Vasco

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domingo, 30 de novembro de 2014

VASCO DAS CAPAS - O LEÃO VAVÁ


Este é o centroavante pernambucano Vavá, que era meia, em sua terra, mas virou camisa 9 no Vasco da Gama. Como homem de área, o glorioso Edvaldo Izídio Neto, o seu verdadeiro nome, tonou-se um tremendo "matador" e foi ao Mundial de 1958, na Suécia, para voltar chamado de "Leão da Copa", pela raça com que jogava.
Graças ao grande sucesso que conseguiu vestindo a jaqueta da "Turma da Colina", Vavá foi para o espanhol Atlético Madrid, depois de ajudar a rapaziada a trazer o "caneco do mundo". Numa época em que a Seleção Brasileira só convocava atleta que estivessem atuando no país, ele foi o primeiro a ser chamado estando longe dos nossos gramados. Vavá é um cruzmaltino inesquecível. Quando deixou São Januário, os treinadores sofrerem muito, pela falta de um homem-gol como ele.



This is the Pernambuco striker Vava, who was half in their land, but turned 9 shirt at Vasco da Gama. As a man of the area, the glorious Edvaldo Izidio Neto, his real name, has become a tremendous "killer" and was the 1958 FIFA World Cup in Sweden, so I called back the "Lion of the World Cup," the race that disputed the departures. Thanks to the great success that managed to wearing the jacket of the "Class of the Hill", Vava was for the Spanish Atletico Madrid after helping the boys bring the "pitcher in the world". At a time when the Brazilian team summoned only athlete who was acting in the country, he was the first to be called being away from our lawns. Vava is an unforgettable cruzmaltino. When he left San Gennaro, the Vasco coaches suffer much, for lack of a man-gol like him

sábado, 29 de novembro de 2014

TRAGÉDIAS DAS COLINA - PALMEIRADA

A data  12 de março de 1967 tem que ser riscada da caderneta dos vascaínos. A “Turma da Colina”, que era treinada pelo “Mestre Ziza”, isto é, Thomás Soares da Silva, o Zizinho, o maior nome da Copa do Mundo-1950 e do futebol brasileiro pré-Pelé, foi goleado, pelo Palmeiras, por 5 x 0, no Pacaembu, valendo pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa – a competição juntou mineiros, gaúchos e paranaenses, a paulistas e cariocas,  abandonando-se o antigo Torneio Rio-São Paulo.
Time grande ser goleado por time grande, de vez em quando, acontece. Mas o pior foi que o Vasco sofreu quatro gols de um mesmo jogador, o ponta-esquerda palmeirense Rinaldo, que nem era um grande artilheiro. Depois de Arthur Friendereinch, que mandou cinco bolas nas redes vascaínas, Rinaldo foi o cara que mais balançou a “roseira” da Colina, em uma mesma partida. Culpa de:  Édson Borracha (Franz); Jorge Luis, Brito, Fontana e Oldair; Salomão e Danilo Menezes; Nei Oliveira, Bianchini (Nei), Adilson e Morais.
DURO NA QUEDA - O Palmeiras é um dos clubes que o Vasco tem muitas dificuldades para vencer. Em 100 confrontos, por 10 competições, os palmeirenses venceram 46, contra 24 da “Turma da Colina” – além de amistosos, os pegas foram por Brasileiros Série A; Torneios Rio-São Paulo, Roberto Gomes Pedrosa, João Havelange e Quadrangular de São Paulo; Copas Mercosul, dos Campeões e Rio, e Taça Libertadores.
Nessas disputas, a grande vantagem alviverde foi no Robertão. Dos cinco confrontos, entre 12 de março de 1967 e 6 de dezembro de 1970, o “Verdão” venceu todos: 5 x 0. Pelo RJ-SP, a vantagem é maior. Entre 12 de fevereiro de 1950 e  3 de fevereiro de 2002, o Vasco deve 8, ou 14 x 6.  Pelo Brasileirão, a diferença é de 7 vitórias alviverdes: 18 x 11,entre 7 de setembro de 1970 e 12 de setembro de 2012.  Em amistosos, de 14 de fevereiro de 1943 a 9 de dezembro de 1976, também há vantagem paulistana: 5 x 4.
Uma das grandes tragédias vascaínas nesse duelo aconteceu de forma repetida, pro dois Brasileirões, respectivamente, nos duelos de números 30 e 31. No primeiro, em 26 de setembro de 204, em São Januário, o Palmeiras mandou 5 x 2 no Vasco. No segundo, em 18 de junho de 2005, no antigo e demolido estádio do Parque Antarctica, novo 5 x 2 palmeirense.
No jogo em casa, o Vasco teve o sérvio, ex-iugoslavo Tadic, um dos piores goleiros que já passaram pela Colina; Pereira (André Lima, que substituiu um lateral e marcou um gol) , Fabiano, Henrique e Diego: Thiago Maciel, Coutinho (Rubens), Rodrigo Souto e Petkovic (autor ,também, de um tento) ; Muriqui  (Júnior) e Robson Luis. O treinador era Geninho
Fora de casa, os “pisões” eram: Erivélton;  Thiago Maciel, Alemão, Éder e Maciel; Ives (Alex Dias), Coutinho e Igor (Abedi) e Dominguez (William); Alex Dias e Romário.  O treinador chamava-se  Dario Lourenço.
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

CORREIO DA COLINA - VASCOLAGO

1 - "Mariani. Já estou sabendo da próxima 'VascoLago', em dezembro. E conto com um convite". Ana Paula Macedo.

2 -   Gustavo! O Carlos Alberto falou-me de mais uma "VascoLago", agora, em dezembro. Por favor, não me inclua fora dessa". Sílvio Goiano.

3 -  Como é que é, baiano? Estou contando com um convite para a próxima 'VascoLago'. A propósito, a patroa pede o cardápio das anteriores". Daltinho 'Piauí'.
 
Seguinte, rapaziada. Falei com o Zé Bonetti que pretendo prestar-lhe uma homenagem, pelos grandes serviços durante o final, em 1970,  do tabu de 12 anos sem "canecos" na Colina. Ele ficou de localizar, no Rio de Janeiro, um cozinheiro dos seus tempos na então Confederação Brasileira de Desportos-CBD (atual CBF). por isso, ainda não confirmou nada. Aguardem, pois os velhos amigos vascaínos mais chegados serão convidados. Quanto aos cardápios das reuniões anteriores, foram estes:   

 I VASCOLAGO - 1º de novembro de 2008 - CONVIDADO ESPECIAL: Saulzinho, artilheiro do Campeonato Carioca-1962, com 18 gols, em 19 jogos. O que rolou no garfo: MOQUECA CAPIXABA, preparada pelo fotógrafo Josemar Gonçalves, do Jornal de Brasília. SOBREMESA: doce de casca de melancia, preparado pela gloriosa Dona Maria. BEBIDAS: refrigerantes, vinho e o glorioso cafezinho

II Vasco-Lago –  20 de agosto de 2009. CONVIDADOS ESPECIAIS: Saulzinho e Célio, a maior dupla de ataquE do  Vasco, na década-1960, e que não se viam há 30 temporadas. Juntosk, marcaram 187 gols em uim tempo de poucos jogos. NO GARFO: arroz de carreteiro, preparado por Saulzinho, um mestre no assunto. Deixou a sua receita com o "Kike". BEBIDAS: Vinho Argento, cabernet sauvignon, safra 2008, de Mendonza-Argentina; cerveja uruguaia Norteña e belga Stella Artois, e refrigerantes. SOBREMESA: o titular insubstituível, o cafezinho.
 
III VASCOLAGO - 11.11.2012 - CONVIDADO ESPECIAL: Bugleux, o meia e capitão vascaíno do título carioca de 1970. NO DENTE: lombo de porco, com feijão tropeiro e arroz, preparado pela Dona Maria. Leva 17h, no mínimo, para o lombo ficar no ponto, superdelicioso.
PESCOÇO MOLHADO POR DENTRO COM: cervejas, a alemã  Heineken e Stella Artois. SOBREMESA: pudim de leite e, é claro, o tradicional cafezinho.

































quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O VASCO PELOS VASCAINOS - SCARTEZINI

                                    1 -  ASCENSÃO SEM COMEMORAÇÃO                              
                                                       * Pedro Scartezini
Não foi do jeito que a torcida queria, como ficou claro ante as vaias e os gritos de "time sem vergonha", pelo apito durante do empate, por 1 x 1, com o Icasa-CE. Mas o Vasco garantiu o acesso à a Série A do Brasileirão, dentro do Maracanã. Era para ter sido uma festa de ascensão à elite do futebol brasileiro, mas nem deu para comemorar. Com o resultado, nós cruz-maltinos chegamos aos 63 pontos, e não poderemos ser alcançados pelas demais equipes que ainda brigam por um lugar na Série A.
O Vasco se despede, hoje, da Série B, enfrentando o Avaí, em Florianópolis. Tomara que o time  carioca vença e não repita o vexame do último jogo contra o time da ilha. Foi vergonhoso, por demais, no primeiro turno, quando levou 5 x 0, em São Januário.
Depois de um ano conturbado, o time se vê em um alívio momentâneo. Vencer é bom e o Vasco está devendo convencer a torcida disso. Como Eurico Mirando diz: "Antes os adversários tinham respeito pelo Vasco". A verdade é que, agora, o time não tem mais aquela garra que víamos nos tempos áureos do clube cruzmaltino. O Vasco é maior que qualquer crise de rebaixamento.
O clube tem uma das histórias mais bonitas de um clube brasileiro. Foi alvo dos mais diversos tipos de preconceitos. Era o clube dos portugueses, dos negros, dos suburbanos... sofrendo várias perseguições, E, até hoje, as sofre.  O fato é que esse acesso serve de consolação, se bem que a torcida cruzmaltina merece muito mais que isso.
Desejo uma boa gestão ao Eurico.Tomara que o futuro nos reserve os louros da vitória. Vamos pra cima do Avaí e que, em 2015, o Vasco supere todos os desafios que lhe estão  à espera. Abraços companheiros! Vascoooo...!
* Pedro Scartezini é jornalista. Atualmente, trabalha como repórter e produtor de noticiários da  Rádio Justiça, do Supremo Tribunal Federal.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


     

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

OS DESPERDÍCIOS DA COLINA

 O Vasco deveria mandar os seus jogos fora de São Januário? Mas que dificuldade a rapaziada encontra quando atua em casa, hem! Nem parece que é o anfitrião. 
Terceiro colocado do Campeonato Brasileiro da Série B-2014, o time cruzmaltino irrita a sua torcida com a grande quantidade de passes errados, chutes mal direcionados e gols bobamente sofridos. O time do técnico Joel Santana poderia ser líder desta "Segundona", se não tivesse pisado tanto na bola, em São Januário. Está há seis pontos da líder Ponte Preta, faltando seis rodadas para o final do campeonato. 
Se tivesse feito o dever de casa, neste momento, o Vasco estaria com 66 pontos, cinco à frente da "Macaca". Mas perdeu dois diante dela, ontem, jogando um futebol terrível. Daqueles de convidar o torcedora a nunca mais aparecer em seus jogos. A "desperdiçança" de pontuação começou em 19 de abril, quando empatou, por 1 x 1, com o América-MG. Depois, perdeu mais dois diante de um outro América, o do Rio Grande do Norte, repetindo o placar de 1 x 1. Mais recentemente, no ultimo três deste outubro, foi buscar um incrível 2 x 2, com ao Bragantino-SP, nos últimos minutos da prorrogação da partida. Mas o pior foi sofrer a goleada, por 0 x 5, ante o catarinense Avaí, em 30 de agosto. A maior da história do clube, em seus domínios. Por causa dessas pisadaças, dificilmente, o Vasco será o campeão desta "Bezona-2014". Confere?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

1 - O São Cristóvão é um grandioso “freguês” vascaíno. Em 115 jogos do Campeonato Carioca, foi batido em 80 duelos, o equivalente a 69,57% dos pegas. Mas já teve dia de ”O Santo” segurar a onda. Venceu 13 e empatou 22.
A primeira vez em que o Vasco caiu ante o “clube alvo”, como a imprensa carioca o chamava, antigamente, foi no domingo 25 de abril de 1926. Jogaram no campo da Rua Paysandu e o “São Cri-Cri” mandou 2 x 1. Torteroli marcou o tento cruzmaltino e o time, treinado pelo uruguaio Ramón Platero, foi: Nélson, Hespanhol e Itália; Arthur, Nesi e Claudionor; Paschoal, Torteroli, Russinho, Milton e Dininho.
Depois daquilo, o São Cristóvão levou quase dois anos para vencer o Vasco. Mas mandou um outro 2 x 1, daquela vez dentro de São Januário. E o Vasco estava com um time forte, comandado por Harry Welfare: Rey, Domingos da Guia e Itália; Tinoco, Jucá e Gringo; Bahiano, Leônidas da Silva, Russinho e Orlando.
Por aquele mesmo campeonato, o São Cristóvão votou a pregar uma peça ao Vasco: 1 x 1 em primeiro de julho, mas em seu campo da Rua Figueira de Melo. O time da Colina, seguindo comandado por Harry Welfare, foi: Rey, Domingos da Guia e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Orlando, Almir, Gradim, Nena e D' Alessandro. Técnico: Harry Welfare.

2 - Durante o Campeonato Carioca de 1937, o Vasco passou por uma coleção de resultados interessantes diante dos seus maiores rivais. Só faltou o empate por 1 x 1. Confira:

26.12.1937 - Vasco 0 x 0 Fluminense. Estádio: São Januário. Juiz: Haroldo Dias da Mota. VASCO: Joel, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Calocero; Lindo, Alfredo, Niginho, Feitiço (Kuko) e Luna (Orlando).
01. 10.1937 - Vasco 2 x 2 Botafogo. Estádio: São Januário. Juiz: Lóris Cordovil. Gols: Carlos Leite (2) e Mamede (2). VASCO: Joel, Poroto e Itália; Rafa, Oscarino (Zarzur) e Marcelino; Lindo, Alfredo, Feitiço, Mamede e Luna.

10.10.1937 - Vasco 3 x 3 Flamengo. Estádio: São Januário. Juiz: Jose Pinto Lopes (Badú). Gols: Niginho (2), Valido, Sá, Leônidas, Feitiço. VASCO: Joel, Poroto e Itália; Baffa, Oscarino e Calocero; Lindo, Alfredo, Niginho, Mamede e Luna.
Naquele ano, a "Turma da Colina" foi comandada por três treinadores: o inglês HarryWelfare, o brasileiro Floriano Peixoto e o uruguaio Carlos Scarone.

domingo, 23 de novembro de 2014

FERAS DA COLINA - DELÉM-1

  O centroavante Delém, que integrou a “Turma da Colina” entre 1956 e 1960, chegou a pensar em ir embora, pouco depois de começar a trabalhar na Rua General Almério de Moura. Não conseguia repetir o futebol que fizera o Vasco tirá-lo da gaúcha Porto Alegre. Mas o diretor de futebol, Antenor Martins, fez a sua cabeça. “Qual é, tchê! O Vasco espera muito dê ti”, brincou, imitando o linguajar gaúcho. “Tu não vais decepcionar aos guris que confiavam tanto em um rompedor de defesas, um artilheiro, buscado longe. Barbaridade! E vamos à luta!”, reforçou.
Papo legal! Delém criou alma nova, passou a jogar com mais vontade de marcar os gols que haviam sumido do bico de suas chuteiras e, de tanto empenho para acertar, as vezes, saía de campo lesionado. Mas, enfim, a boa fase voltou, ouviu os aplausos da torcida, ganhou a confiança da comissão técnica e, rapidamente, uma convocação para a Seleção Brasileira. O que não acreditou, quando os colegas o informaram. Achou que fosse gozação, e, até, engrossou com a rapaziada. Só com o aviso dos cartolas vascaínos botou fé na conversa.
 Vladem Lázaro Ruiz Quevedo foi o nome de registro de Delém, nascido em 15 de abril de 1935. Viveu até 28 de março de 2007, quando residia na argentina Buenos Aires, onde defendeu o River Plate, a partir de 1961. Também, foi treinador e descobridor de talentos. Por ter sido revelado pelo Grêmio, muitos pensavam que ele fosse gaúcho. Mas nascera na capital paulista. Só começara a carreira pelas categorias de base do “Tricolor dos Pampas”, em 1956 – dois anos depois, tornou-se um cruzmaltino e, de cara, campeão carioca.
 COLINEIRO –  O primeiro jogo oficial de Delém com a jaqueta vascaína foi em 7 de setembro de 1958, pelo primeiro turno do Campeoanto Carioca: Vasco 3 x 0  Portuguesa-RJ, no Maracanã, com o treinador Gradim escalando: Barbosa, Paulinho, Bellini e Coronel; Écio e Orlando; Sabará, Rubens, Delém, Wilson Moreira e Pinga. Na rodada seguinte, no mesmo estádio, marcou o primeiro “peixe na rede”, em Vasco 1 x 1 Flamengo, com a formação, em relação a anterior, só trocando Wilson Moreira, por Almir Albuquerque.
Delém firmou-se como titular. Venceu o Olaria (4 x 2), em seu segundo jogo consecutivo (19.09), e ganhou mais um clássico (3 x 2), daquela vez (28.09) diante do temível Botafogo, que tentava o bi, com feras como Nílton Santos, Garrincha, Didi, Paulo Valentin e Quarentinha. E, por ali, encerrou a sua contribuição ao time na primeira fase do campeonato.
No returno, seguiu titular. Em sua primeira apresentação em São Januário (05.10), venceu o Bangu (2 x 0). Novamente, na casa vascaína (12.10), passou por mais um (6 x 3), deixando dois nas malhas do Canto do Rio.  No jogo seguinte (19.10), tropeçou (1 x 1), enganchando-se no São Cristóvão. Mais um tropeço (3 x 3) rolou (25.10), diante de mais um “pequeno”, o Bonsucesso, mas com ele pipocando duas pelotas nas redes rubro-anis.  
Depois de dois empates, quando o Vasco era o favorito, Delém viu (01.11) a sua turma pisar na bola (1 x 2), enfrentando um outro freguês, a Portuguesa. E deu o duro para a recuperação do time (09.11), diante do Madureira (1 x 0). Em seu terceiro clássico (16.11), ficou igual (1 x 1) ao Fluminense. Pelos três jogos seguintes, não pegou  o grande América da época (2 x 0); o Olaria (30.11), com balaiada (4 x 0), e (07.12) o vingativo Botafogo (1 x 2). Voltou ao time em dia (14.12) de novo vingança (1 x 3) de rival – Flamengo.   
Veio, então a decisão do Campeonato Carioca, que foi parar em um Super-Super, com o time da Colina campeão. Delém, no entanto, não estgá na foto, pois não atuou em nenhuma das partidas – Vasco 2 x 0 Flamengo (20.12.1958); 0 x 1 Botafogo (03.01.1959); 2 x 1 Botafogo (10.01); 1 x 1 Flamengo (17.01). Sem problemas: supersupercampeão, contribuindo com cinco bolas no filó. (imagem reproduzida da Revistas do Esporte) 

 

FERAS DA COLINA - DELÉM -2

TEMPORADA-1959 – Delém voltou ao time, em jogos oficiais (22.04), no decorrer de Vasco 0 x 0 América), substituindo Pacoti. Valia pelo Torneio Rio-São Paulo e (26.04), em novo 0 x 0, foi titular, mas substituído por Teotônio, encarando o Flamengo. O mesmo ocorreu (30.04) contra o Botafogo (2 x 0), embora ele tivesse marcado os dois tentos, totalizando já sete em sua conta vascaína.
Em mais um clássico carioca (06.05) na disputa interestadual, a sua substituição, por Teotônio, rolou, pela terceira vez, na vitória (2 x 1) pra cima do Fluminense. A seguir (09.05), saiu o seu oitavo gol oficial, nos 4 x 1 Portuguesa de Desportos-SP – seguiu substituído no segundo tempo. Agora, por Zé Henrique. E não atuou (17.05) na últma partida (0 X 3), contra o Santos, de Pelé.        
TEMPORADA-1960 - Pelo turno do Campeonato Carioca, Delém só não participou da queda (0 x 2) ante o Fluminense (30.09). Foi trocado (21.09), por Javan, contra a Portuguesa (2 x 2), e esteve titular nas demais refregas – 31.07 – 0 x 1 América; 04.08 – 2 x 0 São Cristóvão; 07.07 – 1 x 0 Olaria, marcando gol, aos 3 minutos (8º oficial); 09.09 – 3 x 0 Bonsucesso; 17.09 – 0 x 0 Bangu. Pelo returno, ficou de fora da vitória (4 x 3) sobre Bonsucesso (09.10) e foi substituído, por Wanderley, em Vasco 2 x 0 Madureira, em São Januário.
Alto, loiro e boa pinta
 Delém fez gol (22.10), diante do São Cristóvão (3 x 0); contra (04.11) a Portuguesa (2 x 0); o maior rival (26.11), o Flamengo (1 x 0), e o Olaria (16.12), em vitória apertada (1 x 0). Assim, chegou ao final da sua segunda temporada na Colina somando 12 tentos oficiais.        
TEMPORADA-1961 – Na primeira disputa oficial, Delém marcou quatro tentos – 23.03 – 4 x 1 América-RJ (1); 30.03 – 4 x 1 Fluminense (2); 02.04  - 1 x 2 Flamengo (1) – ,  foi titular em mais cinco jogos – 02.03 – 1 x 5 Santos; 08.03 – 2 x 0 Corinthians; 12.03 – 3 x 0 Portuguesa de Desportos, substituído por Humberto; 18.03 – 1 x 5 Botafogo, trocado por Roberto Pinto; 27.03 – 2 x 0 São Paulo – e ficou de fora das três últimas partidas – 13.04 – 2 x 1 Santos; 16.04 – 2 x 0 Corinthians; 22.04 – 0 x 1 Palmeiras. Como artilheiro, totalizava 16 bolas oficiais nas redes.
Para o Campeonato Carioca, o Vasco já não contaria mais com Delém. Ele foi vestir uma outra camisa com uma faixa igual à cruzmaltina, a do argentino River Plate.
AMISTOSOS – Na época me que Delém jogava em campos brasileiros, não havia muita preocupação com súmulas. As vezes, ligas e federações as deixavam sumir, enquanto os jornais, em alguns jogos, nem ligavam para fichas técnicas. O “Kike da Bola” fez uma pesquisa sobre os gols de Delém e contatou que ele foi mais às redes em jogos amistosos do que nos oficiais.
Deve haver mais tentos de Delém perdidos por aí. Por ora, estes foram os localizados, pelo “Kike da Bola, em jogos amistosos (25). Confira: 
27.07.1958 – Vasco 3 x 2 Almirante Barroso-SC (1); 17.02.1959 – Vasco 3 x 3 Sport Recife (1); 12.09.1959 – Vasco 6 x 1 Ypiranga-BA (1); 15.03.1959 – Vasco 6 x 2 Marítimos-MS (1); 18.05.1959 – Vasco 5 x 1 Oddevolt-SUE (1); 22.05.1959 – Vasco 11 x 0 Göteborg-SUE (1); 28.05.1959 – Vasco 4 x1 Nybro-SUE (1); 14.06.1959 – Vasco 5 x 4 Atlético Madrid (1); 20.09.1959 – Vasco 1 x 0 Uberlândia-MG (1); 22.09.1959 – Vasco 3 x 0 Vila Nova-GO (1); 16.01.1960 – Vasco 6 x 3 Atlético-MG (3); 30.01.1960 – Vasco 6 x 1 Alianza Lima-PER (2); 03.02.1960 – Vasco 3 x 1 Universitário-PER (1); 07.02.1960 – Vasco 2 x 2 Barcelona-EQU (1); 14.02.1960 – Vasco 1 x 1 Independente/Medelín-COL (1); 09.07.1960 – Vasco 6 x 2 ABC-RN (1); 19.06.1960 - Vasco 5 x 1 Combinado de Itajaí-SC (2); 23.07.1960 – Vasco 9 x 0 Seleção de Ilhéus-BA (2); 15.11.1960 – Vasco 3 x 1 Ypiranga-BA (2).         

FERAS DA COLINA - DELÉM-3

 CANARINHO – Delém disputou oito jogos pela Seleção Brasileira, todos em 1960. Venceu seis e perdeu dois. Deixou cinco bolas nas redes, a primeira nos 2 x 4 Argentina, em 25 de maio, pela Copa Roca, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Entrou em campo no decorrer da partida, substituindo Roberto Fernando, e foi à rede aos 73 minutos.
No jogo do primeiro gol canarinho de Delém, assitido por 50 mil almas, o escrete nacional teve mais três vascaínos, Bellini, Almir e Sabará. Jogou assim: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Victor e Geraldo Scotto; Dino Sani e Chinesinho; Julinho Botelho, Servílio, Almir (Sabará) e Roberto Fernando (Delém).
Na revanche, quatro dias depois, Delém viveu a sua  noite de glória pela Seleção Brasileira. Foi o “cara” da partida, marcou dois gols e encantou os argentinos, que não deixaram o Vasco em paz , enquanto não o levaram para o River Plate.
Delém abriu o placar, aos seis minutos. Julinho cruzou a bola para a área, a zaga argentina bobeou, e o vascaíno, velozmente, colocou a cabeça na pelota, para balançar a rede. O segundo gol saiu aos 58. Roberto cruzou, Décio Esteves cabeceou, o goleiro Ayala defendeu e largou. A “maricota” subiu e Delém não perdoou. Pimba no filó!     
Com os 2 x 0, o Brasil empatava, com os portenhos, em número de gols. Então, rolou uma prorrogação. Aos 92, os argentinos assustaram, batendo na rede. Aos 102, Julinho tabelou com Delém e deixou tudo igual. Aos 110, Sabará venceu o marcador, foi à linha de fundo e centrou para Servílio marcar o gol do título.
Delém foi campeão da Copa Roca dentro do Monumental de Nuñez, diante de 60 mil torcedores, por esta formação: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Aldemar e Geraldo Scotto; Dijo Sani e Chinesinho; Julinho Botelho, Décio Esteves, Delém e Roberto Fernando (Sabará).       
O penúltimo gol canarinho de Delém é dos 2 x 1 Paraguai, em 3 de julho, pela Taça do Atlântico, no estádio Puerto Sajonia (foto), em Assunção, quando foi titular por toda a pugna. Conferida por 21 mil espectadores, esta foi  uma vitória com “sangue vascaíno”, pois Almir, igualara o placar, para Delém “matar”, aos 75 minutos. Já a última bola na rede foi dos 5 x 1 Argentina, de 12 de julho, valendo pela mesma competição. Substituiu Coutinho, aos 31 minutos, e marcou o seu gol aos 61.
 
 A estreia foi nos 3 x 1 Egito, em 1º de maio, no Estádio Alexandria, na egípcia Alexandria, substituindo Pelé (autor dos três tentos da vitória), aos 46 minutos do prélio assistido por 25 mil presentes. A Seleção Brasileira, escalada pelo treinador Vicente Feola teve: Gilmar: Djalma Santos, Bellini,Victor e Nílton Santos; Zito e Chinesinho; Garrincha (Julinho Botelho), Quarentinha, Pelé (Delém) e Pepe.
Sem balançar o “filó”, Delém atuou, ainda, nos 4 x 0 Sporting-POR, em 16 do mesmo mês; na goleada 4 x 0 Chile, em 29 de junho, e no 0 x 1 Uruguai, em 9 de julho. Neste compromisso, substituiu Pelé, pela segundas vez, entrando aos 74 minutos. Além da Copa Roca, Delém ajudou o time de Feola a ganhar, também, a Copa do Atlântico. 
RAIO X DO CRAQUE - Delém declarava-se fã de histórias em quadrinhos e policiais, estas para treinar o raciocínio; católico e devoto de Nossa Senhora Aparecida; que tinha três irmãos mais velhos e uma irmã caçula; preferia a cor azul; adorava cinema, principalmente filmes com os norte-ameicanos Kim Novak, Lana Turner e Glen Ford, e a italiana Gina Lolobrigida; as suas películas inesquecíveis foram Os 10 Mandamentos, Salomão e A Raínha de Sabá. na música internacional, preferia ouvir Frank Sinat e Nat King Cole; escritores favoritos, Érico Veríssimo e Aluísio de Azevedo; seus sapatos e chuteiras teriam que ser do nº 40; colarinho das camisas e blusões no 38; altura, 1m74cm; peso normal, 69 kg; prato predileto, macarronada; creme dental, Colgate; sabonete, Phebo; um bom programa, ir à praia de Copacabana. (foto reproduzida da Revista do Esporte).  

 

sábado, 22 de novembro de 2014

VASCO DA GAMA 1 X 1 ICASA-CE

A "Turma da Colina" precisava só empatar, hoje, para voltar à Série A do Campeonato Brasileiro. E, diante mais de 50 mil torcedores, conseguiu o que queria. Foram 16 vitórias, 15 empates e seis derrotas, que deixam a rapaziada com 63 pontos, uma campanha muito abaixo do que um clube "grande" tinha a obrigação de fazer. Como ainda falta o jogo contra o Avaí-SC, na próxima semana, vai terminar a "Segundona" em terceiro lugar, atrás de Ponte Preta e Joinville, que disputarão o título na 38º rodada.

O meia uruguaio Maxi Rodririguez foi peça muito importante na volta vascaína à elite do futebol brasileiro.  
Neste seu penúltimo jogo na "Segundona", o Vasco criou boas chances de gol, nos primeiros 20 minutos, desperdiçadas por Thalles, Luan, Douglas e Kléber. Este quase carimbou a rede, aos 10, complementando cruzamento de Maxí Rodriguez. Depois, mandou um belo voleio, para o goleiro cearense fazer grande defesa. Minutos mais tarde, o visitante incomodou sério. O goleiro vascaíno Martín Silva teve de fazer milagre. Como em um chute à queima-roupa, de Júnior  Barros, na pequena área.
O Vasco chegou ao filó, aos 37 minutos. Douglas cobrou falta e o "Gladiador" Kléber colocou a cabeça na bola, para balançar a redes e fazer a galera pular e gritar gol: 1 x 0, o placar do primeiro tempo Na etapa final, Fabrício lançou e Kléber chutou em cima do goleiro, aos 4 minutos. Como castigo, aos 10, Nílson ganhou disputa de bola contra Guiñazu, chutou da intermediária e igualou  o placar: 1 x 1
Mas seria bem pior pouco depois. Por pouco o Icasa não virava o jogou. Diego Renan salvou o que seria um tento do visitante, com a bola já se encaminhando para a rede. Depois disso, Fabrício, Douglas, Thalles e Lucas Crispim tentaram, mas não conseguiram mudar o placar. ara a torcida vascaína, a decepção pelo empate em cassa, com um time fraco, caindo para a terceira divisão, não importava. A rapaziada fez o maior festão no Maracanã, comemorando a volta do "Almirante"  à elite do futebol brasileiro.
O CARA - Estava escrito que o destino faria Kleber Giacomance de Souza Freitas marcar o gol que levaria o Vasco da Gama de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Ele estava em baixa no Grêmio-RS, quando chegou à Colina, para estrear em Vasco 4 x 1 Santa Cruz-PE, em 16 de julho deste 2014, em Cuiabá-MT.
Kleber usou  cabeça e devolveu a Cruz de Cristo ao seu local sagrado 
Nascido na paulista Osasco, em 12 de agosto de 1983, Kléber tem 1m73cm de altura e já vestiu a camisa cruzmaltina por 25 vezes, deixando cinco bolas no filó. Ele usa a camisa de número 30 e tem o apelido de "Gladiador" porque é um atacante brigão, em todos os sentidos. Além do futebol gaúcho, já defendeu São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro no futebol brasileiro. Já passou, também, uma temporada no exterior.   
HISTÓRICO - Este foi o quinto encontro Vasco x Icasa . Os pegas valeram pela "Segundona", Copa do Brasil e amistosamente, com duas vitórias vascainas e três empates. Pela Série B, só rolou o encontro do de hoje e o do recente 22 de agosto, quando houve o empate, por 2 x 2, em Juazeiro do Norte-CE.
Em dois jogos do "Copão, aconteceu 1 x 1, em São Januário, em 30 de abril de 2005, e goleada cruzmaltina, por 4 x 1, fora de casa, em 6 de maio do mesmo ano. O único amistoso ocorreu em 11 de julho de 1995,  também fora, com Vasco 1 x 0. Portanto, nas estatísticas, o Vasco vai levando a melhor, com duas vitórias a mais, além de ter marcado nove gols e ficado com quatro a mais.                                 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA -2 2.11.2014 - (sábado) Vasco da Gama 1 x 1 Icasa.  Campeonato Brasileiro Série B. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Wagner Reway-MT. Público: 49.559 pagantes e total de 56.334 presentes. Renda: R$ 1.662.405,00. Gols: Kléber 'Gladiador', aos 37 min do 1º tempo, e  Nílson, aos 10’ min do 2º tempo. VASCO: Martin Silva; Carlos César (Lorran), Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazú, Fabrício e Douglas; Maxi Rodríguez (Lucas Crispim), Thalles (Edmilson) e Kléber. Treinador: Joel Santana. ICASA:  Gustavo Bussato; Ivonaldo, Naylhor, Marco Tiago e Zeca; Gilberto, Mauri, Neto (Bismark) e Lucas; Junior Barros (Núbio Flávio) e Nilson (Roger).Técnico: Vladimir de Jesus. (fotos de Marcelo Sadio, reproduzidas do site oficial vascaíno - www.crvascodagama.com.br) Agradecimento.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O DIA EM QUE FONTANA FOI À REDE

 Vários zagueiros vascaínos subiram ao ataque e balançaram a rede. A lista é grande. Até José de Anchieta Fontana, um dos maiores “xerifões” que já passaram por São Januário, deixou o dele na história. Aconteceu 6 de agosto de 1967, quando o Vasco venceu o Botafogo, por 3 x 2, pelo Campeonato Carioca de 1967, no Maracanã.
Fontana marcou aos 37 minutos do segundo tempo, aliviando o lado do seu parceiro de área, Hércules Brito Ruas, que havia aberto a contagem, com um gol contra. Aquele foi um jogo muito nervoso. O time da estrela solitária abriu dois gols de frente, no primeiro tempo. No segundo, o botafoguense Jairzinho e o vascaíno Nei Oliveira foram expulsos de campo. Naquela etapa, Luizinho Goiano, aos 27 minutos, iniciou a reação vascaína, para Nado empatar, aos 29, e, então, Fontana viver o seu dia de artilheiro.
O Vasco virada, escalado pelo treinador Gentil Cardoso, teve: Edson Borracha; Jorge Luiz, Brito, Fontana e Oldair; Jedir e Danilo Menezes; Nado, Nei Oliveira, Acelino e Luizinho.
Anote mais alguns zagueiros cruzmaltinos que balançaram o véu da noiva: 30.09.1945 - Vasco 6 x 2 Bangu - Berascochoea (2); 21.10.1945 - Vasco 9 x 0 Bonsucesso - Berascochea; 15.07.1967 – Vasco 2 x 1 Fluminense – Brito; 22.07.1967 – Vasco 4 x 3 Flamengo – Oldair Barchi; 27.08.1967 – Vasco 1 x 3 Bangu – Brito; 01.10.1967 – Vasco 2 x 2 América – Brito; 14.10.1967 – Vasco 1 x 2 Campo Grande-RJ - Brito; 04.02.1968 – Vasco 3 x 5 América-RJ - Brito; 15.10.1968 – Vasco 2 x 1 Bahia - Brito; 17.05.1969 – Vasco 1 x 2 Bangu - Brito; 25.10.1969 – Vasco 1 x 2 Corinthians – Fidélis; 08.05.1969 – Vasco 4 x 1 São Cristóvão - Fidélis; 07.08.1975 - Vasco 1 x 0 Flamengo - Moisés; 02.11.1977 - Vasco 6 x 2 Goiânia- Geraldo (1) e Orlando 'Lelé'; 19.08.1982 - Vasco 3x 1 Barcelona - Luís Carlos Winck; 05.10.1983 - Vasco 1 x 0 Flamengo - Daniel Gonzalez; 10.10.1985 - Vasco 4 x 0 Flamengo - Newmar; 04.10.1989 - Vasco 4 x 1 Flamengo - Célio Silva; 02.11.1993 - Vasco 5 x 2 Sport-PE- Pimentel.
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

BRITO - FERA DAS FIGURINHAS

 Hércules Brito Ruas, depois de se destacar no time amador do Flexeiras, da Ilha do Governador, desembarcou em São Januário, mais precisamente, na Rua General Almério de Moura, pois a outra fica aos fundos. Passou pelo time de juvenil e só não subiu para os aspirantes vascaínos porque havia Viana barrando-lhe a vaga de zagueiro central. O jeito foi ser emprestado do Internacional, de Porto Alegre. Brito esteve emprestado, também, a um outro Inter gaúcho, o de Santa Maria. Na Colina, começou a chegar á Seleção Brasileira a partir do momento em que assumiu, em 1961, a vaga que era de Hideraldo Luís Bellini. Antes de trabalhar com o treinador Zezé Moreira, Brito brincava muito na área. Depois disso, o homem mudou completamente a sua forma de atuar. Nascido na ilha onde rolava a bola, em 9 de agosto de 1939, ele deixou de enfeitar jogadas e passou a ser o que a imprensa chamava de “zagueiro enxuto”.
Hercules Brito Ruas, after standing out in the amateur team Flexeiras, Governor's Island, landed at San Gennaro, more precisely, at Rua General Almério de Moura, because the other gets the funds. Passed the youth team and can not rise to the aspirants because Vasco Viana denying it had a vacancy for a central defender. The way was being loaned to the International, in Porto Alegre. Was also loaned to another Gaucho Inter, the Santa Maria, and only showed venom on the Hill after the departure of Bellini in 1961.
Before working with trienador Zeze Moreira, Brito played a lot in the area. After that, the man has completely changed his way of acting. Born on the island where the ball rolling on August 9, 1939, he left to spruce played and became what the press called "lean quarterback." (FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO E
SPORTE nº 167)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CLUBE DOS ESQUECIDOS - QUINCAS

Rolava o Campeonato Carioca -1960. A refrega malmente começara, no estadinho botafoguense da Rua General Severiano. O Vasco entrara em campo, como grande favorito, esperando que o Bonsucesso cumprisse o seu tradicional papel de freguês de caderneta.
Tá legal! Se não dissera isso, deveriam terem dito os rubro-anis. No entanto, aos 5 minutos, o ponta-esquerda Quincas surpreendeu os favoritos, mandando o” garoto do placar” escrever: “Bonsuça” 1 x 0. Era o gol mais rápido já marcado por um ex-vascaíno diante de vascaínos Aconteceu em um 9 de outubro.
Quincas! Quem era cavalheiro? Pra começo de conversa: o cara que fizera mais um gol – aos 18 minutos, sete depois que o Vasco havia empatado a pugna. No entanto, de nada adiantara aquela sua ousadia Quincas. A sua turma  pisara na bola, cedendo  um gol contra. E, n final da história, mesmo com os rubro-anis voltando a andarem na frente do marcador, sofreram uma virada fatal: Vasco 4 x 3.
O time do Bonsucesso era treinado por Gradim, que comandara a “Turma da Colina” durante a supertemporada-1958, quando a rapaziada ganhou tudo o que disputou. Tinha, ainda, um outro ex-cruzmaltino, o centroavante Artoff.  
Tudo bem! Mas o cara aqui, agora,  é o Quincas. No parágrafo acima,  ele foi  chamado de “glorioso”. Quer dizer: nem tanto. Batizado e registrado por Joaquim Rodrigues Vieira Neto, ele nasceu em 23 de janeiro de 1931,no subúrbio carioca de Anchieta. Passou pela Colina, em 1959, convidado pelo treinador Gradim. Saiu, rodou por aí e voltou em 1964, para ficar até 1966 e jogar 10 partidas. 
 Em fevereiro de 1965, quando a patota do Seu Zezé Moreira foi a Recife, participar do Torneio Cinquentenário da Federação Pernambucana de Futebol, Quincas ajudou a carregar o caneco – entrou no decorrer de Vasco 3 x 1 Sport-PE e de Vasco 2 x 0 Santa Cruz, em ambas as vezes, substituindo Lorico.
Por aquele seu tempo vascaíno, Quincas tinha por parceiros de gramados : Ita, Lévs, Joel, Brito, Fontana, Barbosinha, Maranhão, Lorico, Saulzinho, Célio, Mário, Zezinho,  Valtinho, Caxias, Pereira, Joãozinho e Luizinho Goiano. A sua turma incluía, ainda, o roupeiro  Chico; o  médico  Nicolau Simão; o massagista Marim e o auxiliar técnico Ely do Amparo. (fotos reproduzidas da Revista do Esporte).
 
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

VASCO DA GAMA 3 X 1 VILA NOVA

 Ficou para sábado a volta da rapaziada à elite do futebol brasileiro. Basta empatar com o cearense Icasa, no Maracanã. Só não rolou na noite de hoje porque Atlético-GO e Avaí venceram nesta que foi a 36ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
 Mais uma vez, "o time da virada" entrou em ação. Numa jogada maluca do zagueiro Rodrigo, que desferiu um chutão pra cima do atacante Dimba, o Vila Nova-Go abriu o placar, aos 19 minutos do primeiro tempo. O empate vascaíno saiu aos 37, quando um zagueiro goiano tentou sair da área jogando. Guiñazu o pressionou, ficou com a bola e lançou Carlos César, que limpou o lance e chutou para o canto esquerdo do goleiro Cleber Alves. E por aquilo ficou a etapa inicial.
John Clay encheu o pé, acertou o alvo e decolou comemorando o terceiro gol 
O gol da virada foi marcado por Douglas, em lance de cobrança de falta. A bola foi jogada para a área e ele jogou-se ao ar, à meia-altura,  para cabecear, aos 10 minutos. O terceiro saiu aos 44, quando Thalles trabalhou a jogada, pela esquerda, viu Jhon Clay livre, pelo meio, e fez o passe para o companheiro bater forte e fechar a conta.
Com a vitória, o Vasco chegou aos 62 pontos, atrás das Ponte Preta, que tem 69 e do Joinville, com 70. Como só faltam mais duas rodadas, não dá mais para ser campeão e nem vice. O último jogo será contra o Avaí, em Florianópolis, na próxima semana. 
                                                      CONFIRA A FICHA TÉCNICA
 18.11.2014 (terça-feira) - Vasco 3 x 1 Vila Nova-GO. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Antonio Denival de Morais-PR. Público: 8.398 pagantes. Renda: R$ 172.440,00. Gols:  Dimba, aos 19, e Carlos Cesar, aos 37 min do primeiro 1º  tempo; Douglas, aos 10, e Jhon Cley, aos 44 min do 2º tempo. VASCO: Martin Silva; Carlos Cesar, Luan, Rodrigo e Lorran; Guiñazu, Fabrício, Douglas (Jhon Cley) e Maxi Rodriguez; Rafael Silva (Thalles) e Kleber (Edmilson). Técnico: Joel Santana. VILA NOVA-GO: Cléber Alves; Wanderson, Gabriel, Gustavo e Christiano; Leonardo, Radamés, Léo Rodrigues (Felipe Macena), Nenê Botilha (Lucas Sotero) e Paulinho (Gustavinho); Dimba. Técnico: Wladimir Araújo.

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 28


  O ex-almirante Vasco Vasconcelos ia colocando o pé na calçada da sede do Club de Regatas Vasco da Gama, quando voltou a deparar-se com o mesmo garoto que, um dia antes, queria saber dele quem marcara “o gol mais tardio” do time vascaíno. Na ocasião, sob os protestos de Odvan, ele sustentara que teria sido Edmundo, aos 90 minutos de Vasco 1 x 0 Friburguense, em 22 de março de 2000 2000, Confere?
 Daquela vez, o garoto queria saber quem seria o goleador mais rápido da história do Vasco. O ex-almirante encarou o lance: “O Ademir. Deu duas rapidinhas.  Respectivamente, nos dias 14 e 18 de  julho de 1973, no Maracanã”. O garoto o interrompeu, duvidando: “Mas o Ademir não havia parado de jogar em 1956?” O Vasco sorriu, gostou da ousadia do guri e continuou: “Não era aquele Ademir, o Marques de Menezes, filho do Coronel  Menezes, que nunca integrou nenhum pelotão de forças armadas”. Odvan ouviu e sacaneou: “Assim como determinados almirantes que nunca viram nem a água do mar”.
 Vasco Vasconcelos nem ligou para a sacanagem do zagueiro-zagueiro e prosseguiu relatando, para o garoto: “O Ademir rapidinho do qual estou falando é aquele que fez o gol da vitória vascaína sobre o Cruzeiro, em 1º de agosto de 1974, quando o Vasco conquistou o seu primeiro título do Campeonato Braseiro. Pois bem, garoto! Primeiramente, ele botou o goleiro pra chorar, em Vasco 3 x 2 Botafogo, com um minuto de pugna. Quatro dias depois, foi às redes, aos dois da refrega, em Vasco 1 x 1 América”.
 Odvan não estava a fim de perder aquele lance e voltou a sacanear: “O Ademir, aquela lesma, rapidão? Pra mim, era um autêntico ‘meia-meio-devagarzinho’. Levava de dois a quatro segundos pra soltar a bola. Você pirou, Vasco! Além do mais, ninguém fez gol para o Vasco antes de um minuto?”
Vasco contra-atacou: “Pirei, não, Odvan. Reitero o que eu disse no caso de gol após os 90 minutos. Se futebol tem 90 minutos, o primeiro minuto é o 1 minuto. Os segundos para trás, para mim, não contam. Regulamento é regulamento e, para chegar a 90, tem que começar por 1. Um minuto, entendido?”. Odvan não desistiu do lance: “Então, se eu fizer um gol aos 30 segundos, e ninguém mais marcar, o jogo termina 0 x 0?”. O Vasco encarou: “Não, claro! Só que, como presidente do clube, peço ao juiz para colocar na súmula que o gol foi no primeiro minuto. Ponteiro de segundo girando pelo cronômetro é como distrito de município. Tá tudo em casa” Odvan, repetiu: ”Pirou, Vasco. Você pirou, total”.
Vasco sorriu e disse ao garoto: “Vá por mim. Pode anotar aí na sua caderneta o que lhe informei e responda o que eu lhe disse, quando disputar um concurso de conhecimentos sobre a história do Vasco”.  Sem seguida, vendo o garoto ir embora, voltou-se par Odvan e o sacaneou, também. “Você tá de bronca, só porque o cara deu duas rapidinhas, seguidas. De 1 e 2 minutos

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 27

Vasco Vasconcelos estava em pé, na porta da sede da Rua General Almério de Moura, quando foi abordado por um garoto, com um caderno nas mãos. “Moço, o senhor sabe quem marcou o último gol do Vasco?”, indagou o guri. “No jogo passado?”, também indagou, sem necessidade, o ex-almirante, pois o último tento só poderia ter sido no jogo anterior, e não no próximo. E, antes que o menino abrisse a boca, ele respondeu: “Foi o Edmundo, aos 90 minutos de Vasco 1 x 0 Friburguense, no dia 22 de março de 2000, no Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, pelo Estadual do ErreJota”.
O garoto acabava de anotar tudo de dizer “obrigado, moço!”, quando Odvan ia passando, e ouviu a conversa. E entrou nela, de sola: “Anote, também, garoto, que eu joguei naquela partida, apitad. O time foi: Helton; Paulo Miranda, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Amaral, Nasa (Maricá), Juninho (Perdinho) e Alex oliveira (Viola); Edmundo e Romário” O garoto voltou a anotar e a agreceder: Valeu, cara!”
Assim que o menino foi embora, Odvan e Vasco Vasconcelos saíram caminhando no rumo do vestiário. Naquele dia, haveria treino físico. De repente, o “zagueiro-zagueiro” parou o ex-almirante e disse-lhe: “Vasco, mas como o ‘Animal’ marcou o hosso último gol, se quem fechou a conta da partida passada não foi ele?” Vasco encarou o becão e bateu, forte, indefensável: “O que diz as regras do futebol, meu cháplia? Uma partida tem 90 minutos. Como o Edmundo balançou a roseira aos 90, logo é o ‘derradeirão’ da Colina. Confere?”.
Odvan não se conformou e foi na dividida: “E gol nos acréscimos não vale?” Vasco encarou: “Primeiramente, eu ainda sou do tempo em que gol depois dos 90 minutos era chamadode ‘nos descontos’. Da que os malandros faziam. Pra mim, o que passar dos 90  tá fora das regras. Comigo, o que vale é o tempo regulamentar. Sou regulamentarista”.
Odvan deu uma rebanada, fez um gesto com a mão direita, exclamando “ah!”. Deixou o mamigo Vasco Vasconcelos sozinho, e se mandou. Quando voltava, indo para ogramado, encontrou o ex-almirante anotando alguma coisa em uma caderneta. “Tá escrevendo o quê, Vasco?”, indagou. “Tô anotando aqui a turma que está nas últimas”, respondeu. “Tem alguém por aqui, mais pra lá do que pra cá?, quis saber Odvan.  “Vá treinar, companheiro. Depois do treino lhe informo”, prometeu  o ex-comandante de esquadras de um país que não tinha nem mar.
Treino encerrado, Odvan chegou nervoso, apavorado, indagando quem estava nas últimas. Vasco mostrou-lhe a lista. Odvan leu, suspirou e exclamou: “Felizmente, não é nenhum dos nossos”.
Na lista de Vasco Vasconcelos estava anotado: Nélson, do Olaria (12.11.196) e Válter, do São Cristóvão, batendo pênalti (09.08.1964), aos 90 minutos; Dididi, do Botafogo (19.11.1961), aos 89 minutos;  Durval, do Bangu (06.12.1961), aos 88;e Oldair Barchi, do Fluminense (10.03.1962), aos 87, cobrando pênalti.
 “Estes, Odvan, para mim, são os caras eu estão nas últimas...bolas enviadas ao filó da Turma da Colina”, finalizou o papo, o ex-almirante. 

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO 26

O treino já havia acabado, quando Vasco Vasconcelos chegou em São Januário. Pelos últimos dias, ele estivera fora do Rio de Janeiro. Como o governo do seu país caíra, ele fora à terrinha, dar entrada na documentação em que pedia a retomada da sua patente de almirante, cassada por motivos de vingança política. Mas deixemos isso prá lá, pois o que importava mesmo para o ex-comandante de esquadras de uma país que nem tinha mar, era bola rolando pelo relvado.
 Muito bem! Vasco Vasconcelos pegou a rapaziada saindo para o chuveiro. Parou Célio Taveira, o paulistão, neto de remador vascaíno, e propôs: “Vamos passar  pimenta no olho do rato, no domingo?”
Célio espantou-se, com tal proposta do ex-futuro almirante, como o velho amigo esperava “ré-ser”, sacudiu a cabeça, e seguiu caminho. Ainda ouviu o Vasco Vasconcelos gritar: “Conto com um gol do meu ‘matador’ contra o ‘Bonsuça’. Quero ver você honrando o velho Antônio Taveira, remador campeão carioca, do primeiro titulo vascaíno, em 1905”. Célio respondeu “Deixa comigo, Vasco, que o Vasco vai vascainar legal nesta”.     
Depois que Célio despareceu, vinha passando Lorico e Maurinho. O glorisoso ex-futuro almirante não perdeu tempo. “Olhá´qui, m´ninos! Quero vocês me pagando o prejuízo da instituição, antecipadamente”. Lorico deu um pulo, exclamando: “Ficou maluco, Vasco?” O ex-futuro “Al”, como a turma o chamava, rebateu: “Seguinte, carinha. A minha bola de cristal motrou-me vocês levando um gol do Paulo Chôco (escrevia-se assim), no ano que vem. Chôco é coisa de quem? De galinha. Galinha dorme onde? No galinheiro” – realmente, aconteceu. Pelo Torneio Rio-/São Paulo-1964, o goiano Paulo Alves, o Paulo Chôco, deixou o dele no “Clássico dos Milhões”.
Deni Menezes e Célio Taveira
Maurinho sorriu daquela conversa esquisita de Vasco Vasconcelos, e terminou ouvindo: “Se você não acredita em minha bola de cristal, camaradinha, pois prepare-se para tomar conhecimento  do que vai rolar, daqui há sete anos: o ‘gol Disnellândia’. Ainda sorrindo, Maurinho cobrou: “Malaucou de vez, hem Vasco!”.
O glorioso “Al” ficou na dele. E futurologou: “Pois levaremos um gol marcado pelo Michey. E, pelo que sei, o Mickey mora na Disneilândia, não mora? Ou já mudou de endereço? De repente, pra sua casa! – mais uma vez, a bola de cristal do ex-futuro almirante deu no coro. Em 20 de setembro de 1970, o centroavante tricolor  Mickey visitou as redes do goleiro vascaíno Élcio.       
Veio, então a rodada de 6 de setembro, pelo Campeonato Carioca de 1963. O técnico rubro-anil, Miguel Pimenta, declaro ao microfone do repórter Deni Menezes, da Rádio Globo, que o Bonsucesso iria levar o centroavante Rato para botar o “Almirante“ na ratoeira e comer o queijo do “portuga”, dentro de São Januário.
 Realmente, Deni Menezes e Zildo Dantas, dois repórteres trepidantes, viam Rato em boa forma, formando um perigoso quinteto atacante, com Sérgio, Valdir e Helinho. Mas naquela tarde, o Rato não comeu o queijo da Colina. Lorico, aos 41, Maurinho aos 70, e Célio, aos 83 minutos, levaram o Bonsucesso a um mau sucesso: Vasco 3 x 0.
Coincidentemente, quando Vasco Vasconcelos chegou à porta do vestiário do estádio da Rua General Almério de Moura, Lorico, o qual ele sacaneava, chamando-o de ‘Liroco”, Maurinho e Célio pintavam juntos. Vasco bradou: “Valeu, rapaziada! Estamos com os bigodes emendados”. Célio espanou, com o referendo da patota: “Mas a gente nem usa bigode!” O  ex-futuro almirante interceptou o lance, rebatendo: “Sem delongas. O importante é que  vocês passaram pimenta no olho do rato”.   

VASCO VASCONCELOS,. O VASCAÍNO - 25

 O ex-almirante Vasco Vasconcelos estava muito a fim de sacanear a rapaziada. No dia seguinte a uma escorregada vascaína, ele apareceu ao final do treino, em São Januário, e foi logo batendo: “Vejam se não vão me pisar no tomate, novamente, no domingo que vem.”
 O gaúcho Saulzinho, sujeito pampeiro, da fronteira do Brasil com o Uruguai, sempre muito bem humorado, rebateu, no ato: “Te acalmas, guri!”.
 Vasco Vasconcelos, no entanto, não parou de sacanear. Quando o baiano Dario  adentrava ao gramado, fazendo o sinal da cruz, o cutucou: “Vocês já levaram gol de padre,  de passarinho e de animal. Espero, que agora, não levem um gol de vegetal”.    
Dario, coçando o braço, no qual trazia uma fitinha de figa da Bahia, questionou; “Mas qual foi o padre que fez gol no Vasco, Vasco?”. Ex-comandante de esquadras de um país que nem tinha mar, o ex-almirante Vasco Vasconcelos o alembrou de suas desalembranças: “Ô baiano! No dia 2 de outubro de 1961, vocês perderam, por 0 x 1 do Flamengo com gol de quem? Do Henrique Frade. Frade e padre é a mesma coisa”.
 Dario desistiu do lance, mas Vasco não perdoou Maurinho, um cara que havia participado do primeiro jogo de Pelé pela Seleção Brasileira. “Meu chapa, veja se me livra de gol vegetal, no domingo, hem! Já vi vocês buscando bola na rede, em três jogos – 20.11.1960, Vasco 0 x 1 Bangu; 04.12.1960, Vasco 1 x 2 Botafogo; 14.10.1961, Vasco 1 x 3 Olaria – em que o zoológico deitou e rolo na Colina”.
Espantado, Maurinho, evidentemente, queria saber que história era aquela. E Vasco o explicou: “Contra o Bangu, você levaram gol de Élcio Jacaré; diante do Botafogo, de Garrincha, e pegando o Olaria viram Jaburu voar para o seu filó. Ou Jacaré não é animal, e Garrincha e Jaburu não são pássaros?”
Assim, como Dario, Maurinho, também, desistiu. Mas saiu garantindo que “gol vegetal” o Vasco não sofreria, jamais, embora ele não soubesse qual era a do ex-almirante. Legal!    
No domingo 18 de agosto de 1963, a tabela do Campeonato Carioca marcava Madureira x Vasco, no estádio da Rua Conselheiro Galvão, a casa do adversário. O juiz era o torcedor confesso e ex-atleta amador vascaino Gualter Portela Filho, que era um sujeito honestíssimo e não dava nenhuma colher de chá ao “Almirante”.
Pois bem, rolou a maricota! Aos 29 minutos, Batata abriu o placar, para o “Tricolor Suburbano”. Só aos 21 do segundo tempo, com muita luta, Célio Taveira empatou a peleja terminada em 1 x 1. Foi o bastante para o ex-almirante Vasco Vasconcelos sacanear Barbosinha, na terça-feira, durante a reapresentação da moçada; “Agora, não falta mais nada. Depois de levar gol de aves e de animal, vocês aceitaram um de vegetal. Ou Batata não é mais? Pelo menos, é ponta-direita do Madureira”, fechou a questão Vasco Vasconcelos, acrescentando: "Ainda bem que Bezerra e Peixe-Galo não fizeram gols".

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 24




   O ex-almirante Vasco Vasconcelos chegou a São Januário arrasado, por causa da pisada na bola da “Turma da Colina”, diante do maior rival, o Flamengo, no primeiro de maio de 1968. Logo em seu dia. Aliás, seu ex-dia, pois ele era um ex-militar. Mesmo assim, havia programado um festão para homenagear amigos trabalhadores naquele feriadão. E foi pro pega.
Pouco depois de Sua Senhoria, o árbitro Armando Marques, apitar bola de pé em pé, Vasco Vasconcelos pressentiu a sua festa rolar,  quando Bianchini acertou uma paulada na cabeça do “Urubu”, na sétima volta do ponteiro de um dos ponteiros do seu relógio. Mas passara pelo dissabor de ver os rubro-negros virando o placar, entre os 35 e os 50 minutos.
Por causa daquele vexamão, o ex-almirante, comandante de navios de um país que nem tinha mar, ficou nas arquibancadas do estádio cruzmaltino, não dando nenhuma confiança aos “pisões” – Pedro Paulo, Ferreira (Jorge Luis'), Brito, Sérgio e Lourival; Buglê e Danilo Menezes; Nado, Nei, Bianchini e Silvinho, e o treinador Paulinho de Almeida. Terminado o treino, o mineirão José Alberto Bugleux, cidadão nascido e registado em São Gotardo, foi até ele, puxar conversa. “Uai, sô!” Só porque perdemos, ocê tá de cara virada pra gente!”.
Vasco Vasconcelos, porém, foi cruel, impiedoso com o montanhês Buglueux; “Se ‘ocês’ tivessem perdido de um jeito decente, ‘minêrim’, eu até fazia que não tinha acontecido nada. Mas sofreram uma derrota animal”. Bugluex contra-atacou: “Mas que derrota animal, sô?”.O glorioso Vasco Vasconcelos emendou, de primeira:” Perderam de virada, com um gol de Onça e um do ‘Bode Atômico”. 
Bugleux coçou a cabeça, acocorou-se e contemporizou: “Uai, só! Sabe que ocê tem razão!. O “Urubu” tem mesmo um zagueiro baiano apelidado por Onça (Mário Felipe) e um atacante que a galera chama de Bode Atômico (Dionísio). Logo, foi mesmo uma derrota da roça. Sem falar que eles ainda tinham o  ‘Mão de Cêra’ e um Fio desemcapado.
Ao ouvir aquele palavreado de Bugleux, o ex-almriante bateu, de curva: “Ô minêrim! Perder, pode até perder, mas chamar o paraguaio de ‘Mão de Cera’ é demais para os meus oritimbós. Por favor, da próxima vez, chame-o pela sua graça de registro e de batismo: Manicera. E o Fio não é desemcapado. Jogou uma maravilha. Vá por mim, já que na sua Minas Gerais não tem oceano, e vivo na crista das ondas”. Bugleux  puxou o seu chapéu de palha pro lado e foi na dividida: “Se ocê pensa qui minêro nunca viu o mar, é porque nunca foi em Mar de Espanha, lá na Zona da Mata de Minas Gerais”.
O ex-almirante Vasco Vasconcelos achou que a conversa com Bugleux já ia muito longe, e botou no filó: “Minêrim, então, tá explicado: Se Mar de Espanha fica na Zona da Mata, foi de lá de onde saíram Onça e Bode, pra salgar o Bacalhau”.     


domingo, 16 de novembro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 23

Sabará parou diante de uma cruz desenhada em azulejos, por Bordalo Pinheiro, na sede do Club de Regatas Vasco da Gama, e ficou admirado. Era igual à que vira, momentos antes, no portão de entrada. Quando ia saindo, quase tromba com o ex-almirante Vasco Vasconcelos. que evitou a colisão, mas não nos ouvidos: "Que beleza, esta Cruz de Malta, hem Vasco!", exclamou Sabará.
Vasco Vasconcelos passou um quinal no ponta-direita: "Sabará! O glorioso almirante Vasco da Gama nunca teve nada a ver, jamais, nenhuma ligação, com os Templários de Malta. O que você estava admirando chama-se Cruz de Cristo, a mesma que Constantino usou com a legenda latina "In hoc signo vinces".
Sabará coçou os ouvidos e disse:"Não entendi nada, Vasco?". E Vasco rebateu: "Eu falei que o que falei significa: 'Por esta signa vencerás'. Que dizer: com esta cruz em sua camisa, você jogará, sempre, pra vencer". Malandro, Sabará rebateu: "Então, se o Vasco vai vencer, sempre, não preciso treinar. Vou embora, beber o cafezinho da tarde da patroa".
Sabará ia saindo, ganhando a Rua General Almério de Moura, quando o ex-almirante Vasco Vasconcelos o alcançou, chegando ao portão de saída. O agarrou, dizendo: "Sabará! Se você não treinar, não vai ser convidado para a festa que vou mandar fazer". Sabará, parou, olhou para o amigo e o indagou: "Que festa?" Vasco Vasconcelos chutou: "Será uma festa reproduzindo o que aconteceu em 20 de maio de 1898 no Rio de Janeiro. A colônia portuguesa celebrava o centenário de descobrimento do caminho marítimo para as Índia, com sessões solenes, bailes, jogos e cortejos alegóricos. Vou repetir tudo, podes crer!"
Sabará, impressionado, questionou: "Tem certeza de que você vai conseguir?" Vasco balançou a cabeça, afirmativamente, garantindo: "Já tenho o patrocínio para a empreitada. Mas jogador que não treinar, incluo fora dessa", ameaçou.
O ex-almirante foi desfilando promessas a Sabará, que já se via no Clube Gynastico Portuguez participando de um grande baile, com a participação de ginastas e esgrimistas usando camisa branca, com a Cruz de Cristo ocupando todo o peito esquerdo. Sabará parecia viajar no tempo, quando Vasco Vasconcelos acordou-o: "Sabará, esta é a cruz das caravelas do almirante Vasco da Gama". E fechou a porta por onde o atacante pretendia sair, e o fez voltar. Sabará cumpriu a meia-volta, saiu trotando e foi treinar. No domingo, 2 de outubro de 1955, no Maracanã, ele marcou um dos gols de Vasco 3 x 0 Flamengo, por esta formação. Passados mais 29 dias, fez mais um, em Vasco 3 x 2 Botafogo, só trocando Pinga, por Maneca, de uma formação para a outra: Hélio, Paulinho e Haroldo; Laerte, Orlando e Beto; Sabará, Valter, Vavá, Maneca (Pinga) e Parodi.


FERAS DA COLINA - MOACYR BARBOSA

  Conhece aquela história do “até que um dia?” Pois ela passou, também, pela vida do maior goleiro cruzmaltino de todos os tempos, Moacyr Barbosa, que falhou na decisão da Copa do Mundo de 1950, por entender muito de futebol – esperava a repetição de um lance idêntico, quando o adversário fez o que não era esperado.
Pois bem! Barbosa  era ponta-direita de time de peladas, em São Paulo, e trabalhava para ser tão bom quanto os irmãos Mário e Armando, cobrões na posição, quando o treinador da rapaziada, o seu cunhado  José Santiago, o chamou no canto e disse-lhe: “Você vai ser o goleiro, hoje”.
Evidentemente, que Barbosa espantou-se com aquela proposta indecorosa. Afinal, ele vinha sendo um ponteiro veloz e perigoso. Mas não teve como demover o cunhado da mudança na escalação do time do Almirante Tamandaré. “O nosso goleiro não apareceu. O jeito é você ir pro gol”,  dito e decidido pelo quase parente. Quem tinha um cunhado daqueles, precisava de sogra encrenqueira pra quê? Barbosa ficou amuado, vociferou contra a família inteira do marido de sua irmã, mas não adiantou. Teve de encarar o ataque do Esporte Clube Estrela, pelo campeonato da Liga Comercial paulistana – ele trabalhava no ramo.
Passados os 90 minutos regulamentares da contenda, Barbosa saiu de  campo como uma das feras da pugna. Ótima atuação.  Pra não criar problemas na família, deu uma de malandro com o seu treinador: “Jogar de goleiro tem as suas  vantagens, cunhado: pode-se pegar a bola com as mãos e não é preciso correr”. Melhor se não tivesse tentado tripudiar o “parente”, pois este foi-lhe em cima do lance:”Ah, é? Então, daqui por diante, a camisa 1 será só sua”.

Barbosa contava 18 anos de idade, em 1939, quando o seu cunhado encerrou a sua vida de ponta-direita e inaugurou-lhe a de “gol-keeper”, como se falava, por aquele tempo. Juntamente com a mudança de posição mudou, também, de nome. Deixou de ser chamado de Moacyr e ficou tricampeão da liga (1939/40/41) como Barbosa. E, de nome trocado, foi convocado para a seleção paulista de amadores, tornando-se campeão brasileiro-1941. Com o bi no currículo, na temporada seguinte, o treinador do Ipiranga, Caetano Domenico, o convidou a tentar o futebol profissional, por Cr$ 5 mil cruzeiros de luvas (antigo sistema de uma graninha por fora, nas assinaturas de contrato) e Cr$ 800 mil cruzeiros mensais.       
Barbosa estreou pelo Ipiranga, em 1943, fazendo um grande Campeonato Paulista. Tão bom que, na temporada seguinte, o Vasco da Gama bateu à sua porta, oferecendo-lhe Cr$ 60 mil cruzeiros de luvas e salário inicial de Cr$ 1 mil.  Não dava pra recusar. O Ipiranga, também. Afinal, achara um goleiro, de graça, e tinha a chance de faturar Cr$ 100 mil cruzeiros dos vascaínos.
Reserva do grande Oberdan Catani, na seleção paulista de 1941 e de 1942, Barbosa partiu para São Januário – indicado pelo  “Divino” Domingos das Guia –, parecendo que iria viver uma experiência  de sentador no banco dos reservas, pois a fila de pretendentes ao cargo de titular incluía quatro concorrentes, Oncinha, Roberto, Barqueta e Martinho. Aumentada, em 1945, com Castro e Rodrigues. Mas Barbosa confiava no seu taco e acreditava que, quando  entrasse no time, não sairia mais. Só que não entrou muito, não. Teve uma chance no dia 11 de novembro de 1945,  quando a “Turma da Colina” sapecou 4 x 0 pra cima do Madureira, em São Januário. No jogo seguinte, estava, novamente, esquentando banco, para Rodrigues. Quando nada, a sua estréia vascaína havia marcado a conquista do título carioca, com uma rodada de antecipação. O que importava era o que ficava escrito no caderninho:   Barbosa; Augusto e Rafagnelli; Alfredo II, Ely e Berascochea; Santo Cristo, Ademir, Isaías, Jair e Chico, o time que o treinador uruguaio Ondino Vieira escalara para ficar na história das glórias da Colina.
Campeão carioca com apenas uma partida disputada, Barbosa saiu para outras. Ajudou o Vasco a ganhar a última edição do Torneio Relâmpago-1946 – só entre os “grandes” cariocas –   e os Torneio Municipal-1946/1947, reunindo só times da cidade do Rio de Janeiro. Mais? Foi bi estadual, em 1947/49/50/52. Mais? Papou o maior título da história cruzmaltina, em 1948: campeão dos campeões sul-americanos de clubes, o primeiro do futebol brasileiro no exterior. Em 1955, ele resolveu encerrar a sua história cruzmaltina. Mas voltou ao Vasco, em 1958. E, ainda, foi campeão dos Torneios Início e Rio-Sõ Paulo, e SuperSuperCampeõ Carioca. Afinal, era um supergoleiro.
Quanto à trajetória de Barbosa pelas seleções carioca e brasileira, podem cobrar. O “Kike” promete uma outra pesquisa. Combinado?