Vasco

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CALENDÁRIO DA COLINA - 31 DE AGOSTO


Reprodução da Revista do Esporte




  Nem só de futebol se conta a história do Vasco. O Almirante entra nela por diversos lances. Por exemplo, em 30 agosto de 1942, ele ganhou busto de bronze à entrada da sede do clube, à Rua General Almério de Moura. Passados 11 anos, foi inaugurado, e m São Januário, o maior parque aquático sul-americano e que sediou a Copa do Mundo de Natação-1998. Com bola no pé, três destaques: goleada sobre Timbu e vitórias contra Urubu, Leão e time de Araras.




A data de 29 de agosto representa começo e fim de uma particularidade na história vascaína: final dos encontros com o River, pelos Campeonatos Cariocas da Segunda Divisão, e o início das refregas contra o Coritiba, pelos Brasileirões. O placar do dia tem um outro River nas paradas, bem como sergipanos, mato-grossenses, gaúchos e mais dois cariocas. 

O  29 de agosto de 1920, na Rua Campos Salles, marcou o último Vasco x River-RJ, confronto iniciado emm 9 de setembro de 1917, no estádio da Figueira de Mello, com escore mínimo para a "Turma da Colina". Neste pega final,  Medina (2), Negrito, Antonico e Aristides Esquerdinha castigaram o rival. Depois de oito encontros, contava-se sete vitórias cruzmaltinas e um empate. Nesse rolo, três goleadas: 5 x 2, (15.12.1918) e  8 x 2 (22. 06.1919) e os 5 x 0 citados acima. Além disso, a rapaziada venceu mais duas vezes, ambas por 2 x 0, (23.06.1918 e 09.11.1919) e em uma outra (27.06.1920), por 2 x 1. O único empate aconteceu (16.12.1917) no segundo encontro desses pegas, com todos valendo pela Segunda Divisão carioca. 
 
VASCO 3 X 0 INTERNACIONAL-RS, amistoso, em Sã Januário, prevalecendo a fórmula "P-2-P", isto é, Paulo Roberto marcou dois gols e Paulinho o outro.  
 


VASCO 1 X 0 CRUZEIRO foi dos chamados "jogo da sorte". Vitória com gol contra do lateral cruzeirenser Nonato, aos 26 minutos do segundo tempo. Valendo pela primeira fase do Campeonato Brasileiro-1994, rolou em São Januário, assistido por 2.699 pagantes e apitado por Oscar Roberto Godoi-SP. O treinador Sebastião Lazaroni escalou: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Bruno Carvalho; Sidnei, França, William e Yan (Leandro); Valdir "Bigode (Jardel) e João Paulo.  

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

GAMAVASCOLUNA






fOTO DOFACEBOOK DA MODELO DANIELE
 FICHAS TÉCNICAS DO VASCO

 Esta foto entrou para ao rol dos “posters” mais vendidos do planeta. Evidentemente, pela criatividade do fotógrafo, ou da modelo. E, realmente, o seu apelo sexy é interessantíssimo, mesmo sacando que nenhuma tenista vai à quadra sem calcinha.
Por mais de três décadas – exatamente, 35 anos – rolou um curioso mistério: quem seria a bela fera da raquete? Pela página 90 da edição de 30 de março de 2004,  na seção “Gente”, a revista paulista “Veja”, da Editora Abril, matou a curiosidade por estas bandas tropicais. Contou que a tenista nem era tenista. Apenas uma jovem, de 18 anos, apaixonada pelo namorado, um aspirante a fotógrafo. Para presenteá-lo, pegou, emprestado, o saiote de uma amiga e o boné, do pai. E catou todas as bolinhas do seu cachorro brincar, para compor este cenário que você está curtindo.
 
Legal! O malandro do namorado, que chamava-se Martin Elliot,  gostou tanto do resultado do seu trabalho, que execrou a ideia de só ele ter o privilégio de ver aquele sensacional click. E vendeu a foto para a maior empresa de “posters” da Inglaterra, sem o perigo de o pai da moça descobrir, já que não mostrava o rosto.
 Resumo da ópera: vendeu mais de dois milhões de reproduções e rendeu outros tantos dois milhões de libras esterlinas, que o fotógrafo embolsou sem dar “umazinha” sequer (moeda, é claro) à namoradinha, a inglesa Fiona Walker, que e só se revelou ao mundo ao chegar à casa dos 52 anos de idade. Para ela, é a luz que deixa a foto tão bonita. Do que discordam os brasileiros.


23,.03,20,18 sávbado) precisa aguardar o resultado final da rodada.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 2 BANGU

Data/Hora: 23/03/2019, às 19h (de Brasília)
Local: Estádio de São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Público/Renda: Pagante: 9.067, presentes: 9.493/ Renda: R$ 224.356,00
Árbitro: Maurício Machado Coelho Júnior (RJ) Nota L!: 6,5 Acertou a marcar pênalti a favor do Bangu e foi bem na aplicação dos cartões
Assistentes: Daniel do Espírito Santo Parro (RJ) e Diego Luiz Couto Barcelos (RJ)
Cartão amarelo: Rossi, Thiago Galhardo (VAS); Marcos Júnior, Anderson Penna (BAN)
Gols: Tiago Reis (1-0, 42’/1ºT), Anderson Lessa (1-1, 9’/2ºT), Marcos Júnior (1-2, 46’/2ºT)

VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castan e Danilo Barcelos; Bruno Silva (Thiago Galhardo, 11'/2ºT), Lucas Mineiro, Bruno César (Ribamar. 35’/2ºT) e Rossi; Marrony e Tiago Reis (Maxi López, 26’/2ºT). Técnico: Alberto Valentim

BANGU: Jefferson Paulino; João Lucas, Anderson Penna, Rodrigo Lobão e Dieyson; Felipe Dias, Marcos Júnior e Felipe Adão (Alex Chander, 27’/2ºT); Yaya Banhoro (Robinho, 39’/2ºT), Anderson Lessa (Bruno Luiz, 30’/2ºT) e Jairinho. Técnico: Ado Souza







  20.03.2019 (quarta-feira) - VASCO 2 X 0 RESENDE - Taça Rio. Estádio: da Cidadania, em Volta Redonda-RJ. Juiz:Luis Antônio Silva dos Santos  Público:  5.269. Renda:R$ 122.050,00. Gols: Tiago Reis, aos 4, e Bruno César, 17 min do 1º tempo. VASCO: ​Fernando Miguel; Raul Cáceres, Werley, Leandro Castan, Danilo Barcelos; Bruno Silva (Thiago Galhardo), Lucas Mineiro; Bruno César (Fellipe Bastos), Rossi; Marrony e Thiago Reis (Yago Pikachu). Técnico: Alberto Valentim. ​RESENDE: Ranule; Dieguinho, Rhayne (Domingues), Lucas Tavares, Murilo; Joseph, Léo Silva, Vitinho, Arthur Faria (Filipe Sousa); Jeanderson e Zambi (Mateus Totô. Técnico: Edson Souza



17.03.2019 (domingo) – VASCO 0 X 2 CABOFREIENSE-RJ – Taça Rio. Estádio: Kleber Andrade, em Cariacica-ES. Juiz: Marcelo de Lima Henrique-RJ. Público e renda: não informados. Gols: Rincon, aos  11 min do 1º tempo, e Bruno Lima, os  31 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel, Claudio Winck (Pikachu), Henríquez, Luiz Gustavo, Henrique; Raul (Thiago Galhardo), Willian Maranhão e Bruno César; Marrony, Rossi e Ribamar (Tiago Reis). Técnico: Alberto Valentim. CABOFRIENSE: George; Watson, Bruno Lima, Igor e Marlon; Abuda, Anderson Rosa e Rafael Pernão; Marcelo Gama, Abuda e Anderson Rosa; Rafael Pernão, Marcus Índio (Manoel) e Rincon (Kaká Mendes). Técnico: Valdir Bigode.

OBS: em jogos comprados, os empresários, dificilmente, informam público e renda total, alegando bilhetes vendidos antecipadamente.


14.03.2019 (quinta-feira) - VASCO 3 X 2 AVAÍ-SC. Copa do Brasil. Estádio: São Januário-RJ: Juiz: Flávio Rodrigues de Souza-SP. Público: 12.92 presentes. Renda: R$ 288.692,00. Gols: Pedro Castro, aos 10 e Danilo Barcelos, aos 34 min do 1º tempo; Rossi, aos 11; Thiago Galhardo, aos 26, e  André Moritz, aos 39 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castán e Danilo Barcelos; Raul (Bruno Cesar), Lucas Mineiro, Yago Pikachu e Thiago Galhardo (Andrey); Marrony (Rossi) e Maxi López. Técnico: Alberto Valentim.AVAÍ-SC: Glédson, Alex Silva, Betão, Marquinhos Silva e Iury (Lourenço); Ricardo (Luan Pereira), Pedro Castro, Matheus Barbosa (André Moritz), João Paulo e Getúlio; Daniel Amorim. Técnico: Geninho


              

FUTEBOL PELA TV

As transmissões brasileiras começaram com Vasco x America, no ....de  1950. Por aqueles inicios, os recursos técnicos eram poucos e havia constantes quedas de sinal. A partir de 1958, veio o video-tape e mais tês modalidades - basquete, o boxe e o turfe – ganharam espaço, devendo, principalmente, aos títulos internacionais da tenista Maria Esther Bueno,  do boxeador Éder Jofre e da equipe brasileira masculina campeã mundial de bola ao cesto, esta em 1959.

Até 1958, os brasileiros acompanharam as Copas do Mundo viao rádio e só viam as imagens por filmes curtos, exibidos pela TV e o cinema”. Em 1962 e em 1966, os teipes chegavam um dia depois das partidas.

Rola a bola, veio a década-1960 e nesses tempos tempos mais modernos a TV  Globo transmitiu seu primeiro jogo, em 1965, o  amistoso Brasil 2 x 2  União Soviética, em 21 de novembro de 1965, no Maracanã, duas horas depois do final da partida – começou  às 18h e terminou às 20h. O jogo foi gravdo em filmes e, em partes, enviadas ao estúdio, onde era montado, rapidamente, para o jornalista Teixeira Heizera fazer a narração em cima das imagens editadas.

Chegada a década-1970, houve o primeiro jogo de futebol televisionado em cores no país: em 19 de fevereiro de 1972, Caxias-RS 0 x 0 Grêmio-RS, amistosamente, dentro das programações  da Festa da Uva, no Rio Grande do Sul. Já a primeria transmissão colorida, ao vivo e por, via satélite, foi durante a Copa do Mundo- 1970, no México,em Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia, em 3 de junho. A Embratel recebia o sinal pelo sistema  padrão dos EUAS, o NSTC, e o converteu para o  PAL-M. Como não havia televisores para imagens coloridas no país, as transmissões reuniam só convidados, em suas sedes no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Já  Copa-1974 foi trnsmitida totalmente  a cores e assistida pro todos os torcedores.

Nos anos 70, transmissão de partidas estrangeiras eram raríssimas.Eem maio de 1973, haveria sinal para a  final da Copa dos Campeões da Europa, na então Iugoslávia, entre Ajax-Hol  e Juventus-Ita. No entanto, nenhuma TV brasuca l solicitou à Embratel.

Na década-1980, cresceu o interesse das TV brasileira pelo futebol de fora. A Bandirante, por exemplo, transmitiu as últimas rodadas do Campeonato Italiano-1982/83, com Falcão encantando os torcedores da Roma.

Antero Greco fazia sua estreia como comentarista de televisão, ao lado dos já veteranos Edgard de Mello Filho e Pedro Luiz Paoliello.[14]

Em 1984 a TV Globo transmitiu, pela primeira verz uma final de Copa dos Campeões europeus ao vivo, com aa Roma de Falcão e Cerezo perdendo, nos pênaltis, para o Liverpool. Na temorada-1984/85, a emissora mostrou como o Vernoa chegou ao título, em transmissões nas manhãs de domingo.

Em 1986, o SBT fez uma parceria com a Record para transmitir a Copa do Mundo do México. Para economizar gastos, as duas emissoras montaram uma equipe só e mandaram ao México para a transmissão dos jogos. O narrador Silvio Luiz, da Record, era o principal nome do time.

Durante a década-1990,  começaram a surgir as TV a cabo, ou por assinatura, tendo s primeiras sido a Sportv, da Globo, lançado em 1991, com o nome de Topsports, e a ESPN Brasil, filial da norte-americana Entertainment and Sports Programming Network. Esta lançou “os melhores momentos” dos eventos, com trilha sonora acompanhando os lances. A emissora também inovou ao colocar uma câmera na cabine de transmissão pela primeira vez para mostrar o narrador e o comentarista. Foi inserido, também, na tela algo que hoje é básico: o placar da partida e o cronômetro marcando o tempo de jogo.[

Também, pelos inícios da décdas-1990, a TV Bandeirantes passou a mostrar os jogos dos Campeonato Espanhol e Inglês ,noites de sábado, remostrados emm compactos exibidos pela TV Educativa (TVE) nas noites de domingo, junto com os gols da rodada da Série A italiana.

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De 1991 a 1995 a Bundesliga foi transmitida pela TV Cultura paulista nas manhãs de domingo. Pela mesma década, todas as grandes emissoras de sinal aberto transmitiam futebol. O SBT mostrava as Copas do Brasil e Conmebol, e ainda organizava alguns torneios amistosos no começo e no meio do ano. Na Manchete, assistia-se ao Campeonato Japonês, com muitos jogadores brasileiros em ação.

Em 2002, rolou a primeira transmissão em HD, a final da Copa do Mundo, em 30 de junho, em Brasil 2 x 0 Alemanha, em um cinema de São Paulo e outro no Rio de Janeiro. A transmissão foi produzida pela Casablanca, empresa que hoje é responsável pela geração de imagens de 80% das partidas no país.

A primeira transmissão em 3D foi  Brasil 0 x 0 Portugal, na fase de grupos do Mundial de 2010, em 25 de junho, transmitido em dois cinemas em São Paulo e um no Rio.

Com relação a "transmissões alternativas", muito comuns na Europa, por emissoras que não têm direitos de transmissão, no Brasil, a primeira  foi exibida pela ESPN  na Copa das Confederações de 2013, com o programa "Cabeça no Jogo". Mais tarde, o Esporte Interativo apostaria neste tipo de transmissão com os programas Veja o Jogo com a Gente (Copa do Mundo de 2014) e Arquibancada EI (Brasileirão).

Transmissão Via Internet[ - Em 2015, o YouTube transmitiu um evento futebolístico pela primeira vez para o Brasil. Foi a Copa do Rei, principal competição de mata-mata da Espanha. O Google, proprietário do site, adquiriu os direitos de transmissão exclusivos para 17 países, cobrando R$ 9,90 por jogo no mercado nacional. A ferramenta já havia conseguido boa exposição com o esporte na Liga Mundial de Surfe (WSL), exibida ao vivo desde 2014, ano marcado pelo título inédito do brasileiro Gabriel Medina.


Em 2017, Atlético-PR e Coritiba não chegaram em acordo pelos direitos de TV e decidiram abrir o sinal para a internet. E foi assim que, no dia 19/02 deste ano, dois times da primeira divisão nacional se enfrentaram no nobre horário da tarde de domingo com transmissão exclusiva pelo YouTube.

                              

Ser presidente da República do Brasil parede não ser bom negócio. Pelomenos, para 23 por cento dos 38 que chegaram ao cargo.

Deodoro  proclamou a república e renunciou, dois anos depois, tendo no seu perído de governo sido ditador e impopular.


Hermes das Fonseca, governoude 2010 a 2014. Após deixar ocargopssouj .. meses preso


Rodrigues Alves, bateu as botas antes de tomar posse, em2018

Júlio Prestes, eleito,em 1030, nãotomou posse por causa de getuliovargs

Getúlio Vargas – suicidou-secaf[efilho, derrerubadoem 1955

Carlos Luz, afastado em 1955

Janio Qudros, renunciou em 1961

JoõGoulart dererugadoem 1964

Castelo Branco – 64 a 67m, acidentado orvião

Cosa e Slva 67 a 69, enfarto

Pedro Aleixo impedido detomar posse em 1969

TancredoNeves gateu bots antes da posse em 1985

Coloor impcchdo em 1995

Lula 2103 \z 2011 – prso

Dilçm,a 2011 a 2016 impechada

Michel Temmer 2316 a 19 – preso 23, 6



                                         O GOLEIRO TRICOLORAÇO

O goleiro  Paulo Victor Barbosa Carvalho tinha 26 anos de idade – nasceu em 7 de junho de 1957, em Belém do Pará –, quando  viu o vascaíno Arthurzinho aproximando-se de suas traves, livre de marcação, na tarde daquele 27 de maio de 1984. Sem contar os caronas, 128.160 torcedores – recorde de público pagante brasileiro até então – estavam de olho nele. A torcida do Vasco levantou-se, para gritar o  gol que poderia levar a decisão do Campeonato Brasileiro a uma terceira partida – o Flu r 1 x 0, na noite da quinta-feira, 23. No entanto, ele garantiu a festa tricolor, como conta:
 “Fiquei parado, quando vi o Arthurzinho chegando na pequena área. Dei um passo à frente, para tirar-lhe o ângulo de chute. Mesmo assim, ele bateu para o gol. Fiz a única coisa possível: atirar as minhas pernas, para acertar a trajetória da bola. Deu certo”, relembra do lance que valeu o título.
 Assim que o árbitro Romualdo Arpi Filho encerrou o jogo, Paulo Victor saiu, em disparada. “Roubou” a bola do jogo e disse para o homem de preto: “Me desculpe, Seu Romualdo, mas esta aqui é minha. É a recordação da  defesa mais importante que já fiz” – na conclusão de Arturzinho.
Além do chute quase fatal de Arthurzinho, Paulo Victor saiu da área, por três vezes, para interceptar ataques vascaínos. Em todos, chutou a bola para a lateral do gramado. Ele não se lembro mais com qual dos pés “castigou a gorduchinha”, como brinca, e nem se foi para a direita, ou para a esquerda.
 Paulo Victor guarda, com orgulho, um recorte do jornal carioca “O Globo”, que lhe dá nota máxima (única) na análise dos  repórteres Átila Santos, Antonio Roberto Arruda, Carlos Silva, Chico Nélson, Danilo Mirales, Fernando Paulino Neto, Marcelo Matte, Marcelo Penido, Nélson Borges, Paulo César Martins, Paulo Roberto Pereira  e Sílvia Moretzsohn, sobre as atuações dos jogadores dos dois times. Diz o texto: “Paulo Victor – Só fez uma defesa em todo o jogo: aos 40 minutos do segundo tempo, num chute de Arthurzinho. Uma defesa que garantiu o título à equipe tricolor. Nota 10”’.         
ANTECIPADAMENTE – Passados 27 anos, seis meses e oito dias da conquista daquele título de campeão brasileiro da Série A, Paulo Victor revelou que o Fluminense tinha tanta certeza de que carregaria a taça, a ponto de brindar o feito antes do jogo.
“Estávamos concentrados no Hotel Nacional. Antes do almoço, que saiu por volta de uma da tarde, o presidente Manoel Schwartz, o vice de futebol Antônio Castro Gil e vice jurídico Luís Carlos Vilela, brindaram a conquista ‘timtimlando’ copos com cerveja. O clima era de tanto otimismo, que ninguém demonstrava tensão, nervosismo”, garantiu, inventando um neologismo para o brinde com “timtim’.
 Um exemplo da descontração tricolor durante os momentos que antecediam à final, Paulo Victor conta sobre uma brincadeira que ele fez, no hotel, com o supervisor Newton Graúna. “O cara usava um tênis branco, novinho tipo ‘cheguei’. Peguei no pé dele. Como um amigo nosso havia viajado, acho que aos Estados Unidos, e fiquei sacaneando, dizendo que ele fizera o cara viajar descalço e que ele usava um ‘tênis de viagem’. Sacou a saca?”   
 Com uma memória de fazer inveja, Paulo Victor não se esquece de um detalhe do dia do final: fora o primeiro atleta a deixar o quarto, para o café matinal. No trajeto para o restaurante, “por volta das 08h00”, encontrou-se com o Coronel Calomino, a quem avisou: “Sempre que marco gol durante os treinos recreativos, nós vencemos, no dia seguinte. Ontem, mandei o ‘mané’ buscar a bola no fundo do barbante duas vezes. Se acontecer o que rolou no outros jogos, prepare a faixa, coronel!”
 A memória do goleiro de 1974 lhe faz lembrar, também, que o presidente Manoel Schwartz chegou ao hotel, acompanhado pelo ex-atleta tricolor Carlos Alberto Torres, “lá pelas 11h, tirando onda de beijoqueiro”. Na brincadeira, acrescenta: “Tato, Duílio, Ricardo (Gomes), Assis e Branco, que o homem encontrou pelo hall de entrada, contaram terem sido as primeiras vítimas dos beijos presidenciais”.

CARDÁPIO DE CAMPEÃO –   Antes de “jantar” taças e faixas, Paulo Victor almoçou um churrasco, acompanhado de saladas e um buffet . Depois, entrou no elevador e foi descansar em seu quarto. Desceu, “por volta das 14h30”, quando o treinador Carlos Alberto Parreira fez uma prelação, “na sobreloja”, segundo ele, de uns 35 minutos. “O professor foi simples , direto e objetivo. Pediu, apenas, para mantermos a aplicação tática e a determinação de vitória do jogo anterior. Fora isso, analisou as possíveis fórmula pelas quais o Vasco poderia tentar nos surpreender”.
 Depois de lembrar da palavra do treinador, Paulo Victor  recordou-se de mais um detalhe: “O nosso (futuro) deputado Delei (Paiva, do PV, nos dois últimos mandatos, e não reeleito, no recente outrubro) já fazia campanha, por aquela época. Quando o professor passou a palavra à rapaziada, ele levantou-se e mandou ver. Disse que a nossa torcida não merecia derrota, e exigiu o caneco, com aquela tradicional frase manjada: ‘O título será a nossa consagração’. ‘Mnezão!’ Só ele sabia disso. E que deputado chorão, rapaz! Quando o jogo acabou, ele botou o bumbum no centro de campo, e disparou a chorar, encobrindo o rosto com as mãos. Da minha parte, eu vibrava, ouvindo a galera gritar o meu nome, enquanto caminhava para o vestiário”, relata. 
Outro fato que Paulo Victor não esquece é do ônibus com a delegação tricolor deixando o hotel, rumo a Maracanã. Afirma que Parreira foi o último a “adentrar ao buzu” e que, quando o carro começou a rodar, o “professor” olhou no relógio e observou:  “Já são 15h18”.
BOLA ‘REROUBADA’ –  Como o policiamento fora muito forte No dia daquela final de 1984,  Paulo Victor pôde sair de campo com o uniforme de jogo, que guarda, ainda, em  uma espécie de galeria, em seu apartamento, repleta de troféus e fotografias. Só não tem mais a bola roubada de Romualdo Arppi Filho, que ficou com a sua ex-mulher.
“Teve ‘mané’ que trocou camisa com os vascaínos. O Tato, por exemplo, o vi  trocando a dele, como Edevaldo, que tinha jogado com a gente. ‘Manezão!’ Ele havia contado pra gente que seus pais e dois tios, junto com as “tias’, estavam no Rio, pra assistirem as finais. Poderia ter presenteado os pais com a relíquia. Aquilo era pra guardar pros netos”, filosofa o ex-goleiro, que já é avô de três “netinhas”, como se refere às “gatinhas”.     
  Enquanto sacaneia Tato,  Paulo Victor dá nota dez para o lateral-esquerdo Branco. “Enquanto a gente comemorava, o gaúcho dizia que tiraria dois milhões (de cruzeiros, dos dez milhões prometidos, como prêmio, pelo título), para um avião levá-lo até Bagé (fronteira do Rio Grande do Sul, com o Uruguai), para comemorar com a família. Bonito isso!”, aplaude.
Título papado – o arbitro levou a partida até os 46 minuto do segundo  tempo –, Paulo Victor não viu quase mais vascaínos no estádio, quando a turma tricolor dava a volta olímpica, evidentemente, em clima de muita comemoração da torcida que lotava o lado esquerdo das arquibancadas do “Maraca” e a “geral” – setor que deixou de existir, há pouco tempo, por imposição da Fifa. Recebia o torcedor de menor poder aquisitivo, que assistia ao jogo em pé. Durante as comemorações no vestiário, o ultimo a chegar, acha ele,  foi o camisa 10 Assis. “Chegou com o troféu de melhor do jogo, cansadão. Não sei como não engoliu tantos microfones que puseram diante dos seus dentes. Ainda escutei ele declarando: ‘Foi a vitória da garra. Aprendeu o discurso do deputado Delei”, sacaneia.  
 Os recortes de jornais guardados por Paulo Victor mostram Assis declarando, também, que o título chegara, “por merecimento”. Citava que o Vasco havia pressionado no primeiro tempo e que o Flu atacara mais velozmente, na fase final, “quando criamos as melhores chances de vitória. Eu perdi três, se bem que o (goleiro) Roberto Costa tivesse me atrapalhado, com excelentes saídas de gol”, dissera.
Por aquele tempo, Assis formava com o baiano Washington, uma terrível dupla goleadora, que a imprensa carioca apelidou por “Casal 20”, em alusão a um seriado da TV norte-americana que tinha marido e mulher se metendo em encrencas e, sempre, derrotando o mau, para o bem do “bem”. Paulo Victor conta que Washington, depois do jogo, raspou a barba, “para acertar contas com o Homem Lá de Cima”, fato confirmado, também, pelos seus recortes de jornais. “Coisa de baiano”, volta a brincar o ex-goleiro, que era conhecido, em seus tempos de Ceub e  Brasília, como o mais gozador dos jogadores. “Leia só isto aqui”, aponta para as explicações do atacante: “Quando saí de casa (para as Laranjeiras), antes do primeiro jogo com o Vasco, olhei para o Cristo Redentor e decidi tirar dois dedos de prosa com ele, que me deu forças nesta decisão. Agora, vou lhe pedir licença pra tirar a barba”, está escrito num jornal carioca.
INIMIGO NO PEDAÇO – Uma atitude muito elogiada por Paulo Victor daquela final foi o comparecimento do meia vascaíno Mário, que havia sido cria do Flu, ao vestiário tricolor, para parabenizar  o zagueiro Ricardo Gomes, seu grande amigo. “Eles eram chapinhas, desde os tempos de seleção (brasileira) pré-olímpica. Muito bonito aquilo, ainda mais porque nós não perdemos a oportunidade para gozá-lo. O cara tinha, nos cabelos, o desenho de uma estrela cruzmaltina, que não ajudou a dar Vasco na cabeça”, sacaneia.
 Assim colo elogiou a atitude de Mário, o camisa um tricolor elogiou, também, atitude idêntica, do preparador físico tricolor, Admildo Chirol, que não escondia a sua admiração pelo vigor físico do adversário – principalmente, no primeiro tempo e inícios da etapa final – e foi ao vestiário do Vasco cumprimentar o colega Antônio Mello.       

JOGO DO ALÉM – O Fluminense foi campeão brasileiro, em 1984, sem nenhuma ajuda extraterrestre. É o que garante o seu goleiro do título, Paulo Victor. “No máximo, fazíamos uma reza coletiva, pedindo proteção a Deus, pra ninguém se contundir. Aquilo era acompanhado por um Pai Nosso e uma Ave Maria”.
  Para o atacante paraguaio Romerito, o sucesso na campanha fora, muito mais, causa  de “muito espírito de luta, união e disposição para morder a grama, se necessário”, declarações mostradas, por Paulo Victor, num do seus recortes de jornais sobre a final. Na mesma matéria, o volante Jandir dizia que o “momento determinante” da final fora o início do segundo tempo,quando Roberto perdera um gol. “Depois, espanei duas bolas que poderiam terminar em gol”, lembrou. De sua parte, o lateral Aldo, sobre quem o Vasco forçara o jogo, no primeiro tempo, o jogo não lhe pareceu decisão de campeonato, pois vira o adversário jogando no desespero. “No intervalo, o Parreira corrigiu o defeito de marcação, pela direita, colocando o Delei para me ajudar”, contou.
 Paulo Victor não esqueceu de elogiar o médico Arnaldo Santiago, por ter vetado o machucado lateral-esquerdo Branco, para o primeiro jogo, e o recuperado para a finalíssima. E, é claro, elogiou, também, o capitão Duílio, que fizera uma grande partida. Mostrou uma declaração do colega: “Todo mundo dividiu todas e não há ninguém que possa contestar o nosso título”.
O título tricolor saiu nu jogo em que o clube arrecadou Cr$ 252 milhões, 430 mil cruzeiros, da renda  de Cr$ 638 milhões, 160 mil cruzeiros. E quem estava entre os “não-pagantes” era o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT), autor da emenda sobre o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, naquele ano. Torcedor do Flu, Dante ouviu a galera gritar: “Diretas, diretas, diretas. Um, dois, três, quatro cinco mil, queremos eleger o presidente do Brasil!” Mas não deu, daquela vez. Só deu Flu. 

FICHA TÉCNICA - Fluminense 0 x 0 Vasco. Data: 27.05.1984. Local: Maracanã. Árbitro: Romualdo Arppi Filho, auxiliado por Emídio Marques Mesquita e José de Assis Aragão. Público: 128.781 pagantes. Renda: Cr$ 638 milhões e 160 mil cruzeiros (recorde brasileiro da época). Fluminense: Paulo Victor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira. Vasco: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel Gonzalez e Aírton; Pires, Mário e Arthurzinho; Jussiê (Marcelo), Roberto Dinamite e Marquinho. Técnico: Edu Coimbra.      

ACRÉSCIMOS: O Fluminense decidiu, em 1984, com a defesa menos vazada do Brasileiro – 13 gols –, contra o ataque mais positivo, o vascaíno, com 51 bolas nas redes, 16 mandadas por Roberto Dinamite e 14 por Arthurzinho.
Os campeões anteriores haviam sido: Atlético-MG (1971);  Palmeiras (72/73); Vasco (74); Internacional (75/76); São Paulo (77); Guarani de Campinas (78); Internacional (79); Flamengo (80); Grêmio (81) e Flamengo (82/83).


   

                                                                        O CHORÃO  PARREIRA


 Assim que o árbitro Romualdo Arppi Filho, que tinha o apelido de “Ganso”, apitou o final do Campeoanto Brasileiro de 1984, o treinador do Fluminense, Carlos Alberto Parreira, foi o primeiro tricolor a ir para o vestiário. Sentou-se e desabou a chorar. Era uma descarga de tantas emoções acumuladas, de tanto ouvir  e ler que ele “era um técnico sem títulos”. Agora, não podiam mais cobrar.
 Parreira temia muito pelo seu futuro na carreira. Ser campeão, naquele 27 de maio, era a chance de parar de ser rotulado de “teórico que jamais chutara uma bola”, como tentavam diminuir-lhe, o comparando ao “Capitão Cláudio Coutinho” – ex-técnico do Flamengo e da seleção brasileira, que incluíra no dicionário do futebol canarinho os termos “over laping” e ponto futuro.
 De tanta preocupação com o placar, aos cinco minutos do primeiro tempo, vendo o Vasco “aditivado por um motor turbinado”, Parreira pediu, logo,  ao preparador físico Admildo Chirol, para aquecer o zagueiro Vica e o meia René. Teria que garantir o empate, de qualquer jeito.  Mas nem precisou usá-los, pois sua rapaziada se segurou bem. Aos 38 minutos, Parreira foi ao desespero, chegando a dar três murros no gramado, anormal para sujeitos educados e serenos, como ele. Tudo porque Assis e Washington perderam uma excelente chance de gol. Realmente, coisa  de fazê-lo levar as mãos à cabeça e sentar-se, desolado, no banco dos reservas.
 Famoso por gravar partidas inteiras, em slides (tipo de fotografia já fora de uso), na manhã da final daquele 1984, Parreira trocou as modernidades da tecnologia da época, por certas “baianidades”, revelando um lado desconhecido pela torcida: o de superticioso. Acordou às 09h30 e rumou para a praia da Barra da Tijuca. Contemplou a imensidão do mar e caiu nas águas frias do seu Rio, para tomar um “banho de descarrego”.  Depois de “bater um papinho”, com Iemanjá, a Rainha do Mar, vestiu uma camisa branca, “para lhe dar sorte”.
 Mesmo animado por seus “contatos imediatos em outros níveis”, Parreira chegou tenso ao Maracanã. Falava pouco e evitava a turma do microfone. Quando a sua rapaziada entrou em campo, sentou-se no banco dos reservas e avisou aos repórteres que não falaria enquanto a bola rolasse. Depois,ficou de pé, com os cotovelos beira do gramado. As vezes, comentava algum lance, com Admildo Chirol. Quando o Vasco esquentou a pressão, aproveitou uma visitas de Delei à linha lateral do gramado e o mandou tocar a bola, acalmar a galera. Só depois do apito final, finalmente, sorriu. Conferiu a festa da rapaziada e da torcida, e se mandou pro vestiário, onde elogiou sua patota. E descarregou. Disse que o mais marcante fora a resposta que dera  aos críticos  que ajudaram a lhe derrubar da Seleção Brasileira, embora garantindo não ser revanchismo – estava passando o cargo para Edu Coimbra, contra quem decidira o Brasileiro. Parreira preferia falar  de solidariedade, segundo ele, o maior mérito do Flu na finalíssima, que tivera o Vasco melhor, veloz e criando chances de gol, no primeiro tempo. E a ajuda de Iemanjá? Parreira viu o rival cansando, na etapa final, permitindo ao seu time dominar o jogo, de um 0 x 0 justo, do seu ponto de vista. Enfim, Parreira campeão.            




22.03.19 –

A maioria dos vascaínos mais chegados ao Kike, em Brasília, elegeu os 4 x 2, de  29 de março de 1992, e os 4 x 1, de  3 de dezembro de 1999, ambos pelo Campeonato Brasileiro, como as maiores atuações de Edmundo diante do Flamengo.s. No primeiro desses jogos, o “Animal”,  assistido por 92.982 pagantes, abriu a conta, aos 7 minutos. Um golaço, tão bonito que até a torcida do rival elogiou. Bebeto, aos 41 da mesma etapa, aumentou. No segundo tempo, Flávio Paiva, aos 66 e aos 78, esticou o placar, para 4 x 0. No finalzinho, eles descontaram.

O Vasco arrasador daquela tarde de domingão ensolarado no Maracanã foi: Régis; Luís Carlos Winck, Alexandre Torres, Jorge Luiz e Eduardo; Luisinho, Geovani e William; Bismarck, Edmundo (Flávio Paiva) e Bebeto. O chefe da rapaziada chamava-se Joel Santana.

No segundo arraso, no mesmo "Maraca", era uma noite de quarta-feira, diante de 75.493 almas, Edmundo aprontou, aos, aos 16, aos 55 e aos 87 minutos, para Maricá fechar a porteira, aos 90.  O time da noitada teve:  Carlos Germano; Felipe Alvim (Maricá), Alex, Mauro Galvão e César Prates; Nasa, Nélson, Juninho Pernambucano (Moisés)  e Edmundo: Bebeto e Evair (Fabrício Eduardo) (Fabrício). O treinador era Antônio Lopes.


21.03.2019

1 - Está na mesma data, de 23 de  abril: duas expulsões de campo. Em 1955, o "sargentão" Flávio Costa era o treinador vascaíno e tinha compromisso contra o Santos, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. Pelé ainda não pintava no pedaço e a sua futura camisa 10 era usada pelo ex-vascaíno baladeiro Vasconcelos, amante dos embalos das noite. O Vasco vencia, mas Flávio Costa precisou substituir Pinga, que era um dos ídolos da torcida. Mandou Alvinho para o gamado, mas precisou voltar a mexer no time. Então, trocou Alvinho, por Iedo, que terminou expulso de campo. E não deu mais pra mexer em nada, nem no placar, que ficou Vasco 2 x 0. O time da época tinha: Vitor Gonzalez; Paulinho de Almeida e Bellini; Amauri, Adésio e Dario; Sabará, Ademir Menezes, Vavá, Pinga (Alvinho/Ledo) e Parodi.   


2 - Rolava 1980  e o Vasco havia ido a Recife, encarar o Náutico, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio do Arruda.  Aos 13 minutos, o meia Guina marcou o gol que deixou a conta final em 1 x 0. Com tal placar, os vascaínos quebravam o tabu, de três jogos, sem vitórias sobre o “Timbu”, em confrontos pelo Brasileiro unificado. Fazia de tudo para acabar com aquela história. E, já que era assim, para não deixar o anfitrião empatar, o meia-atacante Jorge Mendonça aprontou bagunça e foi convidado a se retirar do gramado. Trocou o convite por três pontos. O Vasco do dia teve: Mazaropi; Léo, Orlando, Juan e Paulo César; Dudu, Guina e Jorge Mendonça; Katinha, Paulinho (Aílton) e Roberto Dinamite.

                               

1 - Quatro jogadores que vestiram a camisa cruzmaltina foram capitães da Seleção Brasileira em Copas do Mundo: Leônidas da Silva; Hideraldo Luiz Bellini, Orlando Peçanha de Carvalho e Carlos Caetano Bledhorn Verri, o Dunga.



Musa do Vasco da Gama-2016, a modelo Bianka Cabral

               

                                        FICHAS TÉCNICAS DO VASCO


23,.03,20,18 sávbado) precisa aguardar o resultado final da rodada.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 2 BANGU

Data/Hora: 23/03/2019, às 19h (de Brasília)
Local: Estádio de São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Público/Renda: Pagante: 9.067, presentes: 9.493/ Renda: R$ 224.356,00
Árbitro: Maurício Machado Coelho Júnior (RJ) Nota L!: 6,5 Acertou a marcar pênalti a favor do Bangu e foi bem na aplicação dos cartões
Assistentes: Daniel do Espírito Santo Parro (RJ) e Diego Luiz Couto Barcelos (RJ)
Cartão amarelo: Rossi, Thiago Galhardo (VAS); Marcos Júnior, Anderson Penna (BAN)
Gols: Tiago Reis (1-0, 42’/1ºT), Anderson Lessa (1-1, 9’/2ºT), Marcos Júnior (1-2, 46’/2ºT)

VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castan e Danilo Barcelos; Bruno Silva (Thiago Galhardo, 11'/2ºT), Lucas Mineiro, Bruno César (Ribamar. 35’/2ºT) e Rossi; Marrony e Tiago Reis (Maxi López, 26’/2ºT). Técnico: Alberto Valentim

BANGU: Jefferson Paulino; João Lucas, Anderson Penna, Rodrigo Lobão e Dieyson; Felipe Dias, Marcos Júnior e Felipe Adão (Alex Chander, 27’/2ºT); Yaya Banhoro (Robinho, 39’/2ºT), Anderson Lessa (Bruno Luiz, 30’/2ºT) e Jairinho. Técnico: Ado Souza







  20.03.2019 (quarta-feira) - VASCO 2 X 0 RESENDE - Taça Rio. Estádio: da Cidadania, em Volta Redonda-RJ. Juiz:Luis Antônio Silva dos Santos  Público:  5.269. Renda:R$ 122.050,00. Gols: Tiago Reis, aos 4, e Bruno César, 17 min do 1º tempo. VASCO: ​Fernando Miguel; Raul Cáceres, Werley, Leandro Castan, Danilo Barcelos; Bruno Silva (Thiago Galhardo), Lucas Mineiro; Bruno César (Fellipe Bastos), Rossi; Marrony e Thiago Reis (Yago Pikachu). Técnico: Alberto Valentim. ​RESENDE: Ranule; Dieguinho, Rhayne (Domingues), Lucas Tavares, Murilo; Joseph, Léo Silva, Vitinho, Arthur Faria (Filipe Sousa); Jeanderson e Zambi (Mateus Totô. Técnico: Edson Souza



17.03.2019 (domingo) – VASCO 0 X 2 CABOFREIENSE-RJ – Taça Rio. Estádio: Kleber Andrade, em Cariacica-ES. Juiz: Marcelo de Lima Henrique-RJ. Público e renda: não informados. Gols: Rincon, aos  11 min do 1º tempo, e Bruno Lima, os  31 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel, Claudio Winck (Pikachu), Henríquez, Luiz Gustavo, Henrique; Raul (Thiago Galhardo), Willian Maranhão e Bruno César; Marrony, Rossi e Ribamar (Tiago Reis). Técnico: Alberto Valentim. CABOFRIENSE: George; Watson, Bruno Lima, Igor e Marlon; Abuda, Anderson Rosa e Rafael Pernão; Marcelo Gama, Abuda e Anderson Rosa; Rafael Pernão, Marcus Índio (Manoel) e Rincon (Kaká Mendes). Técnico: Valdir Bigode.

OBS: em jogos comprados, os empresários, dificilmente, informam público e renda total, alegando bilhetes vendidos antecipadamente.


14.03.2019 (quinta-feira) - VASCO 3 X 2 AVAÍ-SC. Copa do Brasil. Estádio: São Januário-RJ: Juiz: Flávio Rodrigues de Souza-SP. Público: 12.92 presentes. Renda: R$ 288.692,00. Gols: Pedro Castro, aos 10 e Danilo Barcelos, aos 34 min do 1º tempo; Rossi, aos 11; Thiago Galhardo, aos 26, e  André Moritz, aos 39 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castán e Danilo Barcelos; Raul (Bruno Cesar), Lucas Mineiro, Yago Pikachu e Thiago Galhardo (Andrey); Marrony (Rossi) e Maxi López. Técnico: Alberto Valentim.AVAÍ-SC: Glédson, Alex Silva, Betão, Marquinhos Silva e Iury (Lourenço); Ricardo (Luan Pereira), Pedro Castro, Matheus Barbosa (André Moritz), João Paulo e Getúlio; Daniel Amorim. Técnico: Geninho


FICHAS GAMA ..

26.01.2019 – GAMA 5 X 0 BOLAMENSE. Segundo jogo do confronto, iniciado em 2018.

31.01.2019 – GAMA 1 X 0 PARACATU-MG. Duelo que vem de 2015, com quatro Gama na frente do placar e três vezes batido. Os gameses foram por 10 vezes à rede dos mineiros e apanharam oito bolas no filé em oito.

03.02.2019 – GAMA 2 x 0 CAPITAL – São oito jogos (dois amistosos – Gama 2 x 0 e 3 x 0), com cinco vitórias do “Periquito”, dois empates e uma rasteirada do rival - desde 2006.

09.02.2019 - GAMA 3 X 0 SANTA MARIA – Em 10 puganas, os gamenses venceram oito e empataram dois. Primeiro jogo em 16.01.2005, na estreia dos santa-marienses no Candangão, quando o Gama mandou 3 x 1. Maior goleadas: Gama 5 x 2, em 2018.  Em oito vitórias e dois empates, o Gama marcou 21 e levou sete gols gols

16.02.2019 – GAMA 2 x 2 LUZIÂNIA-GO – Desde 10.03.1996, são 35 jogos, com 17 Gama positivo, empatando 11 e escorregando em sete oportunidades. Os gamenses marcaram 40 e levaram 28 bolas na rede.

24.02.2019 - GAMA X FORMOSA-GO. São 16 jogos, com nove vitórias gamenses, três empates e quatro quedas, com os alviverdes marcando 26 e levando 16 gols. Mairo placar, Gama 5 x 3, em 2011, no Bezerrão. O primeiro jogo entre ambos foi amistoso, em 21.11.1999, na entrega das faixas aos formosenses campeões candangos da Série B.

09.03.2019 (sábado) – GAMA 1 x 0 CEILÂNDI. 7ª rodada do Candangão. Estádio: Abadião, em Ceilândia. Juiz: Almir Camargo. Público: 500 pagantes. Renda: R$ 3.890,00. Gol: Nunes, aos 12 min do 2º tempo. GAMA: Rodrigo Calaça; Alex Santos, Emerson, Gustavo e Mário Henrique; Wagner (Wanderson), Tarta e Gilsinho (Filipe Werley); Jefferson Maranhão (Wisman), Vitor Xavier e Nunes. Técnico: Vílson Tadei.

OBS: 80º entre os dois clubes, desde 6 de julho de 1980, quando o Gama mandou 3 x 0 (Lino (2) e Fantato), dirigidos por Jaime dos Santos, no Bezerrão. O Ceilândia, surgido em 1979, estreava no Candangão. Agora, o pega tem 32 vitórias gamenses, 28 empates e 19 escorregadas. Foram 110 gols marcados e 74 levados, com a maior goleada tendo sido Gama 5 x 1, em 15.09.1991 e em 17.03.1996.


13.03.2109 (quarta-feira) – GAMA 4 x 1 SOBRADINHO. 8ª rodada do Candangão. Estádio: Bezerrão: Público: 1.930 pagantes. Renda: R$ 20.003,00. Gols: Tarta, as 32; Nunes (pen), aos 39 min do 1º tempo; Tiago Gaúcho, aos 7, e Nunes, aos 9 min do 2º tempo. GAMA: Calaça; Alex Santos, Emerson, Gustavo e Mário Henrique; Wagner (Gilsinho),Tiago Gaúcho e Tarta; Vitor Xavier (Wisman), Nunes (Betinho) e Jefferson Msranhão. Técnico: Vílson Tadei.

OBS: 90º encontro da dupla, desde 17 de setembro de 1978, no Bezerrão, com Gama 1 x 0 e gol do zagueiro Manoel Silva. Os gamenses já venceram 42, empataram 29 e perdram 17. Marcram 122 e levaram 65 gols. A mairo golada foi Gama 7 x 0, em 21 de maio de 2.000, no Estádio Augustinho Lima, a casa do adversário.

17.03.2-019 (domingo) GAMA 1 X 0 BRASILIESE. 9ª rodada do do Candangão. Estádio: Bezerrão. Juiz: Rodrigo Raposo. Público: 9.1554 pagantes. Renda: R$ 112.550,00. Gol: Nunes, os 21 min do 2º tempo GAMA: Rodrigo Calaç; Alex Santos (Lúcio), Gustavo Emerson e Mário Henrique; Tiago Gaúcho (Wisman), Tarta e Gilsinho (Wagner); Jefferson Maranhão, Victor Xavier e Nunes. Técnico: Vílson Tadei.   

OBS: o confronto começou em 18 de fevereiro de 2001, com Jacaré 3 x 1, estreando na Séria A candanga. No mesmo 2001, o Gama mandou 3 x 2, no Bezerrão, primeira vitória em casa, onde, em 20 jogos, já são oito vitórias, seis empates e seis quedas, O eriquito, também, já marcou 28 gols e levou 26. A maior goleada gamense foi 4 x 1, da final do Candangão-2003.Entre 2002 e 2005, o Gama segurou quatro temporadas de invencibilidade, em casa, sobre o rival.   

20.03.2019 ( ) GAMA 1 X 0 REAL. 10ª rodada do Candagão. Estádio: Mané Garrincha. Público: 778 pagantes. Renda: R$ 5.980,00. Gol: Gustavo, aos 35 min do 2º tempo. GAMA: Calaça; Felipe, Gustavo, Emerson e Mário Henrique; Tiago Gúcho (Wagner Balotelli), Tarta (Wisman) e Gilsinho; Vitor Xavier, Jefferson Maranhão e Nunes. Técnico: Vílson Taadei.   
OBS: terceiro jogo entre Gama x Real - fundado em 2017 – desde 1º de abril de 2017. Os placares dos dois jogos anteriores foram 2 x 2 e Gama 1 x 0.  

24.03.2019 - GAMA 1X0 TAGUATINGA - CANDANGÃO 2019 (11° RODADA)
Data: 24/03/2019
Local: Estádio Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Maricleber Góis
Público: 1.707 pagantes (2.015 presentes)
Renda: R$ 21.215,00
GAMA: Rodrigo Calaça; Felipe Tavares, Samuel, Emerson e Cleidson; Tiago Gaúcho (Felipe Werley), Wagner Balotelli e Gordo; Wisman (Júlio César), Betinho e Nunes (Gilsinho). Técnico: Vilson Tadei.
TAGUATINGA: Luan; Bruno Brito, Índio e Felipe Lira; Ferrugem (Bruno Croácia) Amaral, Bruno Oliveira, Renato e Leandro Lima (Portugal); Marquinhos Paracatu e Jean Felipe (Ranyelle). Técnico: Gessimar Marques (Flu).
GOL: Wisman (12'/2T)
Cartões amarelos: Felipe Tavares (Gama)



24.03.19 - Depois de 20 anos do último confronto pelo Candangão, as equipes voltaram a se enfrentar, após longo período de inatividade do Taguatinga. O clube encerrou as atividades no ano de 1999, logo após ser rebaixado à segundona do Candangão e voltou no ano de 2018, quando conseguiu o acesso de volta à divisão principal do futebol candango. Juntos, Gama e Taguatinga colecionam 16 títulos candangos. O alviverde, maior campeão local, tem 11 e o TEC é pentacampeão. Foram 77 jogos entre as duas equipes, com 19 vitórias, 29 derrotas e 29 empates. O Gama fez 77 gols e sofreu 89.
Na pré-temporada para o Candangão, o alviverde enfrentou a Águia, em amistoso disputado no Centro de Treinamento Ninho do Periquito. Com gols de Victor Xavier, Wisman e Wanderson, o Gama venceu por 3 a 1. As duas equipes, fundadas em 1975, se enfrentaram pela primeira vez há 43 anos, no dia 1º de maio de 1976, no  stádio Pelezão. O TEC venceu por 1 a 0, gol de Bira.O último clássico entre o Periquito e a Águia foi disputado no Bezerrão, no dia 2 de maio de 1999. O Gama, então bicampeão candango e campeão da Série B do Brasileiro, não conseguiu passar pelo Taguatinga e a partida terminou sem gols. 
Depois da final do Candangão de 1993, em que o Gama perdeu na prorrogação para o Taguatinga, após ser o melhor em todo campeonato, o alviverde estabeleceu uma sequência invicta contra o adversário que dura até hoje. Em 12 confrontos, do dia 12 de dezembro de 1993 à 2 de maio de 1999, foram oito vitórias do Gama e quatro empates. Contando com os 20 anos de inatividade do TEC, a torcida adversária acumula 26 anos sem saber o que é comemorar uma vitória em cima do alviverde. A maior goleada. . Em 3 de maio de 1998, o alviverde goleou o TEC por 4 a 1, sendo essa a maior diferença de gols do confronto.

30.03.2019 (sábado)  - 1 x 1 Formosa. 11ª rodada do Candangão. Estádio Bezerrão. Público: 2.788 pagantes (3.207 presentes). Renda: R$ 46.020,00. Gol: Felipe Tavares, aos 43 min do 1º tempo. GAMA: Calaça; Felipe Tavares, Gustavo, Emerson e Mário Henrique; Tiago Gaúcho (Gilsinho), Wagner e Tarta (Felipe Werley); Betinho, Jefferson Maranhão (Wisman) e Victor Xavier. Técnico: Vilson Tadei

04.04.2019  REAL 1X2 GAMA - CANDANGÃO 2019 (JOGO 1 - SEMIFINAL) Data: 04/04/2019
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF) Árbitro: Almir Camargo .Público: 1.776 pagantes. Renda: R$ 26.300,00. GOLS: Mário Henrique (19'/1T) e Emerson (27'/2T); Andrei Alba (39'/2T)
Árbitro: Almir Camargo GAMA: Calaça; Felipe Tavares, Emerson, Gustavo e Mário Henrique; Wagner, Tarta (Júlio César) e Gilsinho (Wanderson); Wisman, Jefferson Maranhão (Felipe Werley) e Nunes. Técnico: Vilson Tadei

07.04.2019 -  GAMA 1X0 REAL - CANDANGÃO 2019 (SEMIFINAL - JOGO 2)Data: 07/04/2019
Local: Estádio Bezerrão, Gama (DF) Público: 4.511 pagantes / 5.145 presentes Renda: R$ 66.320,00GOL: Tarta (39'/1T)GAMA: Calaça; Felipe Tavares, Emerson, Gustavo e Mário Henrique; Wagner, Tarta e Gilsinho (Wanderson); Nunes (Betinho), Wisman e Jefferson Maranhão. Técnico: Vilson Tadei













LOCUÇÃO ESPORTIVA

JBr de 22.03.19

Os historiadores ainda não definiram a exatidão da primeira transmissão de um jogo de futebol pelo rádio brasileiro. Citam 20 de fevereiro, 19 e 20 de junho, e 20 de julho de 1932. Muito provavelmente, a data correta deva ser o 19 de junho, pois o 20 de fevereiro era um sábado, o 20 de junho um segunda-feira e o 20 de julho uma quarta-feira.

 Absolutamente  certo é que Nicolau Tuma foi o pioneiro, pela Rádio Educadora Paulista - depois Gazeta -, do campo da Chácara da Floresta, no bairro Ponte Grande, em São Paulo 6 x 4 Paraná, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais – o rádio estava no Brasil desde 7 de setembro de 1922.

Antes do jogo começar, Tum foi aos vestiários, conhecer as características físicas dos atletas que estariam em ação. Colado ao público das gerais, ele tentou fazer o  ouvinte “ver” o lado para onde os times atacavam, o dominador da bola, a colocação em campo dos demais atletas e o que rolava no lance do gol. Tudo isso, com muita rapidez - valeu-lhe o apelido de “Speaker Metralhadora”, por conseguir falar 250 palavras por minuto, pois não havia repórter, comentarista e nem comerciais.

Tuma tinha 20 de idade quando fez a primeira narração integral de uma partida, que foi retransmitida até por auto-falante instalado na Confeitaria Mirim, no Anhangabaú-SP.

Fora a mesma Rádio Educadora-SP a iniciante das programações esportiva no rádio brasileiro. Em  uma tarde dominical de abril de 1925, transmitiu os resultados do futebol da capital e do interior paulista e do exterior. Por aquela época, enviava-se um correspondente ao estádio e eles mandavam telegramas com os resultados das partidas, para os locutores do estúdio informarem aos ouvintes.

Está registrado que apenas São Paulo ouviu a narração pioneira de Tuma. Com o passar dos jogos, ele atraiu tatos ouvintes que, em 1937,  foi proibido de entrar no estádio para narrar um deles - Palestra x DCB  - porque temia-se perder público. Então, o transmitiu de cima de uma escada, com 14 metros de altura, do lado de fora. Até 1940, as narrações eram feitas de onde pudessem, até de telhados de casas vizinhas aos gramados.

O restante do Brasil só a conheceu a narração esportiva em 1938, quando o locutor paulista Leonardo Gagliano Neto transmitiu a Copa do Mundo, da França – para as rádios Clube do Brasil e Cruzeiro, do Rio de Janeiro; Cosmos e Cruzeiro do Sul-SP, e Clube de Santos, com patrocínio do Cassino da Urca-RJ. Centenas de auto-falantes espalhados pelo país retransmitiram, no 5 de junho,  Brasil 6 x 5 Polônia.

Por aqueles tempos, a voz do locutor era abafado pela dos torcedores, no instante do gol. Então, no mesmo 1938, Ari Barroso teve a ideia de usar o som de uma gaita para informar melhor ao ouvinte que houvera bola na rede. Barroso, por sinal, era um sujeito engraçado. Como - entre 1947 e 1955 -, não havia números nas camisas dos atletas, se fosse jogo internacional, ele chamava os estrangeiros pelos nomes dos jogadores do Vasco, por considera-lo sempre os adversários do seu time, o Flamengo.

 Em 1945, a Rádio Panamericana-SP criou o comentarista e o repórter, melhorando o fôlego do narrador. Pela Pela década-1950, com a chegada da TV, o rádio teve de se virar. Na-1960, o radialista paulistas Fiori Gigliotti introduzindo bordões, o que era feito no Rio de Janeiro, também, por Waldir Amaral, da Globo, pela qual o repórter Washington Rodrigues,Apolinho, tornou-se popularíssimo, levando muitas novidades aos ouvintes. Mas o pioneirismo do uso de bordões deva ter sido Ailton Flores, o “Canarinho”, da Rádio Cruzeiro do Sul-RJ.

Décadas e décadas se passaram e o rádio vem mantendo-se presente nas transmissões esportivas. Na década-1990, o futebol chegou até as FM,  com Transamérica transmitindo a Copa do Mundo-2002, reunindo-se às rádio Globo e Bandeirantes. Até hoje está ele aí, levando emoções aos torcedores, enfrentando  concorrência já até do telefone celular. Mesmo assim, onde faltar um sinal para qualquer aparelho transmissor de emoções haverá um rádio no lance.



AFONSINHO PASSE LIVRE

Para 23.03.2019 - Início às 16h19 de 20.03.2019 (quarta-feira)


Quando havia a Lei do Passe, o clube era o dono do destino do seu futebolista profissional. Se ele não o obedecesse, rigorosamente, ficaria com o seu futuro perigando.

A normatização do esporte brasileiro começou pelo Decreto-Lei 3.199, de 1941, durante o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, que incumbiu ao ministro da Justiça, João Lyra Filho, de cuidar das questão. Mas este só fez copiar a legislação fascista italiana que fazia do Estado o senhor do esporte.

Em 1975, pelo decreto-lei 6.251, do presidente-general Ernesto Geisel, revogou-se a norma getulista, tentando modernizar o esporte, mas mantendo o Estado como controlador. Mais 18 temporadas se passaram e veio a Lei “Zico” 8.672, com novos horizontes, patrocinada pelo presidente Itamar Franco, que preferia o Estado pulando fora de intervenções no esporte, embora mantndose grande financiador.

Finalmente, pela Lei 9.615, de 1998, baseada na “Lei Zico”, veio a “Lei Pelé”, com alterações importantes. Também, manteve o Estado financiador da política esportiva, rolando a bola para entidades esportivas com personalidades jurídicas de direito privado. Basicamente, voltada para o futebol e prejudicando os esportes, há 30 propostas no capítulo sobre o esporte profissional, sendo um deles o que mata a Lei do Passe. Ao finl do seu contrato, o atleta pode ir para onde quiser. Fim da ditadura dos carrtolas.

Como se vê, mais de meio-século com o atletas do futebol tentando respirar legal. Nesse processo de liberta-lo do asfixiante passe, o ministro do Esporte, Pelé, não deixou de faturar glórias, enquanto Zico nem é lembrado. Um nome, no entanto, virou da questão, o então meia-armador Afonsinho, do Botafogo.

Afonso Celso Garcia Reis, nascido no 3 de setembro de 1946, em Marília-SP, saiu do XV de Jau, em 1962, para o time juvenil botafoguense. Em 1965, foi campeão carioca, dirigido por Mário Jorge Lobo Zagallo, que viria a ter grande participação no rolo que vamos ver.

Afonsinho mostrava-se jogador de grande talento, mas Zagllo achava que ele não poderia jogar ao lado de Gérson de Oliveira Nunes, o então maior meia-lançador do futebol brasileiro. E o deixou, por duas temporadas, na reserva. So tornou-se titular – e até capitão do time -, em 1969, quando o então maior astro alvinegro teve o seu passe negociado com o São Paulo FC.

Além de jogar futebol, profissionalmente, Afonsinho estudava e, em 1970, já era terceiranista de Medicina. Durante uma excursão ao México, ele sofreu uma contusão e, ao voltar aos treinos, considerando-se inteiramente apto para retomar a sua posição, Zagallo achou que não estava e só o lançou ao finl de um jogo da excursão. Afonsinho não aceitou, por haver passado duas temporadas esperando a sua ver. Brigou com o treinador.

Encerrada a excurso, Afonsinho reapresentou-se barbudo e cabeludo. O Botafogo exigia dele livrar-se daquela aparência, alegando não ter vaga para guitarrista de iê-iê-iê, a moda musical de então.

Aonsinho não aceitou ter a sua vida particular comandada pelo empregador. Foi emprestado ao pequeno Olaria, voltou, seguiu recusando-se  a tirar a barba e a briga ficou mais feia. Quando não tinha mais canais de entendimento, o Botafogo suspendeu o seu contrato, faltado três meses para o finl. Afonsinho ficava proibido de trabalhar.

Diante do problema, contratou o advogdo Rafael de Almeida Magalhães, ex-governador do Estado da Guanabara, sabendo que a parada seria duríssima, principalmente por que o secretário estadual de Fazenda fazia parte da diretoria alvinegra e ele temia tê-lo trabalhando pelos bastidores. Mesmo assim, pediu ao advogado para esgotar todos os recursos na esfera esportiva, deixando a Justiça comum para o últim caso.

Do primeiro julgamento do pedido de passe livre junto ao Tribunl de Justiça Desportiva da então Federação Carioca de Futebol, Afonsinho saiu dizendo-se horrorizado pelo que chamou “jogo de cartas marcadas, apreciação unilateral da causa”. E partiu para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva da então Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF).

Pelo direito de exercer a sua profissão, Afosinho ganhou o passe livre, em 4 de março de 1971, levando os cartolas a uma derrota inimaginável. Dono do seu destino, jogou, ainda, por Olaria e Vasco da Gama-1971; Santos-1972; Flamengo-1973; Bonsucesso e América-MG-1975; Madueira-1980 e Fluminense-1981. Hoje, é médico, no Rio de Janeiro.

Depois dele, o goleiro Raul Guilherme e o meia Spencer, ambos do Cruzeiro, seguiram-no, mas o primeiro fez acordo e seguiu no clube. Aqui em Brasília, o meia Ernâni Banana, do Taguatinga, foi o primeiro a ganhar passe livre, em 1976.

Afonsinho ficou com a fama, mas, na verdade, o primeiro futebolista brasileiro a pedir passe livre foi o então médio (hoje, apoiador) Fausto dos Santos, em 1936, quando defendia o Flamengo. Os tempos eram outros, os atletas não tinham força e ele teve de se humilhar, pedir desculpas, publicamente, ao clube, para continuar exercendo a sua profissão – velhos tempos inglórios!


                                              OS “EX NA LATINHA

                                                        JBr de 20.03.19

De repente, ex-ateltas e ex-treinadores começaram a ocupar o lugar de jornalistas/radialistas nos microfones. Seriam, comentaristas convidados, mas passaram até a fazer entrevistas. Dos últimos exemplos, de ex-treinadores, temos:

Muricy Ramalho – problemas de coração o fizeram abandonar o Flamengo e não mais voltar, em 200...

Renê Simões – dirigiu vários clubes e uma Seleção Brasileira feminina. Tornou-se comentarista de TV paulistas.

Mário Sérgio: atleta nas décadas de 80 e 90, foi vice-campeão da Copa do Brasil-2007, pelo Figueirense. Fez grandes trabalhos para o Corinthians e o Internacional. O seu ultimo  foi na TV Fox Sports, em 2017.

Carlos Alberto Torres: capitão do tri canarinho-1970, treinou Flamengo, Corinthians, Botafogo e Atlético-MG, entre outros, tendo por último trabalho o paraense Paysandu-2005. Virou paraticiante de programas do SporTV.

Paulo Roberto Falcão: Passou por Seleção Brasileira, Internacional, e América do México e Bahia. Na década-1990, foi para a Rede Globo ser ser o principal comentarista. Já passou, também, por outro cnal de TV, como apresentador.

Leovegildo Júnior - treinou o Flamengo, em 1994 e 1997, e o Corinthians, em 2003. Se deu melhor comoe é comentarista da TV Globo.

Ricardo Rocha: ex-zagueiro que disputou a Copa do Mundo-1994, jogou por Vasco, Flamengo, Real Madrid e treinou Santa Cruz-PE, pelo qual jogoue e o alagoano CRB. Começou comentndo para o SporTV, mas virou dartol do São Pulo, depois.

Zetti:  ex-goleiro do São Paulo, treinou o Paulista de Jundiaí, vice-campeão paulista-2004, e o Juventude,vice gaúcho-2008. Mas também não conseguiu dar sequência na carreira. Virou comentaristas da ESPN.

Entre os ex-atletas, a avalanche já anotou o goleiro Raul, ex-Cruzeiro; Dario, ex-Atlético-MG; Zenon e Zé Elias, ex-Corinthians; Müller e Beletti, ex-São Paulo; César Sampaio e Veloso, ex-Palmeiras; Batista, ex-Inter e Grêmio-RS; Roger Flores e Edinho, ex-Fluminense; Zé do Carmo e Juninho Pernambucano, ex-Vasco, e Athirson, Zico e Zinho, ex-Flamengo, para citar poucos. De campeões mundiais, já se teve, na TV, Pelé, Gérson, Tostão, Rivellino, Zito, Romário, entre poucos. O ex-lateral botafoguese Nílson Santos chegou até a ser repórter de campo, pela década-1970.

No passado, o treinador Adhemar Pimenta, da Seleção Brasileira de 1938, esteve comentarista de rádio carioca, sendo o primeiro da categoria. Já o pioneiro dos ex-atletas foi o goleador Leônidas da Silva (1953 a 1974), primeiramente, pela Rádio Panamericana-SP. Seguiram-no o também goleador vascaíno Ademir Menezes (apartir de 1967). Mais tarde, passou a escrever crônicas para o jornla carioca “O Dia”, e o ex-atleta e ex-treinador Telê Santana, na Rádio Tupi-RJ.

No que diz respeito a ex-árbitros de futebol, já são muitos, também, os que atual na TV, o que até entende-se, pois não há jornalista especializados no assunto. No passadão, o destaque foi Mário Vianna. Mais recentemente,  tivemos Armando Marques, na TV Manchete, José Roberto Wright e Arnaldo César Coelho, na Globo, onde passou cerca de três décadas.Nos canais a cabo, muigos ex-árbitros e ex-treinadores arruamram empregos.

PRIMEIRO E ÚLTIMO

Para JBr de 18.03.2019 (domingo)

Muito provavelmente, você nunca ouviu falar de Mario Eppingaus; Mas, de Romário de Sousa Farias, seguramente, sim. Pois bem! O primeiro marcou o primeiro gol oficial do futebol brasileiro e o segundo o último do Século 20.

Tudo indica que foi em Petrópolis-RJ onde se jogou a primeira partida de futebol no Brasil. E na América Latina. Segundo pesquisas do extinto jornal carioca Correio da Noite, que existiu até 1953, o introdutor teria sido o Professor Alexander, em 1882. Contratado, por José Ferreira da Paixão, para ensinar o inglês, no Colégio Paixão, à Rua do Palatinato, o tal do Mister Alexander teria aproveitado de que os alunos haviam criado, em 14 de maio de 1881, o Foot Rink Clube, e o usado para tornar o Brasil o terceiro país a experimentar a novidade desportiva, regulamentada pelos ingleses e adotada copiada pelos Estados Unidos.

Há relatos de que, em 1886, os alunos do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo-RJ, também praticavam a modalidade. Em 1896, entraria na história um novo colégio petropolitano, o São Vicente de Paula,  para o qual o Padre Manuel Gonzales teria trazido, da Europa,  as regras da novidade e confeccionado a primeira bola fabricada no país. Depois, a coisa teria rolado por escolas católicas e laicas, de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Mas a história é mais antiga.

Há outros relatos dando conta de marinheiros ingleses já haviam rolado a bola pela praia da Glória, no Rio de Janeiro, em 1874, e que a brincadeira, muitas vezes incluindo convidados brasileiros, fora vista, também, nas beira-mares pernambucanas e de Santos-SP.

Em 1894, quem entra na história é o cara que ficou com a glória de ser chamado de “pai do futebol brasileiro”, Charles Miller, um filho de imigrantes ingleses. Ele estudara durante 10 temporadas na terra dos pais, fora craque por lá e voltou trazendo bolas, regras e uniformes para os times. Na verdade, o que ele fizera fora organizar a coisa. Por aquele ano, já se jogava futebol no subúrbio de Bangu, no Rio de Janeiro, em campo com tamanho oficial e com times uniformizados. Só que não se cumpria bem as regras.

Publicamente, o primeiro jogo de futebol no Brasil ocorreu em 4 de abril de 1894, organizado por Charles Miller, que, de quebra, marcou dois gols em São Paulo Railway 4 x 2 Gás Company,  no bairro do Brás, na várzea do Carmo, em frente ao gasômetro da capital paulista. Por aquela época, engenheiros ingleses e comerciantes "brasucas" já haviam criado o clube – em 13 de maio de 1888 – que seria a primeira entidade social-desportiva da capital paulista, o São Paulo Athletic Club, dedicado ao críquete e, depois, o futebol entre 1894 e 1912. Vieram outros tantos, pelo país a fora, dos quais o mais antigo em atividade é o Sport Club Rio Grande, de Rio Grande-RS, nascido em 19 de julho de 1900. O próximo passo seriam os campeonatos estaduais, dos quais os primeiros foram o Paulista, em 1902,  o Baiano e o Carioca, em 1906.

ESCRITO NAS ESTRELAS –   O primeiro jogo oficial de futebol no Brasil começou às 15h do dia 3 de maio de 1902, no campo do Parque Antarctica Paulista, promovido pela Liga Paulista de Foot-Ball, que iniciava o  primeiro campeonato estadual do País. Os adversários eram o Sport Club Germânia e a Associação Athlética do Colégio Mackenzie, que perdeu, por 2 x 1, mas marcou o primeiro gol, contou o jornal  “A Província do Estado”:

“No primeiro 'half-time', o senhor Mario Eppingaus fez um gol para o Mackenzie”. Sobre o empate, relatou: “Pouco minutos antes do 'half-time', o senhor Kirschner, 'centerforward' do Germânia, conseguiu fazer um 'scap' e dahi marcar o primeiro gol do SC Germânia”– no segundo tempo, Alício de Carvalho desempatou.

O futebol foi considerado centenário em 1994.  Nesse período, houve a noite de  20 de dezembro de 2000, com bola rolando a partir das 21h45, com  Palmeiras x Vasco decidindo o título da Copa Mercosul – atual Copa Sul-Americana – no mesmo Parque Antarctica.

Durante o primeiro tempo, o 'Verdão' fez 3 x 0.  No segundo, o Vasco virou, para 4 x 3, aos 48 minutos. Fora o último gol do Século 20, o 11º marcado na competição, pelo camisa 11 Romário, a 11 dias do início do terceiro milênio, 11 meses após sua volta a São Januário, de onde saíra 11 anos antes, para ser dirigido naquela partida pelo técnico Joel Santana, cujo nome tem 11 letras.

FICHAS TÉCNICAS

Mackenzie College 1 x 2 Germânia. Data: 03.05.1902. Local: Parque Antarctica-SP. Juiz: Antônio Casimiro da Costa. Gols: Eppingaus, Kirschner e Alicio. Mackenzie: Redher, Belfort Duarte e Warner; Sampaio, Alícioo e Lourenço; Yelrd, Eppingaus,  Pedro Bicudo, Armando Paixão e Lopes. Germânia: Brasche, Riether e Nobiling; Kawall, Baumann e Muss; Linz, Russo, Kirscher, Nicolau Gordo e Engherhardt.


Palmeiras 3 x 4 Vasco - Data: 20.12.2000. Local: Parque Antarctica-SP. Juiz: Márcio Rezende de Feitas-MG. Público: 29.993 pagantes. Gols: Arce, aos 36; Magrão, aos 37, e Tuta, aos 45 min do 1º tempo; Romário, aos 14; Romário, aos 23; Juninho Paulista, aos 40, e Romário, aos 48 min do 2º tempo.  Palmeiras: Sérgio; Arce, Gilmar, Galleano e Thiago Silva; Fernando, Magrão, Taddei e Flávio; Juninho e Tuta. Técnico: Marco Aurélio. Vasco: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa, Jorginho Amorim, Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller e Romário. Técnico: Joel Santana.


MÁRIO SÉRGIO

JBr de 11.03.2019

O treinador Telê Santana tinha conceito definidos sobre os atletas que via jogar.  Por exemplo, Mário Sérgio era uma ótima opção para mudança  do esquema  tático que ele estivesse utilizando  na Seleção Brasileira-1981, quando o explosivo ponta-esquerda Éder Aleixo era o titular. Se precisasse de alguém para jogar mais na armação,  “Marão tava na mão”.

Mário Sérgio tinha fama de jogador que se esquentava por pouca coisa. Para testar o seu espírito de seleção, Telê o deixou no banco dos reservas, em duas oportunidades, decidido a não mandá-lo a campo diante de chilenos (14.03.1981) e espanhóis (08.07.1981). Satisfeito com o que avaliara, deu-lhe a chance de jogar, no  23 de setembro daquele mesmo 81,  durante o decorrer do amistoso contra os ruins e já cansados irlandeses.

Se os caras eram “lebréias” e já haviam botado a “gravata pra fora”, o problema não era do Marão. Em um lance, ele fez esplêndido passe para Roberto “Cearense” Almeida tocar e Zico matar. Mais: entendeu-se, surpreendentemente bem, com o lateral-esquerdo  Leovegildo Júnior; mostrou combatividade quando o time perdia a bola e fez excelentes cruzamentos de bola para a área, além de vários dribles oportunos.

Em sua estreia canarinha, a partir dos 18 minutos do segundo tempo, durante a noite de uma quarta-feira, no Estádio Rei Pelé, na alagoana Maceió, o Brasil de Mário Sérgio mandou 6 x 0 Eire, com quatro gols de Zico, um de Roberto e um de Éder, testemunhados por 54 mil presentes. Oscar Scolfaro apitou, bandeirado por José de Assis Aragão  e Carlos Rosa Martins. O time teve: Valdir Peres; Perivaldo (Leandro), Oscar, Edinho e Júnior; Toninho Cerezzo (Robertinho), Renato Frederico e Zico; Paulo Isidoro, Roberto Almeida e Éder (Mário Sérgio).

Nascido, no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1950, Mário Sérgio Pontes de Paiva disputou oito jogos amistosos pelo escrete nacional, com cinco vitórias  – 6 x 0 Eire (23.09.1981); 3 x 0 Bulgária (28.10.1981); 3 x 1 Alemanha Oriental (26.01.1982); 1 x 0 Alemanha Ocidental (21.03.1982); (2 x 1 Argentina (05.05.1985) – um empate – 1 x 1 Tchecoeslováquia (03.03.1982) – e uma derrota – 0 x 1 Colômbia.  (15.05.1985).

Após encerrar a careira de atleta, Mário Sérgio treinou vários clubes grandes e atuou, também, como comentarista esportivo de TV. Viveu até 29 de novembro de 2016, quando estava entre os passageiros do avião da Lamia que levava a Chapecoense-SC para jogar na Colômbia. Ele iria comentar a partida pelo Canal Fox Sports.


ANTEVÉSPERA BISSEXTA

JBr de 14.03.2019 (quinta-feira)

O 27 de fevereiro de 2008 caiu na antepenúltima temporada bissexta do futebol brasileiro do século 21. Naquele dia, o Vasco da Gama reestreava o atacante Edmundo, pela quarta e penúltlima vez – 1992, 1996, 2003 e 2012 foram as outras - que em 748 jogos e 466 gols pela honra do “Almirante”.

O momento era de muito fuxico, porque o treinador Alfredo Sampaio havia tirado o astro do treino da sexta-feira. A imprensa fazia a maior onda. Edmundo dizia que todos faziam  maior onda quando algo ocorria com ele, e afirmava estar cumprindo as ordens táticas do comandante durante o treino da confusão.

Veio o jogo e Edmundo sacudiu a torcida, sendo autor de um gol e do passe para um outro dos 3 x 2 Itabaiana. Ele encontrou um time jovem  e um clube endividado, sem as parcerias que pagavam as suas antigas grandes despesas e, ainda,  apontado como quarta força técnica do futebol carioca - nesta “tetravolta”,  contribuiu com 26 tentos, em 44 jogos.

Naquele penúltimo dia do fevereiro bissexto, mais precisamente noite de uma quarta-feira, o jogo foi contra um modesto time sergipano que não motivou mais do que 3. 198 pagantes irem a São Januário – renda de R$ 15.990,00, que não dava para pagar as despesas da apitada pelo catarinense Célio Amorim e válida ela Copa do Brasil.

Era para ser um treino de luxo, mas Edmundo e sua turma tiveram de suar um pouco mais para o Vasco chegar à segunda etapa do Copão. Aos 10 minutos, ela animou a torcida, lançando Morais que, de dentro da área, mandou a bola por cima da baliza. Aos 17, Alan Kardec  teve mais competência, em novo lançamento do “Animal”, e abriu aconta: 1 x 0, placar do primeiro tempo.

Duranate comemoração do tento, Kardec acenou para o presidente Eurico Miranda - partiu, ontem, desta vida -, sinalizando agradecê-lo por ter mandado Romário embora, o que contribuiu para a volta do desafeto Edmundo, que compareceu ao filó, aos 11 da etapa final, com o brasileiríssimo “toque sutil”, tabelando com a revelação Alex Teixeira, de 18 de idade, o qual elogiou muito.

O Itabaiana tentou engrossar e Fabiano reduziu, para 1 x 2, aos 28. Aos 32, naquelas cobranças de escanteio em que um zagueiro vai para a área, Jorge Luiz voltou a colocar a casa em ordem: 3 x 1 – Fabiano inda voltou a bagunçar a cozinha de São Januário, aos 35.

Pelos minutos finais, o treinador Alfredo Smpaio trocou o meia Morais, elo apoiador Andrade, para segurar o resultado, pois o seu time teria parada mais dura durante a etapa vindoura, contra o mineiro Democrata, de Governador Valadares, ou o paulista Bragantino.

Tiago; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Luizão e Edu; Amaro, Xavier (Souza), Morais (Andrade) e Alex Teixeira; Edmundo e Aln Kardec foi o time. O Itabaiana, escalado or Marcos Magalhães, teve: Vinicius; Dé, Edu Pata, Adelson e Cleiton; Léo , Everton (Paulinho), Fabianoe Edvaldo; Tácio e Harley.


INTERCEUB

JBr de 27.02.2019

O Ceub disputou dois jogos internacionais contra times do outro lado do Atlântaico, no já demolido estádio Pelezão, que  ficava atrás do Carrefour Sul. Foram contra o Zeljeniscar (Ferroviário, na tradução), da antiga Iugoslávia, e diante da Seleção da Costa do Marfim. No primeiro, mandou 3 x 0, e no outro só 1 x 0.

Diante dos europeus foi fácil, como mostra o placar que, aos cinco minutos, o meia Péricles já o sbria. Mas o “Ceuba”, como caçoava o torcedor, ficou só naquilo pelo primeiro tempo. Na fase final, fez três substituições, tornou-se mais veloz e, aos dois minutos, Carlos Roberto fez o  segunteo tento.

O jogo foi apitado por Osvaldo dos Santos, auxiliado por Cid Marival e Antônio Barbosa. O Ceub teve: Valdir; Lauro, Pedro Pradera, Adevaldo e Rildo (Odair); Alencar, Péricles (Rogério) e Xisté; Gilberto, Juraci (Carlos Roberto), e Land (Julinho). O Zeljeniscar alinhou: Ibrahimovic (Janius); Derakovic, Becirspanic, Bratic, Saraecvic, Spasojevic, Kojovic, Lusic, Hodzic (Maric), Vjaski e Serbo.

No prélio contra os africanos, estes excursionavam pelo Brasil, treinados pelo brasileiro Esquredinha, que dizia ter vindo por aqui “muito mais para a sua rapaziada aprender”. Aprendeu erro de arbitragem.  Aos 34 minutos, Xisté atacou, pela esquerda, driblou o marcador e foi drrubado, dentro da área. Pênalti claro, não marcado pelo juiz Ademar Pereira da Cruz, da Federação Metropolitana de Futebol.

Na fase final, aos sete minutos, o Ceub poderia ter aberto o placar. Julinho trabalhou a jogada, pela direita, e Gilberto a concluiu, chutando muito alto, com o goleiro marfinense já batido. Aos 10, não teve jeito. O meia Péricles foi à linha de fundo, driblou dois e fez um cruzamento rasteiro para a área dos africanos. Juraci fez a deixada e Julinho, que estava impedido no lance, marcou o gol: Ceub 1 x 0.

O Ceub venceu com: Valdir; Lauro, Pedro Pradera, Adevaldo e Rildo; Alencar, Péricles e Xisté; Gilberto (Julinho), Juraci e Gilbertinho). A Costa do Marfim teve: Clement; Dié, Adama, Sagnaba e Irie; Chjechery e Moh; Gohi, Noel, Hobernam e Tahi. O juiz Ademar Pereira da Sivla foi auxiliado por Anpilhóphio Pereira da Sivla e Djalma Neves.