Vasco

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domingo, 30 de abril de 2017

QUAL O MELHOR VASCO? CANDIDATO-1956

Carlos Alberto, Paulinho, Bellini, Laerte,, Orlando e Coronel (em pé, da direita para a esquerda); Sabará, Vavá, Livinho, Valter e Pilnga (agachados, na mesma ordem), em foto reproduzida da revista "Manchete"
Era hora de parar de chorar saudade de Moacir Barbosa, Danilo Alvim, Ademir Menezes, Chico Aramburo, aquela turma que ficara para trás e na lembrança dos muitos títulos conquistados. Ou caía na realidade dos novos tempos, ou aqueles quatro anos de jejum de faixas poderiam dobrar a decepção. Quem sabe, ver o maior rival, o Flamengo, ser tetra.
O "Almirante", no entanto, mudou a sua rota, renovou a sua esquadra e navegou para o Campeonato Carioca-1956 fazendo muita marola. Com o intelectual treinador Martim Francisco entrosando a rapaziada, sem mexer em nenhuma escalação do primeiro turno, o aviso aos navegantes foi dado: o Vasco queria o caneco. E, ao final da etapa, apresentava nove vitórias, dois empates e só uma escorregada. Mandou dizer que a entressafra iria acabar –  no returno, entretanto, o time abaixou o seu cartel, para oito vitórias, dois empates e uma queda.  

CANECO DA COLINA – Os vascaínos comemoraram o título estadual de 1956 no sábado 15 de dezembro, tendo pela frente, além do Bangu, chuvisquinho chato e céu carrancudo. Mas aquilo nem fora pior: a moçada ainda teve que virar o placar do jogo em que Zizinho bateu primeiro na rede, valendo pela penúltima rodada do Estadual, com a bola molhada pesando muito e ficando tão escorregadia quanto o gramado do Maracanã.
Se dizem que quem é bom tem, também, de ser sortudo, o "Almirante" juntou as duas coisas antes do início do segundo tempo: o árbitro Eunápio de Queirós expulsou de campo o astro banguense Zizinho, alegando que o tal teria lhe chamado  de ladrão, por anular um gol da sua turma, com cinco minutos de pugna.
Vavá, em foto reproduzida da revista
 Manchete Esportiva,  marcou o gol
 do título de 1956
Sorte do Vasco se ver livre de um cracaço daqueles. Zizinho só não tinha razão em reclamar do apitador, pois três companheiros dele – Hílton, Wilson e Calazans – estavam impedido no lance da discórdia, como mostrara a TV. "Havia três atacantes avançados”, escreveu Albert Laurence, em “Manchete Esportiva”, que colheu esta opinião do locutor Mário Garcia: “O Mestre Ziza não poderia ter forçado daquela forma a sua expulsão, ainda mais sendo um jogador da sua categoria e experiência”. 
 A revista ouviu, também, o comentarista Benjamin Wright, que disse: “Acho que o Eunápio de Queiroz foi, tecnicamente, um juiz correto". De sua parte, Nélson Rodrigues reiterou o colega: "Tornou-se o clube da Cruz de Malta, com indiscutível merecimento, o campeão da cidade".
  De acordo com o repórter Albert Laurence, pelo Nº 57 da “Manchete Esportiva” de 22 de dezembro de 1956, Zizinho terminara o primeiro tempo cansado, por causa do campo alagado, deixando-lhe a impressão de que, com ou sem ele, o Vasco venceria na segunda etapa. “Durante a etapa final, a superioridade do Vasco, em volume de jogo, em domínio territorial, técnica e taticamente, foi esmagadora”, escreveu Laurence, acrescentando que o Bangu só fizera se defender.
  O empate vascaíno saiu aos oito minutos do segundo tempo. Pinga bateu para o gol, da esquerda, quase da linha de fundo, e Laerte cabeceou, de cima para baixo. O goleiro Ubirajara falhou e a bola ia entrando, quando Edelfo a parou, com uma das mãos, “em recurso desesperado”, como escreveu Laurence e uma fotografia mostrou. “Eunápio apitou o ‘hands’ proposital, com toda razão”, prosseguiu o jornalista, relatando, ainda, que Vavá igualara o placar levantando cal, da marca do pênalti.  
Martim Francisco em
foto reproduzida de
 Manchete Esportiva
Aos 42 minutos, Pinga mandou mais um centro para dentro da área banguense. Ubirajara tentou intercepta  o voo da bola, mas esta caiu nos pés de Vavá, que não perdoou: Vasco 2 x 1, formando com: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Lierte, Livinho, Vavá, Válter, Marciano e Pinga. 

DEVER CUMPRIDO, o treinador Martim Francisco chegou ao vestiário completamente ensopado, pela chuva, dizendo: “Eu já esperava essa resistência. O Bangu cumpriu o seu dever”. O autor dos dois gols vascaínos, Vavá não deixou por menos: “Seria injustiça não ganharmos. A chuva atrapalhou muito, mas o que é do homem o bicho não comer”.
Exceto Lierte e Livinho, que tiveram atuações consideradas notas 5, e Coronel, 7, os demais jogadores cruzmaltinos tiraram 8 e 9, este para Paulinho e Bellini. O público que assistiu ao "Almirante" cruzar os mares do sucesso não foi divulgado. Mas a renda, sim: Cr$ 723 mil, 971 cruzeiros e 40 centavos.        


Martim Francisco era discípulo do uruguaio Ondino Viera, que havia montado o “Expresso da Vitória”. Aquele fora o décimo título vascaíno de campeão carioca – antes, em 1923/24/29/34/36/ 45/47/49/50/52 –, acabando, sob a presidência de Arthur Braga Rodrigues Pires, com o favoritismo do seu maior rival, o Flamengo, que mantivera a base do seu tri-1953/54/55

Martim Francisco era discípulo do uruguaio Ondino Viera, que havia montado o “Expresso da Vitória”. Aquele fora o décimo título vascaíno de campeão carioca – antes, em 1923/24/29/34/36/ 45/47/49/50/52 –, acabando, sob a presidência de Arthur Braga Rodrigues Pires, com o favoritismo do seu maior rival, o Flamengo, que mantivera a base do seu tri-1953/54/55

CAMPANHA – TURNO - 29.07.1956 – Vasco 4 x 0 Portuguesa; 29.07 – 0 x 0 Botafogo; 12.08 – 4 x 1 Madureira; 19.08 –2 x 0 Canto do Rio;  26.07 – 3 x 2 Fluminense; 02.09 – 3 x 1 América; 07.09 – 4 x 1 Olaria;  15.09 – 3 x 2 Bonsucesso; 22.09 – 2 x 3 Bangu; 27.09 – 5 x 1 São Cristóvão; 07.10 – 1 x 1 Flamengo; 14.10 – 6 x 0 Madureira. RETURNO -   21.10 – Vasco 5 x 0 Portuguesa; 28.10 – 4 x 0 Bonsucesso; 04.11 – 0 x 1 Flamengo; 11.11 – 4 x 0 Canto do Rio; 18.11 – 0 x 0 Fluminense;  25.11 0 3 x 2 Botafogo; 21.12 – 1 x 0 São Cristóvão; 07.12 – 1 x 0 América; 15.12 – 2 x 1 Bangu; 23.12 – 1 x 1 Olaria.  

 OS CAMPEÕES: Bellini, Coronel, Laerte, Orlando (22 jogos), Carlos Alberto Cavalheiro, Pinga (21), Paulinho de Almeida, Válter Marciano (20), Livinho, Vavá (19), Sabará (16), Lierte (6), Artoff, Roberto Pinto (3), Dario, Hélio, Ortunho, Valdemar, Valmir e Wilson. Os artilheiros dessa turma foram Válter, ambos com 13 gols, seguidos por Livinho e Pinga (10), Sabará (4) Lierte (3), Laerte (2), Artoff, Roberto Pinto e Valdemar (1).    

   
 

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PRIMEIRAS VOZES FALADAS NA "LATINHA"

 Zenaide Andréa, da Rádio Record de
 São Paulo, foi a primeira "speaker" 
 Ainda há muitas informações não devidamente confirmadas  sobre pioneirismos de mulheres brasileiras. Enquanto isso, por exemplo, Graciette Santana fica sendo a primeira “disc-jockey” do nosso rádio e Marilene Dabus a primeira a cobrir futebol. Vamos ver. Antes, porém, viajemos pelas ondas do rádio.
  Rio de Janeiro –  7 de setembro de 1922 –  Comemorava-se o primeiro centenário da independência do Brasil, montou-se uma grande feira internacional, na Esplanada do Castelo, prestigiada por empresários americanos ligados à Westinghouse Electric e que trouxeram a tecnologia da radiodifusão, por uma estação de 500 W e uma antena instalada no morro do Corcovado.

DURANTE A EXIBIÇÃO, ouviu-se o discurso do presidente da república, Epitácio Pessoa e a ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, transmitida diretamente do Teatro Municipal, além de conferências e outros itens captados até em Niterói, Petrópolis, serra fluminense e em São Paulo, onde instalaram receptores.
 Som na caixa, o professor Roquette Pinto – também, médico, antropólogo, etnólogo e ensaísta – tentou, sem sucesso, convencer Epitácio Pessoa a comprar os equipamentos levados à feira. Mas a Academia Brasileira de Ciências topou e surgiu a nossa primeira emissora, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro – hoje, Rádio MEC, fundada em 1922, e dirigida pelo mesmo Roquette-Pinto, com um possante transmissor Marconi de dois mil wats de potência, o melhor da América do Sul.

Rio de Janeiro - 20 de abril de 1923 – Inaugurava-se a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto e Henry Morize, este um engenheiro industrial/civil e geógrafo francês, naturalizado brasileiro. De início, transmitia óperas, recitais de poesias, concertos e palestras culturais. Como os anúncios pagos eram proibidos, a estação era mantida por doações de ouvintes. A partir de 1927,  usou-se o toca-disco conectado a uma mesa de controle de áudio. Pela década-1930, veio rádio-show, com programas de auditório, humorísticos e as novelas.
 O rádio atraiu  ditadores por todo o planeta,  durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de 1939, difundido as suas ideologias. No Brasil, o presidente Getúlio Vargas também foi nessa à exaustão, promovendo o seu  “Estado Novo”. Tomou a Rádio Nacional do empresário baiano Geraldo Rocha e passou a disfarçar a sua propaganda política transmitindo, para todo o país,  novelas, notícias e futebol.  
Marilene Dabus, reproduzida do seu Facebook

VOZ FEMININA – Entre 1922 e 1943, os homens dominavam o microfone das rádios brasileiras. Mas a mulher furou o cerco, como cantora, radioatriz e locutora. A primeira dessa última categoria foi Maria Beatriz Roquette Pinto, pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-2, fundada por seu pai,  Edgard Roquette Pinto, como já vimos.
Quando elas, então, chegaram às transmissões esportivas? Vamos para a década-1960, quando os militares tomaram o poder no país e os programas de auditório perderam terreno para os de variedades, policiais e esportivos.
 
Brasília –  13 de dezembro de 1968 – Era instituído o Ato Institucional Nº 5, determinando censura total à imprensa. Em 1970, o locutor Edmo Zarife,   da Globo AM/RJ, gravou a vinheta "Brasil", usada quando brasileiro vencia em qualquer modalidade esportiva. A princípio, foi usada durante a Copa do Mundo-1970, no México. Logo popularizou e virou símbolo dos tempos da ditadura, juntamente com a música “Pra Frente Brasil”, de Miguel Gustavo e que havia sido composta como jingle comercial.
 Com os militares censurando tudo, o campo abria-se para o rádio esportivo crescer. Programas noticiosos e transmissões já eram antigos, mas foi por ali que Marilene Dabus, em 1969, tornou-se a primeira mulher a cobrir futebol no Brasil. Entrevistar jogadores no gramado foi chocante, pioneirismo que levou o Flamengo, em 2009,  a homenageá-la como o seu nome em sua sala de imprensa. 
 
PELA MESMA ÉPOCA, praticamente, surgiu uma equipe de futebol só com “elas”, na Rádio Mulher, em São Paulo, no início da década-1970.  Marcou época as narrações de Zuleide Ranieri, que viveu até 14 de outubro de 2016. Antes, passara pelas rádios Cacique, de Santos e Piratininga, de São José dos Campos. Em 1971, Roberto Montoro levou-a para a equipe que transmitia as principais partidas de futebol da época.
Zuleide Ranieri, em foto reproduzida de
 www.bastidoresdoradio.com.br

Mineira, de Fortaleza de Minas, Zuleide foi, também, pioneira de narrações esportivas na voz feminina no país, integrando a primeira equipe formada só por elas na  Rádio Mulher de São Paulo, na década de 1970. A sua primeira narração foi ao ar, em 1971. Não demorou, ela criou um slogan: “Uma mulher a mais no estádio, um palavrão a menos”. Mas o futebol da  Rádio Mulher não foi muito longe e os homens entraram em cana na emissora. Zuldeide foi para a Rede Record, como repórter, em 1974. Depois disso, saiu dos gramados e foi para a assessoria de imprensa da campanha política que levou Paulo Maluf ao governo paulista. Uma de suas companheiras nos tempos de locução esportiva, Claudete Troiano, foi a primeira mulher a transmitir um jogo de futebol pela TV.
No entanto, em São Paulo, a primeira mulher a tornar-se “speaker” foi Zenaide Andréa, pela Rádio Record de São Paulo–PRB-9, no início dos anos 30. Em 1931, a mesma emissora lançou Natália Peres, com o pseudônimo de Elizabeth Darcy.
Em 1980,  Regiane Ritter, nascida em Ibitinga-SP (07.01.1947),  foi contratada pela Rádio Gazeta para apresentar um programa musical e de variedades. Três anos depois, a convite de Pedro Luis Paoliello, começou a saga na crônica esportiva no mesmo prefixo. Cobria folgas dos setoristas, mas queria fazer transmissões de jogos. Algo que só ocorreu tempos depois na TV Gazeta. No canal 11 ocupou também as funções de produtora e comentarista do programa `Mesa Redonda´.

ROMÁRIO - A GRAÇA DA COLINA

O Vasco já teve jogador com todo o tipo de caráter. O cara que ia do treino para casa e de casa para o treino; o que fugia da concentração para curtir as “naites”; o caladão, muito tímido, que não arriscava paquerar as gatinhas, com medo de levar um fora; o que não perdia a missa dominical, e, por aí vai.
De acordo com o repórter Jorge Kajuru, o “matador” Romário (segundo maior artilheiro da história vascaína, só perdendo para Roberto Dinamite) era o cara que se dava melhor com as gatas. A revista “Sexy” (foto da página), de dezembro de 2004, escreveu: “O Baixinho, na opinião  de Kajuru, é o cara que mais tem ginga com as mulheres. Dribla uma e já está com outra na mão, ou melhor, no pé”. A seguir, mencionava esta frase atribuída a Kajuru: “ Ele é mulherengo e esperto. Nunca deixa passar batido um rabo-de-saia”.  

sábado, 29 de abril de 2017

QUAL O MELHOR VASCO? CANDIDATO-1970

  Como Elba de Pádua Lima, o Tim, no comando da rapaziada, o Vasco saiu de uma longa fila de espera. Sem o título estadual, desde 1958, durante o tremendo  período de seca na Colina – só colhera a I Taça Guanabara-1965, e dividido a safra do Torneio Rio-São Paulo-1966, com Botafogo, Santos e Corinthians, porque faltara datas para a decisão, pois a Seleção Brasileira ocuparia o calendário restante do semestre, treinando para a Copa do Mundo da Inglaterra –, o jejum foi quebrado, sob a presidência de Agathyrno da Silva Gomes. 

Tim viveu com três qualidades: craque de bola, treinador estrategista e  grande cozinheiro. Sabia temperar um cardápio e um resultado no placar.  Nascido na paulista  Rifânia, em 20 de fevereiro de 1915, habitou o "planeta bola", até 7 de julho de 1984. Como atleta, foi extraordinário. Um dos maiores do seu tempo. Os argentinos apelidaram-no por “El Peon”, encantados com a sua e arte mostrada  durante o Campeonato Sul-Americano-1942,  com ele vestindo a camisa da Seleção Brasileira. 
Veio, 1970. Elba de Pádua Lima dirigia um Vasco desacreditado, considerado pelos torcedores rivais como "derrubado".  Mas a sua moçada passou por cima dos adversários, como aquele personagem do "mineirinho come quieto". Um a um, até terminar a competição, com  13 vitórias, três empates e só duas escorregadas, marcando 30 e sofrendo 14 gols, o que deixou-lhe com o bom saldo de 16 tentos. O “Batuta” Walter Machado Silva, o camisa 10,  foi o seu principal artilheiro, com nove bolas nas redes.
 
ROLOU A FESTA - O Vasco ficou campeão carioca em uma noite de quinta-feira, no Maracanã, vencendo o Botafogo, por 2 x 1, com gols de Gílson Nunes e de Silva, em jogo apitado por José Aldo Pereira, assistido por 59.170 pagantes. A turma do feito chamava-se: Élcio; Fidélis, Moacir, René e Eberval: Alcir e Buglê; Luiz Carlos Lemos, Valfrido, Silva e Gílson Nunes. Era o 10º título estadual, com os outros tendo sido em: 1923, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958.
Silva foi o artilheiro do time, com 10 gols
O atacante Silva, que o capitão Buglê sponta como um dos principais responsáveis pelo título, por aglutinar a turma em torno de um ideal, inclusive, promovendo reuniões das patota em sua casa,  declarou à imprensa: “O Tim foi fundamental para aquela conquista.  O Fluminense era o campeão brasileiro-1970 e o Botafogo a base da Seleção Brasileira. Nós corríamos por fora. Ele armou jogadas fundamentais para vencermos, como algumas ensaiadas por mim, com o Gilson Nunes e o Buglê. Terminaram na rede, gols decisivos. O Tim foi um gênio durante a campanha” – que você confere abaixo. 

CAMPANHA: Turno - 28.06.1970 – Vasco 2 x 1 Bonsucesso (gols de Chiquinho (contra) e Silva); 04.07 –  2 x 1 Madureira (Valfrido e Silva); 08.07 –  4 x 2 Bangu (Valfrido, Silva, Buglê e Luiz Carlos); 11.07 –  0 x 0 Campo Grande; 19.07 –  1 x 1 Fluminense (Buglê); 22.07 – 1 x 0 São Cristóvão (Silva); 26.07 – 0 x 0 Botafogo; 01.08 – 1 x 0 Olaria (Alcir); 06.08 – 1 x 3 América (Silva); 09.08 – 1 x 0 Flamengo (Silva); 15.08 – 2 x 0 Portuguesa (Buglê (2). Returno -  22.08 – 3 x 1 Olaria (Fidélis, Gílson Nunes e Valfrido); 30.08 – 1 x 0 Flamengo (Valfrido); 06.09 – 2 x 0 Madureira (Silva e Alcir); 19.09 – 4 x 0 Campo Grande (Silva, Valfrido, Luiz Carlos e Ademir); 13.09 – 3 x 2 América ( Silva (2) e Gílson Nunes); 17.09 – 2 x 1 Botafogo (Gílson Nunes e Silva); 20.09 – 0 x 2 Fluminense.   

TIME BASE: Andrada; Fidélis, Moacir, Renê e Eberval; Alcir e Buglê; Luiz Carlos Lemos, Valfrido, Silva e Gílson Nunes. Time comandou esta turma só durante a temporada-1970. Ele substituiu Célio de Souza, que estivera no clube, em 1069, e foi substituído por Paulo Amaral, em 1971.

OS CAMPEÕES: Alcir, Buglê, Fidélis, Gílson Nunes, Moacir e Silva (18 jogos); Valfrido (17); Andrada (16); Renê (15); Luiz Carlos Lemos (14); Ademir (12); Jaílson (10); Batista e Eberval (9); Kosilek (5); Clóvis, Élcio, Joel Santana e Willi (2); Beneetti e Ferreira (1).      
Com esta rapaziada, o Vasco quebrou o tabu, de 12 anos, sem títulos no Campeonato Carioca. Treinado por Elba de Pádua Lima, o Tim (último à direita, em pé), o time carregou a taça com uma rodada de antecipação. Na foto, da esquerda para a direita, acima, estão os atletas: Andrada, Alcir, Renê, Moacir, Eberval e Fidélis; agachados: Santana (massagista), Luís Carlos Lemos, Ferreira, Bougleux, Silva, Valfrido e Gílson Nunes. (Foto reproduzida da revista Supervasco). Agradecimento

 





 


 

O VENENO DO ESCORPIÃO - 22 - AS PERIPÉCIAS DOS ASTROS DO PLANETA

1 – Em 1976, o governo da então União Soviética, permitiu ao ex-campeã mundial de xadrez, Boris Spassky, passar um ano vivendo em Paris, porque a sua mulher  Marina Stcherbatcheff era francesa. Mas com uma condição: não disputar nenhuma competição. Motivo: os soviéticos estavam irritados com a deserção de  Victor Korchnoi, que fora competir na Holanda e dera no pé.
UM DEU UMA DE MALANDO NO TABULEIRO E SOBROU PARA O OUTRO.

2 – Em 1977, o senador Franco Montoro-MDB-SP apresentou projeto ao Congresso Nacional, propondo eleição direta para senador e gove2rnador. Seu colega Eurico Rezende, da ARENA-ES. Seu colega Eurico Rezende, das ARENA-ES, e o deputado Francelino Pereira-MG, do mesmo partido, disseram que a proposta só serviria para as baratas e as muriçocas se dvertirem sobre a poeira dos papeis onde estava escrita. Resposta de Montoro: “Eles são candidatos aos governos de seus Estados e só precisam de um voto para serem eleitos, o do presidente da República, que os indica”.
Reproduzido de foto de divulgação partidária


3 – Ainda em 1977, o deputado Amaral Furlan-ARENA-SP, candidato a senador indireto, indicado pelo presidente Ernest Geisel, viajaria em um mesmo avião onde  estaria o senador Paulo Brossar-MDB-RS. Quando um amigo comum tentou aproximá-los, ates do embarque, Furlan avisou-lhe: “Não falo com senador direto”.

4-  No dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público, é ponto facultativo, isto é, só trabalha quem quer. Como ninguém quer... A data festiva foi criada, em 1939, pelo Estado Novo. O funcionário público ganhou, também, em 1952, a “licença-prêmio”, que lhe dava três meses de férias, após cada cinco anos de trabalho. Abolida, em 1997, para servidores federais, no entanto, segue “imexível”  em vários Estados.

5 -  O escritor norte-americano Norman Mailer dizia que, depois de Ernest Hermingway, quem mais influenciara a estilística da literatura do seu pais no Século 20, fora Henry Mille.  Mas ressaltava: “Quando Miller é ruim, ninguém o supera. Até nisso ele é o maior. Chega a ser o pior dos grandes escritores ruins” – é rúim, hem! 

6 – Em 1610, ao voltar a residir em Strafford-on-Avon, o inglês  William Shakespeare escreveu uma de suas obras mais conhecidas, “Henrique Oitavo”.  O “Henricão” fora o cara que mandou cortar as cabeças de duas esposas, pra traçar outras “perseguidas”. A filha dele, Elizabeth I, também foi cortadora de cucas. E uma irmã dela, Maria Tudor, a terrível “Bloody Mary”, diziam beber sangue de quem não fosse católico. Era a versão feminina do Drácula. Que família! Quanto ao livro sobre Henrique Oitavo, matou Shakespeare de cansaço. Depois dele, só escreveu mais um. E pendurou as chuteiras.   

7 – Pelo final da década-1970, a atriz Zezé Mota, que interpretou Chica da Silva no cinema, declarava-se  torcedora do Flamengo e contava que, por estudar em colégio interno, mesmo sendo uma crioula do Rio de Janeiro, fazia de tudo para se branquear. Naquele internato, só branco tinha vez. Logo, as coisa não estiveram rubro-negras para ela, mas alvinegras.    

8 – Os maiores cronistas das revoluções soviética de Lenin e chinesa de Mao Tsé-tung, e foram dois jornalistas norte-americanos, John Reed e Edgar Snow.  O primeiro quando volto aos Estados Unidos, fundou por lá o Partido Comunista Operário Norte-Americano. Não demoraram a correr com ele, que foi bater as botas na União das Repúblicas Socialista Soviética, onde pegou tifo. Não fez uma boa viagem. De sua parte, Snow considerava Mao o maior de todos os homens que conhecera. Mesma opinião, anos depois, de Henri Kissinger. Os norte-americanos fizeram que não ouviram o que este último falou, pois o nomearam Secretário de Estado, o segundo cargo mais importante no governo do pais.   

Foto reproduzida de capa de livro

9 -  Os milionários gregos Aristótelis Onassis e Stavros Niarchos eram rivais em tudo, principalmente aquando viam um “pé de cabra”. Stavros, que era concunhado de Onassis, chegou a casar-se com a cunhada, tornando-se marido  da ex-mulher do cunhado. Dá pra sacar?  Que rolo!

10 – Entre 1963 e 1976, a gatérrima Judith Campbell Exner escondeu um segredo “duca”: já que diziam que ela fazia tabelinha (na horizontal) com o presidente norte-americano John Kennedy e o chefão da Máfia, Sam Giancana aproveitou para muito mais: disse que a sua “perseguida” provocava um tremendo furor, também, na CIA, no FBI e no  Secretário de Justiça Bob Kennedy. Além de cantor Frank Sinatra e a sua patota. Será que dava boa tarde, boa noite, para tanta gente,de graça?   

11 – Enquanto o casamento da Rainha Elizabeth II seguia (e segue) firme, com o príncipe Phillipe, o da irmã Margareth degringolou, nos intempestivos anos -1970. Os súditos acharam ruim, menos a “Magá”, que já estava com 46 velinhas apagada. Enquanto os outros choravam, por ela, a própria foi visitar um amigo, com a metade da sua idade, o garotão hippie Rody Llewellyn, que vivia em uma comunidade rural de Wilshire, e o carregou para o seu retiro predileto, em Peebleshire, na Escócia. Ao chegarem por lá, a princesa comprou  duas suéteres para o carinha, uma azul e a outra amarela. Segundo os indiscretos jornalistas que a perseguiram e publicaram isso, uma suéter combinava com a cor dos olhos do namoradinho, e a outra com a cor da sua cueca. Pergunta-se: como os jornalistas descobriram a cor da cueca do carinha?   
12 - Não havia Operação Lava-Jato, pelos inícios da década-1960. Mas candidatos à cadeia haveria, de montão. “Escreveu Hélio Fernandes na revista Mundo Ilustrado: “Agora, que a capital (do país) já mudou (precária e simbolicamente), o governo não tem mais a desculpa idiota e imbecil de que não aceita inquérito na Novacap (companhia construtora de Brasília)... Se ele for feito, a opinião pública vai estarrecer-se com...com as fortunas fabulosas que se construíram junto com a nova capital” – o Cine Brasília ficou devendo esta. Não anunciou que reprisaria este filme 55 anos depois.  
Ilustração de Jililliamz para a revista "Brasília Em Dia". Agradecimento
pela reprodução por este blog que não é comercial.

13 – Mais uma denúncia de Hélio Fernandes, na mesma época: “Alguns deputados e senadores compraram vários terrenos em Brasília e revenderam com lucros enormes. Cada mansão, com 20 mil metros quadrados, está sendo vendida aos parlamentares por CR$ 500 mil cruzeiros (prelo de liquidação), para ser paga em oito anos. O lucro, no dia seguinte ao da compra, é fabuloso”. A Lava-Jato da época, então, investigaria o “Brasilião”, já que não havia o “Mensalão” e nem o “Petrolão”. 

14 – A milionária Cristian Osassis, aos 25 anos de idade, herdeira do Ari, conheceu um ricaço alemão, Alexander Andradis, de 31 e herdeiro de um banqueiro, namoraram por um mês e casaram-se. Rapidinho, se separaram, o que não surpreendeu as amigas da moça. Pouco depois, o Alex levou um tombo de sua moto e fraturou uma das pernas. Cristina foi visita-lo e escreveu no gesso: “Da próxima vez, tenha mais sorte” Com quê? Com a escolha da có-piloto?
 
                         DA COR DA CARREIRA DE JEGUE 

Em novembro de 2016, Wellington Moreira Franco ocupava o cargo de Secretária do Programa de Parceria de Parcerias de Investimento. Como este nome era muito grande, o presidente Michel Temer, professor de Direito Constitucional, o nomeou para um cargo no qual teria foro privilegiado. Dois anos antes, o Diário Oficial da União  havia circulado com a nomeação de Evaldo da Silva para o cargo de substituto eventual do coordenador-geral da Coordenação-Geral de Produção Associada e Desenvolvimento Local do Departamento de Qualificação  e Certificação de Produção Associada ao Turismo da Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo – este, com certeza, escapou de ser promovido a Papa, o primeiro Papa brasileiro.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

A GRAÇA DA COLINA - TIME VULCÂNICO

Em 4 de junho de 2011, o vulcão chileno Puyehue, de 2.440 metros de altura, localizado na Patagônia chilena, pela Cordilheira dos Andes, entrou em erupção, o que não ocorria desde 1960. Passou a cobrir de pó várias cidades do Cone Sul, principalmente Osorno, no Chile. e Bariloche, na Argentina.
As cinzas voavam seguindo a direção dos ventos, cancelando voos que deveriam partir de aeroportos argentinos, uruguaios e paraguaios. No Brasil, saiu prejudicado o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre-RS. Em 11 de junho, a nuvem procurava o Oceano Atlântico. Um dia depois, um domingo, mexeu com voos até na Austrália. 
O cenário gerou uma das mais inteligentes charges na imprensa brasileira, mais precisamente no "Correio Braziliense", a propósito da conquista do título de campeão da Copa do Brasil, pelo Vasco da Gama. Sem carregar uma taça importante desde que ganhara o Campeonato Carioca de 2003, o Time da Colina foi associado, pelo espírito festivo do brasileiro, ao fenômeno vulcânico. Os criadores da caçoada na redação do diário, e o chargista Iki,  mexeram com a torcida cruzmaltina, como se tivessem dito: o Vasco abriu a sua sala de troféus e a poeira foi tanta que impediu voos e fechou aeroportos. Gozação muito inteligente. (matéria sobre o jogo do título vascaíno na edição de 09.06.2011).

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ALMIRANTE ENCARA OS SEM-TORCIDA

   Antigamente, quando alguém fazia alguma bobagem, costumava-se dizer que “era coisa de português”. É por aí que se pode enquadrar alguns amistosos interestaduais do Vasco, no Rio de Janeiro, contras times sem nenhuma torcida na Cidade Maravilhosa. E o pior é que a “Turma da Colina” passou vexame em vários desses “prejuízos deliberados”, como você vai conferir abaixo.    

1 – 04.03.1928 – Vasco 3 x 5 Portuguesa Santista-SP, em um domingo, em São Januário. A única explicação para o encontro é o fato de o adversário ser ligado a uma colônia portuguesa, na cidade paulista de Santos.

2 - 18.04.1937  - Vasco 3 x 3 América-MG, em um domingo, em São Januário, com Feitiço, Mamede e Luna marcando.

3 - 05.09.1937 - Vasco 1 x 3 América-MG, nas Laranjeiras, em um domingo, com Raul na rede e mesma análise  de cima aplicando-se a este caso.

Ademir Menezes
4 - 01.03.1942 – Vasco 4 x 5 Sport-PE, em São Januário, em um domingo, com Viladoniga (2) e Nino marcando para o time de Ondino Viera. Só tirar o ponta-de-lança Ademir Menezes do rubro-negro pernambucano valia pelo amistoso. Ademir foi o maior ídolo da torcida vascaína, até o surgimento de Roberto  Dinamite, em 1971. Também, o maior nome do “Expresso da Vitória”, a máquina de jogar futebol montada em São Januário, que foi uma das mais potentes do planeta, durante oito temporadas, entre 1944 e 1952 – Ademir ficou fora em duas, 1946/1947, defendendo o Fluminense. 

5 - 07.01.1945 – Vasco 8 x 1 Jabaquara-SP, em um domingo, em São Januário, com gols de Elgen (3), João Pinto (3), Argemiro e Rafagnelli. Difícil explicar este jogo na Colina, até porque o “Jabuca” era filho de colônia espanhola e jamais teve times fortes, com fama no Rio de Janeiro. 

6 - 21.08.1948 – Vasco 4 x 1 América-MG, sábado, em São Januário, com Ademir (2).Dimas e Nestor. Flávio Costa era o  treinador e o time foi: Barbosa, Augusto e Wilson. Ely, Danilo e Jorge; Maneca Ademir, Dimas (Netor)  Tuta (Ismael) e Chico.
 
7 - 27.04.1954 – Vasco 2 x 3 Ponte Preta, uma terça-feira, em São Januário, com gols de Vavá e Djayr. Flávio Costa era o técnico e o time foi: Ernâni; Fernando Fantoni, Alfredo II; Amaury, Danilo e Jorge: Sabará, Maneca, Vavá (Friaça) , Ipojucan e Djayr.

 8 - 24.03.1956, Vasco 3 x 0 Sport-PE, um sábado, em São Januário, com Flávio Costa de treinador e gols de Pinga (2) e Parodi.

9 - 16.06.1962 – Vasco 0 x 0 Guarani de Campinas, em um sábado, em São Januário,

10 - 26.06.1964 – Vasco 3 x 0 Vila Nova-GO, em São Januário, em uma quinta-feira.

11 -  22.02.1967 – Vasco 3 x 1 América-MG, no Maracanã, com gols de Adílson (2) e Moraes, em uma quarta-feira. O técnico era Zizinho.

12 - 14.12.1969 (domingo) - Vasco 1 x 2 Ponte Preta, em São Januário com gol de Tião. Célio de Souza era o técnico e o time teve: Andrada; Ferreira, Fernando, Moacir e Eberval: Alcir e Beneti; Luiz Carlos Lemos (Vicente) , Valfrido (Heleno), Adílson e Tião “Cavadinha” (Jailson).

Romário
13 - 03.02.1972 – Vasco 2 x 3 Portuguesa de Desportos, em uma quinta-feira, em São Januário, com gols de Bugleux e Ferreti. Time: Andrada; Fidélis, Renê, Moisés e Batista;  Alcir e Bugleux (Jaílson); Luíz Carlos Lemos, Ferreti, .... e Gílson Nunes. (ver em Placar). Técnico: Zizinho.

14 - 01.02.1976 – Vasco 1 x 1 Desportiva-ES. Domingo, em São Januário, juiz Roberto Costa e gol de Roberto Dinamite e 2.836 pagantes. Paulo Emílio escalou: Mazaroppi;  Toninho, Miguel, Moisés (Renê) e Luís Augusto; Helinho (Lopes), Gaúcho e Paulo Roberto; Luiz Carlos, Roberto Dinamite e Galdino (Luis Fumanchu)

15 - 21.07.1976 – Vasco 3 x 0 Taguatinga-DF, uma quarta-feira, em São Januário, com gols de Roberto, Dé e Abel. Paulo Emílio era o treinador.

16 - 22.12.1999 – Vasco 2 x 0 Santa Cruz-PE, em uma quarta-feira, no Maracanã, com gols de Romário e Viola. Antônio Lopes era o treinador e o time foi: Carlos Germano (Elton); Jorginho Amorim (Fabrício Carvalho)  Odvan, Alex (Fabiano Eller) e Felipe;  Gilberto (Flavinho),  Juninho Pernambucano (Paulo Miranda) e Ramon Menezes (Alex Oliveira); Donizete (Viola) e Romário.  (fotos reproduzidas de Sport Ilustrado (Ademir) e de futebolbrasileirorkut.blogspot.com (Romário)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

QUAL O MELHOR VASCO? CANDIDATO-1950


Barbosa, Laerte, Augusto, Ely, Danilo e Jorge (em pé, da esquerda para a direita); Alfredo,  Ipojucã, Ademir, Maneca e Djayr e o massagista Mário Américo (agachados, na mesmas ordem) 

Passados 28 dias do “Maracanazo”, como os uruguaios apelidaram os 2 x 1 Brasil, da final da Copa do Mundo-1950, o torcedor carioca ainda chorava. Principalmente, o vascaíno, que tivera a metade do seu time formando o escrete nacional. Ele queria crer que os flamenguistas Juvenal e Bigode haviam sido os grandes culpados pela tragédia, por terem permitido a Gigghia fazer a jogada do gol da vitória celeste – o goleiro Barbosa culpava o primeiro.
Seis dias após o Mundial, houve o amistoso Flamengo 3 x 1 Bangu, para ajudar ao segundo pagar o passe de Zizinho, comprado dos rubro-negros. Em 12 de agosto, o Maracanã recebia a primeira partida da sua primeira disputa estadual, Fluminense 2 x 2 Olaria. Longe dali, o Vasco mostrou motivos suficientes para apachar a melancolia de sua galera, estreando no Estadual, 35 dias após a "grande tragédia nacional", mandando 6 x 0 São Cristóvão, em um domingo, em São Januário.
 Ademir o principal goleador da Copa do Mundo, com nove tentos, mostrou que estava pronto para mais estragos, embora tivesse deixado só um na estreia, a mesma conta de Lima. Mas Ipujucan e Maneca, com duas bolas na rede, cada, deram ao torcedor cruzmaltino boas perspectivas de futuro risonho.
 
QUASE UM MÊS DEPOIS (10.09), o Vasco, treinado por Flávio Costa, que dirigira, também, a Seleção Brasileira da Copa do Mundo, mandou u mais uma goleada: 4 x 0 Bonsucesso, na casa do adversário. Ademir esteve exuberante, marcando três tentos – Maneca completou o serviço. Com aquilo, até a quinta rodada – 3 x 1 no Olaria, também fora de casa –, a "Turma da Colina" somava quatro vitórias e uma escorregada, com 18 gols pró e seis contra. O “Queixada”, que já tinha mandado sete bolas ao filó, avisando que queria repetir o seu sucesso da temporada anterior, quando dominara a corrida pela artilharia, com 31 gols.
 Para os torcedores dos rivais, o Vasco não enganava. Isso porque, quando o “Almirante” tivera paradas mais difíceis pela frente, vencera o Bangu, apertado (3 x 2), e perdera do América, pelo mesmo placar. Logo, teria de mostrar serviço diante do Flamengo, o seu maior rival. Se bem que os rubro-negros faziam uma campanha decepcionante. 

Alfredo II, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Djayr, o ataque arrasador que balançou a rede em 74 oportunidades
Veio o domingo (24.09) e o “Clássico dos Milhões” levou ao Maracanã Cr$ 578 mil, 715 cruzeiros (moeda da época). Para os flamenguistas, seria um bom momento para a reação. E ameaçaram. Aos 10 minutos, Lero abriu o placar, deixando a torcida vascaína calada, até os nove do segundo tempo, quando Alfredo empatou, para Ademir virar o placar a oito minutos do final da pugna apitada pelo chamado “mister” George Dickson.
Rolou mais um tempinho e com ele (14.10) veio um pancadaço: 9 x 1 Madureira, jogo especial para o pequenino ponta-esquerda Djayr, a revelação daquele Estadual. Carimbou a rede por quatro vezes. A próxima vítima caiu na Colina (22.10): 7 X 0 Canto do Rio, com o Djayr  voltando a aprontar. Ele e Ademir marcaram duas vezes, cada.  Estava demais o baixinho. Assim que o returno começou, ele deixou mais três (29.10), nos 5 x 1 São Cristóvão. Pra variar, esquentou mais uma pipoca na chapa, no Dia da Bandeira (19.11). O Olaria deu bandeira e caiu de 4 x 0. Era a sexta goleada no campeonato, em 13 jogos.  
URUBU NO ESPETO – O Flamengo ainda não era chamado “Urubu” – só a partir de 1969, quando o chargista Henfil propagou o apelido pelo “Jornal dos Sports”. Era novembro (26.11) e O ”Almirante” o depenou, com acachapantes 4 x 1. Principal responsável? Ipojucan, com três depenadas malvadas. Mas o saco de maldades ainda seguiria aberto: 7 x 2 Bonsucesso (10.12), com Ademir deixando os rubro-anis tontos.
E o Estadual invadiu 1951. Ano novo, goeladas novas: 4 x 0 Fluminense, no Dia de Reis (06.01), com Ipojucan coroando uma grande atuação, com três tentos – além daquele infalível do "Queixada", devolvendo o revés (1 x 2) do primeiro turno. Por sinal, no returno, a moçada vingou de todos que lhe derrubaram no turno: 2 x 1 América; 2 x 0 Bangu e 2 x 0o Botafogo. Bateu em todo mundo. Um campeão indiscutível.
Os americanos estiveram com o diabo no corpo, durante a final
O  Vasco assumiu a liderança na segunda rodada. Na terceira, isolou-se no topo da tabela, mas, na terceira, passou a ter a companhia do América. A partir dali, a rapaziada seguiu na dianteira, até a oitava rodada, em 1º de outubro, quando caiu (1 x 2) ante os tricolores, grande  estrago, derubando o time para a terceira colocação, atrás de americanos e banguenses.
 Como sofrera um novo tropeço, na rodada seguinte, 0 x  Botafogo, a combinação de resultados só seria favorável ao “Almirante” na próxima partida, quando saltou para a vice-liderança. Os americanos ainda dominavam a corrida pela ponta.

SE AS EXPECTATIVAS ERAM BOAS, com o segundo lugar, na 11ª rodada já não eram mais, pois a equipe caíra para o terceiro posto, mais uma vez, vendo América e Bangu pela frente. Tocou, no entanto, de posição com a turma de Bangu, na rodada seguinte. Briga  boa. Até a reta final, os três times disputavam o titulo.
Ademir chega na bola primeiro do que Osny e marca o gol do título sobre o América
 Com Botafogo 2 x 1 América (21.01), o Vasco se deu bem. Subiu à ponta para, na última rodada, uma semana depois, fazer 2 x 1América na final e carregar o caneco. Mas não foi fácil.
 Ademir inaugurou o marcador – empate dava o título à “Turma da Colina”–, mas o "Diabo" cresceu na partida e tocou fogo em campo. Maneco empatou, aos 33. No segundo tempo, porém, o "Almirante"rapaziada colocou o barco em ordem. Tinha mais categoria e qualidade. E o ‘Queixada” voltou à rede.
      FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA MANCHETE ESPORTIVA.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER

1 -  Em 25 de julho de 1976, o então govenador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro fazendo perguntas, como o nome do atleta, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Mostrou-se muito curioso. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para o time treinado por Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

2 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional (combustíveis, aço e átomo); Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, BNH (comercialização, exportação e habitação) e de outras entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe); Fundação Getúlio Vargas, Serpro e IBGE (este federal entre os órgãos que mediam os índices mensais do custo de vida) e a Escola Superior de Guerra. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

3 - Rolava o 12 de outubro de 1987. No gramado do Maracanã, o Vasco encarava os corintiano, pela Copa União. Como era um dia dedicado à celebração das padroeira do Brasil, a rapaziada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao recinto do então maior estádio do mundo, levando a grana de Cr$ 659 mil, 510 velhos cruzeiros, a moeda daquela época de inflação alta. Quem não foi perdeu um show do "Baixinho". Mas quem abriu a festa foi o glorioso Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, presenteando o alvinegro paulistano, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário começou o seu traçado, fechando a etapa com a "Turma da Colina"  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, o "Peixe" fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou os trabalhos do jogo apitado por Sílvio Luiz de Oliveira-RS. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

4 -   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19 de fevereiro de 1976, em amistoso disputado no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e |Luiz Carlos Lemos.  

5 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o que ele fazia questão de revelar a sua preferência na mesa: camarada.

6 – Católico praticante, devoto de São Jorge, Wilson “Capão” casou-se com Margarida era fã da TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948  – passageiro do “Expresso da Vitória”. Como treinador, o premir clube foi o santista Jabaquara-SP.  

7 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito pequeno, magrinho ou novo, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de Gérson, no meio-de-campo, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, acharam-no muito novo e mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, pediu pai para leva-lo para a escolinha botafoguense no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968 (era disputa à parte).  

quarta-feira, 26 de abril de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - 7 X 0 FLA

1 -  A década-1930 foi para nenhum torcedor do glorioso Club de Regatas Vasco da Gama reclamar. Vejamos: em 26 de abril de 1931, a rapaziada mandou a maior goleada no maior rival, o Flamengo: 7 x 0. Quando o placar estava 4 x 0, o adversário arrumou uma briga, no que se apegou a “imprensa rubero-negra” para noticiar o clássico. Menos o “Jornal do Brasil”, informando que os vascaínos comandaram a partide do início ao fim.  

2 – Em 1931, o Vasco tornou-se o primeiro clube carioca e segundo brasileiro a excursionar à Europa. Antes dele, em 1925, viajara o Paulistano, que parou pouco depois. Dos 11 jogos disputados no “Velho Mundo”, o time vascaíno venceu oito e empatou um.   

3 – Começava, oficialmente, a era do futebol profissional brasileiro. Todos os  clubes seguiram o Vasco e passaram a ter negros e brancos pobres, o que só a “Turma da Colina” tivera a coragem de fazê-lo, em 1923, quando inaugurou a democracia racial e, de quebra, foi o campeão carioca.

4 – O Vasco recotratou Fausto dos Santos e contratou o zagueiro Domingos da Guia e os atacantes Gradim e Leônidas da Silva. Com os quatro negros, o time ficou fortíssimo e conquistou o seu quarto título de campeão carioca.

5 -  Rolava um racha no futebol carioca que teve dois campeonatos, em 1936. Devido brigas com o Flamengo, no remo, o Vasco saiu da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos e foi para uma nova entidade, a Federação Metropolitana de Desportos. Com Feitiço no ataque, levou o título de sua liga.
 
6 – Vasco e América lideraram a pacificação do futebol carioca. Possibilitaram a criação da Liga de Futebol do Rio de Janeiro e o surgimento do “Clássico da Paz”, para marcar o surgimento de um novo tempo. Em 31 de julho de 1937, os cruzmaltinos venceram o primeiro daqueles duelos, por 3 x 2.

7 - Em 1938, o Flamengo convidou o Vasco para inaugurar o seu estádio, na Gávea. Há 10 anos, o clube rubro-negro vivia como cigano, até ganhar um terreno da Prefeitura do Rio de Janeiro. Então, a rapaziada foi lá e mandou 2 x 0. De lá para cá, o Fla virou freguês do Vasco, em seu próprio campo. Perdeu seis e ganhou cinco.

8 - Surgiu no futebol brasileiro, por causa de um jogador vascaíno, o termo “gandula”, para o apanhador de bolas. Tudo porque o atacante argentino Bernardo Gandulla tinha o hábito, quando estava no banco dos reservas, ir buscar todas as bolas chutadas para fora.  

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1958

O Vasco da Gama foi ao Uruguai, em 11 de janeiro de 1958, vencer o Nacional, por 2 x 1, em Montevidéu. A partida rolou no Estádio Centenário e teve os gols cruzmaltinos marcados por Rubens, cobrando falta cometida por Di Fabio, sobre Vavá. Aos 4 minutos já tinha bola voando sobre a barreira e se aninhando no filó. Os anfitriões empataram, em lance de intepretação duvidosa os.  Mas Vavá voltou a colocar a rapaziada na frente do placar, aos 15 minutos. Aos 38, quando o juiz anulou um gol legitimo, de Almir, rolou o maior rebu no gramado. Chegou a paralisar a partida, por cinco minutos. Na foto, reproduzida do Nº 113 da "Manchete Esportiva" de 18 de janeiro, vemos o "'Pernambuquinho" Almir  dizendo ao adversário que não aceitava "patriotadas".
 
Almir lutava muito para vencer, não admitia ser garafado no apito
The Vasco da Gama went to Uruguay, in january 11, 1958, winning the National, for 2 x 1 in Montevideo. The match rolled on the centennial state and had the vascaínos goals scored by Rubens, charging foul by Di Fabio, on Vava. 4 minutes had the ball flying over the barrier and aninhand in tulle. The hosts equalized in the interpretation of doubtful bid. But Vava again put the guys in front of the scoreboard in the 15th minute. At 38, when the judge overturned a legitimate goal, by Almir, the largest rebu rolled on the lawn. It paralyzed the game by five minutes. In the photo, reproduced from No. 113 to the "Headline Sports" of January 18, we see "'Pernambuquinho" Almir saying it did not accept "patriotadas".

terça-feira, 25 de abril de 2017

MUSAS VASCAÍNAS DO DIA - BIA&BRANCA



Cariocas, nascidas em 22 de fevereiro de 1988, Beatriz, a Bia, e Branca Moreira Feres, estão entre as mais belas atletas-torcedoras do Vasco da Gama. Quem as vê juntas, não distingue uma da oura, pois as suas diferenças físicas são mínimas – Bia tem dois centímetros a menos do que Branca.
Elas começaram a vida desprotiva pela natação e a ginástica olímpica, aos 3 anos de idade. Aos 7, pasaram para o nado sincronizado. Como infantis, faturaram o título braisleiro na categoria dueto infantil A e fizeram o mesmo quando chegaram a adultas, mas por equipe. Também, foram campeãs sul-americanas juvenil de dueto e adulto por equipe, além da medalha de prata nos Jogos Pan-Americano Júnior, em Orlando, nos Estados Unidos-2005.
Duas temporadas depois, nos Pan-Americanos do Rio de Janeiro  Rio, ficarfam com o bronze por equipes. A cor do mesmo metal estava nas medalhas que elas ganharam, também, em dois torneios abertos de nado sincronizado. E o principal: medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos-2010.
No entanto, naqueleano elas trocaram as piscinas pela carreira artística. Retornam às competções, quatro temporadas mais tarde, de olho nas Olimpíadas-2016. Por equipe, saíram da Rio-2016 em sexto lugar.
Na TV, as gêmeas vascaínas estrearam pela MTV, no finalzinho de 2008, pelo programa “Dicas de Verão-2009”. Estiveram como repórteres do “Scrap MTV” e, em 2010, colrreram atrás da notícia para o “Viva! MTV”, com o quadro  semanal “Dicas Bia e Branca”. Como era ano de Copa do Mundo, gravaram filmetes, de minuto, no máximo, que iam ao ar como “Futebolísticas com Fia e Branca”.
 Em novembro do mesmo ano, estrearam o programa “Bia x Branca”, com VJs ajudando dois participantes a conquistar uma gatinha. Em 2011, no “Verão MTV-2011”, fizeram “Luau MTV”. Em 2013, mudaram para TV Bandeirantes, para com,andarem o programa “Deu Olé”, com participação do crfaque Denílson, pentacampeão mundial-2002. No mnesmo ano, foram para o canaçl VH1 Brasil”, fazerem o programa “40 Coisas”. Além disso tudo, ainda tiveram tempo para fazerem vários ensaios para revistas, como você pode conferir.
 

 

QUAL O MELHOR VASCO? CANDIDATO-1974

   O Campeonato Brasileiro-1974  teve 40 clubes, divididos por dois grupos, classificando 20 e mais dois com melhores públicos e rendas à segunda etapa – Fluminense e Nacional-AM. Para ser campeão, o Vasco da Gama disputou 28 jogos, vencendo 12, empatando 12 e perdendo quatro. Marcou 33 e levou 18 gols. Somou 36 pontos ganhos.
A depender do que o seu time mostrou, inicialmente, o Vasco passaria bem longe do caneco, pois terminou – times divididos por quatro grupo – a segunda etapa no 7º lugar do Grupo 2, bem diferente do Cruzeiro, que vencera os seus cinco compromissos pelo Grupo 1 – Santos e Internacional foram os outro s semifinalistas.
Foto reproduzida de revista Placar. Agradecimento
A campanha vascaína da primeira fase incluiu derrota para o pequeno maranhense Sampaio Correa e empates com os modestos Paysandu, Olaria e Desportiva. Além disso, o Vasco não conseguiu vencer nenhum dos cariocas. De  grandes clubes, só deixou para trás o Internacional. Confira a campanha: 09.03.1974 - Vasco 2 x  0 Coritiba; 13.03 – 0 x 0 Desportiva; 17.03 – 1 x 1 Flamengo; 20.03 – 2 x 1 Remo; 24.03 – 0 x 0 Paysandu; 30.03 – 0 x 0 Botafogo; 03.04 – 0 x 0 Bahia; 13.04 – 0 x 0 Vitória; 21.04 – 1 x 2 Fluminense; 27.04 – 3 x 2 América-RN; 04.05 – 3 x 0 Itabaiana; 08.05 – 1 x 1 Olaria; 15.05 – 1 x 0 Tiradentes; 19.05 – 0 x 2 Sampaio Corrêa; 26.05 – 0 x 1 América-RJ; 29.05 – 1 x 0 Avaí; 02.06 – 0 x 1 Grêmio-RS; 09.06- 1 x 1 Atlético-PR; 16.06 – 3 x 1 Internacional.
O Vasco, no entanto, animou a sua torcida, a partir da segunda fase, quando venceu o Atlético-MG, no Mineirão, e o Corithians, no Maracanã. Afinal, passara por dois “grandes”, sem contestações. Como foi: 29.06- 3 X 0 Operário; 03.07 – 0 x 0 Nacional; 10.07 – 2 x 0 Atlético-MG; 14 .07 – 2 x 0 Corinthians; 18.07 – 0 x 0 Vitória.
 O quadrangular teve estreia cruzmaltina mandando 2 x 1 Santos, no Maracanã, em 21 de julho. Depois, ficou nos 2 x 2  Internacional, também no “Maraca”, em 24.07, e no 1 x 1 Cruzeiro, em 28.07, resultado que classificou os dois para a decisão, quando o ‘Almirante” fez  2 x 1 Cruzeiro, no jogo extra da noite quarta-feira que fora o primeiro dia do agosto daquele 1974.
Jorginho Carvoeiro marcou o gol do título. Foto reproduzida
 de www.vascofotos.world press.com.br. Agradecimento 

REGRAS - O clube com melhor campanha geral faria a final em casa, o que seria privilégio dos mineiros, com 38 pontos, contra os 34 dos vascaínos. Logo, jogo no Mineirão. Mas os cartolas da Colina foram ao “tapetão” e alegaram à então Confederação Brasileira de Desportos que dois cruzeirenses – Carmine Furletti (dirigente) e Ílton Chaves (treinador) – haviam invadido o gramado, durante o prélio entre as duas equipes, pelas semifinais, tentando agredir Sebastião Rufino, o juiz (registrou o fato na súmula da partida) quando este não marcara o que eles alegavam ter sido pênalti sobre o atacante Palhinha, e conseguiram inverter o mando de campo.
 Veio, então, a finalíssima. Antes de rolar a bola, o folclórico massagista vascaíno “Pai Santana” decidiu que a “Turma da Colina” só deveria adentrar ao tapete verde do “Maraca” depois da “Raposa”. No outro vestiário, os cruzeirenses, também, catimbavam. Temiam vaia ensurdecedora, por parte de mais de 100 mil torcedores no estádio, e fizeram o mesmo que o anfitrião. E a partida começou com quase uma hora de atraso.
Fnfim, a bola rolou. Aos 14 minutos, Ademir fez Vasco 1 x 0, e segurou o placar, até o final da etapa. No segundo tempo, aos 19, o lateral-direito Nelinho empatou. Mas, aos 33, Jorginho Carvoeiro disputou bola, com o goleiro Vítor, e chegou à rede: 2 x 1. Aos 45, Zé Carlos marcou um gol cruzeirense, mas o árbitro Armando Marques  o anulou. E o Vasco tornou-se o primeiro carioca campeão brasileiro, com Roberto Dinamite marcando 16 dos 33 gols da campanha.

Roberto Dinamite marcou 16 dos 33 gols
 do time. Foto reproduzida de
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FICHA TÉCNICA - 01.08.197. Vasco 2 x 1 Cruzeiro. Estádio: Maracanã-RJ. Público: 112.933. Juiz: Armando Marques-SP. Gols: Ademir, aos 14 min do 1º tempo; Nelinho, aos 19, e Jorginho Carvoeiro, aos 33 min do 2º tempo. VASCO: Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Ademir e Carlos Alberto Zanata; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos. Técnico: Mário Travaglini. CRUZEIRO: Vítor; Nelinho, Perfumo, Darci e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha (Joãozinho) e Eduardo Amorim (Baiano). Técnico: Ílton Chaves.

CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 - Vasco da Gama. 2 – Cruzeiro. 3 – Santos. 4 – Internacional. 5 – Grêmio-RS. 6-  Flamengo. 7- Atlético-MG. 8 – Vitória-BA. 9 - Atlético-PR. 10 - São Paulo. 11 – Palmeiras. 12 – Guarani de Campinas-SP. 13 - América-RJ. 14 – Náutico-PE. 15 – Corinthians. 16 – Fortaleza-CE. 17 – Operário-MS. 18 – Portuguesa de Desportos. 19 -  Coritiba. 20 -  Bahia. 21 – Goiás. 22 – Paysandu-PA. 23 – Nacional-AM. 24 – Fluminense. 25 – Tiradentes-PI. 26 - Rio Negro-AM. 27 – Sport Recife. 28 – Olaria-RJ. 29 – Remo-PA. 30 -  América-MG. 31 – Ceará. 32 - América-RN. 33 – Botafogo-RJ. 34 – Desportiva-ES. 35 - Santa Cruz-PE. 36 - Sampaio Corrêa _MA. 37 – CEUB. 38 – Itabaiana-Se. 39 – Avaí-SC. 40 - CSA-AL.