Vasco

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

INESQUECÍVEL ESTANTE DA COLINA

 NESTE FERIADÃO, LER É UM BOM PROGRAMA, VASCAÍNO
Taí, galera! Para conhecer mais histórias do Vasco da Gama, vai aqui uma boa dica do "Kike". Este livro organizado por Patrícia Gregorlo. São várias histórias interessantes de torcedores cruzmaltinos, evidentemente, contando as suas aventuras em torno do time da Colina. Se não achar nas livrarias, vá ao sebinho mais próximo. Combinado?

Tahi, guys! To know more stories of Vasco da Gama, here goes a good hint of "Kike". This book edited by Patricia Gregorlo. There are several interesting stories cruzmaltinos fans, of course, counting his adventures around the Hill team. If you do not find in bookstores, go to the nearest sebinho. Combined?

quarta-feira, 30 de maio de 2018

KIKE BATE BOLA COM BEBETO

Reproduzido de
www.crvascodagama.com.br

Nascido em Salvador, em 16 de fevereiro de 1964, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto,  tornou-se um vascaíno em 1989. Em São Januário, ficou até 1992 e melhorou sua média de gols: 0,51, ou 60, em 116 compromissos. O baianinho estreou na Seleção Brasileira em 28 de abril de 1985, contra os peruanos, e fez 75 disputas, balançando a rede 45 vezes, média de 0,6 por encontro. Como canarinho, perde para Pelé (77 gols em 92 jogos) e Zico (52 tentos em 73 refregas).  Confira o papo com o Kike:

Como foi vestir a camisa do Vasco?
Aconteceu, porque Deus permitiu. Tenho um filho vascaíno roxo, o Roberto Nilton, o mais velho, que vai a todos os jogos do Vasco. Fui recebido com muito carinho pela torcida vascaína, o que me fez defender o clube com muito orgulho.  Por sinal, o meu avô chamava-se Vasco da Gama e eu sempre tive muita admiração pelo Roberto Dinamite.

Você chegou a fazer parceria com o Dinamite?
Tive a felicidade de jogar com o Beto (Roberto Dinamite) uma vez, apenas, pelo Campeonato Carioca. Creio que contra a Portuguesa. Naquele dia, ele me fez um passe e eu o gol.

Chegou a jogar, também, com o Romário, no Vasco?
Com o Roma (Romário) creio que foi um jogo só, também, pois ele estava de saída e machucado. Mas aquela foi uma parceria de Deus. Foi o melhor parceiro de ataque que tive em minha careira.

Qual foi o seu grande momento vascaíno?
Ser campeão brasileiro, em 1988, vencendo o São Paulo por 1 x 0, dentro do Morumbi. Foi um título importantíssimo pra gente.
 
Placar valorizou muito a bola de Bebeto
 O Vasco de 88 foi um campeão, campeão, ou os outros lhe deixaram ser?
Não se conquista nada sem méritos. Aquele meu Vasco era um time muito forte. Me lembro de quando o presidente Eurico Miranda perguntou se queríamos fazer o segundo jogo da decisão em casa, ou no Morumbi, e eu respondi:  Presidente, bota lá, que seremos campeões, lá! E não deu outra. Pelo time que tínhamos, a confiança era muito grande.


terça-feira, 29 de maio de 2018

CORREIO DA COLINA - ZIZINHO & NIGINHO

1 - "O texto sobre os artilheiros vascaínos com mais gols em uma só partida não cita Niginho, da década de 1930". Guilherme Aranda, de Juiz de Fora-MG.   

Realmente, amigo! Em Vasco 12 X 0 Andarahy, pelo Campeonato Carioca-1937, ele marcou quatro tentos. Um outro atacante, também não citado na relação dos "mais + mais" da Colina é o Luna, que foi à rede, também, por quatro vezes, na mesma partida. Vale ressaltar que Niginho foi o principal "matador" daquele Estadual, saindo para 25 abraços, e que o "Almirante" afogou outros adversários, sem dó e nem piedade: 01.05.1927 -  11 x 0 Brasil-RJ; 07.04.1929 -  9 x 0 Bangu; 21.041926 - 9 x 3 Brasil-RJ; 15.11.1937 – 7 x 1 Olaria; 21.11.1937 – 7 x 2 Andarahy;  09.11.1930 – 6 x 0 Fluminense.  

2 - "Sou vascaíno, tenho 81 anos (de idade), boa saúde e boa memória. O meu cunhado flamenguista Jerônimo, da minha mesma idade e o maior fã do Zizinho que conheço, diz que o "Mestre Ziza" jogou também pelo Vasco. Não me lembro disso". Antônio Bizarria, de Madureira-RJ.

O Jerônimo tem razão. Zizinho jogou pela "Turma da Colina", mas em apenas dois amistosos e como convidado. Em 25 e 28 de dezembro de 1955, contra o Independiente e o Racing, ambos da Argentina. No primeiro, os vascaínos caíram, por 1 x 4. No segundo, venceram, por 3 x 2. A formação da segunda partida teve: Hélio; Paulinho de Almeida e Dario; Mirim, Orlando (Laerte) e Beto; Pedro Bala, Zizinho, Vavá e Wilson (Ademir Menezes). Passadas 12 temporadas, Zizinho votou a ser um cruzmaltino, mas como treinador. E teve uma segunda passagem, no mesmo cargo, em 1972. Logo, Antônio, no campeonato da memória, você está deixando um flamenguista lhe vencer. Se ligue! 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

ÁLBUM DA COLINA - O XERIFE E O PADRE


Frei Jaime, da igreja de São Francisco Xavier,  na Tijuca,
  adorava futebol e até arriscava
 disputar um lance aéreo com o "xerifão" Bellini,
 quando visitava São Januário. 

Brother Jaime, from St. Francis Xavier Church in Tijuca,
   He loved football and even risked
  play an air throw with xerifão Bellini,
  while visiting São Januário.


    


domingo, 27 de maio de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - CABOCLA JUREMA, A DEUSA DA MATA

 Depois de Oxalá, a Cabocla Jurma é a entidade mais reverenciada dos terreiros de umbanda. Sobretudo, por levantar o moral da rapaziada, da moçada que anda com a saúde derrapando. Logo, o barato é pedir-lhe uma mãozinha, no caso de o desespero pintar, pois ela não negaceia, chega junto.
 Diz a lenda que Jurema foi abandonada, pela mãe, quando tinha sete meses de vida, ocasião em que Tupinambá achou-a (e criou-a) aos pés de uma jurema, razão de ela ter este nome. 
Jurema cresceu forte, bonita, corajosa e tornou-se a primeira guerreira mulher de sua tribo, destacando-se pela força, agilidade e manejo das armas, além de dominar a ciência da mata. Só depois de desencarnar-se veio à Terra para ser reverenciada, tendo na sua cola há  diversas falanges de caboclos.

Reproduzido de www.umbandagira.com - Agradecimento
 Chefe da linha de Oxossi,  Jurema tem a sua legião formada por grandes entidades espirituais que amparam aos necessitados, usando ervas em suas fórmulas curativas. Quando vai à luta, ela atrai a energia de todos as Caboclas Jurema. Sim, ela não é única. Escala em sua patota as Juremas da Cachoeira; da Praia; da Mata e de outras tantas que, no frigir dos ovos, representam uma só vibração quando trabalham com os orixás em ambientes e elementos naturais, como lua, sol, mata, chuva, vento, etc.
Reproduzido de ww.pinterest.com - Agradecimento
 Jurema foi uma grande amante. Mãe de Jureminha, ela arriou os quatro pneus e mais o estepe, o macaco e chave de roda por Huascar, da tribo inimiga “Filhos do Sol”, que fora preso numa batalha, mas conseguiu fugir, com a ajuda dela, que deu a sua vida para salvá-lo - espécie de Romeu e Julieta caboclo.  
Segundo a lenda,  Huascar voltou à sua tribo,  fundou um império andino e ergueu um templo chamado Matchu Pitchu, em homenagem a Jurema, onde, só as mulheres habitariam e aprenderiam a ser guerreiras. Diz-se, também, que no lugar onde a Jurema caiu alvejada por uma flecha, nasceu uma planta que floresce pelo ano todo, no tom amarelo-alaranjado, com tudo dela sendo aproveitado. Está sempre virada para o astro rei e ganhou o nome de girassol – se a lenda armasse um cruzamento híbrido dessa história, poderíamos ter o jurasol ou a girarema. Mas não é?  



sábado, 26 de maio de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - A CAVALGADA DO PAMPEIRO CAVALEIRO DA MALUQUICE

                                 
  Entre 1924 e 1927,  um capitão do Exército, o gaúcho Luís Carlos Prestes, liderou 1.500  homens em uma marcha por várias partes do país e que ficou conhecida por Coluna Prestes. Não havia uma ideologia política definida, só o discurso de tirar o Brasil de um sistema político-social semi-feudal, o que o povão analfabeto não sacou muito. E o papo terminou não fazendo o sucesso que os seus interlocutores esperavam, após 24 mil quilômetros de rodagem pelos brasis a fora.
  Passadas três temporadas, um outro gaúcho, Getúlio Vargas, encarar o mesmo desafio, mas pela revolução urbana. E partiu para a derrubada do presidente Washington Luís. Prestes, que havia deposto as armas, ao atravessar a fronteira com a Bolívia, com uns restantes 600 cavaleiros, foi convidado a liderar a revolução de 1930, mas recusou. Preferiu virar comunista e emigrar, em 1931,  para Moscou, onde recebeu o apoio do Politiburo para trazer o comunisto ao Brasil.       
 Por aquele tempo, Josef Stalin era o dono do poder entre os comunistas e escolheu 10 camaradas de grosso calibre para acompanhar Prestes em sua entrada clandestina por aqui. Aos 37 de idade, ele achou que poderia iniciar a revolução bonchevique tupiniqum pelo Rio Grande do Norte, mas a sua intentona durou pouquissimo, em novembro de 1935, deixando como primerio herói conmunistas nestas terras apenas o tenente Agildo Barata, que conseguiu dominar um regimento de infantaria do Rio de Janeiro.
 Para Getúlio Vargas, a bola fora dos comunistas fora ótimo pretexto para ele decretar os estados de sítio e de guerra. De quebra, entregou a um dos considerados maiores escroques da  história política desse país, o chefe de Polícia Federal do Rio de Janeiro, capitão Filinto Müller, totais poderes para dar cabo dos envolvidos na tentativa falha, além de sumir com a oposição a Getúlio pela União Nacional Libertadora.
 Müller, de inclinação nazista, obteve o apoio da Gestaspo, a temível polícia secreta de  Adolf Hitler, que enviou oficiais ao Brasil para ajuda-lo a investigar, prender, espancar, torturar e seviciar, até chegar a Prestes. Uma década antes, ele fora integrante da Coluna Prestes, da qual desertara, sendo acusado de roubar uma boa grana e de ser traidor.
 Müller chegou até Prestes, em um subúrbio do Rio de Janeiro, ao prender um líder comunista que não suportou as torturas e o entregou. Covarde, não teve a coragem de encarar o antigo companheiro preso, só o espreitando pela fresta de uma porta. E Getúlio o manteve preso por 10 temporadas.
 Em abril e 1945, pressionado, Getúlio convocou eleições para uma assembleia nacional constituinte e libertou Luis Carlos Prestes. E foi então que o inacreditável aconteceu. Em seu primeiro comício, falando para cerca de 80 mil pessoas, no estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, Prestes surpreendeu, apoiando o seu algoz. Disse que a saída de Vargas do poder não contribuiria para a união nacional. Só daria força aos fascistas e aos reacionários.  
Propaganda da Era Vargas
 Semanas depois, em um novo comício, par 60 mil pessoas, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, voltou a defender Getúlio, dizendo que defenderia a democracia, apoiando o governo em defesa da ordem. Após o comício, ficou sabendo que Getúlio havia entregue a sua mulher aos nazistas e que estes a haviam matado, em câmara de gás.
 Prestes ganhou fama pela renhida defesa de sua ideologia. Esteve senador constituinte, entre 1946 a 1948, mas não apresentou nenhuma proposta relevante. Liderando uma bancada comunista que tinha mais 14 deputados – entre eles Jorge Amado, Carlos Marighella e João Amazonas – ele apoiou a emenda nº 3 165, do deputado Miguel Couto Filho-RJ, propondo a proibição da entrada no Brasil de imigrantes japoneses - dá pra sacar?  
Titulado por “Cavaleiro da Esperança”, Prestes passou toda a sua vidas só fazendo política. Tanto que não teve tempo na juventude para conhecer mulher, o que só o fez aos 37 de idade. Ao defender quem o encarcerou, por não pensar como ele, parece que saiu da cadeia montado no cavalo da maluquice.        
  

sexta-feira, 25 de maio de 2018

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - ALMIRANTE DETONA O ARSENAL DA INGLATERRA

ACONTECEU HÁ 69 TEMPORADAS
Ely, Augusto, Jorge, Danilo, Barbosa e Sampaio, em pé, da esquerda para a direita; Nestor, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan e Tuta, agachados na mesma ordem
 Um gol marcado por Nestor, aos 33 minutos do segundo tempo, deu ao Vasco uma de suas maiores vitórias. Rolou na noite da quarta-feira 25 de maio de 1949, em São Januário, por 1 x 0, sobre o imbatível e invicto Arsenal, o então campeão inglês.
Tá no filó. O 'Almirante' rasgou o cartaz deles 
A visita dos gringos, que embasbacavam plateias, fez do amistoso um grande acontecimento no Rio de Janeiro. Tanto que a casa vascaína recebeu um dos seus maiores públicos, chutado pela imprensa em 50 mil torcedores, embora, oficialmente, fossem registradas pouco mais de 24 mil almas. Mas tinha-se que jogar pra cima. Afinal, o Arsenal era o melhor do planeta e o Vasco o melhor do continente. Não fora campeão sul-americano de clubes campeões?
Para a imprensa carioca, era uma grande pauta. Alardeava-se a vinda ao país do primeiro time da primeira divisão inglesa, algo fortíssimo, pois os orgulhosos britânicos se achavam tão bons, que se recusaram a disputar as três primeiras Copas do Mundo, dizendo não haver adversários à sua altura.
Augusto abraça Nestor
Tratados como “superstars” no Brasil, os atletas do Arsenal, que carregava a glória de terem revolucionado o futebol, pelo esquema tático WM – criado, em 1925, pelo treinador Herbert Chapman – desconheciam que, a partir de 1945, a “Turma da Colina” já havia colocado o "Expresso da Vitória" nas trilhas dos títulos cariocas daquela temporada (invicto) e de 1947/1949, tornando-se, também, um dos times mais fortes do mundo. Para os "Gunners", no entanto, o importante era a fama que traziam.
O Arsenal iniciara a excursão (15.05.1949) mandando 4 x 1 no Fluminense,  reforçado por jogadores do Botafogo, diante de quase 40 pagantes, no estádio das Laranjeiras. No Pacaembu (18.05.1949), em São Paulo, cedera o empate, por 1 x 1, ao Palmeiras, diante de mais de 50 mil pagantes. Mas, quatro dias depois (22.05.1949), mais outro público igual assistiu 2 x 0 sobre o Corinthians. Portanto, público em torno de 140 mil pagantes, em três jogos. Até então, nenhum supertime passara por aqui. (continua na matéria abaixo)
Nestor desmaiou durante as comemorações pelo tento 
PROMOCIONAL -  O convite do Vasco, ao Arsenal, para participar do amistoso no então maior estádio da América do Sul, fazia parte das promoções da estreia do atacante Heleno de Freitas, repatriado do futebol argentino. Por sinal, para  o reforço estrear, no decorrer da partida, foi preciso Ademir Menezes atuar como ponta-de-lança, pela direita, e Maneca armar jogadas, pela meia-esquerda.
A “Turma da Colina” começou a partida melhor, mas o Arsenal a equilibrou e o primeiro tempo terminou no 0 x 0. Na etapa final, pouco mudou. O Vasco continuou melhor e os ingleses procurando equilibrar as ações no meio do campo. Até que Mário fez um centro, da esquerda. A bola cruzou toda área inglesa, sem que o goleiro Swindin conseguisse defendê-la. Nestor pegou, de primeira, sem chances de defesa para o “goal-keeper” inglês.
O Vasco venceu o Arsenal sob o apito do inglês Cyril John Barrick, auxiliado por Mário Vianna e Alberto da Gama Malcher, diante dos oficiais 24 mil pagantes, que proporcionaram a arrecadação de Cr$ 1.146.150,00: O time teve: Barbosa, Augusto e Sampaio; Ely, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan (Heleno) e Tuta (Mário). O Arsenal era: Swindin, Barnes e Smith; Macanly, Daniels e Forbes, Mac Pherson, Logie, Rockie, Hshman e Wallance.
O povão viu o Vasco excedendo às expectativa dos ingleses que se consideravam sem adversários

FOTOS REPRODUZIDAS DE "O CRUZEIRO'"

quinta-feira, 24 de maio de 2018

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1998

  Reprodução dee www.cidadeverde.com.br. Agradecimento.
Juninho Pernambucano comemora o seu  gol – cobrando falta, aos 37 minutos do segundo tempo, contra o River Plate, no Estádio Monumental, em Buenos Aires, em 22 de julho de 1998 – que levou  o Vasco às finais (e ao título) da Taça Libertadores, em 1998.
 Pela competição, só houve dois jogos entre os dois clubes, com uma vitória vascaína e este empate. No total, já foram jogadas 14 partidas, com seis vitórias vascaínas, cinco empates e três escorregadas. Um bom saldo, convenhamos.

    Juninho Pernambucano celebrating the goal - receiving a foul in the 37th minute of the second half against River Plate at the Monumental Stadium in Buenos Aires on July 22, 1998 - which led Vasco to the final (and title) of the Copa Libertadores , in 1998. For the competition, there were only two games between the two clubs, with a Basque win and this draw. In total, 14 matches have already been played, with six Basque wins, five draws and three slips. Reproduction of www.cidadeverde.com.br. Thanks.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

CORONEL COMANDA ALMIRANTE


O "ALMIRANTE" era comandado pelo CORONEL gaúcho Carlos Froner. Mesmo militar durão, quando dirigia os treinos do time, pelo estilo "SARGENTÃO", ele era um sujeito educado e simpático com a imprensa. Pelo menos, quando vinha a Brasilia com o time vascaíno.
Por aquela época, a galera do CORONEL tinha LEÃO (Emerson, o goleiro) e COELHÃO (o apoiador Dudu). Com dentes afiados, eles fizeram o 'SARGENTÃO' sorrir, mandando 5 x  0 Americano, pelo Estadual-RJ-1979. Foi um “passeio”, em campo, só não, literalmente, porque a rapaziada pisava, diariamente,  no gramado de São Januário, local da contenda de uma  quarta-feira.
Na rede, impiedosos, pintaram Guina (2), Paulinho (2) e Roberto Dinamite, tendo toda a rapaziada comandada por Fronter sido: Leão; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Geraldo (Gaúcho) e Marco Antônio “Tri”; Helinho, Dudu ‘Coelhão’ e Guina; Jader (Wilsinho), Paulinho e Roberto Dinamite.
Em um mesmo 23 de maio, o Vasco encarou e mandou 3 x 0 Botafogo, mas em um clássico muito mal marcado: para uma noite de segunda-feira, no Maracanã. Será que o torcedor era vagabundo, não trabalhava e nem etudava? Já não tivera os jogos do sábado e do domingo? Valeu pelo Estadual-1988, com Geovani, Vivinho e Zé do Carmo saindo para o abraço. Sebastião Lazaroni comandava esta rapaziada; Acácio: Paulo Roberto Gaúcho, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani e William e Henrique; Vivinho e Romário.

terça-feira, 22 de maio de 2018

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - GOLEADAÇA

            Foto reproduzida de www.guerrreirosdoalmirante.com.br 

A data de hoje é a que a "Turma a Colina" mais trabalho passou ao "garoto do placar", em contendas contra times de gringos: Vasco da Gama 11 X 0 Göteborg, da Suécia. E na casa do adversário. 
Tudo bem que o anfitrião era fracote, mas quem mandou encarar? Foi goleado em uma sexta-feira de 1959, com Pinga (3), Rubens (2), Sabará (2), Roberto Pinto (2) e Delém batendo no barbante.
Principal artilheiro do dia, Pinga é o quarto maior “matador” da Colina, tendo atuado em 466 partidas.  José Lazaro Robles, o seu verdadeiro nome, chegou a São Januário, em 1953, tirado da Portuguesa de Desportos-SP.
 Entre os seus principais títulos vascaínos constam os dos Campeonatos Carioca-1956/1958; do Torneio Rio-São Paulo-1958 e do Torneio de Paris-1957. Em 1969, esteve treinador do clube. Viveu entre 11 de fevereiro de 1924 a 7 de maio de 1996
 Não fora, porém, a primeira vez em que a rapaziada fazia um 'time de gols' em uma só peleja. A primeira acontecera no primeiro dia de maio de 1927, em São Januário, pra cima de um time carioca chamado Brasil-RJ, pelo Campeonato Carioca da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos. Já a segunda fora em 3 de julho de 1949, no mesmo estádio, diante do São Cristóvão, pelo Carioca da Federação Metropolitana de Futebol. 
O "Almirante" danado sacaneou mais dois adversários pelos mesmos impiedosos 11 x 0, ambos amistosamente: o Combinado de Trondheim, da cidade norueguesa do mesmo nome, em 11 de junho de 1961, e o Combinado de Petrópolis-RJ, em  13 de agosto de 1988), no Estádio Atílio Marotti.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - PISÕES


1 -Em 1990, a Confederação Brasileira de Futebol colocou em jogo o título de supercampeão nacional. O troféu seria carregado pelo vencedor de Vasco, o campeão do Brasileirão-1989, e Grêmio-RS, o ganhador da Copa do Brasil-1990. Como os dois times se enfrentariam pela fase classificatória da Taça Libertadores-1990, o rolo rolou por uma disputa continental. Assim, em 14 de março daquele “noventão”, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, os vascaínos caíram, por 0 x 2. Em 18 de abril, em São Januário, o placar ficou no 0 x 0.

2 - Campeão brasileiro de futebol de salão, em 1983, o Vasco foi para o Campeonato Sul-Americano-1984, em Artigas, no Uruguai, com uma equipe forte, pronta para brigar pelo título. E foi chegando, chegando, chegando. Veio a final. A rapaziada tinha pela frente o paraguaio San Afonso, que teve de se curvar à maior categoria da “Turma da Colina”. Estava no placar: Vasco 5 x 2. O time rumava para uma taça inexistente nas prateleiras de São Januário, quando o inimaginável aconteceu: o beque Silo e o pivô Vevé foram expulsos da quadra, sem que o “Almirante” pudesse trocá-los, pois já havia feito o limite de sete substituições. Com número insuficiente para continuar a partida - exigia-se, na época, quatro atletas, contando com o goleiro - o prélio foi encerrado e o título dado ao adversário. Os vascaínos entraram com um recurso junto à Confederação Sul-Americana de Futebol de Salão, mas não adiantou. Perderam o caneco no tapetão.

domingo, 20 de maio de 2018

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - TEREZA PRIMEIRA-DAMA E PRESIDENTE

Discurso firme e de cunho próprio

  A Brasília dos inícios da década-1960 hospedava dois presidentes. E moravam na mesma casa. Um comandava o país, João Goulart. O outro, isto é, a outra, a sua parceira, Maria Tereza, fora eleita para comandar a Legião Brasileira de Assistência-LBA -  por unanimidade.
 Uma das primeiras atitudes dela ao tomar posse foi convocar as mulheres à formação de um grupo voluntário para atacar obras sociais. Assumiu o cargo fazendo um discurso firme e objetivo, prometendo dirigir a agência estatal livre de influências personalistas e de interesses estranhos aos seus objetivos. Foi um recado de próprio punho, sem “ghost righter”. Por ele, elogiou uma sua antecessora, a conterrânea gaúcha Darci, mulher do presidente Getúlio Vargas, a quem considerou ter sido um exemplo de desprendimento e de amor ao próximo.   
 Com Maria Tereza, Brasília hospedava uma primeira dama de bom nível cultural. Escrevia poesias,e gostava da músicas dos mestres Mozart, Brahms e Lizst e das boas composições da música popular brasileira e da italiana. Elegante, ela não dispensava ser vestida pelos melhores costureiros do Rio de Janeiro.
A pobreza vista de perto
 Quem quisesse desagradar a primeira dama brasileira era chamar o seu marido de comunista. “Se fosse comunista, eu não teria me casado com ele”, reagia. À revista “O Cruzeiro”, disse:
 “Só quem não conhece a família Goulart pode chama-lo (o presidente) de comunista. Ele estudou em colégio de padre e as minhas cunhadas Neuza, Maria, Sila, Landa e Fia foram educadas em colégios de freiras. A minha sogra, a Dona Tinoca, vai à missa, diariamente. Colocar-se ao lado de interesses dos trabalhadores não significa tendências comunistas. É, sim, espírito cristão  e solidariedade ao próximo”.
 Maria Tereza só discordava de um detalhe da vida do presidente: seus horários de refeição, que poderiam ter o almoço às 17h e a janta às 03 da madrugada.     
Em seu segundo dia como presidente da LBA, Maria Tereza visitou uma favela do Rio de Janeiro e ficou impressionada com a miséria vista. Foi cercada por numerosos grupos de crianças lhe estendendo as mãos e pedindo uma esmola. Distribuiu tudo o que tinha dentro de sua bolsa e que não era dinheiro público. À imprensa, declarou: “Chocante! Mas não é com esmola que vamos resolver este problema” – não teve tempo para resolver.   
                                    





sábado, 19 de maio de 2018

74 - O VENENO DO ESCORPIÃO - UM NÃO ERA O OUTRO E O OUTRO NÃO ERA O UM

    Durante muito tempo, era comum aos brasileiros tornar mulheres e homens xarás. Assim  tivemos os e as Valmir, Valdecir, Coaraci, Juraci, etc. Também, Maria José e José Maria. Mas é sobre um  outro nome comum aos dois sexos que vai rolar uma história interessante. Vamos lá!
Reprodução da Revista do Rádio
 Corria 1955 e, pelos campos de futebol do Rio de Janeiro, havia um jogador chamado Nair José da Silva. Pelo mesmo momento, apresentava-se pelos palcos  da terra a cantora batizada e registrada por Nair José da Silva. Ao saber do fato, o radialista Paulo Roberto não perdeu tempo para turbinar o seu programa, “Nada além de dois minutos”, pela Rádio Nacional, a dona da maior audiência no país. 
 Neste seu programa, de meia-hora, patrocinado pelo Sabonete Gessy - no ar desde 1947 – Paulo Roberto (10.09.1903 a 13.12. 19730, na verdade, José Marques Gomes, mineiro, de Dom Silvério, médico obstetra e orientador de jovens colegas, abordava vários temas, a partir das 20h dos domingos, horário nobre da emissora, pouco antes de as rainhas do rádio, Emilinha Borba e Marlene, se apresentarem.
 Pois bem! Nair José da Silva não entendia nada quando lhe telefonavam perguntando pelo seu show de sábado. Da mesma forma que Nair José da Silva, quando ligavam para avisar que o treino da tarde mudara de local. Juntados por Paulo Roberto, divertiram bastante pela Nacional. Tanto que a Revista do Rádio – disputava com a revista O Cruzeiro e a própria Rádio Nacional a liderança do jornalismo de entretenimento e fofocas do meio artístico – tratou, correndo, de fazer duas páginas com os dois xarás, sob o título: “Jogador de futebol ou cantora?”.
Reprodução da Revista do Esporte
 Com Nair José da Silva vestida de jogador de futebol e Nair José da Silva  de cantor, ao pé do microfone, o ensaio fotográfico valeu sete “clics” para a edição N 303, de 2 de julho de 1955. Quando foram a um gramado, a Nair mulher surpreendeu, demonstrando conhecer futebol e revelando que, quando garota, jogava muita bola pelo meio da rua onde morava, sendo bamba nas peladas dos meninos e não levando desaforos para casa. Ninguém roubava o seu time.
 Nair mulher, um dia, resolveu usar o apelido da irmã Belinha (Isabel) e virou Belinha Silva. Começou a vida artística pela Rádio Guanabra, passou por várias outras emissoras até chegar à Rádio Nacional. Quanto ao Nair homem, as  suas últimas bolas rolaram pelo time amador do Esporte Clube Parames, de Jacarepaguá.
 Esta história, no entnto, não termina por aqui. Há, ainda, um outro Nair José da Silva no lance e que teve mais brilho do que o xará da bola, tendo sido considerado jogador de nível de Seleção Brasileira.
 Nascido, em Itaperauna-RJ, em 20 de maio de 1937, Nair passsou pelo Madureira, Botafogo de Ribeirão Preto-SP, Portuguesa de Desportos, Corinthnans e Atlético-PR. Embora tenha-se revelado muito bom de bola, é mais lembrado por um bola fora: em 17 de dezembro de 1966, aos 42 minutos do segundo tempo, perdeu o pênalti que poderia ter encerrado o tabu, de nove temporadas sem vitórias do Corinthian sobre o Santos de Pelé, por Campeonatos Paulistas – nessa, Nair não foi.  

sexta-feira, 18 de maio de 2018

ROMÁRIO É UMA GRAÇA (DA COLINA)

  1 - A vida que pulsa no coração de São Januário oferece grandes momentos para a turma da ponta do lápis.
Esses movimentos, lances e relances divertem leitores de jornais e revistas, de há muito, autorizados pelo espírito festivo do povo brasileiro.
Veja o caso destas duas charges. À esquerda, Lane aproveitou a invenção do então presidente vascaíno, Eurico Miranda, de fazer do atacante Romário o treinador do time vascaíno", em 2007, durante a vitória, por 1 x 0, sobre o América do México, pela Copa Mercusul.
 Romário escalou-se no banco e entrou no segundo tempo. Foi por ali que Lane fez a brincadeira, pelo “Jornal de Brasília”, tocando, ainda, no fato de que o goleador (em final de carreira) sempre fora apreciador das “nights cariocas” e abominador de treinos.
Na outra charge, do semanário goiano Opinião, de 15 a 21 de abril de 2007, a brincadeira era com a louca corrida de Romário pelo seu milésimo gol (pelas suas contas). O chargista J. Lima o via tentando subir uma ladeira, com Pelé, que já tinha mais de mil na conta, puxando a corda, em um momento em que o “tento tentado” pelo ‘Baixinho’ não saía. Ainda no desenho, torcedores querendo pegar o artilheiro no porrete, por conta, exatamente, do desencontro do camisa 11 com as redes. Mas o gol saiu, cobrando pênalti, no mês seguinte.

The rich, busy and hectic life that beats in the heart of São Januário has offered great moments for the pencil end of the class. These movements, throws and glimpses amuse readers of newspapers and magazines, long ago, authorized by the festive spirit of the Brazilian people.Take the case of these two charges.
On the left, Lane took the invention of then Vasco president Eurico Miranda, making Romario attacker had "taken wave vascaíno technical" in 2007, during the victory by 1 x 0 on the America of Mexico in the Copa Mercusul .
He climbed on the bench and entered the second half. It was there that Lane made the joke, the "Jornal de Brasilia", playing also in the fact that the striker at the end of career had always been fond of "cariocas nights" and abominador training.In another cartoon, the goiano weekly View from 15 to 21 April 2007, the game was with the mad rush of Romario for his thousandth goal by their accounts.
 The cartoonist J. Lima saw him trying to climb a hill, with Pelé, who had more than a thousand in the account, pulling the rope, at a time when the "try tempted" by the 'Shorty' would not come out. Still in the design, fans wanting to catch the top scorer in the club, because exactly the mismatch shirt with 11 on goal. But the goal came, charging penalty, the following month.

2 - A revista "LANCE A +" fez esta interessante montagem com o ex-atacante vascaíno Romário, na capa do seu Nº 220, que circulou com data de 13 a 19 de novembro de 2004. O artilheiro que encerrava a carreira, além de botar goleiros pra chorar, era famoso, também, por rasgar ao verbo quando achava que deveria. Por isso, ganhou da revista carioca esta brincadeira que inclui a língua-símbolo dos Rolling Stones.                                 The magazine "LANCE A +" made this interesting assembly with former striker Romario vascaíno, on the cover of his No. 220, circulated dated 13 to 19 November 2004. The striker who ended his career, and put goalkeepers to cry, it was famous also for tearing the verb when he thought it should. Therefore, he won the carioca magazine this game that includes language-symbol of the Rolli

quinta-feira, 17 de maio de 2018

JANEIRO NA ESQUINA DA COLINA

O primeiro mês de cada temporada está no caderninho do “Almirante” como de muito trabalho para o garoto do placar. A nau vascaína já provocou, nos janeirões, estragos como 9 x 2 Bangu; 8 x 1 Jabaquara, este da cidade paulista de Santos, e 7 x 0 seleção da Argélia.   
Com menos intensidade, mas ainda com impiedade, a rapaziada já mandou  6 x  0 Botafogo e 6 x 1 Guadalajara, do México.  Na "escala cinco", anote: 5 x 0 Oro, um outro mexicano, e 5 x 1 Olaria.
Também,  "deixou de quatro" estes times aí: 4 x 0 Fluminense;  4 x 1 Madureira; 4 x 1 Bonsucesso;   4 x 0 Ceará; 4 x 0 Internacional-RS; 4 x 1 Atlético-MG; 4 x 1 Corinthians e 4 x 1 Flamengo. Um bom cartel, não é mesmo?

The first month of each season is in the "Admiral" notebook as a lot of work for the boy on the board. The Vasco da Gama ship has already provoked, in the janeirões, damages like 9 x 2 Bangu; 8 x 1 Jabaquara, east of the city of Santos, and 7 x 0 selection of Algeria.
With less intensity, but still with impiety, the boys have already sent 6 x 0 Botafogo and 6 x 1 Guadalajara-Mex. On the "scale five", note: 5 x 0 Oro, Mexico, and 5 x 1 Pottery.
Also, "left four" there: 4 x 0 Fluminense; 4 x 1 Madureira; 4 x 1 Bonsucesso; 4 x 0 Ceará; 4 x 0 International-RS; 4 x 1 Atlético-MG; 4 x 1 Corinthians and 4 x 1 Flemish. A good sign, is not it?

quarta-feira, 16 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - DUPLAZAÇA


1 -  8 de junho de 1966 - O Vasco havia dividido (por falta de datas para uma decisão), o título do Torneio Rio-São Paulo, com Santos, Botafogo e Corinthians. E colocado Brito, Fontana, Oldair e Célio entre os convocados para a Seleção Brasileira que treinaria para a Copa do Mundo da Inglaterra. Por aquela época, a dupla de zaga Brito-Fontana era uma das mais famosas do país. Ela usou a camisa canarinha durante Brasil 3 x 1 Peru, amistosamente, no Maracanã, assistido por 109.380 pagantes, em uma rodada dupla – ol time que teve Pelé venceu a Polônia, por  2 x 1.

2 - Da partida em que Brito e Fontana estiveram juntos, pode-se brincar e dizer que todos os gols foram vascaínos. Para o Brasil, marcaram o banguense Fidélis e o cruzeirense Tostão, que vestiram a camisa cruzmaltina, tempos depois. E o gol peruano foi marcado por Brito, contra.  O time, escalado pelo técnico Vicente Feola, teve: Ubirajara; Fidélis, Brito, Fontana e Oldair; Roberto Dias e Denílson; Paulo Borges, Alcindo, Tostão e Edu Américo.    

3 - Final do Campeonato Carioca de 1987 - Mílton Queiroz da Paixão, o meia-atacante  vascaíno tinha valentia, habilidade, velocidade e boa pontaria. Campeão brasileiro-1989, e da Taça Guanabara-1990, ele marcou o gol do título estadual-1987, na final contra o Flamengo. E comemorou correndo com a camisa encobrindo o rosto, gesto que passou a ser imitado pelo país inteiro.
DATA FATAL: para os flamenguistas, que revelaram Tita, aquilo não poderia ter sido verdade. E Tita nascera no “Dia da Mentira” – em primeiro de abril de 1958.

terça-feira, 15 de maio de 2018

VASCO DAS CAPAS E DAS CONTRACAPAS

Acima, o glorioso capitão Hideraldo Luís Bellini, das décadas de 1950 e 1960. Ganhou muitos títulos com a "Turma da Colina" e era um líder positivo indiscutível. Por isso, frequentava, constantemente, as capas das revistas, como esta de "Esporte Ilustrado".
Também, era considerado um dos homens mais bonitos do seu tempo, tendo, inclusive, sido convidado a participar de um filme.
 Abaixo, uma formação cruzmaltina de 1968, com Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Buglê, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir e Acelino. Saiu na contracapa de uma edição da "Revista do Esporte".  

Above, the glorious captain Hideraldo Luís Bellini, from the 1950s and 1960s. He won many titles with the "Turma da Colina" and was an undisputed positive leader. For this reason, he constantly visited magazine covers, like this one of "Illustrated Sport". Also, he was considered one of the most beautiful men of his time, having even been invited to participate in a film. Here below, a crossmalina formation of 1968, with Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Bugle, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir and Acelino. It was on the back cover of an issue of "Sports Magazines".

segunda-feira, 14 de maio de 2018

VASCO DAS PÁGINAS - COPEIRÃO

O time vascaíno, que conquistara o I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, vencendo (3 x 2) a seleção da Alemanha Oriental e goleado (4 x 1) o seu maior rival, o Flamengo, além de ter carregado, para São para São Januário, a I Taça Guanabara, colocou o botafoguense Mané Garrincha na roda. Só que, depois daquilo, passou a escorregar. A torcida esperava vê-lo lutar, como um dos favoritos ao título do Campeonato Carioca, da temporada de tantas festas na Cidade Maravilhosa. Mas a rapaziada pareceu desaprender tudo. O que rolou?
Com a manchete "Taça Guanabara fez mal ao Vasco", a “Revista do Esporte”, única publicação esportiva nacional que chegava a todos os cantos do país, afirmava que das razões dos tropeços teria sido a confiança excessiva do clube, que achou estar tudo estava bem e não se reforçou mais. Assim, logo saiu da luta pelo caneco estadual, como você confere abaixo:
12. 09 - Vasco 1 x 2 Bangu; 19.09- Vasco 1-1 Fluminense; 02.10 –Vasco 2 x 0 Portuguesa-RJ; 09.10 - Vasco 1 x 2 Flamengo; 17.10 - Vasco 2 x1 Botafogo; 24.10 – Vasco 0 x 2 Bonsucesso; Vasco 4 x 1 América; 07.11 - Vasco 1 x2 Fluminense; 14.11 -Vasco 3 x-1 Portuguesa; 20.11 - Vasco 1 x 0 Bangu; 28.11 – Vasco 0 x 1 Flamengo; 04.12 - Vasco 1 x 2 Botafogo; 12.12 - Vasco 5 x 1 Bonsucesso; 15.12 - Vasco 1 x 2 América.
Sem vencer a dupla Fla-Flu, nos dois turnos, a irregularidade da rapaziada levou a equipe a uma situação incomum: de quem ganhou no turno, perdeu ano returno, e vice-versa. Nesse batidão, terminou em quinto lugar, somando sete vitórias, um empate e seis derrotas. Marcou 24 e sofreu 17 tentos. Totalizou 15 pontos, ficando a sete do Fla; a cinco do Bangu e a dois de Fluminense e Botafogo. À frente só do Bonsucesso (9), do América (7) e da Portuguesa (5). Quando nada, teve o terceiro artilheiro da temporada, Célio Taveira Filho, com sete tentos (igualado a Sabará, do “Bonsuça”), distante dois de Silva (Fla) e de Paulo Borges (Bangu), e três de Amoroso (Flu).

Mas a queda vascaína já vinha desde o Torneio Início, disputado em 7 de setembro, no Maracanã. Venceu a Portuguesa, por 3 x 1, nos pênaltis, com Saulzinho de batedor, após 0 x 0 no tempo regulamentar. A seguir, fez 1 x 0 no São Cristóvão, mas, na hora de passar pelo Flamengo, para decidir o caneco, caiu, por 0 x 1 – o Fla perdeu a final, para ao Flu.
Gainete, Joel, Brito, Maranhão, Fontana, Oldair (em pé), Luisinho, Lorico, Célio, Mário e Zezinho, formação da Taça GB

domingo, 13 de maio de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - NINFAS ESVOAÇANTES FAZEM FÍSICA

Antigamente, homens e mulheres brasileiros aprendiam os mesmos exercícos físicos. Um dia, a Escola Nacional de Educação Física, no Rio de Janeiro, lançou a ginástica feminina moderna.
A graça e a beleza da mulher brasileira...
  O novo momento, par a mulher, associava expressão rítmica  de movimentos a uma preocupação estática e plástica, abolindo a ginástica masculina enrijecedora de músculos. A mulher passava a fazer o que se fazia na Europa, exercícios adaptados à sua condição e característica morfológicas e fisiológicas.   
O primeiro passo para a mulher brasileira sair da ginástica geral para dois sexos foi a vinda da professora Margarete Frohlich a São Paulo, a fim de ministrar cursos de ginástica moderna feminina. 
Ela mostrou que se deveria atribuir grande importância à alma dos exercícios, sua forma, ritmo e expressão estática, com base em exercícios naturais e dinâmicos. 
... em movimentos mais leves e femininos.
Era a hora de dizer não a movimentos estilizados, estereotipados, trocando-os pelos naturais,  como expressão de vida psíquica e estática, por apresentar, segundo ela, uma sensível predileção pela “linha curva, variada e rica de fantasias”
No Rio de Janeiro, a revista “O Cruzeiro" reuniu alunas da Escola Nacional de Educação Física e fez um ensaio com elas, cujas fotos você vê aí.
De acordo com a semanária, as professoras Maria Jaci Nogueira Vaz e Érica Saur foram as principais imprimidoras  dos novos rumos à ginástica feminina            “brasuca”, após a primeira assistir o que faziam os professores europeus Hilma Jalkanen e Ernest Idla, sobretudo, libertando a ginástica feminina da rigidez dos exercícios geométricos.
 O Brasil adotava os métodos da ginástica francesa de Joinville le Pont, introduzida por aqui, em 1929, por uma missão militar, sem levar em conta as condições da mulher brasileira. Foi assim que, por mais de duas décadas, rapazes e moças faziam os mesmos exercícios rígidos, estáticos e anatômicos para desenvolvimento muscular.
Veja as fotos de um ensaio com as alunas da Escola Nacional de Educação Física, “ninfas esvoaçantes”, chamadas assim por “O Cruzeiro” de 1 de agosto de 1953,  clicadas por João Martins, tendo por cenário colunas dóricas e um lago da Ilha dos Amores, da carioca Quinta da Boa Vista.      

In the past, Brazilian men and women learned the same physical exercises. One day, the National School of Physical Education, in Rio de Janeiro, launched the modern feminine gymnastics.
Érica Sur, professora e praticante
  The new moment, associated with the woman, associated rhythmic expression of movements with a static and plastic preoccupation, abolishing the muscular gymnastic male gymnastics. The woman began to do what was done in Europe, exercises adapted to their condition and morphological and physiological characteristics.
The first step for the Brazilian woman to leave the general gymnasium for both sexes was the arrival of the teacher Margarete Frohlich to São Paulo, in order to teach women modern gymnastics.
 She showed that great importance should be attached to the soul of exercises, its form, rhythm and static expression, combining in natural and dynamic exercises. It was time to say no to stylized, stereotyped movements, exchanging them for the natural ones, as an expression of psychic and static life, for presenting, according to her, a sensitive predilection for the "curved, varied and rich line of fantasies"
In Rio de Janeiro, the magazine "O Cruzeiroe" gathered students from the National Physical Education and did an essay with them, whose photos you see there.
According to the weekly, the teachers Maria Jaci Nogueira Vaz and Érica Saur were the main imprint of the new directions to the "brasuca" feminine gymnastics, after the first watch what the European teachers did Hilma Jalkanen and Ernest Idla, above all, releasing gymnastics the rigidity of geometric exercises.
Cenário da Quinta da Boa Vista 
 Brazil adopted the methods of French gymnastics of Joinville le Pont, introduced here, since 1929, by a military mission, without taking into account the conditions of the Brazilian woman. Thus, for more than two decades, boys and girls did the same rigid, static and anatomical exercises for muscular development.
See the photos of an essay with the students of the National School of Physical Education, "nymphs fluttering", named after "O Cruzeiro" of August 1, 1953, clicked by João Martins, with Doric columns and a lake of the Island dos Amores, from Rio de Janeiro.