Vasco

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CONMEMBOL REGISTRA TITULO-1948

A Confederação Sul-Americana de Futebol-Conmebol registrou, hoje, o título do Vasco da Gama, de campeão do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, como sendo conquista válida pela Taça Libertadores.  A atitude da entidade, disponibilizada em seu site oficial na Internet, está reconhecido deste 1996, mas só agora ganha registro, formalmente, o que significa que o “Almirante” tem duas Libertadores no currículo, e fim de papo.
 Há um ano a diretoria cruzmaltina solicitava isso da Conmebol, tendo o vice-presidente de Relações Especializadas, João Ernesto, preparado dossiê com imagens, súmulas dos jogos e a resolução do Comitê Organizador da competição que autorizou a participação do clube de São Januário do Sul-Americano-1948. 
 Para trazer o caneco, foram estes os resultados da “Turma da Colina”: 14.02.1948 – Vaso da Gama 2 x 1 Litoral (Bolívia); 18.02 –  4 x 2 Nacional (Uruguai); 25.02 – 4 x 0 Municipal (Peru); 28.02 – 1 x 0 Emelec (Equador); 098.03 – 1 x 1 Colo-Colo (Chile); 14.03 – 0 x 0 River Plate (Argentina). 
Na classificação final, o Vasco somou 10 pontos, em seis jogos, com quatro vitórias e dois empates, marcando 12 e levando dois gols. Seguiram-lhe: River Plate (9); Nacional (8); Municipal e Colo-Colo (6); Litoral (2) e Emelec (1).
 Treinado por Flávio Costa, o time-base foi: Barbosa; Augusto da Costa e Wilson Capão (Rafagnelli); Ely do Amparo, Danilo Alvim, e Jorge Sacramento; Djalma, Maneca (Lelé) Friaça (Dimas), Ismael (Ademir Mewnezes)  e Chico. Marcaram os tentos vascaínos: Lelé (3), Friaça (3), Ismael (2), Ademir, Maneca e Danilo Alvim, além de um gol contra, por Walter Gómez, do Nacional.  
                    IMAGEM REPRODUZIDA DE NETVASCO. COM.BR

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

TRAGÉDIAS DA COLINA - O PEIXE FISGOU

                          UMA BATALHA NO FUNDO DO MAR                    
                         
O Vasco da Gama havia sido ultrapassado no placar só em um jogo do Torneio Rio-São Paulo-1953: 1 x 4 Fluminense (23.05), no Maracanã. Empatara, pelo mesmo placar de 1 x 1, com Palmeiras (21.04) e Flamengo (26.04), e por 0 x 0 Botafogo (16.05).

Goleador santista carregado, vascaínos mais desmaiados  
Com um time que os redatores Luiz Carlos e José Pinto, da revista carioca “O Cruzeiro”, chamaram por “potência lusa do Rio de Janeiro”, pela coluna “Um fato em foco” (13.01.1953), o Vasco mandara 1 x 0 São Paulo (26.04); 5 x 0 Bangu (10.05) e 1 x 0 Corinthians (31.05), credenciando-se a conquistar o primeiro título da disputa interestadual para os cariocas.
Pelas três temporadas anteriores, o Corinthians-1950; o Palmeiras-1951 e a Portuguesa de Desportos-1952 haviam carregado o caneco. Parecia ser a vez dos vascaínos. Mas, na última rodada (04.06), a rapaziada foi à Vila Belmiro e levou 2 x 3 do Santos, o lanterna, entre 10 concorrentes e que não levava ninguém a botar fé em sua bola, principalmente por obter só duas vitórias e um empate.
 Com a escorregada da “Turma da Colina”, o título foi entregue aos corintianos, “de mão beijada”, como consideraram os dois jornalistas citados acima. No caderninho, foi anotado a presença de 21.090 torcedores pagantes de ingressos que renderam Cr$ 543 mil cruzeiros.          
 O prélio teve arbitragem de Carlos de Oliviera Monteiro, o “Tijolo”, e os gols do “Almirante” foram marcados por Maneca, de pênalti, e Chico. Pelo anfitrião, Hugo, Tite e Nicácio bateram no filó, tendo este último sido “el hombre malo” para os vascaínos e o inesperado herói para os corintianos, decidindo o placar.
Após ouvir o apito final e ver os visitantes com alma penada, Nicácio desmaiou nos braços dos torcedores, como mostra a foto de “O Cruzeiro”, enquando o vexame ficava para o treinador Flávio Costa e os ex-favoritos: Osvaldo, Augusto e Bellini (Haroldo); Ely, Mirim e Jorge; Edmur, Maneca, Vavá (Genuíno), Alvinho (Ipojucan) e Chico.

      Foto reproduzida da coluna "Um fato em foco" de "O Cruzeiro de 15 de janeiro de 1953                  

                                                  

 

                                                    

terça-feira, 28 de novembro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - VASTAFOGO

Em 1968, a então Confederação Basileira de Desportos (atual CBF) marcou dois amistosos entre as seleções canarinha e argentina, respectivamente, em 7 e 11 de agosto, respectivamente, no Maracanã e no Mineirão.
No então maior estádio do mundo, o “Maraca”, aApareceram 39. 375 pagantes,  o que significava tê-lo quase vazio, pois era comum receber mais de 100 mil espectadores em grandes jogos e até 200 mil, como ocorrera no encerramento da Copa do Mundo-1950, em Brasil 1 x 2 Uruguai.
Por aquela época, o Botafogo tinha, indiscutivelmente, o melhor time do futebol carioca e que chegaria ao final da temporada como bi estadual e da Taça Guanabara. De sua parte, o Vasco da Gama ficou vice, decidindo o título com o poderoso rival, que não deu-lhe a mínima chance e mandou-lhe 4 x 0.
Moreira, Félix, Brito, Leônidas, Carlos Roberto e Valtencir, em pé,
da esquerda para a direita; Nado, Gérson, Roberto Miranda, Jairzinho
 e Paulo César Lima, agachados e reproduzidos da "Revista do Esporte"
 Para os dois  amistosos, a CBD decidiu formar selecionados regionais e juntou Cruzeiro e Atlético-MG, nas Minas Gerais.
No Rio, convocou o teinador Mário Jorge Lobo Zagallo para formar a equipe, e este não teve dúvidas em vestir a camisa canarinha no  time alvinegra que ele comandava e levara aos quatro títulos citados acima.
No entanto, reforçou a rapaziada com dois vascaínos, o zagueiro Brito, o ponta-direita Nado e o centroavante Ney Oliveira.
 Durante o pega da noite da quarta-feira 7 de agosto, gols só botafoguenses – Valtencir, Roberto Miranda (2) e Jarizinho –, mas os dois cruzmaltinos mandaram ver legal, mesmo só tendo treinado junto com os rivais por apenas 30 minutos.  
Como o goleiro Félix, do Fluminens, era considerado o então melhor do país, evidentemente, Zagallo o encaixou, também, bem como o bom lateral-drieito flamenguista Murilo para a equipe que mandou 4 x 1 e que a torcida chamou de “BotaVasco”. Formou assim: Félix; Moreira (Murilo), Brito, Sebastião Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gérson; Nado, Roberto Miranda (Ney Oliveira), Jairzinho e Paulo César Lima.
O apito ficou com Armando Marques-RJ, auxiliado por Amílcar Ferreira e Antônio Viug, enquanto a grana que pintou no cofrinho aringou Cr$ 122 milhões, 300 mil e 75 cruzeiros.

    

    

    

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

TRAGÉDIAS DA COLINA - TRAGEDÍSSIMAS

1 -Atleta de forma longilínea, negro e pouco resistente, fisicamente, o centroavante Isaías foi contaminado por uma tuberculose galopante, que o tirou do planeta, em 12 de agosto de 1949. O seu pulmão foi devastado, em duas semanas, sem que o médico vascaíno Amílcar Giffoni (fizera curso de tisiologista e já havia atendido mais de dois mil tuberculosos)  nada pudesse fazer contra o então chamado “mal do século”.
2 - Isaías fora buscado no Madureira, jogando ao lado de Lelé e Jair Rosa Pinto, o chamado “Os Três Patetas”, em alusão a comediantes do cinema norte-americano. Ele entrava nesta escalação vascaína:  Barbosa; Augusto e Rafagneli; Ely, Danilo e Jorge; Ademir Menezes, Lelé, Isaias, Jair e Chico.
3 – O histórico de casos médicos graves, em São Januário, registra que, em 1945, o coringa Alfredo dos Santos, o Alfredo II, sofreu uma fratura  de rótula, que exigiu grandiosos esforços para a sua recuperação. Em 1950, ele disputou a Copa do Mundo. Já o zagueiro Wilson “Capão” (residia no morro homônimo), que vivia no departamento médico (vascaíno entre 1943 e 1952), passou por quatro cirrugias – duas pelo médico Pedro da Cunha e mais duas por Amilcar Giffoni  e Paes Barreto.
 4 - De sua parte, o zagueiro Rafagnelli teve duas vértebras fraturadas e andou ameçado de ficar inutilizado para o futebol. Passou por severo tratamento para voltar a defender a “Turma da Colina”     
 
   
 
 
 

 

 

domingo, 26 de novembro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A PIETÁ DE MICHALANGELO BUONARROTI

  Há indivíduos, tremendamente, atraídos pelo perigo que leva à reprovação publica. Não é que já houve quem atentasse contra uma venerável estátua com  jeito de madona? Coitadinha! Estava lá, quietinha, em seu canto, desde 1749, passados 250 após Miguel Ângelo Buonarroti (aos 24 de vida) terminar de esculpi-la. 
 Era 21  de maio de 1972, quando o húngaro Lazlo Toth saltou uma mureta, subiu em um pedestal e, usando um martelo de pouco mais de um quilo, desferiu 15 golpes contra a “mulher”, de 1m50cm de comprimento e separada dos visitantes por um balaústre de mármore a cerca de oito metros de distância.
 Foi La Pietá (piedade, em português) a espatifada. O seu agressor, ao ser levado para prisão romana Regina Coeli, gritava: “Eu sou Jesus Cristo”.
O demente deixou 53 fragmentos e 70 pedacinhos de mármore espalhados em volta da agredida.
O rosto da estátua exibia duas lesões sobre a pálpebra esquerda e uma na base do nariz. Havia estragos, também, nas dobras do manto. As maiores perdas, no entanto, foram no braço esquerdo, partido em três pedaços. Nem o cotovelo escapou. E todos os dedos foram quebrados. 
Reprodução de www.wikipedia.org. Agradecimento
 A Pietá é considerada uma das melhores esculturas de Miguel Ângelo e é um dos seus primeiros trabalhos no ramo.
 Ele criou uma nova concepção à figura da Virgem com o filho saído da crucificação, mostrando-o com ar juvenil, após deixar o Calvário, o que contrastava com o etilo da época, de exibir mãe com jeito de sofredora.
 Vários grandes artistas europeus fizeram “Pietás”, entre eles “Il Furioso” Jacopo Robusti, mais conhecido por Tintoreto,  Rafael Sanzio, Van Dick,  Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Sandro Botticelli, Andrea Mantegna, Ticiano Vecelli, Peter Paul Rubens e Pietro  Perugino. Mas nenhum conseguiu da-la o que os críticos de arte italianos chamaram de “beleza diante da dor”.
Coube ao brasileiro Dioclécio Redig de Campos, então diretor dos museus do Vaticano, comandar a recuperação da Pietá. Foram cinco meses que exigiram trabalhos de laboratórios, experiências físico-químicas, provas técnicas, pesquisa histórica e documentação fotográfica.
Auxiliado pelo engnheiro Francisco Vechini; os técnicos Vitorio Frederici e Nazzareno Gabrielli; os restauradores Giuseppe Morresi, Ulderico Grispigne e Franceso Date; os químicos Nello Pelonzi e Antonino Turchetto, e fotógrafo Antonio Sollazi, o professor Redig de Campos passou à fase executiva da operação em 7 de outubro do mesmo 1972. Teve a sorte de encontrar nos museus do Vaticano uma cópia, em gesso, da Pietá, feita na década-1940, o que possibilitou recompor os decalques das lascas de mármore perdidas.
Graças a esta obra (de um restaurador do Vaticano), fez-se fotografias e mapas da área lesada e o encaixe exato dos fragmentos. As áreas que mais exigiram dos restauradores foram o rosto e o braço esquerdo, o danificado.

Por causa de um demente, a Pietá tornou-se menos próxima do visitante. Agora, está protegida por uma placa com várias camadas de vidro, de quase 10 metros de altura, à prova de bala, sustentada por armadura metálica em 25 m quadrados. Além disso, as duas janelas laterais da capela  viraram portas fortificadas por ferro.
A equipe do professor brasileiro gastava 12 horas de trabalho diário e não deixava o Papa Paulo Sexto satisfeito só com as informações dos relatórios. O homem queria saber muito mais. Enfim, na manhã do domingo 25 de março de 1973, às 12h15, Sua Santidade chegou à Basílica de São Pedro, acompanhado por vários cardeais e das maiores autoridades da Santa Sé, para ver a Pietá restaurada. Perfeitamente!
Caso um novo Lazlo tente repetir a loucura, há uma rede de raios e células fotoelétricas capaz de avisar toda a capital italiana – nem precisa de boca para avisar Roma.                         
                                           

sábado, 25 de novembro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO - REDATORES FARÃO APOCALÍPSE VIRAR 'APÓS-CALIPSO'

Antigamente, meninos pequenos de famílias católicas ouviam seus pais dizerem que, um dia, o mundo se acabaria e Deus viria separar os bons dos maus. E cresciam ouvindo falar do Apocalípse, título de livro bíblico que, taduzido para o português, significa “revelação” – também no judaísmo – e fora escrito por João, o profeta escolhido para receber do Senhor informações “top secrets”. 

João iluminado para escrever um texto ultrainterpretado.
Reprodução de www.apocalipsefacil
 Para muitos, o Apocalipse é um livro de orientação aos cristãos.
Poderia ser, se os redatores e revisores bíblicos não fundissem a cabeça dos leitores, empurrando-lhes interpretações pessoais e que, a depender da edição, até contradizem a originalidade da tradição oral e do que está nos escritos pelas linhas deixadas por João.
 Mas João, também, chutou as suas bolinhas fora. Quando ele dizia ter recebido revelações do Espírito Santo, por intermédio de seus anjos, na verdade, não batia nem na trave.
 Bem antes disso, os habitantes desse planeta já haviam sido advertidos sobre o Juizo Final, tendo por agentes Krishna, Maomé, Zoroastro, Buda, Isaías, Lao Tse, gente que, também, tivera os seus agentes informativos divinos. Sem falar dos videntes que exortavam os humanos a abadonarem caminhos tortuosos, para não terminarem nas trevas.
 Ultimamente, ninguém mais leva mais o Apocalipse a sério. A TV Globo já o tripudiou, jogando ao ar, em 1996, uma minissérie sobre um esculhambadíssimo fim do mundo, no qual atores como Vera Holtz e Paulo Betti, entre outros, divertiram os telespectadores, por 35 capítulos escritos por Dias Gomes, com a colaboração de Ferreira Gullar.
Meninos!  Deus não disse o que a galera
disse que ele disse. Podes crer!
Reprodução de www.igrejacatólica-com.br
 Pela trama global, o “profeta do apocalipse” era um baiano retrinca – Joãozinho da Dagmar –, o que já mandava dizer que o fim do mundo merecia mais respeito. Entre os que temiam as profecias, o impotente sexual Tião Socó, imaginndo o mundo acabar e ele “nem nada, nem nada”, consegue uma erecção e violenta a cunhada. A sua filha desiste de manter-se virgem e o diretor de um hospício liberta todos os loucos.
 De outra parte, pelo lado real – ou surreal –, a aproximação do fim do mundo veio, mais pós-modernamente por intermédio de uma “emissária de misericórdia” aparecendo para crianças em três regiões terráqueas: em La Sallete e Lourdes, na França, e na portuguesa Fátima.
 Disse – ou teria dito –  a enviada especial que o Juizo Final será muito diferente do que se propaga por aí. Não haverá nenhumna destruição arbitrária, porque a justiça divina não joga nesse time.     
 Como ela falou – ou teria falado – em Juizo Final, e não falou em fim do mundo, logo, o tal fim do mundo seria uma interpetação equivocada dos fuxiquentos, pasquinzeiros,  fazedores de cabeça, os “jornalistas do tempo”. Daí que os mais otimistas não esperam o planeta ir pelos ares, só os que procuram a autodestruição.
E que venha novas edições e novas interpretações do Apocalipse. Futuramente, – quem sabe? – nossos tataranetos poderão ler o “Após-Calipso”. Porquê não? Não existe uma banda chamada Calipso? De repente, ela acaba e escritores inventivos lançam livro que pode abrir a “Báblia”, isto é, uma nova Bíblia, repleta de furdunços para novos e novíssimos testatementos fundirem, ainda mais, as nosss cucas. Confere?

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 2 X 1 PORTUGUESA

Vitória difícil sobre um tradicional "freguês", dentro de São Januário.
 No primeiro tempo, o time visitante endureceu o jogo e o garoto do placar (por aqueles tempos, garotos ficavam encarregados de trocar as placas numéricas do marcador) ficou só assistindo a partida.
No segundo tempo, porém, ele fez por merecer a gorjeta, porque  Válter Marciano e Pinga pingaram na rede do "Tricolor Suburbano".
 Eunápio de Queirós, que ficava uma fera quando lhe chamavam por "Larápio de Queirós",  apitou a pugna, que rendeu Cr$ 115 mil, 583 cruzeiros, tendo o anfitrião vascaíno mandado a campo: Vitor Gonzalez, Paulinho de Almeida e Haroldo; Mirim, Orlando e Dario; Sabará, Valter Marciano, Vavá, Pinga e Parodi.
 Por ser início de campeonato, o pequeno Bonsucesso surpreendia em duas rodadas, ocupando a liderança ao lado da dupla Fla-Flu e dos vascaínos, todos com quatro pontos ganhos – o "Almirante" tinha saldo de cinco gols marcados e um levado.

Desenhos de WILLIAM GUIMARÃES, da revista  "Esporte Ilustrado", com informações passadas por José Luiz, José Rebello e Carlos Gonçalves.
 1 - Feitiço, Lindo... Ôpa! Não é um feitiço lindo, pois feitiço não tem beleza e nem feiura. Feitiço (foto), Lindo quer dizer que Feitiço e Lindo, atacantes crumaltinos enfeitiçaram o Madureira. Rolou no 9 de janeiro de 1938, quando o primeiro marcou três e o segundo um, nos 4 x 1 Madureira. Turma do dia: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Alfredo I; Lindo, Feitiço, Niginho e Luna.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 3 X 1 CORINTHIANS

 A vitória levou o time de São Januário para as finais do Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer, que homenageava o presidente da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF).                                                              
Aconteceu durante a tarde do domingo 28 de junho de 1953, no Maracanã, onde os dois times haviam se encontrado, quatro dias antes, pelas semifinais.                                                   
 O apito ficou com Erick Westman e a grana chegou a Cr$ 1 milhão, 059 mil, 882 cruzeiros e 20 centavos. No primeiro tempo, o "Almirante" escreveu 2 x 1 no placar, com tentos marcados por Maneca e Sabará, cabendo a Djayr fazer o terceiro, na etapa final.
Este por sinal, um gol com muita categoria. Sabará centrou a bola para a área, o goleiro corintiano Cabeção a socou, de leve, para o lado, exatamente onde estava o baixinho Djayr, que não deixou a pelota cair ao chão e bateu, de direita, para a rede.
O primeiro foi aos 15 minutos, quando Maneca trocou passes com Pinga, entrou na áreas e escolheu o canto para endereçar a bola.
 O segundo teve Djayr cruzando bola e Sabará, que corria acompanhando o lance, pegando bem no couro e saindo para comemorar, aos 35.
 O time do Vasco, dirigido por Flávio Costa, formou com Ernani, Mirim e Bellini; Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Ipojucan (Ademir), Pinga e Djayr.
Todos os resultados dos vascaínos: primeira fase: 3 x 3 Hibernian; 2 x 1 Fluminense e 2 x 1 Botafogo. Semifinais: 4 x 2 e 3 x 1 Corinthians. Finais: 1 x 0 e 2 x 1 São Paulo .
DESENHOS: WILLIAM GUIMARÃES. FOTOS: "ESPORTE ILUSTRADO" 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - SACODE

1 - O Vasco da Gama já goleou o Benfica, por 8 x 1. Calma, rapaz! Mas não foi o grande esquadrão benfiquista e português de Lisboa. Só um time homônimo do futebol amador do Rio de Janeiro. Placar bom para um primeiro de abril, não é?

2 - Anote os primeiros jogos internacionais do Vasco da Gama:  1 x 1 Universal, do Uruguai, em 2 de dezembro de 1923; 1 x 0 Montevideo Wanderers, também uruguaio, em 31 de março de 1928; 1 x 1 Sporting, de Portugal, em 22 de julho do mesmo 1928, e 0 x 0 Barracas, das Argentina, em 4 de janeiro de 1929. Três empates e uma vitória nos quatros primeiros confrontos com a "gringaiada" estão de bom tamanho, pois, pois!
 3 - O jogo 30 entre Vasco e Bangu rolou em 5 de janeiro de 1938. E a "Turma da Colina" mandou 6 x 0, em São Januário, em uma quarta-feira.  Niginho (3), Lindo (2) e Alfredo bateram no filó. Time do pancdaço: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Alfredo; Lindo, Feitiço Niginho e Luna.

4 - Nada melhor para o torcedor vascaíno do que ver o "Almirante" deixando o Flamengo de quatro. Como no dia 6 de janeiro de 1951: 4 x 0, com três gols de Ipojucan e um de Ademir Menezes. O chefe da rapaziada era Oto Glória e o time teve: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo II, Maneca, Ademir, Ipojucan e Djayr.  

5 - O Ajuelense é adversário de apenas uma partida contra o Vasco. Aconteceu no 6 de janeiro de 1963, em Ajuela, na Costa Rica, com a moçada goleando, por 4 x 0. O paulista Sabará, aos 40, e o gaúcho Saulzinho, aos 44 minutos do primeiro tempo, começaram a festa na rede. Na etapa final, o baiano Viladônega, aos sete, e o também gaúcho Laerte, aos 23,  completaram o sacode para o time que era dirigido por Jorge Vieira. O árbitro foi Bento Alfaro e a moçada que, naquele dia, pontou no gramado do Estádio Alejandro Morera Soto chamava-se: Ita; Joel Felício, Brito, Barbosinha e Coronel; Maranhão (Écio) e Viladônega (Russo); Sabará, Lorico, Saulzinho (Vevé) e Ronaldo (Fagundes). 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 4 X 2 CORINTHIANS

“O Vasco classificou-se com justiça”. Foi o título escrito pela semanária carioca “Esporte Ilustrado”, em sua página 18, de 3 de julho de 1953, sobre a rodada das semifinais do Torneio Octogonal do Rio de Janeiro.
Em sua interessante (para hoje) linguagem de época, o redator considerou que “Bellini, encontrando pela frente um Baltazar que é jogador de  peito, ganhou o tirão”; que Djayr “largando um pouco o sassarico...teve um bonito gol”, e que Ipojucan “distribuiu bem o jogo, enfeitando as jogadas com o costumeiro estilo, já consagrado”.      
O encontro foi em 24 de junho, no Maracanã, apitado por Erick Luiz Westman, com renda de Cr$ 487 mil, 924 cruzeiros e 60 centavos, tendo os gols cruzmaltinos sido marcados por Pinga (2), Maneca e Ipojucan, com 3 x 1 no primeiro tempo.
A escalação vascaína alinhou: Ernani, Mirim e Bellini; Ely, Danilo e Jorge; Sabará (Alfredo), Maneca, Ipojucan, Pinga e Djayr.   
O torneio homenageou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos, Ravadávia Corrêa Meyer, e foi disputado, também, por Botafogo, Fluminense, São Paulo, Hibernian, da Escócia, Sporting, de Portugal, e Olimpia, do Paraguai.   

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

VASCO BICAMPEÃO NO FUTEBOL DE PRAIA

REPRODUZIDO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR. AGRADECMENTO

  Primeiro campeão do mundo e maior vencedor da modalidade no Brasil, o Vasco da Gama segue melhor nas areias do continente sul-americano. Durante a noite deste 18 de novembro, em Assunção, no Paraguai, venceu o uruguaio Malvín, por 8 x 5, e conquistou o bicampeonato da Taça Libertadores de Beach Soccer.
O título foi levantado de forma espetacular, outra vez invicto, com seis triunfos, em seis partidas.
Base da Seleção Brasileira, o time vascaíno não tomou conhecimento do adversário e dominou os uruguaios do primeiro ao último período. Os gols da vitória que manteve o Almirante no topo da América foram marcados por Lucão (2), Mauricinho (2), Bokinha (2), Lukinhas e Catarino. O primeiro, inclusive, encerrou a competição internacional como artilheiro vascaíno, com 10 gols. O Vasco também teve a defesa menos vazada e viu o atacante Bokinha ser escolhido como melhor jogador.
- Graças a Deus conquistamos mais um título para o Vasco! Consegumos impor o nosso ritmo e administrar o placar no momento que a partida ficou um pouco complicada. A partida chegou a ficar 3 a 2, mas abrimos vantagem rapidamente e conseguimos fazer 7 a 2, o que nos deu a oportunidade de colocar todo mundo em quadra para participar da festa. Foi uma conquista importante, se trata de um Bicampeonato da Libertadores. Ganhamos as duas edições que tiveram até agora e já estamos garantidos na próxima. Em nome do grupo, agradeço aos torcedores vascaínos pelo apoio - afirmou o treinador Fábio Costa, sem esconder a satisfação com a conquista do título.
FOTO DE JOÃO VITAL, REPRODUZIDA DE WWW.CRVASCODFAGAMA.COM.BR - AGRADECIMEMTO
         Campanha na primeira fase da Taça Libertadores da América:
11/11/2017- Primeira fase: Vasco da Gama 6 x 3 Universidad Arturo Prat-CHI. Gols: Lucão (3), Mauricinho, Catarino e Jorginho.
12/11/2017- Primeira fase: Vasco da Gama 10 x 1 Malvín-URU. Gols: Catarino (3), Antônio (2), Lucão (2), Mauricinho, Lukinhas e Jordan.
13/11/2017- Primeira fase: Vasco da Gama 8 x 2 Delfin Sporting-URU. Gols: Bokinha (2), Catarino, Lucão, Jordan, Mauricinho, Cesinha e Antônio.
15/11/2017- Quartas de final: Vasco da Gama 7 x 4 Deportivo Provincial-ARG. Gols: Rafinha (2), Lukinhas (2), Mauricinho, Lucão e Catarino.
16/11/2017- Semifinal: Vasco da Gama 10 x 4 Garden Club-PAR. Gols: Bokinha (3), Lukinhas (2), Lucão, Paulinho, Rafinha, Antônio e Catarino.

18/11/2-17- Final: Vasco da Gama 8 x 5 Malvín-URU. Gols: Lucão (2), Mauricinho (2), Bokinha (2), Lukinhas e Catarino.

domingo, 19 de novembro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA. 'CLICK' EM CLONES DE OBRAS-PRIMAS

Uma réplica muito, muito  mais bonita
  O  fotógrafo norte-americano Nolan Patteerson imaginou, durante a década-1950, produzir um ensaio com sósias de modelos de telas famosíssimas.  E foi à luta. Convidou celebridades e tentou provar que as antigas musas poderiam disputar o mercado com as glamurosas “fivethy girls” e até ir para diante das câmeras cinematográficas de Hollywood.
  Nolan convidou as atrizes Jean Simmons, Arlene Dahl e Denise Darcel, para reviverem, respectivamente, a Monna Lisa,  A Maya Vestida e a Garota Boêmia. Cuidou de todos os detalhes para os “cliks” baterem com o original, mas nem tudo saiu perfeito, como veremos em três casos escolhidos por esta coluna.
 A reprodução da Monna Lisa levou Jean Simmons a umedecer os lábios, para o enigmático sorriso da também chamada La Gioconda ficar o mais lubrificado possível. Ok! Mas o rosto dela não era tão parecido com o de Lisa Gerardini, a modelo que Leonardo da Vince começou a pintar, em 1503, e, segundo alguns historiadores, levou quatro temporadas trabalhando – outros pesquisadores considerem 1517 a data dos finalmentes.    
   Para o “Domingo”, Jean Simmons, nascida Jean Marilyn Simmons, na inglesa Londres, era muito mais bonita. Atriz mais popular das Inglaterra, no inicio da década-1950, ela havia participado de 19 filmes, até chegar 1952 e estreado em produção dos Estados Unidos, tendo naquela década e na seguinte vivido o seu auge.
Entre 1948 e 1983, Jean recebeu várias indicações para as maiores premiações do cinema, tendo, em 1948, sido eleita a melhor atriz, do Festival da italiana Veneza, interpretando papel em “Hamelet”, baseado na obra de William Shakespeare.
A morenice espanhola no original virou ruiva uma réplica,
ruivamente, quase loira
Filha de Charles Simmons com Winifred Ada, ela teve duas irmãs e um irmão, e dois casamentos – com Stewart Granger e com Richard Brooks –, saindo deles com um filho de cada um dos maridos.
 Durante a década-1980,  Jean Simmons trocou a telona pela TV, participando de filmes e seriados da telinha.
Em 1986, esteve internada, em um hospital, para tratamento de alcoolismo. Superou o problema, voltou a ser atriz e ao cinema, mas sem abandonar a televisão. Viveu entre 31.01.1929 a 22.01.2010, duas temporadas após o último trabalho.        
 No caso da imitação da ‘Maya’, por Arlene Dahl, a pintura do espanhol Goya foi revivida por um cuidadoso Patterson pisando na bola. Clicou uma ruiva, enquanto a original, a Duquesa D´Alba, era morena. A semelhança entre as duas era nenhuma, mas a intenção valeu.
 Arlene Dahal tem a mesma altura de Jeans Simmons – 1m68cm – e o seu auge nas telas rolou pelas mesmas décadas-1950/1960. No entanto, teve mais maridos – Fernando Lamas, Lex Barker, Alexis Lichine e Rounsevelle Schaum – e mais filhos – três.
 Nascida em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi registrada, por Arlene Carol Dahl, pelos pais Rudolph e Idelle. Entre 1947 e 1995, atuou em 33 produções cinematográficas e cinco televisivas. O seu filme mais conhecido no Brasil foi “Viagem ao Centro da Terra”.
Convenhamos que Denise Darcel, também, não é nada parecida com a modelo de “A Garota Boêmia”. Muito menos o seu sorriso, que especialistas em artes viram “vampirizado”
Sorriso nem tanto enigmático como o
da Monna Lisa. Ligeiramente, vampirinho.
Atriz francesa, nascida em Paris, bem que Denise esforçou-se para deixar a cena igual à pintada por Franz Hals. Mas só tentou a casadoira moça, de 1m63cm de altura e que gerou duas crias em suas cinco uniões matormoniais – com George Simpson Junior, Richard Vence, Robert Atkinson (pai das crianças), William Saw e Peter Crosby.   
 Filha de um padeiro, Denise Billecard, seu verdadeiro nome, ganhou o título de “Garota Mais Bonita da França” e foi cantora de cabarés, em Paris. Emigrou para os Estados Unidos, em 1947, e ganhou cidadania norte-americana, em 1952. Aos 41 de idade, fez performances de “streaptease”, em San Francisco, Las Vegas e Oakland, mas por pouco tempo. Depois, voltou a cantar em cabarés.
A sua filmografia inclui 16 películas – “Vera Cruz”, de 1949, foi a mais famosa –, tendo uma delas sido “Tarzan e a Garota Selvagem”, ao lado de Lex Barker. Contracenou, também, com outros artistas famosos, entre eles Glenn Ford, Roberto Taylor, Gary Cooper, Burt Lancaster e Esther Williams. – viveu entre 08.09.1924 a 23.12.2011.   
  Ideia muito boa, mas clonagem devendo, um pouco.
FOTOS REPRODUZIDAS DE "O CRUZEIRO"

sábado, 18 de novembro de 2017

O VENENO DO ESCORPIÃO - OS AGENTES DA VIOLÊNCIA QUE A TV COLOCA EM SUA TELA

Heróis das revistas em  quadrinhos foram
 para a TV mandar balas
 Sempre que um ato altamente brutal acontece, temos, no dia seguinte , as já tradicionais  “caminhadas pela paz” nas manchetes dos noticiários das TV. Esta, no entanto, contribui muitíssimo para que isso role. Até em novelas assistimos a mocinha invadindo o apartamento do amante e disparando tiros no meio da sala. Sem falar das “chamadas à bala”, o convite para um novo capítulo. Começa com alguém atirando, ou colocando uma arma no rosto de alguém.
 Mas a violência na TV não é de hoje. Criança, a nossa inocência já a consumia. Quando a televisão no Brasil fazia 15 temporadas no ar – aberta em 18.09.1950, pela TV Tupi, em São Paulo –, os chamados “enlatados” vindos dos Estados Unidos traziam para os nossos meninos rajadas de metralhadoras; enforcamentos; afogamentos; empurrões em  precipícios; atropelamentos propositais; surras violentas e até desintegração por pistolas atômicas.          
 Seguramente, muitas dessas crianças consumidoras das brutalidades importadas pela “telinha” aprenderam a produzir violência e se tornaram os bandidos brasileiros que, tempos depois, viveram todas aquelas cenas mostradas pela TV.
 Há 67 temporadas televisivas no Brasil – pesquisei pelas revistas Intervalo, Capricho, Contigo, Revista do Rádio-TV e Realidade –, havia 10 canais entre Rio de Janeiro e São Paulo, as nossas mais populosas capitais. Eles exibiam, em média, 61 filmes semanais, com um mínimo de 80 horas de porrada, matando nunca menos de 100 bandidos (no papel, da TV, é claro).        
 Outros números citam violência distribuída por 57 películas e 32,5 horas de pancadaria, em aventuras mais consumidos por adolescentes; 36 filmes e 23 horas de bang-bang, e mais 36 totalizando 27 horas de ações policiais, com muitos tiros, evidentemente. A violência da bandidagem só perdia exposição na TV para os 24 mil anúncios comerciais semanais, em 200 horas das programações dos 10 canais cariocas e paulistas.
 Reprodução de propaganda de livro
 Portanto, uma herança maldita. Atualmente, com dezenas de canais, multiplique o que você leu acima, por 100, e ainda é pouco. Enquanto, no passado, a violência era embutida no roteiro do inevitável “o bem vence no final”, agora a temos em programas exclusivos e que, quanto maior ela é, bem maior é audiência. Principalmente de bandidos, desempregados e analfabetos (não por culpa deles, mas do nosso modelo social, de concentração de renda nos bolsos de uma elite cruel). 
Mas a TV que exibia tanta violência, como até alienígena tramando, com cientista maluco, a destruição do planeta (Quinta Dimensão) e policiais invadindo cervejarias para massacrar mafiosos (Os Intocáveis), trazia, também, seriados que deveriam ser violentos, mas, incrivelmente, eram menos inacreditáveis. Caso de “O Agente da UNCLE”,  juntando agente  norte-americano da CIA, Napoleon Solo, e o soviético Illya Kuriakin, da KGB, nos tempos da “guerra fria”. Dá pra imaginar? Unidos contra trapaças internacionais.        
O seriado, da NBC, entre 1964 e 1968, teve 105 episódios, chegou por aqui pelos inícios de 1966.  UNCLE era abreviatura de “United Network Command for Law en Enforcement” , isto é, “União de Nações para Comando da Lei e sua Execução”. Só mesmo o escritor  Ian Fleming para criar uma trama dessas. Diziam ter sido armação dele para levar algo tipo 007 par a telinha.
  Hoje, ao ligar a TV e assistir o mocinho apanhando muito – quando não leva um tiro –, nem precisa ter a expectativa de que ele vai se recuperar durante o próximo capítulo – claro que vai! Para se vingar, com muito mais violência, pois a TV precisa de audiência para vender comerciais, e que se dane a educação. Afinal, existe o dia seguinte e as caminhadas pela paz – com locutor anunciando-a, fazendo cara de chocado, revoltado.     

                                   

                                   

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

FIGURAÇAS DA COLINA - PAULINHO

 Paulo Almeida Ribeiro, gaúcho, de Porto Alegre, nasceu em 15 de abril de 1932 e viveu até 11 de junho de 2007. Foi vascaíno, entre 1954 a 1963, casado com Vitória Régia e pai de Cristina e de Paulo André.
O Vasco pagou Cr$ 800 mil cruzeiros, ao Internacional, valor altíssimo na época, para levá-lo. Mas a sua convocação à Seleção Brasileira do Sul-Americano de 1953, no Peru, dava indicativos de uma grande contratação. No mesmo 1954, ele foi à Copa do Mundo da Suiça, como reserva de Djalma Santos. E só não foi à de 1958, na Suécia, devido a uma séria fratura.
Paulinho era um lateral moderno. Já apoiava o ataque na década-1950. Duro na marcação, no Inter teve o apelido de Paulinho ’Piranha’. Encerrada a carreira, passou a treinador dos juvenis e dos aspirantes vascaínos, tendo sido campeão da segunda categoria, em 1964. Em seguida, dividiu, com o também ex-jogador cruzmaltino Ely do Amparo, o comando do time principal. Trocou o Vasco pelo Internacional, em 1966, voltando ao Rio de Janeiro, em 1967, para dirigir o Olaria. Em 68, retornava ao Vasco e foi o treinador da campanha do vice-campeonato carioca da temporada.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

FERAS DA COLINA - EDMÍLSON

Tá lá! Ali, onde a coruja dorme, galera cruzmaltina!
O baiano Edmílson faz parte de um “time” que começou por Russinho (23 gols, em 1929, e 17, em 1931) e passou por Niginho (25, em 1937); Lelé (15, em 1945); Dimas (18, em 1947); Ademir Menezes (30, em 1949, e 25, em 1950); Saulzinho (18, em 1962); Roberto Dinamite (31, em 1981, e 12, em 1985);  Romário (20, em 1986; 16, em 1987, e 19, em 2000); Valdir ‘Bigode” (14, em 2004 e 19, em 1993); Alecsandro (12, em 2012): o dos  “artilheiros” do Carioca e do Estadual-RJ, este a partir de 1979.
Durante a temporada- 2014, ele foi o principal “matador” do Estadual, com 11 bolas no filó, mas não ficou na Colina. Aliás, Edmílson é um artilheiro cigano. Apareceu no Palmeiras, em 2001, foi para o Japão,  passou nove temporadas por lá e, na volta,  e pintou na Colina. Depois, rodou pelo interior do país,  defendendo o Red Bull-SP e a catarinense Chapecoense. Voltou ao Japão, para  jogar pelo Cerezo Osaka, retornou ao Redd Bull, disputou 15 partidas e marcou três gols, pelo Campeonato Paulista. Próximo clube? O Sprot Recife-PE, aos 33 anos de idade.
Depois disso, a torcida vascaína ouviu falar que ele havia passado pelo Santo André-SP e voltado ao Red Bull (pela terceria vez), neste 2017. 
 Edmilson ds Santos Silva nasceu, em Salvador, no 15 de setembro de 1982. Para um centroavante, a sua altura  – 1m83cm – é muito boa. Pelo Vasco, foram 72 jogos e 24 gols.
              FOTO REPRODUZIDA DE WWW.SUPERVASCO.COM.BR 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 5 X 0 LUSA-RJ

 Primeiro jogo do returno do Campeonato Carioca-1956. Era um recado de que o caneco se aproximavas de São Januário. Goleada tão fácil que, só no primeiro tempo, a rapaziada escreveu 3 x 0 no placar – Vavá (2), Válter Marciano, Pinga e Livinho fizeram o estrago nas redes da Lusa da Ilha do Governador.   
 Apitado por Mário Vianna, o prélio rendeu Cr$ 217 mil, 608 cruzeiros e foi jogado no  estádio (do América) da Rua Campos Sales. Valeu à rapaziada  sair do gramado com 22 pontos ganhos e quatro perdidos, em 13 compromissos, tendo seu ataque marcado 42 e sofrido 12 gols, o que lhe deixava com o belo saldo de 30. Na tabela classificatória, a trajetória valia a ponta de cima.
A foto-sequência você verá em uma
outra matéria, a ser publicada amanhã.  
Como a Portuguesa era uma costumeira “freguesona”, vencê-la não fora mais do que uma obrigação do Vasco da Gama, que já havia lhe mandado 4 x 0 na primeira rodada do primeiro turno. Naquela temporada, o campeonato teve 12 times e o sistema todos contra todos, em duas etapas.
Treinado por Martim Francisco, o Vasco alinhou: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Belline; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará,  Livinho, Vavá, Válter e Pinga. Quatro atacantes desta formação estavam entre os principais artilheiros do certame: Válter, com 10; Vavá e Livinho, ambos com nove, e Pinga, com seis tentos.
O gráfico foi desenhado por William Guimarães, que é o autor de todos os demais já publicados e a publicar, reproduzidos da revista carioca "Esporte Ilustrado".

terça-feira, 14 de novembro de 2017

COM QUE ROUPA O ALMIRANTE VAI?

Ao longo das temporadas, o desenho das camisas do Vasco da Gama mudou muito. Compare esta de cima, da década-1950, com a de baixo, de 1970.   
 Vemos aqui Barbosa, Ely do Amparo, Clarel, Danilo Alvim, Jorge Sacramento, Noca, Ademir Menezes, Albino Friaça, Ipojucan e Jansen (o último à direita de sua tela é o massagista Mário Américo) usando jaqueta sem gola, com uma boa área de ventilação para o peito. Este foi o modelo adotado pela "Turma da Colina" durante a sua melhor fase, a do "Expresso da Vitória", que rolou pelos trilhos do futebol brasileiro entre 1945 a 1952.     
Nesta foto, do inicio da década-1970, já vemos a rapaziada – Joel Santana, Renê, Benetti, Hélcio, Eberval , Fidélis (agachados, da esquerda para a direita), Luis Carlos Lemos, Silva, Valfrido, Dé "Aranha" e Gilson Nunes (além do massagista Santana, na extrema direita), vestindo um modelo com gola ampla. Este desenho vigou por toda a década-1960 e a seguinte. Muitos acham que a camisa preta seja a número dois, mas é a número um. A branca veio bem depois, quando percebeu-se que a cor era mais apropriada para o calor carioca.   

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - DUELO "PORTUGA"

Era época de decisão de Copa do Mundo. Enquanto Alemanha e Hungria decidiam o título, no 4 de julho de 1954, em Berna, na Suíça, o Vasco da Gama ia ao Maracanã, na véspera, vencer a Portuguesa de Desportos, por 3 x 2, com gols marcados por Ademir Menezes (2) e Amauri.
Mesmo ainda não havendo televisão transmitindo final de Mundial para o Brasil, apenas 8.255 pagantes e 2.799 caronas (total de 11.054 almas) foram ao estádio ver o "Clássico Luso", assim chamado pelo fato de os dois preliantes serem clubes de colônias portuguesas.    
Alberto da Gama Malcher apitou a pugna, que rendeu Cr$ 160 mil,.378 cruzeiros e 70 centavos, tendo a "Turma da Colina" sido: Barbosa, Dário e Belline; Amauri, Laerte e Dodô; Alfredo (Iedo), Ademir, Vavá, Naninho e Alvinho (Hélio).
A vitória deixou a rapaziada em quarto lugar, com sete pontos ganhos e nove perdidos, tendo assinalado 13 e levado 17 gols, em oito jogos, com três vitórias, um empate e quatro escorregadas – terminou em quinto lugar, com quatro vitórias, um empate e quatro pancadas, em nove jogos, totalizando nove pontos, 14 gols pró e 17 contra.
A disputa reunia (ordem alfabética) América-RJ, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santos e São Paulo.
GRÁFICO POR WILLIAM GUIMARÃES, DE "ESPORTE ILUSTRADO". 
 

domingo, 12 de novembro de 2017

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A DOMADORA DE ÁGUAS BRAVIAS - POLIANA

Ela é uma mulher que sai no braço. Literalmente! Para passa-la para atrás só mesmo com muita técnica e força muscular. Trata-se de uma brilhante maratonista aquática que, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016, tornou-se a primeira brasileira a tornar realidade o sonho da medalha olímpica (de bronze) em natação. 
Poliana Okimoto – paulistana, nascida em 8 de março de 1983 – levou para as águas cariocas a experiência da participação nas Olimpíadas de Londres-2012, embora sem sucesso.
as a temporada-2013 viria para ela ir ao Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos e voltar da espanhola Barcelona trazendo a medalha de prata  da maratona aquática de 5 km; o ouro dos 10 km e o bronze por equipe (com Allan do Carmo e Samuel Bona, e, nas outras duas provas, com Ana Maria Cunha, que sempre chegou depois dela).
 Para formar currículo assim, Poliana nada desde dois de idade. A partir dos sete, passou a competir.
O seu primeiro grande resultado foi vencer a Travessia dos Fortes-2005.  Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, ficou prateada nos 10 km.
 O seu grande show aquático, porém, aconteceu durante a Copa do Mundo de Maratona Aquatica-2009, na italiana Roma, vencendo nove das 11 etapas e tornando-se a primeira brasileira campeã da modalidade.
Naquele mesmo Mundial, Poliana foi bronze na maratona aquática de 5 km, encerrando 15 temporadas de jejum de pódios pelos “brasucas” na disputa que a fez de sua primeira brasileira medalhada.
 Em 2011, na mexicana Guadalajara, Poliana  repetiu a medalha de prata dos Jogos  Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007, nos 10 km. Como se vê , uma mulher de braços e velozes.
                        FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTAS"SWIM"
She's a woman out in the arm. Literally! To pass it back only with a lot of technique and muscular strength. She is a brilliant aquatic martonista who, during the Olympic Games of Rio de Janeiro-2016, became the first Brazilian to win Olympic (bronze) medal in swimming.
Poliana Okimoto - born in São Paulo on March 8, 1983 - took to Rio de Janeiro the experience of participating in the London 2012 Olympics, although without success. But the 2013 season would come for her to go to the World Cup of Aquatic Sports and return from the Spanish Barcelona bringing the silver medal of the aquatic marathon of 5 km; the gold of the 10 km and the bronze by team (with Allan do Carmo and Samuel Bona, and in the other two races, with Ana Maria Cunha, who always cheogu after her).
 To form such a curriculum, Poliana has nothing since two years of age. From the seven, started to compete.
His first great result was to win the Travessia dos Fortes-2005. In 2007, at the Pan American Games in Rio de Janeiro, it became silver in the 10 km. Her big water show, however, took place during the Martona Aquatica-2009 World Cup in Rome, winning nine of the 11 stages and becoming the first Brazilian champion of the sport.In that same World Cup, Poliana was bronze in the aquatic marathon of 5 km, finishing 15 seasons of fast of podiums by the "brasucas" in the dispute that did of its first Brazilian medalhada.
 
In 2011, in the Mexican city of Guadalajara, Poliana repeated the silver medal of the Pan-American Games of Rio de Janeiro-2007, in the 10 km. As it turns out, a woman with arms and swift.