Vasco

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

ESQUADRAS DO ALMIRANTE - 1988

O número 956, de 30 de setembro de 1988, da revista "Placar" brindou o Vasco com a sua contracapa, publicando esta foto do time que disputava a Copa União (*). Até ali, nada de mais. Era costume do semanário da Editora Abril publicar “posters” de times posados, em sua página central e na contracapa. Só que, daquela vez, havia um grande motivo.
Era 25 de setembro daquele 1988 e o Vasco matara dois periquitos, com a mesma pancada. Batendo no Palmeiras, 3 x 2, no Morumbi, acabara com a história, de 17 anos, sem vencê-lo, e de 24, sem coloca-lo na gaiola, em terras paulistanas. Depois de 7 de setembro de 1971, quando o vencera, por 1 x 0, no Maracanã, houve uma paradinha nas vitórias, até 7 de outubro de 1987. Foram quatro quedas, todas por 1 x 0, e seis empates, quatro por 0 x 0, além de 2 x 2 e 1 x 1.
O time do “quebra-quebra” foi às redes levado por Roberto Dinamite, aos 35 minutos do 1º tempo; Gaúcho, aos 51 segundos, e Vivinho, aos 15 minutos da etapa final. Carlos Alberto Zanata era o treinador. O time? Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Marco Aurélio e Lira; Zé do Carmo, França, Ernâni e Bismarck; Vivinho e Roberto Dinamite (Sorato). Luís Cunha Martins (RS) apitou, o público atingiu 16.957 e a renda Cz$ 10.milhões, 804 mil e 500 cruzados (moeda vigente).
Pela ordem da foto, de Ari Gomes, e que não é a do time quebrador de dois tabus, estão, em pé, a partir da esquerda: Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo, Zé do Carmo, Mazinho e Acácio; agachados, na mesma ordem: Vivinho, Roberto Dinamite, França, Bismarck e William. Detalhe: no dia em que a foto acima foi batida, os “Meninos da Colina” haviam vencido o Flamengo, por 1 x 0, com gol de Sorato, aos 17 minutos do segundo tempo, jogando com: Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo Siqueira e Mazinho; Zé do Carmo, França e Bismarck; Vivinho, Roberto Dinamite (Sorato) e William. Renda: Cz$ 16.736.600,00. Público de 30.323. Juiz: Romualdo Arppi Filho-SP.

CALENDÁRIO DA COLINA - 31 DE JULHO


Em 31 de julho de 1937, o Vasco disputou, com o América, o jogo que ficou conhecido por "Clássico da Paz”. Nem, tanto! No placar, bagunça cruzmaltina nas redes: 3 x 2. Mas esta

O zagueiro Itália
 história começa em 19 de julho do mesmo ano, quando os presidentes vascaíno Pedro Pereira Novaes e o americano Pedro Magalhães Correia reuniram-se, secretamente, na Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, para criar uma estratégia pacificadora do futebol carioca, que vivia com duas entidades, a Liga Carioca de Futebol e a Federação Metropolitana de Desportos. Do encontro saiu uma proposta aceita pelos outros 10 membros das duas “brigonas”.
A comemoração do novo momento deu-se 12 dias depois, com um amistoso Vasco x América, em disputa da Taça Pinto Bastos e do "Bronze da Vitória", este oferecido pela revista “O Cruzeiro” – o Vasco ficou com a posse definitiva de ambos.

VASCO 3 x 2 AMÉRICA  rolou em São Januário, apitado por Sanchez Diaz e assistido por 25 mil pagantes. Lindo (2) e Raul marcáramos gols dos cruzmaltinos, treinados pelo uruguaio Carlos Scarone, que mandou a campo: Joel, Poroto e Itália (foto abaixo); Oscarino (Rainha), Zarzur e Calocero; Lindo, Kuko, Raul, Feitiço e Luna (Orlando).

Batidas fortes sobre o "Cantusca", mineiros , "hermanos" banguenses e baianos foram outras maldades  impiedosíssimas do "Almirante" em outros 31 de julho. Seguramente, uma data para se lembrar, sempre que possível. Vejamos as pancadarias ( nas redes, é claro):.

  
VASCO 5 X 1 HURACAN foi em São Januário, em 1930, quando o inglês Harry Welfare era o treinador da "Turma da Colina". A moçada goleou, em uma quinta-feira, com Mattos (2), Paes, Russinho e Fausto mandando os petelecos nas redes argentinas. Depois daquilo, em 02.02. 1936, o Vasco voltou a bater neles: 4 x 3.

VASCO 5 X 2 BANGU era uma prova de que os vascaínos não perdiam tempo em São Januário. Eles chegaram a abrir três gols de frente, com Gringo, Orlando e Mário Mattos comparecendo ao filó, no primeiro tempo. Na etapa final, Gringo e Mário Mattos bisarem seus feitos, que valeram pelo Campeonato Carioca-1932, em um domingo, apitada por Antônio Affonso. Por aquela época, o time vascaíno seguia treinado por Harry Welfare e tinha por base: Marques (Valdemar), Lino e Itália; Tinoco, Jucá (Henrique) e Mola (Gringo); Bahiano (Pascoal), Russinho, Badu (Galego), Mário Mattos e Santana.

VASCO 6 X 0 CANTO DO RIO rolou em um domingo, em São Januário, pelo Campeonato Carioca-1949. Ademir Menezes (2), Heleno de Freitas (2), Nestor e Chico marcaram os gols do time do técnico Flávio Costa, que tinha Barbosa, Augusto e Sampaio; Ely, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Heleno, Ademir e Chico.

VASCO 3 X 0 ITABUNA, em 1988,  foi daqueles caça-níqueis da série “amistosos bregas”. Teve só 1.127 almas penando para ver o time baiano apanhar, na cidade de Cruz das Almas, desde o primeiro minuto da refrega, quando Da Costa abriu os trabalhos. Aos 28, da mesma etapa, Roberto Dinamite explodiu o dele nas redes, para Sorato completar a breguice, aos 33 minutos da chamada etapa complementar. O meio-campista vascaíno do time campeão brasileiro-1994, Carlos Alberto Zanata, era o treinador e sua patota naquele “brega day” foi: Acácio (Régis); Paulo Roberto (Cocada), Donato, Célio Silva e Lira; Zé do Carmo, Josenílton e Osvaldo; Vivinho, Roberto Dinamite (Sorato) e Bismarck.

VASCO 6 x 1 ATLÉTICO-MG, também, foi em São Januário, em uma quinta-feira, valendo pela 16º rodada do Campeonato Brasileiro-2008 e assistido por 78.020 pagantes. Jailson Macêdo Freitas-BA apitou e o desfile de gols vascaínos foi assim: Edmundo, aos 13; Eduardo Luiz, aos 25, e Madson, aos 34 minutos do primeiro tempo; Wagner Diniz, aos 2; Leandro Amaral, aos 7, e Wagner Diniz, aos 16 minutos da etapa final. A rapaziada era treinado por Antônio Lopes e jogou com: Roberto: Eduardo Luiz, Jorge Luiz (Anderson), Victor e Wagner Diniz; Souza, Byro (Marcus Vinicius), Madson e Edu Pina; Edmundo (Alex Teixeira) e Leandro Amaral.
(Foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.  

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 30 DE JULHO

Goiás, em 1997,  São Caetano, em 2005, Cruzeiro, em 2006, e o belga Mechelen, em 1995, estão no caderninho vascaíno dos 30 de julho. Com menos prejuízo, uma rapaziada portuguesa. O que a rapaziada fez com eles é o que vamos ver, agora:

VASCO 1 X 1 VITÓRIA-POR - O "Almirante" ancorou a sua esquadra em Lisboa, no 30 de julho de 1931, quando excursionava pelos gramados portugueses. Naquele dia,  ficou igualado,  amistosamente, aos gajos da capital lusitana, no campo das Amoreiras. Carvalho Leite marcou o gol cruzmaltino e o técnico Harry Welfare escalou: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahianinho, Nilo, Russinho, Carvalho Leite e Mário Matos. Aquele foi o penúltimo amistoso do giro que começara por gramados espanhóis, com vitórias sobre o Barcelona, por 2 x 1, e o Celta, por 7 x 1. Em Portugal, antes do empate com o Vitória, os vascaínos já haviam goleado o Benfica (5 x 0); o Combinado Varzim/Boavista (9 x 2) e o Ovarense (6 x 2). Pegaram mais leve só com o Combinado de Lisboa (4 x 2) e o Porto (3 x 1).


Juninho Pernambucano
VASCO 3 X 1  MECHELEN - Em 1995, a "Turma da Colina" foi conferir como  andava a "glasnost" russa. Verificação feita, aproveitou a data para vencer um time da Bélgica, no Estádio Vladikavkaz, pela Copa Presidente da Rússia. Leonardo, aos 15 e aos 25 minutos do segundo tempo, e Richardson, aos 30, da mesma etapa, levantaram a plateia das arquibancadas, no único jogo entre os dois clubes – no dia anterior, o Vasco empatara, por 0 x 0, com o espanhol Atlético de Madrid.
Leonardo
Jair Pereira, meia vascaíno na década-1970, era o treinador da patota, que era: Carlos Germano; Pimentel, Ricardo Rocha, Tinho (Leonardo Siqueira) e Bruno Carvalho (Cláudio Gomes); Cristiano, Sidney e Juninho Pernambucano (Richardson); Valdir 'Bigode' (Brener), Clóvis e Leonardo (foto à esquerda).
O CARA - Leonardo Pereira da Silva, um piauiense, nascido em Picos, 13 de juho de 1974, com seus dois gols foi o nome do jogo. Por causa dele, que infernizava a vida dos goleiros, com a camisa do Sport Recife, o Vasco levou junto Juninho Pernambucano (foto acima à direita), que virou o "Reizinho da Colina" – Leonardo só durou 26 jogos, deixando de história nove bolas nas redes.
(fotos reproduzidas de supervasco.com)


VASCO 2 X 0 GOIÁS - Era uma quarta-feira e os esmeraldinos goianos foram a São Januário desafiar a rapaziada, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro. No jogo apitado por Luciano Almeida-DF, Evair, aos 46 minutos do primeiro tempo e aos 43 do segundo, marcou os tentos do time do técnico Antônio Lopes, que alinhou: Márcio; Maricá, Mauro Galvão, Alex Pinho e Felipe; Luisinho (Nasa), Válber e Ramon (Mauricinho); Pedrinho, Edmundo (Brener) e Evair.

VASCO 3 X 2 SÃO CAETANO - valeu pela 16º rodada do primeiro turno do Brasileirão, em um sábado. Alício Pena Júnior-MG apitou, o público foi de 14.564 pagantes, a renda de R$ 147.115,00 e os gols vascaínos marcados por Abedi, aos 31; Fernandinho, aos 33, e Alex Dias, aos 45, todos do segundo tempo. O gaúch Renato Portaluppi era o teinaor dessa moçada: Roberto; Claudemir, Ciro, Eder (Anderson) e Diego; Ives, Ygor, Júnior (Fernandinho) e Morais (Abedi); Alex Dias e Romário.

VASCO 1 X 0 CRUZEIRO - Jogo dominical, perante público de 2.794 pagantes, com renda de R$ 25.410,00 e apito de Evandro Rogério Roman-PR. Ramon, aos 5 minutos do segundo tempo fez o gol. Renato Gaúcho ainda era o treinador e escalou: Cássio; Wagner Diniz (Claudemir), Jorge Luiz, Eder e Diego; Andrade, Ygor, Morais e Ramon (Ernane): Faioli (Fábio Júnior) e Edílson.

VASCODATA: 30.07.1931 – Vasco 1 x 1 Vitória de Lisboa-POR;  30.07.1978 – Vasco 1 x 1 Grêmio; 30.07.1997 – Vasco 2 x 0 Goiás; 30.07.2005 – Vasco 3 x 2 São Caetano-SP; 30.07.2006 – Vasco 1 x 0 Cruzeiro.

VASCO DAS DAS PÁGINAS - FÁBRICA DE CRAQUES

Pelo que dizem os números, em 92 anos de campeonatos juvenis (com alguns recessos e júnior, a partir de 1980), o Vasco não ligava muito, antigamente, para a categoria. Se o primeiro “Carioquinha” foi de 1920, uma taça só foi chegar à Colina em 1944. Depois, levou dez anos o desembarque da segunda. Em1969, quando pintou o terceiro caneco, o discurso do diretor do setor, Adriano Lamosa, era o de que se investiria na garotada. “Organizaremos uma escola modelo para os meninos que queiram jogar futebol”, declarou ele, à “Revista do Esporte” Nº 533, de 24 de maio daquele “meia-nove”, acrescentando que a faixa etária alvo seria dos 14 aos 16 anos, entregue aos professores Evaristo, Carlos Alberto e Célio de Barros – os infantos estavam a cargo de Célio de Sousa, um idealista das escolinhas.
O presidente vascaíno da época, Reinaldo Reis, também, prometeu apoiar o projeto, pela mesma revista: “O Vasco é um grande clube que não pode ficar alheio ao trabalho de renovação de valores”. De sua parte, Evaristo, que vinha sendo supervisor, afirmava: “Será uma escolinha bem diferente dessas que criaram por aí”.
Parecia que a proposta decolaria. Em 71, taça em São Januário. Mas só dez anos depois rolou a seguinte –as demais em 1982/84/91/92/95/2001/2010. Mesmo assim, vários grandes jogadores foram revelados nas divisões de base, como Felipe, Pedrinho, Mazinho, Edmundo, Romário, Carlos Germano e Phillipe Coutinho, entre outros. Na ponta do lápis, o Vasco sempre foi mais comprador do que revelador.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - ROMAED

29 de março de 2000 - Romário provoca Edmundo, chamando-o de bobo ("Agora, a corte está completa. Tem o bobo (Edmundo), o príncipe (Romário) e o rei (Eurico Miranda, presidente"), após Vasco 4 x 1 Olaria, na Rua Bariri, com três gols dele e um do ‘Animal’. Depois daquilo, em 23 de abril, o “Baixinho” voltou a marcar mais três, nos 5 x 1 da final da Taça Guanabara, sobre o Flamengo. Pelo Torneio Rio-São Paulo, Edmundo recusou-se a enfrentar o Palmeiras, porque a faixa de capitão fora entregue a Romário. "É como se eu fosse um jornalista importante que, depois de ficar três dias parado, voltasse à empresa como office-boy", comparou, exigindo ser o capitão do time.
CHOQUE DE ESTRELAS NA COLINA. AINDA BEM! NÃO FOI DE ASTEROIDES.

 Ano 2000 - Edmundo é eleito em uma votação da revista “Placar” o jogador mais odiado do Brasil. Provocava os adversários, com frases assim: "Seu salário não paga o meu cafezinho". Desgastados com Edmundo, os vascaínos o emprestaram ao Santos, que o devolveu, pouco tempo depois, por reclamar, publicamente, dos atrasos salariais. Então, foi emprestado ao italiano Napoli, que terminaria rebaixado naquela temporada. Cansado de ser emprestado, Edmundo recorreu à Justiça Desportiva e livrou-se do Vasco.
POR ALGUM TEMPO. DEPOIS DA BRONCA, FEZ ATÉ JOGO DE DESPEDIDA

8 de fevereiro de 1969 - Tendo o ex-atacante Pinga (José Lázaro Robles) por treinador e Carlos Alberto Parreira por preparador físico, o Vasco foi à venezuelana Copa Carnaval, em Caracas. Diante  do Dínamo Moscou, que mandou-lhe 2 x 0,  a grande atração era o goleiro, Lev Yachin, o “Aranha Negra”. Para homenageá-lo, o camisa 1 cruzmaltino, Valdir Apple, trocou a sua costumeira camisa cinza,  por uma preta, com a cruz de malta bordada no peito esquerdo – durante a excursão, a rapaziada usava calça cinza clara, paletó azul marinho, camisa branca e gravata de seda listrada de vermelho e pretas. Feitas as apresentações dos atletas à torcida, Valdir levou a Yachin uma flâmula do Vasco e disse-lhe, em inglês: “Hi! It is a great honor to know you. I would like to want you a good game”. Surpreendentemente, o Aranha teria respondido, em português: “O prazer é todo meu. Gosto muito do futebol brasileiro. Boa sorte!”. LENDAÇA!

25 de maio de 1963 - Amistoso, em, um sábado, contra a Seleção da Nigéria. A “Turma da Colina” esteve impiedosa: mandou 6 x 0, com quatro gols de Saulzinho e dois de Ronaldo. Quatro dias depois, numa quarta-feira, os dois times voltaram a se encarar, e a rapaziada foi menos cruel: só 2 x 1.
O ALMIRANTE VASCO DA GAMA TAMBÉM ERA CRUEL E MUITO  IMPIEDOSO.

CALENDÁRIO DA COLINA - 29 DE JULHO

O 29 de julho é data nota 10, em São Januário. Tem duas vitórias sobre um dos grandes rivais, mais três "tapas" em outros três có-irmãos, além de conquista de título (o mais importante) e goleada. Conferindo!

VASCO  2 X 1 FLUMINENSE - Fez parte da corrida em buscas do título estadual de 1923, durante a primeira temporada da rapaziada na elite do futebol carioca.

 VASCO 1 X 0 FLUMINENSE - Uma tijolada. Malmente o árbitro Carlos ‘Tijolo’ de Oliveira Monteiro mandou a  rapaziada correr atrás das “maricota”, com 30 segundos,  a “Turma da Colina” já foi executando o Fluminense. Quem avisou que levaria a taça foi Nena, que estava em casa. Ou São Januário  não era o melhor local para o Vasco conquistar  o seu primeiro título na era do futebol profissional no Rio de Janeiro? Assim, o 29 de julho de 1934 entra com destaque no calendário cruzmaltino.
No ano do quarto título carioca da moçada – os outros haviam sido em 1923/24/29 –, o time vascaíno era treinado pelo inglês Harry Welfare e enfrentou os os tricolores com: Rey, Domingos da Guia e Itália; Gringo (Calocero), Fausto e Mola; Orlando, Almir, Gradim (Lamanna), Nena e D'Alessandro. Aquela fora a segunda vez em que o Flu era batido em um 29 de julho. Pelo returno do Estadual-1923, ano em que o caneco fora carregado também, para a Colina, o Vasco vencera, por 2 x 1, com gols de Pires e Negrito, na casa tricolor, contando com: Nélson, Leitão e Miongote; Nicolino, Claudionor e Artur; Pascoal, Torterolli Arlindo, Cecy e Negrito.
CAMPANHA - Para carregar a taça de 1934, o Vasco disputou 12 jogos. Venceu oito, empatou dois e escorregou só duas vezes. Marcou 28 e levou 16 gols. Gradim fez 9, Nena 6, Orlando 4, D´Alessandro e Almir 3 (cada um), Russinho 2 e Lamanna. O time jogou em sete ocasiões em São Januário, que era o principal estádio do país, duas na tricolor Laranjeiras e uma em Figueira de Mello, o terreiro do São Cristóvão. O título vascaíno foi conquistado pela Liga Carioca de Futebol, que reunia adeptos do profissionalismo, os mais fortes. Do lado dos amadores, na Associação Metropolitana de Esportes Athléticos, estava o Botafogo e uma patota fracota que não tinham como lhe segurar, isto é, Brasil, Cocotá, Confiança, Engenho de Dentro, River, Mavilis, Olaria, Portuguesa e Andaraí, sendo que os cinco primeiros “pularam fora enquanto corria a barca”. (Foto rara reproduzida dos arquivos do pesquisador Mauro Prais e de NetVasco). Agradecimentos.


FERAS DA COLINA - Na "Turma da Colina" campeão carioca-1934, embora Gradim (Francisco de Sousa Ferreira) tenha sido o principal artilheiro, destacava-se o zagueiro Domingos da Guia, que atuou em todas as partidas. Além dele, fez parte da campanha o centroavante Leônidas da Silva, que atuou em quatro – 2 x 1 América; 2 x 0 Bangu; 2 x 0 Bonsucesso e 0 x 1 São Cristóvão.
 Foi durante aquele campeonato que surgiram as primeiras transmissões radiofônicas. O Vasco mostrou-se tão superior aos adversários que levou a taça para a Colina com duas rodadas de antecedência. Mais? Saiu da disputa com quatro pontos à frente do segundo colocado, o São Cristóvão; a sete do Fluminense e a oito do Flamengo.

CAMPANHA – 01.04.1934 - Vasco 2 x 1 América; 08.04 - Vasco 2 x 0 Bangu; 12.04 - Vasco 2 x 0 Bonsucesso; 22.04 - Vasco 0 x 1 São Cristóvão; 01.05 - Vasco 5 x 2 Flamengo; 06.05 - Fluminense 1 x 2 Vasco; 27.05 - América 2 x 2 Vasco; 06.06 - Bonsucesso 3 x 4 Vasco; 24.06 - Bangu 2 x 5 Vasco; 01.07 - São Cristóvão 1 x 1 Vasco; 22. 07 - Flamengo 3 x 2 Vasco; 29.07 - Vasco 1 x 0 Fluminense. 

TRIVELEIROS - Os boleiros chamam de “trivela” a batida na bola com três dedos. Os vascaínos já fizeram vários gols assim. Levando-se o neologismo para os números, nos 29 de julho, temos uma trivela no placar, diante de times de três estados. É o que vamos trivelar, agora.
 VASCO 3 X 2 AMÉRICA-RJ – Valeu  pelo Campeonato Carioca-1944. Jogado em São Januário, a galera cruzmaltina comemorou, com Isaías (2) e Lelé tocando fogo no “Diabo”. E eles não fizeram mais do que a  obrigação, já que eram “matadores infernais”. Apitado por Antônio Rocha Dias, a refrega teve anfitriões treinados por Ondino Vieira, sendo eles: Roberto, Rubens e Rafagnelli; Alfredo, Dino e Argemiro; Cordeiro, Lelé, Isaías, Ademir Menezes e Djalma. Aquele fora o “Jogo 63” entre os dois rivais, por várias competições, desde 13.05.1923, quando se viram no estádio da Rua Campos Salles, a “Casa do Diabo”, onde a “Turma da Colina” apagou o fogo rubro, com 1 x 0. Por Cariocas, era o “Duelo Calibre 42”. Vasco e América não se pegam desde 12 de fevereiro de 2011, quando a moçada de São Januário mandou 9 x 0, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.  Foi a maior maldade conta o “Diabo”, desde os 8 x 2 de 14 de agosto de 1949.

VASCO 1 x 0 SÃO CRISTÓVÃO - Tostão, maior artilheiro da história do mineiro Cruzeiro Esporte Clube, com 245 tentos,  marcou o seu primeiro gol cruzmaltino, em 29 de julho 1972, neste jogo contra o "Santo". Valeu  pela primeira rodada do terceiro turno do Campeonato Carioca, em um sábado, no Maracanã, com arbitragem de José Aldo Pereira. A turma vascaína do Eduardo Gonçalves de Andrade era treinada por Mário Travaglni, foi essta: Andrada; Paulo César, Miguel, Moisés e Eberval; Alcir e Buglê (Suingue); Jorginho Carvoeiro, Tostão (Jaílson)Silva)e Ademir. O jogo fez parte de uma rodada dupla, com Flamengo x Bonsucesso, depois.
Tostão custara R$ 3,5 milhões de cruzeiros, preço recorde na época. Estreou nos 2 x 2 Flamengo, em 7 de maio, pelo Campeonato Carioca, e fez 45 jogos e seis gols, o último em 27 de fevereiro de 1973, amistosamente, contra o Argentino Juniors. Pouco depois, ele voltou a Houston-EUA, para ser examinado pelo médico Roberto Abdalla Moura, que operara o seu olho esquerdo, o que sofrera um deslocamento de retina, em 1969. Recomendado a parar com o futebol, teve o seu contrato cancelado, em 17 de maio de 1974, gerando uma briga jurídica, assunto para uma outra matéria.

VASCO 2 X 0 BONSUCESSO foi vitória pela  fase-3 do turno do Campeonato Carioca-1973. Com gols marcados por Alfinete, aos 5, e por Luís Carlos, aos 19 minutos do segundo tempo, a rapaziada aumentou, para seis jogos, a série de triunfos seguidos sobre os rubro-anis, pelo Estadual. Jogado em um domingo, em São Januário, o prélio teve apito de José Mário Vinhas e presença de 4 964 almas, que saíram do estádio cheias de graça, graças a: Andrada; Paulo César, Moisés, Renê e Alfinete; Zanata e Bugio; Luís Fumanchu (Jorginho Carvoeiro), Roberto, Gaúcho (Dé) e Luís Carlos.

VASCO 3 X 1 ITABAIANA, em 1988, foi um amistosamente, em uma sexta-feira em que a rapaziada não tinha o que fazer. Então, foi buscar uma graninha em Sergipe.  Bismarck (2) e o pernambucano Zé do Carmo, que estava ali pertinho de sua terra, visitaram o filó. Além deste pega, o  histórico dos jogos cruzmaltinos contra o time tricolor do interior sergipano inclui uma partida do Campeonato Brasileiro, em 1974, e quatro disputas pela Copa do Brasil, entre 2003 e 2008. Ei-las:  04.05.1974 – Vasco 3 x 0;  13.05.1986 – Vaso 1 x 1 Itabaiana; 29.07.1988 – Vasco 3 x 1; 05.02. 2003 – Vasco 1 x 0; 12.03.2003 – Vasco 4 x 0; 13.02.2008 – Vasco 1 x 0; 27.02.2008 – Vasco 3 x 2.

VASCO 3 X GOIÁS, em 2004, uma quinta-feira, estava na 19ª rodada do primeiro turno do Brasileirão. E, já que a bola rolou na Colina, a rapaziada fez o dever de casa, diante de 2.059 almas caridosas. Wilson de Souza Mendonça-PE foi o homem do apito, enquanto Ânderson, aos 19; Alex Alves, aos 26, e Claudemir, aos 34 minutos, todos do segundo tempo, os carinhas que o fizeram recolocar a bola no centro do campo para várias saídas de jogo. Chefiados por Geninho, o vascaínos do dia foram:  Fábio; Claudemir, Gomes, Daniel e Canhoto (Diego); Ygor, Coutinho (Júnior) e Petkovic: Muriqui (Ânderson), Alex Alves e Valdir ‘Bigode’.

 (Fotos reproduizidas de www.crvascodagama.com.br) Agradecimentos. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 28 DE JULHO

No 28 de julho de 1991, o Vasco venceu o Águas Virtuosas Futebol Clube, por 3 x 0. Quem? O Águas Virtuosas! Quem? Um um time amador da cidade mineira de Lambari, que disputava as competições da liga de uma otura cidade, Caxambu. Se foi jogo-treino, não importa, principalmente par Bismarck (2) e William, que bateram na rede. O que vale é o que vai para o caderninho. Principalmente daquela patotinha fanática. Tudo bem! Se é pra falar de coisas mais sérias, então, anote estas goleadas:

VASCO 4 X 0 MADUREIRA - Foi o segundo encontro com o "Tricolor Suburbano" na data 28 de julho. Era domingo e o rolo rolou em Conselheiro Galvão, o reduto adversário, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca-1946 – no primeiro encontro, em São Januário, também pelo Estadual, ninguém mexera no placar. Durante a balaiada das quatro pelotas no barbante do “Madura”, os gulosos Dimas (2) e Lelé (2) balançaram o traçado. O time era treinado por Ernesto Santos e jogou com: Barbosa, Augusto e Sampaio; Ely, Danilo e Jorge; Santo Cristo, Lelé, Dimas, Jair Rosa Pinto e Djalma. 

VASCO 1 X 0 AMÉRICA-RJ - Neste "Clássico da Paz", o maior goleador vascaíno da década-1960, Célio Taveira Filho, foi à rede, cobrando pênalti, aos 43 minutos do primeiro tempo. Estava-se na terceira rodada da I Taça Guanabara, que teve a rapaziada carregando o caneco para as prateleiras de São Januário. O encontro foi no Maracanã, apitado por Eunápio de Queiroz . O treinador Zezé Moreira armou este "almirante" do dia: Gainete, Joel Felício, Brito, Fontana e Ari; Maranhão e Oldair; Luisinho Goiano , Mário "Tilico", Célio e Zezinho.     

VASCOP 5 X 0 CAMARÕES - Em 1985,  a seleção africana fazia um rolé pelo Brasil. Mas mostrava-se muito salgada, sem tempero. Caiu no prato do “Almriante” e foi deglutida no gramado de São Januário, amistosa e dominicalmente. Naquele dia, o atacante Cláudio José foi o "cara". Saboreu Camarões com (três) pipocas. Gersinho e Santos puseram mais pimenta no filó, com a turma que cozinhou o placar receitada por: Roberto Costa (Regis); Edevaldo, Ivan (Nei) Oliveira, Nenê (Fernando) e Gilberto (Rômulo); Geovani, Gersinho e Paulo César, Mauricinho (Santos) e Cláudio José.
 

Alan Kardeci deixou um na rede
VASCO 4 X 1 GOIÁS -  Em São Januário, a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias é um símbolo católico de grande apreço. Mesmo assim, pela 15ª rodada Campeonato Brasileiro-2007, a “Turma da Colina” apelou para os serviços de Alan Kardec,  para fazer o Goiás de quatro no placar. Mas, assim como apelou para o xará do pai do espiritismo, o “Almirante” recorreu, também, aos Santos, isto é, a Júlio Santos e a Guilherme Santos. Também,  para uma ave que tomou conta terreiro, bonitinho: Perdigão.
A refrega foi mediada por Wilson Luiz Seneme-SP e assistida por 20.581 pagantes. Celso Roth era o treinador vascaíno e seu time tinha: Sílvio Luiz; Jorge Luiz, Júlio Santos (Ernane), Vilson e Wagner Diniz; Amaral, Perdigão (Júnior), Conca e Rubens Junior (Guilherme Santos); Leandro Amaral e Alan Kadeck. Amaral abriu a porteira, aos 41 minutos do primeiro tempo. No segundo, Vilson, aos 35; Leandro Amaral, aos 37, e Alan Kardec, aos 41, fecharam as escrituras. (foto de Alan Kardec reproduzida de www.vascominhapaixão.blogspot.com). 

FERAS DA COLINA - MOLA

   Nascido, em 18 de novembro de 1906, no Rio de Janeiro, o médio-esquerdo Sebastião de Paiva Gomes tinha o interessante apelido de Mola. Motivo: a sua grande elasticidade na busca da bola, da qual fora um exímio “ladrão”.  Vascaíno entre 1928 a 1935, ele jogou ao lado de Fausto e de Tinoco, formando o que chamava-se na época de “linha média”, setor que equivalia a uma espécie de proteção da zaga pela esquerda, na década de 1930.
Constante nas escalações do treinador inglês Harry Welfare, durante  excursão à Europa, em 1931, Mola foi convocado para a Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1934, mas não aceitou deixar de ser profissional, para reverter-se a amador, já que a então Confederação Brasileira de Desportos não levaria quem ganhasse dinheiro jogando futebol.  (Foto reproduzida da revista "Esporte Ilustrado").

Born on November 18, 1906, in Rio de Janeiro, the Paiva Gomes Sebastiao middle-left had the interesting nickname spring. Reason: its great elasticity in search of the ball, which was an accomplished "thief." Vasco between 1928 to 1935, he played alongside Faust and Tinoco, forming what was called at the time "middle line", a sector that amounted to a kind of defense protecting the left, in the 1930s.
Constant escalations in the English coach Harry Welfare during tour to Europe in 1931, Spring was summoned to the Brazilian national team's World Cup-1934, but did not accept help but be professional, to revert to amateur, since then Brazilian Confederation of Sports who would not win money playing football.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - TORNEIO INÍCIO

O pega Vasco x Flamengo, por Torneios Inícios, em alguns momentos, tem um detalhe “inintendível”. Em fases em que um dos rivais era mais forte, a vantagem era do outro. Por exemplo, na década de 1920, que marcou o desembarque vascaíno na elite do futebol carioca, eles foram campeões duas vezes (1923/24), contra três conquistas do rival (1920/21/25/27). No pega geral, a "Turma da Colina" levou a melhor, em 12 dos 24 encontros, e empatou cinco. Nos Torneios Inícios, venceu duas e empatou duas.
Nos anos-30, os cruzmaltinos ganharam as temporadas estaduais de 1934/36, enquanto o rival passou toda a década correndo atrás de uma taça, que só levou em 1939. No total de duelos, a rapaziada venceu só 11 das 29 refregas, e empatou cinco. Só houve um encontro pelo “Initium”, com vitória cruzmaltina.
Chegada a década-1940, o "Urubu" voou em cima do seu primeiro tri estadual (1942/432/44), enquanto os vascaínos levaram  três alternados (1945/47/49). Na temporada total, em 42 refregas, os “cruzcristenses” venceram a metade das refregase se igualaram em 12. Pelos Torneios Inícios, dois empates e duas vitórias.
Na temporada-1950, quando o Vasco começou forte, foi para a entressafra  e só se revigorou da metade para o final, ficou por baixo no placar acumulado: em 40 pugnas, venceu 10 e empatou 15. Foi pior, também, nos dois jogos do “Initium”,  como ocorreu no único da década-1960, quando rolou o derradeiro encontro da série. No “frigir dos ovos”, perdeu 25, empatou 12 e venceu 14 do somatório sessentista. É uma boa briga da grande rivalidade. Desconsiderando-se decisões por pênaltis, os Torneis Inicios registram quatro vitórias para cada lado. 

 
 




 

CALENDÁRIO DA COLINA - 27 DE JULHO

 Mangueira, Fluminense, Flamengo e Portuguesa-RJ  foram rivais cariocas passados em revistas, na data 27 de julho. Até um outro Almirante tentou medir forças com o "Almirante da Colina". Claro que foi afogado. Histórias para conferências. Vamos lá!
 
VASCO 3 X 0 MANGUEIRA está no caderninho do bicampeonato cruzmaltino, em 1924, na segunda participação da moçada na elite do futebol carioca. Valeu pelo primeiro turno, no Estádio Professor Serzedello Correia, no Andaraí, com Russinho (2) e Torterolli " balançando a mangueira". A Turma da Colina, treinada pelo uruguaio Ramón Platrero, contou com: Nélson, Leitão, Brilhante, Mingote, Arthur, Claudionor, Paschoal, Torterolli, Russinho e Cecy.


VASCO 2 X 0 FLAMENGO, com dois gols marcados por Maneca, um em cada tempo, eliminou o maior rival do Torneio Início do Campeonato Carioca-1947. O clássico relâmpago rolou em São Januário e time anfitrião esteve representado por: Barbosa; Wilson e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca, Dimas, Lelé e Chico.  O Vasco, no entanto, não passou pelo Olaria, repetindo a escalação no segundo jogo, que terminou sem gols. Decidido nas cobranças de pênaltis, a rapaziada caiu, por 4 x 3, com Lelé, o cobrador cruzmaltino, desperdiçando a primeira e a terceira cobranças. A disputa reunia todos os times, em um mesmo local e em uma tarde domingueira, com partidas eliminatórios, de 15 minutos, em cada tempo, sendo que os empates eram decididos nos  pênaltis. Na final, o relógio trabalhava dobrado, também, em duas etapas.

VASCO X ALMIRANTE BARROSO-SC - Amistoso no Estádio Camilo Mussi, em Itajaí. Para isso, o adversário convidou jogadores de vários times da região - Carlos Renaux, Olímpico e Paissandu, de Brusque; Marcílio Dias, de Itajaí, e Olímpico, de Blumenau – e formou uma seleção na qual só dois jogadores eram seu. Não adiantou. Aos 14 minutos do primeiro tempo, Wilson Moreira chegou à rede.  Pinta, aos 18, e Delém, aos 30 da etapa final, fecharam a conta para este grupo: Barbosa (ZéTaínha),  Dario e Viana; Écio, Ademar e Ortunho (Bibi); Sabará (Ramos), Livinho (Delém), Wilson Moreira (Dominguinhos), Rubens (Valdemar) e Pinga (Nivaldo). ALMIRANTE BARROSO-SC - Jorge, Darci, Nílson, Hélio (Bento), Brandão (Aduci) Nilo, Quico (Paraná), Teixerinha, Agenor e Godeberto.            
 
VASCO 2 X 1 FLUMINENSE, em um domingo, no Maracanã, valeu pelo terceiro turno carioca-1975, com gols de Roberto Dinamite e do ‘Aranha’ Dé. O treinador era Mário Travaglini, que teve: Andrada; Paulo César, Miguel, René e Alfinete; Alcir e Zanata; Luis Carlos, Jair Pereira, Roberto Dinamtie e Dé.

VASCO 1 X 0 FLAMENGO, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro-1997, teve Pedrinho atirando uma pedrinha no "Urubu". E "matou". Aconteceu em uma outra tarde de domingo, no Maracanã, com a galera do treinador Antônio Lopes comemorando, aos 40  minutos do segundo tempo. Aquele “Clássico dos Milhões”, apitado por Wilson de Souza Mendonça-PE, foi o de número 289, juntando-se todas as disputas, entre amistosas, oficiais e jogos do Tornei Início. A turma da pancada está assim na súmula: Márcio; Marica, Mauro Galvão, Alex Pinho e Felipe; Luisinho (Moisés), Válber (Nasa) e Pedrinho; Ramon (Brener), Edmundo e Evair.

domingo, 26 de julho de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 26 DE JULHO

No calendário católico,  o 26 de julho, é o dia de Sant´Ana, a avó de Jesus Cristo. Por isso, a data é dedicada ao "Dia da Vovó". Pelo calendário cruzmaltino, é dia consagrado a goleadas. A rapaziada não teve pena do Madureira e da Portuguesa-RJ, equipes nas quais mandou “quatrão”, separados por três Campeonatos Cariocas, os de 1953 e de 1956. Há, também, duas quase goleadas sobre o Bangu e um time desconhecido pela maioria da galera cruzmaltina, o São Francisco. De onde será ele? 

VASCO 1 X 0 BOTAFOGO - O módico placar valeu pelo Campeonato Carioca-1936. Na casa do adversário, à Rua General Severiano. Orlando fez o gol do jogo e o time vascaíno, treinado por Harry Welfare, teve estes visitantes desagradáveis: Rey, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Calocero; Orlando, Kuko, Feitiço Nena e Luna.
 
VASCO 4 x 0 MADUREIRA foi em um domingo, pelo primeiro turno do Campeonato Caarioca-1953. Quem deitou na rede? Uns caras conhecidos por Vavá, Sabará, Maneca e Pinga. O chefe deles? Um tal de Flávio Costa. A turma toda: Ernani, Mirim e Haroldo; Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Vavá, Pinga e Djayr. Entre amistosos e jogos oficiais, aquele foi o confronto de número 50 entre  vascaínos e o “Tricolor Suburbano”. 

VASCO 4 x 0 PORTUGUESA-RJ rolou em uma quinta-feira, pelo Campeonato Carioca-1956, com Valter (2), Laerte e Pinga sacudindo o barbante. O treinador já era Martim Francisco e o time este: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga.

VASCO 3 X 0 BANGU homenageava um banguense, Euzébio de Andrade, figura mitológica na história  dos "Mulatinhos Rosados de Moça Bonita". A Federação de Futebol do Estado Rio de Janeiro colocou o nome dele na taça do terceiro turno da temporada estadual-1987, mas a rapaziada não quis nem saber. No domingão 26 de julho, pintou, no Maracanã,  sem prolongar conversa, durante o prélio apitado por Wilson Caros dos Santos, sob as vistas de 12.547 pagantes. Romário abriu a conta, aos 26 minutos. No segundo tempo, voltou à rede, aos 15. Faltando 10 minutos para o final da partida, Geovani também mexeu no placar. Naquele dia, o técnico Sebastião Lazaroni deu tapinhas nas costas de: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Henrique, Luis Carlos Martins, Geovani e Tita; Roberto Dinamite  e Romário (Vivinho). Além de vencer o time do homenageado, o Vasco botou a taça no saco e a carregou para a Colina, com estes resultados: 19.07.1987 –  0 x 0 Flamengo; 23.07: 0 x 2  Fluminense; 26.07:  3 x 0 Bangu; 02.08: 4 x 0 Bangu; 09.08: 1 x 0 Flamengo.
 
VASCO 3 X 0 SÃO FRANCISCO foi um dos amistosos que integram o rol dos “jogos bregas” que a rapaziada fazia por todo o país, os tais “caça níquel”. Rolou na terça-feira 26 de julho de 1988, no Pará, com  Bismarck, Sorato e William embalando as redes. A série destes amistosos do período começou em julho e foi até agosto, quando a "Turma da Colina" esteve na Europa. Confira datas e placares do giro: 10.07.1977 - Vasco 4 x 1 Seleção do Piauí; 22.07.1988 –Vasco 3 x 0 Independência-AC; 26.07.1988 – Vasco 3 x 0 São Francisco-PA; 29.07.1988 – Vaco 3 x 1 Itabaiana-SE; 07.08.1988 – Vasco 1 x 2 Porto-POR; 09.08.1988 – Vasco 3 x 0 Varzim-POR; 14.08.1988 – Vasco 2 x 2 Seleção de Angola; 27.08.1988 – Vasco 2 x 1 Cádiz-ESP; 28.08.1988 – Vasco 2 x 1 Atlético de Madrid-ESP. 
 





 
 

TRAGÉDIAS DA COLINA - VASCO 1 X 4 PALMEIRAS

Realmente: quando a fase não é boa, tudo dá errado. Além de ser goleado, o time vascaíno perdeu um incrível gol, com o atacante Herera driblando o goleiro e com o gol aberto, acertando o travessão. Pior? Uma bola aérea bateu em um dos pés de um agueiro e ofereceu-se para um adversário só empurrar para a rede. E, na 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, a "Turma da Colina, continuou com 12 pontos, na zona de rebaixamento, em 18º lugar. O próximo jogo  será contra o Corinthians, na quarta-feira, na casa do adversário.
Dagoberto reclama de impedimento e leva cartão amarelo logo na sequência - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Aos 17, foi a vez de Egídio cruzar e Martín Silva socar para o meio da área. Dudu aproveita bem e solta uma bomba para marcar o segundo dos palmeirenses.

Anderson Salles até que tentou de fora da área aos 23 minutos, mas sem sucesso. O troco veio 10 minutos depois. Egídio cobra falta, Martín Silva sai e Victor Ramos não perdoa e marca o terceiro.

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Herrera perdeu uma bela chance no final do primeiro tempo - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br


                                        CONFIRA A FICHA TÉCNICA
26.07.2015 - Vasco  1 X 4 Palmeiras. Estádio: Local: São Januário-RJ. Juiz: Anderson Daronco-RS. Público total: 14.875. Pagante: 13.775. Renda: R$ 348.840. Gols: Leandro Pereira (03'/1ºT e 09'/2ºT), Dudu (17'/1ºT) e Victor Ramos (34'/1ºT) Riascos (23'/2ºT) 
VASCO: Martín Silva (Jordi), Madson, Rodrigo, Aislan (Serginho) e Júlio César; Anderson Salles, Guiñazu, Jhon Cley e Andrezinho; Dagoberto (Riascos) e Herrera. Técnico: Celso Roth.
Palmeiras: Fernando Prass, Lucas, Victor Ramos, Jackson e Egídio; Gabriel, Arouca e Robinho (Cleiton Xavier); Dudu, Rafael Marques (Cristaldo) e Leandro Pereira (Lucas Barrios). Técnico: Marcelo Oliveira.
 

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A GRANDE "ATRIZAÇA" TONIA CARREIRO

Se alguém falar de Maria Antonieta de Farias Portocarrero, com certeza, poucos saberão quem é. E de Tônia Carrero? Certamente, todos. Pois as duas são uma só. A mesma filha de Hermenegildo Portocarrero com Zilda de Farias.
Carioca,  nascida em 23 de agosto de 1922, Tônia está vivíssima, embora um jornal a tivesse matado, há dois anos. Antes de ganhar os palcos da vida, ela estudou Educação Física, que abandonou. Preferiu, tempinho depois, cursar teatro, quando vivia em Paris, casada (1940/1951) com o artista plástico Carlos Thiré. Ao voltar ao Brasil, trabalhou no cinema, em “Querida Susana”. No teatro, estreou  em “Um Deus dormou lá em casa”, pelo Teatro Brasileiro de Comédias, em São Paulo, contacenando com Paulo Autran.
Mais tarde, já casada (1951/1963) com o diretor cinematográfico italiano Adolfo Celi, ela tornou-se empresária teatral, criando, juntamente com o marido e o amigo Autran, a Companhia Celi-Autran-Carrero, que deu nova vida ao teatro brasileiro, encenando peças como “Cândida”, de Bernard Shaw; Otelo, de William Shakspeare; “Entre quatro paredes”, de Jean-Paul Sartre; “Calúnia”, de Lillian Hellman, e “Seis personagens à procura de um autor”, de Luigi Pirandello, entre outras.
No cinema, Tônia fez quase duas dezenas de filmes, alguns enfocando temas brasileiros, com “Tico-Tico no fubá”, em 1952, dirigida por Adolfo Celi; “Copacabana Palace”, em 1962, mesmo ano em que filmou “A noite do Almirante”, episódio de “Esse Rio que eu amo”, sob direção de Carlos Hugo Cristensen. Na TV, ela tem, também, a mesm quantidade de trabalhos feitos na telona. O primeiro, em 1969, na extinta TV Excelsior,  a novela “Sangue do meu sangue”. Entre outros sucessos estão “Agua Viva”, em 1980, na Globo, e “Kananga do Japão”, em 1989, na Manchete.
Casada, pela última vez (1964/1977), com César Thedim, a atriz Tônia Carrero já tem bisneto dando prosseguimento à sua carreira, Vitor Thiré, filho de Cecil, que a dirigiu nos palcos, em 1971, em “Casa de bonecas”, de Henrik Ibsen. Tonia, uma “atrizaça”. (Foto abaixo reproduzida de www.historiadocinemabrasileiro.com.br).  Agradecimento. 

 

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA-1952


EM 1952, O VASCO ENCERROU O CICLO DO "EXPRESSO DA VITÓRIA"A, COM ETE TIME QUE FOI O CAMPEÃO CARIOCA. EM PÉ, ACIMA, DA ESQUERDA PARA A DIREITA: BARBOSA, DANILO, HAROLDO, AUGUSTO, ELY E JORGE. AGACHADOS, NA MESMA ORDEM: EDMUR, IPOJUCAN, ADEMIR, MANECA E CHICO. TIME FORTÍSSIMO.

sábado, 25 de julho de 2015

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS - ADEMIR

Ademir Menezes, o maior ídolo da torcida cruzmaltina, até o surgimento de Roberto Dinamite, em 1971, jogou a favor e contra o Vasco, na data 30 de junho. Aconteceu em Tupã, distante 530 quilômetros da capita paulista.
 Esta é uma história interessante sobre o “Queixada” – foi às redes, pela primeira vez, como vascaíno, em 3 de maio de 1942, na goelada sobre o Bonsucesso, por 4 x 1 –, pesquisada pelo historiador Lucídio José de Oliveira, com ajuda de outros dois historiadores vascaínos, Valdir Appel, ex-arqueiro da Colina, na década de 1960, e Mauro Prais. O fato rolou durante as “bodas de prata” da cidade paulistas, em 1954.
 Para alegrar bem mais seu povão, o Tupã Ftebol Clube convidou o Vasco, para um amistoso, levando Ademir, mesmo em final de carreira, como a grande atração. E, para ouriçar ainda mais a rapaziada, acertou com a cartolada cruzmatina que o “Queixada” atuaria um tempo por cada time. Na brincadeira, o Tupã fez um gol e o Vasco nenhum.
Eis a súmula pesquisadas por Lucídio: 30.06.1954 – Vasco 0 x 1 Tupã. Amistoso. Juiz: : Querubim da Silva Torres. VASCO: Barbosa, Bellini, Elias, Mirim (Amaury), Adésio (Laerte), Beto, Friaça (Vadinho), Ademir (Iêdo), Vavá, Alvinho e Hélio. TUPÃ: Barros, Vicente, Costa, Marinho, Sorocaba e Benites. Agachados: Ellison, Mendonça, Ademir de Menezes, Beto, Ceci e Damas. (Agradecimentos a Lucídio, Valdir  e Mauro).

CALENDÁRI DA COLINA - 25 DE JULHO

Nos 25 de julho, a “Turma de São Januário” esteve como um tsunami. Cortou o barato de colombianos, mandou o “Santo” e o “Diabo Rubro” pro inferno, castigou rubro-anis e apagou botafoguenses. Foi demais!

VASCO 6 X 1 INDEPENDIENTE -  Ademir Menezes (2), Vadinho (2), Hélio e Alvinho mataram a saudade de casa, visitando as redes do time da colombiana de Medellín,  amistosamente, em 25 de julho de 1954, na terra dele. Era um domingo e o treinador Flávio Costa tinha um time “desmoralizante”: Ernani, Paulinho e Bellini; Ely do Amparo, Laerte e Dario; Hélio, Vadinho, Ademir Menezes, Alvinho e Pinga. Os dois clubes só se enfrentaram mais uma vez, depois daquele estrago. No domingo, dia 14 de fevereiro de 1960, novamente, na Colômbia, em novo amistoso, terminado no 1 x 1, com Delém visitando o filó. 

VASCO 5 X 2 AMÉRICA-RJ -  Jogo antigão, pelo Campeonato Carioca-1926. O "Diabo" amargou aquela em um sábado, na Rua Professor Serzedello Correia, no Andaraí. Tempos em que o treinador uruguaio Ramón Platero “matava” os vascaínos no preparo físico. E eles “matavam” os adversários no segundo tempo. Tatu (2), Nesi, Paschoal e Dininho mandaram brasa no filó.
 
VASCO 4 X 2 BONSUCESSO - Diante do time de camisa rubro-anil,  valendo pelo Campeonato Carioca-1958, temporada em que o caneco pingou na Colina,  Pinga (2) e Wilson Moreira (2) foram os “matadores” de plantão no dia.  O “pega” pegou em uma sexta-feira, em São Januário, apitado por Amílcar Ferreira, e o técnico Gradim, isto é, Francisco de Souza Ferreira, mandou esta rapaziada bater forte: Barbosa, Dario, Viana e Ortunho; Écio e Orlando; Sabará, Wilsn Moreira, Vavá, Rubens e Pinga.

VASCO 6 X 0 SÃO CRISTÓVÃO - O adversário poderia ser santo. Mas, naquele 25 de julho, não fez milagres diante dos bicos das chuteiras cruzmaltinas. Foi castigado, em um sábado, no Maracanã, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca-1959. Almir "Pernambuquinho" (3), Rubens e Pinga e Roberto Pinto argumentaram que era preciso pecar, fazer maldades contra o rival. Naquele dia, o goleiro Barbosa não trabalhou. Paulinho de Almeida, Viana e Orlando Peçanha ficaram na mesma. Écio, Rubens e Roberto Pinto passearam pelo meio-de-campo. Mas Teotônio, Almir e Pinga esbagaçaram a santidade lá na frente.

VASCO 1 X 0 BOTAFOGO - Na noite de 25 de julho de 2012, o "Almirante" foi à casa alvinegra, o Engenhão, e vencê-lo, com uma jogada magistral de Juninho Pernambucano. Caído dentro da área, durante disputa de bola com a zaga alvinegra, mesmo assim, ele conseguiu ganhar o lance e lançar o centroavante Alecsandro, que pimbou a rede e saiu de campo como o então principal artilheiro do Campeonato Brasileiro, com oito gols –  e a rapaziada na ponta, com 29 pontos. Dia muito legal!   

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 24 DE JULHO

Se 13 é o número da sorte, para os supersticiosos –, para os vascaínos é o da competência. Seu ataque marcou 13 gols em três jogos  na data 24 de julho: 6 x 2 Ovarense, 4  x 1 Botafogo, e 3 x 0 Portuguesas-RJ. Tiremos as  história a limpo. 
 
VASCO 6 x 2 OVARENSE, em 1931, foi o quinto compromisso da excursão em que a rapaziada saiu goleando times portugueses, após passar pela Espanha, onde fizera 2 x 1 Barcelona e 7 x 1 Celta. Nos “relvados” lusitanos, os cruzmaltinos haviama estreado 12 dias antes, goleando o Benfica, por 5 x 0. Depois, sapecaram 4 x 2 sobre o Combinado de Lisboa (15.07); 3 x 1 sobre o Porto (19.07) e o sacode  9 x 2  Combinado Varzim/Boavista. O estrago na cidade de Ovar, apitado por Silva Rocha, teve os gols cruzmaltinos marcados de Russinho (3), Nilo, Bahianinho e Carvalho Leite. O time, treinado pelo inglês Harry Welfare, contou com: Valdemar, Nesi, Fernando, Rainha, Mola, Bahianinho, Nilo, Carvalho Leite, Russinho, Benedito e Santana.
 
VASCO 4 X 1 BOTAFOGO - História de em um sábado, em São Januário, pelo primeiro turno do Campeonato Carioca-1943. Era o “jogo 58” entre ambos, pelo Estadual, desde 22 de abril de 1923, registando-se, até ali, 25 vitórias cruzmaltinas e 15 empates.  O prélio teve apito de José Peixoto e bolas endereçadas às redes alvinegras por Ademir Menezes (2), Isaías e Ivan (contra). Quem treinava a rapaziada era o uruguaio Ondino Vieira, que escalou: Roberto, Rubens e Sampaio; Figliola, Tião e Argemiro; Djalma, Ademir Menezes, Isaías, Lelé e Chico.
DETALHE: dentro daqueles 58 confrontos, em 20 temporadas de rivalidade com os botafoguenses, por estaduais, a “Turma da Colina” venceu algumas vezes por três tentos de vantagem: 21.03.1926– Vasco 5 x 2; 10.04.1927 – Vasco 6 x 3; 23.06.1935 – Vasco 4 x 0; 19.10.1941 –Vasco 4 x 0; 24.07.1943 – Vasco 4 x 1.
 
VASCO 3 X 0 PORTUGUESA-RJ -  Laçar a “Zebra” com três cabrestos não era nenhuma novidade para a rapaziada. Pra não perder o costume, cumpriu a pauta, no 24 julino de 1977, quando a visitante marchou até São Januário, pra pastar pela 37ª vez em 42 pegas por Estaduais. A “doma” rolou em tarde de um domingo, diante de  11.522 pagantes, que anotaram a vitória valendo pelo segundo turno do Campeonato Carioca. Além de escutar o apito de Moacir Miguel dos Santos, as almas presentes viram Ramón Pernambucano abrir o placar, aos 23 minutos do primeiro tempo, e Roberto Dinamite ferrar o bicho, aos 4, e, cobrando pênalti, e aos 21 da etapa final. E teve mais.  Quando já estava com a corda bem apertada no pescoço, a visitante aprontou o maior rebu. Reduzida a seis “cavalheiros” na cancha, a "Zebra da Ilha” urrou e obrigou a “Sua Senhoria”, o árbitro, a encerrar a contenda, por falta de números legais para prosseguir caindo no laço. Tendo por “laçador-mestre” o “Titio” Orlando Fantoni, os “amansadores de “burro bravo” foram: Mazaropi, Orlando ‘Lelé”, Abel Braga, Geraldo e Luís Augusto; Zé Mário, Paulo Ro­berto e Dirceu Guimarães; Wilsinho (Gaúcho), Roberto e Ramón (Paulinho). Antes, a moçada já havia armado o mesmo placar pra cima da Portuguesa Carioca: 20.10.1957 – Vasco 3 x 0 ; 06.10.1952 – Vasco 3 x 0; 08.07.1962 – Vasco 3 x 0; 06.10.1962 – Vasco 3 x 0 24.08.1967 – Vasco 3 x 0;  03.04.1968 – Vasco 3 x 0.

(Foto de Ramón Pernambucano reproduzida de álbum de figurinhas). Agradecimento.