Vasco

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

FERAS DA COLINA - CUNHA

 Irmão de craque nunca repetiu o sucesso do mano, em São Januário. Caso de Aires, que virou ídolo na Argentina, e de Adílson, irmãos de Almir Albuquerque. O também atacante Cunha, irmão de Vavá, teve uma passagem tão discreta pela Colina, que os cartola o enrolaram durante três meses, e não renovaram o seu contrato.
Enquanto pedia Cr$ 200 mil cruzeiros de luvas e CR$ 55 mil mensais, Cunha ouviu o recado: pegue Cr$ 35, ou se manda. Preferiu se mandar – para o América.
O Vasco, na realidade, não levou em consideração a sua história com Vavá. Antes de sair da Colina, Cunha poderia ter ido para os paulistas Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Juventus ou Comercial de Ribeirão Preto. No entanto, o Vasco pedia Cr$ 3 milhões para soltá-lo. E não fazia descontos. Vavá pediu para abaixaram a pedida, mas não teve jeito. Cunha chegou até a treinar no time da “Lusa do Canindé”, juntamente com o também vascaíno Edílson (lateral-esquerdo), que ficou por lá.
A sorte de Cunha foi que Martim Francisco, que o lançara no time principal vascaíno, em 1961, ao chegar ao América, dobrou os cartolas da Rua General Almério de Moura, e levou Cunha, por Cr$ 800 mil cruzeiros. Grande desconto.
Com a jaqueta vascaína, o centroavante Cunha sagrou-se bicampeão carioca de aspirantes-1960/1961, saindo das duas temporadas como vice-artilheiro. Na última, marcou 10 gols, em seis jogos. Medindo 1m69cm de altura, ele passou cinco anos como vascaíno, desde os tempos de infanto-juvenil.
 Milton Izídio Neto, o verdadeiro nome de Cunha, nasceu pernambucano, de Recife, em 1943, e era um perigo na área. O Taubaté-SP viu isso no amistoso de 30 de janeiro de 1961, em São Januário, quando o garoto, então com 20 anos, balançou o filó, no 1 x 0, amistoso em que o Vasco formou com:  Barbosal, Joel, Dario e Barbosinha (Edilson); Nivaldo e Quatis, Joãozinho (Vanderlei), Humberto, Cunha (Fernando), Roberto Pinto e Roberto Peniche.
Durante o Tornei Rio-São Paulo, com os jogos do Vasco entre 2 de março e 22 de abril, Cunha não atuou. Mas no amistoso de 5. de maio, nos 3 x 1, sobre o América MIneiro, em Belo Horizonte, compareceu deixando o dele no barbaznte – Pacoti e Saulzinho, que o substituiu, fizeram os outros. O time teve: Ita, Joel e Brito; Barbosinha e Edílson; Laerte (Nivaldo) e Maranhão; Da Silva, Cunha (Saulzinho), Pacoti e Pinga. Técnico: Martim Francisco.
Enquanto pedia Cr$ 200 mil cruzeiros de luvas e CR$ 55 mil mensais, Cunha ouviu o recado: pegue Cr$ 35, ou se manda. Preferiu se mandar – para o América.
O Vasco, na realidade, não levou em consideração a sua história com Vavá. Antes de sair da Colina, Cunha poderia ter ido para os paulistas Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Juventus ou Comercial de Ribeirão Preto. No entanto, o Vasco pedia Cr$ 3 milhões para soltá-lo. E não fazia descontos. Vavá pediu para abaixaram a pedida, mas não teve jeito. Cunha chegou até a treinar no time da “Lusa do Canindé”, juntamente com o também vascaíno Edílson (lateral-esquerdo), que ficou por lá.
A sorte de Cunha foi que Martim Francisco, que o lançara no time principal vascaíno, em 1961, ao chegar ao América, dobrou os cartolas da Rua General Almério de Moura, e levou Cunha, por Cr$ 800 mil cruzeiros. Grande desconto.
Com a jaqueta vascaína, o centroavante Cunha sagrou-se bicampeão carioca de aspirantes-1960/1961, saindo das duas temporadas como vice-artilheiro. Na última, marcou 10 gols, em seis jogos. Medindo 1m69cm de altura, ele passou cinco anos como vascaíno, desde os tempos de infanto-juvenil.
 Milton Izídio Neto, o verdadeiro nome de Cunha, nasceu pernambucano, de Recife, em 1943, e era um perigo na área. O Taubaté-SP viu isso no amistoso de 30 de janeiro de 1961, em São Januário, quando o garoto, então com 20 anos, balançou o filó, no 1 x 0, amistoso em que o Vasco formou com:  Barbosal, Joel, Dario e Barbosinha (Edilson); Nivaldo e Quatis, Joãozinho (Vanderlei), Humberto, Cunha (Fernando), Roberto Pinto e Roberto Peniche.
Durante o Tornei Rio-São Paulo, com os jogos do Vasco entre 2 de março e 22 de abril, Cunha não atuou. Mas no amistoso de 5. de maio, nos 3 x 1, sobre o América MIneiro, em Belo Horizonte, compareceu deixando o dele no barbaznte – Pacoti e Saulzinho, que o substituiu, fizeram os outros. O time teve: Ita, Joel e Brito; Barbosinha e Edílson; Laerte (Nivaldo) e Maranhão; Da Silva, Cunha (Saulzinho), Pacoti e Pinga. Técnico: Martim Francisco. (fotos reproduzidas da Revista do Esporte).
                                                                 

FERAS DA COLINA- JOEL FELÍCIO

Se dependesse de uma ajudinha do Céu para ser titular no time do Vasco, a pedida era dupla. O lateral-direito católico apostólico romano Joel armava seus lance com Cosme e Damião, sem chances de bola fora. Pra ouvir a galera gritando pelo seu nome, mantinha um altar dentro de sua casa, em louvor aos santos gêmeos que viveram até o ano 300 DC.
Contatos imediatos com o além à parte, Joel era um cara tranquilão. Fora dos gamados, o seu jogo era só descansar, ouvindo música. No máximo, curtia um cineminha, juntamente com a esposa, Maria Vela Pinheiro, quando estava de folga. Uma boa ocasião para se deliciar com um angu à baiana, o seu cardápio predileto.
Filho de Antônio Felício Pinheiro com Sebastiana Rosa Pinheiro, o lateral vascaíno nasceu em 27 de outubro de 1939, na mineira Muriaé. Foi batizado e registrado como Joel Felício Pinheiro. Seus pés pediam chuteiras de número 42 e a sua altura ficou por 1m82cm. Na balança, os preparadores físicos do Vasco não lhe deixavam passar dos 83/84 quilos.
O primeiro clube de Joel foi o Rio D´Ouro, de Colégio, na então Guanabara. Mas foi com o Vasco que assinou o seu primeiro contrato como atleta, em 1957, como juvenil. Por aquele tempo, era muito comum os cartolas prenderem jogadores com os chamados “contatos de gaveta”. Pelo seu, Joel ganhava Cr$1.500,00 mensais. Dono de cabelos pretos e de olhos castanhos escuros, ele conseguia algo raro para jogadores de defesa: não tinha cicatrizes em suas canelas.
O primeiro título de Joel com a camisa cruzmaltina foi o do Torneio Pentagonal do México, quando o time-base teve: Ita; Joel, Brito, Barbosinha e Coronel (Dario); Maranhão (Écio) e Lorico; Sabará, Viladônega, (Célio), Saulzinho e Ronaldo (Fagundes). Jorge Vieira era o treinador e os resultados vascaínos foram: 10.01.1963 –  1 x 0 América da Cidade do México; 17.01 – 5 x 0 El Oro; 20.01 – 1 x 1 Guadalajara; 31.01 – 1 x 1 Dukla-TCH.  
 Pouco depois, Joel ajudou o Vasco a colecionar mais uma taça, a do Torneio de Santiago, no qual o “Almirante” terminou igualado ao time da Universidad de Chile, sem haver tempo para um jogo desempate, devido a uma excursão inadiável dos anfitriões. O time-base da disputa: Humberto Torgado; Joel, Brito, Russo (Barbosinha) e Dario; Maranhão (Écio) e Lorico; Joãozinho, Célio, Saulzinho (Vevé) e Ronaldo. O treinador seguia sendo Jorge Vieira e os placares foram: 31.03.1963 – 2 x 2 Universidad Católica-CHI; 09.04 -  3 x 2 Peñarol-URU; 11.04 – 3 x 1 Colo Colo-CHI; 2 x 2 Universidad de Chile. 


Marcelo Cunha, Joel, Brito, Odmar, Barbosinha e Fontana (em pé), Mílton, Mário, Célio, Lorico e Ede (agachados) 
Em 1965, Joel estava no time campeão do I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro.  Treinado por Zezé Moreira, o grupo tinha: Ita: Joel (Paulinho de Almeida), Brito, Fontana (Pereira) e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário ‘Tilico”, Saulzinho, Célio e Zezinho. A taça foi carregada com duas vitórias da rapaziada: 17.01 -  3 x 2 Seleção da Alemanha Oriental; 21.01 – 4 x 1 Flamengo.  Na mesma temporada, Joel ajudou o Vasco a conquistar, também, a I Taça Guanabara, presente nesta formação-base do técnico Zezé Moreira: Gainete; Joel, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luisinho, Célio, Mário e Zezinho.  Nesta disputa, os resultados foram: 14.07.1965 –  5 x 0 Fluminense; 22.07 – 1 x 1 Flamengo; 28.07 – 1 x 0 América; 07.08 – 3 x 1 Bangu; 11.08 – 0 x 3 Botafogo; 21.08 – 2 x 0 Fluminense; 25.08 – 1 x 0 Flamengo; 05.09 – 2 x 0 Botafogo.
Em 1966, ainda tendo Zezé Moreira por treinador, Joel conquistou mais um título com a “Turma da Colina”, o do Torneio Rio-São Paulo. Mas em uma disputa que teve três outros campeões – Santos, Botafogo e Corinthians, empatados –, pois não houve tempo para a decisão, devido ao início dos treinamentos da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo da Inglaterra. (fotos reproduzidas da Revista do Esporte). 

     

FERAS DA COLINA - RODRIGUES

Rodrigues, na verdade, era Rodriguez
A turma de jovens torcedores vascaínos não conhece Rodrigues. Mas os pesquisadores o colocam em alta conta. Filho de Mariano Rodriguez e de Carmem Fornes Rodriguez, o antigo goleirão vascaíno nasceu no bairro do Belenzinho, em São Paulo, em 3 de setembro de 1915.
Pergunta-se: se ele era filho de espanhóis, da família Rodriguez, porque era Rodrigues? O mistério só foi descoberto quando um diretor da Portuguesa de Desportos, ao ler, com atenção, uma renovação de contrato do atleta, observou que ele assinara Rodriguez. Rodrigues era aportuguesamento, por conta dos repórteres. E, como não lhe fazia mal algum, ele foi deixando, aceitando. Afinal, era brasileiro.

 
Gabriel Rodriguez, o Rodrigues, foi buscado, pelo Vasco, na também lusitana Portuguesa de Desportos. Em 1945, ajudou a Turma da Colina” a carregar caneco e faixa para São Januário. Era o primeiro título do “Expresso da Vitória”, que começara a ser colocado nos trilhos, em 1942, pelo presidente Cyro Aranha. Três anos depois, quando o chefão já era Jaime Fernandes, e o comandante da rapaziada o treinador uruguaio Ondino Viera, que aqui ficou sendo Vieira, o goleiro Rodrigues foi peça importante na conquista dos dois turnos, disputando 12 dos 18 jogos como titular. Sofreu a média de 0,8 gol por partida, excelente, para uma época em que os artilheiros eram mais do que impiedosos.
Rodrigues, Augusto da Costa e Rafagnelli; Berascochea, Ely do Amparo e Argemiro; Djalma, Ademir Menezes, Lelé (Jair Rosa Pinto) e Chico Aramburo era o fantástico time-base vascaíno que marcou 58 gols no Campeonato Carioca-1945 – sofreu 15. Rodrigues assumiu o posto de titular a partir do empate com o América (1 x 1), em 26 de agosto, a quatro jogos do final do turno. Antes, a camisa 1 estivera vestida por Barqueta, Martinho e Castro. Em 1946, Rodrigues já era passado em São Januário. A sua vaga passaria para aquele que é considerado o maior goleiro da história do Vasco, o também paulista Moacyr Barbosa.
O início da carreira de Rodrigues foi, em 1935, pelo Clube Atlético Paulista, o ex-Antarctica. Na temporada seguinte, já estava na Portuguesa de Desportos, que defendeu até 1942. Mas poderia ter saído, em 1938, para o Fluminense, a pedido do mesmo Ondino Viera, que o tivera na Colina, segurando a lenha na caldeira do“Expresso”. (foto reproduzida de "A Gazeta Esportiva").

quarta-feira, 30 de julho de 2014

VASCO 2 X 1 PONTE PRETA

Douglas comemorou o gol, de pânalti, bem batido, levando a cruz ao bigode
O Vasco chegou, hoje à noite, às oitavas-de-final da Copa do Brasil. Com a segunda vitória no duelo contra a Ponte Preta, disptuado em São Januário: 2 x 1, hoje, e 2 x 0, na semana passada. Foi oterceiro jogo seguido contra a "Macaca", sendo que, no domingo passado, o pega valeu pelo Campeonato Brasileiro da Série B, e ficou no 0 x 0, também, na casa do adversário. Agora a rapaziada vai esperar pelo sorteio que apontará o próximo desafiante.
O time vascaíno entrou em campo carregando uma faixa pela qual dizia: "O Vasco apoia a Lei de Responsabilidade Fiscal", sobre o projeto de lei que tramita no Congresso Naciona, em torno do parcelamento das dívidas dos clubes de futebol.
Quanto à pugna, a "Turma da Colina " sai na frente do placar, aos 20 minutos. O zagueiro ponte-pretano Luan cometeu pênalti, sobre Dadson, e Douglas converteu, batendo à meia-altura, para o canto direito do goleiro Roberto, que já foi cruzmaltino: 1 x 0. Aos 38, a Ponte empatou, durante uma bobeira da zaga vascaína, ao tentar atrasar a bola para o goleiro Martín Silva: 1 x 1. Mas o Vasco voltaria à frente do marcador, ainda, na primeira etapa. Durante uma cobrança de escanteio, pela direita doatgaque anfitrião, Rafael Costa cabeceou contra as suas redes: 2 x 1. E ficou nisso.
Com mais este pega, Vasco e Ponte Preta completaram 36 confrontos, com 12 vitórias e 17 empates cruzmaltinos. Os encontros valeram pelos Campeonatos Brasileiros das Séries A e B; Torneios Rio-São Paulo e Roberto Gomes Pedrosa; Copa do Brasil. Taça Lbertadores (Seletiva) e amistosos.
Diego Renan abriu o compasso e foi com muita fome nestas bola
                                                     CONFIRA A FICHA TÉCNICA
30.07.2014- (quarta feira) -Vasco 2 x 1 Ponte Preta. Copa do Brasil. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Francisco Carlos do Nascimento-AL. Gols: Douglas (pen), aos 20; Cafu, aos 38, e Rafael Costa (contra), aos 41 min do 1º tempo. Renda: R$ 153.500,00. Público:7.024 pagantes (7.734  total). VASCO: Martin Silva; Carlos César, Rodrigo, Douglas Silva e Diego Renan; Guiñazú, Fabrício, Dakson (Montoya) e Douglas; Kléber (Lucas Crispim) e Thalles (Edmílson). Técnico: Adilson Batista. PONTE PRETA: Roberto; Daniel Borges, Rapahel, Luan e Magal, Adilson Goiano, Juninho, Alef (Rossi) e Adrianinho (Rodolfo); Cafu e Rafael Costa (Alexandro). Técnico: Guto Ferreira.

FERAS DA COLINA - WILSON MOREIRA

Ele pagou caro por ser filho de um treinador famoso. Teve que deixar o Botafogo, para mostrar que não rolava a bola à custa do seu DNA. Mas, se diziam que só jogava porque  Zezé, o treinador, era o seu pai, estavam enganados. A prova de que não era bobo estava no interesse do Fluminense pelo seu futebol. E os vascaínos o queriam ainda mais.
Wilson Moreira dava muito trabalho à defesa botafoguense
Foi assim que começou de história de Wilson Faria Moreira no futebol. Aos 18 anos de idade – nascido em 1935 –, ainda juvenil alvinegro, ele treinava com a Seleção Brasileira – Zezé o levou para assistir a Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Aprendeu muitas manhas dos cobras criadas, e aquilo ajudou-lhe a ter futuro promissor em São Januário, para onde foi levando experiências adquiridas em giros botafoguenses por 10 países europeus que  jogavam o melhor futebol do continente. 
Atacante filho de Zezé Moreira
Wilson Moreira chegou ao Vasco como reserva de Vavá. Mesmo assim, teve a chance de ser campeão do Torneio Triangular do Chile, em janeiro de 1957, batendo o campeão uruguaio, o Nacional de Montevidéu, por 2 x 1, de virada (17.01), e o campeão chileno, Colo-Colo, por 3 x 2 (19.01). O técnico Martim Francisco o escalou neste time-base: Vagner (Helio), Ortunho e Bellini;  Oliver (Geninho), Orlando e  Coronel; Sabará, Válter Marciano, Livinho, Wilson Moreira e Roberto Pinto.
Saído do Chile, Wilson Moreira foi ajudar a equipe a ganhar mais um torneio, o Quadrangular Internacional de Lima, no Peru: 23.01 – Vasco 4 x 3 Deportivo Municipal; 26.01 – Vasco 1x 0 Sporting Cristal; 31.01 – Vasco 3 x 1 Universitário. O mais importante, porém, viria na temporada seguinte. Ele participou da conquista do  Campeonato Carioca, o “SuperSuper”, contribundo com cinco gols, em sete jogos, todos do primeiro turno -  25.07 – Vasco 4 x 2 Bonsucesso (2); 03.08 – Vasco 1 x 3 Madureira;  09.08 – Vasco 4 x 0 São Cristóvão (1); 16.08 – Vasco 3 x 0 Canto do Rio (1); 24.08 – Vasco 1 x 0 Fluminense; 31.08 – Vasco 2 x 1 América (1); 07.09 – Vasco 3 x 1 Portuguesa.
Das vezes em que o treinador Gradim o escalou, Wilson Moreira entrou ao lado de: Barbosa, Dario, Viana e Ortunho; Écio e Orlando; Sabará, Vavá (Livinho) (Almir), Rubens e Pinga. (fotos reproduzidas da revista "Manchete Esportiva").  

terça-feira, 29 de julho de 2014

FERAS DA COLINA - SUINGUE

       
O Vasco já formou times de fazerem verdadeiros “carnavais” em cima dos seus adversários, como se falava, antigamente. De quebra, o 'xerifão' Brito e o atacante Sabará eram mestres nos sambas dos velhos carnavais cariocas. Mais pra frente, teve um meia aloirado apelidado por Toninho Vanusa, em alusão à “blondice” de uma cantora homônima de muito sucesso na década-1960. 
Quando aderiu ao futebol, em 1916, o Vasco conviveu com o som de “Pelo Telefone”, de Mauro Almeida e Dunga, o primeiro sambinha gravado no país. Em 1917, o seu torcedor Alfredo da Rocha Viana, o Pixinguinha, aos 20 anos, compôs o maior clássico da música popular brasileiro, “Carinhoso”, em parceria com Braguinha, e o escondeu por 11 anos, por achar que ninguém aceitaria algo que contrariava os modelos da época. Choro deveria ter três partes, e a sua criação só tinha duas.
Em 1928, uma temporada antes de o Vasco  conquistar o seu terceiro campeonato – em 1929 –, finalmente,  “Carinhoso” foi gravado, instrumentalmente, pela orquestra de Pixinguinha e Donga. Inicialmente, era uma polca vagarosa, transformada, depois, em um chorinho. Mas o Vasco transformou-se, também. Na década-1930, aderiu ao futebol profissional. Época em que um possível vascaíno – supõe o pesquisador Sérgio Cabral –, o compositor Noel Rosa, contou as malandragens de um cara que “Vestiu uma camisa amarela e saiu por aí”.  Chegado ao final dos anos-1940, aquele time que jogavam uma bola tão alegra quanto o chorinho “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, surpreendeu o continente sul-americano, um ano antes, tornando-se campeão dos campeões continentais. Era um tempo que o tango ainda encantava “los brasileños”, enquanto as serestas já o esperava na esquina para dar-lhe o bote.
 Chegam os anos-1950, e eles vão embora com Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Lauro Müller e Victor Dagô mandando o torcedor cantar que “A Taça do Mundo é nossa”. Nossa e buscadas na Suécia com a força dos vascaínos Bellini, Orlando e Vavá.  Os 'canarinhos' e os 'azulões' fizeram o mundo rebolar. Como nos tempos do iê-iê-iê, dos vascaínos Roberto e Erasmo Carlos, na Jovem Guarda, na década-1960. Enfim, o Vasco já pegou o embalo da polca, do samba-canção, do bolero, de guarânias, lambada, enfim de tudo. É uma instituição com muito swing.
Swing? Um filho do jazz. Como a Bossa Nova. Como o Vasco, que criou bossas novas como pretos, pobres e analfabetos jogando futebol, em uma época repleta de preconceitos. Por isso, um dia, o Swing foi parar em São Januário, já com o seu apelido da grafia dos  tempos de Prudentina-SP  abrasileirada para Suingue.
Álvaro Aparecido Pedro era o nome do apoiador, nascido em 13 de março de 1946, em Rancharia-SP.  Viveu durante 67 anos e esteve vascaíno depois de passar, também, por Palmeiras (1966/1968), Corinthians (1969/1973) e Fluminense.  Depois do Vasco, ainda passou pelo paraense Clube do Remo. Pendurada as chuteiras, foi treinador em sua terra e juiz de futebol, no Espírito Santo.
 Suingue tinha uma boa estatura para o atleta do seu tempo: 1m75cm.  Calçava chuteiras nº 41 e os seus cabelos e olhos eram castanhos claros. Filho de José Antônio Pedro e de Palmeira Lopes Pedro, foi devoto de Nossas Senhora Aparecida. Profissionalizou-se, pela Prudentina, em 1962, umano em que rolava muito swing pelas ondas longas e curtas das rádios brasileiras. (foto reproduzida da Revista do Esporte Nº 376, clicada por Osmundo Salles, Dom Carlos Menezes, Jorge Renato ou Arnaldo Campos).

FERAS DA COLINA - TIRIÇA

                         
Em 1959, Tiriça era juvenil do time vascaíno. Disputava posição com Dominguinhos. Tempinho depois, foi mandado embora. Arrumou-se com o Bangu. Mas o Vasco não lhe saía da cabeça. Sonhava, um dia, voltar. Quando menos esperava, os cartolas cruzmaltinos ofereceram o meia Roberto Pinto e mais uma grana, por ele. Mais do que rápido, o coronel Luis Renato, diretor banguense, recomendou a troca: "Este Tiriça é um perna-de-pau. Não vai passar disso. Será um dos melhores negócios da história do Bangu", sentenciou.
Muito bem! Na rodada de 21 de julho do Campeonato Carioca, o adversário vascaíno seria o Bangu, no Maracanã. O treinador Jorge Vieira mandou a campo: Humberto, Joel, Brito e Dario; Nivaldo e Barbozinha; Joãozinho, Saul, Lorico, Vevé e Tiriça. Pelo lado banguense, o técnico Gradim escalou: Ubirajara, Ananias, Mário Tito e Nilton dos Santos; Hélcio Jacaré e, Zózimo; Correia, Bianchini, Vermelho, Roberto Pinto e Beto.
Então, pelas duas respectivas escalações, no Vasco, estava Tiriça, desprezado pelo Bangu; no Bangu, Roberto Pinto, desprezado pelo Vasco. E rola a bola. Jogo duro até o relógio marcar 15 minutos para o final. O garoto do placar iria ganhar sem trabalhar. Iria! Aos 75 minutos, Tiriça recebeu a bola e partiu para o fatal: Vasco 1 x 0. Era a terceira vitória do time na competição, além de recuperar-se de uma zebra, na rodada anterior, diante do Olaria, por este mesmo placar.
Duas semanas depois, Tiriça ajudava o Vasco a vencer o favorito ao título (e ao bi) Botafogo, com Nílton Santos, Garrincha, Amarildo e Zagalo, bicampeões mundiais na Copa do Chile-1962. Havia mostrado, então, que não era um "zé mané". Como constatara o lateral-direito Jair Marinho, na rodada de 2 de dezembro, quando o Vasco mandara 2 x 0 no Fluminense, diante de mais de 57,2 mil torcedores. Tiriça passava, como queria, pelo marcador. O que não surpreendia Gradim, que fizera o seu futebol crescer em Moça Bonita. Tiriça, no entanto, não demorou muito em São Januário. Foi negociado com o futebol equatoriano, na temporada seguinte, após oito jogos oficiais – 01.07.1962 – 3 x 0 Bonsucesso; 08.07 – 3 x 0 Portuguesa-RJ; 15.07 – 0 x 1 Olaria; 21.07 – 1 x 0 Bangu; 04.08 – 1 x 0 Botafogo; 12.08 – 0 x 0 Madureira; 19.08 – 4 x 0 Canto do Rio; 02.12 – 2 x 0 Fluminense – e um gol no Estadual-1962. Seu Vasco do sonho da volta teve: Humberto/Ita, Paulinho de Almeida, Brito e Dario/Coronel; Laerte/Maranhão/Nivaldo e Barbozinha/Lorico; Sabará/Joãozinho, Fagundes, Saulzinho, Vevé e Tiriça. Quando ele não jogou, a posição ficou com Da Silva (14 jogos), Fagundes (1) e Ronaldo (1).


 
 

 


 


 
 

FERAS DA COLINA - CÉSAR

Em 1977, o então presidente do já inexistente Taguatinga Esporte Clube, o torcedor vascaíno Justo Magalhães Moraes, foi ao Rio de Janeiro, regularizar atletas na então CBD-Confederação Brasileira de Desportos, e voltou encantado com um centroavante do Bonsucesso. O chamou de “um novo Léo ‘Fuminho”, um camisa 9 que pintou os canecos no futebol mineiro daaquela década, e veio encerrar a carreira no Grêmio Esportivo Brasilense e no antigo Brasília Esporte Clube – atual Brasília Futebol Clube.
Como o “Taguá” era pobretão, por falta de pouca grana, Justo Moraes não conseguiu contratar César. Dois anos depois, quem encantou-se com o centroavante foi o treinador Telê Santana, do Palmeiras. O “Verdão” o contratou e o teve por 87 partidas, com 28 vitórias, 32 empates e 27 derrotas, entre 1979/1980, quando deixou 27 bolas no filó. O próximo deslumbrado foi o Vasco, que não viu (porque não quis) a bola de César, entre 1974 e 1978, quando o garoto vestia a camisa rubro-anil do Bonsucesso. Mas convenceu os palmeirenses a lhe venderemo então passe de Júlio César Coelho de Moraes, carioca, nascido em 25 de julho de 1954.
Como colineiro, César formou uma dupla infernal, com Roberto Dinamite. Terminou convocado, por Telê Santana, para a Seleção Brasileira que disputou dois amistosos na Europa, em 15 e em 19 de maio de 1981. Entrou no decorrer de Brasil 3 x 1 França e de Brasil 2 x 1 Alemanha Ocidental, substituindo, respectivamente, Reinaldo Lima e Paulo Isidoro. Telê pensava nele para usar a camisa 9 canarinha durante a Copa do Mundo-1982. E dosou a sua entrada no time canarinho, para não queimá-lo. Em vão. O Vasco, que não tivera mais ninguém na Seleção Brasileria, desde que Dudu “Coelhão” fora convocado para um amistoso, em 14 de março de 1981, aproveitou a valorização de César o negociou, com o Sevilla, da Espanha, no mesmo 1981. Por aquela época, não havia as facilidades atuais de comunicação. Para o torcedor brasileiro ver um gol marcado na Europa, só quando a TV Globo o colocava no Jornal Nacional. Resultado: César ficou longe dos olhos de Telê e terminou perdendo a camisa 9 para Serginho Chulapa. Se já houvesse Internet...
César ficou até 1984no futebol espanhol. Depois, aderiu à “vida cigana”, passando por Portuguesa de Desportos-SP, América de Rio Preto-SP, Vitória de Guimarães-POR, Farense-POR, Internacional-RS, Atlético-PR, Goiás, Sampaio Correa-MA, América-MG, Mesquita-RJ e Barra de Teresópolis-RJ, encerrando a carreira, em 1991. Desde que Dudu “Coelhão” fora convocado para um amistoso, em 14 de março de 1981, que o Vasco não tinha mais ninguém chamado para vestir a “amarelinha”.
César é pai de um lateral-esquerdo com o seu mesmo nome, além do Júnior, evidentemente, que foi eleito o melhor da posição durante o Campeonato Brasileiro-2009, defendendo o Grêmio.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FERAS DA COLINA - PARREIRA

“Tenho muita fé no Vasco, porque ele será uma força no campeonato (estadual)”. Quem disse isso foi o então preparador físico Carlos Alberto Parreira, pela “Revista do Esporte” Nº 520, de 22 de fevereiro de 1969. Na época, ele fora contratado pela diretoria do presidente Reinaldo Reis, para substituir Paulo Baltar. Prometia: “...daremos muito trabalho a todos. Vasco terá fôlego para correr os 90 minutos e mais alguns, se for preciso”.
Parreira chegou à Colina errando no palpite. Naquele 1969, o time vascaíno fez uma temporada fraca, de saída, naufragando durante a travessia da Taça Guanabara. Escorregou até diante do Bonsucesso (0 x 1, em 26.07). Afundo, também, contra o América (0x1, em 17.07) e o Flamengo (1 x 2, em 05.08). Pra minorar os prejuízos, empatou com o Bangu (0 x 0, em 12.07) e o Fluminense (0 x 0, em 20.07). Terminou em sexto lugar, só conquistando duas vitórias, em sete jogos: sobre o fraco Campo Grande (1 x 0, em 29.06) e contra o Botafogo (3 x 0, em 06.07).
PRIMEIRO TURNO - Rolava o Campeonato Carioca e a promessa de Parreira seguia “inchegável”. O time vascaíno colocou-se em quinto lugar, com 13 pontos, em 11 jogos, inclusive, apanhando feio do maior rival, o Flamengo, por 0 x 3 (11.05) – perdeu, ainda, para o Fluminense (1 x 2, em 21.04) e o Botafogo(0 x1, em 04.05). E, como durante a Taça GB, seguiu sem conseguir dobrar o Bonsucesso (0 x 0, em 06.04) e o Bangu (1 x 1, em 16.03). Diante do América, empatou (2 x 2. em 13.04). Das vitórias, duas foram apertadas: contra a Portuguesa-RJ (1 x 0, em 29.03) e o Olaria (2 x 1, em 23.03). Só contra o São Cristóvão (4 x 1, em 08.03), Madureira (6 x 0, em 26.04) e o Campo Grande (4 x 0, em 01.05), a torcida não reclamou.
Carlos Alberto Parreira foi preparador físico do Vasco na temporada-1969
RETURNO - Com apenas oito clubes, o Vasco ficou em terceiro lugar, somando nove pontos em sete jogos, o que não deixou de ser uma melhora. Afinal, empatou com Fla (1 x 1, em 08.06) e Flu (0 x 0, em 25.05) e venceu o Botafogo (2 x 0, em 04.06). Também, na conta, enfim, vitória sobre o América (1 x 0, em 21.06) – e sobre a Portuguesa (3 x 1, em 31.05). Mas seguiu enganchando em Bonsucesso (0 x 0, em 14.06) e Bangu (1 x 217.05). No somatório dos dois turnos, ficou em quarto lugar, totalizando pontos, atrás de Flu, Fla e Bota. O pior momento vascaíno na temporada-1969, no entanto, foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, a chamada Taça de Prata: nono e último colocado do seu grupo (B), vencendo apenas duas partidas (3 x 1 Atlético-MG , em 13.09, e 3 x 0 Santa Cruz-PE, em 27.09).
O restante foi pisadas na bola –quatro empates e 10 derrotas, incluindo uma série de 12 jogos sem vitórias – 1 x 1 Bahia (01.10); 1 x 3 Flamengo (05.10); 0 x 2 Botafogo (11.10); 0 x 0 América-RJ (19.10); 1 x 2 Corinthians (25.10); 0 x 2 Internacional-RS (01.11); 0 x 0 Grêmio (05.11); 0 x 1 Cruzeiro (09.11); 0 x 1 Palmeiras (12.11); 0 x 3 São Paulo (16.11); 1 x 2 Santos 19.11) e 0 x 1 Portuguesa de Desportos (22.111).
CARIOCA - Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 1943. Chegava Carlos Alberto Parreira, para diplomar-se, pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos-ENEFD, em 1966. No futebol, começou como preparador físico do São Cristóvão, que tinha seu time principal dirigido por Zé do Rio. No “Santo”, ocupou, também, o cargo de treinador dos aspirantes, que, as vezes, não reuniam um time completo para jogar, como mostra a foto.
Parreira contou à “Revista do Esporte” que, ao chegar ao Vasco, viu a necessidade de mudar a mentalidade da rapaziada, com relação aos treinos físicos. Então, passou a mesclar recreação com a parte científica. Por aquela época, ele via o futebolista brasileiro muito mais “jogador” do que “atleta”. E explicava: “Na Europa, todo jogador, antes de tudo, é um atleta. Treina pela manhã e à tarde, sem reclamar”. Admirava, sobretudo, o trabalho desenvolvido na então Alemanha Ocidental, onde fez estágio, às suas custas, e aprendeu os métodos do treinador do selecionado nacional, Helmut Schoen.
Antes de ser contratado pelo Vasco, Parreira decidiu pesquisar os trabalhos físicos de várias equipes brasileiras. E ficou decepcionado com o que viu. “Jogadores que não se interessavam pelo treino, que não demonstravam animação pelo que estavam fazendo”, contou à “RE”, acrescentando que a constatação lhe dera a noção do que fazer em São Januário.
BANGUENSE - Nascido no bairro de Bangu e criado em Padre Miguel, Carlos Alberto Parreira partiu para a carreira de treinador quando inscreveu-se no Ministério das Relações Exteriores, para disputar uma vaga de trabalho no futebol de Gana. Ganhou a parada e foi viver a sua aventura africana. Na volta, a convite de Admildo Chirol, assumiu a preparação física do Vasco e da Seleção Brasileira.

FERAS DA COLINA - CÉLIO DE SOUSA

Seguramente, o treinador Célio de Sousa pode ser considerado uma das figuras importantes no surgimento do maior ídolo da torcida cruzmaltina, Roberto Dinamite, com 708 gols em 1.108 jogos.
Relembrando: levado para São Januário, pelo olheiro Fernando Ramos, que tinha o apelido de “Gradim” (não confundir com um ex-atleta e ex-treinador), Roberto foi para a divisão de base. Era 1969 e o garoto garimpado nas peladas de Duque de Caxias, pouco tempo depois da chegada, já estava treinando entre os juvenis. No Campeonato Carioca da categoria, em 1970, foi o “matador” da equipe, com 10 tentos. Em 1971, o principal artilheiro do certame, com 13. Naquele mesmo ano, começou a jogar pelo time A de São Januário. E o restante da história todos conhecem.
Quanto a Célio Oliveira de Sousa, esta é uma das muitas histórias de amor e ondas que rolaram pelos mares da Colina. Ganhador de vários títulos nas divisões inferiores, este mineiro, de Além Paraíba, nascido em 4 de março de 1923, projetou-se dirigindo times de juvenis e aspirantes. Ele atribuía grande parte do seu sucesso aos aprimoramentos com Zezé Moreira, Ely do Amparo e Paulinho de Almeida.
Em 1967, Célio saiu do Vasco, acusando Zizinho (Thomás Soares da Silva) de ter contribuído para isso, por tê-lo taxado de “ondeiro”. Foi para o Madureira e ficou vice-campeã do Torneio Início do Campeonato Carioca-1967. Mas não pôde demorar-se pelo “Tricolor Suburbano”, devido problemas com o seu emprego de fiscal do trabalho. Em 1968, conseguiu tempo para atender ao treinador Aymoré Moreira e montar uma escolinha de futebol para o maior rival do Vasco, o Flamengo. No entanto, em 1969, estava de volta a São Januário, dirigindo o time principal, o que voltou a fazê-lo, em 1972.
À “Revista do Esporte” Nº 474, de 6 de abril de 1968, Célio de Sousa apontou três itens principais para aprovar um candidato: a maneira de bater na bola, o andar e a flexibilidade dos seus membros. Mas ressaltando: “Há os que surpreendem. Chegam desengonçados e acabam abafando”.
Em 30 de maio de 1972, a então chefe da torcida organizada vascaína, Dulce Rosalina, liderou um movimento para colher assinaturas de associados vascaínos, pedindo a volta do trabalho de Célio de Sousa junto aos juvenis. Ela disse ter reunido 8 mil autógrafos e levantado Cr$ 70 mil cruzeiros, para pagar ao treinador, como indenização por dispensa sem justa causa. No entanto, a campanha terminou esvaziada, porque o irmão do treinador, Carlos de Sousa, aceitou convite para supervisionar uma nova comissão técnica vascaína.
Casado, com Abigail Campos de Sousa, o treinador teve o filho Leonardo, que não o seguiu. (foto reproduzida da "Revista do Esporte"

 

domingo, 27 de julho de 2014

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA

 
Cléa
Yara
À sua esquerda, você vê a beleza da morena angicalense Cléa Mata Carvalho. À direita, a sua filha Yara. Não menos bela do que a mãe, confere? Digamos que o Seu Ariston Wanderley de Carvalho, o pai da primeira, bateu um papinho com a cadeia genética familiar, e proibiu desvios de conduta. À direita, a sua filha Yara. Não menos bela do que a mãe, confere? Cléa nasceu em Angical, no Oeste da Bahia, terra de mulheres lindíssimas. Adolescente, foi estudar em Belo Horizonte, a convite do tio Francisco Wanderley, que era um playboy solteirão e queria a companhia de sobrinhos, para alegrar a sua casa. Morando na Rua Romano Stochieiro, no bairro de Funcionários, rapidamente, a bela morena angicalense fez amizade com a galera, pois a sua simpatia e alegria de menina da Bahia contagiou a todos. Evidentemente, logo um mineiro de BH se apresentaria como candidato a maridão. E não deu outra. Mas Cléa não queria ser só dona de casa. Na época em que as mocinhas nem ousavam falar no "Partidão", ela foi à luta. Se o maridão achou ruim, ela o mandou passear, mesmo já com dois filhos. E virou líder de categoria. Passou a rodar por todo o Brasil, participando de encontros e congressos do interesse de sua categoria. Uma guerilheira! Atualmener, trabalha na Universidade Federal de Minas Gerais.
Quanto à belíssima Yara, o mineirinho que se encantar com esta gatinha fará o mesmo que ganhar na MegaSena. Alguma duvida?

FERAS DA COLINA - ADÃO BRANDÃO

Campeão por todas as modalidades (várias) visitadas. Coisa de superatleta. De um supercruzmaltino. Com uma superglória: autor do primeiro gol do futebol da Colina.
Esta história começa em 1922, quando Adão Antônio Brandão chegou ao Brasil. Para os pais, um castigo, por não gostar de estudar. Preferia o que chamavam, em Portugal, de “esporte dos desocupados”, rolando a pelota com a rapaziada do Porto e do Real Grandeza. De repente, estava d´além mar. Por sorte, quando um selecionado futebolístico de sua terra exibiu-se no Rio de Janeiro, levando a colônia lusitana a aderir ao “balípodo” e a fundar os clubes Lusitânia e Centro Português de Desportos.
De nada adiantou o castigo dos pais. No Brasil havia, também, a pelota para Adão chutar.  Entrou para ao time do Centro Desportivo e, por causa de uma briga do seu time, com a turma do Lusitânia, decepcionado com a atitude dos colegas, os abandonou e mudou de lado. Para o lado do “‘pai” do futebol do Club de Regatas Vasco da Gama. E foi, então, que o destino disse-lhe: você é o cara. Vá lá e comece a história vascaína nas redes.
Era 3 de  maio de 1916 e o Vasco da Gama estreava no Campeonato Carioca da Série C, promovido pela Liga Metropolitana de Sports Atléticos. A torcida presente ao estádio da Rua General Severiano já havia contado oito bolas mandadas ao barbante, por um adversário muito superior, o Paladino, quando Adão balançou a rede. Os adversários marcaram mais dois e enceraram a goleada por 10 x 1.
 Passadas quarenta temporadas daquele vexame, Adão relembrou – ao Nº 44 da “Manchete Esportiva”, de 22 de setembro de 1956 –,  dos apuros passados na volta a São Januário; “ ...elementos que combatiam o ingresso do futebol no grêmio cruzmaltino, abriram  a guerra franca. Fomos alvo de tremenda vaia,  acompanhada de uma chuva de laranjas...”
O Vasco seguiu perdendo os seus jogos – 13.05 - 1 x 5 Brasil; 28.05 - 0 x 4 Icarahy; 14.07 - 2 x 4 Parc Royal; 16.07 - 3 x 4 Ríver; 03.09 - 0 x 2 Paladino; 07.09 - 0 x 3 Parc Royal; 22.10 - 1 x 4 Icarahy.  Até chegar o dia  29 de outubro, quando venceu um adversário do bairro da Piedade, o River, que apresentou-se sem dois jogadores. Adão estava, também, naquele outro dia glorioso – Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antonio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida foi a formação – da vitória, por 2 x 1, mas sem comparecer ao filó. Aconteceu à Rua Figueira de Melo.
 Em 5 de novembro, o time de Adão voltou vencer, mas, pelo não comparecimento a campo do adversário, o Brasil. E ele encerrou o seu primeiro campeonato em sexto luar e último lugar.  Em declaração à mesma revista, disse que a paz entre os vascaínos, após os desentendimentos, gerados pela desão ao futebol, só ocorrera um ano depois da estréia, quando o time venceu o Boqueirão – 02.09.1917 -  3 x 0 –, com o Vasco promovido, por manobra dos cartolas da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, à  Segunda Divisão do Campeonato Carioca. “...Os rapazes do remo ovacionaram-nos e saímos numa passeata que simbolizaria a união do Vasco em torno de um mesmo ideal”.
Embora a pacificação desportiva tivesse ocorrido em setembro de 1917, o time vascaíno havia vencido três partidas, antes – 27.05 – 4 x 2 Icarahy; 10.06 -  2 x 0 Paladino; 05.10 – 5 x 2 Progresso.  Segundo Adão, quando rolava a adesão vascaína ao futebol, “ouve até quem fosse eliminado (do quadro social) pelo ‘crime’ de solicitar  tal proposta”, recordava.
Este foi o primeiro time de Adão Antônio Brandão no Rio de Janeiro, o Centro Português de Ginástica
Adão atuava pelo ataque e a então chamada linha média, o que, hoje, seria uma espécie de jogador de intermediária, entre a defesa e o meio-de-campo. Após deixar o time de futebol, passou para a turma do remo. Chamado a substituir Carneiro Dias, o fez tão bem, que o presidente vascaíno, Francisco Marques da Silva, comemorou a sua grande atuação derramando champanhe sobre a sua cabeça. E o incorporou-se à galera do imbatível barco “Íbis”, campeão carioca, invicto, por 19 vezes, invicto.
Campeão nas águas, em 1919 e em 1921, Adão voltou à terra. Para as pistas de atletismo. Depois de ganhar medalhas de bronze, em provas dos 100 e dos 200 metros rasos, decidiu partir para o que os desportistas de 1922 consideravam impossível: vencer o “invencível” flamenguista Ulisses Malagutti. Foram para a pista do estádio do Botafogo, e Adão o deixou para trás, levando um dos  mais importantes dos 67 troféus que ajudara a levar para a sede da “Turma da Colina”.   
 

sábado, 26 de julho de 2014

VASCO 0 X 0 PONTE PRETA

O placar do segundo jogo cruzmaltino, nesta semana, com a "Macaca" não ajudou em nada. O time seguiu fora do grup dos quatro primeiros do Campeonato Brasileiro da Série B, pois os 19 pontos  alcançados deixam a equipe do treinador Adílson Batista em 10º lugar. Na quarta-feira, a partida valeu pela Copa do Brasil, e a "Turma da Colina" mandou 2 x 0. Com isso, na próxima quarta-feira, em São Januário, poderá perder por até um gol de diferença.
Diego Renan (D) ajeitou bem a pelota, mas não deu para encaçapar, desta vez
Além de não progredir na tabela lassificatória da "Segundona", o Vasco ainda saiu de campo com um problema: odelegado da partida denunciou torcedores vascaínos de acenderam – a TV mostrou – sinalizadores na arquibancada durante o segundo tempo, o que é proibido. Ao final do Brasileirão da Série A, no ano passado, o Vasco já foi punido com a perda de seis mando de campo, devido brigas entre a sua patota  e a do Atlético-PR. Agora, corre o risco de ser condenado a jogar mais seis partidas longe de São Januário.
Será que estes caras são mesmo torcedores do Vasco? Sair do Rio de Janeriro, para ir a Campins prejudicar o seu time, seguramente, não é comportamento de pessoa inteligente. O que adianta o clube se esforçar para contratar jogadores, e torcedores atrapalharem? Será que estes caras querem ver o Vasco continuando na Segunda Divisão? É hroa de ter um pouco de inteligência, né, turma da bagunça?
 
                                                      CONFIRA A FICHA TÉCNICA
26.07.2014 (sábado) - Vasco 0 x 0 Ponte Preta. Brasileiro Série B. Estádio: Moisés Lucarellli, em Campinas-SP. Juiz: Jailson Macedo Freitas-BA. Renda: R$ 57.882,00. Público: 3.622 pagantes.VASCO: Martín Silva; Carlos Cesar (André Rocha), Douglas Silva, Luan e Diego Renan; Aranda, Guiñazu, Fabrício e Douglas (Rafael Silva); Thalles (Edmilson) e Kleber. Técnico: Adilson Batista. PONTE PRETA: Roberto; Juninho, Tiago Alves, Gilvan e Bryan; Adilson Goiano, Alef, Elton e Adrianinho; Rafael Costa (Alexandro) e Edno (Jonathan Cafu). Técnico: Jorge Parraga (interino). (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

VASCO DAS PÁGINAS - PARREIRA

“Tenho muita fé no Vasco, porque ele será uma força no campeonato (estadual)”. Quem disse isso foi o então preparador físico Carlos Alberto Parreira, pela “Revista do Esporte” Nº 520, de 22 de fevereiro de 1969. Na época, ele fora contratado pela diretoria do presidente Reinaldo Reis, para substituir Paulo Baltar. Prometia: “...daremos muito trabalho a todos.  Vasco terá fôlego para correr os 90 minutos e mais alguns, se for preciso”.
Parreira chegou à Colina errando no palpite. Naquele 1969, o time vascaíno fez uma temporada fraca, de saída,  naufragando durante a travessia da Taça Guanabara. Escorregou até diante do Bonsucesso (0 x 1, em 26.07). Afundo, também, contra o América (0x1, em 17.07) e o Flamengo (1 x 2, em 05.08). Pra minorar os prejuízos, empatou com o Bangu (0 x 0, em 12.07) e o Fluminense (0 x 0, em 20.07). Terminou em sexto lugar, só conquistando duas vitórias, em sete jogos: sobre o fraco Campo Grande (1 x 0, em 29.06) e contra o Botafogo (3 x 0, em 06.07).
PRIMEIRO TURNO -  Rolava o Campeonato Carioca e a promessa de Parreira seguia “inchegável”. O time vascaíno colocou-se em quinto lugar, com 13 pontos, em 11 jogos, inclusive, apanhando feio do maior rival, o Flamengo, por 0 x 3 (11.05) – perdeu, ainda, para o Fluminense (1 x 2, em 21.04) e o Botafogo(0 x1, em 04.05). E, como durante a Taça GB, seguiu sem conseguir dobrar o Bonsucesso (0 x 0, em 06.04) e o Bangu (1 x 1, em 16.03). Diante do América, empatou (2 x 2. em 13.04). Das vitórias, duas foram apertadas: contra a Portuguesa-RJ (1 x 0, em 29.03) e o Olaria (2 x 1, em 23.03). Só contra o São Cristóvão (4 x 1, em 08.03), Madureira (6 x 0, em 26.04) e o Campo Grande (4 x 0, em 01.05), a torcida não reclamou.    
Carlos Alberto Parreira foi preparador físico do Vasco na temporada-1969 
 RETURNO - Com apenas oito clubes, o Vasco ficou em terceiro lugar, somando nove pontos em sete jogos, o que não deixou de ser uma melhora. Afinal, empatou com Fla (1 x 1, em 08.06) e Flu (0 x 0, em 25.05) e venceu o Botafogo (2 x 0, em 04.06). Também, na conta, enfim, vitória sobre o América (1 x 0, em 21.06) – e sobre a Portuguesa (3 x 1, em 31.05). Mas seguiu enganchando em Bonsucesso (0 x 0, em 14.06) e Bangu (1 x 217.05). No somatório dos dois turnos, ficou em quarto lugar, totalizando pontos, atrás de Flu, Fla e Bota. O pior momento vascaíno na temporada-1969, no entanto, foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, a chamada Taça de Prata: nono e último colocado do seu grupo (B), vencendo apenas duas partidas (3 x 1 Atlético-MG , em 13.09,  e 3 x 0 Santa Cruz-PE, em 27.09).
 O restante foi pisadas na bola – quatro empates e 10 derrotas, incluindo uma série de 12 jogos sem vitórias – 1 x 1 Bahia (01.10); 1 x 3 Flamengo (05.10); 0 x 2 Botafogo (11.10); 0 x 0 América-RJ (19.10); 1 x 2 Corinthians (25.10); 0 x 2 Internacional-RS (01.11); 0 x 0 Grêmio (05.11); 0 x 1 Cruzeiro (09.11); 0 x 1 Palmeiras (12.11); 0 x 3 São Paulo (16.11); 1 x 2 Santos 19.11) e 0 x 1 Portuguesa de Desportos (22.111).       
CARIOCA - Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 1943. Chegava Carlos Alberto Parreira, para diplomar-se, pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos-ENEFD, em 1966. No futebol, começou como preparador físico do São Cristóvão, que tinha seu time principal dirigido por Zé do Rio. No “Santo”, ocupou, também, o cargo de treinador dos aspirantes, que, as vezes, não reuniam um time completo para jogar, como mostra a foto. 
 Parreira contou à “Revista do Esporte” que, ao chegar ao Vasco, viu a necessidade de mudar a mentalidade da rapaziada, com relação aos treinos físicos. Então, passou a mesclar recreação com a parte científica. Por aquela época, ele via o futebolista brasileiro muito mais  “jogador” do que “atleta”. E explicava: “Na Europa, todo jogador, antes de tudo, é um atleta. Treina pela manhã e à tarde, sem reclamar”. Admirava, sobretudo, o trabalho desenvolvido na então Alemanha Ocidental, onde fez estágio, às suas custas, e aprendeu os métodos do treinador do selecionado nacional, Helmut Schoen.
 Antes de ser contratado pelo Vasco, Parreira decidiu pesquisar os trabalhos físicos de várias equipes brasileiras. E ficou decepcionado com o que viu. “Jogadores que não se interessavam pelo treino, que não demonstravam animação pelo que estavam fazendo”, contou à “RE”, acrescentando que a constatação lhe dera a noção do que fazer em São Januário. 
 BANGUENSE - Nascido no bairro de Bangu e criado em Padre Miguel, Carlos Alberto Parreira partiu para a carreira de treinador quando inscreveu-se no Ministério das Relações Exteriores, para disputar uma vaga de trabalho no futebol de Gana. Ganhou a parada e foi viver a sua aventura africana. Na volta, a convite de Admildo Chirol, assumiu a preparação física do Vasco e da Seleção Brasileira.
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

VASCO DAS PÁGINAS - JAIR MARINHO

Reserva de Djalma Santos, durante a Copa do Mundo-1962, no Chile, o lateral-direito Jair Marinho, passou pelo Vasco, em 1967. Depois de consagrar-se pelo Fluminense (1954/1963), ele foi defender a Portuguesa de Desportos (1964/1965). No mesmo 1965, mudou-se para o Corinthians. Mas não tirava a cabeça do RJ, por ser proprietário de cinco imóveis alugados, em Niterói, e não tinha ninguém para fazer as cobranças aos inquilinos. Nada como ter amigos na praça. Ao tomar conhecimento dos problemas do seu jogador, o treinador Zezé Moreira negociou, com a diretoria corintiana, o empr4éstimo de Jair Marinho à “Turma da Colina”, para que ele resolvesse a sua vida no seu Estado. E, assim, um grande adversário tornou-se um cruzmaltino, por pouco tempo. Em 1968, já estava no peruano Alianza Lima – encerrou a carreira, em 1970, pelo Campo Grande-RJ.
Jair Marinho de Oliveira nasceu em  17 de julho de 1936, em Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro.  Filho de Francisco Marinho de Oliveira e de Leonor Albino Nascimento, foi cria do Flu, que o profissionalizou, em 1954. O meia vascaíno Lorico, no início da década-1960, o acusou de ser um jogador violento. Talvez, por isso, o seu apelido era “Jacaré”, por ser “mordedor”.  Jair Marinho tinha uma altura boa para os laterais-direitos do seu tempo, 1m70cm. Jogava quase sempre pesando 74 quilos, mas enrolava-se muito com a balança, que cobrava-lhe manter a cintura na marca dos 85cm. Com cabelos castanhos e professando a religião católica (devoto de Nossa Senhora das Graças e de São Jorge), ele confessava-se adorador de praia e de cinema. Ele disputou cinco jogos pela Seleção Brasileira, sem marcar gols. Aliás, só marcou dois em sua carreira: um pelo Fluminense e o outro pelo Corinthians.         
 

                   

 
 
 
 
 


quarta-feira, 23 de julho de 2014

VASCO DA GAMA 2 x 0 PONTE PRETA

Thalles e Diego Renan resolveram a parada
O Vasco ficou mais perto das classificação à quarta fase da Copa do Brasil, com os gols do lateral-esquerdo Diego Renan e de o atacante Thalles, ambos não segundo tempo do jogo disputado na casa do adversário. Na próxima quarta-feira, a "Turma da Colina " decide a vaga, em São Januário.
O primeiro tento cruzmaltino saiu aos.. minutos. Douglas fez um lançamento, sob medida, para Diego Renan matar a bola no peito, sair na frente do marcador e bater cruzado para o canto esquerdo do goleiro Roberto: 1 x 0. No segundo gol, Kleber "Gladiador" chutou ao gol, Roberto defendeu, mas deu rebote. A bola sobrou limpa para Thalles mostrar oportunismo e ampliar ao placar: 2 x 0.
Nas duas fases anteriores, Vasco eliminou o Resende-REJ, com 0 x 0 e 1 x 0, e o paraibano Treze de Campina Grande, com 2 x 1 e 1 x 1.
                                               CONFIRA A FICHA TÉCNICA
Douglas (D) decolou um "lançamentaço" para o gol de abertura da contagem
23.07.2014 (quarta-feira) - Vasco 2 x 0 Ponte Preta - Copa do Brasil. Estádio: Moisés Lucarelli, em Campinas-SP.  Juiz: Renda: R$ 58.820,00. Público: 3.594 pagantes Gols: Diego Renan, aos 10, e
Thalles, aos 16  minutos do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Carlos César (André Rocha), Luan, Douglas Silva e Diego Renan; Guiñazu, Aranda, Fabrício e Douglas (Dakson); Thalles (Yago) e Kléber. Técnico: Adilson Batista. PONTE PRETA: Roberto; Daniel Borges, Raphael Silva, Luan e Magal; Adilson Goiano, Juninho, Alef e Adrianinho; Edno (Rossi) e Alexandro (Rafael Costa). Técnico: Jorge Parraga (interino).

terça-feira, 22 de julho de 2014

PINILLA A UM CENTÍMETRO DA GLÓRIA

Quando o presidente Roberto Dinamite começou a presidir o Vasco, em 2008, a sua primeira grande contratação foi o atacante chileno Maurício Pinilla. E o carinha chegou mostrando muita adrenalina. Pena que, em seu terceiro jogo, sofreu uma grave contusão grave, que o tirou dos gramado por muito tempo. Recuperado, Pinilla não topou continuar na Colina, pois o Apolon Limassol, do Chipre pagava o que ele pedia par disputar o Brasileirão da Série B, na temporada seguinte.  
Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br
 

Se Pinilla não teve tempo para brilhar no futebol brasileiro, no entanto, teve o seu dia de “quase gloria” no Mineirão, em 28 de junho deste 2014, quando acertou a trave defendida pelo goleiro Júlio César, na última bola da prorrogação em que Brasil e Chile empatavam por 1 x 1. Por um centímetro, ele deixou de eliminar o time canarinho da 20ª Copa do Mundo. E aproveitou o fato para mandar ir ao estúdio “Tatoo Rockers”, em Santiago, e mandar o artista Marlon Parra fazer uma tatuagem do lance em seu corpo (foto abaixo), o que seus fãs chamaram de “marca de guerra”. E escreveu: “Um centímetro da glória”.
Reproduzido de www.vascominhavida.blogspot.com.br
 Como o  Vasco descobriu Pinilla? Jogando um bolão pelo time da Universidad de Chile, pelo qual iniciou a carreira e para o qual voltou, após ter “ciganado” pelos italianos Inrternazionale e Chieveo; os espanhóis Celta e Racing Santander; o português Sporting e o escocês Hearts – depois de deixar o Vasco, ainda passou pelos italianos Grosseto e Parma, até chegar ao Cagliari, atualmente, aos 30 anos de idade.    
 Pinilla chegou a São Janário para ser titular. Mas, de cara, desagradou ao treinador Renato Gaúcho, por ter-se apresentado com dois dias de atraso, precisando perder alguns quilos. Estreou enfrentando o Flamengo, na escorregada, por 0 x 1, com gol contra de Jorge Luís, em 19 de outubro, no Maracanã 1. Substituiu o zagueiro Eduardo Luís, na etapa final. Passados 11 dias, encarou o Atlético-PR, nos 2 x 2 de 30 de outubro, em São Januário, entrando na vaga de Mateus, também, no decorrer da partida. Mas não mostrou muito veneno. Só o inoculou nas vistas da galera, três dias depois, durante o 1 x 0 diante do Fluminense, no “Maraca”, entrando em lugar de Alan Kardec, como sempre, na etapa final. Que pena! Saiu de campo com um estiramento muscular de grau 3, na coxa esquerda, encerrando a sua história cruzmaltina.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

COMANDANTES DE ESQUADRA - PAULO AMARAL - 1

No futebol brasileiro, treinador perder o emprego sempre foi muito normal. Seria até perdoável um insucesso diante do grande Santos de Pelé, na década-1960, fase em que o “Peixe” tinha o melhor time do mundo. Mas não foi o que aconteceu com Paulo Amaral, em 2 de março de 1961, quando a “Turma da Colina” caiu, por 1 x 5, no Pacaembu. Não teve perdão. E olhe que, naquela noite, o “Rei do Futebol”nem visitou as redes.
O vexame foi de Miguel, Paulinho e Bellini; Brito e Coronel: Écio e Lorico (autor do único tento vascaíno), Sabará, Delém, Pinga (Wilson Moreira) e Da Silva. No jogo seguinte, seis dias depois, a equipe cruzmaltina já estava orientada por Martim Francisco e recuperou-se, no Maracanã, vencendo o Corinthians, por 2 x 0, com o cearense Pacoti sendo o “cara”: dois tentos. O time pouco mudou: Ita, Paulinho, Bellini e Écio (Russo); Brito e Coronel; Sabará, Delém, Pacoti, Lorico e Da Silva.
Para mostrar que a recuperação não fora por acaso, mis quatro dias passados, a rapaziada mandou 3 x 2 na Portuguesa de Desportos, dentro do Pacaembu, com Pacoti voltando à rede, e Sabará e Waldemar completando o serviço deste time: Ita, Paulinho Bellini e Écio; Brito e Coronel; Sabará, Delem (Humberto), Pacoti, Waldemar e Da Silva (Itajubá).
Paulo Amaral, sujeito carrancudo, durão, voltou a São Januário no início de 1962, quando o Vasco tinha acertados 17 jogos amistosos – venceu 15 e empatou dois, com o ataque marcando 43 gols – o artilheiro foi Saulzinho, com 13 tentos – e a defesa sofrendo oito. No entanto, fora convocado para ser o preparador físico da Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo daquela temporada, no Chile, com preparação entre 21 de abril e 16 de maio, prevendo jogos diante do Paraguai, pela Taça Oswaldo Cruz, e amistosos com Portugal e País de Gales. Daquele vez, Paulo Amaral deixou a Rua General Almério de Moura pela porta da frente.
DUAS CHANCES - Paulo Lima Amaral, carioca que viveu entre 18 de outubro de 1923 e 1º de maio de 2008, esteve treinador vascaínos por duas oportunidades: em 1961 e nos inícios de 1962, quando saiu para servir à Seleção Brasileira (como preparador físico) que treinaria para a Copa do Mundo.
Um dos pioneiros da preparação física desportiva brasileira, Paulo Amaral era carrancudo e musculoso. No Vasco e em todos os clubes pelos quais passou, sempre teve um difícil relacionamento com a imprensa e os seus ateltas. Foi depois do seu trabalho na Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1958, na Suécia, que os times brasileiros passaram a contratar preparadores físicos específicos, pois quem fazia isso eram os treinadores.
Antes de ser preparador físico, Paulo Amaral foi obscuro zagueiro reserva do Flamengo e do Botafogo, entre 1942/1948. Desistiu naquele último ano, ao formar-se em Educação Física. Sónão desistiu da bola. Em 1952, diplomou-se em técnico de futebol e foi levado pelo treinador Sílvlio Pirillo para botar a rapaziada botafoguense para correr muito. Pela mesma época, dirigiu os aspirantes alvinegros. O próximo passo foi consagrador. Tornou-se o primeiro preparador físico da Seleção Brasileira e sagrou-se bicampeão das Copas do Mundo de 1958 (Suécia, e 1962 (Chile).
Em 1960, Paulo Amaral foi contratado como treinador do time principal do Botafogo. Em 1962, convenceu a comissão técnica da Seleção Brasileira de que deveria ser auxiliar técnico do técnico Aymoré Moreira. O bi valeu-lhe emprego na italiana Juventus, de Turim. Fiocu até 1964, foi vice-campeão italiano da temproada1962/1963, e caiu por divergências com um cartola e o astro argentino Omar Sivori.
De volta ao Brasil, Paulo Amaral passou, muito rápido, pelo Corinthians, pois havia deixado boa impressão na Itália, e voltou para treinar o time do Gênoa. Na nova volta ao Brasil, rodou por vários clubes, como Atletico-MG, Bahia e Fluminense, pelo qual conquistou seu único título como treinador, a Taça de Prata-1970 (um dos empriões do Brasilerião). Voltou ao exterrior, para treinar o português Porto. De volta ao Brasil, trabalhou para o Améica-RJ, Remo-PA e Guarani de Campinas-SP. Em 1978, voltou a tentar o futebol exetrno, dirigindo o Al-Hilal, da Arábia Saudita.