Vasco

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI &SPORT-29

A chamada desta peça publicitária é inteligente, em cima. Afinal, usa-se um pente onde? Além de, na época em que circulava, a frase tivesse o significado positivo de colocar a cuca pra funcionar legal. No caso aqui mostrado, a compra seria algo merecedor de sabedoria ao escolher um produto.
Rolavam as décadas-1960/1970, quando indústrias de pentes tinham cacife financeiro para se divulgarem, nacionalmente. Esta atingiu grande parte do território nacional, usando o nome do clube de futebol dono da maior torcida "brasca". Se bem que a grafia não é exclusiva da agremiação esportiva, mas, também, de um povo representante de um dos dois principais  grupos étnicos da Bélgica   e de um bairro da cidade do Rio de Janeiro. Mas, no fundo, no fundo, o homenageado deve ter sido mesmo o time rubro-negro carioca, que desperta paixões irrefreáveis. 
DETALHE: se esta propaganda, como você vê, com bonecos em negritos, fosse divulgada assim, hoje, o fabricante, certamente, teria problemas nesses tempos patrulhados por usuários de redes sociais.
Com certeza, seria classificado por RACISTA, pois a torcida flamenguistas foi apelidada, pela galera dos adversários, por URUBU, querendo dizer que só tinha preto.
Um comprovante de que isso ocorreria é um anúncio de papel higiênico negro, estrelado pela atriz global Marina Ruy Barbosa, para uma marca que fez a campanha usando um slogan  - Black is Beatiful - usado por militantes negros norte-americanos da década-1960.
Fazia parceria com as cabeleiras "black power",  grandes e assanhadas. 
A campanha foi muito criticada  e desencadeou o protesto de milhares de internautas que viram nela  "um dos mais graves ataques racistas praticados pela publicidade brasileira", tendo em vista a destinação do papel higiênico. Marina, o  fabricante e a agência de publicitária criadora da campanha do produto pediram desculpas aos que sentiam-se ofendidos.
FOTOS: DIVULGAÇÃO          

MUSAS DA COLNA - YANKA & FABIANA

 Yanka Britto, subindo, cada vez mais alto, nas regatas nacionais e internacionais, é a herdeira das glórias da aposentada Fabiana Beltrame.
Já é considerada uma das melhores remadoras brasileiras na categoria "pesado".
No último Campeonato Brasileiro de Remo, Yanka colocou medalha de ouro no peito. Também,  conquistou até o Campeonato Argentino-2016 da sua modalidade já citadas, na cidade de Tigre.

Vasco da Gama already has a new muse for the oar, after the end of Fabiana Beltrame's career. This is Yanka Britto, who has been climbing higher and higher in national and international races. Including, she has already been considered the best Brazilian rower in the "heavy" category.
In the last Brazilian Rowing Championship, the revelation Yanka put another one in the chest.
Last weekend, she conquered the Argentine Championship of the sport, in the city of Tigre.

2 - Fabiana Beltrame foi vascaína, entre 2005 e 2009, deixou de ser e voltou à Colina em 2015. Em seu retorno, ela declarou ao site oficial do "Almirante" – www.crvascodagama.com.br:
"Volto a remar pelo Vasco, porque tenho um carinho especial pelo clube e por todas as pessoas envolvidas nesse processo. Eu dou muito valor a isso. O presidente Eurico Miranda sempre gostou de remo, ele sempre vai às regatas, sabe o nome de todos os remadores".
 A atleta estava de olho nos Jogos Olímpicos-2016, no Rio de Janeiro, quando voltou a ser uma cruzmaltina e avisou. "Farei as minhas últimas competições em alto nível, levando o nome do Vasco para o lugar mais alto do pódio nas competições internacionais". (Foto  reproduzidos do site oficial do Vasco). Agradecimento.

Fabiana Beltrame was Basque, between 2005 and 2009, left to be and returned to the Hill in 2015. On her return, she declared to the official site of the "Admiral" - www.crvascodagama.com.br:
"I'm going back to paddling for Vasco, because I have a special affection for the club and for all the people involved in this process, I value it very much." President Eurico Miranda always liked rowing, he always goes to regattas, he knows everyone's name The rowers ".
  The athlete was watching the Olympics-2016 in Rio de Janeiro, when she returned to being a cruzmaltina and warned. "I will do my last competitions in high level, taking the name of Vasco, God willing, to the highest place of the podium in international competitions." (Photo reproduced from the official website of Vasco). Thanks

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT -28

Muito provavelmente, esta é a única peça publicitária usando o chamado, antigamente, JOGO DE BOTÃO. Como era brincadeira de garoto, a marca de produto alimentício buscou  a modalidade para ilustrar um momento em que a criança se diverte e come. Recado em cima.
Hoje, o velho passa-tempo virou FUTEBOL DE MESA, por motivos de valorização e de marketing. Já tem até federações e disputas internacionais.
Se, no passado, a garotadas entrava, sorrateiramente, no quarto do vovô, ia ao seu armário e roubava os botões dos seus velhos paletós, para montar os seus times, atualmente, eles são fabricados nos mais sofisticados materiais para irem à mesa de jogo - inicialmente, foram em  acrílico.
Vale ressaltar que, antes de colocar o time em campo, isto é, em cima de qualquer mesa de madeira, antes, a meninada mergulhava os botões em mercúrio, para dar-lhes uma tonalidade bonita. E raspavam, com as lâminas de barbear dos pais, a parte traseira gordinha, que chamavam de barriga do botão
Além do recado em cima da brincadeira do menino, a marca, ainda, tentava comprar a mamãe, oferecendo-lhe uma  embalagem para guardar os mais diversos itens de casa.
Anúncio da hora, isto é, daquela hora. Este circulou pela década-1960 e divulgou a marca por uma magazine de circulação nacional, a revista semanária carioca "Manchete".     

OS CARECAS DA COLINA

Vílson Tadei, o "sem telhado"
 Antigamente, era raro ver um jogador de futebol careca. Hoje, é moda. Em São Januário - primeirão não batia na Maricota, mas clicava quem chutava, o fotógrafo Homero Ferreira, que desde 1943 trabalhava para o “Almirante”.
  Conferindo as muitas fotos de times vascaínos, pela revistas antigas e atuais, só há dois atletas carecas: o ex-lateral-direito Augusto da Costa, da fase do “Expresso da Vitória”, entre metade da década-1940 e até 1952, e o meia-atacante Vílson Tadei, do time de 1983.  
No entanto, vale ressaltar que a pesquisa do 'Kike' sobre “os sem telhado” levou em conta só motivos capilarescos, pois há muitos jogadores carecas, ultimamente, por conta de moda.
 O vascaíno mais marcante da turma da onda foi Donizete “Pantera” que, pelo final da década-1990, “descapilava” a cuca à máquina zero. Depois, vieram os montes deles.
 
        Foto reproduzida da revista oficial do Vasco-1983 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT-27

A marca sueca Gillette chegou ao Brasil, em 19.., e dominou o mercado de lâminas e aparelhos de barbear - também usado por mulheres para depilações de pernas e axilas. Colocou anúncios em jornais, revistas e no rádio, sendo que neste último entrou com força patrocinando noticiários esportivos,
 De quebra, a marca europeia convocou grandes nomes do futebol brasileiro para mandar o seu recado, casos de Ademir Menezes e de Jair Rosa Pinto, vice-campeões mundiais-1950. Pelos finais dos 40 e até metade dos 50, Ademir, defendendo o Vasco da Gama, tornou-se o maior goleador nacional e atingiu popularidade superior a de qualquer  brasileiro. Inclusive, maior do que a do presidente das república, como ficou constatado em uma pesquisa.
 Jair Rosa Pinto, revelado pelo pequeno Madureira, fez fama no mesmo Vasco da Gama e depois vestiu várias camisas de clubes grandes - Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo. A sua fama era muito mais pelos chutes fortíssimo. Tão fortes quanto ao impacto que a Gillette conseguiu provocar junto ao consumidor do mercado brasileiro.
 Outros craques de grande prestígio durante adécada-1950, como Nílton Santos (Botafogo), Pinheiro e Castilho (Fluminense), Rubens (Flamengo) e Pinga (Portuguesas de Desportos), foram fisgados, também, para as campanhas publicitárias desta marca.




TRAGÉDIAS DA COLINA - JOINVILLE

Marcelo Sadio fotografou, para WWW.CVASCODAGAMA.COM.BR, o momento em que os jogadores do Vasco se indignavam com a violência nas arquibancadas da Arena Joinville-SC. Era a tarde do domingo 8 de dezembro de 2013 e a goleadas, por 1 x 5, sofridas ante o Atlético-PR rebaixou o "Almirante" a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. 
Na época, o Vasco tinha um time muito fraco, com o lateral-direito Fagner sendo o único que se salvava na defesa. 
 O goleiro Alessandro, por exemplo, foi um dos principais responsáveis pela queda, engolindo frangos monumentais e cometendo erros primários.
 Na zaga, o veterano Cris ajudou a derrotar o time em várias oportunidades. Seu colega de dupla de zaga, Renato Silva, era outro que não fazia uma boa temporadas. De sua parte, o lateral-esquerdo peruano  Yotun jamais justificou a vinda de tão longe, mesmo sendo jogador da seleção do seu país.
Os meio-campistas Abuda, Wendel, Pedro Ken e Marlone jogaram de menos, da mesma forma que os atacantes Bernardo e o equatoriano Tenório. Edmílson, quando nada, fazia uns golzinhos, mas Reginaldo era um pavor. Jáa o garoto Thalles era revelação que ia pegando experiência.  

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI &SPORT - 26


A GRAÇA DA COLINA - BARCO DO LANCE

Quando o goleador Paulo Sérgio Rosas, isto é, Viola (bem afinado) foi contratado pelo Vasco, o chargista Mario Alberto, produziu este interessante recado, publicado pelo "Lance", em 22 de julho de 1999. Ele sugere que o "matador" chegava para correr atrás de uma vaguinha no barco do "Almirante". Beleza!


When the striker Paulo Sergio Rosas, ie, Viola (well tuned) was hired by Vasco, the cartoonist Mario Alberto, produced this interesting message, published by the "Lance" on 22 July 1999. He suggests that the "killer" arrived to chase a spot in the boat "Admiral". Beauty!

domingo, 27 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-25


Qual homem não sogaria de estar passeando, curtindo as belezas da natureza e, de repente, caísse do Céu, dentro do seu carro, uma linda morena, brasileiríssima, moreníssima, usando bikini? Anúncio muito bem bolado, inteligente, criativíssimo, de uma marca dos antigos toca-fitas que tanto sucesso fizeram antes da chegada do CD. Durante a década-1970, casal de namorado ou paquerador que não tivesse um toca-fitas no carango, com certeza, estaria em desvantagem. As meninas não o perdoariam. Já o feliz criador desta peça publicitária foi buscar inspiração no pára-quedismo esportivo. Valeu!    

VASCO DA GAMA 1 X 0 AMERICANO

Com mais esta - antes, 1 x 0 Madureira e 5 x 2 Volta Redonda - a rapaziada segue 100% na Taça Guanabara, liderando o Grupo B, com nove pontos.
 O cara da noite, em São Januário, foi Marrony, que já soma três tentos na competição. No lance do tento, Lucas Mineiro lançou Pikachu, pela direita, e este cruzou a pelota, na medida, para Marrony completar, de cabeça.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 27.01.2019 (domingo) - VASCO 1 X 0 AMERICANO - 3 rodada da Taça Guanabara. Estádio - São Januário-RJ. Juiz: Rafael Martins de Sá (RJ). Público: 7.542 pagantes e 7.840 presentes. Renda: R$ 194.424,00 Gol: Marrony, aos 2 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel; Cáceres, Luiz Gustavo, Ricardo Graça (Keinandro) e Henrique; Lucas Mineiro e Andrey; Yago Pikachu, Thiago Galhardo e Yan Sasse (Moresche); Marrony (Rodrigo Fernandes). Técnico: Alberto Valentim. AMERICANO: Luis Henrique; Léo Rosa, Admilton, Gabriel e Digão (Neto); Abuda, Vandinho, Junior Santos e Gustavo Tonoli (Paulo Vitor); Dedé (Di Maria) e Romário. Técnico: Josué Teixeira.


A foto acima e a de baixo foram clicadas por Rafael Ribeiro, de www.crvascodagama.com.br, sendo que, abaixo, você vê os garotos do time júnior que foram homenageados antes da partida, por terem sido vice da Taça São Paulo, desperdiçada  em cobranças de pênaltis. Os meninos perdiam, por 0 x 2, chegaram ao empate, com o São Paulo, mas erraram dois chutes na decisão por bolas paradas.

150 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS PRIMEIRA TELEMENINAS ESPORTIVAS

Maria Luiza, entrevistando Zagallo,. foi a
primeiríssima repórter global

  Desde 18 de outubro de 1950 que a primeira TV brasileira - Tupi-SP - estava no ar. Um mês depois, inaugurou-se a có-irmã do Rio de Janeiro. 
E  não demorou para o telejornalismo esportivo marcar presença na telinha: no 15 de outubro, Jorge Amaral narrou e Ari Silva comentou Palmeiras 2 x 0 São Paulo, direto do paulistano estádio do Pacaembu.
tre os cariocas, a primeira narração foi de Antônio Maria, em Vasco 2 x 1 América, no Maracanã e que deu o título estadual aos vascaínos.

  Como no rádio, o telejornalismo esportivo foi, de início, algo muito distante das mulheres. Só pelo final da década-1960 elas começaram a aparecer, representadas por Sheila Tardeli, participando das jornadas narradas por José Cunha, para a Tupi-RJ. Em 1969, quando a emissora lançou o progrma “Ataque & Defesa”, com Ruy Porto, ela, ainda, ajudava na produção.  
Monika Leitão parou e voltou à teleinha
  Em 1970, Marilene Dabus chegou no meio da rapaziada, como auxiliar de redação de Sérgio Cabral, para o programa “Jornal da Bola, da TV Continental-RJ. Em 1973, Miriam Delamare era tradutora de textos do primeiro grupo a fazer o “Esporte Espetacular”, da Globo. Em 1977, Rosemary Araújo, ex-atleta de vôlei, tornou-se a primeira apresentadora feminina de programas esportivos, em “Stadium”, da TV Educativa-RJ (atual TV Brasil), focando esportes olímpicos e paralímpicos.
 Vale ressaltar que “Stadium” está no ar desde aquela época, quando era diário. Depois, ficou semanal e, em 2016, novamente,  diário.  É o 12 mais na tigo da TV brasileira, entre os esportivos, tendo, na década- 1980, sido do SBT e da TV Gazeta.
 Nos passos de Rosemary, as próximas apresentadoras  da TV brasileira só vieram em 1983, no “Show do Esporte”, da TV Bandeirantes, com Sílvia Vinhas, Elis Marina, Sandra Annenberg e Simone Melo, entre outras, se revezando nas apresentações.   
 O primeiro grande lance das meninas da telinha, no entanto, já havia rolado desde 1978, quando Maria Luiza terminou o seu estágio na TV Globo e pediu ao diretor de jornalismo, Armando Nogueira, para ser repórter esportiva. Experimentada pelo editor  Hedyl Valle Júnior, foi aprovada e escalada para cobrir a Copa do Mundo-1978, na Argentina. 
Isabela Scalabrini já abandonou a reportagem esportiva
 Maria Luiza deu conta do recado, direitinho. E tornou-se objeto de admiração geral de jogadores – principalmente dos iranianos -,  jornalistas e povo argentino, que jamais vira  mulher fazendo aquilo. Entrevistada pela TV do país, distribuiu muitos autógrafos pelas ruas da cidade onde estava. 
A “Malu” abriu caminho para Monika Leitão, estagiária desde 1978, e Isabela Scalabrini. Esta, em 1979, também, após estagiar na Globo e passar seis meses apurado notícias, passou a fazer matérais para o “Globo Esporte”, de várias modalidades, exceto o futebol, assunto só para homens na emissora.
Enviada aos Jogos Pan-Americanos-1983, na Venezuela, Scalabrini mandou ver legal, até colocando matérias no “Jornal Nacional”, um dos principais programas da emissora. Garantiu passagem para cobrir os Jogos Olímpicos-1984, em Los Angeles-EUA, e em Seul-1988, nos Jogos da Coreia do Sul. Também, para a Copa do Mundo-1986, a segundo que o México promoveu.
Com a competência mostrada, ela foi enviada a vários Mundiais de vôlei e de basquete. Depois, esteve apresentadora do “Globo Esporte” e de “Esporte Espetacular”. Em 1992, trocou o esporte pela reportagem geral.
De sua parte, Monika Leitão, também, começou fazendo matérias para o “Globo Esporte”, quando o diretor da Divisão de Esportes era Ciro José e os editores Hedyl Valle Júnior, Michel Laurence e Luizinho Nascimento.

Rosemary Araújo foi a primeira apresentadora de "Stadium"
Por mostrar segurança nas entradas ao vivo em vários telejornais de 1980, Monika foi enviada  para ser a primeira mulher brasileira a cobrir  Jogos Olímpicos – os de Moscou. No mesmo 1980, esteve em Porto Rico, cobrindo o Pré-Olímpico de basquetebol, mas não se entusiasmou muito, pois, em 1981, casou-se e abandonou a carreira, para a qual voltou, em 1994, apresentando programa na TV Record-SP.
Monika voltou, também, à Globo, ficando por uma temporada como repórter, em São Paulo. Depois, transferiu-se para a Globo-RJ e, em 1996, passou a produtora de “Esporte Espetacular” e participante de coberturas de grandes eventos internacionais, como X-Games;  Volvo Ocean Reace – regata volta ao mundo – e Homeless World Cup.
Atualmente, temos mulheres reportando, comentando e até narrando, como ocorreu na recente Copa do Mundo da Rússia – grande jogada delas na latinha.


1 - As fotos de Monika Leitão e de Isabela Scalabrini foram reproduzidas de www.memória.globo.com, enquanto as de Maria Luiza e de Rosemary Araújo vieram do vascaíno Jorge Medeiros. Agradecimentos.
2 - Após 150 títulos, completados com o de hoje, esta coluna trocará de nome a partir do próximo dia 3 de fevereiro, passando a ser "O DOMINGO É UMA MULHER BONITA".    









sábado, 26 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT-24


TRAGÉDIAS DA COLINA - MARCELO

1 - Era noite de 27 de outubro de 1964. O Vasco pegava o Flamengo, e o Maracanã viveu uma de suas histórias mais sinistras. Vencia, por 1 x 0, com gol de Célio, aos 31 minutos. Aos 44, quando administrava o placar, para virar o primeiro tempo na frente, o volante rubro-negro Carlinhos, empatou. O treinador cruzmaltino, Ely do Amparo, ficou uma fera com o seu goleiro, Marcelo, acusando-o de falha no lance. O clima ficou quente entre eles, no intervalo, e quase foram aos tapas. Mas o bem pior ainda viria.

2 - Pouco depois da saída de bola para a etapa final, o meia flamenguista Nelsinho livrou-se da bola, desferindo um chute fraco e despretensioso, da intermediária. Marcelo, incrivelmente, deixou a bola passar por entre as pernas. Abalado, ele foi até Ely do Amparo e pediu que o substituísse, pois considerava-se descontrolado emocionalmente, para continuar. Durante 15 minutos, os colegas tentaram serenar o seu estado psicológico, e até os rubro-negros lhe foram solidários, também o pedindo para ficar. Mas de nada adiantaram os apelos. Marcelo saiu de campo chorando, aplaudido pelo público de 44.346 torcedores. Deixou o gamado, para nunca mais voltar.

3 - Marcelo Antônio de Araújo Cunha, nascido em 04.11.1938, em Itanhandu-MG, começou a carreira pelo Yuracan, de Itajubá-MG. Depois, passo por São Paulo, Palmeiras, Ferroviária, de Botucatu-SP e Bonsucesso, antes de chegar à Colina. O Vasco daquela tragédia foi: Marcelo (Levis), Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Alcir; Zezinho, Célio, Mário e Ronaldo. O Flamengho era: Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Beirute, Paulo Alves e Osvaldo. Técnico: Flávio Costa. O juiz foi Frederico Lopes.

O VENENO DO ESCORPIÃO - TREMENDÃO EM SOLO COM RENATO E SEUS BLUE CAPS

Imagem marcante  do "Tremendão"
    Um dia, o garotão escutou “Rock around the clock” e adorou o som de Bill Hallei & Comets. Ficou sabendo tratar-se de um ritmo novo. Depois, ouviu o programa “Hora da Brodway”, na Rádio Metropolitana, e conheceu, também, o som de Elvis Presley, Chuck Berry, Fats Domino, Little Richard, The Coasters, Gene Vicent and his Blue Caps,  enfim, de toda a turma que fazia aquela nova onda musical. 
 Por aquele tempo, o carinha morava na Rua Matoso, na Tijuca, e, junto com os amigos Tim Maia, Jorge Bem (futuro Benjor) e Antônio Pedro (futuro fabricante de guitarras) formava um grupo que  incomodava bastante aos vizinhos, com o que era chamado “serenata do rock” e terminava, sempre, com o delegado policial tomando-lhes os violões.
 Apresentado por um amigo comum, certa vez, um carinha que cantava no “Clube do Rock”, programa de Carlos Imperial na TV Rio - ao meio-dia das terças-feiras - foi a sua casa pegar a letra de “Hound Dog”, sucesso de Elvis,  para cantar no pré-show de Bill Halley, no Maracanãzinho. E o convidou a aparecer lá na TV.
 Já desconfiou de quem se trata? Isso mesmo: de Erasmo Carlos, que tinha um violão e nem sabia tocar, quando Roberto pintou em sua morada e o afinou.
 Tempinho depois daquela visita, seu amigo Edson Trindade propôs-lhe formarem um grupo vocal. Topou e montaram The Snakes, contando, ainda, com Arlênio Lívio (futuro DJ da Rádio Nacional) e Zé Roberto, o China. Nenhum sabia tocar violão. Ensaiavam cantando o que o disco tocava. Mais um tempinho depois e eles passaram a acompanhar, nos vocais, o conjunto “Os Sputniks”, inicialmente, composto por Tim Maia, Roberto Carlos e Wellington.
Erasmo em pé, no centro, era o "crooner" dessa rapaziada 
 Por ali, Tim Maia ensinou a Erasmo os acordes básicos – lá maior, ré e mi – do que tocavam. 
A aventura, no entanto, durou até finais de 1959 e inícios de 1960, quando os Snakes fizeram suas últimas apresentações e gravaram quatro músicas carnavalescas. 
Depois (selo Mocambo) rolou um “ramake” do sucesso “Mustafá” e “Forever”, em versão de Paulo Murillo  - Roberto Carlos gravou, depois, mas com versão de Carlos Imperial.  
Ainda pela Mocambo, os Snakes gravaram um compacto duplo. Próximo passo, a gravadora CBS e um LP de twist. E fim de papo.
 Erasmo, então, foi cantar com Renato e Seus Blue Caps. O grupo havia ficado sem Ed Wilson, o Edinho, irmão de Renato e Paulo César Barros, deixando vago os cargos de “crooner” (como eram chamados os cantores de grupos musicais) e de violão-base. 
Erasmo já havia participado da gravação (selo Copacabana) do primeiro LP do grupo (Twist), inclusive aparecendo na foto da capa em que a turma usa terno xadrez. Ficou por uma temporada e meia membro do mais antigo conjunto roqueiro instrumental e vocal do país.  
 Com os Blue Caps, a voz de Eramo era solta por bailes em que ele cantava não só rocks, mas, também, boleros. Quando o grupo gravou o seu primeiro LP na CBS (Viva a Juventude), ele já não fazia mais parte da banda. Mesmo assim, conta “Menina Linda com a rapaziada - versão da beatlemaníaca de “I should have know better, de Lenn/McCartney -, a principal faixa do disco e que chegou ao topo das paradas de sucesso.
 Decidido a cantar sozinho, Erasmo, no entanto, foi rejeitado pela CBS, a RCA Victor e a Odeon, as principais gravadoras da época. Todas já tinham alguém do seu estilo. Então, bateu às portas da RGE, levando, por referência, o LP gravado com Renato e Seus Blue Caps. E arrumou emprego com o selo que  não tinha cantor de rock, beneficiado, também, por conhecer toda a galera roqueira e das emissoras de rádio.
 Erasmo deixou o grupo Renato e Seus Blue Caps, mas não a amizade por eles. Prova  a sua parceria (fez a letra) com Renato Barros (fez a música) ema “Beatlemania”, do seu segundo disco pela RGE.
O título da canção foi escolhido aquele porque, em seus tempos no grupo, com Renato e o irmão Paulo César, também fãs dos Beatles, eles passaram a vestirem-se com os quatro rapazes de Liverpool, usando terninhos com quatro botões. Também, calçando botinhas e cortando os cabelos do mesmo modo. Por sinal, é assim que o conjunto (sem Erasmo) aparece na capa do LP “Viva a Juventude”. Além disso, Erasmo e os Blue Caps passaram a seguir a linha dos ingleses quando eram indagados, em entrevistas coletivas, por algo fora do seu contexto musical. Devolviam respostas desconcertantes: “Teve revolução no Brasil, em 1964? Nem avisaram pra gente!” – coisas assim.

Erasmo fez, também,  fotonovela com Wanderléa
 A letra de “Beatlemania” tem um personagem preocupado com as gatinhas, que só queriam saber dos Beatles. É assim: “Vão pra lá/Procurarem sua turma lá/A mulherada daqui/É da gente/Vou acabar com a beatlemania/Que atacou o meu bem/É a ordem do dia/Cabelo comprido/Nunca foi prova de ser mau/Se eu não puder na mão/Eu brigo até de pau/Pode vir todos quatro/Que eu  não temo ninguém/Só não quero que fiquem alucinando meu bem/Tenham calma, amigos/A paz vai voltar/Pois com a beatlemania/Eu prometo acabar.
 Além desta canção, Erasmo e Renato e Seus Blue Caps estiveram juntos em muitas outras oportunidades, em estúdios de gravação. Vejamos: 1 - maio de 1964 – Jacaré e Terror dos Namorados, ambas da dupla Roberto/Erasmo, com participação do organista Lafayette (RGE 70.084); 2 - abril de 1965 – Festa de Arromba, de Roberto/Erasmo, e Sem Teu Carinho, de José Messias (RGE 70.140); 3 -  maio de 1965 – os Blue Caps, com Lafayette no órgão, gravaram com Erasmo para o LP “A Pescaria” – faixa 1 - , que teve regitros anteriores - Terror dos Namorados,  Beatlemania, Festa de Arromba e Sem Teu Carinho. Renato Barros comparece como autor de Gamadinho Por Você – faixa -12 -, que fecha o disco que teve, também, os Blue Caps na faixa 8 - Nos Tempos da Vovó –, a versão de Erasmo para (Ain´t She Sweet), de M.Ager/J.Yellen, lançado em compacto simples, com outra participação de Lafayette, em dezembro de 1965, juntamente com “A Pescaria”, em compacto simples (RGE 70.174) - as outras faixas são: Alguém Que Procuro (Francisco Lara); School Day (Chuck Berry, versão de Erasmo); Tom & Jerry ( Getúlio Cortes); Tra La La  e  Minha Fama de Mau, ambas de Roberto e Erasmo, sendo a última gravada com acompanhamento de The Jet Black´s. (RGE XRLP 5.278).
    Um outro detalhe da ligação de Erasmo com Renato e Seus Blue Caps foi a sua versão para “Splish Splash” - sucesso norte-americano de Bobby Darin – ter sido gravada com Roberto Carlos acompanhado pelo grupo. Fez tanto sucesso, que levou a gravadora CBS a tirar a rapaziada da Copacabana....
ATÉ O FIM - Renato e seus Blue Caps só gavou com Erasmo té o LP (de Erasmo) “A Pescaria”. Em discos de Renato e Seus Blue Caps e em suas gravações solo, Erasmo está  nestas músicas com a banda e os respectivos lançamentos:
Agosto de 1963 - Boogie do Bebê; Limbo Rock; Walk My Baby Back Home; Estrelinha (Little Star); Lobo Mau (The Wonderer); Comanche; Ford Bigode; What´d I Say; Relax; Stand Up (LP Twist/Blue Caps).
Este foi o último LP gravado por Renato e Seus Blue Caps com Erasmo
Maio de 1964: Jacaré e Terror dos Namorados (compacto simples/Erasmo).
Março de 1965 -  Negro Gato; Menna Linda (I shouls have know better); Tremedeira (Tremarella); Querida Gina; Sou feliz dançando com você (I´m happy just to dance with you); Gatinha Manhosa; Canto pra fingir (My whole world is falling down); Garota Malvada (I call your name); Os Costeletas; Fruit Cake; Loop the Loop e Vera Lúcia (LP Viva a Juventude/Blue Caps).
Aabril de 1965 – Festa de arromba e Sem seu carinho (compacot simples/Erasmo); maio de 1965 – A Pescaria; Beatlemania; Alguém que procuro; Sem teu carinho; Minha fama de mau; Tom & Jerry; No tempo da vovó (Ain´t she swett); Tra-la-la; Terror dos namorados; Dia de escola (School day) e Gamadinho por você (LP-A Pescaria/Erasmo).
Setembro de 1966 – O Picapau; Cuide dela direitinho; O Carango e a Pescaria (compacto duplo/Erasmo).
Julho de 1967 – O Caderninho; Eu  sonhei que tu estavas tão linda; Eu não me importo; A grande mágoa (compacto dupo/Erasmo).
Setembro de 1967 – Cara fei para mim é fome; O ajudente do Kaiser (I was a Kaiser Bill´s Batman); Neném, corta essa; Só sonho quando penso que você sente o que eu sinto; Larguem meu pé; Caramelo (Mellow Yellow); Saidinha e assanhad  quase perdi seu amor; Brotinho sem juízo; A garotinha da estação e Não me diga adeus (LP/Erasmo).
Além dessas gravações com Renato e Seus Blue Caps, houve, ainda, “Kathleen (Habib Twist), que teve lançamento cancelado.         

                                        

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI &SPORT -23

A publicidade dos calçados Motinha na Revista do Esporte (1959 a 1970) ultrapassou a barreira da normalidade. O bom relacionamento do proprietário com a direção da casa chegou a gerar uma verdadeira “coluna social” em uma das edições da semanária, na década-1960.
 Veja que a RE divulgou uma viagem do anunciante Francisco da Mota Pereira, com esposa e filha, fotografando-os no instante em que subiam a escada do avião. Contava ter ele recebido o abraço de despedida por parte de familiares e de “importantes industriais e comerciantes”, tendo ido à Europa observar as novidades do “mais alto padrão”, para incluí-las em suas linhas de produção no Brasil.
  Era normal revistas e jornais divulgarem fotos de visitas de clientes à redação, ao lado dos proprietários, bem como junto a políticos e de celebridades.
 O presidente da RevEsp, jornalista e escritor Anselmo Domingos, se promovia bastante, fazendo muitas “colunas sociais”, principalmente, em uma seção titulada por “Flagrantes”.           









TRAGÉDIAS DA COLINA - VICE-CAMPEÃO

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT - 22

Se tem o ditado dizendo que há imagens que dispensam legendas, estas é uma delas. O anunciante, do ramo de aplicações financeiras, usou Copa do Mundo-1970, no México, e mandou o seu recado dentro do clima da grande autoestima da galera da hora: um dos símbolos da conquista do tri, a comemoração de gol pelo "Rei Pelé". Inclusive, prestigiando o artista brasileiro, na criação do "reclame" - palavra tão simpática. Porque caiu de uso?
Esta peça foi publicada dentro de um encarte especial sobre o Mundial, publicado pela revista "Veja", de 27 de junho de 1970, com 24 páginas e chamou-se "Caderno da Copa". Como a formiguinha era o símbolo publicitário da marca, ela aproveitou para, também, fazer um mimo no Seu Zagallo, isto é, o treinador Mário Jorge Lobo Zagallo, que ganhou o apelido  homônimo, por jogar trabalhando mais do que os demais, atacando e defendendo, desde a Copa-1958, na Suécia, quando ficou campeão mundial pela primeira vez - anúncio simples e dentro do "termômetro" 

HISTORI & LENDAS DA COLINA - SAUL

Torneio Rio-São Paulo de 1963 - Um amigo, de Bagé, do centroavante Saulzinho, estava no Rio de Janeiro, e aproveitou para assistir ao conterrâneo enfrentar Pelé, no Maracanã. O Vasco colocou 2 x 0 sobre o Santos, motivo para a implacável dupla de zaga cruzmaltina, Brito e Fontana tirar o maior sarro do camisa 10 santista. “Cadê Rei?. Tem algum rei por aqui”, sacaneavam eles, quando Pelé estava por perto. Se a bola saía, um deles a chutava para longe. E gritavam: “É, crioulo! Esta não dá mais!”. Faltando poucos minutos para o final da partida, o amigo de Saulzinho saiu do Maracanã, apanhou um taxi e disse ao motorista: “Aproveitei para rever um patrício, e ele ganhou do Pelé”. O motorista virou-se e avisou-lhe: “O jogo terminou 2 x 2” – faltando dois minutos, Pelé fez o primeiro. No último minuto, o segundo. Depois, pegou a bola do jogo, a entregou a Fontana, dizendo: “Leve de presente para a sua mãe”.
Lenda&Verdade: 99,9% da história é verdade. Pelé jura, no entanto, que não cometeu nenhum desrespeito com a genitora do xerifão Fontana.

 Um programa de TV em 1997 – O piloto tricampeão mundial de Fórmula-1, o vascaíno Nélson Piquet, contou: “Uma das poucas vezes em que eu fui no Maracanã foi naquele jogo em que estávamos ganhando, por 2 x 0, e o Pelé fez dois gols, empatando a partida. Naquele dia, acho que se o encontrasse pela frente, o mataria. Depois que eu soube que ele era vascaíno, eu o perdoei”.
Com certeza: entre craques do esporte, tudo se perdoa. Principalmente, na “curriola” da Turma da Colina.

Perto de 19 de outubro de 1981 – O Dia dos Comerciários estava chegando e o Vasco tentava adiar, para a data, uma segunda-feira, seu jogo contra o Olaria, para obter melhor arrecadação, evidentemente. No entanto, o extinto Conselho Nacional de Desportos (CND) impediu, alegando que a partida estava no teste semanal da Loteria Esportiva. Aí Eurico Miranda exigiu apresentação, por escrito, do motivo do impedimento e, com o documento, foi à Justiça, pedir que os clubes em situações similares tivessem algum ganho, pois apenas cediam suas marcas, gratuitamente, para a Loteca. Então, o presidente da república, João Batista Figueiredo, decretou a cessão de um percentual para as equipes que figurassem nos concursos semanais da loteria.
A galera fica devendo esta à "Turma da Colina". São Janu ajudou.

Torneio Rio-São Paulo - O presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, Eduardo Viana, o Caixa D´´Agua, havia decidido transferir o jogo Vasco x Fluminense, do Maracanã, para São Januário, a fim de atender aos vascaínos. Só que não avisou aos tricolores a tempo. Disse ter deixado um documento na portaria do clube, por não ter encontrado nenhum dirigente. Com aquilo, a diretoria tricolor só ficou sabendo da mudança cinco horas antes do início do jogo, que não aconteceu. Por pressão do presidente da Federação Paulista de Futebol,. Eduardo José Farah, o Vasco sofreu perda dos pontos que seriam disputados no gramado, por 7 votos contra 1. Com a punição, o Santos terminou em primeiro lugar do Grupo 1.
Efeito demonstração: os paulistas perderam tempo com aquela "guerra ao Vasco", pois o time já estava classificado para a fase seguinte do Rio-São Paulo, e a perda dos pontos do jogo contra o Fluminense em nada mudou a situação do time na competição.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

VASCO DA GAMA 5 X 2 VOLTA REDONDA

Segunda vitória da rapaziada pela Taça Guanabara. No jogo passado, havia mandado 1 x 0 Madureira, na casa do adversário.  Hoje, foi em São Januário, deixando a "Turma a Colina" na liderança do Grupo B.
 Os gols vascaínos foram marcados por Marrony (2), Dudu, Danilo Barcelos e Lucas Mineiro. O próximo  jogo será no domingo, diante do Americano, também em São Januário, a partir das 19h30.
Na roo de Rafael Ribeiro, de www. vasco.com.br, Dudu comemora
o seu primeiro gol como profissional

OS GOLS - Aos 37 minutos, após bate-rebate perto da área do visitante, a bola sobrou para Marrony, que invadiu o terreno e tocou na bola, com categoria, à saída do goleiro:  1 x 0. Três minutos depois, Cáceres fez grande jogada pela direita, foi ao fundo e serviu Dudu, que bateu cruzado: 2 x 0. - aos 46, o adversário diminuiu, de falta: 2 x 1.
O segundo tempo começou com empate do Volta Redonda, no primeiro minuto: 2 x 2. O Vasco, porem, logo retomou o controle do jogo e cresceu com as entradas de Thiago Galhardo e Yago Pikachu. Aos 23, Ribamar sofreu falta na entrada da área. Danilo cobrou e desempatou: 3 x 2. A moçada não marcava um gol de falta desde novembro de 2017.
 Dois minutos depois, Thiago Galhardo tocou para trás, Ribamar bateu meio mascado e a bola sobrou para Marrony, que escolheu o canto e ampliou: 4 x 2. Aos 43, após o time trabalhar bem a bola, Lucas Mineiro recebeu na entrada da área e bateu para fechar a conta: 5 x 2. 

FICHA TÉCNICA  - 23.01.2019 (quarta-feira) Vasco 5 x 2 Volta Redonda - 2 rodada da 
Taça GB. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Grazianni Maciel Rocha. Público: 7.461 pagantes e total de 7.666. Gols: Marrony, aos 36; Dudu, aos 39, e Luiz Paulo, aos 45 min do 1 tempo; João Carlos, a 1; Danilo Barcelos, aos 23. Marrony, aos 25, e Lucas Mineiros, aos 43 min do 2 tempo. VASCO: Fernando Miguel; Raúl Cáceres, Werley (Luiz Gustavo), Leandro Castán e Danilo Barcelos; Raul, Lucas Mineiro, Yan Sasse (Yago Pikachu), Dudu (Thiago Galhardo) e Marrony; Ribamar. Técnico: Alberto Valentim. VOLTA REDONDA: Douglas Borges; Rossales, Daniel, Heitor e Luiz Paulo (Elivélton); Bruno Barra, Marcelo, Bileu (Thiago Galhardo), Douglas Lima (Fernandinho) e Wandinho; João Carlos. Técnico: Toninho Andrade.

A BELA MUSA DO DIA DA COLINA

Como devem se sentir as torcedoras dos outros times, vendo deusas como esta, que o Kike viu e reproduz do www.musas10.com? 
No mínimo, ficar com uma tremenda inveja, porque os seus fabricantes não tinham a competência dos pais destas meninas. Elas são tão belas, deslumbrantes que parecem saídas do desenho de um competentíssimo artista, por computador. Mas são reais. Podes crer!

How should the fans of the other teams feel, seeing Gods like this one, that Kike saw and reproduced from www.musas10.com?
t the very least, they are extremely jealous, because their manufacturers did not have the competence of the parents of these crossmaline girls. 
y are so dazzling that they seem to come out of the drawing of a very competent artist on the computer. But they are real. You can believe it!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-21

Aqui está uma peça rara na publicidade que se divulga pelo esporte. Dificilmente, se encontram anúncios, "folderes", painéis, "out doors" com desportista vendendo jóias. Até relógios entram nessa. 
No caso das duas imagens aqui publicadas, o anunciante de pulseiras - "premiadas com a medalha de ouro da Academia de Modas, pelo seu estilo e beleza" - escolheu um dos esportes sendo de elite, a esgrima, para mandar o seu recado ao seleto público com melhor conta bancária.

Here is a rare piece in the publicity that is spread by the sport. Hardly, there are ads, "folders", panels, "out doors" with sportsman selling jewelry. Even watches come in.

In the case of the two images published here, the advertiser of bracelets - "awarded the gold medal of the Academy of Fashions, for its style and beauty" - chose one of the sports being elite, the fencing, to send your message to the select with a better bank account

HISTORI&LENDAS DA COLINA - ESPANHOLADA

 1 -  A Espanha é um velho terreiro de estragos cuzmaltinos. Por lá, o Vasco já goleou o Celta, de Vigo, por 7 x 1, em 7 de janeiro de 1931; o Barcelona, por 7 x 2, em 23 de junho de 1957, e o Valência, por 4 x 1, em 19 de junho de 1947. Também, de lá, já carregou as taças Tereza Herrera e Ramon de Carranza, as mais importantes do torneios internacionais promovidos pelo futebol espanhol. Sem falar que foi colocando na roda a então considerada melhor equipe do mundo, o Real Madrid, em 1957, com 4 x 3. que a rapaziada conquistou aquele que foi uma espécie de primeiro campeonato mundial de futebol interclubes, o Tornei de Paris.

3 - O Vasco já disputou  74 partidas contra equipes espanholas. Venceu 33 (44,59%) e empatou 18 (24,32). Os adversários foram: Athlétic Bilbao, Atlético Madrid, Barcelona, Bétis, Cádiz, Celta, Elche, Espanyol, Huelva, La Coruña, lãs Palmas, Logroñes, Málaga, Mallorca, Múrcia, Rayo Vallecano, Real Madrid, Sevilla e Zaragoza.        
3 -  Um ano e três meses depois do primeiro Brasil x Espanha, um combinado espanhol formado por Atlético de Madrid e Espanyol, pintou por São Januário, para um amistoso. Era 18 de agosto de 1935. Melhor para a  “Fúria” se não tivesse adentrado ao tapete verde da Colina. Os vascaínos sapecaram 4 x 0. Quatro dias depois, houve uma revanche, no mesmo local, com placar de 1 x 1. Treinado pelo inglês Harry Welfare, a "Turma da Colina" de 1935 era: Rei, Domingos da Guia (Osvaldo) e Itália;  Oscarino, Zarzur e e Calocero (Gringo); Orlando Rosa Pinto, Gradim, Luiz Carvalho, Nena e Luna.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT - 20

Recado da indústria alimentícia. Esporte requer energia e o produto que promete isso vai em cima do lance, pelo menos, no desenho do anúncio. Mas um anúncio voltado para a classe média das capitais e cidades grandes. 
Conforme você lê, o recado fala de mel de milho. Confere? Então! O mel natural vem das abelhas e é benéfico à saúde humana. Marca industrial para elaborar produto assim mexe com a glicose do açúcar + produtos químicos, tipos conservantes.
Donas de casa os utilizem muito, em receitas culinárias, preparadas sem o mel de abelha, fazendo de conta que foram, já que há o produto industrializado de montão nas prateleiras dos supermercados. A consistência entre as duas vertentes é diferenciada, explicou ao “Kike” o nutricionista Pedro Bria Hernandes.   

HISTORI & LENDAS DA COLINA - COPAÇA

1 - O Vasco  foi o primeiro não-europeu a vencer um campeão da antiga Copa dos Campeões da União Europeia de Futebol-UEFA, disputada entre 1953 a 1960. Em 1957, mandou 4 x 3 no então melhor time do mundo, o espanhol Real Madrid, na final do Torneio de Paris, que seria o Mundial de Clubes da época. Deixou os franceses encantados.  Nove anos antes, o Vasco havia se tornado o primeiro brasileiro a ganhar uma disputa no exterior, o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, disputado no Chile. Com isso, soma duas conquistas continentais, com a Taça Libertadores de 1998, no ano do centenário.
2 - O Vasco tem quatro títulos brasileiros –  1984/89/97/2000 – e 23 taças de campeão estadual. No Brasileirão, são do Vasco os três primeiros artilheiros: Roberto Dinamite, com 190 gols, Romário, com 154, e Edmundo, com 153.

3 - Pelo lado social, o Vasco enfrentou (e venceu) a discriminação racial e teve o primeiro presidente sem a pele branca do futebol brasileiro, o mulato Cândido José de Araújo. Por toda a sua grandeza, é dono da quarta maior torcida do país, com a sua marca valendo R$ 323,2 milhões (oitava de maior valor no futebol abrasileiro), mereceu, do governador Sérgio Cabral Filho, a criação do “Dia do Vasco da Gama”, que se comemora em 2 de julho, pela lei Nº 5.052.

domingo, 20 de janeiro de 2019

MEMÓRIA DA PUBLICI & SPORT-19

 Se é em épocas de Copa do Mundo que o mercado de televisores cresce, ora bolas, então, é a horinha certas de bater na rede, sacudir o filó e contabilizar no caixa. Não importa o tempo, é Copa, é pra sair pro abraço.
 Mas como tem anunciante apressadinho, hem! Verdade. Na década-1960, quando a galera esperava, ansiosamente, pelo tri, eis que uma marcas multinacional de combustível se adiantou e posou como dona do caneco. Que pena! Propaganda pé frio. Mas valeu pela força à rapaziada de Seu Vicente Feola, que convocou quatro times e não conseguiu armar nenhum.
 Antes daquela bola fora, teve marca de biscoito que alimentou legal a expectativa da galera, na décadas-1950. E se deu bem. Depois de tanto tentar, a moçada trouxe taça e faixa. De quebra, rolou um carnavalzinho. Tinha de rolar, convenhamos, ou não seria canarinho quem não caísse na folia bissexta.
Já década-1980, teve marca de TV que apostou em um lance camisa 10. Tudo ia bem, a danada da taça parecia que viria para mais um Carnaval trilegal. Houve até empresa aéreas que reservou poltrona na primeira classe ara sua majestade, a "gorduchinha". Valeu, também. Só esqueceram de combinar com um italiano, um tal de Paolo Rossi, que acabou com a festa "brasuca". Sem problema: a rapaziada saiu pra outras e, em 2022, para gáudio dos anunciantes, fez as pazes dom a "Miss Copa".
    

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MAYA GABEIRA NA CRISTA DAS ONDAS

Uma carioca que sobe na prancha e deixa as ondas lhe carregar... 
VALEU, MENINA!
 Uma carioca é a recordista mundial no surf de ondas longas. Dominou a maior delas, ilimitada para mulheres, em 18 de janeiro de 2018, e entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes.
 Primeira surfista a ganhar menção no mais sensacional registro dos feitos das “feras”, Maya domou onda de  68,72 pés (24,3 metros), do vale até a crista, na Praia do Norte, na portuguesa Nazaré.
 Até então, o recorde pertencia ao norte- americano Garrett McNamara, com   23.8 metros, no mesmo mar, em 2011. 
 Nã foi fácil par Maya chegar onde chegou. Em 2013, ela passou por um tremendo acidente (ler abaixo), tendo sido salva por técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.
... para viver grandes emoções nas ondas mais altas...
Morando em Nazaré desde o segundo semestre de 2017, Maya vinha passando cinco meses na costa portuguesa. Ela ficou cerca de quatro horas na água, para conseguir o feito. E dividiu os méritos da marca com o companheiro Eric Ribiere.
- Eu estava super ansiosa, porque havia esperado pela onda gigante por toda a semana. Como eu não surfava desde o acidente, fiquei bem tensa. O dia estava super frio, foi uma luta e uma perseverança mais do Eric – disse Maya.
 Fila do jornalistas e ex-deputado federal Fernando Gabeira e da estilista Yamê Reis,  Maya nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de abril de 1987, e começou a surfar, em 2003, aos 14 de idade, ensinada por uma escolinha da praia do Arpoador. Aos 15,  começou a competir e, aos 17, passou a morar no Havaí e aderiu ao surf nas ondas grandes.
Vencedora do Billabong XXL Global Big Wave Awards,  de 2007 a 2010, na categoria Melhor Performance Feminina, em 2008, ela tornou-se a primeira mulher a surfar no mar do Alasca, nos Estados Unidos. Em 2012, levou o seu quinto prêmio Billabong XXL Global Big Wave Awards.
...que os mares do planeta podem provocar.
Foi pelo final de outubro de 2013 que Maya se deu mal e foi resgatada inconsciente,  em Nazaré, por Carlos Burle que, montado em um ‘jet wsky’, a puxou até a praia. 
Levada para um hospital, em Leiria, com o tornozelo direito fraturado, devido aos solavancos provocados pela ondulação da água, Maya caiu após o terceiro choque violento das ondas contra o seu corpo. 
Ela tentou agarrar, por duas vezes, uma pranchinha presa ao ‘jet sky’ de Burle, que a colocara na onda, após ficar pouco mais de 10 segundos sobre a prancha, quando perdeu o equilíbrio e caiu no mar.
Foto acima reproduzida de www.powerlight; à direita de ww.noticiaaominuto; à esquerda de www.igesporte; abaixo de wwwrecord e video by Nuno Dias/Record/Holder compartilhado de Youtube. Agradecimento do "Kike", que não e comercial, mas, totalmente, dedicado à história do esporte.  

sábado, 19 de janeiro de 2019

MEMÓRIAS DA PUBLICI & SPORT -18


 Campeão mundial-1958 – foi bi, em 1962 -, o goleiro e bonitão Gilmar não poderia deixar de ser procurado pelos anunciantes. 
Pouco depois do Mundial da Suécia, uma empresa fabricante de camisa o chamou para dar-lhe uma ajudinha no vestir bonito da rapaziada.
 Por aquele tempo, os criadores das agências publicitárias já usavam palavras em inglês, como “Sportliner”, para impressionar os consumidores, o "camisa 1" do Corinthians e dos selecionados paulista e brasileiro, garantia de que o tecido por ele promovido não desbotava e assentava no corpo, como uma luva.
 Dava pra colar? Claro! Quem não queria imitar um campeão do mundo?   
Gylmar dos Santos Neves tinha um “y” em sua grafia, mas a imprensa o trocou pelo “i”, com o qual ele foi escrito nos 104 jogos que disputou pelo escrete canarinho, entre os 8 x 1 Bolívia, de 3 de março de 1953, e os 2 x 1 Inglaterra, no 12 de junho de 1969, com 73 vitórias, 15 empates e 16 escorregadas (104 gols levados).
 Gilmar, quando bicampeão mundial, ajudou a vender, também, produto que deixava o consumidor mais elegante e com os olhos mais protegidos, conforme garantia a peça publicitária sobre “óculos de luxo, com lentes especiais de cristal, importadas da Tchecoeslováquia”. País, por sinal, que ele ajudou a vencer (3 x 1), durante a final da Copa do Mundo-1962, no Chile.    
 Neste anúncio, Gilmar pegou o embalo do sucesso de quem, igual a ele, desfrutava da idolatria nacional,  a cantora Celly Campello, eleita a primeira rainha da música jovem “brasuca”.
 Logo, com óculos tão bem recomendados, a galera poderia esperar esperar que um “Estúpido Cupido” pintaria pela frente, com certeza, quando estivesse pegando um “Banho de Lua” com a gata da hora. Confere?