Vasco

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sábado, 30 de novembro de 2019

23 - ... NO CADERNINHO - BINACIONAL


1 - Em 8 de outubro de 1807, a marinha de Portugal tinha fundeado no Rio Tejo o navio Vasco da Gama. Em 1824, o tal foi enviado para reparos, tendo os seus canhões sido utilizados para armar a fragata Freitas. Em 1807, quando a família real portuguesa negociou proteção das Inglaterra para fugir de Napoleão Bonaparte e vir para o Brasil, alguns navios portugas foram deixados para trás, em Lisboa. Entre eles, o Vasco da Gama. Depois, este foi incorporado, pelo capitão-de-mar-e-guerra francês Magendie, em uma esquadra formada por três navios, cinco fragatas, um brigue e uma escuna. No mar do século 18, Vasco da Gama foi binacional: serviu a Portugal e à França.  

3 - Em 1989, o Vasco da Gama havia tirado, do Flamengo, o atacante baiano Bebeto. Mas este não tirava os rubro-negros da cabeça. Sempre que falava aos repórteres, trocava o nome do atual pelo do ex. Cobrado pelos vascaínos, Bebeto se dizia envergonhado, porque fora bem recebido e era muito bem tratado em São Januário. E tentou mandar um drible na torcida, dizendo: “Passei as últimas seis temporadas só falando do Flamengo. O hábito é fogo. Oxente!”  

4 - Já rolou uma história de boteco em que contava-se ter a polícia prendido um torcedor que compareceu a São Januário usando apenas cueca. Lenda! Mais uma invenção de halterocopistas do boteco da esquina. Só houve um caso com torcedores de cueca em estádios de futebol: em 17 de junho de 2006, durante Copa do Mundo, na Alemanha. Holandeses foram obrigados a torcer  contra a Costa de Marfim sem as calças,  porque as ditas cujas  haviam sido distribuídas pela Bavaria, cervejaria holandesa concorrente das patrocinadoras da FIFA. A entidade considerou aquilo "armadilha publicitária".

Eliakim e Leila, totalmente vascainos e televisivos
5 – Pelos finais do século 20, lá pelas décadas-1980/1990, um casal de locutores tinha muito prestigio entre os televisitas brazucas: Eliakim Araújo e Leila Cordeiro. O fato foi destacado pela revista paulistana Placar, de 24 de março de 1989. Sempre que tinham folga, nos finais de semana, na escala de serviços da TV, eles vestiam a camisa do Vasco da Gama e iam para as arquibancadas dos estádios cariocas dar uma força para a Turma da Colina. Quem se lembra deles?

O VENENO DO ESCORPIÃO - GAROTAS DE IPANEMA PISAM NA CABEÇA DO VISCONDE

 IMAGEM REPRODUZIDA DE YOUTUBE.COM.BR - AGRADECIMENTO
Quem reside na carioca Ipanema da Cidade Maravilhosa, passa, de vez em sempre, pela Rua Visconde de Pirajá, a principal do pedaço e que desbrava todo o bairro, ligando o Leblon a Copacabana. Por lá, rola muito comércio que vende as grifes da hora.
Sensuais e belas carioquinhas morenas a caminho do mar, livre, lindas,  leve e soltas pela calçada
 A “Pira” começa na esquina da Rua Canning, com Gomes Carneiro, e termina na Avenida Epitácio Pessoa.  Como corre paralela à praia, deixa a rapaziada sacar as belas garotas de Ipanema que caminham em busca do mar. Convidante a muita paquera, ela cruza com muitos outras ruas, homenageando poetas (Vinicius de Moraes); heroínas (Joana Angélica); baianas arretadas (Maria Quitéria); caudilhos gaúchos (Borges de Medeiros) e colonizador português (Garcia D´Avila).
A “velha Pira” oferece uma mãozinha, também, pra figuras já esquecidas pelo povão, como Teixeira de Melo, Farme de Amoedo, Aníbal Mendonça e Henrique Dumont, que estão em placas públicas. Também, para danados (Jangadeiros) e gente om nome de sardinha enlatada (Gomes Carneiro). Mas, afinal, quem foi este tal de Visconde de Pirajá, que ganhou nome de rua bacana?
Pois bem! Pra começar, ele era baiano, registrado por Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, nascido em 1788 e teve dois irmãos proprietários de títulos de nobreza, um deles presidente do Conselho Interino que governou a Bahia, de 1822 a 1823. Aprontou muito. Não podia sentir o cheirinho do trem, que nem um gavião malvado. Perigosa dando mole, ele não perdoava. Chegava junto!
O Visconde reproduzido de www.wikipedia
Uma das traçadas mais famosas do futuro Visconde de Pirajá - na época um cadete -  foi a filha do Governador da Fortaleza do Morro de São Paulo -  a 64 quilômetros da capital Salvador - hoje,  parada disputadíssima pelos turistas que vão à Ilha de Tinharé, município de Cairu. 
Com o fuxicava, o pai da moça ficou uma fera com o desvirginador de sua filha e foi queixar-se às mais altas autoridades da Província da Bahia, inclusive ao arcebispo.
 Por sinal, falavam as más línguas da gloriosa Província da Bahia que, enquanto as mulheres das autoridades, dificilmente, conseguiam um orgasminho, a filha do Governador delirava durante os garros do futuro Visconde. Gemia alto para ser ouvida por quem estivesse pelas vizinhanças da cama amorosa.
 Enfim, de nada adiantaram as queixas do Governador  da Fortaleza aos zome da Bahia. O cadete Joaquinzão – diziam que era o campeão baiano de sacanagem -, depois de se cansar de visitar a perseguida da filha do queixoso, começou a rodar pelas cercanias de uma bela filha da importante família Pitta Argolo. Daquela vez, porém, ele dançou. Lhe chegarem no cantão. Tinha só 18 de idade e, entre continuar cadete e perder o bom futuro pela frente, preferiu a primeira opção. E enforcou-se com a Pitta Argolo.
 Botar Argolo e argola no dedo não foi problema para o Quinzão seguir chegando as baianas ao pé das felicidade. Ainda mais porque a Pitta Argolo demorou-se pouco por este planeta. Viúvo, ele virou uma grande atração para as ilustres baianas com pimenta no trem. Ele só não cobrava por bons serviços prestados porque, por aquele tempo ainda não havia na Bahia o cargo do gigolô.
 Rola o tempo e, aturdido por tantas visitas a tantas perigosas-  tinha agenda sexual completamente lotada -, o glorioso Quincão decidiu faturar uma prima da finada, que assinava por sobrenome de solteira Teive e Argolo. Casou-se, pela segunda vez. Mesmo já tendo sido apelidado por Santinho da Torre, o que, na verdade, queriam dizer diabinho das camas, travesseiros fronhas e lençóis da Bahia.
Reprodução de www.cobacanbana - agradecimento
 Um dia, no entanto, o carinha resolveu não ser mais herói das mulheres com furor uterino, mas herói com outras armas nãos mãos. Foi lutar pela independência da Bahia e, comandando a Milícia da Torre, ocupou a planície de Pirajá, em julho de 1822. Valente, prendeu todos os portugueses que pintaram pela frente. De quebra, foi agraciado com título de barão - depois, de visconde.
A partir de 1831, quando tentaram assassina-lo, o Visconde de Pirajá começou a andar com umas ideias meio-esquisitas na cuca, principalmente sobre insurreições. Certa vez, com a Bahia cheia de insurretos, convidaram-no para o cargo militar mais cobiçado da Província. 
Surpreendentemente, ele recusou, dizendo que a sua saúde andava pior do que acarajé dormido e sem vatapá. Tempinho depois, participando de lutas baianas, levou uma bala,  seguiu vivo, fora do furdunço , mas ainda dentro das vida militar. Até 1841, quando pirou.
 Pirajá pirou! Tanto, que tentou, por duas vezes, se degolar. Chegou a armar os seus escravos, dizendo que os seus parentes queriam mata-lo. Não teve jeito. O jeito foi interna-lo para tratamento psiquiátrico. Viveu por 60 temporadas e não foi matado. Terminou pisado - pelo povão que passa pela Visconde de Pirajá.       


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

VASCO DAS CONTRACAPAS - ÉCIO

O apoiador Écio foi contracapa do número 126 de "A Gazeta Esportiva Ilustrada", que estava em seu Ano VI e teve aquela edição circulando pela segunda quinzena de dezembro de 1958.
 A publicação, que se intitulava de a maior revista esportiva do Brasil, era de propriedade da Fundação Cásper Líbero e tinha por endereço a Avenida Cásper Líbero Nº 88, São Paulo-SP.
 Quando promoveu o futebol de Écio, era dirigida por C. Joel Nelli, secretariado por Helcio Carvalho de Castro e Hugo José Apuléo, com a arte produzida por Alcides Torres, Domingo Pace e Messias de Mello, e a fotografia por José Patalla.
Nas páginas 10 a 13, com texto de Sérgio Barbosa e fotos de Domingos Pereira, a matéria conta que o Vasco era o favorito ao título da temporada carioca de 1958, mas perdera dois jogos consecutivos – 0 x 2 Botafogo e 1 x 3 Flamengo –, possibilitando uma decisão, entre os três, que ficou conhecida por "Super-Campeonato", como se escrevia na época – no final, deu Vasco.
 Levado, para São Januário, pelo técnico do time campeão carioca de 1958, Gradim, Écio foi apontado como a grande revelação do futebol do RJ naquele ano. Na página 13, ele aparece na foto em que a equipe vascaína posa formado por Miguel, Paulinho de Almeida, Bellini, Écio, Orlando Peçanha e Coronel (em pé); Sabará, Almir, Roberto Pinto, Válter e Pinga (agachados).

VASCO DAS CAPAS - SABARÁ

Sabará, o valoroso ponteiro do Vasco da Gama, que tem apresentado excelentes atuações no presente campeonato, sendo apontado atualmente como o melhor jogador da cidade, na posição”, segundo o texto que apresenta a capa, abriu o Nº 917 de “Esporte Ilustrado”, em circulação a partir de 3 de novembro de 1955. Conta o mesmo escrito, que, “no clássico de domingo, frente ao Botafogo, assinalou um belo tento e contribuiu para outro, tendo ainda destacada ‘perfomance”.
O elogio ao atleta – clicado na capa, por Alberto Ferreira – referia-se ao que fizera em Vasco 3 x 2 Botafogo, de 30 de outubro de 1955, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca, quando o Time da Colina fechou o primeiro turno líder, com três pontos perdidos (era assim, na época, com vitória valendo dois pontos), em 11 jogos, com nove vitórias, um empate e uma derrotra, marcando 27 e sofrendo sete gols. Até ali, Válter Marciano e Pinga eram os sus principais artilheiros, ambos com sete tentos, seguidos pelo paraguaio Paródi, com seis.
O clássico foi apitado por Eunápio de Queiroz, com o Vasco virando o placar – 1 x 2 no primeiro tempo – na etapa final. A renda atingiu Cr$ 615 mil, 872 cruzeiros e 20 centavos e os gols vascaínos foram de Sabará, Paródi e Pinga.
O Vasco venceu com: Hélio, Paulinho de Almeida e Haroldo; Laerte, Orlando Peçanha e Beto; Sabará, Válter, Vavá, Pinga e Paródi. Botafogo: Lugano, Tomé e Nilton Santos; Orlando Maia, Pampoline e Juvenal; Garrincha, João Carlos, Baiaco, Paulinho e Neivaldo.

ESTÁ ESCRITO - A crônica do jogo está na página cinco, onde, sob o título “Vasco, líder absoluto do turno”, o repórter Leunam Leite fala da rodada, e encerra na folha 20. Escreve ele que ...”tivemos um clássico emocionante, em que Botafogo e Vasco brindaram o público com uma excelente porfia, cheia de alternativas interessantes”. Jogando pra cima, Leunam conta que os primeiros minutos do confronto “valeram por todo o ‘match’, dando-lhe um um colorido notável e um clima de sensação verdadeiramente espetacular”. Sobre o início da etapa final, diz que os alvinegros “pareciam envolvidos por um torpor geral...” Do primeiro gol vascaíno, escreveu ter sido “... numa jogada em que Sabará fugiu sozinho pela direita – pois Santos, de acordo com a ‘marcação por zona’, não podia dar combate”.
Na página 2, os gráficos de seis jogos da rodada, desenhados por William Guimarães, mostram Sabará chutando, para o canto esquerdo defendido pelo goleiro Lugano, sob as vistas de Juvenal e Tomé. Do segundo gol, o texto conta que Sabará cruzou, pelo alto, da direita, para Tomé e Orlando Maia falharem em suas tentativas de cabeçadas, e Paródi , “inteiramente livre, colhêr um pelotaço de extraordinária precisão e potência, decretando o empate”– o gráfico mostra a bola entrando pelo mesmo local do tento anterior.
 O gol da vitória, marcado pro Pinga, aos 43 minutos da fase final, é visto por Leunam como prova de que o Vasco “... foi bafejado pela ‘chance’ como sói acontecer a todos os campeões” – ao final do campeonato, o campeão foi outro. Por sinal, com foto e José Santos, em tamanho de toda a página, o gol da vitória vascaína, marcado por Pinga, toma toda a segunda folha da revista.
Nas páginas 12 e 13, como era tradicional, “Esporte Ilustrado” exibe oito fotos (sem créditos) de lances do clássicos, sedo três dos gols da vitória vascaína. Da foto 5, revela que Lugano arroja-se aos pés de Paródi e detém o couro”; da 6, que o mesmo goleiro “consegue afastar a pelota de munhecaço”.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

HISTORI & LENDAS DA COLINA - NA MARCA

1 - Contava-se, antigamente, pelos botecos, que o ponta-direita vascaíno Sabará (década-1950) não batia pênaltis porque dizia-se amigo de todos os goleiros e não gostava de ver amigo chorar. Até que, um dia, o treinador Gentil Cardoso o convenceu a ser um dos cobradores do Vasco. Sabará teria resistido e ponderado que, futuramente, poderia ser candidato a deputado e perder os votos dos homens da camisa 1. Por caus da sua resistência à cobrança da infração, um empresário vascaíno teria batizado a sua marca de bolas com o nome Penalty.  

2 - Lenda! Muito provavelmente, sacanagem do photografo Gervásio Batista, de Manchete, grande amigo de Sabará. Quando este defendeu o Almirante (1952 a 1964), a marca, de propriedade da empresa paulista Cambuci, ainda não existia, o que só rolou a partir de 1970, em uma pequena oficina de corte e costura na garagem da casa do comerciante Sarhan Tuma Estefano, produzindo artigos para corredores de rua. Depois, passou a fazer chuteiras e tênis para futebol de salão. Um depoiszinho depois, caneleiras, luvas para goleiros, coletes, bolas, etc. Mais um depoiszinho depois depois, atendeu a outras modalidades, como vôlei, basquete e handbol. A Penalty  já foi uma das patrocinadoras do Vasco da Gama, tendo o meia Carlos Alberto Gomes de Jesus (2009 a 2013) por garoto propaganda.

3 - Port falar em marcas esportivas, pelos finalmentes da década-1980, o cracaço vascaíno e meio-campista capixaba Geovani decidiu entrar para o mundo da moda, criando uma griffe com o seu nome. Anunciou que fabricaria chuteiras, meiões, camisas, calções, bolas e cuecas. A ideia for vendida ao jogador por dois grandes amigos, o preparados físico Maurício Nazareno e o empresário Johnson Guimarães. Para promover a marca, Geovani posou para a revista paulistana Placar (foto ao ldo), como seu próprio garoto propaganda.    

4 - Em 1928, o campeão maranhense de futebol foi o xará do Almira, registrado por Vasco Futebol Club, com o "b" mudo, como o  original. Além de carregar faixas e caneco do 11 Estadual, os vascaínos da ilha de São Luís do Maranhão fizeram, ainda, o artilheiro da refrega, o glorioso João Pretinho, que aninhou 15 maricotas na caçapa.     

VASCO DAS CAPAS - CAPITA BELLINI

A história de que, antigamente, dirigentes e comissão técnica da Seleção Brasileira eram desligados - verdade verdadeira - ficou mais do que famosa.  Por exemplo, tem-se o choro geral da rapaziada, achando que o Brasil fora eliminado durante a Copa do Mundo-19543, na Suiça, por empatar, com a Iugoslávia. Foi preciso o jornalista Ricardo Serran explicar o regulamento aos cartolas para o sorriso voltar em verde-e--amarelo.
Para o Mundial-1958, na Suécia, levou-se um time sem numeração definida para a inscrição. Então, um burocrata da FIFA numerou a moçada como bem quis, resultando disso que Pelé foi o camisa 10, por inteiro acaso, enquanto Garrincha, que jogava, sempre, com a 7, levou a 11. Parecia ter passado, de ponta-direita a ponta-esquerda, como se numerava atletas no futebol brasileiro.
Mais? O goleiro Gilmar, que deveria ser o número 1, ficou com a jaqueta 3, que deveria ser a do zagueiro vascaíno Bellini. Por alqui entra uma outra história. Na véspera da estreia  canarinha, contra as Áustria, o time não havia escolhido o seu capitão.
- O (Vicente) Feola me convidou pra capitanear a rapaziada e eu respondi que quem gostava daquilo era o Bellini, que era o capitão do Vasco há muito tempo. Então, ele redirecionou o convite - contou, ao Jornal de Brasília, o lateral-esquerdo Nílton Santos. 
Belini formou dupla de zaga com um outro vascaíno, Orlando Peçanha de Carvalho, e, como passou à história, ganhou a vaga do santista Mauro Ramos de Oliveira porque impunha muito respeito, não deixava atacante fazer gracinha em sua frente. Bem como colegas. Pra confirmar isso, houve o caso de um companheiro cair perto da linha lateral e ficar fazendo cena. Bellini foi até o cara e mandou-lhe uns tabefes, pra jogar com seriedade.    
 Na época do Mundial-1958, revistas e jornais, dificilmente, creditavam fotos. Em Mundo Ilustrado, segundo o expediente, os homens do click eram Adir Vieira, Luigi Manprin, Humberto Campos Cardoso, João Mendes, Edésio Silva e Renato Cloretti. Portanto, um deles clicou o capita.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A SUPER BELA DO DIA - CLAUDAÇA

 Graduada em Engenharia, ela tornou-se a primeira mulher as controlar uma empresa aérea no Brasil, a Latam.
 Chama-se Cláudia Sender e, em entrevista à revista Cláudia, de março deste 2018 e da qual a sua foto foi reproduzida (agradecimentos), ela declarou acreditar que "as habilidades exclusivamente femininas são os maiores trunfos parta a mulher se destacar e encarar desafios".
 Ela disse ainda considerar um "grande erro" mimetizar o comportamento do homem para a mulher se adequar no trabalho.     

Graduated in Engineering, she became the first woman to control an airline in Brazil, Latam. Her name is Cláudia Sender and, in an interview with "Cláudia" magazines, in March 2018, she stated that she believes that "all-female abilities are the greatest assets for a woman to stand out and face challenges." She said it still considered a "big mistake" to mimic the man's behavior for the woman to fit into the job

22 - ANOTADO NA CADERNETA - DIABINHOS

 Tela do logotipo pintada por Henrique Dentiale

1 – Pelos finalmentes do Campeonato Carioca-1958, cartolas acusaram  a rapaziada de cair, inesperadamente, de produção, porque gente importante, como os zagueiros Bellini e Orlando, o meio-campista Écio e o atacante Almir, entre outros, andavam badalando pelas agitadas night de Copacabana, aliado à insatisfação pelo valor dos bichos por vitórias. O capitão Bellini, que dividia apartamento com Almir, na zona de fogo ardente de Copa, conseguiu apagar o incêndio, convencendo os dirigentes de que eles estavam vendo fantasmas. O time foi para o supercampeonato, venceu o Botafogo e empatou com o Flamengo e carregou a taça para a Colina, já de 1959. Bellini, além de capitão do time, era, também, capitão bombeiro. Garantia que não frequentava inferninhos e só virava o diabo em campo.

Após o gol mil, o roupeiro do Vasco vestiu a camisa do
 clube no Rei do Futebol - reprodução de Grandes Clubes
2 -Já se levantou que o gol milão de Pelé saíra em 04,02.1970, em Santos 7 x 0 América do México, sendo o gol-ml da fera como profissional. O historiador Thomaz Mazzoni, no entanto, sustentou que o tal tento  teria ocorrido em Santos 4 x 0 Santa Cruz, em Recife, em 17 .11.1969, portanto, dois dias antes do  jogo contra o Vasco da Gama. Ele computava um gol de Pelé, pela Seleção Brasileira militar, no Sul-Americano das Forças Armadas-1959, quando o placar fora 4 x 1, e, não, 4 x 3, com Pelé marcando um, além de a partida ter sido em 18.11.59, e, não, em 5.11.59. Em 1995, a Folha de São Paulo recontou os gols e publicou ter o milão sido contra o Botafogo, da Paraíba, em João Pessoa, no 14.11.1969, por sinal, também, de pênalti, aos 23 do segundo tempo. A polêmica só terminou com Celso Unzelte, em Placar, comprovando que um gol atribuído a Pelé, em 1965, pela Seleção Brasileira, contra a então Tehcoeslováquia, na verdade, fora marcado por Coutinho. Assim, o festejado gol mil voltou a ser contra o Vasco.

3 - O Vasco havia ido à Venezuela pegar Desportivo Galícia e Táchira, pela Taça Libertadores. Ao serem substituídos durante 0 x 0 Galícia, os atacantes Jorge Mendonça e Paulinho Massariol ofenderam, moralmente, o treinador Orlando Fantoni, gerando crise e levando a chefia da delegação a desliga-los da delegação e manda-los de volta ao Brasil. O preparador físico Hélio Vígio aumentou as tensões,após  entrevistas do goleiro Leão e do apoiador Zé Mario. O lateral Orlando ‘Lelé’, que era muito consultado, não tomou o partido dos colegas. Disse que jogador de futebol só pensava em si e previu que, se ele estivesse envolvido no caso, ninguém ligaria. Que Leão e Zé Mario estavam com suas vidas financeiras arrumadas, enquanto ele tinha três filhos pra criar. Depois, Leão foi empurrado para o Grêmio-RS e Zé Mario para a Portuguesa de Desportos. A crise foi amenizada com Vasco 4 x 0 Galícia e 1 x 0 Táchira, no Maracanã.           


terça-feira, 26 de novembro de 2019

VASCO DAS CAPAS - VEVÉ E SAULZINHO

O pernambucano Vevé (E) e o gaúcho Saulzinho (D) formaram uma das muitas duplas de área mandadas ao gamado pelo "Almirante", na décadas-1960. O segundo, por ter marcado maior número de gols – chegou a ser o principal artilheiro do Campeonato Carioca-1962 –, ganhou a primeira página das Revista do Esporte por várias vezes. Também, esteve no grupo dos candidatos a parceiro do "Rei Pelé" para a Copa do Mundo daquele ano, disputada no Chile. O outro, após um período de seca, perdeu espaço em São Januário e foi emprestado ao Bahia. O gaúcho deixou a Colina ao final da temporada-1965, porque a sua mulher não se dava bem com o clima do Rio de Janeiro. Voltou para o Guarani, de Bagé, onde o Vasco foi buscá-lo, em 1961. 

The Pernambuco Vevé (E) and the Saulzinho (D) gaucho formed one of the many area doubles sent to the green by the "Admiral" in the 1960s. The second, having scored the most goals - became the top scorer in the Campeonato Carioca-1962 - won the first page of the Sports Magazine several times. Also, he was in the group of the candidates of partner of the "King Pelé" for the World Cup of that year, disputed in Chile. The other, after a period of drought, lost space in San Januário and was loaned to Bahia. The gaucho left Colina at the end of the season-1965, because his wife did not get along well with the climate of Rio de Janeiro. He returned to Guarani, in Bagé, where Vasco came to pick him up in 1961.

HISTORI & LENDAS DA COLINA - PET

O meia Petkovic foi o presente do Vasco à sua torcida, pela passagem do aniversário 104 do “Almirante”, em 2002.. Mas o sérvio não beijou o escudo do time e nem disse que era vascaíno desde criancinha, como manda a tradição entre os jogadores malandros. “Tenho que beijar é a minha mulher”, respondeu ele, aos fotógrafos que lhe pediam uma bicota na caravela do Almirante. Pra piorar, não falou mal do ex-clube, o Flamengo, o maior rival da rapaziada.  
Pet acertou ficar por 10 meses na Colina, ganhando R$ 100 mil mensais.
Registrado por Dejan Petkovic, tinha 29 anos de idade – nasceu em Majdanpek, na antiga Iugo
slávia, em 10.09.1972 – quando tornou-se um cruzmaltino. Levou no currículo os títulos de campeão da Copa da Iugoslávia-1993/9 e nacional-1995, pelo Estrela Vermelha, de Belgrado; da Coa do Nordeste-1999, pelo Vitória-BA; Estadual-RJ-2000/01, pelo Flamengo, e da Copa dos Campeões-2001, também como rubro-negro.
Campeão estadual pelo Vasco, em 2003, Pet foi cria do Radnicki Nis, pelo qual jogou entre 1988/1992, ano em que foi para o Estrela Vermelha, o qual defendeu até 1996. Naquela temporada, mudou-se para o Real Madrid, que o cedeu, ao Sevilla, no mesmo ano. Voltou ao Real, em 1997, e foi emprestado, na mesma temporada, ao Racing Santander. No mesmo 1997, chegou ao Vitória, onde ficou até 1999, ano em que passou pelo italiano Venezia. Voltou ao Brasil, em 2000, trazido pelo Fla. Depois, rodou por vários clubes, entre eles, Fluminense, Goiás e Atlético-MG. Ao encerar a carreira, passou a treinador. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

VASCODATA


21 - ...NA CADERNETA - HISTORIMALTINAS

1-  31 de março de 1928 – Vasco 1 x 0 Montevideu Wanderers-URU, inaugurou as arquibancadas atrás de uma das balizas e os refletores do estádio de São Januário. Foi com o gol olímpico,  marcado por Sant'Anna, no segundo tempo, que a fetas rolou na Colina. O primeiro gol olímpico  havia saído em 2 de outubro de 1924, em Argentina 2 x 1 Uruguai, pelo argentino Onzari. Ganhou o apelido para tirar um sarro nos uruguaios que, em junho, haviam voltado da França com a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos.

2 - 18 de gosto de 1948 – Vasco 3 x 1 São Cristóvão, em São Januário,  pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, faz  parte das comemorativas do cinquentenário vascaíno, celebrado três dias depois. Maneca (2) e Dimas comemoraram mais.  Foi esta a rapaziada da festa: Barbosa, Augusto e Wilson; Eli, Danilo e Alfredo; Maneca, Ademir Menezes, Dimas, Tuta e Chico. 

Pinga, reproduzido de www.netvasco
esteva  na refrega
3 – 24 de abril de 19860 - Vasco 0 x 0 Santos, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo, foi o primeiro jogo do (novo) Estado da Guanabara. Foram ao gramado: Barbosa; Dario, Bellini e Coronel; Barbosinha (Brito) e Écio; Sabará, Waldemar, Delem (Cabrita), Pinga e Roberto Peniche. Do lado santista, o já “Rei Pelé” também estava nessa. Confira: Laércio; Feijó, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Ney), Pelé e Pepe (Tite) - renda de Cr$ 656. 519,00 (cruzeiros) e apitos por um cara que entrou para a história do futebol brasileiro por ter sido o primeiro a expulsar Pelé de campo: Catão Montez Junior.

3 – 19 de abril de 1960 – Vasco 2 x 1 Palmeiras foi o último jogo no Rio de Janeiro capital brasileira. Valeu pelo Torneio Rio São Paulo, com gols por Delém (2) e Cabrita. Rapaziada do dia: Miguel; Dario, Bellini e Coronel; Écio e Orlando (Barbosinha); Sabará, Waldemar, Delém, Roberto Pinto (Cabrita)  e Ronaldo. O juiz foi Olten Aires de abreu, da Federação Paulista de Futebol, a renda de Cr$ 258 mil, 605 cruzeiros  po público não foi informado.

4– 18 de agosto de 1998 – Vasco 1 x 0 Grêmio-RS entrou, também, nas comemorações do centenário da Turma da Colina, pois era jogo grande, valendo pela Taça Libertadores. A bola rolou em São Januário e o tento da vitória foi por .... Em 2008, nos 110 de estrada, a comemoração foi uma festa portuguesa, msmo com 1 x 1 Portuguesa de Desportos, na casa do adversário. Alex Teixeira, aos 12 minutos da fase final, balançou o filó para o time que tinha: Roberto; Wagner Diniz, Jorge Luís e Eduardo Luís; Jonilson, Rodrigo Antônio, Alex Teixeira (Vilson) e Marquinho: Edu, Alan Kardeck (Jean) e Edmundo (Madson).  

5 – 20 de agosto de 2013 – Vasco 2 x 0 Nacional-AM foui o aperitivo da véspera dos 115 de vida vascaína. Foo no estádio do SESI,em Manaus, com os dois gols antotados pelo equatoriano Tenório, aos 43 min do 1º tempo e aos 45 do segundo. Vencedores: Diogo Silva; Fagner, Jomar, Cris e Henrique (Yotún); Abuda, Wendel (Montoya), Pedro Ken e Fillipe Soutto; Eder Luis (Edmílson) e Tenorio. Técnico: Dorival Júnior. 


domingo, 24 de novembro de 2019

FUXICOS DA COLINA - QUEDA DO TITIO

  É tradição: troca de treinador do Vasco da Gama vem acompanhada de muita fofoca. Não poderia ser diferente com o titio Orlando Fantoni, que voltara à Colina, em 1980, após ter passado por lá, em 1977/78, quando a sua rapaziada conquistou o título do futebol estadual, bem como a 14 Taça Guanabara.
 Fantoni recebera um Vasco com time nada promissor. Em fevereiro, os astros Jorge Mendonça (meia-atacante que fizera grande sucesso no Palmeiras) e o apoiador Carlos Alberto Pintinho (ganhador de vários títulos estaduais pelo Fluminense) tornaram-se reforços.
 Dois meses depois, foi a vez goleador Roberto Dinamite, repatriado do espanhol Barcelona. Para a torcida vascaína, ter Mendonça (que trabalhara com Fantoni no Náutico-PE) e o Dinamite juntos no ataque, era garantia de muitos goleiros desempregados.
Mas não foi bem assim. Fantoni brigou com Mendonça, desentendeu-se com cartolas e sobraram um monte de queixas de todos os lados. Resumo da ópera: o titio foi mandado embora da Colina, pelos cartolões Antônio Calçada e Eurico Miranda.
 Do que se queixava a diretoria vascaína? De Fantoni estar gagá; fazer preleções para as paredes dos vestiários; de assistir aos treinos da beira do gramado, sem falar aos jogadores; de ser incapaz de mudar o time durante uma partida; exibir pessimismo; destruir bom de ambiente; reclamar de tudo;  definir, para o trabalho, um grupo de atletas, pela manhã, e mudar tudo à tarde. Além disso, o treinador era acusado de comportar-se indevidamente durante hospedagens em hotéis e de não gostar de ficar nas concentrações.      
Orlando Fantoni (E) com Dirceu, em 1977, em seus bons
tempos na Colina, reproduzidos do Jornal de Brasília
De sua parte, Orlando Fatoni, aos 62 de idade, com nome várias vezes cotado na imprensa para dirigir a Seleção Brasileira, por causa dos seus 21 títulos conquistados, em 28 temporadas profissionais, batia forte, também, após cinco meses no clube.
 Ele antipatizava a comissão técnica lhe imposta, principalmente os supervisores Dante e Aírton Brandão, o preparador físico Hélio Vígio e o vice-presidente médico Pedro Valente, por fazerem preleções nos vestiários e mudarem seus horários de treinos. 
Para Fantoni, eram todos “mentirosos, traidores”. Por causa disso, chegou a pedir demissão, por três vezes, todas negadas pelo vice-presidente Antônio Calçada.
 Para os atletas, entre eles Jorge Mendonça, com quem o titio se desentendera, Guina e o tricampeão mundial Marco Antônio, classificar Fantoni por esclerosado e dizer que ele não sabia mudar o time era um absurdo. Os três o tinham por dócil e de bom diálogo. Guina, inclusive, além de vê-lo bom treinador, o via amigo e protetor dos jogadores, contradizendo às acusações  da comissão técnica, de ser entregador dos comandados.    
Jorge Mendonça, um dos 'criseiros' de plantão, em
São Januário, reproduzido de netvasco.com.br
 Entre os repórteres que cobriam o Vasco da Gama, Renato Maurício Prado, de O Globo, discordava de quem via Fantonio gagá, e acentuava que ele era treinador mais de um bom diálogo coma sua moçada. Críticas ao homem, no entanto, eram feitas por Paulo César Vasconcelos, de Última Hora, e Jorge César Wamburg, do Jornal do Brasil
O primeiro batia-lhe por ter visto o time mudar de tática durante o jogo do Brasileiro, contra o Náutico-PE, sem ordem do comandante, e este deixar o barco rolar. O outro achara terrível os atacante Jorge Mendonça e Paulinho, durante jogo na Venezuela, pela Taça Libertadores,  em Cracas, ofenderem, moralmente, seu chefe, por terem sido substituídos, e este ter ficado calado.
 Orlando Fantoni foi substituído  por Gílson Nunes, de 34 de idade, o ponta-esquerda do time campeão carioca-1970. Este foi considerado, pelos atletas, a melhor opção para aquele momento.
Gilson assumiu anunciando seguir os passos do antecessor, mas querendo “futebol moderno, lutador, de estivadores da bola”. Mas não teve tempo pra ver. Aqueles seus planos, em maio, terminaram, em 14 de agosto, quando Mário Jorge Lobo Zagallo ocupou o seu lugar.   
     

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA. REPÓRTER QUE ESCREVIA ESTRELAS


Se não foi a primeira – o Kike nunca encontrou textos assinados por mulheres em revistas esportivas brasileiras de antes de 1970 -, Meg foi  dona desta glória, escrevendo para Manchete Esportiva, uma magazine do grupo Adolpho Bloch, que dominou o seu setor, da metade até quase o final da década-1950.
 Por aquele tempo, jornalismo esportivo era algo completamente machista. Como o grosso da cobertura ficava com os rapazes, o diretor Augusto Rodrigues (irmão de Nélson Rodrigues, colunista da publicação) aceitava que Meg fizesse pautas mais leves. E ele  jogava pra cima, principalmente, dentro de uma página totalmente colorida, as belas, belas do esporte.
 Por exemplo, na edição de N 63, de 2 de fevereiro de 1957, ela contou que a basqueteira Neide de Araújo, do América, jogava com tanta garra que chegou a deixar a quadra, durante jogo contra o Flamengo, para receber 11 pontos no queixo. 
Segundo Meg, por ter baixa estatura, a atleta americana levava muita desvantagem nos confrontos corpo a corpo, o que lhe obrigava a se virar cuidado para não sair do jogo desfigurada. “E não quer sair tão cedo. Quer jogar até enjoar”, ressaltava Meg, realçando mais o seu personagem: “... Neide acha que esporte é vício. Entra na vida da gente e só sai um dia, não se sabe quando. É moça ativa...” – texto bem adequado à proposta editorial da Manchete Esportiva, bem mãos femininas.     

A ótima revista Manchete Esportiva, que foi publicada na cidade do Rio de Janeiro, pela Bloch Editores, que detinha a segunda revista de maior circulação do Brasil – Revista Manchete (1952 a 2000). ]A semanária dedicado ao esporte surgiu a partir de novembro 1955 indo até maio de 1959, retornando entre 1977 e 1979. Geralmente, cada número continha 60 páginas, em formato de aproximadamente 26 cm x 35 cm. 
  O valor de capa era de Cr$ 15,00 (quinze cruzeiros), considerado baixo para o período.  As reportagens apresentavam um padrão de escrita, falam sobre a modalidade esportiva praticada pelas atletas, os eventos que já participaram ou que iriam estar seus prêmios e suas vitórias. 
 Também, era perguntado para a atleta sobre seus hábitos, gostos culturais e em algumas aparecem sua opinião sobre o futuro, estudos e profissão. As reportagens eram sempre assinadas com pseudônimo de MEG9 . Nos textos eram frequentes perguntas sobre casamento, estudos, trabalhos e bons hábitos, que reafirmavam para as mulheres as funções de boas esposas e mães zelosas.        

sábado, 23 de novembro de 2019

O VENENO DO ESCORPIÃO - O LOBO DO MAR ERA GRANDECÍSSIMO PICARETÃO

 O cara, realmente, lutou pelo Brasil. Mas não foi por amor as armas. Tiveram que botar uma boa grana na mão dele. Chamava-se Thomas Cochrane e teve a sorte de o imperador francês Napoleão Bonaparte querer dominar a Inglaterra (também). Quando aquele terrível sujeito bom na parte da guerra – de 1803 a 1815, venceu mais de 60 batalhas – saiu na porrada com os ingleses, Cochrane já era almirante e aprisionou mais de 50 navios dos coligados franceses e espanhóis. E ficou famoso, é claro!
Cochrane reproduzido de www.nationalgalleries.org
Fama na praça, Cochrane aproveitou a chance, caiu de pára-quedas na Câmara dos Comuns e foi pra lá propor combate à corrupção. Evidentemente, isso não valeria para ele. Acusado por fraudes na Bolsa de Valores de Londres, foi expulso do Parlamento e  da marinha de Sua Majestade. Era 1814 e ele foi parar na cadeia. 
Um dia, Cochrane saiu do xadrez e, desempregado, arrumou emprego com os revoltosos chilenos, para ajudar a libertar o país do domínio espanhol. Rolava 1818 e ele levou junto alguns chegados, companheiros de escaramuças contra a napoleonada.  Mercenário velho de guerra, pediu alto pelo serviço, muito mais interessado no que tiraria dos navios capturados.
Com pouco mais de duas temporadas no projeto, Thomas Cochrane independeu o Chile e foi morder mais uma graninha com os peruanos, ajudando el reneral San Martín a mandar o jugo espanhol para a pêquêpê.
 Beleza! A história do sucesso cucaracha cochriano chegou ao conhecimento do brasileiro (marechal) Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta, que vivia em Londres, com podres lhe concedidos, pelo Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada, para atuar como diplomata e em missões políticas e burocráticas. 
Caldeira acendeu, rapidão, a ideia de que seria de um cabra macho como Cochrane que o Brasil precisaria para mandar Portugal pro mesmo lugar que Chile e Peru mandaram a Espanha. Afinal, dirigido pelas Cortes-Gerais, os portuguinhas não aceitariam a independência brasileira nem que mulher mijasse na parede. E não deu outra!
Caldeira Brant, reproduzido de funag.gov.br
indicou o almirante Thomas Cochrane...
Para o Caldeira Brant, o Brasil jamais daria um nó na portugada, contando com uma pequena esquadra e, ainda mais, tendo grande parte de oficiais e marinheiros de duvidosa fidelidade ao Imperador Dom Pedro I.
 Para o marechal, o jeito seria pedir um grana ao Zé Bonifácio, para comprar navios e contratar comandantes e marujos mercenários na Inglaterra. Além de sugeri-lo levar um papo com Cochrane, o que foi feito por intermédio do agente brasileiro na Argentina, Correia da Câmara.
 Thomas Cochrane respondeu ao Zé de uma forma em que este não entendeu nada, ficando sem saber se o carinha topava, ou não. Lhe pareceu estar em cima do muro. No entanto, pintou pelo Rio de Janeiro, em março de 1823, trazendo consigo os cinco chegados que estiveram do seu lado no Chile e no Peru. 
O Brasil já estava independido, por Pedro I, mas a marinha apresentada ao Cochrane era um bagulho. Para consolidar independência, não seriam fáceis as refregas que viriam por ai contra a portugada. 
  Sem muita conversa, o Brasil topou pagar ao Cochrane a mesma grana que ele mordera dos chilenos. Acertos feitos, ele assumiu o comando da esquadra  - nau Pedro I; fragatas Carolina, Piranga, Niterói e Paraguaçu; corvetas Liberal e Maria da Glória, e os brigues Rio da Prata, Cacique, Caboclo e Real Pedro – e, de quebra, conseguiu a contratação, também, dos seus chegados – Jaime Sheperd, Thomas Crosbie, Estevão Clewley e John Pescoe Grenfell. Pra variar, viu navios repletos de problemas técnicos e soldados e marinheiros sem nenhuma disciplina. Pra piorar, Caldeira Brant escrevia a Zé Bonifácio, alertando-o de que só ficaria tranquilo quando os marinheiros ingleses fossem misturados aos portugueses.  
 Primeira missão de Cochrane: expulsar da Bahia a forte esquadra comandada pelo brigadeiro português Inácio Madeira de Melo. Partiu do Rio de Janeiro no 1 de abril e, sem mentiras, fez o que tinha sido pago para, mesmo encarando a sabotagem da portugada, que tudo fez para que os seus canhões não funcionassem.  Mas não adiantou. O 2 de julho virou o maior carnaval na Bahia, com Madeira de Melo e mais de 80 navios fugindo pra Portugal. A independência brazuca, porém, ainda não estava consolidada. Pará, Piauí e Maranhão ainda eram cartas fora do baralho.
... ao Zé Bonifácio, o homem que virou selo
 Ao Maranhão, quando a patota de Cochrane chegou,  a maranhada já havia botado a portugada pra correr. Só duas semanas depois soube-se que chegara. Libertou mesmo só a ilha de São Luís e a vila de Alcântara, o que ficou provado, tempão depois, por documentos pesquisados pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 
De sua parte, o historiador Hermínio Conde o chamou por falso libertador, por tentar passar pelo tal, também, no Pará. Na verdade, comprovou Conde, o sujeito mandara pra lá o seu chegado Grenfell, pra espalhar a fakenews  de que uma tremenda força naval estava a caminho  de Belém. Assustada, a junta lusitana governativa virou a casaca, imediatamente.
 O Lorde Cochrane ajudou, é verdade, a aniquilar a Confederação do Equador, quiprocó contra o Império, nascida em Pernambuco e espalhada pelo Nordeste. Mas, ao voltar ao Maranhão e ser Comandante em Chefe Militar da Província, praticou várias arbitrariedades, depôs o governador Manuel Inácio Bruce, tentou arrancar altas granas do poder público maranhenses e emplacou um amigo no comando dos navios imperiais. Insatisfeito, roubou a melhor fragata brasileira, a Piranga, e se mandou pra  Inglaterra. 
 O Brasil até o perdoava, caso ele devolvesse o seu melhor navio. Como não o fez, demitiu, em 1827, o Primeiro Almirante da Armada Nacional e Imperial, e Marquês do Maranhão, este título ofertado “pelos  grandes serviços prestados ao país” – serviço melhor fizeram os seus descendentes, que cobraram do Império brasileiro grana altíssima, alegando soldos atrasados e comissões por presas de guerra. Pelo decreto 5.828, de 22.11.1874, não foi que o Imperador mandou pagar? 
O Brasil imperial era tão bonzinho! Ou o Imperador não anotava nada na caderneta.                         

TODOS OS VASCO DA GAMA X PELÉ

         Confira como e quando o Almirante cruzou com o Rei:

1 - 07.04.1957  – Vasco 2 x 4 Santos – Amistoso: Local:-  Vila Belmiro. Renda: Cr$ 370.510,00. Gols: Pagão (2), Afonsinho e Dorval (San) Laerte e Vavá (Vas). VASCO: Wagner, Ortunho e Laerte; Orlando (Joaquim Henriques), Clever e Viana; Sabará, Livinho (Wilson Moreira), Válter, Vavá (Vandinho) e Pinga.SANTOS: Manga (Barbosinha); Hélvio (Wilson) (Cássio) e Ivan; Ramiro, Brauner e Urubatão; Dorval (Alfredinho), Álvaro (Pelé), Pagão, Afonsinho e Tite. Técnico: Lula.  Obs: Pelé fazia a sua 15ª partida com a camisa do Santos e ainda não era titular.

2 - 01.06.1957 - (sábado)  - Vasco 3 x 2 Santos. Torneio Rio-São  Paulo. Maracanã. Juiz: Paulo Simões. Renda: Cr$ 342.900,00. Gols: Livinho, Válter e Vavá (Vas), Pelé e Pepe (San). VASCO: Carlos Alberto, Paulinho de Almeida e Bellini; Orlando, Laerte e Dario; Sabará (Almir),  Livinho, Vavá (Wilson Moreira) Válter e Pinga (Roberto Pinto). SANTOS: Manga, Fiote e Mourão; Urubatão (Zito), Getúlio e Brauner; Dorval, Álvaro, Pagão, Del Vecchio, Pelé (Del Vecchio) e Pelé (Tite). Obs: 28º jogo de Pelé no time de cima e 15 gol.

3 - 22.03.1958 (sábado) - Vasco 1 x 0 Santos. Maracanã. Torneio Rio-São Paulo. Juiz: João Etzel Filho (SP). Renda: Cr$ 1.126.452,00. Gol: Almir, aos 67 min. VASCO: Hélio, Paulinho de Almeida e Bellini (Viana); Orlando, Écio e Coronel; Sabará, Rubens (Roberto Pinto) Almir, Vavá e Quincas (Wilson Moreira). Técnico: Gradim. SANTOS: Manga, Fiote e Ramiro; Urubatão, Dalmo e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto (Guerra), Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula.  Obs: jogo 88 de Pelé que estava com 81 gols.

4 - 17.05.1959 (sábado) -  Vasco 0 x 3 Santos. Torneio Rio-São Paulo. Juiz: Frederico Lopes. Renda: Cr$ 905.695,00. Publico: cerca de: 21 mil. Gols: Coutinho (2) e Pelé. VASCO:  Barbosa, Viana e Dario;  Laerte, Russo e Coronel; Sabará, Rubens, Cabrita (Zé Henrique), Robson e Roberto Peniche (Osvaldo). Técnico: Gradim. SANTOS: Laércio, Getúlio e Fioti. Ramiro, Zito e Mourão; Dorval, Jair Rosa Pinto, Coutinho, Pelé e Pepe. Obs: Jogo 175 de Pelé e 188 gols até ali.

5 - 24.04.1960 (domingo) - Vasco 0 x 0 Santos. Torneio Rio-São Paulo. Estádio: Maracanã. Juiz: Catão Montez Júnior. Renda: Cr$ 656.519,00. VASCO: Barbosa, Dario, Bellini e Coronel; Barbosinha (Brito) e Écio; Sabará, Waldemar, Delém (Cabrita), Pinga e Roberto Peniche. SANTOS: Laércio; Feijó, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Ney), Pelé e Pepe (Tite). Técnico: Lula. Obs: Jogo 270 de Pelé, que estava com 294 gols.

6 - 02.03.1961 -    Vasco 1 x  5 Santos. Torneio Rio São Paulo. Estádio: Pacaembu (SP) Juiz:  Alberto da Gama Malcher. Público: calculado em 11.500. Renda: Cr$ 1.789.900,00.. Gols: Lorico (Vasco), Coutinho, Dorval, Mengálvio, Pepe e Zito. VASCO: Miguel, Paulinho e Bellini, Coronel, Brito, Écio, Sabará, Delém, Pinga (Wilson Moreira), Lorico e Da Silva. Técnico : Paulo Amaral. SANTOS: Laércio, Mauro (Formiga), Dalmo, Fiote, Calvet, Zito, Dorval (Sormani), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula. Obs: jogo 342 de Pelé, que tinha 370 gols.

7 - 13.04.1961 - Vasco  2 X 1 Santos. Torneio Rio São Paulo. Estádio: Maracanã. Arbitro : Mário Barreto Nogueira. Renda: Cr$ 5.478.542,00. Publico: 74.155 (90.000 presentes. Gols : Sabará , Wilson Moreira e Pepe. VASCO: Ita, Paulinho, Bellini, Coronel, Écio, Barbosinha, Sabará, Lorico, Wilson Moreira, Roberto Pinto e Pinga (Da Silva). Técnico : Martim Francisco. SANTOS: Lalá, Mauro, Dalmo, Jorge (Getúlio), Calvet, Urubatão, Dorval, Mengálvio, Álvaro (Sormani), Pelé (Tite) e Pepe. Técnico: Lula. Obs: Jogo 349 de Pelé que contava 380 gols.

8 - 16.02.1963 - Vasco 2 x  2 Santos. Torneio Rio-São Paulo. Estádio: Maracanã. Árbitro: Stefan Walter Glanz. Renda: Cr$ 9.652.000,00. Público: calculado em 29.200. Gols: Ronaldo, aos 32 min do 1º tempo; Sabará, aos 12, e Pelé, aos 42 e aos 43 min do 2º tempo. Vasco: Ita, Joel, Brito, Dario, Maranhão, Barbosinha (Fontana), Sabará, Villadoniga, Saulzinho, Lorico (Fagundes) e Ronaldo. Técnico: Jorge Vieira. Santos: Gilmar, Mauro, Zé Carlos (Tite), Dalmo, Calvet, Lima, Dorval, Mengálvio, Pagão (Toninho), Pelé e Pepe. Técnico: Lula. Obs: foi o jogo 472 de Pelé e seus gols 554 e 555.

9 - 04.04.1965 (domingo) - Vasco 3 x 0 Santos. Torneio Rio-São Paulo. Estádio: Maracanã. Juiz: Aírton Vieira de Morais. Público: 42.250. Cr$ 36.470.180,00. Gols: Gols: Mário “Tilico” (2) e Luizinho. VASCO: Gainete, Joel, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico (Oldair); Luisinho, Célio, Saulzinho (Mário Tilico) e Zezinho. SANTOS:  Laércio;  Ismael (Olavo), Joel, Modesto,  Geraldino;  Elizeu (Rossi) e Mengálvio; Peixinho, Toninho, Pelé e Noriva. OBS: o Santos atuou sem cinco titulares: Gilmar, Mauro, Zito, Coutinho e Pepe. Obs: foi o jogo 592 de Pelé, que somava 695 gols.

10 - 01.12.1965 (quarta-feira) -  Vasco 1 x 5 Santos – Taça Brasil – Pacaembu. Juiz: Romualdo Arppi Filho (SP). Renda: Cr$ 27.462.000,00. Público: 16.764 pagantes. Gols: Coutinho, aos 5; Dorval, aos 62 e aos 64; Toninho Guerreiro, aos 81 e aos 86, e Célio (pen), aos  82 min. VASCO: Gainete; Ari, Caxias, Ananias e Oldair|; Maranhão e Lorico (Luisinho); Danilo Menezes, Saulzinho, Célio e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira.  SANTOS: Gilmar: Carlos Alberto  Torres, Mauro, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio: Dorval, Coutinho (Toninho Guerreiro), Pelé e Pele. Técnico: Luis Alonso Perez (Lula).  Obs: jogo 644 de Pelé, que já comemorava 778 gols.

11 - 08.12.1965 - Vasco 0 x 1 Santos. Taça Brasil. Maracanã. Juiz: Armando Marques. Renda: Cr$ 45.826.280,00. Público: 38.788; Gol: Pelé, aos 22 min do 2º tempo. Expulsões: Ananias, Luisinho, Zezinho (Vas), Geraldino, Lima, Pelé e Orlando (San). VASCO: Gainete; Joel, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo; Mário, Nivaldo (Luizinho), Célio e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira. SANTOS: Gilmar; Carlos Alberto, Mauro, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe (Abel) Técnico: Lula. Obs: jogo 646 de Pelé, que marcou seu  gol 780.

12 - 26.03.1967 (domingo) - Vasco 2 x 1 Santos. Tornei Roberto Gomes Pedrosa. Maracanã, no Rio de Janeiro. Juiz: Armando Marques. Renda: NCr$ 81.127,25. Público: 46.053 pagantes. Gols: Adílson e Bianchini (Vas) e Pelé (San). VASCO: Franz; Jorge Luiz, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão (Danilo Menezes) e Salomão; Zezinho,  Nei (Adílson), Bianchini e  Moraes. Técnico: Zizinho. SANTOS: Gilmar; Carlos Alberto, Haroldo,  Oberdan  e Geraldino; Zito e Lima (Buglê); Copeu (Amauri), Toninho, Pelé e Edu.  Técnico: Obs:  715º jogo e 835º gol de Pelé.

13 –  29.09.1968 – Vasco 3 x 2 Santos. Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Estádio: Marcanã. Juiz: Roberto Goicochea (SP). Público: 49.394 pagantes e  12.751 menores. Renda:: NCr$ 123.624,25 (novos cruzeiros). Juiz: Roberto Goicochea. Gols: Walfrido (2) e Nei (Vsc) e Toninho Guerreiro (2) (San).  VASCO: Pedro Paulo; Ferreira, Moacir, Fontana e Eberval; Alcir e Buglê; Nado (Raimundinho (Fernando), Nei Oliveira, Valfrido e Silvinho. Técnico : Paulinho de Almeida. SANTOS: Laércio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Clodoaldo e Lima (Marçal); Amauri, Toninho, Pelé e Edu (Abel) Técnico: Antoninho.  Obs: Jogo 822 de Pelé que estava com 923 gols. Nele, Pelé foi expulso de campo, aos 30 minutos do segundo tempo 

14 – 10.12.1968 – Vasco 1 x 2 Santos. Tornei Roberto Gomes Pedroza. Marcanã. Juiz: Arnaldo César Coelho. Público: 54.994 pagantes. Renda: NCr$ 144.372,00 (novos cruzeiros). Gols: Bianchini (Vsc), Toninho Guerreiro e Pelé (San). VASCO: Valdir; Ferreira, Brito, Moacir (Fernando) e Eberval; Benetti e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson). Técnico: Paulinho de Almeida. SANTOS: Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Laércio). Técnico: Antoninho. Obs: Jogo 842 de Pelé que já marcara 9376 tentos. Neste duelo, sagrou-se campeão da Taça de Prata.

15 - 19.11.1969 - Santos 2 x 1 Vasco. Taça de Prata. Estádio: Maracanã. Público: 65.157. Renda: Cr$ 253.275,25. Juiz: Manoel Amaro de Lima (PE). Gols: Benetti, aos 17 min do 1º tempo; Renê (contra), aos 10, e Pelé, aos 34 min do 2º tempo. VASCO: Andrada; Fidélis, Moacir, Renê, Fernando e Eberval; Bougleaux, Benetti e Danilo Menezes (Silvinho); Acelino (Raimundinho) e Adílson. Técnico: Paulinho Almeida. SANTOS: Aguinaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Manoel Maria; Pelé (Jair Bala) e Abel. Técnico: Antoninho. Obs: Milésimo gol do Pelé em 912 jogos.

16 – 19.10.1970 Vasco 5 x 1 Santos. Torneio Roberto Gomes Pedroza. Maracanã.. Juiz: Sebastião Rufino (PE). Público: 26.216 pagantes. Renda: CR$ 98.565,00. Gols: Silva (2), Luís Carlos, Benetti, Gilson Nunes (Vsc) e Douglas (San). VASCO: Élcio; Fidélis, Joel, Renê e Eberval; Benetti e Ademir; Luís Carlos (Willie), Dé (Kosilec), Silva e Gílson Nunes. Técnico: Elba de Pádua Lima, o ‘Tim’. SANTOS: Cejas; Carlos Alberto, Ramos Delgado (Marçal), Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Lima (Douglas); Davi, Nenê, Pelé e Edu.Técnico: AntoninhoObs: Jogo 980 e total de 1.053 gols.

17 - 24.10.1971 (domingo) – Vasco 0 x 2 Santos. Campeonato Brasileiro. Pacaembu. Juiz: José Carlos Cavalheiro de Morais. Renda: Cr$ 145.622,00. Gols: Lima, aos 14, e Davi, aos 26 min do 2º tempo. VASCO: AndradaFidélisMoisésRenê,BatistaMiguelAfonsinho e BuglêFerreti (Jaílson) e Rodrigues. Técnico: Admildo Chirol. SANTOS: Carlos; Orlando ‘Lelé’, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Clodoaldo e Lima; Davi, Mazinho (Douglas), Pelé e Edu. Técnico: Mauro Ramos de Oliveira. Obs: Jogo 1.061 e 1.094 gols.

18 – 28.11.1971 (domingo) – Vasco 0 x 0 Santos. Campeonato Brasileiro. Maracanã. Juiz:  Sebastião Rufino (PE). Renda: Cr$ 221.752,00. VASCO: AndradaHaroldoMiguelRenê e AlfineteAlcirBeneti e Buglê; Luís CarlosFerreti Gílson Nunes. Técnico: Admildo Chirol. SANTOS: Carlos; Orlando, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Léo Oliveira e Dicá (Nenê); Davi, Mazinho (Douglas), Pelé, Edu. Técnico: Mauro Ramos de Oliveira. Obs: Jogo 1.066 e 1.095 gols.

19 -. 14.10.1973 (domingo) – Vasco 1 x 1 Santos. Campeonato Brasileiro. Maracanã: Juiz: José Luís Arreto-RS. Público: 44.590 pagantes. Renda: Cr$ 397.328,00. Gols: Roberto Dinamite, aos 34 min do 1º tempo e Eusébio, aos 44 minutos da etapa complementar. VASCO: AndradaPaulo CésarMiguelRenê e PedrinhoAlcir e Zanata (Gaúcho)Jorginho CarvoeiroRoberto DinamiteAdemir (Dé) e Luís Carlos. Técnico: Mário Travaglini. SANTO: Carlos; Hermes, Carlos Alberto Torres, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Léo Oliveira (Brecha); Mazinho, Eusébio, Pelé e Ferreira (Claudio Adão). TÉCNICO: José Macia, o Pepe. Obs: Jogo 1.201 e 1.188 gols 

20 -  21.07.1974 – Vasco 2 x 1 Santos – Campeonato Brasileiro. Maracanã. Público: 97.696 pagantes. Renda: Cr$ 1.168.789,00. Gols: Luis Carlos, aos 15 min do 1º tempo; Pelé, aos 30, e Roberto Dinamite, aos 43 do 2º tempo.  VASCO: Andrada; Fidélis, Joel Santana, Miguel e Alfinete; Alcir, Zanata e Peres; Luis Carlos, Roberto Dinamite e Jaílson (Jorginho Carvoeiro). Técnico: Mário Travaglini. SANTOS: Carlos; Hermes, Vicente, Bianchi (Oberdan) e Zé Carlos; Clodoaldo e Brecha; Fernandinho, Nenê (Cláudio Adão) e Pelé e Mazinho. Técnico: Ela de Pádua Lima, o ‘Tim’. Obs: 1.214ª bola nas redes, em  1.242 compromissos.