Vasco

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

CENTÉSIMO GOL DE PELÉ

Aconteceu na data de hoje. Há 55 temporeadas. 
Em 31 de julho de 1958, Pelé marcou o “Gol-100” de sua carreira. Foi diante do Comercial, de Ribeirão Preto, pelo Campeonsto Paulista, no Parque São Jorge, o estádio do Corinthians, o mairo rival a a maior vítima do "Camisa 10", com 49 bolas no filó daquele outro alvinegro.
O jogo foi apitado por Josafato Serra, rendeu Cr$ 155 mil, 540 cruzeiros e teve o tento comercialino marcado por Luís Carlos. Sob o comando der Luis Alonso Peres, o Lula, o time santista formou assim: Laércio, Getúlio e Dalmo; Fioti, Ramiro e Zito; Dorval, Álvaro, Pagão, Pelé e Pepe. O Comercial era: Jura, Alan e Saveiro; Antoninho, Rubens de Almeida e Diogo; Vicente, Luis Carlos, Zé Carlos, Dama e Osvaldo.
 



 

terça-feira, 30 de julho de 2013

VASCO DAS CAPAS - VÁLTER MARCIANO

"VÁLTER, A NOVA ESPRANÇA DO VASCO" é uma das cinco chamadas a capa, a última, do número 906 da revista carioca "Esporte Ilustrado", de 18 de agosto de 1955. A matéria sobre ele está na página 4, acompanhada por quatro fotos (uma delas usando a camisa azul da Seleção Brasileira) e a repetição do titulo escrito acima, com texto de Leunam Leite.
 Diz o redator que a "meia-direita" era um velho problema vascaíno e que houve "júbilo, muito compreensível", da parte do  torcedor cruzmaltino, pela chegada do "novo "player", ex-Santos. Prossegue Leunam contando que, após Maneca "decair" de produção, "deixando de ser aquele notável 'motora' que impulsiona a sua vanguarda, o 'onze' dirigido por Flávio Costa tem denotado pouco entrosamento e muita irregularidade". E previa que, com a aquisição de um "scratchman", a coisa mudaria de figura. Como exemplo, citava a estreia do jogador, "no cotejo" da primeira rodada do Campeonato Carioca de 1955, contra o Madureira, demonstrando, dizia que, com maior entrosamento, "brilharia intensamente nos gamados guanabarinos".
Válter Marciano Queiroz, fotografado para a capa daquela edição, por Vito Moniz, chegou a São Januário, com 23 anos de idade "apto a corresponder aos anseios da grande legião de fãs do seu novo clube", afirmava o redator, segundo o qual a carreira do "eficiente 'insider'  tem-se constituído numa sucessão de êxitos". Chamado na matéria de "craque colored" (escurinho), Válter empenhou-se "denodamente junto ao Santos", para trocar de camisa, segundo Leunam Leite, que finaliza escrevendo que o astro deve "evidar grandes esforços no sentido de corresponder à grande confiança que os seus novos companheiros depositam no seu valor" – mais do que correspondeu. Tanto que o Valência, da Espanha, encantou-se com o seu futebol e o levou.
O texto da capa, que está na antepenúltima página (18) diz: "Válter, o meia que o Vasco conquistou ao Santos, vem marcando um gol em cada compromisso do clube cruzmaltino no certame de 55. Acertou um contra o Madureira, e outro frente a Portuguesa". Na segunda folha, trazendo os gráficos desenhados por William Guimarães, está o gol de Válter, contra a "Lusa da Ilha do Governador", cobrando falta, além do tento de Vavá, na vitória vascaína, por 2 x 1, da segunda rodada. O time daquele jogo – em São Januário, apitado por Eunápio de Queiroz, com renda de Cr$ 115 mil, 583 cruzeiros – foi: Vitor Gonzalez; Paulinho e Haroldo; Mirim, Orlando e Dario; Sabará, Válter, Vavá, Pinga e Parodi.       

segunda-feira, 29 de julho de 2013

VASCO DAS CAPAS - CAPITÃO BELLINI

 O zagueirão e capitão vascaíno Hideraldo Luiz Bellini, "capita", também, da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo da Suécia, foi capa do número 28 da revista  carioca "Mundo Ilustrado", de 9 de julho de 1958. De propriedade da Mundo Gráfica Editora S.A., ligada à Organização Diário de Notícias, a publicação ficava à Rua Riachuelo Nº 114, 6º andar, e atendia pelo telefone 52-1192. Custava Cr$ 10 cruzeiros. Naquela tiragem, Belini (como a imprensa escrevia, com um "l" a menos), aparecia sete vezes, além da capa, nas 14 páginas internas ( a contracapa trazia Zagallo chorando) dedicadas à conquista do primeiro título mundial do "escrete" nacional, como falavam os locutores de rádio, na época. "Mundo Ilustrado", que tinha Joel Silveira por redator chefe, quando publicou aquele número, era revista de circulação nacional, com sucursais em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Paris e New York. À página 2, Bellini estava de costas, sendo abraçado pelo chefe da delegação brasileira na Suécia, Paulo Machado de Carvalho, segurando o "caneco", com a mão direita. Abaixo da foto, um título dizia: "Nas mãos do Brasil a Taça "Jules Rimet".  O vascaíno Bellini era o Brasil campeão!

domingo, 28 de julho de 2013

VASCO DAS COPAS E CAPAS

Esta foi a capa do caderno esportivo do jornal "Correio Braziliense", de 9 de abril de 2011, um dia depois da conquista da Copa do Brasil, pelo Vasco. A turma do "SuperEsporte", nome do suplemento, imaginou a página sendo uma espécie de camisa do clube, a de numero 2, pois a 1 é a preta. Tanto que, na década de 1020, os jogadores vascaínos eram chamados de "Os Camisas Pretas".
Na noite em que a homenagem foi bolada pelos jornalistas, o Vasco ficou nos 2 x 3, ante o Coritiba, no estádio Couto Pereira, a casa do adversário, em Curitiba. Alecsandro e Eder Luis marcaram os gols do time campeão, que vencera o chamado jogo de ida, em São Januário, por 1 x 0, uma semana antes, com o mesmo Alecsandro comparecendo à rede. Por sinal, ele é filho de um dos grande ídolos da torcida alviverde paranaense, o ex-ponta-direita Lela, que comemorava os seus tentos fazendo caretas.  Como bola na rede fora de casa tinha peso maior, o Vasco se deu bem com o placar acumulado. E ganhou esta capa.

sábado, 27 de julho de 2013

VASCÃO, MAIS FERA, DEGOLA TIGRE: 3 X 2

Antes, nenhum atleta vascaíno havia marcado um gol, sem ter chutado a bola. Pois aconteceu durante a vitória de hoje à noite, por 3 x 2, sobre o catarinense Criciúma, pela nona rodada do Campeonato Basileiro, em São Januário.
Instantes após ter substituído o meia Pedro Ken, o atacante Edmílson foi para cima da zaga do "Tigre", que ficou parada, em uma cobrança de falta, por Juninho Pernambucano, e cabeceou, para desempatar a partida: 3 x 2, aos 27 minutos da etapa final. Momentos antes, o visitante havia igualado o placar, após estar inferiorizado por 0 x 2.
JUNINHO (8), no quique da bola, abriu caminho para o "Almirante" fazer um serviço malvado com o "Tigre" na  Colina 
O camisa 8 Juninho Pernbambucano, aos 8 minutos, abriu a conta, em cobrança de falta. A bola quicou no terrerno, diante do goleiro, que a viu desviar-se do seu corpo, para a sua esquerda, e ganhar o caminho da rede. Foi o único da etapa. Na fase final, o zagueiro Rafael Vaz fez o segundo tento cruzmaltino, também batendo falta, aos 10 minutos. E foi então que veio a reação do Criciúma, abortada, com o gol de Edmilson.
Com estas segunda vitória consecutiva do time do treinador Dorival Júnior – no domingo passado, passara pelo Fluminense por 3 x 1 – a rapaziada dorme, hoje, no sexto lugar do Brasileirão, com 13 pontos.  O próximo adversário será o Botafogo, no final de semana que virá por aí.
FICHA TÉCNICA - 27.07.2013 - (sábado) - Vasco 3 x 2 Criciúma-SC. Campeonato Brasileiro. Estádio: São Januário. Juiz: Márcio Chagas da Silva-RS, auxiliado por Jose Eduardo Calza-RS e Edilson Frasão Pereira-TO.  Público: 14.712 pagantes (18.704 no total). Renda:  R$ 506.300,00. Gols: Juninho, aos 8 min do 1º tempo; Rafael Vaz, aos 10; Ivo, aos 16; Wellington Paulista, aos 26, e Edmílson, aos 27 min do 2º tempo.valdo Alvares, o Vadão. VASCO: Diogo Silva; Nei, Jomar, Rafael Vaz e Henrique (Fellipe Bastos); Sandro Silva, Wendel, Juninho e Pedro Ken (Edmílson); Eder Luis e André (Tenório). Técnico: Dorival Júnior.
CRICIÚMA: Bruno; Sueliton, Fábio Ferreira, Matheus Ferraz e Marlon; Amaral (Daniel Carvalho), Gilson, Leandro Brasília e Ivo (Fabinho); Cassiano (Marcel) e Wellington Paulista. Técnico: Osvaldo Alvarez, o Vadão.
TAÇA GUANABARA - O dia de hoje foi de grandes emoções para a "Turma da Colina". Além de o time A estrear uma nova terceira camisa, em homenagem à viagem do descobridor Vasco da Gama, do caminho marítima para as Índias, e de uma placa ser entregue a Juninho, pelos 15 anos do "Gol Monumental", os menininhos sagraram-se campeões da Taça Guanabara Infantil, vencendo o Flamengo, por 2 x 1, dentro da casa deles, o estádio da Gávea. Os gols foram marcados por Douglas e Evander. (foto reproduzida do site oficial do Vasco (www.crvascodagama.com.br) Agradecimento.
Confira o gol reproduzido pelo Youtub, com narração de Luis Carlos Junior, da Sportv, com os cometários de Roger Flores. Agradecimentos.

http://www.youtube.com/watch?v=ZVFUjUiDmls

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ANIVERSARIANTE HOJE: TELÊ SANTANA

Sim!  Telê Santana, também, foi vascaíno. Por pouco tempo. Mas foi.  Tudo por causa de uma conversa fiada, com o jornalista Teixeir Heizer, quando assiatiam a um jogo, no Maracanã. Já aposentado, já um ano e meio, Telê contou, nomeio do bate-papo que vinha bantendo umas peladinhas, de futebol de campo e de salão, para não ficar “enferrujado”. Foi quando o amigo o indagou se ele admitia voltar aos gramados. Mineirinho esquivo, de convesra marota, Telê achava que sairia pela tangente, dizendo que só voltaria ao futebol profissional, rigorosamente,  se fosse para atender a um pedido de um outro grande amigo, o seu lançador, Zezé Moreira. Se deu mal! A conversa chegou aos ouvidos do homem, que não perdeu tempo, e o convocou a comparecer a São Januário.Telê estava com 34 anos – nascera em 26 de julho de 1931 –, mas consevava o biótipo dos tempos em que defendera Fluminense, Guarani de Campinas-SP e Madureira-RJ. Evidentemente, não poderia mostrar um preparo físico 100%, mas em seu primeiro treino no Vasco da Gama-1965 mostrou que ainda conservava a sua boa visão de jogo, o bom passe e a capacidade de produzir jogadas inteligentes. Diante do que mostrara, Antônio Soares Calçada lhe ofereceu Cr$ 350 mil cruzeiros mensais e ele assinou contrato com quatro meses de duração.
GRANDE AMIZADE - A ligaçãode Telê com Zezé Moreira começara em 1951, quando ele era centrovante do time juvenil do Fluminese. Precisandode um atelta com muito fôlego para tarbalhar pela ponta-direita, “Seu Zezé” entregou-lhe a missão e foram campeões carioca  – repetiram o feito, em 1959. Dois anos depois, a história tricolor de Telê terminava. À “Revista do Esporte”, Telê, que vinha trabalhando como comentarista esportivo da Rádio Tupi, justificou a vestida de sua quarta jaqueta: “... tenho a certeza de que poderei ser útil ao Vasco... se calcei de novo as chuteiras  como profissional, asseguro que não foi por vaidade”.
Como Zezé Moreira tinha um time quase constante, Telê só entrou em um jogo do Campeonato Carioca, em 14 de novembro de 1965, o da vitória, de virada, por 3 x 1, sobre a Portuguesa, em São Januário, apitado por Frederico Lopes, com renda de Cr$ 1.695.000. A Lusa da Ilha do Governador abriu o placar, aos 21 min utos, mas Lorico, aos 51. Célçio, aos 62, e ele (Telê Santana), 72, liquidaram a conta. O time foi: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Telê, Mário, Célio, e Danilo Menezes.   

quinta-feira, 25 de julho de 2013

VASCO DAS CAPAS - PINGA NA ÁREA

O atacante Pinga, mais precisamente, José Lázaro Robles, estava na capa do Nº 889 do "Esporte Ilustrado" , que circulou em 17 de fevereiro de 1955. Figurava ao lado do paraguaio rubro-negro Benitez.
Pinga custou ao Vasco, em 1953, Cr$ 1,3 milhão (de cruzeiros) e marcou 250 gols, em 466 jogos, com a jaqueta cruzmaltina. Cidadão paulistgano, do bairro da Mooca, Pinga ajudou o “Almirante” a conquistar o Torneio Octogonal Rivadavia Correia Meyer, marcando os dois gols da final (2 x1) contra o São Paulo, no Maracanã, além do título carioca de 1956, o Torneio Início e do Super-Super de 1958, bem como o Torneio Torneio Rio-São Paulo, do mesmo 58. Antes disso, em 1954, fora um dos convocados para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo, na Suiça. Não trouxe o caneco, mas continuou com moral junto à torcida cruzmaltina. Dois anos depois, o treinador Martim Francisco aboliu a sua função de ponta-de-lança e o transformou em ponta-esquerda. Deu certo. Nos anos seguintes, foi importante na conquistsa, na Europa, de duas das mais destacadas taça trazidas do exterior, os troféus do Torneio de Paris e Teresa Herrera, este disputado na Espanha, ambos em 1957.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CORREIO DA COLINA - FÁBIO

“Este Fábio, goleiro do Cruzeiro, é o mesmo que começou no Vasco? José Alves Oliveira da Silva, de Samambaia-DF.
 Prezado Zé Alves! O mesmo ele é, só que não começou muito no Vasco, não!  
Fábio Deivson Maciel, nascido em 30 de setembro de 1980, na cidade de Nobres, em Mato Grosso, começou a agarrar bolas em 1997, pelo time do União Bandeirante, do Paraná, pelo qual fez23 jogos. No ano seguinte, foi para o Atlético Paranaense e atuou em 16 partidas. De 1999 a 2000, tentou o Cruzeiro, mas conseguiu fazer quatro jogos. Foi então que pintou no Vasco. Em São Januário, teve a chance de ser titular, quando Elton saiu, em 2002. Ficou de 2000 a 2004, tendo feito 150 partidas e sofrido 195 bolas na rede. Por desacordo salarial, em 2005, voltou ao Cruzeiro, trocado pelo atacante Alex Dias. Antes, com o vascaíno, chegou à Seleção Brasileira. Por sinal, aquilo levou o Vasco  a promovê-lo, por meio de uma camisa dourada, listrada de preto, vendida com a sua assinatura.
  Campeão brasileirfo, pelo VAsco, em 2000, Fábio, planeja bater o recorde, em 2015, de atleta que mais jogou pela “Raposa”. Talvez, não deixará de ter parte vascaína nisso, pois levou para a “Toca da Raposa” um trabalho que lhe abriu grande futuro e experiência. Hoje, ele tem 503 jogos pelo clube mineiro, estando atrás de atingir 634, a maior marca, conquistada pelo apoiador Zé Carlos, nas décadas-1960/70. Se disputar 70 jogos nesta temporada, poderá passar o meia-atacante Dirceu Lopes (610), no começo de 2014. Por ora, o ex-vascaíno Fábio já é o segundo camisa 1 que mais defendeu o Cruzeiro. Raul, o goleiro da camisa amarela, é o primeiro, com 557 atuações. (foto reproduzida de www.mercadolivre.com.br
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

VASCO DAS PÁGINAS - LÍDER DE VERÃO

Em sua edição de Nº 3, de 10 de dezembro de 1955, a revista “Manchete Esportiva” mencionou a vitória do Vasco, por 2 x 0, sobre o Canto do Rio, pela quarta rodada do returno do Campeonato Carioca. Pinga, aos 14 minutos do primeiro tempo, e aos 30 do segundo, marcou os dois tentos da partida que só rendeu Cr$ 517 cruzeiros, a moeda da época. O inglês chamado de Mister Davis apitou e o time cruzmaltino formou com: Hélio, Paulinho de Almeida, Haroldo e Orlando; Maneca e Dario; Sabará, Válter, Vavá, Pinga e Parodi. O Canto do Rio teve: Wagner, Garcia e Benito; Dodoca, Moreno, Arnóbio, Wilson, Osmar, Zequinha, Benê e Jairo.
Com aquela vitória, o Vasco seguia líder do Estadual, com três pontos perdidos, tendo, ainda, o principal “matador”, Pinga, com 12 tentos,  e o segundo, Válter Marciano, com 11.
DETALHE: na época, quando um clube emprestava um atleta a um outro, não exigia que este não o enfrentasse, como hoje. Assim, dos três melhores do adversários – Wagner, Garcia e Benito – dois eram vascaínos.
Coitado do goleiro Wagenr! Sem chances em São Januário, aceitou ir para o Canto do Rio, para poder jogar, ganhar ritmo e voltar à Colina com mais condições de brigar pela vaga de titular. Só que, no que dependeu de José Lázaro Robles, que visitou a sua "cidadela" por duas vezess, ele seguiu sem moral junto aos cartolas vascaínos. Mui amigo, non?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

GALENSE SIMPÁTICO AO ALMIRANTE

"Sou de uma família atleticana há quatro gerações. Meu bisasvô assistiu aos primeiros jogos do "Galo" contra o Vasco. Meu pai contava que, mesmo sendo atlticano, o velhão simpatizava o futebol vascaíno daquele tempo". João Gonçalo Sampaio Oliveira, de Raposos-MG.
Grande João Gonçalo! Pela parte que toca ao "Kike", o blog agradece à sua familia pelas simpatias do velho "bisa", que deveria acompanhar os jogos do Vasco pelo Rádio, na década-1940. Pois bem! Os primeiros amistosos entre Vasco e Atlético Mineiro mostraram superioridade dos vascaínos sobre o seu time. Confira: 20.11.1932 – Vasco 0 x 0 Atlético-MG; 26.09.1937 – Vasco 2 x 1; 17.04.1938 – Vasco 3 x 5; 09.04.1939 – Vasco 1 x 0; 04.03.1945 – Vasco 5 x 2; 07.03.1945 – Vasco 3 x 1; 21.01.1948 – Vasco 1 x 2; 30.05.1948 – Vasco 2 x 0; 08.08.1948 – Vasco 3 x 2.
Enquanto isso, João, o primeiro jogo oficial de vascaínos e galenses só foi rolar em 7 de maio de 1967, três décadas e meia depois, quando o Torneio Rio-Sãio Paulo foi acrescido com clubes mineiros e gaúchos. Até então, dois haviam se pegaram em 19 amistosos. Juntando-se tudo, de 1932 para cá, já são 84 pugnas, com 37 vitórias cruzmaltinas e 21 empates. A galera mandou 134 pipocas no bico do ”Galo” e engoliu 98. Logo, se vocês fizerem dois goslzinhos no Vasco, pelo returno do Brasileirão, irão "centeniar" em cima do "Bacalhau".

domingo, 21 de julho de 2013

VASCO 3 X 1 FLU - MONUMENTAL!

Em seu primeiro jogo no novo Maracanã, o Vasco venceu O Fluminense, hoje à noite, por 3 x 1, valendo pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Juninho Pernbambucano, no primeiro tempo, e por André e Tenório, no segundo, tirando a equipe da zona de rebaixamento. De 17º, subiu para o 11º lugar, com 10 pontos ganhos.
Avitória vascaína foi, também, um castigo para o rival, que comemorava, 111 anos de fundação e, com sócio da administração do estádio, impediu a torcida cruzmaltina de ficar onde tradicionalmente se colocava, à direita das cabines de rádio. "A torcida do Vasco merecia ficar do lado em que sempre esteve", defendeu Juninho, que amanhã fará 15 anos do seu "Gol Monumental",m contra o River Plate, em Buenos Aires, colocando Vasco na final da Taça Libertadores, para ser o campeão, em 1998.
Éder Luís (atrás), Juninho Pernambucanoo e André comemoram mais umo "gol momumental" do?"Reizinho da Colina"
No vestiário, Juninho, que "ré-ré-estrearia", após duas saídas de São Januário (para o futebol francês e o norte-americano), passou um recado aos colegas: "Quando eu era novo, deixava a pressão por conta dos mais velhos. Hoje, sou o mais velho. Deixema pressão comigo e joguem bola". Recado entendido. O Vasco fez 1 x 0 antes da expulsão do principal jogador tricolor, o goleador Fred, por agressãoa Jomar. No lance, Edinho tinha a bola dominada, na entrada da área tricolor, pela esquerda do ataque vascaíno. Mas caiu. Pedro Ken a roubou, lançou para o miolo da área e ela foi parar, à esquerda daquele setor, no pé bom de batida da Juninho Pernambucano, que não perdoou. O segundo tento saiu contra-ataque. Juninho lançou André, que deu um toque clássico por cima do goleiro. Já o terceiro foi em escanteio batido, da direita, pro Felipe Souto. Tenório subiiu mais do que todos e, de cabeça, fechou a conta – o tento tricolor foi, também, em escanteio da direita.
Melhor da partida, Juninho comentou, para o Sportv,  sobre seu gol, durante o intervalo: "A bola sobrou e tive um pouquinho de sorte, porque desviou em alguém, no primeiro pau. Acompanhei a jogada e chhutei, sem medo de errar”. Depois, brincou em cima de uma falta que bateu, ao do final da etapa inicial. “Quase joguei a bola fora do Maracanã”. Realmente, saiu muito alta.
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 21.07.2013 - (domingo) - Vasco 3 x 1 Fluminense. Estádio: Maracanã. Juiz: Marcelo de Lima Henrique (RJ). Assistentes: Dibert Moises e Luiz Antonio de Oliveira (RJ). Cartões amarelos: Fluminense: Rafael Sobis e Digão (Flu). Vasco: Juninho Pernambucano, Henrique, Jomar e Wendel. Expulsões: Fred e Digão. Gols:  Juninho Pernambucano, aos 16 do 1º tempo; André, a 1; Carlinhos, aos 11, e Tenório, aos 37 min do 2º tempo. Renda: R$ 1.554.510,00. Público: 34.634 pagantes e 46.860 presentes.
FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho(Marcos Júnior), Jean, Deco(Rhayner) e Wagner; Rafael Sobis e Fred. Técnico: Abel Braga. VASCO: Diogo Silva; Nei, Jomar, Rafael Vaz e Henrique(Filipe Souto); Sandro Silva, Pedro Ken, Wendel e Juninho Pernambucano(Fábio Lima); Eder Luis(Tenório) e André. Técnico: Dorival Júnior.

sábado, 20 de julho de 2013

GARRINCHA CRUZMALTINO

  Imagine Pelé vestindo a camisa do Corinthians; Tostão a do Atlético Mineiro; Zico a do Fluminense e Ademir da Guia a do São Paulo. Não dá, não é mesmo?  Imagine, então, Mané Garrincha envergando a jaqueta do Vasco, o maior algoz e um dos maiores rivais do Botafogo. Pois esta aconteceu.
 O camisa 7  a usou no mês 7, do ano 7 em um jogo de 7 gols. Garrincha estava em final de carreira e o Corinthians, dono do seu passe, tentava se livrar dele.  Era 20 de julho de 1967, quando o “Torto” até marcou um gol, de falta, aos 20 minutos do segundo tempo, em Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro-RJ.
Esta história começa em 1947, quando um tio do Mané – Manoel Francisco dos Santos – com quem ele sentia-se mais a vontade do que ao lado do seu alagoano pai, pediu ao amigo Francisco Ferreira de Souza, o Gradim, treinador do Vasco da Gama, para experimentar o seu sobrinho, que andava perto dos 15 anos. Mas o garoto viu tantos outros com o seu mesmo sonho, esperando pela vez de rolar a bola, que terminou não tendo paciência para esperar. Desistiu e foi embora. Quatro anos se passaram. Então, Manoel dos Santos, nascido em 18 de outubro de 1933, resolveu voltar a São Januário, para uma nova tentativa. Só que não levou   chuteiras e nem o clube as tinha sobrando. Uma nova tentativa de entrar para a “Turma da Colina” falhava.
Veio a temporada-1967. Garrincha não conseguira repetir, como corintiano, o futebol que o fizera maior ponta-direita da história da bola, como comprovavam  dois gols em 13 jogos.  O clube paulista o cedeu ao Vasco e ele tentou a sorte, em São Januário, pela terceira vez. No entanto,  só treinava. Um dia, porém, o zagueiro Brito, o capitão do time, pediu aos cartolas para definirem o futuro do “Demônio das Pernas Tortas”.  Valeu o pedido. Arrumaram a situação do craque e marcaram a estréia dele para o jogo contra o Bangu, pela Taça Guanabara-1967. Mas não rolou. Antes, haveria um amistoso, contra a seleção municipal de Cordeiro-RJ, e Garrincha foi incluído no grupo que viajaria, mesmo tendo se machucado no treino da véspera.
 Mané tinha que jogar. E jogou no sacrifício, machucado. Agravou a contusão e por ali encerrou mais uma aventura cruzmaltina, que se reuniu ao 90 minutos. Para a torcida vascaína, pelo menos, por um jogo, Garrincha vestira a camisa do Vasco da Gama, como já o haviam feito Domingos da Guia, Fausto dos Santos, Leônidas da Silva, Zizinho e Pelé.
O jogo em que Garrincha foi cruzmaltino homenageou João Beliene, o então único sócio fundador do Vasco ainda vivo. Pela cota de NCr$ 600,00 (novos cruzeiros, a moeda da época), o clube enviou a Cordeiro um time mesclando reservas, como goleiro Edson Borracha e o atacante Bianchini, que haviam passado pela Seleção Brasileira, juntamente com juvenis e jogadores que vinham sendo testados pelo técnico Gentil Cardoso. Confir a ficha técnica, abaixo:
20.07.1967 - Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro-RJ. Local: Cordeiro (RJ). Juiz: Vander Carvalho. Renda: NCr$ 2. mil 727 novos cruzeiros e 25 centavos. Gols: Bianchini, aos 15, aos 18 e aos 35, e Zezinho, aos 21 min do 1º tempo; Milano (Cor), aos 10; Garrincha , aos 20, e Valfrido, aos 35 minutos do 2º tempo. Vasco: Édson Borracha (Celso); Djalma, Ivan (Joel), Álvaro e Almir; Paulo Dias e Ésio; Garrincha, Bianchini (Sílvio), Zezinho (Valfrido) e Okada (William). Técnico: Gentil Cardoso– escrito pela história da bola há 47 temporadas.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MARTIM FRANCISCO - PLANOS COPEIROS

 O treinador vascaíno campeão carioca em 1956,   Martim Francisco, assegurava ter partido dele  a proposta de trabalho da Seleção Brasileira para o Mundial da Suécia. Contava que a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) solicitara a colaboração dos treinadores do país, mas só ele atendera ao apelo, tendo entregue o seu trabalho a Ibrahim Thebet, na presença do presidente vascaíno, Artur Pires.
-  O Ibrahim o levou, ao Sílvio Pacheco (vice-presidente) da então CBD, garantia.
Na cópia do documento que Martim guardava, ele escreveu: “São inúmeros, quase intermináveis mesmo, os problemas que envolvem o futebol brasileiro. Somos, via de regra, eivados de vícios e suposições que nos distanciamos, dia que passa, das lições emanadas dos grandes centros do desporto internacional. Não nos preocupamos mais em aprender coisas novas e instrutivas.  Talvez, não sabemos, por autosuficiência ou comodidade. Normalmente, o homem do esporte trabalha até obter o sucesso, depois do que estaciona, vivendo do passado Entende, desnecessário especular, observar, estudar. Por isso, quando novas ideias surgem, despontam como aproveitáveis, as criticas que se fazem prontas no sentido negativo, raramente encontrando receptividade. Em razão, muitas vezes,  de tal ocorrência é que deixamos de apresentar trabalhos sobre futebol para os estudos convenientes quanto à possibilidade de aproveitamento. Mas “arriscamos-nos a nós” e passamos a produzir. Há de existir alguém que, mercê do esforço e experiência, poss alcançar nosso objetivo de colaborar, desprentensiosamente, sem o desejo a cargos, com o desporto nacional”.
 O PROGRAMA – “Falaremos de selecionado, de representações que enviamos ao exterior para defender nossas cores. E o faremos baseados nos grandes exemplos colhidos nas viagens que empreendemos  à Europa e à América do Sul, preliando com adversários da melhor envergadura e categoria técnica. Contudo para tratarmos do assunto a que nos propomos, faz-se imprescindível abordar aspectos internos do futebol brasileiro.
Fala-se de sistemas, táticas, chaves, individualismo conjunto e liberdade de ação, a  fim de que o jogador possa preliar à vontade, impondo suas caraterísticas pessoais. Fala-se demais, convenhamos. A questão é apresentar a solução como complemento à crítica. Não ata falar apenas. O jogador pode, perfeitamente, atuar à vontade, dentro de um planificação tática. É questão do técnico idealizar, considerando sempre o adversário, a evolução tática às características do executante.
Quando o sistema é aplicado ao jogador, não há problema de adaptação. Nunca tivemos tal problema. Eis a razão pela qual diversos jogadores considerados medíocres se transformam ascensionalmente, quando da substituição do técnico ou quando se transferem de agremiação. Assim também o caso dos selecionados. Dizem – estamos a ouvir sempre – que determinados atletas não produzem o que sabem nas seleções nacionais, sem que atinem com os motivos. Levam normamente o caso para o lado de falta de sorte ou complexo. Maneira fácil de esclarecer diante da ausência de argumentos lógicos e incisivos”.
SENSO DE CONJUNTO – Falam muito, falam demais. Poucos, entretanto, argumentam. Falam que o futebol é conjunto. Disso sabemos, Mas não como entendem. Comparam os jogadores em campo, a exemplo da sociedade, com os grupos -  que o entendimento, o conjunto vêm naturalmente, em razão da necessidade precípua de auxilio mútuo.  Esquecem-se, todavia, que os grupos que se formam para compro uma sociedade não prescindem do chefe, do guia, o orientador, o líder. Um se salienta entre os demais  e os conduz aos ideais, traçando normas e distribuindo setores de atividades. Também no futebol o técnico é o orientado, o líder o guia, o chefe. Distribui as atividades dos jogadores e os conduz planificadamente aos seus objetivos traçados por meio da preparação estratégica. Na sociedade, até mesmo a rudimentar dos índios, os grupos lutam por conquistas e seus chefes planificam com astúcia e malícia como superar os obstáculos”.         

 

 

   

  

 

 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

VASCO DAS CAPAS (E CONTRACAPAS)


A Revista do Esporte Nº 358, Ano VIII, de 15 de janeiro de 1966, traz, em sua contacapa, um animado momento de descontração dos atletas vascaínos, parecendo um grupo de garotos brincando. Explica o texto: "Zezé Moreira "castiga" os profssionais do Vasco em puxados treinamentos físicos, mas dá-lhes a compensação, deixando-os também se divertirem no intervalo. É a chamada hora do recreio, que é benéfica sob todos os aspectos: distrai e não deixa de ser um treinamento, pois mantém os jogadors vascaínos sempre em atividade..." Embora já exitisse a figura do preparador físico no furtebolo brasileiro, há um bom tempo, o treinador Zezé Moreira, que não aparce na foto, ainda era um daqueles técnicos às antigas que colocavam a sua rapazada pra ralar nos exercícios físicos, não requisitando um profissional do setor.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ANIVERSARIANTE HOJE - GOLEIRO ITA

Guardião de uma grande defensiva – Ita, Paulinho de Almeida, Bellini, Barbosinha e Coronel –, o paulista José Augusto da Silva, primeiro da lista,  tinha a confiança do treinador Martim Francisco, para o seu esquema tático 4-2-4 funcionar, com Écio e Roberto Pinto armando, e  Sabará, Viladônega, Saulzinho e Pinga atacando. Foi assim, até julho de 1961. Depois, com o interino Ely do Amparo e o rigoroso Paulo Amaral, o garoto paulista continuou fazendo o “supersupercampeão carioca-1958” Miguel sentar no banco dos reservas.
  Em 1962, Humberto Torgado tomou a camisa 1 de Ita. Mas ele a recuperou, pelos dois anos seguintes, contando com a confiança de Jorge Vieira, Otto Glória, Eduardo Pelegrini, do ex-colega Pulinho de Almeida (durante uma interinidade), e de David Ferreira, o Duque. E, em uma segunda vez, de Ely do Amparo. Com todos eles, além de Miguel, os goleiros Marcelo Cunha e Levis também tiveram de esperar a vez.
Paulinho de Almeida, Ita e Brito
GALENSE -   Nascido em 17 de julho de 1938, na paulista Regente Feijó, Ita foi descoberto pelo ex-jogador Tião, que chegou a jogar pelo Flamengo e, em 1957, treinava a Associação Atlética Cruz Preta, da mineira Alfenas, onde foi morar, quando tinha  cinco anos de idade. Levado para o Atlético Mineiro, em 1958, pelo então treinador do “Galo” e seu ex-goleiro Cafunga, Ita ficou apenas quatro meses no clube com o qual assinou o primeiro contrato como profissional. No Vasco, chegou ganhando Cr$ 4 mil cruzeiros,ente luvas e ordenados, e saiu, com o último contato lhe dando Cr$ 400 mil mensais e um Fusca .
  Em 1965, Ita foi emprestado ao Clube do Remo, de Belém do Pará, que tinha por treinador o ex-médio vascaíno Danilo Alvim, das equipes da década-1950.Entre luvas e salários, foi ganhando Cr$4 975 mil mensais, bem mais do que o Vasco lhe pagava. Imediatamente, a torcida criou uma brincadeira,que dizia: “O Remo foi buscar um Ita no Sul, para salvar o Ita do Norte”. Era um alusão aos pequenos navios que ligavam  as cidades  banhadas pelo Rio Amazonas .   
   Foi pela temprada-1960 que Ita iniciou a sua história vascaína, como reserva de Moacir Barbosa, em formações que os treinadores Dorival Knippel, o ‘Yustrich’ (ex-goleiro cuzmaltino), Filpo Nuñes e Abel Picabéa usaram: Barbosa (Ita), Paulinho (Dario), Bellini, Orlando (Russo) e Coronel; Écio (Laerte) e Roberto Pinto (Valdemar); Sabará, Delém, Wilson Moreira e Pinga (Ronaldo). Atuou, também, ao lado de  atletas como Massinha, Caxias, Pereira, Dario, Russo, Laerte, Valdemar, Brito, Fontana, Odmar, Nivaldo, Maranhão, Lorico, Joãozinho,  Javan, Humberto, Mário ‘Tilico”, Célio, Da Silva, Vevé, Tiriça e Zezinho.
COPEIRO -Embora a década-1960 fosse uma “entressafra” para o Vasco, Ita foi campeão em dois torneios internacionais, o Pentagonal do México, em 1963, e o do IV Centenário do Rio de Janeiro, como titular. No primeiro, o Vasco decidiu com o Dukla, da então Theco-Eslováquia, a base da seleção que, seis meses antes, decidira, com o Brasil, a Copa do Mundo de 1962,no Chile.
 Com todos os jogos no Estádio Olímpico Universitário, na Cidade do México, Ita foi importante em: 10.01.1963 - Vasco 1 x 0 América (gol de Saulzinho); 17.01.1963 - Vasco 5 x 0 Oro (gols de Sabará, Maranhão, Ruvalcaba (contra), Villadônega e Écio); 20.01.1963 - Guadalajara 1 x 1 Vasco (gol de Saulzinho); 31.01.1963 - Vasco 1 x 1 Dukla Praga (gol de Ronaldo). O time-base formou com:  Ita, Joel, Brito, Barbosinha e Dario; Maranhão e Lorico; Sabará, Viladôniga, Saulzinho e Ronaldo.
O segundo título teve sabor mais especial para Ita, por ter sido conquistado goleando o maior rival vascaíno, o Flamengo, 4 x 1, na noite de 21 de janeiro, no Maracanã, com gols de Célio (2) e Saulzinho (2). O time:  Ita; Joel (Paulinho, Massinha), Brito, Fontana (Pereira) e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário, Célio, Saulzinho e Zezinho. Antes, o Vasco batera a seleção da então Alemanha Oriental, por 3 x 2, com Célio (2) e Maranhão comparecendo às redes.
CANTADOR - Ita era goleiro de “cantar” o jogo para a sua defesa. Calmo, considerava isso a sua maior virtude.Considerava a concentração a melhor maneira de se preparar para uma partida e entendia que camisa não ganhava jogo, mas a luta em campo. À “Revista do Esporte” Nº 326, de  5 de junho de 1965, ele contou, pela seção “Bate-Bola”, que jogava por dinheiro e que (curiosamente) o mair bicho que recebera fora (Cr$ 75 mil cruzeiros) de uma partiad em que ficara na reserva de Marcelo Cunha, quando o Vasco mandara 3 x 2 no Palmeiras, pelo Torneio Rio-São Paulo-1964.
Casado com Valda Vieira da Silva (ver matéria abaixo desta), Ita gerou duas filhas, Carla Valéria da Silva Marinho e Itala Kelly da Silva Simões, e uma neta, Gabriela da Silva Simões. Em 1965, trocou a Colina pelo América-RJ, para defender o “Diabo” até 1968. Encerrou a carreira, no Ceará, em 1970. (foto reproduzida da Revista do Esporte).




























 

 
 
 



 

terça-feira, 16 de julho de 2013

CORREIO DA COLINA - BOLÃO

"O meu avô chamava-se Claudionor porque o meu bisavô era fã de um jogador do Vasco com tal nome. E este chegou até a mim. Aquele cara era tão bom assim, par mexer com gerações de minha família?" Claudionor Neto, de Peri-Peri, na Bahia.
Prezado Neto!  O "Kike" não encontrou muita coisa sobre o Claudionor que vestiu a jaqueta cruzmaltina. No entanto, uma das referências a ele deve valer a homenagem do seu "bisa". Veja se você concorda. Há exatos 91 anos, em 16 de julho de 1922 (por isso a sua resposta ficou para hoje), a torcida do "Gigante da Colina" comemorou uma goleada, por 8 x 3, sobre o Carioca, pelo Campeonato Estadual da Segunda Divisão, com a metade das bolas no filó mandadas pelo glorioso Claudionor Corrêa, que tinha o apelido de "Bolão". Portanto, jogava um bolão.  Tanto que  fora uma dos investigados pela Comissão de Sindicância da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA), sob a acusação de receber dinheiro para defender o Vasco.
Por sinal, Neto, para livrar o "Almirante" daquela "inquisição da bola", os comerciantes portugueses informavam aos "inquisidores" que os jogadores investigados trabalhavam em seus estabelecimentos. E que estavam fazendo serviços externos, quando não eram vistos no recinto". Mas o Claudionor seu xará trabalhava, realmente. Na Companhia Fábrica de Botões e Artefatos de Metal.
Grande Neto! Como o seu bisavô passou uns tempos no Rio de Janeiro, você conta, ele deve ter ficado fã do Claudionor "Bolão" pelo Campeonato Carioca de 1922, quando a rapaziada conquistou o título da Série B e o seu xará foi o artilheiro da disputa, marcando 14 tentos, jogando adiantado. Fundamental na subida da equipe à elite do futebol carioca, para conquistar o bi-1923/1924. Mas, com o time na Primeira Divisão, Claudionor foi recuado como médio, o que seria, hoje, um meio-de-campo. E ficou devendo. Marcou só dois gols, em 14 jogos (11 vitórias, dois empates e uma queda) deste time-base: Nélson, Leitão e Cláudio (Mingote); Nicolino, Claudionor e Arthur; Paschoal,Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito – em 1922, era: Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Bráulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito.       
Em 1924, Claudionor colocou mais goleiros pra chorar: quatro tentos, atuando em 14 das 16 partidas, todas vencidas pelo Vasco, que mandou 46 pelotas no saco, e só deixou passar nove. "Bolão" seguia titular, neste time-base: Nelson, Leitão e Mingote; Brilhante, Claudionor e Arthur; Paschoal, Torterolli,  Russinho, Cecy e Negrito.
Ao que tudo indica, o treinador uruguaio Ramon Platero achava que o "Bolão rolava mesmo um bolão. Até 1927, ele omanteve em sua linha média. Confira: 1925 – Nélson, Espanhol (Cláudio) e Leitão (Mingote/José Manoel); Brilhante (Sílvio), Bolão e Arthur; Paschoal, Fernandes (Milton), Russinho (Jorge), Torterolli e Negrito (Patrício); 1926 –  Nélson, Espanhol (Sá Pinto) e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Milton (Tatu) e Negrito (Dininho); 1927 - Nélson, Espanhol (Brilhante) e Itália; Nesi, Bolão e Rainha (Sá Pinto); Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu (Galego) e Negrito (Badu).

segunda-feira, 15 de julho de 2013

TRAGÉDIAS DA COLINA - BOTAFOGAZO

O Vasco marchava firme para conquistar o Torneio Municipal de 1947. Estava sobrando, distribuindo goleadas: 4 x 1 América; 8 x 0 Bangu; 6 x 1 Bonsucesso e 6 x 2 Olaria. Na quinta rodada, penou um pouquinho para mandar 2 x 1 São Cristóvão.
Tudo bem. No jogo seguinte, o time voltou a golear: 5 x 0 pra cima do Canto do Rio. Mas tornou a derrapar. Seguiu um empate, por 2 x 2, com o Flamengo. O pior, porém, viria na próxima rodada. Levou 0 x 4 do Botafogo. Mas, com 3 x 2 Fluminense e 4 x 2 Madureira, carregou a taça, relacionando oito vitórias, um empate e uma escorregada. Friaça foi o artilheiro, com 13 dos 40 gols marcados pelo time armado pelo treinador Flávio Costa, que sofreu só 15, tendo por base:Barbosa, Augusto e Rafanelli; Ely, Danilo e Jorge; Nestor (Djalma), aneca, Friaca, LelÉ' e Chico.




























 

domingo, 14 de julho de 2013

VASCO X FLAMENGO NO CERRADO

O Vasco já encarou o Flamengo, por três vezes, em Brasília, ambos, amistosamente. O primeiro “Clássico dos Milhões” no cerrado  rolou em 31 de março de 1966, na inauguração dos refletores do então Estádio Nacional de Brasília, já demolido e que, na década-70, passou a ser  'Pelezão", em homenagem ao "Rei do Futbol", Edson Arantes do Nascimento.
Naquele primeiro encontro, o meia-atacante Célio Taveira Filho foi o nome do jogo, marcando os dois gols da vitória cruzmaltina, por 2 x 1, aos 35 do primeiro tempo e aos nove da etapa final. Do lado rubro-negro, Almir Morais Albuquerque, o 'Pernambuquinho' balançou o barbante, no primeiro minuto do segundo tempo.


Almir e Célio
A partida foi apitado por Idélcio Gomes de Almeida, da Federação Desportiva de Brasília (FDB), e o Vasco, treinado por Zezé Moreira, alinhou: Amauri, Joel (Gama), Brito (Caxias), Ananias e Hipólito; Maranhão e Danilo Menezes; William, Célio, Picolé (Zezinho) e Tião (Ronildo). O Flamengo, do técnico Armando Renganeschi, jogou com: Valdomiro (Marco Aurélio), Murilo, Paulo Lumumba, Itamar e Paulo Henrique; Jarbas (Evaristo) e Juarez; Paulo Alves, Almir (Fio Maravilha), César e Rodrigues.
NO RUMO DO PLANALTO - Daquele time vascaíno, o destino fez o zagueiro Brito passar uma temporada no DF, primeiramente, como treinador do Ceilândia Esporte Clube. Depois, do Taguatinga Esporte Clube. Já o goleador Célio, que reside, hoje, em João Pessoa, na Paraíba, tem uma filha, Camila Taveira,  jornalista da TV Record-Brasília, e com um filho nascido na cidade. Do lado flamenguista, o zagueiro Paulo Lumumba  tomou conta da defensiva do Ceub, enquanto o goleador  Fio Maravilha balançou redes pela “Acadêmica da Asas Norte”, entre 1974 e 1975. Além deles,  Murilo esteve como treinador do Gama, na década de 1980. 
SEGUNDO DUELO - Datado de 10 de maio de 1967, o Vasco repetiu o placar, no mesmo estádio. Sílvio de Almeida Carvalho, também da FDB, que virou Federação Metropolitana de Futebol e depois Federação Brasiliense de Futebol, apitou o clássico. Os gols cruzmaltinos foram marcados por Paulo Bim, com um minuto de bola rolando, e por Nei Oliveira, aos 18. O lateral-esquerdo Paulo Henrique, aos 35 do segundo tempo, anotou o tento rubro-negro.
O Vasco, que era treinado por Zizinho,  um dos maiores ídolos da torcida do Flamengo e considera o maior craque brasileiro antes de Pelé,  formou com: Pedro Paulo; Jorge Luís, Ananias, Fontana (Nílton Paquetá) e Oldair; Maranhão, Danilo Menezes, Luisinho (Zezinho), Nei, Bianchini (Paulo Bim) e Moraes. O Flamengo foi: Valdomiro; Leon, Ditão, Jaime e Paulo Henrique; Jarbas e Américo; Pedrinho, Fio, Ademar (Aloísio) e Osvaldo (Neviton).
RUMO DO PLANALTO-2 - Daquela patota, o cruzmaltino Oldair Barchi defendeu o Ceub, em 1973, quando o time azul e amarelo disputou, pela primeira vez – totalizou três participações –  do então chamado Campeonato Nacional, o Brasileirão. Dos rubro-negros, o zagueiro Ditão, na década de 1980, quando passava pro situação difícil,  veio passar uma temporada em Brasília e morou debaixo das arquibancadas do Pelezão, onde improvisou um quarto.
TERCEIRO JOGO - Para o Vasco, foi uma tragédia, em dose tripla: 1 - perdeu a invencibilidade diante do Flamengo, em Brasília, (2) no primeiro jogo oficial entre os dois fora do Rio de Janeiro. Valeu pelo Campeoanto Brasileiro e o placar (3) fez a rapaziada  trocar de posição com o rival, indo para a colocação em que os rubro-negros (17ª) estavam na zona de rebaixamento. Tudo isso por causa da queda, por 0 x 1, em 14 de julho de 23013, no Mané Garrincha.O “Clássico dos Milhões”, no “Estádio dos Bilhões” – custou R$ 1,7 bi – teve a presença de 61.767 pagantes e renda de R$ 4.071.171,00. O gol flamenguista surgiu de uma falha elementar vascaína. Atacado, aos 29 minutos do primeiro tempo, o Vasco deixou Paulinho livre, sem marcação, na pequena área. Elias trombou com o goleiro Diogo Silva, pegou o rebote e serviu o autor do tento, que ficou com o arco aberto à sua disposição. O jogo marcou, também, a volta do treinador Dorival Júnior, comandante da equipe durante a conquista do titulo do Brasileira da Segunda Divisão-2009.
FICHA TÉCNICA - VASCO 0 X 1 FLAMENGO. Campeonato Brasileiro. Estádio: Mané Garrincha, em Brasília-DF; Juiz: Grazianni Maciel Rocha-RJ. Público: 61.767. Renda: R$ 4.071.170,00. Gol: Paulinho, aos 29 minutos do primeiro tempo. VASCO: Diogo Silva; Nei, Renato Silva, Rafael Vaz e Wendel; Sandro Silva, Fellipe Bastos (Dakson), Pedro Ken e Allison (Edmilson); Éder Luís e André (Tenório). Técnico - Dorival Junior. FLAMENGO - Felipe; Leonardo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias, Gabriel (Val) e Paulinho (Rafinha); Marcelo Moreno e Carlos Eduardo (Nixon). Técnico - Mano Menezes.
BOTAFOGO - Além do Flamengo, um outro rival carioca já enfrentando pelos vascaínos em Brasília foi o Botafogo. E por três vezes. No livrinho, estão em cima do muro, com uma vitória para cada lado e um empate.
O primeiro pega rolou em14 de julho de 1996, pela Copa Rio-Brasília, ou Torneio Cidade de Brasília, que não terminou, pois o Vasco não enfrentou o Sobradinho, que empatara, por 1 x 1, com o “Fogão”. No clássico carioca, o “Fogo” queimou as redes cruzmaltinas, 2 x 0,com Túlio ‘Maravilha’ e Bentinho acendendo o pavio do time que tinha: Carlão; Wilson Goiano, Alemão, Jefferson e André Silva; Souza, Otacílio, Marcelo Alves (Niki) e Bentinho; Mauricinho e Túlio. Técnico: Ricardo Barreto. O Vasco era: Carlos Germano; Bruno Carvalho, Sídnei (Sandro), Alex e Cássio; Leandro, Luisinho, Juninho Pernambucano (acertou um pênalti na trave) e Válber (Vítor); Alessandro (Brener) e Gian (Pedro Renato). Técnico: Carlos Alberto Silva.
SEGUNDO CLÁSSICO - Foi em 24 de janeiro de 1998, pelo Torneio Rio-São Paulo, com Vasco 1 x 0 e gol de Ramon Menezes, de pênalti, aos 39 minutos. Paulo César Oliveira-SP apitou, o público foi de 12.788 e o Botafogo teve; Wagner; Wilson Goiano, Jorge Luís, Gonçalves e Jéfferson; França, Alemão (Djair), Marcelo Alves (Jorge Antônio) e Bebeto; Tico Mineiro (Zé Car­los) e Túlio. Técnico: Gilson Nunes. Vasco formou com: VASCO: Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nelson (Fabrício), Pedrinho e Ramón (Alex); Donizete e Luizão (Dias). Técnico: Antônio Lopes
Por fim, ainda pelo Rio-São Paulo-1998, Vasco e Botafogo ficaram nos 2 x 2, em 7 de fevereiro, com Luciano Almeida-DF apitando para 10.471 almas ouvirem. Luizão, aos 21; e Bebeto (pen), aos 27 min do 1° tempo; Richardson, aos 25, e Bebeto, aos 45 do 2°, marcaram.
O Botafogo alinhou: Wagner; Wilson Goiano (Jorge Antônio), Jorge Luís, Marcelo Augusto e Jéfferson; Pingo, França, Djair e Zé Carlos (Tico Mineiro); Bebeto e Túlio. Técnico: Gílson Nunes. O Vasco foi: Márcio; Vítor, Odvan, Alex e Felipe; Luisinho, Nasa, Richardson (Dias) e Ramón (Fabrício); Pedrinho e Luizão. Técnico: Antônio Lopes- todos os jogos foram no antigo Mané Garrincha. (foto de Brito reproduzida de www.crvascodagama.com.br e de Almir e Célio da Revista do Esporte).

sábado, 13 de julho de 2013

INVICTO CONTRA TIMES CANDANGOS

 O Vasco jamais perdeu em Brasília, para times da terra. No primeiro jogo, no primeiro aniversário da cidade, empatou, por 1 x 1, com a Seleção Brasiliense. Depois, só se deu bem. Confira: 15.12.1966 – 2 x 0 Rabello; 28.09.1974 – 2 x 2 Ceub; 01.07.1975 – 2 x 1 Ceub; 09.06.1977 -  1 x 1 Brasília; 01.02.1979 – 5 x 1 Taguatinga; 10.06.1982 – 1 x 0 Taguatinga; 06.06.1984 – 1 x 0 Taguatinga; 23.10.1986 – 3 x 1 Sobradinho; 06.05.1990 – 0 x 0 Gama; 01.08.2001 – 0 x 0 Gama; 21.03.2007 – 2 x 2 Gama;  24.04.2005 – 2 x 2 Brasiliense; 25.08.2009 – 1 x 0 Brasiliense.
Detalhe: o jogo de 24.04.2005, que terminou 2 x 2, foi anulado, porque o Brasiliense desobedeceu ao regulamento e foi punido com a perda dos pontos.
Além dessas vitórias em gamados brasilienses, ao Vasco ainda soma vitórias, em São Januário, sobre os brasilienses: 3 x 0 Taguatinga, em 21.07.1976; 3 x 0 Brasília, em 23.101977; 2 x 0 Brasília, em 17.06.1978; 5 x 1 Gama, em 30.11.1980; 4 x 0 Sobradinho, em 30.11.1986; 5 x 2 Gama, em 30.10.1999; 1 x 0 Gama, em 21.10.2000;  1 x 0 Brasiliense, em 24.08.200, e 1 x 0 Brasiliense, em 25.09.2009. Mas há derrotas para a turma do DF, também. Só que no Rio de Janeiro:  22.08.2002 – 0 x 1 Gama, em 22.08.2002, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro e  1 x 2 Gama, pela  Copa do Brasil, no Maracanã, em 04.04.2007, quando foi eliminado da disputa e Romário estava com 999 gols. 
Perder por aqui, só aconteceu uma vez, para os vascaínos: 0 x 2 Botafogo, pela Copa Rio-Brasília, em 4 de julho de 1996.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CORREIO DA COLINA - VASCO APAGADOR

"Quantas vezes o Vasco enfrentou o Botafogo pelo Torneio Rio-São Paulo?" Paulo Siqueira Dantas, de Samambaia, no DF.
Ante aí, Paulão! Foram 22 refregas, entre 1940 e 2002, com a rapaziada mantendo uma grande superioridade: 11 vitórias (50%) e seis empates (27,27%). Confira: 05.02.1950 – Vasco 3 x 2; 08.03.1952 – Vasco 2 x 1; 16.05.1953 – Vasco 0 x 0 Botafogo; 19.05.1954 – Vasco 5 x 4; 25.04.1957 –Vasco 3 x 2; 26.03. 1958 – Vasco 4 x 2; 30.04.1959 – Vasco 2 x 0; 07.04.1960 –Vasco 1 x 1 Botafogo; 13.03.1963 – Vasco 1 x 1 Botafogo; 15.04.1964 – Vasco 1 x 0; 24.03.1965 – Vasco 4 x 2; 20.05.1965 – Vasco 1 x 0; 26.06.1993 – Vasco 1 x 1 Botafogo; 14.07.1993 – Vasco 2 x 1; 24.01.1998 – Vasco 1 x 0; 07.02.1998 –Vasco 2 x 2 Botafogo; 21.03.2002 – Vasco 2 x 2 Botafogo.
Cá entre nós, Paulo: freguês é freguês, mas semdescontos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

ANIVERSARIANTE – EMERSON LEÃO

 
Leão foi cruzmaltino entre o segundo semestre de 1978 a 1980. Nascido em 11 de julho de1949, Emerson Leão é da paulista Ribeirão Preto. E foi o goleiro brasileiro que mais disputou Copas do Mundo - 1970, 1974, 1978 (capitão) e 1986 –, tendo sido campeão na de 70, no México, na reserva, sem jogar. Não jogou também na de 1986, novamente no México. Mas, na Alemanha, em 1974, e na Argentina, em 1978, entrou em 14 partidas, obtendo 7 vitórias, 5 empates  e 2 derrotas, sofrendo 7 gols. Totalizou 105 jogos canarinhos, com 64 vitórias, 30 empates, 11 derrotas e 69 gols sofridos.  Contra seleções nacionais, foram 81 jogos, com 46 vitórias, 25 empates, 10 derrotas e 54 gols sofridos. Contra clubes e combinados, Leão fez 24 jogos, vencendo 18, empatando cinco e perdendo um. Neles, sofreu 15 gols. Os títulos de Leão pela Seleção foram: Copa do Mundo-1970; Copas Rocca-1971 e 1976; Taça Independência-1972; Torneio Bicentenário de Independência dos Estados Unidos-1976; Taça do Atlântico-1976 e Taça Oswaldo Cruz-1976.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS

O tri do Torneio Municipal, em 1946, é um dos fatos mais expressivos das conquistas do "almirate" pelos mares navegados. Foi nas ondas desta campanha: 21.04.1946 – Vasco 1 x 1 Botafogo; 28.04.1946 – Vasco 1 x 1 Bangu; 05.05.1946 – Vasco 6 x 0 Canto do Rio; 11.05.1946 – Vasco 4 x 0 Madureira; 19.05.1946 – Vasco 3 x 1 Flamengo; 26.05.1946 – Vasco 4 x 1 América; 02.06.1946 – Vasco 9 x 1 Bonsucesso; 09.06.1946 – Vasco 0 x 0 Fluminense; 15.06.1947 – Vasco 5 x 1 São Cristóvão; 19.06.1946 – Vasco 1 x 4 Fluminense; 23.06.1946 – Vasco 2 x 0 Fluminense; 26.06.1946 – Vasco 1 x 0 Fluminense.
TUDO TRILEGAL, SE NÃO FOSSE UM TRICOLOR.

O Vasco estreou no Campeoanto Carioca de 1934, temporada de mais um ítulo, vencendo o América, popr 2 x 1, em 4 de junho, em São Januário, com dois gols de Gradim, um em cada tempo. O duelo era chamado de“Clássico da Paz”, mas deixou de ser clássico porque os americanos passaram para o lado dos “pequenos”, a partir da década de 1970. Naquele ano, o futebol carioca tinha duas ligas e dois campeoantos. A “Turma da Colina” vencendo o mais forte, contando com dois dos maiores astros da história do furtebol brasileiro, o zagueiro Domiongos da Guia, o “Divino”, e o goleador Leônidas da Silva, que seria o artiherio da Copa do Mundo-1938 (8 gols). Loris Cordovil apitou e rapaziada, treinada por Harry Welfare, venceu às custas de: Rey, Domingos da Guia e Itália; Tinoco, Fausto e Gringo; Eloy (Bahiano), Leônidas da Silva, Gradim, Russinho e Orlando.
GRADIM COLOCOU O‘DIABO’ NAS GRADES E RUSSINHO DEIXOU AS COISAS RUSSAS

Na data de 27 de junho, o Vasco empatou, por duas vezes, com o Palmeiras: 3 x 3, em 1945, e 1 x 1, em 1954.
SÓ TROCARAM OS DOIS ÚLTIMOS NÚMEROS: 45 e 54.

Nilton Santos, um dos maiores ídolos da história do Botafogo, teve uma taça em sua homenagem levada para São Januário. Aconteceu em 12 de março de 1989, quando o Vasco empatou, por 0 x 0, com os alvinegros, no Maracanã, valendo, também, pelo primeiro turno da Taça Guanabara. Naquele jogo, apiado por Wilson Carlos do Santos e assistido por 46.926 pagantes, o time vascaíno estava dirigido pelo técnico Orlando Pereira e formou com: Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo Siqueira e Lira; Zé do Carmo, Geovani (Ernâni) e França; Vivinho, Roberto Dinamite (Sorto) e Bismarck.
LEVOU “ENCICLOPÉDIA”PARA A COLINA

terça-feira, 9 de julho de 2013

A GRAÇA DA COLINA - TOSTÃO

Pelo “Livro Negro do Penalti”, Otelo Caçador, que produzia uma página de humor às segundas-feiras, em “O Globo”, faz uma sátira sobre a contratação do atacante Tostão, pelo Vasco. Na época, a década-70, os torcedores rivais se divertiam, dizendo que o Cruzeiro conseguirao enganar a “portuguesada”, devido ao problema do deslocamento da retina do craque mineiro, o que o obrigou a passar por cirurgias, nos Estados Unidos, e a abandonar, precocemente, um contrato com o Clube da Colina. Otelo reconhecia que era uma brincadeira cruel, mas ressaltava que assim exigia o humorismo de então. E chamava Tostão de “este fantástico craque”, do qual afirmava que a bola o procurava, “como as abelhas procuram a flor”. Aqui está o imaginário diálogo entre um repórter e Tostão, bolado pelo chargista em seu livro:
“Você gosta do Vasco?”
Tostão – Amor à primeira vista.
Você faria outra operação pelo Vasco?
Tostão – Agora só faço operação bancária com o Vasco.
Você iria a um outro país fazer novo exame?
Tostão - Só tenho medo que me examinem o olho direito e me dêem apto para o futebol.
O futebol lhe deu muita coisa. E pode ar muito mais!
Tostão – Uma bengala branca?
Você não vê mais futuro no futebol?
Tostão – Não. Enxergo longe. Sou um homem de visão;
Tem ente que acha que você ainda pode jogar.
Tostão – N ao enxergam um palmo adiante do nariz...
Você pretende exercer outra atividade ligada ao esporte?
Tostão - Não ficarei de olho na rua.[
O Vasco talvez tenha queixas de você...
Tostão – É um ponto de vista.
E se o Vasco não lhe pagar?
Tostão - Ele que abra o olho! Pode pagar a perder de vista.
Você não deu sorte no Vasco. Atribui isto a alguma coisa?
Tostão – A “olho-grande”.
Você vai mesmo deixar o futebol?
Tostão - O futebol descolou minha retina. Agora descolo do futebol. Olho por olho.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

VASCO DA GAMA - A GRANDE VIAGEM

O almirante português que deu nome ao clube
Em 8 de julho de 1497, o almirante português Vasco da Gama partia do porto de Belém, em Lisboa, comandando as naus São Rafael, São Miguel, São Gabriel e Bérrio. A viagem, uma das grandes aventuras da época, resultaria na descoberta do caminho marítimo para as Índias e, quatro séculos depois, em 21 de agosto de 1898, em homenagem ao descobridor, um clube carioca, inicialmente dedicado ao remo, homenageou-lhe, adotando o seu nome.
O navegador era um sujeito, cruel, impiedoso, bombardeiro. Assim como o xará desportivo. Exemplo: na data 8 de julho, ele enforcou o Bangu, com cinco cordas. Como São Paulo, foi mais brando: 3 x 0. Mas estes são, apenas, duas crueldades. Houve bem piores, como 14 x 1; 11 x 0 e 10 x 0 sobre outros desafiantes. Vamos conferir o que rolou nas águas da galera do homem nascido em Sines.
VASCO 5 X 1 BANGU foi no 8 de julho de 1945, durante uma viagem do “Expresso da Vitória”, a máquina, para a qual, o treinador uruguaio Ondno Vieria pediu três anos de prazo, para montá-la. A crueldade aconteceu em um domingo, à Rua Conselheiro Galvão, sob o apito de Belgrano dos Santos e com execuções praticadas por Lelé (3), Chico Aramburu e Ademir Menezes. Naquele dia, Ondino Vieria mandou à luta: Barcheta, Sampaio e Rafagnelli; Dino, Nílton e Argemiro; Ademir Menezes, Lelé, Isaías, Jair Rosa Pinto e Chico.
Lelé era sinônimo de gols
Em um outro 8 de julho, os banguenses voltaram a ser vencidos pela “Turma a Colina”: 4 x 2, em 1970, em uma quarta-feira, no Maracanã, com gols de Valfrido, Jaílson, Buglê e de Luiz Carlos Lemos. Armando Marques apitou e 7.001 foi o público pagante. Elba de Pádua Lima, o ‘Tim’, era o técnicio do time vacsaíno, que jogou com: Andrada; Fidélis, Moacir, René e Batista; Alcir e Buglê; Jaílson, Valfrido, Silva e Gílson Nunes. Aquele foi um dos compromissos cruzmaltinos da campanha que valeu o título carioca da temporada.
O CARA – Autor de três atrocidades – para os banguenses, é claro – naquele 8 de julho de 1945, Lelé, isto é, Manuel Pessanha, foi vascaíno entre 1943 e 1948, período em que disputou 179 jogos e mandou 147 bolas no filó . Nascido em 23 de março, viveu até 16 de agosto de 2003.

domingo, 7 de julho de 2013

ANIVERSARIANTE –- JANSEN


A história de Jansen na Rua General Almério de Moura tem um lance interessante. Associado do Vasco, ele entrou para o time juvenil. Ao atingir a idade limite, os dirigentes ofereceram-lhe um contrato, para crescer a partir do grupo de aspirantes (categoria extinta). Simplesmente, Jansen preferiu seguir amador. As vezes, jogava pelo time A, chegando a disputar partidas internacionais. Juntamente com o zagueiro Aldemar (considerado por Pelé um dos seus melhores marcadores, defendendo o Palmeiras) e Noca (não decolou), Jansen foi considerado uma das três grandes revelações vascaínas dos inícios de década-1950.     
Com um bom jogador atuando pelo time principal, o Vasco insistia para Jansen assinar contrato. Mas ele seguia recusando. Motivo: sua mãe não aceitava vê-lo como profissional do futebol. E só o deixava ser cruzmaltino se continuasse trabalhando, com o pai, como despachante da alfândega do Rio de Janeiro. Para ela,  o futebol não deveria ser a primeira opção do filho. Assim, compromisso com o clube, só moral.
 

 

sábado, 6 de julho de 2013

JOGOU NA CESTA DA COLINA

O basquetebol chegou ao Vasco em 1920, por uma quadra de terra batida, na garagem de barcos da rua Santa Luzia, uma das sedes antigas do clube. A primeira taça veio em 1924, pela Liga Metropolitana. Em 1946, dirigidos por Oto Glória, que, depois, tornou-se um dos principais treinadores do futebol brasileiro e português, o Vasco voltou a ser campeão carioca, contando os atletas Adílio Soares de Oliveira, Nilson Rangel de Castro, Donato Ribamar, Raymundo Carvalho dos Santos, Alfredo Rodrigues da Mota, Cleto Marques de Almeida e Edmo de Souza Aguiar.
Na década-1960, os cruzmaltinos conquistaram os títulos de 1963 e de 1965, este no ano do IV Centenário do Rio de Janeiro. A chamda "era dourada" vascaína, no entanto, só rolou a partir de 1997. No dia 17 de dezembro, a rapaziada, comandada por Alberto Bial, conquistou o titulo, no Maracanãzinho lotado, em cima do seu maior rival, o Flamengo, em jogo em até com falta de luz.
Até 2001, o Vasco ganhou Campeonato Brasileiro e Liga Sul-Americana, e foi onde nenhuma equipe brasileira jamais fora: à final do Mc Donald’s Open, vencendo o campeão europeu e disputando um jogo inédito, com o San Antonio Spurs, campeão da NBA. Alguns dos jogadores dos períodos dirigidos por Alberto Bial, Flor Menendes e Hélio Rubens, foram: Felinto, Manteiga, Bira, Charles Byrd, João Batista, Alexey, Rogério, Vargas, Helinho, Sandro Varejão, Mingão, Ricardinho e Nenê, entre outros.

FEMININO - O Vasco sagrou-se campeão brasileiro-2001, fazendo cinco jogos finais contra o Atlético-PR, com time dirigido pela ex-atleta da seleção brasileira Maria Helena, e tendo Janete como a principal figura. Venceu por: 98 x 100; 90 x 74; 82 x 75; 83 x 85 97 x 83. Ates, disso, mandou, contra o paulista Ourinhos: 65 x 71 Ourinhos; 79 x 57; 98 x 79 e 89 x 65.
Na primeira fase, rolaram: 96 x 83 Guaru-SP; 85 x 59 Seleção Brasileira juvenil; 97 x 62 Joinville-SC; 91 x 79 Paraná; 79 x 63 Ourinhos; 80 x 88 Santo André-SP; 95 x 67 Jundiaí-SP; 92 x 80 Guaru; 101 x 64 Seleção Brasileira juvenil; 107 x 68 Joinville; 85 x 90 Paraná; 83 x 79 Ourinhos; 82 x 77 S. Andreé; 111 x 58 Junaiaí.

DATAÇA -  O 30 de junho de 2000 tornou-se inesquecível para o basquete vascaíno. A turma decidiu o titulo brasileiro, contra o maior rival, o Flamengo, e o venceu, por 110 x 103, na prorrogação, após 91 x 91 (47 x 44) no tempo normal, no Maracanãzinho. Assim, tornou-se a segunda equipe carioca a alcançar a façanha – o Botafogo foi o primeiro. Durante aquele duelo, o pivô dominicano Jose Vargas marcou 27 pontos; Charles Byrd; Helinho 17; Demétrius - 8; Rogério 10; Mingão 4; Vargas 27; Sandro Varejão 6 . Aylton 17. Técnico : Hélio Rubens. Os jogos contra o Flamengo foram: 23/6 - 105 x 114 Vasco; 25/6 - Vasco 108 x 88; 27/6 - Vasco 103 x 115; 30/6 - 103 x 110 Vasco, campeão Brasileiro de 2000.
BISÃO - Para ser bi, o Vasco disputou uma melhor de cinco pontos contra o Ribeirão Preto/COC, vencendo três jogos e a finalíssima na noite da quarta-feira 20 de junho de 2001, por 87 x 84. O time vascaíno ficou atrás do placar durante maior parte do jogo, só reagindo nos últimos minutos do jogo, que terminou empatado em 76 x 76, provocando uma prorrogação, quando o Vasco foi superior.
 O bi estadual foi conquistado, também, em cima do Flamengo. Na última partida, o Flamengo saiu do primeiro tempo com a vantagem de 10 pontos. No segundo, o Vasco reequilibrou o jogo e empatou os terceiro quarto sets empatado em 69 a 69. No derradeiro período, o Vasco abriu nove pontos de vantagem. E terminou vencendo, por 93 x 83. O time: Helinho (17 pontos), Charles Byrd (17), Rogério (26), Nenê (12) e Sandro Varejão (14). Entraram Manteiguinha, Mingão (3), Mike Higgins e Jamison (4). Técnico: Hélio Rubens.