Vasco

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sábado, 22 de setembro de 2018

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

MARTIM "ASIÁTICO" FRANCISCO

Martim Francisco reproduzido
 de "Manchete Esportiva"
Em fevereiro de 1957, surgiu um vírus na China. Em abril, este chegou a Hong Kong e a Singapura. Só em maio a Organização Mundial de Saúde ficou sabendo dele, que já estava a caminho da Índia e da Austrália. Em junho, cobria todo o Oriente. Entre julho e agosto, o continente africano. Pelos meses seguintes, Europa e Estados Unidos.
Em menos de 10 meses, o ataque viral atingia não menos de 20% das pessoas dos locais citados acima, sendo que, em alguns países, até 80%. Durante a farra viral, dois milhões de vidas deixaram este planeta. Foi o reinado do terror da gripe asiática.
 Enquanto a “gripagem” assolava Portugal, fortemente, em setembro, a tabela do primeiro turno do Campeonato Carioca-1957 marcava para o dia 22 daquele mês o “clássico” Vasco da Gama x Botafogo.  O Rio de Janeiro, também, já sofria com o problema. Chegou-se até a pensar em suspensão da disputa.
 Entre Vasco da Gama e Botafogo, o vírus preferira visitar São Januário e, entre os atacados, deixara o treinador Martim Francisco. Também, o goleiro Carlos Alberto Cavalheiro, o defensor Laerte e o atacante Vavá. Grande picada, do ponto de vista alvinegro.
 Rola o vírus, e temendo, principalmente, não terem o treinador Martim Francisco comandando a moçada durante o clássico, os dirigentes vascaínos tentaram não jogar naquele 22 de setembro. No entanto, o Botafogo, inteiro e líder da competição e tendo a chance de encarar um adversário “descangalhado”, não topou adiar a partida, para a qual o árbitro escalado, Antônio Viug, também, fora tirado de cena pela “asiática”.
 Mas o departamento médico de São Januário foi competente e deixou Martim Francisco, pelo menos, em condições de ir para o jogo.  Ir, ele foi, mas passou maus momentos durante o primeiro tempo. Além da carcaça não estar em seus melhores dias, o “garoto do placar” ajudou a piorar a sua situação. Naquela etapa, Garrincha abriu a conta e a defensiva cruzmaltina cometeu um pênalti, que Didi, com classe, aproveitou bem: 2 x 0.
Sem o seu goleiro titular e o seu goleador, Vavá, substituídos, respectivamente, por Hélio e Livinho, o “asiaticado” Martim Francisco foi para o vestiário sem sem ver boas perspectivas para a sua rapaziada, durante a etapa seguinte. E, já que só via “nuvens carregadas” sobre a sua cabeça, adotou posição perigosíssima, surpreendendo torcedores e imprensa: mandou a sai turma atacar.
Pinga marcou o gol "asiático" que deu o empate ao Vasco
Ao ver a ousadia do combalido adversário, o treinador botafoguense, Zezé Moreira, que adotava a marcação por zona, gostou. Achou que seria a chance de disparar uma goleada. Só que a moçada de Martim Francisco foi mais competente. Livinho diminuiu a conta e Pinga, em grande jogada individual, deixou tudo certo no caderninho: 2 x 2, uma autêntica vitória para o  mutilado “Almirante”.
 Wilson Lopes de Souza, que foi chamado por “ladrão” pelos dois times, dirigiu o pega que rendeu a sensacional soma de Cr$ 1 milhão, 453.mil, 403, cruzeiros e teve os dois times formando assim: VASCO DA GAMA: Hélio, Paulinho e Bellini; Cléver, Laerte e Orlando Peçanha; Sabará, Livinho, Almir, Valdemar e Pinga. BOTAFOGO: Amauri, Thomé e Nilton Santos; Servílio, Beto e Pampolini; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édson e Quarentinha.
Pelo jeito, a gripe asiática foi um “reforço de última hora”, com o qual não contava o Vasco de Martim Francisco.











OS MAIS + MAIS DA COLINA

ATLETAS QUE MAIS VESTIRAM A CAMISA CRUZMALTINA - Roberto Dinamite, 1.108 vezes; 2 – Carlos Germano, 632; 3 – Sabará, 576; 4 - Alcir Portela, 511; 5 – Barbosa, 485; 6 –Mazaropi, 477; 7 – Pinga, 466; 8 – Coronel, 449; 9 – Paulinho de Almeida, 436, e 10 – Bellini, 430 jogos.

VASCAÍNOS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO CARIOCA - 1929 – Russinho, 23 gols (empatado com Telê, do América); 1931 - Russinho, 17; 1937 - Niginho, 25; 1945 - Lelé, 13; 1947 - Dimas, 18; 1949 - Ademir Menezes, 31; 1950 - Ademir, 25; 1962 - Saulzinho, 19; 1978 - Roberto Dinamite, 19; 1981 - Roberto Dinamite, 31; 1985 - Roberto Dinamite, 12; 1986 – 1987, Romário, 16; 1993 -Valdir‘Bigode’, 19; 2000 - Romário, 19, e 2004 – Valdir ‘Bigode”, 14; 2011 - Alecsandro, 12 (empatado com Somála, do Boavists).
MAIOR ARTILHEIRO DOS CAMPEONATOS CARIOCAS - Roberto Dinamite, com 279 gols, entre 1972 a 1992, à média de 13,29 gols por disputa.

MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO CARIOCA - Vasco 14 x 1 Canto do Rio, em São Januário, em 6 de setembro de 1947, pela sexta rodada do primeiro turno.

MAIOR GOLEADA EM CLÁSSICOS NA 'ERA MARACANÃ' - Vasco 7 x 0 Botafogo, em 29 de abril de 2001, pelo segundo turno do Campeonato Estadual.
CLUBE COM MAIS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO BRASILEIRO - Vasco. Em 1974, Roberto Dinamite, com 16 gols; 1978, Paulinho, 19; 1984 - Roberto Dinamite, 16; 1992, Bebeto, 18; 1997, Edmundo, 29; 2000, Romário, 20; 2001, Romário 21; 2005, Romário, 25. Obs: em 1984, o Vasco tornou-se o único disputante a ter o principal artilheiro e o vice, respectivamente, Roberto Dinamite, com 16 gols, e Arturzinho, com 14.

RECORDE DE GOLS EM UMA PARTIDA DO BRASILEIRO - Edmundo, com seis, em Vasco 6 x 0 União São João-SP, em São Januário, em 11 de setembro, perlo Campeonato Brasileiro de 1997.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

CORREIO DA COLINA - RICARDO ROCHA

Por onde anda o zagueiraço pernambucano Ricardo Rocha, meu conterrâneo?" Manoel Alves Ferreira, de Serra Talhada.
Grande Manel! Sendo de Serras Talhada, você tem chandes chances de ser parente de Lampião, não é mesmo? Pelo menos, o Ferreira já encaminha a possibilidade. Mas vamos lá: 
Reprodução de álbum de figurinha
da coleção do "Kike"
Ricardo Rocha encontra-se trabalhando em um projeto do São Paulo Futebol Clube, liderado pelo seu ex-colega de time Raí, estando como coordenador de futebol. Entre os vascaíno, fica a lembrança de uma passagem marcante, entre 1994/1995, quando “xerifou” a zaga da rapaziada que levou para São Januário o título do Estadual-RJ, em e sua primeira temporada na Colina.
 Dirigido por Jair Pereira, que fora meia cruzmaltino-década-1970,  Ricardo Rocha participou de 14 dos 18 jogos – 12 vitórias, cinco empates e uma escorregada – que  valeram o caneco, tendo entrado neste time-base: Carlos Germano, Pimentel, Ricardo Rocha, Alexandre Torres e Cássio (Sidney); Luisinho Quintaninha, Leandro, França e Yan; Dener e Valdir “Bigode
Ricardo Roberto Barreto da Rocha nasceu, em 11 de setembro de 1962, em Recife. Chegou à Seleção Brasileira principal e fez 43 jogos, vencendo 29, empatando pagando sete e caíndo em outros sete. Colecionou os títulos canarinhos de campeão da Copa Stanley Rous e do Pan-Americano, ambos de 1987, e da Copa do Mundo-1994, atuando em Brasil 2 x 0 Rússia – Taffarel; Jorginho Amorim, Ricardo Rocha (Aldair), Márcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga (Mazinho), Raí e Zinho; Bebeto e Romário, dirigidos por Carlos Alberto Parreira, em 29 de junho de 1994, no Satanford Estadium, em San Francisco, diante de 81.061 almas. Saiu de campo contundido e não atuou mais durante a disputa.
Participou, também,  de dois jogos das Copa do Mundo-1990, como lateral-direito, em Brasil 1x 0 Escócia (19.06) no estádio Delle Alpi, da italiana Turim, assistido por 62.502 pagantes, e de Brasil 0 x 1 Argentina, pela equipe do treinador Sebastião Lazaroni, no 24 de junho de 1990, diante de 61.381 espectadores.
Antes jogar por 94 vezes e marcar três tentos vascaínos, Ricardo Rocha vestira as camisas de Santo Amaro-PE, Santa Cruz-PE, Guarani de Campinas-SP, Sporting-POR, São Paulo FC, Real Madrid-ESP e Santos-SP. Após deixar São Januário, ainda defendeu Fluminense, o argentino Newell´s Old Boys e penduro as chuteiras, em 1998, como flamenguista.     
Também, experimentou ser treinador em dois clubes nordestinos, o SantaCruz, em 2001 e em 2008, e o alagoano CRB, em 2007. 

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - SUPERSUPER-1958

A temporada-1951 já rolava. Mas ainda se disputava o Campeonato Carioca-1950. "Aconteceu de acontecer" o que ficou conhecido por "SuperSuperCampeonato", reunindo o Vasco da Gama, o Flamengo e o Botafogo na busca do caneco, que cobrou três triangulares para tudo terminar nas prateleiras de São Januário. 
O capitão Bellini comanda a volta olímpica
No primeiro dos triangular,  os times ficaram em cima do muro. Repetiu-se a dose e o "Almirante" navegou até  2 x 1 no placar do Maracanã, contra o Botafogo, já em 10 de janeiro de 1950, no Maracanã. 
Como o time desses alvinegros havia se igualado aos flamenguistas, um empate seria suficiente, a turma da Gávea, para os vascaínos colocarem as faixas no peito. E foi o que rolou.
 Na finalíssima, o Vasco balançou a rede primeiro, por Roberto Pinto, aos 13 minutos do segundo tempo. O Fla empatou, mas 1 x 1 deixou  Vasco "SuperSuperCampeão", após 26 jogos, vencendo 16, empatando cinco e  perdendo cinco. Mais de 150 mil almas assistiram a farra cruzmaltina, embora o público oficial tenha sido de 130.091 pagantes.  
Treinado por Gradim ( Francisco de Sousa Ferreira), ex-jogador vascaíno, o time que ficou "SS-58," no 17 de janeiro, em um sábado, alinhou: Miguel; Paulinho de Almeida e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Roberto Pinto, Almir, Waldemar e Pinga.

CAMPANHA DO TURNO: 20.07.1958 - Vasco 3 x 1 Bangu (gols de Pinga (2) e Vavá; 25.07.1958 -  4 x 2 Bonsucesso (Pinga (2) e Wilson Moreira (2); 03.08.1958 - 1 x 3 Madureira (Sabará); 09.08;  4 x 0 São Cristóvão (Vavá (2), Sabará e Wilson Moreira); 16.08 - 3 x 0 Canto do Rio (Sabará, Laerte e Wilson Moreira); 24.08 - 1 x 0 Fluminense (Pinga); 31.08 - 2 x 1 América (Wilson Moreira e Almir Albuquerque); 07.09 - 3 x 1 Portuguesa (Pinga (2) e Écio); 14.09 - 1 x 1 Flamengo (Delém); 19.09 - 4 x 2 Olaria (Sabará (2), Rubens e Osvaldo (contra); 28.09 - 3 x 2 Botafogo (Pinga, Sabará e Rubens).  

RETURNO: 05.10.1958 - Vasco 2 x 0 Bangu (Rubens (2); 12.10 - 6 x 3 Canto do Rio Delém (2), Laerte (2), Sabará e Rubens); 19.10 - 1 x 1 São Cristóvão (Rubens); 25.10 - 3 x 3 Bonsucesso (Delém (2) e Rubens); 01.11 - 1 x 2 Portuguesa (Pinga).  09.11 - 1 x 0 Madureira (Rubens); 16.11 - 1 x 1 Fluminense (Pinga); 23.11 - 2  x 0 América (Almir e Pinga); 30.11-  4 x 0 Olaria (Almir (2), Pinga e Roberto Pinto); 07.12 -  0 x 2 Botafogo; 14.12 - 1 x 3 Flamengo (Pinga).

 SUPERCAMPEOANTO: 20.12.1958 - Vasco 2 x 0 Flamengo (Pinga e Almir); 03.01.1959 - 0 x 1 Botafogo; 10.01.1959 - 2 x 1 Botafogo (Pinga (2); 17.01.1959 - Vasco 1 x 1 Flamengo (Roberto Pinto).

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A SUPERBELA DO DIA - BRUNA LOMBARDI

A bela e inteligentíssima atriz Bruna Lombardi, aos 64 anos de idade,  tem uma página no "facebook", com 2,3 milhões de acompanhantes. Ele manda mensagens de bem viver e relembra fatos passados pela sua carreira. Há poucos dias, ela brindou os seu seguidores postando esta foto em que mostra continuar linda, não só culturalmente, mas, também, dentro de um bikininho verde. Todas as mulheres deveriam ser como Bruna. Confere?

The beautiful and clever actress Bruna Lombardi – 64 year old – has a page on facebook with 2.3 million escorts. He sends messages of well-being and recalls facts that have passed through his career. A few days ago, she posted this photo, showing that she remains beautiful, not only culturally, but also, inside a green bikini. Every woman in the world should be with Bruna. Right?

SORRISO TAMANHO ESQUINA DA COLINA

  Quando o time ganha, todo sorriem. Como nesta foto em que aparecem Paulinho de Almeida, Vavá e  Coronel, após Vasco 3 x 2 Bangu, durante a noite do 31 de agosto de 1957, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. No caderninho, o jogo 1.697 da história da "Turma da Colina".
 De bola fora neste lance só a edição da revista carioca "Manchete Esportiva N 94, de 7 de setembro  de 1957, que esqueceu de publicar as fotos dos principais heróis da vitória cruzmaltina, Almir (2) e Waldemar, autores dos gols.
  Amílcar Ferreira apitou a pugna, assistida por 10.506 pagantes, tendo o treinador Martim Francisco escalado para vencer: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando Peçanha e Coronel; Sabará, Almir Albuquerque, Vavá, Waldemar e Laerte.

   When the team wins, everyone smiles. Case of Paulinho de Almeida, Vavá and Coronel, after Vasco 3 x 2 Bangu, during the night of August 31, 1957, in Maracanã, for the Campeonato Carioca. In the little book, the game 1,697 of the history of the "Turma da Colina".
  Only the edition of the Carioca magazine "Manchete Esportiva N 94", of September 7, 1957, that forgot to publish the photos of the main heroes of the cruzmaltina victory, Almir (2) and Waldemar, authors of the goals.
   Amílcar Ferreira whistled the match, assisted by 10,506 paying, with coach Martim Francisco scaled to win: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida and Bellini; Laerte, Orlando Peçanha and Coronel; Sabará, Almir Albuquerque, Vavá, Waldemar and Laerte.


                          

terça-feira, 18 de setembro de 2018

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - NATAÇÃO

  Em abril de 1957, o Vasco da Gama conquistou o título de campeão carioca feminino de natação, somando 155 pontos, contra 121 do Fluminense. Individualmente, Maria Eugênia foi o grande nome da disputa, batendo o recorde da prova dos 100 metros nado peito clássico, no tempo de 1 minuto, 34 segundos e 5 décimos.     
Uma outra nadadora que venceu, indiscutivelmente, as suas provas, foi Lizete Alves Coelho, nos 40 e nos 100 metros  nado livre. Mas a prova que decidiu o título para as “Meninas das Colina” foi a dos 4 x 100 metros, em quatro estilos.
O presidente Pires fotografa  as suas campeãs, com Lizete sendo a
primeira do seu lado, em foto reproduzida de Manchete Esportiva
As nadadoras vascaínas foram trabalhadas pelo treinador Hélio Lobo e receberam, à beira da piscina, os cumprimentos do presidente vascaíno Artur Pires.

In April 1957, Vasco da Gama won the title of Rio de Janeiro women's swimming champion, adding 155 points, against 121 of Fluminense.
Undoubtedly, Maria Eugenia was the great name of the dispute, beating the record of the 100 meters in the classic chest in 1 minute, 34 seconds and 5 tenths.
Another swimmer who undoubtedly won her tests was Lizete Alves Coelho, in the 40's and 100 meters freestyle. The event that decided the title for the "Girls of the Hill" was the 4 x 100 meters in four styles. The Vasco da Gama swimmers were worked by the coach Hélio Lobo and received, by the pool, the greetings of the Basque president Artur Pires.

OS DOIS "CR" VASCAÍNOS CAMISAS 9 E 10

Gaúcho reproduzido de álbum de figurinhas do Kike 
Era a tarde do domingo 22 de julho de 1973, quando o treinador Mário Travaglini mandou a sua rapziada – Andrada, Paulo César, Moisés, Renê, Alfinete, Zanatta, Alcir, Gaúcho (Dé), Luís Fumanchu (Buglê), Roberto Dinamite e Luís Carlos Lemos – dar um pau no Flamengo. Valeria pelo segundo turno do Campeonato Carioca e seria jogo 2.714 da história do “Almirante”, com 79. 219 almas esperando pela rolagem da “maricota” pelo relvado do Maracanã.
Naquele clássico, o Vasco da Gama teve na escalação dois atletas chamados Carlos Roberto, algo incomum no futebol brasileiro, que era repleto de Zé Carlos, Joãozinhos, Zezinhos, Pedrinhos, por aí. Um dos “CR” era apelidado por Dinamite e o outro por Gaúcho. Usavam as camisas 9 e 10.
Se você acha que o Carlos Roberto “Dinamite” de Oliveira era o jaqueta 10, com a qual marcou a maioria dos seus 708 gols e tornou-se o maior artilheiro da “Turma da Colina”, enganou-se. Ele era o 9 e o Carlos Roberto Orrigo Cunha, o Gaúcho, o 10. Explica-se: o 10 era Tostão, que não disputou o clássico. Só depois de este sair do Vasco a camisa 10 foi herdada pelo mairo de todos os ídolos da torcida vascaína.
Além de ter substituído Tostão, o então garoto Gaúcho, aos 19 de idade, marcou o gol da vitória, por 2 x 1 – o outro foi de Carlos Alberto Zanatta, depois expulso de campo, pelo árbitro Romualdo Arppi Filho – e disputou outras partidas fazendo o papel de ponta-de-lança, quando ele era jogador de meio-de-campo.
Reprodução der álbum de
figurinhas do Kike
Os dois Carlos Roberto viveram vidas bem distintas em São Januário. Nascido, em Porto Alegre, no 03.03.1953, Gaúcho só comemorou quatro títulos sendo atleta – Taças Guanabara-1976/1977; Campeonatos Carioca-1977 e Brasileiro-1974 -, enquanto o Dinamite colecionou 30, além de mais 7 pela Seleção Brasileira.
Fora dos gramados, o Dinamite, nascido em Duque de Caxias-RJ, em 13 de abril de 1954, carregou três canecos enquanto presidiu o Vasco (2008 a 2014) – Brasileiro Série B-2009; Copa do Brasil-2011 e Copa Hora-SC-2010 -, cabendo ao Gaúcho treinador levar para São Januário dois títulos – Torneios João Havelange-1993; Octávio Pinto Guimarães-2009 (sub-20).
Os dois tiveram, igualmente, vida longa vascaína. O Dinamite chegou à Colina em 1971, e ficou até 1979, quando foi para o espanhol do Barcelona. Voltou em 1980 e “ressaiu”, em 1989, para defender a Portuguesa de Desportos, da qual regressou para a Colina, em 1990. Em 1991, mais uma saída, para o Campo Grande-RJ, com retorno ao Vasco pela mesma temporada e "ficagem" até 1993, o seu final de carreira. De sua parte, Gaúcho desembarcou em São Januário em 1965 e saiu, em 1979, para defender o Botafogo.
Além de treinar o time júnior do Vasco, entre 1991 a 1993, e em 2009, Gaúcho esteve por por duas vezes, interinamente, comandando a rapaziada do time A, em 1993 e em 2009, e por quatro oportunidades sendo o comandante: 2010, 2012 e 2016. Em 21 de março de 2013, quando Carlos Roberto “Dinamite” de Oliveira era o presidente, ele foi demitido, mas pelo diretor executivo Renê Simões, após três derrotas consecutivas, para “pequenos”, no Estadual. E nunca mais esteve vascaíno. Bem como o xará.
Em foto reproduzida de www.netvasco.com.br, Gaúcho cabeceie, marcas gol e Roberto Dinamite, camisa 9, espera bola bater na rede

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

MUSA VASCAÍNA DO DIA - JAMJAM

Belíssima modelo Jamila Sandoro, reproduzida do facebook do www.pixaovascao  sobre as musas vascaínas. Jam é musa, deusa, raínha, tudo o que é belo, não é mesmo? Mais? Inteligente e trabalhadora, dignifica a sua profissão. E o mais importante: vascainíssima. Veja aí ela mandando dizer que o "Almirante" navega em seu coração. Cá pra nós: A sua beleza faz inveja às flamenguistas, tricolores, corintianas, santistas, alviverdes, alvinegras, alviazuis, alvirrubras, rubro-anis, etc

 Beautiful model Jamila Sandoro, reproduced from www.pixaovascao.com on the Basque muses. Jam is a muse, a goddess, a queen, everything beautiful, is not she? More? Intelligent and hardworking, it dignifies your profession. And the most important: vascainíssima. See her saying that the "Admiral" sails in your heart. Here for us: Its beauty makes envy the flamenguistas, tricolores, corintianas, santistas, alviverdes, alvinegras, alviazuis, rubro-anis, etc
                    

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - BOLA NA AREIA

                                                  ACONTECEU EM 8 DE JANEIRO DE 2017
Na foto clicada por Marcelo Zambrana, os campeões Rafa Padilha, Alan, Antonio,  Catarino, Lukinhas, Rafinha, Bokinha, Jordan, Lucão, Jorginho, Mauricinho e Cesinha / Fábio Costa (técnico), Fabricio Santos (auxiliar técnico e preparador de goleiros) e Felipe (analista de desempenho/marketing).

  Foi o primeiro título do Vasco-2017. Com bola rolando na areia, o "Almirante" faturou o Campeonato Brasileiro, mandando, na final, 5 x 1 Sampaio Corrêa-MA, de virada. A festa rolou na Praia do Gonzaga, em Santos-SP. Para quem não sabe, vale ressaltar que a "Turma da Colina" já canecou, também, no Campeonato Mundial desta modalidade; de duas Copas do Brasil; do Circuito Brasileiro; de três Estaduais e de um torneio Rio-São Paulo. O Sampaio Corrêa abriu o placar no início da partida, com Datinha. Os vascaínos viraram por conta dos gols de Mauricinho e Bokinha. Depois, fez  mais três, por intermédio de Bokinha, de novo, Antônio e Lucão.

domingo, 16 de setembro de 2018

VASCO DAS CAPAS - VÁLTER MARCIANO

 O meia Válter foi campeão carioca-1956, um dos destaques do time treinado por Martim Francisco, que  mandava ao gamado esta base: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Laerte e Orlando; Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga.                                             Com esta rapaziada, o caneco foi parar em São Januário, levado por 16 vitórias e quatro empates, somando 58 bolas no filó, nos 22  jogos disputados, com apenas duas escorregadas.                                                           
 Válter participou de 20 pegas e foi o principal artilheiro das equipe: 13 tentos. Rolando tanta bola, claro que a "Manchete Esportiva" não deixaria de fazer uma bela capa com ele, cidadão paulistano, nascido em 15 de setembro de 1931 e que viveu até 21 de junho de 1961, quando foi tragado por um acidente automobilístico, na Espanha.                           Valter chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado oito jogos canarinhos, vencendo quatro, empatando três e perdendo só em um. Estreou, no 1 x 1 Chile (18.09.1955) e depois esteve nos 3 x 0 Paraguai (13.11.1955; 2 x 0 Seleção Pernambucana (01.04.1956): 1 x 0 Portugal (08.04.1956); 1 x 1 Suíça (11.04.1956); 0 x 0 Tchecoslováquia (21.04.1956); 0 x 3 Itália ( 25.04.1956) e no 1 x 0 Turquia (01.05.1956).
 
 

131 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A LOBA QUE VALIA DUAS MERRECAS

    O machismo brasileiro costuma dizer que onde há confusão estará presente a mulher. E cita o bíblico caso Eva, que foi no papo de uma cobra, enganou Adão e deu no que deu. 
 Rolo não menos do que o rolado no paraíso se deu quando o Tesouro Nacional lançou a prmeira cédula brasileira contendo ilustração de uma Eva. Meu cháplia, que rolo. O seguinte foi o seguinte: o ministro da Fazenda, o solteirão  Joaquim Duarte Murtinho (1848-1911), um dos casras mais ricos e influentes da virada do século 19 para o 20, convcou o jornalista Artur Guarná, de “O Paiz” para ajuda-lo a achar um belo rosto para estampar a futura cédula de dois mil-réis, que substituiria a que trazia a efígie de Don Pedro II. Durante o Império, circularam 23 cédulas encomendadas pelo Tesouro Nacional ao American Bank Note Company, em Nova York, tendo as primeiras sido emitidas em 1869.
 Convocado para a sacanagem nacional monetária, Guaraná deu no pé e achou, no carioca Estúdio Fotográfico Guimarães, a foto de uma jovem conhecida por Sinhazinha nos círculos literários e jornalistas de São Paulo. A tal escondia o nome, colaborava com poetas e jornais e foi apresentada ao Murtinho. Tempinho depois, rumou à Europa, tendo, na austríaca Viena, posado para o pintor Conrad Kiesel (1846-1921), que fez-lhe vários retratos para a futura cédula a ser gravada pelo japonês Sukeichi Oyama (1858-1922) e confeccionada, nos Estados Unidos, pelo American Bank Note Company.
A partir do trabalho de Kiesel, o “japinha” pegou a que o austríaco nominou por “Saudade”, mandou ver a sua gravura e chamou-a por “Zella”, em 1893. E a “gataça” integrou o nono lançamento da “dinheirama brasuca”. Pela primeira fez, a mulher passou a andar no bolso dos homens brasileiros. E fez rolar um tremendo rebu na Câmara dos Deputados, durante a sessão de 6 de setembro de 1900. 
Joaquim Murtinho reproduzido
do site do Ministério da Fazemda
O seguinte foi o seguinte: o representante sergipano Fausto Cardoso acusou o ministro da Fazenda de reproduzir cédula com a figura de uma meretriz norte-americana. Depois, seria  da Prates, uma das “meré’ mais conhecidas do Rio de Janeiro. A tal, no entanto, terminou sendo dada por Laurinda Santos Lobo, tida por amante de Murtinho. Até o mau caráter do Ruy Barbosa quis “aparecer”, dizendo “ser autêntico o ignóbil corpo de delito" e “não haver nada na efígie daquela mulher que não nomeasse uma rainha do mundo obsceno”.
Passadas 18 temporadas daquele furdunço, a cabeça que seria da “loba do ministro” pintou no reverso da cédula de 100 mil-réis - 11ª emissão -, quando os ministros da Fazenda  foram David Campista e Leopoldo de Bulhões. Enquanto isso, se a Lobo era mordida do Murtinho, isso eles nunca confessaram.
Mas o Brasil não fora o primeiro a dar uma mordidinha nela. Antes, como “Zella”, a gravura fora usada em cédulas de Canadá, Chile e México, entre 1897 e 1898, pois era comum os impressores usarem a mesma gravura em várias encomendas - pior para a “loba”, que não faturou direitos de imagem (que ainda não existiam).  


sábado, 15 de setembro de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 1 FLAMENGO

O Vasco empatou em 1 a 1 com o Flamengo, neste sábado (15/9), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro. O gol vascaíno foi marcado pelo atacante Andrés Ríos, aos 27 minutos do primeiro tempo.

O próximo compromisso do Vasco no Campeonato Brasileiro será na segunda-feira (24/9), quando o Cruzmaltino recebe o Bahia, às 20h, em São Januário.

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Maxi López briga com a zaga do Flamengo (Foto: Carlos Gregório Júnior/Vasco.com.br)

O JOGO

O Vasco começou buscando o ataque. Logo aos dois minutos, Andrés Ríos recebeu de Raul na área e soltou a bomba, obrigando Diego Alves a fazer grande defesa. Aos 13, Maxi López recebeu lançamento de Fabrício e bateu desequilibrado. Diego Alves deu rebote e Ríos, atrapalhado por Réver, não conseguiu completar. Aos 17, Fabrício pegou pela esquerda, puxou pra dentro e bateu colocado de direita, obrigando o goleiro a mandar pra escanteio.

Dez minutos depois, o Vasco fez boa jogada pela direita com Raul, que cruza para Maxi. O camisa 11 briga com o zagueiro e consegue o desvio. Diego Alves salva na primeira, Maxi luta e a bola sobra para Ríos só empurra para o gol. Aos 42, Diego arriscou de longe e Martin Silva fez bela defesa.

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Andrés Ríos completa para o gol após jogada de Maxi López (Foto: Carlos Gregório Júnior/Vasco.com.br)

O Vasco voltou para o segundo tempo ligado. Logo aos dois minutos, Maxi lançou Lenon em velocidade pela direita e recebeu cruzamento. O camisa 11 cabeceou mascado e a bola bateu no travessão. Dois minutos depois, o Vasco fez uma blitz na área adversária, mas não conseguiu ampliar. Aos 16, Pará cruzou na área e Luiz Gustavo cabeceou contra o gol do Vasco, empatando o jogo.

A partida ficou parada por dez minutos por conta de um choque de cabeça entre Bruno Silva e Luiz Gustavo. O volante teve que deixar o campo de ambulância. Aos 46, Maxi López recebeu em profundidade, ganhou a disputa com Réver e bateu de canhota, levando muito perigo. O jogo ficou aberto e as duas equipes criaram oportunidades, mas nenhuma conseguiu converter em gol. Fim de jogo, tudo igual em Brasília.

FICHA TÉCNICA
VASCO 1X1 FLAMENGO

Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data-hora: 15/9/2018 - 19h (de Brasília)
??Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Público: 54.288 torcedores.
Renda: R$ 2.902.950,00. Gols: Andrés Ríos (27'/1ºT) e Luiz Gustavo (contra) (16'/2ºT)

VASCO: Martin Silva, Lenon, Luiz Gustavo, Leandro Castan e Ramon; Bruno Silva, Raul (Andrey, 15'/2ºT), Willian Maranhão, Fabrício (Giovanni Augusto, 22'/2ºT); Andrés Ríos (Marrony, 22'/2ºT) e Maxi López. Técnico: Alberto Valentim.

FLAMENGO: Diego Alves, Pará (Rodinei, 50'/2ºT), Léo Duarte, Réver e Renê; Piris, Lucas Paquetá, Diego, Everton Ribeiro, Vitinho (Berrío, 32'/2ºT) e Uribe (Willian Arão, 18'/2ºT). Técnico: Maurício Barbieri.


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Alberto Valentim conversou com a imprensa na Colina- Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br
 REPRODUÇÃODE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR.

THIS IS KIKE BALL AND VASCO DA GAMA

Antes de saber com quem está se comunicando, vale ressaltar que as torcedoras cuzmaltinas são as mais lindas do planeta. Confira nesta foto.
Before you know with whom you are communicating is worth mentioning that cuzmaltinas cheerleaders are the most lndas woman on this planet

This is a blog dedicated to the research of the history of Club de Regatas Vasco da Gama, founded in Rio de Janeiro , Brazil, on august 21, 1898, four young practicing rowing - Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre D' Avelar Rodrigues and Manuel Teixeira de Sousa Júnior - in honor of the portuguese explorer discoverer of the sea route to India. Until 1915, Vasco da Gama only competed in rowing. From the following year when he joined the football, it became one of the most admired clubs in the country, for its stance against social injustice. Currently has one of the largest Brazilian twisted.
 FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA OFICIAL DO VASCO DA GAMA. Agradecimento.

91 - O VENENO DO ESCORPIÃO - OS DESCONVOLADOS DA PÁTRIA AMADA

Foto oficial do presidente Collor
 Se você não estivesse ligado, andasse meio-desligado na fala de um locutor de rádio que tivesse falado "convolare”, certamente, esperaria ouvir uma música italiana. Certo?  “Convolare”, no entanto, é uma palavra latina que virou “convolar” no jardim da “última Flor do Lácio”. Por sinal, termo muito tesudo. O meu pai, por exemplo, “convolou” com a minha mãe e os dois adoraram.  Alias, mulher – quase todas -  adora “convolação”, principalmente quando pinta núpcias no lance.
 Cá entre nós: se o carinha que  “convolou” é um “convolado”, logo quem abandonou tal prática é um “desconvolado”, cofere? Pode ser! E anote: parar “convolações”, as vezes, faz rolar tremendos rebus.  Vamos tirar as provas?
Em Brasilia, o então presidente Fernando Cololor não ligara para as acusações de corrupção à então mulher Rosane Malta, que presidia a Legião Brasileira de Assistência. Além de tirar argola do dedo “argolar”, não a levou ao almoço “marcativo” dos seus 42 de idade, fazendo-a chorar, em público, durante uma missa - pegou pesado. 
A coisa ficou tão feia  que a Dona Rosita Malta, mãe da moça, mandou um aviso ao Palácio do Planalto: "Aqui nas Alagoas, em minha família, mulher não se separa de marido. Fica viúva". E o genrão, primeiro campeão brasiliense de karatê, ouviu bem o recado e tratou, o quanto antes, de se “reconvolar-se”.
 Realmente, mexer com o indevido nas Alagoas é tema pra cabra muito mais do que muito macho. Que o diga o ex-governador Geraldo Bulhões. Ao garantir que o maridão andava prevaricando, lá pelos idos de 1993, a primeira-dama Denilma o fez correr do palácio governamental da “Terra dos Marechais”. Rebaixou-o a soldado raso. Sem falar, afirmavam as más línguas trabalhadoras naquela douta casa, que aplicara no governador vacilão uma tremenda surra com toalha molhada, como mostrou na capa da revista "Caras". E passou a falar mal do 'sujeitim', que viu o seu futuro político completamente “desindereitado” - pior do que o “péla-saco”  horário eleitoral gratuito da TV.
Niceia mostrou suas garras ao www.terra.com.br
  São Paulo, porém, há história muito mais “horroshow”. Em março de 2.000, o prefeitão Celso Pitta, após 30 temporadas “convolado com Nicéia, foi acusado, pela dita cuja, de comprar vereadores que cavavam a caveira dele em uma CPI. Também, de saber das tramoias para a Câmara Municipal paulistana extinguir, em 1999, a CPI da “Máfia dos Fiscais” acusados de cobrar propinas.
 Pita havia sido secretário municipal de Finanças (1993 a 1996) de Paulo Malufe, e eleito prefeito (1997) de uma cidade com 3,1 milhões de votos. 
Quando Nicéia o detonou, em dezembro daquele mesmo 2000, Pita encarou 13 processos, a maioria sobre irregularidades, como superfaturamento de obras e desvios de recursos públicos. Em 2008, foi parar na cadeia, por não pagar pensão a “ex”. Condenado a repassa-la R$ 150 mil, por atrasos na grana, pagou com um mês de prisão domiciliar - e saiu  no lucro.
Henrique Alves reproduzido de
 Agências Brasil-EBC. Agradecimento
 Na potiguar Rio Grande do Norte, quem “sifu” foi o então deputado federal Henrique Alves, em 2002. Não foi mole. Durante o seu processo de "desconvolação” litigiosa, a ex, Mônica Infante, o acusou de ter US$ 15 milhões em paraísos fiscais e outro tanto entre Suíça, Bahamas, Ilhas Jersey e Lloyds Bank, nos USA.
 O deputado, no entanto,  afirmou que a Infante delirava, algo como se “infante achasse ser o rei”. Já ele perdeu a chance de disputar a vice-presidência da república de “Pindorama”, pelo PMDB.
Presidente da Câmara dos Deputados-2013/2015, com 11 mandatos consecutivos, desde 1970,  o “depu”  fora, ainda, ministro do Turismo dos “pê-érres” Dilma Rousseff e Michel Temer. Em 2017, hóspede do Estado, a convite da “Operação Lava-Jato”, acusado por desvios de ‘sarapatel" durante a construção da Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo-2014 – já está "desconvolado" da cadeia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O "ALMIRANTE" E OS "DESTORCIDADOS"

   Antigamente, quando alguém fazia alguma bobagem, costumava-se dizer que “era coisa de português”. É por aí que se pode enquadrar alguns amistosos interestaduais do Vasco, no Rio de Janeiro, contras times sem nenhuma torcida na Cidade Maravilhosa. E o pior é que a “Turma da Colina” passou vexame em vários desses “prejuízos deliberados”, como você vai conferir abaixo.    

1 – 04.03.1928 – Vasco 3 x 5 Portuguesa Santista-SP, em um domingo, em São Januário. A única explicação para o encontro é o fato de o adversário ser ligado a uma colônia portuguesa, na cidade paulista de Santos.

2 - 18.04.1937  - Vasco 3 x 3 América-MG, em um domingo, em São Januário, com Feitiço, Mamede e Luna marcando, o "Almirante" não teve pernas para segurar o "Coelho" .

3 - 05.09.1937 - Vasco 1 x 3 América-MG, nas Laranjeiras, em um domingo, com Raul na rede, os vascaínos só conseguiram chegar na porta da "Toca do Coelho". 

Ademir Menezes
4 - 01.03.1942 – Vasco 4 x 5 Sport-PE, em São Januário, em um domingo, com Viladoniga (2) e Nino marcando para o time de Ondino Viera. Só tirar o ponta-de-lança Ademir Menezes do rubro-negro pernambucano valia pelo amistoso. Ademir foi o maior ídolo da torcida vascaína, até o surgimento de Roberto  Dinamite, em 1971. Também, o maior nome do “Expresso da Vitória”, a máquina de jogar futebol montada em São Januário, que foi uma das mais potentes do planeta, durante oito temporadas, entre 1944 e 1952 – Ademir ficou fora em duas, 1946/1947, defendendo o Fluminense. 

5 - 07.01.1945 – Vasco 8 x 1 Jabaquara-SP, em um domingo, em São Januário, com gols de Elgen (3), João Pinto (3), Argemiro e Rafagnelli. Difícil explicar este jogo na Colina, até porque o “Jabuca” era filho de colônia espanhola e jamais teve times fortes, com fama no Rio de Janeiro. 

6 - 21.08.1948 – Vasco 4 x 1 América-MG, sábado, em São Januário, com Ademir (2).Dimas e Nestor. Flávio Costa era o  treinador e o time foi: Barbosa, Augusto e Wilson. Ely, Danilo e Jorge; Maneca Ademir, Dimas (Netor)  Tuta (Ismael) e Chico.

7 - 27.04.1954 – Vasco 2 x 3 Ponte Preta, uma terça-feira, em São Januário, com gols de Vavá e Djayr. Flávio Costa era o técnico e o time foi: Ernâni; Fernando Fantoni, Alfredo II; Amaury, Danilo e Jorge: Sabará, Maneca, Vavá (Friaça) , Ipojucan e Djayr.

 8 - 24.03.1956, Vasco 3 x 0 Sport-PE, um sábado, em São Januário, com Flávio Costa de treinador e gols de Pinga (2) e Parodi.

9 - 16.06.1962 – Vasco 0 x 0 Guarani de Campinas, em um sábado, em São Januário,

10 - 26.06.1964 – Vasco 3 x 0 Vila Nova-GO, em São Januário, em uma quinta-feira.

11 -  22.02.1967 – Vasco 3 x 1 América-MG, no Maracanã, com gols de Adílson (2) e Moraes, em uma quarta-feira. O técnico era Zizinho.

12 - 14.12.1969 (domingo) - Vasco 1 x 2 Ponte Preta, em São Januário com gol de Tião. Célio de Souza era o técnico e o time teve: Andrada; Ferreira, Fernando, Moacir e Eberval: Alcir e Beneti; Luiz Carlos Lemos (Vicente) , Valfrido (Heleno), Adílson e Tião “Cavadinha” (Jailson).

Romário
13 - 03.02.1972 – Vasco 2 x 3 Portuguesa de Desportos, em uma quinta-feira, em São Januário, com gols de Bugleux e Ferreti. Time: Andrada; Fidélis, Renê, Moisés e Batista;  Alcir e Bugleux (Jaílson); Luíz Carlos Lemos, Ferreti, .... e Gílson Nunes. (ver em Placar). Técnico: Zizinho.

14 - 01.02.1976 – Vasco 1 x 1 Desportiva-ES. Domingo, em São Januário, juiz Roberto Costa e gol de Roberto Dinamite e 2.836 pagantes. Paulo Emílio escalou: Mazaroppi;  Toninho, Miguel, Moisés (Renê) e Luís Augusto; Helinho (Lopes), Gaúcho e Paulo Roberto; Luiz Carlos, Roberto Dinamite e Galdino (Luis Fumanchu)

15 - 21.07.1976 – Vasco 3 x 0 Taguatinga-DF, uma quarta-feira, em São Januário, com gols de Roberto, Dé e Abel. Paulo Emílio era o treinador.

16 - 22.12.1999 – Vasco 2 x 0 Santa Cruz-PE, em uma quarta-feira, no Maracanã, com gols de Romário e Viola. Antônio Lopes era o treinador e o time foi: Carlos Germano (Elton); Jorginho Amorim (Fabrício Carvalho)  Odvan, Alex (Fabiano Eller) e Felipe;  Gilberto (Flavinho),  Juninho Pernambucano (Paulo Miranda) e Ramon Menezes (Alex Oliveira); Donizete (Viola) e Romário.  (fotos reproduzidas de Sport Ilustrado (Ademir) e de futebolbrasileirorkut.blogspot.com (Romário)

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - VASCO-1998

A temporada-1998 jamais deveria ter terminado para o Vasco da Gama. Venceu demais – Carlos Germano, Márcio (goleiros), Vítor, Maricá, Odvan, Alex, Mauro Galvão e Felipe (defensores), Luisinho, Válber, Nélson, Nasa, Pedrinho, Juninho Pernambucano e Vagner e Ramón (apoiadores); Donizete e Luizão e Luís Cláudio (atacantes) foram os responsáveis, comandados pelo treinador Antônio Lopes.
 Em sua primeira disputa, a “Turma da Colina” foi passando o rodo sobre quem se apresentava pela frente e conquistou a Taça Guanabara só escorregando em uma partida, conforme campanha, com autores dos gols, que você confere: 18.01.1998 – Vasco 1 x 0  Bangu (Donizete “Pantera”); 01.02 – 5 x 0 Americano (Vitor (2), Felipe, Luizão e Ramon); 08.03- 4 x 3 Fluminense (Ramon (2), Luizão e Pedrinho); 29.03 – 1 x 2 Botafogo (Donizete); 07.04 – 3 x 0 Friburguense (Luís Cláudio, Pedrinho e Odvan); 12.04 – 4 x 0 Madureira (Pedrinho, Vagner, Donizete e Luís Cláudio); 19.04 – 0 x 0 Flamengo.  
Pela Taça Rio, o segundo turno do Estadual-RJ, a sequência de triunfos continuou, tendo alvinegros e rubro-negros se negado a enfrentar o Vasco, alegando que o clube tinha todos os seus pedidos de mudança de dias e horários de jogos atendidos pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro-FERJ. Alegação mesquinha, pois a entidade teria feito o mesmo com eles, caso estivessem disputando a Taça Libertadores, como os vascaínos, como veremos adiante.

PLACARES - Anote números e autores de gols durante a Taça Rio, quando a rapaziada carregou o caneco fechando uma campanha de 11 vitórias, dois empates, duas escorregadas, 25   gols pró e oito contra: 22.04.1998  – Vasco 1 x 0 Americano (Luís Cláudio); 26.04 – 3 x 1 Friburguense (Juninho, Luís Cláudio e Pedrinho); 29.04 – 2 x 0 Madureira (Donizete e Luís Cláudio); 10.05 – WO x Botafogo; 14.05 – 1 x 0 Bangu (Mauro Galvão): 17.05 – WO x Flamengo; 21.05 – 0 x 2 Fluminense.
OBS: o Vasco foi campeão estadual-1998 com duas rodadas de antecedência, o que significava que não precisava enfrentar o Flamengo na penúltima rodada. 
FAIXA - A Confederação Sul-Americana de Futebol promovia, em 1998, a sua 39ª Taça Libertadores das América, o primeiro e único título vascaíno na competição, com este nome, pois ganhara o I Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, o embrião da disputa.
Campeão brasileiro-1997,  durante a primeria fase da disputa “cucaracha”, o Vasco encarou o Grêmio-RS e os mexicanos América e Chivas, ficando segundo do grupo. Foi para as oitavas-de-final e eliminou o Cruzeiro-MG, fazendo o dever de casa, em São Januário e segurando empate fora.
Eliminados os mineiros, o Grêmio-RS pintou, de novo, pela frente,  nas quartas-de-final. E o “Almirante” fez o mesmo que havia feito com os cruzeirenses: vitória em casa e empate no Sul.
A barra, nas semifinais, pesaria. O adversário seria o forte argentinos River Plate. Em São Januário, o Vasco venceu por um gol de diferença, placar muito perigoso, como mostrou-se ser, em Buenos Aires, onde os “hermanos” abriram a conta.
Inferiorizado no placar, o Vasco apostou nos contra-ataques, que não eram muitos. De repente,   pintou uma falta, na intermediária, e Juninho Pernambucano, que estivera até pouco antes no banco dos reservas, empatou o lance, com um gol belíssimo e que valeu a classificação à final, contra o equatoriano Barcelona, de Guayquill.
Na Colina, o Vasco mandou 2 x 0. No segundo jogo, na casa do adversário, Luizão abriu o placr, aos 24 minutos do primeiro tempo. O anfitrião empatou, aos 34, mas o “Pantera” Donizete desempatou, aos 44 minutos, para a rapaziada administrar o placar pela etapa seguinte, e carregar o caneco.  Com 2 x 1, o “Almirante” conquistou o seu maior título.

Luizão, reproduzido de www.netvasco.com.br
A finalíssima, no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil, teve 72 torcedores e esta formação cruzmaltina: Carlos Germano; Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luizinho (Vítor), Nasa, Juninho Pernambucano e Pedrinho (Ramón); Donizete e Luizão (Alex Pinho). CAMPANHA: 04.03.1998 -  Vasco 0 x 1 Grêmio-RS; 17.03 – 0 x 1 Chivas-MEX; 20.03 – 1 x 1 América-MEX; 26.03  3 x 0 Grêmio-RS; 03.04 – 2 x 0 Chivas-MEX; 09.04 – 1 x 1 América-MEX; 15.04 – 2 x 1 Cruzeiro-MG; 02.05 – 0 x 0 Cruzeiro;  03.06 – 1 x 1 Grêmio-RS; 06.06 – 1 x 0 Grêmio-RS; 16.07 – 1 x 0 River Plate-ARG; 22.07 1 x 1 River Plate-ARG; 12.08 -  2 x 0 Barcelona-QUE; 26.08 – 2 x 1 Barcelona-EQU.
Foto do time posado reproduzida de www.colunasports.blogspot.com. Agradecimento

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

MUSA DO DIA DA COLINA - PATINHA

Indiscutivelmente, belíssima, a modelo e grande torcedora vascaína Patrícia Fonseca foi flagrada em ação pelo muito e criativo (e de bom gosto)  site www.musasgatasfc.blogspot.com, quando ajeitava o bikini para bronzear-se.
Fardada com a belíssima jaqueta cruzmaltina, pouco antes, ela e as amigas haviam saído da piscina. Depois, iriam a São Januário levar muita energia à galera.
 O Club de Regatas Vasco da Gama tem as torcedoras mais lindas deste planeta. Com a intensamente linda Pat.
 Na foto abaixo, à esquerda, Patrícia preparava-se para bater uma bolinha, com as amigas, quando foi surpreendida e  fotografada pelo www.wallpaper.com.br. Agradecimento pela reprodução.

The beautiful undisputed model and supporter vascaína Patricia Fonseca was spotted by WWW.MUSASGASTASFC.BLOGSPOT.COM site when he adjusted the bikini to go to the club sunbathing. And because uniformed with cruzmaltina jacket because, out of the bronzeadíssima pool, she would SÃO JANUÁRIO, take your energy to the crowd. The Club de Regatas Vasco da Gama has the most beautiful cheerleaders of this planet. With the working and intelligent Patricia.

TRAGÉDIAS DA COLINA - DEIXOU PASSAR

Até 29 de outubro de 1961, Vasco e Flamengo haviam se encontrado em 81 oportunidades, com 35 vitórias cruzmaltinas, 28 rubro-negras e 18 empates. A “Turma da Colina” tinha, ainda, um  saldo de 12 gols.
Passados 52 temporadas, a situação inverteu-se e, hoje, o Flamengo mais do dobro de triunfos que os vascaínos cantavam. O que levou o Vasco a ficar atrás do seu maior rival?  Seguramente, más administrações. Na década-1960, o Fla conquistou o Torneio Rio-São Paulo-1961 e os Campeonatos Cariocas 1963/1965, enquanto o Vasco levou a I Taça Guanabara-1965 e o Rio-SP/1966, este empatado com Botafogo, Santos e Corinthians, porque não houve decisão. Por aí, vê-se que o Flamengo progrediu mais.
A virada do placar geral começou em 1962. Em quatro pegas, o Vasco perdeu dois e empatou dois: 0 x 2; 1 x 1; 1 x 1 e 0 x 2. Naquele ano, o presidente era Allah Baptista  e o time ficou atrás do rival, pelo critério técnico de desempate na classificação da temporada carioca. Em 1963, o fato repetiu-se. Em três  duelos, Fla 3 x 1, 0 x 0 e 4 x 3. Com isso, a diferença caiu apara três vantagens vascaínas, o que foi igualado pelos rubro-negros em 1964, com 3 x 1, 2 x 1 e 2 x 1, na presidência de José da Silva Rocha.     
Em 1965, no ano do IV Centenário do Rio de Janeiro, quando o presidente era Manuel Joaquim Lopes, o Vasco reagiu e voltou à frente, por uma vitória a mais: 4 x 1; 0 x 0, 0 x 0, 1 x 0 e 0 x 1.Em 1966, com João Silva presidente, voltou para trás: Fla 1 x 1, 0 x 0, 2 x 1, 2 x 0 e 2 x 0. “Urubu” na frente, com duas vitórias de sobras. A briga estava boa. Em 1967, com o presidente Reynaldo Reis, nova reação vascaína, com cinco vitórias – 2 x 0, 2 x1, 4 x 3, 4 x 0 e 3 x 0. Apenas uma queda, por 0 x 2, e um empate, por 0 x 0. “Revirou” a vantagem. Agora, tinha duas a mais. Em 1968, o Vasco seguiu segurando a frente, mas por apenas uma vitória: 1 x 0, 2 x 0, 2 x 2 e 1 x 2. E encerrou a década-1960 voltando a deixar o rival à frente, vencendo todas  de 1969: 3 x 0, 2 x 1, 2 x 0 e 3 x 1. Fla com três de vantagem – tempos de Agathyrno Gomes.
Em 1970, o Vasco encerrou um tabu de 12 anos sem o título estadual, mas piorou no placar geral contra o Flamengo; 0 x 2, 0 x 0, 0 x 2, 1 x 0, 1 x 0 e 1 x 3. Passou dever cinco, sob a mesma administração do presidente Agatyrno Gomes, que ficou no comando até 1979. Assim, em nove temporadas, uma vantagem de sete jogos caiu para cinco contra. Quando nada, levando-se em conta somente o Campeonato Carioca, até 19 de maio de 1972,  em 104 encontros, eram 42 vitórias vascaínas, 39 derrotas e 23 empates. No entanto, veio a “Era Zico” e, de 1974 para cá, ... sem comentários.  Hoje, em 383 jogos,  contra o Flamengo, são 134 vitórias do Vasco, 103 empates e 146 derrotas, ou, uma dívida de 17.