Vasco

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

30 DE JUNHO DE 2002 - O DIA DO PENTA

Em 30 de junho de 2002, a Seleção Brasileria sagrava-se campeã da Copa do Mundo, na disputada promovida, conjuntamente, por Japão e Coreia do Sul, pela quinta vez – antes, os títulos haviam sido na Suécia-1958; no Chile 1962; no México-1970, e nos Estados Unidos-1994. A taça fora conquistada com 2 x 0 diante da Alemanha, desta foto em que o zagueiro Lúcio stá em ação.
A jornada para o chamado "penta" começou no dia 3 de junho, com uma vitória difícil e com malandragem, sobre a Turquia, por 2 x 1, no estádio Munsu, em Ulsan, na Coréia do Sul, diante de 33.842 pagantes e com arbitragem do sul-coreano Kim Young Joo. Os turcos abriram o placar, aos 46 minutos do primeiro tempo, por intermédio de Hasan. Ronaldo
empatou, aos 4, do segundo tempo, se esticando todo para complementar um cruzamentom, feito da esquerda, por Rivaldo. A virada saiu aos 31, quando Luizão arrancou para o gol, sofreu falta, coetida por Ozalan, fora da área, e caiu dentro. O árbitro marcou pênalti, que Rivaldo cobrou e marcou. O time brasileiro foi: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque únior; Cafu; Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta), Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (Denílson) e Roberto Carlos; Ronaldo (Luizão). Turquia: Rustu; Korkmaz ( Manisiz), Akiel, Ozalan, Tugay (Erdem), Ozat, Emre, Unsal, Bastsruk (Davala), Sas e Sukur. Técnico: Senol Gunes.
No segundo jogo, em 8 de junho, a seleção do técnico Luis Felipe Scolari, o Felipão, goleou a China – disputava seu primeiro Mundial –, Estádio Jeju, em Seogwipo, na Coréia do Sul, com 36.750 pagantes e apito do sueco Anders Frisk. Aos 14 minutos, cobrando falta, Roberto Carlos abriu a porteira. Aos 31, Cafu cruzou, Du Wei cortou, sem dominar a bola, Ronaldinho Gaúcho ficou com a sobra e serviu Rivaldo, que aumentou o placar. Aos 45, os chineses fizeram pênalti, sobre o Fenômeno, que o xará gaúcho converteu. A balaiada foi compeltada, aos 9 do segundo tempo, com Cafu cruzando e Ronaldo Fenômeno encaçapando. O Brasil teve: Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Anderson Polga; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho), Ronaldinho Gaúcho (Denílson), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). China: Jiang Jin; Xu Yulong, Du Wei, Li Weifeng, Wu Chengying, Li Tie, Li Xiaopeng, Zhao Junzhe, Qi Hong (Shao Jiayi), Ma Mingyu (Yang Pu), Hao Haidong (Qu Bo). Técnico: Bora Milutinovic. Em 13 de junho, os canarinhols mandaram outra goleada: 5 x 2 em cima da Costa Rica, já classificados à segunda fase e poupando Roberto Carlos, com dores musculares. Entrou o baiano Júnior (ex-Vitória, São Paulo Palmeiras e Parma(Ita), hoje no Atlético-MG). Outra novidade foi o também baiano e atacante Edílson Captinha. O Brasil abriu, fácil, três gols de frente, com Ronaldo Fenômeno, aos 9 e os 12, e com Edmílson, aos 37 minutos do primeiro tempo, aplicando uma bonita meia-bicicleta, após lançamento de Ronaldinho Gaúcho. DETALHA: rigorosamente, o primeiro gol foi de Marín,  contra. Wanchope descontou, aos 38, e Gómez encostou os adversários no placar, aos 15, da fase final. Passados os descuidos, o Brasil liquidou a goleada, com Rivaldo, aos 16 finalizando cruzamento de Edílson, e Júnior, aos 18, também, lançado por Edílson. O Brasil escalou: Marcos; Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho) e Rivaldo (Kaká); Edílson (Kleberson) e Ronaldo. Costa Rica: Lonnis; Wright, Marin, Martinez (Parks), Wallace (Bryce), Solís (Fonseca), López, Castro, Centeno, Gómez e Wanchope. Técnico: Alexandre Guimarães.O jogo teve 38.524 pagantes, apito do egípcio Gamal Ghandour e um detalhe: Alexandre Guimarães tornou-se o primeiro brasileiro a enfrentar a Seleção, como jogador e treinador.
Em 17 de junho, os adversários, no estádio Asa, em Kobe, no Japão, eram os chamados "Diabos Vermelhos", da Bélgica. O jogo foi assitido por 40.440 pagantes e apitado pelo jamaicano Peter Prendergas. A vitória brasileira, por 2 x 0, não foi fácil. Os belgas marcaram primeiro, aos 35 minutos, num lance em que o árbitro viu falta. Aquilo gerou muitas discussões, reclamações. No segundo tempo, o Brasil matou, com gols de Rivaldo, aos 21, após passe aéreo, de Ronldinho Gaúcho, e matada de bola no peito, e com Ronaldo, aos 31, lançado por Kléberson, que fizera uma roubada de bola e arrancara, pela direita do ataque. A seleção atuou com: Mrcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Denílson), Ronaldinho Gaúcho (Kleberson), Rivaldo (Ricardinho) e Roberto Carlos; Ronaldo. Bélgica: De Vlieger; Peters (Sonck), Vanderhaeghe, Van Buyten, Van Kerchkoven, Simons, Walem, Goor, Wilmots, Verheyen e Mpenza. Técnico: Robert Waseige.
Estava ficando perto do dia em que o capitão Cafu levantaria a taça do mundo, repetindo Bellini, Mauro, Crlos Alberto e Dunga. O Brasil saia para as quartas-de-final, em 21 de junho, no Estádio Ecopa, em Shizuoka, no Japão. E foi num jogo decidido num gol chamado de espírita. Aos qutro minutos do segundo tempo, uma falta, pelo lado direito do ataque brasileiro, derrubou o time inglês. Ronaldinho Gaúcho cobrou e a bola viajou pelo alto, até a gaveta direita do goleiro Seman, que estava adintado. Ronaldinho jura que o fez conscientemente, mas ficou a dúvida. O lance fora foi muito esquisito. Enfim, Brasil 2 x 1.
AZULÕES - Ccom camisas azuis, pelas quartas-de-final, os brasileiros sofreram o primeiro gol, numa falha horrorosa do zagueiro Lúcio, aos 22 minutos do primeiro tempo. Ao errar uma matada de bola, o planaltinense deu um presente a Owen, que não perdoou. Ainda no primeiro tempo, aos 46, o Brasil empatou. Ronaldinho Gaúcho pedalou diante de Ashley Cole, na entrada da área, e tocou à sua esqueda para Rivaldo chutar e igualar. No segundo tempo, Ronaldinho foi expulso, bobamente, por uma entarda violenta, uma solada, sobre Mills Brasil: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). Inglaterra: Seaman; Mills, Ferdinand, Campbell, Cole (Sheringham), Butt, Scholes, Sinclair (Dyer), Beckham, Owen (Vassell) e Heskey. Técnico: Severn Goren. O mexicano Felipe de Jesús Ramos Rizo apitou a partida, que teve 47.436 pagantes. Brasil e Turquia voltaram a se encontrar, em 26 de junho. Foi no etádio Saitama, em Saitama, no Japão. Valia peals semifinais e a "Família Scolari" teve muito trabalho para vencer, por 1 x 0, com o gol marcado por Ronaoldo, aos quatro minutos do segundo tempo. Se bem que o time colocou o goleiro Rustu para trabalhar em conclusões de Cafu, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno. No lance do gol, Gilberto Silva subiu no ataque e laçou Ronaldo (foto), pela esquerda da área turca. O Fenômeno bateu de bico de chuteira, surpreendendo Rustu. Aos 22 minutos, o goelador, que havia lançado um esquisito corte de cabeço, apelidado de Cascão, igual ao de um persongem das histórias em quasdrinhos de Maurício de Sousa, cedeu sua vaga a Luizão. Aos 29, Edílson saiu, para Denílson segurar o jogo. E o Brasil "revenceu" os turcos, depois de 2 x 1 na estréia. Brasil: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson (Belletti), Rivaldo e Robrto Carlos; Edílson (Denílson) e Ronaldo (Luizão). Turquia: Rustu; Akyel, Korkmaz, Ozalan, Ergun, Tugay, Davala (Izzet), Emre (Mansiz), Basturk (Arif Erdem)m, Sas e Sakur. Técnico: Senol Gunes. O dinamarquês Kim Milton Nielsen apitou a partida, assistida por 61.058 pagantes, no mesmo local do jogo anterior.
Em 1958, o título fora conquistado em 29 de junho, no estádio Rasunda Solna, em Estocolmo, na Suécia. Em 1962, em 17 de junho, no Estádio Nacional, de Santiago do Chile. Em 1970, em 21 de junho, no Estádio Azteca, da Cidade do México. Em 1994, em 17 de julho,
no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. Em 2002, a festa rolou em 30 de junho, no Estádio Internacional, de Yokahoma, no Japão.
CHEGANÇA - Era a terceira vez, consecutiva, que a Seleção chegava à decisão. O adversário era a Alemanha, que não contaria com o seu principal astro, o suspenso Ballack. Os canarinho estiverma melhores na etapa inicial, mas só balançaram a rede na final. E foram os alemães quem assustaram primeiro, numa pegada de Neuville, que Marcos defendeu, com a bol chocando-se contra sua baliza. Aos 11 minutos, porém, Ronaldo abriu o placar. Gilberto Silva o lançou, pela esquerda. O Fenômeno perdeu a bola e caiu. Levantou-se, insistiu no lance e a roubou, de Hamman, para lançar Rivaldo. Este chutou, o goleiro Kahn não seguou e Ronaldo (foto) pegou o rebote, para abrir o placar e começar a festa brasieira: 1 x 0.
Aos 38, novamente, o Fenômeno liquidou com os alemães. Cafu lançou Kléberson, que progrediu, pela direita, e lançou Rivaldo, na meia-lua da grande área alemã. Rivaldo tocou a bola para Ronaldo, que fechou a conta: Brsil 2 x 0. Ronaldo (foto), que havia sofrido ma gravíssiam contusão, dois anos antes, dava a volta por cima e igualava os 12 gols marcados por Pelé em Copas do Mundo – em 1996, tornou-se o maior goleador acumulado dos Mundiais, com 15 tentos, contra 14 do alemão Gerd Muller e 13 do francês Just Fontaine, que marcara 13 em uma mesma edição. No mais, depois de Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres e Dunga, foi só Cafu levantar taça do penta. O Brasil jogou com: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roqeu Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldlo (Denílson). Alemanh: Kahn; Linke, Ramelow, Metzelder, Frings, Hamman, Jeremies (Asamoah), Schneider, Bode (Ziege), Neuville, Klose (Bierhoff). Técnico: Rudi Völler. A final foi apitada pelo italiano Pierluigi Collina e assistida por 69.029 pagantes 

CONFRONTO BRASIL X HOLANDA

O contato entre brasileiros e holandeses é pequeno na bola. E tinha tudo para ser bem maior, já que foi grande contribuição deles à nossa formação, como nação.Ainda que tenha sido pela força de suas armas, durante uma dominação que durou de 1630 a 1654, numa parte que ia de Pernambuco ao Maranhão. Informados da vulnerabilidade militar da colônia portuguesa, a Holanda, detentora de poderosa indústria naval, decidiu chegar. E chegou, deixando boas marcas, principalmente, após o conde João Maurício de Nassau trazer profissionais que impulsionaram a vida do "Brasil holandês" na economia, arquitetura, engenharia, letras e artes, durante sua administração, de 1637 e 1644.
No futebol, levou-se 309 anos, depois que os portugueses expulsaram os holandeses, para os brasileiros o desafiarem na pelota. Nos arquivos da Confederação Brasileira de Futebol consta que o primeiro duelo deu-se, amistosamente, em 02.05.1963, no Estádio Olímpico de Amsterdã, com 1  0 para os anfitriões e Petersen marcando o gol, aos 44 minutos do segundo tempo. Só que não foi bem assim, segundo Geraldo Romualdo da Silva, um dos maiores historiadores do futebol brasileiro.
Contava o jornalista que a Seleção Brasileira, na realidade, participara de um “faz de conta que é um jogo”, contra o time da Phillips, que distribuíra aos visitantes radinhos de pilha, barbeadores e outros produtos que a empresa fabricava. Segundo ele, foram dois tempos, de 20 minutos, e, de tão irresponsáveis que estiveram os canarinhos naquele dia, aos 44 da fase final, a zaga da “Seleção Transistor” (apelido ganho depois do encontro), ficara brincando de driblar os gringos dentro da área, até perder a bola para Petersen fazer o gol.
Enfim, Brasil e Holanda se pegaram na bola por 10 vezes, em seis amistosos e quatro por Mundiais, com três vitórias nossas, três deles e quatro empates: 15 gols pra gente e 15 pra eles. Depois, da primeira "brincadeira", levamos 26 anos (20.12.1989) para vencê-los, demora que Portugal não teve, quando rechaçou a tentativa inicial de invasão holandesa à Bahia, em 1625, o que não foi grandes coisas, pois eles vieram com 1.700 homens. Mas a primeira vitória brasileira sobre a Holanda no futebol, também, não é lá grande feito. Comemorava-se os 100 anos da Federação Holandesa de Futebol e a seleção deles estava sem os craques Van Basten, Gullit e Rijkiaard. Com gol de Careca, 1 x 0, amistoso, em Roterdã. Nos outros amistosos, três 2 x 2: em 31.08.1966, em Amsterdã; em 05.05.1999, em Salvador, e em 08.10.1999, em Amsterdã.
COPAS DO MUNDO – Em 03.07.1974, no Westfalenstadion, diante de 52.500 almas, a Laranja Mecânica, de Cruijff e Neeskens, os atores dos gols embarcou no “carrossel” do técnico Rinus Michel e mandou incontestáveis 2 x 0, pelo primeiro Mundial promovido pela Alemanha – o segundo foi em 2006.
A resposta brasileira foi na Copa dos Estados Unidos-1994, com 3 x 2, em 09.07, no Estádio Cotton Bowl, em Dallas. Perante 63. 500 presentes, o time do técnico Carlos Alberto Parreira avançou às semifinais, criando o “gol embala neném”, com o qual Bebeto homenageou o nascimento do filho Mateus.
O penúltimo encontro de brasileiros com holandeses, por Mundiais, em 07.07.1997, no Velódrome, de Marselha, na França, terminou 1 x 1, no tempo normal, diante de 54 mil assistentes. A decisão foi para os pênaltis, e o goleiro Taffaarel defendeu dois, classificando o Brasil: 4 x 2, para decidir a Copa-98, com a França. O último marcou o final da segunda "Era Dunga" na Seleção Brasileira – a primeira fora na Copa-90, quando ele era jogador –, após 59 jogos, 41 vitórias, 12 empates e 5 derrotas, que resultaram nos títulos da Copa América-2007; da Copa das Confederações-2009; o pirmeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2010 e a sexta colocação no Mundial da África do Sul.
No jogo deste Mundial africano, a Holanda mandou a Seleção Brasileira de volta pra casa (foto), por 2 x 1, em 2 de julho de 2010, no Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, com arbitragem do japonês Yuichi Nishimura e público de 40.186 almas. Robinho abriu o placar, aos 10 minutos do primeiro tempo. Aos 8 da etapa final, o goleiro Julio Cesar e o apoiador Felipe Melo se enrolaram numa bola, no gol de empate dos holandeses, com a pelota tocando, por último, no segundo. Depois, a FIFA atribuiu o gol a Sneijder, o autor do chute e, também, da cabeça da virada do placar, aos 22 da etapa final,quando. Felipe Melo foi expulso de campo, por chutar Robben, quando este estava caído.
Dirigida pelo treinador Bert van Marwijk, a seleção da Holanda venceu por causa de Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong, Sneijder e Kuyt; Van Persie (Huntelaar) e Robben. O time do técnico Dunga foi: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto SIlva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Nilmar).

79 - NO MUNDO DA COPA-2010


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domingo, 29 de junho de 2014

77 - NO MUNDO DA COPA - GOL DE BICICLETA

 
Aconteceu em 8 de abril de 1956. No caderninho, ficou sendo a data de descoberta, por Portugal, das sacanagens do “balípodo brasilairo”. Contando com os vascaínos Sabará e Válter Marciano, a pugna levada a efeito no Vale do Jamor, “ do Lijzbôa, pôijz, pôijz! Quem os convocou? O técnico Flávio Rodrigues Costa, que dirigira o “Expresso das Vitória” após o desembarque do uruguaio Ondino Viera.
Muito báim! Explicados os prolegômenos acima, vamos para o campo da refrega. O balão esférico (de couro, também, entre os portugueses) rolava, mansa e altaneira, embora muito maltratada a pontapés desbravados pelos gajos de lá, quando o atacante Gino resolveu transportá-la para um mundo mais clássico. Aplicou-lhe uma “bicicleta”, mandando-a cochilar, mansinha, no fundo das malhas lusitanas, para surpresa do guarda-valas Carlos Gomes, que não era o mastro do time.
O goleiro português e mais quatro companheiros acompanham Gino aplicar a bicicleta, um espanto para eles
Eram jogados oito minutos de contenta, quando o mediador foi abordado pelos anfitriões. “Xi fáijz favôire, senhôire rifire. Isso não vale” –protestou o futuro perdedor de pênalti Matateu, ante sua senhoria, o árbitro inglês Regiald Leaf. “Aqui em Purtugal, nunca vimos isso nos relvados”, avisou, acrescentando um outro argumento: “Ademais, me parece têire sido uma jogada violenta. Purtanto, não vale o golo”.
Pôijx, pôijz! Mas isso não vale, senhôire rifire
Mister Leaf ficou admirado de os portugueses desconhecerem a bicicleta, que o vascaíno, até pouco antes da Copa do Mundo de 1934, Leônidas da Silva, já havia exposta em estádios europeus, durante o Mundial-1938. Impávido, extático, inclemente, Mister Leaf sentenciou: ”Yes! The goal is good!
Postado atrás das balizas portuguesas, Jader Neves documentou tudo. Lá estavaCarlos Gomes desafinando, mesmo ante a presença de quatro protetores de malhas. O vascaíno Sabará, que não dera confiança ao choro dos visitados, pintou na última foto da sequencio, para reverenciar a pelota no barbante. Pra chatear mais, Gilmar defendeu um pênalti, do qual já foi aludido lá em cima, lembra-se? O Brasil venceu, por 1 x 0, contando com: Gilmar; De Sordi (Pavão), Djalma Santos, Zózimo, Nílton Santos, Didi, Roberto Balangero, Sabará, Válter, Gino e Canhoteiro (Escurinho). Portugal teve: Carlos Gomes, Virgílio Mendes, Manuel Passos, Arthur, José Dimas, Pedroto, Juca Pereira, Manue Vasques, Pinto Carvalho, Lucas Matateu (Caiado) e José Travassos. O treinador foi Tavares da Silva.
Na sequência final da bicicleta de Gino, o vascaíno Sabará parece dizer à bola: fique quietinha aí na rédea dos "portugas

76 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ DESPEDE-SE

No Morumbi, Pelé foi coroado, antes do amistoso contra os auatríaxcos, quando marcou o seu último gol canarinho
Foram Foram 11 114 partidas e 95 bolas no filó. E o "Rei" Pelé despediu-se da SeleçãoBrassileira, em 18 de julho de 1971, no Maracanã, diante de 138.573 pagantes, que gritaram “fica, fica”, ao final do primeiro tempo, quando o "Rei do Futebol" fez a volta olímpica de despedida.
Naquela tarde de domingo, Pelé não balançou a rede. Em bompensação, ganhou, dos companheiros de time, as suas camisas. Ele saiu de campo totalizando 84 vitórias, 16 empates e 14 derrotas contra seleções nacionais (91), estaduais, combinados e clubes (23).
O programa da despedida havia começado no dia 11, com um amistoso, no Morumbi, em São Paulo, que terminou no 1 x 1 com a Áustria, Foi quando o “Camisa 10”marcou o seu último gol canarinho. Confira as duas últimas seleçõe canarinhas do "Rei":
 
11.07.1971 – Brasil 1 z 1 Áustria. Estádio: Cícero Pompeu de Toledo, o chamado Morumbi, em São Paulo. Juiz: John. Taylor (ING). Público: 99.902 pagantes. Gols: Pelé, aos 32, e Jara, aos 51 minutos. Público: 99.902 pagantes. BRASIL: Félix, Zé Maria, Brito, Piazza, Everaldo (Marco Antônio). Clodoaldo e Gérson, Zequinha, Tostão, Pelé (Paulo César Caju), Rivellino. Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo.

18.07.1971 – Brasil 2 x 2 Iugoslávia. Estádio: Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro. Juiz: Vital . Loureaux (BEL). Público: 138.573 pagantes. Dzajic, aos 34, Rivellino, aos 59, Gérson, aos 65, e Jerkovic, aos 69. BRASIL: Félix, Zé Maria (Eurico) Brito, Piazza e Everaldo (Marco Antônio); Clodoaldo e Gérson; Zequinha, Vaguinho, Pelé (Claudiomiro) e Rivellino. Técnico : Mário Jorge Lobo Zagallo. (foto reproduzida da revista Placar). Agradecimeto. (FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA FATOS& FOTOS)

75 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ COBRADO


Nas vésperas de disputar a Copa do Mundo-1962 , no Chile - entre 30 de maio e 17 de junho - , o time canarinho fez dois amistosos com o País de Gales, vencendo-o pelo mesmo placar, de 3 x 1, nos dias 12 e 16, com um jogo no Maracanã e o outro no Pacaembu-SP. Como o clima entre os torcedores era “só de bi” – que viria –, a revista “O Cruzeiro” datada de 2 de junho – Ano 34 e Nº 34 – usou uma enorme capa dobrada, com foto de Ronaldo Moraes, mostrando o time entrando em campo, no estádio paulista. Ao fundo da parte dobrada, mandava um recado a Pelé, fotografado por Luiz Carlos Barreto, recebendo flores. Dizia o texto que os treinos do selecionado nacional pareciam mostrar Pelé, que chamava de Rei, “começando a deixar-se ofuscar pela glória, pretendendo ver em cada companheiro um súdito e, nas arquibancadas,apenas a plebe”. Advertia a revista: “Isso é o que todos tememos e não desejamos”. E recomendava: “Que Pelé volte a se o menino de boa estrela, e não a estrela”. Finalizando, sugeria-o lembrar das vaias dos últimos treinos e aproveitar "para voltar a ser o filho de Dondinho, enquanto tudo são flores”.

74 - NO MUNDO DA COPA - 2006

sábado, 28 de junho de 2014

71 - BRASIL VAI ÀS QUARTAS NA SEXTA

A vitória, nas cobranças de pênaltis, sobre o Chile, hoje, no Mineirão, valeu à Seleção Brasileira a clasfsicação às quartas-de-final Copa do Mundo. Agora, jogará, na sexta-feira, em Fortaleza, contra a Colômbia, que elimninou o Uruguai, também hoje.
Foi, portanto, uma classificção muito sofrida, sobretudo porque o time canarinho mostrou-se muito afobadão, continuando a errar passes e a perder bolas, como nos jogos passadsos, enquanto os chilenos jogavam mais tranquilos, com a bola no chão, sem cometer os erros elementares do anfitrião. Mesmo assim, o Chile  
Mas o Brasil retribuiu o presente aos chilenos. Aos... minutos, em lance de completa desatenção, Marcelo cobrou lateral, Hulke deu um toque leve na bola, se olhar para um adversário que acompanhava o lance. Nisso saiu contra-ataque e chute cruzado, de..., que empatou a partida, aos... minutos. E este foi o placar da pemriae etapa: 1 x 1.
Nos segundo tempo, o jogo seguiu o mesmo estilo. Se bem que a Seleção Brasieira teve um gol legítimo anulado. Hulk matoua bola no peito e tocou para as redes. A arbitragem, no entanto, alegou que ele teria ajeitado a bola com um dos braços, o que a imagem da TV não mostrou. Quanto tentou melhorar o rendimento canarinho, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão,  trocou Fermnandinho por Ramirez, Fred por Jô e Fernandinho por Willian. Mas não conseguiu mudar nada. E o jogo foi para a preorrogção.
No terceiro tempo, de 30 minutos, com 15 duas etapas de 15, viu-se um Chile, nitidamene, tentando levar a decis]ao para as cobranças de pênaltes. O que conseguiu, e se deu mal. Antes, porém, no último lance do período, Pinilla acertou uma bola no travessão, não eliminando o Brasil por questãode uns 3 centímetros.      
Durante as cobranças dos penais, Júlio César defendeu dois e um os chilenos acertaram no poste à sua esquerda. Pelo lado canarinho, David
 
                                                         CONFIRA A FICHA TÉCNICA
28.06.2014 -  BRASIL 1 (3) X 1 (1) CHILE - COPA DO MUNDO.  Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG). Horário: 13h. Juiz:Howard Webb-ING, auxiliado por  Michael Mullarkey e Darren Cann-ING. Cartões amarelos:  Daniel Alves, Jô, Hulk e Luiz Gustavo  (Brasil), Mena e Silva (Chile). GOLS: David Luiz,  aos 18, e Sánchez, aos 31 min do 1º tempo. Cobranças de pênaltis: BRASIL: David Luiz, Marcelo, Naymar (converteram), Willian e Hulk perderam. CHILE: Aránguiz e Díaz (converteu). Pinilla, Sánchez e Jara perderam. BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramires)e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari. CHILE: Bravo; Silva, Medel (Rojas) e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz, Vidal (Pinilla) e Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Técnico: Jorge Sampaoli. (fotos reproduzidas do Jornal de Brasília).

70 - NO MUNDO DA COPA -2002


Em 2002, canarinhos são penta e Ronaldo o artilheiro. Para um Mundial promovido, conjuntamente, pela primeira vez, por dois países – Japão e Coreia do Sul – havia um clamor nacional, pela convocação de Romário, que era o principal goledor do Brasileirão. Mas a sua atitude, de pedir dispensa da Seleção, para fazer uma cirurgia nas pálpebras, e viajado, dias depois, para defender o Vasco, no México, irritou o técnico Luiz Felipe Scolari, que o riscou dos seus planos. Assim, depois de 1º de julho de 2001, quando o Brasil perdeu, por 0 x 1, do Uruguai, pelas Eliminatória da Copa, em Montevidéu, o Baixinho não mais foi convocado. Ficou foa de qutro jogos pela Copa América; de mais cinco, pelas Elimintórias e, ainda, de sete amistosos. Ele chorou, pediu desculpas ao treinador Luiz Felipe Scolari, mas não o comoveu.
Sem Romário e outro craque da época, Djalminha, não convocado, por dar uma cabeçada no treinador Javier Irureta, do espanhol La Coruña, a Seleção formou a “Família Scolari”, incluindo Ronaldo Fenômeno” (foto) e Rivaldo, que não estavam bem, fisicamente, mas tiveram o aval do médico José Luiz Runco, de que dariam conta do recado. Assim como nas vésperas da Copa-94, quando o zagueiro Ricrdo Gomes contundiu-se e foi cortado, sobrando a braçadeira de cpaitão para Dung, em 2002, o volante Emerson deslocou o ombro esquerdo, na vésperada da estreia, numa brincadeira, deixando seu posto para Cafu.
Em 3 de junho, os canarinhos iniciarama jornada do penta, penando muito para vencerem a Turquia, 2 x 1, no estádio Munsu, em Ulsan, na Coréia do Sul, diante de 33.842 pagantes e com arbitragem do sul-coreano Kim Young Joo. Os turcos abriram o placar, aos 46 minutos do primeiro tempo, por intermédio de Hasan. Ronaldo empatou, aos 4, do segundo tempo, se esticando todo para complementar um cruzamento, da esquerda, de Rivaldo. A virada saiu aos 31, quando Luizão arrancou para o gol, sofreu falta, de Ozalan, fora da área, e caiu dentro. O árbitro marcou pênalti, que Rivaldo cobrou.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu; Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta), Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (Denílson) e Roberto Carlos; Ronaldo (Luizão). TURQUIA: Rustu; Korkmaz ( Manisiz), Akiel, Ozalan, Tugay (Erdem), Ozat, Emre, Unsal, Bastsruk (Davala), Sas e Sukur. Técnico: Senol Gunes.
No segundo jogo, em 8 de junho, a Seleção deu uma goleada, no fraco time da China, que disputava seu prijeiro Mundial. Foi no estádio Jeju, em Seogwipo, na Coréia do Sul, com 36.750 pagantes e apito do lsueco Anders Frisk. Aos 14 minutos, cobrando falta, Roberto Carlos abriu a porteira. Aos 31, Cafu cruzou, Du Wei cortou, sem dominar a bola, Ronaldinho Gaúcho ficou com a sobra e serviu Rivaldo, que aumentou o placar. Aos 45, os chineses fizeram pênalti, sobre o ”Fenômeno”, que o xará gaúcho converteu. A balaiada foi compeltada, aos 9 dosegundo tempo, com Cafu cruzando e o “Fenômeno” encaçapando.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Anderson Polga; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho), Ronaldinho Gaúcho (Denílson), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). CHINA: Jiang Jin; Xu Yulong, Du Wei, Li Weifeng, Wu Chengying, Li Tie, Li Xiaopeng, Zhao Junzhe, Qi Hong (Shao Jiayi), Ma Mingyu (Yang Pu), Hao Haidong (Qu Bo). Técnico: Bora Milutinovic.
NOVA GOLEADA – Em 13 de junho, a Seleção mandou uma outra goleada: 5 x 2 em cima da Costa Rica, jogando já classificado à segunda fase e poupando Roberto Carlos, com dores musculares. Entrou o baiano Júnior (ex-Vitória, Palmeiras, São Paulo e, atualmente, no Atlético-MG). Outra novidade foi o atacante Edílson, também baiano.
O Brasil abriu, fácil, três gols de frente, com Ronaldo “Fenômeno” (foto), aos 9 e os 12, e com Edmílson, aos 37 minutos do primeiro tempo, aplicando uma bonita meia-bicicleta, após lanbçamento de Ronaldinho Gaúcho. Detalhe: risorosamente, o primeiro gol foi de Marín, contra. Wanchope descontou, aos 38, e Gómez encostou os adversários no placar, aos 15, da fase final. Passados os descuidos, o Brasil liquidou a goleada, com Rivaldo, aos 16 finalizando cruzmento feito por Edílson, Júnior, aos 18, também, lançado por Edílson.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho) e Rivaldo (Kaká); Edílson (Kleberson) e Ronaldo. COSTA RICA: Lonnis; Wright, Marin, Martinez (Parks), Wallace (Bryce), Solís (Fonseca), López, Castro, Centeno, Gómez e Wanchope. Técnico: Alexandre Guimarães.O jogo teve 38.524 pagantes, apito do egípcio Gamal Ghandour e um detalhe: Alexandre Guimarães tornou-se o primeiro brasileiro a enfrentar a Seleção, como jogador e treinador.
QUEIMARAM O DIABO – Em 17 de junho, os adversários, no estádio Asa, em Kobe, no Japão, eram os chamados “Diabos Vermelhos, da Bélgica. O jogo foi assitido por 40.440 pagantes e apitado pelo jamaicano Peter Prendergas.
A vitória brasielira, por 2 x 0, não foi fácil. Os belgas chegaram a marcar um gol, aos 35 minutos, mas o árbitro viu falta no lance, gerando muitas reclamações. No segundo tempo, o Brasil matou, com gols de Ruivaldo, aos 21, após passe aéreo, de Ronldinho Gaúcho, e matada de bola no peito, e com Ronaldo, aos 31, lançado por Kléberson, que fizera uma roubada de bola e arrancado, pela direita do ataque.
BRASIL: Mrcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Denílson), Ronaldinho Gaúcho (Kleberson), Rivaldo (Ricardinho) e Roberto Carlos; Ronaldo. BÉLGICA: De Vlieger; Peters (Sonck), Vanderhaeghe, Van Buyten, Van Kerchkoven, Simons, Walem, Goor, Wilmots, Verheyen e Mpenza. Técnico: Robert Waseige.
O Brasil saia para as quartas-de-final, em 21 de junho, no estádio Ecopa, em Shizuoka, no Japão. E foi num jogo decidido num gol chamado de “espírita”. Aos qutro minutos do segundo tempo, uma falta do lado direito do ataque brasileiro, derrubou o time inglês. Ronaldinho Gaúcho cobrou e a bola viajou pelo alto, até a gaveta direita do goleiro Seman, que estava adintado. Ronaldinho jura que o fez conscientemente, mas ficou a dúvida. O lance fora foi muito esquisito. Enfim, Brasil 2 x 1.
Jogando com camisas azuis, pelas quartas-de-final, os brasileiros sofreram o primeiro gol, numa falha horrorosa do zagueiro Lúcio, aos 22 minutos do primeiro tempo. Ao errar uma matada de bola, o zagueiro deu um presente a Owen, que não perdoou. Ainda no primeir tempo, aos 46, o Brasil empatou. Ronaldinho Gaúcho pedalou diante de Ashley Cole, na entrada da área, e tocou à sua esqueda para Rivaldo chutar e igualar. No segundo tempo, Ronaldinho foi expulso, bobamente, por uma entarda violenta, uma solada, sobre Mills
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson). INGLATERRA: Seaman; Mills, Ferdinand, Campbell, Cole (Sheringham), Butt, Scholes, Sinclair (Dyer), Beckham, Owen (Vassell) e Heskey. Técnico: Severn Goren. O mexicano Felipe de Jesús Ramos Rizo apitou a partida, que teve 47.436 pagantes.
‘REVENCENDO’ OS TURCOS – Brasil e Turquia voltaram a se encontrar, em 26 de junho. Foi no etádio Saitama, em Saitama, no Japão. Valia peals semifinais e a “Família Scolari” teve muito trabalho para vencer, por 1 x 0, com o gol marcado por Ronaoldo, aos quatro minutos do segundo tempo. Se bem que o time colocou o goleiro Rustu para trabalhar em conclusões de Cafu, Rivaldo e Ronaldo “Fenômeno”.
No lancer do gol, Gilberto Silva subiu no ataque e laçou Ronaldo, pela esquerda da área turca. O “Fenômeno” bateu de bico de chuteira, surpreendendo Rustu. Aos 22 minutos, o goelador, que havia lnçado um esquisito corfte de cabeço, apelidado de “Cascão”, igual ao de um persongem das histórias em quasdrinhos de Maurício de Sousa, cedeu sua vaga a Luizão. Aos 29, Edílson saiu, para Denílson segurar o jogo. E o Brasil “revenceu” os turcos, depois de 2 x 1 na estréia.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson (Belletti), Rivaldo e Robrto Carlos; Edílson (Denílson (foto)) e Ronaldo (Luizão). TURQUIA: Rustu; Akyel, Korkmaz, Ozalan, Ergun, Tugay, Davala (Izzet), Emre (Mansiz), Basturk (Arif Erdem)m, Sas e Sakur. Técnico: Senol Gunes. O dinamarquês Kim Milton Nielsen apitou a partida, assistida por 61.058 pagantes, no mesmo local do compromisso anterior dos brasileiros.
PENTACAMPEÕES – Em 1958, o título fora conquistado em 29 de junho, no estádio Rasunda Solha, em Estocolmo, na Suécia. Em 1962, em 17 de junho, no Estádio Nacional, de Santiago do Chile. Em 1970, em 21 de junho, no Estádio Azteca, da Cidade do México. Em 1994, em 17 de julho, no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. Em 2002, a festa rolou em 30 de junho, no Estádio Internacional, de Yokahoma, no Japão.
Era a terceira vez, consecutiva, que a Seleção Brasileira chegava à decisão. O adversário era a Alemanha, que não contaria com o seu principal astro, o suspenso Ballack. Os canarinho estiverma melhores na etapa inicial, mas só balançaram a rede na segunda fase. Mas foram os alemães, com seus canhões, quem assustaram primeiro, numa pegad de Neuville, que Marcos defendeu, com a bol chocndo-se contra sua baliza. Aos 11 minutos, porém, Ronaldo abriu o placar. Gilberto Silva o lançou, pela esquerda. O “Fenômeno” perdeu a bola e caiu. Levantou-se, insistiu no lance e a roubou, de Hamman, para lançar Rivaldo. Este chutou, o goleiro Kahn não seguou e Ronaldo pegou o rebote, fazendo 1 x 0.
Aos 38, novamente, o “Fenîomeno” liquidou com os alemães. Cafuj lançou Kléberson, que progrediu, pela direita, e lançou Rivaldo, na meia-lua da grande área alemã. Rivaldo tocou a bola para Ronaldo, que fechou a conta: Brsil 2 x 0. Ronaldo, que havia sofrido uma gravíssiam contusão, há dois anos, dava a volta por cima. Foi o principal artilheiro da disputa com 8 gols, igualando os 12 gols marcados por Pelé em Copas do Mundo – em 1996, tornou-se o maior goleador acumulado dos Mundiais, com 15 tentos, contra 14 do alemão Gerd Muller e 13 do francês Just Fontaine, que marcara 13 em uma mesma edição. No mais, depois de Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres e Dunga, foi só Cafu levantar taça do penta.
BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roqeu Júnior e Cafu; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista), Rivaldo e Roberto Carlos; Ronaldlo (Denílson (foto). ALEMANHA: Kahn; Linke, Ramelow, Metzelder, Frings, Hamman, Jeremies (Asamoah), Schneider, Bode (Ziege), Neuville, Klose (Bierhoff). Técnico: Rudi Völler. A final foi apitada pelo italiano Pierluigi Collina e assistida por 69.029 pagantes.
TODOS OS RESULTADOS: Senegal 1 x França 0; Dinamarca 2 x Uruguai 1;França 0 x Uruguai 0; Senegal 1 x Dinamarca 1; Senegal 2 x Uruguai 3; Dinamarca 2 x França 0; Paraguai 2 x África do Sul 2; Espanha 3 x Eslovenia 1; Espanha 3 x Paraguai 1; África do Sul 1 x Eslovénia 0; Espanha 3 x África do Sul 2; Paraguai 3 x Eslovénia 1; BRASIL 2 x Turquia 1; Costa Rica 2 x China 0; BRASIL 4 x China 0; Costa Rica 1 x Turquia 1;Turquia 3 x China 0; BRASILl 5 x Costa Rica 2; Coréia do Sul 2 x Polônia 0; Estados Unidos 3 x Portugal 2; Coréia do Sul 1 x Estados Unidos 1; Portugal 4 x Polônia 0; Polônia 3 x Estados Unidos 1; Coréia do Sul 1 x Portugal 0; Irlanda 1 x Camarões 1; Alemanha 8 x Arábia Saudita 0; Alemanha 1 x Irlanda 1; Camarões 1 x Arábia Saudita 0; Irlanda 3 x Arábia Saudita 0; Alemanha 2 x Camarões 0; Argentina 1 x Nigéria 0; Inglaterra 1 x Suécia 1;Suécia 2 x Nigéria 1; Inglaterra 1 x Argentina 0; Suécia 1 x Argentina 1; Nigéria 0 x Inglaterra 0; México 1 x Croácia 0; Itália 2 x Equador 0; Croácia 2 x Itália 1; México 2 x Equador 1; México 1 x Itália 1; Equador 1 x Croácia 0; Japão 2 x Bélgica 2; Rússia 2 x Tunísia 0; Japão 1 x Rússia 0; Tunísia 1 x Bélgica 1; Japão 2 x Tunísia 0; Bélgica 3 x Rússia 2; Alemanha 1 x Paraguai 0; Inglaterra 3 x Dinamarca 0; Senegal 0 x Suécia 0 (Prorrogação, Senegal 1x0); Espanha 1 x Irlanda 1 (Prorrogação, 0x0. Pênaltis, Espanha 4x3); Estados Unidos 2 x México 0; BRASIL 2 x Bélgica 0; Turquia 1 x Japão 0; Coréia 1 x Itália 1 (Prorrogação, Coréia 1x0); BRASIL 2 x Inglaterra 1; Alemanha 1 x Estados Unidos 0; China 0 x Espanha 0. (Prorrogação, 0 x 0. Pênaltis, China 5x3); Turquia 0 x Senegal 0 (Prorrogação, Turquia 1x 0); Alemanha 1 x Coréia 0; BRASIL 1 x Turquia 0; Turquia 3 x Coréia do Sul 2 e BRASIL 2 x Alemanha 0.
CLSSIFICAÇÃO FINAL: 1 – BRASIL; 2 – Alemanh; 3 – Tuquia; 4 – Coréia do Sul; 5 – Espanha; 6 - Senegal; 7 – Inglaterra; 8 - Estados Unidos; 9 – Japão; 10 – Dinamarca; 11 – México; 12 – Irlanda; 13 – Suécia; 14 – Bélgica; 15 – Itália; 16 – Paraguai; 17 - África do Sul; 18 – Argentina; 19 – Costa Rica; 20 – Camarões; 21 – Portugal; 22 – Rússia; 23 – Croácia; 24 – Equador; 25 - Polônia; 26 – Uruguai; 27 – Nigéria; 28 – França; 29 – Tunísia; 30 – Eslovênia; 31 – China e 32 – Arábia Saudita. (FOTOS REPRODUZIDOS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS.

CORREIO DA COPA-1 - CHILENOS

"Não se porque tanto medo dos chilenos. Estão esquecendo que eles são fregueses de caderno". Ariosvaldo Pedra, de Ceilãndia-DF.
Garnde Ari! Na verasde são mesmo, mas os tempos são outros. Eles estão com um bom time.Vejamos a história desse confronto.

Iniciado em 8 de julho de 1916, pelo então Campeonato Sul-Americano, que passou a ser chamado de Copa América, desde 1987, o duelo entre brasileiros e chilenos apresenta vantagem massacrante dos canarinhos sobre “Los Rojos”: 47 vitória, em 66 jogos, contra sete do adversário e 12 empates.
Além da Copa América, quando jogaram 21 vezes, brasileiros e chilenos se encontraram, ainda, em duas ocasiões, pelos Jogos Pan-Americanos; outras duas pela Taça Amizade; em 10 edições da Taça Bernardo O´Higgins; mais 10 valendo vaga nas Eliminatórias da Copa do Mundo; em três Mundiais e, ainda, por 18 amistosos. O saldo dos confrontos registra 155 bolas nas redes chilenas, contra 55 nas "brasucas", o que dá ao time canarinho o saldo de 100 tentos. Como se lê, o Chile é um autêntico “freguês de caderno”.
No primeiro duelo entre os dois países, em 13 de junho de 1962, no Estádio Nacional de Santiago, valeu vaga na final da Copa do Mundo que os chilenos promoviam. Até pisar no gramado, o time do treinador Aymoré Moreira viveu uma verdadeira aventura. Hospedada em em Qilpué, na pousada El Retiro, perto de Viña del Mar, a delegação brasileira entrou numa paranóia de achar que o cozinheiro chileno que os servia sabotaria o almoço, para a Seleção passar mal durante o jogo contra os anfitriões. Viajou de trem, para Santiago, com os jogadores comendo só sanduíche, enquanto o dentista Mário Trigo os enrolava, contando muitas piadas.

 
Garrincha dudrante o jogo da Copa de 1962
Veio o jogo e o Brasil não deu chance de sonhar aos chilenos. Mandou indiscutíveis 4 x 2, com dois gols de Garrincha (foto), aos 9 e aos 32 minutos do primeiro tempo, e de Vavá, aos 2 e aos 33 da etapa final – Toro, aos 42 da primeira fase, e Leonel Sanchez, cobrando pênalti, a 28 minutos do apito final, descontaram para os donos da casa. A expectativa dos chilenos por vaga na decisão era tanta que, ao meio-dia, não havia mais como achar um jeito regular de entrar no estádio. Mesmo assim, os torcedores conseguiram tornar o público em quase nove mil almas acima da capacidade da casa, de 65 mil pagantes, que proporcionaram a maior renda da Copa-62: US$ 309 mil e132 dólares.
Daquele duelo, ficou uma das mais contadas histórias do futebol brasileiro. Expulso de campo, a sete minutos do encerramento, Garrincha era problema para a final, contra a então Tchecoeslováquia. Então, os cartolas da Confederação Brasileira de Desportos agiram rápido e sumiram com o “bandeirinha” uruguaio Esteban Marino, que dedurara Mané, ao árbitro peruano Arturo Yamazaki. Como este não vira e nem anotara nada na súmula, o “pontapezinho de amizade” que Garrincha dera, com qualificara, no bumbum de Eládio Rojas, foi desconsiderado, por falta de provas, pois não se encontrou Esteban Marino para depor no julgamento do ponta-direita brasileiro, que terminou sendo, apenas, advertido.
O Brasil venceu com: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. O Chile foi: Escuti; Eyzaguirre, Raul Sanchez e Rodrigues; Contreras e Rojas: Ramirez, Toro, Landa, Tobar e Leonel Sanchez.
GOLEADA NA COPA DA FRANÇA – A Seleção Brasileira vinha de derrota, por 2 x 1, para a Noruega, mas já estava nas oitavas de final, vencendo Escócia (2 x 1) e Marrocos (3 x 0). O jogo contra o Chile seria em 27 de junho de 1998, no Parc des Princes, em Paris, e os 48.500 pagantes estavam de olho em Ronaldo Fenômeno, o melhor jogador do mundo, que havia marcado o seu primeiro gol em Mundiais no dia 16, no Le Beaujoire, em Nantes, assisitido por 33.266 fãs do seu futebol.
Para aquele jogo, apitado pelo francês Marc Batta, o Chile levava uma dupla atacante terrível, Salas e Zamorano. Mas foi o Fenômeno quem “matou”. Sofreu um pênalti, cometido por Tapia, que ele cobrou e converteu, aos 47 minutos do primeiro tempo, voltou à rede, aos 25 do segundo, e ainda mandou duas bolas nas traves na mesma etapa. Como César Sampaio, aos 11 e aos 27, da etapa inicial, havia marcado dois, a vaga já estava carimbada ao final da fase inicial – Marcelo Salas descontou para “Los Rojos”, aos 28 da fase final.
Tendo Zagallo por treinador, o Brasil escalou: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair (Gonçalves) e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo e Leonardo: Bebeto (Denílson) e Ronaldo. O Chile, do técnico Nelson Acosta, foi: Tapia; Fuentes, Margas, Reyes e Ramírez (Estay); Aros, Cornejo, Acuña (Musrri) e Sierra (Veja); Zamorano e Salas.
BALAIADAS – A maior maldade que a Seleção Brasileira já fez com a chilena foi em 17 de setembro de 1959, no Maracanã. O jogo valia pela Taça O´Higgins e os canarinhos fizeram 7 x 0. Isso, sem o contundido Garrincha e o magistral Didi, defendendo o espanhol Real Madrid. Mas Pelé estava inspirado e pipocou o barbante três vezes. Dorval, Quarentinha (2) e Dino Sani completaram o serviço.
A primeira goleada brasileira foi em 11 de maio de 1919, quando a Copa América era Sul-Americano: 6 x 0. Em 7 de setembro de 2007 houve um 6 x 1, pela mesma disputa. Em 22 de março de 1970, rolou 5 x 0, amistosos e repetidos em 4 de setembro de 2005, pelas Eliminatórias da Copa. E, em 29 de junho de 1960, os 4 x 0 de um outro amistoso.
A primeira vez que o Chile endureceu um jogo contra o Brasil foi em 17 de novembro de 1922, no 1 x 1 válido pelo então Sul-Americano. A primeira vitória saiu em 24 de janeiro de 1956, também pelo torneio continental, e, enfim, deu uma goleada, em 3 de julho de 1987, pela Copa América, já com este nome. No último duelo, em 28 de junho de 2010, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, pelo Mundial da África do Sul, o Brasil mandou 3 x 0, com gols de Juan, aos 34, e Luís Fabiano, aos 37 minutos do primeiro tempo, e de Robinho, aos 14 da etapa final (foto). O time foi: Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar). Os chilenos, treinados pelo técnico argentino Marcelo Bielsa, contaram com: Bravo; Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia). O inglês Árbitro: Howard Webb foi o árbitro. (FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA FATOS&FOTOS)


69 - NO MUNDO DA COPA- 1998

 

 

      Ronaldo sobre apagão na final de 1998 e a França levanta caneco. Foi o segundo Mundial promovido pela França – o primeiro havia sido em 1938, vencido pela Itália – e o primeiro com 32 seleções. Para as Eliminatórias, se inscreveram 168 países, dos 193 filiados à FIFA. Em 10 de junho, mantendo Zagallo como treinador, o Brasil abria a disputa, com vitória, por 2 x 1, sobre a Escócia, em jogo apitada pelo espanhol José Maria García Aranda.
O primeiro gol canarinho foi de César Sampaio, aos 4 minutos, “ombreando” um escanteio cobrado por Bebeto. Já que não deu com a cabeça...! Aos 38, César Sampaio fez pênalti, em Gallacher, Collins cobrou e empatou. No segundo tempo, aos 23, Boyd, contra, deu a vitória aos canarinhos. Foi um gol esquisito. Dunga lançou Cafu, que dividiu a bola com o goleiro Leighton. A sobra bateu em Boyd e entrou.
A partida, assistida por 80 mil pagantes, marcou a estréia de Ronaldo “Fenômeno” em uma Copa do Mundo, substituindo Romário, que fora cortado nas vésperas da competição, devido a problemas na coxa direita. Herói da Copa-94, o Baixinho chorava muito, comovendo todo o Brasil.
A Seleção, treinada por Zagallo, formou com: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano (foto), Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Rivaldo e Giovanni (Leonardo); Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Escócia: Leighton; Burley, Calderwood, Hendry e Boyd; Lambert, Coillins, Dailly (McKinlay) e Jackson; Gallacher e Durie. Técnico: Craig Brown.
PRA LÁ DE MARRAKESH – A Seleção de Zagallo descansou seis dias, para mandar 3 x 0 no Marrocos. O jogo, no estádio Le Beaujoire, em, Nantes, teve 33.266 pagantes e apito com o russo Nikolai Levinikov.
Quem abriu a contagem foi o “Fenômeno”, aos 9 minutos, lançado, por Rivaldo. Ele chutou, de direita, de fora da área, em sua primeira balançada de rede em Copas do Mundo. Mesmo com a abertura da porteira, o capitão Dunga estava “pra lá de Marrakesh”. Desferiu uma cabeçada, em Bebeto, porque este não ajudara na marcação, durante uma falta cobrada pelos marroquinos. Mas o baiano teve participação no segundo gol, lançando Cafu, que cruzou, rasteiro, para Rivaldo ampliar o marcador, aos 49, ainda, da primeira etapa. No segundo tempo, aos 5 minutos, Bebeto fechou o placar, depois de uma roubada de bola, por Ronaldo.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio (Doriva), Dunga, Rivaldo (Denílson) e Leonardo; Bebeto (Edmundo) e Ronaldo. Marrocos: Benzekri; Saber (Abrami), Rossi e Naybet; El Hadrioiu, Bassir, Chiba (Amzine), Tahar e Chippo; Hadda (El Khattabi) e Hadji. Técnico: Henri Michel.
O MAU BAIANO – Em 23 de junho, quando a Bahia está em festa, comemorando o dia de São João, o zagueiro Júnior Baiano cometeu uma das maiores barbaridades da Copa: puxou o norueguês Tore André Flo, pela camisa, dentro da área. Rekdal cobrou, aos 33 minutos do segundo tempo, o penal que deu a vitória à Noruega, por 2 x 1.
Cinco minutos antes daquela pixotada, Júnior Baiano já havia sido vencido, pelo mesmo Tore André Flo, no lance em que o norueguês empatara a partida, cujo placar for aberto, por Bebeto, aos 23 minutos da mesma etapa final, cabeceando cruzamento de Denílson. Mas a derrota não tivera nenhuma importância, tendo em vista que o Brasil já estava classificado, em primeiro lugar, no seu grupo, já que os demais jogos haviam terminados em empates.
O jogo foi assistido por 55 mil pagantes, apitado pelo norte-americano Esfandiar Baharmast e realizado no Vélodrome, de Marselha, local onde a Seleção Brasileira jogara a semifinal da Copa de 38.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos; Dunga, Leonardo, Denílson e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo. Noruega: Grodaas; Berg, Eggen, Johnsen, Bjornebye e Havard Flo (Solskjaer); Leonhardsen, Rekdal e Strand (Mykland); Riseth (Jostein Flo) e Tore André Flo. Técnico: Egil Olsen.
MATOU A PAU – O Brasil havia perdido, relativamente, pouco, em 71 jogos disputados por Copas do Mundo – 1 x 2 Iugolsávia, em 1930; 1 x 3 Espanha, em 1934; 1 x 2 Itália, em 1938; 1 x 2 Uruguai, em 1950; 2 x 4 Hungria, em 1954; 1 x 3 Hungria e 1 x 3 Portugal, em 1966; 0 x 2 Holanda e 0 x 1 Polônia,e m 1974; 2 x 3 Itália, em 1982, e 0 x 1 Argentina, em 1990. A derrota para os noruegueses ficara atravessada na garganta. Quem “pagou o pato” foram os chilenos.
Em 27 de junho, no Parc des Prince, em Paris, diante de 8.500 pagantes, a Seleção goleou o Chile, por 4 x 1. César Sampaio marcou dois gols – aos 11 e aos 27 minutos do primeiro tempo – e Ronaldo mais dois – aos 47 do primeiro, cobrando pênalti, que ele mesmo sofreras, e aos 25 da fase final. Marcelo Salas, aos 23 da parte final, fez o gol de honra dos chilenos. A vaga estava garantida nas quartas-de-final.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair (Gonçalves) e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo e Leonardo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Chile: Tapia; Fuentes, Margas, Reyes e Ramirez (Estay); Aros, Cornejo, Acuña (Musrri) e Sierra (Vega); Zamorano e Salas. Técnico: Nelson Acosta. O árbitro foi o francês Marc Batta.
DURO DE MATAR – Julho chegou, com uma difícil vitória brasileira, no dia 3, por 3 x 2 sobre a Dinamarca, no Le Beaujoire, em Nantes, diante de 35.500 pagantes e apito do egípcio Gamal Ghandour.
Os dinamarqueses mostraram, logo, aos 2 minutos, que iriam complicar. A defesas brasileira cochilou, durante cobrança de falta, e Jorgensen não perdoou. Aos 11, porém, Bebeto empatou, ao receber passe do “Fenômeno”, e, aos 27, Rivaldo desempatou, colocando a casa em ordem.
O que nenhum torcedor brasileiro imaginava, no segundo tempo, era que Roberto Carlos, com 5 minutos de bola rolando, fosse experimentar uma “bicicleta de pneu furado”. Isso mesmo! Tentou tirar a bola da área, esnobando classe, mas errou e deu o gol para Brian Laudrup empatar e comemorar fazendo a pose da Pequena Sereia, o símbolo do seu país. Aos 15, Rivaldo marcou o gol da vitória e saiu beijando sua aliança.
Brasil: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Rivaldo (Zé Roberto) e Leonardo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Dinamarca: Schmeichel; Rieper, Hog, Heintze e Colding; Jorgensen, Helveg (Schjonberg), Nielsen (Tofting) e Michel Laudrup; Brian Laudrup e Moller (Sand). Técnico: Bo Johansson.
SÃO TAFFAREL – O estádio era o Vélodrome, de Marselha. O árbitro, Ali Bujsaim, dos Emirados Árabes Unidos. A assistência de 54 mil pagantes e o milagre do goleiro Cláudio André Mergen Taffarel. Ele salvou um chamado “gol certo”, de Kluivert, no último minuto da partida em que Brasil e Holanda terminaram empatados, por 1 x 1. Como ninguém mexeu no placar, na prorrogação, Taffarel defendeu dois pênaltis, na decisão da vaga, cobrados por Cocu e por Ronaldo de Boer – Frank de Boer e Bergcamp converteram as deles. Pelo Brasil, Ronaldo, Rivaldo, Emerson e Dunga finalizaram placar em 4 x 2.
Brasil: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Rivaldo e Leonardo (Emerson); Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Holanda: Van der Sar; Reiziger (Winter), Stan, Frank de Boer e Cocu; Ronald de Boer, Jonk (Seedorf), Davids e Bergkamp; Zenden (Van Hooijdonk) e Kluivert. Técnico: Guus Hiddink.
O APAGÃO DE RONALDO – Na tarde (pelo horário da França) que antecedeu à final, Ronaldo teve uma convulsão, enquanto dormia, na concentração brsileira, no castelo de Lésigny. Acordou sentido dores pelo corpo e até temeu pela sua vida. O fato nunca foi esclarecido. Surgiram várias vertentes e uma delas dizia respeito a um mar de pressões sobre ele, nos meses que antecederam à Copa, culminando com o citado acima.
Levado a uma clínica, Ronaldo voltou dizendo ao técnico Zagallo que se sentia bem e que queria jogar. Às 19h48, quando a escalação da Seleção Brasileira foi divulgada, os franceses acharam que era “jogada” do adversário, para confundi-los. Havia o nome de Edmundo na vaga do Fenômeno. Às 20h18, uma nova escalação era divulgada, com Ronaldo (foto).
A bola rolou e a Seleção de Zagallo parecia sem rumo. Em seis minutos, os franceses haviam criado duas boas chances de gol. O Brasil só assustou, aos 21, quando Ronaldo cruzou e o goleiro francês Barthez se virou para salvar o tento. Aos 27, Roberto Carlos cedeu um escanteio, irresponsável. Petit cobrou, Zidane antecipou-se à Leonardo e marcou, de cabeça, o que jamais fizera pela seleção francesa. No final do primeiro tempo, a França perdeu outro gol, mas, durante uma nova cobrança de escanteio, Zidane voltou a marcar, com cabeçada, chegando na bola primeiro do que Dunga. Tava feia a coisa.
Veio segundo tempo e o Brasil só teve uma chance de gol, com Ronaldo chutando, de cima, e Barthez defendendo. Pra compensar, os franceses, também, desperdiçaram uma boa chance, depois, com Dugrry. Mas mataram o jogo, aos 47, com Petit finalizando um contraataque. Era a primeira vez que o Brasil perdia por três gols de diferença em uma Copa do Mundo.
Para os franceses, não interessa se a Seleção canarinha “não entrou em campo”, na decisão. Eles foram campeões incontestáveis. Só engancharam nos italianos, empatando, poor 0 x 0, para vencê-los nas cobranças de pênaltis, por 4 x 3. No mais, mandou 3 x 0 na África do Sul; 4 x 0 na Arábia Saudita; 2 x 1 na Dinamarca e 1 x 0 no Paraguai, além dos 3 x 0 no Brasil.
França 3 x 0 Brasil foi apitado pelo marroquino Said Belqola e assistido por 75 mil pagantes, no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. O Brasil foi: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio (Edmundo), Dunga, Rivaldo e Leonardo (Denílson); Bebeto e Ronaldo. França: Barthez; Thuram, Leboeuf, Desaily e Lizarazu; Karembeu (Borghossian), Deschamps, Petit e Zidane; Djorkaef (Vieira) e Guivarc´h (Dugarry). Tpecnico: Aimé Jacquet.
TODOS OS RESULTADOS: Brasil 2 x 1 Escócia; Marrocos 2 x 2 Noruega; Escócia 1 x 1 Noruega; Brasil 3 x 0 Marrocos; Escócia 0 x 3 Marrocos; Noruega 2 x 1 Brasil; Itália 2 x 2 Chile; Camarões 1 x 1 Áustria; Chile 1 x 1 Áustria; Itália 3 x 0 Camarões; Itália 2 x 1 Áustria; Chile 1 x 1 Camarões; Arábia Saudita 0 x 1 Dinamarca; França 3 x 0 África do Sul; África do Sul 1 x 1 Dinamarca; França 4 x 0 Arábia Saudita; França 2 x 1 Dinamarca; África do Sul 2 x 2 Arábia Saudita; Paraguai 0 x 0 Bulgária; Espanha 2 x 3 Nigéria; Nigéria 1 x 0 Bulgária; Espanha 0 x 0 Paraguai; Espanha 6 x 1 Bulgária; Nigéria 1 x 3 Paraguai; Coréia do Sul 1 x 3LMéxico; Holanda 0 x 0 Bélgica; Bélgica 2 x 2 México; Holanda 5 x 0 Coreia do Sul; Bélgica 1 x 1 Coreia do Sul; Holanda 2 x 2 México; Iugoslávia 1 x 0 Irã; Alemanha 2 x 0 Estados Unidos; Alemanha 2 x 2 Iugoslávia; Estados Unidos 1 x 2 Irã; Alemanha 2 x 0 Irã; Estados Unidos 0 x 1 Iugoslávia; Inglaterra 2 x 0 Tunísia; Romênia 1 x 0 Colômbia; Colômbia 1 x 0 Tunísia; Romênia 2 x 1 Inglaterra; Romênia 1 x 1 Tunísia; Colômbia 2 x 0 Inglaterra; Argentina 1 x 0 Japão; Jamaica 1 x 3 Croácia; Japão 0 x 1 Croácia; Argentina 5 x 0 Jamaica; Japão 1 x 2 Jamaica; Argentina 1 x 0 Croácia; Holanda 2 x 1 Iugoslávia; Inglaterra 2 x 2 Argentina; Brasil 4 x 1 Chile; Nigéria 1 x 4 Dinamarca; Noruega 0 x 1 Itália; França 1 x 0 Paraguai; México 1 x 2 Alemanha; Romênia 1 x 0 Croácia; Holanda 2 x 0 Argentina; Brasil 3 x 2 Dinamarca; Itália 0 x 0 França (França 4 x 3 nos pênaltis); Alemanha 0 x 3 Croácia; Holanda 1 x 1 Brasil (Brasil 4 x 2 nos pênaltis); Croácia 1 x 2 França; Holanda 1 x 2 Croácia e França 3 x 0 Brasil.
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1 – França; 2 – Brasil; 3 – Croácia; 4 – Holanda; 5 – Itália; 6 – Argentina. 7 – Alemanha; 8 – Dinamarca; 9 – Inglaterra; 10 - Iugoslávia; 11 – Romênia; 13 – Nigéria; 13 – México; 14 – Paraguai; 15 – Noruega; 16 – Chile; 17 – Espanha; 18 – Marrocos; 19 – Bélgica; 20 – Irã; 21 – Colômbia; 22 – Jamaica; 23 – Áustria; 24 – África do Sul; 25 – Camarões; 26 – Tunísia; 27 – Escócia; 28 – Arábia Saudita; 29 – Bulgária; 30 – Coréia do Sul; 31 – Japão; 32 – Estados Unidos. (FOTOS REPRODUZIDAS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS

68 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ SENIOR

Pelé vestiu a camisa canarinha, pela penúltima vez, em partida por uma competição que o homenageava. Rolou em 4 de janeiro de 1987, quando se disputou a I Copa Pelé de Futebol Senior, também chamada de Mudialito Senior. Naquele compromisso, com o escudo da jaqueta diferente do oficial da Seleção Brasileira, os senhores com mais de 35 anos de idade, venceram a Itália, por 3 x o, no Pacaembu, no final de uma tarde do domingo. O uruguaio Ramon Barreto apitou e o italiano Leli (contra) abriu a conta,aos 29 minutos do 1º tempo. Na etapa final, Rivellino , aos 29, e Dario,aos 35, fecharam a fatura.
O time, que terminou vice-campeão (os argentinos levaram a taça), foi dirigido pelo locutor Luciano do Vale, da TV Bandeirantes, e teve o “Rei do Futebol” somente no jogo citado acima. Nas demais partidas, ele não atuou – Brasil 0 x 0 Uruguai, em 7 de janeiro; Brasil 1 x 3 Argentina, quatro dias depois, e Brasil 2 x 1 Alemanha, no dia 16.
O penúlimo Pelé canarinho entrou na formação que teve: Ado; Toninho Baiano, Afredo Mostarda, Djalma Dias e Marco Antônio. Todoro (Dario), Paulo César Carpegiani e Rivellino (Dicá); Cafringa (Lola) Pelé e Edu Américo. A Itália foie: Albertosi; Cuccuredu, Leli (Polletti), Maldera e Facchetti; Belluhi , Damiani (Scala) e Mariani;. Boninsegna e Savoldi. O técnico era Nico: Renzo Rovatti.
Nesta segunda foto, abaixo, reproduzida da revista "Manchete", aparecem, da esquerda para a direita: Alfredo, Cafuringa, Pelé, Teodoro, Marco Antônio, Edu Américo, Djalma Dias e Paulo César Carpegiani.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

64 - NO MUNDO DA COPA - 1994

Na terra do Tio Sam, em 1994, um baixinho carregou o caneco. Ninguém botava fé que os Estados Unidos pudessem promover um grande Mundial de futebol. Simplesmente, porque o país era visto sem tradição na modalidade, mesmo tendo se filado à FIFA, nove anos após a criação da entidade e participado da primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. O que induzia se pensar assim era o fato de 13% da população norte-mericana não saber o que iria ocorrer por lá, há pouco mais de dois meses do início da competição.
Para tornar a Copa-94 mais atraente, mudou-se algumas regras. Os goleiros foram proibidos de segurar, com as mãos, as bolas recuadas, e premiou-se, com três pontos, os vencedores na primeira fase. Ajudou bastante. A média de gols por partida chegou a 2,71, perdendo só para a das Copa do Chile, em 1962, e da Inglaterra, em 1966, foi de 2, 78. No Mundial de 1990, na Itália, havia sido de 2,21.
O público presente aos estádios foi outra nota positiva. A melhor média, até então, era a do Mundial de 1950, no Brasil, com 47.511 presentes, por jogo – 1.045.246 assistentes, no total. Nos Estados Unidos, foram 68.604 almas por partida – total de 3.567.15 torcedores. Mas o Mundial teve uma nota muito triste: Diego Armando Maradona foram apanhado no exame antidoping e banido da disputa.

À SOMBRA DE PARREIRA – Carlos Alberto Parreira foi o treinador da Seleção Brasileira do tetra, que aparece, na foto ao lado, formando com Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro ssilva, Márcio Santos e Branco, em pé, da esquerda, para a direita; Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho, agachados, na mesma ordem. Tendo Mário Jorge Lobo Zagallo por auxiliar-técnico, ele assumiu o cargo, em 30 de outubro de 1991, vencendo a Iugoslávia, por 3 x 1, e prometendo futebol ofensivo. Mas o discurso começou a mudar durante as Eliminatórias, quando os canarinhos andaram nas “recuetas” da Copa de 1990.
No meio do caminho, Parreira andou perto de perder o emprego, devido a derrota, por 2 x 0, para a Bolívia, em La Paz, a primeira na história da Seleção. E só convocou Romário depois que a TV mostrou os gols belíssimos gols que o atacante vinha marcando, pelo espanhol Barcelona. O "Baixinho" passou a ser clamor nacional. Até então, não era convocado, por conta de um desentendimento com Zagallo.
Poucos dias antes de começar a campanha do tetra, o zagueiro Ricardo Gomes machucou-se, foi cortado e Márcio Santos virou titular. Durante a estréia brasileira na Copa do Tio Sam, em 20 de junho, no Estádio Stanford, em San Francisco, contra a Rússia – a União Soviética se fragmentara, em 1992, em 14 países –, Ricardo Rocha, também, se machucou. Entrou Aldair. Durante o jogo, Parreira já tinha uma nova zaga.
O Brasil começou vencendo os russos, por 2 x 0. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Bebeto cobrou escanteio, Romário antecipou-se ao zagueiro Gorlukovich e abriu o placar. No segundo tempo, depois de os canarinhos terem reclamados a não marcação de dois pênaltis, finalmente, o árbitro Lim Kee Chong, das Ilhas Maurício, marcou um, sofrido por Romário, derrubado, dentro da área, por Ternavski. Raí cobrou e fechou o placar, aos 7 minutos. O jogo foi assistido por 81.061 pagantes.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha (Aldair) Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Raí (Mülller) e Zinho (Paulo Sérgio); Bebeto e Romário. RÚSSIA: Kharin; Gorlukovich, Ternavski, Nikiforov Kunznetsov; Khelestov, Karpin, Piatniski e Tsymbalar; Radchenko (Borodiuk) e Yuran (Salenko). Técnico: Pavel Sadryn.
CAMARÕES NA PANELA – Quatro dias depois, no mesmo estádio, o Brasil aumentou seu público – 83.401 pagantes – e o placar: 3 x 0. A nova vítima foi Camarões, no jogo apitado pelo mexicano Arturo Brizio Carter. Contanto com o jogador mais velho a atuar numa Copa do Mundo, Roger Milla, de 42anos, a seleção de Camarões não era forte, como em 1990, e seus jogadores não batiam bem com o técnico francês Henri Michel. Dunga não queria saber daquilo. Aos 39 minutos, enfiou um passe, de trivela, para Romário vencer Mbouh e Song e mandar na rede.
No segundo tempo, o zagueiro Márcio Santos, complementou cruzamento, de Jorginho, aos 21 minutos, aumentando a fatura, que foi encerrada, aos 28, quando Romário driblou Nkongo, chutou mal e Bebeto conservou o restante.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Raí (Müller) e Zinho (Paulo Sérgio); Bebeto e Romário. CAMARÕES: Bell; Tataw, Agbo, Song e Kalla; Foé, Libiih, Mbouh Mfede (Kessak); Biyick e Embé (Roger Milla).
PEQUENO TROPEÇO – Em 28 de junho, a Seleção saiu de San Francisco, para empatar, por 1 x 1, com a Suécia, no Pontiac Silverdome, em Detroit, diante de 77.217 pagantes, em jogo apitado pelo húngaro Sandro Puhl. Foi a primeira partida de um Mundial em estádio coberto.
Pela primeira vez, os canarinhos ficavam atrás no placar. Aos 23 minutos do primeiro tempo, Kennet Anderson balançou a rede de Taffarel, com um chute de curva. Romário empatou, de bicuda, aos 2 minutos do segundo tempo, depois de tabelar com Zinho. Enquanto isso, no outro jogo do grupo, os russos mandavam 6 x 1 em Camarões, com 5 gols de Salenko, o recorde das Copas do Mundo.
BBRSIL: Taffarel: Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, (Mazinho), Dunga, Raí (Paulo Sérgio) e Zinho; Bebeto e Romário. SUÉCIA: Raveli; Roland Nilsson, Patrik Andersson, Kamark e Ljung; Schwarz, Thern, Ingesson e Brolin; Larsson e Kennet Anderson. Técnico: Tommy Svensson.
PANCADA NO DONO DA CASA – Literalmente! Os Estados Unidos apanharam na bola e numa cotovelada, desferida, por Leonardo, sobre Tab Ramos, o que valeu ao canarinho a suspensão pelo restante do Mundial. O esquisito no lance foi que Ramos, ao sair, de maca, com o osso parietal esquerdo fraturado, recebeu o cartão amarelo, por ter seguro o brasileiro, no lance da pancadaria.
Naquele dia, a Seleção Brasileira estava de volta ao Stanford Stadium, em San Francisco, para encarar os donos da festa, os Estados Unidos, em 4 de julho, a data nacional deles. A turma do Tio Sam jogou, nitidamente, para decidir a classificação nos pênaltis. Romário teve um gol anulado, erradamente, aos 8 minutos do segundo tempo, quando o árbitro francês Joel Quiniou viu um impedimento no lance.
Sempre superior, mesmo com um homem a menos, a Seleção de Parreira chegou à vitória, com o gol marcado por Bebeto, aos 27 minutos do segundo tempo. Cafu, que substituíra Zinho e jogava pela esquerda – ele era lateral-direito, reserva de Joginho – serviu Mazinho, que lançou Romário, que livrou-se de Dooley e lançou Bebeto, pela direita da área norte-americana. O baiano bateu rasteiro, à direita do goleiro: 1 x 0 e Brasil a três vitórias do título que não conquistava, há 24 anos.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Cafu); Bebeto e Romário. ESTADOS UNIDOS: Meola; Clavijo, Lalas, Balboa e Caligiuri; Dooley, Sorber, Tab Ramos e Hugo Perez; Cobi Jones e Stewart. Técnico: Bora Milutinovic. O público foi de 84.147 pagantes.
LARANJA DESCASCADA – Em 9 de julho, o Brasil devolveu à Holanda, a derrota sofrida na Copa de 1974, na Alemanha. Mandou 3 x 2, no Cotton Bowl, em Dallas, em jogo apitado pelo costa-riquenho Rodrigo Bdilla e assistido por 63.500 pagantes.
Sem o suspenso Leonardo, Parreira mandou o substituto Branco tomar conta do perigoso Overmars e recuou Dunga, para qualquer eventualidade. E, assim, os gols só saíram no segundo tempo. Aos 8minutos, o zagueiro Aldir esticou um passe, para Bebeto, pela esquerda. O “ baianinho chorão” lançou Romário,que mandou na rede: 1 x 0. O segundo gol brasileiro foi polêmico e gerou cobrança, do adversário, ao árbitro. Aos 18 minutos, o goleiro holandês, De Goej, deu um chutão, para a frente. Branco, de cabeça, rebateu a bola, que caiu entre Romário, em impedimento, e Bebeto, que dominou o lance, driblou o goleiro (foto) e aumentou: 2 x 0. Depois, saiu “embalando o neném”, em homenagem ao filho Mateus, nascido quando ele já havia viajado.
Um minuto depois do gol, a defesa brasileira bobeou e Holanda diminuiu, com Bergkamp. Pra piorar, ao 31, Winter empatou. O tento da vitória da Seleção, que jogava de azul, saiu aos 36. Branco avançou e foi imprensado, perto da área, por Jonk e Winter. Ele mesmo cobrou a falta, com a bola passando entre Romário e Valckx, para cair no canto esquerdo inferior da trave holandesa: 3 x 2.
BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário. HOLANDA: De Goej; Valckx, Koeman, Rijkaard (Ronald De Boer); Winter, Wouters, Jonk, e Witschge; Overmars, Bergkamp e Van Vossen (Roy). Técnico: Dick Advocaat.
DE NOVO, OS SUECOS – Do Cotton Bowl, em Dallas, para o Rose Bowl, em Los Angeles. Era 13 de julho e o Brasil "reenfrentava" a Suécia. Agora, valia vaga na final. Os suecos, que vinham de uma prorrogação, com a Romênia, foram bombardeados, por 26 chutes brasileiros, e jamais tiveram o domínio do jogo, no qual deram só três chutes a gol. Romário teve três boas chances de gol, mas este só saiu aos 35 minutos do segundo tempo. E de forma esquisita. Jorginho jogou a bola, pelo alto, na área. Romário, com 10 centímetros a menos do que Roland Nilsson, cabeceou para as redes: 1 x 0 e fim de papo. Brasil na final.
A semifinal foi assistida pore 91.856 almas e apitada pelo colombiano Torres Cadena. O Brasil foi: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário. A Suécia, do técnico Tommy Svensson, alinhou: Ravelli; Nilsson; Patrik Andersson, Bjorkblund e Ljung; Thern, Mild, Ingesson e Brolin; Dalhlin (Rehn) e Kennet Andersson.
TETRA NOS PÊNALTIS – Foi o primeiro Mundial decidido nos pênaltis. No tempo normal de jogo, enquanto os italianos tiveram quatro chutes ao gol, o Brasil fez 18. Num deles, de Mauro Silva, a bola escapou do goleiro Pagliuca e bateu no seu poste direito,que mereceu um beijo do camisa 1 da Azurra. Em outro lance perigoso, Cafu cruzou, para a pequena área, e Romário errou a conclusão. E ficou nisso.
Vieram as cobranças de pênaltis. Franco Baresi abriu série, chutando por cima da trave. Pra compensar, Márcio Santos permitiu a defesa de Pagliuca. Em seguida, Albertini, Romário, Evani e Branco acertaram as suas batidas. Massaro chutou para a defesa de Taffarel; Dunga conferiu e Roberto Baggio encerrou a Copa, mandando a bola pra fora, muito alta. Brasil 3 x 2 e taça levantada pelo capitão Dunga (foto).
BRASIL: Taffarel; Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Viola); Bebeto e Romário. ITÁLIA: Pagliuca; Benarrivo, Mussi (Apolloni), Baresi e Paolo Maldini; Albertini, Dino Baggio (Evani), Berti e Donadoni; Roberto Baggio e Massaro. Técnico: Arigo Saschi. Árbitro: Sandro Puhl, da Hungria. Público: 94.194 pagantes.
TODOS OS RESULTADOS: Estados Unidos 1 x 1 Suíça; Colômbia 1 x 3 Romênia; Romênia 1 x 4 Suíça; Estados Unidos 2 x 1 Colômbia; Estados Unidos 0 x 1 Romênia; Suíça 0 x 2 Colômbia; Camarões 2 x 2 Suécia; Brasil 2 x 0 Rússia; Brasil 3 x 0 Camarões; Suécia 3 x 1 Rússia; Brasil 1 x 1 Suécia; Rússia 6 x 1 Camarões; Alemanha 1 x 0 Bolívia; Espanha 2 x 2 Coreia do Sul; Alemanha 1 x 1 Espanha; Coreia do Sul 0 x 0 Bolívia; Alemanha 3 x 2 Coreia do Sul; Bolívia 1 x 3 Espanha; Argentina 4 x 0 Grécia; Nigéria 3 x 0 Bulgária; Argentina 2 x 1 Nigéria; Bulgária 4 x 0 Grécia; Argentina 0 x 2 Bulgária; Grécia 0 x 2 Nigéria; Itália 0 x 1 Eire; Noruega 1 x 0 México; Itália 1 x 0 Noruega; México 2 x 1 Eire; Itália 1 x 1 México; Eire 0 x 0 Noruega; Bélgica 1 x 0 Marrocos; Holanda 2 x 1 Arábia Saudita; Bélgica 1 x 0 Holanda; Arábia Saudita 2 x 1 Marrocos; Bélgica 0 x 1 Arábia Saudita; Marrocos 1 x 2 Holanda; Alemanha 3 x 2 Bélgica; Espanha 3 x 0 Suíça; Arábia Saudita 1 x 3 Suécia; Romênia 3 x 2 Argentina; Holanda 2 x 0 Eire; Brasil 1 x 0 Estados Unidos; Nigéria 1 x 2 Itália: México 1 x 1 Bulgária (Bulgária 3 x 1 nos pênaltis); Itália 2 x 1 Espanha; Holanda 2 x 3 Brasil; Bulgária 2 x 1 Alemanha; Romênia 2 x 2 Suécia (Suécia 5 x 4 nos pênaltis); Bulgária 1 x 2 Itália; Suécia 0 x 1 Brasil; Suécia 4 x 0 Bulgária e Brasil 0 x 0 Itália (Brasil 3 x 2 nos pânaltis).
CLSSIFICAÇÃO FINAL; 1 - BRASIL; 2 – Itália; 3 – Suécia; 4 – Bulgária; 5 – Alemanha; 6 – Romênia; 7 – Holanda; 8 – Espanha; 9 – Nigéria; 10 – Argentina; 11 – Bélgica; 12 – Arábia Saudita; 13 – México; 14 – Estados Unidos; 15 – Suíça; 16 – Eire; 17 – Noruega; 18 – Rússia; 19 – Colômbia; 20 – Coréia do Sul; 21 – Bolívia; 22 – Camarões; 23 – Marrocos; 24 – Grécia.(FOTOS REPRODUZIDAS DE CANDANGOL). AGRADECIMENTOS

63 - NO MUNDO DA COPA - PELÉ 'JOGO-10'

Os ingleses foram os adversários do "Rei do Futebol" no dia da sua 10º partida em Mundiais de seleções. Aconteceu em 1970, no México, quando o "Camisa '10" envergava a jaqueta canarinha. Naquele dia, em jogo duríssimo, a Seleção Brasileira venceu o "Eglish Team", por 1 x 0, com o gol macado por Jairzinho, aos 60 minutos.
Apitado pelo israelense Abraham Klein, o jogo foi assitido por 66.843 espectadores, no Estádio Jalisco, em Guadalajara. Treinada por Zagalo, a "Turma do Rei" foi: Félix: Carlos Albro Torres, Brito, Wilson Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Rivellino; Jairzinho, Tostão |(Roberto Miranda), Pelé e Paulo C´sar 'Caju'.
Os 10 primeiros jogos de Pelé pela Copa do Mundo foram: 1) - 15.06.1958 - Brasil 2 x URSS; 2) -19.06.1958 -Brasil 1 X 0 País de Gales; 3) 24.06.1958 - Brasil 5 x 2 França; 4)- 29.06.1958 - Brasil 5 x 2 Suécia; 5) - 30.05.1962 - Brasil 2 x 0 México; 6) -02.06.1962 - Brasil 0 x 0 Tchecoeslováquia; 7) 12.07.1966) - Barsil 2 x 0 Bulgária; 8) - Brasil 1 x 3 Portugal; 9) - 03.06.1970 - Brasi 4 x 1 Tchecoeslováuia; 10) 07.06.1970 - Brasill 1 x 0 Inglaterra. Nestas partidas, Pelé marcou 8 gols, assim distribuídos: País de Gales (1); França (3); Suécia (2); México (1); Bulgária (1) e Tchecoeslováquia (1).