Vasco

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sábado, 31 de janeiro de 2015

FERAS DA COLINA - LUISINHO GOIANO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O "DIABO" INFERNIZOU A VIDA DE SABARÁ

O treinador Gentil Cardoso admirava a raça, o empenho do ponta-direita  Sabará, durante os treinos. Chovesse ou fizesse sol, o cara “derramava píncaros de suor”, como dizem que ele dizia, o que deve ser uma grande sacanagem.
Sabará dava um tremendo trabalho à defesa do time reserva, quando o Seu Gentil esteve por São Januário, com  o seu megafone, gritando para a rapaziada. Se marcasse um pênalti, o treinador que chamasse quem quisesse para cobrar. Menos Sabará, que não gostava daquilo. Um dia,  porém, o homem o convenceu a cobrar um penal. E cobrou. Evidentemente, errado.
Decidido a tornar Sabará um "expert" em cobranças de penalidades máximas, Gentil Cardoso bolou uma senha: no instante do chute, ele deveria mirar no ferro que  segurava o fundo da rede, e bater forte, naquele rumo. Dito e feito. Sabará acertou todas, em treinos. Menos no dia de Vasco x América, pelo Campeonato Carioca-1952, no Maracanã.
Olhos-nos-olhos com o goleiro Osni do Amparo, irmão do vascaíno Ely, o glorioso Sabará, olhava para a "cidadela alvirrubra" e demorava-se a chutar. Até que decidiu-se. E bateu. Para a defesa do guardião do "Diabo".
Depois do jogo, o Seu Gentil perguntou a Sabará o que havia acontecido. Ele respondeu que o fundo da rede não tinha nenhum ferro. Realmente! Aquilo só ocorria nas balizas dos times suburbanos. No Maracanã, não!     
Quem contou  esta foi o glorioso Martim Francisco, quando era treinador do Gama. Em 1952, no entanto, ele ainda estava longe do Vasco. Mas, convivendo com os boleiros cariocas, ouviu tudo quando foi tipo de historia. Martim só não disse qual foi o placar daquela partida.
Consultando várias súmulas da época, o "Kike", encontrou, em 1952,  Vasco 3 x 0 América, em 18 de outubro, com gols de Chico, Ademir e Ipojucan, e  Vasco 2 x 0, em 28 de dezembro, com Alfredo II e Chico balançando o filó. Para termos a exatidão do dia do ocorrido, vamos "consultar o nosso consultor"  Mauro Prais.  

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

JAHU FICOU DE MAL COM A TORNEIRA

  Em 1938, o time vascaíno tinha como um dos responsáveis pela segurança da sua retaguarda um zagueirão chamado Jahú, o de casquete na foto. Convocado para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo, na França, o carinha chegava junto em todas, durante os treinamentos, para não perder a chance de segurar a sua vaga na delegação.  Por aquela época, presidia a república federativa do Brasil o cidadão gaúcho Getúlio Dorneles Vargas, que enxergava de longe e sacava o quanto o futebol poderia tabelar com o seu projeto político. 
Nascimento, Jahu, Villadoniga, Florindo, Figliola, Orlando Fantoni,
 Zarzur,Argermiro, Lindo e Orlando
Mais malandro do que um pardal, que não canta para não ficar na gaiola, Getúlio foi à mineirinha Caxambu, levar o apoio do governo brasileiro ao nosso selecionado. Com todo político que se preze, apertou a mão de um a um dos atletas. E o becão Jau passou três dias de mal com a torneira. Segundo ele, não era todo dia que um zagueiro apertava a mão do homem que mandava no país.
Por aqueles tempos, décadas de 1930 e de 1940, o racismo ainda era forte no futebol brasileiro. Havia clubes que não permitiam jogador participar dos bailes de gala em suas sedes, principalmente se fosse preto. Eram empregados, e ponto final. Se não eram associados, porque estariam ali?
No Vasco, foram criados bailes no ginásio de esportes. E entrava preto, branco, pobre, rico, português, brasileiro, quem chegasse. Do mesmo jeito, nas festas de São João, em São Januário, que era transformado em um arraial. Por sinal, conta o folclore vascaíno que, numa  festa de carnaval, Jaú apareceu com uma fantasia intrigante. Dizia que era de rajá e que copiara da revista “Tico-Tico”.
(Foto reproduzida de Mauro Prais/NetVasco). Agradecimento.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 28 A 31 DE JANEIRO

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Da esquerda para a direita: Barbosa, Augusto, Laerte, Jorge, Danilo, Ely (Em pé); Mário Américo (massagista), Alfredo, Ipojucan, Ademir, Maneca e Dejayr (Agachados). (Foto reproduzida do Centro de Memória do Vasco. Agradecimento)

Há exatos 64 anos, em 28 de janeiro de 1951, o futebol do Vasco da Gama conquistava o seu primeiro título no Maracanã. Venceu o América, por 2 x 1, valendo pela temporada anterior, que atrasou-de devido a Copa do Mundo. Então, foi o primeiro campeão carioca naquele estádio, o qeu valeu-lhe escolher o lado em que a sua torcida gostaria de assistir os jogos na casa – escolheu o lado direito da tribuna de honra, onde fazia sombra.
Com 32 pontos e liderando o Estadual, o Vasco seria campeão com o empate. Mas foi, logo, atrás da vitória, caminho aberto por Ademir  Menezes, aos 4 minutos. O "Diabo" empatou, ao final da etapa, mas o mesmo Ademir voltou à rede, marcando o gol do titulo, aos 29 minutos do segundo tmepo.
O Vasco carregou jogando com: Barbosa, Augusto e Laerte; Ely, Danilo e Jorge; Alfredo II, Ipojucan, Ademir, Maneca e Dejayr. O time carregou o caneco com 17 vitórias (aproveitamento de 85%), marcando 74 tentos, dos quais 25 do "Queixada" – o apelido de Ademir.

Vasco recebeu um Diploma de campeão pelo título- Foto: Centro de Memória do Vasco

 CONFIRA A CAMPANHA DO PRIMEIRO CAMPEÃO CARIOCA NO MARACANÃ
20/08/1950- São Januário - Vasco 6 x 0 São Cristóvão- Maneca (2), Ipojucan (2), Ademir e Lima
27/08/1950- Maracanã- Vasco 3 x 2 Bangu- Ademir (2) e Tesourinha
03/09/1950- São Januário- Vasco 2 x 3 América- Maneca e Ademir
10/09/1950- Leônidas da Silva- Vasco 4 x 0 Bonsucesso- Ademir (3) e Maneca
17/09/1950- Rua Bariri- Vasco 3 x 1 Olaria- Ipojucan (2) e Lima
24/09/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Flamengo- Ademir e Alfredo II
01/10/1950- Maracanã- Vasco 1 x 2 Fluminense- Ipojucan
08/10/1950- Maracanã- Vasco 0 x 1 Botafogo
15/10/1950- São Januário- Vasco 9 x 1 Madureira- Dejayr (4), Ademir (2), Álvaro (2) e Maneca
22/10/1950- São Januário- Vasco 7 x 0 Canto do Rio- Ademir (2), Dejayr (2), Jansen, Maneca e Tesourinha
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O diploma federativo entregue aos primeiros campeões no "Maraca"
29/10/1950- Figueira de Melo- Vasco 5 x 1 São Cristóvão- Djayr (3), Ademir e Tesourinha
05/11/1950- Conselheiro Galvão- Vasco 3 x 2 Madureira- Ademir (2) e Djayr
19/11/1950- São Januário- Vasco 4 x 0 Olaria- Ademir (3) e Alfredo II
26/11/1950- Maracanã- Vasco 4 x 1 Flamengo- Ipojucan (3) e Alfredo II
10/12/1950- São Januário Vasco 7 x 2 Bonsucesso- Ademir (3), Djayr (3) e Maneca
17/12/1950- Caio Martins- Vasco 4 x 2 Canto do Rio- Maneca (4)
31/12/1950- Maracanã- Vasco 2 x 1 Bangu- Ipojuca e Maneca
06/01/1951- Maracanã- Vasco 4 x 0 Fluminense- Ipojucan (3) e Ademir
14/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 0 Botafogo- Maneca e Ademir
28/01/1951- Maracanã- Vasco 2 x 1 América- Ademir (2)
BELLINI E BRITO JUNTOS NA ZAGA 
 Por causa do capitão Hideraldo Luiz Bellini (D), o Vasco emprestou o garoto Hércules Brito Ruas (foto), por duas vezes, aos gaúchos Internacional, de Porto Alegre, e de Santa Maria.
Em 1962, com Brito pedindo passagem, Bellini foi negociado, com o São Paulo. Mas deu tempo para os dois jogarem juntos. Aconteceu em 28 de janeiro de 1962, durante a vitória, por 3 x 0, amistosamente, sobre o Moto Club, em São Luís do Maranhão.
Enquanto Bellini e Brito seguraram lá atrás, Sabará, Saulzinho e Viladônega deixaram o Moto devagar. Paulo Amaral, o preparador físico da Seleção Brasileira-1958, e auxiliar técnico, em 1962, era o treinador, e o seu time teve: Ita; Paulinho de Almeida, Bellini e Brito; Nivaldo  (Maranhão) e Coronel; Sabará (Ronaldo), Lorico (Roberto Pinto), Saulzinho, Viladônega e Joãozinho
CABELO, BARBA E BIGODE - Passados 42 anos, o Vasco mandou mais um 3 x 0. Pra cima do Olaria, em 28 de janeiro de 2004, em uma quarta-feira, na Rua Bariri, pela segunda rodada da Taça Guanabara.
O jogo teve 856 pagantes e gols de Valdir ‘Bigode’, aos 24 e aos 30 minutos do primeiro tempo, e aos 22 do segundo. O Vasco, treinado por Geninho, alinhou:  Fábio; Alex Silva (Claudemir), Wescley, Santiago e Victor Boleta; Ygor, Júnior (Donizete), Rodrigo Souto e Morais; Valdir ‘Bigode’ e Anderson (Robson Luís).
O VIVO VIVINHO - Com mais três bolas nas redes, mas por 3 x 1, o Vasco venceu o Ceará Sporting, em 28 de janeiro de 1986, em São Januário, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro. Vivinho, aos 3 e aos 53, e Romário, aos 56 minutos, escreveram no placar, resultado que deixou a rapaziada sete jogos invictos contra os alvinegros cearenses, considerando-se a unificação do Brasileiro.
Dirigido por Joel Santana, o time vascaíno foi: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Fernando, Donato e Pedrinho; Mazinho, Henrique (Claudinho) e Geovani (Roberto Dinamite); mauricinho, Romário e Vivinho.
 Outras vitórias na data: 28.01.1951 - Vasco 2 x 1 América-RJ;  28.01.1979 – Vasco 2 x 0 Desportiva-ES;  28.01.1982 - Vasco 1 x 0 Nacional-AM.  (Foto de Brito reproduzida da Revista do Esporte)

REGISTRO - em 1953, o Vasco da Gama anotou um dos seus maiores empatões, 3 x 3 Racing-ARG, pelo Torneio Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, no Maracanã. Ademir Menezes fez os três para o time-base da disputa,  dirigido pelo técnico Flávio Costa, que usou: Barbosa, Augusto e Haroldo; Ely (Mirim), Danilo e Valter (Jorge); Sabará, Ipojucan, Ademir, Alvinho e Chico.

29 DE JANEIRO -  A data foi de vitórias magras: 2 x 1 Botafogo e 1 x 0 sobre o São Cristóvão e o peruano Sporting Cristal. Mas teve goleada: 5 x 0 contra um combinado da cidade argentina de Mar del Plata.
Diante dos botafoguenses, em um domingo, no Maracanã, quem tocou fogo na rede foi o  paraguaio Sílvio Parodi. Fez os dois gols do jogo do 29 de janeiro de 1956, mas valendo pelo Campeonato Carioca de 1955.  Flávio Costa era o treinador e o time formou com: Hélio; Paulinho e Bellini; Orlando, Mirim e Beto; Sabará, Alvinho, Vavá, Pinga e Parodi.
Diante do “Santo”, aconteceu aquilo que rolava após todos os prélios em que o garoto do placar trabalhava pouco: os locutores diziam que a vitória foi pela contagem mínima. Então, o Vasco fez 1 x 0, no domingo 29 de janeiro de 1995, pela primeira fase do  Estadual-RJ.
Victor Gonzalez, Paulinho de Almeida, Haroldo, Laerte, Orlando Peçanha e Beto (em pé); Sabará, Válter Marciano , Ademir Menezes, Pinga e Silvio Parodi (agachados). Foto reproduzida de http://www.fotolog.terra.%20com.br/ 
Quem  marcou foi Clóvis, aos 12 minutos do segundo tempo, quem apitou foi   Jorge dos Santos Travassos (RJ), e o tutu do jogo chegou a R$ 5.736, 00. Nelsinho Rosa chefiava a “Turma da Colina”, queera: Carlos Germano; Pimentel, Paulão, Ricardo Rocha e Cássio; Leandro Ávila, Luisinho, França (Ricardson) e Yan: Valdir ‘Bigode” (Gian) e Clóvis.
Diante do Sporting Cristal, rolou em uma terça-feira, pelo Torneio Quadrangular de Lima. Martim Francisco era o treinador e o gol solitário foi marcado por Laerte. Este é um defensor  pouco lembrado pelos torcedores. Teve muitas citações como o pai de um dos grandes atletas do gaúcho Internacional e do uruguaio  Peñarol, o meia Jair, o melhor em campo (fez um gol de falta) na vitória colorada, por 2 x 0, sobre o inglês Aston Villa, que valeu o título do Mundial Interclubes de 1982, em Tóquio, no Japão.
Nosso consultor, Mauro Prais, lembra que não se deve confundir os Laertes que vestiram a jaqueta cruzmaltina. Ele explica: “Laerte era, apenas, o apelido do segundo Laerte, o meio-campista pai do meia Jair que foi ídolo das torcidas do gaúcho InternaciOnal e do uruguaio Peñarol. O nome de batismo dele era Nadir Eraldo Prates. Já  o Laerte zagueiro se chamava-se Laerte Monteiro Garcia. Para armar confusão total, o Vasco teve, também, um atacante chamado Lierte que, na pia batismal, foi espargido pelo vigário como Laerte. E o escrivão finalizou o lance escrevendo Laerte Rosa da Silva no registro civil do (nem imaginava ele) futuro vascaíno.
Assim, o primeiro Laerte surgiu no grupo do técnico Ondino Vieira, em 1945, disputando vaga na antiga zaga central do time campeão carioca daquele ano, com Rafagnelli e Sampaio. Em 1949, quando o Vasco repetiu o título, treinado por Flávio Costa, já brigava pela posição com o mesmo Sampaio e Wilson. Em 1950, com o mesmo Flávio, voltou a ser campeão, sendo titular da equipe que tinha por base:  Barbosa, Augusto e Laerte (Wilson);  Ely do Amparo, Danilo Alvim e Jorge Sacramento; Alfredinho (Tesourinha), Ipojucan, Ademir Menezes (Álvaro), Maneca (Lima) e Dejair (Chico).
RESUMO: 29.01.1955 – Vasco 2 x 1 Botafogo; 29.01.1957 – Vasco 1 x 0 Sporting Cristal-PER; 29.01.1961 - Vasco 5 x 0 Combinado de Mar del Plata-ARG;  29.01.1995 – Vasco 1 x 0 São Cristóvão; 29.01.2012 - Vasco 3 x 1 Duque de Caxias.  

30 DE JANEIRO - Três goleadas na data 30 de janeiro. O Vasco não respeitou nem a moçada da baiana Juazeiro, a terra de João Gilberto, um dos seus mais ilustres torcedores. Mas, como no pagode da "Turma da Colina" a velha bossa é botar na caçapa, até o  zagueirão Abel Braga, que não era disso, cantou duas bolas nas rede – aos 4 e aos 35 minutos do primeiro tempo. No segundo, Ramon Pernambucano Pernambucano, repetiu o tom, aos 5 e aos 43. Antes disso, Orlando ‘Lelé’ dera a sua canjinha, aos 25, batendo pênalti.  Era 30 de janeiro de 1977.  
A patota que arranhou a viola da seleção de Juazeiro teve o "titio" Orlando Fatoni por afinador e estes violadores de redes: Mazaropi (Mauro); Orlando (Fernando), Abel, Geraldo (Gaucho) e Luis Augusto; (Gilson Paulino), Zé Mário, Zandonaide (Ademir) e Helinho; Wilsinho, Ramon e Galdino.
O centroavante gaúcho Delém
DESARVORADO - O passou pelo México, no 30 de janeiro de 1949, quando apregou 2 x 1 no Vera Cruz. Um pouco mais pra baixo das Américas, desceu ao Peru, em 1960. Como era um sabadão, aproveitou para mandar uns piscos na cuca do Alianza Lima: 6 x 1. Delém (2), Teotônio (2) e  Cabrita (2) botaram pra berrar. 
A rapaziada de São Janauário, as vezes, esquecia-se de santos, milagres e devoções. Sobrou para o Sagrada Esperança, de Angola: seis pecados na conta. Em 1977, a rapaziada soube que o técnico do time visitante era o Mário Calado, um sujeito que não falava bem a língua da bola, e não economizou naquele  vernáculo. Foi falando no filó, falando, falando, até que se deu conta de que o papo já estava nos 4 x 0. Estava de bom tamanho, naquele jogo com portões abertos.
 O Vasco jantou galinha d´angola logo no primeiro tempo:  Rafael Nascimento, aos 5 e aos 27; Ramón, aos 21, e Romário, aos 34 minutos sentiram o gosto do cardápio placar, sob o apito de Francisco Leite Mattos (RJ). Renato "Gaúcho" Portaluppi era  o treinador vascaíno e escalou: Roberto (Cássio); Claudemir (Daniel), Jorge Luiz, Bebeto (Ives) e Thyago; Ygor (Andrade), Osmar (Léo Inácio); Rafael Nascimento (Vítor) e Ernane (Allan); Ramon (Bruno Meneghel) e Romário.
Em 30 de janeiro de 1980, a vitória vascaína foi sobre o amazonense Nacional, de Manaus, pelos mesmos 2 x 0, no Estádio Vivaldo Lima, valendo pelo Torneio José Fernandes. Também, foi em uma quarta-feira, com gols de Zandonaide e Paulinho.
ENDIABRADO -  O América-RJ foi o primeiro rival dos vascaínos. Também, grande companheiro de celebrações de paz, como veremos adiante. Só não havia amizade quando o papo fosse o Torneio Rio São Paulo. Como, por exemplo, em 30 de janeiro de 2002. 
Naquele dia, Leonardo, aos 13, e Souza, aos 29 minutos do primeiro tempo, não perdoaram o "Diabo", em uma uma quarta-feira, no Estádio Giulite Coutinho, sob apito de Edson Soares da Silva. O treinador vascaíno chamava-se Evaristo de Macedo e a rapaziada da jornada foi: Helton; Leonardo, Geder, Humberto e Edinho; Haroldo, Felipe, Léo Lima (Michel) e Wagner (João Carlos); Euler (imagem), Souza  e Donizete Oliveira (Ely Thadeu). (Foto de Delém reproduzida da Revista do Esporte)

31 DE JANEIRO -  A temporada-1963 começou bem para os vascaínos. No dia 31 de janeiro, eles conquistaram o Torneio Pentagonal do México,  empatando, na final, por 1 x 1, com o Dukla, de Praga, da antiga Tchecoeslováquia. O adversário era quase a seleção do seu país, vice-campeã mundial da Copa do Mundo do Chile, seis meses antes.
 A turma campeã tinha por treinador Jorge Vieira e por base esta rapaziada: Ita; Joel, Brito, Barbosinha e Coronel (Dario); Maranhão (Écio) e Lorico; Sabará, Viladônega (Célio), Saulzinho e Ronaldo (Fagundes).
O Vasco iniciou a disputa, em 10 de janeiro, vencendo o América, da Cidade do México, por 1 x 0, com gol de Saulzinho. No dia 17, goleou o El Oro, 5 x 0. Sabará, Maranhão, Ruvalcalba (contra), Viladônega e Célio sacudiram o filó. Três dias depois, 1 x 1, com o Guadalajara. Saulzinho voltou ao barbante. Na final, Ronaldo foi o autor do gol do título.
Foi nesta competição que surgiu a mais importante dupla ofensiva cruzmaltina da década de 1960, formada por Célio e Saulzinho (foto). O primeiro já estava em São Januário, desde 1º de abril de 1961, enquanto o outro apresentou-se, exatamente, durante aquela excursão. Juntos, totalizaram 190 gols vascaínos, 103 do paulista Célio e 87 do gauchinho Saul. (foto reproduzida da Revista do Esporte).
     FARRA ANDINA - A "Turma da Colina" costumava se dar bem na maioria das vezes em que subia aos andes, para disputar amistosos contra times peruanos. Em 31 de janeiro de 1957, por exemplo, mandou 3 x 1 no Universitário, em uma quinta-feira, com gols de Livinho, Artoff e Valter Marciano. Por aquele tempo, o comandante da rapaziada era Martim Francisco.
 Um ano depois, em 31 de janeiro de 1962, andou pra trás (no calendário). Jogou em uma quarta-feira. Mas não reduziu o placar de 3 x 1. Só que, daquela vez, pra cima do simpático "Ferrim", o tricolor Ferroviário, do Ceará, amistosamente, em Fortaleza. O gauchinho Saulzinho parece ter saído dos Pampas com muita fome de gols. Fez todos, naquele dia. Barbaridade, tchê!
Subindo no mapa e no túnel do tempo, no 31 de janeiro de 1982, o batido foi o Paysandu, de Belém do Pará. Outro 3 x 1, mas em um domingão, diante de 35.808 almas, que levaram para o Mangueirão, na capital paraense. Cláudio Adão provou primeiro do "tacacá", aos 21 minutos do primeiro tempo.  No segundo, Roberto Dinamite fez mais sucesso. Tocou dois "carimbós" na rede, aos 26 e aos 29 minutos. O jogo valeu pelo Campeonato Brasileiro e a rapaziada  era treinado por Antônio Lopes. O time: Mazaropi; Galvão, Rondinelli, Ivan e Pedrinho; Serginho, Dudu (Da Costa) e Cláudio Adão; Wilsinho, Roberto Dinamite e Renato Sá (Marquinho).

Humberto, Paulinho, Brito, Nivaldo, Barbosinha e Daro (em pé, da esqeurda para a direita); Sabará, Vevé, Saulzinho, Lorico e Da Silva (agachados, na mnesma ordem), em uma das formações dos times vascínos de 1962 
Em 1986, o Vasco deixou por menos, já que estava abrindo os trabalhos, em pré-temporada. No 31 de janeiro, mandou 2 x 0 na seleção amadora da cidade de Rio das Flores-RJ. Os baixinhos Mauricinho e Romário floriram as redes e subiram a tabuleta do placar. Antônio Lopes escalou: Acácio; Paulo Roberto, Alex, Figueroa e Lira; Vitor, Gersinho e Josenilton; Mauricinho, Romário e Ronaldo.

CORREIO DA COLINA - TAÇA BLOCH

1 - "Há muitos anos, eu estava no Rio de Janeiro e assisti ao meu time conquistar a Taça Adolpho Bloch, vencendo o Botafogo, por 1 x 0. Não me lembro mais de quem marcou o gol. Quem foi? Edmilson Viana, de Bom Jesus da Lapa-BA.

 Aquele título, conquistado em São Januário teve a bola na rede mandada por Júnior, no empate, por 1 x 1, com os alvinegros. O Vasco ficou campeão com três pontos a mais do que eles, somando nove. Anote a campanha:   
24.11.1990  - Vasco 2 x 1 Bangu, no Estádio Caio Martins, em Niteroi-RJ, com os gols vascaínos marcados por Sorato e William.
28.11.1990 -- Vasco 3 x 1 Fluminense, em São Januário – Sorato (2) e Ayupe balançaram o filó.

02.12.1990 -  Botafogo 2 x 2 Vasco, no Caio Martins) – Jorge Luiz e Luciano acertaram a rede.
09.12.1990 -  Vasco 3 x 0 Bangu, em São Januário – Júnior, Eduardo Gaúcho (contra) e Marco Antônio Boiadeiro mexeram no placar.
12.12.1990 -  Fluminense 0 x 0 Vasco, no estádio das Laranjeiras-RJ.
15.12.1990 - Vasco 1 x 1 Botafogo, em São Januário, já citado acima. Valeu, amigo? 

2 - "Li um post, há dois dias, dizendo que o Comercial, de minha terra, Ribeirão Preto, sempre foi páreo duro paras o Vasco. Quantas vezes os dois já se enfrentaram?"  Alarico Feitosa, de Ribeirão Preto-SP.
Criado em 10 de outubro de1911, em uma terça-feira,  o  alvinegro Comercial Futebol Clube é chamado de “Leão do Norte”, por ter feito uma grande excursão, entre maio e junho de 1920, à Pernambuco e à Bahia. Estreou na primeira novo, atrás no placar: 0 x 1 divisão do futebol paulista em 1927. Anote os duelos contra a "Turma da Colina": 13.01.1945 – Vasco 4 x 2 Comercial-RP; 02.03.1973 – Vasco 0 x 0 Comecial-RP; 14.03.1978 – Vasco 2 x 3 Comercial-RP; 06.02.1986 -  Vasco 0 x 1 Comercial-RP; 06.06.1986 – Vasco 1 x 0 Comercial-RP.

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A MUSA CRUZMALTINA DO DIA - JAMILA

Esta é a modelo Jamila Sandoro, uma das mais lindas e inteligentes representantes da beleza vascaína. Veja o seu sorriso: de quem é muito feliz, torcendo para o time de história mais democrática no futebol brasileiro. O "Kike" deslumbrou-se com a sua beleza, vendo-a no site do concurso das musas do Campeonato Brasileiro da última temporada. E agradece à turma dasquela página eletônica pela reprodução. É para a galera da Colina ver. Afinal o que é belo deve ser visto, a todo o instante. Principalmente as musas cruzmaltinas. Confere?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CALENDÁRIO- 26 E 27 DE JANEIRO



26 DE JANEIRO -  A vitória, por 1 x 0, sobre o peruano Sporting Cristal, no dia 26 de janeiro de 1957,  emistosamente, em Lima, valeu ao Vasco ser chamado, pela revista "Manchete Esportiva, de "Derrubador de Campeões". Antes, já havia vencido, também, o campeão uruguaio, o Nacional, duas vezes, por 2 x 1, em 10 e 17 de janeiro, e o campeão chileno, o Colo-Colo, no  19 do mesmo mês, por 3 x 2, todos em jogos amistosos.
O gol que valeu um novo apelido aos cruzmaltinos foi marcado aos 41 minutos da etapa inicial, por intermédio de Laerte. O treinador Martim Francisco escalou o time assim: Wagner, Ortunho, Bellini e Orlando: Laerte e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Válter Marciano e Roberto Pinto (Artoff). Três dias antes, o Vasco havia vencido o Desportivo Municipal, por 4 x 3, em jogo emocionantíssimo. Abriu o placar, sofreu dois empates e uma virada, para depois, também, virar a sorte e fechar a conta em 4 x 3.   
QUEIMOU O FOGO -  O zagueiro Rogério Pinheiro não era muito de ir á área do adversário encher o saco. Pela segunda rodada  da primeira fase do Estadual-RJ achou de ir. E se deu bem, dentro de São Januário. “Estufou o barbante”, com falavam os locutores esportivos, aos 36 minutos do primeiro tempo. Com aquele gol, o Vasco venceu o Botafogo, por 1 x 0, diante de 18 mil pagantes, sob a arbitragem de Samir Yarak.
Dirigido por Antônio Lopes, o time vascaíno ao do dia teve: Fábio; Russo, Alex, Rogério Pinheiro e Edinho (Cadu); Henrique, Bruno Lazaroni, Danilo (Siston) e Petkovic; Marques (Ely Thadeu) e Valdir 'Bigode').
Pancada legal, também, saiu pra cima do Bangu. No sábado 26 de janeiro de 2002, no mesmo terreno e pelo mesmo torneio, mas pela primeira rodada da Taça Guanabara, a rapaziada sapecou 3 x 0 na “alvirrubrada”. O estrago foi presenciado por 119 pagantes, o tutu do jogo ficou em R$ 595,00 e o trilar do apito foi com Edílson Soares da Silva.

Ely Thadeu, aos 2, e André Leone, aos 27 minutos do primeiro tempo, abriram os "saco". Souza, aos 22 da etapa final, fechou a conta. Evaristo de Macedo treinava a moçada e seu time foi: Márcio; André Ladaga (Bruno Leite), Leonardo Valença, André Leone, André Silva (Barbirato), Haroldo, Amaral, Geovani, Ely Thadeu, Souza (Cadu) e Léo Macaé.

MATOU O DRAGÃO - O Vasco aproveitou a data 26 de janeiro, também, para golear o Atlético Goianiense, time chamado de Dragão pela sua torcida: 4 x 1 nos costados dos rubro-negros goianos, pelo Torneio Gilberto Alves, em homenagem ao então presidente da Federação Goiana de Futebol, em uma terça-feira, em Goiânia. Com manhas do técnico Zezé Moreira, Célio (2), Saulzinho e Zezinho trucidaram a fera.
E não ficou só nisso. Desde 14 de agosto de 1930, quando goleou a seleção iugoslava, por 6 x 1, amistosamente, em São Januário, o Vasco já havia encarado 19 representações nacionais. Vencera 11 e empatara um jogo. Veio o 26 de janeiro de 1986 e a "Turma da Colina" foi à Valença-RJ pegar a turma da Costa do Marfim. Mandou 3 x 0, com Romário (2) e Paulo Roberto não perdoando.

 Luís Carlos Gonçalves apitou e o Vasco, treinado por Antônio Lopes, formou com: Acácio; Paulo Roberto (Heitor), Moroni; Fernando (Paulo César) e Lira; Vitor, Mazinho e Josenilton (Figueroa); Mauricinho (Santos), Romário (Anselmo) e Ronaldo (Gersinho).Outras vitórias nos 26 de janeiro foram: 26.01.1969 - Vasco 1 x 0 América-RJ; 26.01.1983 – Vasco 2 x 0 Treze-PB;  26.01.1992 - Vasco 4 x 1 Corinthians; 26.01.2008 - Vasco 3 x 0 Mesquita-RJ.
EDMUNDADA - Quem chegou mais cedo ao Maracanã, naquela tarde, viu um júnior do Vasco driblar “todo o time do Botafogo” e balançar o filó. Quem era aquele garoto atrevido? Indagavam-se os torcedores, que se entreolhavam. E aplaudiam. Era Edmundo Alves de Souza Neto que, em 26 de janeiro de 1992, estrearia pelo time A da Colina, para ser o mais amado, pela torcida,  até a pendurar as chuteiras, o seu jogo de despedida, em 2011.
A estreia do titular Edmundo foi bancada pelo treinador Nelsinho Rosa, em rodada dominical da primeira fase do Campeonato Brasileiro, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo. Naquele dia, ele não beliscou o filó, mas contribuiu bastante para os 3 x 0 do primeiro tempo e os  4 x 1 do placar final, com gols dos atacantes Bebeto (2) e  Sorato, e do zagueiro Jorge Luís. Assim, Edmundo apresentava-se ao futebol brasileiro, diante de 15.145 torcedores, que pagaram Cr$ 67.090.000,00 (cruzeiros, a moeda da época), na anunciando que seria um dos maiores astros das de três décadas que rolariam. Renato Marsiglia (RS) apitou a partida e o Vasco formou com: Régis; Luis Carlos Winck Jorge Luis, Alexandre Torres e Eduardo; Luisinho Quintanilha, Geovani (Sidnei) e William: Edmundo Sorato (Júnior) e Bebeto.
SALVE O CRAQUE! - Em uma de suas aberturas de página, o site oficial do Vasco escreveu: “Edmundo foi decisivo no tricampeonato (brasileiro) em 1997. Conquistou os torcedores pela sua garra dentro de campo, pelos muitos gols marcados sobre o Flamengo e, principalmente, por fazer questão de transparecer, mesmo quando estava em outros clubes, o seu amor incondicional à Cruz de Malta”.
Em um outro espaço do site, no link sobre os ídolos cruzmaltinos, está dito: “ Depois de ter se destacado nas categorias de base... em seu primeiro ano como profissional (Edmundo)  foi considerado o melhor jogador do Campeonato Carioca, após o Vasco ter faturado a competição de forma invicta. Depois de passar por Palmeiras e outros clubes, retornou ao Vasco em 1996... três anos distante... no ano seguinte... foi considerado o melhor do Campeonato Brasileiro. Quebrou o recorde de Reinaldo, ex-atacante do Atlético-MG, e totalizou 29 gols... na competição... O histórico vigésimo nono gol surgiu justamente contra o maior rival, o Flamengo...arrasado, por 4 x 1. Após o título de 97, o atacante se transferiu para a (italiana) Fiorentina... retornou a São Januário em três oportunidades:  1999, 2003 e 2008. Sempre demonstrando sua forte ligação com o clube cruzmaltino, o “Animal” sempre morou no coração dos vascaínos...”
Vários grandes ídolos do clube não mereceram um elogio desses no link dos “heróis”. Mas Edmundo merecia. Afinal, o que não pensar de um atleta que chegava a perder emprego, por amor ao Vasco? Aconteceu na tarde de 3 de outubro de 2001, quando ele foi para o estádio de São Januário, com a camisa do Cruzeiro, deixando avisado de que não comemoraria, caso marcasse gol contra os vascaínos. Por causa daquilo, o treinador Marco Aurélio  escalou o inexpressivo Cleber Monteiro em sua vaga,  e só o mandou para o jogo, no segundo tempo, quando já estava batido – Vasco    3 x 0 foi o placar da partida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, testemunhada por 7.508 pagantes, que ouviram em seus radinhos, após o apito final de Fabiano Gonçalves, que o clube mineiro demitira o atacante que tinha o coração na Colina.


URUBULEIRO –  Lá em cima, no terceiro parágrafo, você leu que Edmundo marcou muitos gols conta o maior rival cruzmaltino, o Flamengo. De uma partida nenhum vascaíno esquece: 4 x 1, de 3 de dezembro de 1997. Ele fez o show do clássico da segunda fase do Campeonato Brasileiro. Mordeu as redes rubro-negras, aos 16 minutos do primeiro tempo e aos 10 e aos 42 do segundo – Maricá fechou a conta, aos 45 da partida apitada por Paulo César de Oliveira (SP), em uma quarta-feira à noite, no Maracanã, quando o técnico Antônio Lopes escalou: Carlos Germano; Filipe Alvim (Maricá), Alex Pinho, Mauro Galvão e César Prates; Nélson, Nasa, Juninho Pernambucano (Moisés) e Ramon Mineiro;  Edmundo e Evair (Fabrício Eduardo).
Além de ter batido o recorde de gols no Brasileiro-1997, o carioca Edmundo, nascido em dois de abril de 1971, bateu o recorde, também, de maior números de tentos em uma só partida da competição, visitando, por seis vezes, as redes do paulista União São João, de Araras, no dia 11 de junho. A festa começou com um minuto de jogo. Ele recebeu a “maricota”, pela intermediária, progrediu, sem marcação, e chutou fraco. Teve uma ajudazinha do goleiro Adinam, que papou um “peru”. Ainda na primeira etapa, voltou à rede, aos 23. Na segunda fase, fez o terceiro, aos 27. Por ali, queria pedir substituição, pois não sentia-se bem, desde a concentração. Sorte dele que Luisinho Quintanilha deu-lhe uma dura: “Pirou, cara? O jogo tá fácil, você tá disputando a artilharia. Segura!” E ele segurou. E mandou mais bolas no filó, aos 29, aos 34 e aos 44 minutos. 
Clever Assunção Gonçalves (MG) apitou aquela goleada, assistida por 1.313 pagantes, com renda de R$ 14.mil, 390 reais, em São Januário, pela primeria fase do Brasileirão. Antônio Lopes comandava a “Turma do Animal”, que foi: Márcio; César Prates, Alex Pinho, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho (Odvan), Nasa (Fabrício Eduardo), Ramon e Juninho Pernambucano (Mauricinho); Edmundo e Pedrinho.  


FATURAMENTO - Anote as “matanças do Animal” no Brasileirão de 1997: 16.07.1997 – (1) – Vasco 2 x 1 Corinthians; 03.08 – (1) Vasco 3 x 1 Fluminense; 17.08 - (1) - Vasco 3 x 0 Bragantino-SP; 30.08 – (2) – Vasco 3 x 2 Sport-PE; 11.09 – (6) – Vasco 6 x 0 União São João-SP; 14.09 – (1) – Vasco 2 x 4 Vitória-BA; 20.09 (2) – Vasco 4 x 1 Paraná; 28.09 – (1) – Vasco 2 x 1 Portuguesa de Desportos; 01.10 – (1) –Vasco 2 x 1 Palmeiras; 05.10 – (1) – vasco 2 x 1 Atlético-PR; 11.10 - (3) –Vasco 3 x 1 Coritiba; 26.10 – (2) – Vasco 4 x 3 Criciúma-SC; 02.11 - (2) –Vasco 3 x 1 Bahia. 14.11 – (1) – Vasco 3 x 0 Joinville-SC; 26.11 – (1) – Vasco 2 x 1 Portuguesa de Desportos; 03.12 (3) - Vasco 4 x 1 Flamengo.
Vale ressaltar que o estrago feito pelo “Animal” diante do União São João mantém o recorde vascaíno de maior bagunça no filó em uma só jogo do Brasileirão. Antes, Roberto Dinamite havia feito cinco, em Vasco 5 x 2 Corinthians, em 4 de maio de 1980; Arthurzinho, quatro, em Vasco 9 x 0 Tuna Luso-PA, em 1984, e Romário, também, quatro, em 2001, contra o Guarani de Campinas. Vale citar, também, que o Vasco já dominou a artilharia do Brasileirão em oito oportunidades: 1974 - Roberto Dinamite, com 16 gols; 1978, Paulinho, 19; 1984 - Roberto Dinamite, 16; 1992, Bebeto, 18; 1997, Edmundo, 29; 2000, Romário, 20; 2001, Romário 21; 2005, Romário, 25 – em 1984, o Vasco tornou-se o único disputante a ter o principal artilheiro e o vice, respectivamente: Roberto Dinamite, com 16 gols, e Arturzinho, com 14 gol.


CANARINHO -  Com tanta categoria, era natural que Edmundo chegasse à Seleção Brasileira. Foi canarinho por 39 jogos, vencendo 25, empatando 8 e perdendo seis. Marcou 10 gols. Foi campeão da Copa da Amizade -1992; da Copa Stanley Rous-1995 e da Copa América-1997. Disputou dois jogos da Copa do Mundo de 1998. (fotos reproduzidas de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

27 DE JANEIRO -  data 27 de janeiro tem um "Fla-Flu" curioso no currículo vascaíno. Digamos que é meio-diferente, pois o Fla dessa história é o Flamengo, de Varginha, e que já disputou o Campeonato Mineiro da divisão principal, na década de 1970. Mas o Flu é o Fluminense original, o das Laranjeiras. Assim, foi para o caderninho: Vasco 2 x 1 Fla/Varginha e Vasco 2 x 1 Fluminense. Vamos conferir.  
Vasco 2 x 1 Flamengo, de Varginho, rolou em uma quarta-feira de 1993, amistosamente, no Estádio Dílson Mello, na casa do visitado. Antônio William Gomes apitou e Bismarck marcou o primeiro gol vascaíno, aos 18 minutos do primeiro tempo. Leonardo fez o outro, aos 39 do segundo. Joel Santana era o treinador e o time teve: Carlos Germano; Claudio Gomes, Jorge Luís, Alexandre Torres (Tinho) e Cássio; Luisinho (Flávio), Leandro Ávila, William (Vítor) e Carlos Alberto Dias (Valdir); Leonardo e Bismarck.
Vasco 2 x 1 Fluminense é da temporada-2000. Foi jogo da primeia fase do Torneio Rio-São Paulo, em uma quinta-feira, no Maracanã, apitado por Romildo Corrêa (SP). Em quatro minutos, Romário decidiu: aos 23 e aos 27 do primeiro tempo. Alcir Portalla era o treinador e o time este: Hélton; Maricá, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Amaral, Felipe (Valkmar), Juninho Pernambucano (Hélder) e Ramón (Fabrício Carvalho); Viola e Romário.
PINGA COM CERVEJA - O Quilmes é um time argentino com nome de loira gelada. Por isso, Pinga deitou e rolou. Provou dois goles de rede balançando, no jogo em que o Vasco venceu os "hermanos", em  1961, por 3 x 0, no boteco do freguês. Aconteceu em uma sexta-feira. 
  Enquanto isso, em 1972, o Vasco disputou o seu único jogo contra a seleção do Zairo. Foi o 12º da "Esquadra do Almirante" contra um selecionado estrangeiras, tendo rolado nas águas de uma quinta-feira, amistosamente, em São Januário.
 O Vasco desembarcou 3 x 2, de virada, nas redes dos africanos, por ordem do "Metre Ziza", Thomas Soares da Silva, o Zizinho, o cracaço brasileiro antes da "Era Pelé", era o comandante da rapaziada. Roberto Dinamite, Gílson Nunes e Ferreti fizeram as bolas zarparem rumo ao fíló, respectivamente, aos 45, 52 e 65 minutos.
Rubens de Souza Carvalho apitou , a renda foi de Cr$ 15.846,00 e o Vasco alinhou: Andrada; Fidélis, Moisés, Renê e Batista; Alcir e Gaúcho; Luis Carlos, Ferreti, Roberto e Gilson Nunes.
Outras vitórias vascaínas na data 27 de janeiro: 27.01.1949 – 2 x 0 Combinado Astúrias-Espanha-MEX; 27.01.1973 - 1 x 0 Argentino Juniros-ARG; 27.01.1974 – 2 x 0 Tiradentes-PI; 27.01.1998 – 1 x 0 Picos-PI; 27.01.1999 – 4 x 2 Fluminense.

sábado, 24 de janeiro de 2015

CASA, VASCAÍNO! - CÉLIO DE ALMEIDA

Quem está aqui nesta foto sendo chegado “ao pé da cajazeira”, como brincam os nordestinos, é o dirigente (sem pasta) vascaíno Célio de Almeida. No dia 13 de maio de 1961, ele subiu ao altar da igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, para trocar alianças com a cantora Araci Costa, torcedora rubro-negra.  O flagrante foi publicado pela Revista do Esporte de Nº 120, datada de 24 de junho daquele 1961. O fotógrafo captou os cumprimentos do maior goleiro cruzmaltino de todos os tempos, Moacyr Barbosa. Quanto à noiva-cantora, embora flamenguistas, decidira afinar a sua vida pelo tom vascaíno.

Who is here in this picture being reached "at the foot of cajazeira" as the northeastern play, is the leader (without portfolio) Vasco Celio de Almeida. On May 13, 1961, he went up to the altar of the Candelaria church in Rio de Janeiro, to exchange rings with the singer Araci Costa, red and black cheerleader. The glaring was published by the Revista do Sport No. 120, dated 24 June 1961. The photographer that flipped the greetings of the largest cruzmaltino goalkeeper of all time, Moacyr Barbosa. As for the bride-singer, though Flamengo, decided to narrow down your life for vascaíno tone   

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

TRAGÉDIAS DA COLINA - TERCEIRO VAS-FLA

 
Para o torcedor cruzmaltino, pode ter tragédia maior do que esta? Pois rolou. E já era pela terceira vez. Em 23 de janeiro de 1992, o Vasco uniu-se ao seu maior rival, o Flamengo, armando um combinado para enfrentar uma formação idêntica de Corinthians/Palmeiras. Foi para uma boa causa: um amistoso beneficente, no Maracanã, onde os paulistas fizeram 2 x 1. No primeiro tempo, a dupla carioca usou o uniforme rubro-negro e os visitantes o corintiano. Na etapa final, trocaram pelo vascaíno e o palmeirense, respectivamente. 
 Na marcha da contagem, quem primeiro engatou bola na rede foi o corintiano Paulo Sérgio, aos 34 minutos do primeiro tempo. Outro corintiano, Tupãzinho, aumentou, aos 11, da etapa final. Então com a camisa cruzmaltina, aos 44, Bebeto fez o gol que lavou a honra carioca.
 Com Carlos Alberto Parreira chefiando, o Vas/Fla foi: Gilmar; Luiz Carlos Winck (Vsc) (Uidemar), Alexandre Torres(Vsc), Wilson Gottardo (Jorge Luís (Vsc)) e Eduardo (Vsc) (Piá); Charles Guerreiro, Júnior (Geovani (Vsc)) e Zinho; Bebeto (Vsc), Gaúcho(Vsc) (Sorato)(Vsc) e William (Vsc)(Paulo Nunes). O Cor/Pal, reunido por Mário Jorge Lobo Zagallo, teve: Carlos (Ronaldo); Giba, Marcelo, Guinei e Dida (Odair); César Sampaio, Wilson Mano (Erasmo), Edu Marangon (Betinho) e Neto (Tupãzinho); Evair (Marcelinho Paulista) e Paulo Sérgio. O apito ficou com José Aparecido de Oliveira-SP.

 


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

PRIMEIRO JOGO DO VASCO NO PIAUÍ

 De acordo com o nosso amigo e historiador do futebol piauiense Severino Filho, a primeirona do “Almirante” em suas terra foi em 29 de agosto de 1965, mandando 4 x 0 no então vice estadual, o tricolor (azul, vermelho e branco) River, em Teresina, no velho estadinho Lindolfo Monteiro.
Mário “Tilico” abriu a conta, aos 24 minutos. Oldair fez o segundo, aos 41; Saulzinho ampliou, para 3 x 0, aos 44, e Benê fechou o caixa, aos 82. Abdala Jorge Cury apitou o amistoso, bandeirado por Antônio Pereira dos Santos e Artur Braz. O Vasco alinhou: Gainete (Ita); Ary, Brito (Caxias), Ananias (Fontana) e Oldair (Zé Carlos); Maranhão e Boni (Aluísio); Luizinho, Benê, Mário (Saulzinho) e Zezinho (Joel). O River teve: Petrúcio; Gereba, Amadeu, Zé Artur e Sóstenes (Zequinha); Genário e Vilmar (Djalma); Waldeck, Quinha (Vavá), Loloca (Mariola) e Tassu (Pinheiro).
Antes da partida, conta Severino Filho, os dois times posaram juntos para esta foto do seu arquivo. Em pé, da esquerda para a direita estão: Petrúcio (River), Maranhão (Vasco), Genário (River), Gainete (Vasco), Zé Artur (River), Zezinho (Vasco), Vilmar (River), Brito (Vasco), Loloca (River) e Ary (Vasco). Agachados: Luizinho (Vasco), Gereba (River), Benê (Vasco), Waldeck (River), Oldair (Vasco), Amadeu (River), Mário (Vasco), Sóstenes (River), Ananias (Vasco), Tassu (River), Boni (Vasco) e Quinha (River). Agradecimento do “Kike”.
 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FOTO DO DIA - TROFÉU VICKING

 Durante a noite de 21 de janeiro de 1965, no Maracanã, o Vasco goleou o Flamengo, por 4 x 1, vencendo o I Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro. O atacante Célio é em exibe o troféu Vicking. À esquerda, de preto, o presidente Manoel Joaquim Lopes.  

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CALENDÁRIO DA COLINA - 20 A 25 DE JANEIRO

20 DE JANEIRO -  Encontros coincidentes com o "Diabo", que saiu chamuscado dessas escaramuças; impiedades contra mexicanos e cumprimento de obrigação diante de um rival da Rua Bariri. Veja algumas piruetas dos 20 de janeiro:  

VASCO 6 X 1 GUDALAJARA -  Pela metade do século passado, os mexicanos tinham uma grande admiração pelo futebol jogado pelo "Almirante". E não seria para menos, afinal a rapaziada encantava a bordo do "Expresso da Vitória". Bem antes de sagrar-se campeão carioca-1949, o time vascaíno dera o aviso do seu poder de fogo para a temporada, com aquela goleada. Que passeio! Era uma quinta-feira, o 20 de janeiro, quando Ipojucan (2), Ademir Menezes, Friaça e Chico aproveitaram bem a viagem. Flávio Costa era o treinador e a formação impiedosa teve: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Pacheco (Dimas)(Maneca), Ademir (Nestor), Ipojucan e Chico (Aedo). 


VASCO 1 X 0 OLARIA - Os 20 de janeiro colocaram no lance, também, um placar magrinho: em 1953, em São Januário, pelo Campeonato Carioca ainda de 1952, no qual o campeão qual foi?. Sabará foi o cara na rede e o time alinhou: Barbosa, Augusto e Haroldo: Ely, Danilo e Jorge; Sabará, Edmur, Vavá, Ipojucan e Chico.


VASCO 2 X 1 AMÉRICA-RJ - Curiosamente, os 20 de janeiro já tiveram duas vitórias em redutos alvinegros, por dois placares iguais sobre o mesmo adversário: em 1971 e em 2010. O jogo setentista foi amistoso, em uma quarta-feira, dia de São Sebastião, o padroeiro do Rio de Janeiro, com gols de Luiz Carlos Lemos e de..., na Rua General Severiano. Paulo Amaral era o treinador.


VASCO 2 X 1 AMÉRICA-RJ - Em 2010, o duelo foi, novamente, em uma quarta-feira, mas no Engenhão, isto é, o Estádio Olímpico João Havelange. Valeu pela segunda rodada do Estadual, a Taça Guanabara, e teve apito de Rodrigo Nunes de Sá. Nilton, aos 5, e Carlos Alberto, aos 37 minutos do segundo tempo, foram os marcadores, enquanto Paulo César Gusmão era o treinador que escalou: Fernando Prass; Fagner, Fernando, Gian Mariano e Marcio Careca; Nilton, Jumar, Léo Gago (Paulinho) e Philippe Coutinho (Fumagalli); Carlos Alberto e Dodô.

21 DE JANEIRO - - Está no caderninho: em 21 de janeiro de 1945, o Vasco goleou o São Paulo Railway, por 9 x 1, amistosamente, em um domingo, em São Januário. Há quem pense se tratar do atual São Paulo Futebol Clube, em sua fase passada. Nada disso. O atual "Tricolor do Morumbi" é filho do chamado São Paulo da Floresta. Explicado?  Então, fica assim: 
 VASCO 9 X 1 SÃO PAULO RAILWAY foi o único jogo entre os dois. 2 - O Vasco encarou o São Paulo da Floreta entre 13 de maio de 1930 e 8 de agosto de 1934, em nove ocasiões, com cinco vitórias vascaínas (55,56%), um empate (11,11%) e 18 gols marcados. 3 - Com o atual São Paulo Futebol Clube, os duelos iniciaram-se em 4 de junho de 1940, e já são 96, com 34 vitórias cariocas (35,42%), três a mais do que o rival. Vale ressaltara que o outro São Paulo que aparece nas estatísticas vascaínas é gaúcho, da cidade de Rio Grande. Já foram registrados quatro amistosos com ele, entre 24 der abril de 1940 e 29 de junho de 1977, com três vitórias da rapaziada da Rua General Almério de Moura e um empate.

 Era noite de uma quinta -feira de 1965. O Vasco conquistava o título do Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro, goleando o Flamengo, por 4 x 1, no Maracanã. Nada melhor para um início de temporada. Carregar um caneco, com goleada em cima do maior rival, era  máximo. Célio (2) e Saulzinho (2) marcaram os gols cruzmaltinos, sob as vistas de 59.814 pagantes. Armando Marques apitou e o Vasco jogou com: Ita; Joel (Massinha), Brito, Fontana (Pereira) e Barbosinha; Maranhão e Lorico; Mário Tilico, Célio, Saulzinho e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira.

A competição contou, ainda, com a Seleção da Alemanha Oriental, batida pela “Turma da Colina”, por 3 x 2, na primeira rodada, e o Atlético de Madrid. Na foto, Célio recebe o Troféu Vicking, que valeu pelas duas vitórias.

VASCO 2 X 0 JOINVILLE-SC -  Este foi em uma quarta-feira de 1981. No Estádio Ernesto Schllemm Sobrinho, a casa do adversário. O zagueiro Orlando ajudou o "matador" Roberto Dinamite a "matar", diante de 23.823 pagantes. Roberto Njunes Morgado-SP apitou e a rapaziada de Seu Zagallo (Mário Jorge Lobo) era: Mazaropi; Rosemiro, Orlando, Ivan e João Luiz; Dudu, Zandonaide, Marco Antônio Rodrigues; Wilsinho, César e Roberto Dinamite.

VASCO 4 X 0 NACIONAL-AM - Se encaçapou o Flamengo, por quatro, no Rio de Janeiro, em Manaus, o encaçapado pelo mesmo tanto na data foi o Nacional, em 1996. O jogo, amistoso, rolou em um domingo, no demolido Estádio Vivaldo Lima, que viru Arena Amazônia, na capital amazonense. Firmino Alberto de Araújo apitou e Rogério, Válber, Assis e Serginho fizeram a alegria da galera vascaína manauara. O treinador vascaíno era Carlos Alberto Zanata e o time teve: Carlos Germano (Caetano); Pimentel (Bruno Carvalho), Zé Carlos (Tinho), Rogério (Alex Pinho) e Sídnei; Leandro Ávila, Juninho Pernambucano, Assis (Zinho) e Válber; Nílson e Serginho (Alessandro).

VASCO 2 X 0 JOINVILLE-SC -  Este foi em uma quarta-feira de 1981. No Estádio Ernesto Schllemm Sobrinho, a casa do adversário. O zagueiro Orlando ajudou o "matador" Roberto Dinamite a "matar", diante de 23.823 pagantes. Roberto Njunes Morgado-SP apitou e a rapaziada de Seu Zagallo (Mário Jorge Lobo) era: Mazaropi; Rosemiro, Orlando, Ivan e João Luiz; Dudu, Zandonaide, Marco Antônio Rodrigues; Wilsinho, César e Roberto Dinamite.


22 DE JANEIRO - Era um sábado de 1944 e o Vasco levou o Bangu, para um jogo amistoso, em São Januário. Não teve pena do visitante e sapecou-lhe 9 x 2, deixando os “Mulatinhos Rosados de Moça Bonita” completamente tontos. Que festança nas redes alvirrubras! Só Lelé fez quatro – Cordeiro (3) e Elgen (2) completaram a goleada.
Por ali, o treinador uruguaio Ondino Viera estava montando o "Expresso da Vitória", o poderoso esquadrão que foi um dos mais fortes do planeta, pelos oito anos seguintes. Naquele amistosão, o time alinhou: Oncinha, Zago e Rafagnelli (Haroldo); Octacílio (Alfredo II), Nílton (Tião), Argemiro,Cordeiro, Lelé, Petrônio, Elgen e Chico.
 O placar de 9 x 2 é sexto maior das goleadas cruzmaltinas.  No topo está 14 x 1 Canto do Rio, em 6 de setembro de 1947, pelo Campeonato Carioca. Seguem: 12 x 0 Andarahy, em 29 de dezembro de 1937; 11 x 0 São Cristóvão, em 3 de julho de 1949, e 11 x 0 Brasil-RJ, em 1º de maio de 1927, do mesmo torneio; 9 x 0 Tuna Luso-PA, em 19 de fevereiro, pelo Brasileiro da Série A; 9 x 0 Bonsucesso, em 21 de outubro de 1945; 9 x 1 Madureira, em 15 de outubro de 1950, e 9 x 1 Bangu, em 7 de abril de 1929,  os três últimos  pelo Estadual.                                                                                        
Amistosamente, Vasco e Bangu já disputaram cinco partidas: 15.06.1919 - Vasco 1 X  4 Bangu; 09.10.1921 - Bangu 1 X 4 Vasco; 07.04.1929 – Vasco 9 x 1 Bangu; 22.01.1944 - Vasco 9 X 2 Bangu; 14.06.1964 - Vasco 1 X 0 Bangu; 18.06.1964 Bangu 1 X  2 Vasco.

23 DE JANEIRO -  Em 1921, ainda sem ser de primeira divisão, o Club de Regatas Vasco da Gama disputou a sua primeira partida interestadual. Subiu a serra e foi a Petrópolis-RJ vencer o local Serrano F.C. por 3 x 2, com gols marcados por Negrito (2) e Biguá. O time: Nélson, Cruz e Biguá; Barreiras, Palhares e Militão; Dutra, Nico, Medina, Negrito e Antonico.
Três meses depois do amistoso pioneiro , o Vasco começava a disputar a Série B da Primeira Divisão do Campeonato Carioca. Eram 10 times divididos por dois módulos. Os sete primeiros classificados de 1920 formavam a Série A, enquanto os quatro últimos e os quatro primeiros da Segunda Divisão ficavam na Série B.
A data 23 de janeiro tem, também, três vitórias vascaínas internacionais: 4 x 3 Deportivo Municipal, do Peru; 8 x 0 Atlante, do México e 2 x 0 Steua Bucareste, da Romênia. Grandes vitórias!
A primeira foi emocionante. Abriu a excursão da "Turma da Colina" à Lima, no Peru. O Vasco havia vencido três dos cinco amistoso disputados, antereiormente, e foi à capital peruana fazer valer o seu cartaz de campeão carioca em um quadrangular. Estreou no dia 23 de janeiro, vencendo o Deportivo Municipal, por 4 x 3, diante de 36 mil torcedores que ficaram muito satisfeitos com a exibição dos brasileiros”.
O Vasco abri o placar aos 25 minutos, por intermédio de Livinho. O peruanos igualaram a conta, aos 3 da fase final, por intermédio de Arce. Aos 8, Sabará voltou a colocar a rapaziada na frente. Aos 13, Seminário votou a deixar tudo igual, e, aos 25, Arce voltou a balançar a rede, deixando seu time na frente, pela primeira vez. Só que em um lance reclamadíssimo pelo time carioca, alegando que o adversário havia ajeitado a bola com uma das mãos. Mas veio troco. Em cinco minutos, aos 29 e aos 30, Valter Marciano e Livinho viraram o placar.
O pontapé inicial da partida foi feito pelo embaixador brasileiro no Peru, Orlando Leite Ribeiro, e o time vascaíno formou com: Wagner, Laerte, Bellini e Ortunho; Orlando e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Valter Marciano e Roberto Pinto.                                                  MEXICANOS - A goleada sobre os mexicanos foi no domingo 23 de janeiro de  1949, quando a “Turma da Colina” excursionava por gamados  da parte de cima das Américas. Ademir Menezes (3), Friaça (3), Nestor e Ipojucan meteram a mão no balaio. Flávio Costa era o treinador e o time tinha: Barbosa (Ernani), Augusto e Wilson (Sampaio); Ely, Danilo (Moacyr) e Jorge; Nestor, Friaça (Dimas), Ademir, Ipojucan e Chico.    
Contra o Steua Bucaresti, no domingo 23 de janeiro de 1972, valeu pelo  Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro, em São Januário. José Mário Vinhas apitou, a renda foi de Cr$ 22 mil, 110 cruzeiros e os gols de Alcir, aos 25, e Ferreti, aos 28 minutos da fase final. O time teve: Andrada; Fidélis,  Moisés, Renê e Eberval; Gaúcho e Alcir;  Luís Carlos (Jaílson), Roberto Dinamite, Ferreti e Gílson Nunes (Pastoril).  
  CASEIROS – Está no caderninho dos 23 de janeiro, também, duas vitórias contra adversários da terra. Confiramos: Vasco 2 x 0 Ferroviário, do Ceará,  em um domingo, no Estádio Castelão, em Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro.  O  público pagante chegou a  16.644 e a renda a  Cr$ 5.620.440,00. Roberto Nunes Morgado (SP) apitou, os gols foram marcados por Dudu, aos 22, e Pedrinho, aos 434 minutos do segundo tempo.
Treinado por Antônio Lopes, o Vasco foi ao Ceará levando a campo: Acácio; Galvão, Orlando Fumaça, Celso e Pedrinho; Dudu, Serginho, Ernani e Pedrinho Gaúcho (Elói); Roberto Dinamite e Almir (Marquinho).  
VASCO 2 x 1 PORTUGUESA, pelo Estadual-RJ de 2005, também dominical, rolou em São Januário, pela primeira rodada da Taça Guanabara, com 19.779 pagantes e renda de R$ 132.335,00.  Ubiraci Damásio de Oliveira (RJ) apitou e os tentos vascaínos foram de Fabiano, aos 34 minutos do primeiro tempo, e de Marco Brito, aos 35 da etapa final. O treinador era Joel Santana, que escalou:  Everton; Thiago Maciel, Fabiano, Marcos e Diego; Gomes, Silva (Júnior) Coutinho e Allan Delon (Rubens);  Alex Dias e Romário (Marco Brito).



Cláudio Adão e Roberto Dinamite marcaram 5 gols no Moto
24 DE JANEIRO - Impiedoso Futebol Clube deveria ser o nome do time. Ficaria mais real. Pelo menos, em 1982, a sua rapaziada quase descasca o maranhense Moto Clube. 
O jogo valia pelo Campeonato Brasileiro, em um domingo, em São Januário, e os visitantes,  mal recebidos, voltaram pra casa carregando 7 x 0 no balaio.
O castigo foi testemunhado por 20.854 pagantes, que deixaram nas bilheterias da Colina Cr$ 6.738.600,00. Édson Alcântara do Amorim-MG apitou e os malvadões foram: Cláudio Adão, aos 18 e aos 33 minutos do primeiro tempo, e aos 15 do segundo; Renato Sá, aos 6; Roberto Dinamite, aos 17; Dudu, aos 24, e Marquinho, aos 40 minutos, todos da etapa final.
 O Vasco, treinado por Antônio Lopes, escalpelou os maranhenses no bico das chuteiras destes caras: Mazaropi; Rosemiro (Galvão), Rondinelli, Ivan, Pedrinho, Serginho, Dudu, Renato Sá (Marquinho), Wilsinho, Roberto Dinamite e Cláudio Adão.

MAIS PANCADARIA  -  Ceará Sporting e Palmeiras também entraram no machado. Em 24 de janeiro de1962, o time cearense foi buscar a bola no fundo das redes por quatro vezes. Só o meia Viladonega mandou três – Joãozinho completou o bagaço, que rolou em quarta-feira, em Fortaleza.

 O Palmeiras caiu no domingo 24 de janeiro de 1999, no Parque Antárctica, a sua casa. O Vasco mandou 5 x 1, pelo Torneio Rio-São Paulo, perante 5.666 pagantes. Guilherme, aos 11; Juninho Pernambucano, aos 25, e Donizete, aos 28 minutos do primeiro tempo, e Guilherme, aos 16 e aos 32 do segundo, mandaram bola nas redes. Treinado por Antônio Lopes, o time foi: Carlos Germano; Zé Maria, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Nasa, Paulo Miranda, Alex Oliveira (Luisinho) e Juninho; Donizete (Zezinho) e Guilherme (Luís Cláudio). 

FOGAREU NA CADERNETA - O Botafogo é um chamado "freguês de caderno" do Vasco. Dizem os números.  No duelo de 24 de janeiro de 2009, a "Turma da Colina" aplicou a sua maior goleada sobre o rival: 6 x 0, no Engenhão, pela terceira rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno do Estadual-RJ. Até então, o maior massacre vascaíno havia sido 6 x 3, em 10 de abril de 1927, amistosamente.
 Os 6 x 0 foram assistidos por 25.052 almas, das quais 21.194 pagaram pra ver. Felipe Gomes da Silva (RJ) apitou e mandou colocar a bola no centro do gramado para novas saídas de jogo, após os gols Dodô, aos 3, aos 32 e aos 35 minutos do primeiro tempo; Léo Gago, aos 10, e Philippe Coutinho, aos 14 e aos 36 da etapa final.
 Treinado por Vágner Mancini, o Vasco massacrante foi: Fernando Prass; Fagner (Thiago Martinelli), Fernando, Gian Mariano, Marcio Careca, Nilton, Souza (Rafael Coelho), Léo Gago, Philippe Coutinho, Carlos Alberto (Magno) e Dodô.
 Aquela, no entanto, não fora a única vitória vascaína sobre os alvinegros nos 24 de janeiro. Em 1976, rolou 2 x 0, e em 1998 teve 1 x 0. A primeira foi amistosamente, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ, quando Paulo Emílio era o treinador. Luís Carlos e Roberto Dinamite balançaram o filó. Em 1998, o duelo foi em Brasília, novamente em sábado, no Estádio Mané Garrincha, pelo Torneio Rio-São Paulo.
 O paulista Paulo César de Oliveira apitou e Ramon encaçapou, aos 39 minutos do primeiro tempo. O público foi de 12.788 pagantes e a renda de R$ 135.556,00. Antônio Lopes era o técnico e o time foi: Carlos Germano; Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho, Nélson (Fabrício Eduardo) e Ramón (Alex Pinho); Pedrinho, Donizete e Luizão (Dias). (foto de Roberto Dinamite reproduzida do arquivo do Jornal de Brasília, registro número 025). Agradecimentos. 


                               25 DE JANEIRO 
Roberto Dinamite

A data 25 de janeiro de 1981 era um domingo. Nele, a primeira fase do Campeonato Brasileiro marcava Vasco x Internacional, no Maracanã. A "Turma da Colina" cumpriu a tabela e  mandou 4 x 0 nos colorados, diante de 33.832 pagantes, que gastaram Cr$ 4.865.900,00 para ouvirem o apito de Dulcídio Vanderlei Boschillia-SP.
Nas redes, quem primeiro pintou foi Roberto Dinamite. Explodiu, aos 18 minutos do primeiro tempo e 'redinamitou', aos dois da etapa final. César, também, fez dois: aos 34 do primeiro e aos 12 do segundo tempo. Mário Jorge Lobo Zagallo era o chefe e o time foi: Mazaropi; Rosemiro, Orlando, Ivan e João Luis; Dudu, Marquinho e Zandonaide; Wilsinho (Flecha), Roberto Dinamite e César.

NAÇAZAÇA - Seis temporadas depois, no 25 de janeiro de 1987, o Vasco venceu o amazonense Nacional, por 2 x 1 Nacional, pelo segundo turno do  também Brasileirão, no estádio Vivaldo Lima, em Manaus, em um domingo. O apitador foi José de Assis Aragão-SP, o público de 28.140 pagantes e a renda de Cz$ 591.590,00 cruzados. 
 Vivinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Mauricinho, aos 42 do segundo, balançaram o filó. Dirigido por Joel Santana, o time que bateu o "Naça" teve: Acácio; Paulo Roberto, Souza, FErnando e Pedrinho. Vítor (Henrique) e Mazinho; Vivinho, Mauricinho, Roberto Dinamite e Zé Sergio (Leonardo Siqueira).
 EMPATÕES - No 25 de janeiro de 1953, o Vasco obteve o seu segundo maior empate em  números de gols: 4 x 4, com o argentino Boca Juniors, em um domingo, no Maracanã, pelo Torneio Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro. Ademir Menezes (2), Vavá e Ipojucan não foram irmãos dos hermanos. Sacudiram seus barbantes. Flávio Costa era o treinador e o time foi: Barbosa, Augusto e Haroldo: Ely Danilo e Jorge; Sabará, Ipojucan (Sarno), Ademir e Chico.
O Vasco tem um outro empate por 4 x 4: em 25 de setembro de 1994, com o selecionado  Coréia do Sul. Mas o maior foi  5 x 5, com o Corinthians, em 17 de abril de 1955, pelo Torneio  Rio São Paulo. (foto de Roberto Dinamite reproduzida do arquivo do Jornal de Brasília). Agradecimento.

REGISTRO - no 25 de janeiro de 1953, o Vasco arrumou um dos seus maiores empataços: 4 x 4, com o Boca Juniors-ARG, pelo Torneio Quadrangular internacional do Rio de Janeiro. Rolou no Maracanã, com Ademir Menezes (2), Vavá e Ipujucan pintando na rede.