Vasco

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PAIXÃO DO DIA DA COLINA - 13

Mais  um belo "cartoon" criado pelo artistas do www.paixãovascao.com.br e que  repete a incrível beleza das "Gatinha da Colina". O Kike ainda não descobriu o nome dele e se usa modelos de carne e osso para nos entregar estas doses de colírio. Seja coma for, o que importa é que ele sempre privilegia belezas estonteantes, como esta aqui. Por isso repetimos o seu recado: saudações vascaínas.
 
Another beautiful "cartoon" created by the artist of www.paixãovascao.com.br and that repeats the incredible beauty of the "Gatinhas da Colina". Kike has not yet figured out his name and uses flesh and blood models to give us these healthy doses of eye drops. Be that as it may, what matters is that he always favors dizzying beauties, like this one. That's why we repeat your message: Basque greetings.   

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER

1 - Rolava o 12.10.1987. No Maracanã, o Vasco pegava os corintiano, pela Copa União. Era um dia dedicado à  padroeira do Brasil e a moçada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao jogo. Quem não foi perdeu um show de Romário. Mas quem abriu a festa foi  Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário colocou a "Turma da Colina", novamente,  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, ele fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou a conta. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

2 –   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19.02.1976, em amistoso no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e |Luiz Carlos Lemos.  

3 -  Em 25.07.1976, o então govenador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro perguntando por nomes do atletas, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para este time que o técnico Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

4 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional; Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, IBGE, BNH e a Escola Superior de Guerra, além de entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe) e Fundação Getúlio Vargas. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

5 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o ex-zagueiro era católico praticante e devoto de São Jorge. Casou-se com Margarida adorava TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos, para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95 cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948  – passageiro do “Expresso da Vitória”. Como treinador, seu primeiro clube foi o santista Jabaquara-SP.  

7 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito novo, pequeno e magrinho, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de meio-de-campo de Gérson, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, por vê-lo como um guri, mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, foi para a escolinha botafoguense, que funcionava no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

ROLOU NA ESQUINA DA COLINA

1 - Seja onde for, o Club de Regatas Vasco da Gama tem torcida apaixonada. Caso do Norte do Brasil,  onde as Indústria de Bebidas Amazonas lançou uma cerveja com o nome do "Almirante". Com o calor que faz naquela região, a torcida se ligava nas ondas da Rádio Nacional, tomada, pelo presidente Getúlio Vargas, do empresário baiano Geraldo Rocha (nascido em Barreiras), para transformá-la na emissora mais potente da América do Sul. Era parte do seu programa de governo, para fazer a sua propaganda política,

2 - O Vasco da Gama foi o primeiro clube brasileiro a dizer não ao racismo no futebol, que era um esporte de elite, pelos seus inícios no país. Por isso, foi perseguido pelos dirigentes das demais agremiações cariocas. A "Turma da Colina" segue combatendo o odioso preconceito, em qualquer tempo, hora e lugar. Confere?   
Imagem reproduzida de www.crvsacodagama.com.br
 1 - Wherever you go, the Vasco da Gama Racing Club has a passionate fan base. Case of the North of Brazil, where the Beverage Industry of Amazonas launched a beer with the name of the "Admiral". 
With the warmth it makes in that region, the fans joined the waves of Rádio Nacional, taken by President Getúlio Vargas, from Bahia businessman Geraldo Rocha (born in Barreiras), to make it the most powerful station in South America. Part of its government program, to make its political propaganda,

2 - Vasco da Gama was the first Brazilian club to say no to racism in football, which was an elite sport, because of its beginnings in the country. For this reason, he was persecuted by the leaders of other Carioca associations. The "Turma da Colina" continues to fight the odious prejudice, at any time, time and place. Does it?

REI E RAINHA NA COLINA - PELÉ&MARTA

Aconteceu nas vidas de Pelé e de Marta. Em 1957, o primeiro jogou com a camisa cruzmaltina, por um combinado com o Santos, enquanto o a rapaziada principal da "Turma da Colina"  excursionava pela Europa. Só ficaram em São Januário o lateral-direito Paulinho de Almeida e o capitão Bellini, que deveriam se apresentar, brevemente, à Seleção Brasileira, e os reservas Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar. 

Reprodução de www.crvascodgama.com.br
 Rolava o Torneio do Morumbi, e o treinador do escrete nacional, Sylvio Pirillo, foi ao Maracanã assistir aos jogos da moçada contra  o Flamengo, o português Belenenses e o então iugoslavo Dínamo, que não deve ser confundido com o xará soviético. E ficou deslumbrado com um garoto, de 16 anos, que aprontava os demônio como vascaíno – nos jogos em São Paulo, o combinado usaria a camisa santista, mas só a usou em uma partida, porque a disputa foi cancelada, devido prejuízos financeiros.

Naqueles jogos em que o garoto encantou Pirillo, ele compareceu por cinco vezes ao filó, isto é, em todos jogos no Rio de Janeiro, o que levou-o ao time canarinhou. Enaltecido pela imprensas, que nem sabia direito como era o nome dele, o moleque estreou na Seleção Brasileira, em 7 de julho daquele 1957, entrando no segundo tempo e já marcando um gol sobre a Argentina, que viera disputar a Copa Roca. O restante da história não precisa contar. Confere?  
Reprodução de esporteterra.com.br
A alagoana Marta, a maior atleta de todos os tempos no futebol jogado pelas mulheres, foi cruzmaltina por duas temporadas. Depois de mostrar aos patrícios que tinha tudo para ser a rainha da bola, ela chegou em São Januário, para iniciar, pra valer, a sua história, no ano-2000. Pelo time do "Almirante", na temporada-2001, saiu ganhadora do Campeonato Brasileiro sub-21 e teve sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.
Hoje, consta do seu currículo, cinco Bolas de Ouro da Fifa, como a melhor do planeta, entre 206 a 2010. Assim como Pelé, ela vestiu, também a camisa 10 do Santos, e ficou em 2009,  campeão  da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil, pelo time que ficou conhecido por "Sereias das Vila".  


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TRAGÉDIAS DA COLINA - FURACÃO


 Goleado, pelo Atlético-PR, por 1 x 5, o Vasco foi rebaixado, em 2013, pela segundas vez, em cinco anos, à Série B do Campeonato Brasileiro. Pagou caro por insistir em disputar uma competição forte com três goleiros péssimos - Alessandro, Diogo Silva e Michel Alves – e com jogadores de baixo nível técnico, como o zagueiro Cris, o apoiador Sandro Silva e os atacantes Reginaldo e Robinho, sem nenhuma condição de vestir a camisa de um clube como o Vasco.
Logo em sua estreia, Cris cometeu duas falhas eu derrotaram o Vasco, em São Januário, ante o Grêmio. Lá se foram dois pontos dentro de casa. embora. No empate, por 1 x 1, em Brasília, com o Flamengo, Cris cometeu uma furada inaceitável para um profissional, no lance do gol rubro-negro. Na derrota, ante a Ponte Preta, Alessandro engoliu um frango como não acontece nem em peladas. La se foram mais dois pontos. Estes citados seriam suficientes para salvar ao clube.

FICHA TÉCNICA- Vasco 1 x 5 Atlético-PR. Campeonato Brasileiro. Local: Arena Joinville-SC. Juiz: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Renda: R$ 346.340,00. Público: 8.878 pagantes. Gols: Paulo Baier, aos 4; Edmilson, aos 40, e Ederson, aos 44 min do 1º tempo; Marcelo, aos 19, Ederson, aos 37 e aos 40 min do 2º tempo. VASCO: Alessandro; Fagner, Renato Silva, Cris e Yotún; Abuda, Wendel (Bernardo), Pedro Ken e Marlone (Tenório); Thales (Reginaldo) e Edmilson. Técnico: Adilson Batista. ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Maranhão (Juninho); Deivid, João Paulo, Everton e Paulo Baier (Zezinho); Marcelo (Felipe) e Ederson. Técnico: Vagner Mancini.
OBS: o resultado rebaixou o Vasco Série B do Campeonato Brasileiro, pois o time ficou com 44 pontos, em 18º lugar.
   

domingo, 29 de janeiro de 2017

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - FLORA, VOZ BRASUCA NO JAZZ DO TIO SAM

Quando a carioca Flora Purim nasceu, em 1942, mandou avisar às visitas que jogaria no time do pai violinista e da mãe pianista. Pra não mentir, quando garotinha, aprendeu a tocar piano e violão, e mandava ver na voz, embora não fosse cantando os carioquíssimos sambas, mas os norte-anericaníssimos jazz de Sarah Vaughan, Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Dinah Wasington.
Com pegada forte naquele ritmo, aos 25 anos de idade, depois de ter sido nadadora do Club de Regatas Vasco da Gama, a energética Flora foi para os Estados Unidos, inicialmente, estudando música com professores da Califórnia. Aos 30, casou-se com o percusionista Airto Moreira, trabalhou com Bill Evans e Stan Getz  (um dos responsáveis pelo sucesso da Bossa Nova nos ”Iztêitiz”) e o grupo “Return for Ever”, que pecorreu a terra do “Tio Sam”, agradando muito, pelos inícios da década-1970.

EM SEGUIDA, Flora soltou a voz ao lado de “artistas da hora”, como o marido – LP Seeds on the Ground-1971; Chick Corea Chick Corea   – álbuns  Return to Forever- 1972 e  Return Forever: Light as a Feather-1973 – e  Carlos Santana – disco Yours is the Light-1973. Fez sucesso, também, em shows ao lado de outro brasileiro, Hermeto Pascoal, que também acontecia por lá, e do pianista Gil Evans (13.05.1921 a 20.03.1988), que não deve ser confundido com Bill Evans (16.08.1929 a 15.09.1980). Mas o que ela queria mesmo era a carreira solo. Gravou o álbum “Butterfly Dreams”, foi em frente e arrasou cantando no disco “Light as a Feather”.
Flora Purim deixava o público e os músicos norte-americanos embasbacados, pela sua capacidade de improvisação. No entanto, a sua carreira foi prejudicada, pela cadeia. Presa, em 1974, acusada do uso de drogas, passou um ano e meio como “hospede do governo” e mais 12 em liberdade condicional, sem poder cantar em outras plagas. Para os cantores e instrumentistas norte-americanos, uma pegadas muito forte, para quem fora eleita, de 1974 a 1977, a melhor cantora de jazz da terra do jazz.
 
DÉCADA-1980 - Flora Purim gravou pouco e sempre com a participação do marido Airto. Recebeus elogios para “Humble People-1985” e “The Colours of Life-1988”. Rolando a vida, gravou música popular brasileira e um disco visitando Milton Nacimento, entre outros trabalhos. No próximo dia 6 de março, com muita saúde, ela vai celebrar 75 anos de idade, todos eles como torcedora da "Turma da Colina".

When Flora Purim was born in 1942, she told the visitors that she would play in the team of the violinist father and the mother pianist. Not to lie, as a little girl, she learned to play the piano and guitar, and she could see in the voice, although she was not singing the most sambas, but the very American jazz of Sarah Vaughan, Billie Holiday, Ella Fitzgerald and Dinah Wasington.
With a strong foot in that rhythm, at the age of 25, after being a swimmer at the Vasco da Gama Regattas Club, energetic Flora went to the United States, initially studying music with California teachers.
 At age 30, she married percussionist Airto Moreira, worked with Bill Evans and Stan Getz (one of those responsible for Bossa Nova's success in Iztêitiz) and the group "Return for Ever", which landed on "Uncle Sam" , Much to the delight of the early 1970s.

FLORA THEN SANG out alongside "artists of the hour," as her husband - LP Seeds on the Ground-1971; Chick Corea Chick Corea - albums Return to Forever- 1972 and Return Forever: Light as a Feather-1973 - and Carlos Santana - disc Yours is the Light-1973. He also made concerts with another Brazilian, Hermeto Pascoal, who also happened there. But what she really wanted was a solo career. He recorded the album "Butterfly Dreams", went ahead and rocked singing on the album "Light as a Feather". Flora Purim left audiences and American musicians bashful for their improvisation.
However, his career was hampered by the chain. Presa, accused of drug use in 1974, spent a year and a half as a "government host" and 12 more on parole, unable to sing in other plagues. For American singers and instrumentalists, a very strong footsteps, for whom was elected from 1974 to 1977, the best jazz singer in the land of jazz. In the 1980s, Flora Purim recorded little and always with the participation of her husband Airto and with great praise for "Humble People-1985" and "The Colors of Life-1988". Rolando la vida, recorded popular Brazilian music and a disc visiting Milton Nacimento, among other works. On March 6, in great health, she will celebrate 75 years of age, all of them as a fan of the "Turma da Colina".

REPRODUCED PHOTOS OF DISC LAYERS. ACKNOWLEDGMENTS TO THE RECORDERS. THIS BLOOG IS NOT COMMERCIAL, BUT SPORTIVE AND CULTURAL.

FOTOS REPR0DUZIDAS DE CAPAS DE DISCOS. AGRADECIMENTOS ÀS GRAVADORAS. ESTE BLOOG NÃO É COMERCIAL, MAS ESPORTIVO E CULTURAL.











  

 

 

 

 

 
 

HISTORI&LENDAS DAS COLINA - É REAL

    1 -  01.07.1956 - Vasco 2 x 5 Real Madrid. Estádio: Olímpico, em Caracas (VEN). Juiz: Lirés López. Gols: Laerte, aos 13, e Vavá, aos 40 min do 1º tempo; Joseito, aos 15; Marsal, 33; Rial, aos 37, e Di Steafano, aos 50 e aos 57 min do 2º tempo. VASCO: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Bellini; Laerte, Haroldo (Orlando Peçanha)  e Coronel; Sabará, Válter Marciano, Livinho (Pinga) Vavá e Djayr. Técnico: Martim Francisco. REAL MADRID: Alonso, Atienza, Marquitos (Oliva), Lesmes, Muñoz, Zárraga, Joselito (Casado), Marsal, Di Stefano, Reial e Gento.

2 - 17.07.1956 – Vasco 2 x 2 Real Madrid. Estádio: Olímpico, em Caracas. Juiz: Benito Jackson (VEN). Gols: Sabará, aos 56; Rial, aos 61, Artoff, aos 71, e Joselito, aos 76. VASCO: Carlos Alberto; Dario, Bellini, Coronel; Laerte, Orlando; Sabará, Livinho (Pinga), Vavá, Walter, Djair (Artoff). REAL MADRID: Alonso; Atienza, Marquitos, Lesmes; Muñoz, Zárraga; Joseito, Marsal, Di Stéfano, Rial, Gento.

3 - 14.06.1957 - Vasco 4 X 3 Real Madrid. Torneio de Paris (FRA). Estádio: Parc de Princes. Gols: Di Stefano, aos 4 ; Valter Marciano, aos 20, e Vavá, aos 32min do 1º tempo; Mateos, 08; Livinho, aos 21; Valter, aos 39, e Kopa, aos 44 min do 2º tempo. VASCO: Carlos Alberto; Dario, Viana, Orlando e Ortunho; Laerte e Valter; Sabara, Livinho, Vavá e Pinga. REAL MADRID: Alonso; Torres, Marquitos(Santamaria), Lesmes e Munoz; Ruiz e Mateos; Kopa, Di Stefano, Rial (Marshal) e Gento.

4 - 08.02.1961 – Vasco 2 x 2 Real Madrid. Estádio: Maracanã: Juiz: Juan Brozzi (ARG). Público: 122.038 mil pagantes (cerca de 140 mil presentes). Renda: Cr$ 21.395.2560,00 (recorde na América do Sul). Gols: Del Sol, aos 14: Canário, aos 15; Casado (contra) aos 52, e Pinga, aos 62 min. VASCO: Humberto Torgado (Miguel); Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Delém, Wilson Moreira, Lorico (Valdemar) e Pinga (Da Silva). RERAL MADRID: Dominguez; Marquitos (Michel), Santamaria (Zagarra) e Casado; Vidal e Pachin; Canáriol, Del Sol, Di Stefano (Pepillo), Puskas e Gento.

5 - 30.03.1966 - Vasco 0 x 1 Real Madrid-ESP. Torneio Ais El Kebir (ARG). Estgádio: de Oran, na Argélia. Gol: Goywaerts. REAL MADRID: Araquistain; Nuera, Santamaria, Pachin (Chufi), R. Tejada, Gonzalez (Blanco), Serena, F. Ruiz, Aguero (Goywaerts), Puskas e Bueno (Garcia Ramos). Obs: O Vasco jogou com uma equipe mista.

6 - 02.09. 1967 - Vasco 1 x 6 Real Madrid. Troféu Ramón Carranza, em Cadiz (ESP). Gols: Nado (Vasco); Velázquez, M. Perez, Gento, Bueno, Amanero e Grosso. Técnico do Vasco: Gentil Cardoso. Detalhe: os jogadores vascaínos estavam brigados com a direção do clube e, especula-se, teriam entregue o jogo, para demonstrar tremenda insatisfação com os cartolas. 

7 - 01.12.1998 – Vasco 1 x 2 Real Madrid. Estádio Nacional de Tóquio (JAP). Juiz: Mario Sanchez (CHI). Público: 51.514 presentes. Gols: Nasa (contra), aos 25; Juninho Pernambucano, aos 56, e Raúl, aos 83 min. Vasco: Carlos Germano; Wagner (Vitor), Odvan, Mauro Galvão, Nasa e Felipe; Luisinho (Guilherme), Juinho Pernambucano (Ramon), Donizete e Luizão. Técnico: Antônio Lopes. Real Madrid: Ilgner; Panucci, Sanchís, Hierro e Sánz; Redondo, Seedorf e Mijatovic (Jarni); Raúl e Sávio (Suker). Técnico: Guus Hiddink.

8 - Danilo Alvim foi um dos maiores craques brasileiros do seu tempo. Nascido em 03.12.1920, no Rio de Janeiro, aos 19 anos de idade, sofreu 39 fraturas, em uma das pernas, ao ser atropelado por um automóvel. Dois anos depois, estava jogando tanto que o Vasco o tirou do América. Dono de futebol clássico, ganhou o apelido de “Príncipe” e campeão carioca em 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952, e do Sul-Americano de Clubes Campeões, em 1948, no Chile. Danilo foi titular da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo-1950, qual saiu vice-campeão. Três anos depois, enceraria a sua vida cruzmaltina. Passou pelo Botafogo e o Uberaba-MG. Como treinador, em 1963, comandou a seleção boliviana na conquista do Sul-Americano. Quando pendurou as chuteiras, Danilo não tinha mais nada, a não ser uma casa em seu nome, no Rio de Janeiro. Em 16 de maio de 1996, saiu desta vida, como morador de um asilo para velhinhos pobres e esquecidos.

9 - O atacante Kosilek foi um dos campeões carioca, em 1970. Em sua rápida passagem por São Januário, disputou apenas 14 jogos. Confira: 22.02.1970 – Vasco  0 x 2  Flamengo (Torn Inter de Verão); 24.03.1970 a- Vasco  1 x 0  Rio Branco-ES (amistoso); 05.04.1970 – Vasco   0 x 2  Bangu (Taça Guanabara); 26.04.1970 - Vasco   1 x 0  América-RJ. (Taça GB); 01.05.1970 - Vasco  0 x 0  Flamengo (Taça GB); 03.05.1970 0 Vasco  2 x 0  Desportiva-ES (amistoso); 10.05.1970 - Vasco  0 x 2  Flamengo. (Taça GB); 01.08.1970 - Vasco  1 x 0  Olaria (Campeonato Carioca); 09.08.1970 - Vasco  1 x 0  Flamengo. (Camp Car); 15.08.1970 - Vasco  2 x 0  Portuguesa-RJ (Camp Car); 13.09.1970 - Vasco  3 x 2  América-RJ (Camp Car); 20.09.1970 – Vasco  0 x 2  Fluminense (Camp Car); 17.10.1970  - Vasco 5 x 1  Santos (Taça de Prata);a 04.11.1970 – Vasco 4 x 0 CSA-AL (amistoso).

                                 

sábado, 28 de janeiro de 2017

KIKE EDITORIAL - IINIMIGOS CORDIAIS


No dia da posse de Deodoro da Fonseca e de Floriano Peixoto, respectivamente, como primeiros presidente e vice da República brasileira, o segundo foi delirantemente aplaudido, para desgosto do outro. Ciúme de marechais? Sigamos! Quando o novo regime político do país comemorou o primeiro aniversário, os dois já eram “inimigos cordiais”. Tanto que Floriano não compareceu às comemorações, deixando claro ao conterrâneo – ambos eram alagoanos – que não tinha interesse em reaproximar-se dele.      
 Mais um tempinho passou, Deodoro renunciou e o locutor do alto-falante da Administração dos Estádios da Guanabara  gritou: “ADEG informa: modificação no time do Brasil: sai Deodoro e entra Floriano”. Rolou a bola e, assim que foi confirmado titular, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Floriano tirou de campo todos os governadores estaduais nomeados pelo antecessor.
Floriano governou por um período conturbado, agiu com pulso forte e foi chamado de “Marechal de Ferro”, do que gostava, “pra carvalho”. Perto de fechar o boteco, ele recusou-se a apresentar candidato à sua sucessão e garantiu entregar a casa à sua nova direção. E a entregou ao paulista Prudente de Morais, representante das oligarquias cafeeiras e que não tinha a sua simpatia. Eram “inimigos cordiais”.
 Embarquemos, agora, em um voo do Concorde e desçamos de volta ao passado, em 1851, quando o ditador argentino Juan Manuel Rosas planejava recriar o Vice-Reinado do Prata, unindo o seu país, o Uruguai e o sul do Brasil. Claro que o Império brasileiro contra-atacou. E armou o esquema com os inimigos de Rosas, os “unitaristas” e o presidente uruguaio, Fructuoso Rivera, que tinha de engolir um ministro da Defesa imposto pelo poderoso vizinho argentino. E o bloco botou Rosas na rua. Rosas não era flor que se cheirasse.  
 Para os inimigos do ditador argentino, beleza! Para quem o apoiava, o Brasil que fosse....exatamente, para onde você pensou. Aliás, pensar parecia não ser algo muito legal para os caras daquelas bandas. Depois de Rosas, foi a vez do paraguaio Solano Lopez aparecer com o mesmo pensamento expansionista. Como o Império brasileiro já era amiguinho dos “hermanos” argentinos e, ainda mais, dos uruguaios, formou um tripé no meio-de-campo e deu uma surra no Paraguai que, mesmo assim, matou 60 mil “macaquitos”, como eles chamavam “los brasileños”.
Peguemos, novamente, o Concorde e voltemos para o futuro. Pelo rádio da cabine do piloto, escutemos o locutor da Administração dos Estádios de Minas Gerais gritar: “ADEMG informa: sai Don Pedro II e entra o marechal Deodoro da Fonseca no time do Brasil”.  Festas em Buenos Aires. Os argentinos detestavam Pedro II. E rolou a “maricota” para uma nova etapa. O Brasil chegou a 1950, construiu o Maracanã, o maior estádio de futebol do planeta, e promoveu a Copa do Mundo, o maior espetáculo da terra. Os argentinos não comparecerem para a festa.
   O tempo passa, o Império contra-ataca, brasileiros e argentinos tornam-se parceiros, até no Mercosul, e seguem juntos jogando a Copa Roca, criada pelo malandro populista e caudilho Júlio Roca, que já via no “balípodo” um meio de engabelar o povo, assim como Floriano Peixoto fazia no Brasil, com o “Jogo do Bicho” – nada se cria, tudo se copia, dizia o vascaíno Abelardo “Chacrinha” Barbosa.
  Com tantos anos de sacanagens bilaterais,  só quatro brasileiros ganharam grandioso carinho dos argentinos: os cantores Roberto Carlos e Maria Creusa, e o treinador de futebol Oswaldo Brandão. Por aqui, da turma de lá, nem o Papa Francisco emplaca. E olhe que o Brasil é o país mais católico do mundo! Os dois povos “hermanos” são e serão, eternamente, “inimigos cordiais”.  

 

                                

 

PINGA NA (CAPA) DIVIDIDA

Pinga (D) custou ao Vasco, em 1953, Cr$ 1,3 milhão (de cruzeiros) e marcou 250 gols, em 466 jogos, com a jaqueta cruzmaltina. Cidadão paulistano, do bairro da Mooca, Pinga ajudou o “Almirante” a conquistar o Torneio Octogonal Rivadavia Correia Meyer, marcando os dois gols da final (2 x1) contra o São Paulo, no Maracanã, além do título carioca de 1956, o Torneio Início e do SuperSuper-1958, bem como o Torneio Torneio Rio-São Paulo, do mesmo 58. Antes disso, em 1954, fora um dos convocados para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo, na Suiça. Não trouxe o caneco, mas continuou com moral junto à torcida cruzmaltina. Dois anos depois, o treinador Martim Francisco aboliu a sua função de ponta-de-lança e o transformou em ponta-esquerda. Deu certo. Nos anos seguintes, foi importante na conquista, na Europa, de duas das mais destacadas taça trazidas do exterior, os troféus do Torneio de Paris e Teresa Herrera, este disputado na Espanha, ambos em 1957.  

Pinga (D) cost Vasco, in 1953, Cr $ 1.3 million (cruzeiros) and scored 250 goals, in 466 games, with the cruzmaltina jacket. A citizen of São Paulo, from the Mooca neighborhood, he helped the "Admiral" win the Octagonal Rivadavia Correia Meyer Tournament, scoring both goals in the final (2 x1) against São Paulo in Maracanã, as well as the 1956 Rio de Janeiro title, the Tournament Start and SuperSuper-1958, as well as the Rio-São Paulo Tournament Tournament of the same 58. Before that, in 1954, he was one of the squad for the Brazilian National Team of the World Cup in Switzerland. He did not bring the pitcher, but continued with morale with the twisted cruzmaltina. Two years later, coach Martim Francisco abolished his role as a striker and turned him into the left-wing. It worked. In the following years, it was important in the conquest, in Europe, of two of the most outstanding cup brought from abroad, the trophies of the Tournament of Paris and Teresa Herrera, this one disputed in Spain, both in 1957.

REI E RAÍNHA NA COLINA

Aconteceu nas vidas de Pelé e de Marta. Em 1957, o primeiro jogou com a camisa cruzmaltina, por um combinado com o Santos, enquanto o a rapaziada principal da "Turma da Colina"  excursionava pela Europa. Só ficaram em São Januário o lateral-direito Paulinho de Almeida e o capitão Bellini, que deveriam se apresentar, brevemente, à Seleção Brasileira, e os reservas Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar. 


Reprodução de www.crvascodgama.com.br
 Pois bem! Rolava o Torneio do Morumbi, e o treinador do escrete nacional, Sylvio Pirillo, foi ao Maracanã assistir aos jogos da moçada contra  o Flamengo, o português Belenenses e o então iugoslavo Dínamo, que não deve ser confundido com o xará soviético. E ficou deslumbrado com um garoto, de 16 anos, que aprontava os demônio como vascaíno – nos jogos em São Paulo, o combinado usaria a camisa santista, mas só a usou em uma partida, porque a disputa foi cancelada, devido prejuízos financeiros.

Naqueles jogos em que o garoto encantou Pirillo, ele compareceu por cinco vezes ao filó, isto é, em todos jogos no Rio de Janeiro, o que levou-o ao time canarinhou. Enaltecido pela imprensas, que nem sabia direito como era o nome dele, o moleque estreou na Seleção Brasileira, em 7 de julho daquele 1957, entrando no segundo tempo e já marcando um gol sobre a Argentina, que viera disputar a Copa Roca. O restante da história não precisa contar. Confere?  
Reprodução de esporteterra.com.br



A alagoana Marta, a maior atleta de todos os tempos no futebol jogado pelas mulheres, foi cruzmaltina por duas temporadas. Depois de mostrar aos patrícios que tinha tudo para ser a rainha da bola, ela chegou em São Januário, para iniciar, pra valer, a sua história, no ano-2000. Pelo time do "Almirante", na temporada-2001, saiu ganhadora do Campeonato Brasileiro sub-21 e teve sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.
Hoje, consta do seu currículo, cinco Bolas de Ouro da Fifa, como a melhor do planeta, entre 206 a 2010. Assim como Pelé, ela vestiu, também a camisa 10 do Santos, e ficou em 2009,  campeão  da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil, pelo time que ficou conhecido por "Sereias das Vila".  

ESATRELAS QUE BRILHARAM NO CÉU DA COLNA E DA VILA
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PAIXÃO DO DIA DA COLINA - 12 - PAULA

Esta linda torcedora cruzmaltina é a Paula Dorneles, que o Kike viu no "facebook" da moça e no www.paixasovascaso.com.br. Ela já nos visitou, recentemente, mas não dá para demorar muito sem voltar a marcar presença. Afinal, ela é uma deusa. Se alguém discordar, se manifeste ao Kike, ou se cale, para sempre. 

This beautiful cruzmaltina fan is Paula Dorneles, whom Kike saw in the "facebook" of the girl and in www.paixasovascaso.com.br. She has visited us recently, but it can not be long without coming back. After all, she is a goddess, an eye-candy. If anyone disagrees, manifest to the Kike, or shut up, forever.

HISTORI&LENDAS DA COLINA

1 - Rolava o 12 de outubro de 1987. No gramado do Maracanã, o Vasco encarava os corintiano, pela Copa União. Como era um dia dedicado à celebração das padroeira do Brasil, a rapaziada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao recinto do então maior estádio do mundo, levando a grana de Cr$ 659 mil, 510 velhos cruzeiros, a moeda daquela época de inflação alta. Quem não foi perdeu um show do "Baixinho". Mas quem abriu a festa foi o glorioso Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, presenteando o alvinegro paulistano, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário começou o seu traçado, fechando a etapa com a "Turma da Colina"  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, o "Peixe" fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou os trabalhos do jogo apitado por Sílvio Luiz de Oliveira-RS. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

2 –   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19 de fevereiro de 1976, em amistoso disputado no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e |Luiz Carlos Lemos.  

3 -  Em 25 de julho de 1976, o então govenador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro fazendo perguntas, como o nome do atleta, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Mostrou-se muito curioso. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para o time treinado por Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

4 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Naiconal (combustíveis, aço e átomo); Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, BNH (comercialização, exportação e habitação) e de outras entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe); Fundação Getúlio Vargas, Serpro e IBGE (este federal entre os órgãos que mediam os índices mensais do custo de vida) e a Escola Superior de Guerra. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

5 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o que ele fazia questão de revelar a sua preferência na mesa: camarada.

6 – Católico praticante, devoto de São Jorge, Wilson “Capão” casou-se com Margarida era fã da TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948  – passageiro do “Expresso da Vitória”. Como treinador, o premir clube foi o santista Jabaquara-SP.  

7 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito pequeno, magrinho ou novo, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de Gérson, no meio-de-campo, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, acharam-no muito novo e mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, pediu pai para leva-lo para a escolinha botafoguense no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968 (era disputa à parte).  

DOIS TOQUES COM BEBETO

Nascido em Salvador, em 16 de fevereiro de 1964, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto,  tornou-se um cruzmaltino em 1989. Em São Januário, ficou até 1992, e melhorou sua média de gols: 0,51, ou 60, em 116 compromissos. O baianinho estreou na Seleção Brasileira em 28 de abril de 1985, contra os peruanos, e fez 75 disputas, balançando a rede 45 vezes, média de 0,6 por encontro. Como canarinho, perde para Pelé (77 gols em 92 jogos) e Zico (52 tentos em 73 refregas).  Confira o papo com o Kike:

Como foi vestir a camisa do Vasco?
Aconteceu, porque Deus permitiu. Tenho um filho vascaíno roxo, o Roberto Nilton, o mais velho, que vai a todos os jogos do Vasco. Fui recebido com muito carinho pela torcida vascaína, o que me fez defender o clube com muito orgulho.  Por sinal, o meu avô chamava-se Vasco da Gama e eu sempre tive muita admiração pelo Roberto Dinamite.

Você chegou a fazer parceria com o Dinamite?
Tive a felicidade de jogar com o Beto (Roberto Dinamite) uma vez, apenas, pelo Campeonato Carioca. Creio que contra a Portuguesa. Naquele dia, ele me fez um passe e eu o gol.

Chegou a jogar, também, com o Romário, no Vasco?
Com o Roma (Romário) creio que foi um jogo só, também, pois ele estava de saída e machucado. Mas aquela foi uma parceria de Deus. Foi o melhor parceiro de ataque que tive em minha careira.

Qual foi o seu grande momento vascaíno?
Ser campeão brasileiro, em 1988, vencendo o São Paulo por 1 x 0, dentro do Morumbi. Foi um título importantíssimo pra gente.

 O Vasco de 88 foi um campeão, campeão, ou os outros lhe deixaram ser?
Não se conquista nada sem méritos. Aquele meu Vasco era um time muito forte. Me lembro de quando o presidente Eurico Miranda perguntou se queríamos fazer o segundo jogo da decisão em casa, ou no Morumbi, e eu respondi:  Presidente, bota lá, que seremos campeões, lá! E não deu outra. Pelo time que tínhamos, a confiança era muito grande.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PAIXÃO DO DIA DA COLINA -11

Mais um belo "cartoon" produzido pelo artista do belo site www.paixaovascao. Ainda não descobrimos o nome do rapaz (ou da moça?), no que lhe pedimos ajuda para identificá-lo e fazer uma entrevista com ele. Quanto à imagem de hoje, as ninfetas cruzmaltinas são todas belas assim. Podes crer e ter a certeza de que você não verá gatinhas como elas usando bonés com o emblema de outros clubes. Como está na moda a tatuagem, elas destacam o seu amor pelo "Almirante" em locais bem perto do coração. 

Another beautiful "cartoon" produced by the artist of the sensational site www.paixaovascao. We have not yet discovered the name of the boy (or girl?) Of the production of these drawings, in which we asked for help to identify him and make an interview with him. As for today's image, the crossmaline nymphets are all beautiful as well. You can believe and be sure that your soles will not look anything like the crowd in other clubs. What a cool cap, huh? As the tattoo is fashionable, they highlight their love for the "Admiral" in places very close to the heart.   

NA ESTANTE DA COLINA - INESQUECÍVEIS


Taí, galera! Para conhecer mais histórias do Vasco da Gama, vai aqui uma boa dica do "Kike". Este livro organizado por Patrícia Gregorlo. São várias histórias interessantes de torcedores cruzmaltinos, evidentemente, contando as suas aventuras em torno do time da Colina. Se não achar nas livrarias, vá ao sebinho mais próximo. Combinado?

Tahi, guys! To know more stories of Vasco da Gama, here goes a good hint of "Kike". This book edited by Patricia Gregorlo. There are several interesting stories cruzmaltinos fans, of course, counting his adventures around the Hill team. If you do not find in bookstores, go to the nearest sebinho. Combined?

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BARRADO

1 - Episódio em que o maior ídolo da história do Club de Regatas Vasco da Gama – Roberto Dinamite – foi expulso da tribuna de honra do estádio da Rua São Januário O então presidente cruzmaltino, Eurico Miranda, garante que não foi verdade. Sua explicação? “Que barração? Não teve barracão nenhuma. A tribuna, comigo, teve ordem. Fica a 30 metros da presidência do Vasco. Se o Roberto caminhasse até lá e me pedisse para entrar, eu barraria? Nunca. Claro que não negaria. Nem era eu que estava lá. Era um vice-presidente. O Antônio Calçada chamou o Roberto. Quando ele entrava na tribuna, foi informado de que precisava do ingresso. Ele disse que fui eu que mandei tirá-lo. Mesmo se fosse o presidente da República, secretário de Estado, ministro, não teria acesso direto. A tribuna comigo voltou a ser respeitada. Tem que entender a história do clube. Getúlio Vargas fez pronunciamentos ali”. É mais um lance do "Vasco dos Fuxicos".

 2 – O primeiro título do Brasileirão no terceiro milênio foi vascaíno. Em 2000, a disputa chamou-se Copa João Havelange, por motivos de brigas politicas. O “Almirante” decidiu, com o São Caetano-SP, e o venceu, na finalíssima, já em 18 de janeiro de 2001,  por 3 x 1, no Maracanã, após 1 x 1 na casa do adversário.

3 – O Vasco detém a nona maior arrecadação do Campeonato Brasileiro. Nos 2 x 2, com o Internacional-RS, em 28 de julho de 1974, ano que foi campeão, levou 121.353 almas ao Maracanã. De outra parte, os vascaínos tiveram participação, também, no menor de todos os públicos da competição. Em 28 de novembro de 1994, só 71 pagantes compareceram a São Januário para vê-lo vencer o Paraná, por 1 x 0.  

4 - Empatar por 3 x 3 não é comum no futebol brasileiro. O Vasco já teve um empate mais esquisito, por 5 x 5, com o Corinthians, em 17 de abril de 1955, pelo Torneio Rio-São Paulo. No entanto, na data 25 de outubro excedeu e registrou duas igualdades incomuns com o Flamengo e o Bonsucesso.
VASCO 3 x 3 FLAMENGO foi jogo do Campeonato Carioca de 1953, em um domingo, no Maracanã, apitado por Mário Vianna e com gols cruzmaltinos marcados por Pinga, Ademir Menezes e Sabará. O técnico era Flávio Costa e o time teve: Osvaldo Baliza, Bellini e Haroldo; Ely, Mirim e Jorge; Sabará, Ipojucan, Alvinho, Pinga e Ademir. 

VASCO 3 x 3 BONSUCESSO já foi do Cariocão-1958, temporada do super-super vascaíno. O pega rolou no ‘Maraca”, um sábado, apitado por Eunápio de Queiroz, com Delém (2) e Rubens comparecendo ao barbante. Detalhe: Écio (contra) e Iedo, que passara por São Januário, colaboraram com a contagem dos rubro-anis. Francisco de Sousa Ferreira, o Gradim, ex-jogador do clube, era o treinador, e a sua escalação naquele 25 de outubro foi: Barbosa, Paulinho de Almeida, Viana e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Laerte, Delém, Rubens e Pinga.

 5 - Em 1995, o Vasco vivia a fase que é para nunca, nem de longe, ser lembrada. O torcedor  não teve a resposta que esperava. A rapaziada entrava na entressafra do tri carioca (1992/93/9) e ficou devendo. No Estadual-RJ, disputado com uma fase classificatória, em dois grupos, e um octogonal decisivo, os vascaínos até foram bem na etapa inicial, vencendo nove dos 14 jogos disputados. Ainda empataram três e caíram só em um. Ficaram em segundo lugar, no Grupo A, juntamente com Botafogo, América, Barreira, Entrerriense, Itaperuna, Olaria e São Cristóvão, pelo sistemas todos contra todos, em turno e returno. Nesta fase, a rapaziada marcou 37 e sofreu oito tentos. Quando rolou o octogonal, o Vasco não teve bom rendimento. Em mais 14 compromissos, só ganhou cinco. Igualou-se em seis e caiu em três, terminando em quarto lugar – marcou 21 e sofreu 12 tentos, totalizando 52 pontos no campeonato, contra 61 do vencedor. Na Copa do Brasil, eliminou Flamengo-PI, Nacional-AM e Atlético-MG, mas não passou pelo Corinthians. No Campeonato Brasileiro, entre 24 participantes, fez a sua segunda pior campanha, terminando em 20º lugar, somando 24 pontos, em 23 jogos. Foram sete vitórias, três empates e 13 tropeços, com 32 gols pró e 39 contra. Ficou devendo nesta divisão de tempo, já que em 1997 a casa seria colocada em ordem, novamente, com a conquista de mais um título do Brasileirão. Confira as caras da foto: Carlos Germano, Charles 'Guerreiro', Jéfferson, Pimentel, Tinho e Ricardo Rocha (em pé, da esquerda para a direita); Leonardo Silva, Juninho Pernambucano, Yan, Valdir 'Bigode' e Nélson.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

KIKE 333 MIL VISITAS

O Kike atingiu, pertto das 22 horas de hoje, 333 mil visitas. Valeu galera. Foi registrado enquanto a Seleção Brasileira empatava, no primeiro tempo, por 0 x 0, com a Colômbia, no "Jogo da Amizade", no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro. Na etapa final, os canarinhos fizeram um gol, pelo palmeirense Dudu,  e venceram, por 1 x 0. O zagueiro vascaíno Luan foi convocado para esta partida, mas não entrou em campo.   

KIKE EDITORIAL - RUY BARBOSA-6

   O brasileiro adora criar mitos. Até locutor de TV que só faz ler textos que ele não escreve, vai pra capa de revistas. Um dos mitos não merecedores nome de rua e de estátua em praça pública é Ruy Barbosa (1849 a 1923). Sujeito preconceituoso, foi chamado de “Águia de Haia”, pela megalomania brasileira, por fazer um discurso bem aplaudido durante a Conferência da Paz, em 1907, na Holanda, quando defendeu a igualdade entre os estados. Mas todas as demais falas da sessão do dia foram aplaudidas. Era protocolar.
Comparado a baianos de imaginação criativa, como Jorge Amado (1912 a 2001), Anísio Teixeira (1900 a 1971) e Cosme de Farias (1875 a 1972),  para citar poucos, Ruy não passa de um “xuré”,  pássaro do tamanho de um canário e que que ninguém cria. Da mesma forma, ninguém pesquisa a sua obra, editoras não a relançam e nenhum universitário desenvolve teses de mestrado sobre ele, que tem um livro chamado “Oração aos Moços”. Quem era advogado de um dos maiores picaretas que já pintou por estas plagas, o empresário norte-americano Percival Faquhar (1864 a 1953), poderia ensinar o quê à rapaziada?
Ruy Barbosa, o primeiro ministro da Fazenda do primeiro governo republicano (iniciado em 1889), foi demitido, pelo presidente e marechal Deodoro da Fonseca (1827 a 1892), por não comparecer à  reunião na qual seria analisado um empréstimo ao Rio Grande do Sul. Enviou uma carta com o seu voto, inaceitável para o homem que derrubou o Império. E o pior: antes de ser demitido, Ruy tornou-se o pai da inflação no Brasil, sobrando, ainda, para o segundo governo da República, do também marechal Floriano Peixoto (1839 a 1895).          
Em 17 de janeiro de 1891, o ministro Ruy Barbosa criou facilidades para a organização de empresas e autorizou os bancos a emitir papel-moeda sem lastro em ouro e prata. Resultado: provocou uma tremenda especulação financeira, inflação galopante e a quebra de grande número de investidores. Ficou com a reputação, enormemente, manchada, por tentar copiar uma lei protecionistas, de 1862, dos Estados Unidos e que fora tentada, também, pelo seu antecessor, o monarquista de Afonso Celso de Assis Figueiredo,  o Visconde de Ouro Preto (1836 a 1912). Onde estava a inteligência da “Águia de Haia?” No bico do xuré, certamente,  pois o governo republicano perdeu o controle sobre os papéis emitidos, a circulação de papel-moeda cresceu 75% e os especuladores roubaram o povo, criando empresas que só existiam no papel.     
O ato do ministro Ruy Barbosa abalou todo o Brasil republicano e quase quadruplicou a desvalorização da nossa moeda, em relação ao dólar norte-americano. Ruy parecia não se lembrar que a escravidão acabara pouco tempo antes por aqui e que, pela maior parte  imperial, o povão vivia do escambo, de favores, da caridades e de esmolas, sem costumes monetários.  A sua atuação ministerial valeu-lhe, mais tarde, a derrota para Hermes da Fonseca, quando ele tentou ser presidente da República, em 1910.    

PRECONCIETUOSO – Convidado, em 1916, pelo governo do presidente Venceslau Brás (1868 a 1966) a chefiar a nossa delegação que participaria dos festejos dos 100 anos da constituição argentina, Ruy Barbosa excedeu. Recusou-se a embarcar no navio que levaria o selecionado brasileiro de futebol. Não aceitava misturar-se aos “futeboleiros”. De nada adiantaram os esforços do chanceler Lauro Müller (1863 a 1926) e do aviador  Santos Dumont (1873 a 1932) para ele abandonar tal postura.
Devido ao deselegante comportamento de quem se achava melhor do que atletas de futebol, o selecionado teve de embarcar em um trem  e passar quatro dias viajando, inclusive, passando pelas terras que Percival Faquhar arrendara e onde posseiros que resistiram à expulsão levaram balas mandadas pelo mesmo Exército que conquistara o respeito do povo, devido a atuação na guerra contra o Paraguai (1864 a 1870).
 Entre os jogadores de futebol que Ruy desprezou estava um, Marcos de Mendonça (1894) a 1988), o goleiro, filho da elite carioca. Todo o dinheiro da família do preconceituoso baiano não encheria o bolso de trás da calça de um membro da família Mendonça. Mais tarde, Marcos – além de jogador de futebol, foi escritor de livros de história – confirmou, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, no Rio, aquela atitude de Ruy Barbosa que, enquanto estava instalado, confortavelmente, em um hotel de Buenos Aires, um dos seus desprezados, o futebolista Sylvio Lagreca, pulava, heroicamente, sobre  um mastro e resgatava a bandeira brasileiro que pegava fogo. Quem foi mais importante para o Brasil? 
  Uma outra marca do preconceito de Ruy Barbosa estava no vocabulário da língua portuguesa. Inacreditável! Ele criticava Eça de Queiroz (1845 a 1900) por usar palavras francesas, tais como envelope, detalhe e massacre, incorporadas pelos dicionários do nosso idioma. Quem era ele, como autor de textos, para  condenar José Maria de Eça de Queiroz? Pelo menos, não teve inteligência para escrever livros aplaudidíssimos – alguns tornaram-se filmes do cinema e seriados da TV –, como “A Relíquia”, “O Crime do Padre Amaro” e “O Primo Basílio”. Pois bem! “Orações aos Moços”, nem em sebos da Bahia se encontra. Ou alguém  já viu alguma obra de Ruy filmada?  
 Uma pessoa mantendo preconceitos contra estrangeirismos em seu idioma, dificilmente, se entenderia com os seus interlocutores no mundo atual. Será que Ruy Barbosa não sabia que a chegada de vocábulos a outros idiomas sempre se deu pelas migrações de pessoas e a circulação de componentes culturais? Entre os séculos 13 e 15, os responsáveis foram os invasores mouros, na Península Ibérica. Nos 14 a 17, a vez foi de palavras usadas  na arte e na arquitetura italiana, na fase chamada  por “Renascimento”. No 19 e nas primeiras décadas do 20, no tempo de Ruy, era a França quem cedia palavras ao português. Hoje, é a linguagem norte-americana dos computadores.
 Proteger o idioma nacional de estrangeirismos está na história como atitude de ditadores. Adolf Hitler (1889 a 1945), na Alemanha nazista, Benito Mussolini (1883 a 1945) na Itália fascista e, mais recentemente, Mahmoud Ahmadinejad, no Iran, fizeram isso. Em 1994, na França, o ministro Jacques Toubon fez o mesmo, e a lei foi até sancionada pelo presidente François Miterrand. Mas terminou ridicularizada pelo povo, porque vários artigos eram inconstitucionais. No Brasil, o autor da ideia enviada à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara foi o então deputado Aldo Rebelo, do Partido Comunista e que foi ministro do Esporte, nomeado pelo aliado  Partido dos Trabalhadores-PT.         
 Dizia o escritor Antônio Cândido – autor do cinematográfico “O Coronel e o Lobisomen” e membro da Academia Brasileira de Letras – que a língua deve ser aquela que o povo fala. E,  hoje, não há como barrar o rumo do idioma na direção do que é falada pelas ruas. O estrangeirismo enriquece o léxico. Nacionalismo linguístico é parvoíce, palavra que está no Novo Testamento e que, no idioma grego, significava insensatez – menos para Ruy Barbosa, o PT e o Partido Comunista.   

PAIXÃO DO DIA DA COLINA - GAMOU?

As meninas torcedoras do Vasco da Gama são totalmente gamadas pelo "Almirante" De qualquer lado, seja de frente ou de costas, como demonstra  o "designer" do site www..paixaovascao.com.br, do qual o Kike reproduz este belo "cartoon", para a galera conhecer o talento de mais um cruzmaltino. Ainda não descobrimos o nome do rapaz, ou da moça que produz estas belezas. Caso você conheça, por favor, nos informe. Valeu!

The fans of Vasco da Gama are totally swamped by the "Admiral" On either side, whether front or back, as demonstrated by the "designer" of the site www..paixaovascao.com.br, of which Kike reproduces this beautiful "cartoon", for the galera to know the talent of another cruzmaltino. We have not yet discovered the name of the boy, or the girl who produces these beauties. If you know, please let us know. Thanks!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - JOEL

 1 – Esta é mais uma daquelas histórias. Esta foi assim: o garoto sonhador chegou ao estádio do grande clube, pronto para, dentro de alguns anos, ser o dono da camisa 3 da Seleção Brasileira. Mas o porteiro não o deixou entrar. De tão inflexível que era o sujeito, ele já estava decidido a ir embora, quando, de repente, o cara mudou de ideia. E lá foi ele pedir uma chance ao técnico do time de juvenis. Ganhou a oportunidade de mostrar o que sabia e, depois do treino, ouviu a proposta de voltar no dia seguinte. E foi voltando, voltando, até ser inscrito como atleta do Vasco da Gama. Por ali começou a história de Joel Natalino Santana que, aos 20 anos de idade, em 1969, já era visto como bom zagueiro e candidato a sucessor de Brito. Joel foi campeão brasileiro-1974 e, mais tarde, tornou-se um dos grandes treinadores brasileiros, já tendo, por várias vezes, dirigido a “Turma da Colina”.      

2 -  Além de Bebeto (o baiano José Roberto Gama de Oliveira), na década 1980, o Vasco quase tirou um outro astro do Flamengo: o centroavante César Augusto da Silva Lemos, que terminou sendo um dos maiores ídolos da torcida do Palmeiras. O “Almirante” propôs NCr$ 350 mil novos cruzeiros (moeda da época) em prestações a longo prazo. Imediatamente, os palmeirenses ofereceram menos, mas colocando no negócio o centroavante Servílio e o ponta-esquerda Rinaldo, que haviam passado pela Seleção Brasileira. O Fla não topou. Agradava-lhe trocar César por Ney Oliveira, mas, aí, foi o Vasco que não topou. Então, o “Verdão” ofereceu 300 mil e mais o passe de um atleta. Como teria que pagar 39 mil a César, pelos 15% relativos ao valor do passe, os rubro-negros ficariam com 261 mil. Então, o Palmeiras ofereceu 200 mil a vistas e mais um jogador a ser escolhido pelo parceiro. Negócio fechado.
 Como o Vasco não fez contraproposta, perdeu um grande goleador que tiraria do cofre de São Januário mais 450 mil de luvas e 500 mil mensais (além dos direitos de transferência). Talvez, os vascaínos tivessem que pagar as prestações devidas pelo jogador, da compra de um Aero Willis Itamaraty, o que assumiram os paulistanos. Medindo 1m75cm e pesando 70 quilos, em 1968, César tinha o biotipo dos grandes centroavantes cruzmaltinos. Era cria do Canto do Rio (nascera em Niterói, em 17.05.1946), clube do qual a “Turma da Colina” tirara um dos seus maiores “xerifões”, Ely do Amparo. O “matador” chegara ao maior rival  como infanto-juvenil e assinara o primeiro contrato (de gaveta), em 1963, ganhando a pequena mensalidade de 4 mil novos cruzeiros.  

 3 – A pedra fundamental do estádio do Vasco foi colocada no dia 6 de junho de 1926, com o termo de construção sido assinado pelo prefeito do então Distrito Federal, Alaor Prata. Durante a construção, lembrava-se que a primeira bandeira do clube, toda em flanela, oferecida pela guarnição da canoa Zoca.

4 – O primeiro jogo interestadual vascaíno rolou em 23 de janeiro de 1921, com vitória sobre o Serrano FC, de Petrópolis, por 3 x 2. Negrito (2) e Biguá marcaram os gols e o time teve: Nélson, Cruz e Biguá; Barreiras, Palhares e Militão; Dutra, Nico, Medina, Negrito e Antonico. 
                                 
5 – O Vasco da Gama é o clube que mais vezes fez o principal artilheiro do Campeonato Brasileiro: 1974 – Roberto Dinamite (16 gols); 1978 – Paulinho Massariol (19); 1984 – Roberto Dinamite (16); 1992 – Bebeto (18); 1997 – Edmundo (29); 2000 – Romário (22) e 2001 – Romário (21).

6 - Roberto Dinamite é o “Rei do Barbante” nos Campeonato Brasileiros. Mandou 190 bolas ao sacode, em série iniciada em 1971 e que foi até 1988. Em 1989, ele esteve emprestado à Portuguesa de Desportos e marcou 10 tentos. Voltou ao Vasco da Gama e jogou os Brasileirões de 1990 e de 1992. Em 371 compromissos, obteve a média de 0,51 gols por partida. 

7 – O recorde de gols em uma só partida do Brasileiro é vascaíno. O “Animal” Edmundo quebrou a marca, de 28, que rolava desde 1977, e deixou seis bolas na caçapa do União São João, de Araras-SP, em 11 de setembro de 1997. E, ainda, perdeu um pênalti.

8 -  Depois de Edmundo, com seis, só oito jogadores conseguiram marcar cinco gols em uma mesma partida do Brasileirão. Um deles foi Roberto Dinamite, em Vasco 5 x 2 Corinthians, em 4 de maio de 1980. 

9 – O Vasco ajudou a um atleta muito identificado com o seu maior rival, o Flamengo, a ser o campeão brasileiro com maior número de títulos: 5. O apoiador Andrade obteve o seu último, como cruzmaltino, em 1989.

10 – O centroavante vascaíno César foi o autor do  primeiro gol da edição em que o  Campeonato Brasileiro chegava a 10 temporadas. Em Vasco 3 x 1 Vila Nova-GO, no dia 17 de janeiro de 1981.