Vasco

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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - REPETECO

1 - Vasco x Londrina se repetiu só em cinco datas. Foram duas vitórias e dois empates cruzmaltinos, marcando 13 gols, média de 2,60 por jogo. Confira a estatística: 07.09.1960 - Vasco 4 x 2 (amistoso); 11.12.1976 - Vasco 1 x 1 Londrina (amistoso); 20.11.1977 - Vasco 2 x 2 Londrina (Brasileiro); 19.02.1978 - Vasco 0 x 2 Londrina (Brasileiro); 12.02.1981 - Vasco 6 x 1 Londrina (Brasileiro).

2 – Chegava ao Brasil, em 1972, a TV a cores, adotando o sistema Phase Alternation Line, o chamado PAL-M. Os humoristas das páginas esportivas dos jornais diziam que o time do Vasco usava o sistema“Pal-Puro”. E não mentiam. Como bastiam as zagas formadas por Miguel e Moisés. ou por Renê e Moisés!

3 - Este time, da segunda metade da década-1960,  não levou grandes alegrias à torcida cruzmaltina.
 As vezes, a rapaziada chegava a ter ter três treinadores por temporada. Mas teve gente que jogava um bolão, casos  de Salomão (primeiro em pé, da esquerda para a direita); do zagueiro Brito (terceiro em pé, na mesma ordem); Fontana (último em pé à direita) e o lateral-esquerdo Oldair, entre Fontana e o goleiro Franz. Agachados, Bianchini e Nei Oliveira (segundo e terceiro, da esquerda para a direita) também vestiram a camisa da Seleção Brasileira. Vale ressaltar que Franz foi campeão sul-americano de acesso e só não chegou a seleção A devido grave contusão.

4 - O Vasco da Gama ja  fez três apresentações em gramados da Índia, todas contra a seleção do país, durante visita seis dias: 0 x 0, em 10.09.1993; 3 x 0, em 12.09.1993, e 1 x 0, em 14.09.1993.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

ÁLBUM DA COLINA - ADEMIR ESMAGA FLA

                COM ELE, SEGURAMENTE, ERA O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO 
    Ademir Menezes marcando gols sobre o Flamengos, em jogos do Campeonato Carioca-1952. Naquela temporada, o Vasco da Gama foi o campeão, fechando o ciclo do "Expresso da Vitória", montado pelo treinador uruguaio Ondino Viera e mantido por Flávio Costa, que trabalhou com estrelas como Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Sabará, Ipojucan, Maneca, Alfredo dos Santos e Chico, entre outras feras.

Ademir Menezes scoring goals over the Flamengos in games of the Campeonato Carioca-1952. In that season, Vasco da Gama was the champion, closing the cycle of "Expresso da Vitória", set up by Uruguayan coach Ondino Viera and maintained by Flávio Costa, who worked with stars like Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Sabará, Ipojucan, Maneca, Alfredo dos Santos and Chico, among other beasts.

                                            2 - A CARA DO MATADOR

Cara de quem nasceu para balançar a rede. Era abrir a boca, mostrar os dentes, soltar o grito e sair pro abraço, exibindo um bigodinho por lá de brega da moda de 1956. Profissão do cara: desempregar goleiros.
Com o pernambucano Ademir Marques de Menezes era assim. Em 15 anos de carreira, numa época em que não havia preocupação com estatísticas, ele teria marcado mais de 500 gols.
Nascido em Recife, em 8 de novembro de 1922, Ademir foi  capa da "Manchete Esportiva" Nº 10, da semana que começava em 21 de janeiro de 1956, data em que o Vasco empatou, por 1 x 1, com o Flamengo, pelo Campeonato Carioca, ainda, de 1955.
Apelidado por "Queixada", evidentemente, devido ter o "dito cujo" avantajado, Ademir foi o responsável pelo fim do "reinado" do sistema tático inglês WM no Brasil, que rolava pelos gramados desde 1925.
 Com um cruzmaltino daqueles, rápido, excessivamente agressivo, com piques impressionantes, pra quê seguir velhas fórmulas importadas:?  O técnico Flávio Costa, então, o expulsou  da meia direita e o enviou para a frente, onde seus "rushes", em diagonais, no rumo das redes teriam melhores resultados.
A característica daquele "cabra da peste" nordestino fez surgir a figura do quarto atacante, o ponta de lança que, por tabela, criou o quarto zagueiro, espécie de meio-campista recuado. Com Ademir e Flávio Costa, o Vasco jogou no 4-2-4, a partir de 1949, tornando-se quase imbatível e conquistando metade dos torcedores brasileiros.

                                                                        ADEMI-LIN HA
Reprodução de "O Globo Sportivo", com agradecimento
do Kike, que não blog comercial, mas só de divulgação
da história do Vasco da Gama

 Ademir Marques de Menezes considerado o melhor jogador vascaíno entre 1949 e 1952, durante a época em que a "Turma da Colina" tinha uma máquina de jogar futebol, por isso mesmo chamada de "Expresso da Vitória".
Nascido em Recife, em 8 de novembro de 1922, viveu até 11 de maio de 1996, tendo nesse período sido campeão sul-americano-1949 e vice da Copa do Mundo-1950, quando foi o principal artilheiro com nove tentos. Nesses tempos em que há maior número de jogos, ele ainda é o terceiro maior goleador da Copa América, com 13 bolas nas redes.
Os inícios de Ademir com a pelota, como profissional, foi pelo pernambucano Sport Clube. Infantil do time que tem o "Leão Lampejante" no escudo, em 1938,  foi campeão estadual do ano e do seguinte, o que valeu-lhe chegar ao time A, aos 16 anos de idade, estreando em Sport x Tramways, pelo Estadual-PE.
Em 1940, foi ganhando espaço no time de cima. Em 1941, já era considerado "craque" e foi campeão da Taça Pernambuco, como artilheiro de 14 pipocadas no filó. Naquela temporada, no incrível Sport 8 x 1 Náutico, ele marcou três gols, o que era dificílimo, pro ser um clássico estadual.
 Pelo final de 1941, o Sport fez uma bela excursão pelo Sul/Sudeste do país, vencendo 11, em 18 jogos, que tiveram mais dois empates e cinco escorregadas. Enfrentando o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, encantou os cruzmaltinos, que o levaram para São Januário, em 1942.

  Nesta foto publicada pelo N 230, da Revista do Rádio, datada de 6 de agosto de 1954, o então maior ídolo da torcida do Clube de Regatas Vasco da Gama, o pernambucano Ademir Menezes, aparece ao lado da então “Rainha do Rádio”, a cantora Emilinha Borba. Ser eleita para um posto desses, na década-1950, era ser tão ou mais importante do que o presidente da República. Emilinha levava as suas fãs ao delírio. De sua parte, Ademir já estava em final de carreira e nem mais era convocado para a Seleção Brasileira. Mesmo assim, a torcida vascaína o adorava.
A foto não tem crédito, porque na época não se ligava para isso. O expediente da “RE” nem citava o nome de quem clicava para a publicação de Anselmo Domingos.               



 In this photo published by N 230 of Revista do Rádio, dated August 6, 1954, the then greatest idol of the fans of the Vasco da Gama Regattas Club, the Pernambuco Ademir Menezes, appears next to the then "Radio Queen" the singer Emilinha Borba. To be elected to such a post in the 1950s was to be as or more important than the president of the Republic. Emilinha took her fans into delirium. For his part, Ademir was already at the end of his career and was no longer invited to the Brazilian team. Even so, the Basque fans loved him very much.

The photo has no credit, because at the time did not care about it. The dossier of the "RE" nor cited the name of who clicked on the publication of Anselmo Domingos.



HISTORI&LENDAS

1 - Ademir Menezes era um jogador disciplinado. Mas, também, chegou a ser expulso de campo. O fato, por sinal, foi bem explorado pela revista "Goal" (como se escrevia), Ano II, Nº 7, datada de março/abril de 1950. Aconteceu em 5 de fevereiro, em Vasco 3 x 2 Botafogo, pelo Torneio Rio-São Paulo. O jogo rolou em São Januário, com os tentos da rapaziadas marcados por Ipojucan, Chico Aramburo e Maneca. Diz a publicação que Ademir foi expulso "por desrespeito ao árbitro", Gama Malcher, e que a "Turma da Colina" era: Barbosa , Augusto e Wilson; Ely do Amparo, Danilo Alvim e Alfredo; Tesourinha, Maneca (Álvaro), Ademir Menezes, Ipojucan (Lima) e Mário (Chico).

Reprodução da revista
Grandes Clubes
Em 5 de outubro de 1947, um domingo, pelo Campeonato Carioca-1947, em São Januário, o Vasco venceu o Fluminense, por 5 x 3, tendo por adversário o seu ídolo  Ademir Menezes. Ele estava tricolor porque o “Almirante" complicara a renovação do seu contrato.

Naquele Vasco x Ademir, no primeiro tempo, Chico cravou duas bolas no barbante do Flu. Ademir, também, fez dois, para o Flu. Mas Dimas levou a “Turma da Colina” à frente, escrevendo 3 x 2, no primeir tempo. Na fase final, o mesmo Dimas fez mais dois (um de pênalti). O Vasco era treinado por Flávio Costa e alinhou Com: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Ismael, Dimas, Maneca e Chico.    
Ademir Menezes havia marcado os seus últimos gols vascaínos em 11.11.1945, em Vasco 4 x 0 Madureira, pelo Estadual – Chico e Isaías fizeram os outros, Ondino Vieira era o treinador e o seu último Vasco tivera: Barbosa, Augusto, Alfredo II, Rafagnelli, Berascochea, Ely, Santo Cristo, Isaías, ELE, Jair e Chico. Quase um ano antes, em 4 de novembro de 1945, marcara o gol vascaína do 1 x 1 Fluminense, nas mesmas plagas. Em 25.08.1946, já fazia um nos 2 x 0 tricolores sobre os antigos companheiros. De volta ao Vasco, fez um (03.11.1946), nas Laranjeiras, quando o Vasco dera o troco: 3 x 2.
Até 5 de outubro de 1947, Ademir, com a camisa do rival Flu, havia mandado quatro bolas nas redes vascaínas. Mas não fora a primeira vez que fizera aquilo. Em 1º de março de 1942, em Sport Recife 5 x 4 Vasco, amistosamente, em São Januário, deixara duas.  Para a torcida cruzmaltina, o que vale é a história iniciada nos 4 x 1 sobre o Bonsucesso – 3 de maio de 1942 –, na Rua Conselheiro Galvão, também, pelo Carioca, quando o deixou o dele.
GAROTO PROPAGANDA

  O goleador vascaíno Ademir foi um dos atletas que mais publicidade fizeram durante a década-1950. 
 Causa da sua imensa popularidade, o que ele explicou ao número 1.843 da revista carioca 'Manchete', de 15 de agosto de 1987:
 “Eu era muito requisitado pela torcida e atendia a todos, com carinho. Muitos colegas diziam que eu era bobo, por ficar falando com todo mundo  que me procurava. Não entendiam toda aquela minha paciência. Talvez, por causa daquilo, eu seja um dos poucos brasileiros daquela época lembrados até hoje (37 temporadas depois)”.
 Ademir Marques de Menezes via a década-1950 por duas vertentes: a indesejável inicial, quando a Seleção Brasileira perdeu o título da Copa do Mundo, para os uruguaios, dentro do Maracanã, e a vitoriosamente plena, por ter sido o sujeito mais popular do país, capaz de vencer, com imensa vantagem, qualquer candidato a presidente da República.
 Sobre a primeira parte, ele analisou para a mesma revista, do Grupo Adolfo Bloch: “Em compensação (à perda da Copa), o Vasco da Gama foi o primeiro (clube) a se sagrar campeão carioca no (era do) Maracanã. Revanche contra o Uruguai nós tivemos. Em 1952, jogando, novamente, pela Seleção, participei da vitória no (campeonato) Pan-Americano, primeiro título que o Brasil conquistou no exterior. Ali, vencendo os uruguaios”.
 Ademir, no entanto, considerava ter a vingança havia acontecido no mesmo 1950, quando o Vasco da Gama enfrentara o Peñarol, a base do selecionado campeão do mundo, e o goleado, por 4 x 1.        
 Após encerrar a carreira, em 1956, Ademir chegou a ser comentarista esportivo de rádio e treinador no mesmo Vasco da Gama que o consagrou como atleta. Pelo que viu, afirmou à “Manchete” que o torcedor brasileiro sempre fora o mesmo: “Se o seu time está ganhando, aplaude, estimula os seus jogadores. Se leva um gol, faz um tumulto”.
KIKE NO LANCE: Ainda bem que Ademir não convive com o torcedor vascaíno da atualidade, pois o time do “Almirante” é mais chato do que barulho de saco plástico à noite.   
       IMAGENS REPRODUZIDAS DA REVISTA 'O CRUZEIRO' 



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TRAGÉDIAS DA COLINA - DESASTRES


1 - Em 2011, o Vasco teve o seu pior início de temporadas estaduais: cinco escorregadas no tapete: 0 x 1 Resende; 2 x 3 Nova Iguaçu; 1 x 3 Boavista: 1 x 2 Flamengo e 0 x 0 Volta Redonda. Vitória só em 6 de fevereiro, na sexta rodada, com a estreia do técnico Ricardo Gomes: 3 x 0 Americano, em São Januário. 

2 - Confira as outras temporadas estaduais abertas com pisadas no tamanco: 1984 – 1 x 2 Campo Grande; 0 x 4 Bangu e 0 x 1 Americano. 1964 – 1 x 2 América; 2 x 2 Campo Grande; 1 x 1 Bangu; 1 x 2 Portuguesa e 3 x 3 São Cristóvão; 1981 – 0 x 2 América; 3 x 3 Volta Redonda e 0 x 1 Flamengo; 1933 – 1 x 3 Fluminense; 3 x 3 Bonsucesso e 2 x 2 Bangu; 1942 – 0 x 0 América e 1 x 5 Madureira. 

3 - A partir de 1923, a rapaziada começou vencendo no Estadual e em: 1924, 1926, 1927, 1930, 1931, 1934, 1936, 1947, 1948, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1968, 1970, 1976, 1977, 1979, 1980, 1986, 1989, 1990, 1993, 1994, 1996, 1998, 1999, 2000, 2002, 2004, 2010, 2013, 2014, 2015 e 2016.





terça-feira, 28 de agosto de 2018

FERAS DA COLINA - EDMÍLSON


Edmílson fooi o artilheiro do Estadual-RJ
 Artilheiro do Campeonato Estadual-RJ-2014, com 10 gols, Edmílson surgiu como especialista em balançar redes, em 2001, no Palmeiras. Em seguida, foi para o futebol japonês e por lá passou nove temporadas.
 Mesmo tendo marcado mais do que a concorrência na temporada em que o "Almirante" só não foi campeão porque a arbitragem concedeu um gol , em impedimento, para o Flamengo, na final, aos 47 minutos do segundo tempo, ele não ficou na Colina.
 De lá para cá já rodou pela catarinense Chapecoense, o paulista  Red Bull, voltou ao Japão e acertou com o Sport Recife-PE.  

Gunner State-RJ-2014 Championship with 10 goals, Edmílson appeared as an expert in balancing network in 2001 in Palmeiras. Then it went to the Japanese football and there spent nine seasons. Even having scored more than the competition in the season where the "Admiral" was not only champion because the referee awarded a goal, offside, to Flamengo in the final 47 minutes of the second half, he was not on the Hill. Since then already lapped by Chapecoense Santa Catarina, São Paulo's Red Bull, on two occasions, he returned to Japan and  went to the Sport Recife-PE.
Foto reproduzida de www.crvaascodagama.com.br. Agradecimento deste blog que não tem fins lucrativos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

VASCO DAS CAPAS - TIME TITULEIRO

Vasco foi capa da edição Nº 8, da publicação "Show de Futebol", uma revista-poster, vendida na bancas a R$1,90. Foi um "superpôster" (escrito assim) calendário do ano de 2007, abordando "A história e os grandes títulos do alvinegro de São Januário", conforme escreveu o redator, informando, ainda, que se tratava de "Edição histórica para torcedores e colecionadores". Um lembrete avisava, também na capa, que era um produto oficial do Vasco, licenciado pela Pro Entertainment do Brasil.www.pro-enter.com
A publicação teve fotos dos times campeões brasileiros de 1974/1998/1997/ 2000; da Taça Libertadores-1998 e da Copa Mercosul-2000. E um destaque para a comemoração de um gol da vitória sobre o Santos, pelo Brasileiro-2006. Corra atrás, nas lojinhas de antiguidades.

Vasco was the cover of edition Nº 8, of the publication "Show de Futebol", a magazine poster, sold in the stands at R $ 1.90. It was a "superpost" (written so) calendar of the year 2007, addressing "The history and the great titles of San Januario alvinegro", as the writer wrote, also informing that it was "Historical edition for fans and collectors ". A reminder warned, also on the cover, that it was an official product of Vasco, licensed by Pro Entertainment do Brasil.www.pro-enter.com
The publication had photos of the Brazilian championship teams of 1974/1998/1997/2000; The Copa Libertadores-1998 and the Copa Mercosul-2000. And a highlight for the celebration of a goal of victory over Santos, by the Brazilian-2006. Run around in the antique shops

domingo, 26 de agosto de 2018

128 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - NAS ÓRBITAS DAS PERIGOSAS PERIGUETES

Wallis Simpson, reproduzida de Wikipedia
   O homem diz que “mulher é bicho danado”. Pior é ele,  que não sabe resistir aos seus encantos - e desencantos, desde quando só havia um no pedaço e a serpente o fez saber que o buraco era mais embaixo.
 Em tempos que já viraram substâncias cósmicas da eternidade, tivemos reis, imperadores, ditadores, presidentes de repúblicas, governadores e outras figurinhas carimbadas que beberam o leite da mulher amada, do jeitinho que ela o deitou na caneca. 
Mais recentemente, prefeitos, ministros de estado e parlamentares, também, queimaram a língua na quentura do micro-ondas delas. Nem voltemos a personagens antigões, como Dom Pedro I, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, Mao-Tse-Tung e Jota Jota Seabra. Vejamos algumas poucas feras desses tempos mais pós-modernos. Combinado?
  Pois bom! Ao saber que o presidente dos “Iztêitis”, o bem votado John Fitzgerald Kennedy gostava em demasia “daquilo”, uma espiã nazista comprou colchão e travesseiros muito confortáveis, e o convidou a exerimenta-los. Rolava a II Guerra Mundial e o carinha adorou a cama da moça – e quase foi expulso da Marinha.
Não foi, no entanto, só uma espiã que taçou o belo JFK. Já presidente, na época da Guerra Fria”  versus União Soviética, uma danadinha alemã oriental também andou arrancando-lhe as cuecas. Terminou expulsa do país, para gáudio da gloriosa Lee Jackie, a oficial e futura senhora Onassis.   
Muito mais espertas, porém, do que as espiãs nazistas eram as meninas de programa dos tempos em que John Kennedy disputava a Casa Branca, com Richard Nixon. Além de prometerem sufraga-lo nas urnas, ainda lhe presenteavam com “umazinha”, antes de debates televisivos - programa de campanha.
   As espiãs nazistas que mostram ao JFK como eram alvos os seus lençóis não tiveram, no entanto, a sorte da atriz Marilyn Monroe, que viram como eram bem gomadas essas peças na “White House”. E, como ainda não se falava em politicamente incorreto, sobrou para a estagiária Monica Lewinski manter “relações impróprias” com rouparia, móveis e utensílios da casa onde então o inquilino era o presidente Bill "Clitoris" - Bill Clinton, erro nosso, desculpem!
Jornalista antigos faziam legenda
 para esta foto...
Por sorte desse carinha citado aí em acima, a sua oficial "partner" -  Hillary - só o perdoou porque ele não fora o primeiro a fazer da “White House” um motel. Meramente, mantivera a tradição aberta por JFK. 
"Cá pra "nóiz, sô!": a primeira-dama sacaneada só aceitou mesmo a "tradição cornélica"' por saber que “o poder é um grande afrodisíaco”, como sacou Harry Kissinger, antigo ocupante de cargo pelo qual ele haveria de passar - Secretaria de Estado. Afinal, não é toda mulher que tem um saxofonista dentro de casa, um cara bom de boca.... no instrumento musical, é claro!
 Agora, atravessemos o Atlântico e aportemos na ilha da “Tia Beth”, onde de o Rei Edward VIII trocou a coroa pela “perseguida” de uma “dona" feia “pra carvalho”, filha da puta (era filha ilegítima), chutada por dois maridos - Earl Winfield Spencer e Ernest Aldrich Simpson -  e com calcinha arrancada por vários "malas", entre eles o ministro do Exterior e marechal nazista alemão Joachim von Ribbentrop, e o italiano Galeazzo Ciano, este apontado pelo escritor Charles Higham.
 
Mais? A dita cuja teria trocado sexo por grana, quando residia na chinesa Xangai. Mais mais? Fora amante do engenheiro Guy Marcus Trundle e até ralado com o homossexual Jimmy Donahue, duas décadas mais novo, segundo relatório, de 1935, da Divisão Especial da Polícia Metropolitana de Londres, divulgado pelo Public Record Office.
... e citavam que este era um cartaz
cinematográfico. Parece?
Este era o currículo da futura Duquesa de Windsor e "danadíssima" Wallis Simpson, tida, também, por ninfomaníaca e que traçava o que viesse, inclusive as suas semelhantes. Sem falar que enfiava a porrada no glorioso “Edu”, que virou Duque de Windsor e é apresentado pelo historiador Philip Zioegler como tremendo sadomasoquista.
  Ainda na Inglaterra, na década-1960, o barato rolou no Ministério da Guerra. A “belíssima-íssima-íssima” garota de programa Cristine Keeller despedaçou o coração do ministro John Profumo, a sua cadeira ministerial e as suas chances de tornar-se "prime minister" – “perigosa” sinistra, convenhamos. Sem falar que, nas horas de folgas das transas com o servidor da Rainha, ela  transava com o adido naval da embaixada londrina da então União Soviética, o camaradinha Eugene Ivanov. 
Como se vê, as “danadas” eram danadonas, mesmão! Certo? Tem uma certa razão, os homens. Por sinal, poder-se-ia tirar as provas na Grécia , de tantas Helenas com belas melenas.
Dimitra pegou um marido emprestado
 e esqueceu de devolver 
 Por ali, a aeromoça Dimitra Liani carregou o primeiro-ministro Andreas Papandreou para nuvens, cúmulos e cirros que cobriam o céu da década-1980. O deixou “tão, tão”, que o governo, as vezes, a tinha no papel de primeira-dama. 
Dimitra era 35 temporadas mais jovem do que o amante, em tempos em que a ciência nem imaginava deparar-se, por acaso, com o glorioso "bandeirante" Viagra. Para ela, fazer Papandreuo trocar solenidade oficial por um “pega” a borde de iate de luxo era muito mais + mais. Levantava a bandeira do cara.
 Deveria estar certo, segundo os filósofos, pois o “Papa” preferia ver gatinhas de bikini (e sem) ao vivo, do que nas vitrines - casou-se, "aereamente", com a perigosíssima "moça aérea".     
 Mas foi na gloriosa França que as “danadaças” pintaram e bordaram mais sacanicamente na horizontal, em parceria com os donos do poder. Quem dá o testemunho é o livro “Sexus Político”, com 390 páginas e algumas delas contando peripécias extra-conjugais de antigos chefes de Estado. Uns tais de Valéry Giscard d´Estaing, Jacques Chirac e François Miterrand tiveram histórias “duca”. Do último, conta a pesquisa que até mulher traçada por motorista do palácio presidencial trocava o seu óleo.
 Quanto às terribilíssimas brasileiraças, também aludindo a pouquíssimas, consta que vedete do teatro rebolado Virgínia Lane deixou Getúlio Vargas ver o seu par de “tilápias” e, bom pescador, o presiente passou 5.475 dias com vara, minhoca e anzol de prontidão. Nada de “nem tanto tão demais”, afinal a Dona Darci já envelhecia e o Estado Novo queria muita sacanagem. Nem tanto quanto quis Ana Capriglione, irmã do marido de uma tia e amante do governador Adhemar de  Barros. Ela chegou a nomear dois secretários de Estado e a coordenar a “caixinha de ajuda ás obras sociais" do Governo-SP, na década-1960.
Mas fera, fera - mesmo! - com garras afiadíssismas, foi a “linda loba” Laurinda Santos Lobo, sobrinha e amante do ministro (das Finanças) Joaquim Murtinho, pelo final do século 19. A moça estampou a cédula de dois mil-réis, a nona criada pelo Thesouro Nacional da República dos Estados Unidos do Brazil, impressa pelo American Bank Note Company, em New York, nos USA.
 Para esta “compatriota”, como o presidente Jânio Quadros chamava as mulheres pelas quais ele trocaria um “cachorro engarrafado” por um bom forrobodó às escondidas de Dona Eloá, o “Domingo” tira o chapéu, pra mais do que pra todas as danadíssimas (do ponto de vista do homem) e vai prestar-lhe homenagem por coluna inteiramente falando só dela, brevemente - aguarde!     

sábado, 25 de agosto de 2018

O VENENO DO ESCORPIÃO - DICIONÁRIO DO "NEOBOBISMO" FALTA UM VERBETE

Na época desta foto, reproduzida de www.history.com, o antes jovem taciturno já seduzia milhões de pessoas
   Quando eu era jornalista e cobria Palácio do Planalto, para a Rádio CBN e a Globonews, o presidente Fernando Henrique Cardoso ficava uma fera quando divulgávamos bastante palavras que ele inventava. Dizia que fora só uma brincadeira. E, certa vez, afirmou que a gente sapecava “neobobismos” em seu nome.
Frequentemente, fazem publicações sobre ele
 O glorioso FHC tinha todo o direito de inventar palavras, pois um idioma expande-se por meio de invencionces que fariam o “Luís de... e o Machado de...” terem as maiores sapitucas gramaticais, se tivessem lido as atuais colunas sociais.
 Certa vez, entrevistei o escritor Josér Cândido de Carvalho, cidadão que fazia o que queria com as palavras, e ele defendeu que “a língua deve ser a que o povo fala”. Logo, assim pensado, que proliferem os neologismos, as evoluções semânticas e os ‘neobobismos’.
 Além destas opções que fecharam o parágrafo acima, está faltando, segura e decepcionantemente, uma contribuição popularesca bem danada e que faria sucesso na coleção dos melhores garimpeiros de novos termos para futuros dicionários: “neto da puta”.
 Sim, não há o “filho da puta?” Então deve haver, tambem,  o herdeiro do “título”. Afinal, há famílias em que não assinar contratos na jurisdição voluntária do Estado torna-se rotina para as suas mulheres.
 Pode-se discordar da sugestão, é clro, graças ao direito constitucional do livre pensamento. Mas há um atenuantes para “neos e velhobobismos”. Por exemplo, com o termo  “filho da puta”, ocorre uma interessante evolução semântica. Ande pelos corredores e plenários do Congresso Nacional e tire as provas. Já ouvi de um senador que a votação fora ganha graças ao “filho da puta do líder” (de sua bancada, é claro!) Ele queria dizer: por conta da vivacidade do cara que dobrou os argumentos dos adversários.
Então! O “filho da puta do líder” deixou, em tal caso, de ser geração de “deputado sem dedo” (tire as primeira e última sílabas do substantivo) e subiu, estratosfericamente, em sua cotação parlamentar. Tornou-se um sujeito “the clever”, invejado, aclamado, longínquo de considerações pejorativa de tempos estegossáuricos, quando desafetos pegavam em armas para lavar a honra.
Autobiografia esconde verdades
 Pois bem! Por acaso, caso um neodicionarista pense em cravar o termo “neto da puta”, para justifica-lo, teria um grande representante para o verbete: Adolf Hitler. Este era filho de uma empregada doméstica, devidamente passada na saliva e que gerou um “filho da puta”, futuro funcionário público de uma cidade perto da atual austríaca Viena e que passou a vida tentando fazer do rebento um continuador do seu currículo.
Registrado por Adolf, o rebento do servidor alfandegário não deu bolas para o cara. Preferia ser um vagabundo. Largou os estudos e nunca trabalhou. Um dia, conheceu a ideologia de três sujeitos, um  músico e dois políticos, que mexeram com a sua cabeçança.
Rola a bola! Adolf, que fugira do serviço militar, implorou para ir à guerra, mais tarde. E saiu dela, como cabo e sem fazer questão de chegar a sargento, mesmo com demonstrações de muito sangue frio, coragem e duas condecorações. Preferiu politicar.
Político, o rapaz chegou onde ninguém imaginaria, sobretudo os que conhecera aquele jovem taciturno, apagado e sem nenhum resquício de liderança e que só tivera um amigo quando adolescente e mais um quando “guerreiro”. Hitler, no entanto, tornou-se "lideraço", literalmente, e, segundo os historiadores, um grandecíssimo “filho da puta” - quando já era filho do “filho da puta”.  Logo, “neto da puta” – justifica-se o “neobobismo?”      

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

HISTORI & LENDAS - O VOO DO YBIZAÇO


O Ybis, um barco iole-2, lançado às águas em julho de 1912, foi um dos grandes vencedores vascaínos, remados por Carneiro Dias e Claudionor Provenaço.
 De fabricação italiana, com ele, o Vasco foi tri estasdual, valendo à embarcação ser carregada nos ombros dos remadores, durante as comemorações que rolavam pela Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro.
Estão anotadas em seu nome 19 vitórias consecutivas que mereceram tanta festa. O Ybis só foi vencido, em 1917, segundo os historiadores vascaínos, muito mais por “uma pixotada dos seus remadores, do que por méritos do adversário”.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - 'BOTASSACA'

1 - Aconteceu em 12 de dezembro de 1948. Na final do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, que não era campeão há 13 anos, o time vascaíno encontrou o vestiário do estádio alvinegro, na Rua General Severiano, recém pintado, com cal virgem e sem água. A rapaziada ficou com os olhos ardendo. Pra piorar, a torcida, de 15 mil desalmados, atirou pó-de-mico sobre os jogadores cruzmaltinos, que terminaram caindo, por 1 x 3.

2- Em 14 de janeiro de 1951, valendo pelo campeonato da temporada anterior, o Vasco foi à forra conta os botafoguenses. Mandou 2 x 0, com dois gols de Ademir Menezes, na final, no Maracanã, sagrando-se bi. Em 1959 (pelo campeonato do ano anterior) , o Vasco cobrou mais: 2 x 1. E, na rodada seguinte, ficou supercampeão). Em 29 de abril de 2001, o "Almirante" humilhou os alvinegros: 7 x 0, pelo Estadual, com três gols de Juninho Paulista, dois de Romário, um de Pedrinho e mais um, de Euler.

3 - Vasco 1 x 0 Botafogo foi o antepenúltimo clássico entre os dois, antes do final do Século-20. Rolou em 11 de abril de 1999 e a escrita da freguesia prosseguiu, no Maracanã, valendo pelo primeiro turno da Taça Guanabara. O tento solitário da pugna saiu dos pés de Juninho Pernambucano,aos 64 minutos. O árbitro era Ubiraci Damásio de Oliveira, o treinador cruzmaltino Antônio Lopes e o time este: Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Henrique (Alex Oliveira), Paulo Miranda, Juninho Pernambucano (Alex Pinho) e Ramon; Donizete (Zezinho)  e Guilherme.






quarta-feira, 22 de agosto de 2018

HISTORI & LENDAS - MILESIMEIRO

28 de novembro de 2000 – O Vasco enfrentava o Bahia, o qual venceu, por 3 x 2, em São Januário, e o meia Juninho Paulista marcou o milésimo gol vascaíno em Campeonatos Brasileiros, iniciados em 1971. Foi primeiro clube carioca a atingir a marca ‘milesimal’, até então, sob obtida pelo São Paulo, 20 dias antes, com 4 x 3, sobre o Sport Recife, na Ilha do Retiro.
                             UM CLUBE DE pouquíssimos frequentadores.
  Roberto Dinamite é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 190 gols, entre 1971 e 1992, dos quais 181 pelo Vasco, o clube que mais vezes teve o artilheiro isolado da competição: Roberto Dinamite, em 1974 (16 gols) e em 1984 (16 gols); Paulinho, em 1978 (19 gols); Bebeto, em 1992 (18 gols), e Edmundo, em 1997 (29 gols, sendo seis, o recorde, contra o União São João, de Araras-SP, em 11 de setembro de 1997, em São Januário, em Vasco 6 x 0. Já o Dinamite foi o primeiro a marcar cinco gols em um só jogo do Brasileirão, nos 5 x 2, de 4 de maio de 1980, no Maracanã, contra o Corinthians.
                          O CARA NASCEU para  explodir bombas nas redes
  O Vasco foi o time que mais gols marcou em um só Campeonato Brasileiro: 69, em 33 jogos de 1997, quando foi o campeão. Também, foi o único a ter artilheiro e vice-artilheiro da disputa em um mesmo ano. Foi em 1984, quando Roberto Dinamite marcou 16 e Arturzinho 14 gols. No mesmo ano, o Vasco construiu a segunda maior goleada do Brasileirão: em 19 de fevereiro de 1984, mandou 9 x 0 em cima da Tuna Luso-PA, em São Januário.
                   ESTES vão pra guerra e ficam no pelotão da frente.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

'ALMIRANTE 'CENTO-E-VINTÃO. SALVE!

Hoje é dia de apagar velinhas. O Club de Regatas Vasco das Gama atinge 120 temporadas de muitas glórias. História que começa pelo remo, a modalidade preferida dos mais de 500 mil habitantes do Rio de Janeiro, em 1898, quando os cariocas iam para as imediações do Passeio Público e da Rua Santa Luzia assistir às corridas de barcos na Baía de Guanabara.
 Por aquela época, tentando se livrar do desgaste físico de remar até o Club Gragoatá, e Niterói, para praticarem o “rowing”, como ainda era chamada a modalidade, Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre d`Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior decidiram criar um clube de remo. Reuniram-se na residência de um deles, à Rua Teófilo Ottoni Nº 90, traçaram planos, encontraram mais simpatizantes da ideia e promoveram outras reuniões no Clube Recreativo Arcas Comercial, na Rua São Pedro. O papo foi rolando e, em 21 de agosto de 1898, com 62 associados assinando a ata, no Clube Dramático Filhos de Talma, à Rua da Saúde Nº 293, surgia o Club de Regatas Vasco da Gama, em encontro presidido por por Gaspar de Castro, secretariado por Virgílio Carvalho do Amaral e Henrique Teixeira Alegria.

EMBARCARAM NESSA – Clube criado, era hora de comprar os barcos. A rapaziada fez a chamada “vaquinha”, comprou três baleeiras – Zoca, Vaidosa e Volúvel – e se inscreveu na União de Regatas Fluminense. Menos de um ano depois, em 4 de junho de 1899, o Vasco já vencia sua primeira regata, na Classe Novos, com Volúvel, de seis remos, em páreo que teve o seu nome, como era de costume nomear as disputas com as denominações dos clubes. Os primeiros vencedores cruzmaltinos foram da guarnição formada pelo patrão Alberto de Castro e os remadores José Lopes de Freitas, José Cunha, José Pereira Buda de Melo, Joaquim de Oliveira Campos, Antônio Frazão Salgueiro e Carlos Batista Rodrigues. Entre 1905 e 1906, o Vasco conquistou os seus primeiros títulos no remo, com o bi, cinco dias após o aniversário. Em 192.13.14 veio o primeiro tri, pelos barcos Meteoro e Pereira Passos. 

ROLA A BOLA - A simpatia pelo futebol chegou ao Club de Regatas Vasco em 1913, quando um combinado português exibiu-se no Rio de Janeiro, motivando a colônia portuguesa a aderir à modalidade, com a criação do Centro Esportivo Português, do Lusitano e do Lusitânia, este o único que foi avente. Mas, como o estatuto que só permitia a associação de portugueses, o Vasco da Gama, que nascera pregando a união racial, convenceu os “gajos” a abandonarem tal ideologia e partirem para uma fusão, a fim de entrarem nas disputas da Liga Metropolitana de Sports Athléticos (LMSA.

A partir de 26 de novembro de 1915, o Vasco não se desligaria mais do futebol. Em 3 de maio de 1916, usando camisas pretas, com a cruz da Ordem de Cristo no lado esquerdo do peito, a sua rapaziada estreou na nova modalidade, no campo do Botafogo, perdendo do Paladino Futebol Clube, na Terceira Divisão da Liga Metropolitana de Sports Athléticos (LMSA), por 10 x 1. 
Coube ao português Adão Antônio Brandão, que praticava, ainda, atletismo, remo, natação e polo aquático, cravar a primeira bola vascaína na rede. Vitórias só em 29 de outubro de 1916. A vítima foi a Associação Atlética River São Bento, batida, por 2 x 1, com Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida comparecendo às redes do campo do São Cristóvão, à Rua Figueira de Mello, valendo pelo Campeonato Carioca da Terceira Divisão (LMSA). Naquele primeira temporada, o Vasco terminou na última colocação.

Em 1917, a LMSA passou por transformações, mudou seu nome para Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD) e aumentou o número de participantes, em cada divisão. Com isso, os seis da “Terceirona” subiram para a “Segundona”. E lá se foi o Vasco, que melhorou e obteve nove vitórias, em 16 jogos, saído da temporada em quarto lugar. Grande avanço. Em 1918, o Vasco já ameaçou os rivais. Foi o terceiro colocado. Em 1919, com nove vitórias, caiu, para quinto. 
Em 1920, tornou a melhorar e ficou em quarto lugar. Vindo 1921, a Liga Metropolitana promoveu mais uma virada de mesa. Separou a série principal pelas categorias A e B, na qual ficou o time vascaíno. E, por dois pontos, ele não foi o campeão de sua turma. Mas, em 1922, venceu a Série B da “Primeirona”. O jogo do título foi em 17 de julho de 1922, na Rua Morais e Silva, com uma goelada, 8 x 3, sobre o Carioca, valendo a Taça Constantino, a primeira do futebol cruzmaltino.
 O chefe da rapaziada era um uruguaio, Ramón Platero, e o time das faixas teve: Nélson, Mingote e Leitão; Nolasco, Bráulio e Artur; Pascoal, Cardoso Pires, Torterolli, Claudionor e Negrito. Claudionor foi o principal “matador”, com quatro tentos, seguido de Cardoso Pires (2) Pascoal e Torterolli um, cada.
IMAGENS REPRODUZIDAS DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

MEDALHAS COMEMORAM VSC-120TÃO

A Casa da Moeda do Brasil lançou estas moedas comemorativas das 120 temporadas de fundação do Club de Regatas Vasco da Gama. Surgido no 21 de gosto de 1898, o clube deveria se ligar ao remo, modalidade na qual  conquistou o seu primeiro título, em 1905, mas aderiu a outras modalidades, com o passar dos tempos.
 Vale ressaltar que um dos campeões do remo-2005 foi Antônio Taveira, avô do artilheiro Célio Taveira que, no futebol,  viria a ser o maior goleador vascaíno da década-1960, marcando uma centena de gols e sendo campeão, entre outros, do I Torneio Internacional Quarto Centenário do Rio de Janeiro-1965; da Taça Guanabara-1965 e do Torneio Rio-São Paulo-1966. Também, representou o Almirante na Seleção Brasileira.
Com 50 milímetros de diâmetro, trabalhada em ouro, prata dourada, prata, bronze e aço inox, a medalhamm de tiragem limitada, saiu comercializadas pelo site da Casa da Moeda –
www.casadamoeda.com.br. No Rio de Janeiro, poderia comprar, também, na Praça da República, nº 26. Preços: em aço inox, R$ 25,00; bronze, R$ 135,00; prata, R$ 545,00; prata dourada, R$ 850,00, e em ouro, R$ 38.500,00. 

domingo, 19 de agosto de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A MODA DAS BELAS BRASILEIRAS DE 1889


 Por aquela época, o Brasil era presidido pelo paulista Prudente de Morais,  que governou entre 15 de novembro de 1894 e 15 de novembro de 1898. Foi o primeiro presidente eleito pelo povo, encerrando a chamada “República da Espada”, comandada pelos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
A época ficou conhecida por “República das Oligarquias”, marcado pela disputa entre um grupo mais forte, o dos grandes fazendeiros da região sudeste, e os dos industrialistas. Vivendo assim, o país era habitado por uma classe média muito elegante, imitando a moda da Europa. Basta ver as fotografias da época, em que os cavalheiros trajam-se, em qualquer horário do dia, terno, gravata, chapéu e bengala.
Para as mulheres, era o tempo de sombrinhas, rendas, anáguas e também de chapéus, fase que ficou conhecida por moda clássica. Usava-se saia até o tornozelo, a chamada saia abajur, com bainha de arame. Por ali, ela libertou-se dos espartilhos – o estilista mais famoso era o francês Jacques Doucet.
Mas enquanto as mulheres recatadas usavam sais longas, já se falava em “emancipação feminina”, com algumas delas mostrando personalidade forte, caso da bailarina Isadora Duncan, abrindo caminho para as colegas revolucionarem os costumes e dançarem quase nuas, com apenas um véu de cobertura.
O Brasil viu o século 19 virar para o 20 com as mulheres começando a usar os vestidos bordados. De sua parte, a sua rapaziada pintou e bordou no remo e no futebol. Sempre de olho nas belas mulheres que iam torcer por eles. Brasucas danados!

sábado, 18 de agosto de 2018

O VENENO DO ESCORIÃO - BÍROUZ BRASUCAS DESBIZORARAM BIZOURO

Eles participaram do primeiro filme
brasileiro colorido

 O embalo do yé-yé-yé brasileiro sacudiu os fãs da música jovem da décadas-1960 com uma brasa que pretendia clonar os ingleses The Beatles, que eram quatro - John, Paul, George e Ringo. 
Os braseiros brasucas acrescentaram mais um cara ao grupo e tiraram duas letras (ea) da grafia original, por acharem que o magrinho “i”, além de manter o som da palavra, a deixaria mais  “brasileirusca”. E tome-lhe The Brazilien Bitles – Luís Troth, Victor Trucco, Fabio Bloch, Jorge Eduardo e Ely Barra.
 Integrantes da galera que torcia pelo tri do escrete nacional que iria à Copa do Mundo da Inglaterra-1966, com jogos marcados para Liverpool, a terra dos inspiradores, eles planejaram fazer o pontapé inicial da estréia canarinha, no ...de junho, no Goodson Park – Brasil 2 x 0 Bulgária foi o placar. Mas, na  Na verdade, o que The Brazilian Bitles pretendia mais era aproveitar o evento oficial da FIFA-Federação Internacional de Futebol Associado e arrumar um encontro amistoso com The Beatles, jogo nada competitivo, mera confraternização de cabeludos.
BBC era Brazilian Bitles Club na TV Excelsior... 
 Empresariados pelo careca Glauco Pereira, os “beatles brasileiros” fizeram adolescentes  e adultos sacudirem o esqueleto, com músicas próprias e versões, desfiladas por shows pelo país a fora, programas de TV, som radiofônico e até fazendo cinema, casos dos “007 e Meio no  Carnaval” e filmes “Rio Verão e Amor”, o primeiro colorido nacional.
 Todos na casa dos “20 years old”, eles recebiam a média de 300 caras semanais, algumas de meninas apressadinhas que já os queria de argola num dedo, o que ainda não era plano  de nenhum deles, que nem só de embalos e de amor delas se deparavam. Por exemplo, os seus cabelos longos incomodavam diretores de escolas. Jorge Eduardo precisou trocar de colégio para continuar os estudos.
 Quanto a outra escola, a dos Beatles ingleses, o líder da banda brasuca, Luis Toth, garantia que, mesmo com a sua turma conseguindo chegar a diretrizes próprias, seguia concentrando admiração pelos inspiradores. De suya parte, Victor ressaltava à revista “O Cruzeiro” terem eles, “acima de tudo, a preocupação de estudar a arte dos "Fab Four”.      
... onde a rapaziada mandava aquela brasa, mora?
 O mais polivalente do grupo era Fábio Block, que chegou a tocar 10 instrumentos. Já Ely tornou-se o “quinto brazilian beatle”, por ter Glauco achado que nem só de guitarras e bateria deveria viver a banda. Era preciso, também,  um piano e alguém dividindo os vocais com Jorge.  E ele foi o cara.                 
 Inicialmente, The Brazilian Bitles, surgido, em 1965  - germinado por The Dangers que tinha Vitor guitarrista e Jorge Eduardo cantor/guitarrista -, teve em sua primeira formação Vitor na guitarra solo (depois, baixo), Luiz Toth (bateria), Fábio Block no baixo (depois guitarra), Jorge Eduardo vocalista e guitarrista-base, e Ely Barra, isto é, Eliseu da Silva Barra, cantando e tocando teclados A estreia foi na boate "La Candelabre", mandando ver BeatlesRolling Stones, Chuck Berry, Little Richard e The Who, entre outros.
Jorge Eduardo, Victor Trucco, Luís Toth, Fábio Block e Ely Barra
Os rapazes, no entanto, não ficaram só por ali.  Visitaram, também, a música popular brasileira, inclusive a regional gaúcha “Pára Pedro” e a caipira “O Barqueiro”. 
Gravaram, pelo selo Polidor, três LP, entre 1967 e 1968, com destaque para “Cabelos longos, ideias curtas”, versão de um hit do francês Johnny Hallyday; “Gata” (Wild Thing, sucesso de The Troggs); “Deixe em paz meu coração"; "É Onda” e “Não tem jeito”, versão de Rossini Pinto para "Satisfaction", dos Rolling Stones.
Na TV, os rapazes apresentaram um programa "Brazilian Bitles Club", sugerindo a sigla BBC-British Broadcasting Corporation, da emissora radiofônica londrina que ajudou muito na projeção dos Beatles. De quebra, até tocaram em uma missa ao som do yé-yé-yé que, no Brasil virou iê-iê-iê - no “sixty RJ jovem”, rolava de tudo ao pé do altar. Inclusive, casamento de muita fé com os embalos da moçada.   
FOTOS REPRODUZIDAS DE "O CRUZEIRO" DE  26 DE MAIO DE 1966 

  









sexta-feira, 17 de agosto de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BUGA



1 - Em 1982, a Portuguesa, da Ilha do Governador-RJ, havia perdido 10 dos seus 15 jogos disputados e estava em queda livre, rumo ao rebaixamento no Estadual. Foi, então, que virou um jogo em que ficou por duas vezes atrás do placar, contra o Flamengo, no Estádio Luso-Brasileiro, o chamado “Morro dos Ventos Uivantes”. Aos 30 minutos do segundo  tempo, o centroavante Buga cobrou falta e o vento colocou a bola no fundo do barbante: 3 x 2, resultado que levou o Vasco para o triangular final do Estadual, quando pagou América e Flamengo, e ficou campeão. Hoje, Buga sobrevive carregando e descarregando caminhões em sua terra, Livramento de Nossa Senhora, distante 720 km de Salvador, onde conta aos amigos ter balançado mais de 300 redes.

2 - José Alberto dos Santos virou Buga por herdar um apelido de um tio. Filho de José Virgínio, o Zé Cearense, com Almerinda Francisca dos Santos, iniciou a vida de boleiro pelo Cruzeiro, de sua terra. Em 1977, aos 19 anos, profissionalizou-se, pelo Botafogo de Salvador. Depois, ciganou por Fancana-SP; Estrela-ES;, Guarapari-ES; Campo Grande-RJ; Portuguesa-RJ; Tuna Luso-PA; Boa Vista-POR; Benfica-POR; Guaratinguetá-SP e Colatina-ES, onde parou, em 1988, aos 30 anos de idade.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

HISTORI & LENDAS - 10AVERGONHADOS


1 - Em 1916, o Vasco rolava a bola, pela primeira vez, estreando pela Terceira Divisão do Campeonato Carioca e sendo goleado, em 3 de maio de 1916, por 10 x 1, pelo  Paladino Futebol Club, com o seu primeiro gol marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória aconteceu em 29 de outubro doe mesmo ano, por 2 x 1 sobre o River, no campo da Rua Figueira de Mello, em jogo apitado por Horácio Salema Ribeiro e com gols marcados por Alberto, aos 10; Rocha II, aos 28, e Cândido, aos 34 minutos. Mas o River, fundado em 1914, no bairro da Piedade, atuou com apenas nove atletas (Motta, Rocha I e Barbosa; Rocha II, Julinho e Grande; Cyro, Luciano e Oliveira), enquanto o time vascaíno esteve completo (Ary Correia, Jaime Guedes e Augusto Azevedo; Victorino Rezende, João Lamego e Manuel Baptista; Bernardino Rodrigues, Adão Antônio Brandão, Joaquim de Oliveira, Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida).

2 - Em 1956, aos 32 anos, Pinga deixou a meia e foi transformado em ponta-esquerda, pelo técnico Martim Francisco. Na nova função, sagrou-se campeão carioca da temporada e, um ano depois, buscou, na Europa a espanhola Taça Tereza Herrera e a do francês Torneio de Paris. Em 1958,  foi campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo. Em seu currículo cruzmaltino constam 232 gols, em 466 jogos, o que o torna o quarto maior artilheiro da história do clube, atrás de Roberto Dinamite, de Romário e de Ademir Menezes.