Vasco

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terça-feira, 31 de julho de 2018

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1997

Edmundo e Evair, figuras que se destacaram durante a campanha do título brasileiro de 1997, em foto que o site oficial do Vasco (www.crvascodagama.coma.br)  lembrou durante as comemorações pelos 15 temporadas da conquista do nosso terceiro caneco brasileiro.
Naquele Brasileirão, aa "Turma da Colina" enfrentou o Palmeiras, por três vezes. Mandou 2 x 1 e empatou as duas finais, por 0 x 0, quando tínha 13 pontos a mais. Mesmo assim, por causa do regulamento, teve que lutar mais pelo caneco". Coisas que só acontecem no futebol brasileiro!

Edmundo and Evair, figures that stood out during the campaign of the Brazilian title in 1997 in photo reproduced the official site Vasco (www.crvascodagama.coma.br) remembering the 15 years of the conquest of the third brazilian cup. That Brasileirão, the "Group of the Hill" faced Palmeiras, three times. Won by 2 x 1, and tied the final two, with 0 x 0, was 13 points higher. Still, because of the regulation, it had to fight more for the pitcher. Things that only happen in Brazilian football.

VASCO DAS PÁGINAS - ROTA 65

O time vascaíno, que conquistara o I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, vencendo (3 x 2) a seleção da Alemanha Oriental e goleado (4 x 1) o seu maior rival, o Flamengo, além de ter carregado, para São para São Januário, a I Taça Guanabara, colocou o botafoguense Mané Garrincha na roda. Só que, depois daquilo, passou a escorregar. A torcida esperava vê-lo lutar, como um dos favoritos ao título do Campeonato Carioca, da temporada de tantas festas na Cidade Maravilhosa. Mas a rapaziada pareceu desaprender tudo. O que rolou?
Com a manchete "Taça Guanabara fez mal ao Vasco", a “Revista do Esporte”, única publicação esportiva nacional que chegava a todos os cantos do país, afirmava que das razões dos tropeços teria sido a confiança excessiva do clube, que achou estar tudo estava bem e não se reforçou mais. Assim, logo saiu da luta pelo caneco estadual, como você confere abaixo:
12. 09 - Vasco 1 x 2 Bangu; 19.09- Vasco 1-1 Fluminense; 02.10 –Vasco 2 x 0 Portuguesa-RJ; 09.10 - Vasco 1 x 2 Flamengo; 17.10 - Vasco 2 x1 Botafogo; 24.10 – Vasco 0 x 2 Bonsucesso; Vasco 4 x 1 América; 07.11 - Vasco 1 x2 Fluminense; 14.11 -Vasco 3 x-1 Portuguesa; 20.11 - Vasco 1 x 0 Bangu; 28.11 – Vasco 0 x 1 Flamengo; 04.12 - Vasco 1 x 2 Botafogo; 12.12 - Vasco 5 x 1 Bonsucesso; 15.12 - Vasco 1 x 2 América.
Sem vencer a dupla Fla-Flu, nos dois turnos, a irregularidade da rapaziada levou a equipe a uma situação incomum: de quem ganhou no turno, perdeu ano returno, e vice-versa. Nesse batidão, terminou em quinto lugar, somando sete vitórias, um empate e seis derrotas. Marcou 24 e sofreu 17 tentos. Totalizou 15 pontos, ficando a sete do Fla; a cinco do Bangu e a dois de Fluminense e Botafogo. À frente só do Bonsucesso (9), do América (7) e da Portuguesa (5). Quando nada, teve o terceiro artilheiro da temporada, Célio Taveira Filho, com sete tentos (igualado a Sabará, do “Bonsuça”), distante dois de Silva (Fla) e de Paulo Borges (Bangu), e três de Amoroso (Flu).

Mas a queda vascaína já vinha desde o Torneio Início, disputado em 7 de setembro, no Maracanã. Venceu a Portuguesa, por 3 x 1, nos pênaltis, com Saulzinho de batedor, após 0 x 0 no tempo regulamentar. A seguir, fez 1 x 0 no São Cristóvão, mas, na hora de passar pelo Flamengo, para decidir o caneco, caiu, por 0 x 1 – o Fla perdeu a final, para ao Flu.
Gainete, Joel, Brito, Maranhão, Fontana, Oldair (em pé), Luisinho, Lorico, Célio, Mário e Zezinho, formação da Taça GB

segunda-feira, 30 de julho de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CUCADA

1  - Fazer gol com uma tremenda cabeçada tem algum segredo? Segundo Roberto Dinamite, isso depende de alguns fatores, como a colocação do cabeceador dentro da área; da sua impulsão; da chegada da bola (com ou sem efeito); se há combate de marcadores (em cima ou à distância), coisas assim. Para o maior “matador” da história cruzmaltina – 702 gols em 1.110 jogos –, a melhor fórmula para tentar o gol em jogada aérea é cabecear com os olhos abertos, de preferência tentando mandar a pelota para o chão, o que, garante, dificulta a defesa do goleiro. Na opinião de Carlos Roberto de Oliveira, se o cara cabecear direto para o gol, pode permitir uma grande defesa do arqueiro, como uma chamada “ponte cinematográfica”, desde que o camisa 1 tenha bastante reflexos. Assim, ele recomenda o cabeceio para o chão, lembrando que a pelota ganha mais impulso e, ao quicar no gramado, sempre vence o goleirão, por ganhar um efeito melhor.

2 - O uruguaio Peñarol é um tradicional freguês continental da “Turma da Colina”. Confira, a estatística: 04.02.1947- Copa Atlântico – Vasco 0 x 0 Peñarol; 08.04.1951 - amistoso - Vasco 3 x 0; 22.04.1951 – amistoso – Vasco 2 x 0; 16.01.1958 - amistoso – Vasco 3 x 1; 09.04.1963 -Torneio de Santiago do Chile – Vasco 3 x 2; 04.03.1967 - amistoso–Vasco 2 x 1; 03.09.1967 -Troféu Ramón de Carranza – Vasco 1 x 3; 20.02. 1982-Torneio de Verão do Uruguai – Vasco 1 x 0; 15.02.1983 - Torneio Bicentenário. Simon Bolívar – Vasco 1 x 2; 20.06.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 3 x 1; 11.07.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 1 x 1 Peñarol; 29.07.1999-Copa Mercosul - Vasco1 x 2; 31.08.1999 - Copa Mercosul - Vasco1 x 1 Peñarol; 01.08. 2000 - Copa Mercosul – Vasco 3 x 4; 07.09. 2000 - Copa Mercosul - Vasco1 x 1 Peñarol; 05.04.2001 - Taça Libertadores – Vasco 2 x 1; 02.05.2001 - Taça Libertadores – Vasco 3 x 1.

3 - Gols de Roberto Dinamite: Fluminense 43; América 30; Botafogo 28; Americano 27; Bangu 27; Flamengo 27; Goytacaz 22; Portuguesa 22; Bonsucesso 19; Campo Grande 18; Olaria 14; São Cristóvão 14; Madureira 12; Internacional 11; Corinthians 10; Volta Redonda 10; Operário 8; Vitória 8; Santos 7; Grêmio 7 e Goiânia 7.

4 - A maior goleada vascaína sobre o rubro-negro baiano, o Vitória, foi por 5 x 0, pelo Campeonato Brasileiro de 1980, na Fonte Nova. Roberto Dinamite é o maior “matador” desses “conflitos”, com 10 balas na agulha. Da vez em que a galera menos ligou para o duelo, em 16 de agosto de 2003, valia pelo segundo turno do Brasileirão de 2003, quando só 657 pagantes compareceram às bilheterias de São Januário. A maior sequência invicta do Vasco sobre o Vitória teve sete jogos e rolou de 02.07.1973 a 
13.12.75, com dois triunfos e cinco empates

5 - Os 13 primeiros jogos do confronto Vasco x Vitória foram em Salvador-BA, mas a pugna já foi exportada para outras quatro praças: Rio de Janeiro, Ipiaú, Feira de Santana e Camaçari. Cidade pouco conhecida do interior baiano, Ipiaú tem um estádio chamado Pedro Caetano e o jogo foi 0 x 0, em 07.12.1975. Em 13.12.1975, na Fonte Nova, em Salvador, Roberto Dinamite dinamitou três e o Vasco derrubou o Vitória, por 3 x 1, pela Taça Cidade do Salvador.

MUSA VASCAÍNA DO DIA - BELA ANÔNIMA

Reproduzido, conforme o escrito, em letras brancas dentro
da imagem, de www.camisas10.com.br  Agradecimento do "Kike", um blog não comercial, mas só de louvor a história cruzmaltina. Eque tira o chapéu para as mulheres belas, inteligentes e trabalhadoras como a modelo deste post, cujo nome não foi revelado pelo site que o postou in The Net.. Mas o que vale mesmo é mostrar a beleza vascaína. Confere?  
Reproduced, as written, in white letters inside
of the image, of www.camisas10.com.br Acknowledgment of the "Kike", a non commercial blog, but only of praise the history cruzmaltina. And that strips the hat to the beautiful, intelligent and hardworking women like the model of this post, whose name was not revealed by the website that posted it in The Net .. But what really is to show the Basque beauty. Does it?

domingo, 29 de julho de 2018

PAIXÃO DO DIA DA COLINA - FLORBELA

          Uma flor! É o que é toda torcedora cruzmaltina. Elas são perfumadas no corpo e na alma. Quando botões, avisam que não vão demorar a colorir o jardim de sua existência. E a galera colhe tudo o que é anunciado, deslumbrando-se com isso. E, é claro, com o trabalho do artista do www.paixãovascaão, site do qual o Kike reproduziu estas imagem para você ver, aplaudir e projetar um belo sabadão. De acordo?                       

     Flower! That's what all cruzmaltina fans are. They are perfumed in body and soul. When buttons, they warn that they will not delay the coloring of the garden of their existence. And the gang takes everything that is announced, dazzled by it. And, of course, also with the work of the artist of www.paixãovascao, website of which Kike reproduced this image for you to see, applaud and design a beautiful sabadão. According?

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - BELEZA 'BRASUCA', O SHOW NÃO PÁRA

                  ELAS ENCANTAM DESDE OS TEMPOS DA VOVÓ
   Saca só, cara! Você que curtiu, recentemente, as as belas da Copa do Mundo, baba com as morenas dengosas das praias da Bahia e se deslumbra cm as lobas carioca, pois fique sabendo que de há muito a mulher brasileira descortina charme. 
Voltando mais no túnel tempo, se você olhar nas telas daqueles grandes pintores dos séculos 13, 14, 15, achará as mulheres tão feias, que até pensará estar precisando trocar de óculos, caso os use. Mais pareciam terem saído de um curral de vacas atoladas.

 Malandros, os editores do suplemento da revista carioca “A Noite”, do mesmo grupo que editava a “Noite Ilustrada” , do empresário baiano Geraldo Rocha, já estampavam a beleza morena na capa. 
Ainda não havia fotos coloridas naquelas revistas, mas convenhamos que a sépia caía muito bem nas meninas, não é mesmo?  
 Principalmente nas morenas. Sépia nasceu para morenar mais as brasileiras. Confira e curta as belas feras da década de 1930 e 1940.

Check it out, man! Q You see wolves Cup; cats Lighthouse and dengosas moreníssimas in Ponta Negra, the delicious Christmas-RN (to name a few pieces), be aware that the passadão, Brazilian were already beautiful and tasty. 
Several decades before, they walked inspiring "The Frantic" to sing "Dangerous" that pop composed of Nélson Mota.
Going back over the tunnel time, if you look on the screens of those great painters of the ages 13, 14, 15, find women so ugly that even think be needing change glasses if the use.
 Most seemed to have come out of a corral of cows jammed. Tricksters, the supplement editors of Rio's magazine "The Night", the same group that edited the "Night Illustrated" the Bahian entrepreneur Geraldo Rocha, already stamped the brunette beauty on the cover.
 I had not yet colorful pictures in those magazines, but admit that the sepia fell very well in girls, is not it? Especially in brunettes. Sepia was born for more morenar Brazilian. Check out and enjoy the beautiful beasts of the 1930s and 1940s

                                                     

sábado, 28 de julho de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - ESPANHA

1 -Em 1978, pelo Mundial de Argentina, em 7 de junho, no estádio Municipal de Mar del Plata, não houve gols: 0 x 0. O representante cruzmaltino na partida foi o atacante Dirceu Guimarães. Jorge Mendonça, que fez parte da "Turma da Colina", mais tarde, também entrou no jogo. Em 1º de junho de 1986, no Jalisco, da mexicana em Guadalajara, pela Copa de 1986, Sócrates enfiou as cicuta goela a dentro da espanholada 1 x 0. E assim se conta a história de Brasil x Espanha, pelo caneco do mundo.
 
2 - Amistosamente, Brasil e Espanha se pegaram, pela primeira vez, em 8 de julho de 1981, na Fonte Nova, em Salvador, com Brasil 1 x 0. Em 12 de setembro de 1990, quando o ex-apoiador Paulo Roberto Falcão esteava como treinador e lançava uma seleção inexperiente, de jogadores novos, a “Fúria” mandou 3 x 0, no espanhol estádio El Molinón, em Gijon. Da "turma experimental", o zagueiro Paulão esteve por São Januário, em 1992. Por último, rolou Espanha 0 x 0 Brasil, amistosamente, em 13 de novembro de 1999, no também espanhol Balaídos, em Vigo. Nesta, Anderson, cria do Vasco e que defendia o francês Lyon,  nos segundo tempo, a Jardel, outra cria da Colina e que estava defendendo o português Porto.

3 - O Vasco  foi o primeiro e único não-europeu a vencer um campeão da antiga Copa dos Campeões da União Europeia de Futebol-UEFA, disputada entre 1953 a 1960. Em 1957, mandou 4 x 3 no então melhor time do mundo, o espanhol Real Madrid, na final do Torneio de Paris, que seria o Mundial de Clubes da época. Deixou os franceses encantados.  Nove anos antes, o Vasco havia se tornado o primeiro brasileiro a ganhar uma disputa no exterior, o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, disputado no Chile. Com isso, soma duas conquistas continentais, com a Taça Libertadores de 1998, no ano do centenário.

4 - O Vasco tem quatro títulos brasileiros –  1974/89/97/2000 – e 24 taças de campeão estadual. No Brasileirão, são do Vasco os três primeiros artilheiros: Roberto Dinamite, com 190 gols, Romário, com 154, e Edmundo, com 153.
5 - Pelo lado social, o Vasco enfrentou (e venceu) a discriminação racial e teve o primeiro presidente sem a pele branca do futebol brasileiro, o mulato Cândido José de Araújo. Por toda a sua grandeza, é dono da quarta maior torcida do país, com a sua marca valendo R$ 323,2 milhões (oitava de maior valor no futebol abrasileiro), mereceu, do governador Sérgio Cabral Filho, a criação do “Dia do Vasco da Gama”, que se comemora em 2 de julho, pela lei Nº 5.052.

O VENENO DO ESCORPIÃO - SUMÉRIOS SUMIRAM, MAS ESTÃO PRESENTES. TÁ!

Reprodução de www.pt.slideshare.net. Agradecimento
Agradeça aos seus pais, que lhe colocaram na escola, e aos seus primeiros professores, por terem lhe ensinado a dominar o mundo, lhe ensinando a ler e a escrever. 
No entanto, tire o chapéu, inicialmente,  para os sumérios, moçada que habitou uma planície bastante fértil, entre os rios Tigre e Eufrates, e protegida pela cordilheira de Zagros, o mar Mediterrâneo, o deserto do Sinai e o golfo Pérsico.   
 Este pedaço era chamado pelos gregos por Mesopotâmia e está, atualmente, dividido entre o Kuwait e o Iraque. Há duas mil e quinhentas viradas do calendário, um dos seus principais fatos foi a invasão persa.
  Bem antes de rolar o cristianismo,  uma galera desceu  do planalto do que é hoje o Iran, lá pelo século 55 AC, fixou-se pela Caldeia e chamou a planície de "Edin", que originou o hebraico "Éden", traduzido por "o paraíso no planeta".
 Deveria ser mesmo. Afinal, muito mais povos deram um chego no pedaço e cada um deles teve a sua fase de mando. A maior glória dessas ocupações, porém,  deve ser creditada aos sumérios, inventores da escrita cuneiforme, três mil anos antes de Cristo e que durou por duas mil temporadas.
 Os primeiros caracteres tinham a forma de cunha, eram gravados em tabuletas de argila e foram usados pelos sumo sacerdotes das cidades-estados para o controle de bens, as coisas litúrgicas e o comércio, segundo eles, em nome de deuses.    
Reprodução de www..detrasdelosmitos.blogspot. com - Agradecimento
 De posse da leitura, os sumérios partiram para a criação de cidades, cada uma tendo um rei absoluto - a primeira chamou-se Eridu e foi erguida há 5,4 mil anos antes de Cristo - e foram entregando ao mundo a ciência, o direito, a tecnologia e a literatura, esta capaz de contar a história, a cultura de um povo.
Com a escrita, os caras levaram o homem a interligar-se em redes, por grande parte do planeta, no que agradeceu-lhes, sobretudo, os comerciantes.
 Portanto, se você não tem juízo e lê esta coluna, fique sabendo que este é um lance mesopotâmico, com assinatura de sumério. Mas poderia ser de caldeu, babilônico, assírio, amorreu, arameu, fenícios ou hebreus. Até de baiano - no que é, meu rei. Oxente!     
     IMAGEM REPRODUZIDA DE WWW.BRASILESOTÉRICO

sexta-feira, 27 de julho de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MINEIRÃO

1 - O primeiro jogo do Vasco no Mineirão, e Belo Horizonte, foi em 3 de março de 1966, vencendo o Atlético-MG, por 2 x 0. Picolé fez o seu primeiro gol na casa inaugurada em 7 de setembro de 1965. No Estádio Olímpico, do Grêmio, em Porto Alegre, a primeira vez foi em 23 de novembro de 1955, perdendo do anfitrião, por 0 x 2. A. O mesmo ocorreu no primeiro jogo no Beira-Rio: perdeu do Internacional, por 0 x 2, em 1º de novembro de 1969, pela Taça de Prata.  Na Fonte Nova, em Salvador, o Vasco pisou, pela primeira vez, em 17 de janeiro de 1954, vencendo a Seleção Baiana por 2 x 0, amistosamente, com gol de Alvinho ou Ademir Menezes. No Serra Durada, em Goiânia, foi em 29 de junho de 1975, empatando, por 1 x 1, com o Goiânia. Dé "Aranha" beliscou.

2 - A data de abertura do departamento de futebol vascaíno foi 16 de novembro de 1915. O clube adotou a camisa totalmente negra, com punhos brancos e a cruz no peito esquerdo, o que fez os seus jogadores serem chamados de “camisas pretas”. Em 16.01.1938 a foi a  estreia a  camisa branca, com a faixa preta em diagonal. E com golada, em São Januário: 4 x 1 Bonsucesso, com gols de Niginho (2), Lindo e Luna, valendo  pelo Campeonato Carioca ainda de 1937. Naquele dia, o time teve: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Lindo: Alfredo I, Feitiço, Luna e Niginho. Em 01.08.2001, o Vasco voltou a jogar com a camisa totalmente negra. Na ocasião estreava no Campeonato Brasileiro e empatou, com o Gama, por 0 x 0, no Bezerrão, a casa do adversário. 

3 - Dunga, o capitão do “tetra da Seleção Brasileira de 1994 foi, também, campeão estadual pelo Vasco. Estreou em 26 de fevereiro de 1987, com 3 x 0 sobre o Goytacaz-RJ, dirigido pelo Joel Santana, que acabou substituído por Sebastião Lazaroni no decorrer da competição. Dunga disputou 23 jogos pelo “Time da Colina” marcando três gols. Deixou São Januário com quatro títulos a mais no currículo: Taça Guanabara, Campeonato Estadual, Copa de Ouro e a Copa TAP, estes dois últimos torneios amistosos internacionais.

4 - O “Kike” anotou seções que saíram, com muitos dados, sobre atletas, na antiga “Revista do Esporte”, que circulou entre 1959 e 1970. Anote: Rais X de Corpo Inteiro –Bellini - RE-32; Gosto não se Discute – Bellini - RE-144; Gosto não se Discute– Écio-RE-143; Raios X de Corpo Inteiro – Pinga -RE-40; Bate Bola – Mário “Tilico” – RE-333; – Bate –Bola com Da Silva – RE-100; Os maiores gols de Célio- RE-339 (04.09.1965); Casamento de Coronel – RE-100; Contracapa do time campeão carioca de aspirantes-1960 - RE-10; até 27 de janeiro de 1962, o Vasco tinha 36 vitórias, 18 empates e 29 derrotas para o Flamengo, segundo a “RE” Nº151, de 27 de janeiro de 1962.


5 - Ídolos das torcida vascaína que mais balançaram as redes em uma só partida: 6 gols - Edmundo, em Vasco 6 x 0 União São João –11.09.1997; 5 gols – Ismael, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio - 06.09.1947; Djayr, em Vasco 9 x 1 Madureira – 15.10.1950; Roberto Dinamite, em Vasco 5 x 2 Corinthians - 4 de maio de 1980; 4 gols – Maneca, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio- 06.09.1947; Dimas, em Vasco 6 x 1 Bangu - 10 de outubro de 1948; Romário, em Vasco 7 x 1 Guarani de Campinas -05.08.2001. Também marcaram quatro: Lelé, Saulzinho; Roberto Pinto, Alcir Portella e Vadinho.

A GRAÇA DA COLINA - SORRIA

As páginas de humor sempre fizeram tabelinhas com bola rolando nas revistas e jornais esportivos brasileiros. O Vasco da Gama, por ter nascido clube da colônia portuguesas do Rio de Janeiro, tornou-se um bom motivo para os chargistas fazerem os torcedores sorrirem, principalmente porque o carioca sempre gostou  de tirar um sarro em cima dos “portugas”.
A semanária “Esporte Ilustrado”, por exemplo – foi às bancas, entre as décadas 1920 a 1950 –, trazia toda a sua penúltima página com o que, hoje, chamamos de “gozações”, as “caçoadas” de antigamente. José Luz criava textos e Alberto Lima as ilustrações. Veja estas, publicadas pelo Nº 862, de 14 de outubro de 1954.

1 – Caçoada com os apelidados Rey e Rainha. O primeiro, José Fontana,  buscado no Coritiba, para substituir Jaguaré, que fora para o Barcelona-ESP,  esteve cruzmaltino entre 1933 e 1938, tendo sido campeão carioca-1934/1936. Nesse período, viveu uma vida movimentadíssima fora dos gramados.
Nascido, em Curitiba-PR – viveu entre 19.03.1912 a 03.04.1986 – Rey é considerado pelo chargista um “frangueiro”. Nem tanto, pois chegou a ser chamado para a Seleção Brasileira. Motivo: engoliu três gols no segundo tempo de Vasco 4 x 6 América, em 18 de dezembro de 1938, sendo dois “perus” que ajudaram o rival a virar o placar. Estava em má forma física, devido à sua intensa vida noturna. Foi escorraçado pela torcida, multado pelo clube e teve o seu contrato rescindido. Nunca mais pisou o pé na Colina.

2 – Raínha, por engano do chargista, é citado por goleiro, mas foi jogador das antigas chamadas “linha média”, o que seria, atualmente, uma espécie de meio-campista. Esteve vascaíno entre 1917 a 1928. Nos dois últimos anos de carreira, as formações do time-base eram: Nélson (Amaral), Espanhol (Brilhante) e Itália; Nesi (Arthur), Bolão e Rainha (Sá Pinto); Paschoal (Baianinho), Torterolli (Álvaro), Russinho, Tatu (Galego) e Negrito (Badu). Raínha não se encontra entre os grandes ídolos do passadão vascaíno. Seu verdadeiro nome era Antônio de Castro Reis  e foi vice-presidente do clube,  em 1945, quando o presidente era Jayme Guedes, outro ex-atleta do futebol da Colina e que rolou a pelota junto com ele, em 1917. Rainha nunca foi titular absoluto.

3 – Na charge à direita vemos um elefante.  Alusão ao “bicho”, ao prêmio pago aos jogadores vascaínos, por vitórias, durante o Campeonato Carioca-1923, quando eles conquistaram o primeiro título do clube na Primeira Divisão.
 Ficou na história da malandragem no futebol carioca. Um comerciante cerealista português, da Rua do Acre, sabedor de que era proibido (mesmo no tempo do amadorismo) dar dinheiro ao jogador,  driblava a lei, oferecendo-lhes “bichos” por vitórias.
As notas do dinheiro brasileiro de então escalavam um verdadeiro time zoológico: 5 mil-réis, um cachorro; 10, um coelho; 20, um peru; 50, um galo; 100, uma vaca e 400 uma vaca de quatro pernas.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - VASQUETEBOL

Ricardo Azevedo, o verdadeiro...
Em 1966, o Vasco conquistou, pela terceira vez consecutiva, o Torneio Gerdal Boscoli, no basquetebol, vencendo ao Botafogo, na partida desempate, no ginásio do Tijuca, por 72 x 60. A rapaziada totalizou 11 pontos, em cinco vitórias e apenas uma escorregada. 
 Foram 413 pontos marcados pela equipe durante a competição – 352 sofridos –, o que lhe deu o bom saldo de 61 cestas. Paulista, o camisa 9,  foi o principal cestinha, fazendo a pelota ultrapassar o aro por 115 vezes, ou 19,1 por partida.
 Um outro cruzmaltino, o pivô Douglas, o camisa 12, esteve como o maior pontuador em um só jogo: 31 cestas, diante do fortíssimo rival, durante o compromisso que levou a decisão para jogo extra. Foi eleito, também, o craque da disputa. Mas, na finalíssima, a gloria ficou para Sérgio. No entanto, Douglas, o segundo cestinha do time, com 100 pontos, entrou na seleção do torneio, juntamente com  Tentativa.  
... nome do atleta Tentativa
                                    OS CARAS
O grupo campeão teve: vice-presidente: Alberto Rodrigues;  diretor de basquete: Jorge Macedo; treinador: José Pereira; assistente: Olímpio das Neves Leite; massagista: Turquinho; auxiliar de chefia: Francisco Madalena; atletas: Paulista, Douglas, Leonardo, Carneirinho, Gabiru, Tentativa, cujo verdadeiro nome era Rivaldo Azevedo, Roberto Felinto, Fernando Freitas, Renê Toledo, Valdir Bocardo e Gogô.        

FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA DO ESPORTE 


HISTORI&LENDAS DA COLINA - RIVA

1 -  4 de julho de 1979 - Amistosamente, na casa do adversário, quem enfrentava o Vasco era um velho adversário: Roberto Rivellino. Mas com a camisa do potiguar ABC, em Natal, como grande promoção para a partida. O já aposentado meia-atacante só atuou durante o primeiro tempo e a partida terminou no 1 x 1. O Vasco já encarou o ABC em cinco amistosos, duas vezes pela Copa do Brasil, uma pelo Campeonato Brasileiro da Série A e duas pela Série B. O primeiro  Vasco x ABC vem de 1960, quando a “Turma da Colina” esteve impiedosa, escrevendo o maior placar desse duelo. Confira a estatística: 07.06.1960 – amistoso - Vasco 6 x 0; 22.11.1970 – amistoso - Vasco 0 x 1; 01.10.1972 – Brasileiro - Vasco 2 x 1; 04.07.1979 - amistoso - Vasco 1 x 1 ABC; 04.11.1993 – amistoso - Vasco 2 x 0; 17.02.1994 – Copa do Brasil - Vasco 2 x 0; 15.03.1994 – Copa do Brasil - Vasco 1 x 1 ABC; 16.07.1996 – amistoso – Vasco 1 x 0; 17.07.2009 – Brasileiro Série B - Vasco 3 x 0; 20.10.2009 – Brasileiro Série B – Vasco 3 x 2.

2 - 16 de abril de 1967 - O Vasco disputou o seu único jogo contra o Ferroviário, do Paraná, clube extinto, por dar origem ao Colorado que, depois, virou Paraná Club. Venceu por 1 x 0, com gol marcado por Moraes. A partida foi no Estádio Durival de Brito, em Curitiba, valeu pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, um dos embriões do atual Brasileirão. rendeu NCr$ 18.034,00 (novos cruzeiros) e teve público calculado em 6.400. Cláudio Magalhães (RJ) apitou e o Vasco, treinado por Zizinho, foi: Franz (Valdir); Jorge Luis, Ananias, Fontana e Oldair; Maranhão e Salomão; Zezinho (Nado), Nei, Adilson e Morais.

3 -  19 de março de março de 1912 -  Nascia, em Curitiba, um dos grandes goleiros da história do Vasco, o paranaense Rei, que viveu até 3 de abril de 1986. Vascaíno, entre 1933 e 1938, ele foi campeão carioca em 1934 e em 1936. Seu verdadeiro nome era José Fontana e tinha um apelido de “nobreza” por vestir-se com esmero e encarar a figura de um galã. Frequentava as festas da sociedade carioca e teve por caso mais comentado os quatro anos vividos com a cantora Aracy de Almeida. Contratado para substituir o ídolo Jaguaré, que trocara São Januário pelo futebol europeu, Rei chegou à Seleção Brasileira, pela qual disputou três jogos: 24.02.1935 – Brasil 2 x 1 River Plate (ARG); 27.12.1936 – Brasil 3 x 2 Peru e 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai.

4 - Campeonato Carioca de 1921 -  Mudança nas divisões levaram os quatro primeiros colocados da Segunda Divisão-1919 a uma criada Série B da Primeira Divisão. O Vasco ficou em terceiro lugar, somando 18 pontos, em 12 jogos. Foram seis vitórias, três empates e três derrotas. Marcou 27 e sofreu 17 gols. Os resultados foram: Vasco 2 x 0 Palmeiras; 1 x 4 Vila Isabel; 4 x 2 Mackenzie; 0 x 0 Carioca; 2 x 2 Americano; 3 x 2 Vila Isabel; 2 x 3 Carioca; 4 x 0 Mangueira; 5 x 1 Mackenzie; 1 x 1 Palmeiras e 2 x 0 Americano.

5 - O “Kike” anotou estas seções que saíram, com muitos dados, sobre atletas, na antiga “Revista do Esporte”, que circulou entre 1959 e 1970. Anote: Rais X de Corpo Inteiro – Bellini - RE-32; Gosto não se Discute – Bellini - RE-144; Gosto não se Discute – Écio-RE-143; Raios X de Corpo Inteiro – Pinga -RE-40; Bate Bola – Mário “Tilico” – RE-333; – Bate –Bola com Da Silva – RE-100; Os maiores gols de Célio- RE-339 (04.09.1965); Casamento de Coronel – RE-100; Contracapa do time campeão carioca de aspirantes-1960 - RE-10; até 27 de janeiro de 1962, o Vasco tinha 36 vitórias, 18 empates e 29 derrotas para o Flamengo, segundo a “RE” Nº 151, de 27 de janeiro de 1962.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 3 X LDU-EQU

Carlos Gregório Júnior, de www.crvascodagama.com.br,
 fotografou a comemoração do gol de Thiago Galhardo.
O jogo da volta será e, 9 de agosto, em São Januário, começando às 19h30, e o time da colina classifica-se caso vença por 2 x 0, pois o gol marcado na casa do adversário tem peso maior
 Desde 2001, que o "Almirante" não disputava duas competições internacionais em uma mesma temporada.
 Naquela época, esteve na Taça Libertadores e na Copa Mercosul, que hoje é a mesma Sul-Americana.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA: 25.07.2018 (quarta-feira) VASCO 1 X 3 LIGA DEPORTIVA UNIVERSITÁRIA. Estádio: Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador. Juiz: Juan Soto-VEN..Público e renda: não informados. Gols: Anangonó,aos 7, e Jhojan Julio, aos 19 min do 1 tempo; Thiago Galhardo, aos, e Anangonó, aos  42 min da 2 etapa. ASCO: Martín Silva; Luiz Gustavo, Henríquez, Ricardo Graça e Henrique; Andrey, Bruno Cosendey (Raul), Wagner, Giovanni Augusto (Andrés Ríos) e Kelvin (Paulo Vitor); Thiago Galhardo. Técnico: Jorginho Amorim.LDU: Gabbarini, Quintero, Guerra, Salaberry e Chalá; Orejuela, Vega (Gastón Rodríguez), Anderson Julio, Jhojan Julio (Borja) e Fernando Guerrero; Anangonó. Técnico: Pablo Repetto.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FLUZARCA

1 - Entre 2000 e 2010, o Vasco mandou nos duelos contra o Fluminense. Foram 19 vitórias 8 empates e só duas "bolas furadas". Eis a estatística: 02.04.2000 – Vasco 3 x 2; 21.05.2000 – Vasco 0 x 1; 11.02.2001 – Vasco 2 x 0; 15.04.2001 – Vasco 3 x 3; 07.03.2002 - Vasco 2 x 2; 15.05.2002- Vasco 1 x 0; 02.02.2003 – Vasco 2 x 2; 19.03.2003 – Vasco 2 x 1; 23.03.2003 – Vasco 2 x 1; 07.03.2004 – Vasco 4 x 0; 04.04 – 2004 – Vasco 2 x 1; 27.02.2005 – Vasco 2 x 1; 26.03.2005 – Vasco 1 x 1; 05.03.2006 – Vasco 2 x 2; 17.02.20076 – Vasco 4 x 4; 23.03.2008 – Vasco 1 x 2; 08.02.2009 – Vasco 0 x 0; 13.02.2010 - 0 x 0 e 28.03.2010 – Vasco 3 x 0.

2 - O Vasco teve a sua melhor média de gols no Campeonato Brasileiro em 1982. Cravou 2,63 tentos, por jogo, ou 42 bolas nas redes, em 16 compromissos. O time escalava atletas muito ofensivos, como Wilsinho, Roberto Dinamite e Cláudio Adão (autor de 13 tentos, ajudando o time a chegar às oitavas de final.  O Vasco está em 10º lugar no ranking do Brasileirão, mas no quesito recordes é o clube que mais vezes (8) fez o principal artilheiro, sendo que, um deles, Edmundo, detém o recorde de mais tentos (6) em uma só partida(6 x 0 União São João-SP, em 11.09.1997). Um outro, Romário (2000/01/05), integra o trio (com Dario e Túlio Maravilha) dos que mais vezes (3) foram o principal “matador”. O Vasco tem, também, a segunda melhor média geral de gols da competição (1,46).  O Vasco é, também, o time com mais empates na Série A do  Brasileiro: 341.

3 -“Além de  torneios europeus, o treinador Martim Francisco (foto) ajudou o Vasco a ganhar outros, também, pelo continente sul-americano? Em 1957, por exemplo, foi buscar taças no Chile e no Peru. Em Santiago, pelo Torneio Internacional do Chile, no primeiro jogo, o Vasco bateu o uruguaio Nacional, por 2 x 1 (16.01), com gols de Laerte e de Válter Marciano. Passados três dias, decidiu e venceu o local Colo Colo, por 3 x 2, com gols marcados por Válter (2) e Livinho.  Esta foi a formação-base: Wagner, Ortunho e Bellini; Orlando, Laerte (Clever) e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Válter e Roberto Pinto. Depois, o Vasco de Martim ganhou o Torneio de Lima. Mandou 4 x 3 no Municipal (23.01); 1 x 0 no Sporting Cristal (26.01) e 3 x 1 sobre o Universitário (31.01). Na estreia, Livinho (2), Sabará e Válter Marciano compareceram ao barbante. No segundo jogo, o goleador foi Laerte, enquanto Livinho, Válter e Artoff fizeram o serviço na última parida. O time-base teve: Wagner, Ortunho e Bellini; Orlando, Laerte e Coronel; Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Válter e Roberto Pinto (Artoff).  A conquista reafirmava o prestígio adquirido pelos cruzmaltinos em gramados peruanos, a partir de 20 de março de 1954, quando venceram os Combinados Universitário/SportBoys, por 1 x 0; Sucre/Sporting Tabaco, por 1 x 0 (24.03) e Municipal/Centro Luqueño, por 3 x 0 (27.03).  

terça-feira, 24 de julho de 2018

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - SUPERGOLAÇO

Chapelaria Dinamite fazendo cabelo, barba e bigode do cliente Osmar
1 -- O maior artilheiro da história do Vasco da Gama, Roberto Dinamite (702 gols, em 1.100 jogos), considera este da foto o mais bonito que marcou.
Ele aplica um "chapéu" no zagueiro botafoguense Osmar Guarnelli, no clássico de 9 de maio de 1976, pela Taça Guanabara, quando a "Turma da Colina" venceu, por 2 x 1, de virada, após vantagem do rival, por toda a primeira etapa.
Roberto fez os dois tentos vascaínos, aos 18 e aos 44. O time do dia, dirigido por Paulo Emílio, teve: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mario, Zanata e Luiz Carlos Lemos; Luís Fumanchu, Roberto e Dé "Aranha".

2 - Em 17 de abril de 2013, o Vasco negociou o seu então maior ídolo da torcida, o zagueiro Dedé. Cedeu, ao mineiro Cruzeiro, 45% dos seus direitos sobre o atleta, por R$ 14 milhões, recebendo, por empréstimo o meia Alisson, até o final do ano. Dedé era chamado pela galera cruzmaltina de "Mito". Passou quatro anos na Colina e levou com ele o título de campeão da Copa do Brasil de 2011.
No entanto, não foi o mais caro dos atletas que saíram de São Januário. Era o segundo. A ponta ainda é de Romário, levado pelo holandês PSV Eindhoven, em 1988, por R$ 39,8 milhões. O terceiro da lista é Edmundo, negociado, com o Palmeiras, por R$ 8,4 milhões, em 1993. Roberto Dinamite é o quarto. Em 1979, custou R$ 5,9 milhões ao espanhol Barcelona – todos os preços foram atualizados.
   FOTO REPRODUZIDA DO ARQUIVO DO 'JORNAL DE BRASILIA

ESTATÍSTICAS DA COLINA

1 - O Vasco já enfrentou o Rio Negro, de Manaus-AM, por 12 vezes. Venceu cinco (41.67%) e empatou seis (50%), marcando 22 gols, com 1.83 de média por partida. Confira data e placar de cada refrega contra os amazônicos:  23.06.1968 - amistoso - Vasco 4 x 1; 12.10.1971 - amistoso - Vasco 2 x 0; 30.09.1973 - Campeonato Brasileiro - Vasco 0 x 0 Rio Negro; 27.05.1976 - amistoso - Vasco 1 x 1 Rio Negro; 12.06.1983 - amistoso - Vasco 1 x 1 Rio Negro; 27.06.1984 - amistoso - Vasco 2 x 3; 09.07.1987 - amistoso - Vasco 0 x 0 Rio Negro; 20.07.1988 - amistoso - Vasco 3 x 2; 19.07.1989 - Copa do Brasil - Vasco 1 x 1 Rio Negro; 22.07.1989 - Copa do Brasil - Vasco 2 x 1; 09.02.1991 - Copa do Brasil - Vasco 1 x 1 Rio Negro; 21.02.1991 - Copa do Brasil - Vasco 5 x 0.  

2 - O Vasco tem três confrontos registrados diante do paraguaio Libertad, e sai deles com 67% de aproveitamento, marcando 10 gols, à média de 3,33 por jogo. Confira a estatística: 16.02.1938 - Vasco 1 x 3 Libertad, em São Januário; 24.02.1946 - Vasco 6 X 1, em São Januário; 02.07.1967- Vasco 3 X 0, no Maracanã.

3 - O Peñarol é um tradicional freguês continental da “Turma da Colina”. Em 17 jogos, foram batidos em nove (52,94%), levando 31 gols (média de 1,82 por jogo). Confira a estatística do confronto: 04.02.1947 - Copa Atlântico – Vasco 0 x 0 Peñarol; 08.04.1951 - amistoso  - Vasco 3 x 0; 22.04.1951 – amistoso – Vasco 2 x 0; 16.01.1958 - amistoso – Vasco 3 x 1; 09.04.1963 -Torneio de Santiago do Chile – Vasco 3 x 2; 04.03.1967 - amistoso – Vasco 2 x 1; 03.09.1967 -Troféu Ramón de Carranza – Vasco 1 x 3; 20.02. 1982 - Torneio de Verão do Uruguai – Vasco 1 x 0; 15.02.1983 - Torneio Bicentenário. Simon Bolívar – Vasco 1 x 2; 20.06.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 3 x 1; 11.07.1997 - Supercopa da Libertadores – Vasco 1 x 1 Peñarol; 29.07.1999 - Copa Mercosul - Vasco 1 x 2; 31.08.1999 - Copa Mercosul - Vasco 1 x 1 Peñarol; 01.08. 2000 - Copa Mercosul – Vasco 3 x 4; 07.09. 2000 - Copa Mercosul - Vasco 1 x 1 Peñarol; 05.04.2001 - Taça Libertadores – Vasco 2 x 1; 02.05.2001 - Taça Libertadores – Vasco 3 x 1.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

FERAS DA COLINA - JUNINO GIROLDO

 Osvaldo Giroldo Júnior, o Juninho Paulista, está na história como o autor do "gol mil" vascaíno em Brasileiros. Rolou no 28.11.2000, tendo por vítima o Esporte Clube Bahia, em uma terça-feira, em São Januário.
O destino o presenteou Juninho, aos 74 minutos, diante de 17 mil, 332 almas que gastaram 52 mil e 700 cruzeiros (moeda da época) e anotaram a vitória do Vasco da Gama, por 3 x 2, com time armado por Oswaldo de Oliveira e formando por: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho Amorim (Nasa), Paulo Miranda, Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller (Pedrinho) e Romário (Viola).
 Juninho Paulista só não fez mais sucesso naquela rodada porque, vinte dias antes, o São Paulo chegara lá, com 4 x 3 Sport-PE. Mas o seu gol deu ao “Almirante” o título de primeiro clube carioca a “milar” na rede pelo Brasileiro.
Baixinho, com 1,65 c, de altura, Juninho Paulista era habilidoso, mas nunca fora um "matador". Deixou em sua historia na Colina apenas  13 gols, em 47 partidas.
 Os locutores passaram a trata-lo por um gentílico, porque já havia na escalação vascaína um xará, por sinal mais alto, de 1m79cm, chamado por Juninho Pernambucano – Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, nascido, em Recife (30.01.1975) - teve duas passagens pelo Vasco: 1995 a 2001 e de 2011 a 212, com 161 jogos e 37 gols.
 Cria do Ituano-SP, Juninho Giroldo foi descoberto durante bola rolando entre peladeiros de São Caetano-SP, em 1990. O treinador Zé Rubens procurou saber quem era aquele garoto magrinho, de canelas finas, rápido e que arrancava fulminante para o gol, em pouco tempo, o levou para os juniores do time de Itu. Tinha 16 de idade e jogava, também,  futebol de salão pelo time do GM, da mesma São Caetano.

SUPORTE - Filho de pais de classe média, sem precisar de ajuda do clube para treinar, Juninho profissionalizou-se, em 1992. Em 1993, virou titular, marcou 10 gols, em 30 jogos e, em maio, foi levado pelo São Paulo. Neste, ganhou tanta admiração do técnico Telê Santana que este chegou a exagerar , lançando-o em dois jogos de uma mesma noite: contra o peruano Sporting Cristal, pela Copa Conmebol, e o Grêmio-RS, pelo Brasileirão-1993 – entrou no segundo tempo de ambas os pegas, ajudando a vencê-los pelos mesmos 3 x 1.
Nascido em São Paulo (22.02.1973), Juninho Paulista levou para São Januário a experiência de quem ganhara vários títulos pelo time tricolor paulista (Taça Libertadores; Supercopa de Clubes Campeões da Libertadores; Recopa Sul-Americana; Mundial Interclubes; Taças Ramon de Carranza e Tereza Herrera; Taça Conmebol e Recopa).
Foi em 2000 que tornou-se um cruzmaltino.

Foto reproduzida de www.netvasco.com.br
Agradecimento

VIRADA NUCLEAR – Era noite da quarta-feira 20 de dezembro de 2000, e Juninho Paulista teve uma de suas melhores apresentações vascaínas. Decidia-se a Copa Mercosul, no já demolido Parque Antárctica e o anfitrião mandava 3 x 0, no primeiro tempo. Sob as vistas de 29 mil 993 pagantes, Juninho estraçalhou na fase final. Marcou um gol e sofreu pênalti, para Romário (que fez mais dois) botar no filó.
 Naquela noite, quem dirigia o time era Joel Santana, que escalou:: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa (Viola), Jorginho Amorim (Paulo Miranda), Juninho Paulistas e Juninho Pernambucano; Euller (Mauro Galvão) e Romário.
Foi o primeiro caneco vascaíno de Juninho Paulista. O segundo foi o da Copa João Havelange, o Brasileirão-2000, decidido na tarde da quinta-feira 18 de janeiro de 2001, no Maracanã, diante de 60 mil pagantes. 
Naquele partida, ele marcou um dos gols dos 3 x 1 São Caetano, com Juninho Pernambucano e Romário também comparecendo às redes, e a rapaziada sendo: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa, Jorginho Amorim (Henrique), Juninho Pernambucano (Paulo Miranda) e Juninho Paulista (Pedrinho); Euller e Romário.
Juninho Giroldo tem, ainda os títulos da Copa do Mundo 2002, e dass Copas Stanley Rous-1995 e das Confederações-1997. Totalizou 52 jogos pela Seleção Brasileirão, vencendo 42, empatando cinco e perdendo outros cinco. Marcou seis gols. Pela seleção olímpica, foram 17 partidas, com 12, vitórias, três empates, duas quedas e cinco bolas no filó.
        

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - NEGATIVAÇA

No 8 de abril de 1924, o Vasco da Gama negou-se, por unanimidade de sua diretoria, expulsar ou ofender negros, pobres e operários que atuavam pela sua equipe. A quilo era ordem da racista Associação Metropolitana de Esportes Atléticos-AMEA, da qual o “Almirante” saiu, indignado.
Era a época do Brasil governado pelo presidente Arthur Bernardes, quando a rapaziada não tinha adversários no futebol carioca. Vencia quem pintasse pela frente, motivo de os adversários o perseguirem e fazerem de tudo para eliminá-lo de suas companhias.
Como não conseguiram via  regulamento da Liga Metropolitana, os adversários criarem a AMEA e recusaram a inscrição do Vasco, acusado de pagar aos seus atletas e não ter um bom estádio. Então, a entidade exigiu a exclusão de 12 jogadores vascaínos, o que foi recusado pelo clube. O presidente José Augusto Prestes enviou esta carta ao presidente da AMEA:
 "Estamos certos de que Vossa Excelência será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno de nossa parte sacrificar, ao desejo de filiar-se à Amea, alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923 (...) Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da AMEA".
 A saída do Vasco, bicampeão carioca-1923/1924, foi disputar a temporada-1925, pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.

domingo, 22 de julho de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 0 GRÊMIO-RS

Vascaínos comemoram o gol de Rios (C), fotografados por Rafael Ribeiro
O atacante argentino Andrés Rios entrou para o time dos "matadores" mais rápidos da Colina, mandando a bola nas redes gremistas, aos dois minutos da partida de hoje.
 O tento deixou o "Almirante" em nono lugar, no Brasileirão, com 19 pontos e um jogo a menos.
 Os próximos compromissos do time vascaíno serão diante da LDU, no Equador, na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, e diante do Corinthians, no domingo, pelo Brasileiro, em Brasília.  
No lance do gol, o lateral Henrique recebeu a bola, livre, pela esquerda, e cruzou, rasteiro. Andrés Rios dividiu a jogada com Geromel, a bola subiu e encobriu o goleiro gremista. 
CONFIRA a FICHA TÉCNICA - 22.07.2018 (domingo) - VASCO 1 X 0 GRÊMIO-RS - 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Igor Benevenuto de Oliveira-MG. Público: 7.567 pagantes, 8.242 presentes. Renda: R$ 171.160,00. Gol: Andrés Rios, aos.. VASCO: Martín Silva; Luiz Gustavo, Breno, Ricardo e Henrique; Desábato, Andrey, Pikachu, Giovanni Augusto (Henriquez) e Kelvin (Thiago Galhardo) ; Andrés Rios (Paulo Victor). Técnico: Jorginho Amorim. GRÊMIO-RS: Marcelo Grohe; Léo Moura (Douglas), Geromel, Bressan e Marcelo Oliveira (Marinho); Jaílson (Jael), Cícero e Ramiro; Luan, Everton e André.Técnico: Renato Portaluppi. OBS: Henrique foi expulso de campo.

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - MADALENA, O MITO MULTIFACETADO

 O catolicismo instituiu o 22 de julho como o dia dedicado à Santa Madalena. Depois da virgem, a mãe de Jesus Cristo, seguramente, a gloriosa  “Madá” é a mais emblemática das Marias do credo.   
Reconstrução do rosto exibido pelo programa 'Fantástico" e
reproduzido do G-1


 Ao longo de 21 séculos de cristianismo, ela tem sido apresentada como prostituta; mulher de Jesus; mãe dos filhos dele; quem o viu ressuscitar e, nesses tempos pós-modernos, feminista e apóstola. 
A vertente inclui, ainda, a sua participação entre as mulheres que patrocinavam as viagens do pregador, o que sugere, inclusive, a Bíblia.
Por sinal, foi no livro sagrado dos católicos que começou a rolar a tal história da “Madá” prostituta. Está no capítulo 8 do Evangelho de Lucas, que lhe confere a posse de sete demônios, dos quais se libertara ao ligar-se a Jesus, como analisam estudiosos  bíblicos.
Madálena tem merecido vários livros
 A Bíblia, por sinal  arruma mais confusão pra cima de “Madá”. Em 591, o papa Gregório Magno afirmou, sem provas,  ser ela irmã de Lázaro (sujeito trazido de volta à vida por Jesus). 
Segundo o Sumo Pontífice.  a moça abusara de tanto pecar, até ganhar o perdão de Cristo, que assim o fizera para mostrar que no arrependimento estava a absolvição dos pecados. E, ao fim da pregação, o campo abriu-se bastante para Madalena ser o mito que hoje tanta curiosidade desperta.
 Comprovação mesmo do que se atribui à “pecadora” só a de que ela tornou-se Maria Madalena por ser proveniente de Magdala, na Galileia, onde hoje fica o norte de Israel.
 Ao sair de lá e viver a sua grande aventura, ela jamais imaginaria servir tanto à imaginação de escritores interpretes de antigos manuscritos recusados pela Igreja Católica.
 Uma das interpretações que mais inquietam os católicos é a de que “Madá” e Jesus casaram-se, tiveram filhos e estes migraram para o sul da França, onde desposaram nobres e fizeram surgir a dinastia merovíngia, iniciada com Meroveu. Mas não há provas de alguma conexão do Jota Cristo com os merovíngios.
Com relação a ser Madalena uma apostola de Cristo, a tese vem do fato de ter sido lhe atribuído a primeira visão do Jesus ressuscitado. Razão para o moderno “hermano” Papa Francisco acreditar, desde 2016, e até chama-la por “apostola dos apóstolos”. Quanto ao seu feminismo, é difícil de acreditar que, no tempo em que a palavra de uma mulher não valia nada, a dela pudesse ser diferente.
Esquisito! Como Pedro ter negado Jesus, por três vezes, distorcido a sua mensagem e virado um santo.     

sábado, 21 de julho de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - ARI

1 -Ari Barroso dizia-se torcedor do Fluminense. Até o dia em que foi expulso do clube. Flamengou, em seguida,  e elegeu-se vereador com os votos da galera do Flamengo. Um dia, defendeu o maior rival rubro-negro em uma das sessões da Câmara Municial, em agosto de 1948, quando o colega João Luís de Carvalho criticou os clubes de colônias estrangeiras, inclusive de portugueses, que não aceitavam sócios brasileiros. Ari contra-atacou:
- “Vamos fazer justiça  ao Club de Regatas Vasco da Gama, que constituiu a sua grandeza patrimonial, moral e desportiva sem preconceitos de cor, raça ou posição social. O Vasco pratica democraticamente o esporte”.
 Isso, depois de ter brigado com o Vasco da Gama, que proibiu a sua entrada no estádio de São Januário.      

 2 -  A temporada carioca-1962 seria de era caça ao Botafogo. E foi o que o Vasco e os demais rivais a fizeram. Campeão estadual-1961, do Torneio Rio-São Paulo-1962,  contando com os bicampeões mundiais Nílton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo,  os alvinegros eram os caras a serembtidos. O “Almriante” apagou seu fogo (1 x 0), no primeiro turno e empatou (1 x 1) no returno.

3 - Vasco 4 x 1 Vitória foi vitória ficando russo para os baianos. Russo marcou um dos gols e ajudou o "Almirante" a quebrar o tabu, de cinco refregas, sem domar o "Leão da Barra". E o pior para eles: vitória de virada,com Petkovic, que havia sido jogador do Vitória, também derrubando o tabuleiro das baiana – Ramon e Valdir 'Bigode" completarem o tempero cruzmaltio, em um sábado, em São Januário, pela primeira fase do Brasileirão. Com a unificação da disputa, ficaram sendo 24 os confrontos, com 8 vitórias para cada lado e 8 empates. 



O VENENO DO ESCORPIÃO - SHAKSPEARE EXECRADO PELO GRANDIOSO DITADOR

Não há notícias sobre a execração, nesses tempos mais modernos, partindo-se da metade do século 20, da peça “Hamlet”, do inglês William Shakespeare. Inclusive, a maioria dos críticos teatrais e literários a consideram a mais + mais da literatura dramática.
 Trata-se de uma história escrita entre 1.599 e 1.601, pela qual desfilam a opressão, o ódio, a corrupção, o incesto, a traição, a vingança e o moral. Isso tudo a bordo da projeção de um príncipe dinamarquês para matar o assassino do seu pai, um tio que, além de subir ao trono, ainda casa-se com a sua mãe.
Shakespeare emplacou sucesso por todo o planeta, inclusive na antiga União Soviética, terra de grandes escritores e onde, dizem, Karl Max e Vladimir Ilyich Ulyanov, o Lenin, gurus anteriores do bolchevismo, alistavam-se entre os seus admiradores. Mas é, exatamente, por lá que registra-se o única terráqueo do qual se tem noticias de desprezar Hamlet: o ditador Josef Stalin.
 Para aquele homem, Hamlet era um texto que não merecia ser encenado. O via passando mensagens altamente negativas, embora jamais tivesse estabelecido censura aos escritos de William. Mesmo assim, bastou o secretário-geral do Partido Comunista expressar a sua opinião em público para uma companhia não conseguir levar a peça ao palco de nenhum teatro de Moscou. Stalin preferia textos sobre heroísmos.
 Devido a esta sua  preferência por bravuras, Stalin, que considerava-se um “clone” espiritual do Ivan IV, encomendou a um cineasta patrício um filme sobre o seu ídolo. Era 1944 e o cara escreveu e dirigiu a primeira parte da história. Quando apresentou-lhe a segunda, o chefão bolchevique ficou indignado. 
Josef viu na tela um Ivan nada terrível, mas um camarada fraco e claudicante, E proibiu a exibição da película, pois jamais aceitaria que o seu ídolo, tivesse ficado, por alguns instantes, em cima do muro. Para Josef, um ditador nunca poderia ter dúvidas.
 Talvez, os generais ditadores brasileiros estabelecidos no Palácio do Planalto, por 21 temporadas, a partir de 1964, tivessem se inspirado em Stalin quando tomarem certas atitudes culturais, como a proibição de vários filmes. E – pasmem! - um disco gravado por Roberto Carlos, em espanhol, porque aquela era a língua do comunista Fidel Castro.
Só um detalhe: Stalin ia ao teatro e, além de peças, assistia, também, espetáculos de balé. De sua parte, os generais ditadores “brasucas” iam a corridas de cavalo e ao futebol. Só foram ao teatro para prender o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que construíra a casa de onde eles ditavam o Brasil que o povo não queria.
                        IMAGENS REPRODUZIDAS DE CAPAS DE LIVROS