Vasco

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domingo, 15 de setembro de 2019

sábado, 14 de setembro de 2019

VASCO DA GAMA 2 X 1 CHAPECOENSE

Foi a segunda vitória vascaína fora de casa, neste Brasileiro - antes, mandara 1 x 0 Goiás, em Goiânia - deixando o time com 23 pontos, em 12º  lugar, oito distante do primeiro da zona de rebaixamento, o Fluminense. 
 Os gols foram marcados por Ribamar, no primeiro tempo, e Talles, na etapa final. Agora, o Vasco vai esperar pela visita do Atlético-PR, na próxima rodada, a partir das 16h de domingo que vem, na primeira do returno do Brasileirão, em São Januário.
No primeiro gol, Ribamar foi lançado em velocidade, invadiu a área e tocou, de cavadinha, sobre o goleiro, aos 46 minutos da etapa inicial: 1 x 0, em lance que precisou passar pelo VAR. O segundo tento saiu aos 30 da fase final. Talles fez grande jogada, livrando-se de vários adversário, para  chutar e acertar a rede: 2 x 1. 

FICHA TÉCNICA - 14.09.2019 (sábado) - VASCO 2 x 1 CHAPECOENSE-SC. 18 rodada do Campeonato Brasileiro. Local: Arena Condá, em Chapecó-SC. Juiz: Flávio Rodrigues de Souza-SP. Público: 8.808 torcedores. Renda: R$ 103.400,00. Gols: Ribamar, aos 46 min do 1º tempo; Arthur Gomes, aos 27, e Talles Magno, aos 29 min do 2º tempo. VASCO: Fernando Miguel; Raul Cáceres, Oswaldo Henríquez, Leandro Castán e Danilo Barcelos (Henrique); Richard, Raul e Marcos Junior; Rossi (Clayton), Ribamar (Marrony) e Talles Magno Técnico: Vanderlei Luxemburg. CHAPECOENSE: Tiepo; Eduardo, Rafael Pereira, Maurício Ramos e Bruno Pacheco; Amaral, Elicarlos (Vini Locatelli), Campanharo e Augusto (Régis); Aylon (Arthur Gomes) e Everaldo.Técnico: Emerson Cris.

MEXERICOS DA KIKINHA - DENI OITENTÃO


1 -  O jornalista/radialista  Deni Menezes, grande amigão do chefe aki do Kike, estará celebrando oitentão de idade, hoje, sabadão, 14 do 9 do 2019. Amazonense, nascido em 1939, foi ele quem criou a frase Lugar de vascaíno é em São Januário e apelidou o clube por Gigante da Colina, muito usado no site oficial da casa.
A carreira de Deni começou, em 1953, pela Rádio Baré, de Manaus, quando tinha 14 de idade. Em 1955, foi para o jornal A Crítica; em 1957 para a Rádio Rio-Mar e, em 1958, migrou para o Rio de Janeiro.
No RJ, Deni  trabalhou para as Rádio Nacional, onde ficou até 1964, quando o narrador Waldir Amaral levou-o para a Globo. Cobriu as Copas do Mundo de 1970 e 1974. Voltou a Nacional, em  1977 e, por ela, foi aos Mundiais de 1978 e 1982. Retornou à Globo, em 1986, e ficou para a Copa do Mundo-1994. Passou, também, pela Bandeirantes-RJ. Na Tupi, celebrou 18 temporadas sendo comentarista, até 2012. Na mídia impressa, foi repórter dos jornais Última Hora e O Globo, neste de 1964 a 1976, e da Revista do Esporte. Para esta, fez muitas notas para os engraçadíssimos Mexericos das Candinha, que o Kike homenageia pelos Mexericos da Kikinha.
Bons tempos em que o repórter podia reportar
o espírito do jogo para o ouvinte
De abril a junho de 1964, Deni cobriu a Volta ao Mundo, do Madureira, primeiro time das Américas a jogar na República Popular da China, em Cantão, Xangai e Pequim.
 A viagem à Ásia incluiu Hong Kong, Macau, Tailândia, e depois Europa, onde o Madura foi o primeiro a jogar no San Paolo, o estádio do Napoli.
 O Madureira levou Deni por indicação de veteraníssimo Telê Santana, que jogava pelo Tricolor Suburbano, mas não viajou devido o tamanho do giro. À época, Telê tinha a Telê Sorvex, uma sorveteria na Rua Guaporé, em Brás de Pina, bairro da Central, onde os sabores eram variados. A sorveteria era muito perto da casa onde morava a namorada Vera Lúcia, com quem Deni  casou-se,  em março de 1968.

2 - O blog denimenezes2006@hotmail.com informa que o Vasco está preparando um novo estádio, em São Januário, tipo arena, com o projeto tratado junto a um grupo empresarial português. Aumentará sua capacidade da casa, de 21 mil para 45 mil lugares. Diz ainda o blog que a futura Arena São Januário seguirá o modelo argentino oval de La Bombonera, com pressão permanente da torcida. E que haverá  HJaveráO camarotes especiais e  bastante vagas de estacionamento.

3 – Dia desses, ouvi um flamenguista, que só pode ser um analfabeto, derrubando o estádio de São Januário. Não sabe ele que foi ali que o então presidente da república Getúlio Vargas, em 1940, anunciou da criação das Leis do Trabalho, que o protegem. Não sabe, também, que desde 15 de janeiro de 1939 a Seleção Brasileira jogava por ali, e que foi em São Januário que o escrete nacional conquistou o seu terceiro título do Campeonato Sul-Americano-1949. Por sinal, na Colina, em 11 de maio daquele 49, o Brasil mandou 7 x 0 Paraguai, com três encaçapadas do vascaíno Ademir Menezes.  Mais? Foi em São Januário que se marcou o primeiro gol olímpico do futebol brasileiro, por sinal, pelo vascaíno Santana, diante do time uruguaio Wanderers. 
E o estádio do Flamengo, o que aconteceu?
4 – Mais uma foto me mostrada pelo Francis, filho do chefe aki do Kike, e advogado que me tirou da cadeia, recentemente. Pelo que ele contou-me, o capitão da Celeste campeã mundial-1950, Obdúlio Varela, ofereceu-lhe a sua réplica da Taça Jules Rimet, quando ele tinha 12 de idade, mas o chefe não permitiu que ele aceitasse, dizendo ser patrimônio do povo uruguaio.
Hidromedusa craspedota! Quem autorizou-lhe divulgar segredos de família? Isso é caso de cadeia. Isto é: de voltar à cadeia. Aliás, não sei porque o meu filho foi lhe tirar de trás das grades. Deveria ter lhe deixado por lá, como hóspede oficial do Estado, com tudo pago. Não era? 

5 – Em 1980, o Vasco da Gama teve um meia-atacante chamado Jorge Pinto Mendonça e o apoiador Carlos Alberto Pintinho. Só que, enquanto o Mendonça era Pinto, o Pintinho não era galináceo, mas Gomes. Demoraram-se pouco pelo terreiro da Colina, sem mostrar futebol nem de franguinho. Só não foram desovados pela rapaziada, por que goleiro do Vasco, embora fosse a fera, Leão, era um leão manso.
                                                DESPEDIDA
Oi, galera mui amada! Após 33 escrevinhações, esta é a minha última coluna aki nesta douta casa. A Martita (a jornalista Marta Ferreira, chefe de reportagem da TV Bandeirantes-Brasília) está me levando, juntamente com La Tanita, para a sua equipe. Começo por lá na segunda-feira. Valeu!  
                                          NOTA DO CHEFE
Muito bom para a carreira das duas. Enquanto estiveram por aqui, aprenderam tudo o que não presta. Portanto, estão preparadas para encarar as feras. Boa sorte!
 A Kik será substituída pela Vanessa Cordeiro, grande repórter e que o pai dela, o meu amigão Doutor Elisson, contemporâneo universitário,  diz que ela ficaria melhor se fosse minha filha, pois a consideras uma autêntica Gustavo Mariani de saia. A Vanessinha começou a sua vida artística comigo, no Jornal de Brasília, e já rodou por várias redações. No Kike será só colaboradora, passando pela casa pra me encher o saco e ajudar o Vandeco (o jornalista Wanderley Bahia) a produzir a coluna que substituirá Mexericos da Kikinha e se chamará ...TÁ NO CADERNINHO. Aguardem!


O VENENO DO ESCORPIÃO - PRESIDENTES QUE DERAM 1A RAPIDINHA NA REPÚBLI-K

Aldo substituiu Lula, fotografados por wikinews.org - agradecimento.
 Já aconteceu muito, no Brasil, termos os  “reis das rapidinhas” . O último da série foi o então presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo, do Partido dos Trabalhadores-PT. 
Ele assumiu, interinamente, a Presidência da República, às 17h  do domingo 10 de novembro de 2006, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, substituindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - foi à Venezuela - e devolveu o cago, na Base Aérea de Brasília, pelo final da noite da segunda-feira.
 Pela Constituição brasileira, o presidente da Câmara dos Deputados é o terceiro da linha sucessória à Presidência da República. O paraibano Aldo chegou lá  - primeiro comunista a assumir a função no  Brasil - porque o vice-presidente, José Alencar tratava da saúde, nos Estados Unidos.
No exercício do cargo, pela manhã da segunda-feira (13.11.2006), Aldo fez palestra em uma  Fundação paulistana, sobre “O papel de São Paulo na formação econômica e cultural do país, voltou a Brasília à tarde e, no Palácio do Planalto, entregou a medalha do mérito desportivo ao maratonista brasiliense Marílson Gomes dos Santos, primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York.-EUA. 
APAGADO - Três décadas ates, a história presidencial rapidona fora do  mineiro, Carlos Luz,  de 8 a 11 de novembro de 1955, substituindo Café Filho. Mas levou cartão vermelho do Congresso Nacional, acusado de conspirar contra a posse do presidente seguinte, o seu conterrâneo recém-eleito Juscelino Kubitschek.
Carlos Luz reproduzido de www.grupoescolar.com
 Passados mais outras três décadas, em julho de 1986, o presidente José Sarney viajou à Itália e o substituto constitucional, o deputado Ulisses Guimarães, presidente da Câmara, fugiu da presidência, para não ficar inelegível no pleito do vindouro novembro.
 Da mesma forma, recusou-se o presidente do Senado, José Fragelli. Sobrou, então, para o presidente do Supremo Tribunal Federal-STF, José Carlos Moreira Alves, o terceiro na linha sucessória e que ficou presidente interino entre 27 e 31 daquele julho.
O STF voltou a ter um representante na cadeira do presidente da República quando a ministra Carmem Lúcia substituiu Michel Temer, que viajara para a oitava reunião de cúpula das Américas. Ela assumiu o cargo na sexta-feira 13 de abril de 2018 (?), porque os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, estavam no exterior no mesmo dia, e a vice-presidência da república estava vaga - como empeachmente da presidente Dilma Roussef, o vice Temer subiu.  
Não só três viagens do presidente Michel Temer fizeram de Carmen Lúcia presidente interina do país. A resolução 19.537/96, do Tribunal Superior Eleitoral-TSE restringe a candidatura de parlamentares ao cargo. Qualquer um que assumir a Presidência da República nos seis meses anteriores ao primeiro turno,  fica impedido de concorrer às eleições.  Aplica-se a regra de desincompatibilização referente aos comandantes do Executivo, prevista no artigo 14 da Constituição. 
Em 18 de junho de 2018, a mineira Carmem Lúcia voltou ao Palácio do Planalto, pela segunda vez, por conta de viagem, ao Paraguai, do presidente Temer, para participar de reunião de Cúpula do Mercosul. A transmissão do cargo foi na Base Aérea de Brasília e Temer voltou a Brasil no início da noite do mesmo 18 de junho.
Viagem de Temer deixou Carnem Lúcia presidente
Foto da Agência Brasil - agradecimento.

AGENDA - Enquanto sentou-se na cadeira presidencial, Cármen Lúcia, às 11h, recebeu o governador do Pará, Simão Jatene; o desembargador Ricardo Ferreira Nunes, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, e o procurador-geral do Estado do Pará, Ophir Cavalcante Junior.
 À tarde, ela recebeu o embaixador João Gomes Cravinho, da União Europeia, e Denise Dowling. Pouco depois, o embaixador da República Eslovaca no Brasil, Milan Cigán. Por fim, às 16h,  a ministra da Advocacia-Geral da União, Grace Maria Mendonça, e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.
 Votemos a 1986. O presidente José Sarney viajou à Argentina e o deputado Ulysses Guimarães, novamente, recusou o cargo. Daquela vez, o senador  José Fragelli achou que seria importante para Mato Grosso ter um presidente da República, nem que fosse por pouco tempo. E decidiu tornar-se inelegível. Depois, de  8 a 14 de setembro de 1986, voltou a ocupar o cargo, interinamente, por conta de viagem de  Sarney aos Estados Unidos.
José Fragelli, reproduzido
de senado.leg.br.
O currículo de Fragelli tem, também, em 7 de novembro de 1986, sua presidência na sessão do Congresso Nacional que promulgou a emenda constitucional convocando a Assembleia Nacional Constituinte, que iniciaria  trabalhos em fevereiro de 1987. Ele deixou o Senado em janeiro de 1987, ao final da legislatura. Pecuarista e proprietário rural, afastou-se da vida pública para cuidar das suas fazendas. Ele foi, ainda, professor em cursos ginasial e comercial, e diretor do Colégio Osvaldo Cruz, em Campo Grande. Casou-se com Maria de Lurdes Ribeiro Fragelli, com quem teve dois filhos.

BAIANOS - Um outro presidente do Senado que esteve presidente da República, por poucos dias, foi o baiano Antônio Carlos Magalhães. O fez a partir de 17 de maio de 1998, devido viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso à Espanha, Portugal e Suiça, nesta participar das comemorações das 50 temporadas do GATT -Acordo Geral de Tarifas e Comércio, em Genebra. ACM o substituiu porque o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ficaria inelegível, por estar a menos de seis meses das eleições.
Após assumir a presidência da República, o ACM viajou para Salvador, onde chegou às 10h20. Para a segunda-feira, em Brasília, marcou assinatura de medida provisória estendendo gratificação de desempenho para quase 11 mil servidores públicos da área de ciência e tecnologia. Decidiu ser um presidente discreto, sem usar a mesma cadeira do FHC e só passando duas horas diárias no Palácio do Planalto. A maior parte do tempo seria em seu gabinete, no Senado, onde não poderia participar de votações por estar respondendo pelo maior cargo do país.
Luis Eduardo e Antônio Carlos reproduzidos de
jornaloexpresso.wordpress.com - agradecimento
Antes de ACM, o seu filho e deputado federal Luís Eduardo Magalhães esteve presidente da República, interinamente, por duas vezes, devido ausências do presidente FHC e de seu vice, Marco Maciel, em 17 de outubro e de 5 a 8 de novembro de 1995.
 Luis Eduardo viveu até o 21 de abril de 1998 e cumpriu  três mandatos consecutivos de deputado federal e presidiu a Câmara, de fevereiro de 1995 a 1997.
 Nascido, em, Salvador, em 16 de março de 1955, ele elegeu-se deputado estadual, pela primeira vez, em 1979, pela ARENA - Aliança Renovadora Nacional, o partido do governo militar da época. No sucessor PDS, teve mandatos entre 1983 a 1987, tendo presidido a mesa diretora da Assembleia Legislativa da Bahia, de 1983 a 1985. Em 1981, formou-se em Direito, pela Universidade Federal da Bahia.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O VASCO DA GAMA, A SEXTA-FEIRA E O 13

Zagallo reproduzido do
 arquivo do Jornal de Brasília 
São muitas as superstições no futebol, uma boa parte ligada ao número 13. Por exemplo, há muitas temporadas a ponta--direita era considerada uma posição maldita no Vasco da Gama. Pela década-1980, quando comandou a moçada de São Januário, o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo só trabalhava com o número 13 às costas da camisa.
Outras atitudes muito praticadas pelos atletas supersticiosos são jogar vestindo a camisa 13; entrar em campo com o pé direito; bater no chão, com a ponta da chuteira direita, por três vezes, antes de cobrar uma falta, e o goleiro tocar, com a chuteira, por três vezes, na baliza, antes do início da partida. E mais e mais e mais, de uma lista interminável.
A Última Ceia reproduzida em www.mercadolivre.com.br
A associação do número 13 com negativismos vem de lenda de 1690, sugerindo que 13 pessoas sentadas ao redor de uma mesa afugentavam a sorte. 
Acharam, também, de lembrar, que  13 fora o número de apóstolos juntos com Jesus Cristo na Última Ceia. Para a sexta-feira, valeu a data da crucificação de Cristo.
DOBRADINHA - A associação mitológica do número 13 com a sexta-feira começou em 1907, quando Thomas Lawson escreveu o livro “Sexta-feira 13”, em torno de um corretor financeiro norte-americano que atuava em Wall Street, manipulando valores e deixando os seus inimigos na miséria.
Antes disso, em 1882, William Fouwler liderou, em Nova York, um grupo de 13 amigos para desafiar superstições. A turma reuniu-se, pela primeira vez, na quarta-feira 13 de setembro de 1881, mas deixou para oficializar tudo no 13 de janeiro de 1882.  Os 13 amigos entravam no salão do restaurante de Fowler passando por baixo de uma escada, derrubavam saleiros das mesas e quebravam espelhos. Sempre em um dia 13.
Nas Laranjeiras, reproduzida de www.perspectiva online,
 o Vasco fez 12 gols no Andaraí. Faltou um para os 13.
 Embora os 13 não achassem evidências razoáveis nos séculos anteriores para que as sextas-feiras fossem consideradas dias negativos, o certo foi que o dia uniu-se ao número 13 e os supersticiosos não se desligam desse mito.
PULO DO BACALHAU - Ao disparar as suas maiores goleadas, o Vasco da Gama saltou o número 13. Mandou 12 x 0 Andaraí, em 29 de dezembro de 1937,  e 14 x 1 Canto do Rio, em 6 de setembro de 1947, ambas valendo pelo Campeonato Carioca, com a primeira no estádio das Laranjeiras (do Fluminense), e a outra em São Januário, a casa vascaína.
  O primeiro jogo da rapaziada em um dia 13 foi no sábado e no mesmo maio de 1916,  levando 1 x 5 Brasil, pela mesmo Estadual da Série C. Escapou da sexta-feira 13, por questão de 24 horas.  Subido à elite do Campeonato Carioca, o primeiro encontro vascaíno com um dia 13 foi em um domingo de maio de 1923, com 1 x 0 América. 
Os rubro-negros já foram goleados pelos vascaínos em
um dia 13 - reprodução de www.jornalheiros
Em 13 de setembro de 1936, um domingo, a data foi de festa vascaína, com 2 x 0 São Cristóvão, decidindo o campeão do turno estadual. 
RUBRO-NEGRADA - Na mesma temporada, no 13 de dezembro, com 2 x 1 Madureira a rapaziada ficava com o título carioca, em um domingão festivo. Tão festivo quanto ao 13 de maio de 1945, um domingo, quando o Vasco mandou 5 x 1 Flamengo, pelo conquistado Torneio Municipal. 
Em 1947, no domingo 13 de abril, temporada do título do Torneio Municipal, 4 x 1 América. E, pra fechar a primeira metade do Século 20, em nova temporada de título estadual, rolaram os 2 x 1 Flamengo, dominicalmente, também, no 13 de novembro de 1949. 
 Dali vamos ao calendário de 1970, quando a Turma da Colina quebrou o tabu, de 12 temporadas, sem carregar taças e faixas. No 13 de setembro, um domingão, rolou 3 x 2 América. Esperou-se mais sete temporadas, para um novo dia 13 pintar em campanha vitoriosa vascaína. Daquela vez, em uma quarta-feira de abril, 3 x 0 Olaria. Coincidentemente, em mais um 13 de 1977, o de setembro, novo 3 x 0 Olaria, mas em uma terça-feira.
Pedrinho reproduzido de www.netvasco
 O próximo 13 em época de título - da Taça Guanabara -, trouxe vitória sobre o Fluminense, por 1 x 0, no março de 1988, em um domingo. Passado um mês, no 13 de abril, 1 x 0 Friburguense, em uma quarta-feira.  
ESCORREGADEIRA - A primeira derrota vascaína em época de títulos e em um dia 13 rolou no 1 x 2 Fluminense, pela Taça Rio, em junho de 1993. Era domingo e não teve importância a escorregada, pois uma vitória e um empate, no meio daquilo, valeram o caneco.
 No 13 de fevereiro de 1999, um sábado, pelo Torneio Rio-São Paulo, ajudou em mais uma taça: Vasco 2 x 1 Palmeiras, dentro da campanha. Raspou a sexta-feira.    O 13 parece ser mesmo um amigão de São Januário. Amistosamente, no de março de 1988, um sábado, a moçada não teve pena do Combinado de Petrópolis-RJ e sapecou 11 x 0. Barbaridade!  
No entanto, no 13 de janeiro de 2013, quando o ídolo e meia Pedrinho se despedia do futebol, a moçada pegou mais leve e ficou pelo 1 x 0 Ajax, da Holanda, em um domingo.

APITO FINAL - Nem só de sucessos registram-se os dias 13 vascaínos. No de julho de 1947, a rapaziada levou uma chinelada do Bangu: 2 x 6, dominicais. Quando levou a sua maior sarrafada, o Almirante caiu por 1 x 10 Paladino, no 3 de maio de 1916, estreando no Campeonato Carioca da Terceira Divisão, no estádio da Rua General Severiano (do Botafogo). Portanto, jogo de 11 gols, faltando dois para o 13 pintar. E chega, né? 

2 - ASTROS & ESTREIAS - DUPLA 'JOR-BERTO'

A história ficou famosa durante a Copa do Mundo da Argentina-1978. Por ter a Seleção Brasileira jogado pouco e empatado os dois primeiros pegas – 1 x 1 Suécia e 0 x 0 Espanha -, o presidente da então Confederação Brasileira de desportos (atual CBFutebol), o almirante Heleno Nunes, tirou a dupla atacante Reinaldo Lima (Atl-MG) e Zico-Fla, jogadores considerados leves  para um gramado pesado, como ode Mar del  Plata, e escalou os pesadões Jorge Mendonça (Palm) e Roberto Dinamite (VSC).  
Como o time do treinador Cláudio Coutinho venceu o jogo seguinte – 1 x 0 Áustria, com gol do Dinamite – o almirante até brincou com os repórteres, dizendo: “Seleção Brasileira que se preze tem que ter um crioulo e um vascaíno?”
 Depois daquilo, Jorge e Roberto atuaram juntos pelas partidas restantes –  3 x 0 Peru; 0 x 0 Argentina; 3 x 1 Polônia e 2 x 1 Itália, voltando ao Brasil campeões morais, segundo Cláudio Coutinho, porque ficaram em terceiro lugar, invictos, enquanto os campeões argentinos haviam perdido um jogo e ainda foram acusados de compra da goleada (6 x 0 Peru) que eliminou os canarinhos da final, no saldo de gols.
Jorge e Roberto reproduzidos de Placar - Agradecimento.
 Passadas duas temporadas, em 1980, Jorge e Roberto estavam juntos, novamente. Mas no ataque do Vasco da Gama, que havia tirado o primeiro do Palmeiras e repatriado o outro do espanhol Barcelona. Para a torcida, a expectativa era a de muitos goleiros desempregados. 
Quando Roberto fazia os primeiros coletivos na volta a São Januário, Jorge declarou à revista paulistana Placar – N 519, de 11.04.1980 - o que se poderia traduzir assim na linguagem da galera de hoje: “ Vai rolar a festa na defesa dos caras”. E jogava confete no lance, considerando o Dinamite o maior atacante do Brasil dentro da área fatal. “Ali ninguém consegue proteger a bola como ele...chutar para o gol com tão pouco espaço para manobra. É só tocar para ele. Vai ser fácil, muito fácil”.    
 Jorge Mendonça estreou no time vascaíno, treinado por Orlando Fantoni, no 23 de fevereiro, marcando o gol do 1 x 0 América-RJ, pelo Brasileiro; Roberto no 4 de maio, marcando os cinco  de Vasco 5 x 2 Corinthians, pelo mesmo torneio. Atuaram juntos, pela primeira vez, como vascaínos, no 7 de maio, em Salvador, nos 5 x 0 Vitória-BA, também do Brasileirão, com três tentos do Dinamite e um de Mendonça - Catinha fez o outro.             
Por ter a partida sido em noite de quarta-feira, só 8.295 pagantes foram ao estádio da Fonte Nova - renda de Cr$ 719 mil, 430 cruzeiros -, onde ouviu-se o apito de Luís Zettermann Torres-RS e viu-se Orlando Fantoni mandando estes vascaínos para o gramado: Mazaropi; Orlando ‘Lelé’, Juan (Ivã), Léo e Paulo César; Carlos Alberto Pintinho, Guina e Jorge Mendonça; Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho (Peribaldo).
 A dupla “Jorberto”, no entanto, não aconteceu, como na Copa do Mundo-1978. Jorge brigou com Fantoni, tempinho depois, levou o castigo do banco dos reservas e, mais um pouco depois, foi negociado com o Guarani de Campinas-SP.      

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

CORREIO DA COLINA - RUA DO TROCADÊRO

Nesta foto reproduzida da semanária carioca Manchete-1971, o apoiador Afonsinho é o
quarto em pé, da esquerda para a direita, ao lado de Andrada, Moisés, Miguel,
Alfinete e Fidélis e dos agachados ... Buglê, Ferreti, Alcir e Rodrigues.
Este Diego Souza, que não para em canto algum e, agora, é botafoguense, até que ajudaria muito aos frentistas do time do Almira. Pelo menos, ele sabe cobrar pênaltis e já vestiu a camisa de todos os grandes cariocas. O Kike sabe quantos vascaínos já viveram esta experiência? Romeu Evangelista de Carvalho, de São João da Aliança-GO.

Pois bem, Romeu (e cadê a Julieta?).
 Segundo pesquisa do Vandeco (o jornalista Wanderley Bahia), além do Diego Souza, ele encontrou estes “ex-vascas” (por ordem alfabética) que flamengaram, fluminensaram e botafogaram
Afonsinho (meio-campista e vascaíno-1971);  Beto Cachaça (meio-campistas e vascaíno-2003/202; Bruno Carvalho (lateral e vascaíno-1993 a 1995); Carlos Alberto Dias (meio-campistas e vascaíno-1993); Cláudio Adão (atacante e vascaíno-1981/1982 e em 1985); Júlio “Uri Geller César (defensor e vascaíno-2015/2016; Leandro Ávila (meio-campista e vascaíno-1991 a 1995 e em 1996; Leandro Eugênio (vascaíno-2003); Leoanrdo Inácio (meio-campista e vascaíno-2003/2004); Leonardo Moura (lateral e vascaíno-); Moisés (zagueiro e vascaíno-1968 a 1974); Nielson (goleiro e vascaíno-1981);  Paulo Cézar “Caju” Lima (atacante e vascaíno-1980); Renato Silva (zagueiro e vascaíno-2011 a 2013); Válber (zagueiro e vascaíno-1997/1998) e Vitor (lateral e vascaíno-Vasco-1985 a 1987 e em 2000).

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A GRAÇA DA COLINA - CONCATENADOS NO FILÓ


Diz o anúncio que a tabelinha entre o automóvel Gol e o Vasco da Gama resulta em gol, bola na caçapa. Evidentemente, sem incluir cobranças de pênaltis, pois a rapaziada, ultimamente, vem consagrando os goleiros.
Desenhado no Brasil e lançado, em 1980, pela Volkswagen brasuca, o Gol foi vendido em mais de 50 países, mas não entrou na Europa porque a fabricante tinha por lá um modelo de mesmo segmento. Foi um dos maiores vendedores destas bandas e o primeiro a passar dos cinco milhões de negócios.
 Pioneiro e o mais exportado carango brasileiro, o Gol passou, também, do milhão de unidades mandadas para os gringos. Assim como o Vasco, o mais roubado pelos árbitros e bandeirinhas, o Gol tornou-se o preferido dos amigos do alheio. Há quase dois mil registros de gatunagem em cima dele.
Quanto à  ideia desta gracinha, 100sacional,  partiu do paladino da criatividade, Wanderley Bahia, o Vandeco, que já teve um Gol – comprado de segunda mão, evidentemente, segundo a sua amiga mexeriqueira Kika, que sabe da vida de todo mundo, menos da dela.


ROMÁRIO, O DEPENADOR DE URUBU

A data 20 de abril vinha sendo muito feliz para os vascaínos. Nela, a rapaziada colecionava várias vitórias - 2 x 0 São Cristóvão-RJ-1930; 2× 0 Campo Grande-RJ-1972; 1 x 0 Itabuna-BA-1978; 7 x 0 Cabofriense-RJ-1990 e 1 x 0 Criciúma-SC-2006.
 Faltava, no entanto, um grande resultado  pra cima de um grande rival. Veio, então, 1986, e a Turma da Colina mandou 2 x 0 Flamengo, conquistando a sua 4 Taça Guanabara, com dois gols do jovem Romário, que brilhou nesta campanha: 6 x 0 Goytacaz; 3 x 0 Mesquita; 7 x 1 Portuguesa; 2 x 2 Bangu; 2 x 1 América; 3 x 0 Campo Grande; 2 x 0 Olaria; 2 x 1 Americano; 0 x 2 Botafogo; 0 x 0 Fluminense e 2 x 0 Flamengo.
O jovem Romário reproduzido do arquivo do Jornal de Brasilia.
Agradecimento deste blog de divulgação histórica
No domingo daquela decisão, Vasco e Flamengo estavam empatados na pontuação da última rodada da Taça GB e o Maracanã recebeu o hoje abusurdioso público de 121.093 almas. 
No primeiro tempo terminou, o juiz Luís Carlos Félix não mandou a bola para o centro do gramado, mais de uma vez. Na etapa final, porém, aos 5 minutos, Romário balançou o filó. E repetiu a dose, aos 45.
Antônio Lopes era o treinador e a rapaziada do dia atendia por:  Paulo Sérgio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Lira; Mazinho, Gersinho (Geovani) e Josenílton; Mauricinho, Roberto Dinamite e Romário. Mais?
Mais? Está anotado no caderninho do Kike outras estrepolias do Baixinho contra o Fla. Confira:

19 de junho de 1988  -Vasco 2 x 1 Flamengo era o primeiro jogo da decisão do Estadual-RJ. O placar anotava 1 x 1, quando o rubro-negro Leandro pixotou numa recueta de bola para o seu goleiro. Romário chegou primeiro, aplicou um lençol no cara, colocou cuca legal na pelota, fechou a conta no boteco e carregou o caneco pra Colina.
No jogo apitado por Aloísio Viug, no Maracanã, a galera pouco compareceu: 24.790 pagantes, que viram em ação esta escalação do treinador Sebastião Lazaroni: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho, Zé do Carmo, Geovani e Henrique; Vivinho, Bismarck e Romário.  Sebastião Lazaroni.
Naquela temporada, o Almirante venceu as três partidas das finais contra o Fla – 3 x 1 (12.06); 2 x 0 (19.06) e 1 x 0 (22.06), com Romário expulso de campo na finalíssima.

O veterano Romário reproduzido de
 www.netevasco - Agradecimento.
20 de março de 2005 – Vasco 2 x 2 Flamengo valeu por um outro Estadual-RJ e, até ali, em 18 clássicos do Século 21, o Almira havia vencido oito e empatado dois, o que lhe dava 5cão de vantagem - 0 x 0 Fla (13.05.2001); Vasco 2 x 1 (20.05.2001); 5 x 1 (06.10.2001); 3 x 1 (10.03.2002); 1 x 0 (25.03.2002); 0 x 0 (26.05.2002); 2 x 1 (16.10.2002); 1 x 1 (01.03.2003); 2 x 1 (21.03.2004);  1 x 10.07.2004) e 1 x 0 (24.10.2004.
 Naquele 20tão de abril, valia pelo segundo turno do Estadual-RJ. O lateral Ricardinho apoiou o ataque, pela esquerda, cruzou bola na área, Romário a dominou no peito e finalizou o lance, com uma chuteirada indefensável, no segundo tempo, por ali,  escrevendo provisório 1 x 1 no placar. Daquela vez, o Vasco levou para o jogo: Cássio, Gomes, Dominguez, Rafael Nascimento, Ricardinho, Claudemir, Coutinho, Robson Luiz, Alex Dias, Marco Brito, Romario, Fabiano (goleiro), Diego e Daniel. 


terça-feira, 10 de setembro de 2019

MEXERICOS DA KIKINHA - ANALFINHA


Histórias contadas ao chefe aki do Kike (que me contou), pelo amigo (dele) e veteraníssimo jornalista amazonense/carioca Deni Menezes. 

1 - Seguinte: o Vasco havia pegado um jogador emprestado do Operário, de Várzea Grande-MT, comprometendo-se a pagar Cr$ 500 mil cruzeiros pela cessão do atleta. Como o (então) datilógrafo mato-grossense errou nas numerálias e escreveu Cr$ 500 cruzeiros, o sabidão “Almira” correu à então Confederação Brasileira de Desportos (atual CBFutebol) e depositou as 500 milhas. Ao descobrir a analfabetice do seu catilógrafo, o Operário recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça Desportivo da CBD, mas não obteve sucesso. O que valia era o que estava no documento. Foi então que um cartola do emprestante procurou o Almirante e disse-lhe: “ A gente róba (não falou rouba) é de rico. De time pequeno,  não tem graça”. E o Vasco, devolveu o atleta, com mil pedidos de desculpas e, inda, emprestou mais dois atacantes do time júnior ao grêmio mato-grossense. O negócio do ano no futebol de Mato Grosso, por conta, sem querer, de um datilógrafo pouco íntimo dos números.      

2 –O Vasco teve um jogador baiano chamado Dario, que os cartolas queriam mandar embora para o Juventus, da capital paulista. Quando a negociação estava quase fechada, um zagueiro titular vascaíno contundiu-se e Dario foi ordenado a desfazer as malas. Titular recuperado, o Vasco tentou arrumar um outro comprador para Dario. Negócio quase fechado. E o mesmo titular torceu um dos tornozelos. E Dario, novamente, viu a segunda tentativa de o Vasco livrar-se dele abortada. Assim que o titular recuperou-se, o Juventus procurou o Vasco para reabrir negociações. E não foi que o mesmo cara  teve um problema de virilha! Daquela vez era demais. Dario chamou o diretor de futebol do Vasco e disse: “Tenho um santo forte. Das vezes passadas, ele não deixou eu sair. Agora, quer que eu saia”. E saiu – finalmente. Por ordem do santo.
      
3 – Em 1980, o Vasco da Gama teve um meia-atacante chamado Jorge Pinto Mendonça e o apoiador Carlos Alberto Pintinho. Só que, enquanto o Mendonça era Pinto, o Pintinho não era galináceo, mas Gomes. Demoraram-se pouco pelo terreiro da Colina, sem mostrar futebol nem de franguinho. Só não foram desovados pela rapaziada, por que goleiro do Vasco, embora fosse uma fera, Leão, era manso.

4 – Olhe esta foto que o Francis, filho do chefe aki do Kike e baixista da banda Escorpião, me mostrou! Aos oito de idade, ele levou para o Roberto Dinamite o livro Tevin, personagem que o papai criou para ele e que saía em tirinhas pelo jornal Última Hora de Brasília. Menino traidor: virou flamenguista.

Trabuscárraga! Que história é esta de bisbilhotar álbum de família? E se o meu filho virou framenguista, bem feito pra ele! Como o devido respeito pela gloriosa mãe, é um  grande filho da...deputado sem dedo. Tire as segunda e terceira sílabas da palavra DEPUTADO e confira no que vai rolar: filho daquela senhora que não assinou contrasto na jurisdição voluntária do Estado. Estamos conversado?

5 – Se eu fosse jornalista esportiva no começo deste século, estaria, agora, fazendo tratamento psiquiatra. Os cartolas me deixariam maluca. Vejam só: em 2003, o Estadual-RJ só teve um turno e anunciou-se  que não haveria um campeão da Taça Rio de Janeiro. Como se sabe, no ErreJota, o primeiro turno é a Taça Guanabara e o segundo a Taça Rio. Sabe quem  consideraram o ganhador da Taça RJ? O glorioso Vasco da Gama, por ter vencido ao Americano, por 2 x 1 e 4 x 1 durante as semifinais melhor desempenho da fase. Se não houve a Taça Rio, como pode ter um campeão?
O Vasco da Gama, além de ter vencido muitas disputas pela forma corpo presente, tem, também, o título de campeão fantasma da Taça Rio. Já a cartolada, fantasminha camarada!

TRAGÉDIA DA COLINA - ESPINHA DE PEIXE

 Um dos grandes ídolos das torcida vascaína - segundo maior goleador da história do Almira, com 326 tacadas na caçapa -, o artilheiro Romário já fez, também, a Turma da Colina voltar pra casa irada. Aconteceu no 7 de maio de 1995, quando a rapaziadas escrevia a história do seu jogo 4.335. Valia pelo octogonal final do primeiro turno do Estadual-RJ, em uma tarde de domingão carioquíssimo - de muito sol, praia e cerveja.
 Animado pelos duas vitórias consecutivas - 1 x 0 Botafogo e 3 x 0 Entrerriense -, o Vasco da Gama foi pra cancha desafiar o seu maior rival, o Flamengo, diante de 63.063 almas, ligadinhas no apito de Carlos Elias Pimentel.
 Naquele dia, Romário enfrentava o Vasco pela primeira vez. E seguiu, rigorosamente, o script de suas tradicionais provocações. Mandou a torcida vascaína levar  lenços para o Maracanã, a fim de enxugar as lágrimas pelo pancadão que iria sapecar-lhe. E não deu outra: aos 30 minutos do primeiro tempo, marcou o tento do 1 x 0 Flamengo, que era treinado por Vanderlei Luxemburgo, o hoje treinador vascaíno. Mas quem escorregou naquele clássico como chefe de equipe foi Abel Braga que escalou: Carlos Germano; Pimentel, Cláudio Gomes, Ricardo Rocha, Sídnei e Cássio (Emerson); Leandro, Luisinho e Yan (Hernande); Valdir e Clóvis.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

A GRAÇA DA COLINA - MÁRIO & ROMÁRIO


   Veteraníssimo, o atacante Romário era sempre indagado pelos repórteres sobre o final de sua carreira. Um dos maiores atacantes da história do futebol, ele declarava-se autor de 1002 gols e, finalmente, em 14 de abril de 2008, anunciou o final de sua carreira de atleta profissional.
 Por aquela época em que Romário driblava a idade e seguia desempregando goleiros, o chargistas Mário Alberto lançou esta criação que você aplaude acima sobre o fim de linha do craque.
Carioca, flamenguista e, nas horas vagas, guitarrista, Mário Alberto está com 48 nos costados e publicou esta charge à página 5 da do N 236 da revista Lance A +, de 5 a 11 de março de 2005. Graduado em design gráfico, ele produziu a sua primeira caricatura já aos 23 de idade, quando nem tinha planos de tornar-se um humorista da imprensa. Tudo por conta da insistência de um colega de faculdade que queria vê-lo concorrendo com os cobras do ofício em um Salão de Humor do Rio de Janeiro.        
Quem descobriu o veneno de Mário Alberto foi o jornal carioca O Dia, que publicou uma caricatura dele sobre o goleador Ronaldo Fenômeno. Em 1997, ingressou no diário Lance! e, por lá, passou 18 temporadas, até mudar-se parta o Globo Sport, da TV Globo. Na sua opinião, o humorismo junto com acrítica é fundamental para se criar uma boa charge. Acha que o personagem deve ser expressivo, fugir de declarações muito manjadas.
 Certa vez, Mário Alberto declarou que o público está sempre do lado do artista, quando este produz charges políticas. Mas não vê isso no mundo da bola, por lembrar que o torcedor exala paixão e não gosta de ver nada contra o seu time.
Mário Alberto é um dos melhores chargistas/caricaturistas brasileiros. Um Romário do lápis.

1 - ASTROS & ESTREIAS - JORGE E PINTINHO


  Da maioria da rapaziada que formava o Vasco da Gama do início da temporada-1980, seguramente, aquilo era o que se poderia classificar por Time de Ninguém. 
Sem erro! Ninguém famoso; ninguém indiscutível; ninguém aspirando vaga na Seleção Brasileira; ninguém idolatrado pela torcida; ninguém sondado por nenhum outro clube; ninguém inegociável, etc, etc, etc. 
Confira a patota: Jair Bragança, Ivã, Léo, Gomes, Fernando, João Luís, Wilsinho, Peribaldo,  Aílton, Catinha. Davam pro gasto os já decadentes laterais Orlando e Marco Antônio, o meio-campista Zé Mário “Pinóquio”, o indisciplinado meia Guina e o atacante Paulinho. 
Ressalte-se o lateral-esquerdo Marco Antônio (tri em México-70) dava pena vê-lo fazer cruzamentos de bola para a área.
Foi, então, que o “Almirante” embarcou o seu homem da mala pra São Paulo, levando antigos Cr$ 10 milhões de cruzeiros, para repatriar ao futebol carioca o meia-atacante Jorge Mendonça, com 25 de idade e uma Copa do Mundo nos costados-Argentina-1978. Ideia do Vasco da Gama: ter um nome de peso no time e fazer a galera esquecer de Roberto Dinamite, que fora negociado com o espanhol Barcelona; planos do jogador: mostrar que não era pipoqueiro, indisciplinado taticamente e voltar ao escrete nacional.
 Cria do Bangu (1971 a 1973), Jorge Mendonça cresceu com a camisa do Náutico-PE (1973 a 1976) e chegou à fama com a do Palmeiras, disputando 217 jogos e marcando 117 gols (1976 a 1980). Pelo escrete nacional, foram  11 jogos e dois gols.
Nascido em 6 de junho de 1954, na região de Silva Jardim-RJ, Jorge Pinto Mendonça estreou vascaíno no domingo 23 de fevereiro de 1980, diante de  40.150 pagantes, atraídos pela sua escalação. E, os 38 minutos do primeiro tempo, marcou o gol da vitória da patota, por 1 x 0 América, no Maracanã,  pela primeira rodada da Taça de Ouro do Campeonato Nacional, espécie de Série A do Brasileirão, em jogo apitado pelo carioca José Roberto Wright. Dos Cr$ 10 milhões que os vascaínos haviam gastos naquela aposta, a renda da estreia do atleta fora animadora: Cr$ 3 milhões, 003 mil, 560 cruzeiros.
Treinado Por Orlando Fantoni, o Vasco do dia teve: Jair Bragança; Orlando ‘Lelé”, Ivã, Léo e Marco Antônio ‘Tri”; Zé Mário, Guina e Jorge Mendonça; Wilsinho, Paulinho (Peribaldo) e Aílton (Catinha), que, ainda, não se escrevia com “K”. 
Jorge Mendonça não conseguiu o sucesso que o Vasco da Gama dele esperava. Só ficou pela temporada-1980, tendo sido negociado, em 1981, com o Guarani de Campinas, por Cr$ 15  milhões.
Reprodução de www.vaskipedia.com
 PINTINHO – Três dias após  estreia de Jorge Mendonça, o Vasco da Gama recebeu o segundo grande reforço para a década que começava, o apoiador Pintinho, há 12 temporadas defendendo o Fluminense, de onde saíra insinuando à revista Placar - N 514, de 07.03.1980 -  ter sido vítima de racismo. Na chegada a São Januário, ouviu de um torcedor negro:
 - Pintinho, lugar de preto é aqui no Vasco. Ainda mais pra quem nasceu no Morro do Boréu – tinha o apelido de Alemão do Boréu.
 No dia seguinte, Pintinho completou os exames médicos e foi para o gramado treinar com os reservas - os titulares haviam jogado e vencido (2 x 1 São Paulo) na noite anterior, pela Taça de Ouro. Ao cruzar com o goleiro Emerson Leão (recuperava-se de lesão), este sacaneou:
- Chegou cedo demais para o treino... de amanhã, meu irmão!”
Carlos Alberto Pintinho estreou vascaíno no 5 de março daquele 1980, em São Januário, diante de 7.691 almas e com renda que até deu para pagar as despesas da pugna, Cr$ 661.830,00 cruzeiros.  José Faville Neto-SP apitou e Paulinho anotou: Vasco 1 x 0 Nacional-AM. A moçada do dia chamava-se: Leão; Orlando, Ivã, Fernando e Marco Antônio; Pintinho, Guina e Jorge Mendonça; Catinha (Zé Mário) Paulinho e Aílton (Peribaldo).      
Carlos Alberto Gomes, o Pintinho, carioca nascido em 25 de junho de 1955, esteve vascaíno somente em 1980/1981, tendo da Colina partido para o espanhol Sevilla. Disputou apenas 13 partidas pela Turma da Colina, não marcou nenhum gol e nem conquistou nenhum título. Demorou pouco em São Januário porque não conseguia se acertar com o treinador Zagallo.
 Pela Seleção Brasileira, Pintinho disputou quatro jogos do time olímpico-1972 e seis das equipe principal, entre 1977 a 1979.  

domingo, 8 de setembro de 2019

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA. BELISSIMÍSSIMAS GAROTAS DA COLINA

1 - Esta tigresa o "Kike" a viu no www.paixaovascao.com.br, o mais criativo site esportivo brasileiro, criado no Rio de Janeiro e considerado um dos melhores do país.
 Como se vê, aquela a página eletrônica vascaína não mostra somente as notícias e as glórias do "Almirante", como, também, pinga colírio nos olhos da galera.
 Convenhamos que o chegante cruzmaltino que chegar à praia diante de duas opções – se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho agarra – fica com as duas. Só faltou o nome da modelo que a turma esqueceu de informar, mas deve ser a belíssima modelo e entusiasmada torcedora vascaína, moreníssima, deusa brasileiríssima Viviane Araújo.
                                                                             
This wonderefull carioca tigress "Kike" saw it on www.netvasco.com.br, the largest and best Brazilian sports site, created in the Rio de Janeiro-Brasil.
As you can see, the vascaína page does not only show the news and glories of the "Admiral", but also drops in the eyes of the galley.
 Let's agree that the cruzmaltino arrival arrives to the beach in front of two options - if it stays, the bug catches; if you run, the bug will grab you - take both. Only the name of the model was missing. The group forgot to report.


2 - Se dizem que um é pouco e dois ficam bom, pelo menos, na conta das gatas lindérrimas que pintam na torcida cruzmaltina – mesmo, mesmo! –, isso confere. Estas duas o "Kike" as viu no www.esporte.ig.com.br , sem ter as suas respectivas graças reveladas, confirmam. De acordo?  
Se se você conhecê-las nos informe, para alardearmos ao planeta e a todas a Via Lactea. Afinal, as mulheres mais lindas e inteligentes deste universo,sempre em expansão, segundogarantem os cientistas, são as torcedoras do "Almirante".
Cá pra nós: o DNA das mães dessas meninas são demais, bem como o cromossoma Y dos pais delea, não é mesmo?
If they say one is small and two look good. At least, on account of the cute cats who paint on the twisted cruzmaltina check.

These two "Kike" saw them on www.esporte.ig.com.br, without having their respective graces revealed.
So if you know them let us know, to brag about the planet and all the Via Lactea. After all, the most beautiful and intelligent women in this universe, ever expanding, according to the scientists, are fans of the "Admiral." Come to us: the DNA of the mothers of these girls are too much, as is the Y chromosome of the parents, is not it?

3 - O "Kike" viu estas belíssima deusa vascaína em www.vascofotos.com.br, mas não tinha o nome dela. Por favor, nos avise, caso você saiba de quem se trata, para darmos o devido crédito ao cara que teve a sorte de clica-la e passar colírio nas vistas.
As meninas vascaínas são todas lindíssimas, deslumbrantíssimas, maravilhosas. Se um cara de um outro planeta chegasse por aqui, ao vê-las, certamente, não iria querer voltar mais nunca pra sua terra.                                                                                       
The "Kike" saw this beautiful vascaína goddess in www.vascofotos.com.br, without her name. Please let us know, if you know who it is, to give due credit to the guy who was fortunate enough to click it and put a eye drop on the view.
Vascaínas girls are all beautiful, stunning, wonderful. If a guy from another planet came here, seeing them would certainly never want to go back to their land.