Vasco

Vasco

segunda-feira, 16 de julho de 2018

PLANEJAMENTO VASCAÍNO-1964


   A torcida cobrava. Desde o último título do futebol carioca, em 1958, o Vasco da Gama vivia na fila. Andara perto, em 1961, terminando vice, empatado com o Flamengo. Mas nas duas temporadas seguintes não ficou nem entre os quatro primeiros.
Para mudar a situação, os cartolas prometiam fazer uma revolução no clube, para o sucesso voltar durante a temporada-1964. A vida nova era saudada, principalmente, pela chegada de Manoel Joaquim Lopes à presidência cruzmaltina. No futebol, anunciava-se a contratação de um grande sonho para dirigir o time, Zezé Moreira, e de jogadores do maior rival, o Flamengo: o goleiro Mauro e o goleador Henrique Frade.  De outra parte, uma barca zarparia de São Januário com quem vinha pisando na bola.
 Na conversa, o Vasco ia bem. Nos gramados, complicado. Demitira  treinador Jorge Vieira, em de setembro de 1963, por causa de derrota para o pequeno São Cristóvão. Oto Glória o substituiu, mas foi embora menos de dois meses depois, para ganhar mais no português Porto. Com aquilo, entarram e saíram Eduardo Pelegrini, Paulinho de Almeida, Ely do Amparo e Duque.  Zezé Moreira só chegou em 6 de janeiro de 1965, com uma temporada de atraso.
Na foto, você vê uma das formações de 1963, com Ita, Joel Felício, Brito, Écio, Barbosinha e Dario, em pé, da esquerda para a direita; agachados, na mesma ordem, Sabará, Célio, Altamiro, Lorico e Maurinho. Em 1964, o time começou o Torneio Rio-São Paulo, primeira disputa importante da temporada, formando com: Marcelo Cunha; Joel Felício, Brito e Pereira; Odimar (Maranhão) e Barbosinha; Nilton, Célio, Mário (Saulzinho), Lorico e Da Silva (Ramos). Logo, pouco mudou. E a fila continuou.
  
   

DOUGLAS FUZILANDO A CESTA


 Fuzileiro naval - servia no quartel central da Marinha, no Rio de Janeiro -, dentro das quadras de basquetebol ele era uma das feras da Colina. Batizado e registrado por José Douglas Alves de Lins, chegou a São Januário, em 1963, temporada em que o Vasco da Gama foi o campeão adulto masculino carioca, levando no currículo apenas dois anos de vivência na modalidade. Passara só pelo Renda Arp Clube, de Friburgo, e pelo Florença, do Rio de Janeiro.
 Nascido no bairro de Botafogo, em 25 de novembro de 1942, Douglas dizia ter atingido um bom nível técnico graças aos aprendizados com o treinador vascaíno Zé Carlos. “Ele me ensinou tudo”, afirmou à “Revista do Esporte”,  avisando que a “Turma da Colina” tinha time para ser campeão carioca-1964, o que não rolou, ficando vice. Mas levou o caneco de 1965, mais charmoso, por ser o do IV Centenário do Rio de Janeiro.
Douglas gostava de ser pivô, sobretudo, devido a sua altura de 1m87cm, que lhe permitia brigar bem pelos rebotes. “Altura pode não ganhar jogo, mas ajuda muito”, afirmou à mesma publicação. Ele via os atletas do basquete carioca batendo muito a bola no chão, preferindo que a pelota rolasse de mão em mão, como faziam os paulistas e o que garantia ser mais objetivo.       


domingo, 15 de julho de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - KOLINDA, UMA PRESIDENTE BOLEIRA

Ela comprou passagem aérea com dinheiro do seu bolso, viajou em classe econômica e foi para a arquibancada nos jogos seleção croata. Seu nome: Kolinda Grabar-Kitarovic, a primeira mulher presidente da república na Croácia.
Foto reproduzida de www.esporte.uol.com.br - agradecimento
Eleita em janeiro de 2015, Kolinda, com 50tão de idade, está na Rússia vibrando como uma das torcedoras mais entusiasmadas com a sua rapaziada. Mas não é de hoje que o futebol a empolga. Quando era garota já gostava de rolar a bola.
Por gostar tanto de futebol, seis meses após estar presidindo a Croácia ela foi ao Vaticano e presenteou o Papa Francisco - um outro fã do futebol e até associado do seu clube, o argentino San Lorenzo - e o presenteou com a jaqueta 9 que pertenceu Davor Suker, um dos maiores ídolos do futebol croata.
Kolinda foi torcer no meio da galera, como mostra esta foto, também, da Uol.
Quando está nos estádios das Rússia, Kolinda usa a camisas da sua seleção. E já foi até o vestiário, depois das vitória sobre a Rússia (nos pênaltis), cumprimentar e comemorar com a moçada, principalmente com o capitão Modric.
 "Assistirei a decisão (Croácia x França, hoje, em Moscou) não como uma política, mas como torcedora apaixonada por futebol e alguém que já jogou futebol", disse ela, que só não foi às semifinais devido compromissos como chefe de estado, uma reunião de cúpula da Otan- Organização do Tratado do Atlântico Norte.
No mesmo 2014, durante a sua campanha eleitoral, Kolinda participou da abertura de um torneio em homenagem a Blago Zadro - figura importante para a independência croata -, tendo passado vários minutos batendo bola no gramado. Chutou, lançou e fez o pontapé inicial da competição.
Kolinda ainda bate uma bolinha - foto divulgação
Katarina Kitarovic, de 17 anos, é filha da presidente Kolinda e uma das principais promessas da patinação artística do país. Além disso, a chefe de Estado também acompanha o handebol e o basquete locais com afinco. Ela incentiva os esportes locais e tem reuniões frequentes com Vytenis Andriukitis, comissário europeu para saúde e segurança alimentar.  
 Kolinda é a quarta presidente da Croácia e teve carreira diplomática antes, tendo sido, por três anos, embaixadora do país nos Estados Unidos entre 2008 e 2011. Ela pertence à União Democrática Croata (HDZ, na sigla do país), que é um partido de linha nacionalista e anticomunista, mas é considerada uma moderada.

MUNDO DA COPA - PALAVRA DE CAMPEÕES

Zito ...
 Dez campeões mundiais de 1958 - De Sordi, Djalma Santos, Bellini, Zito, Dino Sani, Moacir, Mazzola, Pelé, Zagallo e Pepe –  estiveram em Brasília, em 2008, recebendo homenagens do governo do Distrito Federal.  
Eles jogaram em um tempo em que não exista bolas e chuteiras tão leves, quando era difícil obter informações sobre os adversários. Esta é a reprodução de uma uma entrevista que fiz com eles para o "Jornal de Brasília".
P  - Como foi a expectativa de estrear na Copa de 58?
Zito  - O momento de entrar em campo é mais especial. No aquecimento, já se sente o clima do jogo, que se torna mais temeroso à medida em que este é mais importante, exige mais esforço. Entrei no time com tranqüilidade total, com muita vontade e sorte, porque, junto comigo,  entraram o Pelé e o Garrincha. Foi em um bom momento, quando o time ficou encorpado e tudo tornou-se mais macio.
 Dino Sani - Havia a preocupação, a tensão da espera, mas, depois que a bola rola, tudo acaba, você já está no clima. Havia, também, a preocupação de saber como jogava o adversário (Áustria), pois não conhecíamos ninguém, o que só ocorria na hora do jogo. Eles tinham uma boa equipe, nos surpreenderam, com um passeio danado, nos primeiros 20 minutos. Mas, depois, apertamos mais a marcação, tomamos conta da partida, fizemos três gols e liquidamos tudo.
 Mazolla - Quando se é jovem, se é muito mais audacioso, não se tem medo do perigo, faz-se tudo com uma certa naturalidade. Não fiquei ansioso para começar logo o jogo. Atuei com muita tranqüilidade.
 De Sordi - Emoções sempre mexem com a gente, mas o nosso time era muito tranqüilo e assim sempre entrou em campo, sabendo o que iria fazer.

 P - A  adrenalina subiu, até tocar o pé na primeira bola?
  Zito  - Você nem pensa nisso. Começa a se aquecer e a jogar, querendo ganhar. Por sorte, na minha estréia ? 2 x 0 sobre a Rússia, em 15.06, no estádio Nya Ullevi, em Gotemburgo, o Pelé e o Garrincha fizeram chover, principalmente o Mané, que não era muito conhecido fora do país, e nem o Pelé, mas deixava a torcida vibrando
... Djalma Santos...
  Dino Sani -  O pessoal era muito voltado para a competição, querendo fazer as coisas certas, para sermos campeão, como saímos. Era uma turma de jogadores sérios, com alguns garotos, como o Pelé, o Altafini (Mazola). Eles brincavam muito, mas a gente os controlava.

 P - A Áustria dominou mesmo o Brasil nos primeiros 20 minutos da estréia?
 Mazolla - Estávamos em uma chave muito difícil, pois a Áustria, a Rússia e a Inglaterra eram os melhores times do mundo. Eles (os austríacos) tinham grandes jogadores, mas, momentos de sufocos, sempre há nos jogos.

 P - Qual foi o momento mais difícil daquela Copa?
  Moacir - O jogo contra a França, um bom time. Não víamos ninguém, na Suécia, com a sua potência. Para mim, se vencêssemos os franceses seríamos os campeões mundiais.
  Zito - Foi o jogo mais difícil e, também, a minha melhor partida pela seleção. Os franceses tinham o melhor ataque da Copa, até então, e o começo foi muito duro. Tivemos muita sorte, porque eles ficaram sem o zagueiro Jonquet, sobrando mais campo para o Brasil jogar (na época, não havia substituições). Mesmo assim, eles apertavam bastante.
 Mazolla - Eu considero o jogo contra o País de Gales, porque eles atuaram muito retrancados. Foi difícil sair um gol, penetrar na defesa deles.
  De Sordi -  O País de Gales jogou muito fechado. No gol do Pelé, ele deu um chutão e a bola resvalou no pé de um beque deles. Se não batesse em ninguém, não faria o gol. Para mim, o jogo mais difícil foi contra a Inglaterra. As duas defesas e os dois goleiros jogaram muito, se desdobraram. Foi a minha melhor partida pela seleção.
  Orlando - Não dá para apontar um, todos foram difíceis.
  Zagallo - Com gols, 1 x 0 sobre o País de Gales. Mas dominamos todo o jogo. Em outro plano,  0 x 0 com a Inglaterra, que era uma das forças da nossa chave.
 Dino Sani - Contra os ingleses, foi tudo estudado dentro do campo, pois ninguém conhecia ninguém. O empate foi um resultado muito bom, mas tivemos chances de gol.

 P - O cérebro eletrônico dos russos, preocupava?
 Zito -  Eles estavam entre os favoritos, bem preparados, com uma força diferenciada, sabíamos daquilo. Mas nós não temíamos time nenhum. Só a França nos exigiu um pouco mais de respeito, sem ser um temor.
  Dino Sani - Não tememos time nenhum. O Brasil estava com uma equipe fabulosa e, dificilmente, perderia aquela Copa. Saímos bem daqui, ganhando de todos os adversários. E aplicávamos goleadas. Cada jogo que passava nos dava muito mais confiança. Tínhamos 22 excelente jogadores. Quem ficasse fora de um jogo, perderia o lugar.
 Orlando - A gente dizia, vamos jogar, entrar pra vencer. Entramos em campo pensando assim, todas as vezes.
 Mas conta-se que havia muita curiosidade sobre o tal do cérebro eletrônico soviético...
...Mazzola...
 Zito - Lenda! O que me lembro bem dos russos foi que estávamos concentrados em uma cidadezinha rural, vizinhos deles que, as vezes,  ficavam vendo, à distância, a gente brincar com a bola. Até gostaram e aprenderam a fazer rodinhas de bolo. Mas nunca houve contatos diretos nessas ocasiões.

P - Os franceses dizem que, se não tivessem perdido o Jonquet, a história seria outra...
 Zito - Acho que o Brasil ganharia do mesmo jeito. Seria mais difícil, pois, com 11, eles nos exigiam muito. Esfriaram, um pouco, com a perda do Jonquet (fratura de fíbula, numa dividida com Vavá), mas, àquela altura da Copa, o time brasileiro era difícil de segurar. Quanto ao lance da contusão, foi casual, nada de proposital, sem querer mesmo. Não tínhamos nenhum jogador desonesto.

 P - O clima antes da final, contra a Suécia, foi apreensivo ou descontraído?
 Zito - Havia muita ansiedade, porque, se ganhássemos o jogo, seríamos campeões do mundo, algo que o Brasil  jamais conseguira. Queríamos que o tempo passasse o mais depressa possível, pois sabíamos da nossa força. Não havíamos visto o time sueco jogar, mas tínhamos informações.
  Orlando - Não víamos ninguém contra a seleção brasileira. Os suecos aplaudiam igual quem fizesse um gol. Isso nos dava emoção.
 De Sordi - Eu andava bastante triste, pois vinha sendo o titular (da lateral-direita) e não jogaria a partida final, a da consagração, porque não estava bem, fisicamente, com uma distensão muscular. Fiz tratamento, mas não resolveu, não adiantava entrar em campo. Eu vinha treinando, levemente, sem poder fazer força, para não sentir dor. Mas dei a volta olímpica, devagar, fui junto, com o pessoal. Acontece com quem joga futebol.
 Dino Sani - É a pior coisa que existe, você não jogar, ou não estar pronto para, de repente, entrar na equipe.
P -Ter levado o primeiro gol da final, arrepiou vocês?
 Zito - Nem um pouquinho. Nós tínhamos muita confiança, como mostra aquele filme em que o Didi pega a bola no fundo do gol e sai caminhando, devagarinho, como se dissesse, ?calma, que não tem nada perdido?. Dali pra frente...
 Zagallo - Pouca gente sabe, é pouco publicado. Quando estava 1 x 0 para a Suécia, o ponta-esquerda sueco, o Skoglund, fez um cruzamento para o gol, e eu tirei a bola (que ia entrando), de cabeça. Dali pra frente, o Brasil empatou e ganhou o jogo, com facilidade.
 No filme daquela final, você aparece correndo para falar com o Didi, que caminhava com a bola nas mãos, após o primeiro gol  sueco. O que você falou com ele?
 Zagallo - O Didi, que era  mais experiente e mais velho do que eu, estava tão tranqüilo, caminhava tão lentamente, que corri para cobrar-lhe, dizendo: Ô Didi, foi eles quem fizeram o gol.  Nós estamos perdendo o jogo. Ele respondeu: ?Calma, rapaz! Vamos com calma, que ganharemos este jogo!? Demos a saída e você sabem o que aconteceu (a virada do placar).

P - Como era a liderança naquela seleção?
 Dino Sani - Mais dentro de campo. Cada um tem um tipo de liderança. O Zito, por exemplo, jogava gritando, falando com o pessoal. Quando se faz a sua jogada, se atua para a equipe, também se exerce o papel de líder.
  Zito - Eu era uma liderança tranqüila. O capitão era o Bellini, mas todos falavam muito, e o Didi muito mais. Ele era quem acalmava o time.
...Dino Sani...

 P - Quando você, Dino, foi comunicado que seria substituído pelo Zito, qual foi a sua reação?
  Dino Sani - Não teve comunicado, pois sofri uma distensão muscular, num treino, na véspera do jogo contra a Rússia. Não deu, depois, nem  para dar a volta olímpica, pois, quando um músculo rasga, é uma dor danada. A Copa, para mim, ficou sendo concentração e compressas de água quente. Foram uns 60 dias de tratamento.
  E você, Mazolla,  ficou aborrecido quando foi barrado, para a entrada do Vavá?
 Absolutamente, não. Foi uma escolha muito certa do técnico Vicente Feola, pois o Vavá era muito mais adaptado àquele tipo de jogo (que a Copa exigia).
 E o Garrincha, era maluco, mesmo?
 Zito - Maluco, nada. E nem precisava falar com ele, que tinha uma forma de jogar só dele. Ninguém fazia como ele. Era só tocar a bola pra ele e deixá-lo fluir.
  De Sordi - Era um palhaço, não deixava ninguém quieto, mexia com todo mundo. Era uma alegria constante. Se encontrasse alguém parado, ele parava na frente e dizia: ?. Vam`bora, pode parar! Vam´bora, tá livre. Pára!?  Enchia os saco. Enfim, era uma brincadeira dele.
 Dino Sani - Ele era um moleque. Vinha por trás da gente e dava um toque naquele nervinho do cotovelo, provocando um choque chato. Batia, saía correndo e nos deixava loucos. E eu nunca fui de brincar. Já estava com 26 anos, era mais sério do que hoje.

P - Os filmes da Copa de 58 mostram vocês jogando muito livres de marcação...
 Zagallo - Havia espaço (para se jogar), sem dúvida. Mas, sempre digo que, naquele tempo, a técnica sobrepujava a força. Hoje, a preparação física sobrepuja a técnica. Havia grandes jogadores, grandes clássicos, tempo para se raciocinar. Agora, é uma correria, pensa-se, primeiro, em não deixar o adversário jogar.
 Mazzola - Hoje, o atleta tem uma tarefa a cumprir. Em 58, ocupávamos a nossa posição, limitados, mas tínhamos autorização para criar. Isso é uma das razões pelas quais quase não há mais poesia no futebol. Quem cria, agora, é criticado. Mas acho que eu conseguiria ser centroavante, hoje.  É uma questão só de treinamento.
  P -Parece, também, que havia muita liberdade para se tabelar, como no gol de Nilton Santos, contra a Áustria...
  Mazzola - A jogada era aquela.  Ele me passou a bola, e eu a devolvi, um pouco tarde, porque havia um marcador à frente. Ele me gritou, pedindo o passe, e só o fiz quando tive a liberdade de lançá-lo. Então, ele fez o gol. Aquele jogo, quando fiz dois gols, foi o meu melhor momento na Copa.

 P - O filme daqueles gols ainda passam na sua memória?
 Mazolla - No primeiro, o Zagallo cruzou, da esquerda, eu matei a bola no peito e bati, de fora da área, com um chute violento. No segundo, fui lançado, pelo Didi, e chutei no canto, também de fora da área.

 P - Se o Pele não tivesse o Zito lá atrás...
 Zito - O Pelé foi o maior jogador de todos os mundos. Dava uma tranquilidade imensa a quem ficava atrás. Tive essa sorte em um grande elenco, com todos muitos bons, mas o Pelé superava nós todos. No Santos, ele chegou garoto, quando eu já era muito exigente, xingava demais. Acho que coloquei uma linha de conduta para ele, dentro de campo, e creio que aprendeu muito com isso. O Pelé me respeitava bastante, mas eu não o ofendia. Só lhe exigia, como um chefão.
 De Sordi - Foi uma sensação muito boa ver (brilhar) aquele garoto simples que estava começando. Ali, ele (Pelé) se empolgou. Ganhando a Copa, ajudou na valorização do jogador brasileiro, o que não existia.
... e Orlando vieram a Brasilia, comemorar
os "50tão" do título na Suécia 
 P - Verdade, ou lenda, que o Paulo Machado de Carvalho (chefe da delegação), anunciou que o Brasil faria a final com a camisa azul, porque era a cor do manto de Nossa Senhora?
Dino Sani - Eu não estava presente. Como não havia substituições, os 11 que não jogariam iam para a arquibancada.  Me lembro que a camisas ficavam sobre uma mesa e cada um pegava a sua. A minha foi a de número 5, o quinto inscrito, por ordem alfabética.  O Pelé foi o 10, porque era o décimo da lista, que, foi feita, acho, em São Paulo, quando ele era titular. O Garrincha, por exemplo, jogou com a 11 (porque era Manoel). Se o meu nome começasse com a letra A, eu teria sido o numero 1.

 P - Com o azul, ou a canarinho, o caneco veio...
De Sordi - Foi a maior emoção que tivemos, todo mundo chorando. Afinal, o Brasil ganhara a Copa do Mundo, fora do País, na Europa. Aquilo nos valorizava muito. Na volta pra casa, dentro do avião tomamos uns uísques, servidos pela direção (da CBD). Foi uma brincadeira só. Muita alegria.
 Dino Sani - Todos alegres, um brincando com o outro, mas nada que extrapolasse do nosso normal. Quando fomos obrigados a descer em Recife, diante da multidão, sentimos que éramos campeões do mundo, de fato. No Rio de Janeiro, vendo tanta gente no aeroporto, pelas ruas, conversamos entre nós e achamos que o povo brasileiro era mais campeão do que nós. Foi assim, exatamente, que percebemos o que éramos. Na Suécia, uma cultura muito diferente, não houve aquela alegria. No Rio, num carnaval danado, o título da Copa tocou fundo em nossas almas.
 Zito - O nosso foco era a Copa, algo tão gigantesco, que nos fez esquecer do resto. Tem-se que estar bem preparado para aquilo, e nós estávamos

  P - O que mudou mais,  no futebol, de 1958 para cá?
 Orlando - Hoje, eles ganham muito e não jogam nada. No meu tempo, não ganhamos nada e jogamos muito.
  Mazzola - A estrutura técnica. As chuteiras e bolas são mais leves, os gramados espetaculares, a medicina, os tipos de treinamentos e a alimentação nem se fala. Na Copa de 58, comíamos arroz e filé, que não era o alimento justo para o dia do jogo.  Inclusive, quem preparava o arroz era o Mário América, o massagista, e o Assis, o roupeiro, que faziam um bolo de arroz, nem um pouco solto.
  Moacir -  Hoje, todos estão bem preparados fisicamente, correm muito, mas perderam um pouco da técnica, o que  mais tínhamos.  Mas a seleção brasileira de 1958 enfrentaria qualquer time de hoje. Foi a melhor (seleção) que vi jogar.

 P - Quem era você, naquele futebol?
 Moacir - Um jogador mais de cabeça, de raciocínio, de ajudar os companheiros, que se sentia responsável por todos os problemas do time dentro de campo.
De Sordi,Dino, Bellini, Nílton Santos, Orlando, Gilmar (em pé, da esquerda para a direita), Joel, Didi, Mazzola, Dida e Zagallo (agachdos na mesma ordem), em foto reproduzida de "Manchete Esportiva" da Copa do Mundo-1958

 P - A "formiguinha" pode ser considerada um revolução  tática daquela Copa?
Zagallo - Tive a felicidade de fazer o vai-e-vem, pela ponta?esquerda,  uma mudança tática muito grande da seleção brasileira, pois, até então, usávamos o 4-2-4, que deixava o time muito aberto. O Feola  tinha o Pepe, que era mais ofensivo, mas preferiu variar para o 4-3-3, e fizemos uma Copa brilhante.
 P - E quem é o pai da "formiguinha", você ou o Feola?
Zagallo - Eu era driblador nato, no Flamengo, e, sempre que driblava, o Fleitas Soliche (treinador) apitava falta contra mim. Temendo perder a posição, passei a soltar mais a bola. Já que eu tinha uma condição física muito boa, passei a fazer a dupla função (de atacar e defender). Num dia de clássico contra o Botafogo, o Paulo Amaral (preparador físico da seleção de 58), me avisou que eu seria observado pela comissão técnica da seleção. Estive bem e fui convocado. O restante da história.

O RETRATO DO BRASIL NA COPA


  A 21º Copa do Mundo da Rússia termina, hoje, com França x Croácia fazendo a final, a partir do meio-dia. A Seleção Brasileira repetiu 2006 e 2010, caindo nas quartas-de-final. Este foi o retrato das sua participação em mais um Mundial de futebol:

17.06.2018 - BRASIL 1 x 1 SUÍÇA. Local: Arena Rostov. Juiz: César Arturo Ramos-MEX. Público pagante: 43.472.  Gols: Gols: Philippe Coutinho, aos 19 min do 1º tempo e, Zuber, aos 5 da 2ª etapa. BRASIL: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Cooutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus (Firmino). Técnico: Tite. SUÍÇA: Sommer; Lichtsteiner (Lang), Schär, Akanji e Rodriguez; Behrami (Zakaria), Xhaka (Embolo), Dzemaili, Shaqiri e Zuber; Seferovic. Técnico : Vladimir Petkovic.

21.06.2018 - BRASIL 2 x 0 COSTA RICA. Estádio: Krestovsky, em São Petesburgo. Púbico pagante: 64.468. Juiz: Gols: Philippe Coutinho, aos 45,, e Neymar, aos 51 do 2º tempo. Juiz:  Bjorn Kuipers-HOL. Público pagante: 64.468. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho (Roberto Firmino) e Philippe Coutinho; Willian (Douglas Costa), Gabriel Jesus (Fernandinho) e Neymar. Técnico: Tite. COSTA RICA: Keylor Navas; Gamboa (Calvo), Giancarlo González, Óscar Duarte, Acosta e Oviedo; Guzman (Tejeda), Celso Borges, Venegas e Brian Ruiz; Ureña (Bolaños). Técnico: Óscar Ramírez.
Cria do Vasco da Gama, marcou dois gols
e foi eleito o melhor de duas partidas

27.06.2018 - BRASIL 2 X 0 SÉRVIA. Local: Arena Spartak Moscou. Juiz: Alireza Faghani-IRÃ. Público pagante: 44.190. Gols:  Paulinho, aos 35 min do 1º tempo, e Thiago Silva, aos 22 fase final. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro; Willian, Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus Técnico: TiteSÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Vilejkovic e Kolarov; Matic, Tadic, Milinkovic-Savic e Ljajic (Zivkovic); Kostic (Radonjic) e Mitrovic (Jovic).Técnico: Mladen Krstajic 

02.07.2018 - BRASIL 2 x 0 MÉXICO. Local: Arena Samara. Juiz: Gianluca Rocchi-ITA.. Público pagante: 41. 970. Gols: Neymar, aos 5, e Firmino, aos 42 min do 2º tempo. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Casemiro; Willian (Marquinhos), Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Firmino) e Neymar; Gabriel Jesus.Técnico: Tite. MÉXICO: Ochoa; Alvarez (Jonathan dos Santos), Ayala, Salcedo e Gallardo; Rafael Marquez (Layun), Herrera e Guardado; Vela, Chicharito Hernandez (Gimenez) e Lozano. Técnico: Juan Carlos Osorio.

27.06.2018 - BRASIL 2 X 0 SÉRVIA. Local: Arena Spartak Moscou. Juiz: Alireza Faghani-IRÃ. Público pagante: 44.190. Gols:  Paulinho, aos 35 min do 1º tempo, e Thiago Silva, aos 22 fase final. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro; Willian, Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus Técnico: Tite. SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Vilejkovic e Kolarov; Matic, Tadic, Milinkovic-Savic e Ljajic (Zivkovic); Kostic (Radonjic) e Mitrovic (Jovic).Técnico: Mladen Krstajic 

06.07.2018 - BRASIL 1 X 2 BÉLGICA. Local: Arena Kazan.  Juiz: Milorad Mazic-SER. Público pagante: 42.873. Gols: BRASIL: Renato Augusto, aos 30 minutos do segundo tempo;  Fernandinho (contra), aos 12; De Bruyne, aos 30 min do 1º tempo, e Renato Augusto, aos 30 da segunda etapa. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto), Willian (Roberto Firmino), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Douglas Costa)
Técnico: Tite. BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Fellaini, Witsel, Meunier e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Tielemans) e Hazard.

sábado, 14 de julho de 2018

AS BELAS DAS COPA - BEIJOQUEIRINHA

Valeu! Beijinho muito bem recebido pela galera. Os "kikenautas" agradecem. A beijoqueira está na passarela das belezas copeiras vista em www.gazetaesportiva.com.br - site paulistano que vem disputando com "extra.globo.com" e "chato.blog.br" o campeonato do desfile das mais lindas gastaças que foram embelezar os estádios da Rússia nessa Copa doMundo-2018. Aliás, de que planeta é esta  deusa?
Thanks! Kiss very well received by the galley. The "kikenautas" thank you. The beijoqueira is on the catwalk of the beauties cops, seen in www.gazetaesportiva.com.br a site in São Paulo that has been competing with "extra.globo.com" and "chato.blog.br" the championship of the parade of the most beautiful spends that were to beautify the stadiums of Russia in this World Cup 2018. By the way, what planet is this goddess of?

                                           BELEZA EM FLASHBACK


Pode ter time que esconda o jogo, mas tem torcedora que é totalmente contra a tática do esconde-esconde. Prefere a sua seleção com esquema bem explicito -  Fotos do Mundial-2014, no Brasil, reproduzidas do site  www.belastorcedorasdacopadomundo. Agradecimento

A GRAÇA NA COPA - FRITZ

Publicação da revista "Futebol e Outros Esportes', em alusão ao roubo da taça Jules Rimet, em 1966, com desenhos de Fritz, artistas mineiro que havia passado pela "Manchete Esportiva", na década-1950.
Publication of the magazine "Football and Other Sports", alluding to the theft of the Jules Rimet Cup in 1966, with drawings by Fritz, a Minas Gerais artist who had passed through the "Sports Manchete" in the 1950s.

HISTÓRIAS PÓS-COPAS

Foi uma verdadeira assombração, numa madrugada de sexta-feira da paixão. Brasil e Uruguai se enfrentavam, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, pelo Campeonato Sul-Americano. Depois da vitória uruguaia, por 2 x 1, na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, as duas seleções só haviam se cruzado no Pan-Americano de 52, no Chile, quando os brasileiros mandaram 4 x 2.
O segundo jogo pós-Maracanazo – com os uruguaios chamaram a final do Mundial de 50 – havia começado na noite da quinta-feira santa. Perto do final do primeiro tempo, o atacante brasileiro Almir ”Pernambuquinho” Albuquerque estranhou-se com o zagueiro uruguaio Davoine, e o pau quebrou entre celestes e canarinhos. Ao final das escaramuças, o goleiro Castilho, (Fluminense) estava com os supercílios cortados; o quarto-zagueiro vascaíno Orlando Peçanha de Carvalho com os lábios abertos; o zagueiro central Bellini (Vasco), o goleiro Gilmar (Corinthians), o meia-armador Didi (Botafogo) e os atacantes Almir (Vasco) e Pelé (Santos) com escoriações generalizadas. Pelo lado uruguaio, o capitão e zagueiro William Martinez perdera um dente e levara três pontos na cabeça; o atacante Sasía apresentava seu olho esquerdo sangrando e Roque Fernandez com os ombros feridos.
A pancadaria durou 50 minutos, ao final da qual o árbitro chileno Carlos Robles expulsou de campo só os brigões Almir, Orlando, Davoine e Gonçalves. Ouvido pelo número 512, da revista Placar, de 22 de fevereiro de 1980, o capitão uruguaio, William Martinez, de 1,82 m de altura e pesando, na época, 82 kg, contou que só brigou “porque Bellini agredira (o reserva) Alvarez. O capitão uruguaio ainda acusou o massagista Mário Américo de derrubá-lo e Pelé de chutá-lo na cabeça. Na mesma reportagem de Placar, Mário Américo dá a sua versão, dizendo que Martinez tentou lhe acertar um soco, não conseguido porque ele fora boxeador, se esquivara e conseguira lhe aplicar uma gravata (golpe pelo pescoço), derrubando-o e caindo junto com ele, que foi chutado por Coronel, Bellini e Pelé.
De sua parte, Bellini, afirmou à revista que ouvira o massagista uruguaio gritando para William Martinez arrumar uma briga e que o grandalhão ameaçou quebrar-lhe a cara, no momento em que era derrubado por Mário Américo. Também acusou Sasía de jogar-lhe areia nos olhos e lhe dar um pontapé, por trás, depois do final da partida. Nesse ponto, contou o zagueiro, acertou um murro na boca do uruguaio, que ainda levou uma tesoura-voadora (pulo em horizontal no ar e pancada com os dois pés no adversário) desferida por Didi e mais uma pancada do preparador físico Paulo Amaral.
Bellini ainda acusou Davoine de distribuir pontapés e fez um relato satírico sobre o conflito. Segundo ele, ao ver Garrincha pardo, com os braços cruzados, o indagou se ele, também, não iria entrar na briga, e ouviu a resposta: “Ah! Ninguém veio me bater”.
Em seu livro, “Eu e o Futebol”, Almir fala dessa briga e diz que após disputar um lance, pelo alto, com o goleiro uruguaio Leiva, ele levou um pontapé, na bunda, desferido por William Martinez, e mais um chute de Davoine. O seu relato acrescenta que Pelé tentou defendê-lo e foi empurrado. Então, Orlando agrediu Davoine. Em seguida, ele partiu pra cima de Martinez, aos pontapés, enquanto Didi batia na cara do inimigo e Chinesinho corria de um uruguaio, pela lateral do campo.
Quanto ao jogo, o Brasil venceu, por 3 x 1, de virada, com três gols do botafoguense Paulo Valentim, aos 17, 35 e 44 minutos do segundo tempo – Escalada havia aberto o placar, para os uruguaios, aos 42, da primeira etapa. Naquela noite, a Seleção Brasileira entrara em campo com um ponto perdido, no empate com os peruanos, enquanto os uruguaios haviam perdido dois, numa derrota para o mesmo adversário. A Argentina, que vencera todas, liderava. Assim, entre Brasil e Uruguai, quem perdesse, dificilmente, teria chances de título.
Na seqüência do torneio, o Brasil ainda mandou 4 x 1 pra cima dos paraguaios e foi prejudicado na decisão, contra os argentinos, no jogo que ficou no 1 x 1 e deixou os anfitriões com um ponto a mais, porque o chileno Carlos Robles encerrou a partida quando Garrincha passou pelo goleiro, chutou e a bola ia entrando. Mas este é um choro que fica para o folclore do futebol.
O time brasileiro da “Batalha de Nuñez” foi: Castilho (Gilmar); Djalma Santos, Bellini, Orlando e Coronel (Paulinho Valentim); Formiga e Didi; Garrincha, Almir, Pelé e Chinesinho. O uruguaio foi: Leiva; Davoine, William Martinez, Silveira e Gonçalves; Messias e Borges (Roque Fernandez); Demarco, Douksas, Sasía e Escalada (Aguilera).

sexta-feira, 13 de julho de 2018

AS BELAS DAS COPA - DEUSA DA CASA

Beleza russa, também, vista pelo "Kike" na relação das mulheres mais lindas que foram à Copa do Mundo da Rússia-2017 publicadas pelo site paulista www.gazetaesportiva.com.br e que vem fazendo muito sucesso. A mocinha qui deve ter vindo de um outro planeta, segundo o "kikenauta" Raimundinho Maranhão, nosso assessor para assuntos de sorrisos femininos. Ele garante jamais ter visto coisa igual em nenhuma parte da Terra.
Russian beauty, also, seen by the "Kike" in the relationship of the most beautiful women who went to the Russian World Cup 2017 published by the website www.gazetaesportiva.com.br and that has been very successful. The young lady who must have come from another planet, according to the "kikenauta" Raimundinho Maranhão, our advisor for subjects of feminine smiles. He says he has never seen anything like this anywhere on Earth.
                                            BELEZA EM FLASHBACK
Esta torcedora italiana veio ao Brasil para assistir aos jogos das Copa do Mundo-2014 e foi vista embelezando a página www.melhordoplaneta.blogspot.com.br que apresentou 10 motivos paras gostar do país dela. Só ela basta. Confere?

A COPA DO MUNDO É O MAIOR ESPETÁCULO DE ALEGRIA DO PLANETA. BASTA VER AS FOTOS QUE OS SITES E BLOGS PAUBLICAM. OLHE ESTA PORTUGUESINHA! EXALTANDO O SEU TIME, A SUA BANDEIRA, MOSTRADA POR WWW.ESPORTE.TERRA.COM.BR AO QUAL AGRADECEMOS PELA REPRODUÇÃO.  

23 - NO MUNDO DA COPA - SELEÇÃO DE 1958

A turma canarinha de 1970, quando voltou do México, com o tri, de quebra, passou a ser considerado a “melhor seleção brasileira de todos os tempos”. Realmente, foi um timaço que, em seis jogos, marcou 19 e sofreu 7 gols, sobrando um saldo de 12. Além disso, colocou Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Pelé e Rivelino, na seleção dos melhores da Copa – os outros foram Banks, Bobby Moore e Terence Cooper (ING), Beckenbauer e Gerd Muller (ALE) – e, ainda, fez o segundo artilheiro, “O Furacão” Jair Ventura Filho, com 7 gols, três a menos do que o líder alemão Müller.
Durante aquele que foi o primeiro Mundial transmitido, ao vivo, pela TV, para o Brasil, a Seleção passava tanta confiança, que a vitória era esperada, com certeza. Foi fantástico, emocionante. No entanto, a equipe de 70 durou apenas uma Copa. Em 1974, não tínhamos mais Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Clodoaldo, Gérson, Tostão e Pelé, se bem que o “Rei do Futebol” não foi à Alemanha porque decidiu, antes, encerrar a carreira. Então, Jairzinho e Rivellino foram os titulares que restaram – atuaram, também, o lateral-direito Zé Maria e o atacante Paulo César “Caju”, reservas, em 70, e titulares, em 74.
Nas antigas histórias para jovens desportistas, pouco já se cultua a seleção de 1958, a do nosso primeiro título mundial, na Suécia. Ela começa a perder força junto aos pesquisadores, embora tenha sido o começo dessa história de grandiosas glórias. O time que aparece nesta foto, com Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando, Gilmar (em pé), Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo, além do massagista Mário Américo, ao contrário do de 1970, atingiu duas Copas, trazendo, do Chile, o bicampeonato, em 1962, com duas trocas, apenas, no time titular: os zagueiros Orlando Peçanha de Carvalho – jogava pelo argentino Boca Junior e, na época, não se convocava quem atuasse no exterior – cedeu a sua vaga a Zózimo, enquanto Bellini passou a braçadeira de capitão a Mauro Ramos de Oliveira.
Se o time do tri regressou com o saldo de12 gols, em seis vitórias, a rapaziada do bi fez 16 e sofreu quatro, em igual número de partidas, ms com um empate. Portanto, o mesmo saldo. E, assim como no México, fez, também, o segundo artilheiro nas disputas da Suécia, o garoto Pelé, de 17 anos, com seis tentos, empatado com o alemão Helmut Rahn – o principal artilheiro foi o francês Just Fontine, com 13 bolas nas redes. No quesito “Seleção da Copa”, porém, os “tri” ganham, por 8 x 6. De 58, foram selecionados Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Garrincha, Didi, o melhor da Copa, e Pelé – o “time ideal” teve, ainda, Yashin e Voinov (URSS), Blanchflower (Irlanda do Norte), Liedlholm e Skoglund (SUS), e Fontaine (FRA).
A equipe de 58 compensa a perda no quesito acima, comparecendo à história dos Mundiais de futebol com dois goleadores no topo da lista dos “matadores” da VII Copa do Mundo: Vavá e Grrincha, cada um, com quatro gols, empatados com o chileno Leonel Sanchez, o húngaro Florian Albert e o então soviético Valentin Ivanov – o então iugoslavo Dragan Jerkovic, com cinco gols, foi o primeiro colocado. Por extensão, como a seleção de 58 é quase a mesma de 62, vale ressaltar que, quatro anos envelhecida, ela contribuiu com Gilmar, Djalma Santos, Zito, Garrincha e Vavá no “time da disputa”, que teve, também, Schnellinger (ALE), Voronin (URSS), Novak e Masopust (TCH), Toro (CHI) e Skoblar (IUG). Portanto, vida longa, em nossa memória, para a seleção de 1958.
Só para reverenciar: embora não tivessem sido campeãs mundiais, vale lembrar que as seleções de 1938 e de 1950 fizeram os artilheiros dos seus respectivos Mundiais: Leônidas da Silva, com oito, e Ademir Marques de Menezes, cm nove gols

20 - PROPAGANDA COPEIRA - VIPi

Você viu (ou relembrou) muitas propagandas antigas. Esta é uma desses tempos mais modernos, um chamado "anúncio da cassa", na linguagem das redações jornalísticas. Por ele, pelo Nº 25, do Ano 51, datado de 20 de junho de 2018, a revista "Veja" anuncia a sua có-irmã "Vip", com o treinador Tite e o craque Neymar na capa. A publicação, voltada mais para o público jovem, manda o seu recado com vistas à Copa do Mundo da Rússia-2018. Cá entre nós: capa feia,, sem criatividade. Reveja alguns anúncios antigões, a partir de e 14 de junho, quando começou o Mundial de futebol dos russos.    
You have seen (or reminisced) many old advertisements. This is one of those more modern times, a so-called "cassa ad," in the language of journalistic writing. For him, for No. 25, Year 51, dated June 20, 2018, the magazine "See" announces his sister "Vip", with coach Tite and the player Neymar on the cover. The publication, aimed more at the young audience, sends your message for the 2018 World Cup Russia. Here among us: advertisement without creativity. Review some antigons from and June 14, when this World Cup started

quinta-feira, 12 de julho de 2018

AS BELAS DA COPA - CROATA

Obrigado, Good! Valeu! Mas que a minha rapaziada mereceu, mereceu. Agora, quero que você me deixe mais alegre, no domingo, ajudando a moçada a carregar o caneco, que nunca carregamos. Combinado? 
Thank you, Good! Thanks! But my boyfriend deserved it, he deserved it. Now, I want you to make me happier on Sunday, helping the dumbbell load the muzzle we never carry. Combined?
                                                BELEZA EM FLASHBACK
Durante a Copa do Mundo do Brasil-2014, estas outras croatas vestiram seu tabuleiro de xadrez e vieram trazer formosura e torcida para os patrícios. Colaboraram muito passando energia para a turma que as fez vir de tão longe.
During the World Cup Brazil 2014, these other Croats dressed their chessboard and came to bring beauty and cheer for the patricians. They collaborated a lot by passing energy to the group that made them come so far
A foto de cima foi reproduzida de www.gazetaesportiva.com.br e a de baixo de www.aioscaras.bglogspot.com.br - agradecimentos do Kike, que não é comercial, só de divulgação da história do Vasco da Gama e do futebol.  

22 - NO MUNDO DA COPA - ESTREIA-1966

  Eram 19h30 na inglesa Liverpool – 15h30 no Brasil – de 12 de julho de 1966, quando a seleção do técnico Vicente Feola rolou a bola, em busca do tri. O jogo, apitado pelo alemão Kurt Tschencher, foi contra a Bulgária, no estádio do Everton, o Goodson Park, em Liverpool, diante de 47 mil pagantes. Ligados no rádio, pois ainda não havia transmissão direta pelas TVs brasileiras, os torcedores nem imaginavam que aquela seria a última partida em que a dupla Garrincha-Pelé atuaria junta. Em oito anos de parceria, 31 jogos, sem derrotas, pela Seleção Brasileira.
Vicente Feola escalou cinco jogadores que usara no Mundial 1858 – Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Garrincha e Pelé – e Jairzinho na ponta-esquerda, onde ele jamais atuara, para encarar os búlgaros. Até que funcionou. Aos 15 minutos do primeiro tempo, Pelé cobrou falta e marcou o primeiro gol da VIII Copa do Mundo. E, por 1 x 0, no primeiro tempo, o time canarinho animava todo o Brasil. Veio a segunda etapa e, aos 18 minutos, em nova cobrança de falta, Mané Garrincha, de pé direito, mandava uma curva na bola, que o goleiro búlgaro Naidenov não conseguia parar: 2 x 0, fim de papo e mais esperanças de tri.
A vitória, no entanto, não dava para enganar. Os canarinhos, fisicamente, mostraram-se piores do que os jogadores búlgaros, que formavam uma equipe fraca, toda fechada e que só sabia descer a botina sobre Pelé. Tanto que deixaram o “Rei” (desenho) em péssimas condições para o segundo jogo, contra a Hungria, três dias depois, no mesmo estádio, onde o Brasil caiu, por 3 x 1, poupando seu camisa 10 – entrou Tostão – trocando Denílson, por Gérson, recuperado de lesão, e recuando Lima. Aquela, por sinal, fora a última partida de Garrincha com a camisa da Seleção.
Assim, o “saldo” da vitória sobre a Bulgária foi o fim de uma invencibilidade de 12 anos, ou 13 jogos invictos em Copas do Mundo. A última derrota fora para a mesma Hungria, por 4 x 2, no Mundial de 1954, na Suíça. Por fim, em um Mundial para ser esquecido, a Seleção Brasileira foi eliminada ainda na primeira fase, em 19 de julho, também, no Goodson Park, com os 3 x 1 impostos por Portugal.
                                                                    FICHA TÉCNICA

12.06.1966 - BRASIL 2 X 0 BULGÁRIA. COPA DO MUNDO. Local: Goodson Park, em Liverpool.-ING. Árbitro: Kurt Tschencher-ALE. Gols: Pelé, aos 15 min do 1º tempo, e Garrincha, aos 18 min do 2º tempo. Público: 47 mil pagantes. BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique; Denílson e Lima; Garrincha, Alcindo, Pelé e Jairzinho. BULGÁRIA: Naidenov; Shalamanova, Penev, Kutzov e Gaganelov; Jetchev e Kitov;  Dermendjev, Asparukhov, Yakimov e Kolev.

MUNDO PRÉ-COPA - VIRADA NO "MARACA"

Faltavam 24 dias para a Seleção Brasileira estrear nas Eliminatórias para a Copa do Mundo-1970, que seria no México. O time então dirigido por João Saldanha havia disputado e vencido dois amistosos, apertadamente, contra o Peru, e precisava mostrar mais força. Então, trouxe ao Maracanã o selecionado inglês, campeão do Mundial-1966, em suas plagas.
 Desde que se enfrentaram pela primeira vez, em 1956, com vitória deles, em Londres, aquele seria o sétimo pega entre brasileiros e ingleses. Era 12 de junho de 1969 e 105 mil 649 almas estavam no estádio. Viram o visitante dominar 75 minutos de bola rolando, mas pra nada, pois só chutou pouco e de fora da área. Esbarrava na becaiada canarinha.
Reprodução de Fatos&Fotos
 Para a revista carioca Fatos & Fotos – N 438, de 26.06.1969 - , o time da então Confederação Brasileira de Desportos-CBD, atual CBF, “à exceção do lateral-esquerdo Rildo”, era formado por craques tecnicamente perfeitos e, psicologicamente, amadurecidos. Naquela partida, a semanária viu o meia Gérson (de Oliveira Nunes) sendo o símbolo do que dizia, até quando a rapaziada canarinha andava atrás no placar. E deixava uma crítica: “...para uma competição como uma Copa do Mundo, ainda falta muita coisa....preparo atlético, fundamentalmente, um esquema de jogo”.
 Fatos & Fotos gostou da tranquilidade canarinha durante a adversidade, iniciada aos 12 minutos, quando Colin Bell bateu na rede e o árbitro uruguaio Ramón Barreto ordenou nova saída de bola. Para seu repórter, o prélio forneceu lições para serem assimiladas – Tostão, aos 25m, em jogada que ficou famosas, por ter tocado na bola quando estava caído na pequena área, Jairzinho, as 32 minutos, viraram o placar.
Naquela noite, o treinador João Saldanha escalou um time com atletas do Santos e do Botafogo, exceto Tostão, do Cruzeiro. Atuaram: Gilmar; Carlos Aberto Torres, Djalma Dias e Joel Camargo e Rildo, Clodoaldo,  Pelé e Edu Américo, santistas, e os botafoguenses  Gérson, Jairzinho e Paulo César Caju”, substituindo Edu.
 O bom astral deixado pela vitória sobre os ingleses levou os chamados “Feras do Saldanha” para uma brilhante campanha nas Eliminatórias, entre 6 e 31 de agosto, mandando 2 x 0 e 6 x 2 Colômbia; 5 x 0 e 6 x 0 Venezuela; 3 x 0 e 1 x 0 Paraguai.  Na Copa do Mundo, a rapaziada estreou com 4 x 1 Tchecoeslováquia, em 3 de junho. Do time que batera no “English Team”,, estiveram presentes naquela estreia Carlos Alberto, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé e PC “Caju”, este entrando no decorrer da partida, quando o treinador já era Mário Jorge Lobo Zagallo

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A GRAÇA DA COPA - GARRINCHA

Charges de Claudius, na revista "Manchete", e de Carlos Estevão, em "O Cruzeiro", ambas semanárias cariocas, aproveitando o grandes momentos do ponta-direita Mané Garrincha, em 1958, quando ele voltou da Suécia campeão mundial. Apelidado por "Demônio das Pernas Tortas", o "Torto, como era, também, chamado pelos locutores esportivos, era um driblador imparável.

AS BELAS DAS COPA - LARA

O campeonato de mostra das belas mulheres que nos estádios onde rola a bola pela Copa do Mundo da Rússia-2017 está sendo disputado, também, pelo www.gazetesportiva.com.br, que comprou fotos da AFP. Esta selecionou um timaço para você conferir e comparar os diferentes tipos de beleza. Em seu giro matinal pela “The Net”, o “Kike”, que não é comercial, mas site de história do esporte, achou linda esta moça fotografada por Christophe Simon, das AFP, e que está no site paulista. Cá entre nós: a moça, de tão formossa que é, passa a impressão de que estão filmando uma nova versão do filme “Doutor Jivago”, com ela no papel de Lara. Pena que o nome dela não conste na relação das deusas publicadas por www.gazetaesportiva.com.br     
                                               BELEZAS EM FLASHBACK
Estas belíssimas belgas vieram ao Brasil curtir a Copa do Mundo-2014 e tiveram bons momentos de vibração com o time delas. Até de agradeceu aos céus pelas ajudinhas. Cá pra nós: os deuses capricharam durante a fabricação delas, não foi mesmo? Foram reproduzidas de www.purebreak, que comprou a foto de Getty Images. Agradecimento pela reprodução por este e blog que não é comercial, mas só de registros da história do esporte.  

19 - PROPAGANDA COPEIRA- PINGA



Em décadas recentes, fabricantes de televisores foram os maiores anunciantes em épocas de Copa do Mundo. 
Como vimos em textos anteriores desta série, a partir de 1958, quando a Seleção Brasileira venceu o Mundial de futebol da Suécia, beliscaram a onda de euforia fabricantes de roupas a de cadeiras, passando pelos de pneus, biscoitos e muitos outros.
 Quanto aos “cachaceiros”, eles não foram muito de aderir a onda copeira. Mas a pinga Praianinha entrou bem no lance, o que fez muito, também, fora das Copas, anunciando-se, principalmente, pela “Manchete Esportiva”. Usava uma página inteira para dar o seu recado.
A Praianinha é produzida por uma família de destiladores – Joaquim Thomaz de Aquino Filho Ltda -  de São João da Barra,  na região norte do Rio de Janeiro, e seu rótulo, de 1944, ainda é encontrado em garrafas anunciadas em sites que vendem antiguidades, entre eles www.mercadolivre.com.br, o mais conhecido