Vasco

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sábado, 20 de junho de 2015

PINTOU YOLE NA ESQUINA DA COLINA

1 - O “Ybis”, um barco iole-2, lançado às águas em julho de 1912, foi um dos grandes vencedores vascaínos, remados por Carneiro Dias e Claudionor Provenaço.
 De fabricação italiana, com ele, o Vasco foi tri, valendo à embarcação ser carregada nos ombros dos remadores, durante as comemorações que rolavam pela Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Afinal, 19 vitórias consecutivas mereciam a honraria. O “Ybis” só foi vencido em 1917, segundo os historiadores vascaínos, muito mais por “uma pixotada dos seus remadores, do que por méritos do adversário”.
UMA “DERRAPADA ÁQUÁTICA”, digamos, com licença da metonímia.

Picolé
2 - O treinador Antônio Lopes não foi o único delegado de polícia a prestar serviços em São Januário. Houve, também, um centroavante, na década de 1960, apelidado por Picolé. Registrado como José Geraldo de Camargo, antes de chegar à Colina, ele passara pelos paulistas São José de Cerquilho, Comercial de Tietê, São Bento de Sorocaba, XV de Piracicaba e Palmeiras. Viveu até 19 de fevereiro de 2007. Depois do futebol, formado em Direito, foi delegado classe especial da Polícia Civil de São Paulo.
ESFRIOU VÁRIAS TORCIDAS e congelou, de vergonha, vários goleiros. (foto reproduzida de sovasco.blogspot.com)

3 - Classificações vascaínas em Brasileiros - 1993 - 20º lugar, em 14 jogos, com 5 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 19 gols pró e 20 contra; 1994 - 13º lugar, em 25 partidas, com 8 triunfos, 8 quedas, 9 empates, 23 gols a favor e 25 sofridos;
1995 - 20º lugar, em 23 confrontos, vencendo 7, empatando 3, perdendo 13, marcando 32 e levando 39 tentos; 1996 – 18º colocação, em 23 disputas, alcançando 8 vitórias, 3 igualdades, 12 reveses, 37 bolas nas redes e 43 contra.

1997 - 1º lugar (campeão), em 33 jogos, com 21 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 69 gols marcados e 37 sofridos; 1998 - 10º lugar, em 23 jogos, vencendo 9, empatando 7, perdendo, com 34 gols pró e 24 contra; 1999 - 6º lugar, em 24 prélios, com 10 vencidos, 8 empatados, 40 gols marcados e 31 sofridos; 2000- 1º (campeão) após 26 jogos, com 12 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 42 marcados e 42 sofridos.
OBS: de 1971 a 2000 são 688 jogos, com 292 vitórias, 221 empates, 175 derrotas, 1000 gols marcados, 689 sofridos e saldo de 311. CAMPEÃO-1997/2000. Até 2000, em termos de gols, fez mil.

4 - Em 21 de março de 1956, o Vasco foi convidado para se apresentar na cidade paranaense de Rolândia, amistosamente. Venceu o Nacional local, por 2 x 1, com dois gols de Astoff. O técnico daquela época era Martim Francisco e o time formou com: Wagner, Dario e Haroldo; Laerte, Orlando e Coronel; Antônio Luís, Ademir Menezes, Vavá (Astoff), Pinga (Livinho) e Parodi (Dejayr).
O JUIZ MANUEL MACHADO não derrubou o Vasco, ao rolar por Rolândia.

5 - Treinadores cruzmaltinos na década de 1970 – Elba de Pádua Lima, o Tim (1970, campeão carioca); Paulo Amaral e Admildo Chirol (1971); Zizinho e Célio de Souza (1972); Mário Travaglini (1872/1974 – campeão brasileiro); Paulo Emílio (1976 – campeão da Taça Guanabara); Orlando Fantoni (1977/1978 – campeão carioca e da Taça Guanabara); Carlos Froner e Otto Glória (1979).
OTTO não teve a glória de fazer chover taça em temporada de seca de faixas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

CORREIO DA COLINA - UNIFORME-3

“O Vasco já jogou partida internacional com o terceiro uniforme?” Antônio José Rodrigues Filho, de Januária, em Minas Gerais.
Sim, caro “TomZé”. Foi em seis de março de 2012, quando venceu o peruano Alianza Lima, por 3 x 2, em São Januário, pela Taça Libertadores.  Interessante, “TomZé”, que os dois primeiros gols foram  de “amigos da onça”. Aos 16 minutos, Dedé atentou contra o próprio patrimônio, mas ao juiz argentino Diego Abal  considerou gol de Jonathan Charquero, o cara que desferiu o potente chute no balão de couro. Três minutos depois, foi a vez de Christian Ramosa devolver a gentileza. Mas, para não passar a pugna inteira como bandido, ao zagueirão Dedé reparou o passo errado, marcando um tento, também, para a sua patota, aos 19 minutos do segundo tempo. Pra fechar o placar, Juninho Pernambucano deixou ao dele, aos 35, cobrando pênalti, e Ibañes, aos 40ª, reduziu a diferença.
O Vasco daquela noitada, quando era treinado por Cristóvão Borges, foi: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Rodolfo (Douglas) e Thiago Feltri; Eduardo Costa (Felipe), Nilton, Juninho e Diego Souza; William Barbio e Alecsandro.  O Alianza trouxe: Libman;  Carmona, Ramos, Ibáñez, Corrales e Albarracín;  Bazán (Vilamarín),  Gonzáles e Montaño (Fernandez); Hurtado e Charquero (Aroe). Técnico: José Soto.
O Amigo da Onça foi um personagem criado por Péricles, para a revistas O Cruzeiro. Este é de 17 de abril de 1954



 
 
 
 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

PRIMEIRO E ÚLTIMO VASCO EM BRASÍLIA

Quando o Vasco jogou pela primeira vez em Brasília, e quando foi a última partida como time de Série A?" Amaro Gomes, de Taguatinga-DF.
VASCO 1 X 1 SELEÇÃO BRASILIENSE foi a primeira partida vascaína na capital, brasileira, travada em 21 de abril de 1961, quando a cidade cortava o seu primeiro bolo de aniversário. Usando camisas pretas, a Turma da Colina adentrou às quatro linhas do Estádio Vasco Viana de Andrade, do Grêmio Esportivo Brasilense, para escrever esta história. 
Os candangos abriram o placar, por intermédio de Arnaldo Gomes, aos 15 minutos.  Saulzinho, aos 43, em cabeçada, empatou o amistoso apitado pelo carioca Amílcar Ferreira, auxiliado por Moacir Siqueira e Jorge Cardoso. O Vasco teve: Ita, Paulinho de Almeida e Brito; Barbosinha, Écio (Laerte) e Coronel (Russo); Sabará (Joãozinho), Lorico (Roberto Pinto), Javan, Saulzinho e Da Silva. A Seleção Brasiliense era: Matil; Jair, Edílson Braga e Enes; Sabará (Reinaldo), Matarazo e Bimba; Ubaldo (Invasão), Capela (Zizinho), Ely (Ceninho), Beto (Zezito) e Arnaldo. (Foto tirada de recorte de jornal (não identificado) do álbum de Alaor Capela, que participou da partida citada acima). 
Ita, Paulinho, Brito, Écio Barbosinha e Coronel (em pé),
Sabará, Lolrico, Javan, Saulzinho e Da Siva (agachados)


VASCO 2 X 2 BRASILIENSE foi a última partida vascaína (no antigo Mané Garrincha), com o time carioca na Série A do Brasileiro.  Aconteceu no dia 24 e abril de 2005, em uma tarde de domingo. No tempo normal,  2 x 2 e jogo repleto de emoções. Mas nada valeu. O pega foi anulado, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), alegando que o Brasiliense descumprira a sua determinação, de jogar com os portões fechados – castigo, pela invasão do gramado do Serejão, em Taguatinga, por um torcedor, em 4 de dezembro de 2004, quando o Jacaré vencera o Fortaleza, por 1 x 0, pela Série B. O rolo rolou com um expediente do PROCON-DF, ordenando a venda de ingressos – foram vendidos 19.999. O Vasco recorreu ao STJD, pedindo a impugnação da partida, baseado no artigo 49 do Regulamento Geral das Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que lhe daria os três pontos disputados. E os levou, ficando com a vitória simbólica, por 1 x 0.
O presidente do Brasiliense, Luiz Estevão, alegava não ter como descumprir exigência do PROCON, enquanto o seu colega cruzmaltino, Eurico Miranda, dizia que o seu clube, meramente, cumprira dispositivos legais. Cinco auditores do STJD votaram pela impugnação da partida; um pediu novo jogo e um outro considerou improcedente o pleito vascaíno, apoiado pelo presidente da corte, Luiz Zveiter. Embora sustentasse que o Brasiliense usara o PROCON como "laranja", os auditores não encontraram provas ligando-o ao órgão. Mas defenderam que o "Jacaré" não poderia cumprir a sua decisão, por entenderem que o destinatário da decisão deveria ter sido a CBF,  mandante do jogo, pelo seu regulamento de competições. "O clube assumiu uma atribuição que não era sua e caiu num erro de direito", afirmou o presidente do STJD, Luzi Zveiter. No final, o Brasiliense, além de perder os pontos, ainda foi julgado por "descumprimento de ato ou decisão do tribunal (artigo 197 do Código Disciplinar do Futebol Brasileiro) e por recorrer à justiça comum (artigo 231) – liminar da 5ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, no dia 19 de abril de 2005.
Brasiliense 2 x 2 Vasco teve o melhor público da rodada: 26 mil, 371 pagantes. O "Jaca" abriu o placar, aos 25 minutos do primeiro tempo, por intermédio de Giovani. O Vasco o igualou, aos 38, com Romário. No segundo tempo, Alex Dias o colocou à frete do marcador, aos 31, enquanto Tiano fechou a contagem, aos 45. O árbitro foi o cearense Wilson de Souza Mendonça.
O Vasco, treinado por Dario Lourenço, jogou com: Everton; Thiago Maciel (Felipe Alves), Fabiano, Daniel e Jorginho Paulista (Diego); Ygor, Coutinho, Rubens (Abedi) e Leozinho; Alex Dias e Romário. O Brasiliense, do técnico Valdyr Espinosa, foi: Donizeti; Dida, Jairo, Gérson e Márcio (Rochinha); Deda, Pituca, Iranildo e Marcelinho Carioca; Igor e Giovani (Tiano).       

quarta-feira, 17 de junho de 2015

CORREIO DA COLINA - 4 CARTAS

1 - Qual foi o clássico de maior placar e a maior goleada do Vasco em cima do Flamengo, neste século?” Adoir Santos, de Planaltina-DF.
Grande Dodô! O jogo em que o garoto do placar mais trabalhou rolou em 28 de maio de 2000, pelo Estadual-RJ: 3 x 3, no Maracanã, com o Fla abrindo dois gols de frente, em 20 minutos. No entanto, a rapaziada foi buscar o empate, aos 21 e aos 27, por intermédio de Edmundo e de Juninho Pernambucano. No segundo tempo, o “Urubu” voltou a voar na frente, mas Viola acertou o tom, aos 39.
O treinador Abel Braga, zagueiro cruzmaltino na década-1970, mandou o time ao gramado formando com: Helton, Paulo Miranda (Dedé), Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Nasa (Viola), Amaral, Juninho (Jorginho) e Felipe; Edmundo e Pedrinho.
A maior goleada vascaína, na verdade, foram duas, ambas apor 5 x 1: em 23 de abril de 2000, pelo Estadual, e em 6 de outubro de 2001, do Brasileirão. Na primeira, “mataram”: Felipe, aos 14 e Romário, aos 25 minutos do primeiro tempo. No segundo, Romário, aos 5 e aos 11, e Pedrinho, aos 22. A “tchurma”: Helton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Nasa, Felipe e Pedrinho (Júnior Baiano); Viola e Romário (Alex Oliveira).
Em 6 de outubro de 2001, valia pelo Brasileiro. Hélio dos Anjos era o chefe da rapaziada e Romário voltou a mandar três bolinhas no barbante: aos 45, 58 e 82 minutos. Gilberto, aos 30, e Euller, aos 90, foram os “completantes” de placar. O time dirigido apor Hélio dos Anjos, era: Helton: João Carlos, Odvan, Fabiano Eller (Jamir) e Rafael; Donziete Oliveira, Gilberto e Léo Lima (Botti); Euller, Bebeto (Bóvio) e Romário. Tá bom, ou quer mais.

2 - “Quem são os jogadores vascaínos que mais ganharam títulos?” Amélia Fernanda Marques Brito, de Taguatinga-DF.
Anote aí, gatinha! O líder é o goleiro Moacyr Barbosa, que carregou 14 canecos pra casa: Sul-Americano-1948; Carioca-1945/47/49/50/52/58;  Municipal-1945/46/47; Torneio Inicio-1945/48/58. Torneio Relâmpago-1946. O vice-líder é Roberto Dinamite, com oito faixas colecionadas: Carioca-1977/82/87/88/92; Troféu Ramón de Carranza-1987/88; Brasileiro-1974.
O pódio dos três primeiros é completado por Felipe, conquistador de sete títulos: Brasileiro-1997/2000; Taça Libertadores-1998; Copa Mercosul-2000; Torneio Rio-São Paulo-1999; Carioca-1998. Empatados, com seis títulos estão: Ademir Menezes, Juninho Pernambucano e Danilo Alvim. O primeiro faturou os Cariocas-1945/49/50/52; Sul-Americano-1948 e o Municipal-1945. Seu colega de time, Danilo, levou o Estadual-1945/47/49/50/52 e o Sul-Americano-1948.a De sua parte, Juninho tem: Brasileiro-1997/2000; Libertadores-1998- Rio-São Paulo/1998 e Mercosul-2000.


3 - "Eu era muito fã do Viola. Por onde ela anda?" Vanessa Vieira de Oliveira, de São Sebastião-DF. Seguinte, Vanessa! O seu ídolo aposentou-se do futebol e está residindo em São Paulo. Paulo Sérgio Rosa é o verdadeiro nome do atacante, que ganhou o apelido de Viola por chegar aos treinos, em seus inícios de careira, com uma chuteira da marca homônima". Paulistano, nascido em 1º de janeiro de 1969, ele esteve vascaíno entre 1999 e 2000, após passar por Corinthians, São José, Olímpia, Valência-ESP, Palmeiras e Santos.
 Viola não conseguiu firmar-se como titular no Vasco, tendo participado de apenas 31 partidas e deixado só seis gols de lembrança. Pouquíssimo para quem ficara na história corintiana como o seu 16° maior artilheiro (105 gols, em 283 jogos), além de ter sido o principal  artilheiro dos Campeonatos Paulsita-1993 (20 gols/Corinthians) e  Brasileiro- 1998 (21 gols/Santos). Mesmo não conseguindo apresentar um bom rendimento em São Januário, Viola deixou a Colina levando os títulos de campeão da Copa João Havelange, o Brasileirão do ano 2000, e da Copa Mercusul, também na mesma temporada.
Viola esteve, também, no grupo campeão  mundial pela Seleção Brasileira, em 1994, tendo participado de 15 minutos da prorrogação, contra a Itália, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Totalizou 10 jogos, com seis vitórias, três empates, uma derrota e dois gols marcados. 
 "4 - "O Vasco já perdeu algum jogo no dia do seu aniversário?" Ariovaldo Pereira, de Sobradinho-DF.
Prezado Ari! A data 21 de agosto é de festa em São Januário. Nela, o Club de Regatas Vasco da Gama deveria cumprir o regulamento, não é mesmo? Se jogar nesta data, tem que vencer e presentear a sua torcida, confere? No entanto, a rapaziada já pisou na bola em três oportunidades como aniversariante.  A primeira escorregada foi diante de um tradicional freguês, o Bonsucesso, por 1 x 3, em 1932, no campo da Estrada do Norte, pelo Campeonato Carioca. A segunda rolou contra o Fluminense, um outro freguês, em 1983, valendo, também, pelo Estadual, pelos mesmos 1 x 3, mas no Maracanã. Por fim, o último vexame aconteceu enfrentando o paraguaio Cerro Porteño, pela Copa Mercosul, em 2001, no Assunção. Mas estamos no lucro. A maioria dos jogos na data terminou com o time na frente do placar.

terça-feira, 16 de junho de 2015

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1957


O goleiro Carlos Alberto Cavalheiro e o zagueirão Ortunho foram aos gramados europeus buscar canecos
A data 14 de junho é uma das mais importantes na história internacional do Club de Regatas Vasco da Gama. Em 1957, a rapaziada comandada pelo treinador Martim Francisco botou na roda o considerado melhor time do mundo, o espanhol Real Madrid, na decisão do Torneio de Paris, e o venceu, por inquestionáveis 4 x 3. Foi como se o Vasco tivesse sido campeão mundial interclubes, pois aquela era a principal disputa da época e fora projetada conferir ao vencedor uma espécie de título do futebol mundial, disputado pelas melhores equipes do planeta.