Vasco

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terça-feira, 31 de março de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 31 DE MARÇO


 A data 31 de março é importantíssima para a história do Vasco da Gama. Porque nela foi marcado o primeiro gol olímpico que se em notícia no futebol brasileiro.Aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo, em um "córner", como se falava na época, batido pelo ponta-esquerda Sant´Anna que, em muitas referências antigas aparece, também, como Santana.
Célio marcou dois gols

Aconteceu durante o amistoso contra o uruguaio Montevideo Wanderers, em São Januário. O inglês Harry Welfare era o treinador e o time jogou assim: Valdemar, Hespanhol e Itália; Brilhante, Nesi e Lino; Paschoal, Russinho, Bolão, Thales e Sant´Anna.  
Em 1945, a Federação Metropolitana de Futebol organizou um torneio com os principais times cariocas das época – Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminense, América e São Cristóvão –, em turno único. Na estreia, em 31 de março, o Vasco venceu os botafoguenses, por 2 x 1, no estádio das Laranjeiras, com dois gols de Elgen. Na temporada seguinte, na mesma data, o batido foi o Fluminense, por 1 x 0, em gol de Santo Cristo. Aquele fora o último compromisso vascaíno na disputa que valera o título, com o time-base armado pelo treinador Ondino Viera sendo: Barbosa, Rubens e Sampaio; Ely do Amparo (Alfredo), Dino (Nílton/Moacir) e Jorge; Santo Cristo, Djalma, João Pinto, Elgen e Friaça.

TORNEIO INÍCIO - Além do Relâmpago, o Vasco atirou raios, também, durante o "Initium". No de 1929,  foi o campeão, no dia 31 de março, em quatro partidas disputadas em São Januário – 0 x 0 Bonsucesso, e Vasco 1 x 0, em números de escanteios cedidos; 1 x 0 Botafogo, com gol marcado por Mário Mattos; 1 x 0 Bangu, no tento de Paschoal, e 1 x 0 América, voltando Mário Mattos à rede. Em todos os jogos, a escalação vascaína foi a mesma: Jaguaré, Hespanhol e Itália; Brilhante, Tinoco e Molla; Bahiano, Fausto, Russinho, Mário Mattos e Sant’Anna.

TIME ILUMINADO  - Em 31 de março de 1966, os militares comemoravam dois anos no poder. Brasília respirava autoritarismo. A nova capital brasileira, inaugurada, seis anos antes, tinha poucas diversões. Transporte coletivo era difícil, para as localidades mais distantes do seu ponto central, a Estação Rodoviária do Plano Piloto, o verdadeiro coração da cidade.

   O 31 de março de 1966 foi uma quinta-feira. Na noite daquela data, a então Federação Desportiva de Brasília inaugurava os refletores do então Estádio Nacional, que passou a ser chamado de Pelezão, em homenagem ao "Rei do Futebol", após a Copa do Mundo de 1970. Por aquela época, os campeonatos locais de futebol eram amadores. Tentou-se um profissionalismo que não foi adiante, em 1965. Assim, só quando grandes clubes visitavam a cidade o desportista tinha um bom motivo para ir ao estádio.

  Para a inauguração dos refletores do Estádio Nacional, foram convidados Vasco e Flamengo. Antes, o time cruzmaltino já havia se apresentado na cidade, em 21 de abril de 1962, aniversário da nova capital, empatando, por 1 x 1, com o Combinado Brasilense, em jogo que marcou a despedia dos gramados de Zizinho, atuando pelo time da terra.

Para aquela nova apresentação, o Vasco, treinado por Zezé Moreira, chegava ao Planalto Central do país com a fama de campeão do Torneio Rio-São Paulo (empatado com Santos, Botafogo e Corinthians, tendo em vista que os quatro terminaram a competição igualados, e não havia datas para uma decisão, devido a necessidade de a Seleção Brasileira se preparar para a conquista do tri, na Copa do Mundo da Inglaterra), algo que interessava muito aos militares no poder. 

Para o amistoso em Brasília, o Vasco trazia no currículo recente cinco vitórias, em nove jogos do Torneio Rio-São – 26.02 – 1 x - 0 Bangu; 02.03 – 3 x 0 Corinthians; 05.03 – 2 x 0 Fluminense; 09.03 – 1 x 0 São Paulo; 24.03 – 1 x 0 Portuguesa de Desportos-SP.  Duas semanas antes, exatamente, em 17 de março, havia empatado, por 1 x 1, com o Flamengo, no Maracanã, diante de 54.793 pagantes, que viram o gol de Zezinho. No jogo em Brasília, Célio deu luzes ao placar, aos 35 minutos, cobrando pênalti, e aos 54. Dirigido por Zezé Moreira, o time formou com: Amauri (Silas); Joel (Gama), Brito  (Caxias), Ananias e Hipólito: Maranhão e Danilo Menezes;  William, Picolé (Zezinho), Célio  e Tião (Ronildo).

FEIO PARA A TURMA DE MOÇA BONITA -  O Vasco  bateu no Bangu, em duas ocasiões nos 31 de março. Pelo Campeonato Carioca-1968, sacudiu 2 x 1, no Maracanã, diante de 48.206 pagantes. Armando Marques apitou e Silvinho e Adílson Albuquerque marcaram. Paulinho de Almeida era o chefe desta rapaziada: Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Lourival; Buglê e Danilo Menezes; Nado, Nei (Adilson), Bianchini e Silvinho. A paulada seguinte foi mandada durante a última rodada da Taça Guanabara-1976:  3 x 2, em  São Januário, com apito de  Manuel Espezim e assistência de 8 148 desportistas, que puderam conferir mais uma virada do "Time da Virada", que sofreu gol aos 3 minutos. Naquele dia, até o zagueiro Abel Braga foi à rede ... empatar. Sérgio Cosme (contra), desempatou, os banguenses voltaram a igualar o marcador, mas Luis Fumanchu liquidou a história, a seis minutos do final. Rapaziada da virada: Mazaropi, Toninho, Abel, Renê e Marco Antônio; Lopes e Zanata; Luís Fu­manchu, Dé (Jair Pereira), Roberto Dinamite e Luís Carlos.

 

 VASCO 1 X 0 MACAÉ-  Ficou tudo magrinho neste jogo: placar, público (4.813 pagantes) e 5.635  presentes) e renda (R$ 44.921,00). Valeu pela sétima rodada da Taça Guanabara-2009 e, de grande, só o estádio, o Maracanã, onde Rodrigo Pimpão carimbou a rede, aos 12 minutos do primeiro tempo. O treinador Dorival Júnior mandou à luta: Tiago; Paulo Sérgio, Fernando, Titi (Leonardo) e Ramon; Amaral, Mateus, Enrico e Alex Teixeira (Milton Benítez); Rodrigo Pimpão e Elton (Edgar).

 VASCO 3 X 1 ASA-AL - O Vasco. meramente, cumpriu com a sua obrigação, naquela noite de quarta-feira, vencendo o alagoano ASA, de Arapiraca, pelas oitavas-de-finais da Copa do Brasil. O técnico era o ex-zagueiro Gaúcho, que cumpria, em São Januário, a sua segunda partida no comando da rapaziada. Arapiraca. Wilson Luiz Senene-SP apitou e o público foi de apenas 1.272 pagantes. Elton (2) e Magano balançaram a rede, com o time sendo: Fernando Prass; Elder Granja, Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca (Ramon); Nilton, Rafael CArioca, Souza e Philippe Coutinho (Rodrigo Pimpão); Dodô e Elton (Magno),  


FERAS DAS COLINA - NÉLSON CONCEIÇÃO

Ser negro, pobre e mulher no Brasil da Primeira República, entre 1889-1930, era duro. Vivia-se em completa marginalização social e política. O goleiro vascaíno Nélson da Conceição sentiu bem isso.
Nascido em 12 de agosto de 1899, em Nova Friburgo-RJ, a sua sorte foi o Club de Regatas Vasco da Gama pensar um departamento de futebol, em 1911, durante a presidência de Marcílio Telles, para concretizá-lo, em 26 de novembro de 1915, quando o presidente Raul da Silva Campos conseguiu uma fusão com o Lusitânia Sport Club, que já tinha o setor.
Em 3 de maio de 1916, com Marcílio Telles presidente e Raul Campos vice, o time vascaíno estreou na Terceira Divisão do Campeonato Carioca, perdendo do Paladino, por  1 x 10. Foi o último colocado da disputa, mas não desanimou. Em 1917, subiu à Segunda Divisão. Enquanto isso,  Nelson da Conceição trocava a sua cidade, pelo Rio de Janeiro, em busca de melhores condições de vida.
Nélson foi campeão-1923 e o goleirão do time dos "Camisas Pretas"
Desde os 15 anos de idade, Nélson já disputava partidas de futebol. E pelo  Paladino citado acima e filiado à Liga Metropolitana de Sports Athléticos. Em 1916 estava no Engenho de Dentro Athletico Club, para ser tricampeão da Liga Suburbana (1916/1917/1918). Foi então que o Vasco levou-o, com 19 anos de idade. 
 Uma temporada depois, aos 20, Nélson estreou no time principal vascaíno, em 7 de setembro, vencendo o Sport Club Rio de Janeiro, por 2 x 0, pelo returno da Segunda Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Athléticos.
Mesmo sendo um grande goleiro, Nélson não escapava dos preconceitos, por ser motorista de taxi, algo que conduzia aos negros de baixa escolaridade e poder aquisitivo, no mesmo nível de outros trabalhadores braçais, como operários das fábricas, mecânicos, pescadores etc. Na época, o futebol era amador e praticado pelos rapazes da elite.
 Em 1923, com o Vasco campeão estadual, Nélson tornou-se o primeiro goleiro negro a defender as seleções carioca e brasileira. No Vasco, seu time era: Nelson, Leitão e Mingote; Nicolino, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Ceci e Negrito. Arlindo (Arlindo Pacheco); Arthur (Arthur Medeiros Ferreira); Bolão (Claudionor Corrêa); Cecy (Silvio Moreira); Leitão (Albanito Nascimento); Mingote (Domingos Passini); Negrito (Alípio Marins); Nelson (Nelson da Conceição); Nicolino (João Baptista Soares); Paschoal (Paschoal Silva Cinelli); Torterolli (Nicodemes Conceição).
No dia 12 de agosto de 1923, aos 24 anos, Nélson tornou-se bicampeão estadual. Era considerado o melhor goleiro do futebol carioca, o que valeu-lhe a convocação para disputar o Campeonato Sul-Americano daquele ano e o reconhecimento de ter sido um dos poucos que evitaram uma campanha brasileira pior do que fora. Por isso, tornou-se um dos ídolos da torcida cruzmaltina. (Foto reproduzida da revista Grandes Clubes).

 

segunda-feira, 30 de março de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 30 DE MARÇO

  De fregueses tradicionais, na data 30 de março, o Vasco apagou o Fluminense, por 4 x 1 e por 2 x 1. E bateu, também, no Flamengo. Mas no do  Piauí. De goleada. Mesmo destino do Gama e do alagoano CSA. Já a paraense Tuna Luso teve mais sorte, caindo só por 2 x 1, em 1955, amistosamente. Confira as demais pancadas:

VASCO 4 X 1 FLUMINENSE valeu pelo Torneio Rio São Paulo de 1961, no Maracanã, conferida por 37.394 torcedores, que pagaram Cr$ 1.854.901,00 para assistirem ao sacode da "Turma da Colina". José Monteiro apitou e os gols foram marcados por Delém (2). Pacoti e Da Silva. Martim Francisco era o treinador e o time teve: Ita, Paulinho, Bellini e Coronel; Écio e Barbosinha; Sabará, Delem, Pacoti, Lorico e Da Silva.

VASCO 2 x 1 FLUMINENSE rolou em uma tarde dominical, pela Taça Guanabara-1975, no Maracanã. Arnaldo César Coelho apitou, a renda foi de Cr$ 793 230,00 (cruzeiros) e o público de 56 749. Roberto Dinamite, aos12, e Renê, aos 40 minutos do primeiro tempo resolveram logo a parada. Treinado pro Mário Travaglini, o time vascaíno bateu mais uma vez nos tricolores com: Andrada; Paulo César (Celso Alonso), Joel, Renê e Alfinete; Alcir, Zanata e Carlinhos (Bill); Edu, Roberto e Luiz Carlos.

VASCO 4 x 0 CSA-AL foi em 1978, pela primeira fase do Campeonato Brasileiro, em São Januário. Assistido por 6.250 pagantes, rendeu Cr$ 203.730,00 (cruzeiros) e teve trilo do apito de Nílson Cardoso Bilha-SP. Roberto Dinamite, aos  38 minutos do primeiro tempo começou a brincadeira. No segundo, Carlos Alberto Zanata, aos 10; Paulinho, aos 28, e Guina, aos 43, deram um basta no placar. Treinado por Orlando Fantoni, o time do dia foi: Mazaropi; Orlando 'Lelé', Gaúcho, Geraldo e Marco Antônio (Paulo César); Helinho, Zanata e Guina; Zandonaide (Alcides), Roberto Dinamite e Paulinho.

VASCO 4 X 1 FLAMENGO-PI rolou em uma quinta-feira de 1995, em São Januário, pela primeira fase da Copa do Brasil, perante 376 almas, o segundo menor público no estádio em jogos nacionais. Edmundo Lima Filho-SP apitou. Quem marcou? Yan, aos 40 minutos do primeiro tempo; Osmarino (contra), aos 15; João Carlos, aos 20, e Hernande, aos 41 da etapa final. Comandado por Nelsinho Rosa, a equipe apresentou: Caetano; Pimentel, Paulão, Ricardo Rocha e Bill; Vianna, Luisinho e Richardson; Yan (França), Brener (Hernande) e Clóvis.

VASCO 5 X 1 GAMA -  Foi um domingo quente, o 30 de março de 1980. O pancadão está anotado na primeira fase do Campeonato Brasileiro. Naquele dia, São Januário recebeu 10.641 pagantes e arrecadou Cr$ 932.410,00. Dulcídio Vanderlei Boschillia apitou e os gols cruzmaltinos foram de Wilsinho, aos  3 e aos 27 minutos do primeiro tempo, e de João Luís, aos 7, e Dudu, aos 13 e aos 26 da etapa final. Pelo Gama, marcou Roldão, aos 25 da etapa inicial.
Orlando Fantoni Fantoni treinava a rapaziada, que era: Leão (Mazaropi); Paulinho Pereira, Orlando (Juan), Ivan e Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto e Dudu; Wilsinho, Jorge Mendonça e João Luis. O Gama teve: Hélio; Carlão, Paulo Frederico, Décio (Hani) e Odair; Manoel Ferreira, Roberto Chaves, que foi expulso de campo, e Luís Carlos; Roldão, Fantato e Robertinho (Jairo). Técnico: Davi dos Santos..

FERAS DAS COLINA - VALDIR BOCCARDO

A história da rivalidade Vasco-Flamengo é repleta de atletas que trocaram de camisa. No basquetebol, uma delas foi vivida por Valdir Geraldo Boccardo que, após sete temporadas usando a blusa rubro-negra, trocou-a pela jaqueta de número 13 da “Turma da Colina”, em 1965.
 A mudança de Sérgio teve participação direta de uma ação vascaína. Em fevereiro de 1964, os dois rivais decidiam o Campeonato Carioca de 1963, atrasadamente. Como o Vasco carregou o caneco, Sérgio foi apontado como o culpado pela derrota rubro-negra, por ter-se casado na época da decisão. O jogador, no entanto, contestou as acusações, alegando ter  interrompido a sua lua-de-mel, no segundo dia, para encarar os cruzmaltinos.
 Sem mais clima no Fla, Sérgio foi para São Januário. Ele, que sempre usara a camisa 13, dizia não temer o azar associado àquele número, por ser católico e jamais ter usado uma outra numeração. E tornou-se um grande reforço das Colina.
 Em seu currículo, Valdir anotava os títulos de campeão mundial-1959, pela Seleção Brasileira; latino-americano universitário-1963;  carioca-1959/60/62/64; do interior paulsita, por São José dos Campos-1957 e brasileiro, pela seleção carioca-1961/1964. Isso, além das medalhas de bronze do Pan-Americano-1959 e Sul-Americano-1960.
Além de basquetebolista, era era professor de Educação Física e lecionava a matéria “Técnicas de Basquete”, tendo sob o comando mais de mil alunos. Contrário ao profissionalismo na modalidade, entendia que as rendas dos jogos não dariam para um clube dispor de um atleta em dedicação exclusiva. Além de que a maioria dos seus colegas era estudantes universitários. Por isso, não tinha medo de declarar que profissionalismo no basquete só vingariae “se o nível intelectual do jogador baixasse ao ponto de igualar ao do futebol”, no qual a maioria,  malmente, passava  do curso primário. 
Desprezado pelo Flamengo, com tantas conquistas, Valdir ajudou o Vasco a ganhar o charmoso título de campeão carioca do quarto centenário do Rio de Janeiro-1965.  

 

O VASCO PELOS VASCAÍNOS

                        Vasco empata e vive agora a fase decisiva do Carioca
                                                                Carlos Fehlberg (*)
O Vasco caiu de produção e seus resultados contra os grandes do Rio levam a essa conclusão: derrotou o Fluminense, perdeu para o Flamengo e empatou com o Botafogo! O que houve? Mudanças seguidas na equipe por força de expulsões ou cartões, e  isso aconteceria mais cedo ou mais tarde... Assim tudo pode ser fruto das experiências que estão sendo feitas, pois em nenhum dos clássicos a equipe foi a mesma. Daí a irregularidade. O jogo contra o Botafogo mostrou uma equipe distinta nos dois tempos, o que constitui um alerta. Deveria estar acontecendo o contrário, isto é, um crescimento gradativo. Qual a causa? As sucessivas mudanças, ou a diferença técnica de seus adversários?
O fato é que o treinador continua testando e mudando, ora por causa de cartões e expulsões, ora para avaliação. Mas hoje ninguém sabe, ainda, qual é o time titular. Por razões estratégicas, Doriva se nega a dizer que ainda não tem um time definido. Mas há uma nítida impressão de que é isso o que está acontecendo. A seu favor prevalece o fato de que chegou a São Januário começando do zero. O time de 2014 não existia mais. E é verdade que, à exceção de alguns poucos, aquele time não deixou saudades. O fato inegável é que estamos vivendo mesmo uma fase experimental. Ninguém sabe, com poucas exceções, quem é titular.  Admitindo que estamos começando do zero, então vamos ser pacientes e apostar no futuro... Contra o Botafogo os problemas continuaram, e não tivemos a reação que nos salvaria, como aconteceu no jogo contra o Boavista. Pelo contrário: desta vez, cedemos o empate.
Jhon Clay precisou de dois alvinegros, em alguns momentos, para segurá-lo
Como fomos - Mesmo admitindo que estamos em evolução e fazendo experiências, o fato é que poderíamos estar em posição melhor na tabela. Vamos depender agora dos jogos finais para alimentar pretensões de título, algo que está faltando há muito tempo.
O plantel é numeroso, mas isso não quer dizer que seja o ideal. Em várias oportunidades isso ficou evidente. Fixando-se no jogo contra o Botafogo, que também vive problemas, pode-se dizer que o Vasco foi uma equipe irregular, com bons e maus momentos. A potencialidade do ataque, por exemplo, parece estar limitada ao bom Gilberto, pois Thales desaprendeu. O meio campo é regular, podendo crescer, salvando-se, então,  os laterais e a zaga. E esta  com a incrível tarefa de defender e atacar... Isto é: fazer os gols. E quando ela não cumpre essa tarefa, os gols desaparecem. 
Esse, é claro, é um cenário crítico, pois tudo indica que a fase de experiências estará limitada ao campeonato carioca. Aliás, é bom lembrar que estamos ingressando esta semana na Copa do Brasil. Ontem a apresentação do Vasco contra o Botafogo foi apenas regular, e o prosseguimento das experiências parece que vai continuar ainda por algum tempo. Ainda bem que também teremos a Copa do Brasil para isso, pois no campeonato brasileiro existe o rebaixamento. Algo que já sofremos duas vezes.
Contra o Botafogo a atuação do Vasco foi sofrível. O meio campo não foi bem, o lateral esquerdo pouco apoiou, e a rigor poucos se salvaram, entre eles Madson e Gilberto. John Cley, o armador, esteve sofrível, e o empate acabou, por tudo isso, sendo razoável. Faltaram as faltas próximas da  área (ou dentro) para Anderson Salles e Rodrigo brilharem...Com a Copa do Brasil continuarão as experiências? O time, afinal, precisa de definição.  E se Bernardo, pela undécima vez, vai ser perdoado e jogar? As dúvidas existem, e parece que o objetivo, por enquanto, não é obter títulos, mas encontrar a formação ideal para o Brasileirão. Em resumo, Roberto Dinamite deixou uma herança e tanto. Resta saber quanto tempo levará a recuperação.
Em resumo - A rigor o jogo foi equilibrado, com o Vasco melhor em alguns momentos, sem a regularidade desejada. Martin Silva deixou saudades, pois o gol do Botafogo pareceu defensável. Yago não foi bem e Bernardo poderia ter sido melhor, sem dúvida, enquanto o meio-campo foi apenas razoável. René Simões parece ter estudado bem o Vasco a ponto de neutralizá-lo. E o surpreendente é que não surgiram medidas técnicas capazes de fazer frente à estratégia do adversário. O melhor armador da equipe foi o lateral direito Madson, pois o meio-campo foi neutralizado. E a confirmação disso veio, embora tarde, com a tentativa de Doriva de incluir outro lateral, Lorran, na armação. Uma confissão da ineficiência do meio-campo. Diante de tudo isso o empate acabou não sendo um mau resultado. Pena que os outros grandes ganharam. Todos eles. Ingressamos assim na fase decisiva com problemas, enquanto Flamengo e Fluminense se firmam. Esses fatos podem valer como alerta, desde que os problemas sejam identificados e corrigidos a tempo.
Tudo ou nada - Agora o Vasco está em quarto lugar, com 30 pontos, junto com Madureira e Botafogo, e a dois pontos do líder Flamengo. Terá ainda dois jogos e terá que apostar em tropeços de concorrentes diretos para classificar-se às finais. Para essa fase deverá contar novamente com Martin Silva, mas estará atuando também na Copa do Brasil, pela qual deve estrear logo. Esta, aliás,  uma competição importante, pois pode levá-lo à Taça Libertadores. Se o objetivo parece ser o campeonato  brasileiro, porém, não parece haver dúvidas de que até lá a equipe esteja definida e entrosada. O plantel e as dúvidas  estarão dirimidas? Por enquanto as explicações giram em torno da reformulação geral. Mas até que ponto a  torcida entenderá?                               
O  Vasco vem de uma participação discreta no Brasileiro, conseguindo subir depois de altos e baixos. Os investimentos que estão sendo feitos agora visam recuperar a imagem do clube, aproximando-o de sua torcida. Esta corresponde, comparecendo aos estádios e incentivando. Por isso é tão importante que haja logo uma resposta. O campeonato carioca  oferece essa oportunidade. E é aí que reside sua importância: não tanto pelo título, mas pela confiança que será  resgatada. O título é estratégico, daí as apostas que estão sendo feitas. Mas os resultados, vale enfatizar, não podem tardar.
(*) – Carlos Fehlberg é jornalista. Foi, por anos, diretor de Zero Hora e do Diário Catarinense. Torce pelo Vasco desde os tempos do Expresso da Vitória.

 

 

  

 

domingo, 29 de março de 2015

VASCO DA GAMA 1 X 1 BOTAFOGO


Madson executou um passe perfeitíssimo para o gol de abertura do placar
O placar da tarde de  hoje,  no Maracanã, não foi bom para os vascaínos. O "Almirante" afundou-se para o quarto lugar do Estadual, a última vaga para as semifinais da Taça Guanabara.
Com este resultado, o Vasco ficou igualado a Madureira e Botafogo, com o mesmo número de pontos, 30, a dois líder Flamengo.
O jogo foi igual e o Vasco perdeu a chance de decidi-lo ao final do primeiro tempo, quando Gilberto pegou uma bola de frente para o gol e chutou para fora. Mas estava perdoado por ter marcado um belo tento, aos 43 minutos.
 Lançado, pelo lateral-direito Madson, o "matador" Gilberto ganhou de um marcador, na corrida, deu um toque para o lado direito e bateu cruzado vencendo Renan, o goleiro dos alvinegros, que empataram no começo da etapa complementar.
                                                    CONFIRA A FICHA TÉCNICA

Gilberto chegou ao seu sexto gol cruzmaltino em um lance de grande categoria 
29.03.2015 (domingo) - Vasco 1 X 1 Botafogo. Estádio: Maracanã-RJ. Juiz: Grazianni Maciel Rocha. Renda: R$ 694.520,00. Público: 21.655 pagantes e 25.047 presentes. Gols: Gilberto, aos 43 min do 1° tempo, e Roger Carvalho, aos 6 min do 2º tempo.VASCO: Jordi; Madson, Anderson Salles, Rodrigo, Christianno; Serginho (Lucas), Guiñazú, Julio dos Santos; Jhon Cley (Thalles), Yago (Lorran  e Gilberto. Técnico: Doriva. BOTAFOGO: Renan; Gilberto, Renan Fonseca, Roger Carvalho (Alisson, Carleto; Diego Giaretta, Willian Arão, Gegê (Elvis), Tomas; Jobson e Bill (Tássio). Técnico: René Simões

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MARTHA VASCONCELLOS - MISS BAHIA

A coroa da mais linda
 menina baiana-1968 
 Em 13 de junho de 1968, a bela Martha Maria Cordeiro Vasconcelos tinha 19 anos de idade. Era muito recatada. No máximo, curtia  um namorinho, iniciado aos 12 anos de idade. 
 A cinco dias de apagar 20 velinhas, ela desfilou, arrasando, pela passarela armada no ginásio “Balbininho”, em Salvador. E saiu de lá carregando a faixa de Miss Bahia, nas cores da bandeira do estado, azul, vermelho e branco.
 Não fora, fácil, no entanto, para aquela linda menina baiana ser aclamada como uma nova divindade da Bahia de Todos os Santos. Se bem que, garotinha, na escola, já havia sido eleita Rainha da Primavera. Mas nada de sério.
Para ter a sua beleza cultuada pelo povo baiano, a então professorinha de alfabetização precisou encarar a brabeza machista do respeitável e conservador advogado Ivo de Sá Vasconcellos, para quem seria inadmissível uma filha expor-se tanto. Com o que não concordava uma prima de sua mãe, que insistiu, e muitíssimo, para Martha inscrever-se no Miss Bahia.         
 Derrubada a barreira paterna, Martha pegou mais uma pedreira pela frente: convencer o Seu Ivo a autorizá-la viajar ao Rio de Janeiro e disputar o Miss Brasil. Mas foi preciso, porém, uma ajudinha do governador da Bahia, Luiz Viana Filho, e de sua esposa, que cedeu a sua secretária para acompanhar a Miss Bahia à Cidade Maravilhosa, pois a mãe da bela recusou-se, terminantemente.      
Miss Universo, ou
Iemanjá da Bahia? 
Veio o 29 de junho daquele 1968, e Martha Vasconcelos deveria ser, apenas, mais uma das 24 candidatas que deveriam bater palmas para a vitória da carioca Maria da Glória Carvalho, mulher lindíssima, deslumbrante, favoritíssima, pela avaliação da imprensa –meses depois, fora coroada Miss Beleza Internacional. Enfim, o carioca estava tão seguro da vitória de sua candidata, que lotou o Maracanãzinho, num tempo em que Miss Brasil era tão importante quanto uma Copa do Mundo. Só que, quando Martha Vasconcellos desfilou o charme, a graça e a beleza da menina baiana, só quem torceu para ela não ganhar foi o irado Seu Ivo. A partir dali, o seu “esporte predileto” passou a ser expulsar de perto os repórteres que tentavam falar com a sua filha.       
 Martha Vasconcellos havia vendido duas batalhas contra o pai. Agora, havia uma terceira. Ele recusava-se a dar-lhe a permissão de viajar aos Estados Unidos e disputar o Miss Universo, em Miami. Mesmo muito aborrecido com aquela história toda, voltou a ceder. E, em 13 de julho, a sua filha era eleita a mulher mais linda do mundo.
Esta edição da revista Manchete esgotou-se na Bahia
pouco depois de chegar às bancas
Quando Martha voltou à Salvador, foi recebida por mais de 300 mil pessoas, menos por Seu Ivo. Assim que o reinado, de um ano terminou, voltou à Bahia e, seis dias depois, casou-se com Reynaldo Loureiro, o primeiro namorado, com quem teve os filhos Leonardo e Leilane. Ainda na Bahia, graduou-se em psicologia e tornou-se uma ativa integrante da Sociedade Brasileira de Psicologia.
Depois de separar-se de Reynaldo, foi para Cambridge, nos Estados Unidos, em 2000, e partiu para uma pós-graduação em saúde mental e aconselhamento. Casou-se com Frank Mastereid, e teve mais três filhos, Nicole Franco e Sebastian. Atualmente, reside em Boston e trabalhando como psicóloga.


Para este sorriso explodir para o mundo
 foi preciso irritar o pai
On June 13, 1968, Martha Maria Cordeiro Vasconcelos was 19 years old. It was superrecatada. At most, dug was a namorinho, started at 12 years old. Five days to arrive at 20, she paraded, devastating, armed catwalk at the gym "Balbininho" in Salvador. And came out carrying the band of Miss Bahia, in the colors of the state flag, blue, red and white.
 
It was not easy, however, to that beautiful Bahia girl be hailed as a new deity of Bahia de Todos os Santos. Although, when little girl at school, she had been elected Queen of Spring. But nothing serious. To have your beauty worshiped by the bahian people, then literacy schoolteacher had to face the macho brabeza respectable and conservative lawyer Ivo de Sá Vasconcellos, who is inadmissible to see a daughter exposing so much.
What we do not agree a cousin of his mother, who insisted, and very much to Martha enroll in Miss Bahia.Tipping the paternal barrier, Martha took another quarry ahead: convince his Ivo allow it to travel to Rio de Janeiro and compete in the Miss Brazil. But it was necessary, however, a little help from Bahia governor, Luiz Viana Vilho, and his wife, who gave his secretary to accompany Miss Bahia to the Marvelous City, as the mother of the beautiful refused, flatly.Came on June 29 of that 1968 and Martha Vasconcelos should be just one more of the 24 candidates that should clap spara Rio's victory Maria da Gloria Carvalho, beautiful woman, gorgeous, favoritíssima, assessing the -meses press later outside crowned Miss International Beauty.
Uma deusa, uma nova divindade da Bahia
 Anyway, the Carioca was so sure of the victory of their candidate, which filled Maracanãzinho, at a time when Miss Brazil was as important as the World Cup. Only, when Martha Vasconcellos desfilu charm, grace and beauty of the Bahian girl, who only hoped she did not win was the angry Your Ivo. From there, his "favorite sport" has become close to expel reporters who tried to talk to her daughter.
 
Martha Vasconcellos had sold two battles against his father. Now, there was a third. He refused to give him permission to travel to the United States and compete in the Miss Universe in Miami.
 Even very upset with all that history, returned to yield. And on July 13, his daughter was voted the most beautiful woman in the world. When he returned to Salvador, was received by more than 300 thousand people.
 Once the reign of one year ended, he returned to Bahia and, six days later, he married Reynaldo Loureiro, the first boyfriend with quemteve children Leoanardo and Leilane. Still in Bahia, graduated in psychology and became an integral tive of the Brazilian Society of Psychology. After separating from Reynaldo, went to Cambridge in the United States in 2000, and left for a graduate degree in mental health and counseling. She married Frank Mastereid, and had three more children, Nicole Franco and Sebastian. Currently resides in Boston and working as a psychologist.

FERAS DA COLINA - CARTOLÃO JOÃO SILVA

Além de ter pedido um jogo, por W x 0, por não comparecimento (25.11.1943) ao seu estádio, o  glorioso Club de Regatas Vasco da Gama já viveu uma outra situação "extraordinariaríssima": um presidente não votou nele. Esquisito? Pois aconteceu.
Na noite de 10 de janeiro de 1966, por motivos aquáticos: um tremendo temporal impediu o cartola João Silva de chegar à Rua General Almério de Moura, onde 85 membros do Conselho Deliberativo foram mais rápidos do que a tromba d´água e reuniram-se para elegê-lo.
Cedinho, João Silva abria os jornais e
conferia as notícias do Vasco
 Circunstância perdoável. Tanto que, no início da noite seguinte, o João foi empossada, na sede do Edifício Cineac, no centro da cidade. Assim como fora extraordinária a reunião dos “Cardeais da Colina”, para tornarem João Silva presidente do Vasco (37º), o motivo, também, foi uma outra esquisitice na história cruzmaltina: o presidente anterior, Manuel Joaquim Lopes (desde 1964), renunciara, por ter recusado uma sua proposta, apresentando um candidato a conselheiro. Então, João Silva entrou no rolo como presidente-tampão, para ficar até março de 1967, quando foi eleito Reynaldo de Mattos Reis, que terminou sendo o primeiro presidente vascaíno com mandato caçado (em 1969) pelos conselheiros. 
Para completar o rol de esquisitices daquele período vascaíno, o vice-presidente Antônio Soares Calçada, que havia, também, decidido renunciar ao seu cargo, desistiu da desistência e ficou na diretoria do João. Um dia antes de sua eleição, João Silva não aceitava o cargo. Mas, durante o almoço do 10 de janeiro, o ex-presidente Alah Batista (1961/1963) e o conselheiro Joaquim Melo o fizeram “desrecusar” a recusa, com o compromisso de escolher os assessores.
Em pé ( com uma mão na cintura), o presidente João Silva
 bateu uma bolinha com a rapaziada
João Silva nasceu em Portugal, em 1921, e veio para o Brasil com dois anos de idade. Em 1930, já era sócio contribuinte do Vasco. Em 1940, quando a sua família mudou-se par Juiz de Fora-MG, ele desligou-se do clube. Voltando ao Rio de Janeiro, dois anos depois, comprou um título de sócio proprietário, por Cr$ 5 mil cruzeiros, pagando prestações mensais de Cr$ 500 cruzeiros.
Em sua vida cruzmaltina, João Silva chegou a ser diretor social; de pugilismo; de basquetebol; de futebol amador; vice-presidente de esportes terrestres e de futebol, e presidente do Conselho Deliberativo.
Casado, com Amélia Silva, o português João foi pai de Marilda e Marilene. Além associado do Club de Regatas Vasco da Gama, era de mais 30 outros clubes. O Bonsucesso o convidou, por várias vezes, para presidi-lo, mas ele sempre recusou, com uma justificativa: “Sou vascaíno e gosto de trabalhar pelo Vasco”.         



                                    

CALENDÁRIO DA COLINA - 29 DE MARÇO!


  Os adversários foram quatro. No duelo com o Fluminense, a primeira decisão entre os dois. Era 29 de março de 1931, e o Vasco conquistou, no estádio das Laranjeiras, o Torneio Início, disputado, ainda, por América, Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Brasil, Carioca, Flamengo e São Cristóvão.
No primeiro jogo, a rapaziada venceu o Carioca, por 1 x 0, com gol marcado por Sant´Anna. Jorge Marinho apitou e o time teve a mesma formação nas partidas seguintes: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Molla; Bahianinho, Paes, Waldemar, Mário Mattos e Sant’Anna.
No segundo compromisso,  apitado por Rubens Pereira Leite e diante do Bonsucesso, ficou tudo igual: 1 x 1, com Waldemar cravando o tento cruzmaltino. A decisão foi por "corners", como eram chamados os escanteios. Com o "Bonsuça" cedeu um a mais, caiu fora.
O terceiro a ser batido foi o Andarahy. O juiz chamou-se Oswaldo Kroft de Carvalho e os goleadores Paes e Fausto, este batendo pênalti. Na final, contra os tricolores, Fausto voltou a cobrar um pênalti, e o Vasco venceu, por 1 x 0. Luiz Neves apitou a conquista a rapaziada.

MAIS UM CANECO - Campeão em 1926/29/30/31/32 – neste último, pela Associação Metropolitana de Esportes Athlético, pois havia, também, a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – o Vasco foi para a sexta conquista do Tornei Iníco, em 29 de março de 1942, em São Januário.

Villadoniga
  No compromisso inicial, bateu no Bangu: 1 x 0, com gol de Villadoniga. José Ferreira Lemos apitou e o time alinhou: Valter; Florindo e Sampaio; Figliola, Zarzur e Argemiro; Alfredo I, Ademir, Nino, Villadoniga e Orlando.
Com a mesma formação, o próximo vencido foi o Canto do Rio, também, por 1 x 0. Daquela vez, foi Nino balançou o filó. O apito estava com Durval Caldeira Martins.
Na final, com o Madureira, após 0 x 0, no tempo regulamentar, o título saiu pelo menor número de escanteios, os “corners” da época em que os termos ingleses invadiam o futebol brasileiro. O “Madura”, muito pressionado, cedeu dois, e o Vasco ganhou mais um “Initium”, como a imprensa escrevia, com a mesma formação em três partidas.   

CRONISTAS - Criado em 1916, pela Associação de Cronistas Desportivos (atual Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro, o Torneio Início tinha todos os jogos em uma mesma tarde, em 20 minutos, com 10 para cada tempo. Na final, triplicava-se o tempo, com duas etapas de 30. Se rolasse empate, vencia-se por duas maneiras. Até 1947, pelo número de escanteios cedidos. A partir de 1948, nos pênaltis, que poderiam ir até três séries, batidas por um mesmo atleta, de uma só vez. Mas podia-se trocar o cobrador no jogo seguinte.

FESTIVAL DE SACODES - O “Clássico dos Milhões” sacudiu a galera carioca, principalmente a cruzmaltina, por duas vezes,  na data 29 de março.  Em 1992, a “Turma da Colina” mandou 4 x 2 nos costados do 'Urubu', após 1 x 1, em 1858. Mas teve outros pancadões diante de outras moçadas. Confira:
 
VASCO  6 x 2 SANTA CRUZ foi o primeiro amistoso entre os dois clubes, jogado no 29 de março de 1936, “no Ricife”, como pronuncia a brava gente pernambucana. Nena mostrou o seu veneno à “Cobra Coral”, matando quatro nas redes do time tricolor, para  Luna e Orlando completaram o placar, para o time treinado por Herry Welfare.
 
VASCO 4 x 1 OLARIA jogou-se numa quinta-feira, no Estádio Doutor Mourão Filho, na Rua Bariri, pelo Estadual-RJ. Romário, aos 28 e aos 40 minutos do primeiro tempo, e aos 4 do segundo, e Edmundo, aos 20 da fase final, fizeram o serviço. O técnico Abel Braga mandou à luta: Helton: Alex Oliveira (Pedrinho), Odvan, Alexandre Torres e Felipe; Nasa, Jorginho (Fabiano Eller), Amaral e Paul Miranda; Edmundo e Romário. 

VASCO 4 X 2 FLAMENGO foi "clássicaço" de casa cheia, no Maracanã: 92.982 pagantes, com renda de Cr$ 459.277.000,00. Aloísio Viug apitou e Edmundo abriu o placar, aos 7 minutos do primeiro tempo. Bebeto fez dois: aos 41 do primeiro e aos 21 do segundo. Fávio, aos 33, também da etapa final, deixou o quarto peixe na rede. Nelsinho Rosa comandava a esquadra cruzmatina, que navegou com: Régis; Luís Carlos Winck, Jorge Luís, Alexandre Torres e Eduardo; Luisinho, Geovani e William, Edmundo (Flávio), Bebeto e Bismarck.
 
VASCO 3 x 0 BANGU, em um domingo, no Maracanã, foi festa de zagueiros. Só um "matador" entrou no forró que rolou pelo primeiro turno da Taça Guanabara. Com público de 34.489 pagantes, Wílson Carlos dos Santos apitou a vitória do time do treinador Joel Santana mandou. Paulo Roberto abriu a conta, aos 2, e Donato, aos 42 minutos do primeiro tempo. Romário fechou a fatura, aos 25 da etapa final. Rapaziada do dia: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Morôni e Mazinho, Dunga, Geovani, Tita; Mauricinho, Roberto Dinamite e Romário.

                                         

sábado, 28 de março de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 28 DE MARÇO

 No 28 de março de 1926, no estádio das Laranjeiras, realizava-se aquele festival de futebol convidativo. Aperitivo para a abertura do Campeonato Carioca. A imprensa afalava do "Initium", que teve por vencedor o Vasco da Gama, com vitórias sobre Botafogo, Fluminense e Flamengo.
Em seu primeiro jogo, a "Turma da Colina" bateu os alvinegros, por 1 x 0, com apito de Ernâni Reis e gol de Bolão. Formou com: Nelson, Hespanhol e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu e Dininho.
Pelo mesmo 1 x 0, mas com gol de Russinho e apito de Guilherme Pastor, o segundo a cair foi o Fluminense. O time foi repetido: Nelson, Hespanhol e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu e Dininho.
Na final, o adversário era o maior rival, o Flamengo. Tatu achou o buraco do gol e ao "Almirante" afundou os rubro-negros  com um outro 1 x 0, carregando a taça ao trilo do apito final de Joaquim Leite de Castro. O time daquela disputa esteve "imexível": Nelson, Hespanhol e Itália; Nesi, Bolão e Arthur; Paschoal, Torterolli, Russinho, Tatu e Dininho. 

DEMOLIDOR DE RIVAIS  - O Vasco demoliu seis adversários cariocas na data 28 de março. Pra começo de conversa, duas pancadas no Flamengo, pelos Torneios Inícios-1926 e 1943. O Botafogo caiu, por 4 X 3, em 1988. O Fluminense levou a paulada dele, 3 x 0, em 2010. O Bonsucesso não escapou de 2 x 0, em 1976, enquanto o São Cristóvão apanhou em duas ocasiões, 3 x 1, em 1945, e 1 x 0, em 1993.  E, por não ser carioca, mas interiorano, o Volta Redonda apanhou por mais: 5 x 3. 
Fagner em foto de http://www.crvascodagama.com.br/

VASCO 3 x 0 FLUMINENSE foi, apenas, mais um capítulo da "freguesia" tricolor no balcão de São Januário. Naquele 28 de março, o arraso rolou, em um domingo, no Maracanã, diante de 19.607 pagantes. Thiago Martinelli, aos 13, Dodô, aos 14, e Fagner, aos 44 minutos do segundo tempo, castigaram os rivais, no jogo apitado por Willian Marcelo de Souza Néri.
Quem comandava a rapaziada era o ex-zagueiro vascaíno Gaúcho e quem espalhou pó-de-arroz foi: Fernando Prass; Elder Granja (Fagner), Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Nilton, Rafael Carioca, Souza e Jefferson (Carlos Alberto); Phillipe Coutinho e Elton (Dodô).
O Vasco encarou o Fluminense em 19 duelos na década 2000-2010. Se deu bem em nove e empatou em oito. Confira:02.04.2000 – Vasco 3 x 2; 21.05.2000 – Vasco 0 x 1; 11.02.2001 – Vasco 2 x 0; 15.04.2001 – Vasco 3 x 3; 07.03.2002 - Vasco 2 x 2; 15.05.2002- Vasco 1 x 0; 02.02.2003 – Vasco 2 x 2; 19.03.2003 – Vasco 2 x 1; 23.03.2003 – Vasco 2 x 1; 07.03.2004 – Vasco 4 x 0; 04.04 – 2004 – Vasco 2 x 1; 27.02.2005 – Vasco 2 x 1; 26.03.2005 – Vasco 1 x 1; 05.03.2006 – Vasco 2 x 2; 17.02.2007 – Vasco 4 x 4; 23.03.2008 – Vasco 1 x 2; 08.02.2009 – Vasco 0 x 0; 13.02.2010 - 0 x 0 e 28.03.2020 – Vasco 3 x 0.

VASCO 4 x 3 BOTAFOGO - Na maioria dos domingos em que o Vasco enfrentou o Botafogo, o placar ficou com a "Galera da Colina" na frente. E assim rola até ema uma segunda-feira. Aconteceu no 28 de março de 1988, no Maracanã, pelo primeiro turno da Taça Guanabara. Por ter sido em um dia nada apropriado aos clássicos, só 3.775 torcedores pintaram.

foto: http://www.crvascodagama.com.br/
Carlos Elias Pimentel apitou, Sebastião foi o juiz e Romário "o cara". Beliscou três nas malhas alvinegras, aos 22, e aos 45 minutos do primeiro tempo, e aos 17 do segundo – Vivinho, aos 19 da etapa final, acabou de apagar o fogo. 
 Sebastião Lazaroni era o treinador e o time caprichou com: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo (Josenílton), Geovani e Bismarck; Vivinho, Romário e William (Célio Silva).

VASCO 5 X 3 VOLTA REDONDA, em 2009, estava na sexta rodada da Taça Rio. Jogou-se no Estádio Raulino de Oliveira, a casa do adversário, sob apito de Leonardo Garcia Cavaleiro. Na rede, pelo lado cruzmaltino, pintaram Mateus, aos 14, e Titi, aos 37 minutos do primeiro tempo. No segundo, foi a vez de Élton, aos 3, e de Enrico, aos 6 e aos 20.
Treinado por Dorival Júnior, a "esquadra do Almirante" foi tripulada por: Tiago; Paulo Sérgio, Leonardo, Titi e Ramon; Amaral, Mateus, Enrico (Léo Lima) e Jéferson; Rodrigo Pimpão (Faioli) e Élton (Alan Kardec).
A data 28 de março teve, ainda, -  Vasco 2 x 1 Nacional-AM, em 1981.
                                           
                                             DESPEDIDA DE EDMUNDO
Não falta mais nada na vida de Edmundo. Vendo o carinho da torcida vascaína, durante o seu “jogo de despedida”, em São Januário, ele  sentiu que “jamais deveria ter saído de onde se projetou”.
A goleada, por 9 x 1, sobre o equatoriano Barcelona, ficou em segundo plano, se comparado à festa da torcida. “Eu não esperava por isso, principalmente por ser final de mês e com o ingresso caro. Até telefonei, pedindo para abaixarem o preço. Mas foi lindo. Eu precisava disso”, revelou.
Saiu tudo como Edmundo queria. Vestiu a camisa 10 e marcou dois gols. Um deles, o desejado, de pênalti, cobrando certinho, no canto direito do goleiro, que não teve nenhuma chance de defesa. Se bem que a falta começou fora da área e o “cavador” Thiago Feltri, malandro, caiu dentro. O segundo foi a síntese da sua velha categoria e esperteza: complementou, de primeira, desviando chute de Fagner.
No momento de comemorar os gols, Edmundo não esqueceu da molecagem do requebrado, do gingado que se incorporou à irreverência do futebolista brasileiro. Só mesmo uma pane na energia elétrica do estádio pôde vascaíno apagar seus momentos de brilho no gramado. “Pena que as pernas não acompanha mais o cérebro”, lamentou ele que, aos 41 anos, ainda driblou, lançou e viu que não dava mais para competir com a juventude dos marcadores.
FESTA NO CEU - O telão do estádio mostrava as principais cenas do ídolo, como um  golaço contra o Flamengo, em 1997. Edmundo, no túnel, estava muito emocionado, para ir ao gramado. Foi recebido com queima de fogos. Das arquibancadas, ouviu o velho grito: “Ah, é Edmundo”.
Após a execução do hino do Vasco, com os torcedores cantando, o presidente vascaíno, Roberto Dinamite, fez um discurso entregou uma placa ao “Animal”. Depois, a bola rolou e foi o show de gols – o goleiro Fernando Prass usou a camisa com o número 200, em alusão aos seus jogos pelo Vascão.
Aos 11 minutos, Thiago Feltri fez boa jogada, ia entrar na área e foi derrubado. Pênalti que Edmuncobrou e marcou seu 136º gol vascaíno. Em seguida, gritou: “Obrigado!”, apontando e se curvando    para as arquibancadas.
No tento de Alecsandro, em lance com a participação do “Animal”, este o homenageou, imitando sua comemoração de gol. O Barcelona fez o dele, em falha de Dedé, mas logo  Juninho descontou.
Na etapa final, houve muitas trocas. O Vasco marcou, ainda, com Éder Luís (2), Felipe Bastos, de falta, Diego Souza e Allan. Aos 40 minutos, Edmundo saiu, ao som do hino cruzmaltino. A galera gritava: “Ah, é Edmundo”. O “Animal” levou a bola do jogo, enrolado na bandeira do Vasco, e chorava, acenando para os torcedores. Valeu!
O Vasco jogou com: Prass (Alessandro); Fagner (Allan), Dedé (Fabrício), Renato Silva e Thiago Feltri (DieysonT); Rômulo (Nilton), Juninho (Abelairas), Felipe e Edmundo (William Barbio), Eder Luis (Fellipe Bastos) e Alecsandro (Diego Souza). Técnico: Crstóvão Borges.  O Barcelona equatoriano foi: Morales (Vera Gines); Cedeño, Anderson, Espinoza (Zamora) e Mercado (Washinton Vera); Assencio, De la Torre, Torres e Mina (García); Bueno (Montaño) e Rosero. Técnico:   Carlos Gruezo
A cronologia dos gols foi:  Edmundo, aos 12 e aos 34; Alecsandro, aos 22; Asencio, aos 39, e Juninho, aos 40 minutos do 1º tempo; Éder Luís, a 1; Fellipe Bastos, aos 21; Éder Luís, aos 25; Diego Souza, aos 31, e Allan, aos 45 minutos da etapa final. Marcelo de Lima Henrique (RJ) apitou, o público atingiu  16.021 pagantes e 21.247 presentes e a renda ficu por  R$ 528.330,00.

JOÃO GILBERTO, VASCAINO BOSSA NOVA

Brasil campeão do mundo: 1958 foi um ano mágico para todo o povo brasileiro. Principalmente, para o torcedor cruzmaltino. Em julho daquele ano, Elizete Cardoso gravava o LP “Canção de Amor Demais”, com João Gilberto acompanhando-a ao violão, em duas faixas. Pelo mesmo período, o Vasco mandava 3 x 1 no Bangu e 4 x 2 no Bonsucesso, avisando que não entrara no Estadual só para participar.
Agosto chegou e o baiano João Gilberto foi ao estúdio gravar um 78 rotações de vinil, com as músicas “Chega de Saudade” e “Bim Bom”, com arranjos de Tom Jobim. Sucessaço, com uma batida de violão diferente de tudo o que os ouvidos brasileiros estavam acostumados. Nos gramados, o Vasco sapecava 4 x 0 pra cima do São Cristóvão; 3 x 0 no Canto do Rio; 1 x 0 no Fluminense e 2 x 1 sobre o América. João Gilberto vibrava. Além do seu sucesso cantando baixinho, sentado em um banquinho, o seu time  mostrava mais raça, impressionava. Por isso, ficou SuperSuperCampeão carioca. Bossa nova!
  Em 1959, João Gilberto partia para o segundo 78 disco. Cantou “Hô-bá-lá-lá” e “Desafinado”. O Vasco também desafinou. Perdeu o bi carioca e do Torneio Rio-São Paulo. Quando nada, ele estourou e influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores. Sua batida de violão virou moda entre estudantes secundaristas e universitários. O LP “Chega de Saudade” promoveu uma reviravolta na música popular brasileira. 
Em 1962, João Gilberto exportava a sua bossa para os Estados Unidos, por intermédio do LP “O amor, o sorriso e a flor”. De sua parte, o Vasco saía para uma nova bossa, fazer de Saulzinho o artilheiro do Campeonato Carioca, deixando para trás os  botafoguenses Garrincha, Didi, Quarentinha e Amarildo, os favoritos. 
 No ano seguinte, entre 18/19 de março, em Nova Iorque, João Gilberto juntava-se a Stan Getzo e a Tom Jobim, e gravava o disco “Getz/Gilberto”, que virou coqueluche planetária, sobretudo pela faixa “Garota de Ipanema”. Na véspera dele ir ao estúdio, o Vasco havia vencido o Fluminense, por 1 x 0, com gol de Saulzinho, pelo Torneio Rio-São Paulo, escalado, pelo técnico Jorge Vieira, com: Humberto Torgado; Joel, Brito, Barbosinha (Fontana) e Dario; Écio (Maranhão) e Lorico; Sabará, Saulzinho, Célio (Villadônega) e Ronaldo.
Em 1965, João Gilberto casa-se com Miúcha. De presente de casamento, o Vasco  dá-lhe o título da I Taça Guanabara. Em 1966, apresenta-se, por três vezes, no programa “O Fino da Bossa”, da Recorda, o principal da TV brasileira. A bossa do Vasco foi dividir o caneco do Torneio Rio- São Paulo, com Botafogo, Santos e Corinthians. Mesmo assim, o João comemorou. Em 1967, a TV alemã promoveu  programa em homenagem ao cantor francês Gilbert Becaud, e João foi o único convidado  não europeu. Naquela temporada, o Vasco mandou dois sapecas pra cima do Flamengo, nos dois encontros pelo Campeonato Carioca: 4 x 0 e 3 x 0.
Em 1968, João cantou no Central Park, de Nova York, e ganhou  verbete na enciclopédia italiana do jazz. O Vasco faz um bom Torneio Roberto Gomes Pedrosa e, também, é vicecampeão carioca, montado a base do time que levaria a taça em 1970, quebrando um jejum de 12 anos de seca.
Em 1969, João decide morar no México, que o premia pela sua obra, com ao Troféu Chimal. O Vasco faz um amistoso, em 23 de fevereiro, e goleia o Combinado de Vassouras-RJ, por 9 x 0, com gols de Nado (2), Valfrido “Espanador da Lua” (2), Nei Oliveira (2), Alcir Portella, Buglê e do estreante Luís Carlos Lemos. Treinado por seu ex-atleta Pinga, o time foi: Pedro Paulo (Valdir Apple); Alcir (Ivã), Brito, Fernando e Eberval; Buglê e Benetti (Alcir); Nado, Valfrido, Nei (Luís Carlos) e Luis Carlos (Silvinho.
DÉCADA-1970 - João Gilberto lança, no México, disco repleto de boleros, como "Besame Mucho" e "Farolito". E vibra muito ao saber que o Vasco fora campeão carioca. Em 1972, volta a residir em NY e faz nova temporada com Stan Getz. Em 1973, vem o “álbum branco”, gravado  com voz, violão e bateria leve. Em 1974, vibra muito mais com o primeiro título de campeão brasileiro do time vascaíno. Em 1977, lança o disco “Amoroso’ e é indicado ao “Grammy” de “Melhor e Vocal de Jazz”. Em 1978, o Vasco é vice-campeão brasileiro e João grava especial para a TV holandesa. Volta ao Brasil, trazido pela TV Tupi. Em 1979, devido a  problemas técnicos, cancela temporada de shows no Canecão-RJ. Mas decide residir no Brasil, em definitivo.
DÉCADA-1980 -  Em 1981, lança o disco “Brasil”, com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Em 1983, faz concerto em Roma, para o Festival Bahia de Todos os Sambas. Em 1984, faz temporada em Portugal. Em 1985, participa do Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça. Em 1987, é agraciado com a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de comendador, pelo Tribunal Superior do Trabalho. Em 1989, João recebe uma indicação ao “'Grammy”, para Melhor Vocal de Jazz, pelo disco “'Live in Montreux”.
 DÉCADA-1990 – João participa de disco de Maria Bethania, mas só com voz e violão, em “Maria/Linda Flor”. Nos Estados Unidos, é lançado o CD “'The Legendary João Gilberto”, coletânea dos três primeiros LPs. Naquele mesmo ano, o Vasco iniciava a série de quatro títulos seguidos de campeão carioca feminino de futebol. Também, João gravava seu primeiro videoclipe, “Sampa”, de Caetano Veloso. Entre os locais das gravações estava o estádio do Pacaembu, onde o Vasco, em 1958, ano em que João lançou a Bossa Nova, goleou a Portuguesa de Desportos, apor 5 x 1, em 6 de abril de 1958, sagrando-se campeão do Torneio Rio-São Paulo, treinado por Gradim (Francisco de Souza, e formando com: Barbosa, Dario (Ortunho) e Bellini (Viana); Écio, Orlando (Barbosinha) e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga.
Em 1997, apresenta-se em Buenos Aires e recebe as chaves da cidade e o título de cidadão ilustre. O Vasco é campeão brasileiro indiscutível, com 12 pontos à frente do segundo colocado. Marcou 2,96 gols de média e teve Edmundo, com 29, tentos, como o principal “matador” da disputa. Além de comemorar e vibrar muito, João Gilberto passou a telefonar, todas as noites, depois dos jogos, para os garçons do restaurante Degraus, na Avenida Ataulfo de Paiva, no Rio de Janeiro, perguntando pelo placar dos jogos da “Turma da Colina”. Vasco e João, dupla afinada. Um cruzmaltino bossa nova.   

sexta-feira, 27 de março de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 27 DE MARÇO

A data 27 de março é repleta de vitórias vascaínas. Principalmente no Nordeste, onde o time fez mais sucesso do que Waldick Soriano, o cantor baiano do hit brega "Eu não sou cachorro não". Náutico, Vitória e Santa Cruz sentiram a força do bico das chuteiras cruzmaltinas naquelas partidas, sendo a que teve mais gols a de 1936, amistosamente, em Recife: 5 x 2 sobre o "Timbu", o alvirrubro Náutico. 
Por aquele tempo, o treinador da rapaziada era o inglês Harry Walfare, campeão carioca daquela temporada, pela Federação Metropolitana de Desportos, quando os clubes do Rio de Janeiro estavam divididos e rolavam dois campeonatos – o outro era o da Liga Carioca de Football. Em 1936, o Vasco, dificilmente, mudava a sua escalação, que tinha por base: Rey, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Calocero; Orlando, Feitiço, Kuko, Nena e Luan. 

VASCO 3 X 1 CEARÁ, em 27 de março de 1955, foi em um domingo, amistosamente. Por sinal, o primeiro duelo entre os dois, em uma estatística que já conta 19 encontros, com 13 vitórias (68,42%) e quatro empates (21,05%) vascaínos, com 37 gols pró, à média de 1,95 por partida. O maior placar foi Vasco 4 x 0, em 24 de janeiro de 1962. 


VASCO 2 X 0 VITÓRIA, em uma quinta-feira de 1941, está registado como o segundo pega entre o "Clube da Colina e o "Leão da Barra", duelo iniciado em 16 de abril de 1936. De lá para cá, contam-se 47 jogos, com 17 vitórias e 12 empates "cruzcristenses", colocando 68 bolas no tabuleiro dos baianos, à média de 1,45 por encontro.

VASCO 2 x 1 SANTA CRUZ, em uma quarta-feira, valeu pelo Campeonato Brasileiro de 1985, no Arrudão, em Recife, a casa da "Cobra Coral". Corria a primeira fase do segundo turno e 7.696 almas pagaram Cr$ 22.838.000,00 pra ver o veneno cruzmaltno, sob o apito de Roque José Gallas (RS).
Com gols de Geovani, aos 21 minutos do primeiro tempo, e de Roberto Dinamite, aos 23 da etapa final, o técnico Edu Antunes Coimbra comemorou com: Acácio; Edevaldo (Nei), Donato, Ivan e Aírton; Oliveira, Luís Carlos Martins e Geovani; Mauricinho, Roberto Dinamite e Silvinho (Gilberto).
Os duelos dos cruzmaltinos contra os tricolores pernambucanos apontam, em 34 jogos, com sucessos do "Clube da Faixa em 21 ocasiões(61,76%), além de sete empates (20,59%). A moçada marcou 63 gols, à media de 85 por vez. (ilustrações pesquisadas em sites ligados aos respectivos clubes). Agradecimentos.

PLACAR MALUCO - A data 27 de março registra, também,  dois "placares malucos" nos duelos Vasco x Botafogo. Em 1927, rolou 5 x 4 para os vascaínos, amistosamente, em um domingo. Em 1946, o louquíssimo Vasco 8 x 4 Botafogo, em uma quarta-feira, pelo Torneio Relâmpago, com gols cruzmaltinos de Djalma (2), Friaça (2), Dino, Elgen, João Pinto e Santo Cristo. Aquele foi o penúltimo jogo da rapaziada na competição, conquistada com os trabalhos técnicos de Ondino Vieira, quatro dias depois.
Nem o diabo dá jeito nos vascaínos nos 27 de março. Que o digam América, Bonsucesso e Campo Grande, pequenos diante da rapaziada, e peruanos. O “Diabo Rubro”, por exemplo, levou um cascudinho, por  2 x 0, em uma quinta-feira de 2008, em São Januário, pela quinta rodada da Taça Rio. O serviço foi conferido por 1.477 sujeitos. Nilton Feitosa do Nascimento apitou e Leandro Bonfim, aos 23, e Jean, aos 41 minutos, ambos do segundo tempo, bateram na rede. Alfredo  Sampaio era  o treinador e a sua galera tinha: Tiago; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Eduardo Luiz e Calisto; Jonílson, Beto (Jean), Leandro Bonfim e Morais (Souza); Edmundo (Alex Teixeira) e Alan Kardec.
O América,  primeiro rival vascaíno, é um grande freguês da rapaziada da Colina. Em 258  compras”, ficou devendo em 148 (57,36%) vezes – há 54 (20.93%) empates, com os “cruzcristenses”, sapecando 481 tentos, à média de 1,86 por partida. O maior estrago cruzmaltino nos costados do “Diabo” chegou aos 9 x 0, em 12 de fevereiro de 2011. Na década-2000, há, ainda, 5 x 0, em 05.05.2001. Mais pra trás, registra-se o chocante 8 x 2, de 14.08.1949 e os tremendos 6 x 1, em 24.06.1945, só para citar três pegadas fortes nos chifres do “Diabo”.   
 
BATEU NO PERU – Além de  vitórias no Nordeste, de “loucos placares” contra alvinegros e queimadeiras no inferno do “Diabo Rubro”, a “Turma da Colina” ainda foi ao território peruano torcer o pescoço da peruzada de lá. Em 27 de março de 1954, mandou 3 x 0 pra cima do Combinado Municipal de Gueno,  em um sábado. Foi o terceiro amistoso de uma excursão a gramados peruanos, iniciada quatro dias antes, com 1 x 0, sobre o Combinado Sucre/Tabaco. O giro incluiu mais duas partidas, ambas empatadas, por 1 x 1, com o Alianza Lima (31.03) e com o Universitário, em 3 de abril daquele 1954.