Vasco

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

VASCO DA GAMA 1 X 1 PARANÁ

Vasco voltou a jogar mal e foi salvo por um gol de Maxi Rodriguez, aos 46 minutos do segundo tempo. Valeu pela 32.ª rodada d Campeonato Brasileiro da Série B e representou a quarta partida do time de São Januário sem vencer.
No lance do gol de Maxy Rodrigues, ele recebeu um cruzamento de Douglas e cabeceou para empatar: 1 x 1 Com isso, o Vasco ficou com 56 pontos, mantendo-se em terceiro lugar, mas muito longe de conquistar o título da Segundona.

DUELO - Vasco e Paraná totalizaram , hoje, 24 disputas, com 10 vitórias cruzmaltinas (43,48%) e seis empates. Os jogos valeram pelos Campeonatos Brasileiros das Séries A e B, tendo 20 deles sido da primeira, registando-se 8 triunfos vascaínos e cinco empates. O maior "sacode" mandado pela rapaziada foi 4 x 1, em 20 de setembro de 1997, em São Januário, onde o time levou, também, a maior paulada, pelo mesmo placar, em 5 de julho de 2003. Pela "Segundona", só há três encontros, dois vencidos pela "Turma da Colina", que caiu em outro. Eles são de 2009 e do primeiro turno desta temporada.
                                              CONFIRA A  FICHA TÉCNICA
31.10.2014 (sexta-feira) -Vasco 1 x 1 Paraná). Estádio: Durival de Brito, em Curitiba-PR. Juiz: Flavio Rodrigues Guerra-SP. Público: 3.697 pagantes. Total: 4.535 presentes. Renda:R$ 101.020,00 Gols: Adaílton, aos 9, e Maxi Rodriguez, aos 46 min do 2º tempo. VASCO: Martin Silva; Carlos César (Lorran), Luan, Rodrigo e Diego Renan; Aranda (Montoya), Guiñazú, Pedro Ken (Thalles) e Douglas; Maxi Rodríguez e Kléber. Técnico: Joel Santana. PARANÁ:  Marcos; Chiquinho, Cleiton, Alef e Yan; Edson Sitta, Ricardinho, Lúcio Flávio (Marco Cerrato) e Thiago Humberto (Leandro Vilela); Carlinhos (Jean) e Adaílton. Técnico: Ricardinho.





quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - JUNINHO

1 - Juninho Pernambucano foi um dos maiores ídolos da torcida do Club de Regatas Vasco da Gama, nos últimos 20 anos. Em 392 vestidas da camisa cruzmaltina, marcou 76 gols. Contratado junto ao Sport Club Recife, juntamente, com uma outra revelação do “Leão da Ilha, o meia Leonardo, ele era, inicialmente, só Juninho. Passou a ser “Pernambucano”, também, após ter por colega de time o xará Juninho Giroldo, que ficou sendo o Juninho Paulista.                                                                          
Na estreia de Juninho Pernambucano como vascaíno, no dia 19 de julho de 1995, ele entrou no decorrer da partida, substituindo Richardson. E a rapaziada passou por um tremendo vexame: perdeu para o Corinthians da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, por 0 x 1. Que pisada, rapaziada! Aconteceu em uma quarta-feira, quando o “Almirante” estava de folga e foi buscar uma graninha no Nordeste. Alcir Portella, apoiador e capitão na década-1970, estava com treinador e escalou o time assim: Carlos Germano; Pimentel, Sidney, Ricardo Rocha e Bruno Carvalho (Leonardo Siqueira); Luisinho Quintanilha (Geovani), Vianna (Brenner), Yan e Richardson (Juninho Pernambucano); Valdir ‘Bigode” e Clóvis.

2 - Desfalcado de vários titulares, o Vasco caiu, por 0 x 3, ante o Santos, com Pelé "comendo a bola", na decisão do Torneio Rio-São Paulo de 1969.
O jogo rolou no estádio paulistano do Pacaembu, teve renda de Cr$ 905.695,00 e publico estimado: 21.000. O árbitro foi o carioca Frederico Lopes e os gols marcados por Coutinho (2) e Pelé.
Sem o o lateral-direito Paulinho de Almeida e o zagueiro central Bellini, indispensáveis em qualquer convocação de Seleção Brasileira da época, o treinador Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, mandou a campo esta formação que você vê na foto: Barbosa, Dário, Viana Laerte, Russo e Coronel (em pé da esquerda para a direita); Sabará, Robson, Zé Henrique, Rubens e Roberto Peniche. No decorre da partida, Cabrita substituiu Zé Henrique e Osvaldo ocupou a vaga de Pniche. O Santos, escalado por Luis Alons Peres, o Lula, teve: Laércio, Ramiro, Getúlio e Mourão; Álvaro e Zito (Fiote); Dorval, Jair da Rosa Pinto , Coutinho, Pelé e Pepe.

3 - A tarde do 5 de julho de 2003 era um sabadão convidativo a umas “loiras estupidamente polares”. Que desceriam mais apetitosas em caso de vitória cruzmaltina sobre o tricolor paranaense. E – claro! – a galera contava com o programa, pois o Paraná nunca tivera um time de meter medo a “lanterninhas” de campeonatos. Ainda mais na casa do adversário. Mas, como o “esporte predileto” do Vasco é perder para times pequenos em São Januário, não deu outra.
Valia pelo Campeonato Brasileiro da Série –A de 2003 e, de início, até parecia que a rapaziada faria o “dever de casa”, sem problemas, pois, aos oito minutos, Edmundo balançou o filó. Só que, a partir dos 30, o visitante tornou-se indesejado. Virou de etapa na igualdade e, a partir dos 27 do segundo tempo, virou a história. Pra tripudiar, fez mais dois, aos 41 e aos 45. E o anfitrião caiu, por 4 x 1. Que vexame! De quem? Do técnico Antônio Lopes e do time formado por: Fábio; Claudemir, Wescley, Wellington Paulo e Edinho; Henrique (Danilo), Bruno Lazaroni (Da Silva), Moraes e Marcelinho; Edmundo e Souza (Donizete).
Para completar o prejuízo vascaíno, os 2.692 torcedores que compareceram à Colina  deixaram nas bilheterias da Rua General Almério de Moura só R$ 51.400,00, o que, malmente, só deu para comprar as bolas do jogo e pagar ao juiz mineiro Alício Pena Júnior e aos seus conterrâneos auxiliares Rodrigo Otávio Baeta e Márcio Eustáquio Santiago.
 





 



 

  










































quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ANIMAL RUMINA NA REDE DA GALERA

Edmundo marcou o seu primeiro tento pelo time A cruzmaltino, em 23 de fevereiro de 1992. Aliás, dois, em Vasco 4 x 0  Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Chegou ao 10º no empate, por 3 x 3, com o alagoano CSA, em 12 de setembro, seis meses depois, pela Copa do Brasil – as redes anteriores, pela ordem, foram de Bahia, Flamengo, Portuguesa de Desportos, São Paulo, Santos, e Barcelona, pelo Troféu Cidade de Sevilha, na Espanha.
Depois daquelas primeiras 10 bolas nas redes, Edmundo mandou mais cinco, endereças às balizas de América-RJ, Itaperuna-RJ, Volta Redonda-RJ, Botafogo e Flamengo. Depois, trocou o Vasco pelo Palmeiras. O seu ultimo jogo foi em 6 de dezembro, ainda de 1992, no 1 x 1 com o Flamengo, quando voltou a beijar o filó dos rubro-negros, que haviam sido, também, o adversário do seu primeiro clássico carioca: em 29 de março do mesmo 1992, no Maracanã, em Vasco 4 x 2, quando ele abriu o placar.
Assim, em sua primeira vida vascaína, Edmundo marcou gols em sete jogos pelo Campeonato Brasileiro, um internacional, mais um pela Copa do Brasil e cinco pelo Estadual-RJ.
SEGUNDA PASSGEM – Igualmente à vez anterior, Edmundo começou uma nova etapa “colineira” com os dois gols dos 2 x 1 diante do Paraná, em 5 de setembro de 1996, pelo Brasileiro. Por ter passado quase quatro temporadas fora de São Januário, só pôde atingir ao 20º tento 12 dias depois, deixando dois dos 4 x 0 sobre o colombiano Tolima, pela Copa Conmebol – o 18º e o 19º haviam sido contra Atlético-PR e Vitória-BA, pelo Brasileirão.
Nesta nova vida cruzmaltina, Edmundo marcou gols em 29 partidas, entre 5 de setembro de 1996 e 3 de dezembro de 1997. O período anotou os gols 30 – sobre o América-RJ – , em 16 de março de 1997; o 40, diante do espanhol Atlético Madrid, em 14 de agosto do mesmo ano, pelo Troféu Tereza Herrera; o 50,  sobre o União São João, de Araras-SP, em 11 de setembro; o 60, pra cima do Atlético-PR, em 5 de outubro, e o 70, no 3 de dezembro, durante uma goleada, pro 4 x 1, sobre o Flamengo, quando teve uma das suas maiores atuações vascaínas e marcou três gols, totalizando 72. Por sinal, fora a segunda vez em que ele marcava três diante dos rubro-negros – a primeira em 6 de outubro de 1996, e ambas pelo mesmo placar de 4 x 1 e pelo Brasileirão.
Dos compromissos da segunda volta à Colina, 22 foram de Brasileiros; 6 do Estadual-RJ; 2 da Supercopa da Taça Libertadores da América; um da Copa Conmebol e mais um do Troféu Teresa Herrera.
TERCEIRA PASSAGEM – Esta compreende 25 partidas saindo para 31 abraços. As novas bolas fatais começaram pelo 6 de junho de 1999, as duas de Vasco 2 x 0 Flamengo, para atingir o 80 no 26 de setembro, diante do Internacional-RS.  
O Cruzeiro, em jogo de Seletiva para a Libertadores e com o Vasco mandando 3 x 1, sofreu o gol 90 do “Animal”, em 4 de dezembro de 1999. Para o Fluminense, ficou o 100º, em 2 de abril de 2000, em Vasco 3 x 2, pelo Estadual-RJ.
Edmundo encerrou mais uma passagem pela Colina, totalizando 104 gols e fazendo de Flamengo, Fluminense (novamente), e Botafogo as últimas vítimas do período. Marcou em10 jogos pelo Estadual-RJ; 9 do Brasileiro;  2 pelo Mundial Interclubes da FIFA: 2 pela Seletiva da Libertadores e mais 2 valendo Copa do Brasil. Portanto, 25 jogos comemorando com a torcida.  
QUARTA PASSAGEM -  Entre 5 de setembro e  22 de novembro de 2003, Edmundo teve a sua mais curta estada na Colina: por 7 jogos, todos do Brasileirão. Ao gol 110, ele chegou. em 12 de outubro, diante do Flamengo. Fez mais um contra o Grêmio Porto-alegrense e voltou a sair, com 111 na bagagem.  
QUINTA PASSAGEM  - Foram mais 18 jogos sacudindo o barbante, entre 2 de março e 8 de novembro de 2008. Nove foram do Brasileiro; cinco valeram pelo Estadual e quatro pela Copa do Brasil.
Quem levou o gol 120 do “Animal” foi o Corinthians de Alagoas, em 7 de maio, pela Copa do Brasil, com a rapaziada sapecando 5 x 1. O mineiro Ipatinga, ficou com o 130, em 28 de setembro, pelo Brasileiro, enquanto o último, de número 135 sobrou para o Santos, também pelo Brasileirão, em Vasco 1 x 0, em 8 de novembro daquele 2008.
Teve, ainda, um jogo de despedida, contra um time reserva e de veteranos do Barcelona, do Equador, quando Edmundo voltou a marcar. Mas foi muito mais uma partida festiva. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO-22

O ex-almriante Vasco Vasconcelos, comandante esquadras de um país que não tem nem mar, chegou para a rapaziada, após o treino final para o jogo contra o paulista Ypiranga, pelo Tornei Rio-São Paulo de 1933, e cobrou: "Aí, rapaziada! Vocês perderam a partida cotnra eles no primeiro turno, por 1 x 2. Quero uma vitória arrasadora, amanã. Vamos ganhar no grito".
O atacante Quarenta, autor do gol cruzmlatino durante a escorregada citada acima, respondeu pela turma: "Pode deixar, almirante, que a gente vai arrasar. Ganha no grito"
E a rapaziada foi à luta. No dia 10 de dezembro, em São Januário, machucou legal: 6 x 0, com Russo deixando três pipocs na chapa. Carreiro assou mais duas e Almir uma. Quando Sua Senhoria, o árbitro Osvaldo Kroft de Carvalho mandou o apito final, Vasco Vasconcelos foi cumprimentar Rey, Dino e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Orlando, Almir, Russo, Carnieri e Carreirinho, além do técnico Harry Welfare, e soltou o berro: "O Vasco ganhoui no grito do Ypiranga!''

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 21

O ex-almirante Vasco Vasconcelos, comandante de esquadras de um país que nem tinha mar, estava participando de uma roda de torcedores, na qual cada um falava mais mal do seu time. E ele não deixava por menos. “O Basco em uma turma que parece não saber rezar. Já perdeu do São Bento, do São Cristóvão, do São Caetano, se brincar, do Céu todo. Já teve até jogo de terminar apregado”.
Ninguém entendeu aquela. A rapaziada ficou ase entreolhando, tentando sacar qual era a do ex-almirante, até que ele explicou o lance: “ No dia 22 de outubro de 1933, valendo pelo Torneio Rio-São Paulo, o Basco escorregou no tomate do Fluminense: 0 x 1, levando gol do Preguinho. Então, ficou, ou não ficou apregado? Na tabela classificatória?   

Former Admiral Vasco Vasconcelos, commander of squadrons of a country that had neither sea, was attending a wheel fans, in which each spoke more harm your team. And he did not leave for less. "The Basque in a class that does not seem to know how to pray. Already lost the São Bento, São Cristóvão, São Caetano, is playing, the whole sky. Have you had to finish the game apregado ".
Nobody understood that. The boys stood looking at each other, trying to grab what was the former admiral. Until he explained the move: "On October 22, 1933, using the Rio-São Paulo Tournament, the team slipped cruzmaltino in tomato Fluminense: 0 x 1, the leading goal Preguinho. So it was, or was not apregado? In the qualifying table?

 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 20

 Corria o Torneio Rio-São Paulo de 1933, e o Vasco teria o São Paulo pela frente, na rodada de 4 de junho, no campo do bairro da Floresta, em São Paulo – razão de aquele São Paulo ser conhecido por "São Paulo da Floresta". O "tal" é um dos pais do atual "Tricolor do Morumbi".
Pois bem! Pelas vésperas da partida entre cruzmaltinos e "florestinos", antes do embarque da deleção colineira para a capital paulista, o ex-almirante Vasco Vasconcelos, comandante de esquadras de um país que não tinha nem mar, avisou à moçada: "Tomem muito cuidado com um atacante deles, o Waldermar de Brito. O homem vê tudo, enxerga demais."

Pareceu que a turma não ouviu nada do que o ex-almirante havia falado. Realmente!  A "Turma da Colina" não ouviu os avisos sobre Waldemar de Brito e pagou caro. O cara  marcou os cinco gols (dois no primeiro tempo) da goleada são-paulina, por 5 x 1 – Russinho, fez o gol de honra da rapaziada.
Cavalheiro, além de almirante, Vasco Vasconcelos levou todo o time cruzmaltino - Jaguaré, Jucá e Itália; Maurão, Fausto e Molla; Orlando, Almir, Quarenta, Russinho e Carreiro –, além do treindor Harry Welfare, para cumprimentar Waldemar de Brito, depois do o jogo. Da sua vez, disse para o craque: "Continue enxergando assim, meu craque, vendo mais do que os outros" – passadas 23 temporadas, Waldemar de Brito enxergou Pelé.

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 19

 Vasco Vasconcelos, ex-almirante de um país que não tinha nem mar, estava a fim de fazer uma sacanagem com alguém, ou alguma instituição. Então, propôs à rapaziada: "Vamos expulsar o Brasil do planeta?" A galera topou, no ato: "Vamos lá, vamos acabar com o Brasil", respondeu, em coro, unânime.   
Chegou a rodada de 16 de junho do Campeonato Carioca de 1935 e a turma cumpriu o combinado. Foi mandando bola no filó, sem piedade. Luna fez três; Luís de Carvalho dois; Tião mais dois e Brum, Orlando e Nena um, cada. O placar estava em 10 x 0, quando a rapaziada teve pena do Brasil e tirou o pé do acelerador.
Por causa daquele ataque avassalador, o Brasil ficou na pior. Na pioríssima! E já que havia perdido todos os seus jogos, e as suas condições financeiras eram davam terribilíssimas, achou melhor ouvir os conselhos de Vasco Vasconcelos e desaparecer do planeta bola do futebol carioca.
A demolição do Brasil foi em São Januário e os impiedosos guerreiros vascaínos chamavam-se: Rey, Brum e Itália; Barata, Osvaldo e Calocero; Orlando, Kuko, Luiz de Carvalho, Nena e Luna, além de Tião, que entrou no decorrer da partida.

domingo, 26 de outubro de 2014

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 18


O Vasco havia estreado na Taça Guanabara-1992, o primeiro turno do Estadual-RJ, empatando,  com o Madureira, por 0 x 0,  diante de 1.453 testemunhas, no dia 31 de agosto. O ex-almirante Vasco Vasconcelos, comandante de esquadras em um país que nem tinha mar, pagou um tremendo sapo para a rapaziada. Dias depois, ele foi a São Januário e a patota prometeu-lhe golear os próximos adversários, para compensar o seu aparreiro. E, assim, ficou combinado.
Veio o jogo de 2 de setembro, e o Vasco mandou só 1 x 0 pra cima do América, de Três Rios. Em São Januário! Vasco Vasconcelos ficou  mais irado, ainda. E cobrou a balaiada. “Ainda bem que só 610 almas penadas assistiram vocês matarem a torcida do coração!”
Depois do primeiro treino da semana seguinte, Edmundo tentou fazer um meio-de-campo com o ex-almirante: “Pode deixar, Vasco, que o Vasco, agora, vai arrebentar”. Não arrebentou. Repetiu o 1 x 0. Daquela vez, diante do Botafogo, no mesmo gramado, na conta de 2.366 teimosos.
Veio mais uma semana de treinos e Edmundo voltou a garantir: “Agora vai, Vasco!  Pode deixar, glorioso Vasco, que o Vasco vai emplacar”. Não emplacou. Ré-repetiu o 1 x 0. Cotnra o Volta Redonda. Sentindo-se sacaneado, Vasco Vasconcelos avisou à cruzmaltinada: “A partir de agora, vou cravar só 1 x 0 em todos os meus futuros palpites no “Bolo da Colina”. E cravou. De sacanagem, a rapaziada mandou 3 x 0 no Itaperuna, em 14 de setembro, testemunhados por apenas 385 fanáticos, no estádio Raulino de Oliveira.
Mesmo assim, Vasco Vasconcelos cravou 1 x 0 no “bolão” do dia 17 de setembro. E a rapaziada, mais sacana ainda, mandou outros 3 x 0 sobre o Americano, também na casa do adversário. O ex-almirante, suspeitando de uma nova sacanagem, voltou a marcar 1 x 0, no jogo de 20 de setembro. Os sacanas mandaram 4 x 0 no América. Mesmo assim, ele voltou a insistir no placar, para 23 de setembro. Deu Vasco 2 x 0 Campo Grande.
Faltavam duas rodadas para o final da Taça GB. No dia 27 de setembro, o adversário seria o Fluminense. Vasco cravou Vasco 1 x 0 e deu 1 x 1. “Estou quase chegando lá!” Disse aos jogadores. E, para primeiro de outubro, voltou a apostar no seu palpite. Rolou Vasco 0 x 0 Bangu.
Veio o segundo turno, e Vasco Vasconcelos disse aos jogadores vascaínos. “Chega de perder dinheiro com vocês, seus manés”. E passou várias rodadas sem apostar no “bolão”. Dias adiantes, a rapaziada cobrou dele acreditar em placares elevados. Citavam 3 x 2 Campo Grande; 3 x 0 Madureira; 3 x 0 Itaperuna. ‘Muito báim. Vou apostar em 3 x 0 contra o Goytacaz”, afirmou ele , para o jogo de 26 de outubro. Secretamente, marcou 1 x 0. E o Vasco venceu por 1 x 0. Só ele acertou no bolão.
Na terça-feira, Vasco Vasconcelos foi a São Januário, rindo da cara de toda a patota. E disse: “Vocês acham que me sacaneiam mais, seus manés?”. E sacudiu os bolsos cheios de grana. De quebra, emprestou dinheiro pra rapaziada toda, com o compromisso de o Vasco não ganhar mais só por 1 x 0.
Tato feito! Vasco Vasconcelos fez uma viagenzinha, ao exterior, a fim de proferir algumas conferências sobre navegação de cabotagem,  e voltou no dia 8 de novembro daquele glorioso 1992. Malmente chegado ao Rio de Janeiro, foi à São Januário, apostar no “Bolo da Colina”. Cravou Vasco 3 x 0  Olaria. O Vasco ganhou, por 1 x 0.  

VASCO VASCONCELOS, O VASCAÍNO - 17


O ex-almirante Vasco Vasconcelos gostara muito das fotos do Sabará carnavalesco, publicadas pela “Manchete Esportiva”.  Tempos depois, o glorioso Onophre de Souza, o verdadeiro nome do ponta-direita vascaíno, queixou-se com o  ex-comandante de esquadras de um país que não tem nem mar: “Vasco, amigo véi. Não tenho nenhuma foto minha na Seleção Brasileira. Preciso guardar uma, pra mostrar aos netos”.
Vasco Vasconcelos, vascainíssimamente vascaíno, amigão do “Jabuticaba”, como o seu amigo fotógrafo Gervásio Batista chamava Sabará, pegou de primeira: “Xá comigo, ô pá”. E encomendou ao velho chapinha: “Lambe-Lambe” (apelido que colocara no Gervásio), me bata uma foto do escrete nacional posado, para dar de presente ao Sabará”.
Veio, então, uma tarde de Maracanã  fervendo, com a Seleção Brasileira no garmado. Gervário pediu ao editor Augusto Rodrigues que o escalasse para o jogo e ficou na cola do amigo Sabará. Fez a chapa de time posado, de Sabará se aquecendo, acenando pra galera, o diabo. Nos bate-bola, antes do pontapé inicial, Gervário escutou Sabará dizendo: “Olh´aí, niguin! Veja se honra a firma da pele, hem! Vou lhe encher os cornos de bola, lá na área. Veja se não vai furar a maricota com uma xifrada. Você tem uma cara de corno dos diabos!” .
O folclórico Sabará
O carinha era um tal de Pelé. Que encarou a sacanagem de Sabará, na maior: “Só a cara que é de corno, negão”, respondeu, segundo Gervário, que diz ter ouvido o “Jabuticaba” responder: “Negão é o seu passado”.
Rola a bola. O jogo começou e Gervário ficou atrás do gol do adversário, para ver se pegava um cruzamento de Sabará para um gol de Pelé. Não pegou. “Pelé apanhou tanto, que não voltou para o segundo tempo, e Sabará, lá pelas tantas, também foi substituído”, recorda Gervásio, que foi a fazer as fotos de vestiário, após o jogo. Por lá, deparou-se com Vasco Vasconcelos, conversando com Sabará, que estava enrolado em uma toalha. Ao ver Pelé assobiando, o ex-almirante chamou-o, formou um quarteto, com Sabará e Gervário, que virou-se os dois e disse: “Perdi a foto do Prêmio Esso. Não era pra você cruzar  e este mané dar uma xifrada na bola, ô Jabuticaba?”
Sabará  olhou em volta e respondeu: “Não deu, né!” Ao que Gervário contra-atacou: “Sabe de uma coisa? Vocês dois nem pra corno servem. Não servem nem pra dar uma xifrada na bola”. Com o que concordou o ex-almirante Vasco Vasconcelos, sacaneando mais: “Cornelius! Cornelius!”
DETALHE-1: o glorioso Gervásio Batista não se lembra qual jogo gol aquele. Consultando a história da Seleção Brasileira, o “Kike” conferiu que foi Brasil 5 x 1 Argentina, no dia 12 de julho de 1960, no Maracanã, pela Taça Atlântico. O jogo teve 58.850 pagantes, renda atingiu Cr$ 6 milhões,126 mil, 960 cruzeiros e arbitragem do uruguaio Juan Armental. Os gols foram marcados por Sosa, aos 5; Chinezinho, aos 18; Pepe, cobrando pênalti, aos 25 (do primeiro tempo); Delém, aos 15 e Pepe, aos 37 minutos da segunda etapa.  O Brasil  teve: Gilmar; Djalma Santos, Bellini (Vasco), Aldemar (Palmeiras e ex-Vasco) e Nilton Santos; Zequinha e Chinezinho: Sabará (Moacir), Coutinho (Delém-Vasco), Pelé (Valdo) e Pele. 
DETALHE-2 - Não vejam racismo em algumas palavras citadas no texto, pois estas foram, apenas, reproduzidas pela forma contada por Gervário Batista, sobre as brincadeiras de Sabará com Pelé. Além domais, o pai deste redator era negro. (foto reprouduzida da Revista do Esporte).

sábado, 25 de outubro de 2014

VASCO DA GAMA 1 X 1 PONTE PRETA

Dakson pediu garra, mas o time ficou devendo técnica para vencera a 'Macaca'
O Vasco chegou à terceira partida sem vitória. Hoje, empatou, em casa, 1 x 1, com a Ponte Preta. E ficou mais distante do título da "Segundona", pois a "Macaca" saiu de campo com 61 pontos, seis a mais do que os vascaínos, que estão atrás, também, do Joinville, que tem 59.
A seis rodadas do final do Brasileirão Série B, o time do treinador Joel Santana voltará a jogar na sexta-feira, contra o Paraná, em Curitiba.
O gol cruzmaltino foi marcado aos dois minutos do segundo tempo. Kleber puxou o lance, Maxi Rodrigues chutou e o goleiro Roberto fez grande defesa. Em seguida, Kléber lançou Crispim, livre na área, e este abriu o placar. Quatro minutos depois, a Ponte empatou. Roni atacou, pela esquerda, e achou Rafael Costa na área para marcar.
                                              CONFIRA A FICHA TÉCNICA
25.10.2014 (sábado) - Vasco 1 X 1 Ponte Preta: Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Igor Junio Benevenuto-MG. Público: 11.209 pagantes e 12.898 presentes. Renda: R$ 238.745,00. Gols: Lucas Crispim, aos 2a, e Rafael Costa, aos 6 min do 2º tempo. VASCO:  Martin Silva; Diego Renan (Luan), Rodrigo, Douglas Silva e Lorran (Marlon); Guiñazú, Aranda e Dakson; Lucas Crispim (Montoya), Maxi Rodríguez e Kléber. Técnico: Joel Santana. PONTE PRETA: Roberto; Rodinei, Tiago Alves, Gilvan e Bryan; Fernando Bob (Adilson Goiano), Juninho e Renato Cajá (Thomás); Jonathan Cafu, Rafael Costa e Alexandro (Roni). Técnico: Alexandre Faganello. (foto de Marcelo Sadio, de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.
 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CLUBE DOS ESQUECIDOS - CARNIERI

 Carnieri foi um meia-direita rapidísismo e dono de chute fortíssimo, que o Vasco foi buscar no Coritiba, clube que o lançara, em 1930. No futebol paranaense, jogou ao lado do goleiro Rey, um dos grandes nomes vascaínos daquela década.
Carrieri chegou a São Januário, em 1933, para fazer parte de um time-base muito forte – Rey (Jaguaré), Lino e Itália; Tinoco, Fausto (Jucá) e Mola (Gringo); Baianinho (Orlando), Almir (Bahia), Russinho (Quarenta), Carnieri e Carreiro – e ficar na história cruzmaltina como membro da galeria dos maiores "matadores" do clube na história do Torneio Rio-São Paulo, a principal disputa interestadual do país na época. Com 9 gols, um a menos do que Almir Albuquerqe e Maneca, está na turma que tem Ademir Menezes 27; Romário 23; Sabará e Vavá 19; Célio Taveira 16; Pinga 15 e Delém 14.
Naquele Rio-São Paulo-1933, o paranaense marcou gols nestes jogos: 28.05 - Vasco 3 x 3 Bonsucesso (1); 28.05.1933 - Vasco 2 x 2 Bangu (1); 12.06.1293 - Vasco 3 x 0 América-RJ (3); 30.07.1933 - Vasco 4 x 0 Santos (1); 03.09.1933 -Vasco 3 x 1 São Paulo (1); 15.11.1933 - Vasco 1 x 0 Portuguesa (1); 03.12.1933 - Vasco 2 x 2 Santos (1).
Uma outra marca de Carnieri no Vasco foi ter participado do primeiro jogo do futebol profisional carioca, em 2 de abril de 1933, quando o Vasco venceu o América, por 2 x 1, em São Januário. Assistido por 50 mil presentes (sócios vascaínos não pagaram ingresso), o jogo rendeu cerca de 54 contos de réis, foi aptiado por Loris Cordovil e o Vascoteve: Jaguaré, Juca e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahiano, Faria, Gradim, Carnieri e Orlando. Depois do Vasco, Carnieri pasosu pelo Palestra Itália, futuro Palmeiras, e Flamengo.
Nesta foto, reproduzida da revista "Grande Clubes", Carnieri é o penúltimo à direita de sua tela.







quinta-feira, 23 de outubro de 2014

FERAS DA COLINA - ADÃO BRANDÃO

 Campeão por todas as modalidades (várias) visitadas. Coisa de superatleta. De um supercruzmaltino. Com uma superglória: autor do primeiro gol do futebol da Colina.
Esta história começa em 1922, quando Adão Antônio Brandão chegou ao Brasil. Para os pais, um castigo, por não gostar de estudar. Preferia o que chamavam, em Portugal, de “esporte dos desocupados”, rolando a pelota com a rapaziada do Porto e do Real Grandeza. De repente, estava d´além mar. Por sorte, quando um selecionado futebolístico de sua terra exibiu-se no Rio de Janeiro, levando a colônia lusitana a aderir ao “balípodo” e a fundar os clubes Lusitânia e Centro Português de Desportos.
De nada adiantou o castigo dos pais. No Brasil havia, também, a pelota para Adão chutar.  Entrou para ao time do Centro Desportivo e, por causa de uma briga do seu time, com a turma do Lusitânia, decepcionado com a atitude dos colegas, os abandonou e mudou de lado. Para o lado do “‘pai” do futebol do Club de Regatas Vasco da Gama. E foi, então, que o destino disse-lhe: você é o cara. Vá lá e comece a história vascaína nas redes.
Era 3 de  maio de 1916 e o Vasco da Gama estreava no Campeonato Carioca da Série C, promovido pela Liga Metropolitana de Sports Atléticos. A torcida presente ao estádio da Rua General Severiano já havia contado oito bolas mandadas ao barbante, por um adversário muito superior, o Paladino, quando Adão balançou a rede. Os adversários marcaram mais dois e enceraram a goleada por 10 x 1.
 Passadas quarenta temporadas daquele vexame, Adão relembrou – ao Nº 44 da “Manchete Esportiva”, de 22 de setembro de 1956 –,  dos apuros passados na volta a São Januário; “ ...elementos que combatiam o ingresso do futebol no grêmio cruzmaltino, abriram  a guerra franca. Fomos alvo de tremenda vaia,  acompanhada de uma chuva de laranjas...”
O Vasco seguiu perdendo os seus jogos – 13.05 - 1 x 5 Brasil; 28.05 - 0 x 4 Icarahy; 14.07 - 2 x 4 Parc Royal; 16.07 - 3 x 4 Ríver; 03.09 - 0 x 2 Paladino; 07.09 - 0 x 3 Parc Royal; 22.10 - 1 x 4 Icarahy.  Até chegar o dia  29 de outubro, quando venceu um adversário do bairro da Piedade, o River, que apresentou-se sem dois jogadores. Adão estava, também, naquele outro dia glorioso – Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antonio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida foi a formação – da vitória, por 2 x 1, mas sem comparecer ao filó. Aconteceu à Rua Figueira de Melo.
 Em 5 de novembro, o time de Adão voltou vencer, mas, pelo não comparecimento a campo do adversário, o Brasil. E ele encerrou o seu primeiro campeonato em sexto luar e último lugar.  Em declaração à mesma revista, disse que a paz entre os vascaínos, após os desentendimentos, gerados pela desão ao futebol, só ocorrera um ano depois da estréia, quando o time venceu o Boqueirão – 02.09.1917 -  3 x 0 –, com o Vasco promovido, por manobra dos cartolas da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, à  Segunda Divisão do Campeonato Carioca. “...Os rapazes do remo ovacionaram-nos e saímos numa passeata que simbolizaria a união do Vasco em torno de um mesmo ideal”.
Embora a pacificação desportiva tivesse ocorrido em setembro de 1917, o time vascaíno havia vencido três partidas, antes – 27.05 – 4 x 2 Icarahy; 10.06 -  2 x 0 Paladino; 05.10 – 5 x 2 Progresso.  Segundo Adão, quando rolava a adesão vascaína ao futebol, “ouve até quem fosse eliminado (do quadro social) pelo ‘crime’ de solicitar  tal proposta”, recordava.
Este foi o primeiro time de Adão Antônio Brandão no Rio de Janeiro, o Centro Português de Ginástica
Adão atuava pelo ataque e a então chamada linha média, o que, hoje, seria uma espécie de jogador de intermediária, entre a defesa e o meio-de-campo. Após deixar o time de futebol, passou para a turma do remo. Chamado a substituir Carneiro Dias, o fez tão bem, que o presidente vascaíno, Francisco Marques da Silva, comemorou a sua grande atuação derramando champanhe sobre a sua cabeça. E o incorporou-se à galera do imbatível barco “Íbis”, campeão carioca, invicto, por 19 vezes, invicto.
Campeão nas águas, em 1919 e em 1921, Adão voltou à terra. Para as pistas de atletismo. Depois de ganhar medalhas de bronze, em provas dos 100 e dos 200 metros rasos, decidiu partir para o que os desportistas de 1922 consideravam impossível: vencer o “invencível” flamenguista Ulisses Malagutti. Foram para a pista do estádio do Botafogo, e Adão o deixou para trás, levando um dos  mais importantes dos 67 troféus que ajudara a levar para a sede da “Turma da Colina”.     

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - BASQUETE



Foto reproduzida da Revista do Esporte
 O time masculino do Vasco tentava o bi do basquete carioca. E foi passando por quem pintou pela frente – Flamengo, Fluminense, Tijuca, Mackenzie, São Cristóvão, Municipal e Vila Isabel –, até cruzar com o Botafogo, que não carregava um caneco há 19 anos. A rapaziada ficou vice, caindo nas duas vezes em que o encarou: 62 x 58 e 69 x 60.
No primeiro desses dois jogos, o Vasco perdeu nos últimos instantes. O botafoguense Otto converteu dois lances livres e, posteriormente, roubou um passe dirigido a Sérgio, para marca nova cesta, quando a mesa de cronometragem e apontamentos fez o apito final.

O Vasco perdeu o bi com16 vitórias, em 18 rodadas, tendo Sérgio como o terceiro cestinha do certame, cravando 279 – o primeiro foi Prata, do Tijuca, com 323 pontos, seguido por Valdir do São Cristóvão, com 304. Na seleção do campeonato, o cruzmaltino presente foi Tentativa, ao lado dos botafoguenses Aurélio, Ilha e Oto (Botafogo) e do flamenguista Peixotinho. Três outros vascaíno – Sérgio, Paulista e Douglas – ficaram no selecionado B.
 
 
 
 

 
 


terça-feira, 21 de outubro de 2014

VASCO, O REI DOS REFLETORES

O Vasco é um dos clubes que mais convidado foi para inaugurar estádios – 10 no Brasil e um no exterior. Além disso, já inaugurou, também, a iluminação de dois deles – em Brasília e em Porto Alegre. É sobre este último que vamos ver o que rolou.

Era 23 de novembro de 1955 e o Grêmio Porto-Alegrense preparou um festão para iluminar o Estádio Olímpico, inaugurado dois anos antes, com capacidade para 35 mil torcedores. Como paraninfo, chamou o Vasco, que jogaria sob 114 refletores de 1.500 watts, que proporcionariam um volume excepcional de 215 mil watts. O convite era uma prova do prestígio que o time cruzmaltino tinha na capital e no interior gaúcho, onde sempre vencera, ou empatara, desde 1945, quando viajava com um dos times mais fortes do planeta, o apelidado “Expresso da Vitória”. Até então, a “Turma da Colina”, além dos convidantes, já enfrentara Internacional, Renner, Cruzeiro, Pelotas, Rio Grande, Rio Gandense, São Paulo, Floriano e um combinado de Livramento, jamais saindo de campo atrás no placar.


Quando chegou a Porto Alegre, o Vasco era um time cansado. A maratona da temporada-1955 já lhe fizera entrar em campo para outros 30 amistosos, no Brasil e no exterior, além de ter encarado mais 22 compromissos pelo Campeonato Carioca. Naquele 23 de novembro, o Vasco liderava o Estadual-RJ. No entanto, naquela jornada, o goleiro Hélio esteve irreconhecível, bem como o lateral-direito Paulinho de Almeida e Maneca, que fora escalado na chamada linha média, defendendo, já que o seu forte era buscar o gol. Resultado: Vasco 0 x2, perdendo a invencibilidade nos Pampas. Antes, havia feito dois amistosos contra os gremistas, goleando-os, por 6 x 1, em 18 de março de 1945, e empatando, por 0 x 0, em 10 de abril de 1952.
Noite da "perda da virgindade" no Sul
Vasco 0 x 2 Grêmio-RS teve apito de Arthuyr Villariño e gols marcados por: Juarez, aos 34 minutos do primeiro tempo e aos 29 da etapa final. O time teve: Hélio, Paulinho (Coronel), Haroldo e Beto; Maneca e Orlando; Pedro Bala, Válter (Iedo) , Ademir Menezes , Pinga (Alvinho) e Sílvio Parodi. O Grêmio formou com: Sergio, Figueiró, Aírton e Dinhaa; Caslveti (Elton) e Ênio Rodrigues;Chico Preto, Milton, Juarez, Itamar (Giovani) e Vieira.
Confira os estádios e refletores inaugurados pelos vascaínos: 27.04.1927 – São Januário (Vasco 3 x 5 Santos)
19.06.1932 – Salles Oliveira, em Juiz de Fora (Vasco 1 x 1 Tupy)
04.09.1938 – Gávea (Vasco 2 x 0 Flamengo)
06.04.1947 – Mourão Filho, na Rua Bariri-RJ (Vasco 3 x 4 Fluminense)
10.06.1951 - Fonte Luminosa, em Araraquara-SP (Vasco 5 x 1 Ferroviária)
11.1955 – Refletores do Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS. Vasco 0 x 2 Grêmio-RS
10.06.1956 – José Alvalade, em Lisboa (POR) –Vasco 3 x 0 Sporting-POR 02.10.1965 - Luso Brasileiro, na Ilha do Governador-RJ (Vasco 2 x 0 Portuguesa-RJ)
31.03.1966 – Refletores do Estádio Nacional de Brasília (Vasco 2 x 1 Flamengo)
06.11.1966 – Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista-BA (Vasco 1 x 2 Flamengo)
13.11.1967 – Jóia da Princesa, em Feira de Santana-BA (Vasco 1 x 0 Flu de Feira)
04.06.1972 – Machadão em Natal-RN (Vasco 0 x 0 Seleção Olímpica Brasileira)
15.11.1983 - Ressacada, em Florianópolis-SC (Vasco 6 x 1 Avaí) (foto reproduzida da "Manchete Esprotiva" Nº 2).


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O SENCACIONAL VAVÁ

O glorioso Edvaldo Izídio Neto, que a torcida conheceu pelo apelido de Vavá, o “Leão da Copa”, autor de cinco tentos no Mundial da Suécia-1958, contou ao ex-almirante Vasco Vasconcelos ter marcado o seu gol “mais + mais” pelos gramados dos “gringos”. E não for durante a disputa da Taça Jules Rimet. Segundo ele, acontecera diante do alemão “FC 04”.
Vavá narrou assim o tento, quando já defendia o espanhol Atlético Madrid: “...peguei a bola, sem jeito, na altura da linha média adversária. Senti vontade de disparar, num ‘rush’, mas mudei de idéia, repentinamente. Enfiei o pé e confesso que não esperava obter êxito... o goleiro não fez muita fé... e foi surpreendido. Até eu mesmo fiquei estupefato..”
VASCO VASCONCELOS COMENTA – Vavá enganou-se sobre o adversário. Como FC 04, ele deveria estar pensando no Schalke 04, que jamais encarou o Vasco. Durante o tempo em que ele vestiu a jaqueta cruzmaltina, a rapaziada só jogou uma partida em gramados alemães, em 12 de maio de 1956, vencendo o Rot-Weiss Essen, por 2 x 0. Depois daquilo, só voltou a pegar  um time alemão, em 9 de junho de 1959, quando ele não era mais um vascaino. 
Diante do Rot-Weiss Essen, os gols foram marcados por Valter Marciano e Djayr, Vavá nem jogou. O time teve: Hélio; Paulinho de Almeida, Haroldo, Orlando, Laerte e Coronel;  Sabará, Livinho, Ademir Menezes, Válter  e Djayr.
O mais provável é que o gol  atribuído por Vavá ao jogo na Alemanha,  tenha sido marcado na Inglaterra, em 5 de maio de 1956, em Vasco 2 x 0 Sheffield Wednesday – o outro tento foi de Livinho e o time formou assim  Hélio; Dario, Haroldo, Orlando, Laerte e Coronel; Maneca, Livinho, Vavá Ademir e Djayr.
Uma outra possibilidade é que possa ter sido marcado 21 dias depois, em Vasco 2 x 1 Racing Léns, na França. Isso porque ele não foi às redes em 8 de maio, no 1 x 1 com o sueco Malmoe, o jogo anterior ao embate contra o Rot-Weiss, e nem no posterior, passados 15 dias, em Vasco 4 x 1 Racing Club da França. 
CORREÇÃO DA VERDADE – Vavá e Vasco Vasconcelos viajaram. Vavá confundiu o time alemão com os aspirantes do Botafogo. Os dois tentos foram muitos parecidos, “iguais-zíssimos”. Só que o primeiro rolou pelos idos de 1952, quando ele estava começando a botar goleiros pra chorar, usando a gloriosa jaqueta da “Turma da Colina”. Neste lance, a bússola do ex-almirante desarvorou a do “Almirante”, nas longitude, latitudes e atitudes.    

domingo, 19 de outubro de 2014

FERAS DA COLINA - ADÃO BANDÃO

Campeão por todas as modalidades que praticou. Coisa de superatleta, de um supervascaíno, dono de uma superglória: foi o autor do primeiro gol do futebol da Colina.
Esta história começa em 1912, quando Adão Antônio Brandão chegou ao Brasil. Para os pais, um castigo, por não gostar de estudar. Preferia o que chamavam, em Portugal, de “esporte dos desocupados”, rolando a pelota com a rapaziada do Porto e do Real Grandeza. De repente, estava d´além mar. Por sorte, quando um selecionado futebolístico de sua terra exibiu-se no Rio de Janeiro, levando a colônia lusitana a aderir ao “balípodo” e a fundar os clubes Lusitânia e Centro Português de Desportos.
De nada adiantou o castigo dos pais. No Brasil havia, também, a pelota para Adão chutar.  Entrou para o time do Centro Desportivo e, por causa de uma briga de sua patota, com a turma do Lusitânia, decepcionado com a atitude dos colegas, mudou de lado. Para o lado do “‘pai” do futebol do Club de Regatas Vasco da Gama. E foi, então, que o destino disse-lhe: você é o cara. Vá lá e comece a história vascaína nas redes.
Era 3 de  maio de 1916 e o Vasco da Gama estreava no Campeonato Carioca da Série C, promovido pela Liga Metropolitana de Sports Atléticos. A torcida presente ao estádio da Rua General Severiano já havia contado oito bolas mandadas ao barbante, por um adversário muito superior, o Paladino, quando Adão balançou a rede. Os adversários marcaram mais dois e enceraram a goleada por 10 x 1.
 Passadas quarenta temporadas daquele vexame, Adão relembrou – ao Nº 44 da “Manchete Esportiva”, de 22 de setembro de 1956 –,  dos apuros passados na volta a São Januário; “ ...elementos que combatiam o ingresso do futebol no grêmio cruzmaltino abriram  a guerra franca. Fomos alvo de tremenda vaia,  acompanhada de uma chuva de laranjas...”
O Vasco seguiu perdendo os seus jogos – 13.05 - 1 x 5 Brasil; 28.05 - 0 x 4 Icarahy; 14.07 - 2 x 4 Parc Royal; 16.07 - 3 x 4 Ríver; 03.09 - 0 x 2 Paladino; 07.09 - 0 x 3 Parc Royal; 22.10 - 1 x 4 Icarahy –, até chegar o dia  29 de outubro, quando venceu uma equipe do bairro da Piedade, o River, que apresentou-se sem dois jogadores. Adão estava, também, naquele outro dia glorioso – Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antonio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida foi a formação – da vitória, por 2 x 1, mas sem comparecer ao filó. Aconteceu na Rua Figueira de Melo.
 Em 5 de novembro, o time de Adão voltou vencer, mas, pelo não comparecimento a campo do adversário, o Brasil. E ele encerrou o seu primeiro campeonato em sexto luar e último lugar.  Em declaração à mesma revista, disse que a paz entre os vascaínos, após os desentendimentos gerados pela adesão ao futebol, só ocorreu um ano depois da estréia, quando venceram o Boqueirão – 02.09.1917 -, por  3 x 0 –, com o Vasco promovido, por manobra dos cartolas da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, à  Segunda Divisão do Campeonato Carioca. “...Os rapazes do remo ovacionaram-nos e saímos numa passeata que simbolizaria a união do Vasco em torno de um mesmo ideal”, relembrou.
Embora a pacificação desportiva tivesse ocorrido em setembro de 1917, o time vascaíno havia vencido três partidas, antes – 27.05 – 4 x 2 Icarahy; 10.06 -  2 x 0 Paladino; 05.10 – 5 x 2 Progresso.  Segundo Adão, quando rolava a adesão vascaína ao futebol, “ouve até quem fosse eliminado (do quadro social) pelo ‘crime’ de solicitar  tal proposta”, declarou.
Este foi o primeiro time de Adão Antônio Brandão no Rio de Janeiro, o Centro Português de Ginástica
Adão atuava pelo ataque e a então chamada linha média, o que, hoje, seria uma espécie de jogador de intermediária, entre a defesa e o meio-de-campo. Após deixar o time de futebol, passou para a turma do remo. Chamado a substituir Carneiro Dias, o fez tão bem, que o presidente vascaíno, Francisco Marques da Silva, comemorou a sua grande atuação derramando champanhe sobre a sua cabeça. E o incorporou-se à galera do imbatível barco “Íbis”, campeão carioca, invicto, por 19 vezes, invicto.
Campeão nas águas, em 1919 e em 1921, Adão voltou à terra. Para as pistas de atletismo. Depois de ganhar medalhas de bronze, em provas dos 100 e dos 200 metros rasos, decidiu partir para o que os desportistas de 1922 consideravam impossível: vencer o “invencível” flamenguista Ulisses Malagutti. Foram para a pista do estádio do Botafogo, e Adão o deixou para trás, levando um dos  mais importantes dos 67 troféus que ajudara a levar para a sede da “Turma da Colina”.    

sábado, 18 de outubro de 2014

TRAGÉDIAS DAS COLINA - PENTA VICE

 A partir de 1910, cariocas e paulistas colocaram em disputa a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo, também chamada de Copa dos Campeões Estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro, para atiçar a rivalidade regional dos dois maiores centros do futebol brasileiro.
O Vasco ficou, por cinco vezes, vice desta competição. Estreou, em 1924, com campeão carioca de 1923, perdendo a taça para o Palestra Itália, futuro Palmeiras. No primeiro jogo, em 28 de setembro de 1924, os vascaínos caíram, por 0 x 2. No segundo, ficaram pelo 1 x 1, em 15 de novembro.
 A segunda participação vascaína foi em 1930, levado pelo título carioca de 1929. Encarou o Corinthians, perdendo o primeiro confronto, em16 de fevereiro, no Parque São Jorge, em  São Paulo, por 2 x 4. No jogo de volta, uma semana depois, em São Januário, o Vasco chegou a colocar 2 x 0 de frente, com Paschoal abrindo a conta, na etapa inicial, e Paes aumentando, na fase final. E foi, então, que rolou o inesperado. Nos últimos 18  minutos, os alvinegros paulistas fizeram 3 x 2. .
Em 7 de setembro de 1934, o Vasco levou o seu terceiro vice, empatando, por 1 x 1, com Gradim marcando o seu gol, no Parque Antártica. Era o segundo vice diante do Paleste Itália, que, em 1948, voltou a tirar mais uma taça da rapaziada. No jogo inicial, em 7 de janeiro, no Pacaembu, queda, por 1 x 2. Três dias depois, o troco, de volta: 3 x 1, em São Januário. Mas, na então chamada "negra", o time  voltou a cair: 1 x 2, no mesmo Pacaembu, em 4 de fevereiro. Por fim, o Vasco ficou vice, em 15 de novembro de 1987, perdendo, por  1 x 2, do São Paulo no Maracanã.
A  única Taça dos Campeões levada para São Januário foi em 1937. Com 0 x 0, em  15 de julho, no Pacaembu, e  3 x 1, em 4 de agosto, em São Januário, o Vasco vingou-se do Palestra Itália, tomando-lhe o caneco.

















 
 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - TAÇA GB-70

O Vasco pisou na bola feio durante a Taça Guanabara de 1970. Na primeira fase, terminou em quarto lugar do Grupo B, com cinco pontos em cinco jogos, vendendo dois, empatando um e escorregando em dois. Marcou quatro e sofreu cinco gols. Campanha fraca, tendo em vista que ficou atrás de Fluminense (8 pontos), Bangu (7)  e Olaria (6).
Na segunda fase, o time até melhorou, concluíndo a etapa no primeiro lugar dasua chave, fatuando seis pontos em quatro partidas, das quais venceu duas e empatou outras duas. Marcou dois tentos e não deixou pasar nenhuma bola para as suas redes. Mas na terceira etapa voltou a afundar: quarto lugaar, com cinco pontos, em cinco compromisos, sendo dois vitóriosos, além de dois empates e duas derrotas. Marcou quatro e sofreu seis gols.


 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A MUSA CRUZMALTINA DO DIA - JAMILA


Esta é a modelo Jamila Sandoro, uma das mais lindas e inteligentes representantes da beleza vascaína. Veja o seu sorriso: de quem é muito feliz, torcendo para o time de história mais democrática no futebol brasileiro. O "Kike" deslumbrou-se com a sua beleza, vendo-a no site do concurso das musas do Campeonato Brasileiro da última temporada. E agradece à turma dasquela página eletônica pela reprodução. É para a galera da Colina ver. Afinal o que é belo deve ser visto, a todo o instante. Principalmente as musas cruzmaltinas. Confere?

This is the model Jamila Sandoro, one of the most beautiful and intelligent representatives of Vasco guys. See your smile, who is very happy, cheering for the team more democratic history in Brazilian football. The "Kike" dazzled with their beauty, seeing it in the contest of the Muses of the Brazilian Championship last season site. And thanks to the class of that web page for playback. It is for you to see. After all that is beautiful must be seen at all times. Mainly cruzmaltinas muses. Gives?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - TORNEIOS VERÃO

Eles saíram de moda. Atigamente, marcavam  bastante os inícios de temporada no futebol brasileiro. Eram batizados por "Torneio de Verão". E o "Almirante" naufragou em dois deles: em 1970 e em 1973.
No primeiro deles, estreou em 14 de fevereiro, empatando, por 1 x 1, com o argentino Independiente.  Em 18 do 02,  caiu ante a seleção da Romênia, por 0 x 2. Mas o pior foi fechar a disputa, no 22 de fevereiro daquela década que começava, perdendo, pelos mesmos 0 x 2,  para o maior rival, o Flamengo, e vendo aquele ser o campeão.
O "Clásico dos Milhõs" daquela vez rolou em um domingo, no Maracanã,  e os "pisões" vascaínos do dia foram: Andrada: Fidélis (Ferreira), Joel Santana, Orlando e Eberval; Alcir Portella e Benetti (Willy); Luiz Carlos, Kosileck (Rossi), Valfrido  e Tião. Técnico: Elba de Pádua Lima (Tim).  
 A segunda dessas disputas de nícios de década em que os cruzmaltinos pisaram na bola foi dentro de São Januário. Caíram, ante o "freguês" Fluminense, por 0 x 1, em  4 de fevereiro. Confira os caras da nova pisada na bola: Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Alfinete (Fidélis); Alcir, Ademir e Tostão; Jorginho Carvoeiro, Dé “Aranha” e Amarildo. Técnico: Mário Travaglini.
  A rapaziada começara a disputa com duas vitórias, ambas por 1 x 0, e com os duelos na Colina. Em 27 de janeiro, um sábado, bateu o Argentino Juniors, com gol marcado por Jorginh Carvoeiro. Quatro dias depois, ficou no 0 x 0, com um outro "hermano", o Atlanta.



 
  

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PRIMEIRO JOGO CONTRA O VASCO-1

Quando um ídolo deixa o clube que o consagrou e joga, pela primeira vez, contra os velhos companheiros, é um dilema para a torcida, que não sabe se o  aplaude, ou se vaia.  Você sabe qual foi o primeiro jogo de alguns superídolos contra o Vasco? Confira!      
 
LEÔNIDAS DA SILVA -  Ele havia sido campeão carioca, em 1934, pelo Vasco. Com a chegada do profissionalismo ao futebol brasileiro, aceitou uma grana muito boa da Confederação Brasileira de Desportos, deixou o clube cruzmaltino e foi defender o selecionado nacional durante a Copa do Mundo, na Itália. Na temprada-1935, já estava no Botafogo.
O primeiro duelo de Leônidas contra o Vasco, após ter sido vascaíno, aconteceu em 15 de setembro, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca, em São Januário. A partida, no entanto foi uma perda de tempo. Foi anulada. Faltando 12 minutos para o final, o juiz a encerrou, por falta de energia elétrica. Com a luz de volta, o gramado foi invadido por torcedores e não houve mais condições de o jogo prosseguir.
Enquanto a bola rolou, o ex-vacaíno Russinho marcou para os botafoguenses e Luís de Carvalho para os colineiros, que foram: Rey, Osvaldo e Itália; Oscarino, Zarzur e Gringo; Orlando, Tião. Luiz Carvalho, Kuko e Luna. O time do "Diamante Negro" teve: Alberto, Albino e Nariz; Afonso, Martim e Canali; Álvaro, Leônidas, Carvalho Leite, Russo e Patesko..
Remarcado o jogo, Leônidas voltou a topar o Vasco em 6 de outubro, novamente, em São Januário, daquela vez sob arbitragem de Lóris Cordovil, e com vitória do visitante, por 1 x 0, em gol de Afonso. O time foi quase o mesmo: Alberto, Albino (Otacílio) e Nariz; Afonso, Luciano e Canali; Álvaro, Leônidas, Carvalho Leite, Russinho e Patesko. O vasco teve: Rey (Panelo), Osvaldo e Itália; Oscarino, Zarzur e Gringo; Orlando, Luiz de Carvalho, Gradim, Nena e Luna (Cicero).
Assim, Leônidas da Silva teve de ir a campo em duas oportunidades para disputar o seu primeiro jogo contra o ex-clube. 
 
ADEMIR MENEZES – O que nenhum torcedor cruzmaltino esperava ver, aconteceu em 25 de agosto de 1946, pelo Campeonato Carioca. O então maior ídolo da história do clube estava do lado do Fluminense. E marcando gol, dentro de São Januário, para o visitante. Que horror!
Corria o Campeonato Carioca e o Vasco teve de ir buscar uma bola em sua rede, mandada por Ademir, em Fluminense 2 x 0, sob o apito de Mário Vianna, em prélio que rendeu: Cr$ 182 mil, 346 cruzeiros. O time tricolor, armado por Gentil Cardoso, levou à Colina: Robertinho, Gualter e Haroldo; Vicentini, Pé de Valsa e Bigode; Pedro Amorim (autor de um dos gols), Ademir Menezes, Simões, Orlando e Rodrigues. O Vasco era: Barbosa, Augusto e Sampaio; Ely, Danilo e Argemiro; Santo Cristo, Lelé, Dimas, Jair Rosa Pinto e Chico. Técnico: Ernesto Santos

ALMIR ALBUQUERQUE -  Era a noite da terça-feira 5 de abril de 1960, no Pacaembu, em São Paulo. Além de estrear, como corintiano, Almir abriu o placar, aos 6 minutos. E a partida terminou Corinthians  3 x 0 Vasco. A renda? Cr$ 1 milhão, 76 mil e 900 cruzeiros. O primeiro Vasco contra Almir foi escalado pelo técnico argentino Filpo Nuñes com: Miguel; Paulinho de Almeida (Dario) e Bellini; Écio (Russo), Orlando (Barbosinha) e Coronel; Sabará, Pinga (Pacoti), Teotônio, Roberto Pinto (Valdemar) e Roberto Peniche. A nova turma do “Pernambuquinho”, treinada por Alfredo Ramos, era: Gilmar (Cabeção); Egídio, Olavo (Marcos) e Ari Clemente; Benedito (Sidnei) e Oreco; Lanzoninho, Almir (Luizinho), Higino (Bataglia), Rafael e Evanir.
 
BELLINI - Ídolo da torcida cruzmaltina, por uma década, Hideraldo Luís Bellini saiu de São Januário acusando os cartolas de terem negociado o seu passe, com o São Paulo, por não vê-lo mais em condições de segurar a onda na zaga. No entanto, levou mais de um ano após a saída da Colina para enfrentar os velhos companheiros.
Em 4 de janeiro de 1961, por um daqueles antigos Torneios Internacional de Verão, Bellini havia  enfrentado os são-paulinos, no Maracanã. Até marcou um gol contra, nos 2 x 2. Em 17 de março de 1962, estreava pelo time tricolor paulista, no Pacaembu, nos 2 x 2, com o Flamengo, pelo Torneio Rio-São Paulo. Pouco depois, foi para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo do Chile.
Depois do bi mundial de Bellini (como reserva)a, o São Paulo encarou o Vasco, em 17 de março de 1963, pelo Rio-São Paulo, mas a sua zaga não contou com ele, na vitória vascaína, por 1 x 0, no Pacaembu. Em 1964, os dois times voltaram a se cruzarr, pela mesma competição, no Maracanã, rolando 1 x 1, e nada de Bellini enfrentar o Vasco. Só foi acontecer em 7 de abril de 1965, diante da torcida que o aplaudiu, por tantos anos.
O primeiro Bellini x Vasco aconteceu no "Maraca", pelo Rio-São Paulo, com 2 x 1 para a "Turma da Colina", com gols de Lorico e Luizinho Goiano – Roberto Dias descontou para os visitantes. Naquele dia, a nova patota do antigo "Capitão da Cruz de Malta", treinado por José Poy, era: Glauco (Raul Plasmann); Renato, Bellini e Tenente; Dias e Ademir; Faustino, Rodarte (Flávio), Del Veccho (Zé Roberto), Valter e Paraná.


BARBOSA - Considerado o maior goleiro da história cruzmaltina, Moacyr Barbosa teve dois ciclos em São Januário: de 1944 a 1956, quando trocou a Colina pelo pernambucano Santa Cruz, de Recife, e de 1958 a 1960, quando ao treinador Francisco de Souza Ferreira, o Gradim, pediu a sua volta.
Nas duas vezes em que foi vascaíno, Barbosa ganhou muitos títulos e o respeito da imprensa. No entanto, o seu primeiro jogo contra o Vasco era melhor não ter acontecido. Veteraníssimo, "quarentão", defendia o Campo Grande, que estreava no Campeonato Carioca. Era 21 de setembro de 1962 e, naquele dia, ele viu o seu time ir buscar a bola no fundo das redes por sete vezes. Barbosa, não entanto, não jogou até o final da partida. Foi substituído, por Edmar.
O primeiro e único Barbosa x Vasco rolou no Maracanã, apitado por Frederico Lopes. O meia Lorico, que não era um goleador, naquele dia, marcou três tentos. Saulzinho (2), Sabará e o zagueiro Barbosinha completaram a fartura de rede balançando.   Treinado por Plácido Monsores, o Campo Grande do ex-goleiro vascaíno foi: Barbosa (Edmar); Átila, Viana, Brandãozinho e Darci Santos; Adilson e Domingos; Nelsinho, Russo, Décio e Roberto Peniche. O time do Vasco, sob o comando de Jorge Vieria, teve: Humberto (Ita), Paulinho, Brito, Barbosinha e Dario; Maranhão e Lorico; Sabará, Saulzinho, Vevé e Da Silva. (foto reproduzida da Revista do Esporte).

SABARÁ - Foram 12 anos de Vasco, 576 partidas, 135 gols e cinco títulos importantes: campeão carioca-1952/56/58, do Torneio Rio-São Paulo-1958 e do Torneio de Paris-1957. Até disputar a sua última temporada pela “Turmada Colina”, em 1964, o ponta-direita Sabará era o cara que mais envergara a jaqueta colineira – foi superado por Roberto Dinamite (1.110) e Carlos Germano (632).
Sabará e Vasco era um grande caso de amor. Talvez, inciado em 11 de junho de 1931, quando ele pulou fora da barriga de sua mãe, em Sousa, um antigo distrito da paulista Campinas. Chamava-se Onophre Anacleto de Souza e fazia questão de destacar o “ph” da antiga grafia em seu pré-nome. Ganhou o apelido famoso da molecada das peladas, que invocava com a sua cor, no mesmo tom de uma fruta homônima.
Sabará foi buscado,pelo Vasco, em 1952, junto à Ponte Preta, time que tem camisa igual à dos vascaínos. E, como vascaíno, chegou à Seleção Brasileira, para disputar ... partidas. Chegou a jogar no mesmo ataque que teve o Pelé dos inicios de carreira. Sabará só viu um momento “bola fora” em sua carriera: quando o Vasco comunicou-lhe que  não precisava mais dos seus serviços. Magoado pela ingratidão dos cartolas, foi parar na “pequena” Poruguesa, da Ilha do Governador.
No dia 23 de janeiro de 1964, asbará vestiu a camisa 7 da “Lusa das Ilha”, para enfrentar o Vasco. Jamais esperava por aquilo. Mas, intimamente, desejava um acerto de contas com a cartolada da Colina. E foi para o estádio das Laranjeiras, escalado, pelo treinador Gentil Cardoso, que fora campeão carioca, juntamente com ele, em 1952, fazendo parte de uma nova turma –  Vagner; Bruno, Reginaldo, Luisão e Tião; Laerte e Valter; Sabará, Inaldo, Paulo e Zé Carlos. Do outro lado, velhos companheiros – Lévis, Joel, Brito, Barbosinha e Pereira; Zé Carlos e Lorico; Joãozinho, Célio, Mário e Zezinho, além do treinador Duque.
E rolou a “maricota”, como diziam os “speakers” dos tempos em que Sabará “comia a bola” como cruzmaltino. Mais do que natural, o Vasco abrfiu o placar, por intermédio de Mário ‘Tilico’. Mas Sabará e a sua nova patota não se intimidaram. Deram muito sangue, e viraram o placar, para 2 x 1, com gols de Inaldo e de Tião. Sabará estava vingado.
Depois daquilo, voltou a se defrontar com o Vasco,  durante o returno do Campeonato Crioca, em 7 de outubro,  em sua velha casa, o estádio de São Januário. Gostaria de estar no outro vestiário, mas o mundo tinha dado voltas que lhe deixaram tonto. A nova parada estava nesta formação: Wagner; Bruno, Djalma, Luizão e Tião; Laerte e Mário Breves; Sabará, Edmur, Décio Recaman e Zé Carlos. E, daquela vez, o Vasco devolveu a derrota passada e mandou 2 x 0, comgls de Zezinho e do ‘Tilico”. O treinador vascaíno já era Ely do Amparo e a rapaziada do tia teve: Ita (Levis); Joel Felício, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário, Célio, Saulzinho e Zezinho.
Foram os dois jogos de Sabará contra o Vasco. Depois, ele foi tentar a sorte no venezuelano Deportivo Itália. Já era fim de linha.
BRITO - Xerifão, sujeito muito gozador e sambista da Mangueira. Hércules Brito Ruas foi o capitão que levantou a taça de campeão da I Taça Guanabara-1965. Em 1969, o Vasco negociou o passe dele (antiga sistemática de prender um atleta), com o seu maior rival, o Flamengo, e o zagueirão passou a jogar com a nova camisa a partir de outubro. Mas, como rubro-negro, não cruzou com os velhos companheiros. Isso só foi acontecer depois que ele serviu a Seleção Brasileira e voltou tri, do México, em 1970. Naquela temporada, Brito defendeu o Cruzeiro, pelo qual enfrentou os cruzmaltinos, em 3 de dezembro, no Maracanã, pela Taça de Prata, um dos embriões do atual Campeonato Brasileiro.
Em seu primeiro jogo como “inimigo”, ele venceu o Vasco, diante de 10.318 pagantes, por 3 x 0. A sua nova patota, treinada por Hílton Chaves, era: Raul; Lauro, Brito, Fontana e Vanderlei (Neco); Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Natal (Evaldo), Tostão e Rodrigues. O Vasco, com Elba de Pádua Lima, dirigindo a moçada, teve: Élcio; Fídelis, Altivo, Renê e Eberval; Alcir e Buglê; Jaíson (Luis Carlos), Silva, Dé e Gílson Nunes (Ademir).
ROBERTO DINAMITE -  No sábado 21 de outubro de 1989, o maior ídolo da história do Vasco da Gama entrava em campo para enfrentá-lo. Foi em São Januário,  pelo Campeonato Brasileiro. Ele estava emprestado à Portuguesa de Desportos e o jogo terminou no 0 x 0. Assistido 7.502 pagantes, rendeu NCz$ 120.255,00 (novos cruzeiros) e teve apito de José de Assis Aragão-SP.
Nelsinho Rosa era o treinador vascaíno e o time teve: Acácio; Ayupe, Sidnei, Leonardo Siqueira e Cássio; Zé do Carmo, Andrade, William e Marco Antônio Boiadeiro; Anderson (Vivinho) e Tato. A equipe da “Lusa do Canindé”, dirigida por Antônio Lopes, foi: Sidmar; Zanata, Eduardo, Henrique e Lira; Capitão, Márcio Araújo, Biro-Biro e Toninho; Jorginho e Roberto Dinamite.
EDMUNDO - A tarde do sábado 14 de agosto de 1993 marcou o prmeiro duelo do "Animal" contra o clube para o qual sempre declarou-se torcedor. Ele defedia o Palmeiras e, naquele dia, valia pelo Torneio João Havelange. O Vasco venceu, por 3 x 0, em São Januário, com gols de Hernande, Giovani e Cássio. O apito foi de Antônio Renê Amaral Ribeiro-RJ e, treinado por Vanderlei Luxemburgo, o time visitante teve: Sérgio; Cláudio, Tonhão, Alexandre Rosa e Roberto Carlos; César Sampaio, Amaral e Jean Carlos; Maurílio, Edílson e Edmundo.  

CÉLIO TAVEIRA - Maior goleador vascaíno na década-1960 e neto de Antônio Taveira, remador da primeira conquista cruzmaltina, em 1905, ele encarou o Vasco, pela primeira vez, em uma quinta-feira de 1967, no Maracanã, valendo a Taça Governador Negrão de Lima. Jogava pelo uruguaio Nacional, de Montevidéu, a partir dos inícios da temporada-1967. Saiu da Colina levando os títulos de campeão do Torneio Pentagonal do México-1963; da primeira Taça Guanabara-1965 e do Torneio Rio-São Paulo-1966. E encarou os velhos companheiros formando nesta nova patota: Dominguez, Ubinas, Manicera, Mujica (Ancheta), Alvarez; Viera, Bita (Cúria), Montero, Célio, Paz (Techera) e Uruzmendi. Treinado por Zizinho e com gols marcados por Moraes e Paulo Bim, o time vascaíno alinhou naqueles 2 x 0: Fraz; Ari (Nilton Paquetá), Ananias e Jorge Andrade; Oldair, Maranhão e Danilo Menezes; Zezinho, Bianchini, Paulo Bim e Moraes.

ORLANDO PEÇANHA - Jogou contra o Vasco em três oportunidades. A primeira, em 14 de janeiro de 1961, quando o Boca Juniors venceu os vascaínos, por um torneio amistoso de verão, mandando 2 x 0, em La Bombonera, o seu estádio, em Buenos Aires. Ele entrou em um time contando com três brasileiros – Almir Pernambuquinho, também ex-vascaíno, Paulo Valentim, ex-botafoguense e Dino Sani, ex-são-paulino –, treinados pelo também brasileiro Vicente Feola. Era uma equipe muito forte, a começar pelo bom goleiro Ayala. Na defesa, Rico, Heredia e Benitez seguravam bem o rojão, enquanto o meio-de-campo tinha um dos maiores nomes do futebol argentino da década, Rattin. Na frente, Nardielle, Grillo e Yudica rolavam a bola legal.
 Os outros dois jogos de Orlando contra o “Almirante” já foram vestindo a camisa do Santos. O primeiro, em 1º de dezembro de 1965, no paulistano Pacaembu, abrindo as finais da Taça Brasil. Ele atuou como apoiador, formando o meio-de-campo com Lima. O “Peixe” mandou 5 x 1, com aquele ataque arrasador que alinhava Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.  Na defesa, estavam o goleiro Gilmar e o zagueiro Mauro Ramos, colegas da Copa do Mundo-1958. Além do lateral-direito Carlos Alberto Torres, que seria o capitão do tri, em 1970, e o menos votado Geraldino. Por fim, Orlando voltou a encarar o Vasco na finalíssima daquela disputa, uma semana depois, no Maracanã, em Santos 1 x 0, e ele atuando na zaga, ao lado de Mauro, que fora reserva do vascaíno Bellini, na Suécia, mas invertendo a situação, em 1962, no Chile – a escalação foi a mesma.