Vasco

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domingo, 31 de janeiro de 2016

VASCO 4 X 1 MADUREIRA - ESTADUAL-RJ

Nenê, um gol e grande atuação
O Vasco começou avisando que iria usar torcida e campo favoráveis para ir logo ao ataque. E não demorou a bater na rede. Nenê, primeiro vascaíno a tocar na bola, a um minuto, fez um perfeito cruzamento, aos 8 minutos, da esquerda para a área, encontrando a cabeça do equatoriano Riascos que matou: 1 x 0.
A alegria da torcida cruzmaltina, porém, durou pouco. Aos 15 minutos, falta cobrada, da esquerda da defesa anfitriã foi finalizada por cabeçada do zagueiro Daniel, igualando o placar: 1 x 1, placar do primeiro tempo.
Na etapa final, o time do técnico Jorginho Amorim começou com a mesma disposição do início da fase anterior. E desempatou aos 5 minutos. O zagueiro Luan subiu ao ataque e fez um cruzamento para a área do Tricolor Suburbano. A zaga cochilou e Andrezinho apareceu livre para cabecear e mandar a bola na rede: 2 x 1.


Éder Luís fez o passe na medida e ganhou o direito
 de brincar da cavalinho com Riascos
O Almirante aumentou a conta, aos 36 minutos, com Nenê cobrando pênalti sofrido pelo lateral-direito Madson, que invadiu a área e foi derrubado.  Na batida, o meia cobrador vascaíno fez a paradinha, o goleiro jogou-se para o seu lado esquerdo e ele mandou a bola à sua direita: 3 x 1.Mas ainda teria mais: aos 47 minutos, Nenê lançou Éder Luís, pela esquerda, este foi até a entrada da área e serviu Riascos, que contabilizou: 4 x 1
O jogo teve: 8.892 presentes e 7905 pagantes, renda de R$ 246.375,00 e arbitragem de Grazianni Maciel Rocha. O Vasco foi: Martin Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio César (Bruno Gallo);  Julio dos Santos, Mateus Vital (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Éder Luis) e Riascos. Técnico: Jorginho Amorim. Madureira: Rafael; Formiga, Daniel, Jorge Fellipe e Ernani; Ryan (Carlos Júnior), Everton e L. Chaves; Arthur, João Carlos (Gerley) e Maranhão. Técnco: Alredo Sampaio. (Fotos de Paulo Fernandes - www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

A PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVA BRASILEIRAS - RAPIDINHAS

 Pelo final de 1965, a carioca Edições Dado mandou para as bancas “Futebol e Outros Esportes”. Tirou quatro edições no período e foi para 1966, ano da Copa do Mundo da Inglaterra, acreditando que a expectativa pela conquista do tri faria o torcedor entusiasmar-se pela nova proposta que só tinha por concorrente, no Rio de Janeiro, a Revista do Esporte. O projeto era de circulação nacional, mas não chegou a 30 publicações.
 MOTIVOS DA RÁPIDA VISITA: jogou o mesmo jogo da Revista do Esporte, repetindo o seu tipo de matérias com atletas, dirigentes e esportes amadores. Criou uma página para noticiar o futebol dos outros estados, por notinhas, enquanto a concorrente abria entrevista para ganhar a simpatia estadual nas vendas avulsas. E, é claro, não faltou as cartas dos leitores e as perguntas respostas.
  Não faltou, evidentemente,  as cartas dos leitores e as perguntas e respostas. Mas saiu uma cópia piorada, tão mal planejada que não citava nem a data de lançamento de cada edição. Usou até um velho costume da Sport Ilustrado na década-1940, a divulgação de times de peladeiros de firmas, o que parecia "jabaculê". Resposta do mercado: apenas dois anúncios na primeira edição – Moreira Leite Esportes (loja de material esportivo) e Banco Colonial de São Paulo. Para não ficar tão devagar no lance, usou dois anúncios da casa para anunciar os seus produtos, que icluíam as (outras) revistas: Senha Social, Clube da TV, Foto-Piadas, Vamos Sambar, O Riso, Show de Palavras Cruzadas e Guia de Palavras Cruzadas.   
  
O ITEN PLANEJAMENTO trouxe uma bola foríssima na mesma edição de lançamento: matéria sobre a conquista da Taça Guanabara-1965, pelo Vasco da Gama, não tem um poster do time na página central, mas uma foto pequena dentro do texto. A Revista do Esporte usava e abusava do expediente, até se não houvesse título conquistado. Para um comércio, como o do Rio de Janeiro, repleto de portugueses apaixonados pelo Vasco, escancarar um fotaço do time vascaíno seria um bom caminho para ir atrás do anúncio dos “gajos”. Só quando lançou a nona edição publicou a foto dos cruzmaltinos. E só aderiu aos posters na página central na metade da sua caminhada, o número 15, quando a equipe canarinha já fazia amistosos pela Europa, a caminho de Liverpool, a sede de sua chave no Mundial.  
 POR SINAL, o pôster colorido de times na contracapa era um diferencial da revista que trazia capa dividida por jogadores de dois times. A número 1, por exemplo, trouxe Pelé e o flamenguista Fefeu, o que foi uma outra bola fora do ponto de vista promocional, pois o “Rei do Futebol” daria uma dimensão maior o espaço, e outro era apenas um bom jogador. Tentou-se, então, agradar à torcida rubro-negra, para tentar uma boa venda avulsa entre os cariocas.


Anúncio da casa com a mulher...
 A semanária trouxe, ainda, colunistas convidados e uma página entregue a Fritz, com charges inteligentes. Ainda não estava distante o tempo em que ele brilhara pela Manchete Esportiva, na segunda metade de década-1950. No entanto, nada do a revista que oferecia motivava o patrocinador. O  segundo número dois voltou a ter só dois anúncios – Todosports (loja de material esportivo) e geladeira Consul. Aumentou para seis no terceiro – D´A Colegial (loja de roupas), Las Vegas Country Clube, Metal Gráfica Wil , Joalheria Jaguaré (os quatro, miúdos) e repetiu Consul e Todosports.
... ajudando a vender
 EM TRÊS EDIÇÕES, apenas 10 anúncios que não podiam ser chamados de “peças”, por não apresentaram a necessária produção publicitária. Até o quarto número – Joalheria Jaguaré, Consul, Moreira Leite (trazia desenhos de situações futebolísticas em seu recado) e Mundo das Tintas, este foi o primeiro a comparecer produzido por agência, apresentando os seus personagens Mundeco e Mundeca.
 A revista só conseguiu um número razoável de patrocínios quando lançou dois números especiais enfocando a seleção canarinha e as histórias das Copas do Mundo. Totalizou 23 recados: – Facit (multinacional fundada em 1922 para vender coisas de escritórios); Superball e Todosports (lojas de artigos esportivos); J. de Almeida Lopes (vendas de ferro e máquinas usadas); Osmar Alves de Lima (venda de papel); J. Janér (fornecedora de papel da revisa, o que pode ter sido uma permuta); Volkslândia (auto mecânica); Casa Masson; Mundo das Tintas; Moreira Leite; Polar (loja de calçados); Globo (bolas de futebol) ; Casa Garson (loja de eletrodomésticos); Todosports; Esquina da Sorte Loterias; Consul; Empire Hotel-RJ; Balas Feliz Aniversário; Superball; Polar (divulgando os calçados Mário Gonzalez, em homenagem a um golfista) e Casa Oliveira Leite (louças) e Casa José Silva (loja de roupas, divulgando a camisa Epson).       

  

           

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - BIA FIGUEIREDO, 1ª BRASUCA NA F-INDY

Paulistana, nascida em 18 demarço de 1985, Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo, a Bia, é a única mulher brasileira a correr na Fórmula Indy. Filha do psiquiatra Jorge Cesar Gomes de Figueiredo com a dentista Marcia Regina Ribeiro Caselato Gomes de Figueiredo, ela começou a viver o mundo da volocidade aos oito anos de idade, pilotando um kart. E aquilo não tinha nada a ver com os hábitos de sua familia. Simplesmente, seu pai a levou a uma prova, ela gostou e teve o apio deles para encarar.
 Quando olha para trás, assistindo aos filmes de provas antigas, Bia vê os pilotos sem nenhuma segurança dentro dos carros, entre 1970 a 1999. Por isso admira  Emerson Fittipaldi, Ronie Peterson, Niki Lauda, Jack Icx, Clay Ragazoni, Jean-Pierre Beltoise, toda aquela turma que fez história nas pistas.
Fora dos autódromos, Bia é uma mulher com os mesmos hábitos da maioria delas. Gosta de se arrumar e se ver bonita no espelho. Mas jura que demorou para ficar mais vaidosa, embora se definacomo “bem discreta”. Adora pintar as unhas em cores sempre diferentes e tenta ir para o autódromo bem arrumada, com escova no cabelo.
Os caros da Fórmula Indy pesam por volta de 770 quilos e não são euquipados com direção hidráulica. Para controlar o seu bólido, Bia precis fazer muita musculação, três horas, de cinco a seis vezes por semana. Além de exercícios  cardiorrespiratórios.
Embora seja a prmeira brasuca na F Indy, Bia não foi a primeira mulher ao volante no mundo das pistas. Na  Fórmula-1, a pioneira e foi a italiana Lela Lombardi - Maria Grazia Lombardi, nascida em Frugarolo, em 26 de março de 1941 e que viveu até 3 de março de 1992. Ela disptou os GPs  da Grã-Bretanha, em 1974,  pela Brabham, e da Espanha, em 1975, quando obteve a melhor colocação feminina na categori, o sexto luga que valeu-lhe meio ponto. É a única “Eva” a mrcar ponto na F-1. Bia nunca demonstrou intenção de chegar à categoria. (Fotos divulgação). 

O VASCO NOSSO DE CADA DIA - 31.01


 A temporada-1963 começou bem para os vascaínos. No dia 31 de janeiro, eles conquistaram o Torneio Pentagonal do México,  empatando, na final, por 1 x 1, com o Dukla, de Praga, da antiga Tchecoeslováquia. O adversário era quase a seleção do seu país, vice-campeã mundial da Copa do Mundo do Chile, seis meses antes.
 A turma campeã tinha por treinador Jorge Vieira e por base esta rapaziada: Ita; Joel, Brito, Barbosinha e Coronel (Dario); Maranhão (Écio) e Lorico; Sabará, Viladônega (Célio), Saulzinho e Ronaldo (Fagundes).
O Vasco iniciou a disputa, em 10 de janeiro, vencendo o América, da Cidade do México, por 1 x 0, com gol de Saulzinho. No dia 17, goleou o El Oro, 5 x 0. Sabará, Maranhão, Ruvalcalba (contra), Viladônega e Célio sacudiram o filó. Três dias depois, 1 x 1, com o Guadalajara. Saulzinho voltou ao barbante. Na final, Ronaldo foi o autor do gol do título.
Foi nesta competição que surgiu a mais importante dupla ofensiva cruzmaltina da década de 1960, formada por Célio e Saulzinho (foto). O primeiro já estava em São Januário, desde 1º de abril de 1961, enquanto o outro apresentou-se, exatamente, durante aquela excursão. Juntos, totalizaram 190 gols vascaínos, 103 do paulista Célio e 87 do gauchinho Saul. (foto reproduzida da Revista do Esporte).
     FARRA ANDINA - A "Turma da Colina" costumava se dar bem na maioria das vezes em que subia aos andes, para disputar amistosos contra times peruanos. Em 31 de janeiro de 1957, por exemplo, mandou 3 x 1 no Universitário, em uma quinta-feira, com gols de Livinho, Artoff e Valter Marciano. Por aquele tempo, o comandante da rapaziada era Martim Francisco.
 Um ano depois, em 31 de janeiro de 1962, andou pra trás (no calendário). Jogou em uma quarta-feira. Mas não reduziu o placar de 3 x 1. Só que, daquela vez, pra cima do simpático "Ferrim", o tricolor Ferroviário, do Ceará, amistosamente, em Fortaleza. O gauchinho Saulzinho parece ter saído dos Pampas com muita fome de gols. Fez todos, naquele dia. Barbaridade, tchê!
Subindo no mapa e no túnel do tempo, no 31 de janeiro de 1982, o batido foi o Paysandu, de Belém do Pará. Outro 3 x 1, mas em um domingão, diante de 35.808 almas, que levaram para o Mangueirão, na capital paraense. Cláudio Adão provou primeiro do "tacacá", aos 21 minutos do primeiro tempo.  No segundo, Roberto Dinamite fez mais sucesso. Tocou dois "carimbós" na rede, aos 26 e aos 29 minutos. O jogo valeu pelo Campeonato Brasileiro e a rapaziada  era treinado por Antônio Lopes. O time: Mazaropi; Galvão, Rondinelli, Ivan e Pedrinho; Serginho, Dudu (Da Costa) e Cláudio Adão; Wilsinho, Roberto Dinamite e Renato Sá (Marquinho).

Humberto, Paulinho, Brito, Nivaldo, Barbosinha e Dario (em pé, da esquerda para a direita); Sabará, Vevé, Saulzinho, Lorico e Tiriça (agachados, na mesma ordem), em uma das formações dos times vascaínos de 1962 
Em 1986, o Vasco deixou por menos, já que estava abrindo os trabalhos, em pré-temporada. No 31 de janeiro, mandou 2 x 0 na seleção amadora da cidade de Rio das Flores-RJ. Os baixinhos Mauricinho e Romário floriram as redes e subiram a tabuleta do placar. Antônio Lopes escalou: Acácio; Paulo Roberto, Alex, Figueroa e Lira; Vitor, Gersinho e Josenilton; Mauricinho, Romário e Ronaldo.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS BRASILEIRAS - SEGUNDO TEMPO

O nº 1 foi muito animador
  Em 2008, o diário Lance e o site Lancenet estavam entre as opções esportivas mais consumidas pelo torcedor. Já eram os temos do “tempo real” e o  comandante Walter de Matos Júnior via o avanço tecnológico e novas mídias oferecendo uma avalanche de informações aos leitores. Então, encarou mais um jogo, por entender que faltava por aqui um veículo que “acolhesse material jornalístico mais denso, profundo...e abrisse espaço para outros temas (além do futebol)  de interesse masculino”.
 Era outubro daquele 2008, quando a revista Fut! chegou às bancas, com 100 páginas coloridas e a crença de um time de anunciante (11) de que abria-se o caminho para mais um grande sucesso nas paradas. O estúdio Cases i Associados, da catalã Barcelona, ficou encarregado de traçar o projeto gráfico e, para a bola rolar redondinha, Andrés Buzone foi escalado de meia-armador (coordenador) e Edson Rossi de chefe da equipe (editor) que entraria em campo.  
 Fut! rolou a bola com visual mais alegre do que as revistas do seu tempo que tentaram viver na faixa do esporte, como Trivela, Invictus e a futura ESPN. Fazia jogo duro com Placar, que já tinha mais de 30 temporadas na cancha. Com a vantagem de usar intertítulos (descansadores visuais) em matérias longas, o que as outras, as vezes, ficavam devendo. Até as tradicionais entrevistas do formato pergunta e resposta saíram mais leves, graças ao uso de um número maior de fotos e de boxes com a fichas dos entrevistados.
 Foi uma espécie de segundo tempo de Walter Mattos Júnior no prélio das revistas esportivas. Antes, ele tirara Lance A + de campo, por sinal, publicação que fazia-se lembrada em muitas páginas da irmã que chegava. Inclusive emprestou o gen da divertida colunista Mary Fut, prima distante da “Candinha” da Revista do Esporte das décadas 1950 e 1960, e convocou as “Evas” ao bate-bate das perguntas e respostas (esportivas, é claro), por Mulher& Fut – no primeiro número, Luciana Vendramini, a mais famosa das “paquitas” (dançarinas do programa de Xuxa na TV Globo), respondeu a 11 indagações de Adriano del Negro, embelezando a página uniformizada de atleta do escrete canarinho, fotografado por  Samantha Dalsoglio.
  Fut! sequenciou uma tendência inevitável para qualquer revista esportiva da hora, de há muito rolando no placar do consumidor, principalmente o adolescente, concatenador de boas tabelinhas com os caixas registradoes das lojas. Além de dicas de comportamento, oferecia-lhes sugestões sobre higiene pessoal, musicas, livros, filmes, games, bebidas, modas e outros prazeres desses tempos globalizados e ultramodernos. Com certeza, o time de anunciantes do número de estreia não reclamou – Petrobras, Nestlé, Caixa Econômica Federal, Avanti Rio (loja de automóveis), Fanáticos por Futebol (venda de camisas), Antissépitico Granado, Um 2 (patrocinadora esportiva), Unisuam (cursos de graduação e pós), Fatalsurf, Topper,  Sky e Premier Futebol Clube (canais televisivos a cabo) e TV Bandeirantes. Como a revista contabilizou 11 anunciantes, possivelmente, dois desses três últimos ciados podem ter sido permutas, trocas de gentileza.
Nem precisa ser surfista. Realmente, muito fatal
 Um pecadinho foi cometido pelo Fut! Embora citasse pelo expediente os nomes de Luciano de Araújo e de Fernanda Rossi como responsáveis pela arte, e de Cláudia Roberto pela infografia, esqueceu do homem do bico do lápis, o chargista. Quem pesquisar, por exemplo, a semanária Globo Sportivo, da década-1940, encontrará divertidíssimas charges e histórias em quadrinhos, um show de desenhos, também do argentino Molas, o criador de vários “representantes” de times cariocas. Uma década depois, a Manchete Esportiva tinha em suas páginas um outro grande nome da história da charge esportiva brasileira, Otelo Caçador, que tornou-se uma das maiores atrações do caderno de esportes do jornal O Globo da década-1960, escrevendo e desenhando a coluna Penalty, de página inteira. Adiante, a Revista do Esporte também convocou mais um desses grandes astros, Luzardo. Em São Paulo, A Gazeta Esportiva não deixou de entrar no jogo, bem como Placar, por onde desfilaram craques do grafite, como Henfil, só para citar um só.
 Como todas as revistas, Fut! usava as suas páginas para divulgar as suas virtudes (anúncios da casa) e abria grande espaço para o futebol internacional que as TVs a cabo ofereciam, de montão, aos  assinantes. No entanto, os seus contatos publicitários não conseguiram comover muitos anunciantes para a quinta edição, em abril de 2009. Apenas Rexona, Granado e Heineken (cerveja) “compareceram ao recinto”, isto é, ao cofre. Com certeza, a conta da produção mensal ficou para ser paga pelo bem vendido diário, feito em papel jornal, enquanto o outro era impresso no nada barato couchê.
Marta, única garota da capa
  A edição 10, trazendo novidades como a colunista blogueira Fanni Duarte e palavras cruzadas – muito usadas pela Revistas do Esporte e  A Gazeta Esportiva – até melhorou o quadro – Banco Itaú, Cachaça Pirassununga, Rexona, Chevrolet, Honda, APAE (entidade com fins sociais) e Fiat prestigiaram, mas sete peças publicitárias eram pouco para o custo de um projeto daqueles, que seguia com 100 páginas coloridas. Não seria a hora de rever o projeto? Certamente, não rolou, pois Fut! Jamais mudou. O número 20 manteve a tendência dos poucos recados –Itaú, Garnier, Rexona e Granado (higiene pessoal), Pirassununga (pinga), Chevrolete Fiat –, bem como o 30  – Alog (hosting gerenciado), Granado e Nívea (higiene pessoal). Já o 40 – Netshoes (produtos esportivos) e Granado –, contando com infografias de Alessandro Meiguins e Glauco Diógenes, e humor desenhado e computadorizado por Mário Alberto – colocou o projeto na marca do pênalti.
Nº 41,o último
Pelo seu último número, o 41, de abril de 2012, Fut! fez um ensaio com 11 fotos sexy da modelo Emily Nascimento – tardiamente! Até então, os “mulherões aviões” só pintaram bem comportadamente pela sessão Mulher & Fut! Apareciam em outras páginas, mas não escancaravam tanto a estampa como fazia Placar, que as mostrava até com os seis de fora, para “gáudio da galera”, como deveria ter dito o filósofo de arquibancada. Na capa, só a superestrela Marta.
Fut! saiu de campo com apenas dois anúncios – material esportivo da Nike vendido pela Netshoes e o talco antisséptico Phebo. Assim não dava.  Desse jeito, o “Tio Walter”  iria terminar pegando uma violinha e um chapéu, e ficando ali na equina cantando pra ver se arrumava uma graninha pra comprar o jornal no dia seguinte.

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - AQUÁTICAS

Esta foi uma apresentação do grupo de balé aquático de Crisca Cottona, tendo por tema "Granadeiros". As meninas simulavam serem soldadinhos, marchando na cadência de uma  música em surdina. Uma a uma ia caindo, lentamente, dentro das piscina. Quando todas já estavam mergulhadas é que começava, realmente, o espetáculo. Antes de "Granadeiros", a moçada já havia apresentado "Rafa", um balé espanhol, e "Silver Fisher". Encantou, em todos. As "granadeiras" foram fotografadas por Jader Neves, para o Nº 78 da revista carioca "Manchete Esportiva", que circulou com data de 18 de maio de 1957.
 
This was a presentation of the water ballet group Crisca Cottona, with the theme "Grenadiers". The girls pretended to be soldiers, marching in cadence of a song softly. One by one he fell slowly into the pool. When all were already dipped beginning is that really the show. Before "Grenadiers" the moçada had presented "Rafa", a Spanish ballet, and "Silver Fisher." He enchanted at all. The "granadeiras" were photographed by Jader Neves, for the No. 78 of Rio's magazine "Headline Sports," which circulated dated May 18, 1957.

O VASCO NOSSO DE CADA DIA - 230.01

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS BRASILEIRAS - O MERCADO PORTUGUÊS

Semanária do empresário Roberto Marinho, a revista carioca “O Globo Sportivo” antecedeu a “Manchete Esportiva” na prática de não ligar muito para a cata de anúncios. Tinha um grande jornal por trás para segurá-la.
 Bem diversificada, visitando os mais diversos esportes e abrindo espaços para divulgar individualmente os atletas, a publicação apresentava grande potencial  para os anunciantes colocarem as suas peças publicitárias. Inclusive, trazia algo que o torcedor gostava muito, as historinhas em quadrinhos, as vezes até duas por edições, desenhadas por Vasquez e Otelo Caçador, e as cartas que chegavam dos mais diferentes pontos do país, indagando sobre fatos do futebol e que eram respondidas pela redação. Desperdiçava, porém, este dado, que seria uma boa informação para possíveis clientes.
  Comparadas com a Manchete Esportiva, que era moderníssima para a sua época, a revista de Roberto Marinho parecia muito antiga, com diagramação, as vezes, em uma, duas e três colunas largas, além  de texto muito grande, o que cansa o leitor. Também, em alguns casos, a qualidade das fotos era sofrível.
 Um bom exemplo do descaso pelo anunciante pode ser visto pelo Nº 634, do começo da década-1950, quando a revista chegava à sua 13ª temporada, o Vasco da Gama tinha o time mais forte do país, os seus jogadores estavam sempre saindo nas capas e em matérias internas, além de os comerciantes portugueses terem grande presença no mercado carioca. Por aquela edição que trazia o atacante vascaíno Djayr na primeira página, vangloriado como a “revelação de 1950”, só entraram dois anúncios pequenos: do médico Milton de Almeida, oferecendo diagnósticos, tratamento e cirurgias de ouvidos, nariz e garganta, e a pecinha que frequentou muito as páginas das revistas esportivas, do Juventude Alexandre, “insuperável contra queda dos cabelos e calvice precoce”.
 Uma terceira divulgação de produto na mesmas ediçã, da água sanitária Super-Globo, estava inserido, como anunciantes no programa humorístico de Silvino Neto, o “Clube das Camaradagem”, transmitido pela Rádio Globo-PRE 3, que valorizava o seu comunicador como “o humorista Nº 1”. E só.
 Mais adiante, pelo pela mesma temporada e pelo Nº 662, de 20 de outubro de 1951, com mais um atleta cruzmaltino na capa – Friaça –, a revista trouxe quatro anúncios – Grapette, refrigerante de uva, com desenhos de um rapaz e de uma moça, e a gracinha no texto  “Ivo vê a Eva; Eva vê a uva”; do polvilho antisséptico Granado, também com desenhos; da Gilette, em um colunão ocupando mais da metade de página e o desenho humorístico de um sujeito cantando serenata e a homenageada atirando um prato na cabeça dele. A mensagem era inteligente: “Se a cosias está preta para ele” dizia que ficaria “tudo azul para os que usam Gilette Azul”. E agora colocava o desenho do cantor feliz ao lado da paquerada, com o texto fazendo alusão a um programa radiofônico de calouros, e o constante Juventude Alexandre que vinha anunciando-se desde os tempos da revista  Esporte Ilustrado.  
 Mais um exemplo da pouca venda de núncios numa época em que o comerciante portugueses gastava muito dinheiro devido a sua paixão pelo Vasco da Gama foi o Nº 687, de 19 de abril de 1952, quando o clube ainda tinha nos trilhos o “Expresso da Vitória”. Trazendo o atacante Jansen na capa, a revista vendeu apenas cinco anúncios, nenhum aos portugueses – Charles Atlas, tônico muscular; Granado e Juventude Alexandre, e Grapette, já citados; Vitalis, tônico capilar e Brama Chopp, “um prazer incomparável!”, esta anunciando-se por uma página inteira.
 Assim, na fase do melhor time que o futebol brasileiro havia montado, com comerciantes portugueses de cofre cheio, jogou-se fora um bom mercado publicitário.    

         

 

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - LUCY

Aos 17 anos de idade, tenista Lucy de Medeiros Maia já tinha uma prateleira repleta de troféus (26) e medalhas (63). Anote alguns títulos: 1951 - campeã carioca infantil; 1952 - campeã da Terceira Classe dos Torneios Inaugural e Encerramento; 1953 - campeã carioca infantil e juvenil e da juventude; 1954 - repetiu os títulos da temporada anterior e acrescentou os de campeã carioca de simples, de dupla mista e de dupla feminina; 1955 - voltou a repetir os títulos cariocas e ainda foi campeã brasileira, além de ter ganho disputas fora do Rio de Janeiro.
Paulista de nascimento, Lucy cresceu no Paraná e foi para a "Cidade Maravilhosa" em 1952. Fotografada por Jankiel Gonzgarowska, para o número 11 da revista carioca "Manchete Esportiva", de 4 de fevereiro de 1956a, Lucy competia pelo Fluminense e, até aquele momento de sua careira, considerava a vitória, apor 6/0, 6/0a, sobra a campeã italiana Sivlana Lazzarino, durante o Campeonato Inernacional-1954, o seu grande triunfo. Pena que visse o tênis daquela época sem o apoio necessário no Brasil. Como exemplo, dizia ficar dois meses sem jogar.

The 17-year-old tennis player Lucy Medeiros Maia had a shelf full of trophies (26) and medals (63). Write down a few titles: 1951 - Children Carioca champion; 1952 - champion of the Third Class of the Opening and Closing tournaments; 1953 - children and young Carioca champion and youth; 1954 - repeated the titles of the previous season and added the Carioca champion of simple, mixed doubles and women's double; 1955 - returned to repeat the locals titles and was also Brazilian champion, and has won disputes outside of Rio de Janeiro.São Paulo of birth, Lucy grew in Paraná and went to the "Wonderful City" in 1952. Photographed by Jankiel Gonzgarowska to 11 the number of Rio's magazine "Headline Sports", 4 February 1956a, Lucy competed for Fluminense and up that moment of his career, he considered the victory, affix 6/0, 6 / 0a, left the Italian champions Sivlana Lazzarino during Inernacional-1954 Championship, his great triumph. Pity that saw the shoes of that time without the necessary support in Brazil. As an example, say stay two months without playing.

O VASCO NOSSO DE CADA DIA - 29.01

A data 29 de janeiro foi de vitórias magras: 2 x 1 Botafogo e 1 x 0 sobre o São Cristóvão e o peruano Sporting Cristal. Mas teve goleada: 5 x 0 contra um combinado da cidade argentina de Mar del Plata.
Diante dos botafoguenses, em um domingo, no Maracanã, quem tocou fogo na rede foi o  paraguaio Sílvio Parodi. Fez os dois gols do jogo do 29 de janeiro de 1956, mas valendo pelo Campeonato Carioca de 1955.  Flávio Costa era o treinador e o time formou com: Hélio; Paulinho e Bellini; Orlando, Mirim e Beto; Sabará, Alvinho, Vavá, Pinga e Parodi.
Diante do “Santo”, aconteceu aquilo que rolava após todos os prélios em que o garoto do placar trabalhava pouco: os locutores diziam que a vitória foi pela contagem mínima. Então, o Vasco fez 1 x 0, no domingo 29 de janeiro de 1995, pela primeira fase do  Estadual-RJ.
Victor Gonzalez, Paulinho de Almeida, Haroldo, Laerte, Orlando Peçanha e Beto (em pé); Sabará, Válter Marciano , Ademir Menezes, Pinga e Silvio Parodi (agachados). Foto reproduzida de http://www.fotolog.terra.%20com.br/ 
Quem  marcou foi Clóvis, aos 12 minutos do segundo tempo, quem apitou foi   Jorge dos Santos Travassos (RJ), e o tutu do jogo chegou a R$ 5.736, 00. Nelsinho Rosa chefiava a “Turma da Colina”, que era: Carlos Germano; Pimentel, Paulão, Ricardo Rocha e Cássio; Leandro Ávila, Luisinho, França (Ricardson) e Yan: Valdir ‘Bigode” (Gian) e Clóvis.
Diante do Sporting Cristal, rolou em uma terça-feira, pelo Torneio Quadrangular de Lima. Martim Francisco era o treinador e o gol solitário foi marcado por Laerte. Este é um defensor  pouco lembrado pelos torcedores. Teve muitas citações como o pai de um dos grandes atletas do gaúcho Internacional e do uruguaio  Peñarol, o meia Jair, o melhor em campo (fez um gol de falta) na vitória colorada, por 2 x 0, sobre o inglês Aston Villa, que valeu o título do Mundial Interclubes de 1982, em Tóquio, no Japão.
Nosso consultor, Mauro Prais, lembra que não se deve confundir os Laertes que vestiram a jaqueta cruzmaltina. Ele explica: “Laerte era, apenas, o apelido do segundo Laerte, o meio-campista pai do meia Jair que foi ídolo das torcidas do gaúcho Internacional e do uruguaio Peñarol. O nome de batismo dele era Nadir Eraldo Prates. Já  o Laerte zagueiro se chamava-se Laerte Monteiro Garcia. Para armar confusão total, o Vasco teve, também, um atacante chamado Lierte que, na pia batismal, foi espargido pelo vigário como Laerte. E o escrivão finalizou o lance escrevendo Laerte Rosa da Silva no registro civil do (nem imaginava ele) futuro vascaíno.
Assim, o primeiro Laerte surgiu no grupo do técnico Ondino Vieira, em 1945, disputando vaga na antiga zaga central do time campeão carioca daquele ano, com Rafagnelli e Sampaio. Em 1949, quando o Vasco repetiu o título, treinado por Flávio Costa, já brigava pela posição com o mesmo Sampaio e Wilson. Em 1950, com o mesmo Flávio, voltou a ser campeão, sendo titular da equipe que tinha por base:  Barbosa, Augusto e Laerte (Wilson);  Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Alfredinho (Tesourinha), Ipojucan, Ademir Menezes (Álvaro), Maneca (Lima) e Dejair (Chico).
RESUMO: 29.01.1955 – Vasco 2 x 1 Botafogo; 29.01.1957 – Vasco 1 x 0 Sporting Cristal-PER; 29.01.1961 - Vasco 5 x 0 Combinado de Mar del Plata-ARG;  29.01.1995 – Vasco 1 x 0 São Cristóvão; 29.01.2012 - Vasco 3 x 1 Duque de Caxias.  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A PUBLICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS - BRASILEIRAS - RAPIDINHAS

O número 1 combina com Pelé
Ser muito mais do que mais uma publicação esportiva, marcando a sua chegada ao mercado brasileiro como revista ligado à cultura do esporte, abordando “temas muito mais amplos do que simplesmente um jogo de futebol”, foi a filosofia que fez a revista ESPN se instalar por aqui.
Inicialmente desenvolvida por parte da equipe responsável pela Trivela, que lançara a sua última edição em setembro de 2009, dois meses depois ela  chegou às bancas de revistas com as suas proposições sobre comportamento, estilo de vida, dicas de saúde, perfis de personalidades de destaque, bastidores do setor esportivo, cultura e destinos, o que já não era mais novidade por aqui, com muitos desses temas já abordados desde os tempos das Manchete Esportiva, na década-1950, da Revista do Esporte, na décdfa-1960 e, principalmente, por “Placar”. Sem escapar da imutável fórmula de oferecer ao leitor crônicas, charges, humor, agenda esportiva colunas   assinadas por jornalistas muito conhecidos na tela da TV a cabo da casa, como Paulo Vinícius Coelho, José Trajano e Mauro Cezar Pereira, e acrescentou “games” em suas edições, o que era uma tentativa de ganhar o mercado dos adolescentes.  
Aline Moraes detonando
Lançada pela  paulista  Spring Editora, teve por “publisher” José Roberto Maluf, enquanto o diretor de redação foi Caio Maia e o editor-chefe Leonardo Mendes Júnior, também colunistas. A equipe de redação era pequena, contando a repórter, Vanessa Ruiz e repórter especial, Luís Augusto Simon. Mas matérias vindas da matriz, traduzidas por  Lígia Fonseca, aliviavam a barra.
 A edição brasileira seguiu o projeto gráfico da xará norte-americana, “ESPN The Magazine”, que dizia ter mais de 14 milhões de leitores, e o departamento comercial trabalhou a todo o vapor, colocando nas 88 páginas do número 1 – com Pelé na capa – 14 anúncios, vários de página dupla coloridas no tamanho 12,5 x 9 cm – Fiat e Chevrolet (automóveis), Suzuki (motos), Nike (material esportivo), Banco Santander, Rexona, Gillette e Bozzano (higiene pessoal),  Visa (cartão de crédito), Telefônica, Club A (hotéis), Rolling Stone e América Economia (revistas) e Johnnie Walker (uísque) – além de alguns anúncios da casa.
Falcão do futsal exorbitando
 ESPN trazia diagramação semelhante a das revistas esportivas lançadas entre as décadas-1990/2000 e um defeito de algumas delas: matérias longas e com poucos descansadores visuais, os intertítulos. Um desses exemplos esteve na edição estreante, contando sobre como o Rio de Janeiro conseguiu ganhar a promoção das Olimpádas-2016. Embora com parágrafos bem explícitos, foram quatro páginas com três aliviadores. Pior ocorreu no texto sobre Pelé: os mesmos três, mas em seis folhas. Juntado isso ao tamanho do produto era um convite ao leitor para não ir muito às bancas busca-la. Realmente, desconfortável. Mas a semanária só reduziu a sua centimetragem – para 10,7 x 9 cm – a partir do nº29, de março de 2012.
 O quinto número da revista ESPV, com 100 páginas, já teve queda de anunciantes – Bozzano, Everlast e Athleta (marca de material esportivo), Rexona, Prefeitura de São Paulo e BandSports (divulgando a Fórmula Indy), RollingStone e América Economia (revistas), Antarctica (bebidas) e Nestlé (nutritivos). Um detalha contribuiu para isso: não trazia o futebol brasileiro como era escancarado pela Manchete Esportiva, farta de fotos e times posados. Não dava tesão ao apaixonado torcedor do Flamengo, dono da maior torcida do planeta ver , por exemplo, fotos cortadas de ídolos goleadores imersos por um grande brancão ao fundo. Muito menos seduzia os “brasucas” esportes como  futebol norte-americano, que poucos entendiam, beisebol, vela, surf e Fórmula Indy, que não pegou por aqui como a Fórmula-1. Por sinal, nesse caso automobilístico, o três vezes campeão da F-1, Nélson Piauet, observou: “Torcedor brasileiro só gosta disso quando um piloto brasileiro está vencendo”. E na F-Indy eram raras  ou nenhuma as emoções proporcionadas pelos patrícios à época de circulação da revista.           

O nº 10, em agosto de 2010, seguiu centenária em páginas e com o número de peças publicitárias ainda mais reduzidas – Très Marchand e Clearmen (higiene pessoal), Everlast, Bauduco (comestíveis), Fundação Gol de Letra (assistência social), Destak (jornal) e Calminex (contra dor muscular). Esta edição exprimiu o clima norte-americano de cultuar o basquete, colocando na capa três atletas brasileiros que atuavam por times da NBA – Nenê, Leandrinho e Verejão. Seria algo válido para os Estados Unidos, onde a força da modalidade é grande. No Brasil, jamais as principais revistas esportivas – Esporte Ilustrado, O Globo Sportivo, Manchete Esportiva, Revista do Esporte, Gazeta Esportiva e Placar dos primeiros tempos  – o fizeram. Nem com o basquete norte-americano tendo jogos transmitidos pela TV brasileira, pois não seduziu em demasia. Se assim o fosse, a TV Bandeirantes não o teria tirado do ar, tempos depois de apostar na fórmula.
Último número. Quem são os caras?
Historinhas do futebol em quadrinhos, desenhadas por Aczel, charges criativas e bem humoradas e ilustrações de artistas como Aroeira, Junião, Dan, João Tiago, Daniel Grillo, e até desenhos tipo grafiteiro, por Daniel Bueno, não foram suficiente para  dar vida longa à revista, que esqueceu de um detalhe muito explorado por  Lance A + e Placar: mulheres sexy, em bikines estonteantes. A galera ia ao delírio curtindo as “deusas das paginas”. Por sinal, as mulheres ganharam só três capas – as voleiras Jaqueline e Sheila, do time do Osasco-SP (abril de 2011), a a futeboleira Marta, que foi eleita a melhor do mundo por cinco vezes (junho de 2011) e medalha de ouro no atletismo olímpico Mauren Maggi (fevereiro de 23012).     
ESPN chegou à última edição em dezembro de 2012,  com 38 visitas mensais às bancas. Trouxe uma capa bonita do ponto de vista artístico (foto), mas nada que motivasse o torcedor a compra-la, pela dificuldade de identificar os “capeiros”. A despedidas do mercado brasileiro teve 84 páginas e  nove peças publicitárias – Nike, Penalty,  Correios (divulgando o Sedex),  Le Monde  diplomatique Brasil (jornal), Trivela (site esportivo sobre futebol internacional), History, A&E e Bio,  (canais televisivos) e Nivea (produtos para higiene pessoal). Muito norte-americanizada para o gosto do


 
 
 
 
 
 
 



 

BELAS DA MANCHETE ESPORTIVA - VERA

Esta é a Vera Trezoitko, uma fera dos esportes, na década de 1950. Filha de russos, mas paulistana, foi recordistas brasileira nos arremessos do pessoa e do disco, e paulista no dardo. Também, várias vezes, campeã sul-americana. Além disso, ainda era cobra no vôlei, considerada a melhor cortadora ado país. Então, fera, ou não?
Vera iniciou sua vida desportiva pelo paulistano Nacional, ema 1945. Em seguida, mudou-se para o Pinheiros, apenas como voleira. Foi por lá, em 1948, que o treinador Aloísio Queiroz Teles convidou-lhe a experimentar as provas do atletismo. Topou, gostou e passou a dividi-las com o vôlei.
Pela época em que Vera Trezoitko competia, ainda havia o preconceito de que a prática desportiva tirava a beleza da mulher. Ela derrubava aquela pretensas realidade axiomática, como se vê na foto. coma toda moça de sua idade, gostava de se divertir,  principalmente indo ao cinema, sem ter artistas prediletos,  e ao teatro. E de ler um bom livro. Fora dos treinos e das competições, ele ocupava os eu tempo trabalhando em um órgão público.
A superatleta Vera Trezoitko foi o presente de Natal, para os desportistas, na contracapa do Nº 5 da revista carioca "Manchete Esportiva", eu chegou ás bancas no dia 24 de dezembro de 1955. Internamente, ela ganhou toda a página 17, com quatro fotos exibindo a sua técnica atlética. Fera, fera!


O VASCO NOSSO DE CADA DIA - 28.01

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Da esquerda para a direita: Barbosa, Augusto, Laerte, Jorge, Danilo, Ely (Em pé); Mário Américo (massagista), Alfredo, Ipojucan, Ademir, Maneca e Dejayr (Agachados). (Foto reproduzida do Centro de Memória do Vasco. Agradecimento)

Há exatos 64 anos, em 28 de janeiro de 1951, o futebol do Vasco da Gama conquistava o seu primeiro título no Maracanã. Venceu o América, por 2 x 1, valendo pela temporada anterior, que atrasou-de devido a Copa do Mundo. Então, foi o primeiro campeão carioca naquele estádio, o qeu valeu-lhe escolher o lado em que a sua torcida gostaria de assistir os jogos na casa – escolheu o lado direito da tribuna de honra, onde fazia sombra.
Com 32 pontos e liderando o Estadual, o Vasco seria campeão com o empate. Mas foi, logo, atrás da vitória, caminho aberto por Ademir  Menezes, aos 4 minutos. O "Diabo" empatou, ao final da etapa, mas o mesmo Ademir voltou à rede, marcando o gol do titulo, aos 29 minutos do segundo tmepo.
O Vasco carregou jogando com: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo II, Ipojucan, Ademir, Maneca e Dejayr. O time carregou o caneco com 17 vitórias (aproveitamento de 85%), marcando 74 tentos, dos quais 25 do "Queixada" – o apelido de Ademir.

Vasco recebeu um Diploma de campeão pelo título- Foto: Centro de Memória do Vasco

 CONFIRA A CAMPANHA DO PRIMEIRO CAMPEÃO CARIOCA NO MARACANÃ
20/08/1950- São Januário - Vasco 6 x 0 São Cristóvão- Maneca (2), Ipojucan (2), Ademir e Lima
27/08/1950- Maracanã- Vasco 3 x 2 Bangu- Ademir (2) e Tesourinha
03/09/1950- São Januário- Vasco 2 x 3 América- Maneca e Ademir
10/09/1950- Leônidas da Silva- Vasco 4 x 0 Bonsucesso- Ademir (3) e Maneca
17/09/1950- Rua Bariri- Vasco 3 x 1 Olaria- Ipojucan (2) e Lima
24/09/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Flamengo- Ademir e Alfredo II
01/10/1950- Maracanã- Vasco 1 x 2 Fluminense- Ipojucan
08/10/1950- Maracanã- Vasco 0 x 1 Botafogo
15/10/1950- São Januário- Vasco 9 x 1 Madureira- Dejayr (4), Ademir (2), Álvaro (2) e Maneca
22/10/1950- São Januário- Vasco 7 x 0 Canto do Rio- Ademir (2), Dejayr (2), Jansen, Maneca e Tesourinha
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O diploma federativo entregue aos primeiros campeões no "Maraca"
29/10/1950- Figueira de Melo- Vasco 5 x 1 São Cristóvão- Djayr (3), Ademir e Tesourinha
05/11/1950- Conselheiro Galvão- Vasco 3 x 2 Madureira- Ademir (2) e Djayr
19/11/1950- São Januário- Vasco 4 x 0 Olaria- Ademir (3) e Alfredo II
26/11/1950- Maracanã- Vasco 4 x 1 Flamengo- Ipojucan (3) e Alfredo II
10/12/1950- São Januário Vasco 7 x 2 Bonsucesso- Ademir (3), Djayr (3) e Maneca
17/12/1950- Caio Martins- Vasco 4 x 2 Canto do Rio- Maneca (4)
31/12/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Bangu- Ipojuca e Maneca
06/01/1951- Maracanã- Vasco 4 x 0 Fluminense- Ipojucan (3) e Ademir
14/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 0 Botafogo- Maneca e Ademir
28/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 1 América- Ademir (2)
BELLINI E BRITO JUNTOS NA ZAGA 
 Por causa do capitão Hideraldo Luiz Bellini (D), o Vasco emprestou o garoto Hércules Brito Ruas (foto), por duas vezes, aos gaúchos Internacional, de Porto Alegre, e de Santa Maria.
Em 1962, com Brito pedindo passagem, Bellini foi negociado, com o São Paulo. Mas deu tempo para os dois jogarem juntos. Aconteceu em 28 de janeiro de 1962, durante a vitória, por 3 x 0, amistosamente, sobre o Moto Club, em São Luís do Maranhão.
Enquanto Bellini e Brito seguraram lá atrás, Sabará, Saulzinho e Viladônega deixaram o Moto devagar. Paulo Amaral, o preparador físico da Seleção Brasileira-1958, e auxiliar técnico, em 1962, era o treinador, e o seu time teve: Ita; Paulinho de Almeida, Bellini e Brito; Nivaldo  (Maranhão) e Coronel; Sabará (Ronaldo), Lorico (Roberto Pinto), Saulzinho, Viladônega e Joãozinho
CABELO, BARBA E BIGODE - Passados 42 anos, o Vasco mandou mais um 3 x 0. Pra cima do Olaria, em 28 de janeiro de 2004, em uma quarta-feira, na Rua Bariri, pela segunda rodada da Taça Guanabara.
O jogo teve 856 pagantes e gols de Valdir ‘Bigode’, aos 24 e aos 30 minutos do primeiro tempo, e aos 22 do segundo. O Vasco, treinado por Geninho, alinhou:  Fábio; Alex Silva (Claudemir), Wescley, Santiago e Victor Boleta; Ygor, Júnior (Donizete), Rodrigo Souto e Morais; Valdir ‘Bigode’ e Anderson (Robson Luís).
O VIVO VIVINHO - Com mais três bolas nas redes, mas por 3 x 1, o Vasco venceu o Ceará Sporting, em 28 de janeiro de 1986, em São Januário, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro. Vivinho, aos 3 e aos 53, e Romário, aos 56 minutos, escreveram no placar, resultado que deixou a rapaziada sete jogos invictos contra os alvinegros cearenses, considerando-se a unificação do Brasileiro.
Dirigido por Joel Santana, o time vascaíno foi: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Fernando, Donato e Pedrinho; Mazinho, Henrique (Claudinho) e Geovani (Roberto Dinamite); mauricinho, Romário e Vivinho.
 Outras vitórias na data: 28.01.1951 - Vasco 2 x 1 América-RJ;  28.01.1979 – Vasco 2 x 0 Desportiva-ES;  28.01.1982 - Vasco 1 x 0 Nacional-AM.  (Foto de Brito reproduzida da Revista do Esporte)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MEMÓRIA DA PULICIDADE NAS REVISTAS ESPORTIVAS BRASILEIRAS - RAPIDINHAS

Nº 1 com capa paulista
Mais uma revista de vida curta. Durou apenas nove números e algumas edições especiais com temas  já explorados pela “Placar”, tipo os melhores jogadores do mundo, os maiores goleadores do Brasil e guia do Campeonato Brasileiro (2009).
 Sem publicar editorial, a Gol FC fez duas edições diferentes em sua estreia, uma com capa para o Rio de Janeiro e outra para São Paulo, algo que “Placar” já fazia, para ficar bem, também, com torcedores, gaúchos e mineiros. Em sua apresentação, o editorial chamado de  “carta do leitor”, assinado por Marcos Barrero, o diretor de redação,  avisava que a proposta chegava “pra ficar sua amiga” e que era revista feita com calor, vibração e muita tesão pelo futebol”.
CONFERE! A tentativa trouxe reportagens, artigos, muitas fotografias, historinhas em quadrinhos e até coluna feminina, tudo colorido. Mas não conseguiu sair de um circuito muito familiar às revistas esportivas da década 2000. As “foto cassetadas” – coleção de imagens engraçadas e esquisitas – eram o que “Placar” fazia, de há muito,  seguida por “Lance”, bem como o poster central, inaugurado pela primeira, com times posados ou atletas, e imitado pela segunda que aproveitava o espaço para  radiografar o homenageado, de várias modalidades, o que GolFC também fez. Aliás, Manchete Esportiva já publicava posters (ainda não havia a denominação vinda da língua inglesa) em suas páginas centrais na década-1950, embora colocando muito texto junto à foto.
 Outras repetições de fórmula antigas foram tabelas de campeonato e as colunas “Maria Chuteira” – gênero que a “Revista do Esporte” fazia pela Candinha no Esporte e a “Lance” com Mary Chute – e Prorrogação, tipo Apito Final da “RevEsp”. Mas eram bem modernizadas, com muitas fotos, como os tempos modernos exigiam.
Como todas as revistas, GolFC não deixou de ter a seção carta dos leitores, perguntas de leitores a um algum ídolo da hora, não só da bola, e a página de humor, desenhada por Gustavo Duarte – as historinhas em quadrinhos tiveram traços de Éber Evangelista e de Alexandre Jubran e texto de Marcos Barrero, enfocando um fato marcante do futebol brasileiro. Há, também, uma charge assinada por Fernando.     
GolFC chegou aos dois últimos números magrinha, com 36 páginas e tendo por anunciantes apenas Guitt´s Beer (cerveja); Pânico Surf (material esportivo); Dalponte (chuteiras); Times do Coração (relógios com escudos, anunciados por www.maisvantagens.com.br) e Topper (bolas para futebol).
Pelas edições anteriores, conseguiu peças de empresas com Nestlé (Pelé usando camisas de vários times); Preserv (preservativo sexual); Olehh! (site esportivo); Empório Alex e Trippyz (roupas de moda); Diauto (peças e equipamentos para motores diesel); Beef Shopping; Saturno (lojas de facas, serras, rebolos); Eucafloor (pisos laminados); Sol e Nova Schin (cervejas); JVC (aparelhos de som); Reiplas (fios e cabos elétricos); Diadora (chuteiras); Visa (cartão de crédito); Tilibra (cadernos escolares); Tudor (baterias  para automóvel); Ebicen (salgadinhos). Exército da Salvação (pedindo doações) e Rádio Transamérica, o que pode ter sido permuta.
Embora tivesse prestigiado  bandeirinha Ana Paula Oliveira como colunista e feito matéria como a mulher, esta não teve tanta consideração da revista. Em capas, só saiu em fotos pequenas – Ana Paula, Glenda Kozlowiski (jornalista e ex-bodyboarder), Luize Altenhof (modelo e ex-surfista) e Núbia Oliveira (modelo. A mulher só apareceu mais quando precisou socorrer a revista, em seus finalmente, pela seção “Mulheraço e Cia”, em duas páginas bem sexy. Talvez, tenha chegado atrasado na bola. Não se antecipou ao lance, como as "Garotas do Placar".