Vasco

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sábado, 21 de julho de 2018

FUXICOS DA COLINA - ÉCIO & JORGE

  Écio Capovilla era considerado um dos melhores meio-campistas recuados (médio, antigamente) do futebol carioca. Inclusive, convocado por Vicente Feola, disputara dois jogos pela Seleção Brasileira  - 29.06.1960 - 4 x 0 Chile e 03.07.1960  -  2 x 1 Paraguai -, ajudando-a a conquistar a Taça do Atlântico. Mesmo assim, em 1961, quando Paulo Amaral tornou-se o treinador da "Turma da Colina" e tirou-lhe do time.
Barrado, Écio ficou na dele. E não deixou a imprensa carioca fazer muita onda, pois até achava não viver uma boa fase. E viu Paulo Amaral cair, em 1962, quando foi substituído por Jorge Vieira, que devolveu-lhe a vaga de titular, por oito amistosos pelo país a fora.
Reprodução de www.crvscodagama.com.br
de 14.08.2014
 Vaga recuperada, Écio entrou numa, depois dos amistosos, de responder ao chefe de maneira não muito amistosa. Perdeu a vaga, para Nivaldo e, depois, para Maranhão. Mais uma boa pauta para os fofoqueiros da imprensa. 
Contra aquilo, no entanto, ele armou uma retranca. Dizia ser amigo e admirador do seu treinador, "homem de espírito altamente evoluído", como pronunciou-se pela "Revista do Esporte" - N 211, de 23.03.1963.
  Pelo meio do desagrado, Écio e Jorge voltaram a se entender, com o atleta garantindo que a amizade bilateral não fora arranhada e tudo ficado no rol dos " chutes pra fora". Como prova, citava ter o Vasco da Gama renovado o seu contrato, pelo início de novembro, dois meses após o término, a pedido de Jorge Vieira, por vê-lo sofrer um pequeno acidente durante um treino recreativo. "Fiquei mais amigo dele, por seu procedimento humano e altamente correto", disse à mesma publicação.
Nascido, em Valinhos-SP (14.08.1940), Écio surgiu no time infantil do Rigesa. Depois, passou pelo Guarani, de Campinas, e o Fluminense, até o Vasco leva-lo, em 1956. Tempinho depois, ele estava no time "SuperSuperCampeãoCarioca-1958", disputando as 26 partidas do título que consagrou esta rapaziada do último pega: Miguel, Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel; Écio e Orlando Peçanha; Sabará, Rubens, Almir Pernambuquinho Roberto Pinto e Pinga.
Écio ficou pela Colina até 1964, quando rumou para o peruano Sporting Cristal, de Lima, onde aposentou-se da bola. 


   




O VENENO DO ESCORPIÃO - SHAKSPEARE EXECRADO PELO GRANDIOSO DITADOR

Não há notícias sobre a execração, nesses tempos mais modernos, partindo-se da metade do século 20, da peça “Hamlet”, do inglês William Shakespeare. Inclusive, a maioria dos críticos teatrais e literários a consideram a mais + mais da literatura dramática.
 Trata-se de uma história escrita entre 1.599 e 1.601, pela qual desfilam a opressão, o ódio, a corrupção, o incesto, a traição, a vingança e o moral. Isso tudo a bordo da projeção de um príncipe dinamarquês para matar o assassino do seu pai, um tio que, além de subir ao trono, ainda casa-se com a sua mãe.
Shakespeare emplacou sucesso por todo o planeta, inclusive na antiga União Soviética, terra de grandes escritores e onde, dizem, Karl Max e Vladimir Ilyich Ulyanov, o Lenin, gurus anteriores do bolchevismo, alistavam-se entre os seus admiradores. Mas é, exatamente, por lá que registra-se o única terráqueo do qual se tem noticias de desprezar Hamlet: o ditador Josef Stalin.
  Para aquele homem, Hamlet era um texto que não merecia ser encenado. O via passando mensagens altamente negativas, embora jamais tivesse estabelecido censura aos escritos de William. Mesmo assim, bastou o secretário-geral do Partido Comunista expressar a sua opinião em público para uma companhia não conseguir levar a peça ao palco de nenhum teatro de Moscou. Stalin preferia textos sobre heroísmos.
 Devido a esta sua  preferência por bravuras, Stalin, que considerava-se um “clone” espiritual do Ivan IV, encomendou a um cineasta patrício um filme sobre o seu ídolo. Era 1944 e o cara escreveu e dirigiu a primeira parte da história. Quando apresentou-lhe a segunda, o chefão bolchevique ficou indignado. Viu na tela um Ivan nada terrível, mas um camarada fraco e claudicante, E proibiu a exibição da película, pois jamais aceitaria que o seu ídolo, tivesse ficado, por alguns instantes, em cima do muro. Para Josef, um ditador nunca poderia ter dúvidas.
 Talvez, os generais ditadores brasileiros estabelecidos no Palácio do Planalto, por 21 temporadas, a partir de 1964, tivessem se inspirado em Stalin quando tomarem certas atitudes culturais, como a proibição de vários filmes. E – pasmem! - um disco gravado por Roberto Carlos, em espanhol, porque aquela era a língua do comunista Fidel Castro.
Só um detalhe: Stalin ia ao teatro e, além de peças, assistia, também, espetáculos de balé. De sua parte, os generais ditadores “brasucas” iam a corridas de cavalo e ao futebol. Só foram ao teatro para prender o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que construíra a casa de onde eles ditavam o Brasil que o povo não queria.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A BELA DO DIA - CLÁUDIA SENDER

 Graduada em Engenharia, ela tornou-se a primeira mulher as controlar uma empresa aérea no Brasil, a Latam. Chama-se Cláudia Sender e, em entrevista à revistas "Cláudia", de março deste 2018 e da qual a sua foto foi reproduzida (agradecimentos), ela declarou acreditar que "as habilidades exclusivamente femininas são os maiores trunfos parta a mulher se destacar e encarar desafios". Ela disse ainda considerar um "grande erro" mimetizar o comportamento do homem para a mulher se adequar no trabalho.     

Graduated in Engineering, she became the first woman to control an airline in Brazil, Latam. Her name is Cláudia Sender and, in an interview with "Cláudia" magazines, in March 2018, she stated that she believes that "all-female abilities are the greatest assets for a woman to stand out and face challenges." She said it still considered a "big mistake" to mimic the man's behavior for the woman to fit into the job.

PINGA, O MTADOR DE ALVINEGROS

Durante a década-1960, o Vasco da Gama teve um atacante que dava uma tremenda sorte diante do Botafogo: Pinga. Poderia passar várias partidas sem balançar a rede, mas  era só encarar os alvinegros e acertar a pontaria. “Até mesmo as jogadas mais complicadas e os tiros  menos precisos resultam em gols”, contou ele à Revista do Esporte – 79, de 10.09.1960.
Reprodução da
Revista do Esporte
 A festa de Pinga contra os botafoguenses começou pelo goleiro Osvaldo Baliza, que não defendeu três dos seus chutes, durante uma partida, em São Januário, pelo Torneio Rio-São Paulo. As próximas vitimas foram Ernâni, Adalberto, Amauri e Manga. “Nesses, já marquei mais de um gol por jogo”, afirmou à mesma publicação.
José Lázaro Robles, o Pinga, foi paulistano (11.02.1924 a 11.05.1996), tendo sido  tirado,  pelo Vasco, da Portuguesa de Desportos, em 1952. Ficou por São Januário até 1961, por 466 jogos e 256 gols. Encerrou a carreira, entre 1962 a 1964, no Juventus-SP, onde começara e estivera entre 1943/44.
 Pinga chegou às seleções paulista e brasileira, tendo por esta disputado 19 partidas e marcado 10 gols. Entre outros títulos vascaínos, tem os Estaduais-1956 e 1958; o Torneio Rio-São Paulo-1958, e o Torneio Internacional de Paris-1957.
Quarto maior goleador vascaíno – atrás de Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes -, foi considerado o melhor jogador do Vasco da Gama das temporadas-1954/55/56/59/1960.  

quinta-feira, 19 de julho de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 1 FLUMINENSE

  A rapaziada estava motivada pela vitória, na segunda-feira, sobre o Bahia, pela Copa do Brasil. Mas não traduziu isso em um novo sucesso, durante a noite de hoje. Mesmo voltando a jogar em casa, deixou o adversário igualar o placar, pelo final da contenda.
Valeu pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro e a "Turma da Colina" saiu de campo avisada de que o próximo compromisso, no domingo, a partir das 16h, no mesmo local, deverá ser tão ou mais duro do que o de hoje, diante do gaúcho Grêmio, que vive grande momento.
Andrés Rios fotografado por Rafael Ribeiro,
de www.crvascodagama.com.br
O gol vascaíno foi marcado pelo argentino  Andrés Rios, aos 15 minutos do segundo tempo. O lance começou com o lateral Henrique avançando, pela esquerda, e cruzando a bola para o arco. O goleiro tricolor Júlio César rebateu a pelota que caiu exatamente diante de Rios, que balançou a rede. 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 19.07.2018 (quinta-feira) VASCO 1 X 1 FLUMINENSE. 13ª rodada do Brasileiro. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Marcelo Aparecido de Souza - SP. Público: 11.381 pagantes. Renda. R$ 242.405,00. Gols: Andrés Rios, aos 15, e Pedro, aos 43 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Luiz Gustavo, Breno, Ricardo e Henrique;  Desábato, Andrey, Yago Pikachu, Giovanni Augusto (Kelvin) e Wagner (Evander);  Andrés Rios (Bruno Silva). Técnico: Jorginho Amorim. FLUMINENSE: Júlio César;  Léo, Gum, Digão e Ayrton Lucas; Dodi (Matheus Alessandro), Richard, Jadson e Sornoza (Pablo Dyego); Marcos Júnior e Pedro.Técnico: Marcelo Oliveira.

O OBJETIVO LATERAL FIDÉLIS

                                      
Se havia um atleta que não enrolava e nem fazia rodeios para responder aos repórteres, seguramente, este foi o lateral-direito vascaíno Fidélis.  Certa vez, mandou estas respostas para estas perguntas:
P – Gosta de concentração?
R – Moro nela. Tenho que gostar.
P – Considera-se um bom jogador?
R – Não sou dos piores.
P- Joga por prazer ou por dinheiro?
R – Adoro jogar futebol, mas não posso viver sem dinheiro.
P – Quanto vale a sua vida?
R – Não tem preço e nem está à venda.
 José Maria Fidélis dos Santos (13.04.1944 a 28.11.2012) nasceu em São José dos Campos-SP e foi campeão carioca pelo Vasco-1970, tendo participado dos 18  jogos da campanha. Também, foi campeão brasileiro-1974.
 O Vasco buscou Fidélis no Bangu, pelo qual havia sido campeão carioca-1966. Chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado oito jogos canarinhos, todos em 1966, quando disputou uma partida da Copa do Mundo da Inglaterra.   

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A BELA DO DIA - VANESSA RICH

O "Kike" presta homenagem, hoje, a uma das melhores jornalistas esportivas das televisão brasileira, a alegre, sorridente Vanessa Rich, que fez grande trabalho durante a Copa do Mundo das Rússia-2018. Antes da competição, ela comandou um projeto que permitiu ao seu canal apresentar as três primeiras mulheres brasileiras narradoras de partidas de um Mundial de futebol.
 Vanessa buscou o jornalismo a partir dos 21 de idade, como radialista. Estagiou na Rádio Universidade da Faculdade Estácio de Sá e por lá ficou por uma temporada. Próximas paradas, rádios Cidade e Jovem Pan. Em 1999,  já estava na Globonews, como repórter, apresentadora de telejornais e de programa de variedades.  Em 2005, apresentava o SportTV News. Em 2010, acrescentou ao currículo a apresentação do "Tá na Área". Em junho de 2017, passou também pela Rádio Globo, apresentando "Convocadas".  
Em outubro de 2017, Vanessa deixou o SporTV e, quatro meses depois, foi paras a Fox Sports, da qual o "Kike" reproduziu esta sua foto de divulgação. Carioca, ela nasceu em 14 de junho de 1972.

FERAS DA COLINA - CLÓVIS QUEIRÓS

Ele era zagueiro e foi um dos caras que ajudaram o “Almirante” a quebrar o tabu, de 12 temporadas, sem ser campeão carioca. Clóvis Guimarães Queirós, nascido em Santos-SP, é o cara. Cria da Portuguesa Santista (1954 a 1961), fez o nome com a camisa do Corinthians (1962 a 1969) e chegou à seleção paulista. Em São Januário, desembarcou em 1970. Em 1971, foi para o futebol mexicano, encarrar a carreira, defendendo Jalisco.
Sempre defensor, Clóvis preferia atuar com gramado seco e admitia a existência de árbitros desonestos, por ter visto o seu time prejudicado, “sem razão”, em várias oportunidades. Mas não opinava sobre a existência de dopagem no futebol brasileiro.
Para ele, Oswaldo Brandão e Luís Alonso Peres, o Lula,  eram os melhores treinadores brasileiros. E via Pelé como imarcável. Foi colega de time da “fera” durante o serviço militar.  
Rapaz moderno na década-1960, quando solteiro, Clóvis dizia-se favorável ao divórcio, gostava da música iê-iê-iê dos Beatles e a turma de Roberto Carlos, e achava que uma minissaia ia muito bem nos brotinhos.
  Clóvis chegou a ter um deslocamento de coluna vertebral, tendo ficado parado por quase seis meses. Crítico, achava o excesso de brigas entre cartolas o fato negativo do futebol carioca. Depois do futebol, formou-se em Direito. Dos 13 jogos que levaram o Vasco da Gama ao titulo carioca-1970, Clóvis participou de um completo – 2 x 0 Madureira (06.09) – e de um outro, substituindo Moacir,  no decorrer do prélio – 3 x 1 Olaria (22.08).
 Nesses compromissos, o treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, usou uma mesma formação (com a substituição citada acima, com a dupla de zaga inicial sendo Moacir e Renê). Diante do “Madura”, usou: Andrada; Fidélis, Moacir, Clóvis e Eberval; Alcir e Buglê; Jaílson, Valfrido, Silva e Gílson Nunes.
    FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA "GRANDES CLUBES"


terça-feira, 17 de julho de 2018

VASCO DAS CAPAS DE REVISTA

 A Manchete Esportiva Nº 158, de 29 de novembro de 1958, traz em sua capa o atacante vascaíno Almir "Pernambuquinho chutando contra o goleiro Pompeia, do América, nos 2 x 0,  de um domingo, no Maracanã, pelo segundo turno  Campeonato Carioca.
Na época, este encontro era um clássico, pois os americanos, os primeiros grandes rivais da “Turma da Colina”, eram do grupo dos “grandes”, juntamente com a dupla Fla-Flu, Botafogo e, mais ou menos, o Bangu. De acordo com o repórter da “ME”, após marcar seus dois gols na etapa inicial, por intermédio de Almir e Pinga, o Vasco acomodou-se na fase final, após dominar o ponto forte do “Diabo”, que era o meio-de-campo.  
Contou mais a revista, por texto usando de mesóclise (verbo no futuro do presente, ou no futuro do pretérito do indicativo.
 Desde que não se justifique a próclise, o pronome fica intercalado ao verbo): “Poder-se-ia escrever, inclusive, que o América leve ligeira ascendência técnica na primeira fase”.
 Mais adiante explica porque o “Almirante” se deu bem: “O Vasco contou com dois homens-chave para a sua vitória, Roberto (Pinto) e Almir. O primeiro... foi trazido para trás, ficando o comando dividido entre Almir, Sabará (deslocando-se) e, por vezes Pinga. Com o retraimento de Roberto, Rubens ficou muito à vontade, ao lado de Écio. Como a defesa resolveu razoavelmente bem os poucos problemas que teve, não houve maiores preocupações, notadamente depois que o “Pernambuquinho (Almir) numa jogada magistral, marcou o primeiro gol.. aos 35 minutos .... O Vasco jogou com muita inteligência, explorando o melhor preparo físico de seus homens e forçando escapadas rápidas, que fizeram demoronar todo o pleno defensivo americano”.                                                                              
O PRÉLIO rendeu Cr$ 979 mil e 494 cruzeiros (moeda da época), teve arbitragem de Alberto da Gama Malcher e fez parte da campanha cruzmaltina rumo ao título do SuperSuper-1958. Gradim era o treinador e o time teve: Miguel, Paulinho e Bellini; Orlando e Coronel; Écio, Rubens e Roberto Pinto; Sabará Almir e Pinga. A “ME” deu nota 9 para Roberto Pinto e Almir. Os demais ficaram entre 7 e 8.   

PLANEJAMENTO VASCAÍNO-1964

 A torcida cobrava. Desde o último título do futebol carioca, em 1958, o Vasco da Gama vivia na fila. Andara perto, em 1961, terminando vice, empatado com o Flamengo. Mas nas duas temporadas seguintes não ficou nem entre os quatro primeiros.
Para mudar a situação, os cartolas prometiam fazer uma revolução no clube, para o sucesso voltar durante a temporada-1964. A vida nova era saudada, principalmente, pela chegada de Manoel Joaquim Lopes à presidência cruzmaltina. No futebol, anunciava-se a contratação de um grande sonho para dirigir o time, Zezé Moreira, e de jogadores do maior rival, o Flamengo: o goleiro Mauro e o goleador Henrique Frade.  De outra parte, uma barca zarparia de São Januário com quem vinha pisando na bola.
 Na conversa, o Vasco ia bem. Nos gramados, muito complicado. Demitira  treinador Jorge Vieira, em de setembro de 1963, por causa de derrota para o pequeno São Cristóvão.
Oto Glória o substituiu, mas foi embora menos de dois meses depois, para ganhar mais no português Porto. Com aquilo, entarram e saíram Eduardo Pelegrini, Paulinho de Almeida, Ely do Amparo e Duque.  Zezé Moreira só chegou em 6 de janeiro de 1965, com uma temporada de atraso.
Na foto, você vê uma das formações de 1963, com Ita, Joel Felício, Brito, Écio, Barbosinha e Dario, em pé, da esquerda para a direita; agachados, na mesma ordem, Sabará, Célio, Altamiro, Lorico e Maurinho. Em 1964, o time começou o Torneio Rio-São Paulo, primeira disputa importante da temporada, formando com: Marcelo Cunha; Joel Felício, Brito e Pereira; Odimar (Maranhão) e Barbosinha; Nilton, Célio, Mário (Saulzinho), Lorico e Da Silva (Ramos). Logo, pouco mudou. E a fila continuou.
                   FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE
  
   

segunda-feira, 16 de julho de 2018

VASCO DA GAMA 2 X 0 BAHIA

  Valeu como segundo jogo desse emparceiramento, pela Copa do Brasil, durante a noite de hoje, em São Januário. A rapaziada chegou perto, mas como havia sido batida, por 0 x 3, em Salvador, não deu. O "Almirante" está desclassificado da competição.
 O primeiro gol saiu quando Nino Paraíba cometeu pênalti sobre Andrés Rios. Yago Pikachu executou, aos 32 minutos. O segundo surgiu aos 19 da etapa final. Pikachu cobrou falta parta a área e Andrey finalizou, despachando os baianos.  
O treinaor Jorginho Amorim, fotografado por Rafael Ribeiro,
 de www.crvascodagama.com.br

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 16.07.2018 (segunda-feira). Copa do Brasil. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Rafael Traci-PR. Público: 17.561 presentes. Renda:  R$ 244.820,00. Gols: Yago Pikachu, aos 33 min do 1 tempo, e Andrey, aos 19 da etapa final. VASCO: Martin Silva; Rafael Galhardo (Kelvin), Ricardo Graça, Breno e Ramon (Henrique); Desábato, Andrey, Wagner (Thiago Galhardo), Giovanni Augusto e Pikachu; Andrés Ríos - Técnico: Jorginho Amorim. BAHIA: Anderson; Nino Paraíba (Flávio), Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton (Edson - , Mena, Vinícius (Régis e Zé Rafael; Edigar Junio: Técnico: Enderson Moreira. OBS: Andrés Fios fo expulso de campo.

DOUGLAS FUZILANDO A CESTA


 Fuzileiro naval - servia no quartel central da Marinha, no Rio de Janeiro -, dentro das quadras de basquetebol ele era uma das feras da Colina. Batizado e registrado por José Douglas Alves de Lins, chegou a São Januário, em 1963, temporada em que o Vasco da Gama foi o campeão adulto masculino carioca, levando no currículo apenas dois anos de vivência na modalidade. Passara só pelo Renda Arp Clube, de Friburgo, e pelo Florença, do Rio de Janeiro.
 Nascido no bairro de Botafogo, em 25 de novembro de 1942, Douglas dizia ter atingido um bom nível técnico graças aos aprendizados com o treinador vascaíno Zé Carlos. “Ele me ensinou tudo”, afirmou à “Revista do Esporte”,  avisando que a “Turma da Colina” tinha time para ser campeão carioca-1964, o que não rolou, ficando vice. Mas levou o caneco de 1965, mais charmoso, por ser o do IV Centenário do Rio de Janeiro.
Douglas gostava de ser pivô, sobretudo, devido a sua altura de 1m87cm, que lhe permitia brigar bem pelos rebotes. “Altura pode não ganhar jogo, mas ajuda muito”, afirmou à mesma publicação. Ele via os atletas do basquete carioca batendo muito a bola no chão, preferindo que a pelota rolasse de mão em mão, como faziam os paulistas e o que garantia ser mais objetivo.       


domingo, 15 de julho de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - KOLINDA, UMA PRESIDENTE BOLEIRA

Ela comprou passagem aérea com dinheiro do seu bolso, viajou em classe econômica e foi para a arquibancada nos jogos seleção croata. Seu nome: Kolinda Grabar-Kitarovic, a primeira mulher presidente da república na Croácia.
Foto reproduzida de www.esporte.uol.com.br - agradecimento
Eleita em janeiro de 2015, Kolinda, com "50tão" de idade, está na Rússia vibrando como uma das torcedoras mais entusiasmadas com a sua rapaziada. Mas não é de hoje que o futebol a empolga. Quando era garota já gostava de rolar a bola.
Por gostar tanto de futebol, seis meses após estar presidindo a Croácia ela foi ao Vaticano e presenteou o Papa Francisco - um outro fã do futebol e até associado do seu clube, o argentino San Lorenzo - e o presenteou com a jaqueta 9 que pertenceu Davor Suker, um dos maiores ídolos do futebol croata.
 

Kolinda foi torcer no meio da galera, como mostra esta foto, também, da Uol.
Quando está nos estádios das Rússia, Kolinda usa a camisas da sua seleção. E já foi até o vestiário, depois das vitória sobre a Rússia (nos pênaltis), cumprimentar e comemorar com a moçada, principalmente com o capitão Modric.
 "Assistirei a decisão (Croácia x França, hoje, em Moscou) não como uma política, mas como torcedora apaixonada por futebol e alguém que já jogou futebol", disse ela, que só não foi às semifinais devido compromissos como chefe de estado, uma reunião de cúpula da Otan- Organização do Tratado do Atlântico Norte.
No mesmo 2014, durante a sua campanha eleitoral, Kolinda participou da abertura de um torneio em homenagem a Blago Zadro - figura importante para a independência croata -, tendo passado vários minutos batendo bola no gramado. Chutou, lançou e fez o pontapé inicial da competição.


Kolinda ainda bate uma bolinha - foto divulgação
Katarina Kitarovic, de 17 anos, é filha da presidente Kolinda e uma das principais promessas da patinação artística do país. Além disso, a chefe de Estado também acompanha o handebol e o basquete locais com afinco. Ela incentiva os esportes locais e tem reuniões frequentes com Vytenis Andriukitis, comissário europeu para saúde e segurança alimentar.  
 Kolinda é a quarta presidente da Croácia e teve carreira diplomática antes, tendo sido, por três anos, embaixadora do país nos Estados Unidos entre 2008 e 2011. Ela pertence à União Democrática Croata (HDZ, na sigla do país), que é um partido de linha nacionalista e anticomunista, mas é considerada uma moderada.

MUNDO DA COPA - PALAVRA DE CAMPEÕES

Zito ...
 Dez campeões mundiais de 1958 - De Sordi, Djalma Santos, Bellini, Zito, Dino Sani, Moacir, Mazzola, Pelé, Zagallo e Pepe –  estiveram em Brasília, em 2008, recebendo homenagens do governo do Distrito Federal.  
Eles jogaram em um tempo em que não exista bolas e chuteiras tão leves, quando era difícil obter informações sobre os adversários. Esta é a reprodução de uma uma entrevista que fiz com eles para o "Jornal de Brasília".
P  - Como foi a expectativa de estrear na Copa de 58?
Zito  - O momento de entrar em campo é mais especial. No aquecimento, já se sente o clima do jogo, que se torna mais temeroso à medida em que este é mais importante, exige mais esforço. Entrei no time com tranqüilidade total, com muita vontade e sorte, porque, junto comigo,  entraram o Pelé e o Garrincha. Foi em um bom momento, quando o time ficou encorpado e tudo tornou-se mais macio.
 Dino Sani - Havia a preocupação, a tensão da espera, mas, depois que a bola rola, tudo acaba, você já está no clima. Havia, também, a preocupação de saber como jogava o adversário (Áustria), pois não conhecíamos ninguém, o que só ocorria na hora do jogo. Eles tinham uma boa equipe, nos surpreenderam, com um passeio danado, nos primeiros 20 minutos. Mas, depois, apertamos mais a marcação, tomamos conta da partida, fizemos três gols e liquidamos tudo.
 Mazolla - Quando se é jovem, se é muito mais audacioso, não se tem medo do perigo, faz-se tudo com uma certa naturalidade. Não fiquei ansioso para começar logo o jogo. Atuei com muita tranqüilidade.
 De Sordi - Emoções sempre mexem com a gente, mas o nosso time era muito tranqüilo e assim sempre entrou em campo, sabendo o que iria fazer.

 P - A  adrenalina subiu, até tocar o pé na primeira bola?
  Zito  - Você nem pensa nisso. Começa a se aquecer e a jogar, querendo ganhar. Por sorte, na minha estréia ? 2 x 0 sobre a Rússia, em 15.06, no estádio Nya Ullevi, em Gotemburgo, o Pelé e o Garrincha fizeram chover, principalmente o Mané, que não era muito conhecido fora do país, e nem o Pelé, mas deixava a torcida vibrando
... Djalma Santos...
  Dino Sani -  O pessoal era muito voltado para a competição, querendo fazer as coisas certas, para sermos campeão, como saímos. Era uma turma de jogadores sérios, com alguns garotos, como o Pelé, o Altafini (Mazola). Eles brincavam muito, mas a gente os controlava.

 P - A Áustria dominou mesmo o Brasil nos primeiros 20 minutos da estréia?
 Mazolla - Estávamos em uma chave muito difícil, pois a Áustria, a Rússia e a Inglaterra eram os melhores times do mundo. Eles (os austríacos) tinham grandes jogadores, mas, momentos de sufocos, sempre há nos jogos.

 P - Qual foi o momento mais difícil daquela Copa?
  Moacir - O jogo contra a França, um bom time. Não víamos ninguém, na Suécia, com a sua potência. Para mim, se vencêssemos os franceses seríamos os campeões mundiais.
  Zito - Foi o jogo mais difícil e, também, a minha melhor partida pela seleção. Os franceses tinham o melhor ataque da Copa, até então, e o começo foi muito duro. Tivemos muita sorte, porque eles ficaram sem o zagueiro Jonquet, sobrando mais campo para o Brasil jogar (na época, não havia substituições). Mesmo assim, eles apertavam bastante.
 Mazolla - Eu considero o jogo contra o País de Gales, porque eles atuaram muito retrancados. Foi difícil sair um gol, penetrar na defesa deles.
  De Sordi -  O País de Gales jogou muito fechado. No gol do Pelé, ele deu um chutão e a bola resvalou no pé de um beque deles. Se não batesse em ninguém, não faria o gol. Para mim, o jogo mais difícil foi contra a Inglaterra. As duas defesas e os dois goleiros jogaram muito, se desdobraram. Foi a minha melhor partida pela seleção.
  Orlando - Não dá para apontar um, todos foram difíceis.
  Zagallo - Com gols, 1 x 0 sobre o País de Gales. Mas dominamos todo o jogo. Em outro plano,  0 x 0 com a Inglaterra, que era uma das forças da nossa chave.
 Dino Sani - Contra os ingleses, foi tudo estudado dentro do campo, pois ninguém conhecia ninguém. O empate foi um resultado muito bom, mas tivemos chances de gol.

 P - O cérebro eletrônico dos russos, preocupava?
 Zito -  Eles estavam entre os favoritos, bem preparados, com uma força diferenciada, sabíamos daquilo. Mas nós não temíamos time nenhum. Só a França nos exigiu um pouco mais de respeito, sem ser um temor.
  Dino Sani - Não tememos time nenhum. O Brasil estava com uma equipe fabulosa e, dificilmente, perderia aquela Copa. Saímos bem daqui, ganhando de todos os adversários. E aplicávamos goleadas. Cada jogo que passava nos dava muito mais confiança. Tínhamos 22 excelente jogadores. Quem ficasse fora de um jogo, perderia o lugar.
 Orlando - A gente dizia, vamos jogar, entrar pra vencer. Entramos em campo pensando assim, todas as vezes.
 Mas conta-se que havia muita curiosidade sobre o tal do cérebro eletrônico soviético...
...Mazzola...
 Zito - Lenda! O que me lembro bem dos russos foi que estávamos concentrados em uma cidadezinha rural, vizinhos deles que, as vezes,  ficavam vendo, à distância, a gente brincar com a bola. Até gostaram e aprenderam a fazer rodinhas de bolo. Mas nunca houve contatos diretos nessas ocasiões.

P - Os franceses dizem que, se não tivessem perdido o Jonquet, a história seria outra...
 Zito - Acho que o Brasil ganharia do mesmo jeito. Seria mais difícil, pois, com 11, eles nos exigiam muito. Esfriaram, um pouco, com a perda do Jonquet (fratura de fíbula, numa dividida com Vavá), mas, àquela altura da Copa, o time brasileiro era difícil de segurar. Quanto ao lance da contusão, foi casual, nada de proposital, sem querer mesmo. Não tínhamos nenhum jogador desonesto.

 P - O clima antes da final, contra a Suécia, foi apreensivo ou descontraído?
 Zito - Havia muita ansiedade, porque, se ganhássemos o jogo, seríamos campeões do mundo, algo que o Brasil  jamais conseguira. Queríamos que o tempo passasse o mais depressa possível, pois sabíamos da nossa força. Não havíamos visto o time sueco jogar, mas tínhamos informações.
  Orlando - Não víamos ninguém contra a seleção brasileira. Os suecos aplaudiam igual quem fizesse um gol. Isso nos dava emoção.
 De Sordi - Eu andava bastante triste, pois vinha sendo o titular (da lateral-direita) e não jogaria a partida final, a da consagração, porque não estava bem, fisicamente, com uma distensão muscular. Fiz tratamento, mas não resolveu, não adiantava entrar em campo. Eu vinha treinando, levemente, sem poder fazer força, para não sentir dor. Mas dei a volta olímpica, devagar, fui junto, com o pessoal. Acontece com quem joga futebol.
 Dino Sani - É a pior coisa que existe, você não jogar, ou não estar pronto para, de repente, entrar na equipe.
P -Ter levado o primeiro gol da final, arrepiou vocês?
 Zito - Nem um pouquinho. Nós tínhamos muita confiança, como mostra aquele filme em que o Didi pega a bola no fundo do gol e sai caminhando, devagarinho, como se dissesse, ?calma, que não tem nada perdido?. Dali pra frente...
 Zagallo - Pouca gente sabe, é pouco publicado. Quando estava 1 x 0 para a Suécia, o ponta-esquerda sueco, o Skoglund, fez um cruzamento para o gol, e eu tirei a bola (que ia entrando), de cabeça. Dali pra frente, o Brasil empatou e ganhou o jogo, com facilidade.
 No filme daquela final, você aparece correndo para falar com o Didi, que caminhava com a bola nas mãos, após o primeiro gol  sueco. O que você falou com ele?
 Zagallo - O Didi, que era  mais experiente e mais velho do que eu, estava tão tranqüilo, caminhava tão lentamente, que corri para cobrar-lhe, dizendo: Ô Didi, foi eles quem fizeram o gol.  Nós estamos perdendo o jogo. Ele respondeu: ?Calma, rapaz! Vamos com calma, que ganharemos este jogo!? Demos a saída e você sabem o que aconteceu (a virada do placar).

P - Como era a liderança naquela seleção?
 Dino Sani - Mais dentro de campo. Cada um tem um tipo de liderança. O Zito, por exemplo, jogava gritando, falando com o pessoal. Quando se faz a sua jogada, se atua para a equipe, também se exerce o papel de líder.
  Zito - Eu era uma liderança tranqüila. O capitão era o Bellini, mas todos falavam muito, e o Didi muito mais. Ele era quem acalmava o time.
...Dino Sani...

 P - Quando você, Dino, foi comunicado que seria substituído pelo Zito, qual foi a sua reação?
  Dino Sani - Não teve comunicado, pois sofri uma distensão muscular, num treino, na véspera do jogo contra a Rússia. Não deu, depois, nem  para dar a volta olímpica, pois, quando um músculo rasga, é uma dor danada. A Copa, para mim, ficou sendo concentração e compressas de água quente. Foram uns 60 dias de tratamento.
  E você, Mazolla,  ficou aborrecido quando foi barrado, para a entrada do Vavá?
 Absolutamente, não. Foi uma escolha muito certa do técnico Vicente Feola, pois o Vavá era muito mais adaptado àquele tipo de jogo (que a Copa exigia).
 E o Garrincha, era maluco, mesmo?
 Zito - Maluco, nada. E nem precisava falar com ele, que tinha uma forma de jogar só dele. Ninguém fazia como ele. Era só tocar a bola pra ele e deixá-lo fluir.
  De Sordi - Era um palhaço, não deixava ninguém quieto, mexia com todo mundo. Era uma alegria constante. Se encontrasse alguém parado, ele parava na frente e dizia: ?. Vam`bora, pode parar! Vam´bora, tá livre. Pára!?  Enchia os saco. Enfim, era uma brincadeira dele.
 Dino Sani - Ele era um moleque. Vinha por trás da gente e dava um toque naquele nervinho do cotovelo, provocando um choque chato. Batia, saía correndo e nos deixava loucos. E eu nunca fui de brincar. Já estava com 26 anos, era mais sério do que hoje.

P - Os filmes da Copa de 58 mostram vocês jogando muito livres de marcação...
 Zagallo - Havia espaço (para se jogar), sem dúvida. Mas, sempre digo que, naquele tempo, a técnica sobrepujava a força. Hoje, a preparação física sobrepuja a técnica. Havia grandes jogadores, grandes clássicos, tempo para se raciocinar. Agora, é uma correria, pensa-se, primeiro, em não deixar o adversário jogar.
 Mazzola - Hoje, o atleta tem uma tarefa a cumprir. Em 58, ocupávamos a nossa posição, limitados, mas tínhamos autorização para criar. Isso é uma das razões pelas quais quase não há mais poesia no futebol. Quem cria, agora, é criticado. Mas acho que eu conseguiria ser centroavante, hoje.  É uma questão só de treinamento.
  P -Parece, também, que havia muita liberdade para se tabelar, como no gol de Nilton Santos, contra a Áustria...
  Mazzola - A jogada era aquela.  Ele me passou a bola, e eu a devolvi, um pouco tarde, porque havia um marcador à frente. Ele me gritou, pedindo o passe, e só o fiz quando tive a liberdade de lançá-lo. Então, ele fez o gol. Aquele jogo, quando fiz dois gols, foi o meu melhor momento na Copa.

 P - O filme daqueles gols ainda passam na sua memória?
 Mazolla - No primeiro, o Zagallo cruzou, da esquerda, eu matei a bola no peito e bati, de fora da área, com um chute violento. No segundo, fui lançado, pelo Didi, e chutei no canto, também de fora da área.

 P - Se o Pele não tivesse o Zito lá atrás...
 Zito - O Pelé foi o maior jogador de todos os mundos. Dava uma tranquilidade imensa a quem ficava atrás. Tive essa sorte em um grande elenco, com todos muitos bons, mas o Pelé superava nós todos. No Santos, ele chegou garoto, quando eu já era muito exigente, xingava demais. Acho que coloquei uma linha de conduta para ele, dentro de campo, e creio que aprendeu muito com isso. O Pelé me respeitava bastante, mas eu não o ofendia. Só lhe exigia, como um chefão.
 De Sordi - Foi uma sensação muito boa ver (brilhar) aquele garoto simples que estava começando. Ali, ele (Pelé) se empolgou. Ganhando a Copa, ajudou na valorização do jogador brasileiro, o que não existia.
... e Orlando vieram a Brasilia, comemorar
os "50tão" do título na Suécia 
 P - Verdade, ou lenda, que o Paulo Machado de Carvalho (chefe da delegação), anunciou que o Brasil faria a final com a camisa azul, porque era a cor do manto de Nossa Senhora?
Dino Sani - Eu não estava presente. Como não havia substituições, os 11 que não jogariam iam para a arquibancada.  Me lembro que a camisas ficavam sobre uma mesa e cada um pegava a sua. A minha foi a de número 5, o quinto inscrito, por ordem alfabética.  O Pelé foi o 10, porque era o décimo da lista, que, foi feita, acho, em São Paulo, quando ele era titular. O Garrincha, por exemplo, jogou com a 11 (porque era Manoel). Se o meu nome começasse com a letra A, eu teria sido o numero 1.

 P - Com o azul, ou a canarinho, o caneco veio...
De Sordi - Foi a maior emoção que tivemos, todo mundo chorando. Afinal, o Brasil ganhara a Copa do Mundo, fora do País, na Europa. Aquilo nos valorizava muito. Na volta pra casa, dentro do avião tomamos uns uísques, servidos pela direção (da CBD). Foi uma brincadeira só. Muita alegria.
 Dino Sani - Todos alegres, um brincando com o outro, mas nada que extrapolasse do nosso normal. Quando fomos obrigados a descer em Recife, diante da multidão, sentimos que éramos campeões do mundo, de fato. No Rio de Janeiro, vendo tanta gente no aeroporto, pelas ruas, conversamos entre nós e achamos que o povo brasileiro era mais campeão do que nós. Foi assim, exatamente, que percebemos o que éramos. Na Suécia, uma cultura muito diferente, não houve aquela alegria. No Rio, num carnaval danado, o título da Copa tocou fundo em nossas almas.
 Zito - O nosso foco era a Copa, algo tão gigantesco, que nos fez esquecer do resto. Tem-se que estar bem preparado para aquilo, e nós estávamos

  P - O que mudou mais,  no futebol, de 1958 para cá?
 Orlando - Hoje, eles ganham muito e não jogam nada. No meu tempo, não ganhamos nada e jogamos muito.
  Mazzola - A estrutura técnica. As chuteiras e bolas são mais leves, os gramados espetaculares, a medicina, os tipos de treinamentos e a alimentação nem se fala. Na Copa de 58, comíamos arroz e filé, que não era o alimento justo para o dia do jogo.  Inclusive, quem preparava o arroz era o Mário América, o massagista, e o Assis, o roupeiro, que faziam um bolo de arroz, nem um pouco solto.
  Moacir -  Hoje, todos estão bem preparados fisicamente, correm muito, mas perderam um pouco da técnica, o que  mais tínhamos.  Mas a seleção brasileira de 1958 enfrentaria qualquer time de hoje. Foi a melhor (seleção) que vi jogar.

 P - Quem era você, naquele futebol?
 Moacir - Um jogador mais de cabeça, de raciocínio, de ajudar os companheiros, que se sentia responsável por todos os problemas do time dentro de campo.
De Sordi,Dino, Bellini, Nílton Santos, Orlando, Gilmar (em pé, da esquerda para a direita), Joel, Didi, Mazzola, Dida e Zagallo (agachdos na mesma ordem), em foto reproduzida de "Manchete Esportiva" da Copa do Mundo-1958

 P - A "formiguinha" pode ser considerada um revolução  tática daquela Copa?
Zagallo - Tive a felicidade de fazer o vai-e-vem, pela ponta?esquerda,  uma mudança tática muito grande da seleção brasileira, pois, até então, usávamos o 4-2-4, que deixava o time muito aberto. O Feola  tinha o Pepe, que era mais ofensivo, mas preferiu variar para o 4-3-3, e fizemos uma Copa brilhante.
 P - E quem é o pai da "formiguinha", você ou o Feola?
Zagallo - Eu era driblador nato, no Flamengo, e, sempre que driblava, o Fleitas Soliche (treinador) apitava falta contra mim. Temendo perder a posição, passei a soltar mais a bola. Já que eu tinha uma condição física muito boa, passei a fazer a dupla função (de atacar e defender). Num dia de clássico contra o Botafogo, o Paulo Amaral (preparador físico da seleção de 58), me avisou que eu seria observado pela comissão técnica da seleção. Estive bem e fui convocado. O restante da história.

O RETRATO DO BRASIL NA COPA


  A 21º Copa do Mundo da Rússia termina, hoje, com França x Croácia fazendo a final, a partir do meio-dia. A Seleção Brasileira repetiu 2006 e 2010, caindo nas quartas-de-final. Este foi o retrato das sua participação em mais um Mundial de futebol:

17.06.2018 - BRASIL 1 x 1 SUÍÇA. Local: Arena Rostov. Juiz: César Arturo Ramos-MEX. Público pagante: 43.472.  Gols: Gols: Philippe Coutinho, aos 19 min do 1º tempo e, Zuber, aos 5 da 2ª etapa. BRASIL: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Cooutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus (Firmino). Técnico: Tite. SUÍÇA: Sommer; Lichtsteiner (Lang), Schär, Akanji e Rodriguez; Behrami (Zakaria), Xhaka (Embolo), Dzemaili, Shaqiri e Zuber; Seferovic. Técnico : Vladimir Petkovic.

21.06.2018 - BRASIL 2 x 0 COSTA RICA. Estádio: Krestovsky, em São Petesburgo. Púbico pagante: 64.468. Juiz: Gols: Philippe Coutinho, aos 45,, e Neymar, aos 51 do 2º tempo. Juiz:  Bjorn Kuipers-HOL. Público pagante: 64.468. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho (Roberto Firmino) e Philippe Coutinho; Willian (Douglas Costa), Gabriel Jesus (Fernandinho) e Neymar. Técnico: Tite. COSTA RICA: Keylor Navas; Gamboa (Calvo), Giancarlo González, Óscar Duarte, Acosta e Oviedo; Guzman (Tejeda), Celso Borges, Venegas e Brian Ruiz; Ureña (Bolaños). Técnico: Óscar Ramírez.
Cria do Vasco da Gama, marcou dois gols
e foi eleito o melhor de duas partidas

27.06.2018 - BRASIL 2 X 0 SÉRVIA. Local: Arena Spartak Moscou. Juiz: Alireza Faghani-IRÃ. Público pagante: 44.190. Gols:  Paulinho, aos 35 min do 1º tempo, e Thiago Silva, aos 22 fase final. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro; Willian, Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus Técnico: TiteSÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Vilejkovic e Kolarov; Matic, Tadic, Milinkovic-Savic e Ljajic (Zivkovic); Kostic (Radonjic) e Mitrovic (Jovic).Técnico: Mladen Krstajic 

02.07.2018 - BRASIL 2 x 0 MÉXICO. Local: Arena Samara. Juiz: Gianluca Rocchi-ITA.. Público pagante: 41. 970. Gols: Neymar, aos 5, e Firmino, aos 42 min do 2º tempo. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Casemiro; Willian (Marquinhos), Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Firmino) e Neymar; Gabriel Jesus.Técnico: Tite. MÉXICO: Ochoa; Alvarez (Jonathan dos Santos), Ayala, Salcedo e Gallardo; Rafael Marquez (Layun), Herrera e Guardado; Vela, Chicharito Hernandez (Gimenez) e Lozano. Técnico: Juan Carlos Osorio.

27.06.2018 - BRASIL 2 X 0 SÉRVIA. Local: Arena Spartak Moscou. Juiz: Alireza Faghani-IRÃ. Público pagante: 44.190. Gols:  Paulinho, aos 35 min do 1º tempo, e Thiago Silva, aos 22 fase final. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro; Willian, Paulinho (Fernandinho), Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus Técnico: Tite. SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Vilejkovic e Kolarov; Matic, Tadic, Milinkovic-Savic e Ljajic (Zivkovic); Kostic (Radonjic) e Mitrovic (Jovic).Técnico: Mladen Krstajic 

06.07.2018 - BRASIL 1 X 2 BÉLGICA. Local: Arena Kazan.  Juiz: Milorad Mazic-SER. Público pagante: 42.873. Gols: BRASIL: Renato Augusto, aos 30 minutos do segundo tempo;  Fernandinho (contra), aos 12; De Bruyne, aos 30 min do 1º tempo, e Renato Augusto, aos 30 da segunda etapa. BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto), Willian (Roberto Firmino), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Douglas Costa)
Técnico: Tite. BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Fellaini, Witsel, Meunier e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Tielemans) e Hazard.

sábado, 14 de julho de 2018

AS BELAS DAS COPA - BEIJOQUEIRINHA

Valeu! Beijinho muito bem recebido pela galera. Os "kikenautas" agradecem. A beijoqueira está na passarela das belezas copeiras vista em www.gazetaesportiva.com.br - site paulistano que vem disputando com "extra.globo.com" e "chato.blog.br" o campeonato do desfile das mais lindas gastaças que foram embelezar os estádios da Rússia nessa Copa doMundo-2018. Aliás, de que planeta é esta  deusa?
Thanks! Kiss very well received by the galley. The "kikenautas" thank you. The beijoqueira is on the catwalk of the beauties cops, seen in www.gazetaesportiva.com.br a site in São Paulo that has been competing with "extra.globo.com" and "chato.blog.br" the championship of the parade of the most beautiful spends that were to beautify the stadiums of Russia in this World Cup 2018. By the way, what planet is this goddess of?

                                           BELEZA EM FLASHBACK


Pode ter time que esconda o jogo, mas tem torcedora que é totalmente contra a tática do esconde-esconde. Prefere a sua seleção com esquema bem explicito -  Fotos do Mundial-2014, no Brasil, reproduzidas do site  www.belastorcedorasdacopadomundo. Agradecimento

O VENENO DO ESCORPIÃO - O PAÍS DO GAGUINHO: SUSUSUSUSUSUREALISTA

1 - O deputado federal André Vargas-PT-PR apresentou, em 2009, o projeto de lei 6.167/09, concedendo ao trecho da BR-277, entre  as paranaenses Paranaguá e Curitiba, o nome de de Rodovia Cecílio do Rego Almeida.A homenagem foi aprovada, com parecer favorável, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, por um deputado também petista, José Mentor. Para quem não conhece o homenageado: ele viveu até os 78  e levou para o outro mundo o título o “maior grileiro do mundo”. Juntando as fazendas que grilou, tinha mais terra do que o estado da Paraíba, isto é, 6 milhões de hectares. Denunciado à justiça federal do Pará, o processo contra as suas grilagens juntou 1.500 páginas, num total de seis volumes.

Reprodução de comercial da época
2 - Em novembro de 2011, o governo brasileiro criou a Comissão da Verdade, para investigar graves violações de direitos humanos, entre 18 de setembro de 1946, quando o país era presidido pelo militar Eurico Dutra, e 5 de outubro de 1988, quando já estava comandado pelo civil José Sarney - com mais de médio-século de atraso.
3 - A Comissão da Verdade não apurou verdade nenhuma, entre elas, se os generais que presidiram o Brasil, de 1964 a 1985, mandavam eliminar os opositores, segundo informou, neste 2018, a agência de espionagem dos Estados Unidos, a CIA. Se foi verdade, os “matadores” nem tinham como serem punidos, pois saíram de cena protegidos por uma lei de anistia aprovada pelo Congresso Nacional -  n° 6.683, de 28.08.1979.
4 - A divulgação das matanças não comoveu a população brasileira de 2018, pois a geração atual malmente sabe que houve o golpe militar de 1964. Por exemplo, quem tinha 18 de idade quando o presidente João Goulart foi derrubado, está, agora, com 72, quase ou já gagá. Mais: 60% dos atuais “brasucas” contam com “40tão” nos costados, o que significa que só faziam soltar pipas, jogar bolas de gude, rolar por ladeiras com carrinhos de rolimã, brincar com bonecas, tais coisas, quando rolava o temível Ato Institucional-5, o símbolo do regime -  foi revogado, em 2008, restabelecendo vários direitos públicos e privados. Quanto aos militares de hoje, também, não eram nascidos, ou eram crianças quando rolava a Ditadura dos generais.
5 - Como voltar aos abusos dos governos contra opositores, entre l946 a 1988, não comoveu ninguém, ganha sentido a frase do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan (foto abaixo), segundo o qual “o Brasil é um país tão surrealista que, nele, não se pode prever nem o passado”. Confere?    
Reprodução de
 www.fazenda.gov.br
6 -  Preso, em abril deste 2018, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ganhou, na Superintendência de Polícia Federal, em Curitiba-PR, sala de 15 metros quadrados, cama, mesa, televisão de plasma, chuveiro com água quente e esteira ergométrica para exercita-se. Em junho, o seu PT- Partido dos Trabalhadores pediu usar o cárcere como estúdio, a fim de Lula gravar programas eleitorais, e um frigobar – na maioria das prisões brasileiras, os “hóspedes” se amontoam.     
7 – “Quando eu tinha 17, 18 de idade, fui a um comício, no Rio de Janeiro, usando boné e camiseta com o seu nome. A sua história é relevante para todos nós, inclusive para mim”. Palavras do juiz federal Marcelo Bretas, ao colher o primeiro depoimento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, no dia 7 de abril deste 2018, segundo publicação da revista “Veja”, edição 2586, n 24, de 13.06.2018, à página 36.