Vasco

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

VASCO DAS PÁGINAS - PARAGUAIO

Este cineminha da revista carioca "Esporte Ilustrado" é de um jogo pelo Campeonato Carioca-1955, mostrando o paraguaio Parodi cobrado pênalti e marcando o gol. Quem é este Parodi?
Trata-se de Sílvio Parodi Ramos, que esteve vascaíno entre 1954/1955.
Ele é conterrâneo de um grande ídolo do futebol paraguaio, o atacante, Romerito. Assim como este, nasceu em Luque (06.11.1931), onde iniciou a carreira, pelo Sportivo Luqueño, defendendo-o, entre 1953 a 1954.
Em seu primeiro ano vascaíno, Parodi entrava em uma escalação do treinador Flávio Costa, que usava, normalmente: Barbosa (Victor González), Paulinho e Bellini (Elias); Eli (Laerte), Mirim e Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) e Parodi. Em 1955,  seguia titular, mas já tinha Djayr em seu encalço. Flávio Costa escalava: Hélio (Ernani), Paulinho e Bellini (Haroldo); Mirim (Laerte), Orlando e Beto (Dario); Sabará, Válter (Maneca), Vavá, Pinga e Parodi (Djayr).
Após duas temporadas em São Januário, Parodi foi para a italiana Fiorentina e por lá ficou  em 1956/1957.
O atacante paraguaio Parodi experimentou, também, o futebol dos espanhóis, indo defender o Racing Santander, de 1961 a 1962. Em 1963, tentou jogar nos campos colombianos, pelo Américas, de Cali.
 No ano seguinte, já estava no Millonarios, em 1964, mas ficou na suplência do brasileiro Lima, um ponta-esquerda baixinho que fora titular no Corinthians.Não teve grande sucesso nessa empreitada colombiana.
Parodi foi, ainda, defensor do selecionado paraguaio. E, em 1987, treinou o time guarani. Baixinho, medindo 1m64cm de altura, disputou 40 partidas internacionais e marcou 10 gols. Teve o apelido de Rayo e, no Vasco, atuou, também, pela ponta-direita.

Who is this Parodi that appears scoring a penalty goal? It is Silvio Parodi Ramos, who was Basque between 1954/1955.
He is compatriot of a great Paraguayan football idol, the striker, Romerito. Like this, he was born in Luque (06.11.91), where he began his career, for Sportivo Luqueño, for which he acted in 1953/1954.
In his first Vasco year, Parodi entered a lineup of coach Flávio Costa, which he usually wore: Barbosa (Victor González), Paulinho and Bellini (Elias); Eli (Laerte), Mirim and Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) and Parodi.
In 1955, he was heading, but Djayr was already on his trail. Flávio Costa scaled: Helio (Ernani), Paulinho and Bellini (Haroldo); Mirim (Laerte), Orlando and Beto (Dario); Sabará, Válter (Maneca), Vavá, Pinga and Parodi (Djayr).
After two seasons in São Januário, Parodi went to the Italian Fiorentina and put there stayed in 1956/1957. He also experimented with Spanish football, defending Racing Santander from 1961 to 1962.
 In 1963, he tried Colombian football, for the Americas, in Cali. The following year, he was already in the Millonarios, in 1964, but was in substitution of the Brazilian Lima, a small left-wing who had been titular in Corinthians. He did not have great success in this Colombian enterprise.Parodi was, also, defender of the selected Paraguayan. And in 1987, he trained the Guarani team. Baixinho, measuring 1m64cm in height, disputed 40 international matches and scored 10 goals. It had the nickname of Rayo and, in the Vasco, also, acted by the tip-right. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

TRAGÉDIAS DA COLLINA - FLAPEÃO

Não há nada mais bola fora, para o torcedor cruzmaltino, do que o Flamengo vencer o Vasco da Gama, de virada, e sair de campo campeão, com uma rodada de antecedência. Aconteceu durante a noite do sábado 12 de fevereiro de 1955, valendo pela penúltima rodada do Campeonato Carioca-1954, que invadiu a temporada seguinte.
 Que tragédia! Rolava o terceiro turno, com os dois rivais, além, de Botafogo, Fluminense e Bangu, se pegando. A “Turma da Colina” terminou a etapa a dois pontos dos rubro-negros, em terceiro lugar, ainda vendo o América, vice., em sua frente. Quando nada, deixou os outros três concorrentes para trás.
Imagens reproduzidas de "Esporte Ilustrado" Nº 875, de 13.01.1955
 Se o glorioso “Almirante” tivesse segurado a onda, quando Ademir Menezes abriu o placar, complicaria as pretensões de bicampeonato dos flamenguistas. Mas deixou Índio e Paulinho mexerem no placar (um gol em cada etapa), proporcionando ao presidente rubro-negro, Gilberto Cardoso, e ao treinador Fleitas Solich comemorarem faixa e caneco debaixo do chuveiro do vestiário, com roupa e tudo. Afinal, faltava só uma semana para o Carnaval começar.      
 O Vasco pressionou durante os primeiros 20 minutos, viu Pinga acertar bola na trave, sofrer um pênalti (negado pelo juiz Antônio Viug) e desperdiçar duas ótimas chances de gol, na cara do goleiro Garcia. Mais? O zagueiro Elias contundiu-se durante o clássico.
 Aliou-se a tais infortúnios vascaínos o nó tático de Solich em seu colega vascaíno Flávio Costa, recuando Servílio para ajudar Pavão a tomar conta da zaga. Liquidou as ousadias ofensivas dos vascaínos durante o prélio que rendeu Cr$ 1.727,909,70.
 A tragédia daquela noite foi vivida por Victor Gonzalez, Paulinho de Almeida e Elias; Mirim, Laerte e Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi. O Flamengo usou: Garcia, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Paulinho, Rubens, Índio, Benitez e Evaristo.
 Os vascaínos não queriam ver o Flamengo bi. E até poderiam atrapalhar mais, pois o rival não havia sido o mesmo do título de 1953. Caíra (0 x 3) ante o Fluminense e  (0 x 2)  o Bangu, mas não decepcionou tanto nos vexames. Tinha regularidade de crédito.
Como o rival mostrara-se pouco brilhante no início do terceiro turno, era só o Vasco não bobear. Mas bobeou. Então, o Fla jantou bacalhau naquela noitada que valeu-lhe o terceiro turno, com três vitórias e um empate, somando sete pontos, marcando 10 e levando quatro gols. De sua parte, o Vasco só venceu um jogo na etapa. Empatou dois e perdeu quando não deveria. Somou quatro e perdeu quatro pontos, fazendo oito e levando um gol.  

domingo, 29 de outubro de 2017

DOMINGO E DIA DE MULHER BONITA - A PRIMEIRA VEZ DAS BELAS CHOCANTES

A primeira vez de algumas mulheres é algo curiosíssimo para os homens. Com quem foi? Quem teve a sorte? Indagam eles. Para matar curiosidades assim, a revista carioca “Manchete” reproduziu, em  junho de 1978,  reportagem sobre o tema, produzida pela “Star Agency”.   
 Uma das belas a revelar a sua prmeira experiência sexual foi a atriz italiana Elza Martinelli. Filha de família com oito irmãos, desde cedo ela teve de tomar conta de si. Aos 15 de idade, a polícia salvou-lhe a virgindade, quando um soldado norte-americano, alcoolizado, rasgava a sua roupa.
Maria Schneider em foto divulgação do filme "O Último Tango em Paris"
 Elza tornou-se modelo fotográfico e não foi fácil segurar-se invicta, até casar-se. Durante a noite de núpcias, amedrontada, fugia do marido. Até que ele a agarrou e a jogou na cama. “ Fiqui indefesa e ele fez o que quis comigo. Mas, no dia seguinte, sem mais medo, foi a minha vez de fazê-lo pedir socorro”, contou. 
Duas outras atrizes, Ursulla Andress e Maria Schneider, tiveram estréias sexuais tétricas. A primeira, suíça, aos 16, caiu na lábia de um fotógra famoso que propôs-lhe posar para um folheto turístico. Levada para o estúdio do cara, a fim de receber aula sobre como posar, foi embebedada e amanheceu na cama dele, com dor de cabeça.
 Sob a ameaça de as fotos sexy para aas quais posara serem mostradas ao seu pai, ela passou oito dias viajando e posando para ele. Um dia, ela conseguiu roubar as fotos e fugir.
Quando foi para Roma, tentar ser modelo fotográfrico, as suas fotos nuas serviram, imediatamente, para ela arrumar emprego em dois filmes. “Felizmente, outros homens me fizeram esquecer aquele pesadelo”, afirmou a atriz que tornou-se a primeira, inesquecível e mais simbólica Bond Girl, da série do agente secreto 007, no filme “O Satânico Doutor No”. 
Úrsula em divulgação do filme
"O Satânico Doutor No"
De sua parte, a francesa Maria Schneider, que ficou famosa pela sua performance em “O Último Tango em Paris”, quando usa manteiga para transar, contou ter conhecido o sexo aos 14.
 Por acaso, entrou no quarto onde a tia que a criava transava, parecendo uma selvagem faminta. Gemia de tanto prazer, ao ponto de deixa-la boquiaberta, extática. Então, o cara a seduziu, os dois a despiram, a acariciaram e ela foi traçada. E ameaçada, pela tia, de ser colocada em um asilo se contasse a alguém.
Maria Schneider revelou ter transado com uns 70 homens, até atingir 17 de idade, e não escondia que transar com macho ou fêmea não fazia diferença para ela.  
A princesa Ira em foto reproduzida
 da revista carioca "Manchete"
Enquanto isso, uma das mais belas panteras das décadas-1950 em diante, Ira de Furstenberg, ou princesa Carolina Virginia Theresa Pancrazia Galdina de Fürstenberg, regozijava-se de ter subido ao altar como mandava o figurino. E garantia ter sido por amor a Alfonso de Hohenlohe.
 Ira tinha 15 de idade e contou ter ido para a noite de núpcias com muito medo, por ouvir coisas terríveis sobre o sexo. “Mas, naquela noite, Alfonso foi muito cuidadoso… foi perfeito”.
Ira nasceu em Roma, em 1940. Já o principado de Fürstenberg fica ao sul da Alemanha, ali pela Floresta Negra, o Alto Reno, o Lago Constança, os Alpes Suábios e a Boêmia. Os condes e príncipes de Fürstenberg, provavelmente, originam-se dos francos na época de Carlos Magno, que controlavam o sudoeste da Alemanhal.

       

  

sábado, 28 de outubro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO - JÁ VIMOS ESTE FILME. A PRÓXIMA SESSÃO JÁ COMEÇOU

Temer reproduzido de foto oficial
As semelhanças entre atitudes de governantes persistem – de vez em sempre! Caso do presidente Michel Temer afagando o coração e a mente da bancada ruralista, exatamente, quando seria votada a segunda denúncia contra ele.
 Às vésperas, seu governo propôs texto que o mundo repudiou sobre trabalho escravo no Brasil – coisa de Drácula!
     Em 1978, o Palácio do Planalto queria Laudo Natel como governador de São Paulo, o mais importante Estado do país. Mas o seu partido, a ARENA-Aliança Renovadora Nacional, rebelou-se e foi à convenção partidária eleger o dissidente Paulo Maluf, por 617 a 589 votos.
 No mesmo dia, os bens do candidato eleito e de sua mulher – Sílvia Lutfalla Maluf – foram bloqueados, preventivamente, pela Comissão Geral de Investigações, que apurava vultuosos empréstimos pelo grupo empresarial do casal junto ao Tesouro Nacional, considerados irregulares.
 Porque Temer não liberou bem antes a grana para emendas? Porque o bloqueio dos bens dos Maluf só ocorreu no dia em que o Paulo venceu a convenção? Drácula explica abaixo.
Drácula em reprodução de www.nossahistoria.com.br
No caso da derrota de Laudo Natel, ela atingia, no fundo, ao candidato à sucessão do presidente Ernesto Geisel, o também general João Batista de Oliveira Figueiredo, o grande fiador da candidatura – todas estavam escolhidas pelo presidente Ernesto Geisel, que deixou o sucessor (também escolhido por ele) trabalhar por Natel porque eram velhos amigos.
Para aquelas convenções – todas no mesmo dia – havia outras candidaturas rebeldes, em outros estados, o que significa que o”Alemão” (apelido do Geisel) também sofreria derrotas. No caso Natal, o general Figueiredo enviara telegrama, lido da tribuna da Câmara, pelo deputado Alcides Franciscato, concitando todos os convencionais a fazerem de Natel o vencedor do pleito. Mas o telegrafo não o ajudou. 
Imagem de divulgação de campanha
 Na verdade, Maluf fora mais intenso na busca de votos, marcando homem a homem os convencionais. O Governo anteviu o que ocorreria – derrota que não atingiu o poderoso ministro chefe da Casa Civil, o general Golbery do Couto e Silva, que preferia Maluf – e quando viu a vaca afogando no brejo, desesperadamente, a Executiva da ARENA-SP apreciou denúncia do deputado Agnaldo de Carvalho Junior, de fraude na indicação do Paulo Salim, e a encaminhou à Justiça Eleitorl, que julgou-se incompetente para aprecia-la.
 Candidato a vice-governador na chapa malufista, o deputado José Maria Marin reconheceu a atitude como “reconhecimento antecipado da derrota”.
As urnas da votação foram levadas ao Tribunal Regional Eleitoral-SP pelo presidente da comissão executiva arenista paulista, Cláudio Lembo, em viatura policial, acompanhado pelo delegado/diretor do temível DOPS-Delegacia de Ordem Pública e Social, Romeu Tuma, e o líder governista na Assembleia Legislativa-SP, o deputado Nabi Abi Chedid.
 Desse time, Paulo Maluf já esteve preso, acusado por corrupção; José Maria Marin está preso, nos Estados Unidos, acusado pelo mesmo tema; Nabi Chedid teve o cargo de deputado estadual preservado pelo Ato Institucional Nº 5, da ditadura militar, que fechou, em 7 de fevereiro de 1969, a Assembleia Legislativa –SP, até 31 de maio de 1970, e cassou os mandatos de 27 colegas dele, e um suplente.
 Ele foi, também, vice-presidente  da Confederação Brasileira de Futebol – 1986 a 1989 –, numa das piores fases do futebol brasileiro e comandou a seleção que foi à Copa do Mundo-1986, quando o Brasil foi eliminado, vergonhosamente.
Dilma reproduzida de foto oficial
Quanto a Michel Temer, já garantiu o título de pior presidente civil que o Brasil já teve, suplantando Dilma Roussef, que esculhambou a economia, fazendo o desemprego e a inflação crescerem, entre outros itens.
Temer passará à história como chefe do governo que patrocinou a indecente proposta – mundialmente repudiada – dificultando a verificação de trabalho escravo no país, algo que a Princesa Isabel havia abolido, em 1822, há 195 anos, ou quase dois séculos. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal cortou o barato. 
 Vários colaboradores do presidente Michel estão presos ou denunciados em vários inquéritos, por corrução. Como Maluf e Marin.
Mais coincidências na tela do cinema do tempo? A presidente Dilma Roussef nomeou Lula chefe da sua Casa Civil e  Michel Temer criou pasta para Wellington Moreira Franco, a fim de terem foro privilegiado.
 Por estas e por outras é que pesquisa do grupo de análise política "Eurásia" apontou Temer como o  presidente mais impopular do planeta, com apenas 3% de aprovação.Temer é mais odiado até do que Jacob Zuma, seu colega da África do Sul, acusado de corrupção, mas com 18% de aprovação, e do que o venezuelano Nicolás Maduro, com 23%.

Maduro reproduzido de twitter.com
Em três meses, Temer livrou-se de duas denúncias – a desta semana sobre obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Agora, por 251 x 233 votos. Para isso, passava muito tempo reunido com quem poderia salvar-lhe, em horário em que deveria estar trabalhando.
 Será que não haveria nada do interesse do Piauí para decidir, enquanto ele cuidava de interesses particulares, dentro do Palácio do Planalto?
É hora de o Congresso Nacional criar uma lei proibindo presidentes da república de usarem a sua casa para cuidarem de si.
 Se o médico, o engenheiro, o professor  faltarem ao emprego, terão o seu ponto cortado. Já o presidente da república não trabalha e ainda ganha – tudo pelo individual, nada pelo social, em tais instantes.
 Mas nem só Temer fez reuniões de interesse particular no Palácio do Planalto. Outros, também, fizeram. O filme é só reprisado.          

 

     

 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CHICO MIL

Durante a década-1960, uma das figuras mais queridas de São Januário era o roupeiro Chico. Quem muito o curtia era o goleiro Valdir Appel, que conta  várias histórias sobre o cara. Uma delas é a da camisa 1000.
Antes, Pelé havia vestido a camisa vascaína, em 1957, pelo
Combinado Vasco-Santos, que o levou à Seleção Brasileira
Relembra Valdir, que estava no banco dos reservas vascaínos, quando Pelé marcou o milésimo – 19.11.1969 –,  uma grande comemoração tomou conta do gramado do Maracanã. Então, Chico,  misturou-se a jogadores, repórteres e curiosos, e conseguiu vestir a jaqueta cruzmaltina no "Rei", com o número 1.000 às costas, usada na volta olímpica. Depois do jogo, o Chico ainda conseguiu réplicas autografadas, pelo craque, da bola e da camisa.
Valdir diverte-se contando, também, o que rolou em um Vasco x Botafogo, no mesmo Maracanã. “Levei uma bolada na coxa esquerda e caí, contorcendo-me por tanta dor. O socorro do Chico foi rápido. Ele ajoelhou-se do meu lado e, sem querer, jogou éter no meu “saco”. Sai do chão, como um saci, pulando com uma perna só e urrando de dor. Gritei: Chico, seu filho duma égua.Vou te matar". O Chico saiu correndo e eu atrás dele. E o povão rindo, sem entender o que estava acontecendo".
Chico começou no Fluminense, em 1965, levado pelo médico Arnaldo Santiago. Em 68, um outro médico, Luiz Leão, o levou para o Vasco. Trabalhou para o time campeão carioca-1970 e foi o primeiro massagista do Volta Redonda (fundado em 1976), indicado por gentona, como o então presidente da CBD, Heleno Nunes,  Flávio Costa  e Paulinho de Almeida (ex-treinadores do Vasco).
Reprodução da revista "Grandes Clubes".
 Em 1982, Chico foi para o Sharjah, dos Emirados Árabes, campeão-1983 e ficou até 1985. Em 1986, esteve no Schamal, do Catar, campeão da 2ª divisão. Depois, andou pelo Catar Clube e a seleção do Catar, até 1994, ficando campeão da Ásia com o treinador Dino Sani. Parou em 1994.
  Chico assim como a camsisa que vestiu em Pelé, vivia a mil. Fora do futebol, nas horas vagas trabalhou como terapeuta de madames e pintor paisagístico. Chegou a vender 24 quadros numa exposição na "Cidade Maravilhosa" e, ainda negociava, placas publicitárias no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Ele mesmo pintava os outdoors. Grande Chico! 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 2 X 0 PORTUGUESA

                             Fotos reproduzidas da revistas Esporte Ilustrado 
  O Vasco da Gama estreou no Campeonato Carioca-1953 no domingo 12 de julho, vencendo a Portuguesa, por 2 x 0, em São Januário.
Logo, cumpriu com o “dever de casa”, pois o adversário sempre foi um velho freguesão de caderneta – entre 5 de novembro de 1937 e 18 de fevereiro deste 2017, em 59 encontros, só venceu três, pelo Estadual.
 O prélio foi apitado por Carlos de Oliveira Monteiro, o “Tijolo”, e as tijoladas na rede foram mandadas por Alfredo e Djayr.
Dirigido  por Flávio Costa, o time alinhou: Ernâni, Mirim e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo, Maneca, Friaça, Pinga e Djayr.
O resultado deixou a rapaziada empatada com América, Botafogo e Flamengo, os vencedores da primeira rodada, todos com dois pontos ganhos, o critério da época.  

Vasco da Gama started the RJ Championship-1953 on Sunday, July 12, beating Portuguesa, by 2 x 0, in São Januário.
Complies with your obligation, because ever had been won a old friend - between 5 november 1937 and 18 de february 2017, in 59 meeting the Portuguessa only won three for the Estadual.
 The game was peppered by Carlos de Oliveira Monteiro, the "Tijolo", and the tijoladas in the net was sent by Alfredo and Djayr.

Directed by Flávio Costa, the Vasco da Gama boys named: Ernâni, Mirim e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo, Maneca, Friaça, Pinga and Djayr.
The result put the team tied with America, Botafogo and Flamengo, the winners gives first shot, all them with two points, the criterion of that time.

DESENHO: WILLIAM GUIMARÃES. FOTO: "ESPORTE ILUSTRADO"



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

VASCO DOS GRAFICOS - 4 X 1 FLAMENGO

  Em 26 de novembro de 1950, o Vasco mandou 4 x 1 Flamengo, no Maracanã, valendo pela quarta rodada do segundo turno do Campeonato Carioca – o jogo do primeiro turno fora Vasco 2 x 1, em 24 de setembro.
A superioridade vascaína esteve tão grande, que a “Turma da Colina” chegou a escrever quatro gols de frente, no primeiro tempo, marcados por Ipojucan (3) e Alfredo, em apenas nove minutos – na etapa final, o adversário fez o seu “unzinho”.
Apitado pelo inglês Sunderland, aquele “Clássico dos Milhões” rendeu Cr$ 415 mil, 460 cruzeiros e não teve público divulgado. De acordo com a revista “Esporte Ilustrado”, mesmo com o tempo não colaborando, a presença das duas torcidas fora boa.  
Treinado por Flávio Costa, a equipe cruzmaltina alinhou, na ordem da foto: Barbosa, Laerte, Augusto, Ely, Danilo e Jorge (em pé, da esquerda para a direita); Alfredo, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Djayr, agachados, na mesma ordem, ao lado do massagistas Mário Américo. Na época, vitória valia dois pontos, tendo o Vasco chegado a 11, em 14 jogos, com 53 gols pró.
Este foi mais um jogo da campanha do titulo de campeão carioca-1950, que totalizou 17 triunfos, em 20 compromissos, atingindo 74 gols a favor e saldo de 21.
O Flamengo estava sem vencer o Vasco desde 1 x 0 de 29 de outubro de outubro de 1944, quando Valido subiu nas costas de um zagueiro vascaíno para marcar um gol ilegal. Portanto, há mais de seis temporadas só sendo afogado pelo “Almirante”.       

terça-feira, 24 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - FIM DE PAPO


 Desde 12 de junho de 1932, quando se enfrentaram, pela primeira vez, e ficaram nos 3 x 3 – estádio da Rua Cândido Silva –, pelo Campeonato Carioca, Vasco da Gama e Olaria já se cruzaram em 110 oportunidades – a última em 20 de abril de 2014, em São Januário, com 2 x 0 para os anfitriões.
 Os encontros valeram, ainda, por mais seis competições e amistosos, totalizando 82 triunfos vascaínos e apenas oito do rival. Há mais 20 empates, um dos quais o desse gráfico desenhado por Williams Guimarães, para o Nº 977, de 23 de dezembro de 1956, da revista carioca “Esporte Ilustrado”.
Encerrava-se o Campeonato Carioca, com a “Turma da Colina” carregando o caneco, antecipadamente, e nem precisando correr muito, pois entrara em campo campeão – totalizou 58 pontos,  contra 53 do segundo colocado, o Fluminense..
O prélio rolou na casa do adversário, à Rua Bariri, e o tento cruzmaltino foi marcado por Lierte, no segundo tempo. Martim Francisco era o treinador e a rapaziada daquele fim de festa chamava-se: Hélio, Ortunho e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Valmir, Livinho, Vavá, Válter Marciano e Lierte.
 Como se observa, havia Laerte e Lierte na equipe que disputou 22 compromissos, vencendo 16, empatando quatro empates,  marcando 58 gols e obtendo um saldo de 42.
 
From june 12, 1932, when they faced each other for the first time and stayed in the 3 x 3 - Rua Cândido Silva stadium - Campenato Carioca, Vasco da Gama and Olaria already crossed in 110 opportunities - the last on 20 April 2014, in São Januário, with 2 x 0 for the hosts.
 
The meetings were also valid for six more competitions and friendlies, totaling 82 Basque wins and only eight of the rival. There are another 20 draws, one of which is the one drawn by Williams Guimarães, for the No. 977, dated December 23, 1956, of the Rio magazine "Esporte Ilustrado".The Carooca championship was closed, with the "Turma da Colina" carrying the hole, in advance, and not needing to run too much, since it had entered the field champion - totaled 58 points, against 53 of the second place, Fluminense.
 
The prélio rolled in the opponent's house, at Bariri Street, and the crossmaltino attempt was scored by Lierte in the second half. Martim Francisco was the coach and the boy of that party's end was called: Helio, Ortunho and Bellini; Laerte, Orlando and Coronel; Valmir, Livinho, Vavá, Válter Marciano and Lierte.
 
As can be seen, there were Laerte and Lierte in the team that played 22 appointments, winning 16, drawing four draws, scoring 58 goals and getting a balance of 42.

 
 

   

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - JOÃO SILVA

Além de ter pedido um jogo, por W x 0, por não comparecimento (25.11.1943) ao seu estádio, o  glorioso Club de Regatas Vasco da Gama já viveu uma outra situação "extraordinariaríssima": um presidente não votou nele. Esquisito? Pois aconteceu.
Na noite de 10 de janeiro de 1966, por motivos aquáticos: um tremendo temporal impediu o cartola João Silva de chegar à Rua General Almério de Moura, onde 85 membros do Conselho Deliberativo foram mais rápidos do que a tromba d´água e reuniram-se
Assim como fora extraordinária a reunião dos “Cardeais da Colina”, para tornarem João Silva presidente do Vasco (37º), o motivo, também, foi uma outra esquisitice na história cruzmaltina: o presidente anterior, Manuel Joaquim Lopes (desde 1964), renunciara, por ter recusado uma sua proposta, apresentando um candidato a conselheiro. Então, João Silva entrou no rolo como presidente-tampão, para ficar até março de 1967, quando foi eleito Reynaldo de Mattos Reis, que terminou sendo o primeiro presidente vascaíno com mandato caçado (em 1969) pelos conselheiros. 
Para completar o rol de esquisitices daquele período vascaíno, o vice-presidente Antônio Soares Calçada, que havia, também, decidido renunciar ao seu cargo, desistiu da desistência e ficou na diretoria do João. Um dia antes de sua eleição, João Silva não aceitava o cargo. Mas, durante o almoço do 10 de janeiro, o ex-presidente Alah Batista (1961/1963) e o conselheiro Joaquim Melo o fizeram “desrecusar” a recusa, com o compromisso de escolher os assessores.
Em pé ( com uma mão na cintura), o presidente João Silva
 bateu uma bolinha com a rapaziada
João Silva nasceu em Portugal, em 1921, e veio para o Brasil com dois anos de idade.
 Em 1930, já era sócio contribuinte do Vasco. Em 1940, quando a sua família mudou-se par Juiz de Fora-MG, ele desligou-se do clube.
De volta ao Rio de Janeiro, dois anos depois, comprou um título de sócio proprietário, por Cr$ 5 mil cruzeiros, pagando prestações mensais de Cr$ 500 cruzeiros.
Em sua vida cruzmaltina, João Silva chegou a ser diretor social; de pugilismo; de basquetebol; de futebol amador; vice-presidente de esportes terrestres e de futebol, e presidente do Conselho Deliberativo.
Casado, com Amélia Silva, o português João foi pai de Marilda e Marilene. Além associado do Club de Regatas Vasco da Gama, era de mais 30 outros clubes. O Bonsucesso o convidou, por várias vezes, para presidi-lo, mas ele sempre recusou, com uma justificativa: “Sou vascaíno e gosto de trabalhar pelo Vasco”.        

domingo, 22 de outubro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - DILMA, A 1ª BRASILEIRA PRESIDENTE

Com Dilma Roussef, esta série chega ao fim, abordando as mulheres que chefiaram governos em seus países. Nos domingos anteriores, lemos sobre Violeta Chamorro (1900 a 1907), da Nicarágua; Janet Jagan (1997 a 1999), da Guiana; Mireya Moscoso (1999 a 2001), do Panamá, Laura Chichilla Miranda (2010 a 2014), além das argentinas Isabelita Perón e Cristina Kirchner, e a chilena Michelle Bachelet.
AGUARDAR PESQUISA
Foto oficial distribuída pelo Palácio do Planalto

sábado, 21 de outubro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO - HISTÓRIAS QUE O TEMPO ESTÁ DEIXANDO ESQUECIDAS

1800 - O filósofo prussiano Immanuel Kant, que viveu entre 1724 e 1804,  foi  considerado o principal da era moderna, Pai da filosofia crítica, fez uma síntese entre o racionalismo continental e a tradição empírica inglesa. Diariamente, ele fazia um passeio, em Koenigsberg, onde residia. Um dia, não o fez. Naquele dia, começou a Revolução Francesa, que mudou a história do século 18. As 11 temporadas seguintes mudaram o mundo.

1948 - O presidente da Academia Brasileira de Letras, Austragésilo de Atahyde, às 15 horas de todas as quintas-feiras, chegava à casa, assinava o livro de ponto, passava pela sala da secretária e ia sentar-se em sua cadeira presidencial. Deixava a porta entreaberta para não perder um fuxico. Quem entrava, quem saía? Ficava ligado.

Foto oficial da Academia Brasileira de Letras
1951 - Batizado e registrado por Belarmino Maria Austragésilo Augusto de Atahyde, ele era acadêmico desde 1951, na vaga de Oliveira Viana. Quando presidente, um repórter perguntou-lhe o que ele havia feito ela sua terra – Caruaru, em Pernambuco.
O homem que fora uma das lideranças na redação da Declaração Universal  dos Direitos Humanos, em 1948, ao lado do jurista e filósofo francês René Cassin, respondeu: “Nasci lá”.
Quase sacerdote ordenado pelo Seminário da Prainha, em Fortaleza-CE, Atahyde largou tudo pelo jornalismo e tornou-se uma das penas mais brilhantes destas plagas. Parecia ser um sujeito sisudo –  nem tanto.
Constatou o mesmo repórter que fez-lhe a pergunta acima e disse-lhe estar em dúvida sobre algo que conversavam. Ao que ele disse-lhe: "Não se preocupe com a sua duvida, Deus acredita em você”– sisudo muito engraçado!  

1990 - Frase do deputado Roberto Campos, na década-1990: “Abundam em nossa paisagem dois tipos de inocentes perigosos: o burro honesto e o benemerente cruel. Ambos sucumbem a ilusões incorrigíveis”. Deu pra entender? Caso não, recorre ao terreiro espírita mais próximo e chame o  homem no saco, para explicar isso ao povão que votou nele, aquele mesmo que não sabe votar, como disse o gênio (do futebol) Pelé.

1990 - A deputada Marilu Guimarães, por volta da primeira metade da década-1990 presidia uma CPI que investigava a exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela acreditava que isso só ocorresse na região amazônica. Com certeza, São Paulo e Rio de Janeiro não deveriam fazer parte do mapa do Brasil dela, que era parlamentar do PFL-Mato Grosso do Sul.    

1991 - Assim que a União Soviética acabou, a Rússia voltou e a sua presidência ficou com Boris Yeltsin, este convidou o antes dissidente Aleksandr Soljenitzyn a voltar à sua terra, da qual fora expulso, em 1974, pelo então líder comunista Leonid Brejnev. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, em 1970, ele aceitou voltar, mas não para se candidatar a cargo político. Apenas para escrever um ciclo de obras iniciadas – cá entre nos: falar de um sujeito que brigava contra a tirania absolutista, com o presidente Michel Temer, que faz tudo para se manter no poder, inclusive propor lei que dificulta  a verificação de trabalho escravo é muita baixaria, não é?     

1993 – O presidente do PMDB, deputado Luís Henrique-SC, dizia que seria dificílimo devolver cargos ao governo. Motivo: o partido nem sabia quantos detinha. Para ele, se isso acontecesse, seria instalada uma desorganização administrativa no país, com tantos cargos vagos ao mesmo tempo. Dizia, também, que nomear e demitir eram fáceis. Substituir todo um quadro administrativo era complicadíssimo no Brasil.
Reproduzido de www.movsocial.org
1993 – O governador-RJ Leonel Brizola e o sindicalista Luís Inácio Lula da Silva lideravam campanha contra a revisão da Constituição-1988, projeto do senador Humberto Lucena-PB e do deputado Inocêncio de Oliveira-PE.
A revisão estava marcada para começar em 6 de outubro, um dia depois do aniversário de cinco temporadas vigentes do livrinho editado pelo Doutor Ulysses (Guimarães). 
PDT e PT eram apoiados nisso pela OAB  e anunciavam ir ao STF para tentar barrar a revisão, da qual era a favor PMDB, PFL, PPR e PSDB.
O motivo pelo qual Lula era contra estava ligado à proibição, por uma nova lei eleitoral, de imagens  de comício, caravanas e quaisquer outras filmagens externas a estúdios no horário gratuito da TV. Lula já havia feito duas caravanas e filmado encontros com lideranças pelo Brasil a fora. Não pretendia perder tudo aquilo que pudesse enriquecer os programas do PT.  O novo texto permitia só a foto e o nome do candidato.    

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 5 X 2 "CANTUSCA"

Desenhos de William Guimarães
No dia 20 de novembro de 1954, o Canto do Rio apresentou-se, em São Januário, completamente desmotivado para encarar o Vasco da Gama.
 Era o último colocado do Campeonato Carioca, com  10 derrotas e 3 empates, em 13 jogos, tendo marcado 13 e sofrido 45 gols. Além disso, falava-se em extinção do seu futebol profissional.
De sua parte, o “Almirante” nada tinha nada a ver com os insucessos alheios. E mandou-lhe mais uma pancada: 5 x 2.
O placar deixou a “Turma da Colina”  com 10 vitórias e um empate, nas mesmas 13 partidas, o que lhe fazia vice-líder, atrás de Flamengo (3 pontos) e à frente de Bangu, América e Fluminense (2); Botafogo (3); Madureira (6); São Cristóvão, Portuguesa e Olaria (8); Bonsucesso (9) e Canto do Rio (10).
O  Vasco abriu o placar, aos 18 minutos, com Sílvio Parodi cobrando pênalti cometido por Arnóbio (mãos na bola, dentro da área). Aos 23, o visitante assustou, empatando, mas Vavá fez jogada individual, entrou na área, chutou, o goleiro deu rebote e ele fez 2 x 1, o escore do primeiro tempo.
Na etapa final, aos 3 minutos, Ademir Menezes aumentou a conta; aos 12, Vavá voltou ao filó, desmontando, de vez, o visitante, que fez mais um gol, aos 25.
No entanto, um minuto depois, Sabará aproveitou-se de confusão entre Moreno e Arnóbio, surgiu entre ambos e fechou a conta.
O jogo foi apitado por Paul Wissling, rendeu Cr$ 62 mil, 110 cruzeiros e 50 centavos, sem público anunciado. O Vasco teve:  Victor Gonzalez, Paulinho de
 Almeida e Mirim; Ely, Amauri e Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi. O “Cantusca” alinhou: Liceto, Garcia e Carlos; Edésio, Moreno e Arnóbio; Almir, Osmar, Zequinha, Bené e Jairo.
 Foto abaixo reproduzida de página da revista carioca "Esporte Ilustrado".

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 'RUSH' PINGA

Portuguesa de Desportos e Corinthians se pegavam, na tarde do domingo 26 de outubro de 19852,  no Pacaembu. Os corintianos tentavam atingir 19 jogos invicto, para ficarem mais próximos da conquista da Taça dos Invictos, oferecida pelo jornal “A Gazeta Esportiva” ao time que quebrasse a marca estabelecida por um outro.
 Com 3 x 1 no placar, a torcida corintiana já comemorava. Mas a ‘Lusa do Canindé” não só virou a conta, para 4 x 3, como tirou o “Timão” daquela corrida.  Pinga marcou, aos 43 minutos do primeiro tempo e aos 26 do segundo. Um dos gols foi o gol mais bonito de sua carreira, embora não tenha definido se o primeiro ou o segundo.
A revista carioca “Esporte Ilustrado” – Nº 868, de 25.11.,1952 –  contou ter recebido passe de Renato, no meio do campo,  e partido para o gol, em um “rush” impressionante, vencendo vários marcadores e driblando o goleiro Gilmar.
Se o Vasco da Gama já o namorava, não faltou mais nada para celebrar o casamento, na temporada seguinte. Pinga tornar-se mais um craque da “Turma da Colina”,  até 1961, por 466 jogos e 256 gols.
Campeão carioca, em 1956 e em 1958, nesta mesma última temporada usou a faixa do Torneio Rio-São Paulo. Antes, em 1957, ajudou a trazer os canecos dos Torneios de Paris, na França,  e a Taça Tereza Herrera, da Espanha.        
Portuguese of Sports and Corinthians were caught, the afternoon of Sunday, October 26, 1952, in the Pacaembu. The Corinthians tried to reach 19 games unbeaten, to be closer to the conquest of the Cup of Undefeated, offered by the newspaper "A Gazeta Esportiva" to the team that broke the brand established by another.
 With 3 x 1 on the scoreboard, the Corinthian fans were already celebrating. But the 'Lusa do Canindé' not only turned the bill, to 4 x 3, but also took the "Timão" out of that race. Pinga scored, 43 minutes into the first half and 26 minutes into the second half. One of the goals was considered by him the most handsome of his career, although he has not defined any of the two.
The magazine Rio de Janeiro "Esporte Ilustrado" - No. 868, dated 25.11., 1952 - reported that Pinga received a pass from Renato in the middle of the field, and left for the goal in an impressive rush, winning several markers and dribbling the goalkeeper Gilmar.
If Vasco da Gama was already dating him, there was nothing left to celebrate the wedding the following season. Pinga became another star of the "Turma da Colina" until 1961, for 466 games and 256 goals.
Carioca champion, in 1956 and in 1958, this same season he used the Rio-São Paulo Tournament track. Before, in 1957, helped to bring the canecos of the Tournaments of Paris, in France, and the Cup Tereza Herrera, of Spain.


  

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

FIGURAÇAS DA COLINA - BOLÃO

 Em 16 de julho de 1922, a torcida cruzmaltina comemorou uma goleada, por 8 x 3, sobre o Carioca, pelo Campeonato Estadual da Segunda Divisão. A metade das bolas no filó saiu dos pés de Claudionor Corrêa, que tinha o apelido de "Bolão". Portanto, jogava um bolão. Tanto que fora uma dos investigados pela Comissão de Sindicância da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA), sob a acusação de receber dinheiro para defender o Vasco.
Por sinal, para livrar o "Almirante" daquela "inquisição da bola", os comerciantes portugueses informavam aos "inquisidores" que os jogadores investigados trabalhavam em seus estabelecimentos. E que estavam fazendo serviços externos, quando não eram vistos no recinto". Mas o Claudionor  trabalhava, realmente. Na Companhia Fábrica de Botões e Artefatos de Metal.
Claudionor "Bolão" conquistou muitos fãs durante o Campeonato Carioca de 1922, quando a rapaziada vascaína carregou o caneco da Série B e ele foi o artilheiro da disputa, marcando 14 tentos, jogando adiantado. Fundamental na subida da equipe à elite do futebol carioca, para conquistar o bi-1923/1924. No entanto, Bolão ficou devendo. Marcou só dois gols, em 14 jogos (11 vitórias, dois empates e uma queda) deste time-base: Nélson, Leitão e Cláudio (Mingote); Nicolino, Claudionor e Arthur; Paschoal,Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito – em 1922, era: Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Bráulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito.
Em 1924, Claudionor colocou mais goleiros pra chorar: quatro tentos, atuando em 14 das 16 partidas, todas vencidas pelo Vasco, que mandou 46 pelotas no saco, e só deixou passar nove. "Bolão" seguia titular, neste time-base: Nelson, Leitão e Mingote; Brilhante, Claudionor e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Cecy e Negrito.
Ao que tudo indica, o treinador uruguaio Ramon Platero achava que "Bolão era indispensável ao seu time. Até 1927, o manteve em sua linha média. Confira:
1925 – Nélson, Espanhol (Cláudio) e Leitão (Mingote/José Manoel); Brilhante (Sílvio), Bolão e Arthur; Paschoal, Fernandes (Milton), Russinho (Jorge), Torterolli e Negrito (Patrício)
 1926 – Nélson, Espanhol (Sá Pinto) e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Milton (Tatu) e Negrito (Dininho).
1927 - Nélson, Espanhol (Brilhante) e Itália; Nesi, Bolão e Rainha (Sá Pinto); Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu (Galego) e Negrito (Badu).

RECADO AO LEITOR: o "kikenauta" Raimundinho Maranhão pediu para mudar o nome desta série, pois não lhe agradava CLUBE DOS ESQUECIDOS. Segundo ele, ficava parecendo que o torcedor vascaíno é um ingrato, não toma mais conhecimento de quem ajudou a fazer a história do clube assim que o atleta pendura as chuteiras.
 O "Kike" aceita a tese filosófica do amigo, embora pondere que seria muito difícil um torcedor nascido em 2.000, por exemplo, curtir antigos ídolos, como Ademir Menezes, Bellini, Pinga e outras feras feríssimas, mesmo sendo um pesquisador. Mas atende à sugestão do glorioso Raimundinho Maranhão, pois quem manda aqui é você, vascaíno, cruzmaltino, cruzcristense, cruzcristiano, etc.
O "Kike" ainda coloca ESQUECIDOS neste "post" do Dario, para deixar você ligado na série. A partir de amanhã, será  só FIGURAS DA COLINA. Combinado? Apôijz tá!  

terça-feira, 17 de outubro de 2017

FUXICOS DA COLINA - PAULINHO

  Quando Reinaldo Reis assumiu a presidência vascaína, ele desconsiderou as pressões dos conselheiros e, como gostava do trabalho do ex-lateral-direito vascaíno Paulinho de Almeida, fez valer a sua vontade foi busca-lo  no Olaria.
O Vasco terminou a temporada-1968 com Paulinho treinado o time A e o ex-ponta-esquerda Pinga comandando os juvenis. Trocado o calendário, Pinga subiu e Paulinho saiu de São Januário.
 Duas versões circularam sobre a queda de Paulinho: o Vasco teria lhe oferecido Cr$ 3,5 milhões de cruzeiros antigos (a moeda sofrera modificação) para renovar contrato, e ele pedira 5 milhões, além de bicho dobrado. Teria havido falta de acordo financeiro.
A outra versão assegurava terem alguns “cardeais” da Colina vetado a continuidade de Paulinho, com o endosso do presidente Reinaldo Reis, por o treinador ter perdido dois títulos em 1968, o Campeonato Carioca e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Robertão e de Taça de Prata. Comentou-se, adicionalmente, que o Vasco teria consultado Orlando Fantoni, treinador do Cruzeiro, para ser o seu supervisor, o que poderia manter Paulinho no cargo, mas o mineiro recusara. E que pesava, também, contra Paulinho, o fato de ele não escalar o centroavante Bianchini, que já defendera a Seleção Brasileira.
Com Paulinho, o “Almirante” só vencera um jogo – 2 x 1 América – da Taça Guanabara-1968 e perdera o título carioca-1968, para o Botafogo. Então, os cartolas voltaram a pressionar Reinaldo pela contratação de Tim. Novamente, ele resistiu, dizendo que Paulinho merecia uma nova chance durante o Torneio Roberto Gomes. Mas, como o time vascaíno não fez boa campanha na disputa, Paulinho de Almeida não ficou para o inicio da temporada seguinte, tendo o ex-ponta-esquerda Pinga assumido a sua vaga.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - JORGINHO CARVOEIRO

O cronômetro do árbitro Armando Marques marcava 33 minutos dos segundo tempo.O apoiador Alcir Portella lançou e o ponta-direita Jorginho Carvoeiro balançou a rede do Cruzeiro. Dali até o final da partida, dos 112.993 pagantes, a maioria cruzmaltina, só fez festa, no Maracanã.
Caminhava o Vasco da Gama para conquistar o seu  primeiro título de campeão brasileiro. E, graças aquele gol, carregou a taça e colocou a faixa. Era 1º de agosto de 1974 e o Maracanã assistia à primeira grande noite de glória de Jorginho Carvoeiro, que recebera aquele apelido por causa de um amigo que exercia talo ofício.
 Garoto talentoso, Jorge Vieira, verdadeiro nome, chegou ao Bangu, aos 14 de idade, para iniciar a carreira. Em 1971, foi convocado para a Seleção Brasileira de amadores, disputou o Torneio de Cannes, na França, voltou campeão e eleito o melhor da competição.
Reprodução de www.vascofotoswordperess- Agradecimentos
 Pela temporada seguinte, Jorginho já estava defendendo o Vasco. Mas ele teve pouco tempo para comemorar a glória.
Nascido em Castelo-ES, em 11 de outubro de 1953, Jorginho viveu só até 13 de julho de 1977,  quando foi tragado pela leucemia.
JOGO DO TÍTIULO - Ademir, substituindo o machucado Peres, abriu o placar, aos 14 minutos. O Vasco de Jorginho Carvoeiro virou de etapa na frente, mas Nelinho empatou, aos 64.
Então o destino reservou aquela noite de glória para o atacante da "Turma da Colina", que formou ao lado de: Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés, Alfinete, Alcir, Zanata, Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos, que eram treinados por Mario Travaglini.
Foi esta a campanha vascaína com a ajuda de Jorginho Carvoeiro: Vasco 2×0 Coritiba; Vasco 0×0 Desportiva-ES; Vasco 1×1 Flamengo; Vasco 2×1 Remo-PA; Vasco 0×0 Paysandu-PA; Vasco 0×0 Botafogo; Vasco 0×0 Bahia; Vasco 0×0 Vitória-BA; Vasco 1×2 Fluminense; Vasco 3×2 América-RN; Vasco 3×0 Itabaiana-SE; Vasco 1×1 Olaria; Vasco 1×0 Tiradentes-PI; Vasco 0×2 Sampaio Corrêa-MA; Vasco 0×1 América-RJ; Vasco 1×0 Avaí-SC; Vasco 0×1 Grêmio; Vasco 1×1 Atlético-PR; Vasco 3×1 Internacional.SEGUNDA FASE: Vasco 3×0 Operário-ms; Vasco 0×0 Nacional; Vasco 2×0 Atlético-MG; Vasco 2×0 Corinthians; Vasco 0×0 Vitória-BA.TERCEIRA FASE: Vasco 2×1 Santos; Vasco 1×1 Cruzeiro; Vasco 2×2 Internacional-RS. FINAL: Vasco 2 x 1 Cruzeiro.

RECADO AO LEITOR: o "kikenauta" Raimundinho Maranhão pediu para mudar o nome desta série, pois não lhe agradou CLUBE DOS ESQUECIDOS. Segundo ele, assim fica parecendo que o torcedor vascaíno é um ingrato, não toma mais conhecimento de quem ajudou a fazer a história do clube assim que o atleta pendura as chuteiras.
 O "Kike" aceita a tese filosófica do amigo, embora pondere que seria muito difícil um torcedor nascido em 2.000, por exemplo, curtir antigos ídolos, como Ademir Menezes, Bellini, Pinga e outras feras feríssimas, mesmo sendo um pesquisador. Mas atende à sugestão do glorioso Raimundinho Maranhão, pois quem manda aqui é você, vascaíno, cruzmaltino, cruzcristense, cruzcristiano, etc.
O "Kike" ainda coloca ESQUECIDOS no "post" do Dario, para deixar você ligado na série. Depois, ficará sendo só FIGURAS DA COLINA. Combinado? Apôijz tá!