Vasco

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DOCUMENTOS DA ESQUINA DA COLINA

Este é o documento, assinado pelo presidente de Portugal, general Craveiro Lopes, em 5 de julho de 1954, concedendo ao Club de Rgastas Vasco das Gama o título de COMENDADOR da Ordem Militar  de Cristo.  

TRAGÉDIAS DAS COLINA 13 - TAÇA RENNER

Uma escorregada, diante do Fluminense, por 3 x 1, em 17 de abril, tirou do Vasco o  título do Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro-1957, que valia a Taça AJ Renner. Na estreia, no dia 9, os vascaínos passaram, fácil, pelos gaúchos do Renner, em São Januário, mandando 3 x 0, com gols marcados por Sabará (2) e Vavá. Dez dias depois, com um gol de Sabará, empataram, por 1 x 1, com os banguenses, em Moça Bonita, tendo Vavá  expulso de campo.
Quando a “Turma da Colina” poderia carregar a taça, no jogo contra os tricolores, pisou na bola, na partida disputadas na Laranjeiras, o campo do rival, que estava desmoralizado, pela derrota, por 3 x 0, ante o Renner – o tento cruzmaltino diante do Flu foi marcado por Amauyri.  
DETALHE - O Bangu foi o campeão, com dois pontso a mais do que o Vasco, que usou estas três escalações:
04.04.1957 - Vasco 3 X 0 Renner. Estádio: São Januário. Juiz: Aparício Viana e Silva. Renda: Cr$ 114.000,00. Gols: Sabará (2), Vavá. VASCO: Carlos Alberto, Ortunho e Viana (Henrique), Laerte, Orlando e Clever, Sabará, Livinho, Vavá (Wilson Moreira), Valter e Pinga (Lierte).
14.04.1957 - Vasco 1 X 1 Bangu. Estádio: Moça Bonita. Juiz: Guálter Gama de Castro. Gols: Sabará e Mário (Ban). VASCO: Wagner, Clever (Ortunho) e Viana, Laerte, Orlando e Coronel, Sabará, Livinho, Maneco, Vavá, Valter e Pinga.
 17.04.1957 – Vasco 1 x 3 Fluminense. Estádio: das Laranjeiras. Juiz: Frederico Lopes. Renda: Cr$ 225.206,00. Gols:: Telê, aos 40 e Marreco, aos 43 min do 1º tempo; Léo, aos 3 e Escurinho, aos  10 min do 2º tempo. VASCO: Wagner, Ortunho e Viana, Laerte, Clever e Coronel, Sabará, Marreco (Wilson Moreira), Vavá, Valter e Pinga. (recorte com foto da edição Nº 75 da Manchete Esporetiva, de 27 de abril de 1957) 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTE: JUNINHO PERNAMBUCANO, O 'REIZINHO'

Doutor em execuções penais, PhD em faltas de fora da área e em pênaltis. Assim poderia estar escrito no cartão de visitas de Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior. De quem? Do Juninho Pernambucano! Aquele meia, nascido em 30 de janeiro de 1975, na pernambucana Recife.
Do alto do seu 1,79m, Juninho faz parte de uma legião revelada pelo Sport Club Recife, que já enviou para São Januário outras feras ferozes, como Ademir Menezes, Almir Albuquerque, Vavá e Leonardo Silva. Vestido na jaqueta crazmaltina, Juninho conquistou 11 títulos de campeão": Taça Libertadores-1998; Campeonato Carioca-1998; Taça Guanabara-1998/200; Torneio Rio-São Paulo-1999; Taça Rio-1998/1999; Campeonato Brasileiro-1997; Copa João Havelange (Brasileirão)-2000; Copa Mercosul-2000e Copa do Brasil-2011. 
Depois que o Vasco contratou Juninho Giroldo, o Juninho Paulista, foi que Juninho ganhou o gentílico "Pernambucano". Juvenil do Sport, entre 1991/1993, ele tornou-se cruzmaltino, em 1995, após 24 jogos, dois gols e os títulos de campeão pernambucano e da Copa do Nordeste, em 1994, pelo "Leão da Ilha". Foi o “Reizinho da Colina” até 2001, trono conquistado por 111 jogos e 26 gols, que o levaram para um outro reinado, no Lyon, pelo qual fez 340 partidas e 100 gols, que ajudaram o clube a vencer o Campeonato Francês-2002/03/04/05/06/07/08, bem como a Supercopa da França-2002/03/04 e a Copa da França- 2008. Por tudo isso, foi eleito o maior jogador da história do clube.
Apontado pelo físico inglês Ken Bray, como o melhor cobrador de faltas da história do futebol, Juninho vestiu, também, a camisa canarinha da Seleção Brsileira, por 43 compromissos, mandando sete bolas às redes e disputando a Copa do Mundo de 2006, quando deixou uma no barbante. Em 2011, ele voltou a São Januário, após uma passagem, a partir de 2009, pelo Al-Gharafa, do Katar, que comemorou 13 gols dele, em 35 jogos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA: ROMÁRIO

Foi em 29 de janeiro de 1966 que nasceu, no Rio de Janeiro, um dos maiores goeladores cruzmaltinos, Romário de Sousa Faria. Promovido ao time principal do Vasco, pelo treinador Antônio Lopes, em 1985, ele estreou em 6 de fevereiro, em jogos oficiais, na vitória vascaína, por 3 x 0, sobre o Coritiba, pelo Campeoanto Brasileiro, entrando em campo, no segundo tempo, no lugar de Mário Tilico. Mas seu primeiro gol só foi sair em 18 de agosto, numa partida amistosa, contra um time capixabachamado Nova Venécia. O Vasco goleou, por 6 x 0, e ele balançou as redes por duas vezes.
Naquele mesmo 1985, Romário já foi o vice-artilheiro do Estadual do Rio de Janeiro. No ano seguinte, assinou o seu primeiro contrato como atleta profissional. De quebra, foi campeão da Taça Guanabara, fazendo dois gols na decisão, contra o Flamengo. E mais: terminou o Estadual como o principal artilheiro, com 20 gols, um gol a mais do que o grande ídolo vascaíno, Roberto Dinamite. Em 1986, repetiu a dose na artilharia, e liderou o ‘pelotão dos matadores’ do campeonato, com 16 tentos. Em 1987 tornou-se bicampeão estadual e marcou a sua presença na Seleção Brasileira que disputou os Jogos Olímpicos da Coreia do Sul. Voltou como o principal goleador da disputa, com seis tentos, e a medalha de prata.
O sucesso de Romário faz o holandês PSV Eindhoven, campeão da Copa dos Campeões da Europa, tirá-lo de São Januário. Mas ele sempre voltava à Colina, onde teve três passagens marcantes: de 1985 a 1988; de 1999 a 2002; de 2005 a 2006 e de 2008 a 2008 – na temporada 1993/94, quando já havia trocado o futebol holandês, pelo espanhol Barcelona, foi eleito, pela FIFA, o melhor futebolista do mundo.
Romário é segundo maior artilheiro da história cruzmaltina. Em 410 jogos, marcou 315 gols, ficando atrás só de Roberto Dinamite, que fez 698 em 1.110 partidas. Mas deixou para trás Ademir Menezes, maior ídolo da torcida vascaína – 301 gols em 429 jogos –, até surgir o Dinamite, e Pinga – primeiro a vestir a camisa 10 da Seleção Brasileira, com 232, em 466 partidas.
Em 2000, na sua segunda passagem pelo Vasco, Romário voltou a ser o artilheiro do Estadual, com 19 gols, e bateu o recorde de tentos em uma mesma temporada: 65 – a marca anterior era 61, de Roberto Dinamite, em 1981. Por causa desse seu ‘faro de gol’ foi que Romário é considerado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol como o quarto maior “matador” de campeonatos nacionais de primeira divisão, registrando 499 bolas nas redes, em 612 confrontos – Roberto Dinamite é o quinto, com 470 gols em 758 partidas – o líder só poderia ser Pelé.
Além de ter sido o principal “matador” do Estadual-RJ de 1986 (20);1987 (16) e de 2000 (19 gols), o “Baixinho” ainda foi o primeiro dos Campeonatos Brasileiros de 2000 (20), 2001 (21) e de 2005 (22 gols). Em 2000, Romário empatu na artilharia, com Dil, do Goiuás, e Magno Alves, do Fluminense, tornando-se o mais velho goleador da competição, aos 39 anos. Vale ressaltar que, naquele ano, houve promoção de times da Série B à Série A,durante o Brasileirão, beneficiando o atacante Adhemar, do São Caetano-SP, que totalizou 22 gols, dos quais 15 na série abaixo e 7 foram na elite.
Totalizando 155 gols, em 14 Brasileiros – de 1986 a 2007 –, dos quais 82 em 7 disputas com a camisas vascaína, Romário é o segundo maior goleador da disputa, com média de 11,07 gols por campeonato – o primeiro é Roberto Dinamite, com 190 gols – 181, em 19 temporadas pelo Time da Colina – , em 20 campeonatos – 1971 a 1992 –, com a média de 9,50 gols por competição, e o terceiro é outro vascaíno, Edmundo, com 153 tentos (79 vascaínos, em seis campeonatos), em 15 participações – 1992 a 2008 –, com média de 10,20 gols por campeonato.
Em 20 de maio de 2007, numa tarde de domingo, em São Januário, Romário marcou o seu milésimo gol na carreira, cobrando pênalti durante a vitória, por 3 x 1, sobre o Sport Recife. Romário disputou as Copas do Mundo-1990 e 1994, totalizando oito jogos, com 6 vitórias, 2 empates e 5 gols. No total, foram 74 jogos pela Seleção, com 49 vitórias, 16 empates, 9 derrotas e 56 gols, contra 71 seleções nacionais - 49 vitórias, 15 empates, 7 derrotas e 56 gols – e três jogos contra clubes ou combinados – 1 vitória e 2 derrotas. Pela Seleção Olímpica foram 11 jogos, com 8 vitórias, 2 empates, 2 derrota e 15 gols marcados. Pela Seleção, conquistou a Copa Stanley Rous-1987; Torneio Bicentenário da Austrália-1988; Copas América-1989 e 1997; Copa do Mundo-1994 e Copa das Confederações-1997.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CHICO

Alguns jogadores importantes aparecem com poucas atuações na campanha do título carioca cruzmaltino de 1950. Entre eles estão o ponta-esquerda Chico – fora titular da Seleção Brasileira que disputara a Copa do Mundo – o ponta–direita Tesourinha e o zagueiro Wilson.
Chico, apenas um jogo durante a campanha do titulo de 1950
Chico, campeão estadual-1945/1947/1949, a bordo do “Expresso da Vitória”, a máquina de jogar futebol, montada pelo treinador uruguaio Ondino Vieira, não foi barrado por Lima, e nem por Djayr. Motivo: um arrancamento de músculo na região inguino-crural.
O fato foi explicado pelo chefe do departamento médico vascaíno, Amilcar Giffoni, ao Nº 671 da revista Esporte Ilustrado, de 15 de fevereiro de 1951. Assim, Chico só jogou nos 6 x 0 da estreia, em 20 de agosto, contra o São Cristóvão, e na escorregada, por 0 x 1, de 8 de outubro, ante o Botafogo.    
Na mesma entrevista, Giffoni contou ao repórter Charles Guimarães que Tesourinha só entrara em sete partidas, devido  complicações resultantes de uma delicada extração de meniscos. Mais precisamente, “insuficiência dos quadrícepes”.
Depois de enfrentar São Cristóvão e Bangu,  em 27 de agosto, nas duas primeiras rodadas, Tesourinha cedeu vaga a Alfredo e só voltou ao time em 15 de outubro, nos 9 x 1 Madureira. Em seguida, esteve nos 7 x 0 Bonsucesso, na última rodada do turno, e nos dois primeiros compromissos do returno, 5 x 1 São Cristóvão e 3 x 2 Madureira. Ele  era considerado o melhor de sua posição no país e só não disputara o Mundial devido ao problema.

Amílcar Giffoni, chefe do setor médico
Com relação Wilson, campeão sul-americano de clubes-1948, e com cinco jogos no currículo, pela Seleção Brasileira, todos em 1949, sofrera fratura nos meniscos – no ano anterior, ele já havia passado por uma cirurgia. Quanto a Sampaio, um outro zagueiro, só participou dos 5 x 1 São Cristóvão, em 29 de outubro, por conta da extração de um quisto desinovial.   
 
TRABALHEIRA - De acordo com o médico Amílcar Giffoni, durante a campanha do titulo, o departamento médico vascaino fez mais de 100 chapas de pulmões, corações, ossos, etc,média superior a oito, mensalmente. Exames laboratoriais (de sangue, reações sorológicas, etc) chegaram a 70.
O setor não acompanhou só o futebol, mas, também, basquete,  vôlei, pugilismo, atletismo e natação. O remo tinha a sua base na sede da lagoa, mas os casos de radiológicos e hidroterápícos eram levados para São Januário, onde os massagistas Mário Américo e Aurelino Rodrigues também integravam o deaprtamento médico. (fotos reproduzidas de Esporte Ilustrado e Manchete Esportiva). 
esportiva).         
    

VASCODATA- FOTOS -1950

Ademir chega na bola primeiro do que Osny e marca o gol do título sobre o América
 Esta é a turma da faixa, que carregou o caneco da temporada carioca de 1950.
Barbosa, Laerte, Augusto, Ely, Danilo e Joerge (em pé, a partir da esquerda), Alfredo II, Ipojucan, Ademir, Maneca e Djayr.


O América infernizou a vida do Vasco pelo campeonato inteiro, mas, na hora de decidir, a 'Turma da Colina' foi melhor

 
Augusto, Barbosa e Laerte (em pé, da esquerda para a direita), Jorge, Danilo e Ely seguraram a barra lá atrás


Alfredo II, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Djayr, ataque arrasador que balançou a rede em 74 vezes

Esta é a turma da faixa, que carregou o caneco da temporada carioca de 1950.
Barbosa, Laerte, Augusto, Ely, Danilo e Joerge (em pé













































 

 




 



 

FOTO DO DIA - BOLA NA REDE


Se vira, Décio Esteves!A  "maricota" tá lá dentro!
 A revista carioca “Manchete Esportiva”, do empresário Adolpho Bloch, dispensava muito valor a um detalhe: fotos interessantes. Como esta em que o banguense Décio Esteves se desdobra para impedir o gol de Sabará, no empate, por 1 x 1, com o Vasco, pela Taça Renner.
O lance aconteceu no Estádio Proletário, o chamado "Moça Bonita", em 4 de abril de 1957.  Eram jogados 21 minutos do primeiro tempo, quando o atacante cruzmatiino desferiu este chute em que a bola foi flagrada, esquisitamente, aninhando-se no barbante. Na época, as traves ainda eram de madeira e quadradas e as fotos sem assinaturas – a “ME” tinha, entre os seus fotógrafos, Orlando Alli, Jankiel, Ângelo Gomes, Jader Neves e Gervásio Batista.
De acordo como “Almanaque do Bangu”, produzido pelo jornalista Carlos Molinari, os “Mulatinhos Rosados" daquela jornada foram: Ubirajara, Décio I e Darcy; Haroldo, Décio Esteves e Nílton; Calazans (Alcides), Hílton (Luís Carlos), Ubaldo, Mário e Nívio. O Vasco, informou a “Manchete Esportiva”, formou com: Wagner, Klever e Viana (Ortunho); Laerte, Orlando e Coronel: Sabará, Livinho (Amauri), Vavá, Válter e Pinga.
 O prélio foi apitado por Guálter Gama de Castro, rendeu Cr$ 250 mil e 71 cruzeiros, a moeda da época, e teve gol alvirrubro em chute de Mário, aos 30 do segundo tempo. Nesta etapa, Vavá foi expulso de campo, aos 17 minutos.





 













 

 





ANIVERSARIANTES - FAUSTO e MANECA

Neste grupo campeã carIoca-1934, Fausto é o terceiro, com a mão esquerda no ombro do mascote vascaíno
1 - Cruzmaltino entre 1929 a 1931 e  de 1936 a 1938, Fausto dos Santos foi chamado de “Maravilha Negra”, pela elegância do seu jogo. Era apoiador e líder do seu meio-de-campo, exibindo impressionantes garra e habilidade. Bola em seus pés tinha destino certo. Nada de estouros, chutões, pois chamava a “menina” de você. Era íntimo da “maricota”, que o tornou o melhor de posição, por toda as décadas-1920/1930. Tanto que foi um dos destaques da Seleção Brasileira nos dois jogos desta pela Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, perdendo da Iugoslávia, por 2 x 1, e vencendo a Bolívia, por 4 x 0.
O Vasco foi buscar Fausto no Bangu, no início de 1929. De cara, ganhou sagrou-se campeão carioca, atuando em 21 dos 23 compromissos da equipe na disputa promovida pela Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). De quebra, ajudou a ficar famosa uma chamada linha média, que todo torcedor vascaíno escalava, instantaneamente, dentro do time base: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Pascoal, Russinho, Carlos Paes, Mário Mattos e Santana.
 Dois anos depois, Fausto encantou os espanhóis, durante uma excursão vascaína à Europa – primeira de um clube carioca  e segunda de uma equipe brasileira, após o Paulistano, em 1929.  Juntamente com o goleiro Jaguaré, foi contratado pelo Barcelona, pelo qual sagrou-se campeão da Copa da Catalunha, em 1931/1932. Ficou de 1931 a 1934, quando saiu para o suíço Young Fellows, devido ao racismo dos companheiros de clube. De volta ao continente sul-americano, passou pelo uruguaio Nacional, de Montevidéu, e, pouco depois, regressou à Colina, para ganhar o seu segundo título carioca, defendendo este time-base: Rey, Domingos da Guia e Itália; Gringo, Fausto e Mola; Orlando, Almir, Gradim, Nena e D´Alessasndro.
A equipe contou, ainda, com o centroavante Leônidas da Silva, por quatro jogos, nos quais ele marou um gol – Fausto, que não marcara nenhum em 1929, não balançou as redes, também, em 1934, nos 11 dos 12 jogos da rapaziada, na temporada constante de dois campeonatos – o outro foi o da Liga Carioca de Futebol.  
 Maranhense, de Codó, Fausto nasceu em 28 de janeiro de 1905 e viveu até 28 de março de 1939, quando estava na cidade mineira de Santos Dumont. Pela Seleção Brasileira, totalizou seis partidas, com  cinco vitórias e a queda diante  dos iugoslavos (14.07), na Copa de 30. Antes, havia disputado uma partida pelo selecionado nacional (10.07.1929), vencendo o húngaro Ferecnvaros, por 2 x 0. Os serus demais compromissos pelo Brasil, além da goleada pra cima dos bolivianos (22.07.1930) foram: 3 x 2 França (01.08.1930); 4 x 1 Iugoslávia (10.08.1930) e 2 x 1 River Plate/ARG (24.02.1935).
Há uma lenda dando conta de que Fausto jogou tanta bola no Mundial do Uruguai que vários clubes estrangeiros quiseram contratá-lo. Em uma fase de comunicações intercontinentais  tão difíceis, seria pouco provável que as jogadas de Fausto chegassem ao conhecimento dos europeus, a ponto de deslumbrá-los, à distância.

2 - Manuel Marinho Alves, era o nome de Maneca, um baiano, de Salvador, nascido em 28 de janeiro de 1926. Foi vascaíno por 325 vezes, marcando 137 gols e sendo campeão carioca em 1947/49/50/52 – também, campeão brasileiro, pela seleção carioca, em 1950. Em 53, voltou ao futebol baiano, para ganhar mais um título, pelo Esporte Clube Bahia. Em 1955, estava de volta a São Januário, para ficar até o inicio de 1956.
Maneca era jogador de dar dor de cabeça aos seus treinadores. No Vasco, foi preciso arrumar-se uma nova colocação em campo para Ademir Menezes, pois ele não poderia ficar fora do time. Mesmo assim, jogando tanta bola, Flávio Costa só convocou para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo-1950, após o corte do contundido ponta-direita Tesourinha, também vascaíno – fez sete jogos pelo selecionado, com cinco vitórias, dois empates e dois gosl marcados. Não foi para a última partida, perdida, para o Uruguai, por 2 x1, dentro do Maracanã, por contusão. Mas, no mesmo 1950, sagrou-se campeão da Taça Oswaldo Cruz.
Além da tragédia nacional da perda do Mundial, dentro da casa, Maneca foi pivô de uma outra, muito pior. Sem nenhuma explicação, suiciou-se, na tarde de 28 de junho de 1961, ingerindo cianureto de mercúrio. Chegou a ser socorrido pelo porteiro do prédio e pela noiva, e levado ao Hospital Miguel Couto, onde chegou em estado gravíssimo e não resistiu. Fora uma das suas muitas crises nervosas, muito provavelmente, provocada pelas dificuldades financeiras, pois sua noiva, a aeromoça Penha Ferreira, desmentira que tivesse sido causa de uma briga entre eles, como se divulgou.
Maneca era um atacante de grande versatilidade. Um grande goleador. Jogava, também, no meio-de-campo. Quando a BahiA ficou pequena para ele, o Vasco foi buscá-lo, em 1946. Ao final da carreira, atuou pelo Bangu, em 1957. Melancolicamente, ainda defendeu o Galícia. Depois de abandonar o futebol,  trabalhou como revendedor de carros e fiscal do IAPC, um órgão público.

domingo, 27 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTES - CORONEL, MAZAROPI E PR

1 - Antônio Evanil Silva. Já ouviu falar? Não? E de Paulinho, Bellini, Orlando e  Coronel? Pois este é o próprio. Formava naquela zaga vascaína que foi uma das mais seguras do futebol brasileiro, durante a segunda metade da década-1950. Tanto que todos tornaram-se “canarinhos”. Coronel, com um Detalhe: foi o único lateral-esquerdo a jogar pelo decorrer do longo domínio absoluto de Nílton Santos, considerado o maior lateral-esquerdo da história do futebol.
Humilde, Coronel conta a sua história assim: “Questão de sorte. Sempre acontecia alguma coisa e sobrava uma vaguinha para mim. No Sul-Americano de 1959, na Argentina, o Nílton (Santos) se machucou, entrei no time e fomos à final. Já curado, ele pediu ao nosso técnico (Vicente Feola), para não me barrar. Achava que seria uma injustiça.
A seleção com Coronel titular voltou vice, com os argentinos levando o troféu. Mas, naquele ano, ele foi campeão da Taça Bernardo O´Higgins, batendo o Chile. Totalizou oito jogos canarinhos, com seis vitórias e dois empates.
LATERAL COPEIRO - Campeão carioca, em 1956 e em 1968, mesmo ano da conquista do Torneio Rio-São Paulo, Coronel carregou vários canecos para a Colina, como o do francês Torneio de Paris, derrubando o Real Madrid, então melhor time do mundo, e o espanhol Troféu Teresa Hererra, só para citar poucos. Estes foram bom momentos da carreia. A dureza? Encarar, constantemente, os melhores pontas-direitas do futebol brasileiro, os terríveis Mané Garrincha, do Botafogo, e Joel Martins, do Flamengo.  
 “O homem da patente mais alta do futebol Brasileiro!”, como gritava o locutor Waldir Amaral, pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, ganhou o apelido porque um tio o via com jeito de líder. Pegou na hora, lá em Quatis (então distrito de Barra Mansa), a sua cidadezinha do interior fluminense, onde batia as suas peladas, sem sonhar que, em 1956, estaria jogando ao lado “cobras” como Válter Marciano, Pinga e Sabará, grandes nomes da conquista do título estadual daquela temporada. 
Bom papo, Coronel conta muitas histórias, como, por exemplo, dos seus duelos contra Garrincha e das “fominhagens” de Sabará. “Devo muito ao Garrincha, por me elogiar, dizer que eu era o seu melhor marcador. O Sabará era uma figuraça. Bastava eu pega na bola, para ele gritar, do outro lado do campo: “Coró, vira o jogo!”.
CAERTIDÃO - Nascido no 27 de janeiro de 1935, Coronel teve dois filhos e três netos. Foi vascaíno entre 1952 e 1964. Depois, defendeu o Náutico-PE, em 1965, a Ferroviária de Araraquara-SP, em 1966, e encerrou a carreira pelo colombiano Unión Madallena, entre 1966 a 1971. 
Aposentado, Coronel seguiu indo a São Januário, assistir aos jogos do Vasco, “uma grande paixão, me recebeu quando eu era um garoto”, sempre fez questão de frisar.  

2 - Um dia, um sujeito meio com jeito de caipirão chegou à Colina, animadaço. Queria arrebentar na chance que teria de treinar, para ficar. Terminada a prática, o zagueiro brincalhão Hércules Brito Ruas começou a sacaneá-lo. As roupas que o carinha usava, realmente, eram pra lá de fora de moda. Um garotão simpático daqueles, alto, explodindo saúde, circulando pelo Rio de Janeiro, com aquelas indumentárias, estava mesmo pedindo para ser sacaneado. E, como mandara dizer que viera do interiozaço, o sacanão do Brito não perdoou. Colocou-lhe o apelido de Mazaropi, em alusão ao ator Amâncio Mazzaropi, que encarnava o papel do caipira no cinema brasileiro.
Geraldo Pereira de Matos Filho nem ligou para a brincadeira do ídolo cruzmaltino. Topou tudo, legal, pois o que ele queria era ficar em São Januário. E ficou, por méritos, diga-se, de passagem. Mostrou o seu veneno nos testes, comprovando o cartaz alardeado pelos amigos da mineirinha  Além Paraíba, onde estreara (no planeta), em 27 de janeiro de 1953.
Embora Moacir Barbosa, Andrada, Carlos Germano e Acácio sejam apontados como os maiores goleiros da história crzmaltina,Mazzaropi é um dos mais vitoriosos. Pra começo de conversa: entre 1977 e 1978, ele ficou 1816 minutos sem sofrer gols, o que é um  recorde mundial segundo a Federação Internacional de História do Futebol.
CARREGADOR DE FAIXAS - Enquanto esteve cruzmaltino, Mazaropi colecionou cinco títulos: da Taça Guanabara de 1976/1977; do Estadual-RJ de 1977/1982 e do Brasileirão-1974. Saiu da Colina, em 1979, e continuou ganhador de estaduais pelo Coritiba-PR, Náutico-PE e Grêmio-RS. Neste último, foram “Gauchões”, uma Taça Libertadores uma Intercontinental (1983) e uma Copa do Basil. Com tantos serviços prestados ao clube, foi eleito vereador de Portgo Alegre, pelo PMDB, em 1992, com 5.361
Campeão carioca juvenil, em 1971, quando subiu para ao time A, Mazaropi teve duas passagens por São Januário: de 1970 a 1979 e de 1980 a 1983. Ele  agarrou a chance de ser titular, em 1975, e só perdeu a vaga, em 1978, quando o Vasco contratou Emerson Leão. Um dos seus maiores momentos com a camisa 1 cruzmaltina foi na tarde do domingo 13 de junho de 1976, quando defendeu os pênaltis que deram o título da Taça Guanabara à “Turma da Colina” .
Após dois anos de fusão da Guanabara com o Rio de Janeiro, as federações de futebol dos dois antigos estados completaram o mesmo processo. E veio a Taça GB com times do interior, e final com Vasco e Flamengo igualados – 11 vitórias, dois empates e uma queda –, precisando de um jogo-extra. Nele, após 1 x 1 no tempo regulamentar e 0 x 0 na prorrogação, vieram as cobranças de pênaltis. O Fla tinha 4 x 3 a favor e só precisava da conversão de seu maior ídolo de todos os tempos, Zico, para carregar o caneco. Mas Mazaropi foi lá e catou. O Vasco igualou tudo em 4 x 4 e saiu para nova série de penais. Geraldo “Assobiador” bateu e, de novo, “Mazaropi foi buscar. Então, a “Turma da Colina” não desperdiçou a chance e matou: 5 x 4, muito graças ao heroi “Mazza”, diante de133.444 almas.
TURMA DA VITÓRIA - Treinado por Paulo Emílio, o Vasco da grande tarde de domingo de Mazaropi, teve mais: Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário e Zanata (Luís Augusto); Luis Fumanchu, Roberto Dinamite, Dé (Jair Pereira) e Luís Carlos Lemos. O gol vascaíno foi do Dinamite, aos 6 minutos do primeiro tmepo, de pênalti,e o árbitro o gaúcho Agomar Martins. Nas cobranças de penais decisivos, a marcha foi: Júnior 1 x 0; Abel perdeu; Zé Roberto 2 x 0; Gaúcho 1 x 2; Tadeu 3 x 1; Fumanchu 2 x 3; Toninho Baiano 4 x 2; Zé Mário 3 x 4; Zico perdeu; Roberto 4 x 4; Geraldo perdeu e Luís Augusto 5 x 4. (foto acima de coleção de cards e abaixo reproduzida do "Jornal dos Sports").  


3 - A linhagem dos laterais-direitos buscados pelo Vasco no Rio Grande do Sul inclui três grandes nomes: Paulinho de Almeida, Luís Carlos Winck e Paulo Roberto, este nascido em 27 de janeiro de 1963, em Viamão.
Paulo Roberto desembarcou na Colina, em 1986. Ficou até 1989, para faturar o bi estadual de 1987/1988, tempos de uma rapaziada que incluía Roberto Dinamite, Romário, Dunga, Geovani, Tita, Mauricinho e o goleirão Acácio. Ao abrir as malas, em São Januário, carregava na bagagem os títulos de campeão brasileiro-1981 (com a glória de ter feito a centrada para o artilheiro Baltazar matar no peito e botar na rede do São Paulo); da Taça Libertadores e da Taça Toyota-1983, não  reconhecido pela FIFA, mas considerado um Mundial Interclubes, por reunir os campeões europeu e sul-americano.
Saído do Vasco, Paulo Roberto seguiu campeão: em 1990, estadual-RJ, pelo Botafogo; em 91/92, da Supercopa da Libertadores, pelo Cruzeiro, pelo qual foi, também, campeão mineiro-1992 e da Copa do Brasil-1993. Passou, ainda, pelo Corinthians vice-campeão brasileiro-1994; Atlético-MG-1995; Fluminense-1996/97; Cerro Porteño-PAR-1998 e Canoas-RS- 1999. Pela Seleção Brasileira, fez sete jogos, com três empates e quatro "deixadas de vencer".
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

VASCO DAS PÁGINAS - 1958

Bellini e Sabará, bem identificados, comemoram, com Pinga, Wilson Morieira, Paulinho e Coronel, o gol de VASCO 1 x 0 FLUMINENSE,  destacado em “caixa alta” na capa da Manchete Esportiva Nº 145, de 30 de agosto de 1958. A crônica da partida está nas páginas 32 e 33, sob o título “Vasco líder com força total: 1 x 0”, enquanto a análise das atuações dos atletas veio antes, na 24/25. Elogiava Pinga, mancheteado, e usava uma foto do treinador vascaíno Gradim.
Conta o texto que o Vasco poderia ter vencido por um placar mais dilatado, por ter mostrado “um volume de jogo infinitamente maior” e por que o adversário “não criou uma única manobra inteligente”, parta chegar ao gol. Sob o intertítulo “Envolvente e Positivo”, a revista descreveu, no miolo da matéria, que Wilson Moreira e Pinga exploraram as falhas do lateral-direito e Jair Marinho, cercando-o e usando-o “como cunha para os ataques mais profundos”.
Pingas (atrás) e Wilson Moreira aprontaram pra cima dos tricolores
A justificativa aos elogios ao atacante  José Lázaro Robles, o Pinga, na manchete da página 24, estava explicada na 33: “Se... o Vasco mereceu mais gols... Pinga não merecia que qualquer outro tento fosse fazer companhia ao seu... tal o primor da manobra e da conclusão”. Relata, depois,  o repórter, em matéria não assinada: “(Pinga) deslocou-se para a direita e foi recolher a bola no meio do campo, com Rubens. Fez ‘tabelinha’, invadiu o campo tricolor, correu com Pinheiro, sofreu ‘foul’ (falta, segurando pela camisa), mas ainda, assim, encontrou ângulo para o disparo fatal, que pegou Castilho desprevenido ... aos 19 minutos do segundo tempo”.
O clássico foi apitado pro Wilson Lopes de Sousa, renda, rendeu Cr! 1 milhão, 792 mil, 476 cruzeiros (a moedas da época) e os vascaínos tiveram estas notas da ME: Pinga e Écio 9; Barbosa, Paulinho, Bellini, Orlando, Rubens e Wilson Moreira 8; Coronel, Sabará e Almir 7.                                

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTE: CARLOS ALBERTO

Edm Helsinue-1952,com Vavá (E), antes de um treino
Você conhece aquela “história” do técnico que pergunta se tem alguém na arquibancada que bate uma bolinha? Ele tinha vários craques contundidos e lhe faltava um para completar dois times. Então, um carinha levanta o dedo, se apresenta, vai lá, come a bola e é contratado, imediatamente. Vira o principal astro do time.
Não conte uma outra história dessas pra ninguém. Senão vão lhe chamar de mentiroso. Mas eu vou contar uma.
 Era 13 de fevereiro de 1952, e o glorioso Vasco da Gama encarava o Fluminense, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. Lá pelas tantas, Mister J Harrtless, o árbitro, parou a contenda, porque o time cruzmaltino ficara sem goleiro. O titular Barbosa, machucado, cedeu a sua vaga a Ernani, após o intervalo. Com 20 minutos de ação, o cara saiu de campo, também, machucado.
O quê fazer? Um cartola vascaíno foi ao serviço de autofalantes do Maracanã e pediu para anunciar. “Caso algum goleiro que treina em São Januário esteja presente ao estádio, como torcedor, por favor, apresente-se, urgente, no vestiário”. E não foi que Carlos Alberto Cavalheiro estava! Saiu correndo, trocou de roupa e foi para a pugna. Fechou o gol e o Vasco segurou o empate, por 2 x 2, diante de um ataque de feras, como Robson, Didi, Telê Santana e Orlando “Pingo de Ouro” grandes astros da décadas-1950, treinados pelo lendário Zezé Moreira.
Carlos Alberto, Paulinho, Martim Francisco, Bellini, |Laerte, Orlando, Coronel (em pé), Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga, os campeões cariocas de 1956
COMPROVANTE - A súmula está na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro-FERJ, para quem quiser consultar. Está lá na escalação do Vasco: Barbosa (Ernâni, depois Carlos Alberto), Laerte e Wilson (Clarel); Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Jansen.
Grande Carlos Alberto Martins Cavalheiro! Isto é: brigadeiro e grande benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama, do qual foi “guardavalas”, como falavam os “speakers” de antigamente, entre 1951 e 1957. Nascido, no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 19312, viveu até 29 de junho de 2012, levando para a eternidade os títulos de campeão carioca de 1956, dos Torneios de Paris e Troféu Teresa Herrera, ambos em 1957, e da Copa Rio de Janeiro de 1953.
Por ser da Aeronáutica, Carlos Alberto jogava como amador. Em 1958, foi transferido para um quartel de São Paulo, levando o Vasco a cedê-lo à Portuguesa de Desportos, pela qual jogou até os inícios da década-1960. Antes, esteve cotado para uma convocação da Seleção Brasieira, com vistas aos treinos rumo à Copa do Mundo de 1958. Não foi à Suécia, mas disputou os Jogos Pan-Americanos de 1959, nos Estados Unidos, voltando vice-campeão – em 1952, já havia participado das Olímpíadas da Finlândia, quando o Brasil participou, pela primeira vez, do torneio de futebol, voltando em quinto lugar.
Carlos Alberto foi cartola, também, em São Januário, e na então Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF, na década-1970.

 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

VASCO DAS CAPAS (E CONTRACAPAS)


A Manchete Esportiva Nº 124, de 5 de abril de 1958,  gostou tanto do “Clássico dos Milhões” do sábado 29 de março, no Maracanã, chegando de fazer capa e contracapa priorizando o assunto. “Flamengo e Vasco proporcionaram um espetáculo de raro esplendor... de renda superior a quatro milhões de cruzeiros (a maior  todos os tempos, excetuando-se a de Brasil x Uruguai que decidiu a Copa do Mundo (de 1950)...
Na capa, está o atacante Almir, que ganhou nota 7 da revista,  disputando um lance com Jordan, que chega solando. Na contracapa,  o meia Rubens se confraterniza com Zagallo, antes do duelo que valeu pelo Torneio Rio-São Paulo e terminou com placar de  1 x 1. Por sinal, Rubens marcou o tento da “Turma da Colina”, cobrando falta, as sete minutos do primeiro tempo – Luís Carlos igualou, aos 31, do jogo apitado por Walter Stefan Glanz, que  rendeu exatamente, Cr$ 4 milhões, 140 mil, 891 cruzeiros, a moeda da época.
Conta o texto da matéria que o vascaíno Écio “foi a melhor figura da cancha, anulando a ação ofensiva de Moacir e ainda encontrando tempo para municiar seu ataque. Bellini e Orlando secundaram-no muito bem”. O lateral-esquerdo Coronel foi o terceiro mais elogiado do time cruzmaltino, que formou com: Hélio (Barbosa), Paulinho de Almeida (Dario) e Bellini; Écio, Orlando e Coronel: Sabará, Almir, Vavá , Rubens e Pinga. O Flamengo teve: Fernando, Joubert e Milton Copolilo; Jadir, Dequinha e Jordan: Joel (Babá), Moacir, Henrique, Dida (Luís Carlos) e Zagallo.     
DETALHE: Após aquela partida, o Vasco sagrou-se campeão da disputa, goleando a Portuguesa de Desportos, por 5 x 1, em 6 de abril, no Pacaembu, em São Paulo. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRAGÉDIAS DA COLINA: GOL DE PLACA

Edinho: gol "a la Maradona"
Muitos tentos belíssimos foram marcados em gramados cariocas. Mas gol de placar, como o de Pelé, driblando vários jogadores do Fluminense, em 5 de março de 1961, no Maracanã, só um atleta marcou: o lateral-esquerdo Edinho. E não foi contra o Vasco!. Que tragédia para a torcida cruzmaltina! Ainda mais  jogando pelo pequeno Madureira, em uma noite quarta-feira de cinzas – 25 de fevereiro de 2004.
O Vasco poderia não ter passado por aquela, se a TV que detinha os direitos de transmissão do Estadual-RJ não exigisse um jogo para mostrar naquela noite. O Vasco vencia, por 2 x 0, e foi “emplacado”
aos 45 minutos do segundo tempo, no último lance da pugna. A bola ainda balança na rede da memória de Edinho: "Eles (vascaínos) cobraram um escanteio e eu pequei a sobra, na meia-lua da grande área. Tirei um da jogada e subiu ao ataque, pela esquerda, passando por Ygor e Rodrigo Souto. Este deve ter esperado que eu levasse a bola por um lado, mas fui para o outro. Atravessei o meio do campo, venci mais um adversário, do qual não me lembro mais, e cheguei na cara do Fábio (goleiro). Quando ele armou o bote, bati para o seu lado direito", descreve Edinho que, ao chegar ao vestiário, ouviu do presidente do seu clube, Elias Duba: "Tire uma semana de férias. Mas este gol vale muito mais do que isso".
 DISTÃNCIA DO BANCO -  Edison Carlos Felicíssimo Polidório, o Edinho, dispensou a regalia, para não perder a posição. Sabia que a glória nas canchas depende do próximo lance, do próximo cartola. Aquele gol fora como uma resposta: "Fiquei dois anos emprestado ao Vasco. Fui titular e campeão estadual, em 2003. Como não me pagavam, cobrei do Madureira. O jeito foi ir embora", recorda.
Edmundo: estrela com regalias
 Embora tenha marcado um gol de Pelé, pelo Madureira, Edinho diz que o seu tento de maior repercussão foi simples. Defendia o Vasco, em 3 x 1 sobre o mesmo “Madura”, em jogo que teve, ainda um tento com passe dele: "Daquela vez, a imprensa badalou legal, pois eu jogava por um clube grande", compara o lateral, que foi da “Turma da Colina entre 2001 a 2003.
Eurico: proibido perder do maior rival
Ao longo do tempo em que esteve vascaíno, Edinho  viu liderança em Marcelinho Carioca, Edmundo e Romário, e superhabilidade em Felipe. "O Romário era desligado, as vezes, e frio, sempre. Tivemos uma partida, contra a Ponte Preta, em que estávamos mal, com a torcida  esculhambando. Ele nem se tocava. Depois, fez dois gols, e não deu a mínima para quem aplaudiu. Aplausos e vaias lhe eram indiferentes. A gente se dava muito bem. Tínhamos os rachões entre o time dele e o do Felipe, em que eu atuava, sempre, do seu lado. Após os treinos, eu e o Russo (outro lateral) ficávamos com ele treinando finalizações. Cruzávamos bolas para tentar o gol. Em 10,  acertava oito, ou todas", assegura.
Segundo Edinho, ao contrário de Romário, o ‘Animal’ Edmundo estava sempre aceso, exercendo o seu direito de estrela. "O Vasco tinha o Seu Silveira, que pesava a turma, todos os dias. O Edmundo virava-se pra ele e indagava: 'Quem é que usa a camisa 10, a faixa de capitão, bate pênalti e toma porrada?. Eu! Então, não vou me pesar'. E não se pesava mesmo. E ficava por isso. Mas nós,  não tínhamos aquela regalia.", exemplifica.
RIVALIDADE - Edinho via o clima no vestiário, antes de um clássico contra o Flamengo, sempre tenso. Conta que o presidente vascaíno, Eurico Miranda, exigia a vitória, dizendo que perder do rival era a última coisa que o Vasco deveria viver. "Quando perdíamos, não dava pra sair de casa por uns quatro dias”, jura.
No entanto, Edinho cita como seu pior  momento vascaíno a derrota do sábado 12 de julho de 2003, por 0 x 2, ante o Paysandu-PA, pelo  Brasileirão, dentro de São Januário. “A nossa torcida chamava o técnico Antônio Lopes de burro, queria matá-lo. O jogo terminou às 18h, mas só conseguimos sair do vestiário por volta das 11 da noite, quando chegou o reforço policial. A turma barra pesada da Barreira do Vasco (região quente do Rio de Janeiro) juntou com os torcedores que estavam no estádio, para nos trucidar",  relembra. (fotos reproduzidas do Jornal de Brasília, www.gigantes dacolina.blogspot.com e de www.euricomiranda.com.br). Agradecimentos. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA: ORLANDO

Até a década de 1960, os laterais pouco apoiavam o ataque. Era o tempo dos autênticos ponteiros que exigiam eterna vigilância e marcação implacável. Diz-se que fora com Orlando, esquematizado pelo técnico Tim (Elba de Pádua Lima), no Coritiba, nos inícios da década-1970, que começara a onda daqueles pregados defensores se mandarem para o ataque, a fim de cruzarem bolas para o meio da área.
Verdade, ou não, o certo é que Orlando foi um dos principais laterais-atacantes do futebol brasileiro setentista, tendo o seu sucesso no futebol paranaense o levado para o América-RJ, onde o Vasco foi buscá-lo, para ser um dos seus grandes nomes do time campeão estadual de 1977. Antes daquilo tudo, em início de carreira, quando pintou como substituto para Carlos Alberto Torres, no Santos, ele já havia jogado com mestres como Pelé, Clodoaldo, Edu (Jonas Eduardo Américo), Afonsinho, Alcindo (Martha Freitas), Oberdan, Vicente e Negreiros, os cobras do  no Santos, do qual foi cria das bases.   
PELAS PONTAS - Registrado por Orlando Pereira, o lateral começou como ponta-direita. Nascido em 22 de janeiro de 1949, em Santos, viveu até 4 de setembro de 1999. O seu primeiro grande momento no futebol carioca foi na decisão da Taça Guanabara de 1974, quando marcou o gol do título do América, cobrando falta, contra o Fluminense. Em São Januário, chegou em 1976 e foi apelidado, pelos locutores esportivos, de “Canhão da Colina", por ter um chute muito forte, como ele, que era alto e valente, a ponto de enfiar o pé no peito do uruguaio Ramirez, quando este saiu correndo atrás de Rivellino, no Maracanã, em um jogo entre as seleções brasileira e a “Celeste”. O episódio valeu-lhe o apelido de “Lelé” e pegou mal. Acabou com a sua história canarinha. Em uma outra partida, Orlando fez o ponteiro-esquerdo rubro-negro Júlio César “Uri Geller” jogar recuado, com medo dos seus gritos, conforme contaram os repórteres de rádio da época.  Por coisas assim, naquele mesmo 1977, quando o Vasco tinhauma defensiva apelidada por "Barreira do Inferno", ele era um dos esteios.
HISTÓRIA DE AMOR – Orlando conquistou, pra valer, a torcida vascaína no dia 3 de dezembro de 1976. Pela primeira vez, enfrentava o Flamengo, com a jaqueta da “Turma da Colina”. Na etapa inicial, o maior rival saltou na frente. No segundo, Orlando bateu na rede e o Vasco virou o placar: 3 x 2.
 Sempre apoiando o ataque e batendo forte, Orlando foi peça importantíssima no esquema tático do “titio” Fantoni. Atuou em todas as partidas das conquista do título estadual de 1977. Por sinal, Roberto Dinamite, o principal artilheiro cruzmaltino da temporada, dos 44 gols marcados em todas os compromissos do ano, agradeceu muitos deles ao seu lateral, graças aos seus cruzamentos fatais. Foi por causa daquilo que o  treinador Cláudio Coutinho, do Flamengo, em um “Clássico dos Milhões”, chamou o seu lateral-direito, Toninho Baiano, que também sabia apoiar, e ordenou-lhe marcar Orlando, não deixá-lo cruzar. Que esquecesse o mais.
Orlando ’Lelé’ Perreira foi vascaíno até 1981, quando transferiu-se para a italiana Udinese. Em seus últimos Vascos, atuou como zagueiro de área, mas a formação que lhe fez chegar à Seleção Brasileira foi: Mazaroppi; Orlando, Abel Braga, Geraldo e Marco Antonio ‘Tri’; Zé Mário, Carlos Alberto Zanata e Dirceuzinho Guimarães; Wilsinho, Roberto Dinamite e Ramon Pernambucano.
Orlando atacava, cruzava, na medida, e Roberto Dinamite saía para o abraço. No Vasco de 1977, era assim. 
Como vascaíno, pela equipe canarinha, Orlando disputou 10 partidas, com nove vitórias e um empate. Conquistou as Copas Rio Branco e Roca, a Taça do Atlântico e o Torneio do Bicentenário dos Estados Unidos, tudo isso em 1976. Seus jogos foram: 28.04.1976 – Brasil 2 x 1 Uruguai; 19.05.1976 – Brasil 2 x 0 Argentina; 23.05.1976 – Brasil 1 x 0 Inglaterra; 28.05.1976 – Brasil 2 x 0 Seleção da Liga Norte-Americana de Soccer (NASL-EUA); 31.05.1976 – Brasil 4 x 1 Itália; 06.06.1976 – Brasil 4 x 3 Universidad de México; 05.06.1977 – Brasil 4 x 2 Seleção do Rio de Janeiro; 19.06.1977 – Brasil 3 x 1 Polônia; 30.06.1977 – Brasil 2 x 2 França; 12.10.1977 – Brasil 3 x 0 Milan-ITA.        
TREINADOR – Em 1989, o Gama contratou Orlando para treinar o seu time. Vendo que o futebol candango era muito fraco, ele decidiu voltar a jogar, atuando no meio-de-campo, para orientar melhor os seus atletas. Terminou campeão candango, quebrando um jejum, de 10 anos sem títulos estaduais do clube. Em 1992, conseguiu maior projeção, levando o interiorano Goiatuba ao título do futebol goiano. Lá, ganhou novo apelido, “Amarelo”, e abriu caminho para chegar ao Goiás e, um dia, treinar, por pouco tempo, o Santos e o Vasco.
Na Colina, estes foram os jogos de Orlando Pereira como treinador, todos pelo Estadual, sendo dois em casa, três fora e um no Maracanã:  11.01.1989 – Vasco 1 x 0 Volta Redonda; 19.02.1989 – Vasco 2 x 0 Cabofriense; 26.02.1989 – Vasco 2 x 1 Porto Alegre; 05.03.1989 – Vasco 0 x 0 Olaria; 12.03.1989 – Vasco 0 x 0 Botafogo; 19.03.1989 – Vasco 1 x 1 Nova Cidade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1969


Da esquerda para a direita, em pé: Valdir Apple, Brito, Moacir, Benetti, Eberval e Ferreira. Agachados, na mesma ordem: Nado, Alcir, Valfrido", Bianchini e Danilo Menezes. A temporada-1969 não foi a que a torcida vascaína sonhou. Por exemplo, durante a disputa da Taça Guanabara, a rapaziada só venceu o fraco Campo Grande (29.06 - 1 x 0) e, surpreendentemente, o  Botafogo (06.07 - 3 x 0). No mais, empatou com Bangu (12.07 - 0 x 0) e Fluminense (20.07 - 0 x 0) e perdeu de América (17.07  - 0 x 1), Bonsucesso (26.07) e Flamengo (05.08 - 1 x 2).
Pelo Campeonato  Carioca, o Vasco terminou em quarto lugar, com 22 pontos, seis a manos do que o campeão. Em 18 partidas, venceu 8, empatou 6 e perdeu 4, marcando  29 e sofrendo 15 gols. O desempenho foi pior pela disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, embrião do atual Brasileiro. Somou, apenas, 8 pontos, em 16 jogos, isto é, duas vitórias, 4 empates e 10 derrotas, marcando 13 e sofrendo 23 gols. Uma temporada para ser esquecida.

domingo, 20 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA: ACÁCIO

Acácio foi o destaque da capa do Placar Nº 940, em 1988
Se havia um cara que tinha tudo para dar errado, este era Acácio Cordeiro Barreto. Quando garoto, vivia travadão. Não tinha jeito nem pra namorar. Aos 14 anos, precisou trabalhar, pra ajudar nas despesas da casa. Arrumou um emprego esquisito: carregar trouxas de roupas para a lavadeira do seu bairro, em Campos-RJ – nasceu lá, 20 de janeiro de 1959. Nas peladas, Acácio execrava ser goleiro. Queria faze gols.  Mas tinhas pernas grandes demais e se enrolava com a bola.  Como cresceu muito e atingiu 1m89 de altura, a rapaziada o convenceu a evitar gols, em vez de tentar marcá-los. Aos 17 anos, fez um teste e foi aprovado no Rio Branco, o time de sua terra que revelou Valdir Pereira da Silva,  o meia bicampeão mundial Didi – atualmente, está na segunda divisão do Campeonato Estadual-RJ.
Quando o Rio Branco o emprestou, ao Comercial, de Campo Grande, após voltar do futebol de Mato Grosso do Sul, Acácio não viu muito futuro rolando, não. Então, decidiu parar com aquela história de camisa 1. Foi aprovado em um vestibular para Direito. Quem não gostou nada daquilo foi o seu amigo Ronaldo Bastos, para quem ele era o melhor goleiro do planeta. E encheu-lhe tanto o saco, até levá-lo para seu time, o Serrano, de Petrópolis. Acácio só topou porque era um sonho do seu pai vê-lo com a camisa do Vasco. Era o seu destino. O “Almirante” foi atrás dele, após  fechar o gol em uma vitória do Serrano sobre o Flamengo.                                                                                       
   A história, pra valer, de Acácio, no Vasco, começa quando o técnico Antônio Lopes barrou cinco titulares, para a final do Estadual de 1982. Entrou na vaga de Mazzaropi e fez o nome, pegando um chute, de Zico, à queima roupa. Segurou o caneco. Depois, voltou a carregar a taça dos Estaduais de 1987/1988. Em 1989, conquistou o Brasileirão. De quebra,  tem o tri do Troféu Ramon de Carranza-1977/78/79.                                                                                                                                                 Tranquilão debaixo das traves, ágil e muito seguro, Acácio era grande pegador de pênaltis. Só ia na bola depois do cara bater. Chegou a passar 879 minutos invicto, em 1988.  Natural que chegasse à Seleção Brasileira, pela qual fez sete jogos. Era o goleiro predileto do treinador Sebastião Lazaroni, para a Copa do Mundo de 1990. Na Itália. Só perdeu a vaga, para Taffarel, porque, em um amistoso, o Brasil perdeu, da Dinamarca, por 4 x 0, em 19 de junho de 1989, pelo Torneio do Centenário da Federação Dinamarquesa de Futebol. Aí, Lazaroni não segurou as pressões para tocar o camisa 1.    Em 1990, como o time canarinho foi eliminado da Copa do Mundo, ainda na primeira fase, o que não ocorria desde 1966, Acácio perdeu prestígio, por tabela. Em 1991,  o Vasco o negociou, com o português Tirsense, encerrando-lhe uma história cruzmaltina, de nove temporadas Na volta ao a Brasil, encerrou a carreira defendendo o Madureira, em 1995. Atualmente, está na comissão técnica do Americano, de Campos. Já esteve na do Vasco, entre 2010 e 2011.
Foram estes os jogo de Acácio pela Seleção Brasileira: 15.03.1989 - 1 x 0 Equador; 29.03.1989 - 3 x 1 Al Ahli; 12.04.1989 - 2 x 0 Paraguai; 10.05.1989 - 4 x 1 Peru; 08.06.1989 - 4 x 0 Portugal; 16.06.1989 - 1 x 2 Suécia; 19.06.1989 0 x 4 Dinamarca.