Vasco

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

OS ARQUEIROS DAS COLINA - ACÁCIO - 21

                                                AGUARDAR FOTOS
 Se havia um cara que tinha tudo para dar errado, este era Acácio Cordeiro Barreto. Quando garoto, vivia travadão. Não tinha jeito nem pra namorar. Aos 14 anos, precisou trabalhar, pra ajudar nas despesas da casa. Arrumou um emprego esquisito: carregar trouxas de roupas para a lavadeira do seu bairro, em Campos-RJ – nasceu lá, 20 de janeiro de 1959. Nas peladas, Acácio execrava ser goleiro. Queria faze gols.  Mas tinhas pernas grandes demais e se enrolava com a bola.
 Como cresceu muito e atingiu 1m89 de altura, a rapaziada convenceu Acácio a evitar gols, em vez de tentar marcá-los. Aos 17 anos, fez um teste e foi aprovado no Rio Branco, o time de sua terra que revelou Valdir Pereira da Silva,  o meia bicampeão mundial Didi. Quando o Rio Branco o emprestou, ao Comercial, de Campo Grande, após voltar do futebol de Mato Grosso do Sul, Acácio não viu muito futuro rolando, não. Então, decidiu parar com bola e foi aprovado em um vestibular para Direito.
 Quem não gostou nada daquilo foi o seu amigo Ronaldo Bastos, para quem ele era o melhor goleiro do planeta. E encheu-lhe tanto o saco, até levá-lo para seu time, o Serrano, de Petrópolis. Acácio só topou porque era um sonho do seu pai vê-lo com a camisa do Vasco. Era o seu destino. O “Almirante” correu atrás dele, após  fechar o gol durante uma grandiosa vitória do Serrano sobre o favoritíssimo Flamengo.                                                                                       
   A história, pra valer, de Acácio, no Vasco, começa quando o técnico Antônio Lopes barrou cinco titulares, para a final do Estadual de 1982. Entrou na vaga de Mazzaropi e fez o nome, pegando um chute, de Zico, à queima roupa. Segurou o caneco. Depois, voltou a carregar a taça dos Estaduais de 1987/1988. Em 1989, conquistou o Brasileirão. De quebra,  tem o tri do Troféu Ramon de Carranza-1977/78/79.                                                                                                                                                 Tranquilão debaixo das traves, ágil e muito seguro, Acácio era grande pegador de pênaltis. Só ia na bola depois do cara bater. Chegou a passar 879 minutos invicto, em 1988.  Natural que chegasse à Seleção Brasileira, pela qual fez sete jogos. Era o goleiro predileto do treinador Sebastião Lazaroni, para a Copa do Mundo de 1990.
 Na Itália, Acácio só perdeu a vaga, para Taffarel, porque, em um amistoso, o Brasil perdeu, da Dinamarca, por 4 x 0, em 19 de junho de 1989, pelo Torneio do Centenário da Federação Dinamarquesa de Futebol. Aí, Lazaroni não segurou as pressões para tocar o camisa 1. 
  Em 1990, como o time canarinho foi eliminado da Copa do Mundo, ainda na primeira fase, o que não ocorria desde 1966, Acácio perdeu prestígio, por tabela. Em 1991,  o Vasco o negociou, com o português Tirsense, encerrando-lhe uma história cruzmaltina, de nove temporadas Na volta ao a Brasil, encerrou a carreira defendendo o Madureira, em 1995. Atualmente, está na comissão técnica do Americano, de Campos. Já esteve na do Vasco, entre 2010 e 2011.
Foram estes os jogo de Acácio pela Seleção Brasileira: 15.03.1989 - 1 x 0 Equador; 29.03.1989 - 3 x 1 Al Ahli; 12.04.1989 - 2 x 0 Paraguai; 10.05.1989 - 4 x 1 Peru; 08.06.1989 - 4 x 0 Portugal; 16.06.1989 - 1 x 2 Suécia; 19.06.1989 0 x 4 Dinamarca.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - LUSÍADAS

1 - Em 2 de março de 2002, o Vasco participou do jogo número 4.000 da história da Portuguesa de Desportos. “Presenteou” a Lusa do Canindé com 4 x 1, em São Januário, pelo Torneio Rio-São Paulo. Era um sábado, na oitava rodada, com arbitragem de Lourival Dias Lima Filho e gols Alex Oliveira, aos 13; Euller, aos 20', e Romário, aos 29 e aos 37 minutos do 2º tempo. O time do estrago foi: Helton; Leonardo Moura (Rodrigo Souto), Wagner (Gomes) e João Carlos; Alex Oliveira, Jamir, Donizete Oliveira e Léo Lima e Felipe; Euller e Romário.
 PRESENTE DE PORTUGUÊS É PIOR DO QUE PRESENTE DE GREGO.

2 - Moacir Siqueira de Queiroz, o Russinho, artilheiro dos Campeonatos Cariocas de 1929 e 1931, foi eleito o melhor jogador do Rio de Janeiro, em 1930, pelo Concurso Monroe, promovido pela Grande Manufactora de Fumos Veado. Recebeu quase três milhões de votos e levou um carro apelidado por “Baratinha”. Era um conversível da Chrysler, zero km, lhe entregue na tarde do domingo 15 de junho de 1930, em São Januário, diante de grande público. O fato foi documentado, com fotos, pela revista “O Malho” Nº 1449, de 21 de junho de 1930. A votação foi descarregada nas urnas pela torcida vascaína.
                            QUE BARATO! LEVOU UMA BARATINHA.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

MUSA CRUZMALTINA DO DIA - ANDRESSA

O Kike vive dizendo que a "Turma da Colina" tem as torcedoras mais lindas do planeta. Se alguém, duvida, depois de ver esta foto da modelo Andressa, publicada pela "Revista do Vasco", ainda tem dúvida? Só se for louco. Uma morena linda e inteligente como esta não tem, pelo menos, neste planeta. Pode ser que em Marte, Júpiter ou Plutão possa haver.  Mas, por lá, o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama não tem torcida. Então, aqui na Terra, só na galera cruzmaltina se vê deusas assim.
Kike keeps saying that the "Turma da Colina" has the most beautiful fans on the planet. If someone, you doubt, after seeing this photo of model Andressa, published by "Magazine of the Vasco", someone still has doubt? Only if you're crazy. A beautiful and intelligent brunette like this does not have at least this planet. It may be that on Mars, Jupiter or Pluto there may be. But, there, the glorious Vasco da Gama Regatta Club has no crowd. So!. Here on Earth, only in the cruzmaltina galleys do goddesses like this

TRAGÉDIAS DA COLINA - GREMADA


1 -Em 1990, a Confederação Brasileira de Futebol colocou em jogo o título de supercampeão nacional. O troféu seria carregado pelo vencedor de Vasco, o campeão do Brasileirão-1989, e Grêmio-RS, o ganhador da Copa do Brasil-1990. Como os dois times se enfrentariam pela fase classificatória da Taça Libertadores-1990, o rolo rolou por uma disputa continental. Assim, em 14 de março daquele “noventão”, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, os vascaínos caíram, por 0 x 2, com Darci e Nílson marcando os tentos gremistas. Em 18 de abril, em São Januário, o placar ficou no 0 x 0.

2 - Campeão brasileiro de futebol de salão, em 1983, o Vasco foi para o Campeonato Sul-Americano-1984, em Artigas, no Uruguai, com uma equipe forte, pronta para brigar pelo título. E foi chegando, chegando, chegando. Veio a final. A rapaziada tinha pela frente o paraguaio San Afonso, que teve de se curvar à maior categoria da “Turma da Colina”. Estava no placar: Vasco 5 x 2. O time rumava para uma taça inexistente nas prateleiras de São Januário, quando o inimaginável aconteceu: o beque Silo e o pivô Vevé foram expulsos da quadra, sem que o “almirante” pudesse trocá-los, pois já havia feito o limite de sete substituições. Com número insuficiente par continuar a partida, que exigia, na época, quatro atletas, contando com o goleiro, o prélio foi encerrado e o título dado ao adversário. Os vascaínos entraram com um recurso junto à Confederação Sul-Americana de Futebol de Salão, mas não adiantou. Perderam o caneco no tapetão.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA-JAIR BRAGANÇA-20

Quando desembarcou em São Januário, em 1977, o goleiro Jair Antônio Bragança dos Reis carregava um nome de conselheiro do Imperador. Mas sabia que nome pomposo não lhe ajudaria a ser o dono da camisa 1 da “Turma da Colina”, pois a concorrência com Mazzaropi, bom pegador de pênaltis, não seria fácil.
Jair tornou-se um vascaíno já “meio-rodadinho”. Passara por Bangu (1969 a 72);  Botafogo (1972 a 75, mesmo temporada em que defendera, o candango Ceub, e ainda estivera pelo capixaba Vitória e o Ceará Sporting, ambos em 1976. Poprtanto, o Vasco da Gama seria a sua gande chance de dar a volta por cima em um gande clube.
Jair ficou de 1977 a 1978 pela Colina, mas seguu sendo um “cigano” da bola. De 1979 a 1983 passoou por mais três clubes: Bangu, novamente, Americano, de Campos-RJ, e Comercial, de Ribeirão Preto.
Carioca, nascido em 16 de novembro de 1949, Jair Bragança destacou-se no Vasco da Gma muito mais como preparador de goleiros, após pendurar as chuteiras. Passou 22 temporadas na função, revelando arqueiros que tornaram-se canarinos, como  Accio, Fábio, Régis, Carlos Germano e Hélton., os donos da camisa 1 cruzmaltina a partir do final da  década de 80.  
Foi a partir da  Copa do Mundo-1970 que o treinador de goleiros virou profissião no futebol brasileiro. “Antes, apenas batia-se abola contra a parede ou com um companheiro”, lembra Jair, para quem “o frango é a traição da bola”
Além do Vasco da Gama, Jair Bragança preparaou goleiros,t ambém, para a Seleção Brasileira de base, o selecionado da Arbia Saudita e o Fluminense.  Pelo Ceub, foram 19 jogos, durante o Brsileirão-1975. Estreou em 28 de agosto de 1975, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC), quando o alvinegro catarinense venceu a “Acadêmica do Planalto”, por 2 x 1. Despediu-se do time ceubenseem durante oo Torneio Roquette Reis, em Vitória-ES,, em 16 de dezembro do mesmo 1975.
FOTO REPRODUZIDA DE COLEÇÃO DE CARDS DO KIKE DA BOLA 

ANIVERSARIANTE DO DIA - BEBETO

O calendário cruzmaltino marca, em 16 de fevereiro de 1964, o nascimento do atacante Bebeto, isto é, José Roberto Gama de Oliveira. Ele foi parar em São Januário após entrar em litígio, com o Flamengo.
Como este determinara um valor a ser depositado na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, por quem quisesse levá-lo, o Vasco, que havia negociado Romário (para o futebol holandês), e Geovani (para o italiano), levou a grana e o baianinho para o seu terreiro.
Nascido, em Salvador, Bebeto esteve vascaíno entre 1989 e 1992, no auge da forma, e  entre 2000 e 2001, em final de carreira.
Estreou  em 17 de setembro de 1989, vencendo o Santos, por 2 x 1, pelo Campeonato Brasileiro, em São Januário, em jogo apitado por Márcio Rezende de Freitas e assistido por 15.147 pagantes. E já chegou marcando gol: aos 30 minutos do primeiro tempo, com o Vasco daquele dia sendo: Acácio; Luís Carlos Winck, Célio Silva, Marco Aurélio e Mazinho; Andrade, Zé do Carmo e Bismarck (William); Vivinho, Bebeto e Boiadeiro. O treinador era Nelsinho Rosa, que o comandou durante aquela temporada em que o título do Brasileirão foi parar na Colina.
 Em 1990, Bebeto disputou a sua única Taça Libertadores, mas não foi muito longe, pois o Vasco caiu nas quartas-de-final. No entanto, em 1992, ganhou o seu segundo título pelo clube, o Estadual-RJ, e viveu uma grande fase, formando dupla ofensiva com Edmundo. Foi o artilheiro do Brasileiro oom 18 tentos, e ganhou o mais cobiçado troféu do futebol brasileiro, a “Bola de Prata” oferecida pela revista “Placar”, aos melhores da temporada.
Bebeto revelou que, quando garoto, torcia pelo Vasco, principalmente, porque o seu avô chamava-se Vasco da Gama. Mais tarde, mudou, para flamenguista. Mas fez uma declaração que ecoou bem pela Colina: “Agradeço muito a Deus por ter jogado pelo time de São Januário, porque lá fui tratado com muito carinho, especialmente pela torcida”.    
Em 123 jogos cruzmaltinos, Bebeto marcou 61 gols, assim distribuídos: 1989 - 12 jogos e 6 gols; 1990 - 33 jogos e 11 gols; 1991 - 40 jogos e 21 gols; 1992 - 30 jogos e 21 gols. 2001 - oito jogos e duas bolas no filó. Revelado pelo Vitória, foi campeão mundial júnior, em 1983. A partir de 1987, era nome certo nas convocações da Seleção, pela qual conquistou a Copa América de 1989. Quando deixou o Vasco, Bebeto foi para o espanhol La Coruña.



domingo, 25 de fevereiro de 2018

ZEBRA! VASCO DA GAMA 0 X 1 PORTUGUESA

Sem cair diante da Lusa da Ilha do Governador, desde 1964, o "Almirante" usou timer misto, hoje, e perdeu levando o seu quinto gol por cabeçadas, em dois jogos. Valeu pela Taça Rio de Janeiro, o segundo turno do Campeonato Estadual. A Portuguesa não vencia "grande" do futebol carioca há 35 anos, desde os 2 x 1 Flamengo de 1985.
Foto de Paulo Fernandes de www.crvscodgama.com.br
minutos, quando Tiago Amaral bateu de virada e Bruno Félix rebateu para o lado.
 O Vasco volta a jogar na quinta-feira, diante do Macaé, em São Januário. No sábado, a partir das 19h30, também como mandante enfrentará o Boavista, em Cariacica, no Espírito Santo..
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 25.02.2018 (domingo) VASCO 0 X 1 PORTUGUESA. Taça Rio de Janeiro. Estádio: Giulite Coutinho, em Mesquita-RJ. Público e renda: não divulgados GOL - Tiago Amaral, aos 29 minutos do primeiro tempo. VASCO - Bruno Félix; Rafael Galhardo (Luiz Gustavo), Erazo, Werley e Fabrício; Bruno Paulista (Caio Monteiro), Andrey, Thiago Galhardo (Paulo Vitor) e Giovanni Augusto; Rildo e Riascos. Técnico: Zé Ricardo.  PORTUGUESA-RJ: Milton Raphael; Adriano, Luan, Marcão e Diego Maia; Muniz, Jhonnatan, Maicon Assis (Emerson) e Romarinho (Philip); Sassá (Ygor) e Tiago Amaral. Técnico: João Carlos Ângelo.

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - RAÍSSA


 
Esta é Raíssa Sampaio, xará de uma das mulheres mais inteligentes do século passado (Raisa Gorbachev) e que inspirou o nome de muitas outras pelo mundo a fora. A vascaína foi vista pelo "Kike" no site www.manualdohomemmoderno.com.bra, ao qual agradecemos, para mostrar aos vascaínos de todo o planeta o quanto são belíssimas as suas musas. Belas, inteligente, charmosas e trabalhadoras, como Raíssa Sampaio, uma das modelos mais com agenda cheia, lotada de trabalho. Mas ela sempre tem um tempinho para torcer pelo glorioso Club de Regatas Vasco da Gama.

Esto es Rsíssa Sampaio, homónimo de una de las mujeres más inteligentes del siglo pasado (Raisa Gorbachov), y que inspiró el nombre de muchas mujeres en el mundo exteriorEl Vasco fue visto por el sitio "Kike" www.manualdohomemmoderno.com.bra, que apreciamospara mostrar vascaínos alrededor del planeta son preciosas como sus musas. Hermosa, inteligente, encantadora y trabajadora como Raissa Sampaio, uno de los modelos con horario más ocupado, el trabajo pesadoPero ella siempre tiene el tiempo para animar el glorioso Club de Regatas Vasco da Gama.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

63 - O VENENO DO ESCORPIÃO - UM MUNDO PORTUGUÊS D´ALÉM MAR NO RIO ANTIGO

Quando o presidente português Craveiro Lopes visitou o Brasil, entre final de maio e parte de junho de 1957, no Rio de Janeiro, foi como se ele estivesse em uma extensão da porta de sua casa.
 O Rio conservava marcas deixadas pelos primeiros portugueses que por aqui se instalaram, deixando no visitante a impressão de que o seu Portugal era, também, uma “terrinha d´aquém mar”, do outro lado do Atlântico.
 Inúmeras seriam as opções que o Craveiro poderia escolher fora de sua agenda oficial, para  sentir-se em Portugal. Por exemplo, haveria à sua disposição 36 instituições portuguesas de cunho cultural, beneficentes, folclóricas ou comerciais.
 Entre tais instituições, havias, dedicadas a danças regionais lusitanas, como as Casas das Beiras; dos Açores; dos Poveiros; do Minho; da Vida da Feira e da Terra de Santa Maria. Se preferisse distrair os ouvidos, teria ao seu dispor o coro do Orfeão de Portugal (com 34 anos de presença na cidade), o Orfeão Português e o som da Banda Lusitana.
Se Craveiro Lopes quisesse sentir-se no meio de muita gente, a opção seria ir a um jogo do Club de Regatas Vasco da Gama, em São Januário, onde a presença seria muito mais de patrícios do que de brasileiros. 
 No caso de selecionar um ambiente particularmente familiar, haveriam os cunhados José e Antônio, a mulher deste e a filha, na casa de nº 267 do suburbano Braz de Pina, à Rua Paraíba, onde vivia o segundo citado,  irmão de Dona Berta, a primeira dama portuguesa – José morava em Parada de Lucas, mas visita-lo por lá  não seria possível, devido a sua rua ser inacessível a automóveis.
 O Portugal carioca d´aquém mar” tinha intensa atividade para o seu povo. Entre outras, podiam ser na anotados: Real Gabinete Português de Leitura; Liceu Literário Português; Câmara Portuguesa de Comércio; Banco de Portugal; Obras de Assistência aos Portugueses Desamparados; Centros Alcoforense, Santa Cruzense e Trasmontano; Casas do Porto e de Portugal; Banda Portugal e Caixa de Socorros Don Pedro V.
 Dessas instituições, a mais antiga – incluída no programa oficial de visitas do presidente Craveiro Lopes – era o Real Gabinete Português de Leituras, com  120 de vida carioca e um acervo superior a 12 mil livros, revistas, opúsculos e outras publicações editadas em Portugal.
Primeira instituição fundada depois do Brasil independente – criada em 14 de maio de 1837 – o Gabinete funcionava em prédio de arquitetura manuelina – muitos achavam que fosse uma igreja da Rua Luís de Camões, próximo da Praça Tiradentes – e era mantido, exclusivamente, pela comunidade portuguesa na cidade.      
 VIA NADA FÁCIL – O  imigrante português desembarcante no Rio de Janeiro, quase sempre, empregava-se com o pequeno comerciante patrício que, praticamente, dominava a economia citadina e pagava-lhe o salário mínimo.
A imigração portuguesa sempre foi tema sempre presente na imprensa brasileira
Só em 1955, haviam chegado ao Brasil 21.264 portugueses, dos quais 2.901 trabalhavam no comércio. Dessa turma, 13.360 estavam solteiros; 7.481 casados; 395 viúvos e 28 desquitados, sendo 15.688 alfabetizados, ou semi, e 5.576 analfabetos. Mais: 23.640 naturalizaram-se brasileiros, entre a Proclamação da República (em 1889) e 1955, ou apenas 10% de todas as naturalizações.
Pesquisadores sociais brasileiros constataram que os dois grandes motivos da imigração portuguesa para o Brasil da década-1950 era o pequeno tamanho do território da “terrinha” – 560 quilômetros para abrigar cerca de nove milhões de almas, ou uma densidade demográfica de 98 habitantes por quilômetro quadrado – e a afinidade do idioma. Assim, em 80% de suas famílias, havia sempre alguém que atravessara o Atlântico. 
 Tais portugueses chegavam com os bolsos vazios e gastavam cerca de 10.950 dias para se arrumarem economicamente e formarem famílias com filhos e netos brasileiros. Muitos do que voltavam a Portugal viajavam como comendadores de alguma ordem religiosa, beneméritos de instituições beneficentes e sócios remidos do Vasco da Gama. Na “terrinha”, eram chamados de “brasileiros” e não demoravam a sentir saudade do Brasil.
                                              

OS ARQUEIROS DAS COLINA - FRANZ - 19

Um sujeito com cicatrizes por todo o corpo e que levava 21 pontos na cabeça, para evitar um gol, com certeza, estava pedindo. E foi atendido. De quebra, ganhou um apelido: “Maluco”. E o goleiro Franz August Helfreich teve de segurar as brincadeiras. Ninguém iria chamar-lhe de “Alemão”, como induzia-se, pelos documentos do xará seu pai.
Nascido em Niterói, em 22 de maio de 1936, Franz tinha uma boa altura para os goleiros de década-1960: 1m80cm – pesava 73 quilos, media 80cm de cintura e calçava chuteiras de número 40. Casado, com Helena, o goleiro vascaíno conquistara a esposa com a ajuda dos seus olhos e cabelos castanhos escuros que ela tanto gostara. Na verdade, dominância do gen brasileiro da mãe, Irene Lopes Helfreich, de quem Franz herdara o credo católico, com devoção especial por Santa Rita de Cássia.
Pai de Carlos Augusto e de Cristina Helena, depois do futebol, Franz se divertia com cinema, televisão e pesca. Aliás, um dos seus pratos prediletos era a peixada. O outro seu esporte predileto era impedir os “matadores” de “matarem”. Como prova ter sido o goleiro titular e campeão, invicto, da Seleção Brasileira do Sul-Americano de Acesso-1964: 1 x 0 Peru; 1 x 0 Paraguai; 4 x 1 Uruguai; 1 x 1 Argentina e 1 x 1 Argentina.
REGRESSO - Quando Franz voltou daquela disputa, o Vasco da Gama queria tirá-lo do São Cristóvão, pois seus quatro arqueiros – Levis, Marcelo Cunha, Ita e Miltão – andavam muito irregulares. Mas os cartolas da Colina bobearam e o maior rival, o Flamengo, passou na frente. Na Gávea, Franz foi titular absoluto. Mas andou se desentendendo com a sorte. Tinha convocação garantida e anunciada por um membro da comissão técnica da Seleção Brasileira que excursionaria ao exterior, em 1965, quando quebrou a clavícula, em um choque com Jairzinho, do Botafogo: seis meses para a recuperação.
COMO MEIA-TEMPORADA sem jogar é tempão demais no futebol, quando voltou, Franz havia perdido muito espaço, e não teve mais vez. Foi então que o Vasco o contratou. Mas o treinador Gentil Cardoso preferiu usar Valdir Appel e Pedro Paulo, só o lançando no decorrer dos 4 x 1 sobre o Madureira, em 14 de setembro de 1967, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca-1967 – Valdir (Franz), Ari, Brito, Jorge Andrade e Lourival; Oldair e Danilo Menezes; Nado, Nei, Erandir e Luisinho foi a formação.
MARCO ZERO - Cria do Fonseca, de Niteró, Franz jogava, inicialmente, como ponta-de-lança. Do juvenil do Fonseca, foi para o juvenil do Bangu, que pagou-lhe sua primeira grana(Cr$ 800,00 cruzeiros). Mas o primeiro contrato assinou com o América, em 1956. Depois de duas temporadas, mudou-se para o Canto do Rio, onde ficou de 1958 a 1961. Em 1964, já estava no São Cristóvão.
 Após a passagem pelo Vasco, inda defendeu o Olaria, a Seleção Carioca e voltou ao “Santo”, em 1973, o seu fim de linha. A seguir, experimentou ser treinador do time, a até 1976. Em 1977, treinou o Madureira. Depois, trocou o futebol pelo serviço público, do qual, também, já se aposentou. 
                        FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FESTA

1 - Em 1989, o Vasco ficou centenário. O jogo de futebol mais próximo de sua data festiva rolou em um 18 de agosto, vencendo o Grêmio, pela Taça Libertadores, em São Januário, por 1 x 0. Em 2008, nos 110 anos de estrada, a comemoração foi uma festa portuguesa, com certeza. Jogou contra a paulistana Associação Portuguesa de Desportos,  e empatou, por 1 x 1, na casa do adversário. Alex Teixeira, aos 12 minutos do segundo tempo, balançou o filó para o time que tinha: Roberto, Wagner Diniz, Jorge Luís, Eduardo Luís, Jonilson, Rodrigo Antônio e Alex Teixeira (Vilson), Edu, Marquinho, Alan Kardeck (Jean) e Edmundo (Madson).  

2 - Em 2013, comemorando 115 anos, o jogo vascaíno mais próximo da data de fundação foi em 20 de agosto, vencendo o amazonense Nacional, em Manaus, no estádio do SESI, com dois gols do equatoriano Tenório, aos 43 min do 1º tempo e aos 45 da etapa final. Turma vencedora: Diogo Silva; Fagner, Jomar, Cris e Henrique (Yotún); Abuda, Wendel (Montoya), Pedro Ken e Fillipe Soutto; Éder Luís (Edmílson) e Tenório. Técnico: Dorival Júnior.

3 - O Vasco disputou o último jogo no Rio de Janeiro capital brasileira. Foi em 19 de abril de 1960, vencendo o Palmeiras, por 3 x 0, no Maracanã, pelo Torneiio Rio São Paulo. Delém (2) e Cabrita marcaram os gols O time foi: Miguel; Dario, Bellini e Coronel; Écio e Orlando (Barbosinha); Sabará, Waldemar, Delém, Roberto Pinto (Cabrita)  e Ronaldo. O apito esteve com Olten Aires de abreu, da Federação Paulista de Futebol, a renda somou Cr$ 258 mil, 605 cruzeiros. Público não informado.

MUSA NO TÚNEL DO TEMPO VASCAÍNO

O muito bom e criativo site www.esporte.terra.com.br fez um belíssimo ensaio mostrando as energéticas e lindíssimas torcedoras que foram levar uma força ao seu time durante as finais dos campeonatos estaduais-2014.
Veja com que garra esta vascaína torceu para a "Turma da Colina". Pena que o homem do apito tirou o título do "Almirante", para entregá-lo aos rivais rubro-negros, o que, aliás, já é uma tradição.
 Procure pela memória do blog a matéria  "Flapitaço contra o Vasco" e veja o quanto a moçada já foi garfada no apito, decidindo contra o "Urubu".
O "Kike" gostou muito do ensaio do www.esporte.terra.com.br, que só não citou o nome do fotógrafo e nem da fotografada. Se bem que isso é difícil, pois ele usou uma lente de aproximação e não teria como ir até a bela perguntar pela sua graça. Mas, se algum torcedor cruzmaltino conhecê-la, nos informe, para termos a sua graça citada. Combinado?

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MENGADAS

1 - Paulo Magalhães, cidadão carioca, nascido em 22 de janeiro de 19000,  era um sujeito muito simpático entre os flamenguistas. Autor de 105 peças teatrais encenadas e com 50 livros publicados, fora, também, músico e compositor. Mais: goleiro no “hockey’ (antiga grafia), jogador de basquete e inscrito como atleta na Federação de Remo.
 Certa vez, o Flamengo iria enfrentar o Vasco da Gama, no “water polo” (hoje, pólo aquático) e, pelos instantes de o time rubro-negro adentrar à piscina, descobriram que faltava o goleiro. Não deu outra: escalaram o Paulo. Afinal, não era um cara do ofício? Tudo em cima – para a torcida do Vasco sorrir muito - explica-se abaixo:
 Encerrado o primeiro tempo, todos os atletas mudaram de lado. Menos o goleiro do Flamengo, que não sabia nadar e ficou agarrado à trave.             

2 - Certa vez, o Flamengo compareceu a campo com dois treinadores - Joaquim Guimarães e Raphael Candiota - para enfrentar o Vasco da Gama. Mesmo assim, levou 1 X 0. Foi em um domingo, no estádio das Laranjeiras, valendo pelo Campeonato Carioca-1929, com o gol da rapaziada marcado por Russinho, batendo pênalti, em nome desta rapaziada valente: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Russinho, Oitenta-e-Quatro, Mário Mattos e Santana. Aquele foi o 12 jogo entre os dois clubes, com seis vitórias vascaínas e dois empates, em confronto iniciado em 29 de abril de 1923, com Vasco 3 x 1.

3 – Em 1936, o Flamengo inaugurava o seu estádio, na Gávea. Grande festa, com as presenças do prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, e do arcebispo da cidade. O pontapé inicial foi dado pelo garoto Mariozinho de Oliveira, cuja família doara cinco mil contos de reis para a construção da obra. De sua parte, o Vasco doou uma goleada: 5 x 2.

4 – O compositor Wilson Batista, parceiro de Noel Rosa, compôs: “Vamos lá que hoje é de graça no boteco do José/ Entra homem, entra menino/ Entra velho, entra mulher/ É só dizer que é vascaíno/E é amigo do Lelé” - um dos goleadores vascaíno da década....Foi buscado no Madureira, juntamente com Jair Rosa Pinto e Isaías

  

 

 

 

 

  

ARQUEIROS DA COLINA - PEDRO PAULO - 18

 Pernambucano, nascido em 29 de junho de 1943, em Recife, este goleiro foi cria de São Januário, partindo do time juvenil de 1963. Quando subiu as aspirantes, tornou-se campeão carioca, em 1964 e em 1966, da categoria existiu entre 1941 e 1970, sem promover a disputa de 1969 – o Vasco da Gama foi o maior ganhador, com 11 títulos ( 1942/43/46/47.
  Pedro Paulo Fonseca da Silva jamais foi badalado pela imprensa, mesmo sendo um goleiro que passava confiança aos companheiros. Chegou a defender pênalti cobrado por Quarentinha, atacante que fez história no Botafogo e tinha um dos chutes mais fortes do futebol brasileiro. Medindo 1m81cm de altura, estava no rol dos considerados de bom tamanho para vestir a camisa de número 1 de sua época. Hoje, seria “baixinho?         
Pedro Paulo esperou pela chance de jogar pelo time principal durante quatro temporadas. Quando sentia-se pronto, foi preterido pelo treinador Gentil Cardoso, que o deixava na reserva até entre os aspirantes. Aborrecido, chegou a pensar em abandonar o futebol e voltar para Pernambuco. Com a queda de Gentil, também pernambucano, e a subida de um outro conterrâneo, o ex-atacante Ademir Menezes, que cuidava das divisões inferiores vascaínas, ele foi aconselhado a ficar e a lutar pela vaga de ser titular, que conquistou.    
 Com Ademir Menezes no comando do time, vários jogadores foram afastados, inclusive ídolos da torcida, como Brito e Fontana, famosa dupla zaga cruzmaltina e jogadores que já haviam vestido a camisa da Seleção Brasileira. Então, Pedro Paulo teve Sérgio e Álvaro, jovens revelações promovidas por Gentil Cardoso, jogando à sua frente. Mas Ademir não durou muito. Foi substituído por um outro ex-jogador vascaíno, Paulinho de Almeida, que o manteve titular, com as voltas de Brito e Fontana à zaga.


Pedro Paulo, Brito, Buglê, Fontana, Lourival e Ferreira, em pé; Nado, Danilo Menezes, Nei Oliveira, Bianchini e Silvinho,
 Com Sérgio e Álvaro, seus contemporâneos nas divisões inferiores, Pedro Paulo sabia que teria (e teve)  protetores de pouca gritaria, mas que jogavam sério. Já a novidade Brito-Fontana colocou diante dele “xerifões” exigentes, que exigiam dos colegas chegada no lance no tempo da bola, no instante exato. Com as duas duplas, ele manteve-se titular durante a campanha que deu ao “Almirante” o vice-campeonato carioca-1968, época em que o Botafogo de Rogério, Gérson, Jairzinho e Paulo César Lima era quase imbatível. Foi campeão carioca de aspirantes em 1964/66/67) e, além de ser atleta, atuava, ainda, como tesoureiro da Fundação de Garantia ao Atleta Profissional-FUGAP-RJ.  Seu primeiro Vasco-base foi: Pedro Paulo; Jorge Luís, Álvaro, Sérgio e Oldair; Paulo Dias e Danilo Menezes; Nei, Adilson, Valfrido e Silva.  
Católico, devoto de Cosme e Damião, o PP mantinha o peso de 74 quilos, bem vigiados pelo treinador Paulinho de Almeida. Além de atleta e diretor da FUIGAP, estudava Direito e tinha por meta repetir o ex-zagueiro Weber, do Madureira, que encerrara a carreira dono de um “canudo” e, naquele 1968, era juiz substituto do então Estado da Guanabara. 
Do goleiro titular vice-campeão carioca-1968, Pedro Paulo foi barrado quando Pinga (José Lázaro Robles, ídolo da torcida vascaína na décadas-1950) substituiu Paulinho de Almeida no comando técnico. Os sete primeiros jogos do time no Estadual-1969 tiveram Valdir Apple em sua vaga. Ele só voltou a jogar em 26 de abril, quando o treinador já era Evaristo de Macedo e o time tendo sido: Pedro Paulo; Fidélis, Brito, Fernando e Eberval; Alcir (Benetti) e Buglê; Nei Oliveira, Adilson (Nado), Valfrido e Silvinho. Disputou mais três partidas como titular e, na quarta, entrou no segundo tempo. Era o dia 11 de maio e, na tarde daquele domingo, no Maracanã, começava a “Era Andrada”, do argentino que foi um dos maiores goleiros da história cruzmaltina. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS - O AMIGO DA ONÇA

1 - Certa vez, no primeiro do novembro de 1987, o Vasco venceu o gaúcho Internacional, por conta de "amigo da onça" colorado. Pois bem, tchê, o lateral-esquerdo Aírton Fraga marcou gol contra, aos 49 minutos do segundo tempo, quando os "acréscimos" eram chamados de "descontos". Barbaridade".  Naquela temporada, o futebol brasileiro estava em crise política e os "grandes" promoveram a Copa União. O triunfo cruzmaltino rolou em um domingo, no Maracanã, pelo Módulo Verde, a Série A da disputa que previa o cruzamento com o campeão do Módulo Azul, a Série B.  Com Sebastião Lazarone no leme, a esquadra do "Almirante" transportou: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Donato, Moroni e Mazinho; Humberto, Geovane e Osvaldo (William); Mauricinho, Roberto Dinamite e Romário.
 
2 - A "Turma da Colina" já derrubou dois times do interior do RJ nos 31 de outubro, por 7 x 1. Em 1991, a vítima foi da cidade de Campos, o Goytacaz,  coincidentemente, pela mesma Taça Rio e em uma quinta-feira. Só que em  São Januário.  Orlando Gomes Leonor foi o juiz, Antônio Lopes seguia treinador e mandante do "mesmo tipo de "crime, cometido por: Carlos Germano; Pimentel, Jorge Luís, Alexandre Torres e Cássio;   França, Geovani, Bismarck (Macula) e William; Sorato e Bebeto (Mauricinho). Na marcha da contagem,  Jorge Luís, aos 2; William, aos 8, e Bebeto, aos 45', abriram a porteira; Bebeto, aos 21; Alexandre Torres, aos 39; Bismarck, aos 43, e Sorato, aos 45 da etapa final, fizeram o resto.

3 - O outro 7 x 1 foi pra cima do  Volta Redonda, pelo Etadual-1985., mas no Maracanã  Naquele jogo, Romário marcou quatros gols, tendo Roberto Dinamite, Santos e Gersinho completado a balaiada. O "delegado" Antônio Lopes fo 9 mandante do massacre, aprontado por: Acácio; Heitor, Fernando, Newmar e Paulo César; Vitor, Luis Carlos Martins e Gersinho; Santos (Silvinho), Roberto Dinamite (Geovani) e Romário.


 

"SÃO MARTIN CLASSIFICA O "ALMIRANTE"

O "santo" e os fiéis se cumprimenta, em foto de Carlos Gregório Júnior,
de www.crvscodagama.com.br
O grande goleiro apareceu na hora certa. Martin Silva foi o maior responsável pela classificação vascaína à fase de grupos da Taça Libertadores. Durante o tempo regulamentar, a "A Turma da Colina" fez uma de suas piores partidas, levando três gols em 16 minutos, todos por falhas de marcação em sua área.
Completamente envolvido pelo Jorge Wilstermann, física e tecnicamente, o Vasco levou 0 x 4 e ganhou a classificação nos pênaltis, tendo perdido dois – Desabato e Rildo – e Martin defendido três. Andrés Ríos, Yago Pikachu e Wellington converteram as suas, levando a rapaziada para o Grupo 5, juntanso-se a Cruzeiro-MG, Racing-AR e Universidad de Chile.
O primeiro compromisso pela nova etapa será 13 de março, uma terça-feira, diante dos chilenos, em São Januário, a partir das 21h30.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 21.02.2018 - VASCO 0 (3) X 4 (2) JORGE WILSTERMANN. PRÉ-lIBERTADORES. Estádio: Olímpico Páteria, em Sucre-BOL. Juiz: Wilmar Roldán-COL.. Público e renda: não divulgados. Gols:: Zenteno, aos 5 do primeiro e aos 25 do segundo tempo); Pedriel, aos 10l, e Chávez, aos  16 da etapa inicial. VASCO DA GAMA: Martín Silva; Yago Pikachu, Paulão, Ricardo e Henrique; Desábato, Wellington, Wagner (Rildo) e Evander (Thiago Galhardo); Andrés Ríos e Paulinho (Riascos). Técnico: Zé Ricardo. JORGE WILSTERMANN:  Arnaldo Giménez, Meleán, Alex Silva, Zenteno, Aponte e Saucedo (Jorge Ortiz); Cristhian Machado, Pedriel (Lucas Gaúcho) e Cristian Chávez (Melgar); Serginho e Gilbert Álvarez. Técnico: Roberto Mosquera. 
OBS: o vascaíno Thiago Galhardoi foi expulso de campo.





 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

FERAS DA COLINA - BRITO RUAS

 O glorioso “Britão da Mangueira”, que não perde um desfile de escola de samba, com a turma rosa-e-verde, esteve no sonhos do time do Rei Pelé, mas nunca vestiu a camisa 3 do Santos. 
O “Kike” fez uma pesquisa em antigas publicações e encontrou, na página 12 da “Revista do Esporte Nº 291, de 3 de outubro de 1964, uma matéria  –  “Os cariocas que o Santos namora” –, cujo texto diz:
 “O zagueiro Brito, por exemplo,  está nas cogitações do grêmio santista há algum tempo. Recentemente, aliás, chegou a ser feito um lance de CR$ 70 milhões (de cruzeiros) pelo passe do beque, mas o Vasco da Gama recusou, dizendo que seu defensor é inegociável. O Santos, porém, não tirou anda Brito de suas cogitações”.
O carioca Hércules Brito Ruas, nascido em 9 de agosto de 1939, foi zagueiro cruzmaltino entre 1957 a 1969. Nesse período, quando não estava sendo  preparado para, futuramente, substituir Hideraldo Luís Bellini, esteve emprestado ao Internacional, de Porto Alegre, em 1958. Pouco depois, foi emprestado a outro Inter gaúcho, o de Santa Maria, pois Bellini era,
Quando voltou, levantou a I Taça Guanabara-1965 e o Torneio Rio-São Paulo-1966, titulo dividido com o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha e o Corinthians. Como juvenil, aos 19 anos, disputou 35 minutos da final do Torneio de Paris (14.06.1957), o Mundial da época, quando o Vasco foi campeão, mandando 4 x 3 (fora o baile) no melhor do  mundo, o espanhol Real Madrid.  Depois do Vasco, Brito passou por Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Atlético Paranaense e River, do Piauí. Logo, Marivaldo. Brito nunca foi um Santos(s). (foto reproduzida da mesma reviSta citada no texto da matéria).

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FLUSARCA

1 - A data 11 de março de 1923 marca o início dos confrontos do Vasco da Gama contra o Fluminense. O primeiro deles rolou no campo da Rua Figueira de Melo e teve vitória da “Turma da Colina”, por 3 x 2.  A maioria dos clásscos foi no Maracanã e os principais públicos foram 128.781 (0 x 0 de 27.05.1984, pelo Brasileiro) e 127.123 (2 x 2, de 29.08.1976, pelo Estadual). Com vitória vascaína, o maior foi  126.619 (3 x 0, de 21.03.1999). Onze desses jogos atingiram, ou passaram dos 100 mil assistentes. O Vasco já decidiu cinco títulos estaduais contra os tricolores – 1976, 1980, 1993, 1994 e 2003 -,  levando a melhor nas três últimas. Da mesma forma, em três finais do Torneio Municipal – 1945,1946 e em 1948. Pela Taça Libertadores, estão igualados, com dois empate: 0 x 0 e 3 x 3, ambos em 1985.

2 - Em 1954, o Vasco da Gama excursionou ao exterior, entre fevereiro e abril, apresentando-se em gramados de Costa Rica, Guatemala, México e Peru. Os resultados foram: 01.02 – Vasco 2 x 0 Deportivo Saprissa-CR; 03.02 - Vasco 1 x 1 Herediano-CR; 07.02 – Vasco 4 x 0 - Comuicaciones-GUA; 14.02 – Vasco 3 x 3 Puebla-MEX; 21.02 – Vasco 5 x 2 Tampico-MEX; 25;02 – Vasco 5 x 1 Necaxa-MEX; 28.02 – Vasco 1 x 0 Marte- MEX; 04.03 – Vasco 3 x 1 E Oro-MEX; 07.03 – Vasco 1 x 3 Toluca-MEX; 11.03 – Vasco 5 x 4 América-MEX; 14.03 – Vasco 3 x 0 León-MEX; 17.03 – Vasco 1 x 0 Guadalajara-MEX; 20.03 – vasco 4 x 1 Combinado Universitário/Sport Boys-PER; 24.03 – Vasco 1 x 0 Combinado Sucre/Sporting Tabaco-PER; 27.03 – Vasco 3 x 0 Combinado Municipal/Centro Iqueño-PER; 31.03 – Vasco 1 x 1 Alianza-PER; 03.04 - Vasco 1 x 1 Universitário-PER.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - GAINETE -17

Reprodução de www.netvasco.com.br
 Ele foi o goleiro campeão da I Taça Guanabara, em 1965. Carlos Gainete Filho, gerado por Carlos Gainete e Maria Luísa Duarte Gainete, nasceu escorpiano, em 15 de novembro de 1940, na catarinense Florianópolis.
Como 1m76cm de altura – hoje, baixo para um goleiro -, pesando 72 quilos e calçando chuteiras-39, Gainete estava dentro do padrão normal dos goleiros brasileiros do seu tempo. Cabelos castanhos claros, olhos esverdeados e católico, casou-se Marilene e não tinha filhos quando levantou o título da disputa carioca.
Gainete foi estudante de Economia e as suas primeiras propriedades conquistadas com o dinheiro da bola foram um apartamento e um automóvel.
O primeiro salário só chegou a Cr$ 15 cruzeiros, o primeiro contrato foi assinado com o Guarani, de Bagé-RS, e o primeiro clube foi, também, um Guarani, mas de Florianópolis. Mas ele ainda não era goleiro, mas centroavante.
No jogo em que o Vasco venceu o Botafogo de Garrincha, por 2 x 0, e conquistou a I Taça GB, o treinador Zezé Moreira escalou: Gainete; Joel Felício, Brito (capitão), Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luisinho Goiano, Célio, Mário ‘Tilico’  e Zezinho.  
Gainete ficou na história vascaína, também, por um outro motivo: foi o primeiro goleiro a levar um gol oficial de Roberto Dinamite (foto reproduzida de Jornal dos Sports) , que ganhou tal apelido pela potência do chute disparado contra o então camisa 1 do Internacional-RS.

 
 


 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - NA REAL

1 - Em 1956, o espanhol Real Madrid era considrado o time mais forte do planeta. Em 18 de julho daquele ano, em uma quarta-feira, o Vasco da Gama empatou com ele, por 2 x 2, no Estádio Olímpico de Caracas, na Venezuela, pela Pequena Copa do Mundo. Sabará abriu o placar, aos 56 minutos. Real empatou, aos 61 e desempatou, aos 70. Mas Astolfi reempatou, aos 71. Martim Francisco era o treinador daquela “Turma da Colina”: Carlos Alberto, Dario, Bellini e Coronel; Laerte e Orlando; Sabará, Livinho (Pinga), Vavá, Walter e Djair (Artoffi). O Real Madrid era: Alonso, Atienza, Marquitos e Lesmes; Muñoz e Zárraga; Joselito, Marsal, Di Stéfano, Rial e Gento. O árbitro fo o venezuelano Benito Jackson.

2 - O  Vasco da Gama já encarou o paraense Paysandu em 20 oportunidades, conseguindo vitórias cruzmaltinas (55,56%) e dois empates (11.11%), Foram 37 gols da rapaziada, média de 2,06 por peleja. Confira todos os duelos: 11.03.1953 – Vasco 9 x 3; 03.04.1955 – 0 X 1; 17.09.1955 – 3 x 3; 11.10.1964 – 1 x 0; 24.03.1974 – 0 x 0; 31.01.1982 – 3 x 1; 10.02.1982 – 2 x 0; 16.02.1992 – 2 x 0; 31.05.1994 – 1 x 2; 05.10.1994 – 0 x 1; 22.10.1995 – Vasco 6 x 1 Paysandu; 11.02.2002 – 0 x 2; 12.07.2003 – 0 x 2; 05.11.2003 – 2 x 1; 15.05.2004 – 2 x 1; 07.09.2004 – 0 x 1; 10.08.2005 – 2 x 0; 20.11.2005 – Vasco 4 x 0 Paysandu; 18.06.2016 - Vasco 0 x 2 Paysandu-PA; 04.10.2016 - Vasco 1 x 3 Paysandu-PA.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - JANE, A LINDA PARCEIRA DO MESTRE


A homenageada de hoje é a gloriosa Dona Jane, a mulher um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, o meia Zizinho, que disputou dois amistosos com a camisa do Vasco e era o ídolo do "Rei Pelé".
 Jane foi uma das morenas cariocas mais lindas de sua época. A foto mostras isso. Neste abraço ao "Mestre Ziza", como a imprensa chamava o craque, maior nome da Copa do Mundo-1950, ela despedia-se  dele, que partia para um compromisso da Seleção Brasileira no exterior
.
The honoree today is the glorious Mrs. Jane, the wife of one of the best players in the history of brazilian football, Zizinho half, the idol of "King Pelé". Jane was one of Rio's most beautiful brunettes of his time. The photo shows it. In this embrace of the "Master Ziza," as the press called the ace, biggest name World Cup-1950, she said goodbye to him leaving for a

     FOTO REPRODUZIDA DE MANCHETE ESPORTIVA

HISTORI&LENAS DA COLINA - LADO DE LÁ


O 'Doutor Rubis" chegou batendo no filó
Não é coisa nova o Vasco contratar ex-ídolos rubro-negros. E vice-versa. Entre os muitos exemplos, São Januário importou os zagueiros Júnior Baiano e Rondinelli; o volante Andrade; o meia Jair Rosa Pinto e o atacante Bebeto, para não ir muito longe.
 De sua parte, o ‘Urubu” carregou no seu bico o coringa Alfredo; os laterais Leonardo Moura e Pimentel; volante Leandro Ávila; o meia Wiliam e o atacante Romário.
 Nessa roda viva de um rival correr atrás dos astros do outro, um dia, quem pintou na Colina foi o meia Rubens, o “Doutor Rubis”. E ele estreou marcando gol. Rolou no domingo 13 de outubro de 1957, pelo segundo turno do Campeonato Carioca, em Conselheiro Galvão.
 Naquele dia, o Vasco mandou 3 x 0 pra cima do Madureira, com o estreante comparecendo à rede aos 18 minutos do segundo tempo, colocando o “Garoto do Placar” para trabalhar pela segunda vez – Vavá, aos 45 da etapa inicial, cobrando pênalti, e as 25 do segundo, vez os outros.
A “Turma da Colina” da estreia de Rubens foi: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulino de Almeida, Bellini e Viana; Orlando e Coronel; Lierte, Livinho, Vavá, Rubens e Pinga. José Monteiro apitou e a renda foi de Cr$ 303.030,00. (foto reproduzida de "Manchete Esportiva" Nº 100, de 19.10.1957).

sábado, 17 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - 16 - BORRACHA

 O Vasco já cedeu sete  goleiros à Seleção Brasileira: Nélson Conceição, Jaguaré, Rei, Barbosa,  Carlos Germano, Régis e Acácio. 
O oitavo poderia ter sido Edson Borracha, se as negociações com o Fluminense tivessem ocorrido mais cedo. O cara era tricolor quando foi chamado a disputar a posição com o botafoguense Manga e o palmeirense Valdir.
Edson Luiz de Carvalho, o Borracha, nascido em Tarumirim-MG, em 21 de outubro de 1941, esteve tricolor entre 1962 a 1966.
 Após passar por São Januário, defendeu o  Nacional-AM-1972/1973, o Paysandu-PA-1973/1974 e a Anapolina-GO-1979/1980). Ele foi parar no /Vasco, em 1966, após uma excursão do Fluminense ao Norte do país. Em um jogo em Belém, desentendeu-se com o zagueiro Valdez e foram aos tapas.  Na volta ao Rio, foi trocado pelo zagueiro Caxias, além de o Vasco pagar mais Cr$ 1 milhão de cruzeiros.
Foto reproduzida do álbum do ex-goleiro vascaíno Valdir Apple  
Edson Borracha começou a aparecer quando o lendário Carlos Castilho precisou fazer uma cirurgia de amídalas. Campeão carioca de aspirantes-1964, o substituiu e fez o nome, em um jogo do Torneio Rio-São Paulo, contra o Corinthians, defendendo um chute do goleador Flávio, da marca do pênalti, rumo a um dos ângulos da sua baliza. Pulou e foi buscar a bola, caindo com ela segura. Aplaudidíssimo, começou a armar o caminho para tornar-se canarinho. Em um dos treinos do escrete nacvional, protagonizou defesa idêntica, em chute de Gerson.
No Vasco, Edson Borracha estreou com zaga formada por Ari, Brito, Ananias e Mendez. Durante as suas duas temporadas em  São Januário,  jogou nestas formações-bases: 1966: Edson Borracha (Amauri), Ari (Joel/Mendez), Brito, Fontana (Ananias) e Oldair; Maranhão (Alcir) e Salomão (Danilo Menezes/Lorico); Nado (Luizinho Goiano/William), Célio (Acelino) Madureira (Picolé/Paulo Mata) e Zezinho (Tião)
 Em 1967, ele esteve ao lado de: Franz (Édson Borracha/Pedro Paulo), Jorge Luís, Brito (Sérgio), Fontana (Álvaro) e Oldair; Salomão (Paulo Dias) e Danilo Meneses; Nei (Nado, Zezinho), Valfrido (Paulo Mata), Adílson (Paulo Bim) e Silva (Tião/ Luisinho).


O VENENO DO ESCORPIÃO - ESTREPOLIAS DAS FIGURINHAS QUE FUGIRAM DO GIBI

 1 – O governador gaúcho Peracchi Barcelos acabara de inaugurar a Ponte da Concórdia,  entre Quaraí e Artigas, no lado uruguaio. Ao ser convidado pelo governo vizinho para mandar pra dentro uma dose de champanhezinha, em seu território, Barcelos foi obrigado a ficar com o pescoço seco por dentro. Esquecera-se de pedir licença à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul para dar um chego fora do país – ficou a poucos passos da farra. 

2 – O presidente Costa e Silva visitava a sua terra, a gaúcha Taquari. Quando preparava-se para ir embora e despediu-se do irmão, este o indagou: “Bá! Mas já vais, tchê?” E ouviu de resposta: “Bem que eu gostaria de ficar e comer um grude em sua casa. Mas tenho que ir, o Governo me espera”. Retrucou o irmão: “Mas como enche o saco este tal de Governo, Artur?”

3 – Antes de ir a Taquari, o presidente Costa e Silva fizera questão de visitar Pelotas e uma afilhada, de 16 de idade. A moça era filha de Horcílio Vasconcelos, um grande amigo seu durante as cinco temporadas em que ele comandara o 9º Regimento de Infantaria. Velho amigo, e afilhada ficaram muito gratos pela visita, mas decepcionados porque o presidente não se lembrava do nome da moça: Yolanda, em homenagem à esposa dele e então primeira-dama do país.

4 – Para casar-se, a Miss Rio Grande do Sul, Brasil e Universo-1963, Ieda Maria Vargas convidou para padrinhos o governador gaúcho Perachi Barcelos, o antecessor, Ildo Menegheti, e os mais fortes candidatos à sucessão, o ministro Tarso Dutra e o deputado Florisceno Paixão – estava eleita Miss Namoradinha do Poder.

5 – Durante as escaramuças entre policiais e estudantes, em Brasília, quem se deu bem foi a costureira Maria Luíza, que mantinha aberta, na cidade satélite de Taguatinga, uma portinha por onde entravam, no máximo, dois clientes, por dia. Com o pau quebrando no DF, ela recebeu, em três dias, 96 visitas, pedindo consertos para 74 calças e 22 paletós.Na brincadeira, ela alava para a rapaziada: “Meninos, vejam se vocês brigam mais”.        

7 – O deputado Fernando Gama recebera muitas cartas de eleitores do interior do Paraná, reclamando das altas taxas cobradas pelas prefeituras no emplacamento de carroças. Ao indagar a um dos eleitores reclamões sobre o que fazer para resolver o problema, ouviu: “Deputado, faça um projeto para a placar ser colada no burro, e não na carroça. Aí, vão passar o ano inteiro discutindo isso, e a gente não paga”.

8 - O ministro Carlos Thompson Flores, do Supremo Tribunal Federal, convidou o advogado Carlos Rosa para ser o seu secretário jurídico e a servidora Margarida Silva para secretária da casa – estava formando o primeiro gabinete florido, hippy, da história do STF.         

9 - Um repórter questionou ao ministro Jarbas Passarinho sobre o motivo de tanto empenho pela regulamentação rápida da lei que concedia dois hectares individuais aos lavradores nordestinos. Resposta: “Enquanto a chuva grossa não vem, um chuvisquinho não faz mal nenhum, né mesmo?”

10 - Aproximava-se a campanha eleitoral de 1986. Leonel Brizola convidou Luís Inácio Lula da Silva para um papo no Rio de Janeiro. No meio da conversa, Brizola achou que tivesse conseguido o seu objetivo e cobrou: “Então, tudo ok, né! Eu saio para governador e você a senador”.  Lula rebateu: “Mas como? Já apoio o Jorge Bittar para o governo carioca (já era do Estado do Rio de Janeiro) e eu não quero ser senador por São Paulo e muito menos pelo Rio de Janeiro” -  Lula desapontou o engenheiro (que nunca fincou uma estaca na vida)  e ganhou o apelido de “Sapo Barbudo”.

                   DA COR DE CARREIRA DE JEGUE 
 Piada que corria em Brasília, em 1991. O presidente da República, Fernando Collor de Mello, muito vaiodoso, gostava de exibir-se como superatleta.
Entre outros, Collor deslizava pelo Lago Paranoá a bordo de “jet ski”, jogava vôlei de areia em companhia do astro Bernard e chegou  a anunciar que iria treinar com a Seleção Brasileira que preparava-se para a Copa do Mundo-1990. Nem pilotar aviões de caça F-5 escapou dos seus marketings megalomaníacos. 
Com tantas bravatas, começaram a contar que ele havia convocado o ministro de Relações Exteriores, querendo saber quanto custaria ter a sua última morada no Santo Sepúlcro, em Jerusalém. Ao ouvir que seria por volta de U$ 10 milhões de dólares, indagou ao chanceler: “E Jesus Cristo tinha tanta grana assim?”        
                       REPRODUÇÃO DE FOTO OFICIAL