeida era o treinador, Buglê e Adílson, irmão do vascaíno Almir Albuquerque, fizeram os gols, e o time esteve assim:  Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Eberval: Buglê e Danilo Menezes: Nado, Adílson, Valfrido (Bianchini) e Silvinho.  (Foto de Célio reproduzida da Revista do Esporte Nº 360, página 35)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 21 DE SETEMBRO

Nem só pequenas presas caíram nas garras do cruel "Almirante" nos 21 de setembro. O “grande” Botafogo foi avariado por duas vezes. Apanhou em 1947 e em 1980. Também, caíram  no castigo o Olaria e o Campo Grande.

VASCO 2 X 1 BANGU apresentou o atacante Sant´Anna como o "cara", marcando os dois  tentos da vitória, que valeu pelo Campeonato Carioca-1930, em São Januário.  Naquela temporada, a rapaziada era considerada a favorita ao título, por manter o time-base campeão carioca-1929 – Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pachoal, Russinho, Carlos Paes, o apelidado "84", Mário Mattos e SantÁnna.  Mas terminou vice, com um ponto a menos do que o Botafogo. Em 20 jogos, os vascaínos venceram 14, um a menos do que os alvinegros, empataram três e perderam mais três, totalizando 60 gols marcados e 30 sofridos.  

 VASCO 2 x 0 BOTAFOGO  rolou na casa do rival, em General Severiano, em um domingo, pelo Campeonato Carioca-1947 , com gols de Dimas (2), no segundo tempo. Flávio Costa era o técnico e o time teve: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca, Dimas, Ismael e Chico. Naquele ano, foi covardia. O Vasco passou, como um trator, por cima da concorência. Em 20 jogos, venceu 17 e empatou três. Foi o segundo título carioca invicto da rapaziada, na era do profissionalismo, com sete pontos de frente sobre o vice e carregado o caneco por antecipação. Pra variar, em 21 de setembro de 1980, mais uma pancadinha nos alvinegros, 1 x 0, no Maracanã, em um domingo, também, pela temporada oficial carioca com gol de Pintinho. O treinador era o “alvinegro” Mário Jorge Lobo Zagallo, que tinha: Mazaropi; Pauliho Pereira (Léo), Orlando ‘Lelé”, Ivan e Marco Antônio; Pintinho, Paulo César ‘Caju” e Marquinho; Wilsinho, Roberto Dinamite e João Luís. 

VASCO 3 x 0 OLARIA foi outra partida vascaína na casa alvinegra de General Severiano. Era uma quinta-feira de Campeonato Carioca-1961, teve renda de  Cr$ 351.200,00 cruzeiros, apito de Aírton Vieira de Morais, o “Sansão” e gols de Sabará (2) e Lorico.  O time, treinado por Paulo Amaral, foi Ita; Joel, Bellini e Dario; Écio e Barbosinha; Sabará, Sauzinho, Lorico, Pinga e Ronaldo.

VASCO 7 X 0 CAMPO GANDE foi caçada em um campa era grande, o do Maracanã, a um adversário “pequeno”, em uma noite de sexta-feira, de terror para o adversário. Até o zagueiro Barbosinha, que não era disso, e o meia Lorico, que era pouco disso – fez três – , bagunçaram as redes.  Sabará, que chamava-se Onophre, deixou dois e completou a farofa na cozinha do “Campusca”, tempero do 21 de setembro de 1962, sob o apito de Frederico Lopes, válido pelo Campeonato Carioca. Treinado por Jorge Vieira, o "Terror do Maraca" naquela noitada era: Humberto Torgado (Ita); Paulinho de Almeida e Brito; Barbosinha e Dario; Maranhão e Lorico; Sabará, Vevé, Saulzinho e Da Silva.  

VASCO 2 X 0 BANGU, EM 1977

VASCO 1 X 0 BOTAFOGO, pra variar, no 21 de setembro de 1980, foi mais uma pancadinha nos alvinegros, 1 x 0, é claro, com placar trocado. Aconteceu no Maracanã, em um domingo, pela temporada oficial carioca de 1980, com gol de Carlos Alberto 'Pintinho'. O treinador era o “alvinegro” Mário Jorge Lobo Zagallo, que tinha: Mazaropi; Paulinho Pereira (Léo), Orlando ‘Lelé”, Ivan e Marco Antônio; Pintinho, Paulo César ‘Caju” e Marquinho; Wilsinho, Roberto Dinamite e João Luís. 

A "Vascodata" 21 de setembro tem, também, três empates "semvergoinhos":  21.09.1960 - Vasco 2 x 2 Portuguesa-RJ;  21.09.1969 – Vasco 2 x 2 Fluminense;    21.09.1985 – Vasco 1 x 1 Bangu.

PELÉ HERDOU CAMISA 10 DE VASCAÍNO

Quando Pelé achegou ao Santos, em 8 de agosto de 1956, o dono da camisa 10 era um ex-vascaíno: Válter Vasconcelos Fernandes. Mineirinho, de Belo Horizonte – viveu entre 25 de maio de 1930 e 22 de janeiro de 1983 -, o carinha já era “bad boy” naquela época. Sorte de Pelé que não foi na onda dele, quando moraram juntos, em uma pensão santista. Inclusive, a diretoria do Peixe não vi o “Vasco” como boa companhia para o “tesouro” que acabara de descobrir.
Vasconcelos prometera a Dondinho, o pai de Pelé, cuidar do seu garoto. E, mesmo aprontando e desagradando aos cartolas santistas, cumpriu a sua palavra. Por exemplo, durante o aniversário de uma dos colegas de time, foram contar-lhe que Pelé estava com um copo de bebida na mão. Ele não contou conversa: foi até ele e deu-lhe um tabefe na mão, espatifando o copo no chão.
Todos os velhos companheiros de a time e historiadores do futebol paulista consideram Vasconcelos um dos principais jogadores santistas de todos os tempos. Tanto que foi um dos principais ídolos da torcida do “Peixe” da década-1950. Mas estava escrito que a camisa 10 do ex-vascaíno “Vasco” passaria para um “Rei”.
Era tarde do domingo 9 de dezembro de 1956 e jogavam Santos x São Paulo, pelo returno do Campeonato Paulista. Em uma disputa contra o zagueiro são-paulino Mauro Ramos de Oliveira, o terrível Vasconcelos saiu do lance com a perna esquerda fraturada. Ali, começou a abrir vaga para Pelé no time principal, pois ficou muito tempo em recuperação, e não voltou a ser o bom jogador de antes. Terminou indo para o Jabaquara, depois para o Náutico-PE e encerrou a carreira no interior do Paraná, defendendo o pequeno Apucarana.
Mesmo tendo bebido e aprontado tantas, Vasconcelos é o 15º maior artilheiro da história do Santos, com 111 gols. Terminou a vida pobre, alcoólatra e vivendo coma a ajuda de amigos.


domingo, 20 de setembro de 2015

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MAYSA CANTOU E ENCANTOU O BRASIL

Dois olhos como um oceano, absolutamente,
 não pacífico 
Ela foi uma mulher que, para o poeta, tinha olhos que eram um oceano não pacífico. Realmente, a menina rica, bisneta do barão de Monjardim, governador no Espírito Santo,   neta do senador Monjardim e filha do deputado Monjardim (Alcebíades) não era de poucas marolas. Casada com um filho do conde Matarazzo (André), ela fez de tudo o que as meninas milionárias faziam. Passou pelos melhores colégio, aprendeu música e balé, leu poesias e tornou-se uma das moças mais bonitas do seu tempo. Uma história que jamais caberia em Cinderela.
 O personagem do parágrafo acima, embora vivesse no mundo do conto de fadas, estava mais para uma Gata Borralheira. Em vez de ouvir os clássicos de Frederic Chopin, preferia o samba de Noel Rosa e de Ari Barroso, escandalizando a sua milionária família e os amigos daquele mundo, que escandalizava-se ainda mais quando ela demonstrava muito mais interesse nas vozes de Elizete Cardoso, Araci de Almeida e Carmem Costa, do que nas de Bidu Sayão e de Tito Schipa, que poderia ouvi-las nas elegantes salas dedicadas às operas. Da mesma forma, trocava Brailowski e Yasha Heifetz por Russo do Pandeiro. Nada de anormal para quem preferia os versos de Manoel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e de Vinicius de Morais, em vez do modismo que glorificava Olegário Mariano e Guilherme de Almeida.
 Afinal, quem é esta mulher, de cabeça, (além dos olhos) nada pacífica? Pois bem! Trata-se de uma carioca, casualmente, criada em São Paulo, sempre esportiva e mostrando inteligência nos estudos do internato Sacré Coeur de Marie. A sua mães (Iná), mulher da fina flor da sociedade capixaba, a tinha como uma menina, quando ela surpreendeu-lhe dizendo-se apaixonada por um amigo do pai. E, na verdade, não deixava de ser mesmo uma criança para André Matarazzo Filho, o Andrezinho.    
O sorriso da fera...da canção
 Registrada e batizada por Maysa, a garota que destoava das amigas ricas em preferências musicais e literárias, adorava cantar e tocar violão nas festas da alta sociedade paulistana. Certa vez, mandou “Adeus”, um samba-canção que ninguém conhecia. Quando alguém disse não ter gostado, ela   informou ter leta e melodia de sua autoria. E, nada pacífica, desafinou “Desculpe-me por ter nascido”.  Esta era a Maysa, que tornou-se Matarazzo, ao casar-se com o Andrezinho.
 Ao voltar da lua-de-mel, nos Estados Unidos, Maysa viveu uma vida social intensa na capital paulista. Se lhe pedissem para cantar nas festas em que comparecia, era com ela mesmo. Soltava aquela voz rouca e incomum, sem imitar ninguém, fosse cantando em inglês, francês, ou português, idioma em que havia, sempre, uma audição de algo composto por Noel. Quando mandava os sambas-canções, exibia letra e música próprias, casos de “Adeus”; “Agonia”; “Marcada”; “Tarde Triste”; “Rindo de Mim” e “Quando com a saudade”. Tudo aquilo foi criando-lhe fama e mais fama, espalhada, por jornais e revistas cariocas e paulistas, para todo o país.
 Já que gostava de cantar e não precisava fazê-lo por dinheiro, Maysa não se negava a participar de eventos beneficentes. Até ali, nada de preocupante. Até uma noite em que apresentou-se em uma boate badalada. Os jornalistas elogiaram e repercutiram tanto o show que as famílias Matarazzo e Monjardim começaram a se preocuparem. E mais quando surgiram propostas (recusadas) para Maysa cantar no rádio e na TV.
Cara de seriedade? Não lhe ficava  bem 
 Como os produtores musicais não queriam aceitar que aquela voz tão diferente, acompanhada por intepretações admiráveis, ficando restrita às reuniões dos grã-finos, passaram a pressionar Maysa para ele chegar ao povão. Conseguiram. Mas, para acalmar os familiares, combinou que gravaria as suas composições, cedendo os seus direitos autorais às associações beneficentes. Então,  o maestro Rafael Puglielli orquestrou, para o selo RGE, o LP (long-playing) “Convite para ouvir Maysa”, que tornou-se o mais vendido de São Paulo e rendeu-lhe os títulos de revelação feminina, melhor letrista e  compositor de 1956.            
 Com o nascimento de um filho (Jayme), Maysa teve de desmentir, por várias vezes, a sua adesão definitiva à carreira artística. Mas não tinha como fugir do seu destino. Compôs mais dois sambas-canções (“Ouça” e um dedicado a Noel Rosa, sem dar-lhe título) e terminou assinando contrato com a Rádio e TV Record-SP, graças à insistência de Roberto Corte-Real, para fazer um programa semanal, patrocinado pela “Bombril”, empresa de amigos da família. Reverteu os seus ganhos, com sempre o fazia, para uma associação de caridade, e tornou-se uma das maiores atrações musicais paulistas. Depois, brasileiras. Enquanto viveu, vivendo vários amores, nada pacificamente, entre 6 de junho de 1936  a 22 de janeiro de 1977, deixou gravados 16 discos em estúdios e dois ao vivo. Além de cantar, participou de duas novelas de TV e de uma peça teatral.