Vasco

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

79 - NO MUNDO DA COPA-2010

 

domingo, 29 de junho de 2014

74 - NO MUNDO DA COPA - 2006

sábado, 28 de junho de 2014

71 - BRASIL VAI ÀS QUARTAS NA SEXTA

A vitória, nas cobranças de pênaltis, sobre o Chile, hoje, no Mineirão, valeu à Seleção Brasileira a classficação às quartas-de-final Copa do Mundo. Agora, jogará, na sexta-feira, em Fortaleza, contra a Colômbia, que elimninou o Uruguai, também hoje.
Foi, portanto, uma vitória muito cara, sobretudo porque o time canarinho mostrou-se muito afobadão, continuando a errar passes e a perder bolas, como nos jogos passadsos, enquanto os chilenos jogavam mais tranquilos, com a bola no chão, sem cometer os erros elementares do anfitrião. Mesmo assim, o Chile  
Mas o Brasil retribuiu o presente aos chilenos. Aos... minutos, em lance de completa desatenção, Marcelo cobrou lateral, Hulke deu um toque leve na bola, se olhar para um adversário que acompanhava o lance. Nisso saiu contra-ataque e chute cruzado, de..., que empatou a partida, aos... minutos. E este foi o placar da pemriae etapa: 1 x 1.
Nos segundo tempo, o jogo seguiu o mesmo estilo. Se bem que a Seleção Brasieira teve um gol legítimo anulado. Hulk matoua bola no peito e tocou para as redes. A arbitragem, no entanto, alegou que ele teria ajeitado a bola com um dos braços, o que a imagem da TV não mostrou. Quanto tentou melhorar o rendimento canarinho, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão,  trocou Fermnandinho por Ramirez, Fred por Jô e Fernandinho por Willian. Mas não conseguiu mudar nada. E o jogo foi para a preorrogção.
No terceiro tempo, de 30 minutos, com 15 duas etapas de 15, viu-se um Chile, nitidamene, tentando levar a decis]ao para as cobranças de pênaltes. O que conseguiu, e se deu mal. Antes, porém, no último lance do período, Pinilla acertou uma bola no travessão, não eliminando o Brasil por questãode uns 3 centímetros.      
Durante as cobranças dos penais, Júlio César defendeu dois e um os chilenos acertaram no poste à sua esquerda. Pelo lado canarinho, David
 
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28.06.2014 -  BRASIL 1 (3) X 1 (1) CHILE - COPA DO MUNDO.  Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG). Horário: 13h. Juiz:Howard Webb-ING, auxiliado por  Michael Mullarkey e Darren Cann-ING. Cartões amarelos:  Daniel Alves, Jô, Hulk e Luiz Gustavo  (Brasil), Mena e Silva (Chile). GOLS: David Luiz,  aos 18, e Sánchez, aos 31 min do 1º tempo. Cobranças de pênaltis: BRASIL: David Luiz, Marcelo, Naymar (converteram), Willian e Hulk perderam. CHILE: Aránguiz e Díaz (converteu). Pinilla, Sánchez e Jara perderam. BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires)e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari. CHILE: Bravo; Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Técnico: Jorge Sampaoli. (fotos reproduzidas do Jornal de Brasília).


O torcedor brasileiro ainda andava mordido pelo “Maracanazo” de 16 de julho de 1950, da “entregada” da taça Jules Rimet aos uruguaios. E contava com volta por cima na Copa do Mundo-1954, na Suíça – Antes, porém, teria que passar pelas Eliminatórias, o que não foi difícil, com 2 x 0  e 1 x 0 Chile, 1 x 0 e 4 x 1 Paraguai.


 O jogo final da série rolou contra os paraguaios, em 21 de março, a menos de três meses de um novo Mundial. Para a revista “O Cruzeiro”, a mais importante da América Latina, o pega foi “O 16 de julho dos paraguaios”, pois estes tinham que vencr o Brasil por dois gols de vantagem, mas levaram 4 x 1 e foram eliminados.


 Pelas vésperas da partida, os jornais do Rio de Janeiro dizam que Nílton Santos não daria conta do veloz Lugo; que Sílvio Paródi era um espetáculo e Romerito sonhado por vários clubes  cariocas. De sua parte, o torcedor compareceu em massa ao Maracanã – 174.579 pagantes – provocado um novo recorde de renda – Cr$ 4 milhões, 934 mil, 962 cruzeiros e 80 centavos.


 Rolou a pelota às 16 h e o primeiro tempo foi duro. Por ter o centroavante Humberto Tozzi desperdiçando duas boas chances de gols, o torcedor pediu Pinga em campo. Foi atendido, ainda na etapa inicial, e o ataque brasileiro ficou mais agressivo, embora não batesse na rede. Não estava fácil para a Seleção Brasileira ir à Suíça e recuperar-se da queda feia de 1950.


E foram os dois times para o segundo tempo. O goleiro brasieiro Veludo ficou na baliza à direita da tribuna de honra, deixando o torcedor supertcioso apavorado, pois nela, o uruguaio Gighia havia batido Barbosa, em 1950. Mas o país inteiro vibrou, aos 14 minutos da etapa final. Pinga tenta chutar, a bola bate em um paraguaio, espirra e Julinho Botelho pega a sobra e escreve: Brasil 1 x 0. Aos 17, Maurinho centra a bola sobre a área paragaia, a zaga não a intercepta  e Baltazaro marca: 2 x 0 – estávamos perto da Suíça.


 A festa nas arquibancadas rolava, quando a defensiva brasileira cochilou e Martinez reduziu a conta: 2 x 1. Agora, em vez de festa, procupação, pois os paraguaios partem atrás do empate. Semf alar que o juiz deixara de marcar, pouco depois, um pênalti claro sobre Julinho. Mas este e Baltazar voltaram a balançar a rede e fechando a conta em 4 x 1.


Veludo (Flu), Djalma Santo (Port.Desp), Gérson dos Santos (Bota) e Pinheiro (Flu); Brandãozinho (Port Desp), Bauer (SP) e Nílton Santos (Bota); Julinho (Port Desp), Didi (Flu), Baltazar (Cor), Humberto Tozzi Palm) e Maurinho (SP)/Pinga (Vsc) levaram o Brasil à Suiça. O Paraguai teve: Victor Gonzalez (Vargas), Maciel e Cabrera; Gavilan, Arce e Hermosilla; Lugo, Martinez, José Paródi, Romerito e Sílvio Paródi.


O árbitro foi o fracês Raymond Vicentini, auxiliado pelo uruguaio Armental e o austríaco Steiner.  


    


            

   O leitor   Omar Aguilera é chileno, reside em Brasília e quer saber quando começou o confronto entre a Seleção Brasileri e “La Roja”, isto é, a seleção do seu país. Anote aí, amigo:


Começou em 8 de julho de 1916, pelo Campeonato Sul-Americano, que virou Copa América, desde 1987, com 48 vitória, em 68 jogos, contra oitote do adversário e 12 empates.
Além da Copa América, quando jogaram 21 vezes, brasileiros e chilenos se encontraram, ainda, em duas ocasiões, pelos Jogos Pan-Americanos; outras duas pela Taça Amizade; em 10 edições da Taça Bernardo O´Higgins; mais 10 valendo vaga nas Eliminatórias da Copa do Mundo; em três Mundiais e, ainda, por 18 amistosos. O saldo dos confrontos registra 155 bolas nas redes chilenas, contra 55 nas "brasucas", o que dá ao time canarinho o saldo de 100 tentos. Como se lê, o Chile é um autêntico “freguês de caderno”.
No primeiro duelo entre os dois países, em 13 de junho de 1962, no Estádio Nacional de Santiago, valeu vaga na final da Copa do Mundo que os chilenos promoviam. Até pisar no gramado, o time do treinador Aymoré Moreira viveu uma verdadeira aventura. Hospedada em em Qilpué, na pousada El Retiro, perto de Viña del Mar, a delegação brasileira entrou numa paranóia de achar que o cozinheiro chileno que os servia sabotaria o almoço, para a Seleção passar mal durante o jogo contra os anfitriões. Viajou de trem, para Santiago, com os jogadores comendo só sanduíche, enquanto o dentista Mário Trigo os enrolava, contando muitas piadas.

 





Veio o jogo e o Brasil não deu chance de sonhar aos chilenos. Mandou indiscutíveis 4 x 2, com dois gols de Garrincha (foto), aos 9 e aos 32 minutos do primeiro tempo, e de Vavá, aos 2 e aos 33 da etapa final – Toro, aos 42 da primeira fase, e Leonel Sanchez, cobrando pênalti, a 28 minutos do apito final, descontaram para os donos da casa. A expectativa dos chilenos por vaga na decisão era tanta que, ao meio-dia, não havia mais como achar um jeito regular de entrar no estádio. Mesmo assim, os torcedores conseguiram tornar o público em quase nove mil almas acima da capacidade da casa, de 65 mil pagantes, que proporcionaram a maior renda da Copa-62: US$ 309 mil e132 dólares.

Daquele duelo, ficou uma das mais contadas histórias do futebol brasileiro. Expulso de campo, a sete minutos do encerramento, Garrincha era problema para a final, contra a então Tchecoeslováquia. Então, os cartolas da Confederação Brasileira de Desportos agiram rápido e sumiram com o “bandeirinha” uruguaio Esteban Marino, que dedurara Mané, ao árbitro peruano Arturo Yamazaki. Como este não vira e nem anotara nada na súmula, o “pontapezinho de amizade” que Garrincha dera, com qualificara, no bumbum de Eládio Rojas, foi desconsiderado, por falta de provas, pois não se encontrou Esteban Marino para depor no julgamento do ponta-direita brasileiro, que terminou sendo, apenas, advertido.

O Brasil venceu com: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. O Chile foi: Escuti; Eyzaguirre, Raul Sanchez e Rodrigues; Contreras e Rojas: Ramirez, Toro, Landa, Tobar e Leonel Sanchez.

GOLEADA NA COPA DA FRANÇA – A Seleção Brasileira vinha de derrota, por 2 x 1, para a Noruega, mas já estava nas oitavas de final, vencendo Escócia (2 x 1) e Marrocos (3 x 0). O jogo contra o Chile seria em 27 de junho de 1998, no Parc des Princes, em Paris, e os 48.500 pagantes estavam de olho em Ronaldo Fenômeno, o melhor jogador do mundo, que havia marcado o seu primeiro gol em Mundiais no dia 16, no Le Beaujoire, em Nantes, assisitido por 33.266 fãs do seu futebol.

Para aquele jogo, apitado pelo francês Marc Batta, o Chile levava uma dupla atacante terrível, Salas e Zamorano. Mas foi o Fenômeno quem “matou”. Sofreu um pênalti, cometido por Tapia, que ele cobrou e converteu, aos 47 minutos do primeiro tempo, voltou à rede, aos 25 do segundo, e ainda mandou duas bolas nas traves na mesma etapa. Como César Sampaio, aos 11 e aos 27, da etapa inicial, havia marcado dois, a vaga já estava carimbada ao final da fase inicial – Marcelo Salas descontou para “Los Rojos”, aos 28 da fase final.

Tendo Zagallo por treinador, o Brasil escalou: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair (Gonçalves) e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo e Leonardo: Bebeto (Denílson) e Ronaldo. O Chile, do técnico Nelson Acosta, foi: Tapia; Fuentes, Margas, Reyes e Ramírez (Estay); Aros, Cornejo, Acuña (Musrri) e Sierra (Veja); Zamorano e Salas.

BALAIADAS – A maior maldade que a Seleção Brasileira já fez com a chilena foi em 17 de setembro de 1959, no Maracanã. O jogo valia pela Taça O´Higgins e os canarinhos fizeram 7 x 0. Isso, sem o contundido Garrincha e o magistral Didi, defendendo o espanhol Real Madrid. Mas Pelé estava inspirado e pipocou o barbante três vezes. Dorval, Quarentinha (2) e Dino Sani completaram o serviço.

A primeira goleada brasileira foi em 11 de maio de 1919, quando a Copa América era Sul-Americano: 6 x 0. Em 7 de setembro de 2007 houve um 6 x 1, pela mesma disputa. Em 22 de março de 1970, rolou 5 x 0, amistosos e repetidos em 4 de setembro de 2005, pelas Eliminatórias da Copa. E, em 29 de junho de 1960, os 4 x 0 de um outro amistoso.

A primeira vez que o Chile endureceu um jogo contra o Brasil foi em 17 de novembro de 1922, no 1 x 1 válido pelo então Sul-Americano. A primeira vitória saiu em 24 de janeiro de 1956, também pelo torneio continental, e, enfim, deu uma goleada, em 3 de julho de 1987, pela Copa América, já com este nome. No último duelo, em 28 de junho de 2010, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, pelo Mundial da África do Sul, o Brasil mandou 3 x 0, com gols de Juan, aos 34, e Luís Fabiano, aos 37 minutos do primeiro tempo, e de Robinho, aos 14 da etapa final (foto). O time foi: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar). Os chilenos, treinados pelo técnico argentino Marcelo Bielsa, contaram com: Bravo; Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia). O inglês Árbitro: Howard Webb foi o árbitro. (FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA FATOS&FOTOS)

 

70 - NO MUNDO DA COPA -2002


Em 2002, canarinhos são penta e Ronaldo o artilheiro. Para um Mundial promovido, conjuntamente, pela primeira vez, por dois países – Japão e Coreia do Sul – havia um clamor nacional, pela convocação de Romário, que era o principal goledor do Brasileirão. Mas a sua atitude, de pedir dispensa da Seleção, para fazer uma cirurgia nas pálpebras, e viajado, dias depois, para defender o Vasco, no México, irritou o técnico Luiz Felipe Scolari, que o riscou dos seus planos. Assim, depois de 1º de julho de 2001, quando o Brasil perdeu, por 0 x 1, do Uruguai, pelas Eliminatória da Copa, em Montevidéu, o Baixinho não mais foi convocado. Ficou foa de qutro jogos pela Copa América; de mais cinco, pelas Elimintórias e, ainda, de sete amistosos. Ele chorou, pediu desculpas ao treinador Luiz Felipe Scolari, mas não o comoveu.
Sem Romário e outro craque da época, Djalminha, não convocado, por dar uma cabeçada no treinador Javier Irureta, do espanhol La Coruña, a Seleção formou a “Família Scolari”, incluindo Ronaldo Fenômeno” (foto) e Rivaldo, que não estavam bem, fisicamente, mas tiveram o aval do médico José Luiz Runco, de que dariam conta do recado. Assim como nas vésperas da Copa-94, quando o zagueiro Ricrdo Gomes contundiu-se e foi cortado, sobrando a braçadeira de cpaitão para Dung, em 2002, o volante Emerson deslocou o ombro esquerdo, na vésperada da estreia, numa brincadeira, deixando seu posto para Cafu.
Em 3 de junho, os canarinhos iniciarama jornada do penta, penando muito para vencerem a Turquia, 2 x 1, no estádio Munsu, em Ulsan, na Coréia do Sul, diante de 33.842 pagantes e com arbitragem do sul-coreano Kim Young Joo. Os turcos abriram o placar, aos 46 minutos do primeiro tempo, por intermédio de Hasan. Ronaldo empatou, aos 4, do segundo tempo, se esticando todo para complementar um cruzamento, da esquerda, de Rivaldo. A virada saiu aos 31, quando Luizão arrancou para o gol, sofreu falta, de Ozalan, fora da área, e caiu dentro. O árbitro marcou pênalti, que Rivaldo cobrou.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu; Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta), Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (Denílson) e Roberto Carlos; Ronaldo (Luizão). TURQUIA: Rustu; Korkmaz ( Manisiz), Akiel, Ozalan, Tugay (Erdem), Ozat, Emre, Unsal, Bastsruk (Davala), Sas e Sukur. Técnico: Senol Gunes.
No segundo jogo, em 8 de junho, a Seleção deu uma goleada, no fraco time da China, que disputava seu prijeiro Mundial. Foi no estádio Jeju, em Seogwipo, na Coréia do Sul, com 36.750 pagantes e apito do lsueco Anders Frisk. Aos 14 minutos, cobrando falta, Roberto Carlos abriu a porteira. Aos 31, Cafu cruzou, Du Wei cortou, sem dominar a bola, Ronaldinho Gaúcho ficou com a sobra e serviu Rivaldo, que aumentou o placar. Aos 45, os chineses fizeram pênalti, sobre o ”Fenômeno”, que o xará gaúcho converteu. A balaiada foi compeltada, aos 9 dosegundo tempo, com Cafu cruzando e o “Fenômeno” encaçapando.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Anderson Polga; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho), Ronaldinho Gaúcho (Denílson), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). CHINA: Jiang Jin; Xu Yulong, Du Wei, Li Weifeng, Wu Chengying, Li Tie, Li Xiaopeng, Zhao Junzhe, Qi Hong (Shao Jiayi), Ma Mingyu (Yang Pu), Hao Haidong (Qu Bo). Técnico: Bora Milutinovic.
NOVA GOLEADA – Em 13 de junho, a Seleção mandou uma outra goleada: 5 x 2 em cima da Costa Rica, jogando já classificado à segunda fase e poupando Roberto Carlos, com dores musculares. Entrou o baiano Júnior (ex-Vitória, Palmeiras, São Paulo e, atualmente, no Atlético-MG). Outra novidade foi o atacante Edílson, também baiano.
O Brasil abriu, fácil, três gols de frente, com Ronaldo “Fenômeno” (foto), aos 9 e os 12, e com Edmílson, aos 37 minutos do primeiro tempo, aplicando uma bonita meia-bicicleta, após lanbçamento de Ronaldinho Gaúcho. Detalhe: risorosamente, o primeiro gol foi de Marín, contra. Wanchope descontou, aos 38, e Gómez encostou os adversários no placar, aos 15, da fase final. Passados os descuidos, o Brasil liquidou a goleada, com Rivaldo, aos 16 finalizando cruzmento feito por Edílson, Júnior, aos 18, também, lançado por Edílson.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho) e Rivaldo (Kaká); Edílson (Kleberson) e Ronaldo. COSTA RICA: Lonnis; Wright, Marin, Martinez (Parks), Wallace (Bryce), Solís (Fonseca), López, Castro, Centeno, Gómez e Wanchope. Técnico: Alexandre Guimarães.O jogo teve 38.524 pagantes, apito do egípcio Gamal Ghandour e um detalhe: Alexandre Guimarães tornou-se o primeiro brasileiro a enfrentar a Seleção, como jogador e treinador.
QUEIMARAM O DIABO – Em 17 de junho, os adversários, no estádio Asa, em Kobe, no Japão, eram os chamados “Diabos Vermelhos, da Bélgica. O jogo foi assitido por 40.440 pagantes e apitado pelo jamaicano Peter Prendergas.
A vitória brasielira, por 2 x 0, não foi fácil. Os belgas chegaram a marcar um gol, aos 35 minutos, mas o árbitro viu falta no lance, gerando muitas reclamações. No segundo tempo, o Brasil matou, com gols de Ruivaldo, aos 21, após passe aéreo, de Ronldinho Gaúcho, e matada de bola no peito, e com Ronaldo, aos 31, lançado por Kléberson, que fizera uma roubada de bola e arrancado, pela direita do ataque.
BRASIL: Mrcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Denílson), Ronaldinho Gaúcho (Kleberson), Rivaldo (Ricardinho) e Roberto Carlos; Ronaldo. BÉLGICA: De Vlieger; Peters (Sonck), Vanderhaeghe, Van Buyten, Van Kerchkoven, Simons, Walem, Goor, Wilmots, Verheyen e Mpenza. Técnico: Robert Waseige.
O Brasil saia para as quartas-de-final, em 21 de junho, no estádio Ecopa, em Shizuoka, no Japão. E foi num jogo decidido num gol chamado de “espírita”. Aos qutro minutos do segundo tempo, uma falta do lado direito do ataque brasileiro, derrubou o time inglês. Ronaldinho Gaúcho cobrou e a bola viajou pelo alto, até a gaveta direita do goleiro Seman, que estava adintado. Ronaldinho jura que o fez conscientemente, mas ficou a dúvida. O lance fora foi muito esquisito. Enfim, Brasil 2 x 1.
Jogando com camisas azuis, pelas quartas-de-final, os brasileiros sofreram o primeiro gol, numa falha horrorosa do zagueiro Lúcio, aos 22 minutos do primeiro tempo. Ao errar uma matada de bola, o zagueiro deu um presente a Owen, que não perdoou. Ainda no primeir tempo, aos 46, o Brasil empatou. Ronaldinho Gaúcho pedalou diante de Ashley Cole, na entrada da área, e tocou à sua esqueda para Rivaldo chutar e igualar. No segundo tempo, Ronaldinho foi expulso, bobamente, por uma entarda violenta, uma solada, sobre Mills
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). INGLATERRA: Seaman; Mills, Ferdinand, Campbell, Cole (Sheringham), Butt, Scholes, Sinclair (Dyer), Beckham, Owen (Vassell) e Heskey. Técnico: Severn Goren. O mexicano Felipe de Jesús Ramos Rizo apitou a partida, que teve 47.436 pagantes.
‘REVENCENDO’ OS TURCOS – Brasil e Turquia voltaram a se encontrar, em 26 de junho. Foi no etádio Saitama, em Saitama, no Japão. Valia peals semifinais e a “Família Scolari” teve muito trabalho para vencer, por 1 x 0, com o gol marcado por Ronaoldo, aos quatro minutos do segundo tempo. Se bem que o time colocou o goleiro Rustu para trabalhar em conclusões de Cafu, Rivaldo e Ronaldo “Fenômeno”.
No lancer do gol, Gilberto Silva subiu no ataque e laçou Ronaldo, pela esquerda da área turca. O “Fenômeno” bateu de bico de chuteira, surpreendendo Rustu. Aos 22 minutos, o goelador, que havia lnçado um esquisito corfte de cabeço, apelidado de “Cascão”, igual ao de um persongem das histórias em quasdrinhos de Maurício de Sousa, cedeu sua vaga a Luizão. Aos 29, Edílson saiu, para Denílson segurar o jogo. E o Brasil “revenceu” os turcos, depois de 2 x 1 na estréia.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson (Belletti), Rivaldo e Robrto Carlos; Edílson (Denílson (foto)) e Ronaldo (Luizão). TURQUIA: Rustu; Akyel, Korkmaz, Ozalan, Ergun, Tugay, Davala (Izzet), Emre (Mansiz), Basturk (Arif Erdem)m, Sas e Sakur. Técnico: Senol Gunes. O dinamarquês Kim Milton Nielsen apitou a partida, assistida por 61.058 pagantes, no mesmo local do compromisso anterior dos brasileiros.
PENTACAMPEÕES – Em 1958, o título fora conquistado em 29 de junho, no estádio Rasunda Solha, em Estocolmo, na Suécia. Em 1962, em 17 de junho, no Estádio Nacional, de Santiago do Chile. Em 1970, em 21 de junho, no Estádio Azteca, da Cidade do México. Em 1994, em 17 de julho, no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. Em 2002, a festa rolou em 30 de junho, no Estádio Internacional, de Yokahoma, no Japão.
Era a terceira vez, consecutiva, que a Seleção Brasileira chegava à decisão. O adversário era a Alemanha, que não contaria com o seu principal astro, o suspenso Ballack. Os canarinho estiverma melhores na etapa inicial, mas só balançaram a rede na segunda fase. Mas foram os alemães, com seus canhões, quem assustaram primeiro, numa pegad de Neuville, que Marcos defendeu, com a bol chocndo-se contra sua baliza. Aos 11 minutos, porém, Ronaldo abriu o placar. Gilberto Silva o lançou, pela esquerda. O “Fenômeno” perdeu a bola e caiu. Levantou-se, insistiu no lance e a roubou, de Hamman, para lançar Rivaldo. Este chutou, o goleiro Kahn não seguou e Ronaldo pegou o rebote, fazendo 1 x 0.
Aos 38, novamente, o “Fenîomeno” liquidou com os alemães. Cafuj lançou Kléberson, que progrediu, pela direita, e lançou Rivaldo, na meia-lua da grande área alemã. Rivaldo tocou a bola para Ronaldo, que fechou a conta: Brsil 2 x 0. Ronaldo, que havia sofrido uma gravíssiam contusão, há dois anos, dava a volta por cima. Foi o principal artilheiro da disputa com 8 gols, igualando os 12 gols marcados por Pelé em Copas do Mundo – em 1996, tornou-se o maior goleador acumulado dos Mundiais, com 15 tentos, contra 14 do alemão Gerd Muller e 13 do francês Just Fontaine, que marcara 13 em uma mesma edição. No mais, depois de Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres e Dunga, foi só Cafu levantar taça do penta.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roqeu Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldlo (Denílson (foto). ALEMANHA: Kahn; Linke, Ramelow, Metzelder, Frings, Hamman, Jeremies (Asamoah), Schneider, Bode (Ziege), Neuville, Klose (Bierhoff). Técnico: Rudi Völler. A final foi apitada pelo italiano Pierluigi Collina e assistida por 69.029 pagantes.
TODOS OS RESULTADOS: Senegal 1 x França 0; Dinamarca 2 x Uruguai 1;França 0 x Uruguai 0; Senegal 1 x Dinamarca 1; Senegal 2 x Uruguai 3; Dinamarca 2 x França 0; Paraguai 2 x África do Sul 2; Espanha 3 x Eslovenia 1; Espanha 3 x Paraguai 1; África do Sul 1 x Eslovénia 0; Espanha 3 x África do Sul 2; Paraguai 3 x Eslovénia 1; BRASIL 2 x Turquia 1; Costa Rica 2 x China 0; BRASIL 4 x China 0; Costa Rica 1 x Turquia 1;Turquia 3 x China 0; BRASILl 5 x Costa Rica 2; Coréia do Sul 2 x Polônia 0; Estados Unidos 3 x Portugal 2; Coréia do Sul 1 x Estados Unidos 1; Portugal 4 x Polônia 0; Polônia 3 x Estados Unidos 1; Coréia do Sul 1 x Portugal 0; Irlanda 1 x Camarões 1; Alemanha 8 x Arábia Saudita 0; Alemanha 1 x Irlanda 1; Camarões 1 x Arábia Saudita 0; Irlanda 3 x Arábia Saudita 0; Alemanha 2 x Camarões 0; Argentina 1 x Nigéria 0; Inglaterra 1 x Suécia 1;Suécia 2 x Nigéria 1; Inglaterra 1 x Argentina 0; Suécia 1 x Argentina 1; Nigéria 0 x Inglaterra 0; México 1 x Croácia 0; Itália 2 x Equador 0; Croácia 2 x Itália 1; México 2 x Equador 1; México 1 x Itália 1; Equador 1 x Croácia 0; Japão 2 x Bélgica 2; Rússia 2 x Tunísia 0; Japão 1 x Rússia 0; Tunísia 1 x Bélgica 1; Japão 2 x Tunísia 0; Bélgica 3 x Rússia 2; Alemanha 1 x Paraguai 0; Inglaterra 3 x Dinamarca 0; Senegal 0 x Suécia 0 (Prorrogação, Senegal 1x0); Espanha 1 x Irlanda 1 (Prorrogação, 0x0. Pênaltis, Espanha 4x3); Estados Unidos 2 x México 0; BRASIL 2 x Bélgica 0; Turquia 1 x Japão 0; Coréia 1 x Itália 1 (Prorrogação, Coréia 1x0); BRASIL 2 x Inglaterra 1; Alemanha 1 x Estados Unidos 0; China 0 x Espanha 0. (Prorrogação, 0 x 0. Pênaltis, China 5x3); Turquia 0 x Senegal 0 (Prorrogação, Turquia 1x 0); Alemanha 1 x Coréia 0; BRASIL 1 x Turquia 0; Turquia 3 x Coréia do Sul 2 e BRASIL 2 x Alemanha 0.
CLSSIFICAÇÃO FINAL: 1 – BRASIL; 2 – Alemanh; 3 – Tuquia; 4 – Coréia do Sul; 5 – Espanha; 6 - Senegal; 7 – Inglaterra; 8 - Estados Unidos; 9 – Japão; 10 – Dinamarca; 11 – México; 12 – Irlanda; 13 – Suécia; 14 – Bélgica; 15 – Itália; 16 – Paraguai; 17 - África do Sul; 18 – Argentina; 19 – Costa Rica; 20 – Camarões; 21 – Portugal; 22 – Rússia; 23 – Croácia; 24 – Equador; 25 - Polônia; 26 – Uruguai; 27 – Nigéria; 28 – França; 29 – Tunísia; 30 – Eslovênia; 31 – China e 32 – Arábia Saudita. (FOTOS REPRODUZIDOS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS.

69 - NO MUNDO DA COPA- 1998

 

 

      Ronaldo sobre apagão na final de 1998 e a França levanta caneco. Foi o segundo Mundial promovido pela França – o primeiro havia sido em 1938, vencido pela Itália – e o primeiro com 32 seleções. Para as Eliminatórias, se inscreveram 168 países, dos 193 filiados à FIFA. Em 10 de junho, mantendo Zagallo como treinador, o Brasil abria a disputa, com vitória, por 2 x 1, sobre a Escócia, em jogo apitada pelo espanhol José Maria García Aranda.
O primeiro gol canarinho foi de César Sampaio, aos 4 minutos, “ombreando” um escanteio cobrado por Bebeto. Já que não deu com a cabeça...! Aos 38, César Sampaio fez pênalti, em Gallacher, Collins cobrou e empatou. No segundo tempo, aos 23, Boyd, contra, deu a vitória aos canarinhos. Foi um gol esquisito. Dunga lançou Cafu, que dividiu a bola com o goleiro Leighton. A sobra bateu em Boyd e entrou.
A partida, assistida por 80 mil pagantes, marcou a estréia de Ronaldo “Fenômeno” em uma Copa do Mundo, substituindo Romário, que fora cortado nas vésperas da competição, devido a problemas na coxa direita. Herói da Copa-94, o Baixinho chorava muito, comovendo todo o Brasil.
A Seleção, treinada por Zagallo, formou com: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano (foto), Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Rivaldo e Giovanni (Leonardo); Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Escócia: Leighton; Burley, Calderwood, Hendry e Boyd; Lambert, Coillins, Dailly (McKinlay) e Jackson; Gallacher e Durie. Técnico: Craig Brown.
PRA LÁ DE MARRAKESH – A Seleção de Zagallo descansou seis dias, para mandar 3 x 0 no Marrocos. O jogo, no estádio Le Beaujoire, em, Nantes, teve 33.266 pagantes e apito com o russo Nikolai Levinikov.
Quem abriu a contagem foi o “Fenômeno”, aos 9 minutos, lançado, por Rivaldo. Ele chutou, de direita, de fora da área, em sua primeira balançada de rede em Copas do Mundo. Mesmo com a abertura da porteira, o capitão Dunga estava “pra lá de Marrakesh”. Desferiu uma cabeçada, em Bebeto, porque este não ajudara na marcação, durante uma falta cobrada pelos marroquinos. Mas o baiano teve participação no segundo gol, lançando Cafu, que cruzou, rasteiro, para Rivaldo ampliar o marcador, aos 49, ainda, da primeira etapa. No segundo tempo, aos 5 minutos, Bebeto fechou o placar, depois de uma roubada de bola, por Ronaldo.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio (Doriva), Dunga, Rivaldo (Denílson) e Leonardo; Bebeto (Edmundo) e Ronaldo. Marrocos: Benzekri; Saber (Abrami), Rossi e Naybet; El Hadrioiu, Bassir, Chiba (Amzine), Tahar e Chippo; Hadda (El Khattabi) e Hadji. Técnico: Henri Michel.
O MAU BAIANO – Em 23 de junho, quando a Bahia está em festa, comemorando o dia de São João, o zagueiro Júnior Baiano cometeu uma das maiores barbaridades da Copa: puxou o norueguês Tore André Flo, pela camisa, dentro da área. Rekdal cobrou, aos 33 minutos do segundo tempo, o penal que deu a vitória à Noruega, por 2 x 1.
Cinco minutos antes daquela pixotada, Júnior Baiano já havia sido vencido, pelo mesmo Tore André Flo, no lance em que o norueguês empatara a partida, cujo placar for aberto, por Bebeto, aos 23 minutos da mesma etapa final, cabeceando cruzamento de Denílson. Mas a derrota não tivera nenhuma importância, tendo em vista que o Brasil já estava classificado, em primeiro lugar, no seu grupo, já que os demais jogos haviam terminados em empates.
O jogo foi assistido por 55 mil pagantes, apitado pelo norte-americano Esfandiar Baharmast e realizado no Vélodrome, de Marselha, local onde a Seleção Brasileira jogara a semifinal da Copa de 38.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos; Dunga, Leonardo, Denílson e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo. Noruega: Grodaas; Berg, Eggen, Johnsen, Bjornebye e Havard Flo (Solskjaer); Leonhardsen, Rekdal e Strand (Mykland); Riseth (Jostein Flo) e Tore André Flo. Técnico: Egil Olsen.
MATOU A PAU – O Brasil havia perdido, relativamente, pouco, em 71 jogos disputados por Copas do Mundo – 1 x 2 Iugolsávia, em 1930; 1 x 3 Espanha, em 1934; 1 x 2 Itália, em 1938; 1 x 2 Uruguai, em 1950; 2 x 4 Hungria, em 1954; 1 x 3 Hungria e 1 x 3 Portugal, em 1966; 0 x 2 Holanda e 0 x 1 Polônia,e m 1974; 2 x 3 Itália, em 1982, e 0 x 1 Argentina, em 1990. A derrota para os noruegueses ficara atravessada na garganta. Quem “pagou o pato” foram os chilenos.
Em 27 de junho, no Parc des Prince, em Paris, diante de 8.500 pagantes, a Seleção goleou o Chile, por 4 x 1. César Sampaio marcou dois gols – aos 11 e aos 27 minutos do primeiro tempo – e Ronaldo mais dois – aos 47 do primeiro, cobrando pênalti, que ele mesmo sofreras, e aos 25 da fase final. Marcelo Salas, aos 23 da parte final, fez o gol de honra dos chilenos. A vaga estava garantida nas quartas-de-final.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair (Gonçalves) e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo e Leonardo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Chile: Tapia; Fuentes, Margas, Reyes e Ramirez (Estay); Aros, Cornejo, Acuña (Musrri) e Sierra (Vega); Zamorano e Salas. Técnico: Nelson Acosta. O árbitro foi o francês Marc Batta.
DURO DE MATAR – Julho chegou, com uma difícil vitória brasileira, no dia 3, por 3 x 2 sobre a Dinamarca, no Le Beaujoire, em Nantes, diante de 35.500 pagantes e apito do egípcio Gamal Ghandour.
Os dinamarqueses mostraram, logo, aos 2 minutos, que iriam complicar. A defesas brasileira cochilou, durante cobrança de falta, e Jorgensen não perdoou. Aos 11, porém, Bebeto empatou, ao receber passe do “Fenômeno”, e, aos 27, Rivaldo desempatou, colocando a casa em ordem.
O que nenhum torcedor brasileiro imaginava, no segundo tempo, era que Roberto Carlos, com 5 minutos de bola rolando, fosse experimentar uma “bicicleta de pneu furado”. Isso mesmo! Tentou tirar a bola da área, esnobando classe, mas errou e deu o gol para Brian Laudrup empatar e comemorar fazendo a pose da Pequena Sereia, o símbolo do seu país. Aos 15, Rivaldo marcou o gol da vitória e saiu beijando sua aliança.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo (Zé Roberto) e Leonardo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Dinamarca: Schmeichel; Rieper, Hog, Heintze e Colding; Jorgensen, Helveg (Schjonberg), Nielsen (Tofting) e Michel Laudrup; Brian Laudrup e Moller (Sand). Técnico: Bo Johansson.
SÃO TAFFAREL – O estádio era o Vélodrome, de Marselha. O árbitro, Ali Bujsaim, dos Emirados Árabes Unidos. A assistência de 54 mil pagantes e o milagre do goleiro Cláudio André Mergen Taffarel. Ele salvou um chamado “gol certo”, de Kluivert, no último minuto da partida em que Brasil e Holanda terminaram empatados, por 1 x 1. Como ninguém mexeu no placar, na prorrogação, Taffarel defendeu dois pênaltis, na decisão da vaga, cobrados por Cocu e por Ronaldo de Boer – Frank de Boer e Bergcamp converteram as deles. Pelo Brasil, Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga finalizaram placar em 4 x 2.
Brasil: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Rivaldo e Leonardo (Emerson); Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Holanda: Van der Sar; Reiziger (Winter), Stan, Frank de Boer e Cocu; Ronald de Boer, Jonk (Seedorf), Davids e Bergkamp; Zenden (Van Hooijdonk) e Kluivert. Técnico: Guus Hiddink.
O APAGÃO DE RONALDO – Na tarde (pelo horário da França) que antecedeu à final, Ronaldo teve uma convulsão, enquanto dormia, na concentração brsileira, no castelo de Lésigny. Acordou sentido dores pelo corpo e até temeu pela sua vida. O fato nunca foi esclarecido. Surgiram várias vertentes e uma delas dizia respeito a um mar de pressões sobre ele, nos meses que antecederam à Copa, culminando com o citado acima.
Levado a uma clínica, Ronaldo voltou dizendo ao técnico Zagallo que se sentia bem e que queria jogar. Às 19h48, quando a escalação da Seleção Brasileira foi divulgada, os franceses acharam que era “jogada” do adversário, para confundi-los. Havia o nome de Edmundo na vaga do Fenômeno. Às 20h18, uma nova escalação era divulgada, com Ronaldo (foto).
A bola rolou e a Seleção de Zagallo parecia sem rumo. Em seis minutos, os franceses haviam criado duas boas chances de gol. O Brasil só assustou, aos 21, quando Ronaldo cruzou e o goleiro francês Barthez se virou para salvar o tento. Aos 27, Roberto Carlos cedeu um escanteio, irresponsável. Petit cobrou, Zidane antecipou-se à Leonardo e marcou, de cabeça, o que jamais fizera pela seleção francesa. No final do primeiro tempo, a França perdeu outro gol, mas, durante uma nova cobrança de escanteio, Zidane voltou a marcar, com cabeçada, chegando na bola primeiro do que Dunga. Tava feia a coisa.
Veio segundo tempo e o Brasil só teve uma chance de gol, com Ronaldo chutando, de cima, e Barthez defendendo. Pra compensar, os franceses, também, desperdiçaram uma boa chance, depois, com Dugrry. Mas mataram o jogo, aos 47, com Petit finalizando um contraataque. Era a primeira vez que o Brasil perdia por três gols de diferença em uma Copa do Mundo.
Para os franceses, não interessa se a Seleção canarinha “não entrou em campo”, na decisão. Eles foram campeões incontestáveis. Só engancharam nos italianos, empatando, poor 0 x 0, para vencê-los nas cobranças de pênaltis, por 4 x 3. No mais, mandou 3 x 0 na África do Sul; 4 x 0 na Arábia Saudita; 2 x 1 na Dinamarca e 1 x 0 no Paraguai, além dos 3 x 0 no Brasil.
França 3 x 0 Brasil foi apitado pelo marroquino Said Belqola e assistido por 75 mil pagantes, no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. O Brasil foi: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio (Edmundo), Dunga, Rivaldo e Leonardo (Denílson); Bebeto e Ronaldo. França: Barthez; Thuram, Leboeuf, Desaily e Lizarazu; Karembeu (Borghossian), Deschamps, Petit e Zidane; Djorkaef (Vieira) e Guivarc´h (Dugarry). Tpecnico: Aimé Jacquet.
TODOS OS RESULTADOS: Brasil 2 x 1 Escócia; Marrocos 2 x 2 Noruega; Escócia 1 x 1 Noruega; Brasil 3 x 0 Marrocos; Escócia 0 x 3 Marrocos; Noruega 2 x 1 Brasil; Itália 2 x 2 Chile; Camarões 1 x 1 Áustria; Chile 1 x 1 Áustria; Itália 3 x 0 Camarões; Itália 2 x 1 Áustria; Chile 1 x 1 Camarões; Arábia Saudita 0 x 1 Dinamarca; França 3 x 0 África do Sul; África do Sul 1 x 1 Dinamarca; França 4 x 0 Arábia Saudita; França 2 x 1 Dinamarca; África do Sul 2 x 2 Arábia Saudita; Paraguai 0 x 0 Bulgária; Espanha 2 x 3 Nigéria; Nigéria 1 x 0 Bulgária; Espanha 0 x 0 Paraguai; Espanha 6 x 1 Bulgária; Nigéria 1 x 3 Paraguai; Coréia do Sul 1 x 3LMéxico; Holanda 0 x 0 Bélgica; Bélgica 2 x 2 México; Holanda 5 x 0 Coreia do Sul; Bélgica 1 x 1 Coreia do Sul; Holanda 2 x 2 México; Iugoslávia 1 x 0 Irã; Alemanha 2 x 0 Estados Unidos; Alemanha 2 x 2 Iugoslávia; Estados Unidos 1 x 2 Irã; Alemanha 2 x 0 Irã; Estados Unidos 0 x 1 Iugoslávia; Inglaterra 2 x 0 Tunísia; Romênia 1 x 0 Colômbia; Colômbia 1 x 0 Tunísia; Romênia 2 x 1 Inglaterra; Romênia 1 x 1 Tunísia; Colômbia 2 x 0 Inglaterra; Argentina 1 x 0 Japão; Jamaica 1 x 3 Croácia; Japão 0 x 1 Croácia; Argentina 5 x 0 Jamaica; Japão 1 x 2 Jamaica; Argentina 1 x 0 Croácia; Holanda 2 x 1 Iugoslávia; Inglaterra 2 x 2 Argentina; Brasil 4 x 1 Chile; Nigéria 1 x 4 Dinamarca; Noruega 0 x 1 Itália; França 1 x 0 Paraguai; México 1 x 2 Alemanha; Romênia 1 x 0 Croácia; Holanda 2 x 0 Argentina; Brasil 3 x 2 Dinamarca; Itália 0 x 0 França (França 4 x 3 nos pênaltis); Alemanha 0 x 3 Croácia; Holanda 1 x 1 Brasil (Brasil 4 x 2 nos pênaltis); Croácia 1 x 2 França; Holanda 1 x 2 Croácia e França 3 x 0 Brasil.
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 – França; 2 – Brasil; 3 – Croácia; 4 – Holanda; 5 – Itália; 6 – Argentina. 7 – Alemanha; 8 – Dinamarca; 9 – Inglaterra; 10 - Iugoslávia; 11 – Romênia; 13 – Nigéria; 13 – México; 14 – Paraguai; 15 – Noruega; 16 – Chile; 17 – Espanha; 18 – Marrocos; 19 – Bélgica; 20 – Irã; 21 – Colômbia; 22 – Jamaica; 23 – Áustria; 24 – África do Sul; 25 – Camarões; 26 – Tunísia; 27 – Escócia; 28 – Arábia Saudita; 29 – Bulgária; 30 – Coréia do Sul; 31 – Japão; 32 – Estados Unidos. (FOTOS REPRODUZIDAS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS

68 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ SENIOR

Pelé vestiu a camisa canarinha, pela penúltima vez, em partida por uma competição que o homenageava. Rolou em 4 de janeiro de 1987, quando se disputou a I Copa Pelé de Futebol Senior, também chamada de Mudialito Senior. Naquele compromisso, com o escudo da jaqueta diferente do oficial da Seleção Brasileira, os senhores com mais de 35 anos de idade, venceram a Itália, por 3 x o, no Pacaembu, no final de uma tarde do domingo. O uruguaio Ramon Barreto apitou e o italiano Leli (contra) abriu a conta,aos 29 minutos do 1º tempo. Na etapa final, Rivellino , aos 29, e Dario,aos 35, fecharam a fatura.
O time, que terminou vice-campeão (os argentinos levaram a taça), foi dirigido pelo locutor Luciano do Vale, da TV Bandeirantes, e teve o “Rei do Futebol” somente no jogo citado acima. Nas demais partidas, ele não atuou – Brasil 0 x 0 Uruguai, em 7 de janeiro; Brasil 1 x 3 Argentina, quatro dias depois, e Brasil 2 x 1 Alemanha, no dia 16.
O penúlimo Pelé canarinho entrou na formação que teve: Ado; Toninho Baiano, Afredo Mostarda, Djalma Dias e Marco Antônio. Todoro (Dario), Paulo César Carpegiani e Rivellino (Dicá); Cafringa (Lola) Pelé e Edu Américo. A Itália foie: Albertosi; Cuccuredu, Leli (Polletti), Maldera e Facchetti; Belluhi , Damiani (Scala) e Mariani;. Boninsegna e Savoldi. O técnico era Nico: Renzo Rovatti.
Nesta segunda foto, abaixo, reproduzida da revista "Manchete", aparecem, da esquerda para a direita: Alfredo, Cafuringa, Pelé, Teodoro, Marco Antônio, Edu Américo, Djalma Dias e Paulo César Carpegiani.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

64 - NO MUNDO DA COPA - 1994

Na terra do Tio Sam, em 1994, um baixinho carregou o caneco. Ninguém botava fé que os Estados Unidos pudessem promover um grande Mundial de futebol. Simplesmente, porque o país era visto sem tradição na modalidade, mesmo tendo se filado à FIFA, nove anos após a criação da entidade e participado da primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. O que induzia se pensar assim era o fato de 13% da população norte-mericana não saber o que iria ocorrer por lá, há pouco mais de dois meses do início da competição.
Para tornar a Copa-94 mais atraente, mudou-se algumas regras. Os goleiros foram proibidos de segurar, com as mãos, as bolas recuadas, e premiou-se, com três pontos, os vencedores na primeira fase. Ajudou bastante. A média de gols por partida chegou a 2,71, perdendo só para a das Copa do Chile, em 1962, e da Inglaterra, em 1966, foi de 2, 78. No Mundial de 1990, na Itália, havia sido de 2,21.
O público presente aos estádios foi outra nota positiva. A melhor média, até então, era a do Mundial de 1950, no Brasil, com 47.511 presentes, por jogo – 1.045.246 assistentes, no total. Nos Estados Unidos, foram 68.604 almas por partida – total de 3.567.15 torcedores. Mas o Mundial teve uma nota muito triste: Diego Armando Maradona foram apanhado no exame antidoping e banido da disputa.

À SOMBRA DE PARREIRA – Carlos Alberto Parreira foi o treinador da Seleção Brasileira do tetra, que aparece, na foto ao lado, formando com Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro ssilva, Márcio Santos e Branco, em pé, da esquerda, para a direita; Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho, agachados, na mesma ordem. Tendo Mário Jorge Lobo Zagallo por auxiliar-técnico, ele assumiu o cargo, em 30 de outubro de 1991, vencendo a Iugoslávia, por 3 x 1, e prometendo futebol ofensivo. Mas o discurso começou a mudar durante as Eliminatórias, quando os canarinhos andaram nas “recuetas” da Copa de 1990.
No meio do caminho, Parreira andou perto de perder o emprego, devido a derrota, por 2 x 0, para a Bolívia, em La Paz, a primeira na história da Seleção. E só convocou Romário depois que a TV mostrou os gols belíssimos gols que o atacante vinha marcando, pelo espanhol Barcelona. O "Baixinho" passou a ser clamor nacional. Até então, não era convocado, por conta de um desentendimento com Zagallo.
Poucos dias antes de começar a campanha do tetra, o zagueiro Ricardo Gomes machucou-se, foi cortado e Márcio Santos virou titular. Durante a estréia brasileira na Copa do Tio Sam, em 20 de junho, no Estádio Stanford, em San Francisco, contra a Rússia – a União Soviética se fragmentara, em 1992, em 14 países –, Ricardo Rocha, também, se machucou. Entrou Aldair. Durante o jogo, Parreira já tinha uma nova zaga.
O Brasil começou vencendo os russos, por 2 x 0. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Bebeto cobrou escanteio, Romário antecipou-se ao zagueiro Gorlukovich e abriu o placar. No segundo tempo, depois de os canarinhos terem reclamados a não marcação de dois pênaltis, finalmente, o árbitro Lim Kee Chong, das Ilhas Maurício, marcou um, sofrido por Romário, derrubado, dentro da área, por Ternavski. Raí cobrou e fechou o placar, aos 7 minutos. O jogo foi assistido por 81.061 pagantes.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha (Aldair) Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Raí (Mülller) e Zinho (Paulo Sérgio); Bebeto e Romário. RÚSSIA: Kharin; Gorlukovich, Ternavski, Nikiforov Kunznetsov; Khelestov, Karpin, Piatniski e Tsymbalar; Radchenko (Borodiuk) e Yuran (Salenko). Técnico: Pavel Sadryn.
CAMARÕES NA PANELA – Quatro dias depois, no mesmo estádio, o Brasil aumentou seu público – 83.401 pagantes – e o placar: 3 x 0. A nova vítima foi Camarões, no jogo apitado pelo mexicano Arturo Brizio Carter. Contanto com o jogador mais velho a atuar numa Copa do Mundo, Roger Milla, de 42anos, a seleção de Camarões não era forte, como em 1990, e seus jogadores não batiam bem com o técnico francês Henri Michel. Dunga não queria saber daquilo. Aos 39 minutos, enfiou um passe, de trivela, para Romário vencer Mbouh e Song e mandar na rede.
No segundo tempo, o zagueiro Márcio Santos, complementou cruzamento, de Jorginho, aos 21 minutos, aumentando a fatura, que foi encerrada, aos 28, quando Romário driblou Nkongo, chutou mal e Bebeto conservou o restante.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Raí (Müller) e Zinho (Paulo Sérgio); Bebeto e Romário. CAMARÕES: Bell; Tataw, Agbo, Song e Kalla; Foé, Libiih, Mbouh Mfede (Kessak); Biyick e Embé (Roger Milla).
PEQUENO TROPEÇO – Em 28 de junho, a Seleção saiu de San Francisco, para empatar, por 1 x 1, com a Suécia, no Pontiac Silverdome, em Detroit, diante de 77.217 pagantes, em jogo apitado pelo húngaro Sandro Puhl. Foi a primeira partida de um Mundial em estádio coberto.
Pela primeira vez, os canarinhos ficavam atrás no placar. Aos 23 minutos do primeiro tempo, Kennet Anderson balançou a rede de Taffarel, com um chute de curva. Romário empatou, de bicuda, aos 2 minutos do segundo tempo, depois de tabelar com Zinho. Enquanto isso, no outro jogo do grupo, os russos mandavam 6 x 1 em Camarões, com 5 gols de Salenko, o recorde das Copas do Mundo.
BBRSIL: Taffarel: Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, (Mazinho), Dunga, Raí (Paulo Sérgio) e Zinho; Bebeto e Romário. SUÉCIA: Raveli; Roland Nilsson, Patrik Andersson, Kamark e Ljung; Schwarz, Thern, Ingesson e Brolin; Larsson e Kennet Anderson. Técnico: Tommy Svensson.
PANCADA NO DONO DA CASA – Literalmente! Os Estados Unidos apanharam na bola e numa cotovelada, desferida, por Leonardo, sobre Tab Ramos, o que valeu ao canarinho a suspensão pelo restante do Mundial. O esquisito no lance foi que Ramos, ao sair, de maca, com o osso parietal esquerdo fraturado, recebeu o cartão amarelo, por ter seguro o brasileiro, no lance da pancadaria.
Naquele dia, a Seleção Brasileira estava de volta ao Stanford Stadium, em San Francisco, para encarar os donos da festa, os Estados Unidos, em 4 de julho, a data nacional deles. A turma do Tio Sam jogou, nitidamente, para decidir a classificação nos pênaltis. Romário teve um gol anulado, erradamente, aos 8 minutos do segundo tempo, quando o árbitro francês Joel Quiniou viu um impedimento no lance.
Sempre superior, mesmo com um homem a menos, a Seleção de Parreira chegou à vitória, com o gol marcado por Bebeto, aos 27 minutos do segundo tempo. Cafu, que substituíra Zinho e jogava pela esquerda – ele era lateral-direito, reserva de Joginho – serviu Mazinho, que lançou Romário, que livrou-se de Dooley e lançou Bebeto, pela direita da área norte-americana. O baiano bateu rasteiro, à direita do goleiro: 1 x 0 e Brasil a três vitórias do título que não conquistava, há 24 anos.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Cafu); Bebeto e Romário. ESTADOS UNIDOS: Meola; Clavijo, Lalas, Balboa e Caligiuri; Dooley, Sorber, Tab Ramos e Hugo Perez; Cobi Jones e Stewart. Técnico: Bora Milutinovic. O público foi de 84.147 pagantes.
LARANJA DESCASCADA – Em 9 de julho, o Brasil devolveu à Holanda, a derrota sofrida na Copa de 1974, na Alemanha. Mandou 3 x 2, no Cotton Bowl, em Dallas, em jogo apitado pelo costa-riquenho Rodrigo Bdilla e assistido por 63.500 pagantes.
Sem o suspenso Leonardo, Parreira mandou o substituto Branco tomar conta do perigoso Overmars e recuou Dunga, para qualquer eventualidade. E, assim, os gols só saíram no segundo tempo. Aos 8minutos, o zagueiro Aldir esticou um passe, para Bebeto, pela esquerda. O “ baianinho chorão” lançou Romário,que mandou na rede: 1 x 0. O segundo gol brasileiro foi polêmico e gerou cobrança, do adversário, ao árbitro. Aos 18 minutos, o goleiro holandês, De Goej, deu um chutão, para a frente. Branco, de cabeça, rebateu a bola, que caiu entre Romário, em impedimento, e Bebeto, que dominou o lance, driblou o goleiro (foto) e aumentou: 2 x 0. Depois, saiu “embalando o neném”, em homenagem ao filho Mateus, nascido quando ele já havia viajado.
Um minuto depois do gol, a defesa brasileira bobeou e Holanda diminuiu, com Bergkamp. Pra piorar, ao 31, Winter empatou. O tento da vitória da Seleção, que jogava de azul, saiu aos 36. Branco avançou e foi imprensado, perto da área, por Jonk e Winter. Ele mesmo cobrou a falta, com a bola passando entre Romário e Valckx, para cair no canto esquerdo inferior da trave holandesa: 3 x 2.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário. HOLANDA: De Goej; Valckx, Koeman, Rijkaard (Ronald De Boer); Winter, Wouters, Jonk, e Witschge; Overmars, Bergkamp e Van Vossen (Roy). Técnico: Dick Advocaat.
DE NOVO, OS SUECOS – Do Cotton Bowl, em Dallas, para o Rose Bowl, em Los Angeles. Era 13 de julho e o Brasil "reenfrentava" a Suécia. Agora, valia vaga na final. Os suecos, que vinham de uma prorrogação, com a Romênia, foram bombardeados, por 26 chutes brasileiros, e jamais tiveram o domínio do jogo, no qual deram só três chutes a gol. Romário teve três boas chances de gol, mas este só saiu aos 35 minutos do segundo tempo. E de forma esquisita. Jorginho jogou a bola, pelo alto, na área. Romário, com 10 centímetros a menos do que Roland Nilsson, cabeceou para as redes: 1 x 0 e fim de papo. Brasil na final.
A semifinal foi assistida pore 91.856 almas e apitada pelo colombiano Torres Cadena. O Brasil foi: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário. A Suécia, do técnico Tommy Svensson, alinhou: Ravelli; Nilsson; Patrik Andersson, Bjorkblund e Ljung; Thern, Mild, Ingesson e Brolin; Dalhlin (Rehn) e Kennet Andersson.
TETRA NOS PÊNALTIS – Foi o primeiro Mundial decidido nos pênaltis. No tempo normal de jogo, enquanto os italianos tiveram quatro chutes ao gol, o Brasil fez 18. Num deles, de Mauro Silva, a bola escapou do goleiro Pagliuca e bateu no seu poste direito,que mereceu um beijo do camisa 1 da Azurra. Em outro lance perigoso, Cafu cruzou, para a pequena área, e Romário errou a conclusão. E ficou nisso.
Vieram as cobranças de pênaltis. Franco Baresi abriu série, chutando por cima da trave. Pra compensar, Márcio Santos permitiu a defesa de Pagliuca. Em seguida, Albertini, Romário, Evani e Branco acertaram as suas batidas. Massaro chutou para a defesa de Taffarel; Dunga conferiu e Roberto Baggio encerrou a Copa, mandando a bola pra fora, muito alta. Brasil 3 x 2 e taça levantada pelo capitão Dunga (foto).
BRASIL: Taffarel; Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Viola); Bebeto e Romário. ITÁLIA: Pagliuca; Benarrivo, Mussi (Apolloni), Baresi e Paolo Maldini; Albertini, Dino Baggio (Evani), Berti e Donadoni; Roberto Baggio e Massaro. Técnico: Arigo Saschi. Árbitro: Sandro Puhl, da Hungria. Público: 94.194 pagantes.
TODOS OS RESULTADOS: Estados Unidos 1 x 1 Suíça; Colômbia 1 x 3 Romênia; Romênia 1 x 4 Suíça; Estados Unidos 2 x 1 Colômbia; Estados Unidos 0 x 1 Romênia; Suíça 0 x 2 Colômbia; Camarões 2 x 2 Suécia; Brasil 2 x 0 Rússia; Brasil 3 x 0 Camarões; Suécia 3 x 1 Rússia; Brasil 1 x 1 Suécia; Rússia 6 x 1 Camarões; Alemanha 1 x 0 Bolívia; Espanha 2 x 2 Coreia do Sul; Alemanha 1 x 1 Espanha; Coreia do Sul 0 x 0 Bolívia; Alemanha 3 x 2 Coreia do Sul; Bolívia 1 x 3 Espanha; Argentina 4 x 0 Grécia; Nigéria 3 x 0 Bulgária; Argentina 2 x 1 Nigéria; Bulgária 4 x 0 Grécia; Argentina 0 x 2 Bulgária; Grécia 0 x 2 Nigéria; Itália 0 x 1 Eire; Noruega 1 x 0 México; Itália 1 x 0 Noruega; México 2 x 1 Eire; Itália 1 x 1 México; Eire 0 x 0 Noruega; Bélgica 1 x 0 Marrocos; Holanda 2 x 1 Arábia Saudita; Bélgica 1 x 0 Holanda; Arábia Saudita 2 x 1 Marrocos; Bélgica 0 x 1 Arábia Saudita; Marrocos 1 x 2 Holanda; Alemanha 3 x 2 Bélgica; Espanha 3 x 0 Suíça; Arábia Saudita 1 x 3 Suécia; Romênia 3 x 2 Argentina; Holanda 2 x 0 Eire; Brasil 1 x 0 Estados Unidos; Nigéria 1 x 2 Itália: México 1 x 1 Bulgária (Bulgária 3 x 1 nos pênaltis); Itália 2 x 1 Espanha; Holanda 2 x 3 Brasil; Bulgária 2 x 1 Alemanha; Romênia 2 x 2 Suécia (Suécia 5 x 4 nos pênaltis); Bulgária 1 x 2 Itália; Suécia 0 x 1 Brasil; Suécia 4 x 0 Bulgária e Brasil 0 x 0 Itália (Brasil 3 x 2 nos pânaltis).
CLSSIFICAÇÃO FINAL; 1 - BRASIL; 2 – Itália; 3 – Suécia; 4 – Bulgária; 5 – Alemanha; 6 – Romênia; 7 – Holanda; 8 – Espanha; 9 – Nigéria; 10 – Argentina; 11 – Bélgica; 12 – Arábia Saudita; 13 – México; 14 – Estados Unidos; 15 – Suíça; 16 – Eire; 17 – Noruega; 18 – Rússia; 19 – Colômbia; 20 – Coréia do Sul; 21 – Bolívia; 22 – Camarões; 23 – Marrocos; 24 – Grécia.(FOTOS REPRODUZIDAS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS

quinta-feira, 26 de junho de 2014

COPA DO MUNDO EM BRASILIA-8

 Em 21 de abril 1974, quando Brasília comemorava 14 anos de inauguração, o seu governo militar de Brasília, para fazer média com o povo, trouxe a inexpressiva seleção do Haiti, para disputar um amistoso contra a poderosa Seleção Brasileira, uma das favoritas ao título da Copa do Mundo da Alemanha. Foi a primeira vez que o time canarinho jogou na capital brasileira. Foi com entrada franca e mais de 45 mil presentes.
 Por aquela época, a equipe do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo vinha fazendo amistosos com vistas ao Mundial. O Lobo convocara, em 18 de fevereiro, 40 atletas que seriam pré-inscritos na Copa, e já decepcionaram os 79.618 pagantes que foram ao Maracanã, no prmeiro amistoso, emptando, por 1 x 1, com o México. Ante a decepção no placar, o presidente da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), João Hagvelange, enviou ofício a Pelé, rogando-lhe  ‘de ânimo fervente’ que ele ‘aquieça em voltar à Seleção’ , ao que o ‘Rei do Futeblol’ respondeu ter encerradoa sua vida no escrete nacional, em 1971, ‘com a concordância da entidade’, e que não estava a fim de iludir o povo.
  Num clima de boatos sobre a queda de Zagallo, e com Rivellino alegando dores musculares, para não jogar, a Seleção venceu (07.04.74), no Maracanã, ante 80.552 pagantes, a então Tchecoeslolváquia, por 1 x 0, com gol de MarinhoChagas, em lance duvidoso, aos 44 minutos do segundo tempo.  Em 14.04, novamente no Maracanã, e com outro grande público – 72.845 almas –, a Seleção voltou a decepcionar : 1 x 0 sobre a Bulgária, que tinha só quatro titualres, e nolvo gol no final da partida – Jairzinho, aos 43 mintuos do segundo tempo. No terceiro amistoso (17,04), no Morumbi, em São Paulo, os 62.586 pagantes aplicaram uma tremenda vaia em Paulo César ‘Caju’, mas a o Brasil venceu, por 2 x 0, com gols de Leivinha e Edu. 
SEM DOIS  -  O time de ‘Seu Zagallo’, como o treinador era chamado por uma música que pedia ‘camisa 10 na Seleção’, já não tinha mais o goleiro Félix e o lateral-direito Carlos Alberto Torres. Críticas à parte, os canarinhos fizeram um bom primeiro tempo e abriramo placar, aos 21 minutos, por intrédio de Paulo César, naquele momento, atacando pela direita, o que não era o seu forte. E ficou naquilo a etapa.
No segundo tempo, aos cinco minutos, o palmeirense Césa Lemos lançou o botafoguense Marinho Chagas, que lançou o tricolor (Flu) Rivelino, que fez 2 x 0. Com a boa vantagem, o jogo ficou mais fácil. Quatro minutos depois, o ‘Riva’ cobrou falta, tocando a bola para Marinho, que bateu para o gol. A pelota desviou na barreira e beijou a rede: 3 x 0.  Aos 29, Marinho serviu a Edu, que estava livre e só fez chutar para o canto esquerdo do goleiro Francillon: 4 x 0.
                                          CONFIRA A F ICHA TÉCNICA
BRASIL: Leão; Zé Maria,  Luís Pereria, Wilson Piazza (capitão) e Marinho Chagas; Clodoaldo, Rivelino e Paulo César Carpegiani; Jairzinho, César  (Leivinha) e Paulo César ‘Caju’ (Edu). Técnico : Zagallo
HAITI : Francillon; Bayonne, Jean-Joseph, Racine (André) e Auguste; Vorbe, Desir e Antoine; Guy St. Vil (Barthélemy), Sanon e Roger St. Vil. Técnico: Antoine Tassy   
Local : Mané Garrincha. Árbitro: Miguel Ángel Cmesazña (ARG)    Público e renda : não divulgados. 




 
 
 

COPA DO MUNDO EM BRASÍILA-7

Foi o segundo jogo da Seleção Brasileira, em Brasília. O futebol candango vivia a sua segunda fase e, pela primeira vez, se convocava um selecionado. Interrompeu-se o Torneio Imprensa e enfrentou-se a Seleção Brasileira, do técnico Osvaldo Brandão, no dia 21 de fevereiro de 1976, em homenagem ao secretário de estado norte-americano Henri Kissinger, que visitava a cidade e foi ao estádio em companhia do presidente da república, Ernesto Geisel.
 Formada por atletas do Ceub, Brasília e Grêmio Esportivo Brasiliense, o time do técnico Cláudio Garcia (do Brasília), auxiliado por Inácio Milani (do Grêmio), surpreendeu quem foi ao Estádio Mané Garrincha.
 Quando a bola rolou, Brasília mostrou um futebol alegre, saído de um começo nervoso, quando o centroavante Léo “Fuminho” perdeu bolas dominadas. Mas, como os “canarinhos” estavam desentrosados, os candangos, aos poucos, foram equilibrando as ações e partindo para cima. E deram o primeiro chute ao gol, com o volante  Marquinhos. Ele dominou uma bola próximo da área e, como os zagueiros da seleção brasileira não lhe deram combate, ajeitou e desferiu um chute violento, à direita do goleiro Valdir Perez.
 O time canarinho tentou reagir, com o lateral Nelinho e o ponteiro-esquerdo Lula chutando para a área, onde não encontravam companheiros. Num desses lances, porém, Marinho tabelou com Lula, pela esquerda, o ponta foi até a entrada da área e cruzou. A bola passou por todo mundo, e o centroavante Palhinha perdeu, incrivelmente, a chance do gol.  Minutos depois, Nelinho atacou, pela direita, caiu para o centro e esperou Palhinha se colocar para ser lançado. Como aquele não escapou da marcação do zagueiro Fabinho, o lateral arriscou o chute a gol. A bola quicou no gramado e quase  vence o goleiro Nego, que se recuperou a tempo de mandá-la a escanteio.
 Depois daquilo, a seleção brasileira caiu de produção, pois seu meio-de-campo não se entendia. Rivelino e Chicão jogavam pela direita, embolando com Geraldo 'Assoviador'. O jeito era fazer lançamentos longos para os ponteiros Flecha e Lula, ou esperar um momento para os laterais Nelinho e Marinho Chagas avançarem. No entanto, aos 36 minutos, a seleção marcou. Nelinho atacou, pela direita, a zaga brasiliense tirou o perigo e a bola ficou com o recuado centroavante Léo. Sozinho, o Fuminho tentou cruzar o meio do campo, mas  adiantou demais a pelota, oferecendo-a para o volante Chicão, que viu a defesa candanga adiantada e esticou um passe para  Flecha. O goleiro Nego ameaçou sair, voltou e quanto se decidiu era tarde. Flecha chegou primeiro na bola e fez o gol.
  A Seleção Brasileira não deslanchou. Só fez um bom ataque, aos 44 minutos, quando Nelinho chegou perto da área e desferiu um chute violento, para Nego “voar” e mandar a bola a escanteio.
SEGUNDOTEMPO - O time da casa encantou. Só não empatou por falta de sorte. Alencar e Marquinhos tomaram conta do meio-de-camo, mas Léo não jogava bem e Ney mostrava-se dispersivo, permitindo ao zagueiro Amaral aparecer como um dos poucos bons  canarinhos, cobrindo em cima. Aos 16 minutos mesmo, Júnior Brasília percebeu  Marquinhos penetrando e o lançou. O gremista driblou Rivellino e lançou Ney, que foi  derrubado quando ia penetrar na área. Xisté cobrou a falta na barreira. Minutos depois, a melhor chance de empate. Xisté, pela esquerda, lançou Léo dentro da área. O “Fuminho” livrou-se da marcação, mas perdeu o equilíbrio, para Miguel para salvar o perigo.
 Os dois ataques brasilienses acordaram a seleção brasileira, que mudara o meio-de-campo, no intervalo. Falcão substituiu Palhinha, ficou mais próximo de Rivellino, e o time passou a explorar a velocidade do ponta-direita Edu (Palmeiras). Mas o lateral Nenê (Ceub) não o deixou fazer nenhuma jogada de linha de fundo. O melhor momento canarinho foi um cruzamento par a área, com Rivellino passando pela bola e parando dentro do arco de Nego.
Sem desanimar, a seleção brasiliense apertou  e Junior Brasília chegou a “chapelar” e a driblar muito Marinho Chagas. Numa de suas gracinhas, ele chamou o lateral  pra cima, puxou a bola para trás, a suspendeu e cruzou, para a defesa brasileira rebater. Outra boa jogada dele foi um cruzamento que Valdir Perez espalmou, e a bola bateu na trave. Com a seleção brasileira devendo bom futebol, o público passou a aplaudir a brasiliense, que não empatou, mas encantou.

 

COPA DO MUNDO EM BRASILIA-6


Foi no Estádio Elmo Serejo Faria, o Serejão, em Taguatinga, o segundo jogo da Seleção Brasileira que Telê Santana começava a montar para encantar o planeta durante a Copa do Mundo-1982, na Espanha, quando um capricho do destino tirou-lhe a taça. Aconteceu em Brasil 4 x 0 Seleção Mineira, em 1º de maio de 1980, na presença do presidente da República, João Figueiredo, que comparecia ao futebol, no DF, pela segunda vez, desde que estava no cargo – a primeira fora no dia de sua posse, em Flamengo x Corinthians.

  Não foi uma partida de nível técnico muito apurado, talvez, porque o adversário, recrutado às presas, pelo treinador Procópio Cardoso Neto, mostrou-se, totalmente, desentrosado, sem esboçar o mínimo senso de coletividade. Tanto que não sequenciava suas jogada e se virava à base do talento de cada um. Bom para o escrete canarinho executar  o que fora treinado nas vésperas:  constantes deslocamentos e rapidez na entrega da bola.   
Com cinco minutos de galera vibrando, o lateral-direito Nelinho apoiou o ataque e bateu forte, pelo alto, para o goleiro João Leite conseguiu ceder escanteio. Passados três minutos, Toninho Cerezo tabelou com Sócrates, que lançou Zé Sérgio, de calcanhar. A torcida vibrou com o lance, mas o ponteiro-esquerdo não chegou na bola, perdendo boa oportunidade para abrir o placar. Aos 10 minutos, Nelinho voltou a atacar. E lançou Serginho Chulapa, que concluiu, para João Leite defender.
 Era pelo lado de Nelinho o caminho das pedras. Aos 12 minutos, ele cobrou escanteio, a defesa mineira ficou assistindo ao voo da pelota, do que aproveitou-se Serginho, para mostrar que era um sujeito de cuca legal. Bola no canto esquerdo e 1 x 0.
Aos 20 minutos, os mineiros dispararam o primeiro torpedo rumo à “cidadela” de Carlos, que mandou a escanteio o petardo enviado por Éder Aleixo. Estava na hora, pois o time canário aumentava a sua produção, após balançar ao filó. Mas, como Minas ficou só na ameaça, o time canarinho fez mais um. Aos 23 minutos, Nelinho e Paulo Isidoro concatenaram pela direita,como Telê pediaa. Nelinh lançou Sócrates, pelo meio. Vendo Serginho bem colocado dentro da áreas mineira, o “Doutor” aplicou a receita certa. Passe, na medida, para o camisa 9 matar. Mas seu chute foi defendido apro João Leite, que deu rebote para Renato “Pé Murcho”, com o corpo meio-caído, fazer 2 x 0.
Minas respondeu, aos 28, com Alexandre prensando um chute com o goleiro Carlos. E, já que não fez, levou mais um castigo  No minuto seguinte, Nelinho cruzou a bola para o meio da área alvirrubra.a Sócrates e Cerezzo foram na bola, mas foi o primeiro quem saiu para o abraço: 3 x 0. Dali até o fina da etapa, o jogo caiu. Os mineiros chutaram a gols só duas vezes. No entanto, ainda houve tempo para a Seleção Brasileira fechar a conta. Aos 45 minutos, Renato fez uma tabela curta com Serginho e finalizou: 4 x 0.
SEGUNDO TEMPO – A fase final foi o que se pode chamar de “sacanagem premeditada com o torcedor”. Cada time tirou quatro titulares, tornando a partida sem atrativos, com uma indisfarçável falta de “apetite de bola” dos dois lados. No máximo, rolaram duas defesas de Raul Plasmanan, em chutes de Éder, e um gol, anulado, do impedido Sarginho, lançado por Nelinho.
A equipe de Telê Santana foi: Carlos (Raul); Nelinho, Amaral (Rondineli), Luizinho e Júnior (Pedrinho); Cerezo. Sócrates e Renato (Andrade); Paulo Isidoro, Serginho e Zé Sérgio (João Paulo). Mineiros: João Leite (Luís Antônio); Orlando, Zezinho (Nélio), Osmar e Jorge Valença; Chicão, Alexandre e Palhinha ((Pedrinho); Eduardo, Roberto César e Éder (Donizeti Cabeça).
Aquela fora a segunda apresentação do selecionado nacional no DF. A primeira rolara em 21 de fevereiro de 1976, em um jogo, no antigo Mané Garrincha, com as presenças do penúltimo presidente da República do ciclo militar, Ernesto Geisel, e do secretário norte-americano de estado, Harry Kissinger. O adversário dos canarinhos fora a seleção candanga, vencida, por 1 x 0, com marcado pelo ponta-direita Flecha, do Guarani de Campinas-SP.     

  

COPA DO MUNDO EM BRASILIA-5



Portugal 2 x1 Gana, hoje,  marcou a despedida de duas participantes da Copa do Mundo. O jogo, no Estádio Mané Garrincha, só serviu para evitar que os portugueses ficassem na história dos Mundiais da FIFA com a sua pior campanha. De sua parte, os africanos saíram do Planalto Central do pais acendendo a lanterna da chave.
No primeiro tempo, Portugal colocou uma bola na trave e incomodou o goleiro Dauda por mais duas vezes. Muito pouco da parte de quem se esperava tanto. O seu gol foi marcado pelo zagueiro adversário Boye, contra as próprias redes, aos 31 minutos.
 Na etapa final, o time ganês cresceu, dominou e, com melhor preparofísico, e passou a tomar as iniciativas de busca do gol. De sua parte, os lusos esperavam que Cristiano Ronaldo resolvesse a vida deles. Mas o eleito melhor jogador do mundo não tinha o mesmo rendimento do primeiro tempo.
Com Portugal devagar, Gana chegou ao empate, por intermédio de Gyan, aos 12 minutos. Mas, quando eles dominavam a partida, uma bobeada do goleiro Dauda, que socou uma bola para o meio da pequena área, resultou no gol de Cristiano Ronaldo, que deu a vitória aos portugueses. Mas de nada adiantou, pois os Estados Unidos ficaram com a vaga, no saldo de gols.
                                                    CONFIRA A FICHA TÉCNICA
26.06.2014 (quinta-feira) – Portugal 2 x 1 Gama. Copa do Mundo. Estádio: Mané Garrincha. Juiz: Nawaf Shukralla-BHRk, auxiliado por Yaser Tulefat e Ebrahim Saleh-BHR). Cartões amarelos: Afful, Harrison, Waris, J. Ayew (GAN) João Moutinho (POR) Gols: Boye (contra), aos 31 minutos do 1º tempo; Gyan, aos 12 , e Cristiano Ronaldo, aos 35 min do 2º tempo. PORTUGAL: Beto (Eduardo); João Pereira (Varela), Pepe, Bruno Alves, Ruben Amorim; William, Miguel, João Moutinho; Nani, Éder (Vieirinha) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Paulo Bento. GANA: Dauda; Afful, Mensah, Boye e Asamoah; Rabiu (Acquah), Badu, Atsu e Andre Ayew (Wakaso); Waris (J. Ayew) e Gyan.Técnico: James Kwesi Appiah