Vasco

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

FIGURAS DA COLINA - KOSILEK

Kosilek e Buglê, campeões carioca-1970,
reproduzidos da revista Fatos&Fotos
Conta-se que o Vasco da Gama gostara muito de um atacante do Coritiba e telefonara ao clube paranaense, sondando a compra do passe de um jogador loirinho e com nome de polonês, começando pela letra “K”. Era só do que lembravam em São Januário.
Para não perder o dinheiro vascaíno, o Coritiba enviou Kosilek, que tinha as características descritas pelo Vasco que, na verdade, queria Krüger, seu companheiro de  dupla de ataque, maior ídolo do time e garoto-propaganda em projetos comerciais.
KOSILEK SEMPRE sempre sustentou que a tal história fora inventada pelo presidente do Coritiba, Evangelino Costa Neves, para se promover, dizendo que passara a perna nos “portugas”.  
 Kosilek era um bom atacante. Durante as temporadas 1968/1969, matara a pau no ataque do Coritiba, marcando 40 gols entre jogos oficiais e amistosos, sendo destaque na campanha bi estadual.
 NO ENTANTO, Kosilek não conseguiu  emplacar na Colina, como no 7 de setembro de 1969, quando marcou os dois tentos de Vasco 1 x 2 Coritiba, pela Taça de Prata (um dos embriões do Brasileirão) e foi uma das maiores figuras da partida. Terminou barrado, por Valfrido, e só disputou cinco jogos do Campeonato Carioca-1970, quando a “Turma da Colina” quebrou o tabu, de 12 anos, sem títulos estaduais.
 Em São Januário, Kosilek chegou com 26 de idade, pesando  79 quilos e medindo 1m80cm, bela estatura para um centroavante. Custara Cr$ 200 mil cruzeiros (moeda da época) e levou Cr$ 20 mil, de luvas (antigo arranjo financeiro), para compensar os 15% sobre o valor do passe (antigo atestado liberatório do atleta), pois ele ainda não tinha direito ao benefício.       
DEPOIS DO SEU pouco tempo como cruzmaltino, Kosilek foi para o Vitória-BA e voltou ao Jandaia-PR, onde encerrou uma trajetória iniciada no Corinthians e que inclui também o Internacional, na década-1960. Confira os jogos vascaínos dele: 22.02.1970- Vasco 0 x 2  Flamengo; 24.03.1970 -  1 x 0  Rio Branco-ES;05.04.1970 - 0 x 2  Bangu; 26.04.970 -  1 x 0  América-RJ; 01.05.1970  0 x 0  Flamengo;03.05.1970  2 x 0  Desportiva-ES;  10.05.1970 -  0 x 2  Flamengo; 01.08.1970 - 1 x 0  Olaria; 09.08.1970 - 1 x 0  Flamengo;15.08.1970 -  2 x 0  Portuguesa-RJ; 13.09.1970 - 3 x 2  América-RJ;20.09.1970 - 0 x 2  Fluminense;17.10.1970  - 5 x 1  Santos-SP;04.11.1970 -  4 x 0  CSA-AL.
 Portanto, 14 jogos, com 9 vitórias, um empate e quatro escorregadas, marcando só dois gols, no 1’ x 0 América-R|J e nos 4 x 0 CSA-AL.  
NASCIDO EM SÃO PAULO, em 3 de abril de 1944, João Kosilek Júnior era filho de um alemão coma uma iugoslava, começou a carreira como juvenil do Corinthians, em 1962. Chegou a fazer uma partida pelo time principal, mas sem balançar a rede. Entre 1963/1964, foi para o Internacional-RS, como parte do pagamento do passe do goleador Flávio “Minuano”. Dos Pampas, saiu para ser campeão paranaense da Série B-1965, com o Jandaia, que o segurou até 01.12.1967, quando o Coritiba o levou.
 SAÍDO DA COLINA, Kosilek passou por Vitória-1971; Água Verde-PR-1972; Bangu e Campo Garnde-RJ-1973; Rio Branco-ES-1974 e, finalmente, Jandaia-1977.
Kosilek (D) ao lado de Krüger, em publicação histórica
editado pelo Coritiba, em 2016
 Kosilek jamais procurou desculpas para o seu insucesso na Colina.
 À “Revista do Esporte” Nº 575, de 25 de julho de 1970, ele disse ter estranhado a troca de time, mas não vira a adaptação como a causa do desacerto.
 “Não posso reclamar do Vasco. Encontrei bons companheiros... sempre mereci o máximo respeito e confiança dos treinadores, mas nada adiantou. Não acertei mesmo...”, foi franco.
 Depois de encerrar a carreira de atleta, ele tornou-se comentarista esportivo da Rádio Cidade de Jandaia. Viveu por 61 anos, até 15 de fevereiro de 2005.

VASCO DAS PÁGINAS - PARAGUAIO

Este cineminha da revista carioca "Esporte Ilustrado" é de um jogo pelo Campeonato Carioca-1955, mostrando o paraguaio Parodi cobrado pênalti e marcando o gol. Quem é este Parodi?
Trata-se de Sílvio Parodi Ramos, que esteve vascaíno entre 1954/1955.
Ele é conterrâneo de um grande ídolo do futebol paraguaio, o atacante, Romerito. Assim como este, nasceu em Luque (06.11.1931), onde iniciou a carreira, pelo Sportivo Luqueño, defendendo-o, entre 1953 a 1954.
Em seu primeiro ano vascaíno, Parodi entrava em uma escalação do treinador Flávio Costa, que usava, normalmente: Barbosa (Victor González), Paulinho e Bellini (Elias); Eli (Laerte), Mirim e Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) e Parodi. Em 1955,  seguia titular, mas já tinha Djayr em seu encalço. Flávio Costa escalava: Hélio (Ernani), Paulinho e Bellini (Haroldo); Mirim (Laerte), Orlando e Beto (Dario); Sabará, Válter (Maneca), Vavá, Pinga e Parodi (Djayr).
Após duas temporadas em São Januário, Parodi foi para a italiana Fiorentina e por lá ficou  em 1956/1957.
O atacante paraguaio Parodi experimentou, também, o futebol dos espanhóis, indo defender o Racing Santander, de 1961 a 1962. Em 1963, tentou jogar nos campos colombianos, pelo Américas, de Cali.
 No ano seguinte, já estava no Millonarios, em 1964, mas ficou na suplência do brasileiro Lima, um ponta-esquerda baixinho que fora titular no Corinthians.Não teve grande sucesso nessa empreitada colombiana.
Parodi foi, ainda, defensor do selecionado paraguaio. E, em 1987, treinou o time guarani. Baixinho, medindo 1m64cm de altura, disputou 40 partidas internacionais e marcou 10 gols. Teve o apelido de Rayo e, no Vasco, atuou, também, pela ponta-direita.

Who is this Parodi that appears scoring a penalty goal? It is Silvio Parodi Ramos, who was Basque between 1954/1955.
He is compatriot of a great Paraguayan football idol, the striker, Romerito. Like this, he was born in Luque (06.11.91), where he began his career, for Sportivo Luqueño, for which he acted in 1953/1954.
In his first Vasco year, Parodi entered a lineup of coach Flávio Costa, which he usually wore: Barbosa (Victor González), Paulinho and Bellini (Elias); Eli (Laerte), Mirim and Dario; Sabará, Ademir, Vavá (Alvinho), Pinga (Maneca) and Parodi.
In 1955, he was heading, but Djayr was already on his trail. Flávio Costa scaled: Helio (Ernani), Paulinho and Bellini (Haroldo); Mirim (Laerte), Orlando and Beto (Dario); Sabará, Válter (Maneca), Vavá, Pinga and Parodi (Djayr).
After two seasons in São Januário, Parodi went to the Italian Fiorentina and put there stayed in 1956/1957. He also experimented with Spanish football, defending Racing Santander from 1961 to 1962.
 In 1963, he tried Colombian football, for the Americas, in Cali. The following year, he was already in the Millonarios, in 1964, but was in substitution of the Brazilian Lima, a small left-wing who had been titular in Corinthians. He did not have great success in this Colombian enterprise.Parodi was, also, defender of the selected Paraguayan. And in 1987, he trained the Guarani team. Baixinho, measuring 1m64cm in height, disputed 40 international matches and scored 10 goals. It had the nickname of Rayo and, in the Vasco, also, acted by the tip-right. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

TRAGÉDIAS DA COLLINA - FLAPEÃO

Não há nada mais bola fora, para o torcedor cruzmaltino, do que o Flamengo vencer o Vasco da Gama, de virada, e sair de campo campeão, com uma rodada de antecedência. Aconteceu durante a noite do sábado 12 de fevereiro de 1955, valendo pela penúltima rodada do Campeonato Carioca-1954, que invadiu a temporada seguinte.
 Que tragédia! Rolava o terceiro turno, com os dois rivais, além, de Botafogo, Fluminense e Bangu, se pegando. A “Turma da Colina” terminou a etapa a dois pontos dos rubro-negros, em terceiro lugar, ainda vendo o América, vice., em sua frente. Quando nada, deixou os outros três concorrentes para trás.
Imagens reproduzidas de "Esporte Ilustrado" Nº 875, de 13.01.1955
 Se o glorioso “Almirante” tivesse segurado a onda, quando Ademir Menezes abriu o placar, complicaria as pretensões de bicampeonato dos flamenguistas. Mas deixou Índio e Paulinho mexerem no placar (um gol em cada etapa), proporcionando ao presidente rubro-negro, Gilberto Cardoso, e ao treinador Fleitas Solich comemorarem faixa e caneco debaixo do chuveiro do vestiário, com roupa e tudo. Afinal, faltava só uma semana para o Carnaval começar.      
 O Vasco pressionou durante os primeiros 20 minutos, viu Pinga acertar bola na trave, sofrer um pênalti (negado pelo juiz Antônio Viug) e desperdiçar duas ótimas chances de gol, na cara do goleiro Garcia. Mais? O zagueiro Elias contundiu-se durante o clássico.
 Aliou-se a tais infortúnios vascaínos o nó tático de Solich em seu colega vascaíno Flávio Costa, recuando Servílio para ajudar Pavão a tomar conta da zaga. Liquidou as ousadias ofensivas dos vascaínos durante o prélio que rendeu Cr$ 1.727,909,70.
 A tragédia daquela noite foi vivida por Victor Gonzalez, Paulinho de Almeida e Elias; Mirim, Laerte e Dario; Sabará, Ademir, Vavá, Pinga e Parodi. O Flamengo usou: Garcia, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Paulinho, Rubens, Índio, Benitez e Evaristo.
 Os vascaínos não queriam ver o Flamengo bi. E até poderiam atrapalhar mais, pois o rival não havia sido o mesmo do título de 1953. Caíra (0 x 3) ante o Fluminense e  (0 x 2)  o Bangu, mas não decepcionou tanto nos vexames. Tinha regularidade de crédito.
Como o rival mostrara-se pouco brilhante no início do terceiro turno, era só o Vasco não bobear. Mas bobeou. Então, o Fla jantou bacalhau naquela noitada que valeu-lhe o terceiro turno, com três vitórias e um empate, somando sete pontos, marcando 10 e levando quatro gols. De sua parte, o Vasco só venceu um jogo na etapa. Empatou dois e perdeu quando não deveria. Somou quatro e perdeu quatro pontos, fazendo oito e levando um gol.  

domingo, 29 de outubro de 2017

DOMINGO E DIA DE MULHER BONITA - A PRIMEIRA VEZ DAS BELAS CHOCANTES

A primeira vez de algumas mulheres é algo curiosíssimo para os homens. Com quem foi? Quem teve a sorte? Indagam eles. Para matar curiosidades assim, a revista carioca “Manchete” reproduziu, em  junho de 1978,  reportagem sobre o tema, produzida pela “Star Agency”.   
 Uma das belas a revelar a sua prmeira experiência sexual foi a atriz italiana Elza Martinelli. Filha de família com oito irmãos, desde cedo ela teve de tomar conta de si. Aos 15 de idade, a polícia salvou-lhe a virgindade, quando um soldado norte-americano, alcoolizado, rasgava a sua roupa.
Maria Schneider em foto divulgação do filme "O Último Tango em Paris"
 Elza tornou-se modelo fotográfico e não foi fácil segurar-se invicta, até casar-se. Durante a noite de núpcias, amedrontada, fugia do marido. Até que ele a agarrou e a jogou na cama. “ Fiqui indefesa e ele fez o que quis comigo. Mas, no dia seguinte, sem mais medo, foi a minha vez de fazê-lo pedir socorro”, contou. 
Duas outras atrizes, Ursulla Andress e Maria Schneider, tiveram estréias sexuais tétricas. A primeira, suíça, aos 16, caiu na lábia de um fotógra famoso que propôs-lhe posar para um folheto turístico. Levada para o estúdio do cara, a fim de receber aula sobre como posar, foi embebedada e amanheceu na cama dele, com dor de cabeça.
 Sob a ameaça de as fotos sexy para aas quais posara serem mostradas ao seu pai, ela passou oito dias viajando e posando para ele. Um dia, ela conseguiu roubar as fotos e fugir.
Quando foi para Roma, tentar ser modelo fotográfrico, as suas fotos nuas serviram, imediatamente, para ela arrumar emprego em dois filmes. “Felizmente, outros homens me fizeram esquecer aquele pesadelo”, afirmou a atriz que tornou-se a primeira, inesquecível e mais simbólica Bond Girl, da série do agente secreto 007, no filme “O Satânico Doutor No”. 
Úrsula em divulgação do filme
"O Satânico Doutor No"
De sua parte, a francesa Maria Schneider, que ficou famosa pela sua performance em “O Último Tango em Paris”, quando usa manteiga para transar, contou ter conhecido o sexo aos 14.
 Por acaso, entrou no quarto onde a tia que a criava transava, parecendo uma selvagem faminta. Gemia de tanto prazer, ao ponto de deixa-la boquiaberta, extática. Então, o cara a seduziu, os dois a despiram, a acariciaram e ela foi traçada. E ameaçada, pela tia, de ser colocada em um asilo se contasse a alguém.
Maria Schneider revelou ter transado com uns 70 homens, até atingir 17 de idade, e não escondia que transar com macho ou fêmea não fazia diferença para ela.  
A princesa Ira em foto reproduzida
 da revista carioca "Manchete"
Enquanto isso, uma das mais belas panteras das décadas-1950 em diante, Ira de Furstenberg, ou princesa Carolina Virginia Theresa Pancrazia Galdina de Fürstenberg, regozijava-se de ter subido ao altar como mandava o figurino. E garantia ter sido por amor a Alfonso de Hohenlohe.
 Ira tinha 15 de idade e contou ter ido para a noite de núpcias com muito medo, por ouvir coisas terríveis sobre o sexo. “Mas, naquela noite, Alfonso foi muito cuidadoso… foi perfeito”.
Ira nasceu em Roma, em 1940. Já o principado de Fürstenberg fica ao sul da Alemanha, ali pela Floresta Negra, o Alto Reno, o Lago Constança, os Alpes Suábios e a Boêmia. Os condes e príncipes de Fürstenberg, provavelmente, originam-se dos francos na época de Carlos Magno, que controlavam o sudoeste da Alemanhal.

       

  

FIGURAS DA COLINA - MAURÍCIO PINILLA


Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br
Quando o presidente Roberto Dinamite começou a presidir o Vasco, em 2008, a sua primeira grande contratação foi o atacante chileno Maurício Pinilla. O carinha chegou com muita adrenalina. Pena que, em seu terceiro jogo, sofreu contusão grave, que o tirou de cena por um tempão.
 Recuperado, Pinilla não topou continuar na Colina, pois o Apolon Limassol, do Chipre pagaa o que ele pedia para disputar o Brasileirão da Série B-2009.  Se não teve tempo para brilhar na Colina, Pinilla teve o seu dia de “quase gloria” no Mineirão, em 28 de junho deste 2014, quando acertou a trave do goleiro Júlio César, na última bola da prorrogação em que Brasil e Chile empatavam, por 1 x 1.
 Por um centímetro, ele deixou de eliminar o time canarinho da 20ª Copa do Mundo. No entanto, aproveitou o fato para ir ao estúdio “Tatoo Rockers”, em Santiago, e mandar o artista Marlon Parra fazer uma tatuagem do lance em seu corpo (foto abaixo), o que seus fãs chamaram de “marca de guerra”. E escreveu: “Um centímetro da glória”.
 Como o  Vasco descobriu Pinilla? Jogando um bolão pelo Universidad de Chile, pelo qual iniciou a carreira e para o qual voltou, após ter “ciganado” pelos italianos Inrternazionale e Chieveo; os espanhóis Celta e Racing Santander; o português Sporting e o escocês Hearts – depois de deixar o Vasco, ainda passou pelos italianos Grosseto e Parma, até chegar ao Cagliari, aos 30 de idade, em 2014.                                                                         
 Pinilla chegou a São Janário para ser titular. Mas, de cara, desagradou ao treinador Renato Gaúcho, por ter-se apresentado com dois dias de atraso e precisando perder alguns quilos. Estreou no 0 x 1 Flamengo (com gol contra de Jorge Luís), em 19 de outubro, no Maracanã, substituindo ao zagueiro Eduardo Luís, na etapa final. Passados 11 dias, atuou nos 2 x 0 Atlético-PR, de 30 de outubro, em São Januário, entrando na vaga de Mateus, também, no decorrer da partida.                          
No entanto, nas não mostrou muito veneno. Só o inoculou nas vistas da galera três dias depois, durante 1 x 0 Fluminense, no “Maraca”, entrando em lugar de Alan Kardec. Que pena! Saiu de campo com um estiramento muscular de grau 3, na coxa esquerda, encerrando a sua história cruzmaltina.
A UM CENTÍMETRO DA GLÓRIA
Reproduzido de www.vascominhavida.blogspot.com


sábado, 28 de outubro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS – 2 X 0 PORTUGUESA

  O Vasco da Gama estreou no Campeonato Carioca-1953 no domingo 12 de julho, vencendo a Portuguesa, por 2 x 0, em São Januário.
Logo, cumpriu com o “dever de casa”, pois o adversário sempre foi um velho freguesão de caderneta – entre 5 de novembro de 1937 e 18 de fevereiro deste 2017, em 59 encontros, só venceu três, pelo Estadual.
 O prélio foi apitado por Carlos de Oliveira Monteiro, o “Tijolo”, e as tijoladas na rede foram mandadas por Alfredo e Djayr.
Dirigido  por Flávio Costa, o time alinhou: Ernâni, Mirim e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo, Maneca, Friaça, Pinga e Djayr.
O resultado deixou a rapaziada empatada com América, Botafogo e Flamengo, os vencedores da primeira rodada, todos com dois pontos ganhos, o critério da época.  

Vasco da Gama started the RJ Championship-1953 on Sunday, July 12, beating Portuguesa, by 2 x 0, in São Januário.
Complies with your obligation, because ever had been won a old friend - between 5 november 1937 and 18 de february 2017, in 59 meeting the Portuguessa only won three for the Estadual.
 The game was peppered by Carlos de Oliveira Monteiro, the "Tijolo", and the tijoladas in the net was sent by Alfredo and Djayr.

Directed by Flávio Costa, the Vasco da Gama boys named: Ernâni, Mirim e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo, Maneca, Friaça, Pinga and Djayr.
The result put the team tied with America, Botafogo and Flamengo, the winners gives first shot, all them with two points, the criterion of that time.

DESENHO: WILLIAM GUIMARÃES. FOTO: "ESPORTE ILUSTRADO"

O VENENO DO ESCORPIÃO - JÁ VIMOS ESTE FILME. A PRÓXIMA SESSÃO JÁ COMEÇOU

Temer reproduzido de foto oficial
As semelhanças entre atitudes de governantes persistem – de vez em sempre! Caso do presidente Michel Temer afagando o coração e a mente da bancada ruralista, exatamente, quando seria votada a segunda denúncia contra ele.
 Às vésperas, seu governo propôs texto que o mundo repudiou sobre trabalho escravo no Brasil – coisa de Drácula!
     Em 1978, o Palácio do Planalto queria Laudo Natel como governador de São Paulo, o mais importante Estado do país. Mas o seu partido, a ARENA-Aliança Renovadora Nacional, rebelou-se e foi à convenção partidária eleger o dissidente Paulo Maluf, por 617 a 589 votos.
 No mesmo dia, os bens do candidato eleito e de sua mulher – Sílvia Lutfalla Maluf – foram bloqueados, preventivamente, pela Comissão Geral de Investigações, que apurava vultuosos empréstimos pelo grupo empresarial do casal junto ao Tesouro Nacional, considerados irregulares.
 Porque Temer não liberou bem antes a grana para emendas? Porque o bloqueio dos bens dos Maluf só ocorreu no dia em que o Paulo venceu a convenção? Drácula explica abaixo.
Drácula em reprodução de www.nossahistoria.com.br
No caso da derrota de Laudo Natel, ela atingia, no fundo, ao candidato à sucessão do presidente Ernesto Geisel, o também general João Batista de Oliveira Figueiredo, o grande fiador da candidatura – todas estavam escolhidas pelo presidente Ernesto Geisel, que deixou o sucessor (também escolhido por ele) trabalhar por Natel porque eram velhos amigos.
Para aquelas convenções – todas no mesmo dia – havia outras candidaturas rebeldes, em outros estados, o que significa que o”Alemão” (apelido do Geisel) também sofreria derrotas. No caso Natal, o general Figueiredo enviara telegrama, lido da tribuna da Câmara, pelo deputado Alcides Franciscato, concitando todos os convencionais a fazerem de Natel o vencedor do pleito. Mas o telegrafo não o ajudou. 
Imagem de divulgação de campanha
 Na verdade, Maluf fora mais intenso na busca de votos, marcando homem a homem os convencionais. O Governo anteviu o que ocorreria – derrota que não atingiu o poderoso ministro chefe da Casa Civil, o general Golbery do Couto e Silva, que preferia Maluf – e quando viu a vaca afogando no brejo, desesperadamente, a Executiva da ARENA-SP apreciou denúncia do deputado Agnaldo de Carvalho Junior, de fraude na indicação do Paulo Salim, e a encaminhou à Justiça Eleitorl, que julgou-se incompetente para aprecia-la.
 Candidato a vice-governador na chapa malufista, o deputado José Maria Marin reconheceu a atitude como “reconhecimento antecipado da derrota”.
As urnas da votação foram levadas ao Tribunal Regional Eleitoral-SP pelo presidente da comissão executiva arenista paulista, Cláudio Lembo, em viatura policial, acompanhado pelo delegado/diretor do temível DOPS-Delegacia de Ordem Pública e Social, Romeu Tuma, e o líder governista na Assembleia Legislativa-SP, o deputado Nabi Abi Chedid.
 Desse time, Paulo Maluf já esteve preso, acusado por corrupção; José Maria Marin está preso, nos Estados Unidos, acusado pelo mesmo tema; Nabi Chedid teve o cargo de deputado estadual preservado pelo Ato Institucional Nº 5, da ditadura militar, que fechou, em 7 de fevereiro de 1969, a Assembleia Legislativa –SP, até 31 de maio de 1970, e cassou os mandatos de 27 colegas dele, e um suplente.
 Ele foi, também, vice-presidente  da Confederação Brasileira de Futebol – 1986 a 1989 –, numa das piores fases do futebol brasileiro e comandou a seleção que foi à Copa do Mundo-1986, quando o Brasil foi eliminado, vergonhosamente.
Dilma reproduzida de foto oficial
Quanto a Michel Temer, já garantiu o título de pior presidente civil que o Brasil já teve, suplantando Dilma Roussef, que esculhambou a economia, fazendo o desemprego e a inflação crescerem, entre outros itens.
Temer passará à história como chefe do governo que patrocinou a indecente proposta – mundialmente repudiada – dificultando a verificação de trabalho escravo no país, algo que a Princesa Isabel havia abolido, em 1822, há 195 anos, ou quase dois séculos. Felizmente, o Supremo Tribunal Federal cortou o barato. 
 Vários colaboradores do presidente Michel estão presos ou denunciados em vários inquéritos, por corrução. Como Maluf e Marin.
Mais coincidências na tela do cinema do tempo? A presidente Dilma Roussef nomeou Lula chefe da sua Casa Civil e  Michel Temer criou pasta para Wellington Moreira Franco, a fim de terem foro privilegiado.
 Por estas e por outras é que pesquisa do grupo de análise política "Eurásia" apontou Temer como o  presidente mais impopular do planeta, com apenas 3% de aprovação.Temer é mais odiado até do que Jacob Zuma, seu colega da África do Sul, acusado de corrupção, mas com 18% de aprovação, e do que o venezuelano Nicolás Maduro, com 23%.

Maduro reproduzido de twitter.com
Em três meses, Temer livrou-se de duas denúncias – a desta semana sobre obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Agora, por 251 x 233 votos. Para isso, passava muito tempo reunido com quem poderia salvar-lhe, em horário em que deveria estar trabalhando.
 Será que não haveria nada do interesse do Piauí para decidir, enquanto ele cuidava de interesses particulares, dentro do Palácio do Planalto?
É hora de o Congresso Nacional criar uma lei proibindo presidentes da república de usarem a sua casa para cuidarem de si.
 Se o médico, o engenheiro, o professor  faltarem ao emprego, terão o seu ponto cortado. Já o presidente da república não trabalha e ainda ganha – tudo pelo individual, nada pelo social, em tais instantes.
 Mas nem só Temer fez reuniões de interesse particular no Palácio do Planalto. Outros, também, fizeram. O filme é só reprisado.          

 

     

 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CHICO MIL

Durante a década-1960, uma das figuras mais queridas de São Januário era o roupeiro Chico. Quem muito o curtia era o goleiro Valdir Appel, que conta  várias histórias sobre o cara. Uma delas é a da camisa 1000.
Antes, Pelé havia vestido a camisa vascaína, em 1957, pelo
Combinado Vasco-Santos, que o levou à Seleção Brasileira
Relembra Valdir, que estava no banco dos reservas vascaínos, quando Pelé marcou o milésimo – 19.11.1969 –,  uma grande comemoração tomou conta do gramado do Maracanã. Então, Chico,  misturou-se a jogadores, repórteres e curiosos, e conseguiu vestir a jaqueta cruzmaltina no "Rei", com o número 1.000 às costas, usada na volta olímpica. Depois do jogo, o Chico ainda conseguiu réplicas autografadas, pelo craque, da bola e da camisa.
Valdir diverte-se contando, também, o que rolou em um Vasco x Botafogo, no mesmo Maracanã. “Levei uma bolada na coxa esquerda e caí, contorcendo-me por tanta dor. O socorro do Chico foi rápido. Ele ajoelhou-se do meu lado e, sem querer, jogou éter no meu “saco”. Sai do chão, como um saci, pulando com uma perna só e urrando de dor. Gritei: Chico, seu filho duma égua.Vou te matar". O Chico saiu correndo e eu atrás dele. E o povão rindo, sem entender o que estava acontecendo".
Chico começou no Fluminense, em 1965, levado pelo médico Arnaldo Santiago. Em 68, um outro médico, Luiz Leão, o levou para o Vasco. Trabalhou para o time campeão carioca-1970 e foi o primeiro massagista do Volta Redonda (fundado em 1976), indicado por gentona, como o então presidente da CBD, Heleno Nunes,  Flávio Costa  e Paulinho de Almeida (ex-treinadores do Vasco).
Reprodução da revista "Grandes Clubes".
 Em 1982, Chico foi para o Sharjah, dos Emirados Árabes, campeão-1983 e ficou até 1985. Em 1986, esteve no Schamal, do Catar, campeão da 2ª divisão. Depois, andou pelo Catar Clube e a seleção do Catar, até 1994, ficando campeão da Ásia com o treinador Dino Sani. Parou em 1994.
  Chico assim como a camsisa que vestiu em Pelé, vivia a mil. Fora do futebol, nas horas vagas trabalhou como terapeuta de madames e pintor paisagístico. Chegou a vender 24 quadros numa exposição na "Cidade Maravilhosa" e, ainda negociava, placas publicitárias no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Ele mesmo pintava os outdoors. Grande Chico! 

FIGURAS DA COLINA - ALUÍSIO CHULAPA

Vestiu a jaqueta cruzmaltina, pelo menos, por uma vez, para o “Kike da Bola”, será considerado um “cidadão vascaíno”. Aluísio “Chulapa” foi inserido nesse time, principalmente porque escreveu uma das páginas mais bonitas da história do futebol, a qual você lerá antes de vascaína-lo. Combinado?
Pois bem! Um dia, o garoto pobre da alagoana Atalaia foi barrado por um segurança, ao tentar entrar em um clube da cidade, para rolar uma bolinha. Então, jurou que venceria como atleta, voltaria à terra e compraria  aquele local para ensinar futebol às crianças nascidas como ele. De quebra, ainda jogaria pelo Sport Atalaia, de Palmeira dos Índios.
Reprodução de www.supervasco.com.br
A bola rolou, 20 temporadas voaram e Aluísio emplacou como goleador e, antes de desembarcar na Colina, rodou por Clube de Regatas Brasil-CRB AL, Flamengo, Saint-Étienne-FRA, Paris Saint-Germain-FRA, Rubin Kazan-RUS, Atlético-PR e São Paulo.
Nesse périplo, atuou ao lado de dois ídolos da torcida colineira, Romário, no Fla, e Alex Dias, no Goiás, e fez o passe para Mineiro marcar o gol que deu ao “Tricolor do Morumbi” o título de campeão mundial interclubes, em cima do inglês Liverpool, em 2005. No peito, só não colocou no peito faixas de campeão pelos times estrangeiros.
No Vasco, Aluísio só disputou 12 jogos, sem balançar o filó. Nascido em 27 de janeiro de 1975 e contratado em 9 de maio de 2009, ele levou 90 dias para poder jogar, devido problemas ligados às leis de transferências internacionais de atletas. Ficou só em atividades físicas e treinando entre os reservas, razão de não ter chegado ao filó, seguramente.
Em janeiro de 2010, Aluísio  acertou a rescisão do contrato, foi para o Ceará Sporting e passou, ainda, por Brasiliense, Brusque-SC, voltou ao CRB-AL, e esteve, mais tarde nos times de Francana-SP, Gama-DF, Santa Rita, União Barbarense-SP e Sport Atalaia-AL, pelo qual, oficialmente, encerrou a carreira, na Série B do Campeonato Alagoano. Mas ainda vestiu a camisa de um time chamado Ipanema. Grande Aluísio, um herói do esporte!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BAIXINHOS

1 - Em 20 de abril de 1947, o Vasco mandou 8 x 0 Bangu, pelo Torneio Municipal-1947. A fera do dia foi Lelé, marando quatro gols – Friaça, Maneca, Chico e Alfredo II completaram a balaiada e deixaram os Mulatinhos Rosados de Moça Bonita  “lelé das redes”. Naquela disputa, a rapaziada carregou o caneco para as prateleiras da Colina. O time da vez alinhou: Barbosa, Augusto e Rafagneli; Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Alfredo, Maneca, Friaça, Lelé e Chico Aramburo

2 - Passadas 37 temporadas, no 22 de abril de 1984, o baixinho Arthurzinho também marcou quatro gols em um só jogo: em Vasco 5 x 1  Fortaleza, na casa do adversário. Em oito minutos, sacudiu o filó por duas vezes. Até ali, já estava Vasco 3 x 0, com o Dinamite, aos sete, também mexendo no placar. O time do dia era dirigido por um outro baixinho, Edu Coimbra, o Eduzinho, que fora atacante da “Turma da Colina”. Jogaram: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel González e Aírton;  Pires, Artuurzinho e Mário; Mauricinho (Jussiê), Roberto Dinamite e Marquinho.
3 - Em 19 de abril de 1968, o goleiro vascaíno Pedro Paulo foi autor de um fato raro: defendeu um pênalti cobrado por Quarentinha, em final de carreira e defendendo o Olaria. Ele era o jogador de chute mais forte no futebol carioca. Mas o zagueiro vascaíno Brito também perdeu um. No dia, o Vasco venceu o Olaria, por 2 x 0, com dois gols de Ney Oliveira.
 
 4 - Da primeira vez que enfrentou o Campo Grande-RJ, Vasco  6 x 0 foi o placar, amistosamente, em 18 de abril de 1948, no estádio Ítalo del Cima, a casa do adversário. O segundo amistoso levou 12 temporadas par rolar, no mesmo estádio, com nova goleada cruzmaltina: 6 x 1. No ano seguinte, o Vasco voltou ao Ítalo e aplicou 5 x 1. O último amistoso foi em 1969, em São Januário, com vascaínos 3 x 0 “Campusca”.  Portanto a história amistosa fica sendo: 18.04.1948 - Vasco 6 x 0 Campo Grande; 13.03.1960 – Vasco 6 x 1; 09.04.1961 – Vasco 5 x 1 e 04.12.1969 – Vasco 3 x 0



 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

VASCO DOS GRAFICOS - 4 X 1 FLAMENGO

  Em 26 de novembro de 1950, o Vasco mandou 4 x 1 Flamengo, no Maracanã, valendo pela quarta rodada do segundo turno do Campeonato Carioca – o jogo do primeiro turno fora Vasco 2 x 1, em 24 de setembro.
A superioridade vascaína esteve tão grande, que a “Turma da Colina” chegou a escrever quatro gols de frente, no primeiro tempo, marcados por Ipojucan (3) e Alfredo, em apenas nove minutos – na etapa final, o adversário fez o seu “unzinho”.
Apitado pelo inglês Sunderland, aquele “Clássico dos Milhões” rendeu Cr$ 415 mil, 460 cruzeiros e não teve público divulgado. De acordo com a revista “Esporte Ilustrado”, mesmo com o tempo não colaborando, a presença das duas torcidas fora boa.  
Treinado por Flávio Costa, a equipe cruzmaltina alinhou, na ordem da foto: Barbosa, Laerte, Augusto, Ely, Danilo e Jorge (em pé, da esquerda para a direita); Alfredo, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Djayr, agachados, na mesma ordem, ao lado do massagistas Mário Américo. Na época, vitória valia dois pontos, tendo o Vasco chegado a 11, em 14 jogos, com 53 gols pró.
Este foi mais um jogo da campanha do titulo de campeão carioca-1950, que totalizou 17 triunfos, em 20 compromissos, atingindo 74 gols a favor e saldo de 21.
O Flamengo estava sem vencer o Vasco desde 1 x 0 de 29 de outubro de outubro de 1944, quando Valido subiu nas costas de um zagueiro vascaíno para marcar um gol ilegal. Portanto, há mais de seis temporadas só sendo afogado pelo “Almirante”.       

terça-feira, 24 de outubro de 2017

FIGURAS DAS COLINA - MANECA


Manuel Marinho Alves, era o nome de Maneca, um baiano, de Salvador, nascido em 28 de janeiro de 1926. Foi vascaíno por 325 vezes, marcando 137 gols e sendo campeão carioca em 1947/49/50/52 – também, campeão brasileiro, pela seleção carioca, em 1950. Em 53, voltou ao futebol baiano, para ganhar mais um título, pelo Esporte Clube Bahia. Em 1955, estava de volta a São Januário, para ficar até o inicio de 1956.
Maneca era jogador de dar dor de cabeça aos seus treinadores. No Vasco, foi preciso arrumar-se uma nova colocação em campo para Ademir Menezes, pois ele não poderia ficar fora do time. Mesmo assim, jogando tanta bola, Flávio Costa só convocou para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo-1950, após o corte do contundido ponta-direita Tesourinha, também vascaíno – fez sete jogos pelo selecionado, com cinco vitórias, dois empates e dois gosl marcados
Maneca não foi para a última partida, perdida, para o Uruguai, por 2 x1, dentro do Maracanã, por contusão. Mas, no mesmo 1950, sagrou-se campeão da Taça Oswaldo Cruz.
Ataque em que Maneca aparece ao lado de Ademir,
Heleno de Freitas e Chico. Reprodução de "Esporte Ilustrado" 
Além da tragédia nacional da perda do Mundial, dentro da casa, Maneca foi pivô de uma outra, muito pior.
 Sem nenhuma explicação, suiciou-se, na tarde de 28 de junho de 1961, ingerindo cianureto de mercúrio. Chegou a ser socorrido pelo porteiro do prédio e pela noiva, e levado ao Hospital Miguel Couto, onde chegou em estado gravíssimo e não resistiu.
Aquela fora uma das suas muitas crises nervosas, muito provavelmente, provocada pelas dificuldades financeiras, pois sua noiva, a aeromoça Penha Ferreira, desmentira que tivesse sido causa de uma briga entre eles, como se divulgou.
Maneca era um atacante de grande versatilidade. Um grande goleador.
Maneca atuava, também, pelo meio-de-campo. Quando a Bahia ficou pequena para ele, o Vasco foi buscá-lo, em 1946. Ao final da carreira, atuou pelo Bangu, em 1957. Melancolicamente, ainda defendeu o Galícia. Depois de abandonar o futebol, trabalhou como revendedor de carros e fiscal do IAPC, um órgão público.




VASCO DOS GRÁFICOS - FIM DE PAPO


 Desde 12 de junho de 1932, quando se enfrentaram, pela primeira vez, e ficaram nos 3 x 3 – estádio da Rua Cândido Silva –, pelo Campeonato Carioca, Vasco da Gama e Olaria já se cruzaram em 110 oportunidades – a última em 20 de abril de 2014, em São Januário, com 2 x 0 para os anfitriões.
 Os encontros valeram, ainda, por mais seis competições e amistosos, totalizando 82 triunfos vascaínos e apenas oito do rival. Há mais 20 empates, um dos quais o desse gráfico desenhado por Williams Guimarães, para o Nº 977, de 23 de dezembro de 1956, da revista carioca “Esporte Ilustrado”.
Encerrava-se o Campeonato Carioca, com a “Turma da Colina” carregando o caneco, antecipadamente, e nem precisando correr muito, pois entrara em campo campeão – totalizou 58 pontos,  contra 53 do segundo colocado, o Fluminense..
O prélio rolou na casa do adversário, à Rua Bariri, e o tento cruzmaltino foi marcado por Lierte, no segundo tempo. Martim Francisco era o treinador e a rapaziada daquele fim de festa chamava-se: Hélio, Ortunho e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Valmir, Livinho, Vavá, Válter Marciano e Lierte.
 Como se observa, havia Laerte e Lierte na equipe que disputou 22 compromissos, vencendo 16, empatando quatro empates,  marcando 58 gols e obtendo um saldo de 42.
 
From june 12, 1932, when they faced each other for the first time and stayed in the 3 x 3 - Rua Cândido Silva stadium - Campenato Carioca, Vasco da Gama and Olaria already crossed in 110 opportunities - the last on 20 April 2014, in São Januário, with 2 x 0 for the hosts.
 
The meetings were also valid for six more competitions and friendlies, totaling 82 Basque wins and only eight of the rival. There are another 20 draws, one of which is the one drawn by Williams Guimarães, for the No. 977, dated December 23, 1956, of the Rio magazine "Esporte Ilustrado".The Carooca championship was closed, with the "Turma da Colina" carrying the hole, in advance, and not needing to run too much, since it had entered the field champion - totaled 58 points, against 53 of the second place, Fluminense.
 
The prélio rolled in the opponent's house, at Bariri Street, and the crossmaltino attempt was scored by Lierte in the second half. Martim Francisco was the coach and the boy of that party's end was called: Helio, Ortunho and Bellini; Laerte, Orlando and Coronel; Valmir, Livinho, Vavá, Válter Marciano and Lierte.
 
As can be seen, there were Laerte and Lierte in the team that played 22 appointments, winning 16, drawing four draws, scoring 58 goals and getting a balance of 42.

 
 

   

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

MUSA CRUZMALTINA DO DIA - MILA


Esta é a modelo Jamila Sandoro, miss Vasco da Gama-2012 e uma das mais lindas e inteligentes representantes da beleza vascaína. Veja o seu sorriso: de quem é muito feliz, torcendo para o time de história mais democrática no futebol brasileiro. O "Kike" deslumbrou-se com a sua beleza, vendo-a no site do concurso das musas do Campeonato Brasileiro. E agradece à turma daquela página eletrônica pela reprodução. É para a galera da Colina ver. Afinal o que é belo deve ser visto, a todo o instante. Principalmente as musas cruzmaltinas. Confere?

FIGURAS DA COLINA - JOÃO SILVA

Além de ter pedido um jogo, por W x 0, por não comparecimento (25.11.1943) ao seu estádio, o  glorioso Club de Regatas Vasco da Gama já viveu uma outra situação "extraordinariaríssima": um presidente não votou nele. Esquisito? Pois aconteceu.
Na noite de 10 de janeiro de 1966, por motivos aquáticos: um tremendo temporal impediu o cartola João Silva de chegar à Rua General Almério de Moura, onde 85 membros do Conselho Deliberativo foram mais rápidos do que a tromba d´água e reuniram-se
Assim como fora extraordinária a reunião dos “Cardeais da Colina”, para tornarem João Silva presidente do Vasco (37º), o motivo, também, foi uma outra esquisitice na história cruzmaltina: o presidente anterior, Manuel Joaquim Lopes (desde 1964), renunciara, por ter recusado uma sua proposta, apresentando um candidato a conselheiro. Então, João Silva entrou no rolo como presidente-tampão, para ficar até março de 1967, quando foi eleito Reynaldo de Mattos Reis, que terminou sendo o primeiro presidente vascaíno com mandato caçado (em 1969) pelos conselheiros. 
Para completar o rol de esquisitices daquele período vascaíno, o vice-presidente Antônio Soares Calçada, que havia, também, decidido renunciar ao seu cargo, desistiu da desistência e ficou na diretoria do João. Um dia antes de sua eleição, João Silva não aceitava o cargo. Mas, durante o almoço do 10 de janeiro, o ex-presidente Alah Batista (1961/1963) e o conselheiro Joaquim Melo o fizeram “desrecusar” a recusa, com o compromisso de escolher os assessores.
Em pé ( com uma mão na cintura), o presidente João Silva
 bateu uma bolinha com a rapaziada
João Silva nasceu em Portugal, em 1921, e veio para o Brasil com dois anos de idade.
 Em 1930, já era sócio contribuinte do Vasco. Em 1940, quando a sua família mudou-se par Juiz de Fora-MG, ele desligou-se do clube.
De volta ao Rio de Janeiro, dois anos depois, comprou um título de sócio proprietário, por Cr$ 5 mil cruzeiros, pagando prestações mensais de Cr$ 500 cruzeiros.
Em sua vida cruzmaltina, João Silva chegou a ser diretor social; de pugilismo; de basquetebol; de futebol amador; vice-presidente de esportes terrestres e de futebol, e presidente do Conselho Deliberativo.
Casado, com Amélia Silva, o português João foi pai de Marilda e Marilene. Além associado do Club de Regatas Vasco da Gama, era de mais 30 outros clubes. O Bonsucesso o convidou, por várias vezes, para presidi-lo, mas ele sempre recusou, com uma justificativa: “Sou vascaíno e gosto de trabalhar pelo Vasco”.